Revolução francesa 2016

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Revolução francesa, contexto político, econômico, social, ideológico. Fases: Assembleia Constituinte, Monarquia Constitucional, Convenção, Diretório.

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Revolução francesa 2016

  1. 1. REVOLUÇÃO FRANCESA
  2. 2. Revolta: o Agitação sem bases ideológicas. o Não propõe reformas profundas. Revolução: o Mudanças estruturais de bases: políticas, econômicas, sociais. o Ex: Revolução Industrial.
  3. 3. 1. Significados: o Movimento burguês. o Antifeudal e antiabsolutista. o Inspiração iluminista. o Mudanças estruturais. o Aceleração do Capitalismo Industrial. o Consolidação da burguesia.
  4. 4. IDADE MODERNA IDADE CONTEMPORÂNEA 1789 (REVOLUÇÃO FRANCESA) o Marco divisor. o Quebra do Feudalismo. o Queda do Absolutismo. o Aceleração do Capitalismo Industrial.
  5. 5. 2. Contexto: A – Político: o Absolutismo de “direito divino”. o Despotismo e tirania. Absolutismo Monárquico Sistema político típico das Monarquias Nacionais européias em que o rei, por suposto direito divino, concentrava todos os poderes. Governava servindo – se da tirania e do despotismo, apoiado pelo Clero e pela Nobreza, oprimindo e explorando as classes inferiores
  6. 6. B – Econômico: o “Déficit” público e dívidas. o Nobreza parasitária sugava os recursos. o Má gestão financeira. o Gastos com guerras (7 anos e Independência dos EUA) aumentou o endividamento. o Atraso industrial em relação à Inglaterra o Estrutura feudal inviabilizava o Capitalismo.
  7. 7. o Tratados protecionistas com os concorrentes (EUA, Inglaterra, Suécia) causaram queda da produção e do comércio, irritando a burguesia. o Crise agrícola devido ao aumento populacional e ao inverno, quebrando a produção. o Desabastecimento e inflação. o Mercantilismo: intervenção do Estado na economia inviabilizava o Liberalismo.
  8. 8. C – Social: o Sociedade estamental. o Privilégios ao Clero e à Nobreza. o Desigualdades sociais. o Burguesia pagava altos impostos para sustentar as regalias do 1º e 2º Estados (Notáveis: clero e nobreza).
  9. 9. Clero (1º Estado) Nobreza (2º Estado) Povo (3º Estado) 3º Estado Representado pela burguesia, pelos pobres urbanos ( sans culottes) e camponeses.
  10. 10. Maria Antonieta Louise Élisabeth Vigée Le Brun (1783)
  11. 11. “Se não tem pão, que coma brioches!”
  12. 12. D – Ideológico: Iluminismo o Combustível ideológico que alimentou os ideais revolucionários em oposição ao Antigo Regime. o Lema da Revolução: Liberté, Egalité, Fraternité. o Base da ordem liberal burguesa. o Luís XVI, com descrédito, era considerado o único responsável pela crise.
  13. 13. 3. Processo: A – Revolta dos Notáveis (1787) o Clero e Nobreza rejeitaram abrir mão da isenção de impostos, sugerida pelos Ministros Turgot e Callone. o Várias revoltas eclodiram. o O Rei perdeu apoio político. o Callone foi substituído por Necker.
  14. 14. B – Assembleia dos Estados Gerais o Os 3 Estados reuniram – se para resolver a crise política e econômica. o Votação por Estado: o 3º Estado perderia para Clero e Nobreza. o O 3º Estado reivindicava votação por cabeça: 1º Estado 291, 2º Estado 270, 3º Estado 578. o A burguesia sairia fortalecida politicamente.
