Língua portuguesa artigo 4 concordancia basica

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Língua portuguesa artigo 4 concordancia basica

  1. 1. Língua Portuguesa – Prof.ª Luciane Sartori 1 FCC/Parte II - Vamos facilitar a resolução das questões de concordância, galera? A DICA É ÓTIMA, APROVEITEM! Quando falamos em concordância, estamos falando emcombinar as palavras. E de que forma isso acontece? Quais palavrasparticipam desse processo? Primeiramente, somente as palavras variáveis - substantivo,artigo, adjetivo, numeral, pronome e verbo - participam desseprocesso, e, por isso, elas variam, para concordar entre si. CONCORDÂNCIA NOMINAL Em concordância nominal, temos de nos preocupar com aspalavras variáveis que determinam o nome – substantivo ou qualquerpalavra que o substitua -, são elas: o artigo, o adjetivo, o numeral eo pronome. Essas palavras, sempre que acompanham o nome, devemconcordar com ele em gênero e número. Vejamos o exemplo abaixo: Os meus dois velhos soldadinhos de chumbo foram doados. artigo pron. num. adjetivo subst./nome locução adj. Como o artigo os, o pronome adjetivo meus, o numeraladjetivo dois e o adjetivo velhos referem-se ao substantivosoldadinhos, devem concordar com ele no gênero masculino e nonúmero plural, já que ele é substantivo masculino e está no plural. Obs.: o pronome e o numeral são classificados aqui comopronome adjetivo e numeral adjetivo justamente porque se referem aum nome. Esta concordância em nossa língua serve para que possamosentender na leitura quais palavras estão fazendo referência àinformação principal que é sempre o nome. Por esse motivo dizemosque o nome é sempre núcleo; costumamos dizer que ele é o chefe,“manda” em todas as outras palavras que a ele se referem. www.italoromanoeduardo.blogspot.com.br
  2. 2. Língua Portuguesa – Prof.ª Luciane Sartori 2 Vale lembrar ainda que foram doados é locução verbal e comoestamos trabalhando ainda apenas com a concordância nominal, essaexpressão agora não nos interessa, por isso nem vamos ligar paraela. Atenção! Em prova, essa concentração no ponto em que aquestão está trabalhando é importantíssima, você ganha tempo e não“filosofa” em outros aspectos da linguagem, isso acontece muito emPortuguês: o examinador pede para avaliar o acento da crase e apessoa fica entretida com “aquela vírgula que não deveria estar ali”;pronto! errou a questão, porque pensou o que não devia. Voltando ao exemplo, há ainda a locução adjetiva “de chumbo”para comentarmos. Nesta frase, de modo geral, ninguém tem dúvidade que “de chumbo” não varia para combinar com “soldadinhos”, ouseja, ninguém acha que a frase ficaria assim: Os meus dois velhos soldadinhos de chumbos foram doados. Mas aí surge “a pergunta que não quer calar”: por quê?!Também é uma expressão que se refere ao nome, e não varia, sendoque todas as outras têm de fazer a concordância? É isso mesmo, porque a associação dessa expressão “dechumbo” com o substantivo “soldadinhos” se dá por meio dapreposição que é um conectivo, ou seja, está lá para fazer a relaçãoentre os dois substantivos: soldadinhos e chumbo. Dessa forma, nãoé necessária a concordância para entendermos a relação que existeentre a expressão e o substantivo. Se “de chumbo” estivesse sob aforma de adjetivo “plúmbeo”, não haveria o conectivo paraestabelecer essa relação e, nesse caso, teríamos de fazer aconcordância: Os meus dois velhos soldadinhos plúmbeos foram doados. Em contrapartida, em outras frases, muita gente fica em dúvidase o termo preposicionado deve ir para o plural ou para o masculino,enfim, variar de acordo com o nome, por exemplo: A dona deste terreno quer vendê-lo. Se dona for para o plural, é preciso que deste terreno tambémsofra flexão? Não, a frase ficará assim: As donas do terreno querem vendê-lo. Ainda não é para você se preocupar com o verbo, atenteapenas ao que estamos fazendo. www.italoromanoeduardo.blogspot.com.br
