10ª aula riscos da mediunidade - coem

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Riscos da Mediunidade, Passes.

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10ª aula riscos da mediunidade - coem

  1. 1. RISCOS DA MEDIUNIDADE C O E M – 10ª AULA TEÓRICA
  2. 2. FRAUDES • 1. FRAUDES - A significação do termo é: burla, engano, logro, tapeação. Pressupõe uma atitude previamente deliberada para fazer parecer verdadeira uma coisa que é falsa. As pessoas que não admitem serem os fenômenos mediúnicos causados por inteligência estranha, por um Espírito desencarnado, julgam-nos como fraudulentos. Mas ninguém iria falsificar uma coisa que não existe; a falsificação dos quadros famosos pressupõe a existência de quadros autênticos. Além disso, ninguém comete fraude sem intenção de lucro, seja monetário, seja pessoal. • As fraudes podem ser de dois tipos: • Conscientes e Inconscientes;
  3. 3. • 1.1 FRAUDES CONSCIENTES, voluntárias. São de inteira responsabilidade e conhecimento do encarnado, o qual simula uma intervenção espiritual. • Podem elas ser produzidas por: • a) falsos médiuns, espertalhões que usam a sistemática mediúnica para melhor iludirem a ignorância dos que os procuram. Utilizam-se de processos mágicos de prestidigitação ou ilusionismo, sempre para auferir lucros, posições sociais de liderança ou glórias; • b) verdadeiros médiuns, porém, não devidamente preparados para a missão. Desconhecem a nobreza do mandato que lhes foi outorgado. Quando os Espíritos demoram para se manifestarem ou não estão presentes, esses médiuns viciados entram com sua colaboração, "ajudando a manifestação". • Tais fraudes existem mais na categoria dos fenômenos físicos, como: materializações, transfigurações, transportes, operações espirituais, etc.
  4. 4. • 1.2 "FRAUDES" INCONSCIENTES. • São simulações provocadas pela mente do médium sem interferência da vontade. Neste caso, como bem estudou ERNESTO BOZZANO, o médium não é consciente do que faz, mas, graças aos poderes supra-normais que possui capta conhecimentos e simula a personalidade de um desencarnado ilustre. • Não se caracteriza, neste caso, fraude, no sentido próprio da palavra, que pressupõe intenção, deliberação, interesse. O fenômeno apresenta apenas efeitos semelhantes aos da fraude, uma vez que a mensagem passa por mediúnica, quando, de fato, não há participação de entidade espiritual. • O fato de alguns prestidigitadores conseguirem, pela extrema habilidade e com o auxílio de instrumentos e de ajudantes, obter fenômenos aparentemente extraordinários não implica em que devamos generalizar, atribuindo todos os fenômenos de efeitos físicos a fraudes. • Porque charlatães anunciam e vendem drogas milagrosas, que curam até o câncer, isto não significa que todos os medicamentos existentes sejam destituídos de valor para o tratamento das doenças.
  5. 5. MISTIFICAÇÕES • 2. MISTIFICAÇÕES - ESPÍRITOS MISTIFICADORES. • As mistificações provêm sempre de Espíritos desencarnados. Nem todos os espíritos que se comunicam conosco vêm para trazer ensinamentos ou consolo. • Entre os desencarnados, encontramos, como entre os homens, sábios, presunçosos, ignorantes e brincalhões. Estes podem dar comunicações que simulam provir de Espíritos evoluídos, os quais se destacaram, na vida terrena, pela cultura ou por outros dotes de espírito; ou, mesmo sem se querer fazer passar por notabilidades, trazem ensinos errados, ten-dentes a lançar a confusão. • Nem sempre os ensinos são ridículos ou muito chocantes. Podem ser apresentados com argumentos sofistas, vestidos por vezes com linguagem bonita e aprimorada, de modo a darem a impressão de que provêm de espíritos muito cultos. • Recorrem, outras vezes, a elogios, enaltecendo méritos do dirigente dos trabalhos e dos médiuns do grupo, a fim de lhes captarem a simpatia. Formulam teorias exóticas e atraentes, com noções inadequadas, trazidas da ciência ou das religiões orientais e se arrogam títulos de grandes mestres. • Alguns se dizem contemporâneos de Platão, Aristóteles ou até do Cristo. Outros trazem detalhes fantasistas da vida em outros planetas. Dessa forma, conseguem embair a boa fé dos Espíritos desprevenidos, os quais passam a adotar seus ensinamentos absurdos.
