Processo E Objetivos Da Alfabetização

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Processo E Objetivos Da Alfabetização

  1. 1. ENCONTRO ENTRE PAIS E EDUCADORES 1º ANO - 2010
  2. 2. Na minha época, a alfabetização era tão diferente! Como o CIMAN trabalha a alfabetização? Quando meu(minha) filho(a) vai começar a ler e a escrever? Por que meu(minha) filho(a) traz tarefas para casa que envolvem a escrita se ele ainda não está totalmente alfabetizado? Eu vi, no mural da sala do meu filho, algumas produções de crianças com palavras escritas “erradas”. Por que isso não é corrigido? Meu filho, quando vai escrever do “seu jeito”, deixa de colocar algumas letras na palavra, por que isso acontece? Como devo orientar as tarefas de casa?
  3. 3. COMO ENTENDEMOS A ALFABETIZAÇÃO NO COLÉGIO CIMAN?
  4. 4. DURANTE ALGUM TEMPO, ERA IMPOSSÍVEL FALAR DE ALFABETIZAÇÃO SEM FALAR EM PERÍODO PREPARATÓRIO E EM TORNAR A CRIANÇA PRONTA PARA A APRENDIZAGEM (PRONTIDÃO). “PRÉ-ESCOLA”
  5. 5. <ul><li>ACREDITAVA-SE QUE </li></ul><ul><li>O TREINO DE HABILIDADES </li></ul><ul><li>AS APRENDIZAGENS PRÉVIAS </li></ul><ul><li>OS PRÉ-REQUISITOS </li></ul><ul><li>A PRONTIDÃO </li></ul><ul><li>DARIAM LUGAR ÀS “VERDADEIRAS” APRENDIZAGENS (POSTERIORES). </li></ul>
  6. 6. CONSTRUTIVISMO A DIFERENÇA FUNDAMENTAL JÁ NÃO SE SITUAVA ENTRE APRENDIZAGENS PRÉVIAS OU PRÉ-REQUISITOS QUE DARIAM LUGAR A APRENDIZAGENS POSTERIORES.
  7. 7. CONSTRUTIVISMO APRENDIZAGENS CONVENCIONAIS (NORMATIVAS) x APRENDIZAGENS NÃO CONVENCIONAIS ( NÃO NORMATIVAS)
  8. 8. “ SENDO CAPAZES DE ACEITAR COMO APRENDIZAGENS AS RESPOSTAS NÃO NORMATIVAS DAS CRIANÇAS, ENTÃO PODÍAMOS VER QUAIS OS ANTECEDENTES QUE FAZIAM PARTE DA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO.” Ana Teberosky
  9. 9. O TRABALHO PEDAGÓGICO DO CIMAN , INCLUSIVE DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO, TEM O FOCO NA APRENDIZAGEM DA CRIANÇA .
  10. 10. A APRENDIZAGEM É ENTENDIDA COM UM PROCESSO CONTÍNO DE DESENVOLVIMENTO .
  11. 11. “ ... POR TRÁS DA MÃO QUE PEGA O LÁPIS, DOS OLHOS QUE OLHAM, DOS OUVIDOS QUE ESCUTAM, HÁ UMA CRIANÇA QUE PENSA &quot; (EMÍLIA FERREIRO)
  12. 12. ALFABETIZAÇÃO = MUITOS DESAFIOS 1- DESVENDAR O SISTEMA ALFABÉTICO DE ESCRITA, OU SEJA, DESCOBRIR COMO É POSSÍVEL, COM UM NÚMERO LIMITADO DE LETRAS (O ALFABETO), REPRESENTAR UM NÚMERO INFINITO DE PALAVRAS.
  13. 13. ALFABETIZAÇÃO = MUITOS DESAFIOS 2- COMPREENDER A TRANSFORMAÇÃO DE MARCAS GRÁFICAS EM LINGUAGEM. ( O ATO DE LER ENVOLVE A DECOFICAÇÃO E A ATRIBUIÇÃO DE SIGNIFICADO)
  14. 14. ALFABETIZAÇÃO = MUITOS DESAFIOS APODERAR-SE DE UM SISTEMA DE GRAFIA QUE ENVOLVE RECONHECER E, PROGRESSIVAMENTE, ESTABELECER RELAÇÕES GRÁFICAS, SONORAS E ORTOGRÁFICAS .
