Doar +ôrg+âos e b+ìblia

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Doar +ôrg+âos e b+ìblia

  1. 1. DOAR ÓRGÃOS E BÍBLIA.DOAR ÓRGÃOS E BÍBLIA. www.transplantes.pe.gov.br / transplantespe@saude.gov.br / Fones: 0800.2812.125 Pr. Linaldo Oliveira / j.linaldo@uol.com.br / Fone: 3327.5629 /3445. O que a Bíblia diz sobre doar órgãos para transplantes? Qual deve ser a posição do cristão e da igreja evangélica? Critérios cristãos. Não há na Bíblia nenhum texto favorável ou contrário à doação de órgãos. Os princípios da Bíblia são coerentes: Critérios Pessoais, Espirituais, Éticos e, Critérios Filosóficos. A Bíblia afirma:A Bíblia afirma: • Ninguém busque o seu o próprio interesse, e sim o de outrem (1ª Cor, 10:24). É mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é Dar que receber (At.20:35). Jesus é nosso modelo ensinou: Ninguém tem maior amor do que este: De dar alguém sua própria vida em favor de seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que Eu vos mando. (Jô. 15:13, 14). Critério de reflexão pessoalCritério de reflexão pessoal • Se, você necessitasse de receber transfusão de sangue, pois a cirurgia assim o exige você recusaria? Se você dependesse desse órgão para sobreviver, e lhe fosse facultado a doação, você rejeitaria ou aceitaria? Rejeitaria ou negaria você à doação para um filho, filha, esposa ou mãe? A Bíblia afirma: • Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando. (Tg. 4:17). Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles. (Lc. 6:31; Mt. 7; 12). QuestionamentosQuestionamentos • Há quem afirme não doar órgãos, pois no dia do arrebatamento a parte de seu corpo que foi retirada dele encontra-se em outra pessoa. E o que acontecerá? Reflexão espiritualReflexão espiritual • O que dizer de quem num acidente perdeu um membro, ou numa cirurgia lhe foi tirado um órgão de seu corpo? Ou de quem morreu num incêndio, ou que seu corpo foi cremado? No arrebatamento, como ela ressuscitará? Será no corpo físico, ou no corpo espiritual? 0 que diz a Bíblia0 que diz a Bíblia 1
  2. 2. • Mas alguém dirá: Como ressuscitam os mortos? E em que corpos vêm? Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual. Carne e sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. Porque é necessário que este corpo que é corruptível se revestirá de incorruptibilidade, este corpo que é mortal se revestirá de imortalidade (1º Cor. 15:35, 43, 50,53). O que diz a BíbliaO que diz a Bíblia • O espírito é o que vivifica a carne para nada aproveita (Jô. 6:63). Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. Assim, pois, irmãos, somos devedores, não a carne como se constrangidos a viver segundo a carne (Rm.8:8,12). Pois carne e sangue não podem herdar o reino de Deus (1ª Cor. 15:50). Critério de reflexão éticaCritério de reflexão ética • A ética tem a haver com a moral cristã, e esta se fundamenta nos ensinos de Jesus Cristo, sendo o Sermão da Montanha o mais elevado Código de Ética para todos os povos, e, sobretudo para o cristão. A doação de órgãos tem a haver com a subjetividade pessoal e a resposta à consciência do cristão. O amor ao próximo, como máxima do cristão deve conduzi-lo a ser um doador de órgãos. O que diz a Bíblia.O que diz a Bíblia. • Jesus nada revelou contrário ou a favor do ato de doação de órgãos. Ele foi um potencial voluntário e doador de sua própria vida. Jesus disse: Bem-aventurados são os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia (Mt. 5:7). Porventura, o ato de doação de órgãos não é um ato de misericórdia em favor do próximo? Jesus disse:Jesus disse: • Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus (Mt. 5:16). Porventura, ao doar as córneas, literalmente, estas não brilharão em outra pessoa, que glorificará a Deus? A nossa justiça deve exceder em muito a dos demais homens (Mt. 5:20). A amar o próximo