Vanguardas

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Formação em História da Arte - Vanguardas Artísticas final Sec. XIX, início Sec. XX

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Vanguardas

  1. 1. Formação História da Arte Vanguardas Séc XIX-XX Alice Dias e Renan Zandomenico INHOTIM 2014
  2. 2. ARTE MODERNA
  3. 3. “A modernidade é o transitório, o efêmero, o contingente, é a metade da arte, sendo a outra metade o eterno e o imutável.” Charles Baudelaire (O Pintor da Vida Moderna)
  4. 4. • Desenvolvimento da abstração formal. (Surgimento da fotografia). • Autonomia da arte. Possibilidade de auto-referenciação da arte. Fim das funções religiosas, históricas, etc. • Obra de arte como produto. • Instaurada a lógica da sociedade de consumo na produção artística.
  5. 5. “o gosto pela novidade, a recusa do passado qualificado de acadêmico, a posição ambivalente de uma arte ao mesmo tempo ‘da moda’ (efêmera) e substancial (a eternidade).” Anne Cauquelin (Arte Contemporânea: Uma Introdução)
  6. 6. VANGUARDA
  7. 7. Termo emprestado do vocabulário militar referindo-se às tropas enviadas à frente do progresso de um exército em uma batalha.
  8. 8. No contexto da virada do século (XIX para XX), o termo vanguarda (avant-garde) começa a ser usado para descrever artistas ou obras que rompiam radicalmente com a herança clássica e com as tradições e escolas artísticas estabelecidas.
  9. 9. IMPRESSIONISMO
  10. 10. • O pintor pode sair da ateliê. Pintura ao ar livre. • A cor começa a se libertar de sua função narrativa. • Luz e movimento como principais elementos. • Temática de cenas cotidianas. • Captura o instante e a impressão que a luz deixa no olhar. principais nomes: Claude Monet, Edouard Manet, Edgar Degas, Auguste Renoir, Alfred Sisley e Camille Pissarro.
  11. 11. Impressão, nascer do sol, 1872. Claude Monet
  12. 12. The Grands Boulevards, 1875. Auguste Renoir
  13. 13. Série Parlemento de Londres, 1900 a 1905. Claude Monet
  14. 14. NEO-IMPRESSIONISMO
  15. 15. • Termo cunhado pelo crítico Félix Fénéon em 1886. • A partir de uma obra de Georges Seurat apresentada em um salão independente de Paris. • Cenas urbanas modernas e paisagens. • Pensam a cor como fenômeno científico. Teoria da cor. • Técnica de pontilhismo. principais nomes: Georges Seurat, Paul Signac, Lucien Pissarro
  16. 16. Uma Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte, 1884-1886. Georges Seurat
  17. 17. Capo di Noli, 1898. Paul Signac
  18. 18. FAUVISMO
  19. 19. • O crítico de arte Louis Vauxcelles, no Salon d’Automne de 1905 em Paris, chama de "gaiola das feras" a sala em que esses artistas estavam expondo suas novas obras. • Experimentação livre com cores fortes e ousadas principais nomes: André Derain, Henri Matisse, Maurice de Vlaminck
  20. 20. Mulher com chapéu, 1905. Henri Matisse
  21. 21. The trees, 1906. Andre Derain
  22. 22. A dança, 1910. Henri Matisse
  23. 23. CUBISMO
  24. 24. • Picasso e Braque iniciam uma pesquisa para entender como a mente processava as imagens. Decomposição intelectual das estruturas para analisá-las e recriá-las. • Decomposição intelectual das estruturas para analisá-las e recriá-las. • Multiplicidade de perspectiva (tentativa de representar três dimensões na tela). • Redução da forma a padrões geométricos principais nomes: Pablo Picasso, Georges Braque, Juan Gris, Robert Delaunay, Marcel Duchamp
  25. 25. Les demoiselles d’Avignon, 1907. Pablo Picasso
  26. 26. “Eu não pinto o que eu vejo, eu pinto o que eu penso.” Pablo Picasso “A verdade está além de qualquer realismo e a aparência das coisas não deveria ser confundida com sua essência.” Juan Gris
  27. 27. Clarineta e uma garrafa de rum em um Mantelpiece, 1911. Georges Braque
  28. 28. Mulher com uma camisa sentada em uma cadeira,1910. Pablo Picasso
  29. 29. Nu Descendo uma Escada, nº 2,1912. Marcel Duchamp
  30. 30. FUTURISMO
  31. 31. • Criado em 1909 pelo poeta italiano Filippo Tommaso Marinetti, com o seu “Manifesto Futurista”. • Rejeição dos valores tradicionais e glorificação da nova tecnologia. • Exaltação da velocidade, da energia e da força. • Crença no progresso científico-tecnológico. principais nomes: Filippo Tommaso, Umberto Boccioni, Carlo Carrà, Giacomo Balla, Gino Severini e Luigi Russolo
