Novos antimicrobianos

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Prof. João Guimarães de Andrade

Departamento de Medicina Tropical
Universidade Federal de Goiás
Hospital de Doenças Tropicais
Goiânia, Goiás, 2009

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  • Bom dia a todos. O titulo do meu trabalho é .....que teve como orientador o professor ...e como co-orientador o Dr ... Esta pesquisa foi parcialmente financiada pelo CNPq..
  • Uma das grandes preocupações dos cientistas, que é inclusive passada para a comunidade, é Apresenta grande potencial de disseminação tanto no ambiente hospitalar como no comunitário
  • Apesar do extraordinário avanço em pesquisas envolvendo MRSA, o futuro do controle DESSA disseminação provavelmente se baseará em uma vacina e no uso RACIONAL de antimicrobiano nos dois ambientes, hospitalar e comunitário. Existe, inclusive propagandas em CALL CENTER que se propõem a eliminar MRSA em 15 minutos.
  • Novos antimicrobianos

    1. 1. Onde estamos e para onde vamos Novos antimicrobianos Departamento de Medicina Tropical Universidade Federal de Goiás Hospital de Doenças Tropicais Goiânia, Goiás, 2009 Prof. João Guimarães de Andrade
    2. 2. PARADIGMA <ul><li>Crescente aumento da resistência bacteriana </li></ul><ul><li>Falta de desenvolvimento de novos antibióticos </li></ul>
    3. 5. Bad Bugs!!
    4. 6. Gales et al Braz J Infect Dis. 2009 ;13(2):90-8
    5. 8. Schaechter et al, 2004 http://www.asm.org/Academy/index.asp?bidp29245 MICROBES X HUMANS
    6. 9. Fatos sobre bactérias <ul><li>Existem 5-10 vezes mais micróbios vivendo em cada ser humano do que células humanas em nosso corpo </li></ul><ul><li>As bactérias existem em larga escala há milhões de anos em rochas sólidas da terra. </li></ul><ul><li>Micróbios correspondem a 60% da biomassa do planeta (90% se for excluída a celulose), apesar de seu ínfimo tamanho. </li></ul><ul><li>Spellberg S, et al. CID 2008:46 (15 January) </li></ul>
    7. 10. Afinal, estamos em guerra com as bactérias? É importante lembrar que humanos não inventaram os antibióticos… Apenas os descobrimos!!!
    8. 12. Spellberg et al. CID; 46, 2008 Novos agentes antibacterianos e antirretrovirais aprovados pelo FDA, em períodos de 5 anos
    9. 13. Worldwide pharmaceutical sales of agents in various therapeutic areas (prescription and over-the-counter) Bush K.; Clin Microb Infect, 10, 2004 - Modified Year 2002
    10. 14. Spellberg et al. CID; 46, 2004 Entidades moleculares descobertas em programas de desenvolvimento das 7 maiores companhias de biotecnologia do Mundo Tipo de agente/Indicação NEMs Imunomodulador/Anti-inflamatório 24 Metabólico/Endócrino 15 Câncer 13 Cardiovascular 6 Hematológico 3 Dermatológico 3 Renal 3 Neurológico 2 DPOC/Asma 2 Agente antibacteriano 1
    11. 15. <ul><li>O QUE ESTÁ ERRADO? </li></ul>
    12. 16. 500/800 milhões 10% lucro ao ano 50/80 milhões ao ano 50 % d ivulgação, distribuição de custos, advogados, taxas de patente, outros 25/40 milhões anualmente 10 anos de patente 250/400 milhões Adaptado de Wenzel R P; NEJM, 351, 2004
    13. 17. <ul><li>Um antibiótico descoberto hoje levará 10 ou mais anos para alcançar a prática clínica </li></ul><ul><li>Dentre todas as classes de drogas disponíveis, os antibióticos são as únicas a se tornar menos efetivas com o passar do tempo </li></ul>
    14. 18. <ul><li>Apenas 6 de 506 drogas em desenvolvimento são antibióticos </li></ul><ul><li>A liberação de novos antibióticos pelo FDA decresceu 56% nos últimos 20 anos </li></ul><ul><li>Indústrias farmacêuticas “abandonam” investigação de novos antibióticos: morosidade na liberação e risco financeiro </li></ul>
    15. 19. Queremos novos antibióticos!!! Norrby et al; Lancet Infect Dis., 5, 2005
    16. 20. Antibacterianos em fase II e III de desenvolvimento
    17. 21. Antibacterianos em fase II e III de desenvolvimento
    18. 22. Novos agentes antibacterianos aprovados desde 1998 Modificado de Spellberg et al CID 2004,
    19. 25. Dalbavancina <ul><li>Lipoglicopeptídeo bactericida </li></ul><ul><li>Potência muito superior a vanco/teico </li></ul><ul><li>16 x mais potente para enterococos sensíveis a vanco </li></ul><ul><li>Ativa para Enterococos van B </li></ul><ul><li>Grande potência para estafilococos incluindo MRSA </li></ul><ul><li>Meia vida maior (uma vez por semana) </li></ul>Indicada para infecções por gram positivos multi-R Jauregui, LE. Clin Infect Dis 2005;41:1407 Raad, I. Clin Infect Dis 2005;40:374
