Luzia03-06-2016
Oh! Pai. To aqui quietim no meu canto
E o Senhor me manda este desencanto
Na forma desta praga morena...
Mas que diabo, que pena !
Me dei conta e tava apaixonado
Falando pelos cantos, sozinho
Querendo tanto, meu Pai, dar carinho
E a desgraçada , nem aí...
Mas eita muiézinha do cão !
Tirou as tramelas do meu peito
Entrou sem pedir licença
Fez o que bem quis ou não
Me deixou no maior tesão
E fazer amor...
nem quis saber.
Assim como chegou, sumiu.
Sabe onde ela está, meu Senhor?
Tenha dó deste caipira
Mas não sendo possível sua volta
Arranca esta tiririca do meu chão.
E tira ela da minha vida...tira.
Tira logo, Pai...de pressinha, tira.
Hamilton Brito
Inclua esse amigo nessa situação
Mande-a pra mim se não a quer
Preciso ver a morena
Se ela sabe rebolar e bailar
e o que mais saiba fazer
para o meu fogaréu apagar.
Será que vai me amar?
Ah! Deus, tomara que sim
dobra esta diaba pra mim!
Preciso saber conquistar
Quero dela muito carinho
E que não me deixe quietinho
quero meu cantinho agitar.
Sofrer com esta solidão , sozinho
Eita morena arretada , siô!
Mas veja Senhor, que corpinho
foi um amigão
quem me mandou
Eita amigo dos bão.!
A morena assanhou minha paixão
Enquanto estava no meu canto
na tristeza e desilusão.
Tenho por ela muito amor para dar
Digo, obrigado meu amigo-irmão
por não me deixar na mão.
Por que não experimentar?
Ela deve estar a fim de juntar ou casar!
Deixa que tomo contado do pedaço
e dou primeiros amassos.
Depois digo se foi bom ou ruim !
Caso contrário , vou outro amor encontrar
pois bobo e sofrer de novo,
Senhor, nem pensar!
Serra Negra
02/06/16
José Ernesto Ferraresso
Formatação: Luzia Gabriele
Email: luziagabriele@hotmail.com
Poeta: José Ernesto Ferraresso
Poeta: Hamilton Brito
Site: www.joseernesto.com/
Montagens: Luzia Gabriele
Imagens: Internet
Música: Chitãozinho e Xororô Alma Ferida
Data : 03 de Junho de 2016
“Aqui na roça nóis si deita
sempre muito agarradinho
nóis si inrósca, si ajeita,
passa a noite coladinho”

Tira & tira não, uai

  • 1.
  • 3.
    Oh! Pai. Toaqui quietim no meu canto E o Senhor me manda este desencanto Na forma desta praga morena... Mas que diabo, que pena !
  • 5.
    Me dei contae tava apaixonado Falando pelos cantos, sozinho Querendo tanto, meu Pai, dar carinho E a desgraçada , nem aí...
  • 7.
    Mas eita muiézinhado cão ! Tirou as tramelas do meu peito Entrou sem pedir licença Fez o que bem quis ou não
  • 9.
    Me deixou nomaior tesão E fazer amor... nem quis saber. Assim como chegou, sumiu.
  • 11.
    Sabe onde elaestá, meu Senhor? Tenha dó deste caipira Mas não sendo possível sua volta
  • 13.
    Arranca esta tiriricado meu chão. E tira ela da minha vida...tira. Tira logo, Pai...de pressinha, tira. Hamilton Brito
  • 15.
    Inclua esse amigonessa situação Mande-a pra mim se não a quer Preciso ver a morena
  • 17.
    Se ela saberebolar e bailar e o que mais saiba fazer para o meu fogaréu apagar.
  • 19.
    Será que vaime amar? Ah! Deus, tomara que sim dobra esta diaba pra mim!
  • 21.
    Preciso saber conquistar Querodela muito carinho E que não me deixe quietinho quero meu cantinho agitar.
  • 23.
    Sofrer com estasolidão , sozinho Eita morena arretada , siô! Mas veja Senhor, que corpinho
  • 24.
  • 25.
    Eita amigo dosbão.! A morena assanhou minha paixão Enquanto estava no meu canto na tristeza e desilusão.
  • 27.
    Tenho por elamuito amor para dar Digo, obrigado meu amigo-irmão por não me deixar na mão. Por que não experimentar?
  • 29.
    Ela deve estara fim de juntar ou casar! Deixa que tomo contado do pedaço e dou primeiros amassos. Depois digo se foi bom ou ruim !
  • 31.
    Caso contrário ,vou outro amor encontrar pois bobo e sofrer de novo, Senhor, nem pensar! Serra Negra 02/06/16 José Ernesto Ferraresso
  • 34.
    Formatação: Luzia Gabriele Email:luziagabriele@hotmail.com Poeta: José Ernesto Ferraresso Poeta: Hamilton Brito Site: www.joseernesto.com/ Montagens: Luzia Gabriele Imagens: Internet Música: Chitãozinho e Xororô Alma Ferida Data : 03 de Junho de 2016 “Aqui na roça nóis si deita sempre muito agarradinho nóis si inrósca, si ajeita, passa a noite coladinho”