Semiologia Básica: Exame Físico Neurológico

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Aula para alunos de graduação apresentada por Dr. Rafael Higashi, médico neurologista, em 2003 no Hospital da Santa Casa do Rio de Janeiro.
http://www.estimulacaoneurologica.com.br/home.aspx

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Semiologia Básica: Exame Físico Neurológico

  1. 1. Semiologia Neurológica Básica Exame Físico Neurológico Dr. Rafael Higashi Médico neurologista – [email_address] Hospital da Santa Casa da Misericórdia do RJ ( 9 a enfermaria de Clínica Médica). Instituto de Neurologia Deolindo Couto da UFRJ.
  2. 2. Fácies
  3. 10. Distúrbio da Marcha <ul><li>Marcha parética: caminha elevando excessivamente a perna e flexão da coxa sobre a bacia (marcha escarvante ,passo de ganso dos soldados prussianos ou steppage) condições acometimento o neurônio motor inferior podem apresentar unilateral: neurite leprosa, hérnia de disco L5 e S1 ; ou bilateral: lesão da cauda eqüina ,polineuropatias, polirradiculoneurites, doença de Charcot- Marie e etc. </li></ul>
  4. 11. Distúrbio da Marcha <ul><li>Marcha Espástica: pode ser do tipo ceifante ( helícopode ou hemiplégica) movimento de circundação nos casos de AVC; paretoespástica nos casos de origem medular com passos curtos arrastando com os pés no solo com grande dificuldade podendo apresentar inclinação para frente; ou marcha em tesoura na paralisia cerebral ( paraplegia da doença de Little ) ou marcha digitígrafa, ou seja, nas pontas dos pés. </li></ul>
  5. 14. Distúrbio da Marcha <ul><li>Marcha antálgica ou saudatória: membro inferior em atitude antágica de semiflexão, paciente ao avançar inclina o corpo para frente e mantêm-se em semiflexão em casos por exemplo de lombociatalgia. </li></ul><ul><li>Marcha de pequenos passos: atrofia cortical da senilidade, polineuropatias hiperestésicas dolorosas (álcool, arsênico) e etc . </li></ul>
  6. 16. Distúrbio da Marcha <ul><li>Marcha Atáxica da Síndrome radiculocordonal posterior : caminha olhando para o solo, insegura e desordenada, pernas afastadas uma das outras projetando as com energia sobre o solo, tocando-a com o calcanhar(marcha talonante ou calcaneante) e piora com os olhos fechados. Entre as moléstias destacam-se tabes dorsales, degeneração subaguda combinada da medula e neuropatias periféricas com comprometimento acentuado das sensibilidades proprioceptivas( diabética e diftérica). </li></ul>
  7. 17. Distúrbio da Marcha <ul><li>Marcha cerebelar ou marcha do ébrio: ao caminhar o paciente zigazagueia. Esta marcha está presente em distúrbios cerebelares </li></ul><ul><li>Marcha vestibular: para frente desvio para o lado comprometido e para trás para o lado oposto, observando com a sucessão de caminhadas o desenho de uma estrela. </li></ul>
  8. 18. Distúrbio da Marcha <ul><li>Marcha parksoniana: em bloco, em pequenos passos, perda dos movimentos automáticos dos braços. Pode ocorrer o fenômeno da festinação. </li></ul><ul><li>Marcha miopática ou Anserina : pela atrofia muscular dos músculos da cintura pévica ocorre amplo afastamento das pernas, lordose exagerada e movimentos oscilatórios da bacia. Esta marcha pode ser encontrada na distrofia muscular progressiva, polimiosites e etc. </li></ul>
  9. 20. Distúrbio da Marcha <ul><li>Marcha histérica: apresenta aspectos extravagante , pode apresentar astasia-abasia(incapaz de ficar de pé e caminhar), camptocormia(caminha com o tronco fletido para frente ).Na hemiplegia histérica o paciente costuma arrastar o pé, ao invés da marcha ceifante do hemiplégico orgânico. </li></ul><ul><li>Marcha claudicante: o paciente manca para um dos lados. Ocorre na insuficiência arterial crônica e em lesões do aparelho locomotor. </li></ul>
  10. 21. Distúrbio da Marcha <ul><li>Marcha do tipo mista: paretoespástica( mielopatias) , ataxoespástica(esclerose em placas). </li></ul><ul><li>Marcha dispráxica: em pequenos passos, ínicia-se normal sob a forma de sapateado, conseqüente à perda da habilidade de iniciar o movimento já aprendido. </li></ul>
  11. 22. Exame motor Inspeção <ul><li>Atrofia muscular </li></ul><ul><li>Hipertrofia muscular. </li></ul><ul><li>Miofasciculações. </li></ul><ul><li>Movimentos involuntários durante o repouso (tics, mioclônus, coreoatetose, balismo) , durante a postura( contar moedas na doença de Parkinson) ou na ação voluntária( tremor cerebelar, familiar ). </li></ul><ul><li>Pele(pigmentação, textura, mal perfurante plantar e escaras), fâneros e articulações. </li></ul>
  12. 32. Sensibilidade
