SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 36
TROVADORISMO
DEBATE:  Como a mulher é tratada (e retratada) nas letras de músicas contemporâneas?
As piriguete chegaram..OBA.. As piriguetes quando chegam no pagodeA galera se sacode e começa o auêÉ uma alegria ver a sua calça baixinhaAparecendo a marquinha, eu não sei o que fazer. Pula piriguete..vaiRoda piriguete..vai eDesce piriguete..vaiSobe piriguete..vai Ai q coisa boa - já não fico mais a toa..Tem alguém aqui que ainda não sabe o que é piriguete, véi?Alguém não sabe não o que é?Tem piriguete dizendo que não sabe o que é piriguete!!Tem piriguete dizendo que não sabe o que é piriguete!!Então eu vou lhe dizer o que é!!Primeira mão eu quero dizer que a gente do pagode não vive sem as piriguetesEntão a gente fez uma musica pra elasA piriguete é o seguinteA piriguete é aquela mulher que tem o fogo muito alto, sabe?Que toma o homem da amiga, o namorado da amiga... as vezes ela toma  né?E quanto mais homens pra ela melhor,Essas são as piriguete. Agora...Quem sabe, quem é o marido da piriguete, quem é?Quem é??Putão, sou putão.
Mãos para o alto novinhaPorque?Por que hoje tu tá presa, tu tá presa, tu tá presa(2x) E agora eu vo falar os seus diretos Tu tem direito de sentar, tem o direito de kikarTem o direito de sentar, de kikar, de rebolar(2x) Você também tem o direito de ficar caladinha Fica caladinhaE agora desce VaiDesce ai novinhaChão, chão, chãoÉ o tigrão tá ligado neguinhaVai
Como chegamos a esse ponto?
FOI SEMPRE ASSIM?
Se eu não a tenho, ela me temo tempo todo preso, Amor, e tolo e sábio, alegre e triste,eu sofro e não dou troco. É indefeso quem ama.Amor comandaà escravidão mais brandae assim me rendo,sofrendo, à dura lidaque me é deferida. [...]É tal a luz que dela vemque até me aqueço nessa dorsem outro sol que me conquiste,mas no sol ou no fogonão digo quem me inflama. O olhar me abranda,só os olhos têm vianda,e a ela vendovou tendomais distendidaminha sobrevida.[...] Eu sei cantar como ninguémmas meu saber perde o saborse ela me nega o que me assiste.Vejo-a só, não a toco,mas sempre que me chamapara ela andameu corpo, sem demanda, e sempre atendo,sabendoque ela me olvidaa paga merecida. (Arnault Daniel)
O AMOR CORTÊS Elogios e súplicas Submissão (vassalagem) Generosidade e lealdade Sublimação dos desejos Segredo sobre o nome da Senhora Idealização
A PRIMEIRA ÉPOCA MEDIEVAL O poder da igreja Teocentrismo Ser humano inferiorizado
O Sistema Feudal Relações de  Suserania e  Vassalagem
TROVADORISMO Os Trovadores As Cantigas
Gênero Lírico Forte carga subjetiva Resposta aos anseios humanos Expressão de sentimentos e expressões pessoais Associado à música: origens
SUBSERVIÊNCIA DE UM TROVADOR À SUA DAMA(POESIA) SUBSERVIÊNCIA DE UM CAVALEIRO À SUA DONZELA(NOVELAS DE CAVALARIA)
CANTIGAS LÍRICAS CANTIGAS DE AMOR CANTIGAS DE AMIGO
Love Song (Legião Urbana)Nuno Fernandes Torneol Pois nasci nunca vi amorE ouço dele sempre falar.Pero sei que me quer matarMais rogarei a mia senhorQue me mostr' aquel matadorOu que m'amparedel melhor.
CANTIGAS SATÍRICAS CANTIGAS DE ESCÁRNIO CANTIGAS DE MALDIZER
CANTIGAS DE AMOR Amor Cortês Vassalagem Amorosa Sofrimento amoroso: “Coita d’amor”
EXAGERADO Amor da minha vidaDaqui até a eternidadeNossos destinos foram traçados na maternidadePaixão cruel desenfreadaTe trago mil rosas roubadasPra desculpar minhas mentirasMinhas mancadasExageradoJogado aos teus pésEu sou mesmo exageradoAdoro um amor inventadoEu nunca mais vou respirarSe você não me notarEu posso até morrer de fomeSe você não me amar    Que por você eu largo tudoVou mendigar, roubar, matarAté nas coisas mais banaisPra mim é tudo ou nunca maisExageradoJogado aos teus pésEu sou mesmo exageradoAdoro um amor inventadoQue por você eu largo tudoVou mendigar, roubar, matarAté nas coisas mais banaisPra mim é tudo ou nunca maisExageradoJogado aos teus pésEu sou mesmo exageradoAdoro um amor inventado
	QUEIXA  Caetano Veloso Um amor assim delicadoVocê pega e desprezaNão devia ter despertadoAjoelha e não rezaDessa coisa que mete medoPela sua grandezaNão sou o único culpadoDisso eu tenho a certezaPrincesa, surpresa, você me arrasouSerpente, nem sente que me envenenouSenhora, e agora, me diga onde eu vouSenhora, serpente, princesaUm amor assim violentoQuando torna-se mágoaÉ o avesso de um sentimentoOceano sem água Ondas, desejos de vingançaDessa desnaturezaBateu forte sem esperançaContra a tua durezaPrincesa, surpresa, você me arrasouSerpente, nem sente que me envenenouSenhora, e agora, me diga onde eu vouSenhora, serpente, princesaUm amor assim delicadoNenhum homem dariaTalvez tenha sido pecadoApostar na alegriaVocê pensa que eu tenho tudoE vazio me deixaMas Deus não quer que eu fique mudoE eu te grito esta queixaPrincesa, surpresa, você me arrasouSerpente, nem sente que me envenenouSenhora, e agora, me diga onde eu vouSenhora, serpente, princesa
CANTIGAS DE AMIGO O SENTIMENTO FEMININO:  incerteza quanto ao retorno e manutenção do sentimento do amigo.
Romarias Alvoradas ou albas Barcarolas
Chico e as Mulheres
Atrás da portaFrancis Hime - Chico Buarque/1972  Quando olhaste bem nos olhos meusE o teu olhar era de adeusJuro que não acrediteiEu te estranheiMe debruceiSobre teu corpo e duvideiE me arrastei e te arranheiE me agarrei nos teus cabelosNo teu peito (Nos teus pelos)*Teu pijamaNos teus pésAo pé da camaSem carinho, sem cobertaNo tapete atrás da portaReclamei baixinhoDei pra maldizer o nosso larPra sujar teu nome, te humilharE me vingar a qualquer preçoTe adorando pelo avessoPra mostrar que inda sou tuaSó pra provar que inda sou tua...* verso original vetado pela censura
CANTIGAS SATÍRICAS Ironia Difamação de nobres e membros da sociedade Mulheres transgressoras da regras do amor cortês
CANTIGAS DE ESCARNIO Críticas com sentido ambíguo A intensão não era explicitada
CANTIGAS DE MALDIZER Críticas diretas Linguagem vulgar Palavras ofensivas
