ÍndiceUm título por mês…....................................................3Não aguento mais! ..............................
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Um título por mês…       Queríamos que os nossos alunos escrevessem mais. Mais e melhor. Quegostassem de escrever e do que...
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OutubroNão aguento  mais!     5
Hoje zanguei-me com a minha melhor amiga.          A minha mãe só faz peixe ao almoço.          O meu irmão tira macacos d...
Não aguento maisEsta vida desgraçadaMas não perco jamaisUma bela futebolada!Não aguento maisDe tanto correrDepois desta co...
⎯ Estou farta disto, não dá para aguentar mais! Vida de estudante não é paramim. Isto de escola não é a minha onda… Para q...
Neste poema vou escreverAquilo que já não posso ver.Os amigos estão-se a zangarMas eu nem quero imaginar!...Os amores vão-...
Pois é! Há por aí um cromo que não me larga. Agora deu para dizer que estáapaixonado por mim! Mas que seca! Já não me cheg...
Não aguento mais estar sem ti.Não te poder beijar nem abraçar.No teu olhar eu fico;é contigo que quero dançar.Não podes ne...
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NovembroUma ideiabrilhante    13
Na aula de ciências a professora propôs-nos que inventássemos uma máquina!Qualquer coisa extraordinária!       Em casa est...
Tive uma ideia brilhanteUm dia quando acordeiConstruí umas asas de papelDepois de um muro saltei.O resultado desta invençã...
Uma ideia brilhante foigostar de ti.Uma ideia brilhantefoi amar-te assim.Não sei o que é amarmas espero que seja o que sin...
Uma ideia brilhante tive eu!Eis o que sucedeu:Estava a pensar no futuroEu já bem maduro...Terei eu, então,Uma felicidade s...
Tive uma ideia brilhante:Pegar em três livros de cada vezE, numa velocidade constante,Ir estudar para Português!Ir estudar...
Ao olhar para uma estrela,                   A minha mulher ligou,Tive uma ideia brilhante:                    Estava muit...
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DezembroUm anjo de almofada    21
Era uma vez um casal que tinha uma filha chamada Clara de 13 anos. A família erarica, mas bondosa.   Nos primeiros dias de...
Um anjo de almofadaÉ uma coisa gira de fazer!Já dizia a avó MafaldaO que é bonito é para se ver!!!O anjo de almofadaÉ o te...
Muito cedo, muito cedo, acordava um anjinho pequenino bem lá em cima na copado céu.      Todos os dias tinha a mesma rotin...
Um anjo de almofadaÉ uma coisa muito bela;Não entra pela portaMas sim pela janela.De vez em quandoEntra pela cozinhaE em v...
Havia um anjo feito de almofadaque sempre que caíanunca se magoava.O seu corpo era feito de penasnada mais, apenas… penas!...
Mais um texto? Eh pá, isto para mim é de mais! Não vou conseguir!Certamente. Falar sobre “um anjo de almofada” é um pouco ...
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JaneiroDa minha janela       29
Da minha janela costumo ver pessoas, casas, carros e não se costuma ouvirquase barulho nenhum.       Um dia estava eu à ja...
Da minha janela vejo um futuro próximo, feliz e fantástico…       Vejo as pessoas de quem gosto a ultrapassarem dificuldad...
Da minha janelaVejo o Sol a brilharVejo uma menina tão belaÉ pena é não a apalpar...Ai que bela janelaQue eu arranjei!A ve...
A minha janela é enorme e bonita.           Numa tarde de Verão, já o sol se punha, fui para a janela. Era uma janelamágic...
Da minha janelaEu vejo o marCristalino e saltitante,Como me faz sonhar!Quando está calmoEu vejo a amizadeO puro silêncio,A...
Da minha janelaVejo muitas opçõesTodas elas trancadasAtrás de portões.Da minha janelaSinto um vento forteTenho uma visão d...
A janela do meu quarto é por vezes um momento de paragem na minha vida,para poder pensar no que me está a acontecer. Eu se...
FevereiroO vesgo, o coxo e   o marreco        37
Era uma vez um vesgo que não via um palmo à frente do nariz. Era o homem com osolhos mais tortos do mundo.    Também havia...
Um dia um coxoAndava a passearSempre de roxoE de nariz no ar.Vê uma miúdaPôs-se logo a olhar.O vesgo, coitado,Isso não pod...
Ia o marreco todo torto,ia o coxo quase morto,e ia um velho que eravesgo porque era do F.C. Porto.O marreco era o João,o c...
Na vila do Samoco, havia três homens que passavam grande parte do seu dia natasca do senhor Zé. Estes homens tinham histór...
O vesgo, o coxo e o marreco são três amigos assim um bocado para o... como hei-de expressar isto para o papel? São assim u...
O vesgo não vê de um olhoFica até bem engraçado!Quer olhar para todo o ladoMas fica tão baralhado!O coxo, da perna direita...
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Março  Essa portaainda por abrir       45
Será verdade ou pura imaginação?Será que existe ou é um belo sonho?Dizem que é uma porta mágicaUma porta para a fantasia…U...
Aquela porta que ainda não abrisempre estive a pensaro que é que está ali.Aquela porta que ainda não abriserá que tem brin...
Portas por abrir ou por fechar… Tudo na nossa vida se resume a “portas”.       Para eu nascer, uma “porta” se abriu! A min...
Tenho os meus sonhos, objectivos,tenho os meus “manos” e os meus amigos,gosto de música e de desenho,e eles são a maior pa...
Por abrir estava a portaDo terraço do Augusto,Mas nunca tive coragemNão queria apanhar um susto!Porquê medo de um sustoSe ...
Estava frio e vento…                  Dão as doze badaladasOuve-se o barulho de uma porta        E o bandido dirige-se ao ...
Há ainda uma porta que falta abrir na minha vida. Sei que essa porta vai serdecisiva. É certo que não vai ser a mais impor...
MaioDesta é que foi!...         53
- Nunca vou ser eu a ganhar o texto do mês! Eu bem me esforço mas nãoconsigo!        - O teu esforço não está a ser sufici...
Chegou-me a inspiraçãoDepois de muito tentar,Desta vez é que foiEu consegui versar!Para as quadras não tenho jeito,Sou até...
Esperei por este momentoque guardo com simpatiaas rimas que vou contarhei-de recordá-las um dia.Estas rimas imperfeitasfi-...
Pensava que era desta,E afinal ainda não foi!A velha é resmungonaE mesmo assim ainda não se foi!A velha era resmungonaE er...
Passava a vida a tentar,             Fui a grande velocidadeColocava os meus patins,             Para essa bela cidade.Mas...