    20. 26. Telavancin <ul><li>Lipoglicopeptídeo bactericida </li></ul><ul><li>Atividade contra Enterococos incluindo Van A </li></ul><ul><li>Atividade contra estafilococos MRSA,VISA,VRSA </li></ul><ul><li>Meia vida longa (uma vez dia ou em dias alternados) </li></ul><ul><li>Ativo in vitro em modelos de biofilme </li></ul>Indicada para infecções por gram positivos multi-R Stryjevski, ME. Clin Infect Dis 2008;46:1683
    21. 27. Gemifloxacin <ul><li>Mais potente para Gram positivos que fluoroquinolonas respiratórias </li></ul><ul><li>Semelhante a outra quinolonas respiratórias para Gram negativos </li></ul><ul><li>32x mais potente que levofloxacina contra pneumococo </li></ul><ul><li>Mais potente que outras quinolonas para atípicos </li></ul>Indicado para infecções comunitárias e potencial uso em infecções hospitalares
    22. 28. Doripenem <ul><li>Antibiótico bactericida </li></ul><ul><li>Espectro semelhante a imipenem para Gram positivos e meropenem para Gram negativos </li></ul><ul><li>Mecanismo de resistência igual a outros cabapenêmicos </li></ul><ul><li>Atividade para Pseudomonas aeruginosa superior a imipenem-meropenem, incluindo cepas resistentes </li></ul>Droga única na terapêutica empírica de infecções graves, multiresistentes, polimicrobianas e Pseudomonas
    23. 29. <ul><li>Quinupristina/Dalfopristina </li></ul><ul><li>Estreptogramina - 30% quinu/70%dalfo (Synercid ® ) </li></ul><ul><li>Admimistração EV a cada 8 ou 12 horas </li></ul><ul><li>Pneumococo pneumo-R </li></ul><ul><li>Estafilococos multi-R (MRSA, VISA, VRSA) </li></ul><ul><li>Enterococos vanco-R (exceto E. faecalis ) </li></ul><ul><li>Limitação: artralgia e flebite </li></ul>Indicado em infecções por estafilococos e enterococos resistentes
    24. 30. <ul><li>LINEZOLIDA </li></ul><ul><li>Oxazolidinonas - Zyvox ® </li></ul><ul><li>Bacteriostático </li></ul><ul><li>EV ou VO </li></ul><ul><li>Meia-vida 4-6 horas </li></ul><ul><li>Duas doses diárias </li></ul><ul><li>Biodisponibilidade oral de 100% </li></ul><ul><li>Gram +, micobactérias, anaeróbios </li></ul><ul><li>VRE, MARSA e VISA </li></ul><ul><li>Limitação: neuropatia periférica e pancitopenia </li></ul>Indicado em infecções por enterococos e estafilococos resistentes Weigelt, G. Antimicr Agents Chemother 2005;49:2260 Wunderink, RG. Chest 2003;124:1789
    25. 31. Daptomicina <ul><li>Antibiótico lipopeptídeo bactericida, concentração dependente </li></ul><ul><li>Atividade contra MRSA enterococos e estreptococos B hemolíticos </li></ul><ul><li>Atividade bactericida maior que linezolida/vanco/dalfo </li></ul><ul><li>Mecanismo de ação distinto de glicopeptídeos </li></ul><ul><li>Não deve ser usado para infecções pulmonares </li></ul><ul><li>Miopatia </li></ul>Indicado em infecções por gram positivos multi-R Vouillamoz et al JAC, 2006 Caron et al AAC, 1992
    26. 32. Tigeciclina <ul><li>Bacteriostático, derivado da minociclina - Tygacil ® </li></ul><ul><li>Atividade contra cocos Gram positivos, bacilos Gram negativos, Clostridium difficile e a maioria dos anaeróbios </li></ul><ul><li>Atividade contra estafilococos MRSA </li></ul><ul><li>Ótima distribuição tecidual inclusive para meninges </li></ul><ul><li>Evitar uso em pacientes bacterêmicos </li></ul>
    27. 33. Tigeciclina <ul><li>Excelente atividade para germes não fermentadores </li></ul><ul><li>Sem resistência cruzada com todos outros antibióticos </li></ul><ul><li>Não é afetada por ESBL e B lactamases </li></ul><ul><li>Rash cutâneo é o principal efeito colateral </li></ul>Indicado em infecções graves, multirresitentes e polimicrobianas Waites, KB. Antimicr Agents Chemother 2006;50:3479 Lefort, A. Antimicr Agents Chemother 2003;47:216 Murphy, TM. Antimicr Agents Chemother 2000;44:3022
    28. 34. Cefobiprole <ul><li>Cefalosporina com atividade bactericida/amplo espectro </li></ul><ul><li>Ação contra pneumococo penicilino-resistente e MRSA </li></ul><ul><li>Não tem atividade anaeróbica </li></ul><ul><li>Estável na presença de B lactamases e ampC </li></ul><ul><li>Pobre indutor de lactamases </li></ul><ul><li>Baixo potencial de resistência </li></ul><ul><li>Administrado duas vezes ao dia </li></ul>Droga única na terapêutica empírica de infecções graves, multi-R (MRSA, pneumo), polimicrobianas e Pseudomonas aeruginosa Noel, GJ. Clin Infect Dis 2008;46:647
    29. 35. Sem novos antibióticos o que fazer para diminuir a indução de resistência? Descalonamento/Monoterapia Tendência a diminuição do tempo de uso para infecções comuns Uso de novos antibióticos para patógenos específicos
    30. 36. Sem novos antibióticos o que fazer para diminuir a indução de resistência? Vigilância ativa sobre sensibilidade, educação médica e vacinas Evitar o uso em infecções virais e alergias respiratórias Regulamentação para uso na agricultura
    31. 40. Appropriate Antibiotic Use

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