Cantiga de escárnio ou de maldizer? Uma dona, não vou dizer qual, Teve um forte agouro Pelas oitavas de Natal Saía de casa para ir a missa Mas ouviu um corvo carniceiro E não quis mais sair de casa A dona de um coração muito bom Ia à missa para ouvir seu sermão Mas veja o que a impediu: Ouviu um corvo sobre si E não quis mais sair de casa A dona disse: e agora? O padre já está pronto è irá maldizer-me Se não me vir na igreja E disse o corvo: Qua a cá E ela não quis mais sair de casa Joan Airas de Santiago
As novelas de Cavalaria Maior representação da prosa de época Narradas oralmente Atravessavam gerações
As Novelas de Cavalaria Ciclo Clássico: Temas Latinos e gregos:    Troia, Alexandre, O grande. Ciclo Carolíngio: Histórias sobre Carlos Magno e seus pares Ciclo Bretão ou Arturiano: Sobre o Rei Artur e os cavaleiros da TávolaRedonda
Retrato de um Playboy             Gabriel o Pensador
Pergunta prum playboy o quê ele pensa da vidaSabe o que ele te diz? (Se borra todo) NãoMais ou menos assim:"Sou playboy e vivo na farraVou à praia todo dia e sou cheio de marraSó ando com a galera e nela me garantoSó que quando estou sozinho eu só ando pelos cantosPorque eu luto Jiu-Jitsu mas é só por diversão(É isso aí meu "cumpádi" my brother meu irmão)Se alguma coisa está na moda então eu faço tambémIgualzinho a mim eu conheço mais de cemSe eu faço tudo o que eles fazem então tudo bemNão quero estudo nem trabalhoNão vem que não temPorque eu sou um playboyzinho e disso não me envergonho Não sei o que é a vida Não penso Não sonhoPraia, surf e chopp essa é a minha realidadeNão saio disso porque me falta personalidadeNão tenho cérebroApenas me enquadro no sistemaSer tapado é minha sinaSer playboy é o meu problema!Faço só o que os outros fazem e acho isso legalArrumo brigas com a galera e acho sensacionalMe olho no espelho e me acho o talMas não percebo que no fundo eu sou um débil mental!Eu sou playboy filhinho de papaiMe afundo nessa bostaAté não poder maisSou playboy filhinho de papaiSou um débil mentalSomos todos iguais
Acorda Amor – Chico Buarque Acorda amorEu tive um pesadelo agoraSonhei que tinha gente lá foraBatendo no portão, que afliçãoEra a dura, numa muito escura viaturaMinha nossa santa criaturaChame, chame, chame láChame, chame o ladrão, chame o ladrãoAcorda amorNão é mais pesadelo nadaTem gente já no vão de escadaFazendo confusão, que afliçãoSão os homensE eu aqui parado de pijamaEu não gosto de passar vexameChame, chame, chameChame o ladrão, chame o ladrão Se eu demorar uns mesesConvém, às vezes, você sofrerMas depois de um ano eu não vindoPonha a roupa de domingoE pode me esquecerAcorda amorQue o bicho é brabo e não sossegaSe você corre o bicho pegaSe fica não sei nãoAtençãoNão demoraDia desses chega a sua horaNão discuta à toa não reclameClame, chame lá, chame, chameChame o ladrão, chame o ladrão, chame o ladrão(Não esqueça a escova, o sabonete e o violão)
Não enche – Caetano Veloso Me larga, não encheVocê não entende nadaE eu não vou te fazer entender...Me encara, de frenteÉ que você nunca quis verNão vai querer, nem vai verMeu lado, meu jeitoO que eu herdei de minha genteEu nunca posso perderMe larga, não encheMe deixa viver, me deixa viverMe deixa viver, me deixa viver...Cuidado, oxente!Está no meu quererPoder fazer você desabarDo salto, nem tenteManter as coisas como estãoPorque não dá, não vai dá...Quadrada! Demente!A melodia do meu sambaPõe você no lugarMe larga, não encheMe deixa cantar, me deixa cantarMe deixa cantar, me deixa cantar... Eu vouClarificarA minha vozGritandoNada, mais de nós!Mando meu bando anunciarVou me livrar de você... Harpia! Aranha!Sabedoria de rapinaE de enredar, de enredarPerua! Piranha!Minha energia é queMantém você suspensa no arPrá rua! se manda!Sai do meu sangueSanguessugaQue só sabe sugarPirata! Malandra!Me deixa gozar, me deixa gozarMe deixa gozar, me deixa gozar...
Existem mulheres que são uma belezaMas quando abrem a bocaHmm que tristeza!Não não é o seu hálito que apodrece o arO problema é o que elas falam que não dá pra agüentarNada na cabeçaPersonalidade fracaTem a feminilidade e a sensualidade de uma vacaProduzidas com roupinhas da estaçãoQue viram no anúncio da televisãoMilhões de pessoas transitam pelas ruas mas conhecemos facilmente esse tipo de peruaBundinha empinada pra mostrar que é bonitaE a cabeça parafinada pra ficar igual paquitaLôrabúrra! Elas estão em toda parte do meu Rio de JaneiroE às vezes me interrogo se elas tão no mundo inteiroÀ procura de carrosÀ procura de dinheiroO lugar dessas cadelas era mesmo no puteiroSó se preocupam em chamar a atençãoNão pelas idéias mas pelo burrãoNão pensam em nadaSó querem badalarEstar na moda tirar onda beber e fumarCadelinhas de boate ou ratinhas de praiaApenas os otários aturam a sua laiaE enquanto o playboy te dá dinheiro e atençãoEu só saio com você se for pra ser o Ricardão
Guerra Santa – Gilberto Gil Ele diz que tem, que tem como abrir o portão do céuele promete a salvaçãoele chuta a imagem da santa, fica louco-pinelmas não rasga dinheiro, nãoEle diz que faz, que faz tudo isso em nome de Deuscomo um Papa na inquisiçãonem se lembra do horror da noite de São Bartolomeunão, não lembra de nada nãoNão lembra de nada, é loucomas não rasga dinheiropromete a mansão no paraísocontanto, que você pague primeiroque você primeiro pague dinheirodê sua doação, e entre no céulevado pelo bom ladrão Ele pensa que faz do amor sua profissão de fésó que faz da fé profissãoaliás em matéria de vender paz, amor e axéele não está sozinho nãoEu até compreendo os salvadores profissionaissua feira de ilusõessó que o bom barraqueiro que quer vender seu peixe em pazdeixa o outro vender limõesUm vende limões, o outro vende o peixe que quero nome de Deus pode ser OxaláJeová, Tupã, Jesus, MaoméMaomé, Jesus, Tupã, JeováOxalá e tantos maissons diferentes, sim, para sonhos iguais

