Religião de Jesus Fonte : Artigo de Sérgio Biagi Gregório
Religião de Jesus   <ul><li>SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Conceito: 2.1 Religião; 2.2. Jesus Cristo. 3. Contexto Histórico da...
1. INTRODUÇÃO   <ul><li>Professava Jesus alguma religião? Qual o alcance que devemos dar ao termo religião? Devemos ter um...
CONCEITO  RELIGIÃO <ul><li>A palavra religião é de origem latina ( religio ). O significado não é claro. Cícero (106-43 a....
JESUS CRISTO <ul><li>Jesus Cristo (de  Jesoûs , forma grega do hebraico  Joxuá , contração de  Jehoxuá , isto é, &quot;Jeo...
CONTEXTO HISTÓRICO DA VINDA DE JESUS   <ul><li>3.1. JUDAÍSMO </li></ul><ul><li>O povo judeu, ao qual Jesus e os apóstolos ...
O MESSIAS   <ul><li>A idéia de um messias geralmente atribuída ao Judaísmo, é historicamente anterior e encontra-se em out...
O PROBLEMA DA RELIGIÃO   <ul><li>Esta palavra, como tantas outras, quando estudada em profundidade, traz dificuldade de en...
JESUS CRISTO   NASCIMENTO E INFÂNCIA <ul><li>A história de Jesus, tal como se processou sua vida, é muito difícil de se re...
A PREGAÇÃO   <ul><li>Contava trinta anos quando começou a pregar a &quot;Boa Nova&quot;. Compreende a sua vida pública um ...
A RELIGIÃO DE JESUS   <ul><li>Em que se funda a religião de Jesus? Onde podemos encontrar argumentos para fundamentar a su...
EVANGELHO  <ul><li>O Evangelho é a única fonte fidedigna da vida e missão de Jesus Cristo.  </li></ul><ul><li>Esta palavra...
JESUS E OS APÓSTOLOS   <ul><li>Em muitos aspectos, a relação entre Jesus e seus discípulos era semelhante às relações entr...
AS INSTRUÇÕES AOS DISCÍPULOS   <ul><li>&quot;A estes doze enviou Jesus, dando-lhes as seguintes instruções: Não tomeis rum...
CONCLUSÃO   <ul><li>Como vimos, Jesus não teve uma religião no sentido ortodoxo do termo, mas deixou-nos todos os fundamen...
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA   <ul><li>BATTAGLIA, 0.  Introdução aos Evangelhos — Um Estudo Histórico-crítico . Rio de Janeiro,...
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  1. 1. Religião de Jesus Fonte : Artigo de Sérgio Biagi Gregório
  2. 2. Religião de Jesus <ul><li>SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Conceito: 2.1 Religião; 2.2. Jesus Cristo. 3. Contexto Histórico da Vinda de Jesus: 3.1. Judaísmo; 3.2. O Messias. 4. O Problema da Religião. 5. Jesus Cristo: 5.1. Nascimento e Infância; 5.2. A Pregação; 5.3. A Perspectiva da Cruz. 6. A Religião de Jesus: 6.1. Evangelho; 6.2. Jesus e os Apóstolos; 6.3. As Instruções aos Discípulos. 7. Conclusão. 8. Bibliografia Consultada. </li></ul>
  3. 3. 1. INTRODUÇÃO <ul><li>Professava Jesus alguma religião? Qual o alcance que devemos dar ao termo religião? Devemos ter uma religião ou sermos religiosos? </li></ul><ul><li>Estas e outras questões são pertinentes a este assunto. </li></ul><ul><li>Assim, o nosso objetivo é enaltecer o ser religioso que há dentro da cada um de nós, independentemente da religião que venhamos a professar. </li></ul>
  4. 4. CONCEITO RELIGIÃO <ul><li>A palavra religião é de origem latina ( religio ). O significado não é claro. Cícero (106-43 a. C.) no De Natura Deorum afirma que a palavra vem da raiz relegere (&quot;considerar cuidadosamente&quot;), oposto de neglere , descuidar. Já Lactâncio, escritor cristão (m. 330 d.C.), diz que vem de religare (&quot;ligar&quot;, &quot;prender&quot;). Para Cícero, a religião é um procedimento consciencioso, mesmo penoso, em relação aos deuses reconhecidos pelo Estado. Para Lactâncio, a religião liga os homens a Deus pela piedade. Um termo de partida e um de chegada, em que princípio e fim são os mesmos. As duas raízes complementam-se. (Enciclopédia Luso-Brasileira) </li></ul>
  5. 5. JESUS CRISTO <ul><li>Jesus Cristo (de Jesoûs , forma grega do hebraico Joxuá , contração de Jehoxuá , isto é, &quot;Jeová ajuda ou é salvador&quot;, e de Cristo, do grego Christós , corresponde ao hebraico Moxiá , escolhido ou ungido). </li></ul>
  6. 6. CONTEXTO HISTÓRICO DA VINDA DE JESUS <ul><li>3.1. JUDAÍSMO </li></ul><ul><li>O povo judeu, ao qual Jesus e os apóstolos pertenciam, fazia parte do grande império romano que estendia as asas das suas águias do Atlântico ao Índico. O jugo romano, porém, pesava de modo especial sobre a Palestina ao contrário dos outros povos. </li></ul><ul><li>O ambiente histórico-religioso em que os ensinamentos de Jesus floresceram é o do judaísmo, formado e alimentado pelos livros sacros do Antigo Testamento, condicionado pelos acontecimentos históricos, pelas instituições nas quais se encontrou inserido e pelas correntes religiosas que o especificaram. </li></ul><ul><li>Embora o cristianismo seja uma religião revelada, diferente da judaica, apareceu historicamente como continuação e aperfeiçoamento da revelação dada por Deus ao povo de Israel. Jesus era um judeu, que nasceu e viveu na Palestina. Os apóstolos eram todos da sua gente e da sua religião. (Battaglia, 1984, p. 118) </li></ul>
