A casinha de chocolate

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A casinha de chocolate

  1. 1. A casinha de chocolate Eb1 s. João de Deus 2011
  2. 2. A casinha de chocolateEra uma vez...Há muito tempo, numa cabana perto de um grande bosque, vivia um pobre lenhador com os seus dois filhos, um rapaz e uma rapariga.O menino chamava-se João, e a menina Maria, e o lenhador era tão pobre que tinha muita dificuldade em sustentá-los.Um dia, João e Maria foram com o seu pai ao bosque buscar lenha e, sem darem por isso, afastaram-se tanto dele que, quando escureceu, acabaram por se perder.
  3. 3. Mas, tendo andado durante horas a tentar encontrar o seu pai ou, pelomenos, sair do bosque, quanto mais andavam mais se afastavam da sua casa.Cheios de fome e muito assustados, vaguearam a noite inteira pelo bosqueescuro, pensando que nunca mais voltariam à sua casa, até que, por fim,muito cansados, aninharam-se debaixo de uma árvore e acabaram poradormecer.
  4. 4. De manhã recomeçaram a caminhada, mas cada vez penetravam mais nobosque, e tinham tanta fome que quase não conseguiam andar:- Olha - disse João olhando para o ramo de uma árvore - que pássaro tãobonito! Um pássaro, branco como a neve, estava pousado num ramo. O seucanto era tão bonito que os meninos pararam para o ouvir. Quando o pássarobranco parou de cantar, abriu as asas e levantou voo.
  5. 5. Sem saber muito bem porquê, João e Maria seguiram o pássaro branco,que voava baixinho e muito devagar, como se os quisesse levar a algumsítio.Seguiram durante várias horas o pássaro, que finalmente pousou numabonita casinha.
  6. 6. As crianças dirigiram-se para lá, muito contentes porque tinham encontrado umsítio onde podiam arranjar alguma coisa para comer, e saber como podiam sairrapidamente daquele bosque sinistro. Mas qual não foi a sua surpresa quandochegaram ao pé da casinha e viram que as paredes eram de bolo, o telhado dechocolate, e os vidros das janelas de rebuçado transparente.
  7. 7. - Que grande banquete que vamos ter Maria! - exclamou João. Vou já comer umgrande bocado do telhado! Correram para a apetitosa casinha. Joãosubiu aotelhado e começou a comer uma telha. Maria aproximou-se de uma janela elambeu o vidro. Ao ver que era doce, e como era muito gulosa, arrancou umpedaço e chupou-o.
  8. 8. De repente, abriu-se a porta da casinha e saiu de lá de dentro uma velhinha.As crianças ficaram tão assustadas que deixaram cair as guloseimas queestavam a comer, mas a velhinha acalmou-as dizendo-lhes:- Não tenham medo, queridos meninos.Como é que chegaram até aqui?
  9. 9. - Perdemo-nos no bosque - respondeu Maria.- E temos muita fome - disse João.- Então venham - disse a velhinha. Venham e comam o que quiserem.Dito isto, a velha fê-los entrar para dentro de casa. Depois preparou-lhes umaapetitosa refeição, com bolos e leite, maçãs e nozes.
  10. 10. Mas naquela casa tudo estava ao contrário:
  11. 11. Mas a velha era na realidade uma bruxa malvada, que tinha construído a casinha paraatrair as crianças e as devorar.Ao anoitecer, a bruxa preparou uma cama para as crianças que, como estavam muitocansadas, se deitaram contentíssimas, pensando que tinham tido muita sorte emencontrarem aquela velhinha tão boazinha, e adormeceram logo. Mas de manhã, a bruxatirou João da cama bruscamente e fechou-o numa gaiola. Depois disse a Maria:- Prepara comida para o teu irmão, que está muito magro e tem de engordar. Quando
  12. 12. Todos os dias Maria tinha de preparar muita comida para João, que ia engordando poucoa pouco.- Mostra-me um dedo para ver se estás a engordar - dizia a bruxa ao menino. Mas Joãomostrava um osso de galinha, e a bruxa, que via muito mal, acreditava que o osso era odedo da criança e que este ainda estava magro.Depois de quatro semanas, a bruxa cansou-se de esperar e disse a Maria:
  13. 13. - Não sei acendê-lo; vais ter de me ensinar - respondeu Maria.- Pequena inútil! - gritou a bruxa.Vê lá se aprendes como se faz.A velha abriu a porta do forno e meteu metade do corpo dentro dele para oacender. Então, Maria empurrou-a e fechou-a lá dentro.A bruxa gritava e batia na porta do forno, mas esta era de ferro e não havia
  14. 14. Maria correu a libertar o seu irmão. As crianças abraçaram-se e pularam dealegria, e, como a bruxa já não lhes podia fazer mal, foram fazer umreconhecimento à casa.
  15. 15. Qual não foi o seu espanto ao encontrarem vários cofres cheios de pérolaspreciosas! Encheram os bolsos de jóias e saíram a correr da casinha dechocolate, ansiosos por voltar para ao pé do seu pai.Não demoraram muito a encontrar caminho de regresso a casa, onde o pai osrecebeu chorando de alegria. E com as jóias da bruxa, viveram felizes para

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