Parvovírus

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  • De todos os membros da família Parvoviridae, o Parvovírus B19 é o único que apresenta correlação patogênica com doença em humanos.\nO parvovírus B19 foi descoberto acidentalmente por Cossart (anos 70), ao pesquisarem um antígeno de superfície da hepatite B em doadores de sangue assintomáticos, recebendo a denominação B19, devido ao número da bolsa de sangue em que foi detectado.\nAté a década de 80, o parvovírus B19 era considerado “um vírus a procura de uma doença”. Foi a partir da detecção do B19 em pacientes com crise aplástica transitória a sua implicação com o agente etiológico do eritema infeccioso, que se pode dimensionar o verdadeiro potencial patogênico do vírus.\n
  • Pequenas epidemias se repetem a cada 4 anos.\n
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  • In this stage of haematopoiesis the half-life of erythrocytes is shorter compared to the later bone marrow and splenic haematopoietic stage.\n
  • In this stage of haematopoiesis the half-life of erythrocytes is shorter compared to the later bone marrow and splenic haematopoietic stage.\n
  • In this stage of haematopoiesis the half-life of erythrocytes is shorter compared to the later bone marrow and splenic haematopoietic stage.\n
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  • Parvovírus

    1. 1. INFECÇÕES CONGÊNITASPARVOVÍRUS B19 Dr. Rafael Frederico Bruns Departamento de Tocoginecologia UFPR
    2. 2. PARVOVÍRUS B19 PARVOVÍRUS B19 Gênero: Erythrovirus Família: Parvoviridae Fonte: Google Images
    3. 3. PARVOVÍRUS B19 EPIDEMIOLOGIA• Infecção global• Cerca de 30% dos adultos possuem anticorpos circulantes• Presença de anticorpos confere imunidade• Maior incidência no fim do inverno e início da primavera Jong EP et al., J Clin Virol 2006
    4. 4. PARVOVÍRUS B19 EPIDEMIOLOGIA• Infecção global• Cerca de 30% dos adultos possuem anticorpos circulantes• Presença de anticorpos confere imunidade• Maior incidência no fim do inverno e início da primavera TAXA DE SOROCONVERSÃO NA GRAVIDEZ: 1,5% Jong EP et al., J Clin Virol 2006
    5. 5. PARVOVÍRUS B19 TRANSMISSÃO Fonte: Google Images
    6. 6. PARVOVÍRUS B19 QUADRO CLÍNICO ERITEMA MALAR “BOFETADA” Fonte: Google Images
    7. 7. PARVOVÍRUS B19 QUADRO CLÍNICO AGUDA/ DOENÇA HOSPEDEIRO CRÔNICA Eritema Aguda Crianças Aguda/ Artropatia Adultos Crônica Pacientes com Crise aplástica transitória Aguda eritropoiese ↑ Pacientes Anemia persistente Crônica imunodeprimidos Aguda/ Hidropsia fetal Feto Crônica !"#$%&()(*+,*-("%(".**/%01+102(*3456* !"#$%&()*+,-."/$&0)12$ ()/3$%+*$45"#.$*+"67)4282$)9:;<=>?@;A>B;CD& E)F.#*.G;&H<<I9