como a nós mesmo e amar nossos inimigos (Mt. 5: 43,44). Porventura, o ato de doação de órgãos é um ato de bondade e amor só para os outros grupos religiosos, e não para os evangélicos também? • Jesus também disse Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas (Mt. 7:12). Cremos que o ato de doação de órgãos não tem nada a haver com a fé, a crença ou princípios religiosos, mas com a subjetividade pessoal de cada individuo. Critério de reflexão filosóficaCritério de reflexão filosófica • Quem eu sou? Qual a razão da minha existência? Como devo interagir com meu próximo? Que reflexões podem proporcionar aos valores morais, sociais e éticos? Com relação à doação de órgãos, o que dificulta e obstrui minha relação com o outro? Negar o direito ao outro, porventura, 2
  3. 3. na fala de mim mesmo e desta resistência? Salomão afirmou: Porquanto a sabedoria entrará no teu coração, e o conhecimento será agradável a tua alma (Pv. 2:10). Abre tua boca em favor do mudo, pelo direito de todos os que se acham em desolação. Abre tua boca e faze justiça aos pobres e necessitados (Pv. 31:8, 9). Princípios da filosofiaPrincípios da filosofia • É um principio filosófico fazer o bem e evitar o mal. O supremo bem do homem e sua beatitude deve fazê-lo consistir num ato de inteligência. O sumo bem só por atos pode ser conquistado e possuído, já que é objeto de desejo e de tendência e, por isto, coisa distinta do homem. Conclusão • Doar órgãos se constitui um ato de bondade e generosidade pelo próximo. Doar órgãos se constitui uma atitude que deve ser refletida, ensinada e declarada. Doar órgãos deve ser uma atitude humanitária dos religiosos, os quais devem ensinar a suas ovelhas. Doar órgãos se constitui celebrar “a vida pela vida” Empenhemo-nos nessa laboriosa Campanha do Ministério da Saúde, apoiando a Central de Transplantes de Pernambuco, no processo da educação continuada à doação de órgãos. Que façamos orações a Deus por toda coordenação da Central de Transplantes de PE., Para que estes vejam o fruto de suas mãos, zerando a fila de espera de transplantes e glorifiquem a Deus pelo resgate a vida, a alegria e a esperança a todos os que estão numa fila de espera. Pra você, o que significa ser doador de órgãos: (Entrevistas colhidas no anonimato). Frase um: Faz seis meses que perdi um pedaço de mim. Lutamos muito para que chegasse o grande dia do transplante de coração de Jéssica, mas Deus fez a vontade dele e a levou, com o coração novo, para o Céu. Tirei o egoísmo de dentro de mim, pois esse exemplo na família fez com que eu fosse capaz de dar a alegria de vida para quem não tem. Frase dois: Doar órgãos é dar a chance de vida a quem precisa. Frase três: É expressar através de uma atitude tão grandiosa, que viver é o melhor agradecimento que podemos dar a Deus, mantendo acesa a chama de uma vela que tem muito para iluminar. Frase quatro: É negar ao chão a parte que lhe é de direito, pra fazer o milagre de transformar carne em vida. Sim, nós somos capazes de fazer milagres, basta que nossos corações sejam grandes o bastante. Frase cinco: Doar órgãos é caridade e caridade é vida: 3
  4. 4. Frase seis: Doação é o maior ato de amor. É amar ao próximo como a si mesmo. Frase sete: Quem doa tem o dom de fazer uma coisa que só Deus pode fazer, ou seja, dar uma nova vida. Frase oito: É viver novamente, é fazer alguém ser feliz e continuar sua jornada terrestre. Frase nove: É simplesmente um dos maiores gestos que um ser humano pode ter, pois não existe prova maior de amor que “doar a vida” pelo irmão. Frase dez: Ser doador é dar vida e saúde a quem precisa, é doar o que gostaríamos de receber. TRANSPLANTES E DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E TECIDOS INFORMAÇÕES BÁSICAS 1- O QUE É TRANSPLANTE? Transplante é um procedimento cirúrgico que consiste na troca de um órgão (coração, rim, pulmão e outros) de um paciente doente (Receptor) por outro órgão normal de alguém que morreu (Doador). Os transplantes inter-vivos são realizados com menos freqüência Os transplantes são realizados, somente, quando outras terapias já não dão mais resultados. Para alguns, portanto, é o único tratamento possível que possibilite continuar vivendo. 