  13. 33. Sensibilidade: <ul><li>Sensibilidade Superficial : </li></ul><ul><li>A) Dolorosa : trato espino-talâmico lateral o 2 0 neurônio sensitivo decussa a nível medular. </li></ul><ul><li>B) Térmica(idem à dolorosa) </li></ul><ul><li>C) Tátil : 1 0 neurônio sensitivo emite seu prolongamento aferente até o bulbo, ipsilateralmente, constitundo os facículos grácil e cuneiforme e espino-talâmica anterior. </li></ul><ul><li>Sensibilidade profunda : </li></ul><ul><li>Cinético-postural: cordão posterior </li></ul><ul><li>B) Vibratória ( palestésica): cordão posterior </li></ul>
  14. 35. Coordenação <ul><li>Manobra index- nariz </li></ul><ul><li>Sinal do copo </li></ul><ul><li>Prova supinação- pronação </li></ul><ul><li>Prova calcanhar- joelho </li></ul><ul><li>Assinergia </li></ul><ul><li>Disgrafia </li></ul><ul><li>Alteração da fala </li></ul><ul><li>Manobra de Stewart-Holmes </li></ul>
  15. 36. Coordenação
  16. 37. Manobra de Steward-Holmes
  17. 40. Nervos cranianos
  18. 41. Nervos cranianos:
  19. 50. Reflexos profundos: <ul><li>Reflexo dos membros superiores : </li></ul><ul><li>Estilorradial :n. radial C6-C8, flexão do antebraço e supinação </li></ul><ul><li>Biciptal : n. musculocutâneo C5-C6,contração do biceps com flexão e supinação do antebraço </li></ul><ul><li>Tricipital : n. radial C6-C8, contração do tríceps, com extenção do antebraço </li></ul><ul><li>Cubitopronador : n. mediano C6-T1, pronação do antebraço com adução do punho </li></ul><ul><li>Flexor dos dedos : n. mediano e ulnar C7- C8-T1, flexão dos 4 dedos e da falange distal do polegar. </li></ul>
  20. 51. Reflexos profundos <ul><li>Reflexos de membros inferiores </li></ul><ul><li>Patelar : n. femural, L2-L4 ,contração do quadríceps femural e extenção da perna. </li></ul><ul><li>B) Aquiliano : n.tibial, L5-S2, contração do gastrocnêmio, solear e plantar com flexão plantar do pé sobre o tornozelo. </li></ul><ul><li>Clônus : série de contrações musculares involuntários , rítmicas, após o estiramento passivo e abruto de músculos ou tendão . Ex: dorsoflexão do pé. </li></ul>
  21. 52. Reflexos profundos
  22. 53. Reflexos profundos
  23. 54. Reflexos profundos
  24. 55. Sinal de Hoffmann
  25. 56. Reflexos superficiais: <ul><li>Sinal de Babinsky(região plantar) </li></ul><ul><li>Sinal de Gordon(compressão da pantorrilha) </li></ul><ul><li>Sinal Schaefer (tendão de aquiles) </li></ul><ul><li>Sinal Austregésilo-Esposel(face anterior da coxa) </li></ul><ul><li>Sinal de Oppenheim(crista da tíbia) </li></ul>
  26. 57. Reflexo cutâneo-pantar
  27. 58. Sinal de Oppenheim
  28. 59. Reflexos primitivos: <ul><li>Reflexos Axiais da face: </li></ul><ul><li>A)Reflexo profundo do Orbicular das Pálpebras(reflexo nasopalpebral): percussão da glabela, contração bilateral do músculo orbicular da face. Reflexo localizado na ponte, nervo facial. </li></ul><ul><li>B) Reflexos do Orbicular dos Lábios (reflexo Oro-Orbicular): percussão do lábio superior na linha axial, havendo projeção dos lábios para adiante pela contração do músculo orbicular dos lábios. Reflexo Trigêmio-ponte-facial. </li></ul><ul><li>C) Reflexo mandibular(reflexo massetérico): percussão do mento,com interposição do dedo do examinador, estando o paciente com a boca entreaberta, a resposta ocorre com contração dos m. masseteres com elevação da mandibula. Reflexo trigêmio-ponte-trigêmio . </li></ul>
  29. 61. Reflexos primitivos <ul><li>Reflexo palmomentoniano: a fricção da região tenar é seguida pela contração da região mentoniana com elevação do mento e contração do orbicular do lábio inferior ipsolateral à estimulação. Pode ocorrer em indivíduos normais porem costuma traduzir lesão piramidal(ELA, aterosclerose difusa). </li></ul><ul><li>Reflexo de preensão( grasping reflex ): resposta flexora dos dedos , provocado por contato de um objeto com a região palmar ou plantar, realizando um movimento de preensão. Pode ocorrer reflexo de perseguição( groping reflex ). Lesões do lobo frontal e área 6 contralateral. </li></ul>
  30. 64. Sinais meningorradiculares: <ul><li>Rigidez de nuca </li></ul><ul><li>Sinal de Kerning </li></ul><ul><li>Sinal de Brudzinsk </li></ul><ul><li>Sinal de Lasègue </li></ul>
  31. 65. Sinal da nuca de Brudzinski
  32. 67. Referências Bibliográficas <ul><li>Semiologia Médica : Celmo Celeno Porto; terceira edição. </li></ul><ul><li>Propedêutica Neurológica Básica: Wilson Luiz Sanvito; editora Ateneu 2002. </li></ul><ul><li>Principles of Internal Medicine: Harrison`s; XV edição. </li></ul><ul><li>Atlas Mosby em Cores e Texto de Neurologia: Parkin; I edição 1998. </li></ul><ul><li>Handbook of Symptom-Oriented Neurology: Kerri S. Remmel , Reem Bunyan: edição 2002 </li></ul>

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