Paulo, o judeu
entendendo as cartas paulinas
em perspectiva judaica
EXPERIÊNCIA MÍSTICA COM CRISTO
1. Introdução:
- Quanto mais tempo distante da
experiência, mais a pessoa aprende o
signifi...
2. Contexto histórico no qual Paulo fez sua
experiência mística com o Ressuscitado
- Durante o período helenista (iniciado...
3. Os relatos de Paulo sobre a experiência
mística dele (p. 69-130):
- Paulo é tanto um convertido quanto um
místico e o m...
- Em 2 Cor 12,1-9, ele descreve essa
experiência:
→ não é para gabar-se, “um homem”: retórica
exige modéstia, trata-se de ...
- Apocalipticismo e misticismo tem sido tratados
como categorias separadas. Mas textos
místicos judaicos estão repletos de...
- O resultado da jornada celeste: identificação
de Cristo com a glória de Deus (p. 115).
- O apostolado de Paulo, que é um...
- A discussão mais longa de Paulo sobre esses
temas acontece em 2 Cor 3,18–4,6:
→ refletimos como num espelho a glória do
...
4. A conversão na sociedade de Paulo (p.
131-194):
- Paulo falou dos estados internos através de
vocabulários proféticos, ...
- o convertido não tinha amnésia, mas dava
novo significado a tudo que havia conhecido;
- a conversão inicia um processo d...
- As primeiras lições que os prosélitos recebiam
eram desprezar os deuses.
- O judaísmo foi acusado de intolerância, ou
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Paulo_Judeu 03

  1. 1. Paulo, o judeu entendendo as cartas paulinas em perspectiva judaica
  2. 2. EXPERIÊNCIA MÍSTICA COM CRISTO 1. Introdução: - Quanto mais tempo distante da experiência, mais a pessoa aprende o significado social do que se passou. - o passado é reavaliado a partir do significado - Paulo sobre seu passado: influenciado pelos seus compromissos presentes - Lucas enfatiza o indivíduo convertido por poderes sobre os quais ele não tem controle - Paulo focaliza a dimensão social da experiência de conversão como indivíduo que desenvolve um novo mundo de significado a partir de sua entrada num novo grupo.
  3. 3. 2. Contexto histórico no qual Paulo fez sua experiência mística com o Ressuscitado - Durante o período helenista (iniciado em 333 aC), a sociedade israelita se dividiu em seitas (facções) que diferiam sobre várias questões - Essas seitas competiam ferozmente entre si - Nessa atmosfera a conversão religiosa era tão comum quanto hoje - Na migração entre seitas estava a busca religiosa pessoal - O relato de Paulo sobre a experiência mística deve considerar os fenômenos religiosos judaicos e greco-romanos de seu tempo.
  4. 4. 3. Os relatos de Paulo sobre a experiência mística dele (p. 69-130): - Paulo é tanto um convertido quanto um místico e o misticismo na Judéia do primeiro século era apocalíptico. - Paulo é o único místico apocalíptico, no primeiro século, cujo escrito confessional e pessoal chegou até nós (p. 94, 99-100) - Escassez de textos: rabinos proibiram a discussão pública do fenômeno místico (p. 111). - Paulo relata viagens celestiais nas quais segredos lhe são revelados - Ele acredita que sua salvação se encontra em uma identificação corpo com seu Salvador. - embora enfatize uma vida de disciplina espiritual, ao invés de um único evento
  5. 5. - Em 2 Cor 12,1-9, ele descreve essa experiência: → não é para gabar-se, “um homem”: retórica exige modéstia, trata-se de Paulo mesmo; → é um apocalipse (revelação); → há quatorze anos; → terceiro céu; → no corpo ou fora do corpo: não é um transporte físico (p. 78), mas uma jornada por meio de um corpo espiritual (p. 95). → ouviu informações secretas (p. 71-73) - É possível que esse texto de 2Cor 12 registre a experiência de conversão original de Paulo (p. 73), embora não a descreva definitivamente (p.74).
  6. 6. - Apocalipticismo e misticismo tem sido tratados como categorias separadas. Mas textos místicos judaicos estão repletos de apocalipses. - A literatura apocalíptica antiga é baseada em visões , havia práticas especiais para alcançálas (p.103). - A imagem central do misticismo judaico (Ez 1) é a glória de Deus em forma humana (p. 100101) no trono-carruagem (merkabah). - daí se derivou a figura do filho do homem no apocalipticismo, como uma figura angélica (chefe dos anjos) - A experiência de Paulo é diferente da de outros místicos judeus porque ele identifica essa figura com Cristo (p. 110).
  7. 7. - O resultado da jornada celeste: identificação de Cristo com a glória de Deus (p. 115). - O apostolado de Paulo, que é um chamado profético, é proclamar que a face de Cristo é a glória de Deus. - A legitimidade do apostolado de Paulo está nesta revelação que recebeu (p. 129). - Nas jornadas celestiais geralmente aparece o tema da transformação angelical. - A transformação da pessoa é feita à semelhança de uma mudança de veste, é uma metamorfose (p. 94). - A transformação de alguém em seu estado imortal é descrita como esse alguém se tornando uma figura angélica (p. 96).
  8. 8. - A discussão mais longa de Paulo sobre esses temas acontece em 2 Cor 3,18–4,6: → refletimos como num espelho a glória do Senhor → somos transfigurados nessa mesma imagem (p. 112-121). - Daqui se inicia a transformação como evento contínuo que culminará na Parusia. - Havia cristãos cuja fé em Jesus somente completou suas crenças anteriores, no judaísmo. - Paulo é um fariseu cuja fé em Cristo transformou seu judaísmo, e mais ainda, sua conversão faz uma diferença palpável em seu cristianismo, criando uma nova compreensão sobre a missão de Jesus (p. 130).
  9. 9. 4. A conversão na sociedade de Paulo (p. 131-194): - Paulo falou dos estados internos através de vocabulários proféticos, extáticos ou místicos, que se aproximam dos termos modernos da conversão. - A expressão que Paulo mais usa nos seus escritos para descrever essa experiência é transformação. - No judaísmo (e depois no cristianismo), a conversão era uma escolha nova para uma ressocialização : - devido a uma falta encontrada no mundo; - Resultando na construção de uma nova estrutura de identidade a partir do novo grupo;
  10. 10. - o convertido não tinha amnésia, mas dava novo significado a tudo que havia conhecido; - a conversão inicia um processo de compromisso com o grupo - A conversão gradual era o padrão típico e esperado, pedagogicamente as seitas ofereciam suas verdades. - O cristianismo não foi a única seita judaica a fazer “proselitismo”, seu estilo “proselitista” estava enraizado no judaísmo, embora tenha feito missão mais que todas as outras seitas - os outros grupos: pouco interessadas numa missão gentílica,se limitavam a judeus de outras seitas.
  11. 11. - As primeiras lições que os prosélitos recebiam eram desprezar os deuses. - O judaísmo foi acusado de intolerância, ou seja, de provocar antipatriotismo e desamor às famílias. - Por isso os judeus tentavam provar superioridade moral através de regras de comportamento. - Dentre os judeus helenistas exigiam apenas ritos simbólicos da vida judaica em geral e não representativos de um ritual específico de conversão - O apócrifo José e Asenath é o modelo do proselitismo no mundo helenista.

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