2- O QUE É DOAÇÃO DE ORGÃOS E TECIDOS? A doação de órgãos é um ato pelo qual você manifesta a vontade de que, a partir do momento de sua morte, uma ou mais partes do seu corpo (órgãos ou tecidos), em condições de serem aproveitadas para transplante, possam ajudar outras pessoas. 3- QUEM PODE SER DOADOR DE ÓRGÃOS E TECIDOS? Cerca de 1% de todas as pessoas que morrem são doadores em potencial. Entretanto, a doação pressupõe certas circunstâncias especiais que permitam a preservação do corpo para o adequado aproveitamento dos órgãos para doação. É possível também a doação entre vivos no caso de órgãos duplos. É possível a doação entre parentes de órgãos como o Rim, por exemplo. No caso do Fígado, também é possível o transplante intervivos. Neste caso apenas uma parte do Fígado do doador é transplantado para o receptor. Este 4
  5. 5. tipo de transplante é possível por causa da particular qualidade do Fígado de se regenerar, voltando ao tamanho normal em dois ou três meses. No caso da doação inter-vivos, é necessária uma autorização especial e diferente do caso de doador cadáver. Não existe limite de idade para a doação de córneas. Para os demais órgãos, a idade e história médica são consideradas. 4- QUEM NÃO PODE SER DOADOR DE ÓRGÃOS E TECIDOS? Não podem ser considerados doadores pessoas portadoras de doenças infecciosas incuráveis, câncer ou doenças que pela sua evolução tenham comprometido o estado do órgão. Os portadores de neoplasias primárias do sistema nervoso central podem ser doadores de órgãos. Também não podem ser doadores: pessoas sem documentos de identidade e menores de 21 anos sem a expressa autorização dos responsáveis. 5- QUANDO PODEMOS DOAR? A doação de órgãos como Rim e parte do Fígado pode ser feita em vida. Mas em geral nos tornamos doadores quando ocorre a MORTE ENCEFÁLICA. Tipicamente são pessoas que sofreram um acidente que provocou um dano na cabeça (acidente com carro, moto, quedas, etc). 6- QUERO SER DOADOR (A), A MINHA RELIGIÃO PERMITE? Todas as religiões encorajam a doação de órgãos e tecidos como uma atitude de preservação da vida e um ato caridoso de amor ao próximo. A maioria das religiões, contudo, considera este ato uma decisão individual de seus seguidores. As Testemunhas de Jeová, para quem a transfusão de sangue, por exemplo, não é admissível, a doação de órgãos e tecidos "limpas" de sangue é permitida. 7- SOU DOADOR (A), MAS QUANDO CHEGUEI AO HOSPITAL NÃO ENCONTRARAM MEUS DOCUMENTOS NEM OS MEUS FAMILIARES. OS MEUS ÓRGÃOS SERÃO RETIRADOS PARA TRANSPLANTES? Não. Pessoas sem identidade, indigentes e menores de 21 anos sem autorização dos responsáveis, não são consideradas doadoras. 8- O QUE É MORTE ENCEFÁLICA? Morte encefálica significa a morte da pessoa. É uma lesão irrecuperável do cérebro após traumatismo craniano grave, tumor intracraniano ou derrame cerebral. É a interrupção definitiva e irreversível de todas as atividades cerebrais. Como o cérebro comanda todas as atividades do corpo, quando morre, os demais órgãos e tecidos também morrem. Alguns resistem mais tempo, como às córneas e a pele. Outros, como o coração, pulmão, rim e fígado sobrevivem por muito pouco tempo. A morte encefálica pode ser claramente diagnosticada e documentada através do exame da circulação cerebral por técnicas extremamente seguras, embora existam opiniões contrárias a esta afirmativa. 5
