COMPETÊNCIAS EM INTERACÇÃO<br />Escrita<br />Leitura<br />CEL<br />Compreensão oral<br />Expressão<br />oral<br />É import...
COMPETÊNCIAS EM INTERACÇÃO A PARTIR DO TEXTO<br />«O texto é prototipicamente uma sequência autónoma de enunciados, orais ...
textos conversacionais, que abarcam a conversa usual, a entrevista, a tertúlia, etc., com funções lúdicas, de intercâmbio ...
CADEIAS DE REFERÊNCIA<br />(anáfora, catáfora, elipse, co-referência não anafórica)<br />COESÃO LEXICAL<br />COESÃO INTER-...
	«Na quarta-feira, à entrada da aula, veio ter comigo o contínuo de serviço e queixou-se-me do Fosco. O Fosco fizera barul...
	«Na quarta-feira, à entrada da aula, veio ter comigo o contínuo de serviço e queixou-se-me do Fosco. O Fosco fizera barul...
TEXTO FÍLMICO<br />TEXTO PICTÓRICO<br />TEXTOMUSICAL<br />
A música Formiga Bossa Nova <br />foi musicada pelo compositor português Alain Oulman, responsável por alguns dos maiores ...
Minuciosa formiga<br />Minuciosa formiga<br />não tem que se lhe diga:<br />leva a sua palhinha<br />asinha, asinha.<br />...
Peguei na Serra da Estrela<br />para serrar uma cadeira<br />e apanhei um nevão<br />numa serra de madeira.<br />Com as li...
Casei um cigarro<br />com uma cigarra,<br />fizeram os dois<br />tremenda algazarra<br />porque o cigarro<br />não sabecan...
O menino do contra<br />queria tudo ao contrário:<br />deitava os fatos na cama<br />e dormia no armário.<br />Das cascas ...
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Novos Programas de Português XI

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Novos Programas de Português XI

  1. 1.
  2. 2. COMPETÊNCIAS EM INTERACÇÃO<br />Escrita<br />Leitura<br />CEL<br />Compreensão oral<br />Expressão<br />oral<br />É importante.<br />É necessário.<br />Como fazer?<br />
  3. 3. COMPETÊNCIAS EM INTERACÇÃO A PARTIR DO TEXTO<br />«O texto é prototipicamente uma sequência autónoma de enunciados, orais ou escritos, de extensão variável – um texto pode ser constituído por um único e curto enunciado ou por um número elevadíssimo de enunciados –, com um princípio e um fim bem delimitados, produzido por um ou por vários autores, no âmbito de uma de uma determinada memória textual e de um determinado sistema semiótico, isto é, em conformidade, em tensão criadora ou em ruptura com as regras e as convenções desse sistema, e cuja concretização ou actualização de sentido é realizada por um leitor / intérprete ou por um ouvinte / intérprete. A coesão, a coerência, a progressãotemática, a metatextualidade, a relação tipológica, a intertextualidade e a polifonia são as principais propriedades configuradoras da textualidade.<br />A produção e a interpretação de textos – de textos genológica ou tipologicamente diversos – constituem a realização plena das virtualidades das línguas e são o thesaurus por excelência do conhecimento humano em todos os domínios, desde a poesia e a religião até ao direito, à filosofia e à ciência.<br />A primeira disciplina a ocupar-se da análise da produção dos textos – e, correlativamente, proporcionando elementos relevantes para a sua interpretação –, estudando a sua génese, a sua organização ou construção, os seus condicionalismos de ordem pragmática e a sua intencionalidade comunicativa, foi a retórica, legítima predecessora das actuais análise do discurso e linguística textual.<br />Numa perspectiva semiótica, existem textos pictóricos, textos musicais, textos fílmicos, etc. O termo “texto” apresenta nestas expressões uma translação de sentido perfeitamente justificada por analogia com a textualidade verbalmente realizada.»<br />