  15. 15. AS CRIANÇAS  Têm muitos conhecimentos adquiridos ao longo da vida, desde o momento que nascem;  Têm histórias de vida ( e de aprendizagens) diferentes entre si. Pensam e, portanto, são capazes de pensar sobre o que precisa ser feito, sobre o que fazem ou sobre o que queriam fazer;
  16. 16. AS CRIANÇAS  Aprendem quando são convidadas a pensar/repensar sobre suas ações /produções;  Desenvolvem “ lógicas próprias ” para pensar sobre a escrita.  São capazes de desenvolver, progressivamente e em momentos diferentes, habilidades para utilizar o sistema alfabético da escrita .
  17. 17. Apropriar-se da língua escrita envolve, dentre outras coisas, estabelecer relações entre dois processos: ler e escrever .
  18. 18. Na aprendizagem desses processos, as crianças percorrem um longo caminho, passando por diferentes momentos de elaboração.
  19. 19. A criança constrói hipóteses, resolve problemas e elabora conceituações sobre o escrito – um processo que permite construções não-convencionais (não normativas)
  20. 20. Escrita Pré-Silábica Ausência de correspondência entre letras e sons. Elas escrevem uma série de letras e depois lêem-nas sem fazer nenhum tipo de análise.
  21. 21. A criança tenta nesse nível:  Diferenciar desenho e escrita  Utilizar no mínimo duas ou três letras para poder escrever palavras  Reproduzir os traços da escrita, de acordo com seu contato com as formas gráficas, escolhendo a que lhe é mais familiar para usar nas suas hipóteses de escrita Muitas vezes, ela já percebe que é preciso variar os caracteres para obter palavras diferentes.
  22. 24. CRIANDO OUTRO FINAL PARA UMA HISTÓRIA
  23. 25. Escrita Silábica A criança descobre que as partes do escrito (suas letras) podem ser controladas por meio das sílabas da palavra. As letras que utiliza podem ou não ser pertinentes sob o ponto de vista do valor sonoro; no entanto, sempre há uma correspondência entre quantidade de sílabas e quantidade de letras.
  24. 26. ELEFANTE SAPATO Uma letra para representar cada sílaba...
  25. 27. P I R U L I T O C H I C L E T E C H O C O L A T E
  26. 29. Silábico-Alfabético  A criança começa a superar a hipótese silábica e avança para a hipótese alfabética, podendo “misturar” as duas hipóteses na mesma palavra.  A criança pode escolher as letras de forma ortográfica ou fonética .
  27. 30. Oscilando entre usar uma letra para representar cada sílaba e a representação da sílaba completa...
  28. 32. Escrita Alfabética Se caracteriza pela correspondência sistemática entre letras e fonemas, mesmo que, muitas vezes, a ortografia não seja convencional.
  29. 33. Representa alfabeticamente (nem sempre ortograficamente) cada fonema da palavra...
  30. 36. Incluindo progressivamente aspectos ortográficos em sua produção escrita
  31. 37. Podemos entender o processo de aquisição da escrita pelas crianças sob diferentes pontos de vista
  32. 38.  O ponto de vista mais comum onde a escrita é imutável e deve se seguir o modelo &quot;correto&quot; do adulto. APRENDIZAGENS CONVENCIONAIS (NORMATIVAS)
  33. 39.  O ponto de vista do trabalho da psicogênese da Língua escrita (Emília Ferreiro – Ana Teberosky) onde escrita é um objeto de conhecimento, levando em conta as tentativas individuais infantis . O “erro” é construtivo – demonstra um processo de construção. APRENDIZAGENS NÃO CONVENCIONAIS (NÃO NORMATIVAS)
  34. 40.  O ponto de vista da interação, o aspecto social da língua escrita, onde a alfabetização é um processo discursivo. (letramento)
  35. 41. Quando a criança “erra”, é interessante:  Perceber e verbalizar o que ela “acertou” (ter em mente que ela está aprendendo).  Desafiá-la, por meio de questionamentos, a refletir sobre o que fez e sobre o que pretendia fazer.  Fornecer informações complementares.  Desafiá-la a revisar sua produção e a tentar novamente.
  36. 42. Quando a criança “erra”, NÃO é interessante:  Criticá-la ou demonstrar aborrecimento por que ela errou (ter em mente que ela está aprendendo).  Compará-la com outras pessoas que “erram menos” (irmãos, colegas, primos, com a mãe ou com o pai quando eram crianças).  “Desautorizar” a criança e toda a sua produção por causa dos “erros”. Sua produção se baseia em uma hipótese sobre a escrita (nem tudo está “errado”).
  37. 43. Então, vamos deixar a criança fazer do seu jeito, escrever do seu jeito, não se preocupar com os erros, deixar que ela vá aprendendo sozinha, no seu ritmo?