  15. 15. Crise política o O rei percebeu a manobra e recusou – se a mudar as regras do jogo político. o A burguesia rebelou – se e declarou – se em Assembleia Nacional Constituinte. o Necker foi demitido, aprofundando a crise. ASSEMBLEIA NACIONAL CONSTITUINTE Com a pressão o Rei cedeu e permitiu que Clero e Nobreza se juntassem à burguesia. As tropas reais, de prontidão, acirraram o clima da Revolução.
  16. 16. A Liberdade guiando o povo/De lacroix
  17. 17. Barrete Frígio Forte símbolo do regime republicano, representando a liberdade, usado pelos milicianos sans-culottes na tomada da Bastilha.
  18. 18. A Marselhesa Em julho de 1792, soldados vindos de Marselha entraram em Paris entoando a canção que se tornaria o hino nacional do país. A música Canto de Guerra foi composta em Estrasburgo (Alemanha) por Joseph Rouget de Lisle, oficial do exército francês. A peça era uma homenagem à fama liberal e patriótica da cidade. A Marselhesa Avante, filhos da Pátria, O dia da Glória chegou. Contra nós, a tirania O estandarte encarnado se eleva! Ouvis nos campos rugirem Esses ferozes soldados? Vêm eles até nós Degolar nossos filhos, nossas mulheres. Às armas cidadãos! Formai vossos batalhões! Marchemos, marchemos! Nossa terra do sangue impuro se saciará Amor Sagrado pela Pátria Conduza, sustente nossos braços vingativos. Liberdade, querida liberdade!
  19. 19. 14/07/1789 Queda da Bastilha
  20. 20. 4 – Fases: A – Assembleia Constituinte (1789 – 1791) o Grande Medo: perseguição e morte ao Clero e à Nobreza. Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (26/08/1789): o Liberdade, igualdade, direito de resistir à opressão, propriedade.
  21. 21. Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão: Art. 1º: Os homens nascem iguais e permanecem livres iguais em direitos. Art. 2º: A finalidade de toda associação política e a conservação dos direitos naturais e imprescritíveis. Art. 3º: O princípio de toda soberania reside na nação. Art. 4º: A liberdade consiste em fazer tudo aquilo que não prejudique a outrem. Art. 6º: A lei é a expressão da vontade geral.
  22. 22. Igreja Católica e Clero o Confisco dos bens da Igreja. o Assignats: A nova moeda. Constituição Civil do Clero o Estado tutela a Igreja Católica. o Juramentados: apoiaram as mudanças. o Refratários: resistiram às mudanças.
  23. 23. B – Monarquia Constitucional Rei mantido no poder (1791 – 92) o Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. o Voto Censitário: cidadãos ativos e passivos. o Direitos civis aos cidadãos. o Assembleia de deputados: 02 anos mandato o Abolição do Feudalismo.
  24. 24. Contrarrevolução Declaração de Pillnitz – Áustria/Prússia (1791): o Exigia a restituição dos poderes a Luís XVI. o França seria invadida se algo ocorresse ao Rei. o O Rei foi preso, acusado de traição, ao tentar fugir para lutar na contrarrevolução. Manifesto Brunswick (1792): o Forçava os revolucionários à rendição.
  25. 25. Sans-culotte
  26. 26. Palácio das Tulherias – Jornada de 20/06/1792 o Sans-culottes revoltados invadiram o Palácio das Tulherias a fim de matar o Rei e a Rainha. o Para mostrar que também era "povo", Luís XVI aceitou a proposta de beber vinho tinto. o Os sans-culottes insultaram o rei, chamando-o de "porco", e outros o obrigaram a cobrir-se com um barrete frígio.
  27. 27. O povo invade o Palácio das Tulherias
  28. 28. Áustria e Prússia invadiram a França (1792): o O povo em armas preparou – se para defender a Revolução, liderados por Danton e Robespierre. o A crise econômica potencializava os radicais. o Membros da nobreza eram executados. o Na Batalha de Valmy, de 20/09/1792, os exércitos contrarrevolucionários foram vencidos pelo povo francês.