    8. 8. PARVOVÍRUS B19 PARVOVÍRUS E GESTAÇÃO• 35 a 45% das mulheres em idade reprodutiva não possuemanticorpos• 1 a 2% irão fazer soroconversão na gestação• Soroconversão pode ser > 10% em epidemias• Transmissão vertical ocorre em 33 a 51% dos casos Jong EP et al., J Clin Virol 2006
    9. 9. PARVOVÍRUS B19 PARVOVÍRUS E GESTAÇÃO• 35 a 45% das mulheres em idade reprodutiva não possuemanticorpos• 1 a 2% irão fazer soroconversão na gestação• Soroconversão pode ser > 10% em epidemias• Transmissão vertical ocorre em 33 a 51% dos casos RISCO DE EFEITO ADVERSO PARA O FETO É 10% Jong EP et al., J Clin Virol 2006
    10. 10. PARVOVÍRUS B19 MANIFESTAÇÕES NO FETO Jong EP et al., J Clin Virol 2006
    11. 11. PARVOVÍRUS B19 MANIFESTAÇÕES NO FETO ÓBITO FETAL • MAIS COMUM ENTRE 20 E 24 SEMANAS Jong EP et al., J Clin Virol 2006
    12. 12. PARVOVÍRUS B19 MANIFESTAÇÕES NO FETO ÓBITO FETAL • MAIS COMUM ENTRE 20 E 24 SEMANAS MANIFESTAÇÕES NEUROLÓGICAS • POUCOS RELATOS • ENCEFALITE Jong EP et al., J Clin Virol 2006 • MENINGITE • CALCIFICAÇÕES
    13. 13. PARVOVÍRUS B19 MANIFESTAÇÕES NO FETO ÓBITO FETAL HIDROPSIA FETAL • MAIS COMUM ENTRE 20 E 24 SEMANAS • RISCO DE 3,9% APÓS INFECÇÃO MATERNA • MAIS COMUM ENTRE 17 E 24 MANIFESTAÇÕES SEMANAS NEUROLÓGICAS • INTERVALO ENRE INFECÇÃO E HIDROPSIA É DE 2 A 6 SEMANAS • POUCOS RELATOS • ENCEFALITE Jong EP et al., J Clin Virol 2006 • MENINGITE • CALCIFICAÇÕES
    14. 14. PARVOVÍRUS B19 FISIOPATOLOGIA 10 20 !"#$%&()(*+,*-("%(".**/%01+102(*3456* DIAS !"#$%&()*+,-."/$&0)12$ ()/3$%+*$45"#.$*+"67)4282$)9:;<=>?@;A>B;CD& E)F.#*.G;&H<<I9
    15. 15. PARVOVÍRUS B19 FISIOPATOLOGIA PARVOVÍRUS B19 10 20 !"#$%&()(*+,*-("%(".**/%01+102(*3456* DIAS !"#$%&()*+,-."/$&0)12$ ()/3$%+*$45"#.$*+"67)4282$)9:;<=>?@;A>B;CD& E)F.#*.G;&H<<I9
    16. 16. PARVOVÍRUS B19 FISIOPATOLOGIA PARVOVÍRUS B19 IgM IgG 10 20 !"#$%&()(*+,*-("%(".**/%01+102(*3456* DIAS !"#$%&()*+,-."/$&0)12$ ()/3$%+*$45"#.$*+"67)4282$)9:;<=>?@;A>B;CD& E)F.#*.G;&H<<I9
    17. 17. PARVOVÍRUS B19 FISIOPATOLOGIA PARVOVÍRUS B19 IgM IgG MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS ERITEMA ARTRALGIA 10 20 !"#$%&()(*+,*-("%(".**/%01+102(*3456* DIAS !"#$%&()*+,-."/$&0)12$ ()/3$%+*$45"#.$*+"67)4282$)9:;<=>?@;A>B;CD& E)F.#*.G;&H<<I9
    18. 18. PARVOVÍRUS B19 FISIOPATOLOGIA PARVOVÍRUS B19 IgM IgG MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS HEMOGLOBINA ERITEMA ARTRALGIA 10 20 !"#$%&()(*+,*-("%(".**/%01+102(*3456* DIAS !"#$%&()*+,-."/$&0)12$ ()/3$%+*$45"#.$*+"67)4282$)9:;<=>?@;A>B;CD& E)F.#*.G;&H<<I9
