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1
UNIVERSIDADE ANHANGUERA
CURSO SUPERIOR DE PSICOLOGIA – 1º SEMESTRE
Introdução à Psicologia
Síntese - Cápitulo 4
Angélica Alves da Costa Nogueira – RA: 394999611962
Cecília Pinto Moreira – RA:
Gabriela Loro Santos – RA: 395068711962
Patrícia Avelino Ferreira da Silva – RA: 395110011962
Sheila Cristine Leandro Lins – RA: 393342211962
São José dos Campos
2021
2
Angélica Alves da Costa Nogueira – RA: 394999611962
Cecília Pinto Moreira – RA:
Gabriela Loro Santos – RA: 395068711962
Patrícia Avelino Ferreira da Silva – RA: 395110011962
Sheila Cristine Leandro Lins – RA: 393342211962
“INTRODUÇÃO À PSICOLOGIA”
Resumo de Introdução à Psicologia
apresentado à Universidade
Anhanguera, como requisito parcial
para a obtenção de média bimestral na
disciplina de: Neuroanatomofisiologia
Professora: Carina de Souza Fonseca
3
SUMÁRIO
1 – INTRODUÇÃO ............................................................................................. 2
2 - BEHAVORISMO ........................................................................................... 5
3 - TEORIA SOCIAL COGNITIVA ..................................................................... 6
4 – PSICOLOGIA ANALITICA .......................................................................... 6
5 –TEORIA DE CAMPO .................................................................................... 7
6 – MEMÓRIA SENSORIAL ............................................................................. 8
7 – MEMÓRIA OPERACIONAL (CURTO PRAZO) ......................................... 8
7.1 – CODIFICAÇÃO ............................................................................. 9
7.2 – ARMAZENAMENTO .................................................................... 10
7.3 – ESQUECIMENTO ....................................................................... 10
7.4 – RECUPERAÇÃO ........................................................................ 11
8 – MEMÓRIA LONGO PRAZO ...................................................................... 12
8.1 – CODIFICAÇÃO ............................................................................ 12
8.2 – FALHAS DE RECUPERAÇÃO .................................................... 13
8.3 – ESQUECIMENTO ....................................................................... 13
8.4 – FATORES EMOCIONAIS ........................................................... 13
8.5 – EFEITOS DE CONTEXTO ........................................................... 14
8.6 – REPRESSÃO ............................................................................... 14
9 – MEMÓRIA IMPLÍCITA ............................................................................... 15
10 – MEMÓRIA CONSTRUTIVA ..................................................................... 15
11 – APERFEIÇOAMENTO DE MEMÓRIA .................................................... 16
12 – CONCLUSÃO .......................................................................................... 18
13 – REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ............................................................ 19
4
Síntese da Leitura do Capítulo 4 - Aprendizagem, condicionamento e
memória. Livro: “ Introdução à psicologia – ATKINSON & HILGARD”.
O que é behaviorismo?
“Behaviorismo é uma palavra que deriva do termo “behavior”, que em inglês quer
dizer “comportamento”. Somado ao sufixo “ismo”, que no latim, entre suas inúmeras
definições, significa “fenômeno”, podemos deduzir que behaviorismo é uma ciência
que estuda a conduta dos seres vivos”. FONTE: <http://Behaviorismo: o que é,
tipos e como ele pode te ajudar - Sbcoaching
No início do sec. XX, o fisiologista russo, chamado Ivan Pavlov, fez uma
importante descoberta através de suas experiências tornando-se conhecida
como Reflexo Condicionado. Um cão, era condicionado à salivação quando
era lhe apresentado um pedaço de carne (reflexo não-condicionado). No início,
a experiência era feita apenas com a apresentação da carne, em seguida a
campainha (estímulo neutro), foi inserida ao experimento. Após várias
tentativas com o experimento de acionar a campainha ao oferecer o pedaço de
carne, o cão passou a associar os dois itens apresentados passando a salivar
ao toque da campainha. Essa reação ao reforço neutro foi chamada de reflexo
condicionado.
