Hidroterapia

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Hidroterapia da fisiotepia.

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Hidroterapia

  1. 1. TRATAMENTO DE PATOLOGIAS TRAUMATO – ORTOPÉDICAS ATRAVÉS DA HIDROTERAPIA FORTALEZA 2013
  2. 2. 2 TRATAMENTO DE PATOLOGIAS TRAUMATO – ORTOPÉDICAS ATRAVÉS DA HIDROTERAPIA FORTALEZA 2013 Este trabalho tem como objetivo apresentar um artigo científico sobre a utilização da hidroterapia em pacientes traumato - ortopédicos, com o intuito de demonstrar os benefícios da hidroterapia nesses pacientes, na disciplina de Fisioterapia Aquática. Orientadora: Profª. Liana Praça RESUMO Este artigo tem o intuito de demonstrar a importância da hidroterapia no tratamento de pacientes com lesões traumato - ortop, utilizando a água como fins terapêuticos. O objetivo foi avaliar a influência dos exercícios de hidroterapia em lesões traumato - ortopédicas, bem como verificar a influência destes recursos na qualidade de vida, flexibilidade e força desses pacientes. O método utilizado foi o bibliográfico, através de buscas eletrônicas, consultas literárias. Os resultados mostram que a hidroterapia aumenta a amplitude de movimento e flexibilidade muscular, reduz possíveis dores, promove a reabilitação postural e conseqüente melhora a capacidade funcional e
  3. 3. qualidade de vida. Concluiu-se que a utilização da hidroterapia em pacientes com lesões traumato – ortopédicas acarreta melhoras significativas na qualidade de vida desses pacientes. Palavras-chave: hidroterapia; Traumatologia; 1 INTRODUÇÃO 3 A hidroterapia é um recurso fisioterapêutico de grande valia que utiliza piscinas aquecidas para tratar diversas disfunções. Todavia, nos tempos atuais, o grupo de técnicas e métodos que a integram, quando esta é aplicada por fisioterapeutas, passou a ser denominada de fisioterapia aquática (SILVA, 2012). A fisioterapia tem como objetivo a inibição da atividade reflexa anormal para normalizar o tono muscular e facilitar o movimento normal, com isso haverá uma melhora da força, da flexibilidade, da amplitude de movimento, dos padrões de movimento e das capacidades motoras básicas para a mobilidade funcional. A hidroterapia vem crescendo como modalidade de fisioterapia. As técnicas desse modelo de tratamento baseiam-se em conceitos de fisiologia e biomecânica. Utilizam as propriedades físicas da água como o empuxo, a pressão hidrostática, a turbulência e a densidade substancialmente distinta da densidade do ar (BONOMO, 2007). A fisioterapia aquática tem como objetivo promover o máximo de independência funcional possível ao paciente, minimizando as respostas anormais e potencializando os movimentos apropriados, beneficiando-se dos princípios físicos e termodinâmicos da água. Entre esses princípios destacam-se: o empuxo, força oposta à gravidade atuando sobre o objeto imerso, que propicia a flutuação; a pressão hidrostática, pressão que a água exerce sobre o corpo em todas as direções; viscosidade, atração entre as moléculas de água que cria uma resistência ao movimento, contribuindo dessa forma para o fortalecimento muscular (MENEGHETTI; et. al., 2009). A fisioterapia aquática, devido suas propriedades hidrostáticas, hidrodinâmicas e termodinâmicas associadas aos métodos de tratamento aquático, favorecem o trabalho de estimulação sensorial, além da função. A imersão aquática possui efeitos fisiológicos relevantes que se estendem sobre todos os sistemas e a homeostase. Estes efeitos podem ser tanto imediatos quanto tardios, permitindo assim, que a água seja utilizada para fins terapêuticos em uma grande variedade de problemas orgânicos. A terapia aquática parece ser benéfica no tratamento de pacientes com distúrbios músculo-esqueléticos, neurológicos, cardiopulmonares, entre outros (GIMENES, 2005).