  3. 3. Língua Portuguesa – Prof.ª Luciane Sartori 3 Dona passou a ser donas e, por isso, o artigo a teve de ir parao plural normalmente, como já vimos; porém a expressão “doterreno” não, pois a preposição já fez a relação entre os termos serestabelecida. A única alteração que houve na frase foi semântica, ou seja, nosentido da frase, dá para pensarmos que a primeira dona é mais ricaque as outras, pois são duas para ter um terreno. É por esse motivo que a frase poderia também apresentar-seassim: As donas dos terrenos querem vendê-los. A expressão “do terreno” não foi para o plural porque “donas”está no plural, mas porque as donas têm dois terrenos ou mais.Entenderam? Essa alteração só aconteceu por causa da semântica. É importante observarmos, também, o que aconteceu com opronome los, que é um caso diferente do anterior que se refereapenas às palavras determinantes as quais devem concordar com osubstantivo. Neste último caso, o que vemos é o que acontece quando umapalavra substitui um substantivo, ou seja, como já dissemos é umnome. Como o pronome, neste exemplo, é um pronome substantivo,ou seja, tem o valor de nome, pois substituiu o substantivo, opronome tem de assumir as características do substantivo que elesubstituiu. Assim, como terrenos é masculino e plural, o pronome losque o substituiu tem de ficar no masculino e no plural. Essas são as bases da concordância nominal. Assim, pararesolver questão de prova desse assunto, nunca concentre suasenergias nos termos preposicionados, ou seja, naqueles queestiverem com preposição antes, como em “de chumbo”, bem comonão se concentrem no comportamento do verbo, porque ele não fazparte desse raciocínio. CONCORDÂNCIA VERBAL Agora passaremos a nos preocupar com o comportamento doverbo, porque a base da concordância verbal, como o próprio nomedo assunto diz, é a análise da flexão do verbo em relação ao sujeito. Como sempre dizemos, o verbo tem de obedecer porque elecumpre a função de marido, já o sujeito manda no comportamento www.italoromanoeduardo.blogspot.com.br
  4. 4. Língua Portuguesa – Prof.ª Luciane Sartori 4do verbo porque cumpre o papel de esposa – pessoal, deu briga aqui,porque o Nélson tem uma posição diferente, mas deixa para lá. O raciocínio é o seguinte: o verbo deve concordar em pessoa enúmero com o núcleo do sujeito da oração – claro, quando o sujeitoexistir. Essa concordância, então, é feita como procedemos aoconjugar os verbos: Eu amo – verbo em primeira pessoa do sing. como o sujeito; Tu amas – verbo em segunda pessoa do sing. como o sujeito; Ele ama – verbo em terceira pessoa do sing. como o sujeito; Nós amamos – verbo em primeira pessoa do plural como o suj.; ... e assim por diante. Não adianta, então, decorar todas as regras de concordânciaverbal, se você não conseguir reconhecer o sujeito. O problema éque, dependendo das palavras formadoras do sujeito, as pessoas seatrapalham em reconhecer o seu núcleo, porque umas palavrasacabam chamando mais atenção que outras e as pessoas acabam porconsiderar núcleo do sujeito o que chamar mais a atenção delas, sempensar no sentido da frase. Essa distração é fatal para se errar emconcordância verbal, vejamos: O número de alunos participantes da excursão foi excelente. Respondam: qual é o núcleo do sujeito dessa oração? Se você pensou que é alunos, errou; se pensou emparticipantes, errou também; se pensou número, acertou. O problema é que alunos chama mais atenção do que númeropor um motivo simples: é pessoa, é gente. Normalmente,participantes só passa pela cabeça da pessoa, como sujeito, depoisque dizemos que alunos não é sujeito, dificilmente as