    19. 19. PARVOVÍRUS B19 FISIOPATOLOGIA PARVOVÍRUS B19 IgM IgG MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS HEMOGLOBINA ERITEMA ARTRALGIA RETICULÓCITOS 10 20 !"#$%&()(*+,*-("%(".**/%01+102(*3456* DIAS !"#$%&()*+,-."/$&0)12$ ()/3$%+*$45"#.$*+"67)4282$)9:;<=>?@;A>B;CD& E)F.#*.G;&H<<I9
    20. 20. PARVOVÍRUS B19 ACOMETIMENTO FETAL Óbito Fetal Hidropsia Fetal Hidropsia + Óbito25201510 5 0 0-4 5-8 9-12 13-16 17-20 21-24 25-28 29-32 >32 Enders M et al., Prenat Diagn 2004
    21. 21. PARVOVÍRUS B19 ACOMETIMENTO FETAL Óbito Fetal Hidropsia Fetal Hidropsia + Óbito25201510 5 0 0-4 5-8 9-12 13-16 17-20 21-24 25-28 29-32 >32 Enders M et al., Prenat Diagn 2004
    22. 22. PARVOVÍRUS B19 ACOMETIMENTO FETAL Óbito Fetal Hidropsia Fetal Hidropsia + Óbito25201510 5 0 0-4 5-8 9-12 13-16 17-20 21-24 25-28 29-32 >32 Enders M et al., Prenat Diagn 2004
    23. 23. PARVOVÍRUS B19 ACOMETIMENTO FETAL Óbito Fetal Hidropsia Fetal Hidropsia + Óbito25201510 5 0 0-4 5-8 9-12 13-16 17-20 21-24 25-28 29-32 >32 Enders M et al., Prenat Diagn 2004
    24. 24. PARVOVÍRUS B19 DIAGNÓSTICO PCR Anticorpos IgM/IgG Ultrassom (25s) 2,24 MdM
    25. 25. PARVOVÍRUS B19 ANEMIA GRAVE HB = 1,7 g/dL
    26. 26. PARVOVÍRUS B19 Exposição Materna ao B19V IgG + IgG - IgG + IgG - IgM - IgM + IgM + IgM -Infecção INFECÇÃO Sem Antiga RECENTE InfecçãoSem Risco Repetir em Fetal 1a2 Ultrassom com semanas Doppler de ACM
    27. 27. PARVOVÍRUS B19 TRATAMENTO ERITEMA E HIDROPSIA FETAL ARTROPATIA • TRANSFUSÕES INTRA-UTERINAS • AUTOLIMITADOS OBS: A HIDROPSIA PODE REVERTER SEM TRATAMENTO. ANEMIA APLÁSTICA FETOS QUE SOBREVIVEM TEM BOAS CHANCES DE TRANSITÓRIA DESENVOLVIMENTO NEUROLÓGICO NORMAL • TRANSFUSÕES INTERMITENTES
    28. 28. PARVOVÍRUS B19 VACINA EM TESTES, JÁ APROVADA PARA FASE 1• Fase 1 – pequenos ensaios para determinar dosagem eefeitos colaterais•Fase 2 – Estudos com maior número de pacientes paradeterminar eficácia e efeitos colaterais•Fase 3 – Idem + comparação com drogas conhecidas•Fase 4 – Após lançamento no mercado
    29. 29. PARVOVÍRUS B19 SUMÁRIO
    30. 30. PARVOVÍRUS B19 SUMÁRIO A APRESENTAÇÃO CLÍNICA MAIS COMUM SERÁ A DO FETO ANÊMICO OU HIDRÓPICO
    31. 31. PARVOVÍRUS B19 SUMÁRIO A APRESENTAÇÃO CLÍNICA MAIS COMUM SERÁ A DO FETO ANÊMICO OU HIDRÓPICO A DOSAGEM DE IGM E IGG NO FETO E RECÉM NASCIDO NÃO É UM BOM TESTE DIAGNÓSTICO
    32. 32. PARVOVÍRUS B19 SUMÁRIO A APRESENTAÇÃO CLÍNICA MAIS COMUM SERÁ A DO FETO ANÊMICO OU HIDRÓPICO A DOSAGEM DE IGM E IGG NO FETO E RECÉM NASCIDO NÃO É UM BOM TESTE DIAGNÓSTICO A INFECÇÃO POR PARVOVÍRUS DEVE SER INVESTIGADA NO ÓBITO FETAL SEM CAUSA APARENTE

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