Alfabetização e letramento psicogenese

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Alfabetização e letramento psicogenese

  1. 1. O ÚLTIMO ANO DO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO: CONSOLIDANDO OS CONHECIMENTOS Orientadora de Estudo: Ananda Lima
  2. 2. OBJETIVOS DO CADERNO Analisar diferentes alternativas didáticas Analisar as contribuições para o ensino do Sistema de Escrita da teoria da psicogênese da escrita Alfabética com uso de diferentes materiais para distribuídos pelo MEC, identificando os compreensão do processo objetivos a elas associados. de apropriação do Sistema de Escrita Alfabética; Entender a concepção de alfabetização na perspectiva do letramento, compreendendo que a aprendizagem da escrita alfabética constitui um processo de compreensão de um sistema e não a aquisição de um código; Entender as relações entre consciência fonológica e alfabética, analisando e planejando atividades de reflexão fonológica e gráfica de palavras, utilizando materiais distribuídos pelo MEC;
  3. 3. “Tudo no mundo está dando respostas, o que demora é o tempo de perguntas” José Saramago
  4. 4. O que vem a ser... ALFABETIZAÇÃO? ALFABETIZAR? ALFABETIZADO? ALFABETISMO? ANALFABETISMO? LETRAMENTO?
  5. 5. ALFABETIZAÇÃO: • Ação de ensinar/aprender a ler e a escrever; • Uso social da escrita; • Reação ao analfabetismo; • Correspondência entre dois modos de representação: as linguagens falada e escrita;
  6. 6. Conceito atual de alfabetização enfatiza: • Que a criança aprende a ler e escrever pensando. Por isso usa-se hipóteses sobre objetos de conhecimentos;
  7. 7. “A criança interage ativamente com seu meio, construindo suas próprias „categorias de pensamento‟ ao mesmo tempo que organiza o mundo” Emília Ferreiro
  8. 8. LETRAMENTO: • Estado ou condição de quem se envolve nas numerosas e variadas práticas sociais de leitura e escrita; • Estado ou condição de quem não apenas sabe ler e escrever, mas cultiva e exerce as práticas sociais que usam a escrita.
  9. 9. “...Aprender a ler, a escrever, alfabetizar-se é, antes de mais nada, aprender a ler o mundo, compreender o seu contexto, não numa manipulação mecânica de palavras, mas numa relação dinâmica que vincula linguagem e realidade”. Paulo Freire
  10. 10. Ler e escrever de forma letrada é um conjunto de competências e habilidades, comportamentos e conhecimentos. Ler não é decifrar, escrever não é copiar (Ferreiro)
  11. 11. Letramento é, sobretudo, um mapa do coração do homem, um mapa de quem você é, e de tudo que você pode ser. (Kate M. Chong)
  12. 12. DIMENSÕES DO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO
  13. 13. DIMENSÃO LÓGICA O desenvolvimento lógico do pensamento: • Independe de conteúdos específicos; • Depende de vivências e experiências; • Vincula-se à alfabetização;
  14. 14. DIMENSÃO PERCEPTIVOMOTORA O desenvolvimento dos esquemas de coordenação sensório-motora: • Possibilita os desempenhos necessários para aprender a ler e escrever; • Integra anatômica e funcionalmente os órgãos diretamente comprometidos com a manipulação do meio ambiente; • Afirma a dominância (controle / autocontrole) psicomotora
  15. 15. DIMENSÃO SÓCIO-AFETIVA As dimensões sociais e afetivas da vida do aluno são: • Integrantes do processo de alfabetização, nas quais a criatividade e a individualidade do aluno se manifestam; O ponto em que se manifesta o modo de ser próprio das diferentes classes sociais e onde ela se torna mais palpável;
  16. 16. O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO “ Alfabetizado é aquele indivíduo que sabe ler e escrever; já o indivíduo letrado, o indivíduo que vive em estado de letramento, e não só aquele que sabe ler e escrever, mas aquele que usa socialmente a leitura e a escrita, pratica a leitura e a escrita, responde adequadamente as demandas sociais de leitura e escrita”. (Soares)
