ROMANTISMO
Leitura e Produção de Textos
Romantismo
Românticos
(VanderLee)
Românticos são poucos
Românticos são loucos
Desvairados
Que querem ser o outro
Que pensam que
o outro
é o paraíso...
Românticos
são lindos
Românticos
são limpos
E pirados
Que choram com
baladas
Que amam sem
vergonha
E sem juízo...
O CONTEXTO
Rebeldia e inconformismo
Repúdio às regras.
Leitura e Produção de Textos
Rejeição aos
modelos Clássicos
Gerações Poéticas
Romantismo
Exaltaçãoda
Natureza
Medievalismo
Sentimentalismo
1ª Geração
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais
flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Canção
do Exílio
Gonçalves Dias
Gonçalves Dias
“Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvascresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi. Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante,
Guerreiros, nasci;
Sou bravo, sou forte,
Sou filho do Norte;
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi.”
Segunda Geração
- Ultrarromantismo -
Spleen
"Quando não há o amor, há o vinho; quando
não há o vinho, há o fumo; e quando não há
amor, nem vinho, nem fumo, há o spleen.
Gosto mais de uma garrafa de vinho que de
um poema."
Álvares de Azevedo
Sol dos Insones
Lord Byron
Sol dos insones! Ó astro de melancolia!
Arde teu raio em pranto, longe a tremular,
E expões a treva que não podes dissipar:
Que semelhante és à lembrança da alegria!
Assim raia o passado, a luz de tanto dia,
Que brilha sem com raios fracos aquecer;
Noturna, uma tristeza vela para ver,
Distinta mas distante-clara-mas que fria!
Álvares de
Azevedo
Oh!ter vinte anos sem gozar deleve
A ventura deuma alma dedonzela!
E sem na vida ter sentido nunca
Na suave atração deum róseo corpo
Meus olhos turvos se fechar degozo!
Oh!nos meussonhos, pelas noites minhas
Passam tantas visões sobre meu peito!
Palor defebre meusemblante cobre,
Bate meucoração com tanto fogo!
Um doce nome os lábios meus suspiram,
Um nome demulher .. e vejo lânguida
No véu suavede amorosas sombras
Seminua, abatida, a mão noseio,
Perfumada visão rompera nuvem,
Sentar-se junto a mim, nas minhas pálpebras
O alentofresco e levecomoa vida
Passar delicioso. . .Quedelírios!
Acordo palpitante . .inda a procuro;
Embalde a chamo, embalde as minhas
lágrimas
Banham meusolhos, e suspiro e gemo...
Imploro uma ilusão. . .tudo é silêncio!
Só o leito deserto, a sala muda!
Amorosa visão, mulher dos sonhos,
Eu sou tão infeliz, eusofro tanto!
Nunca virás iluminar meupeito
Com um raio de luz desses teus olhos?
Casimiro de Abreu
O poeta ingênuo
Meus Oito Anos
Oh ! que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazemmais !
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais !
Condoreirismo
Poesia social
Castro Alves
POESIA
LÍRICO-AMOROSA
Sensualidade
Boa noite
Veux-tu donc partir? Le jour est encore éloigné:
C'était le rossignol et non pas l'alouette,
Dont le chant a frappé ton oreílle inquiète;
Il chante Ia nuit sur les branches de ce granadier
Crois-moi, cher ami, c'était le rossignol.
Shakespeare
Boa noite, Maria! Eu vou,me embora.
A lua nas janelas bate em cheio.
Boa noite, Maria! É tarde... é tarde. .
Não me apertes assim contra teu seio.
Boa noite! ... E tu dizes - Boa noite.
Mas não digas assim por entre beijos...
Mas não mo digas descobrindo o peito,
- Mar de amor onde vagam meus desejos!
Julieta do céu! Ouve... a calhandra
já rumoreja o canto da matina.
Tu dizes que eu menti? ... pois foi mentira...
Quem cantou foi teu hálito, divina!
Se a estrela-d'alva os derradeiros raios
Derrama nos jardins do Capuleto,
Eu direi, me esquecendo d'alvorada:
"É noite ainda em teu cabelo preto..."
Leitura e Produção de Textos
É noite ainda! Brilha na cambraia
- Desmanchado o roupão, a espádua nua
O globo de teu peito entre os arminhos
Como entre as névoas se balouça a lua. . .
É noite, pois! Durmamos, Julieta!