Andava um pastor descansadoCoxo, mas feliz e contenteA passear o seu gadoNo deserto ardente!Pode parecer estranho,Mas o Ma...
No passado dia 8, na aula de Língua Portuguesa do 9º B da Escola BásicaIntegrada de Bucelas, a professora conseguiu pôr to...
Desta vez é que ganhei coragem.Ela é uma deusa, parece uma miragem.Aquele corpo que deus demorou a desenharÉ de deixar qua...
É desta que o meu texto fica afixado no átrio da escola!        Bom, todos (ou quase todos) escreveram um texto sobre a es...
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Antologia 07 08

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  2. 2. ÍndiceUm título por mês…....................................................3Não aguento mais! ......................................................5Uma ideia brilhante ..................................................13Um anjo de almofada................................................21Da minha janela.......................................................29O vesgo, o coxo e o marreco ........................................ 37Essa porta ainda por abrir .......................................45Desta é que foi!..........................................................53 1
  3. 3. 2
  4. 4. Um título por mês… Queríamos que os nossos alunos escrevessem mais. Mais e melhor. Quegostassem de escrever e do que escreviam… E, claro, que gostassem também de ler…Será um exagero (uma hipérbole, portanto) afirmar que já não aguentávamos mais,mas… gostávamos de mudar alguma coisa. Pensámos no seguinte: seleccionaríamos mensalmente um título para que emtodas as turmas (de 2º e 3º ciclos) se redigissem (em aula) textos. Em seguida, escolher-se-ia em cada turma o texto que fosse considerado o melhor. Posteriormente, asprofessoras de Língua Portuguesa seleccionariam uma produção escrita por ano deescolaridade (5º, 6º, 7º, 8º e 9º anos e Cursos de Educação e Formação), que seriaexposta. Pareceu-nos “Uma Ideia Brilhante”, pelo que resolvemos avançar com ela. Ficámos maravilhadas: o primeiro título originou trabalhos ainda melhores que oesperado! Contudo, essa ideia brilhante nem sempre gerava títulos igualmente brilhantes…Ouviram-se lamentos: “falta-me a imaginação!”, “quem é que escolhe estes títulos?”…Por vezes parecia-nos difícil seleccionar um título para ambos os ciclos. Por outro lado,tentávamos diversificar: em determinado mês seleccionar um título mais “poético”(“Da minha janela…”), noutro um mais engraçado (“O Vesgo, o Coxo e o Marreco”). Pela Primavera pareceu abrir-se novamente a porta da imaginação e, quase nofinal do ano, foi mesmo caso para afirmar “Desta é que foi!...” Esta antologia reúne 47 dos cerca de 2.100 textos (!) escritos no âmbito desteprojecto, que esperamos futuramente estender às turmas de 1º ciclo e pré-escolar doagrupamento. Cada capítulo inclui os textos subordinados a determinado título que estiveramexpostos numa das vitrinas do átrio da escola sede ao longo do ano lectivo: Não aguento mais! (mês de Outubro) Uma Ideia Brilhante (mês de Novembro) Um Anjo de Almofada (mês de Dezembro) Da minha janela… (mês de Janeiro) O Vesgo, o Coxo e o Marreco (mês de Fevereiro) Essa porta ainda por abrir (meses de Março e Abril) Desta é que foi!... (mês de Maio) Quando o Conselho Executivo nos propôs asua edição, aderimos imediatamente. Graças à parceria com a BE/CRE e às ilustraçõesdos títulos – também elas de alunos da nossa escola – seleccionadas pelo professorCarlos Marques, foi possível a presente antologia. Esperamos que gostem tanto de a ler como nós! As professoras de Língua Portuguesa, Ana Mafalda Marques Ana Rita Basto Ana Paula Sempiterno Carla Santos Elisabete Soalheiro Isabel Araújo Sandra Nunes 3
  5. 5. 4
  6. 6. OutubroNão aguento mais! 5
  7. 7. Hoje zanguei-me com a minha melhor amiga. A minha mãe só faz peixe ao almoço. O meu irmão tira macacos do nariz e cola-os no cabelo das minhas bonecas. O meu pai trata-me como se eu tivesse quatro anos. “Eu já não aguento mais!” Tenho uma família de doidos! Ia para a escola, num belo dia de sol, de mini-saia e com um top. Quando ia asair de casa, nem acreditam… Começou a chover! Tive de voltar para casa e trocar deroupa. Cheguei à escola atrasada e, ainda por cima, levei um recado na caderneta. Fui para casa e mostrei a caderneta à minha mãe que não parou de me chatear acabeça! O meu gato tinha comido o meu peixe. As minhas melhores calças estavam sujas. E depois, para finalizar, ainda soube que tive zero no teste de LínguaPortuguesa! Fui ver se fazia as pazes com a minha melhor amiga, mas ela atirou-me comum copo de água em cima… “Não aguento mais…” Kateryna Petreanu, 5º A 6
  8. 8. Não aguento maisEsta vida desgraçadaMas não perco jamaisUma bela futebolada!Não aguento maisDe tanto correrDepois desta correriaSó espero vencer!Não aguento maisJá estou cansadoSó espero da vidaNão ser mal amado!Não aguento maisEsta vida familiarMas eu seiQue tenho de aguentar…Não aguento maisEste planeta de racismoMais uns anosTorna-se um fanatismo! Otniel Marques, 6º D 7
  9. 9. ⎯ Estou farta disto, não dá para aguentar mais! Vida de estudante não é paramim. Isto de escola não é a minha onda… Para que me interessa aprender História?Ciências? Físico-química? Porque é que tenho de aprender Inglês? Ou Francês? Eu estouem Portugal, não estou noutro país qualquer! ⎯ resmungava a Susana no carro acaminho da escola. ⎯ Pára de reclamar, Susana. Se tens essas disciplinas todas é porque os teusprofessores acham bem que vocês aprendam mais coisas sobre Portugal e os outros países. ⎯ Fogo, mãe, outros países? Tipo… Estou em Portugal! O que é que eu tenho a vercom as outras línguas? O que é que me interessa a forma como os reis viveram, ou asbatalhas que ganharam? Ai, mãe, aquilo é uma seca! Já sei ler, já sei escrever, já seifazer contas! O resto não me interessa! Joana Rita Gonçalves 7º A 8