Fonte:<http://comportamentalismo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/pavlov-
300×186.png>
5
O estudo do condicionamento, foi importante para o entendimento de
coisas comuns em nosso dia- a - dia sendo positiva ou negativa.
Outro tipo de condicionamento é conhecido como operante ou
instrumental, tem como precursor o psicólogo norte-americano Burrhus
Frederic Skinner. Para Skinner, o comportamento é influenciado por seus
resultados havendo um estímulo reforçador, podendo ser positivo ou negativo.
Positivo quando fortalece o tipo de comportamento (recompensa), e negativo,
quando inibe certo comportamento, (punição).
Exemplo
FONTE: <http:// Teoria | Behaviorismo, Teoria, Reforço positivo
(pinterest.com)
Skinner realizou a maioria de suas experiências com animais inferiores –
principalmente pombo e rato branco. Desenvolveu o que se tornou conhecido
como "caixa de Skinner", aparelho adequado para o estudo animal, onde, um
rato é colocado dentro de uma caixa fechada que contém apenas uma
alavanca e um fornecedor de alimento. Quando o animal aperta a alavanca sob
as condições estabelecidas pelo experimentador, uma bolinha de alimento cai
sobre a tigela, recompensando-o. Após o animal ter fornecido esta resposta, o
experimentador pode colocar o comportamento deste animal sob controle de
6
uma infinita variedade de estímulos. Além disso, tais comportamentos
podem ser modelados ou modificados gradativamente até aparecerem
respostas que não faziam parte do repertório comportamental. Êxito nestes
esforços levaram Skinner a acreditar que as leis da aprendizagem se aplicam a
todos os organismos vivos.
TEORIA SOCIAL COGNITIVA
Para Bandura, foi compreendido que, a Psicologia comportamental tem
ligação direta entre o estimulo e resposta, além de ocorrer influencias diretas
entre os elementos culturais e sociais, crenças e escolaridade e expectativas.
Cada individuo tem participação direta no direcionamento de seu
comportamento, ou seja, participa diretamente das suas escolhas e também
das suas respostas.
Podemos citar aqui, o REFORÇO DE VICARIO, teoria também de Bandura,
onde foi concluído que, cada indivíduo possui a capacidade de aprender
através da observação do comportamento de outras pessoas através das
consequências.
PSICOLOGIA ANALITICA (Carl Jung)
Arquétipos, trata- se imagens e/ou memorias que estão guardadas em
nosso inconsciente e que de certa maneira ao decorrer de nossas vidas
acabam se manifestando de alguma forma para cada um de nós.
Segundo Schultz, como exemplo de imagens, podemos considerar a
self, persona (mascara construída), anima e animus e sombra, dentre outras.
Vale aprofundar nesta pesquisa esses exemplos de imagens:
Arquétipos Persona, é uma teoria de Carl Jung. Essa teoria é vista
como uma espécie de “mascara”, onde o indivíduo apresenta certo tipo de
vivência social na qual não corresponde a sua realidade.
Anima e Animus: Para Jung, são característica feminina e masculina.
Porém, apresentam-se de forma inversa em ambos os sexos. Acaba sendo um
ponto de equilíbrio. O Anima, aparece no homem, onde apresenta elemento
femininos. E O Animus nas mulheres, onde representa o lado masculino. Todas
as pessoas possuem um lado feminino e um lado masculino.
7
Já a sombra, representa o nosso lado obscuro, lado mais impulsivo e
primitivo da nossa personalidade.
TEORIA DE CAMPO
Elaborada por Kurt Lewin, a pesquisa de campo, está correlacionada
diretamente ao espaço vital, ou seja, passado, presente e futuro. Kurt levantou
a teoria onde seria possível o indivíduo encontrar equilíbrio em seu ambiente.
