Pessoa de jesus

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Palestra para o projeto de formação -SAJ
Arquidiocese de BH

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Pessoa de jesus

  1. 1. A PESSOA DE JESUS CRISTO PROJETO DE FORMAÇÃO -SAJ
  2. 2. “Quem diz o povo que eu sou? ( Lc 9,18c) João Batista Elias Algum dos profetas
  3. 3. E hoje, para nossa sociedade, quem é Jesus?
  4. 4. “ E vós, quem dizeis que eu sou?” (Lc 9,20b) “O Messias de Deus” Pedro
  5. 5. E nós que somos chamados a ser seus discípulos e suas discípulas no Séc XXI, quem dizemos que é Jesus? Precisamos conhecer Jesus... Quem é ele... Como se comportava... O que ele ensinou...Qual sua espiritualidade...
  6. 6. 1. Uma revolução...1. Uma revolução... Jesus vivia num mundo judeu, mas com fortes influências greco-romanas. Luxo e corrupção Jesus não foi um reformador.... Ele virou o mundo de pernas para o ar...
  7. 7. A sua revolução foi mais social do que política. valores
  8. 8. Revolução social  vira de pernas para o ar as relações sociais existentes entre as pessoas. Revolução política  muda as relações de poder de uma sociedade, derrubando um governo e substituindo-o.
  9. 9. Virando o mundo de pernas para o ar... Ensinamentos de Jesus vinha subverter quase tudo aquilo que constituía um dado adquirido: Dar a outra face.... Em vez da vingança; Amar os inimigos... Em vez de odiá-los; Fazer o bem a quem se odeia; Abençoar aqueles que nos insultam; Perdoar a todos setenta vezes sete; O Sermão da Montanha
  10. 10. Ainda mais revolucionário o discurso sobre o rico e o pobre. Jesus proclama: “Felizes vós, os pobres...” (Lc 6,20) Teologia da retribuição Rico  abençoado por Deus; Pobre  amaldiçoado por Deus
  11. 11. Igual dignidade... Nisso Jesus era inflexível Todos os seres humanos tem a mesma dignidade e valor Inclusive mulheres e crianças Sua relação de amizade com as mulheres era tão livre que escandalizava. Deixai vir a mim as crianças.
  12. 12. Histórias subversivas... Mito Uma história que confirma o status quo, reconciliando as suas aparentes contradições; Parábola Uma história que ataca o status quo, revelando as suas contradições. Fariseu e o publicano (Lc 18, 9-14) Bom samaritano (Lc 10,30-37) Trabalhadores da vinha (Mt 20,1-16)
  13. 13. Relativizando a Lei... A espiritualidade da época de Jesus baseada na Lei... Jesus também a virou de pernas para o ar. Jesus era perfeitamente livre para transgredir a lei, sempre que observá-la fosse nocivo para as pessoa. O que importava para Jesus eram as pessoas e suas necessidades.
  14. 14. O Reino de pernas para o ar... Vivia-se a espera pelo Messias Era esperado o libertador que estabeleceria o Reinado de Deus Jesus tinha uma ideia muito diferente do que era o Reino de Deus Imagem: família feliz, transbordante de amor Fruto da experiência de Deus como Abbá.
  15. 15. Ninguém pode pertencer ao Reino-família de Deus e continuar a preferir a sua família convencional. Não quer dizer que Jesus veja o Reino-família como toda a raça humana. Quem não aceita viver o AMOR se exclui. Assim, a nova Família de Deus pode dividir e provocar conflitos. A Família de Deus reúne-se em torno da mesa. (Jesus diversas vezes à mesa) partilha O Reino de Deus é uma realidade presente. A comunidade é fermento. O que esperamos já está no meio de nós.
  16. 16. O Messias de pernas para o ar... Jesus: extremamente relutante em permitir que o chamem de Messias. Servo Jesus não é o Messias conquistador e triunfante que viria esmagar e matar os opressores de Israel. Ele é que foi morto RESSURREIÇÃO
  17. 17. Virar o mundo para o lado certo... Jesus chama a atenção em um mundo cheio de distorções e ilusões do ego. Parece ser um mundo impraticável para muitos dos seus “Os judeus pedem sinais e os gregos andam em busca da sabedoria, nós pregamos um Messias crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios... Portanto, o que é tido como loucura de Deus é mais sábio que os seres humanos.” (1Cor 1,22-23.25) De onde vem essa sabedoria?
  18. 18. 2. Um profeta e um místico2. Um profeta e um místico Falar claramente... A espiritualidade Jesus assemelha-se a dos profetas. Se levantam no meio do povo para denunciar as práticas do seu próprio povo e dos seus próprios governantes. Provoca uma tensão.
  19. 19. Ler os sinais... Profetas são capazes de predizer o futuro, não como quem lê a sina, mas como pessoas que aprenderam a ler os sinais do seu tempo. Ler os sinais do seu tempo terá sido, certamente, uma parte integrante da espiritualidade de Jesus. “Mas, quando virdes Jerusalém sitiada por exércitos, ficai sabendo que a sua ruína está próxima.” (Lc 21,20)
  20. 20. O mensageiro de Deus... Ele não começa a sua mensagem com as palavras: ”O Senhor Deus diz” Jesus diz: “Eu porém, vos digo”. É a experiência mística da união com Deus que lhes permite falar em nome de Deus. Jesus é um homem de ação, por trás de todas as suas atividades está uma vida constante de oração. Recomenda que se reze na intimidade do próprio quarto