  6. 6. Por algum tempo, as condições de circulação sangüínea e de respiração da pessoa acidentada poderão ser mantidas por meios artificiais, ou seja, atendimento intensivo (em UTI, com medicamentos que aumentam a pressão arterial, respiradores artificiais, etc), até que seja viabilizada a remoção dos órgãos para transplante. É importante que não se confunda morte encefálica com COMA. O estado de coma é um processo reversível. A morte encefálica não. Do ponto de vista médico e legal, o paciente em coma está vivo. Para que a morte encefálica seja confirmada é necessário o diagnóstico de, pelo menos, dois médicos, sendo um deles neurologista. Estes médicos não podem fazer parte da equipe que realizam o transplante. Os exames complementares, ou seja, além do exame clínico, para confirmar a morte encefálica, que inclui eletro encefalograma e arteriografia cerebral, são realizados, pelo menos duas vezes, com intervalo de seis horas. Só então a morte encefálica pode ser confirmada. 9- A MORTE ENCEFÁLICA PODE SER DIAGNOSTICADA EM QUALQUER HOSPITAL? Em princípio sim, desde que o hospital conte em seu quadro de profissionais com um neurologista e os equipamentos necessários para a realização dos exames. Contudo, no Brasil as coisas ainda não são assim. Mas, excepcionalmente, ao suspeitar-se de ocorrência de morte encefálica, uma equipe e equipamentos podem ser deslocados de um hospital para outro. 10- QUANTO TEMPO APÓS A MORTE ENCEFÁLICA PODE-SE ESPERAR PARA O TRANSPLANTE? O Coração e pulmão são os órgãos que menos tempo podem esperar. O intervalo máximo entre a retirada e a doação não deve exceder quatro horas. O ideal é que as duas cirurgias ocorram simultaneamente. O Fígado resiste até 24 horas fora do organismo. O Rim é bastante resistente, se comparado a outros. A espera pode ser de 24 a 48 horas. O Pâncreas, como no caso do coração e do pulmão, as cirurgias de retirada e doação, tem de ser feitas quase que simultaneamente. A Córnea pode permanecer até sete dias fora do organismo, desde que mantida em condições apropriadas de conservação. 11- QUEM RETIRA OS ÓRGÃOS DE UM DOADOR? Desde que haja um receptor compatível, a retirada dos órgãos para transplante é realizada em um centro cirúrgico, por uma equipe de cirurgiões com treinamento específico para este tipo de ocorrência. Após o procedimento o corpo é devidamente recomposto e liberado para os familiares. 12- COMO FUNCIONA O SISTEMA DE CAPTAÇÃO DE ÓRGÃOS? Se existe um doador em potencial (vítima de acidente com traumatismo craniano, derrame cerebral, etc.) a função vital dos órgãos deve ser mantida pelo hospital. É realizado o diagnóstico de morte encefálica e a Central de Transplantes é notificada. A Central localiza e entra em entendimento com a família do doador e pede o seu consentimento mesmo que a pessoa tenha manifestado em vida o desejo de doar. Após isso, o doador é submetido a uma bateria de exames para verificar se não possui doenças que possam comprometer o transplante (hepatite, AIDS, etc.,) Com tudo OK, a Central de Transplantes faz um cruzamento de compatibilidade com os pacientes em lista de espera, identifica um receptor e aciona as equipes de captação e de transplante. 6
  7. 7. 13- QUEM SÃO BENEFICIADOS COM OS TRANSPLANTES? Atualmente milhares de pessoas, inclusive crianças, contraem doenças cujo único tratamento é a implantação de um órgão novo. A espera por um doador, que às vezes não aparece, é angustiante. A lista de candidatos a um transplante de pulmão, por exemplo, é renovada a cada ano porque, simplesmente, a maioria dos candidatos morre sem conseguir um doador. 