Recende a alcova ao trescalar das flores.
Fechemos sobre nós estas cortinas...
- São as asas do arcanjo dos amores.
A frouxa luz da alabastrina lâmpada
Lambe voluptuosa os teus contornos...
Oh! Deixa-me aquecer teus pés divinos
Ao doudo afago de meus lábios mornos.
Mulher do meu amor! Quando aos meus beijos
Treme tua alma, como a lira ao vento,
Das teclas de teu seio que harmonias,
Que escalas de suspiros, bebo atento!
Ai! Canta a cavatina do delírio,
Ri, suspira, soluça, anseia e chora. . .
Marion! Marion!... É noite ainda.
Que importa os raios de uma nova aurora?!...
Como um negro e sombrio firmamento,
Sobre mim desenrola teu cabelo...
E deixa-me dormir balbuciando:
- Boa noite! - formosa Consuelo.
Poesia abolicionista
Leitura e Produção de Textos
O poeta
dos
escravos
Oldpirates,yes,theyrobI
SoldI tothemerchant ships
Minutes aftertheytookI
Fromthebottomless pit
Butmy handwas madestrong
Bythehand oftheAlmighty
We forwardin thisgeneration
Triumphantly
Won'tyouhelp tosing
These's songsof freedom?
'CauseallI ever have
Redemption songs
Redemption songs
Emancipate yourselves from mental slavery
None but ourselves can free ourminds
Haveno fear for atomic energy
'Cause none of them can stop the time
How long shall they kill ourprophets
While westand outside andlook
Somesay it's just a part of it
We'vegot to fulfill the book
TRADUÇÃO
Canção da Redenção
Velhos piratas, é, eles me roubaram
Me venderam para os navios
mercantes
Minutos depois deles
Me tirarem do porão sem fundo
Mas minha mão foi feita forte
Pela mão do Todo-Poderoso
Seguimos nessa geração
Triunfantemente
Você não vai ajudar a cantar
Mais uma canção de liberdade?
Pois tudo que já tive
Canções de redenção
Canções de redenção
Emancipem-se da escravidão mental
Ninguém além de nós mesmos pode
libertar nossa mente
Não tenha medo da energia atômica
Porque nenhum deles pode parar o
tempo
Por quanto tempo vão matar nossos
profetas
Enquanto ficamos parados olhando?
uh!
É, alguns dizem que é só uma parte
disso
Temos que completar o livro
O NAVIO
NEGREIRO
(1869)
CastroAlves
Visão do Inferno
Eraum sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalarde açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...
Negras mulheres, suspendendo àstetas
Magras crianças,cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuase espantadas,
Noturbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsiae mágoa vãs!
Violência e Crueldade
Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!
No entanto o capitão manda a manobra,
E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!..."
Emotividade e Eloquência
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-mevós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuasvagas
De teu mantoeste borrão?...
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!
As Vítimas
Sãoos filhos do deserto,
Onde a terra esposa a luz.
Onde vive em campo aberto
A tribo dos homens nus...
Sãoos guerreiros ousados
Que com os tigres mosqueados
Combatem na solidão.
Ontem simples, fortes, bravos.
Hoje míseros escravos,
Sem luz, sem ar, sem razão...
A crítica como transição
Existe um povo quea bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro debacante fria!...
Meu Deus! meuDeus! mas que bandeira é esta,
Queimpudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa...chora, e chora tanto
Queo pavilhão se lave no teu pranto!...
Auriverde pendão deminha terra,
Quea brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Queservires a umpovo de mortalha!...
Romântico?
Fatalidadeatroz que a mente esmaga!
Extinguenesta hora o brigue imundo
O trilhoque Colomboabriunas vagas,
Comoum írisno pélagoprofundo!
Mas é infâmiademais! ... Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arrancaesse pendãodos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!
Tenho um presente pra você...
Leitura e Produção de Textos
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Leitura e Produção de Textos

Romantismo - Gerações Poéticas

  • 1.
    ROMANTISMO Leitura e Produçãode Textos Romantismo
  • 2.
    Românticos (VanderLee) Românticos são poucos Românticossão loucos Desvairados Que querem ser o outro Que pensam que o outro é o paraíso... Românticos são lindos Românticos são limpos E pirados Que choram com baladas Que amam sem vergonha E sem juízo...
  • 3.
    O CONTEXTO Rebeldia einconformismo Repúdio às regras.