  4. 4. textos conversacionais, que abarcam a conversa usual, a entrevista, a tertúlia, etc., com funções lúdicas, de intercâmbio de ideias, de comentário de acontecimentos, de agradecimento, etc.; <br />textos narrativos, nos quais se relata um evento ou uma cadeia de eventos, com predominância de verbos que indicam acções e de tempos verbais como o pretérito perfeito e o pretérito imperfeito e com abundância de advérbios com valor temporal ou locativo; <br />textos descritivos, nos quais se informa como é alguém ou algum estado de coisas, com sequências predominantemente construídas com o verbo ser e outros verbos caracterizadores de propriedades, de qualidades e de aspectos de seres e de coisas, com os tempos verbais dominantes do presente e do pretérito imperfeito, com abundância de adjectivos qualificativos e de advérbios com valor locativo; <br />textos expositivos, nos quais o referente é a análise ou síntese de ideias, conceitos e teorias, com uma estrutura verbal em que figuram predominantemente o verboser com um predicativo do sujeito nominal ou o verbo ter com complemento directo, e apresentando como tempo peculiar o presente; <br />textos argumentativos, que têm como funções persuadir, refutar, comprovar, debater uma causa, etc., estabelecendo relações entre factos, hipóteses, provas e refutações, com abundância de marcadores e conectores discursivos que articulam com rigor as partes do texto, e apresentando como tempo dominante o presente; <br />textos instrucionais ou directivos, que têm como função ensinar ou indicar como fazer algo, enumerando e caracterizando as sucessivas operações, tendo como estrutura verbal dominante o imperativo; <br />textos preditivos, que têm como função informar sobre o futuro, antecipando ou prevendo eventos que irão ou poderão acontecer, tendo como estrutura verbal dominante o futuro; <br />textos literários, com uma semântica fundada na representação de mundos imaginários, com a utilização estética, retórica e não raro lúdica dos recursos da linguagem verbal, e com uma pragmática específica. <br />
  5. 5. CADEIAS DE REFERÊNCIA<br />(anáfora, catáfora, elipse, co-referência não anafórica)<br />COESÃO LEXICAL<br />COESÃO INTER-FRÁSICA<br />COESÃO TEMPORO-ASPCETUAL<br />TEXTO<br />COESÃO<br />3 boas ligações, mas que não dispensam a consulta ao DT e a outros materiais…<br />Aqui … aqui… e aqui.<br />
  6. 6. «Na quarta-feira, à entrada da aula, veio ter comigo o contínuo de serviço e queixou-se-me do Fosco. O Fosco fizera barulho, pulara, cantara, dançara ou lá o que foi antes de chegar… Assumi um ar de seriedade digno de um grande actor, e disse ao homenzinho “Já trato do assunto”, e ao Fosco, para que o homem ouvisse, “Vamos ajustar contas”. Depois fechei a porta; esperei, escutando, que se afastasse o empregado; e quando os seus passos se não ouviam já, anunciei que no próximo dia seria julgado o Fosco. Ele que escolhesse os seu advogado de defesa, um deles que propusesse advogado de acusação. Fixe bem: todo o professor tem de cumprir o que promete aos alunos. É que eles não esquecem (…) E nós temos de ser exemplo de tudo. (…)<br /> Eu ia sempre puxando por cada um e assim aquela aula, levada a brincar, teve o mérito de pôr os moços a falar sem constrangimento com que recontam um trecho acabado de ler. »<br />Sebastião da Gama, Diário.<br />
  7. 7. «Na quarta-feira, à entrada da aula, veio ter comigo o contínuo de serviço e queixou-se-me do Fosco. O Fosco fizera barulho, pulara, cantara, dançara ou lá o que foi antes de chegar… Assumi um ar de seriedade digno de um grande actor, e disse ao homenzinho “Já trato do assunto”, e ao Fosco, para que o homem ouvisse, “Vamos ajustar contas”. Depois fechei a porta; esperei, escutando, que se afastasse o empregado; e quando os seus passos se não ouviam já, anunciei que no próximo dia seria julgado o Fosco. Ele que escolhesse os seu advogado de defesa, um deles que propusesse advogado de acusação. Fixe bem: todo o professor tem de cumprir o que promete aos alunos. É que eles não esquecem (…) E nós temos de ser exemplo de tudo. (…)<br /> Eu ia sempre puxando por cada um e assim aquela aula, levada a brincar, teve o mérito de pôr os moços a falar sem constrangimento com que recontam um trecho acabado de ler. »<br />Sebastião da Gama, Diário.<br />
  8. 8. TEXTO FÍLMICO<br />TEXTO PICTÓRICO<br />TEXTOMUSICAL<br />
  9. 9.
