Unificações do século XIX
Itália e Alemanha.
José Roberto da Silva Junior
Graduado em História - UCP
Contexto histórico
• Revoluções liberais (1820, 1830, 1848) com a
intenção de libertar a Europa do modelo absolutista.
- Liberdade em relação ao modelo de governo
majoritário, a Monarquia Absolutista.
- Contraponto ao Congresso de Viena (1815) e
contra a Santa Aliança (Rússia, Prússia, Suécia,
Áustria e Inglaterra – e mais tarde a França), um
inimigo “sem rosto definido”.
- Burguesia consolidando-se.
- Nacionalismo em expansão.
A Unificação italiana
• Itália dividida em vários
Estados:
Mais relevantes no
processo:
• Norte: Piemonte e
Sardenha (mais
desenvolvidas e
industrializadas).
• Sul: Reino das Duas
Sicílias (menos
desenvolvido e mais
agrário).
• Centro: Estados
Pontifícios.
Desafios para a unificação
• Expulsar os austríacos da península
itálica (controlavam Veneza e a
Lombardia).
• Enfrentar os Estados Pontifícios
(fortemente ligados à estrutura
tradicional monárquica).
Dois projetos de unificação
• Risorgimento: Rei Vítor
Emanuel II e Conde Camilo
de Cavour (ao norte),
membros da aristocracia e
defendiam a unificação por
meio de uma monarquia
constitucional, além de
pregar a industrialização
italiana.
• Carbonária: G. Mazzini e
G. Garibaldi (ao sul),
defendiam a unificação por
meio da República e
pregavam a reforma agrária.
Pacto ítalo-prussiano
• Os grupos que lutavam pelas
unificações italianas e alemães
firmaram um acordo para derrotar
inimigos em comum, as forças
austríacas e francesas. Assim, em 1866
assinam acordo.
A Questão Romana
• Após vitórias de ambas as partes em seus conflitos
(armados ou diplomáticos), os dois movimentos
encontram-se em Roma, capital dos Estados
Pontifícios.
- O Papa Pio IX vendo toda a problemática e a
iminência da entrega de seus domínios, se nega a
entrar em acordo com os projetos de unificação
propostos e se afugenta no Vaticano.
• A Questão Romana só se resolve em 1929, com a
assinatura do Tratado de Latrão por B. Mussolini e
Pio XI. Com esse tratado, a Itália passava a
confessar a fé católica e o território do Vaticano era
oficialmente cedido à tutela do Papa.
A unificação
• Garibaldi retira-se (para o Brasil) e entrega seus
domínios a Cavour.
• Projeto de unificação do Norte vence.
• Parte sul da Itália continua agrária e miserável
- Emigrações (Brasil e EUA).
• Com grande parte do território sob seus domínios,
Victor Emanuel II foi proclamado rei da Itália, em
1861.
- Veneza foi incorporada no ano de 1866 e em 1870,
o território de Roma foi anexado, completando o
processo de unificação italiana.
Nacionalismo
“Fizemos a Itália, precisamos fazer os italianos”
Massimo D'Azeglio
• Era preciso criar a noção de identidade nacional.
- Ensino de uma língua nacional
- História (Romantismo – Império Romano)
- Geografia
• A exacerbação do nacionalismo e suas
consequências.
A unificação alemã
• Alemanha, desde o Congresso de Viena, se dividia
em 39 Estado (Estados Confederados Germânicos).
Buscam o domínio
da confederação:
• Prússia: mais
desenvolvida
comercial e
industrialmente.
Buscava a
edificação de um
grande Estado
alemão.
• Áustria: mais
ligada às estruturas
Caminhos para a unificação
• Zollverein (1834): União alfandegária que
promoveu um intenso crescimento econômico, além
de reforçar o desejo pela unificação.
• Em 1862, Guilherme I é
empossado como Rei da
Prússia, então nomeia Otto Von
Bismarck como Chanceler. Seu
projeto é de desenvolvimento
industrial, fortalecimento
monárquico e fortalecimento
militar.
Política de Guerras
• Guerra dos ducados (1864): Prússia x Dinamarca
→ Prússia vence e se aproxima da unificação, anexando
territórios que estavam sob domínio dinamarquês.
• Guerra austro-prussiana (1866): Áustria x Prússia
→ Ocorre conflito nos projetos de unificação. Prússia
vence, a Áustria é forçada a devolver territórios para a
Itália e sai dos Estados Confederados alemães.
• Guerra franco-prussiana (1870/1): França x Prússia.
Disputa pela sucessão ao trono espanhol deflagra a
guerra entre as duas potências. Prússia vence com apoio
dos Estados Germânicos.
→ Tratado de Frankfurt (Alsácia e Lorena)
→ Humilhação e Revanchismo francês.
Resultados
• Em 1871, Guilherme I foi coroado
Imperador do II Reich, em Versalhes,
na França
• Crescimento vertiginoso alemão.
• Em 1900 a Alemanha já era a
segunda maior potência da Europa.
Nacionalismo
• A unificação fez com que um processo
de busca por origem comum daqueles
povos começasse.
- Educação: Ensino de História,
Filosofia e da língua em comum.
- O mito da raça pura.