  7. 7. O MESSIAS <ul><li>A idéia de um messias geralmente atribuída ao Judaísmo, é historicamente anterior e encontra-se em outras crenças, entre vários povos. Ela é explicada, porém, com base na concepção de um passado remoto em que os homens teriam vivido situação melhor e que voltaria a existir pela mediação entre os homens e a divindade, de um Salvador. </li></ul><ul><li>Emmanuel entretanto explica que os Capelinos, ao serem recebidos por Jesus, teriam guardado as reminiscências de seu planeta de origem e das promessas do Cristo, que as fortalecera ao longo do tempo, &quot;enviando-lhe periodicamente os seus missionários e mensageiros. </li></ul><ul><li>Os enviados do infinito falaram na china milenar, no Egito na Pérsia etc. </li></ul><ul><li>Entre os judeus a idéia do Messias Salvador surge entre os séculos IV e III a. C. pela literatura profética. É o ungido, o enviado de Iavé com a missão de instaurar o reino de Deus no mundo. (Curti, 1980, p. 35) </li></ul>
  8. 8. O PROBLEMA DA RELIGIÃO <ul><li>Esta palavra, como tantas outras, quando estudada em profundidade, traz dificuldade de entendimento. </li></ul><ul><li>Depois de evocada, vem à nossa mente um sistema de crenças, cuja ortodoxia dogmática deve ser seguida pelos seus adeptos. </li></ul><ul><li>O Espírito Emmanuel, contudo, esclarece-nos a diferença entre religiões e religião: religião é o sentimento divino que une a criatura ao Criador; as religiões são organizações dos homens, falíveis e imperfeitas como eles próprios, embora dignas de todo o acatamento pelo sopro de inspiração superior que as faz surgir. </li></ul><ul><li>Assim, se quisermos falar em RELIGIÃO DE JESUS, não podemos nos prender a nenhuma ortodoxia existente, mas ao sentimento que une o indivíduo a Deus. Negligenciando esta observação, podemos cair em graves erros e discussões infindáveis que não nos levam a lugar nenhum. </li></ul>
  9. 9. JESUS CRISTO NASCIMENTO E INFÂNCIA <ul><li>A história de Jesus, tal como se processou sua vida, é muito difícil de se reconstituir hoje, porque os Evangelhos são praticamente a única fonte existente a fornecê-la, e eles descrevem muito mais o que Jesus vem a significar, após a sua morte para a Igreja, do que os fatos tal como aconteceram. </li></ul><ul><li>O Evangelho nos diz que para fugir à matança das crianças, a Sagrada Família julgou conveniente fugir para o Egito. Depois da morte de Herodes regressou do exílio e estabeleceu-se em Nazaré, na Galiléia. Aí passou Jesus a infância e a juventude, exalçando pelo exemplo, como operário na oficina de José, a dignidade do trabalho, no qual a Antigüidade vira unicamente a função própria do escravo. </li></ul><ul><li>Além disso, pouco ou nada se sabe acerca de sua infância. Lucas limita-se a dizer que &quot;...crescia e se fortalecia cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre Ele&quot;. (Lucas, 2, 40) Narra-se que certa vez, na Páscoa, quando contava 12 anos, seus pais o perderam, reencontrando-o só após três dias &quot;...assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. E todos que o ouviam admiravam a Sua inteligência e respostas&quot;. (Lucas, 2, 46 e 47) </li></ul>
  10. 10. A PREGAÇÃO <ul><li>Contava trinta anos quando começou a pregar a &quot;Boa Nova&quot;. Compreende a sua vida pública um pouco mais de três anos (27 a 30 da era cristã). Utilizou-se, na sua pregação, o apelo combinado à razão e ao sentimento, por meio de parábolas ilustrativas das verdades morais. </li></ul><ul><li>As duas regiões de sua pregação: </li></ul><ul><li>1) Galiléia (Nazaré) - as cercanias do lago de Genesaré e as cidades por ele banhadas, e principalmente Cafarnaum, centro a atividade messiânica de Jesus; </li></ul><ul><li>2) Jerusalém - que visitou durante quatro vezes durante o seu apostolado e sempre por ocasião da Páscoa. </li></ul><ul><li>Na Galiléia, percorrendo os campos, as aldeias e as cidades, Jesus anunciava às turbas que o seguem o Reino de Deus; é aí, também, que recruta os seus doze apóstolos e os prepara para serem as suas testemunhas. Ao mesmo tempo, vai realizando milagres. </li></ul><ul><li>Em Jerusalém, continuamente perseguido pela hostilidade dos fariseus (seita muito considerada e muito influente, que constituía a casta douta e ortodoxa do judaísmo), ataca a hipocrisia deles e esquiva-se às suas ciladas. Como prova de sua missão divina, apresenta-lhes a cura de um cego de nascença e a ressurreição de Lázaro. (Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira) </li></ul>