pessoaspensam em primeiro plano em número. Como falamos, é a seleção depalavras que faz a pessoa se equivocar em relação ao núcleo dosujeito. Vamos voltar à análise da frase: O número de alunos participantes da excursão foi excelente. O núcleo do sujeito da oração é número, como dissemos, e osujeito “todo” é o que sublinhamos acima. Assim, se substituirmostodo o sujeito por um pronome pessoal do caso reto (eu, tu, ele, nós,vós, eles), o pronome será “ele”, pois a informação principal sempreestá no núcleo, ou seja, no nome. E no caso do sujeito, NO NOME QUE NÃO ESTIVER PREPOSICIONADO. www.italoromanoeduardo.blogspot.com.br
  5. 5. Língua Portuguesa – Prof.ª Luciane Sartori 5 Essa é uma lei de que não podemos nos esquecer: em umgrupo de nomes formando o sujeito, o nome que não estiverpreposicionado será sempre o núcleo do sujeito e é ele que manda nocomportamento do verbo. Como o sujeito da oração analisada deve ser substituído pelopronome pessoal “ele”, o verbo deve ficar na terceira pessoa dosingular. O número de alunos participantes da excursão foi excelente. ELE = 3ª pessoa do singular  3ªp.s. Além da seleção das palavras, há também a mania que temosde fazer concordância por aproximação. Vejamos: O voo das grandes borboletas coloridas enfeitam qualquer lugar. Notem como o verbo está flexionado de forma errada, pois qualé a tendência? É as pessoas fazerem o verbo concordar com o queestá mais próximo dele, no caso, das grandes borboletas coloridas.Substituindo o sujeito todo por um pronome pessoal, teremos,novamente, a forma “ele” que leva o verbo para a terceira pessoa dosingular: O voo das grandes borboletas coloridas enfeita qualquer lugar. ELE =3ª pessoa do singular  3ªp.s. Como dissemos, não se pode esquecer da lei: em um grupo denomes formando o sujeito, o nome que não estiver preposicionadoserá sempre o núcleo do sujeito e é ele que manda nocomportamento do verbo. Não é necessário fazer a substituição do sujeito da frase por umpronome pessoal equivalente, só fizemos isso para ilustrar o raciocíniodessas frases com o raciocínio básico apresentado no início da teoriade concordância verbal. Na prática e, principalmente na hora da prova, você tem de seconcentrar no núcleo do sujeito, que é o nome não preposicionado. Gente, um desabafo: nós cansamos de falar isso para todos, maschega na hora H, as pessoas concordam o verbo com o que estivermais próximo dele, ou fazem seleção de palavra para considerar onúcleo do sujeito – nem pensam no sentido da frase. Por essa razão, criamos um método de estudo, que pode serempregado na hora da prova, para não deixá-los errar: eliminem os www.italoromanoeduardo.blogspot.com.br
  6. 6. Língua Portuguesa – Prof.ª Luciane Sartori 6termos preposicionados com um traço e pronto! Vocês não farão maisconfusão. Além disso, é importante lembrar que em um período compostovocê terá de considerar oração por oração, afinal cada uma delasapresenta um verbo e, muitas vezes, têm sujeito diferente uma daoutra. Abaixo há uma ilustração de como se procede à resolução deuma questão:(FCC / TCE / 2008) A concordância verbo-nominal estáinteiramente correta na frase: (A) Calcula-se que é necessário muita água para a irrigação e, portanto, para que se obtenha alimentos em quantidade suficiente. (B) Alterações nas condições climáticas do mundo todo resultaria em maior quantidade de chuvas em determinadas regiões. (C) O crescimento da população mundial e a poluição de boa parte dos rios estão colocando em risco esse bem essencial à vida na Terra. (D) A ocorrência de muitas doenças, com altas taxas de mortalidade infantil, estão relacionadas com o consumo de água poluída. (E) Tudo que é obtido no mundo todo, seja eles alimentos seja produtos industrializados, consomem grande parcela dos recursos hídricos. GABARITO: CObserve os esquemas abaixo com os itens comentados emdestaque: (A) Calcula-se /que é necessário muita água para a irrigação/ ( é necessária muita água) www.italoromanoeduardo.blogspot.com.br