14- QUEM RECEBERÁ OS ÓRGÃOS DOADOS? Os receptores são escolhidos com base em testes laboratoriais que confirmam a compatibilidade entre o doador e o receptor. Quando existe mais de um receptor compatível, a decisão de quem receberá, passa por critérios tais como tempo de espera e urgência do procedimento. Em princípio, a família do doador não escolhe o receptor. Na escolha do receptor, os médicos, o candidato a transplante e sua família levam em conta fundamentalmente os seguintes aspectos para considerar o transplante: Todas as terapias foram consideradas ou excluídas? O paciente não sobreviverá sem o transplante? O candidato a receptor não tem outros problemas de saúde que inviabilizem o transplante? O candidato tem condições para assumir um estilo de vida que inclui o uso contínuo de medicamentos e freqüentes exames laboratoriais/hospitalares após o transplante? 15- TENHO UM FAMILIAR EM LISTA DE ESPERA PARA UM TRANSPLANTE DE CORAÇÃO. SOU TOTALMENTE COMPATÍVEL COM ELE. SE EU MORRER O MEU CORAÇÃO PODE SER DOADO PARA ELE? Em princípio não. Nem o doador, nem seus familiares, podem escolher o receptor. A não ser no caso de órgãos duplos e doação em vida. Caso contrário, o receptor será sempre indicado pela Central de Transplantes com base em uma série de critérios que incluem: 1) compatibilidade sangüínea; 2) histocompatibilidade; 3) peso e tamanho do órgão. Encontrado(s) o(s) paciente(s) que apresentam o perfil adequado para receber o órgão, será escolhido aquele em estado mais grave. Este poderá ser (ou não) o seu familiar. Em resumo: nós não podemos escolher quem receberá os órgãos de um familiar com morte encefálica. Isso evita a comercialização de órgãos. 16- TENHO UM FAMILIAR ESPERANDO UM TRANSPLANTE. MATEMATICAMENTE FALANDO, QUAL A CHANCE DELE ENCONTRAR UM DOADOR? É muito difícil responder a esta questão do ponto de vista de probabilidade. Mas considere inicialmente que ele seja do grupo sangüíneo A+. Na população brasileira, a chance de encontrar outro indivíduo A+ é algo em torno de 35%, ou seja, 35 em 100 ou 0,35. Mas o doador e o receptor devem ser também compatíveis em termos de tecido. Para a histocompatibilidade a chance de encontrar indivíduos semelhantes é menor. A probabilidade de que você tenha um irmão histocompatível é de 25% (0,25) mas entre não parentes esta chance diminui para um valor entre 1 em 10.000 e 1 em 100.000 (ou entre 0,0001 e 0,00001). Para os matemáticos, neste caso, a probabilidade de se encontrar um indivíduo compatível (considerando a maior chance) para o grupo sangüíneo e para tecidos é o produto, ,25 x 0,0001 x ? x ? = 0,00035 Ou de 3 a 4 em 100.000. Mas não é só isso. Considere, ainda, que o doador dever ser uma pessoa cujo órgão a ser doador tenha peso e tamanho semelhante ao do receptor e tenha sofrido um acidente cerebral e tenha boas condições de saúde e tenha chegado vivo a um hospital e cuja equipe médica tenha tido a boa vontade de entrar em contato com uma Central de Transplante. Estas variáveis são de difícil mensuração. Elas são 7
  8. 8. representadas pelas interrogações acima e são números menores do que um. Logo, matematicamente falando, a chance de alguém encontrar um doador plenamente compatível é pequena. Contudo, existe e muitas pessoas recebem um órgão por transplante, vive muito tempo para a sua felicidade e a de seus familiares. Agora pense no seguinte: se você opta em ser NÃO DOADOR DE ÓRGÃOS E TECIDOS, você realmente está contribuindo para diminuir a chance de sobrevivência de outra pessoa e a felicidade de muitos. 16- AS PESSOAS TÊM VIDA NORMAL APÓS UM TRANSPLANTE? Após o transplante, os receptores devem tomar diversos medicamentos. Os mais importantes são para evitar a rejeição. Estes medicamentos, que devem ser usados pelo resto da vida, podem causar uma série de efeitos não desejáveis. Para combater estes para efeitos outras drogas devem ser administradas. As estatísticas mundiais mostram que a maioria (mais de 80%) das pessoas que receberam um coração por transplante, por exemplo, retornam as suas atividades anteriores. Alguns praticam esportes, existindo até federações de transplantados. 