  21. 21. Os anos contemplativos... Jesus passou muitos anos tentando entender o significado das Escrituras nos sinais dos tempos. O que ele era chamado a ser e fazer. Podemos ver a luta de Jesus no deserto TER PODER PRAZER A união de Jesus com Deus era uma realidade que ele ia tomando consciência à medida que ia crescendo em sabedoria e estatura.
  22. 22. A mística de Jesus... Experiência de união ou comunhão com Deus Abbá (Paizinho) intimidade Ensina seus discípulos a fazer o mesmo Jesus se via como o filho que aprende imitando o Pai. (Lc 6,36) Se achamos difícil viver o que Jesus viveu é porque não experimentamos Deus como Abbá.
  23. 23. A tradição místico-profeta... Há não muito tempo se separava o espiritual da ação social. Os que tinham fome de espiritualidade pareciam não ter sede de justiça. Hoje é impensável que alguém pudesse ser profeta sem ter tido alguma experiência de Deus, pudesse ser um místico sem denunciar claramente as injustiças do seu tempo
  24. 24. Uma espiritualidade místico-profética para todos... Na história de Israel os profetas eram raros. O objetivo de Jesus era tornar o espírito de profecia acessível a toda gente. Jesus não se vê como o único que tem o direito de chamar Deus de Abbá... Ele ensina seus discípulos a chamarem assim também. Karl Rahner (grande teólogo do Séc XX) diz: “o cristão do futuro ou será um místico, ou deixará de existir.”
  25. 25. 3. Uma espiritualidade de cura Há mais episódios de curas atribuídos a Jesus do que a qualquer outra pessoa ligada à tradição judaica. Alguns cristãos sentem-se muito embaraçados pelo fato de Jesus operar curas. As curas de Jesus são holísticas... do ser humano de maneira integral
  26. 26. Cura holística... O seu modo de tratar as pessoas exercia um poderoso efeito de cura sobre aquelas que tinham sido acusadas vezes sem conta em sua vida. Ao virar o mundo de pernas para o ar, Jesus produziu um alívio indescritível àqueles que se sentiam sobrecarregados pelo julgo religioso e social. Através das parábolas e expressões fortes Jesus tentava abrir os olhos dos seus contemporâneos, ajudando-os a ver o mundo de forma diferente. Ver as coisas como elas realmente são, é que nos faz livres e nos cura.
  27. 27. Uma espiritualidade de cura... Embora fosse um crítico radical da sociedade em que vivia, Jesus nunca julgava ninguém, tampouco acusava ou condenava indivíduo algum. Nunca o encontramos fazendo sermões de moral.
  28. 28. Os doentes e o perdidos... Jesus via que era necessário atos de cura e não acusações. Jesus via pessoas feridas e corações quebrantados, confusão e medo e não o pecado e a culpa. Jesus para descrever a situação do ser humano a imagem de que estava “perdida” Lucas 15: o filho perdido, a ovelha perdida, a moeda perdida. Não eram só os pobres que viviam um estado de insegurança e ansiedade (os ricos, escribas, fariseus também). Jesus se sentia tocado por todos os necessitados, fosse qual fosse a sua mágoa e a sua dor.
  29. 29. Para além da culpa e das acusações... Jesus ao falar para os fariseus e escribas condena seu orgulho, a sua arrogância, a sua hipocrisia... no entanto, não aponta o dedo a nenhum indivíduo. Ele não condena nem mesmo os indivíduos romanos. Cura o servo do centurião romano. E na cruz: “Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem.” (Lc23,34)
  30. 30. Dois tipos de juízo... “Não julgueis para não serdes julgados”.(Mt 7,1) “Julgai por vós mesmos”. (Lc 12,57) Imputação de culpas. Análise do que é certo e errado Jesus era um crítico do mundo em que vivia. Mas isso não o tornou amargurado e ressentido. Não condenava ninguém. Jovem rico Mc 10,18-25. Para Jesus o indivíduo era único e importante. Por isso ele podia falar em deixar 99 para partir em busca do que andava perdido (Lc 15,3-6)
  31. 31. Perdão incondicional... O fato de Jesus amar a todos sem condição e por isso perdoar os pecados de todos de forma incondicional fazia parte da vivência de Jesus. A mulher adultera (Jo 8,3-11) No entender de Jesus, fosse qual fosse o grau de culpa que alguém pudesse ter, era uma questão de perdão, não de condenação.
  32. 32. Relações que curam... Era amando as pessoas que Jesus as curava. Além da comunhão plena que ele sentia com todos que encontrava, Jesus tinha muitos amigos íntimos. As amizades íntimas não são contrárias ao amor universsl, a menos que se tornem de algum modo exclusivas. Jesus experimentou o amor que alguns tinham por ele como mais uma manifestação do amor assombroso de Deus. Hemorroisa (Mc 5,25-34)
  33. 33. Podemos seguir os passos de Jesus? Precisamos ser curados, tanto individualmente como humanidade. Jesus nos ensina que é na relação com Deus (Abbá) e com o outro (irmão) que nos tornamos discípulos. Assim poderemos responder ao questionamento de Jesus: “E vós, quem dizeis que eu sou?”(Lc9320b)
  34. 34. Ramon Gimenez ramonbh@ymail.com ramon-gimenez.webnode.com

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