  38. 44. NÃO! Não é porque a criança participa de forma direta da construção do seu conhecimento que não seja preciso ensiná-la.
  39. 45. Nessa perspectiva, ensinar é organizar atividades que favoreçam a reflexão da criança sobre a escrita, porque é pensando que ela aprende.
  40. 46. PARA NÍVEIS DIFERENTES - OBJETIVOS DIFERENTES PARA OBJETIVOS DIFERENTES - INTERVENÇÕES DIFERENTES E DIVERSIFICADAS.
  41. 47.  PRODUÇÕES EM DUPLAS  PRODUÇÕES EM GRUPO  INTERVENÇÕES DA PROFESSORA  ATIVIDADES DIVERSIFICADAS  NÍVEIS DIFERENCIADOS DE EXIGÊNCIA
  42. 48. Exemplo de uma possibilidade de mediação pelo professor para intervir na hipótese da criança: B_R__ _L_TA Escrita inicial da criança para a palavra BORBOLETA. Hipótese silábico-alfabética. Jogo proposto pela professora - Cada tracinho que você está vendo é uma letra que você terá que descobrir (pensando) qual é, pois faz parte dessa palavra. Escrita final da criança. .
  43. 49. Em que aspectos a criança precisa pensar quando é convidada a escrever?
  44. 50.  O que quero escrever?  Como se escreve?  Quantas letras usar?  Quais letras usar?  Como se faz essas letras.  Na segmentação dos espaços em branco  Na relação fonema-grafema  Para quê/ para quem estou escrevendo  Quem ler o que escrevi vai entender?
  45. 51. DESAFIOS A SEREM VENCIDOS PELA CRIANÇA, NO DECORRER DO 1o ANO  Refletir sobre o código escrito, avançar em suas hipóteses.  Reconhecer e empregar letras e fonemas adequados ao que quer escrever.  Transformar, progresivamente, a escrita escrita “hipotética” em uma escrita “alfabética”.
  46. 52. DESAFIOS A SEREM VENCIDOS PELA CRIANÇA, NO DECORRER DO 1o ANO  Ter habilidade para se comunicar por escrito.  Ter habilidade para decodificar e interpretar textos escritos.  Ler e atribuir sentido ao que foi lido.  Associar, progressivamente, algumas características ortográficas à escrita das palavras.
  47. 53.  Produzir textos de autoria, com uma função social definida e com “leitores de verdade” (projetos).  Conhecer e utilizar alguns elementos básicos de organização textual e pontuação.  Desenvolver habilidades para revisar o que escreveu.  Conhecer, identificar, traçar corretamente e utilizar a letra cursiva.
  48. 56. E NAS TAREFAS DE CASA, COMO AJUDAR?  DEFINA E PREPARE UM LOCAL ADEQUADO.  ORGANIZE ROTINA (CRITÉRIOS) E HORÁRIOS.  A TAREFA É DA CRIANÇA – ENSINE-A A RESPONSABILIZAR-SE POR ELA.  A TAREFA É REFERENTE A ALGO QUE ELA JÁ VIVENCIOU/APRENDEU NA ESCOLA.  DIFERENCIE “AJUDAR” DE “FAZER POR”.  OUÇA COM ATENÇÃO E, SEMPRE QUE POSSÍVEL, “DEVOLVA” AS PERGUNTAS DA CRIANÇA SOBRE A TAREFA AO INVÉS DE RESPONDÊ-LAS PRONTAMENTE.  VALORIZE AS PRODUÇÕES DA CRIANÇA.  SEJA CUIDADOSO AO FAZER COMENTÁRIOS.
  49. 57. É IMPORTANTE QUE A CRIANÇA TENHA, EM DIFERENTES MOMENTOS, CONTATO COM DIVERSOS MODELOS DE LEITOR. ( LEIA PARA ELA)
  50. 58. O que é necessário para construir uma história de sucesso na alfabetização?
  51. 59. O(A) protagonista – um(a) pequeno(a) aprendiz inteligente, que realiza inferências, que estabelece relações, que procura explicações, que pensa sobre o que faz.
  52. 60. Cenários (casa/escola)– ambientes (alfabetizadores) ricos, estimulantes e organizados intencionalmente para que a aprendizagem se estabeleça da melhor maneira possível .
  53. 61. Os (As) co-protagonistas – pais e professores que se interessam pelo(a) pequeno(a), a quem ensinam, que dele(a) se ocupam e o(a) ajudam a crescer . Pessoas solícitas, atentas, intuitivas, instigantes, questionadoras, exigentes (não intransigentes) e apaixonadamente interessadas no que a criança faz, diz e pensa.

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