Idade média e Trovadorismo<br />
Introdução<br />	A Idade Média teve início na Europa com as invasões germânicas (bárbaras), no século V, sobre o Império R...
Estrutura Política <br />Prevaleceu na Idade Média as relações de vassalagem e suserania. O suserano era quem dava um lote...
Sociedade Medieval<br />	A sociedade era estática (com pouca mobilidade social) e hierarquizada. A nobreza feudal (senhore...
Trovadorismo<br />
Introdução <br />Podemos dizer que o trovadorismo foi a primeira manifestação literária da língua portuguesa. Surgiu no sé...
Marco inicial <br />O marco inicial do Trovadorismo é a “Cantiga da Ribeirinha” (conhecida também como “Cantiga da Garvaia...
Cantiga da Ribeirinha<br />No mundo non me sei parelha,<br />mentre me for' como me vai,<br />caja moiro por vós - e ai!<b...
Trovadores<br /> Na lírica medieval, os trovadores eram os artistas de origem nobre, que compunham e cantavam, com o acomp...
Cantigas de Amor: neste tipo de cantiga o trovador destaca todas as qualidades da mulher amada, colocando-se numa posição ...
Cantigas de Maldizer: através delas, os trovadores faziam sátiras diretas, chegando muitas vezes a agressões verbais. Em a...
Idade Média e Trovadorismo
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Idade Média e Trovadorismo

14.215 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação, Espiritual
2 comentários
14 gostaram
Estatísticas
Notas
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
14.215
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
89
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
630
Comentários
2
Gostaram
14
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Idade Média e Trovadorismo

  1. 1. Idade média e Trovadorismo<br />
  2. 2. Introdução<br /> A Idade Média teve início na Europa com as invasões germânicas (bárbaras), no século V, sobre o Império Romano do Ocidente. Essa época estende-se até o século XV, com a retomada comercial e o renascimento urbano. A Idade Média caracteriza-se pela economia ruralizada, enfraquecimento comercial, supremacia da Igreja Católica, sistema de produção feudal e sociedade hierarquizada.<br />
  3. 3.
  4. 4. Estrutura Política <br />Prevaleceu na Idade Média as relações de vassalagem e suserania. O suserano era quem dava um lote de terra ao vassalo, sendo que este último deveria prestar fidelidade e ajuda ao seu suserano. O vassalo oferecia ao senhor, ou suserano, fidelidade e trabalho, em troca de proteção e um lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem se estendiam por várias regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso. Todo os poderes jurídico, econômico e político concentravam-se nas mãos dos senhores feudais, donos de lotes de terras (feudos).<br />
  5. 5. Sociedade Medieval<br /> A sociedade era estática (com pouca mobilidade social) e hierarquizada. A nobreza feudal (senhores feudais, cavaleiros, condes, duques, viscondes) era detentora de terras e arrecadava impostos dos camponeses. O clero (membros da Igreja Católica) tinha um grande poder, pois era responsável pela proteção espiritual da sociedade. Era isento de impostos e arrecadava o dízimo. A terceira camada da sociedade era formada pelos servos (camponeses) e pequenos artesãos. Os servos deviam pagar várias taxas e tributos aos senhores feudais, tais como: corvéia (trabalho de 3 a 4 dias nas terras do senhor feudal), talha (metade da produção), banalidades (taxas pagas pela utilização do moinho e forno do senhor feudal).<br />
  6. 6.
  7. 7. Trovadorismo<br />
  8. 8. Introdução <br />Podemos dizer que o trovadorismo foi a primeira manifestação literária da língua portuguesa. Surgiu no século XII, em plena Idade Média, período em que Portugal estava no processo de formação nacional. <br />
  9. 9.
  10. 10. Marco inicial <br />O marco inicial do Trovadorismo é a “Cantiga da Ribeirinha” (conhecida também como “Cantiga da Garvaia”), escrita por Paio Soares de Taveirós no ano de 1189. Esta fase da literatura portuguesa vai até o ano de 1418, quando começa o Quinhentismo. <br />
  11. 11. Cantiga da Ribeirinha<br />No mundo non me sei parelha,<br />mentre me for' como me vai,<br />caja moiro por vós - e ai!<br />mia senhor branca e vermelha,<br />Queredes que vos retraia<br />quando vos eu vi em saia!<br />Mao dia me levantei,<br />que vos enton non vi fea!<br />E, mia senhor, desaqueldi', ai!<br />me foi a mi muin mal,<br />e vós, filha de donPaai<br />Moniz, e ben vos semelha<br />d'haver eu por vós guarvaia,<br />pois eu, mia senhor, d'alfaia<br />Nunca de vós ouve nem ei<br />valía d'ũacorrea.<br />No mundo ninguém se assemelha a mim<br />enquanto a vida continuar como vai,<br />porque morro por vós, e ai!<br />minha senhora alva de pele rosadas,<br />quereis que vos retrate<br />quando eu vos vi sem manto.<br />Maldito dia que me levantei<br />E não vos vi feia<br />E minha senhora, desde aquele dia, ai!<br />tudo me foi muito mal<br />e vós, filha de Don Paio<br />Moniz, e bem vos parece<br />de ter eu por vós guarvaia<br />pois eu, minha senhora, como presente<br />Nunca de vós recebera algo<br />Mesmo que de ínfimo valor.<br />
  12. 12. Trovadores<br /> Na lírica medieval, os trovadores eram os artistas de origem nobre, que compunham e cantavam, com o acompanhamento de instrumentos musicais, as cantigas (poesias cantadas). Estas cantigas eram manuscritas e reunidas em livros, conhecidos como Cancioneiros. Temos conhecimento de apenas três Cancioneiros. São eles: “Cancioneiro da Biblioteca”, “Cancioneiro da Ajuda” e “Cancioneiro da Vaticana”. Os trovadores de maior destaque na lírica galego-portuguesa são: Dom Duarte, Dom Dinis, Paio Soares de Taveirós, João Garcia de Guilhade, Aires Nunes e Meendinho.No trovadorismo galego-português, as cantigas são divididas em: Satíricas (Cantigas de Maldizer e Cantigas de Escárnio) e Líricas (Cantigas de Amor e Cantigas de Amigo). <br />
  13. 13. Cantigas de Amor: neste tipo de cantiga o trovador destaca todas as qualidades da mulher amada, colocando-se numa posição inferior (de vassalo) a ela. O tema mais comum é o amor não correspondido. As cantigas de amor reproduzem o sistema hierárquico na época do feudalismo, pois o trovador passa a ser o vassalo da amada (suserana) e espera receber um benefício em troca de seus “serviços” (as trovas, o amor dispensado, sofrimento pelo amor não correspondido).<br />Cantigas de Amigo: enquanto nas Cantigas de Amor o eu-lírico é um homem, nas de Amigo é uma mulher (embora os escritores fossem homens). A palavra amigo nestas cantigas tem o significado de namorado. O tema principal é a lamentação da mulher pela falta do amado.<br />
  14. 14. Cantigas de Maldizer: através delas, os trovadores faziam sátiras diretas, chegando muitas vezes a agressões verbais. Em algumas situações eram utilizados palavrões. O nome da pessoa satirizada podia aparecer explicitamente na cantiga ou não.<br />Cantigas de Escárnio: nestas cantigas o nome da pessoa satirizada não aparecia. As sátiras eram feitas de forma indireta, utilizando-se de duplos sentidos.<br />

×