  10. 10. Neste poema vou escreverAquilo que já não posso ver.Os amigos estão-se a zangarMas eu nem quero imaginar!...Os amores vão-se perderMistérios que não quero perceber.A família sempre a ajudarAlgo em que adoro pensar.Na escola vamos aprenderMil e uma coisas que não sabemos fazer.À vida não vamos mentirPois é ela que temos de seguir.A felicidade não podemos medirSó a conseguimos sentir.Podia falarE nunca mais acabar…Só sei que não vou aguentar!Tal não significa não gostar…É que estas rimasQue estive a escreverSão palavras escritasQue alguém vai perceber! Elisabete Custódio 8ºB 9
  11. 11. Pois é! Há por aí um cromo que não me larga. Agora deu para dizer que estáapaixonado por mim! Mas que seca! Já não me chegava ter que aturar os profes naescola, agora aturo os filhos deles... Sim, porque o dito cujo cromo é filho do "stor" degeografia, que por sinal é outro cromo. Enfim, tal pai tal filho... No outro dia, o rapaz chega-se junto da minha mãe e diz-lhe: "Dona Carolina,quero pedir a mão da sua filha em namoro!". Claro que a minha mãe desata àsgargalhadas! Coitado do rapaz, tem ar de parolo: usa camisinha aos quadrados,calcinhas de bombazina e sapatinhos de vela a condizer com os suspensórios e a gravata. Não aguento mais! Há coisa de três dias, enfia-se no autocarro a meu lado (como se aquele fosse oautocarro que ele costuma apanhar), e sai na mesma paragem que eu. "Para quê?"Perguntam vocês… Para fazer uma declaração de amor em frente dos meus vizinhos!Mas que grande melga, não me larga por um minuto que seja! Qualquer dia nem sei oque lhe faço. A paciência tem limites! Ontem fez-me uma serenata às onze da noite."São horas de chatear alguém com parvoíces?" ⎯ perguntei eu, ao que ele respondeu:"O amor não tem hora para se demonstrar, minha princesa encantada". Nãoimaginam a minha cara de parva. Nesse momento fechei a janela e ele lá se foi embora. Hoje na escola fiquei a saber que ele pediu transferência para a minha turma!Mas que tormento, assim não dá! O raio do miúdo é uma melga, e quem o atura soueu! Estou a desesperar! Grrrrrrrrr... NÃO AGUENTO MAIS!!! Marta Pereira 9ºB 10
  12. 12. Não aguento mais estar sem ti.Não te poder beijar nem abraçar.No teu olhar eu fico;é contigo que quero dançar.Não podes negar;mais vale dançares comigodo que dançarescom quem nunca te irá amar.Eu sei que te vais emboraà tua espera vou ficarEspero que não vás demorarporque sempre te irei amar.Quando vieres, estarei prontopara contigo casar.Quando estiveres pronta,o nosso casamento vai começar! Rafael Dinis Costa, CEF-2 11
  13. 13. 12
  14. 14. NovembroUma ideiabrilhante 13
  15. 15. Na aula de ciências a professora propôs-nos que inventássemos uma máquina!Qualquer coisa extraordinária! Em casa estive a pensar no que havia de fazer, até que tive uma ideia brilhante! - Já sei o que vou fazer! Vou inventar a máquina do futuro! Vou ser umacientista famosa! Fui fazendo o projecto… Era assim: a máquina era azul com um visor reluzentee tinha uns botões com números. Experimentei a máquina e… deu resultado! Coloquei o botão para o ano 2010 enem imaginam o que vi! A minha casa estava transformada num jardim zoológico.Tinha macacos, gorilas e até um rato! A minha mãe caiu para o lado, o meu pai fugiu a cavalo e a minhairmã…coitada! Correu para a casa de banho. E eu?! Eu estava dentro da barriga de umcanguru! No outro dia, na escola, é claro que a nota do meu trabalho foi Muito Bom! E de futuro, continuei a ser uma cientista e a fazer máquinas melhores mas aque deu mais prazer e causou mais orgulho foi aquela porque foi a primeira. Madalena Carvalho Lourenço - 5º A 14
  16. 16. Tive uma ideia brilhanteUm dia quando acordeiConstruí umas asas de papelDepois de um muro saltei.O resultado desta invençãoQue um dia eu fizSó deu mau resultadoAo aterrar parti o nariz.Mas não parei de inventarE umas andas fiz entãoAo correr e ao saltarCaí de rabo no chão.Não sou lá grande inventorNem tenho imaginaçãoInventar coisas malucas?Prefiro ter os pés no chão. Elton Jonhy, 6º C 15
  17. 17. Uma ideia brilhante foigostar de ti.Uma ideia brilhantefoi amar-te assim.Não sei o que é amarmas espero que seja o que sinto por ti,porque é muito melhor estar ao teu ladodo que estar aqui.Gosto de gostar de ti,Gosto de te ver assim.Nunca foi tão bomVer-te sorrir assim.Amo-te muito!Gosto muito de ti!Não sou nenhum Luís de Camões,mas estes versos são para ti. Hugo – 7ºB 16
  18. 18. Uma ideia brilhante tive eu!Eis o que sucedeu:Estava a pensar no futuroEu já bem maduro...Terei eu, então,Uma felicidade sem fim,Carro e casaSó para mim.Só para mim,Também não!Para meus filhos,Mulher e cão.O meu cãoSaberá conduzirDevido ao chipQue eu irei construir.Se o vou construirÉ porque terei uma empresa,De consolas ou computadores...Ainda não tenho a certeza.A minha brilhante ideiaÉ comprar um mealheiro,Para que, quando eu for grande,Tenha então muito dinheiro!! Rúben Vines 8ºB 17
  19. 19. Tive uma ideia brilhante:Pegar em três livros de cada vezE, numa velocidade constante,Ir estudar para Português!Ir estudar para PortuguêsNão é palhaçada!Ao ter uma ideia brilhante,Meti-me numa grande trapalhada!Ter uma ideia brilhanteÉ saber o que vou fazer:Para aprender Língua PortuguesaBasta treinar: ler e escrever. Bruno Magalhães, 9º A 18
  20. 20. Ao olhar para uma estrela, A minha mulher ligou,Tive uma ideia brilhante: Estava muito entusiasmada,Enviei uma carta à minha mulher Com a aquela voz meiga,E outra à minha amante. Via-se que estava apaixonada. Mas cheguei à conclusão que eraÀ minha amante disse que Só com uma que eu podia ficar.Ela era a minha inspiração, Viajei então sozinho,À minha mulher a musa Para poder calmamente pensar.Que move o meu coração. Liguei à minha amante e disse:A minha amante, quando abriu a carta, “Nosso amor chegou ao fim”,Ficou com o coração a palpitar, Descobri naquela altura quePorque viu que era com ela A minha mulher era tudo para mim.Que eu queria sempre ficar. Cheguei a casa e conteiA minha mulher, quando abriu a carta, À minha mulher que a tinha traído.Ficou com o coração iluminado, Que a culpa também era dela,Porque viu que era por ela “Vamos esquecer isto, marido”.Que estava muito apaixonado. Vejam bem que isto que fizA minha amante enviou-me uma carta Não é uma ideia brilhante.Contendo poemas de amor. Se um homem amar mesmo a sua mulher,Eu fiquei tão contente que lhe liguei Esse amor deve ser constante.E disse “Obrigado, amor”. João Brito, CEF 1 19