  17. 17. NÍVEL 1 : PRÉ-SILÁBICO • As crianças produzem riscos ou rabiscos típicos da escrita que a criança tem como forma básica: modelo de letra cursiva ou de imprensa; • Realismo Nominal; • A criança não separa os elementos das palavras, fazem sempre uma leitura global do que está escrito.
  18. 18. • Escrever e desenhar têm o mesmo significado; • Não diferencia letras de números e não relaciona a escrita com a fala;
  19. 19. PRÉ-SILÁBICO 2 / intermediário Num dado momento a criança percebe que “escrever” não é “desenhar” • Diferenciação qualitativa inter-relacional; • Percebe as letras e seus sons; • Identifica e escreve o próprio nome e o dos colegas; • Percebe o uso diferentes em posições; de letras diferentes
  20. 20. Uma das atividades favoráveis: Desenhar e escrever o que desenhou
  21. 21. NÍVEL 2 : SILÁBICO • Nesta fase há a descoberta dos sons da fala. • A criança chega a hipótese de que a escrita representa a fala: fonetização da escrita; • Formula a hipótese de que cada letra ou sinal vale por uma sílaba;
  22. 22. Uma das atividades favoráveis: Completar palavras com letras para evidenciar seu som: Camelo C___M___L___ ou ___A___E___O
  23. 23. NÍVEL 3 : SILÁBICO-ALFABÉTICO • Compreende que a escrita representa os sons da fala; • Percebe a necessidade de mais uma letra para a maioria das sílabas; • As crianças dedicam um grande esforço intelectual na construção de formas de diferenciação entre as escritas;
  24. 24. Laís – 5 anos Hipóteses Qualitativas: toda escrita tem que ter no mínimo três letras para que “diga algo”.
  25. 25. NÍVEL 4 : ALFABÉTICO • Compreende a função social da escrita: comunicação; • Conhece o valor sonoro de todas ou quase todas as letras;
  26. 26. • Apresenta estabilidade na escrita das palavras; • Compreende que cada letra corresponde aos menores valores sonoros da sílaba; • Procura adequar a escrita à fala; • Faz leitura com ou sem imagem;
  27. 27. • Inicia preocupação com as questões ortográficas; • Separa as palavras quando escreve frases; • Produz textos de forma convencional;
  28. 28. Luíza – 5 anos
  29. 29. A CONSTRUÇÃO DA ESCRITA E DA LEITURA
  30. 30. • Fase das garatujas: Imitação mecânica do ato de escrever. A criança dá nome aos seus rabiscos; • Torna-se importante a representação gráfica do seu pensamento; •A criança entra na fase icônica: Representação da escrita através do desenho.
  31. 31. garatuja Entrada fase icônica
  32. 32. Vídeo: construção da escrita – parte I
  33. 33. ORGANIZAÇÃO DIDÁTICA
  34. 34. AMBIENTE ALFABETIZADOR Organizar a sala de aula de maneira que cada sala ofereça materiais que favoreçam a aquisição de conhecimentos • Canto de leitura; • Alfabeto ilustrado; • Sequência numérica; • Calendário; • Textos reais / ler e escrever com função social.
  35. 35. ORGANIZAÇÃO DA ROTINA • Organização de horários; • Dias para realização das atividades; • Organização do espaço da sala de aula; • Exposição de materiais; Planejada com Intencionalidade educativa;
  36. 36. Quando as crianças compreendem como o “processo” foi construído, sentem que “fazem parte” deste trabalho de forma integral.
  37. 37. A rotina é organizada através de: • Projetos; • Atividades sequenciadas; • Atividades permanentes; • Atividades ocasionais; • Atividades de sistematização.
  38. 38. A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM DA CRIANÇA
  39. 39. “Antes de ser meu aluno ele é seu filho! “ ! ? , ... ? ! ... , ... , ... .
  40. 40. A turma sabe ler e escrever. E agora? Depois de dominar os sistema da escrita, as crianças devem ser estimuladas a ler para estudar e a ter mais responsabilidade na melhoria dos próprios textos. Thais Gurgel
  41. 41. OBRIGADA!!!

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