  • 4.
    Leitura e Produçãode Textos Rejeição aos modelos Clássicos
  • 5.
  • 6.
  • 7.
    Em cismar, sozinho,à noite, Mais prazer eu encontro lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. Canção do Exílio Gonçalves Dias
  • 8.
  • 9.
    “Meu canto demorte, Guerreiros, ouvi: Sou filho das selvas, Nas selvascresci; Guerreiros, descendo Da tribo tupi. Da tribo pujante, Que agora anda errante Por fado inconstante, Guerreiros, nasci; Sou bravo, sou forte, Sou filho do Norte; Meu canto de morte, Guerreiros, ouvi.”
  • 10.
  • 11.
    Spleen "Quando não háo amor, há o vinho; quando não há o vinho, há o fumo; e quando não há amor, nem vinho, nem fumo, há o spleen. Gosto mais de uma garrafa de vinho que de um poema." Álvares de Azevedo
  • 12.
    Sol dos Insones LordByron Sol dos insones! Ó astro de melancolia! Arde teu raio em pranto, longe a tremular, E expões a treva que não podes dissipar: Que semelhante és à lembrança da alegria! Assim raia o passado, a luz de tanto dia, Que brilha sem com raios fracos aquecer; Noturna, uma tristeza vela para ver, Distinta mas distante-clara-mas que fria!
  • 13.
  • 14.
    Oh!ter vinte anossem gozar deleve A ventura deuma alma dedonzela! E sem na vida ter sentido nunca Na suave atração deum róseo corpo Meus olhos turvos se fechar degozo! Oh!nos meussonhos, pelas noites minhas Passam tantas visões sobre meu peito! Palor defebre meusemblante cobre, Bate meucoração com tanto fogo! Um doce nome os lábios meus suspiram, Um nome demulher .. e vejo lânguida No véu suavede amorosas sombras Seminua, abatida, a mão noseio, Perfumada visão rompera nuvem, Sentar-se junto a mim, nas minhas pálpebras O alentofresco e levecomoa vida Passar delicioso. . .Quedelírios! Acordo palpitante . .inda a procuro; Embalde a chamo, embalde as minhas lágrimas Banham meusolhos, e suspiro e gemo... Imploro uma ilusão. . .tudo é silêncio! Só o leito deserto, a sala muda! Amorosa visão, mulher dos sonhos, Eu sou tão infeliz, eusofro tanto! Nunca virás iluminar meupeito Com um raio de luz desses teus olhos?
  • 15.
    Casimiro de Abreu Opoeta ingênuo Meus Oito Anos Oh ! que saudades que eu tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazemmais ! Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras À sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjais !
  • 16.
  • 17.
  • 18.
  • 19.
    Boa noite Veux-tu doncpartir? Le jour est encore éloigné: C'était le rossignol et non pas l'alouette, Dont le chant a frappé ton oreílle inquiète; Il chante Ia nuit sur les branches de ce granadier Crois-moi, cher ami, c'était le rossignol. Shakespeare Boa noite, Maria! Eu vou,me embora. A lua nas janelas bate em cheio. Boa noite, Maria! É tarde... é tarde. . Não me apertes assim contra teu seio. Boa noite! ... E tu dizes - Boa noite. Mas não digas assim por entre beijos... Mas não mo digas descobrindo o peito, - Mar de amor onde vagam meus desejos! Julieta do céu! Ouve... a calhandra já rumoreja o canto da matina. Tu dizes que eu menti? ... pois foi mentira... Quem cantou foi teu hálito, divina! Se a estrela-d'alva os derradeiros raios Derrama nos jardins do Capuleto, Eu direi, me esquecendo d'alvorada: "É noite ainda em teu cabelo preto..."
  • 20.
    Leitura e Produçãode Textos É noite ainda! Brilha na cambraia - Desmanchado o roupão, a espádua nua O globo de teu peito entre os arminhos Como entre as névoas se balouça a lua. . . É noite, pois! Durmamos, Julieta! Recende a alcova ao trescalar das flores. Fechemos sobre nós estas cortinas... - São as asas do arcanjo dos amores. A frouxa luz da alabastrina lâmpada Lambe voluptuosa os teus contornos... Oh! Deixa-me aquecer teus pés divinos Ao doudo afago de meus lábios mornos. Mulher do meu amor! Quando aos meus beijos Treme tua alma, como a lira ao vento, Das teclas de teu seio que harmonias, Que escalas de suspiros, bebo atento! Ai! Canta a cavatina do delírio, Ri, suspira, soluça, anseia e chora. . . Marion! Marion!... É noite ainda. Que importa os raios de uma nova aurora?!... Como um negro e sombrio firmamento, Sobre mim desenrola teu cabelo... E deixa-me dormir balbuciando: - Boa noite! - formosa Consuelo.