  21. 21. 20
  22. 22. DezembroUm anjo de almofada 21
  23. 23. Era uma vez um casal que tinha uma filha chamada Clara de 13 anos. A família erarica, mas bondosa. Nos primeiros dias de Dezembro. Como costume, Clara começou a montar a árvorede Natal e encontrou um enfeite que era um anjo deitado numa almofada, e pensou: - Que estranho! Nunca tinha visto este anjo! Mas não se preocupou e colou-o na árvore, que por fim tinha terminado. No dia de Natal a Clara adormeceu no sofá e enquanto dormia, o anjotransformou-se num menino e foi com a Clara até ao país dos sonhos! Clara fez muitas coisas divertidas! Passaram um dia maravilhoso! Mas tinham de voltar para casa. O anjo passou a ser um menino de verdade queandava sempre com a sua almofada! Clara e o anjinho-menino tornaram-se os melhores amigos e viveram muito felizes! Carolina Rodrigues da Costa, 5ºC 22
  24. 24. Um anjo de almofadaÉ uma coisa gira de fazer!Já dizia a avó MafaldaO que é bonito é para se ver!!!O anjo de almofadaÉ o teu guardiãoPois é ele que te guardaE te pega pela mão!Um anjo de almofadaÉ algo divertidoPode ser preto, branco e mais nadaOu então ser colorido.Um anjo coloridoFica bem mais divertido… Milene Padeiro, 6º D 23
  25. 25. Muito cedo, muito cedo, acordava um anjinho pequenino bem lá em cima na copado céu. Todos os dias tinha a mesma rotina. Acordava e voava com as suas minúsculasasas feitas de penas, cabecinha de algodão e olhinhos azuis. Chamavam-lhe o Anjo de Almofada pelas suas características físicas. Continuando a sua rotina… Dava uma vista de olhos lá de cima à cidade e, como estava sempre tudo bem,voltava para casa. Mas, naquele dia, havia um movimento estranho lá em baixo. Decidiu irespreitar. Quando chegou, escondeu-se dentro de uma chaminé e caiu. Todo coberto de cinzas,levantou-se e, quando deu por si, estava num quarto e o barulho era imenso. Reparou numa criança que gritava para a mãe: ⎯ Quero um brinquedo novo! A mãe insistia com ela que não tinha dinheiro para isso, mas é claro que ela nãopercebia. O Anjo de Almofada ficou com pena e ofereceu-se a si próprio para ser obrinquedo da criança. O Anjo falava com o menino e por isso ele dizia à mãe que o brinquedo eraespecial. Eram os melhores amigos e a pobre mãe em dinheiro e rica em alegria nuncachegou a perceber como o Anjo de Almofada tinha aparecido na vida do seu filho… Ana Vitorino, 7ºA 24
  26. 26. Um anjo de almofadaÉ uma coisa muito bela;Não entra pela portaMas sim pela janela.De vez em quandoEntra pela cozinhaE em vez de ir ao meu quartoVai ao quarto da minha irmãzinha.O anjo tem caracóisQue em noites deslumbrantesSe assemelham a faróisMesmo muito fascinantes!No sonhoDa minha noite passadaEle era o meu anjo de almofada… Rui Brito 8ºA 25
  27. 27. Havia um anjo feito de almofadaque sempre que caíanunca se magoava.O seu corpo era feito de penasnada mais, apenas… penas!Por fora era feito de tecido.Quando o bebé o agarrava,ficava todo torcido.Ele gostava de ser um anjo de verdade,mas para isso acontecerseria preciso haver muita caridade. Fábio Martins, 9º A 26
  28. 28. Mais um texto? Eh pá, isto para mim é de mais! Não vou conseguir!Certamente. Falar sobre “um anjo de almofada” é um pouco lamechas, não? Ainda pensei poder ter esperança de ganhar o texto do mês de Dezembro mas comum título como este não dá. Isto é bom é para aqueles que gostam de fazer poemas. “Umanjo de almofada” é mesmo aquela coisa tipo “asquerosa”, como diz a minha professorade L.P.. Não, eu este texto, com este título não faço! Vamos falar de futebol? Carros?Motas? É do que nós gostamos, não é destes títulos assim… Cada vez me desiludo mais. Chego a uma aula e dizem-me “faz um texto”, e eu“ya, na boa” mas depois dão-me este título!? Não é fácil aguentar. Vá, dêem títulosdecentes! Isto faz-nos pensar. Imaginem aquelas coisas lamechas no início do texto: “Aminha almofadinha…” ou “O meu anjo da guarda é a minha almofada...”. Bah, énojento! Bem, não posso falar muito mais deste texto, já sei que vou sofrer asconsequências mas pronto, não há-de ser nada! Fogo, arranjem títulos decentes!!! Sandro Carvalho, CEF 1 27
  29. 29. 28
  30. 30. JaneiroDa minha janela 29
  31. 31. Da minha janela costumo ver pessoas, casas, carros e não se costuma ouvirquase barulho nenhum. Um dia estava eu à janela e nem conseguia acreditar no que via e ouvia. As pessoas tinham-se transformado em extraterrestres, as casas, umas tinham otelhado, mas não tinham o resto e outras tinham o resto mas não tinham telhado. Os carros não tinham rodas e em vez de andar voavam. Pareciam autênticasnaves espaciais conduzidas por marcianos com três, quatro olhos e alguns nem sequertinham olhos. As árvores do jardim só tinham espinhos. Os cães pareciam um daquelesbrinquedos robots. As pessoas (extraterrestres) falavam como se fosse um livro de banda desenhada:tinham balões a sair pela boca. O barulho que se ouvia parecia sons de fantasmas, panelas a bater, buzinas…Tudo aquilo que não se consegue suportar. Fechei os olhos e passado algum tempo voltei a abri-los e dei comigo na cama. Afinal não tinha tudo passado de um pesadelo! E, da minha janela continuava a ver-se tudo aquilo que costumo ver. Cláudia Cavaca, 5ºC 30