  6. 6. • 2.1 - MISTIFICAÇÕES COM PARTICIPAÇÃO DOS MÉDIUNS. • Kardec lembra que nada se prestaria melhor ao charlatanismo do que explorar os espíritos com o fito de obter informes sobre questões materiais. Essa modalidade suplantaria os métodos dos quiromantes e adivinhos e daria grandes lucros. • Mas seria tolice supor que os Espíritos estivessem às ordens para satisfazer nossa curiosidade mesquinha. • É conhecida a aversão que têm os Espíritos de certa evolução para com tudo que demonstre cobiça e egoísmo. Eles nunca se prestariam ao papel de comparsas dos interesseiros. Todavia, existem Espíritos levianos, menos escrupulosos, que buscam ocasião de se divertirem à custa dos encarnados. • Há médiuns interesseiros, que nem sempre exigem remuneração financeira, mas cujo objetivo está em ambições as mais variadas, desde as dádivas materiais até a proeminência social. • Os Espíritos zombeteiros deles podem tirar partido, embalando-lhes as ilusões. Substituem os Espíritos bons, que se afastam, ao perceberem as más intenções. O egoísmo é um dos piores defeitos e os espíritos evoluídos jamais se prestariam a estimulá-lo.
  7. 7. CONTRADIÇÕES • 3. CONTRADIÇÕES. Os ensinos dos Espíritos às vezes apresentam divergências e até contradições. Tais diferenças podem ser devidas aos homens ou aos Espíritos comunicantes. • As contradições devidas aos homens são consequências dos ambientes em que vivemos e da educação que recebemos. Crescemos dentro de certos conceitos, recebemos uma cultura que se sedimentou em cada povo. • Como os Espíritos são atraídos segundo suas afinidades, não é de se estranhar que partilhem das idéias comuns no ambiente e que divergem das idéias de outros povos. Além disso, os Espíritos superiores, responsáveis pela orientação dos outros, nunca violentam sua personalidade, impondo-lhes idéias corretas. • O processo educativo, no plano extraterreno como no físico, tem de ser lento e gradual. Como exemplo, temos as correntes espiritualistas anglo-saxônicas que não aceitam ainda a reencarnação, o mesmo acontecendo com os Espíritos que se comunicam. • As contradições devidas aos Espíritos decorrem, pura e simplesmente, do seu grau de adiantamento e da forma pela qual interpretam os fatos. Os atrasados são incapazes de penetrarem profundamente na compreensão dos problemas e têm idéias, por assim dizer, infantis. Suas comunicações trazem, evidentemente, o cunho do seu pequeno descortínio. "As contradições de origem espiritual têm por causa a diversidade natural das inteligências, dos conhecimentos, da capacidade de julgar e da moralidade de certos Espíritos que ainda não estão aptos a tudo conhecerem e compreenderem“ Livro dos Médiuns - item 299
  8. 8. Abusos no exercício da mediunidade • 4. Abusos no exercício da mediunidade. A mediunidade é uma faculdade outorgada a muitas pessoas geralmente como prova, oportunidade de resgatar faltas passadas. • Seu exercício exige comportamento dentro dos princípios cristãos e estudo permanente. Todo exercício mediúnico fora dessas normas de conduta deve ser considerado como abuso: praticar desordenadamente o mediunismo, a qualquer hora e em qualquer lugar; não evitar os ambientes deletérios; acreditar-se um missionário, usando desse subterfúgio para dominar pessoas e instituições; praticar o mediunismo, aceitando vantagens monetárias ou de outra natureza; tudo isso é abuso e deve ser combatido.
  9. 9. PASSE EXPLICAÇÃO DA MECÂNICA C O E M – 10ª AULA PRÁTICA
  10. 10. • O passe é uma transfusão de energias físicas e espirituais; isto é, a passagem de um para outro indivíduo de uma quantidade de forças fluídicas. • Há pessoas que tem uma capacidade de maior absorção e elaboração dessas energias que emanam do Fluido Universal e das próprias profundezas do espírito. • Tal requisito as coloca em condições de transmitirem o potencial de energias a outras criaturas que delas eventualmente estejam necessitando. A aglutinação dessa força se faz automaticamente e também atendendo aos apelos (prece) do passista que, então, municiado com esta carga, a transmite ao paciente através da imposição das mãos, sem haver a necessidade de tocar com a sua mão o corpo do paciente, porque a força se projeta de uma para outra aura, estabelecendo uma verdadeira ponte energética. • O fluxo energético se mantém à custa da projeção da vontade do passista como também de entidades espirituais que o auxiliam na composição dos fluídos, não havendo, nesse último caso, necessidade de incorporação mediúnica. • O médium age sob a influência da entidade, somente. Sendo assim não precisa falar, aconselhar, ou transmitir mensagens concomitantemente ao passe. • As forças fluídicas vitais dependem do estado da saúde do médium e as espirituais do grau de desenvolvimento moral. Assim é que o médium passista deverá estar, o mais possível, em perfeito equilíbrio orgânico e moral.
  11. 11. • BIBLIOGRAFIA ESSENCIAL: • Allan Kardec • O Livro dos Médiuns - Caps. XXVII • Léon Denis • No Invisível - Cap. XXIV • Emmanuel • Caminho, Verdade e Vida - Cap. 153 • Religião dos Espíritos - Cap. 59 • Martins Peralva • Estudando a Mediunidade - Cap. 26 Contato – mediunidade.coem@bol.com.br

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