  11. 11. A RELIGIÃO DE JESUS <ul><li>Em que se funda a religião de Jesus? Onde podemos encontrar argumentos para fundamentar a sua existência? </li></ul>
  12. 12. EVANGELHO <ul><li>O Evangelho é a única fonte fidedigna da vida e missão de Jesus Cristo. </li></ul><ul><li>Esta palavra vem do grego euangelion e significa &quot;boa notícia&quot;, &quot;boa nova&quot;. Buscando o conteúdo narrado por Mateus, Marcos, Lucas e João, teremos os subsídios necessários para a compreensão da religião de Jesus, ou seja, da boa nova que ele quis nos passar. </li></ul><ul><li>Observe que Allan Ka rdec, na introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo escolhe, dentre as 5 divisões, o ensino moral, o único que não está afeito a controvérsias, podendo, inclusive, unir todas as crenças em torno da sua mensagem universalista. </li></ul>
  13. 13. JESUS E OS APÓSTOLOS <ul><li>Em muitos aspectos, a relação entre Jesus e seus discípulos era semelhante às relações entre o rabino hebreu e seus discípulos. </li></ul><ul><li>Os rabinos ou doutores da Lei reuniam em torno de si muitos discípulos, aos quais transmitiam a sua doutrina. Esses discípulos, por seu turno, podiam tornar-se rabinos e continuar a tradição que tinham recebido. </li></ul><ul><li>Os hebreus consideravam o próprio Jesus como um rabino que tinha os seus discípulos. </li></ul><ul><li>As relações entre Jesus e seus discípulos não eram exatamente iguais às relações que havia entre um rabino e seus discípulos. </li></ul><ul><li>Jesus pedia uma adesão pessoal mais completa do que aquela que era pedida pelos rabinos. O seu discípulo deveria estar disposto a abandonar pai, mãe, filho e filha, a tomar a sua cruz e dar a vida no seguimento de Jesus. Como seu mestre, os discípulos deveriam abandonar suas casas, ficando sem ter onde repousar a cabeça. (Mackenzie, 1984) </li></ul>
  14. 14. AS INSTRUÇÕES AOS DISCÍPULOS <ul><li>&quot;A estes doze enviou Jesus, dando-lhes as seguintes instruções: Não tomeis rumo aos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos; mas, de preferência, procurai as ovelhas perdidas da casa de Israel; e, à medida que seguirdes, pregai que está próximo o reino dos céus. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, purificai leprosos, repeli demônios; de graça recebestes, de graça dai. </li></ul><ul><li>Não vos provereis de ouro, nem de prata, nem de cobre nos vossos cintos; nem de alforje para o caminho, nem de duas túnicas, nem de sandálias, nem de bordão: porque digno é o trabalhador do seu alimento. </li></ul><ul><li>E em qualquer cidade ou povoado em que entrardes, indagai quem neles é digno; e aí ficai até vos retirardes. Ao entrardes na casa, saudai-a; se, com efeito, a casa for digna, venha sobre ela a vossa paz; se, porém, não o for, torne para vós outros a vossa paz. </li></ul><ul><li>Se alguém não vos receber, nem ouvir as vossas palavras, ao sairdes daquela casa ou daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés&quot;. (Mateus, 10, 5 a 14) </li></ul>
  15. 15. CONCLUSÃO <ul><li>Como vimos, Jesus não teve uma religião no sentido ortodoxo do termo, mas deixou-nos todos os fundamentos para a verdadeira religião, aquela que une todas as almas crentes num vínculo comum, em que o amor se expressa como o alimento de todas as almas. </li></ul>
  16. 16. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA <ul><li>BATTAGLIA, 0. Introdução aos Evangelhos — Um Estudo Histórico-crítico . Rio de Janeiro, Vozes, 1984. CURTI, R. Monoteísmo e Jesus . São Paulo, FEESP, 1980. Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura . Lisboa, Verbo, s. d. p. </li></ul><ul><li>Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira . Lisboa/Rio de Janeiro, Editorial Enciclopédia, s.d. p. Polis - Enciclopédia Verbo da Sociedade e do Estado . Lisboa/São Paulo, Verbo </li></ul><ul><li>Artigo de Sergio B. Gregório </li></ul>
  17. 17. Organização: Graça Maciel www.luzdoespiritismo.com

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