  32. 32. Da minha janela vejo um futuro próximo, feliz e fantástico… Vejo as pessoas de quem gosto a ultrapassarem dificuldades e a concretizarem osseus sonhos… Vejo amor, fraternidade e amizade entre famílias, amigos e conhecidos… Vejo paz! Da minha janela vejo o passado. Recordações boas que ficam para sempre mastambém recordações más, das quais não me quero lembrar. Vejo-me a dizer as primeiras palavras “papá” e “mamã”, a dar os primeirospassos e a observar o rosto dos meus pais a olharem para mim felizes e orgulhosos. Da minha janela vejo o presente, o que estou a viver agora, a minha juventude eadolescência e a alegria de conviver com os meus amigos e familiares. Da minha janela Eu vejo o presente, É o tempo que interessa Para viver feliz e contente. Da minha janela Vejo um passado distante, Que não quero recordar De agora em diante. Da minha janela Vejo o futuro da humanidade, Quero ser um grande cientista E provar muita verdade. Bruno Silva, 6º B 31
  33. 33. Da minha janelaVejo o Sol a brilharVejo uma menina tão belaÉ pena é não a apalpar...Ai que bela janelaQue eu arranjei!A ver tanta coisa boaAté me arrepiei!Nunca mais vou sair de casaNem da janela.Já nem vou à caçaSó para dar uma olhadela.O que vejo da minha janelaÉ uma mulher de CamarateQue fez com que estas rimasFicassem um disparate...Desculpai o abusoQue acabais de ouvir,Mas isto foi sóPara vos divertir! Rúben Santos, 7º A 32
  34. 34. A minha janela é enorme e bonita. Numa tarde de Verão, já o sol se punha, fui para a janela. Era uma janelamágica, que conversava comigo e me ajudava a estudar e também me permitia ver o quese passava na rua: as pessoas, a serra, as flores…adoro a minha janela… Na tarde do dia seguinte, fui para a janela observar o que se passava lá fora.Foi naquele instante que, da minha janela, vi uma ambulância e a minha mãe deitadanuma maca. Corri para a rua para ver o que estava a acontecer. O meu pai ficou todonervoso. Ele não queria contar o que se passava: a minha mãe tinha cancro e teve de irpara o hospital. Eu chorei muito, mas a minha janela ajudou-me, acalmou-me, dizendoque ia correr tudo bem e o meu pai e avós, a mesma coisa… Passados uns dias, a mãe veio para casa. Não tinha cabelo e estava com arcansado. Eu fui agarrar-me a ela, cheio de saudades dos beijos dela e dos seus carinhos.O meu pai também me dá apoio… Num certo dia, já a minha mãe estava melhor, fomos dar um passeio eapanhar musgo, no jipe novo. O azar foi que ficámos na lama e tivemos de chamaroutro jipe para nos tirar de lá. Chegámos a casa e fomos lanchar e, entretanto, a minha mãe caiu dacadeira e bateu com a cabeça, pois teve uma recaída, pela segunda vez. Da minha janelavi a minha mãe a ir para o hospital… Fui para casa de umas pessoas amigas do meupai, com a minha irmã. Eles animaram-me mas, um dia depois, o meu pai foi buscar-nos e dar-nos a notícia que a minha mãe tinha falecido. Eu e a minha irmã abraçámo-nos. O meu pai chorava. Custou muito, principalmente quando ia para a escola, poisgozavam comigo a dizer que eu era o menino sem mãe. Eu ainda só tinha quatro anos ea minha irmã, oito. Fomos viver todos juntos, os avós, os pais e a minha irmã, pois nósapoiávamo-nos uns aos outros. Custou muito, mas a vida continua e a minha mãesempre estará no meu grande coração. Da minha janela vi alegrias e desgostos. Todos os dias nós falamos da mãe, pois adoramo-la e adorá-la-emos parasempre. João Morais 7ºC 33
  35. 35. Da minha janelaEu vejo o marCristalino e saltitante,Como me faz sonhar!Quando está calmoEu vejo a amizadeO puro silêncio,A pura verdade…Se ficar bravoA tranquilidade acabou!Fica a fúriaQue o tempo guardou.Se fechar a janelaFecho o meu coraçãoA um mundo de beleza,Outro de solidão.Se quiserem amor,Felicidade e calma,Abram uma janelaDentro da vossa alma. Rúben Vines, 8ºB 34
  36. 36. Da minha janelaVejo muitas opçõesTodas elas trancadasAtrás de portões.Da minha janelaSinto um vento forteTenho uma visão de desesperoNão vou ter muita sorte.Da minha janelaVou desviar o olharPois se o vento volta,Não o vou suportar.Na minha janelaNão vou ficarTenho de sair delaPara lutar. Rodrigo, 9º A 35
  37. 37. A janela do meu quarto é por vezes um momento de paragem na minha vida,para poder pensar no que me está a acontecer. Eu sei que a vida não é um mar de rosasmas escusava de ser tão injusta para quem, como eu, está a sofrer por amor. Por vezes, abro a janela do sótão, onde fica o meu quarto, debruço-me sobre agrade da janela, a fumar um cigarro, e penso no porquê disto que me está a acontecer.Não tem explicação! Vivi momentos bons e momentos menos bons com a pessoa queamo. Foram cinco meses e, por esses meses, é inacreditável como, de um dia para ooutro, a pessoa que nós amamos nos diz que quer acabar tudo na relação. A minha janela ajuda-me muito a pensar sozinho, sem que ninguém me chateie,com o maravilhoso silêncio. Talvez poder desabafar com alguém não fosse pior mas, foraesta situação por que estou a passar neste momento, tenho confiado no silêncio danoite, debruçado sobre a grade da janela, a reflectir sobre muita coisa que tenhopassado. Para tudo o que me tem acontecido de há dois anos para cá na minha vida, eque não é nada pouco, há sempre um pequenino pensamento na janela que me tem dadosempre a solução. Não tenho medo nem vergonha da realidade que estou aqui a escrever, porquepara mim só é amigo quem não goza e felizmente posso dizer e escrever seja lá o que forque tenho confiança nas pessoas em redor da minha vida, e, sobretudo, na minhapreciosa janela. Hugo Serra, CEF1 36
  38. 38. FevereiroO vesgo, o coxo e o marreco 37