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Cantigas de amor
Cantigas de amorCantigas de amor
Cantigas de amor
heleira02
 
Antologia poética
Antologia poéticaAntologia poética
Antologia poética
gustavogeo
 
Cantigas de escárnio e maldizer
Cantigas de escárnio e maldizerCantigas de escárnio e maldizer
Cantigas de escárnio e maldizer
heleira02
 
4ª Antologia Poética Projeto Jovens Autores ProEMI/JF 2013
4ª Antologia Poética Projeto Jovens Autores ProEMI/JF 20134ª Antologia Poética Projeto Jovens Autores ProEMI/JF 2013
4ª Antologia Poética Projeto Jovens Autores ProEMI/JF 2013
Diana Pilatti
 

Mais procurados (18)

Trovadorismo1
Trovadorismo1Trovadorismo1
Trovadorismo1
 
Literatura Piauiense
Literatura PiauienseLiteratura Piauiense
Literatura Piauiense
 
Cantigas de amor
Cantigas de amorCantigas de amor
Cantigas de amor
 
Antologia poética
Antologia poéticaAntologia poética
Antologia poética
 
Cantigas de escárnio e maldizer
Cantigas de escárnio e maldizerCantigas de escárnio e maldizer
Cantigas de escárnio e maldizer
 
Cantigas trovadorescas
Cantigas trovadorescasCantigas trovadorescas
Cantigas trovadorescas
 
Trovadorismo1
Trovadorismo1Trovadorismo1
Trovadorismo1
 
Antologia poética e alguns de seus poetas
Antologia poética e alguns de seus poetas Antologia poética e alguns de seus poetas
Antologia poética e alguns de seus poetas
 
Trovadorismo
TrovadorismoTrovadorismo
Trovadorismo
 
Poesias afro-brasileiras
Poesias afro-brasileiras Poesias afro-brasileiras
Poesias afro-brasileiras
 
FPessoa Heterónimos
FPessoa HeterónimosFPessoa Heterónimos
FPessoa Heterónimos
 
Antologia poética
Antologia poéticaAntologia poética
Antologia poética
 
Poesia trovadoresca a cantiga de amor 10ºano português
Poesia trovadoresca a cantiga de amor 10ºano portuguêsPoesia trovadoresca a cantiga de amor 10ºano português
Poesia trovadoresca a cantiga de amor 10ºano português
 
António Nobre
António NobreAntónio Nobre
António Nobre
 
Símbolos nas cantigas de amigo
Símbolos nas cantigas de amigoSímbolos nas cantigas de amigo
Símbolos nas cantigas de amigo
 
Trovadorismo impacto
Trovadorismo impactoTrovadorismo impacto
Trovadorismo impacto
 
