3ª geração do Romantismo By: Elayne Farias!

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3ª geração do Romantismo By: Elayne Farias!

  1. 1. 3ª GERAÇÃODOROMANTISMO
  2. 2. Apresentação:• Dorian Júnior• Elayne Farias• Humberto Araújo• Jeniffer Lucena• Washington
  3. 3. O que foi a 3ª geração?• Seria a fase de transição para outra correnteliterária, o realismo, a qual denuncia os víciose males da sociedade, mesmo que o faça deforma enfatizada e irônica, com o intuito depôr a descoberto realidades desconhecidas querevelam fragilidades. A mulher era idealizada eacessível.
  4. 4. Características:• Condoreirismo• Romance e Poesia Social• Erotismo
  5. 5. CondoreirismoCondoreirismo ou condorismo é uma parte de uma escolaliterária da poesia brasileira, a terceira fase romântica, marcada pelatemática social e a defesa de idéias igualitárias. O nome da corrente,condoreirismo, associa-se ao condor ou outras aves, como a águia, ofalcão e o albatroz, que foram tomadas como símbolo dessa geraçãode poetas com preocupações sociais.
  6. 6. Romance e Poesia SocialO romance social visa a denuncia de falhas ouapontar problemas da sociedade. A preocupação doromancista é fazer uma crítica imparcial a estesproblemas. Procura focalizar o conjunto social,acompanhando as relações estabelecidas entre aspessoas e o meio em que vivem. Vários "modos deexistência em sociedade" se configuram e desenha-se um verdadeiro painel social.
  7. 7. Navio Negreiro[...] Era um sonho dantesco... o tombadilhoQue das luzernas avermelha o brilho.Em sangue a se banhar.Tinir de ferros... estalar de açoite...Legiões de homens negros como a noite,Horrendos a dançar...Negras mulheres, suspendendo às tetasMagras crianças, cujas bocas pretasRega o sangue das mães:Outras moças, mas nuas e espantadas,No turbilhão de espectros arrastadas,Em ânsia e mágoa vãs! [...]Castro Alves
  8. 8. HaitiCaetano VelosoComposição: Caetano Veloso e Gilberto GilQuando você for convidado pra subir noadroDa fundação casa de Jorge AmadoPra ver do alto a fila de soldados, quasetodos pretosDando porrada na nuca de malandros pretosDe ladrões mulatos e outros quase brancosTratados como pretosSó pra mostrar aos outros quase pretos(E são quase todos pretos)E aos quase brancos pobres como pretosComo é que pretos, pobres e mulatosE quase brancos quase pretos de tão pobressão tratadosE não importa se os olhos do mundo inteiroPossam estar por um momento voltadospara o largoOnde os escravos eram castigadosE hoje um batuque um batuqueCom a pureza de meninos uniformizados deescola secundáriaEm dia de paradaE a grandeza épica de um povo emformaçãoNos atrai, nos deslumbra e estimulaNão importa nada:Nem o traço do sobradoNem a lente do fantástico,Nem o disco de Paul SimonNinguém, ninguém é cidadãoSe você for a festa do pelô, e se você nãoforPense no Haiti, reze pelo HaitiO Haiti é aquiO Haiti não é aqui
  9. 9. E na TV se você vir um deputado empânico mal dissimuladoDiante de qualquer, mas qualquer mesmo,qualquer, qualquerPlano de educação que pareça fácilQue pareça fácil e rápidoE vá representar uma ameaça dedemocratizaçãoDo ensino do primeiro grauE se esse mesmo deputado defender aadoção da pena capitalE o venerável cardeal disser que vê tantoespírito no fetoE nenhum no marginalE se, ao furar o sinal, o velho sinalvermelho habitualNotar um homem mijando na esquina darua sobre um sacoBrilhante de lixo do LeblonE quando ouvir o silêncio sorridente de SãoPauloDiante da chacina111 presos indefesos, mas presos são quasetodos pretosOu quase pretos, ou quase brancos quasepretos de tão pobresE pobres são como podres e todos sabemcomo se tratam os pretosE quando você for dar uma volta no CaribeE quando for trepar sem camisinhaE apresentar sua participação inteligente nobloqueio a CubaPense no Haiti, reze pelo HaitiO Haiti é aquiO Haiti não é aqui.
  10. 10. Beijo Eterno...Diz tua boca: "Vem!"Inda mais! diz a minha, a soluçar... ExclamaTodo o meu corpo que o teu corpo chama:"Morde também!"Ai! morde! que doce é a dorQue me entra as carnes, e as tortura!Beija mais! morde mais! que eu morra deventura,Morto por teu amor!...
  11. 11. PrincipaisAutores