  39. 39. Era uma vez um vesgo que não via um palmo à frente do nariz. Era o homem com osolhos mais tortos do mundo. Também havia um homem que era mesmo marreco, que tinha um alto grande, queaté parecia ter uma pedra gigante em cima dele. Quando o homem marreco se queria sentar num banco do jardim tinha que ficarcom rabo fora do banco. Havia outro homem que coxo, mas era tão coxo, mas tão coxo que tinha de andarcom duas muletas. O homem vesgo disse ao homem marreco: -Oh, senhor marreco, sente-se bem quando se senta e o rabo não fica sentado? E o homem marreco disse assim para o outro homem que era vesgo: - Não me sinto bem quando não sento o meu rabo no banco. Mas, oh, senhor vesgo,consegue ver as mulheres giras que passam na rua? E o vesgo disse para o marreco: - Não consigo, não. O homem marreco e o homem vesgo viraram-se para o homem coxo e perguntaram: -E o senhor coxo, como tem andado? E o coxo disse para o vesgo: Como tem visto… E assim acabou a conversa do homem que não via, do outro que não podia sentar-see daquele que mal andava. Miguel Luís, 5ºB 38
  40. 40. Um dia um coxoAndava a passearSempre de roxoE de nariz no ar.Vê uma miúdaPôs-se logo a olhar.O vesgo, coitado,Isso não podia ver,Mal olhavaVia tudo a tremer.Com os olhos tortosSó queria renascerPara uma miúda surpreender.O marreco, esse então,Sempre de nariz no chãoNão se importava por isso,Passava a vida a cavar na hortaPara tentar esquecerA sua coluna torta! Eleutério Parreira, 6º D 39
  41. 41. Ia o marreco todo torto,ia o coxo quase morto,e ia um velho que eravesgo porque era do F.C. Porto.O marreco era o João,o coxo dormia no caldeirão,e o velho abriu os olhose agora é lampião.O apelido do marreco é “Ortigas”,o coxo dorme com formigas,e a alcunha do vesgoera o “Lombrigas”.O marreco mudou de nome e agorachama-se Danilo.O coxo fez um “piercing” no mamilo,e o vesgo fez uma tatuagem:“Amo-te Camilo”. Marco Carvalho, 7ºC 40
  42. 42. Na vila do Samoco, havia três homens que passavam grande parte do seu dia natasca do senhor Zé. Estes homens tinham histórias muito diferentes O Mário Jorge era um açoriano que toda a vizinhança tratava por Vesgo doSamoco porque, quando ainda era estudante, a caminho da escola, foi literalmenteatropelado por um besouro de asa negra que chocou contra o seu olho direito. O Venâncio Manco, quando era jovem, tinha o sonho de ser futebolista.Infelizmente, ainda bem pequenino, teve um acidente de viação que destruiucompletamente o seu triciclo e lhe provocou lesões permanentes na perna direita. Por último, Paulo Parreco, era conhecido não só por marreco mas também porFaná, sobretudo desde o dia em que, fugindo de uma ovelha do amigo Venâncio, caiunum buraco com um metro e meio, que certas crianças tinham aberto para fazer umapiscina. As consequências da queda são óbvias. Quando os três se encontram na tasca do Zé, há sempre festarola. É só ver adificuldade que esta gente tem em brindar… Não há meio de acertarem nos copos unsdos outros. Mas apesar dos seus problemas, são estes os três da vida airada da vila doSamoco: o vesgo, o coxo e o marreco… Rui – 8ºA 41
  43. 43. O vesgo, o coxo e o marreco são três amigos assim um bocado para o... como hei-de expressar isto para o papel? São assim um bocado para os tonhinhos, vá... ⎯ istopara ser simpática, porque eles são bem piores que uns simples tonhinhos. Uma noite, decidiram ir a um bar engatar miúdas. Imaginam, não é? Um vesgo,um coxo e um marreco. Uma noite divertida, não para eles... Os três amigos entram no bar, e cada um “finta” a sua miúda. O vesgo disfarçaos seus olhos tortos com uns óculos escuros (à noite, atenção!) e vai ter com a raparigaque está a dançar junto ao balcão: “Olá, muito boa noite.” diz o vesgo. “Boa noite.” diza rapariga. “Está uma noite bonita. Podíamos...”. Enquanto o vesgo fala, a raparigainterrompe: “És fã do Pedro Abrunhosa?”. Indignado, ele responde “Aprecio, mas nãopercebo o porquê da pergunta.”. “É que não está propriamente sol aqui, é de noite, penseique fosse uma moda ou isso!...”. “Ah, não! É só porque sou alérgica às luzes de bares!”inventa uma desculpa à pressão. Enquanto dança com a sua miúda, os óculos caem-lhe.Pronto, noite estragada para o vesgo... Agora é a vez do coxo chegar ao pé da menina que está junto à janela a apanharar... Para disfarçar que é coxo, chega junto dela a dançar, mas não se safa! A raparigadescobre-o. Outro com a noite estragada. Por último, o marreco tenta a sua sorte com uma rapariga que está debruçada aapertar o sapato. Vai ter com ela, mete conversa e... imaginem... a miúda levanta-se etambém é marreca, e fica feliz por encontrar alguém como ela, e que não a goze. Omarreco não disfarçou o seu problema, e a marreca gostou disso (pois tinha estado aobservar os três amigos desde a sua chegada). Passaram três meses. Casaram. Nove meses depois tiveram dois filhos, para osquais convidaram o vesgo e o coxo para padrinhos do casalinho de marrequinhos, querdizer, de gémeos. Marta Pereira, 9ºB 42
  44. 44. O vesgo não vê de um olhoFica até bem engraçado!Quer olhar para todo o ladoMas fica tão baralhado!O coxo, da perna direita!,Tem a mania que é esperto…Mas dele nada se aproveitaE até goza com o marreco!O marreco, pobre coitado,Por toda a gente é gozado!Mas pela família é honrado,Em casa e em todo o lado.O vesgo, o coxo e o marrecoCada história tão diferente…Mas têm os três um só desejo:Ser respeitados por toda a gente! João Luís, CEF2 43
  45. 45. 44
  46. 46. Março Essa portaainda por abrir 45
  47. 47. Será verdade ou pura imaginação?Será que existe ou é um belo sonho?Dizem que é uma porta mágicaUma porta para a fantasia…Um dia vi a porta…-Abre-te porta, portão!Dizia eu com o coração.Mas a porta trancadaContinuava fechada!Então já cansadaResolvi ficar calada,Mas a grande porta mágicaFicou na mesma cerrada. Kateryna Petreanu, 5ºA 46
  48. 48. Aquela porta que ainda não abrisempre estive a pensaro que é que está ali.Aquela porta que ainda não abriserá que tem brinquedos, comidaou roupa para mim?Aquela porta que ainda não abriserá que tem os meus amigos,pessoas, uma família para mim?Aquela porta que ainda não abriserá que tem OVNIs, ETs,ou coisas de outro mundo, longe daqui?Aquela porta que ainda não abriserá que tem o fim do mundo,o fim da minha vida ou mundo só para mim? Giovanny Lopes, 5ºB 47
