Revolução Francesa - Do Absolutismo à Queda da Bastilha

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Revolução Francesa - Do Absolutismo à Queda da Bastilha

  1. 1. Governo do Estado do Rio de Janeiro Secretaria Estadual de EducaçãoColégio Estadual Leopoldina da Silveira Colégio Estadual Nicarágua HISTÓRIA Professor Luiz Valentim
  2. 2. Aula II – 2ª Série – Ensino Médio REVOLUÇÃO FRANCESA Do Absolutismo à Queda da Bastilha
  3. 3. Frutos do Iluminismo Muitos historiadores concordam que asociedade contemporânea nasceu dopensamento iluminista. Transformações políticase econômicas iniciadas na segunda metade doséculo XVIII deram origem ao modelo de mundoe de sociedade em que vivemos. Enquanto aRevolução Industrial surge na Inglaterra e seexpande para todo o mundo, o modelo políticoadotado por grande parte dos países atualmentefoi inspirado no processo que se inicia com aRevolução Francesa.
  4. 4. “Luíses” de França Luís XIV Luís XV Luís XVI
  5. 5. Luís XIVConhecido como Rei Sol e famoso por terproferido a frase que se tornou símbolo do poderabsoluto – L’État c’est moi! –, Luís XIV reinou sobrea França por 72 anos e foi reconhecido como aexpressão máxima do absolutismo europeu. Emseu reinado, Luís XIV esvaziou o poder dosparlamentos provinciais, subordinando justiça,polícia e finanças diretamente ao rei, reforçou oEstado militarmente, equilibrou as finanças,revogou o Édito de Nantes, que há quase umséculo permitia o culto protestante na França eempreendeu guerras contra o Sacro Império e osPaíses Baixos, afirmando a hegemonia francesa naEuropa ocidental, além de fazer-se presençaconstante em medalhas, quadros e festas.
  6. 6. Luís XVSucessor de Luís XIV, o bisneto do rei Soltambém subiu ao trono da França aoscinco anos de idade, em 1715, mas nãoherdou o brilho e a força daquele. Apósconfiar a administração por décadas aregentes e ministros, Luís XV só assumiuo poder em 1743, aos 33 anos. Tendocomo principal feito a Guerra dos SeteAnos, contra a Inglaterra e que levou aFrança a perder territórios na América,restou ao rei administrar forte crisefinanceira até sua morte, em 1774.
  7. 7. Luís XVIO último rei francês antes da Revolução quetransformou a França em República, Luís XVIassumiu o trono após a morte do avô e herdouum Estado falido, tendo de enfrentar desde ocomeço forte oposição. Em 1777, buscando sefortalecer internamente através de uma vitóriasobre a Inglaterra, em revanche pela derrota naGuerra dos Sete Anos, o rei enviou tropasfrancesas para lutar ao lado dos colonosrebeldes das colônias inglesas da América doNorte, o que prejudicou ainda mais o tesouroreal. Diante da crise, agravada por sucessivascolheitas ruins na década de 1780, o rei perdiaapoio até mesmo da nobreza, que buscavalimitar seu poder.
  8. 8. A Tentativa de Esclarecimento e a Assembleia dos NotáveisDesejando tornar-se um déspota esclarecido, Luís XVIaceitou fazer as reformas que mostravam-senecessárias ao fortalecimento da economia, com acondição de que não afetassem seu poder absoluto.Para tanto, o rei convocou a Assembléia dos Notáveis,composta pela nobreza e pelo alto clero, para discutiracerca do pagamento de impostos pelos Primeiro eSegundo Estados, medida considerada fundamentalpara o fortalecimento do reino francês. No entanto,nobres e clérigos mostraram-se totalmenteirredutíveis à possibilidade de perder os privilégiosque mantinham desde os tempos medievais.
  9. 9. Os Estados-GeraisConselho consultivo e deliberativo formado pelos trêsestados que compunham a sociedade de então, osEstados-Gerais podiam ser convocados de tempos emtempos, quando o rei encontrava-se diante de umadecisão importante. Todavia, o mesmo não se reuniadesde 1614. Diante da recusa da nobreza e da Igrejaem acatar a decisão real, não restou outra alternativaao monarca a não ser convocar a assembleia que,contra toda expectativa, deflagraria aquele que seriao golpe definitivo no Antigo Regime. Em 5 de maio de1789, no Palácio de Versalhes, tem início a Assembleiados Estados-Gerais.
  10. 10. Os Estados-GeraisO grande problema da composição destaassembleia era o fato de o voto ser dado porestado ou ordem, e não por cada indivíduo. Cadaordem deveria se reunir em um salão e decidir seuvoto, que representaria todo aquele grupo. Ouseja, independente do número de pessoasrepresentando o Terceiro Estado, este só teriadireito a um voto. Por outro lado, a nobreza e oclero, unidos contra o fim de seus privilégios,detinham dois votos e estavam ansiosos por limitaro poder real e barrar propostas mais radicais doTerceiro Estado.