  29. 29. C – Convenção Nacional (1792/1795) 1ª República Francesa: o Vencida a contrarrevolução. o Jacobinos assumem o controle político. o Convenção Nacional: base revolucionária. o Anulada a Constituição de 1791. o Execução de Luís XVI e Maria Antonieta.
  30. 30. Morte de Luís XVI – 21/01/1793 Gravura alemã
  31. 31. Girondinos: o Ficavam à direita da mesa central da Assembleia. o Os líderes vinham da região Girondinagem do Créu. o Moderados, liderados por Brissot, com o fim do Absolutismo, defendiam a Monarquia Constitucional. o Liberais, opunham – se ao radicalismo jacobino. o Defendiam o voto censitário, excluindo os mais pobres da participação política.
  32. 32. Jacques Pierre Brissot
  33. 33. Planície ou Pântano: o Em relação aos anteriores eram neutros. o Em momentos apoiavam os Girondinos, em outros os Jacobinos. o Geralmente eram conservadores. Sentavam no centro do parlamento. o Ficaram conhecidos por partido de centro.
  34. 34. Jacobinos: o Representavam a baixa burguesia. o Reuniam – se no Mosteiro de Saint Jacques. o Defendiam maior participação popular. o Eram revolucionários e radicais, faziam oposição aos Girondinos. o Sentavam – se à esquerda do Parlamento e ficaram conhecidos como partido de esquerda.
  35. 35. Maximilien Robespierre
  36. 36. Reformas econômicas/sociais/políticas: o Congelamento (Lei do maximun). o Tabelamento de preços. o Empréstimo obrigatório. o Fim do voto censitário. o Fim da escravidão nas colônias. o Educação gratuita.
  37. 37. Terror Jacobino: o Execução de milhares de inimigos da Revolução e da República na guilhotina: padres, nobres, camponeses da Vendeia que se opuseram ao radicalismo jacobino. Comitê de Salvação Nacional: o Deliberava sobre economia, política, guerra. o Ricos que não emprestaram dinheiro, quem não aceitaram ir para a guerra foram mortos.
  38. 38. Maximilien de Robespierre (1758 – 1794) Robespierre, o incorruptível, foi influenciado pelas ideias de Rousseau, o mais radical dos iluministas. Para ele nada seria feito fora da lei e a lei era a razão revolucionária, a razão iluminista.
  39. 39. Georges Jacques Danton (1759 – 1794) Danton comandou um grupo de jacobinos insatisfeitos com as execuções na guilhotina. Tal grupo defendia um indulto aos que não se comprometeram com a Revolução, em nome da conciliação nacional. Foi executado na guilhotina.
  40. 40. Massacre na Vendeia Paul-Émile Boutigny
  41. 41. F – Reação Termidoriana: Golpe do Termidor (27/07/1794) o Os Jacobinos perderam apoio devido ao terror e à crise política. o Robespierre foi deposto e executado. o Girondinos assumiram o poder e passaram a controlar a República. o Significou retrocesso político.
  42. 42. 5 – Diretório (1795/1799): o Fim da reformas jacobinas. o Nova Constituição. o Voltaram os privilégios da burguesia. o Terror branco: golpes e conspirações dados por realistas, jacobinos e outros opositores. o Crise econômica e social. o Ameaças externas.
  43. 43. Golpe 18 de Brumário (09/11/1799) o Napoleão era apoiado pelos monarquistas por sua descendência nobre. o Era admirado por seus feitos militares. o O Golpe 18 de Brumário pôs fim ao Diretório e deu início à Era Napoleônica.
  44. 44. Napoleon (Jacques-Louis David) Napoleão Bonaparte pacificou o país. A França, dividida entre radicais jacobinos, moderados e monarquistas, aos poucos, se refez dos estragos da Revolução. Consolidou – se uma nova ordem, na qual o general foi figura central. Com o Golpe 18 de Brumário iniciava – se a Era Napoleônica.

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