  12. 12. Nascido em 14 de março, de 1847,Antônio Frederico de Castro Alves veio ase transformar em um grande escritor,um dos maiores de nosso país, sobretudopor sua poesia colocada à serviço dopovo, levantando sempre o grito pelalibertação dos escravos no Brasil e aemancipação dos explorados.No período em que viveu (1847-1871),ainda existia a escravidão no Brasil. Ojovem baiano, simpático e gentil, apesarde possuir gosto sofisticado para roupas ede levar uma vida relativamenteconfortável, foi capaz de compreender asdificuldades dos negros escravizados.Castro Alves
  13. 13. Joaquim de Souza Andrade nasceu noMaranhão em 9 de junho de 1833 e passou avida dividida entre o Brasil, a Europa e osEstados Unidos. A originalidade e o caráterinovador de sua poesia são as marcasprincipais de sua obra poética, que ficouesquecida durante décadas, sendo resgatadasomente em 1950 por um grupo de críticosliterários.Essas características, aliadas a um lirismoreflexivo, influência dos poetas alemães,somadas ao fato de Sousândrade ter iniciadosua produção artística no período quecorresponde à segunda geração Romântica,dificultam o enquadramento de sua obradentro das gerações desse período.No entanto, as suas preocupações sociais oaproximam da terceira geração e a maioriados críticos classificam o poeta compertencente a geração condoreira. Suaprimeira obra foi "Harpas Selvagens" (1850),porém, foi com "Guesa Errante", que nãochegou a ser terminada, que Sousândradeconseguiu o Reconhecimento da critica.Sousândrade
  14. 14. Tobias BarretoFoi um filósofo, poeta, crítico e jurista brasileiro efervoroso integrante da Escola do Recife. Foi o fundadordo condoreirismo brasileiro e patrono da cadeira 38da Academia Brasileira de Letras.Em 1861 seguiu para a Bahia com a intenção defreqüentar um seminário mas, sem vocação firme,desistiu de imediato. Sem ter prestado examespreparatórios voltou à sua vila donde sairá com destinoa Pernambuco. Em 1854 e 1865 o jovem Tobias, parasobreviver, deu aulas particulares de diversas matérias.Na ocasião prestou concurso para a cadeira de latim noGinásio Pernambucano, sem conseguir, contudo, adesejada nomeação.Em 1867 disputou a vaga de Filosofia no referidoestabelecimento. Venceu o prélio em primeiro lugar, masé preterido mais uma vez por outro candidato.
  15. 15. Aluísio, Tancredo GonçalvesBelo Azevedo nasceu em SãoLuís do Maranhão, em 1857.Passa a viver definitivamenteno Rio, a partir de 1881, anoem que foi publicado Omulato, considerado nossoprimeiro romance naturalista.Nesta obra analisa o problemado mestiço (Raimundo) dentroda sociedade brasileira.Seu livro de estréia, noentanto, foi Uma lágrima demulher (1880), de tendênciaromântica. Integrado aosgrupos boêmios da época,tentou sobreviver,exclusivamente, de suaspossibilidades de escritor.Ingressando na carreiradiplomática, serve em Vigo(Espanha), Nápoles, Japão eBuenos Aires, onde falece em1913.Aluísio Azevedo
  16. 16. OBRASLITERÁRIAS
  17. 17. “Amâncio fora muito mal educado pelo pai,português antigo e austero, desses queconfundem o respeito com o terror (... ) Seacaso algumas vezes se mostrava dócil eamoroso, era sempre por conveniência:habituou-se a fingir desde esse tempo.”“Algumas lhe perguntavam brincando se eleas queria para mulher, se queria ser seunoivo. Amâncio respondia que sim com umarrepio. E daí a pouco ficavam as moçasmuito surpreendidas quando o demônio domenino lhes saltava ao colo e principiava abeijar-lhes sofregamente o pescoço e oscabelos ou a meter-lhes a língua pelosouvidos.”
  18. 18. Os Miseráveis• "Enquanto, por efeito de leis e costumes, houver proscriçãosocial, forçando a existência, em plena civilização, deverdadeiros infernos, e desvirtuando, por humanafatalidade,um destino por natureza divino; enquanto os trêsproblemas do século - a degradação do homem peloproletariado, a prostituição da mulher pela fome, e a atrofia dacriança pela ignorância - não forem resolvidos; enquantohouver lugares onde seja possível a asfixia social; em outraspalavras, e de um ponto de vista mais amplo ainda, enquantosobre a terra houver ignorância e miséria, livros como este nãoserão inúteis.“Victor Hugo
  19. 19. Referências• http://pt.wikipedia.org/wiki/Condoreirismo• http://www.youtube.com/watch?v=NV6PsO_S4AI• http://www.youtube.com/watch?v=WHgLWekPRaE
  20. 20. Obrigado!

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