  32. 32. MANIFESTO FUTURISTA (Publicado em 20 de Fevereiro de 1909, no “Le Figaro”) 1. Nós queremos cantar o amor ao perigo, o hábito da energia e da temeridade. 2. A coragem, a audácia, a rebelião serão elementos essenciais de nossa poesia. 3. A literatura exaltou até hoje a imobilidade pensativa, o êxtase, o sono. Nós queremos exaltar o movimento agressivo, a insónia febril, o passo de corrida, o salto mortal, o bofetão e o soco. 4. Nós afirmamos que a magnificência do mundo se enriqueceu de uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida com o seu cofre enfeitado com tubos grossos, semelhantes a serpentes de hálito explosivo… um automóvel rugidor, que parece correr sobre a metralha, é mais bonito que a Vitória de Samotrácia. 5. Nós queremos glorificar o homem que segura o volante, cuja haste ideal atravessa a Terra, lançada também numa corrida sobre o circuito da sua órbita. 6. É preciso que o poeta prodigalize com ardor, esforço e liberdade, para aumentar o entusiástico fervor dos elementos primordiais. 7. Não há mais beleza, a não ser na luta. Nenhuma obra que não tenha um carácter agressivo pode ser uma obra-prima. A poesia deve ser concebida como um violento assalto contra as forças desconhecidas, para obrigá-las a prostrar-se diante do homem. 8. Nós estamos no promontório extremo dos séculos!… Por que haveríamos de olhar para trás, se queremos arrombar as misteriosas portas do Impossível? O Tempo e o Espaço morreram ontem. Já estamos vivendo no absoluto, pois já criamos a eterna velocidade omnipotente. 9. Queremos glorificar a guerra – única higiene do mundo –, o militarismo, o patriotismo, o gesto destruidor dos libertários, as belas ideias pelas quais se morre e o desprezo pela mulher. 10. Queremos destruir os museus, as bibliotecas, as academias de toda a natureza, e combater o moralismo, o feminismo e toda a vileza oportunista e utilitária. 11. Cantaremos as grandes multidões agitadas pelo trabalho, pelo prazer ou pela sublevação; cantaremos as marés multicores e polifónicas das revoluções nas capitais modernas; cantaremos o vibrante fervor nocturno dos arsenais e dos estaleiros incendiados por violentas lutas eléctricas; as estações esganadas, devoradoras de serpentes que fumam; as fábricas penduradas nas nuvens pelos fios contorcidos de suas fumaças; as pontes, semelhantes a ginastas gigantes que cavalgam os rios, faiscantes ao sol com um luzir de facas; os piróscafos aventurosos que farejam o horizonte, as locomotivas de largo peito, que pateiam sobre os trilhos, como enormes cavalos de aço enleados de carros; e o voo rasante dos aviões, cuja hélice freme ao vento, como uma bandeira, e parece aplaudir como uma multidão entusiasta.
  33. 33. Velocidade de carros e luz,1913. Giacomo Balla
  34. 34. O ciclista, 1913. Carlo Carrà
  35. 35. DADAÍSMO
  36. 36. • Começa durante a Primeira Guerra Mundial. Primeiramente na Suiça em 1916, logo se espalha. • Cabaret Voltaire: performances, poesia, arte e música. • Movimento anti-arte, anti-tudo. • Reação às tradições artísticas e aos valores burgueses vigentes no mercado da arte. • Anarquia, niilismo, o irracional, o intuitivo. Oposto à guerra. • Início da arte conceitual.
  37. 37. • Colagem, sobreposição. • Chance, sorte, aleatório. • Uso de objetos do cotidiano. Ready-mades (Termo criado por Duchamp). principais nomes: Marcel Duchamp, Francis Picabia, Raoul Hausmann
  38. 38. Karawane, 1917. Hugo Ball https://www.youtube.com/watch?v=z_8Wg40F3yo
  39. 39. L'Oeil cacodylate 1921. Francis Picabia
  40. 40. O Crítico de Arte, 1919. Raoul Hausmann
  41. 41. L.H.O.O.Q., 1919. Marcel Duchamp
  42. 42. A Fonte, 1917. Marcel Duchamp
  43. 43. SURREALISMO
  44. 44. • Agrupamento em torno de André Breton, poeta e crítico francês que lança em 1924 o Manifesto Surrealista. • Propósito da criatividade é libertar o inconsciente. Freud. • Valor ao sonho, à loucura, ao fantástico, ao absurdo. • O humor como instrumento de libertação do racionalismo e da ditadura das convenções e do cotidiano. • A loucura é apresentada como uma forma superior de libertação da imaginação.
  45. 45. • Jogos, enquetes, colagem de palavras e imagens. • Automatismo. (Sem controle consciente). • Experiências com drogas, hipnose, transe. • Em 1930 o periódico A Revolução Surrealista muda de nome para O Surrealismo a Serviço da Revolução. (Engajamento político) principais nomes: André Breton; Antonin Artaud (teatro); Luis Buñuel (cinema); Man Ray (fotografia); Max Ernst, René Magritte, Giorgio de Chirico, Joan Miró e Salvador Dalí (artes plásticas).
  46. 46. A Persistência da Memória,1931. Salvador Dali
  47. 47. The Red Tower, 1913. Giorgio de Chirico
  48. 48. Dançarina Espanhola, 1945. Joan Miró
  49. 49. Observatory Time - The Lovers, 1936. Man Ray
  50. 50. A Traição das Imagens , 1929. René Magritte
  51. 51. Um cão Andaluz - 1928. Luis Buñuel e Salvador Dalí https://www.youtube.com/watch?v=WL81wuYbFwI
  52. 52. “A Revolução... a revolução... O realismo é podar árvores, o surrealismo é podar a vida.” André Breton

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