Fundação Universidade Federal do Rio Grande
Departamento de Ciências Fisiológicas -
Farmacologia
Receptores farmacológicos
Daniela Martí Barros
Estrutura dos receptores
 Existem quatro “superfamílias” - com uma arquitetura
comum.
 Três “superfamílias”consistem em receptores de
membrana (transmembrana).
 O quarto tipo é intracelular
Receptores ligados a canais
 Denominados receptores ionotrópicos
 Participam principalmente da transmissão rápida
 Proteínas oligoméricas dispostas ao redor de um
canal.
 A ligação do ligante e a abertura do canal ocorrem
em milissegundos
 Alguns exemplos: nAch, GABAA, NMDA
rReceptores ligados à proteína G
 Receptores metabotrópicos
 A proteína G é uma proteína de membrana que consiste
em três subunidades (αβγ), em que a subunidade α possui
atividade GTPase.
 Existem vários tipos de proteína G, que interagem com
diferentes receptores e controlam diferentes efetores.
 Alguns exemplos: mAch, adrenorreceptores, GABAB
Efetores controlados por proteínas G
 Duas vias chaves são controladas por receptores através
de proteínas G.
 Ambas podem ser ativadas ou inibidas por ligantes
farmacológicos.
 Via da adenilato ciclase/cAMP:
- AC catalisa a formação do mensageiro intracelular cAMP
- O cAMP ativa várias proteínas quinases, fosforilando de
várias enzimas, transportadores e outras proteínas.
Efetores controlados por proteínas G
 Via da fosfolipase C/trifosfato de inositol/ diacilglicerol:
- Catalisa a formação de dois mensageiros
intracelulares - IP3 e DAG
- O IP3 aumenta a conc intracelular de cálcio
- O ↑ [ ] intracelular de cálcio desencadeia eventos
como: contração, secreção, ativação enzimática e
hiperpolarização de membrana.
- O DAG ativa proteína quinase C que controla
muitas funções celulares.
Hippocampal Celular Events in Memory Consolidation
Stimulation
Inhibition
Ca
+2
Ca
+2
PLs GC
ATP Ras PiP2 GTP NO
cAMP Ca
+2
/CAM Ca
+2
/CAM cGMP
cAMP-GEF Raf DAG... Ca+2
IP3
PKA Rap1 MEK CamK II/IV PKG
Rsk Ca
+2
PKC
other targets MAPK other targets other targets
other targets
new proteins
c-fos CREB jun mRNA
AC
α2 D2 5HT1A β D1/5 Ca
++
TrK NMDA AMPA mGLU mACh K
+
by MRM Vianna
Eventos Intracelulares - Transdução de Sinal
Receptores ligados a quinases
 Os receptores de vários hormônios (p. ex insulina) e
fatores de crescimento incorporam a tirosina quinase em
seu domínio intracelular.
 Estão envolvidos principalmente em eventos que
controlam o crescimento e a diferenciação celulares e
atuam indiretamente ao regular a transcrição gênica.
 Existem duas vias importantes:
- a via Ras/Raf/MAP quinase (divisão, crescimento
e diferenciação celular)
- a via Jak/Stat ativada por citocinas - controla a
síntese e liberação de mediadores inflamatórios.
Receptores intracelulares
 Controlam a transcrição gênica
 Os ligantes incluem hormônios esteróides, hormônios
tiroideanos, vit D, ac. retinóico
 Os receptores são proteínas intracelulares, os ligantes
devem penetrar nas células.
 Os efeitos são produzidos em conseqüência da síntese
alterada de proteínas e, portanto, de início lento.
Receptores

Receptores

  • 1.
    Fundação Universidade Federaldo Rio Grande Departamento de Ciências Fisiológicas - Farmacologia Receptores farmacológicos Daniela Martí Barros
  • 2.
    Estrutura dos receptores Existem quatro “superfamílias” - com uma arquitetura comum.  Três “superfamílias”consistem em receptores de membrana (transmembrana).  O quarto tipo é intracelular
  • 3.
    Receptores ligados acanais  Denominados receptores ionotrópicos  Participam principalmente da transmissão rápida  Proteínas oligoméricas dispostas ao redor de um canal.  A ligação do ligante e a abertura do canal ocorrem em milissegundos  Alguns exemplos: nAch, GABAA, NMDA
  • 5.
    rReceptores ligados àproteína G  Receptores metabotrópicos  A proteína G é uma proteína de membrana que consiste em três subunidades (αβγ), em que a subunidade α possui atividade GTPase.  Existem vários tipos de proteína G, que interagem com diferentes receptores e controlam diferentes efetores.  Alguns exemplos: mAch, adrenorreceptores, GABAB
  • 7.
    Efetores controlados porproteínas G  Duas vias chaves são controladas por receptores através de proteínas G.  Ambas podem ser ativadas ou inibidas por ligantes farmacológicos.  Via da adenilato ciclase/cAMP: - AC catalisa a formação do mensageiro intracelular cAMP - O cAMP ativa várias proteínas quinases, fosforilando de várias enzimas, transportadores e outras proteínas.
  • 8.
    Efetores controlados porproteínas G  Via da fosfolipase C/trifosfato de inositol/ diacilglicerol: - Catalisa a formação de dois mensageiros intracelulares - IP3 e DAG - O IP3 aumenta a conc intracelular de cálcio - O ↑ [ ] intracelular de cálcio desencadeia eventos como: contração, secreção, ativação enzimática e hiperpolarização de membrana. - O DAG ativa proteína quinase C que controla muitas funções celulares.
  • 9.
    Hippocampal Celular Eventsin Memory Consolidation Stimulation Inhibition Ca +2 Ca +2 PLs GC ATP Ras PiP2 GTP NO cAMP Ca +2 /CAM Ca +2 /CAM cGMP cAMP-GEF Raf DAG... Ca+2 IP3 PKA Rap1 MEK CamK II/IV PKG Rsk Ca +2 PKC other targets MAPK other targets other targets other targets new proteins c-fos CREB jun mRNA AC α2 D2 5HT1A β D1/5 Ca ++ TrK NMDA AMPA mGLU mACh K + by MRM Vianna Eventos Intracelulares - Transdução de Sinal
  • 10.
    Receptores ligados aquinases  Os receptores de vários hormônios (p. ex insulina) e fatores de crescimento incorporam a tirosina quinase em seu domínio intracelular.  Estão envolvidos principalmente em eventos que controlam o crescimento e a diferenciação celulares e atuam indiretamente ao regular a transcrição gênica.  Existem duas vias importantes: - a via Ras/Raf/MAP quinase (divisão, crescimento e diferenciação celular) - a via Jak/Stat ativada por citocinas - controla a síntese e liberação de mediadores inflamatórios.
  • 12.
    Receptores intracelulares  Controlama transcrição gênica  Os ligantes incluem hormônios esteróides, hormônios tiroideanos, vit D, ac. retinóico  Os receptores são proteínas intracelulares, os ligantes devem penetrar nas células.  Os efeitos são produzidos em conseqüência da síntese alterada de proteínas e, portanto, de início lento.