Como exemplo, podemos citar que, pessoas tendem a se lembrar mais
de coisas que não havia realizado do que das coisas que já havia concluído,
efeito este conhecido como Zeigarnik.
Memória sensorial
O que é memória sensorial?
A memória sensorial nos permite reter as informações obtidas através
dos sentidos por um curto período; posteriormente, esses sinais serão
descartados ou transmitidos para outros estoques de maior duração, memória
de trabalho e memória de longo prazo, através dos quais será possível operar
com estímulos imediatos.
A memória sensorial é um mecanismo automático de percepção e não
faz processos cognitivos avançados em nosso cérebro. Ela é conhecida como
uma memória de carregamento para nosso cérebro processar informações
dentro da memória de trabalho, que depois escolhe se a envia ou não para a
memória de longo prazo.
Em sua formulação original, Neisser considerou que existem dois tipos
de memória sensorial: a icônica, que processa a informação visual, e a
ecóica, baseada em estímulos auditivos e verbais.
Tipo de memória sensorial
8
Memória icônica
O tipo mais pesquisado de memória sensorial é o icônico, que registra
informações visuais. As contribuições mais relevantes em torno desse
fenômeno foram feitas por George Sperling nos ano 50 e 60. Através de seus
estudos pioneiros com tacistoscópio, Sperling concluiu que as pessoas têm a
capacidade de reter simultaneamente 4 ou 5 itens depois de fixar os olhos por
um momento de um amplo conjunto estimulante. Por exemplo, se eu pedir-lhe
para olhar para uma imagem e, em seguida, fechar os olhos e tentar ver a
imagem, o que você pode “ver” no olho da sua mente é uma memória icônica
da imagem. Normalmente, as lembranças icônicas são armazenadas por
períodos ligeiramente mais curtos de tempo do que as memórias ecoicas
(memórias auditivas).
Ambas as memórias icônicas e ecoicas são sensoriais, não tipos de
memória de longo prazo, e, portanto, são muito temporárias e desaparecem
rapidamente.
Memória Operacional
Como já observado, a memória sensorial contém um volume enorme de
informações de rápida deterioração. Somente as informações que recebem a
atenção devida são transferidas da memória sensorial para o próximo nível de
armazenamento de memória. Atkinson e Shiffrin referiram-se a esse estágio
como memória de curto prazo. Os experimentos demonstram que existe um
sistema de memória de curto prazo separado tanto do armazenamento
sensorial como da memória de longo prazo (por exemplo, Brown, 1958;
Peterson e Peterson, 1959). Os teóricos dessa visão usam o termo memória
operacional (ou memória de trabalho) para se referirem à memória de curto
prazo, visando destacar seu papel para o pensamento, em vez de
simplesmente como um mero espaço de armazenamento.
9
Codificação
Para codificar informações na memória operacional, precisamos dedicar
nossa atenção a elas. Uma vez que somos seletivos quanto ao foco da nossa
atenção, nossa memória operacional conterá somente aquilo que foi
selecionado. Isso significa que grande parte daquilo a que somos expostos
nunca entra na memória operacional e, naturalmente, não estará disponível
para recuperação posterior.
Codificação fonológica
Quando as informações são codificadas na memória, são inseridas de
acordo com um determinado código ou representação.
Codificação visual
Podemos também manter itens verbais de maneira visual. Os
experimentos indicam que, embora possamos usar um código visual para o
material verbal, esse código enfraquece rapidamente. Quando uma pessoa
precisa armazenar itens não verbais (como figuras difíceis de descrever e,
portanto, difíceis de repetir fonologicamente), o código visual se torna mais
importante.
Conceitos atuais acerca da memória operacional
A existência de códigos fonológicos e visuais levou os pesquisadores a
argumentar que a memória operacional consiste em vários espaços de
trabalho, ou buffers, distintos. Um dos sistemas (conhecido como loop
fonológico) é usado para armazenar e operar informações em código acústico.