  49. 49. Portas por abrir ou por fechar… Tudo na nossa vida se resume a “portas”. Para eu nascer, uma “porta” se abriu! A minha mãe foi a minha primeiraporta… Ela é a “porta” para a sensatez, para o amor, amizade, energia e sabedoria, ouseja, é aquela “porta” que estará sempre aberta para mim, a “porta da salvação”. Pela vida fora muitas portas tenho para abrir, portas essas que me trarão oconhecimento, a inteligência, a generosidade e o respeito por tudo o que me rodeia. As portas que ainda não abri e que não quero nunca abrir são as da incerteza,da violência, do ódio e do rancor, da fome e da guerra. Estas são portas que já foramabertas por muitos, mas estão à espera de serem fechadas por todos nós. Joana Roque, 6ºA 48
  50. 50. Tenho os meus sonhos, objectivos,tenho os meus “manos” e os meus amigos,gosto de música e de desenho,e eles são a maior parte de tudo o que eu tenho.Tenho a minha grande família,que eu deixei durante uns dias.Tenho as minhas melhores amigas,que são duas doces raparigas.Tenho aquelas amigas do coração…Lindas? Ah! Sim, elas são!Tenho aqueles amigos do peito,que considero perfeitos.Aprendi a gostar de Matemática.Ah! E também da Gramática!Mas História ainda estou a descobrir.Tenho essa porta ainda por abrir… Gabriela, 7º B 49
  51. 51. Por abrir estava a portaDo terraço do Augusto,Mas nunca tive coragemNão queria apanhar um susto!Porquê medo de um sustoSe sou um valentão?Foi então que ouvi dizer:«Quem tem medo, compra um cão!»Mas um cão não é seguro,Se por vezes nos ataca;Já o meu tinha medoAté de uma barata!Tal barata inofensivaQue não saía do ninho,Metia a cauda entre as pernas,Fugia que nem um coelhinho.Mas o terraço do AugustoQue era tão intrigante,Afinal continha apenasUma vista deslumbrante! Filipe, 8º A 50
  52. 52. Estava frio e vento… Dão as doze badaladasOuve-se o barulho de uma porta E o bandido dirige-se ao escritórioE o bandido entra por ali dentro. Mas logo dá de caras C’ o homem a vir do dormitório!Toc, toc, toc…É o barulho dos pés Depressa se escondeNo soalho velho e gasto E saca da sua armaBum! Não sabendo que a caseiraTanto cuidado para nada! É sonâmbula e andou na Força Armada!O raio do bandidoNão tem jeito para nada Vira-se e leva um safanão!Então não é que tropeça logo Que a mulher do caseiroNo tapete da entrada? É dura E não concede perdão!Logo o caseiro acorda a pensarQue tão grande sobressalto Na manhã seguinte,Era o ressonar da sua mulher, que, A caseira vai buscar o jornal“Possas!”, é mesmo alto! Dirige-se à entrada E vê o tapete desigual…Desce as escadasE vai à procura dos tampões Corre na direcção do escritório,Que são os seus melhores amigos Vê a porta destrancada,Em tais situações. Encontra os seus tampões E chega à conclusãoOra, os homens são mesmo assim… Que a casa fora assaltada!Ao descer a escada, tropeçaE faz um frenesim! Isabel Alves, 9.ºB 51
  53. 53. Há ainda uma porta que falta abrir na minha vida. Sei que essa porta vai serdecisiva. É certo que não vai ser a mais importante mas é fundamental para a vida dequalquer cidadão. Essa porta é a entrada para o mercado de trabalho. Todos sabemos que é muitoimportante que essa porta se abra nas nossas vidas, porque é com muito trabalho queconseguimos ter o que queremos. Uns querem entrar nessa porta muito cedo, outrosoptam pelo caminho mais certo: entrar tarde, depois de terem completado os seusestudos. Eu, infelizmente, não tenho grande escolha. Já tenho dezassete anos e estou aterminar o curso. Vou optar por abrir as portas do mundo do trabalho, porque acho queé o melhor para mim mas também sei que uma pessoa com o 9.º ano já não é muitoimportante. Assim, se tudo correr como eu penso, gostaria de tirar o 12.º ano, nem quefosse à noite. Com muito esforço e empenho vou fazer tudo por tudo para abrir portas que melevem a bons caminhos. É certo que vou ter muitas dificuldades, porque trabalhar de diae estudar à noite é muito duro e é preciso muita força de vontade. Só espero não me vir a arrepender mais tarde de ter aberto esta porta. Tenho anoção de que vou sentir muitas saudades da vida que tenho levado ao longo do meupercurso escolar. Bruno Quintão, CEF1 52
  54. 54. MaioDesta é que foi!... 53
  55. 55. - Nunca vou ser eu a ganhar o texto do mês! Eu bem me esforço mas nãoconsigo! - O teu esforço não está a ser suficiente! Tens de te concentrar! – dizia aprofessora de Língua Portuguesa enquanto a Catarina não parava de se lamentar. - Isso não é bem assim! Eu esforço-me muito! Cá para mim os professores é queestão sempre a embirrar comigo! Eu até acho que o meu texto era bem melhor que odela… - Ninguém embirra contigo, Catarina! O problema não são os professores, oproblema és tu! - Pois, pois… Vou mas é embora que esta conversa já não me está a agradar. No caminho para casa, Catarina falava sozinha… - Os professores têm a mania! Acham que temos sempre de fazer mais e melhor.Eu cá quando for grande não vou ser tão marrona! Não vou querer saber mais deestudar. Não me adianta de nada… - Estás a falar sozinha, Catarina? – perguntou-lhe a colega. - Sim, estou. Porquê? Há algum problema? - Já vi que estás de mau humor! - Eu não falo contigo, sua traidora! São sempre os teus textos que são escolhidose o meu até estava muito melhor do que o teu! - Ah! Ah! Deixa-me rir… Catarina, tu não escreveste quase nada e começaste afalar de um penico voador… Bom, eu nem vou continuar senão ainda vomito…. - Que injustiça! Como podes dizer uma coisa dessas? Outra vez no caminho para casa, Catarina encontrou um velho homem que, aovê-la muito triste, lhe perguntou por que razão estava assim. - Estou assim porque na minha escola nunca ganho o texto do mês! - E estás chateada só por causa disso? - E parece-lhe pouco? - Se queres ser seleccionada tens de puxar pela cabeça para as ideias saírem.Pensa como um escritor. Não deves afastar os teus amigos nem os teus professores porcausa de uma coisa que tu não és capaz de fazer. Acredita mais em ti e verás que quandomenos esperares vais ser capaz. - Achas mesmo? - Claro que sim! Deves tentar sempre até conseguir. Nunca desistas! Se queresmuito uma coisa tens de lutar por ela! - Obrigada por ter falado comigo. Já me sinto muito melhor. No dia seguinte, Catarina arrasou no texto do mês. Todos adoraram! Valeumesmo a pena! Kateryna Petreanu, 5ºA 54