4ª Antologia Poética Projeto Jovens Autores ProEMI/JF 2013
4ª Antologia Poética Projeto Jovens Autores ProEMI/JF 20134ª Antologia Poética Projeto Jovens Autores ProEMI/JF 2013
4ª Antologia Poética Projeto Jovens Autores ProEMI/JF 2013
 
IEL- Caderno de Poemas 7º, 8º e 9º anos
IEL- Caderno de Poemas 7º, 8º e 9º anosIEL- Caderno de Poemas 7º, 8º e 9º anos
IEL- Caderno de Poemas 7º, 8º e 9º anos
 

Destaque

Trovadorismo
TrovadorismoTrovadorismo
Trovadorismo
Seduc/AM
 
Idade Média e Trovadorismo
Idade Média e TrovadorismoIdade Média e Trovadorismo
Idade Média e Trovadorismo
estudantes1m
 
Mapa conceitual o reino do kongo
Mapa conceitual   o reino do kongoMapa conceitual   o reino do kongo
Mapa conceitual o reino do kongo
Maiko10
 

Destaque (20)

Trovadorismo I
Trovadorismo ITrovadorismo I
Trovadorismo I
 
Trovadorismo
TrovadorismoTrovadorismo
Trovadorismo
 
História da literatura trovadorismo
História da literatura trovadorismoHistória da literatura trovadorismo
História da literatura trovadorismo
 
Trovadorismo
TrovadorismoTrovadorismo
Trovadorismo
 
Trovadorismo
TrovadorismoTrovadorismo
Trovadorismo
 
Idade Média e Trovadorismo
Idade Média e TrovadorismoIdade Média e Trovadorismo
Idade Média e Trovadorismo
 
Trovadorismo
TrovadorismoTrovadorismo
Trovadorismo
 
Trovadorismo
TrovadorismoTrovadorismo
Trovadorismo
 
Trovadorismo
TrovadorismoTrovadorismo
Trovadorismo
 
Trovadorismo
TrovadorismoTrovadorismo
Trovadorismo
 
Trovadorismo - plano de aula - texto, audio e vídeo
Trovadorismo - plano de aula - texto, audio e vídeoTrovadorismo - plano de aula - texto, audio e vídeo
Trovadorismo - plano de aula - texto, audio e vídeo
 
Mapa conceitual o reino do kongo
Mapa conceitual   o reino do kongoMapa conceitual   o reino do kongo
Mapa conceitual o reino do kongo
 
Classicismo
ClassicismoClassicismo
Classicismo
 
Trovadorismo
TrovadorismoTrovadorismo
Trovadorismo
 
Literatura 1) Trovadorismo
Literatura 1) TrovadorismoLiteratura 1) Trovadorismo
Literatura 1) Trovadorismo
 
Trovadorismo
TrovadorismoTrovadorismo
Trovadorismo
 
Trovadorismo 02
Trovadorismo 02Trovadorismo 02
Trovadorismo 02
 
Trovadorismo I inicio
Trovadorismo I  inicioTrovadorismo I  inicio
Trovadorismo I inicio
 
Exrcícios de t rovadorismo e humanismo II
Exrcícios de t rovadorismo e humanismo IIExrcícios de t rovadorismo e humanismo II
Exrcícios de t rovadorismo e humanismo II
 
Movimento Literário Trovadorismo
Movimento Literário TrovadorismoMovimento Literário Trovadorismo
Movimento Literário Trovadorismo
 

Semelhante a Trovadorismo

Figuras De Linguagem
Figuras De LinguagemFiguras De Linguagem
Figuras De Linguagem
Angela Santos
 
FIGURAS DE LINGUAGEM
FIGURAS DE LINGUAGEMFIGURAS DE LINGUAGEM
FIGURAS DE LINGUAGEM
Angela Santos
 
Como Dizia O Poeta
Como Dizia O PoetaComo Dizia O Poeta
Como Dizia O Poeta
guestdfa339
 
Fernando Pessoa
Fernando PessoaFernando Pessoa
Fernando Pessoa
Naisha Br
 

Semelhante a Trovadorismo (20)

Figuras de Linguagem
Figuras de Linguagem Figuras de Linguagem
Figuras de Linguagem
 
Atividade dinâmica: "Qual é a Cantiga?"
Atividade dinâmica: "Qual é a Cantiga?"Atividade dinâmica: "Qual é a Cantiga?"
Atividade dinâmica: "Qual é a Cantiga?"
 
Gerações poéticas
Gerações poéticasGerações poéticas
Gerações poéticas
 
FIGURAS DE LINGUAGEM
FIGURAS DE LINGUAGEM FIGURAS DE LINGUAGEM
FIGURAS DE LINGUAGEM
 
Figuras de linguagem 1
Figuras de linguagem 1Figuras de linguagem 1
Figuras de linguagem 1
 
02 - Proposta de redação sobre o amor - Texto dissertativo-argumentativo
02 - Proposta de redação sobre o amor - Texto dissertativo-argumentativo02 - Proposta de redação sobre o amor - Texto dissertativo-argumentativo
02 - Proposta de redação sobre o amor - Texto dissertativo-argumentativo
 
02 - Proposta de redação sobre o amor - texto injuntivo
02 - Proposta de redação sobre o amor - texto injuntivo02 - Proposta de redação sobre o amor - texto injuntivo
02 - Proposta de redação sobre o amor - texto injuntivo
 
Figuras De Linguagem
Figuras De LinguagemFiguras De Linguagem
Figuras De Linguagem
 