  4. 4. 4 Os efeitos fisiológicos na água aquecida são resultantes do exercício executado e variam de acordo com as temperaturas da água, a pressão hidrostática, a duração do tratamento e a intensidade dos exercícios. Relaxamento, analgesia, redução do impacto e agressão sobre as articulações, são efeitos terapêuticos benéficos obtidos com a imersão na água aquecida. 2 HIDROTERAPIA TRAUMATO – ORTOPÉDICA: Atualmente, a Fisioterapia Aquática tem apresentado grande prestígio no tratamento de inúmeras disfunções, dentre estas, as de causas ortopédicas. As propriedades ímpares de flutuação e de resistência da água fazem dela um importante recurso para o Fisioterapeuta, proporcionando ao mesmo numerosas opções para a elaboração de um programa de reabilitação individual. As vantagens da redução do peso corporal e da imersão em um meio com resistência são bem conhecidas, razão pela qual foi estimulada a utilização da água como meio de reabilitação (BRODY, 2001). As propriedades físicas mais importantes da água na reabilitação de pacientes com disfunções músculo-esqueléticas são: força empuxo ou força de flutuação (força vertical e oposta à gravidade que permite que um corpo se mantenha à superfície da água); pressão hidrostática (pressão que o líquido exerce igualmente sobre cada partícula da superfície de um corpo imerso em repouso, a uma dada profundidade); densidade relativa ou gravidade específica (relação entre a massa de um certo volume de substância e a massa do mesmo volume de água); viscosidade (atrito que ocorre entre as moléculas de um líquido e causa resistência ao fluxo deste); turbulência (redução da pressão sobre o corpo pela movimentação do líquido); tensão superficial (força exercida entre as moléculas da superfície de um líquido); temperatura termoneutra (DEGANI, 1998). Para BECKER (2000), “Todos os princípios físicos são clinicamente úteis, sem modificação adicional, embora possam ser ampliados para uma variedade de situações clínicas, mediante equipamentos adicionais”. A força de flutuação reduz o peso corpóreo, diminuindo o impacto sobre as articulações e o risco de lesões. A flutuabilidade é a propriedade física usada mais freqüentemente para facilitar a amplitude de movimento. As limitações funcionais relacionadas a padrões específicos de movimento respondem satisfatoriamente à
  5. 5. 5 reabilitação aquática, visto que a redução das cargas suportadas pela coluna vertebral ou pelos MMII auxilia a normalização dos movimentos e da mecânica da marcha (BRODY, 2001). A temperatura (termoneutra) favorece o êxito da terapia, aliviando a dor, diminuindo os espasmos, promovendo o relaxamento muscular, facilitando dessa forma, a transferência e marcha de pacientes com déficit muscular, explorando de forma eficaz os movimentos e proporcionado a esses pacientes o preparo para os exercícios em terra (BATES, 1998; CAMPION, 2000; KOURY, 2000; KONLIAN, 1999). As propriedades únicas da água como: flutuabilidade, turbulência, pressão hidrostática, tensão superficial e capacidade térmica são usadas para facilitar a reabilitação aquática e diferenciá-la do trabalho realizado em terra (RUOTI, 2000). O aumento da circulação periférica acelera a cura ao implementar a nutrição na área lesada. A movimentação precoce restaura a função muscular por meio da melhora da circulação e da amplitude de movimento, diminui a atrofia muscular e possíveis bloqueios articulares (KOURY, 2000). Durante uma sessão de Fisioterapia Aquática direcionada a um paciente traumatológico, a pressão hidrostática age favorecendo a diminuição de edemas existentes, ao mesmo tempo em que o paciente move o membro através de uma amplitude maior de movimento, enquanto há solicitação de força muscular ao redor da articulação, preservando, dessa forma, a força em outras regiões. O paciente começa a andar com a ação da força da gravidade reduzida pela flutuabilidade da água, trabalhando sua marcha e atividades de equilíbrio (BECKER, 2000). Os efeitos buscados com a fisioterapia aquática aplicando-se o método dos anéis de Bad Ragaz visam, principalmente, o apoio parcial e progressivo de carga, maior mobilidade articular, facilitação dos movimentos, relaxamento muscular, analgesia e trabalho proprioceptivo. A flutuação atua como suporte às articulações enfraquecidas e é capaz de proporcionar assistência e, progressivamente resistência ao movimento na água, enquanto a pressão hidrostática ajuda na estabilização dessas articulações, além de favorecer a diminuição do edema e melhorar a circulação. O método dos anéis de Bad Ragaz utilizado em piscina terapêutica tem como