Nesse sistema, as informações podem ser esquecidas rapidamente, mas
podem ser mantidas indefinidamente por meio do processo de repetição. Um
segundo sistema, conhecido como armazenamento visual-espacial, mantém e
opera mediante informações visuais ou espaciais (Baddeley, 1986).
10
Como o loop fonológico e o armazenamento visual-espacial interagem
entre si? Baddeley e Hitch (1974) propuseram que esses dois sistemas são
controlados por outro sistema “mestre” chamado executivo. Este sistema
controla os outros dois, decidindo quais informações serão codificadas em
cada um deles (ou seja, ele direciona a atenção) e quais operações serão
executadas naquelas informações. Uma vez que os dois outros sistemas estão
sob o controle do executivo, são chamados, às vezes, “sistemas escravos”. Por
fim, Baddeley (2000) reconheceu, recentemente, a necessidade de se propor
um componente adicional da memória operacional chamado buffer episódico.
Uma função importante desse subsistema é a de unir ou associar aspectos
diferentes de uma memória.
Armazenamento
O fato mais notável acerca da memória operacional talvez seja a
limitação de sua capacidade. Para o loop fonológico, o limite é de sete itens
mais ou menos dois. Algumas pessoas armazenam apenas cinco itens; outras
podem reter até nove.
Para a memória operacional, a maioria dos adultos normais tem
capacidade de sete mais ou menos dois. Essa constância é conhecida desde
os primórdios da psicologia experimental.
Esquecimento
Podemos ter a capacidade de manter sete itens rapidamente, mas, na
maioria das vezes, eles logo serão esquecidos. O esquecimento ocorre ou
porque os itens “enfraquecem” com o tempo ou porque são trocados por novos
itens. As informações na memória operacional podem simplesmente
enfraquecer com o tempo. Podemos pensar na representação de um item
como um traço que enfraquece em questão de segundos.
A outra principal causa do esquecimento na memória operacional é o
deslocamento de itens antigos por itens novos.
11
Recuperação
Pesquisas já demonstraram que, quanto mais itens houver na memória
operacional, mais lenta será a recuperação.
Memória operacional e pensamento
A memória operacional desempenha um papel importante no
pensamento. Quando tentamos conscientemente resolver um problema, em
geral usamos a memória operacional para armazenar partes do problema
assim como as informações acessadas da memória de longo prazo que são
relevantes ao problema.
A memória operacional também é crucial para processos de linguagem,
como acompanhar uma conversação ou ler um texto.
Memória de longo prazo
A memória de longo prazo é envolvida quando as informações tiverem
que ser retidas por intervalos de poucos minutos (como um ponto referido em
uma conversação anterior) ou durante toda a vida (como as memórias de
infância de um adulto).
Codificação
O significado na codificação
Para o material verbal, a representação dominante na memória de longo
prazo não é acústica nem visual; pelo contrário, ela se baseia no significado
dos itens. Itens de codificação de acordo com seu significado ocorrem mesmo
quando representam palavras isoladas, mas são mais notáveis quando
constituem sentenças.
12
Com frequência, os itens dos quais precisamos nos lembrar são
significativos, mas as conexões entre eles não.
Pistas de recuperação
Muitos casos de esquecimento de memória de longo prazo resultam
mais da perda de acesso às informações que da perda dessas informações em
si. Isto é, uma memória fraca sempre reflete mais falha na recuperação que no
armazenamento. Tentar recuperar um item da memória de longo prazo é como
tentar encontrar um livro em uma grande biblioteca. A falha em não encontrar o
livro não significa, necessariamente, que ele não esteja lá; ele pode estar
sendo procurado no setor errado ou simplesmente arquivado em outro setor.