  11. 11. Cahiers de DoléancesAos mais pobres restava menos ainda. Semrepresentantes nem mesmo no Terceiro Estado,do qual fazia parte, mas que só tinha enviadoburgueses à assembleia, buscaram escreversuas queixas e reivindicações nos Cadernos deReclamações feitos em diversas vilas do reino, eque eram entregues aos deputados burgueses,numa tentativa de que fossem ouvidas.
  12. 12. O que é o Terceiro Estado?“O que é o Terceiro Estado? Tudo. Que temsido ele até agora na ordem política? Nada. Que pede ele? Tornar-se alguma coisa.” Abade Emanuel Sieyés, vigário-geral de Chartres
  13. 13. Sociedade Estamental?Como pudemos observar na fala do AbadeEmanuel Sieyés, as ordens não encontravam-seem homogeneidade. Enquanto bispos earcebispos mostravam-se conservadores, obaixo clero tendia a apoiar as reformas, assimcomo alguns nobres esclarecidos. Por outrolado, muitos burgueses enobrecidos apoiavama nobreza. Apesar disto, era clara a inclinaçãodos Estados-Gerais a uma conclusãoconservadora, ainda que com profundasreformas econômicas.
  14. 14. Assembleia NacionalMesmo com o provável resultado, Luís XVI,temendo ter sua autoridade afetada, resolveudissolver a assembléia. Insatisfeitos com os rumosdos acontecimentos, os representantes do TerceiroEstado invadiram, no dia 9 de julho de 1789, umsalão de jogos onde se encontrava a nobreza ejuraram só sair quando fosse votada umaconstituição para o reino. O evento ficouconhecido como o Juramento da Sala do Jogo daPela e deu início ao processo revolucionário.Estava criada a Assembleia Nacional, que logodepois se tornaria Assembleia Constituinte.
  15. 15. Os sans-culottes e a BastilhaChamados “sem calções” por não usarem ocalção justo no joelho utilizado pela nobreza, ossans-culottes eram os grupos mais pobres dapopulação que, após tomar conhecimento doque havia acontecido no Palácio de Versalhes,deflagram sua própria revolução no campo enas cidades, exigindo, dentre outras coisas,propriedade plena da terra cultivada, melhorescondições de vida e participação política.Temidos tanto pela aristocracia quanto pelaburguesia, os levantes populares obrigaram aAssembleia revolucionária a organizar umamilícia, que recebeu o nome de GuardaNacional e foi entregue ao comando doMarquês de La Fayette. Esta, no entanto, nãofoi suficiente para frear a explosão popular eem 14 de julho de 1789 a Bastilha foi tomada.
  16. 16. Os sans-culottes e a BastilhaSimbolizando a luta popular contra oabsolutismo e servindo de inspiraçãopara outras ações, como incêndio esaques de castelos e propriedades nocampo e nas cidades, a queda daBastilha deu início ao Grande Medo,período que se estendeu de julho aagosto de 1789 e que levou muitosnobres a deixarem a França. Estesrefugiaram-se em Estados absolutistas,como a Prússia e a Áustria, de ondepassaram a conspirar contra a revolução.
  17. 17. Revolução X ReformaAtualmente a Europa atravessa séria criseeconômica e, mais uma vez, os maioresprejudicados são as classes mais pobres.Obviamente a situação atual nem de longe secompara com a vivida pelos franceses nasvésperas da Revolução de 1789, todavia, asmedidas empregadas para reverter a situaçãopodem ser consideradas análogas às medidasque se tentou adotar na ocasião. Os governoseuropeus, assim como o governo de Luís XVI,tentam reformas emergenciais que levariam aeconomia para um outro caminho, mantendoo status quo político-social. Por outro lado, opovo europeu do século XXI, assim comodesejou o povo francês do século XVIII, anseiapor mudanças radicais e urgentes no estadoatual das coisas.
  18. 18. Revolução X ReformaApós assistir ao clipe Revolução, gravado emPortugal e que retrata bem a situação vivenciadapelos europeus atualmente, busque emdicionários e enciclopédias as definições dadasaos termos Reforma e Revolução.Feito isto produza um texto analisando apreferência dos grupos dominantes porreformas e o desejo dos grupos mais pobres emarginalizados pela revolução.
  19. 19. Bibliografia• VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila • VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila de Castro; FERREIRA, Jorge; de Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina. História: o SANTOS, Georgina. História: das longo século XIX. Vol. 2. São sociedades sem Estado às Paulo: Saraiva, 2010. monarquias absolutistas. Vol. 1. São Paulo: Saraiva, 2010. • Enciclopédia Novo Século. Volume 8. São Paulo: Editora e Gráfica Visor do Brasil, 2002.

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