  10. 10. A música Formiga Bossa Nova <br />foi musicada pelo compositor português Alain Oulman, responsável por alguns dos maiores sucessos de Amália Rodrigues. <br />A melodia foi construída sobre o poema do poeta Alexandre O'Neill.<br />O poema que deu origem a canção é entitulado Minuciosa Formiga.<br />Gravação de 1969<br />
  11. 11. Minuciosa formiga<br />Minuciosa formiga<br />não tem que se lhe diga:<br />leva a sua palhinha<br />asinha, asinha.<br />Assim devera eu ser<br />e não esta cigarra<br />que se põe a cantar<br />e me deita a perder.<br />Assim devera eu ser:<br />de patinhas no chão,<br />formiguinha ao trabalho<br />e ao tostão.<br />Assim devera eu ser<br />se não fora não querer. <br />(- Obrigado,formiga!<br />Mas a palha não cabe<br />onde você sabe...) . <br />
  12. 12. Peguei na Serra da Estrela<br />para serrar uma cadeira<br />e apanhei um nevão<br />numa serra de madeira.<br />Com as linhas dos comboios<br />bordei um lindo bordado,<br />quando o comboio passou<br />o pano ficou rasgado.<br />Nas ondas do teu cabelo<br />já pesquei duas pescadas.<br />Olha para as ondas do mar,<br />como estão despenteadas.<br />Guardo o dinheiro no banco,<br />guardo o banco na cozinha.<br />Tenho cem contos de fadas,<br />que grande fortuna a minha.<br />Com medo que algum ladrão<br />um dia me vá roubar,<br />mandei pôr na minha porta<br />três grossas correntes de ar.<br />Encomendei um cachorro<br />naquela pastelaria;<br />quem havia de dizer<br />que o maroto me mordia?!<br />Apanhei uma raposa<br />no exame e estou feliz:<br />vejam que lindo casaco<br />com a sua pele eu fiz.<br />Entrei numa carruagem<br />para voltar à minha terra,<br />enganei-me na estação<br />e desci na Primavera!<br />Luísa Ducla Soares, Poemas da Mentira e da Verdade.<br />
  13. 13. Casei um cigarro<br />com uma cigarra,<br />fizeram os dois<br />tremenda algazarra<br />porque o cigarro<br />não sabecantar<br />e a cigarra<br />detestafumar.<br />Não digam que errei<br />(mania antipática!)<br />só cumpri a lei<br />que manda a gramática.<br />Luísa Ducla Soares, Poemas da Mentira e da Verdade.<br />
  14. 14. O menino do contra<br />queria tudo ao contrário:<br />deitava os fatos na cama<br />e dormia no armário.<br />Das cascas dos ovos<br />fazia uma omelete;<br />para tomar banho<br />usava a retrete.<br />Andava, corria<br />de pernas para o ar;<br />se estava contente,<br />punha-se a chorar.<br />Molhava-se ao sol,<br />secava na chuva<br />e em cada pé<br />usava uma luva.<br />Escrevia no lápis<br />com um papel;<br />achava salgado<br />o sabor do mel.<br />No dia dos anos<br />teve dois presentes:<br />um pente com velas<br />e um bolo com dentes.<br />Luísa Ducla Soares, Poemas da Mentira e da Verdade.<br />
  15. 15. FIM<br />

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