Isadora e outros amores
Isadora e outros amoresIsadora e outros amores
Isadora e outros amores
 
FIGURAS DE LINGUAGEM
FIGURAS DE LINGUAGEMFIGURAS DE LINGUAGEM
FIGURAS DE LINGUAGEM
 
PEDAÇOS DE POUCOS POEMAS
PEDAÇOS DE POUCOS POEMASPEDAÇOS DE POUCOS POEMAS
PEDAÇOS DE POUCOS POEMAS
 
Como Dizia O Poeta
Como Dizia O PoetaComo Dizia O Poeta
Como Dizia O Poeta
 
Garota Impulso Paixão
Garota Impulso PaixãoGarota Impulso Paixão
Garota Impulso Paixão
 
A submissa
A submissaA submissa
A submissa
 
INTERPRETAÇÃO TEXTUAL (Preconceito)
INTERPRETAÇÃO TEXTUAL (Preconceito)INTERPRETAÇÃO TEXTUAL (Preconceito)
INTERPRETAÇÃO TEXTUAL (Preconceito)
 
Imagens e poesias
Imagens e poesiasImagens e poesias
Imagens e poesias
 
Imagens e Poesias
  Imagens e Poesias  Imagens e Poesias
Imagens e Poesias
 
Pinturas E Poesias
Pinturas E  PoesiasPinturas E  Poesias
Pinturas E Poesias
 
Fernando Pessoa
Fernando PessoaFernando Pessoa
Fernando Pessoa
 
FIGURAS DE LINGUAGEM.ppt
FIGURAS DE LINGUAGEM.pptFIGURAS DE LINGUAGEM.ppt
FIGURAS DE LINGUAGEM.ppt
 

Mais de Andre Guerra

Mais de Andre Guerra (20)

Barroco I guia
Barroco I guiaBarroco I guia
Barroco I guia
 
Memórias póstumas de Brás Cubas
Memórias póstumas de Brás CubasMemórias póstumas de Brás Cubas
Memórias póstumas de Brás Cubas
 
Capitães da Areia
Capitães da AreiaCapitães da Areia
Capitães da Areia
 
Morangos mofados
Morangos mofadosMorangos mofados
Morangos mofados
 
Quinhentismo no brasil
Quinhentismo no brasilQuinhentismo no brasil
Quinhentismo no brasil
 
Modernismo de 45
Modernismo de 45Modernismo de 45
Modernismo de 45
 
Naturalismo
NaturalismoNaturalismo
Naturalismo
 
Modernismo de 30
Modernismo de 30Modernismo de 30
Modernismo de 30
 
Invenção de orfeu
Invenção de orfeuInvenção de orfeu
Invenção de orfeu
 
As vítimas algozes
As vítimas algozesAs vítimas algozes
As vítimas algozes
 
Cadernos negros
Cadernos negrosCadernos negros
Cadernos negros
 
Vidas secas
Vidas secasVidas secas
Vidas secas
 
História da arte 1
História da arte 1História da arte 1
História da arte 1
 
Modernismo de 30
Modernismo de 30Modernismo de 30
Modernismo de 30
 
Modernismo de 30
Modernismo de 30Modernismo de 30
Modernismo de 30
 
Modernismo 1922
Modernismo   1922Modernismo   1922
Modernismo 1922
 
Senhora
SenhoraSenhora
Senhora
 
Pré modernismo
Pré modernismoPré modernismo
Pré modernismo
 
Vanguardas Européias
Vanguardas EuropéiasVanguardas Européias
Vanguardas Européias
 
Leitura 2011
Leitura 2011Leitura 2011
Leitura 2011
 

Último

PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 finalPPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
carlaOliveira438
 
AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdf
AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdfAS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdf
AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdf
ssuserbb4ac2
 
Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdf
Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdfManual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdf
Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdf
Pastor Robson Colaço
 

Último (20)

Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdfAtividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
Atividade do poema sobre mãe de mário quintana.pdf
 
Aula 5 - Fluxo de matéria e energia nos ecossistemas.ppt
Aula 5 - Fluxo de matéria e energia nos ecossistemas.pptAula 5 - Fluxo de matéria e energia nos ecossistemas.ppt
Aula 5 - Fluxo de matéria e energia nos ecossistemas.ppt
 
Multiplicação - Caça-número
Multiplicação - Caça-número Multiplicação - Caça-número
Multiplicação - Caça-número
 
Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptxSlides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptx
Slides Lição 9, CPAD, Resistindo à Tentação no Caminho, 2Tr24.pptx
 
bem estar animal em proteção integrada componente animal
bem estar animal em proteção integrada componente animalbem estar animal em proteção integrada componente animal
bem estar animal em proteção integrada componente animal
 
Nós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-Nova
Nós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-NovaNós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-Nova
Nós Propomos! Infraestruturas em Proença-a-Nova
 
Campanha 18 de. Maio laranja dds.pptx
Campanha 18 de.    Maio laranja dds.pptxCampanha 18 de.    Maio laranja dds.pptx
Campanha 18 de. Maio laranja dds.pptx
 
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 finalPPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
PPP6_ciencias final 6 ano ano de 23/24 final
 
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos Animais
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos AnimaisNós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos Animais
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos Animais
 
Respostas prova do exame nacional Port. 2008 - 1ª fase - Criterios.pdf
Respostas prova do exame nacional Port. 2008 - 1ª fase - Criterios.pdfRespostas prova do exame nacional Port. 2008 - 1ª fase - Criterios.pdf
Respostas prova do exame nacional Port. 2008 - 1ª fase - Criterios.pdf
 