17- QUAL O RISCO DOS TRANSPLANTES? Existem os riscos inerentes a uma cirurgia de grande porte em si. Superada esta fase, os principais problemas após o transplante de órgão são infecção e REJEIÇÃO. Para prevenir estes efeitos a pessoa usa medicamentos que debilitam o sistema imunológico. Por esta razão, estão mais sujeitos as infecções e a outras doenças "oportunistas". 18- O QUE SIGNIFICA REJEIÇÃO? O nosso sistema imunológico nos protege de infecções em geral. As células deste sistema percorrem cada parte de nosso corpo procurando e conferindo se algo difere do que elas estão acostumadas a encontrar. Estas células identificam um órgão transplantado como sendo algo diferente do resto do corpo e ameaçam destruí-lo. Numa linguagem figurada, isto é REJEIÇÃO. É, ao lado da DISPONIBILIDADE DE DOADORES, uma das grandes barreiras ao sucesso dos programas de transplantes. Em 1983, a barreira da REJEIÇÃO foi parcialmente superada com o advento de uma poderosa droga - a Ciclosporina - que, combinada com outras, inibe as células do sistema imunológico na sua tentativa de destruir o órgão transplantado. Como a rejeição pode ocorrer em qualquer tempo após o transplante, a maioria dos transplantados usa medicamentos imunossupressores pelo o resto de suas vidas. Os principais medicamentos utilizados são aqueles do grupo da Ciclosporina, Azatioprina e da Prednisona e são administrados de forma balanceada pelos médicos para cada caso. A rejeição ocorre na maioria dos casos de transplantes e pode ser mais facilmente controlada quanto maior for à compatibilidade entre o doador e o receptor. Em primeiro lugar, eles devem ter o mesmo tipo sangüíneo, ou seja, os mesmos fatores do sistema ABO e Rh. Em segundo, devem ter, ainda, a maior semelhança possível em relação ao sistema genético HLA. No momento do transplante, o objetivo da Central de Transplante é compatibilizar os doadores e receptores para o HLA, procurando os idênticos ou os mais próximos possíveis, em especial quanto estes não tem qualquer grau de parentesco. É uma questão de sorte: a chance de se encontrar um doador compatível varia entre um para 10 mil e um para 100 mil entre pessoas não aparentadas. 8
  9. 9. 19- QUEM FAZ TRANSPLANTE NO BRASIL? Segundo o Ministério da Saúde, existe no Brasil cerca de 117 instituições cadastradas para realizar transplante de órgãos: Rim (111), Medula óssea (13), Fígado (6), Coração (9) e Pulmão (3). Deste total, 40 estão localizados na Região Sul (PR, SC, RS) dos quais, 20 são Hospitais do Rio Grande do Sul. 20- QUEM PAGA A CONTA DOS TRANSPLANTES? Em geral, os transplantes são pagos pelo Serviço Único de Saúde (SUS). A maioria dos planos privados de saúde não cobre este tipo de atendimento. A propósito, a grande maioria destes planos somente funcionam adequadamente enquanto você não precisa deles. www.transplantes.pe.gov.br / transplantespe@saude.gov.br / Fones: 081 3421.1311 e 3423-2357 Pr. Linaldo Oliveira / j.linaldo@uol.com.br / Fones: 9172.0880, 3327.5629 e 3117.5544. 9
  10. 10. 19- QUEM FAZ TRANSPLANTE NO BRASIL? Segundo o Ministério da Saúde, existe no Brasil cerca de 117 instituições cadastradas para realizar transplante de órgãos: Rim (111), Medula óssea (13), Fígado (6), Coração (9) e Pulmão (3). Deste total, 40 estão localizados na Região Sul (PR, SC, RS) dos quais, 20 são Hospitais do Rio Grande do Sul. 20- QUEM PAGA A CONTA DOS TRANSPLANTES? Em geral, os transplantes são pagos pelo Serviço Único de Saúde (SUS). A maioria dos planos privados de saúde não cobre este tipo de atendimento. A propósito, a grande maioria destes planos somente funcionam adequadamente enquanto você não precisa deles. www.transplantes.pe.gov.br / transplantespe@saude.gov.br / Fones: 081 3421.1311 e 3423-2357 Pr. Linaldo Oliveira / j.linaldo@uol.com.br / Fones: 9172.0880, 3327.5629 e 3117.5544. 9

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