História da Igreja - Revolução Francesa

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História da Igreja - Revolução Francesa

  1. 1. Círculo de Estudos sobreHistória da Igreja<br />Apontamentos sobre a atuação da Santa Madre Igreja na história<br />
  2. 2. Igreja na Modernidade<br />Revolução Francesa<br />
  3. 3. Sumário<br />Antigo Regime<br />Iluminismo<br />Igualdade, Liberdade, Fraternidade<br />1789<br />Cronograma da Revolução<br />Igreja x Revolução<br />
  4. 4. A França<br />Montmartre(Saint Dennis, +250)<br />Conversão dos francos<br />“Franco” significa “livre”...<br />Merovíngios<br />Carolíngios (Charlemagne) – Sacro Império Romano<br />Cruzadas<br />São Luís de França<br />Avignon (sede do Papado – 1309)<br />“Filha predileta da Igreja”<br />
  5. 5. AncienRégime<br />DinaistiaValois e Bourbon<br />Séculos XVI – XVIII<br />la Révolution française a baptisé ce qu'elle a aboli (Alex de Tocqueville)<br />Odiado mas tambémromantizado: «ceux qui n'ont pas connu l'Ancien Régime ne pourront jamais savoir ce qu'était la douceur de vivre» (Talleyrand, revolucionário).<br />
  6. 6. AncienRégime<br />Transição do feudalismo ao capitalismo<br />Burguesia<br />“Monarquia absolutista”<br />1º Estado: clero<br />2º Estado: nobreza<br />3º Estado: burguesia e camponeses<br />
  7. 7. SiècledesLumières<br />Iluminismo: Mentalidade conforme a qual o ser humano está em condições de tornar este mundo um lugar melhor.<br />"O Iluminismo representa a saída dos seres humanos de uma tutelagem que estes mesmos se impuseram a si. Tutelados são aqueles que se encontram incapazes de fazer uso da própria razão independentemente da direção de outrem. É-se culpado da própria tutelagem quando esta resulta não de uma deficiência do entendimento mas da falta de resolução e coragem para se fazer uso do entendimento independentemente da direção de outrem. Sapereaude! Tem coragem para fazer uso da tua própria razão! - esse é o lema do Iluminismo". (Immanuel Kant)<br />
  8. 8. Liberdade, Igualdade, Fraternidade<br />Liberdade: do jugo da opressão absolutista<br />Igualdade: fim das classes sociais<br />Fraternidade: paz e harmonia entre os homens<br />
  9. 9. Revolução Francesa<br />Embate entre o Iluminismo e o AncienRégime<br />Decadência das idéias e dos costumes<br />Luís IX – Saint Louis de France<br />(...)<br />Luís XIII, “O Justo”<br />Luís XIV: aliança da Coroa com a burguesia<br />Luís XV: fez o mesmo<br />Luís XVI: guilhotinado<br />
  10. 10. Os reis perdem o poder...<br />
  11. 11. Revolução – Divisão<br />Assembléia Constituinte<br />Assembléia Legislativa<br />Convenção<br />Diretório<br />
  12. 12. Revolução – Cronologia<br />1789:<br /> 24 de Janeiro: Instabilidade geral converge para a convocação dos ÉtatsGénérauxpela primeira vez, desde 1614 (aberto em 05 de maio)<br />17 de Junho: O Terceiro Estado proclama-se "Assembleia Nacional" - o início da Revolução política.<br />9 de Julho: A Assembleia Nacional proclama-se "Assembleia Nacional Constituinte".<br />
  13. 13. Cronologia<br />1789:<br />14 de Julho: Tomada da Bastilha<br />15 de Julho: A "jornada sinistra" estende-se aos campos, com pilhagens de igrejas, queima de colheitas, casas, etc..<br />26 de Agosto - "Declaração dos direitos do Homem e do Cidadão".<br />
  14. 14. Cronologia<br />1790:<br />19 de Abril: O Estado nacionaliza e passa a administrar todos os bens da Igreja Católica.<br />12 de Julho: Constituição Civil do Clero (assinado por Luís XVI).<br />27 de Novembro: Sob proposta do protestante Barnave, a Assembléia decide que todos os eclesiásticos católicos que se mantivessem em funções teriam que jurar manter a Constituição Civil do Clero.<br />
  15. 15. Constituição Civil do Clero<br />TítuloI<br />Art. 4No church or parish of France, and no French citizen, may, under any circumstances or on any pretext whatsoever, acknowledge the authority of an ordinary bishop or archbishop whose see is established under the name of a foreign power.<br />Art.8The episcopal parish shall have no other immediate pastor than the bishop. All priests established therein shall be his vicars, and shall perform the duties thereof. Art. 9There shall be sixteen vicars of the cathedral church in cities of more than 10,000 inhabitants, but only twelve where the population is fewer than 10,000 inhabitants. <br />
  16. 16. Constituição Civil do Clero<br />Título II<br />Art. 1Dating from the day of publication of the present decree, appointments to bishoprics and curés are to be made by election only<br />Título IV<br />Art. 2No bishop may absent himself from his diocese for more than fifteen consecutive days during any year, except in case of real necessity and with the consent of the directory of the department in which his see is located. <br />