  7. 7. Língua Portuguesa – Prof.ª Luciane Sartori 7 e, portanto,/ para que se obtenha alimentos em quantidade suficiente. ( se obtenham alimentos ) O primeiro erro da questão é de concordância nominal e está naexpressão predicativa “necessário” que deveria estar flexionada naforma do feminino singular (necessária) para concordar com o núcleodo sujeito “água” o qual está determinado pelo pronome indefinido“muito”. Outro erro presente na questão é de concordância verbal,pois a forma verbal “obtenha” deveria estar flexionada no plural(obtenham), concordando com o sujeito “alimentos”. A expressão “seobtenham” constitui voz passiva sintética e sua construçãoequivalente “alimentos são obtidos” na forma analítica determina apalavra “alimentos” como núcleo do sujeito. A forma verbal “Calcula” está corretamente flexionada nosingular, pois tem como sujeito a oração “que é necessário muitaágua para a irrigação” e o sujeito representado por uma oraçãosempre determina o singular do verbo. (B) Alterações nas condições climáticas do mundo todo resultaria em maior quantidade de chuvas em determinadas regiões. O erro da questão fica facilmente observado pela eliminação dostermos preposicionados que, após serem “riscados”, mostramclaramente nas expressões restantes o erro de concordância verbal:“resultaria” deveria ser grafado na forma do plural “resultariam” porestar em desacordo com o núcleo de seu sujeito correspondente“Alterações”. (C) O crescimento da população mundial e a poluição de boa parte dos rios estão colocando em risco esse bem essencial à vida na Terra. Eliminados os termos preposicionados, nota-se claramentecomo a locução verbal “estão colocando” concorda na forma do pluralcorretamente com os núcleos do sujeito composto “O crescimento” e www.italoromanoeduardo.blogspot.com.br
  8. 8. Língua Portuguesa – Prof.ª Luciane Sartori 8“a poluição”. Também está correta a construção “esse bem essencialà vida na Terra” como se vê pela correspondência entre os termos“esse” e “essencial” que concordam com o termo “bem”, já que este éo nome-núcleo que determina o comportamento da concordânciadaqueles. (D) A ocorrência de muitas doenças, com altas taxas de mortalidade infantil, estão relacionadas com o consumo de água poluída. Novamente, eliminados os trechos preposicionados, evidencia-se o erro de concordância entre sujeito e verbo, “A ocorrência”(núcleo do sujeito) e “estão relacionados”. Para correspondercorretamente com o núcleo do sujeito “A ocorrência”, a locuçãoverbal deveria concordar em número singular “está” e a forma doverbo no particípio também deveria estar no gênero feminino e nosingular “relacionada”. (E) Tudo /que é obtido no mundo todo,/ seja eles alimentos/ seja produtos industrializados,/ consomem grande parcela dos recursos hídricos. Nessa alternativa, pode-se observar inicialmente que o termo“Tudo” é determinante da concordância da forma verbal “consomem”que, por isso, deveria ser grafado no singular “consome”. Outro erro,também de concordância verbal, presente na expressão está nasduas ocorrências da forma verbal “seja” que deveriam ser grafadasno plural “sejam”, concordando com seus sujeitos correspondentesrespectivos “eles” e “produtos”, ambos no plural. As demaisconstruções de correspondência em concordância não apresentamdesvio das formas determinadas pela norma culta como “Tudo que éobtido”, “eles alimentos”, “produtos industrializados” e “grandeparcela”. Professora Luciane Sartori www.italoromanoeduardo.blogspot.com.br

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