- Exacerbação do nacionalismo.

Unificações do século XIX

  • 1.
    Unificações do séculoXIX Itália e Alemanha. José Roberto da Silva Junior Graduado em História - UCP
  • 2.
    Contexto histórico • Revoluçõesliberais (1820, 1830, 1848) com a intenção de libertar a Europa do modelo absolutista. - Liberdade em relação ao modelo de governo majoritário, a Monarquia Absolutista. - Contraponto ao Congresso de Viena (1815) e contra a Santa Aliança (Rússia, Prússia, Suécia, Áustria e Inglaterra – e mais tarde a França), um inimigo “sem rosto definido”. - Burguesia consolidando-se. - Nacionalismo em expansão.
  • 3.
    A Unificação italiana •Itália dividida em vários Estados: Mais relevantes no processo: • Norte: Piemonte e Sardenha (mais desenvolvidas e industrializadas). • Sul: Reino das Duas Sicílias (menos desenvolvido e mais agrário). • Centro: Estados Pontifícios.
  • 4.
    Desafios para aunificação • Expulsar os austríacos da península itálica (controlavam Veneza e a Lombardia). • Enfrentar os Estados Pontifícios (fortemente ligados à estrutura tradicional monárquica).
  • 5.
    Dois projetos deunificação • Risorgimento: Rei Vítor Emanuel II e Conde Camilo de Cavour (ao norte), membros da aristocracia e defendiam a unificação por meio de uma monarquia constitucional, além de pregar a industrialização italiana. • Carbonária: G. Mazzini e G. Garibaldi (ao sul), defendiam a unificação por meio da República e pregavam a reforma agrária.
  • 6.
    Pacto ítalo-prussiano • Osgrupos que lutavam pelas unificações italianas e alemães firmaram um acordo para derrotar inimigos em comum, as forças austríacas e francesas. Assim, em 1866 assinam acordo.
  • 7.
    A Questão Romana •Após vitórias de ambas as partes em seus conflitos (armados ou diplomáticos), os dois movimentos encontram-se em Roma, capital dos Estados Pontifícios. - O Papa Pio IX vendo toda a problemática e a iminência da entrega de seus domínios, se nega a entrar em acordo com os projetos de unificação propostos e se afugenta no Vaticano. • A Questão Romana só se resolve em 1929, com a assinatura do Tratado de Latrão por B. Mussolini e Pio XI. Com esse tratado, a Itália passava a confessar a fé católica e o território do Vaticano era oficialmente cedido à tutela do Papa.
  • 8.
    A unificação • Garibaldiretira-se (para o Brasil) e entrega seus domínios a Cavour. • Projeto de unificação do Norte vence. • Parte sul da Itália continua agrária e miserável - Emigrações (Brasil e EUA). • Com grande parte do território sob seus domínios, Victor Emanuel II foi proclamado rei da Itália, em 1861. - Veneza foi incorporada no ano de 1866 e em 1870, o território de Roma foi anexado, completando o processo de unificação italiana.
  • 9.
    Nacionalismo “Fizemos a Itália,precisamos fazer os italianos” Massimo D'Azeglio • Era preciso criar a noção de identidade nacional. - Ensino de uma língua nacional - História (Romantismo – Império Romano) - Geografia • A exacerbação do nacionalismo e suas consequências.
  • 10.
    A unificação alemã •Alemanha, desde o Congresso de Viena, se dividia em 39 Estado (Estados Confederados Germânicos). Buscam o domínio da confederação: • Prússia: mais desenvolvida comercial e industrialmente. Buscava a edificação de um grande Estado alemão. • Áustria: mais ligada às estruturas
  • 11.
    Caminhos para aunificação • Zollverein (1834): União alfandegária que promoveu um intenso crescimento econômico, além de reforçar o desejo pela unificação. • Em 1862, Guilherme I é empossado como Rei da Prússia, então nomeia Otto Von Bismarck como Chanceler. Seu projeto é de desenvolvimento industrial, fortalecimento monárquico e fortalecimento militar.
  • 12.
    Política de Guerras •Guerra dos ducados (1864): Prússia x Dinamarca → Prússia vence e se aproxima da unificação, anexando territórios que estavam sob domínio dinamarquês. • Guerra austro-prussiana (1866): Áustria x Prússia → Ocorre conflito nos projetos de unificação. Prússia vence, a Áustria é forçada a devolver territórios para a Itália e sai dos Estados Confederados alemães. • Guerra franco-prussiana (1870/1): França x Prússia. Disputa pela sucessão ao trono espanhol deflagra a guerra entre as duas potências. Prússia vence com apoio dos Estados Germânicos. → Tratado de Frankfurt (Alsácia e Lorena) → Humilhação e Revanchismo francês.
  • 13.
    Resultados • Em 1871,Guilherme I foi coroado Imperador do II Reich, em Versalhes, na França • Crescimento vertiginoso alemão. • Em 1900 a Alemanha já era a segunda maior potência da Europa.
  • 14.
    Nacionalismo • A unificaçãofez com que um processo de busca por origem comum daqueles povos começasse. - Educação: Ensino de História, Filosofia e da língua em comum. - O mito da raça pura. - Exacerbação do nacionalismo.