O BARROCO

Século XVII
Caravaggio

• 1602

DIVINO X
 HUMANO
BERNINI

 “Êxtase de
Santa Teresa”

  séc. XVII

 DIVINO X
 HUMANO
Rembrandt




A EFEMERIDADE DA VIDA
O barroco é


 EXPRESSÃO da profunda crise
ideológica e da multiplicidade de
  estados de espírito do homem
           seiscentista
O homem em conflito
          Razão X Fé

       Ciência X Religião

   Reforma X Contra-Reforma

Teocentrismo X Antropocentrismo
conflitos espirituais vividos pelo
                homem
• Deus e Diabo;
• bem e mal;
• céu e terra;
• pureza e pecado;
• alegria e tristeza;
• paganismo e cristianismo;
• espírito e matéria
A busca do prazer se torna
angustiada, à medida que o
homem tem consciência da
  transitoriedade de tudo.
A época
• Segundo Calvino, enriquecer com o
  trabalho é divino

• Vive-se na opulência e no luxo. Tementes
  a Deus, os colonos usavam seu dinheiro
  também para a construção de
  capelas, igrejas, conventos e irmandades.
Arte Barroca
• Reação ao comedimento, à harmonia, à
  simetria e à simplocidade do Renascimento

• Dramaticidade e
  emoções violentas

• Rebuscamento formal
Contexto Histórico
         Brasileiro
• Centro econômico, político e
  social: Bahia.

• Ciclo econômico: Exploração do
  açúcar
Desenganos da vida humana, metaforicamente
                            (Gregório de Matos)
É a vaidade, Fábio, nesta vida,
Rosa, que da manhã lisonjeada,
Púrpuras mil, com ambição dourada,
Airosa rompe, arrasta presumida.

É planta, que de abril favorecida,
Por mares de soberba desatada,
Florida galeota empavesada,
Sulca ufana, navega destemida.
                                     É nau enfim, que em breve ligeireza
                                     Com presunção de Fênix generosa,
                                     Galhardias apresta, alentos preza:

                                     Mas ser planta, ser rosa, nau vistosa
                                     De que importa, se aguarda sem defesa
                                     Penha a nau, ferro a planta, tarde a rosa?
Os Números
Meus amigos essa noite eu tive uma                     Raul Seixas
alucinação
Sonhei com um bando de número               •   -Dois
invadindo o meu sertão                          E no dois o homem luta entre coisas
E de tanta coincidência que eu fiz essa         diferente,
canção                                          Bem e mal, amor e
-Falar do número um                             guerra, preto e
Falar do número um não é preciso muito
estudo,                                         branco, bicho e gente
Só se casa uma vez e foi um Deus que            Rico e pobre, claro e
criou tudo,                                     escuro, noite e dia, corpo e
Uma vida só se vive, só se usa um
sobretudo.                                      mente.
-Agora o doze                               •   -Agora o quatro
E só de pensar no doze eu então quase           E o quatro é importante, quatro ponto
desisto,                                        cardeal,
São doze meses do ano, doze apóstolos           Quatro estação do ano, quatro pé tem
de Cristo,                                      um animal,
Doze hora é meio-dia, haja dito e haja          Quatro perna tem a mesa, quatro dia o
visto.                                          carnaval.
-Agora o sete                               •   - Pra encerrar
Sete dias da semana, sete notas                 Eu falei de tanto número, talvez
musicais,                                       esqueci algum,
Sete cores do arco-íris nas regiões             Mas as coisas que eu disse não são lá
divinais,                                       muito comum,
E se pintar tanto sete, eu já não agüento       Quem souber que conte outra, ou que
mais.                                           fique sem nenhum
Divino X Humano
Atingir a fé através dos
sentidos e da emoção e
não apenas pelo
raciocínio.

Barroco I guia

  • 1.
  • 2.
  • 3.
    BERNINI “Êxtase de SantaTeresa” séc. XVII DIVINO X HUMANO
  • 4.
  • 5.
    O barroco é EXPRESSÃO da profunda crise ideológica e da multiplicidade de estados de espírito do homem seiscentista
  • 6.
    O homem emconflito Razão X Fé Ciência X Religião Reforma X Contra-Reforma Teocentrismo X Antropocentrismo
  • 7.
    conflitos espirituais vividospelo homem • Deus e Diabo; • bem e mal; • céu e terra; • pureza e pecado; • alegria e tristeza; • paganismo e cristianismo; • espírito e matéria
  • 8.
    A busca doprazer se torna angustiada, à medida que o homem tem consciência da transitoriedade de tudo.
  • 9.
    A época • SegundoCalvino, enriquecer com o trabalho é divino • Vive-se na opulência e no luxo. Tementes a Deus, os colonos usavam seu dinheiro também para a construção de capelas, igrejas, conventos e irmandades.
  • 10.
    Arte Barroca • Reaçãoao comedimento, à harmonia, à simetria e à simplocidade do Renascimento • Dramaticidade e emoções violentas • Rebuscamento formal
  • 11.
    Contexto Histórico Brasileiro • Centro econômico, político e social: Bahia. • Ciclo econômico: Exploração do açúcar
  • 12.
    Desenganos da vidahumana, metaforicamente (Gregório de Matos) É a vaidade, Fábio, nesta vida, Rosa, que da manhã lisonjeada, Púrpuras mil, com ambição dourada, Airosa rompe, arrasta presumida. É planta, que de abril favorecida, Por mares de soberba desatada, Florida galeota empavesada, Sulca ufana, navega destemida. É nau enfim, que em breve ligeireza Com presunção de Fênix generosa, Galhardias apresta, alentos preza: Mas ser planta, ser rosa, nau vistosa De que importa, se aguarda sem defesa Penha a nau, ferro a planta, tarde a rosa?
  • 13.
    Os Números Meus amigosessa noite eu tive uma Raul Seixas alucinação Sonhei com um bando de número • -Dois invadindo o meu sertão E no dois o homem luta entre coisas E de tanta coincidência que eu fiz essa diferente, canção Bem e mal, amor e -Falar do número um guerra, preto e Falar do número um não é preciso muito estudo, branco, bicho e gente Só se casa uma vez e foi um Deus que Rico e pobre, claro e criou tudo, escuro, noite e dia, corpo e Uma vida só se vive, só se usa um sobretudo. mente. -Agora o doze • -Agora o quatro E só de pensar no doze eu então quase E o quatro é importante, quatro ponto desisto, cardeal, São doze meses do ano, doze apóstolos Quatro estação do ano, quatro pé tem de Cristo, um animal, Doze hora é meio-dia, haja dito e haja Quatro perna tem a mesa, quatro dia o visto. carnaval. -Agora o sete • - Pra encerrar Sete dias da semana, sete notas Eu falei de tanto número, talvez musicais, esqueci algum, Sete cores do arco-íris nas regiões Mas as coisas que eu disse não são lá divinais, muito comum, E se pintar tanto sete, eu já não agüento Quem souber que conte outra, ou que mais. fique sem nenhum
  • 14.
  • 15.
    Atingir a féatravés dos sentidos e da emoção e não apenas pelo raciocínio.