  • 21.
    Poesia abolicionista Leitura eProdução de Textos O poeta dos escravos
  • 22.
    Oldpirates,yes,theyrobI SoldI tothemerchant ships MinutesaftertheytookI Fromthebottomless pit Butmy handwas madestrong Bythehand oftheAlmighty We forwardin thisgeneration Triumphantly Won'tyouhelp tosing These's songsof freedom? 'CauseallI ever have Redemption songs Redemption songs Emancipate yourselves from mental slavery None but ourselves can free ourminds Haveno fear for atomic energy 'Cause none of them can stop the time How long shall they kill ourprophets While westand outside andlook Somesay it's just a part of it We'vegot to fulfill the book
  • 23.
    TRADUÇÃO Canção da Redenção Velhospiratas, é, eles me roubaram Me venderam para os navios mercantes Minutos depois deles Me tirarem do porão sem fundo Mas minha mão foi feita forte Pela mão do Todo-Poderoso Seguimos nessa geração Triunfantemente Você não vai ajudar a cantar Mais uma canção de liberdade? Pois tudo que já tive Canções de redenção Canções de redenção Emancipem-se da escravidão mental Ninguém além de nós mesmos pode libertar nossa mente Não tenha medo da energia atômica Porque nenhum deles pode parar o tempo Por quanto tempo vão matar nossos profetas Enquanto ficamos parados olhando? uh! É, alguns dizem que é só uma parte disso Temos que completar o livro
  • 24.
  • 25.
    Visão do Inferno Eraumsonho dantesco... o tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho. Em sangue a se banhar. Tinir de ferros... estalarde açoite... Legiões de homens negros como a noite, Horrendos a dançar... Negras mulheres, suspendendo àstetas Magras crianças,cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuase espantadas, Noturbilhão de espectros arrastadas, Em ânsiae mágoa vãs!
  • 26.
    Violência e Crueldade Presanos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: "Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!..."
  • 27.
    Emotividade e Eloquência SenhorDeus dos desgraçados! Dizei-mevós, Senhor Deus! Se é loucura... se é verdade Tanto horror perante os céus?! Ó mar, por que não apagas Co'a esponja de tuasvagas De teu mantoeste borrão?... Astros! noites! tempestades! Rolai das imensidades! Varrei os mares, tufão!
  • 28.
    As Vítimas Sãoos filhosdo deserto, Onde a terra esposa a luz. Onde vive em campo aberto A tribo dos homens nus... Sãoos guerreiros ousados Que com os tigres mosqueados Combatem na solidão. Ontem simples, fortes, bravos. Hoje míseros escravos, Sem luz, sem ar, sem razão...
  • 29.
    A crítica comotransição Existe um povo quea bandeira empresta P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!... E deixa-a transformar-se nessa festa Em manto impuro debacante fria!... Meu Deus! meuDeus! mas que bandeira é esta, Queimpudente na gávea tripudia? Silêncio. Musa...chora, e chora tanto Queo pavilhão se lave no teu pranto!... Auriverde pendão deminha terra, Quea brisa do Brasil beija e balança, Estandarte que a luz do sol encerra E as promessas divinas da esperança... Tu que, da liberdade após a guerra, Foste hasteado dos heróis na lança Antes te houvessem roto na batalha, Queservires a umpovo de mortalha!...
  • 30.
    Romântico? Fatalidadeatroz que amente esmaga! Extinguenesta hora o brigue imundo O trilhoque Colomboabriunas vagas, Comoum írisno pélagoprofundo! Mas é infâmiademais! ... Da etérea plaga Levantai-vos, heróis do Novo Mundo! Andrada! arrancaesse pendãodos ares! Colombo! fecha a porta dos teus mares!
  • 31.
    Tenho um presentepra você... Leitura e Produção de Textos
  • 32.
    • Já pensouem um manual de Interpretação de Textos, pra você fechar qualquer questão? E de graça? Leitura e Produção de Textos
  • 33.
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