Exercícios de Clima no brasil e no mundo.pdf
Exercícios de Clima no brasil e no mundo.pdfExercícios de Clima no brasil e no mundo.pdf
Exercícios de Clima no brasil e no mundo.pdf
 
PLANO DE ESTUDO TUTORADO COMPLEMENTAR 1 ANO 1 BIMESTRE.pdf
PLANO DE ESTUDO TUTORADO COMPLEMENTAR 1 ANO 1 BIMESTRE.pdfPLANO DE ESTUDO TUTORADO COMPLEMENTAR 1 ANO 1 BIMESTRE.pdf
PLANO DE ESTUDO TUTORADO COMPLEMENTAR 1 ANO 1 BIMESTRE.pdf
 
Os Padres de Assaré - CE. Prof. Francisco Leite
Os Padres de Assaré - CE. Prof. Francisco LeiteOs Padres de Assaré - CE. Prof. Francisco Leite
Os Padres de Assaré - CE. Prof. Francisco Leite
 
livro para educação infantil conceitos sensorial
livro para educação infantil conceitos sensoriallivro para educação infantil conceitos sensorial
livro para educação infantil conceitos sensorial
 
AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdf
AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdfAS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdf
AS COLUNAS B E J E SUAS POSICOES CONFORME O RITO.pdf
 
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
UFCD_9184_Saúde, nutrição, higiene, segurança, repouso e conforto da criança ...
 
Memórias_póstumas_de_Brás_Cubas_ Machado_de_Assis
Memórias_póstumas_de_Brás_Cubas_ Machado_de_AssisMemórias_póstumas_de_Brás_Cubas_ Machado_de_Assis
Memórias_póstumas_de_Brás_Cubas_ Machado_de_Assis
 
Planejamento 2024 - 1º ano - Matemática 38 a 62.pdf
Planejamento 2024 - 1º ano - Matemática  38 a 62.pdfPlanejamento 2024 - 1º ano - Matemática  38 a 62.pdf
Planejamento 2024 - 1º ano - Matemática 38 a 62.pdf
 
Atividade com a música Xote da Alegria - Falamansa
Atividade com a música Xote  da  Alegria    -   FalamansaAtividade com a música Xote  da  Alegria    -   Falamansa
Atividade com a música Xote da Alegria - Falamansa
 
Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdf
Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdfManual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdf
Manual dos Principio básicos do Relacionamento e sexologia humana .pdf
 