  17. 17. Constituição Francesa<br />“A lei considera o casamento como sendo um contrato civil”. (Artigo 7 do Titulo II da Constituição Francesa de 1791).<br />“A lei não reconhece os votos religiosos, nem qualquer outro compromisso que seja contrário aos direitos naturais, ou à Constituição”. (Constituição Francesa de 1791).<br />
  18. 18. Cronologia<br />1792:<br />10 a13 de Agosto: Ataque ao Palácio das Tulherias. Luís XVI é preso, juntamente com a família.<br />11 de Dezembro: Início do julgamento de Luís XVI<br />1793:<br />21 de Janeiro: Execução de Luís XVI (16 de outubro é a vez da Rainha Maria Antonieta)<br />10 de março: Tribunal Revolucionário<br />10 de novembro: Abolição do culto a Deus. Culto à Razão<br />
  19. 19. Cronologia<br />1794 – 1799:<br />Caem Danton, Robespierre...<br />Guerras diversas<br />Constituição (1795)<br />Golpe 18 Brumário (09 de novembro): Napoleão.<br />
  20. 20. Em linhas gerais<br />Áustria, Inglaterra, Espanha, etc. indignaram-se com a execução de Luís XVI e formaram uma coligação contra a França.<br />“Comitê de Salvação Pública” (Robespierre) assume plenos poderes – O Terror.<br />Danton guilhotinado.<br />“Minha única tristeza é que vou antes de Robespierre”.<br />
  21. 21. O Terror<br />“A França não necessitava de juízes, mas de mais guilhotinas” (Robespierre)<br />35.000 a 40.000 pessoas (Wikipedia)<br />“Milhares de pessoas — a ex-rainha Maria Antonieta, o químico Antoine Lavoisier (considerado o criador da Química moderna), aristocratas, clérigos, girondinos (burguesia), especuladores, inimigos reais ou presumidos da revolução — foram detidas, julgadas sumariamente e guilhotinadas”<br />Robespierre guilhotinado (1794)<br />
  22. 22. Igreja e Revolução<br />A questão do juramento dividiu o clero<br />Juramentados (os que fizeram o juramento)<br />Refratários (contra-revolucionários)<br />Igrejas desapropriadas<br />Santa Genoveva, hoje Panteão<br />Prostituta (Razão) no altar-mor de NotreDame<br />
  23. 23.
  24. 24.
  25. 25.
  26. 26. Citações<br />“Em nome da Revolução levou-se a cabo na França um verdadeiro extermínio, especialmente de católicos, sobretudo no oeste e em La Vendée. No caso de La Vendeé, foi dada a ordem de eliminar as mulheres para que não pudessem trazer filhos ao mundo e mutilar os meninos para que quando maiores não se tornassem guerrilheiros. A Revolução suprimiu, sem cerimônia, o papel da Igreja na ordem social dos séculos XVIII e XIX: com o desaparecimento dos conventos e execução de milhares de sacerdotes”. (CRUZ, Juan. Filosofia da História. São Paulo: Instituto Brasileiro de Filosofia e Ciência “Raimundo Lúlio”, 2007, p.190) <br />
  27. 27. Citações<br />“A Revolução não foi simplesmente anticlerical, porém algo mais grave: foi anticristã, anticatólica. Pretendeu descristianizar o país, extirpando um dos fundamentos culturais do homem. Seguiu as pautas do Iluminismo com seu modelo de homem sem visão transcendente”.(CRUZ, Juan. Filosofia da História. São Paulo: Instituto Brasileiro de Filosofia e Ciência “Raimundo Lúlio”, 2007, p.179) <br />
  28. 28. Citações<br />“Se, em 1789, a maioria dos franceses era católica praticante, quinze anos mais tarde, um terço dos católicos não cumpriam sequer o preceito dominical ou o pascal. A Revolução levou a cabo a descristianização maciça da França”.(CRUZ, Juan. Filosofia da História. São Paulo: Instituto Brasileiro de Filosofia e Ciência “Raimundo Lúlio”, 2007, p.179-180) <br />
  29. 29. Napoleão<br />“No período do Consulado, Napoleão e o Papa Pio VI assinam uma Concordata que redefine as relações entre a Igreja e o Estado. Por essa Concordata a Igreja Católica era reconhecida na sua unidade e estatuto, a liberdade de culto era garantida e o catolicismo era aceito como a religião da maioria dos franceses. Contudo a Igreja ficava subordinada ao Estado, uma vez que a nomeação de bispos era feita pelo Consulado. Os territórios da Igreja, como Avignon, e seus bens também não são restituídos” (História Viva).<br />
  30. 30. Em resumo...<br />Liberdade, degenerada em sensualismo;<br />Igualdade, geradora de injustiças;<br />Fraternidade, impossível sem um Pai comum.<br />Napoleão perguntou certa vez: “Que é que fez a Revolução?” E ele mesmo respondia: “A vaidade, a liberdade não foi senão o pretexto”.<br />
  31. 31. Leão XIII – HumanusGenus<br />“[T]ais como Jesus Cristo obteve para o gênero humano e aos quais São Francisco aspirou: a liberdade, Nós queremos dizer, de filhos de Deus, através da qual nós podemos ser livres da escravidão a Satanás ou a nossas paixões, ambos os mais perversos mestres; a fraternidade cuja origem está em Deus, o Criador comum e Pai de todos; a igualdade a qual, fundada na justiça e caridade, não remove todas as distinções entre os homens, mas, das variedades da vida, dos deveres, e das ocupações, forma aquela união e aquela harmonia que naturalmente tende ao benefício e dignidade da sociedade.”<br />
  32. 32. Círculo de Estudos sobreHistória da Igreja<br />Apontamentos sobre a atuação da Santa Madre Igreja na história<br />

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