  56. 56. Chegou-me a inspiraçãoDepois de muito tentar,Desta vez é que foiEu consegui versar!Para as quadras não tenho jeito,Sou até um pouco fraquinho,Esforço-me pela minha professoraQue me incentiva com carinho.Mas por mais que saia mal,Umas rimas escreverei de jeito,Hei-de conseguir fazerUmas quadras a preceito.Desta vez é que é…A professora vou conquistar!A sua simpatia e amizadeE uma nota de admirar. Ruben Magalhães, 6º B 55
  57. 57. Esperei por este momentoque guardo com simpatiaas rimas que vou contarhei-de recordá-las um dia.Estas rimas imperfeitasfi-las com muita paixãodesta é que foibateu-me fundo no coração!Será pancada de amor?Ou talvez de amizade...a realidade é que é destaque sinto capacidade.Desta é que foivoei nas asas do ventofazer estas rimas de amorliberta-me o pensamento!Desta é que foi,desta é que seráque o meu coração abriue nunca mais se fechará. Otniel Marques, 6º D 56
  58. 58. Pensava que era desta,E afinal ainda não foi!A velha é resmungonaE mesmo assim ainda não se foi!A velha era resmungonaE era viúva…O pior de tudoÉ que ela era meio burra!Sem nada mais p’ra fazerAndava a coscuvilharFoi até ir na ruaE um carro a apanhar!Desta é que foi…Foi parar ao hospital,Porque estava muito mal…Contudo, o seu grande problemaÉ mesmo ser anormal! Ana Rita Rodrigues, 7ºA 57
  59. 59. Passava a vida a tentar, Fui a grande velocidadeColocava os meus patins, Para essa bela cidade.Mas não ia a nenhum lugar Algo aconteceu à minha menteSem dar cabo dos rins! Pois tudo ficou diferente.Um dia decidi Para meu grande espanto,Que seria dessa vez, Quando ia a andar,Capacete e joelheiras, Dei uma pirueta no arLá fui com grande rapidez! E nem doeu assim tanto!Mas então sem saber como, O que estaria a acontecerNem sem saber os porquês, Para tal suceder?Tropecei numa pecinhaDum tabuleiro de xadrez. Foi então que descobri, Que o problema afinal,Era de qualquer maneira Não era meu nem do lugar,Mais uma tentativa falhada, Mas sim das rodas dos patinsEstava a minha breve carreira Que se estavam a soltar!Completamente arruinada…Procurei o senhor padre:- Seria alguma praga?Ele aconselhou-me a irA uma igreja em Braga. Ana Catarina, 8º B 58
  60. 60. Andava um pastor descansadoCoxo, mas feliz e contenteA passear o seu gadoNo deserto ardente!Pode parecer estranho,Mas o Manel sabia o que fazia,Andava com um cão castanhoQue gania e gania.As ovelhas eram sobredotadas,Tudo por causa do calor!Havia duas que estavam casadasE uma delas punha bronzeador…Eis que dois camelosSe atiraram às ovelhas…Elas puxaram-lhes os cabelosE eles ficaram sem guedelhas.E desta é que foi!…O Manel ficou chocado!E ao ver a vaca agarrada a um boi,o cão, com ciúmes, ficou passado! Vanessa Rodrigues, 9ºA 59
  61. 61. No passado dia 8, na aula de Língua Portuguesa do 9º B da Escola BásicaIntegrada de Bucelas, a professora conseguiu pôr toda a turma revoltada por causa donovo tema do mês... Os tais textos que tornam um dia do mês inesquecível e que põem toda a gente ainventar uma desculpa para faltar à aula. Por acaso não é o que acontece, mas é o quepassa pela cabeça da maioria dos alunos do 9ºB, segundo uma entrevista feita ao alunomais sossegado, mais amoroso, mais empenhado, mais organizado (mais umas quantascoisas boas de se ler) da turma. Os alunos já pensaram em gravar um CD ou uma cassete – se calhar é melhoruma cassete, porque certas gerações ainda não têm muita facilidade em entender estasnovas tecnologias… – com uma selecção de temas feita por eles e entregarem àprofessora, para que esta não possa desmentir que tem umas almas muito talentosas emuito pacientes na turma!... Isabel Alves, 9ºB 60
  62. 62. Desta vez é que ganhei coragem.Ela é uma deusa, parece uma miragem.Aquele corpo que deus demorou a desenharÉ de deixar qualquer homem a sonhar.Ela veio ao mundo para mostrar a perfeição;O sol brilha lá em cima e aqui é ela o esplendorQue ilumina todo e qualquer coração,E que lhe dá vida e calor.O tempo faz e desfaz,Foi feito para vencer…Mas eu não fui capazDe a conseguir esquecer.E por isso resolvi,com toda a minha bravura,tomar a iniciativa,e falar-lhe com ternura.Disse-lhe tudo o que sentiaMas ela disse divertida,Enquanto para mim sorria,Que era uma causa perdida!... André Pereira, CEF2 61
  63. 63. É desta que o meu texto fica afixado no átrio da escola! Bom, todos (ou quase todos) escreveram um texto sobre a escola, devido a estetítulo mas eu cá tenho outra ideia para ganhar o texto do mês, vou falar de uma coisadiferente, por exemplo sobre… escola! Após tantos anos passados aqui na escola, é desta que me vou. Lembro-me dequando uma professora me perguntou se eu gostava desta escola. Eu respondi-lhe que nãomas agora que estou a terminar o meu último ano aqui, já tenho saudades mesmo antesde acabar. Esperei muito para chegar à época do estágio, foi um ano e picos, e os picos eramenormes. Agora até estou um pouco inseguro, porque afinal nunca tive um trabalho asério mas vou dar o meu melhor para que tudo corra bem. Sei que vou ter saudades de ganhar uns jogos ao CEF2 e de ouvir o setorMarcelino a ralhar com a minha turma. Ficava um bocado chateado quando o ouvia aralhar mas sabia que era para o nosso bem, para que conseguíssemos sair desta escolacom boa reputação. Depois deste texto em que até dou graxa ao boss e falo bem da escola não medigam que não é desta que ganho?! Já merecia. Estou ciente de que vai ser desta e quando passar pelo átrio da escola vou curtirdizer: “Desta é que foi!...”. Celso Morais, CEF1 62

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