  6. 6. 6 objetivos a redução do tônus muscular, relaxamento, aumento da amplitude articular, reeducação muscular, fortalecimento muscular, restauração de padrões normais de movimento, além da melhora da resistência geral (RUOTI, 2000). Neste método, o terapeuta fornece estabilidade para o paciente e a posição de suas mãos influencia na movimentação do paciente e na quantidade de trabalho isométrico e isotônico realizado. Pode-se conseguir a irradiação dos músculos mais fortes para os que se encontram mais fracos (SKINNER e THOMSON, 1985). A flutuação atua como suporte às articulações enfraquecidas e é capaz de proporcionar assistência e, progressivamente resistência ao movimento na água, enquanto a pressão hidrostática ajuda na estabilização dessas articulações, além de favorecer a diminuição do edema e melhorar a circulação. O método dos anéis de Bad Ragaz utilizado em piscina terapêutica tem como objetivos a redução do tônus muscular, relaxamento, aumento da amplitude articular, reeducação muscular, fortalecimento muscular, restauração de padrões normais de movimento, além da melhora da resistência geral (RUOTI, 2000). Neste método, o terapeuta fornece estabilidade para o paciente e a posição de suas mãos influencia na movimentação do paciente e na quantidade de trabalho isométrico e isotônico realizado. Pode-se conseguir a irradiação dos músculos mais fortes para os que se encontram mais fracos (SKINNER e THOMSON, 1985). A realização dos exercícios na água poderá ter melhor tolerância se comparado aos exercícios realizados em terra, visto que existe um menor gasto de oxigênio, uma vez que menos massa muscular é exigida, diminuindo também dessa forma a freqüência cardíaca. Segundo BATES (1998), a reeducação da marcha é muito importante para corrigir anormalidades no seu padrão, pois se incorreta pode desenvolver condições patológicas com o passar do tempo. O treino de marcha precoce ajuda a melhorar o equilíbrio e aumentar o tônus muscular. Tal situação pode ser favorecida posteriormente através da realização dos exercícios em supino do MABR no momento da reabilitação pós ATQ. O fisioterapeuta que desejar trabalhar nessa área deverá estar ciente dos efeitos da água no organismo do paciente, para então adequar as diversas possibilidades de
  7. 7. 7 tratamento em piscina terapêutica, objetivando um atendimento o mais individualizado e especializado possível. 3 METODOLOGIA O presente estudo foi realizado na biblioteca da Faculdade Estácio do Ceará, unidade Via Corpvs, localizada na Rua: Eliseu Uchoa Becco, Nº. 600 - Bairro: Água Fria, Fortaleza-Ceará, e os artigos serão pesquisados nas bibliotecas virtuais Scielo, Bireme, Medline e Google acadêmico. A coleta de dados foi realizada no período de agosto à outubro de 2013. 4 CONCLUSÃO Diante do estudo apresentado concluímos que a hidroterapia oferece ao fisioterapeuta a possibilidade de tratar as patologias traumato – ortopédicas que necessita de diminuição de carga, de impacto, em um ambiente mais seguro do que fora da piscina. A água aquecida promove relaxamento dos tecidos e é extremamente agradável para o paciente. REFERÊNCIAS SILVA, E. A. B.; A INTERVENÇÃO DA FISIOTERAPIA AQUÁTICA NO TRATAMENTO DA FIBROMIALGIA. Revista Científica dos Alunos da Faculdade São Miguel; 2012 ISSN 1809-4171; Presciência Recife n. 5; pag.29. BONOMO, Lívia Maria Marques; CASTRO, Vanessa Chamma; FERREIRA, Denise Maciel; MIYAMOTO, Samira Tatiyama. Hidroterapia na aquisição da funcionalidade de crianças com Paralisia Cerebral. Rev Neurocienc 2007; 15/2:125– 130. MENEGHETTI, C. H. Z.; BASQUEIRA, C.; FIORAMONTE, C.; FERRACINI, L. C. INFLUÊNCIA DA FISIOTERAPIA AQUÁTICA NO CONTROLE DE TRONCO NA SÍNDROME DE PUSHER: ESTUDO DE CASO. Fisioter. Pesqui. vol.16 no.3 São Paulo Julho/Setembro 2009. GIMENES, Rafaela Okano; FONTES, Sissy Veloso; FUKUJIMA, Márcia Maiumi; MATAS, Sandro Luis de Andrade; PRADO, Gilmar Fernandes. ANÁLISE CRÍTICA DE ENSAIOS CLÍNICOS ALEATÓRIOS SOBRE FISIOTERAPIA AQUÁTICA
  8. 8. 8 PARA PACIENTES NEUROLÓGICOS. Revista Neurociências v13 n1 - jan/mar, 2005. BATES, A.; HANSON, N. Exercícios aquáticos terapêuticos. 1. ed. São Paulo: Manole, 1998: 1-8; 166; 190.

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