Trovadorismo

  • 2. DEBATE: Como a mulher é tratada (e retratada) nas letras de músicas contemporâneas?
  • 3. As piriguete chegaram..OBA.. As piriguetes quando chegam no pagodeA galera se sacode e começa o auêÉ uma alegria ver a sua calça baixinhaAparecendo a marquinha, eu não sei o que fazer. Pula piriguete..vaiRoda piriguete..vai eDesce piriguete..vaiSobe piriguete..vai Ai q coisa boa - já não fico mais a toa..Tem alguém aqui que ainda não sabe o que é piriguete, véi?Alguém não sabe não o que é?Tem piriguete dizendo que não sabe o que é piriguete!!Tem piriguete dizendo que não sabe o que é piriguete!!Então eu vou lhe dizer o que é!!Primeira mão eu quero dizer que a gente do pagode não vive sem as piriguetesEntão a gente fez uma musica pra elasA piriguete é o seguinteA piriguete é aquela mulher que tem o fogo muito alto, sabe?Que toma o homem da amiga, o namorado da amiga... as vezes ela toma né?E quanto mais homens pra ela melhor,Essas são as piriguete. Agora...Quem sabe, quem é o marido da piriguete, quem é?Quem é??Putão, sou putão.
  • 4. Mãos para o alto novinhaPorque?Por que hoje tu tá presa, tu tá presa, tu tá presa(2x) E agora eu vo falar os seus diretos Tu tem direito de sentar, tem o direito de kikarTem o direito de sentar, de kikar, de rebolar(2x) Você também tem o direito de ficar caladinha Fica caladinhaE agora desce VaiDesce ai novinhaChão, chão, chãoÉ o tigrão tá ligado neguinhaVai
  • 5. Como chegamos a esse ponto?
  • 7. Se eu não a tenho, ela me temo tempo todo preso, Amor, e tolo e sábio, alegre e triste,eu sofro e não dou troco. É indefeso quem ama.Amor comandaà escravidão mais brandae assim me rendo,sofrendo, à dura lidaque me é deferida. [...]É tal a luz que dela vemque até me aqueço nessa dorsem outro sol que me conquiste,mas no sol ou no fogonão digo quem me inflama. O olhar me abranda,só os olhos têm vianda,e a ela vendovou tendomais distendidaminha sobrevida.[...] Eu sei cantar como ninguémmas meu saber perde o saborse ela me nega o que me assiste.Vejo-a só, não a toco,mas sempre que me chamapara ela andameu corpo, sem demanda, e sempre atendo,sabendoque ela me olvidaa paga merecida. (Arnault Daniel)
  • 8. O AMOR CORTÊS Elogios e súplicas Submissão (vassalagem) Generosidade e lealdade Sublimação dos desejos Segredo sobre o nome da Senhora Idealização
  • 9. A PRIMEIRA ÉPOCA MEDIEVAL O poder da igreja Teocentrismo Ser humano inferiorizado
  • 10.
  • 11. O Sistema Feudal Relações de Suserania e Vassalagem
  • 13. Gênero Lírico Forte carga subjetiva Resposta aos anseios humanos Expressão de sentimentos e expressões pessoais Associado à música: origens
  • 14. SUBSERVIÊNCIA DE UM TROVADOR À SUA DAMA(POESIA) SUBSERVIÊNCIA DE UM CAVALEIRO À SUA DONZELA(NOVELAS DE CAVALARIA)
  • 15. CANTIGAS LÍRICAS CANTIGAS DE AMOR CANTIGAS DE AMIGO
  • 16. Love Song (Legião Urbana)Nuno Fernandes Torneol Pois nasci nunca vi amorE ouço dele sempre falar.Pero sei que me quer matarMais rogarei a mia senhorQue me mostr' aquel matadorOu que m'amparedel melhor.
  • 17. CANTIGAS SATÍRICAS CANTIGAS DE ESCÁRNIO CANTIGAS DE MALDIZER
  • 18. CANTIGAS DE AMOR Amor Cortês Vassalagem Amorosa Sofrimento amoroso: “Coita d’amor”
  • 19. EXAGERADO Amor da minha vidaDaqui até a eternidadeNossos destinos foram traçados na maternidadePaixão cruel desenfreadaTe trago mil rosas roubadasPra desculpar minhas mentirasMinhas mancadasExageradoJogado aos teus pésEu sou mesmo exageradoAdoro um amor inventadoEu nunca mais vou respirarSe você não me notarEu posso até morrer de fomeSe você não me amar Que por você eu largo tudoVou mendigar, roubar, matarAté nas coisas mais banaisPra mim é tudo ou nunca maisExageradoJogado aos teus pésEu sou mesmo exageradoAdoro um amor inventadoQue por você eu largo tudoVou mendigar, roubar, matarAté nas coisas mais banaisPra mim é tudo ou nunca maisExageradoJogado aos teus pésEu sou mesmo exageradoAdoro um amor inventado
  • 20. QUEIXA Caetano Veloso Um amor assim delicadoVocê pega e desprezaNão devia ter despertadoAjoelha e não rezaDessa coisa que mete medoPela sua grandezaNão sou o único culpadoDisso eu tenho a certezaPrincesa, surpresa, você me arrasouSerpente, nem sente que me envenenouSenhora, e agora, me diga onde eu vouSenhora, serpente, princesaUm amor assim violentoQuando torna-se mágoaÉ o avesso de um sentimentoOceano sem água Ondas, desejos de vingançaDessa desnaturezaBateu forte sem esperançaContra a tua durezaPrincesa, surpresa, você me arrasouSerpente, nem sente que me envenenouSenhora, e agora, me diga onde eu vouSenhora, serpente, princesaUm amor assim delicadoNenhum homem dariaTalvez tenha sido pecadoApostar na alegriaVocê pensa que eu tenho tudoE vazio me deixaMas Deus não quer que eu fique mudoE eu te grito esta queixaPrincesa, surpresa, você me arrasouSerpente, nem sente que me envenenouSenhora, e agora, me diga onde eu vouSenhora, serpente, princesa
  • 21. CANTIGAS DE AMIGO O SENTIMENTO FEMININO: incerteza quanto ao retorno e manutenção do sentimento do amigo.
  • 22. Romarias Alvoradas ou albas Barcarolas
  • 23. Chico e as Mulheres
  • 24. Atrás da portaFrancis Hime - Chico Buarque/1972  Quando olhaste bem nos olhos meusE o teu olhar era de adeusJuro que não acrediteiEu te estranheiMe debruceiSobre teu corpo e duvideiE me arrastei e te arranheiE me agarrei nos teus cabelosNo teu peito (Nos teus pelos)*Teu pijamaNos teus pésAo pé da camaSem carinho, sem cobertaNo tapete atrás da portaReclamei baixinhoDei pra maldizer o nosso larPra sujar teu nome, te humilharE me vingar a qualquer preçoTe adorando pelo avessoPra mostrar que inda sou tuaSó pra provar que inda sou tua...* verso original vetado pela censura
  • 25. CANTIGAS SATÍRICAS Ironia Difamação de nobres e membros da sociedade Mulheres transgressoras da regras do amor cortês
  • 26. CANTIGAS DE ESCARNIO Críticas com sentido ambíguo A intensão não era explicitada
  • 27. CANTIGAS DE MALDIZER Críticas diretas Linguagem vulgar Palavras ofensivas
  • 28. Cantiga de escárnio ou de maldizer? Uma dona, não vou dizer qual, Teve um forte agouro Pelas oitavas de Natal Saía de casa para ir a missa Mas ouviu um corvo carniceiro E não quis mais sair de casa A dona de um coração muito bom Ia à missa para ouvir seu sermão Mas veja o que a impediu: Ouviu um corvo sobre si E não quis mais sair de casa A dona disse: e agora? O padre já está pronto è irá maldizer-me Se não me vir na igreja E disse o corvo: Qua a cá E ela não quis mais sair de casa Joan Airas de Santiago
  • 29. As novelas de Cavalaria Maior representação da prosa de época Narradas oralmente Atravessavam gerações
  • 30. As Novelas de Cavalaria Ciclo Clássico: Temas Latinos e gregos: Troia, Alexandre, O grande. Ciclo Carolíngio: Histórias sobre Carlos Magno e seus pares Ciclo Bretão ou Arturiano: Sobre o Rei Artur e os cavaleiros da TávolaRedonda
  • 31. Retrato de um Playboy Gabriel o Pensador
  • 32. Pergunta prum playboy o quê ele pensa da vidaSabe o que ele te diz? (Se borra todo) NãoMais ou menos assim:"Sou playboy e vivo na farraVou à praia todo dia e sou cheio de marraSó ando com a galera e nela me garantoSó que quando estou sozinho eu só ando pelos cantosPorque eu luto Jiu-Jitsu mas é só por diversão(É isso aí meu "cumpádi" my brother meu irmão)Se alguma coisa está na moda então eu faço tambémIgualzinho a mim eu conheço mais de cemSe eu faço tudo o que eles fazem então tudo bemNão quero estudo nem trabalhoNão vem que não temPorque eu sou um playboyzinho e disso não me envergonho Não sei o que é a vida Não penso Não sonhoPraia, surf e chopp essa é a minha realidadeNão saio disso porque me falta personalidadeNão tenho cérebroApenas me enquadro no sistemaSer tapado é minha sinaSer playboy é o meu problema!Faço só o que os outros fazem e acho isso legalArrumo brigas com a galera e acho sensacionalMe olho no espelho e me acho o talMas não percebo que no fundo eu sou um débil mental!Eu sou playboy filhinho de papaiMe afundo nessa bostaAté não poder maisSou playboy filhinho de papaiSou um débil mentalSomos todos iguais
  • 33. Acorda Amor – Chico Buarque Acorda amorEu tive um pesadelo agoraSonhei que tinha gente lá foraBatendo no portão, que afliçãoEra a dura, numa muito escura viaturaMinha nossa santa criaturaChame, chame, chame láChame, chame o ladrão, chame o ladrãoAcorda amorNão é mais pesadelo nadaTem gente já no vão de escadaFazendo confusão, que afliçãoSão os homensE eu aqui parado de pijamaEu não gosto de passar vexameChame, chame, chameChame o ladrão, chame o ladrão Se eu demorar uns mesesConvém, às vezes, você sofrerMas depois de um ano eu não vindoPonha a roupa de domingoE pode me esquecerAcorda amorQue o bicho é brabo e não sossegaSe você corre o bicho pegaSe fica não sei nãoAtençãoNão demoraDia desses chega a sua horaNão discuta à toa não reclameClame, chame lá, chame, chameChame o ladrão, chame o ladrão, chame o ladrão(Não esqueça a escova, o sabonete e o violão)
  • 34. Não enche – Caetano Veloso Me larga, não encheVocê não entende nadaE eu não vou te fazer entender...Me encara, de frenteÉ que você nunca quis verNão vai querer, nem vai verMeu lado, meu jeitoO que eu herdei de minha genteEu nunca posso perderMe larga, não encheMe deixa viver, me deixa viverMe deixa viver, me deixa viver...Cuidado, oxente!Está no meu quererPoder fazer você desabarDo salto, nem tenteManter as coisas como estãoPorque não dá, não vai dá...Quadrada! Demente!A melodia do meu sambaPõe você no lugarMe larga, não encheMe deixa cantar, me deixa cantarMe deixa cantar, me deixa cantar... Eu vouClarificarA minha vozGritandoNada, mais de nós!Mando meu bando anunciarVou me livrar de você... Harpia! Aranha!Sabedoria de rapinaE de enredar, de enredarPerua! Piranha!Minha energia é queMantém você suspensa no arPrá rua! se manda!Sai do meu sangueSanguessugaQue só sabe sugarPirata! Malandra!Me deixa gozar, me deixa gozarMe deixa gozar, me deixa gozar...
  • 35. Existem mulheres que são uma belezaMas quando abrem a bocaHmm que tristeza!Não não é o seu hálito que apodrece o arO problema é o que elas falam que não dá pra agüentarNada na cabeçaPersonalidade fracaTem a feminilidade e a sensualidade de uma vacaProduzidas com roupinhas da estaçãoQue viram no anúncio da televisãoMilhões de pessoas transitam pelas ruas mas conhecemos facilmente esse tipo de peruaBundinha empinada pra mostrar que é bonitaE a cabeça parafinada pra ficar igual paquitaLôrabúrra! Elas estão em toda parte do meu Rio de JaneiroE às vezes me interrogo se elas tão no mundo inteiroÀ procura de carrosÀ procura de dinheiroO lugar dessas cadelas era mesmo no puteiroSó se preocupam em chamar a atençãoNão pelas idéias mas pelo burrãoNão pensam em nadaSó querem badalarEstar na moda tirar onda beber e fumarCadelinhas de boate ou ratinhas de praiaApenas os otários aturam a sua laiaE enquanto o playboy te dá dinheiro e atençãoEu só saio com você se for pra ser o Ricardão
  • 36. Guerra Santa – Gilberto Gil Ele diz que tem, que tem como abrir o portão do céuele promete a salvaçãoele chuta a imagem da santa, fica louco-pinelmas não rasga dinheiro, nãoEle diz que faz, que faz tudo isso em nome de Deuscomo um Papa na inquisiçãonem se lembra do horror da noite de São Bartolomeunão, não lembra de nada nãoNão lembra de nada, é loucomas não rasga dinheiropromete a mansão no paraísocontanto, que você pague primeiroque você primeiro pague dinheirodê sua doação, e entre no céulevado pelo bom ladrão Ele pensa que faz do amor sua profissão de fésó que faz da fé profissãoaliás em matéria de vender paz, amor e axéele não está sozinho nãoEu até compreendo os salvadores profissionaissua feira de ilusõessó que o bom barraqueiro que quer vender seu peixe em pazdeixa o outro vender limõesUm vende limões, o outro vende o peixe que quero nome de Deus pode ser OxaláJeová, Tupã, Jesus, MaoméMaomé, Jesus, Tupã, JeováOxalá e tantos maissons diferentes, sim, para sonhos iguais