Evidência para falhas de recuperação
Nossa experiência rotineira fornece evidência considerável de falhas de
recuperação. Em algum momento, todos nós perdemos a capacidade de
evocar um fato ou experiência, só para nos lembrarmos disso mais tarde.
Embora não haja evidências sólidas para essas ocorrências, elas sugerem que
algumas memórias aparentemente esquecidas não estão perdidas, mas
simplesmente mais difíceis de ser acessadas.
Esquecimento: perda de informações do armazenamento
O fato de que algum esquecimento seja causado por falhas de
recuperação não implica que isso aconteça com todos os esquecimentos.
Parece muito pouco provável que tudo o que aprendemos ainda esteja na
memória esperando pela sugestão correta de recuperação. Algumas
informações certamente serão esquecidas, ou seja, perdidas no
armazenamento (Loftus e Loftus, 1980).
Fatores emocionais no esquecimento
Até agora tratamos a memória como se ela fosse uma entidade
inteiramente separada da emoção. Mas acontece de, às vezes, nos
13
lembrarmos ou esquecermos de algum material por causa do seu conteúdo
emocional. Em alguns casos, pensamentos de ansiedade interferem na
recuperação da memória alvo; em outros, a memória alvo pode ficar
ativamente bloqueada (reprimida). E ainda, em outros, a emoção pode
intensificar a memória, como memórias cintilantes.
Interferência na Recuperação via Ansiedade
Ansiedade é uma emoção que surge repentinamente e gera o desejo de
fugir de algo ao mesmo tempo em que geralmente começam a surgir
pensamentos negativos no estilo de autosabotagem e assim inicia-se uma
avalanche difícil de controlar. Nossa consciência se perde no meio da bagunça
que começa a se criar e então as tentativas de recuperar informações ficam
bem mais complicadas. Um profissional que estava pronto para apresentar um
trabalho super bem analisado e planejado, de repente, se vê sem saber como
iniciar a sua apresentação.
Efeitos de Contexto
Ocorre quando recuperamos uma informação experienciando uma
emoção similar à vivida no momento em que a memória que se busca
recuperar foi gravada. É como se sentir novamente o que foi sentido trouxesse
mais facilmente a memória do que vivenciando em um momento de emoção
completamente distinto. Por exemplo: ao brigar com o marido, algo foi dito que
marcou profundamente. Se essa fala surgir num contexto de briga novamente,
essa memória será recuperada mais facilmente porque a pessoa estará
experimentando a mesma emoção.
Repressão
Repressão é um fenômeno em que a memória é bloqueada como uma
forma de “sobrevivência” como se acessar essa memória fosse algo altamente
destrutivo então o sistema encontra uma forma de proteger ignorando a
existência ou dificultando o acesso a essas memórias reprimindo-as. Freud
14
explica em sua Teoria que acessar memórias traumáticas de infância que
foram reprimidas levaria a um alto grau de ansiedade no indivíduo.
Memória Implícita
Memória Implícita é aquela que demonstramos sem esforço, como
amarrar os sapatos, entrar no elevador e escolher um andar, escovar os dentes
ou escolher a colher para tomar uma sopa. Sabemos o que fazer e fazemos
sem buscar a informação com esforço. Olhamos e agimos, a memória é
implícita, foi aprendido no passado e fazemos como que automaticamente.
Pessoas com amnésia são muito estudadas quanto à memória implícita já que
os tipos de perda de memória na amnésia podem ser bem distintos nos
indivíduos. Habilidades motoras geralmente são preservadas na amnésia então
embora a pessoa não consiga recordar fatos de sua vida, ainda pode andar e
ler normalmente como fazia devido à memória implícita. Eles apenas sabem
que sabem e não como sabem.
Em 1905 Freud trouxe à luz a questão da Amnésia Infantil, que é o
resultado de não lembrarmos de nossos primeiros anos de vida, apesar de
terem sido os anos em que mais aprendemos e experimentamos a vida,
dificilmente alguém se recorda dos primeiros 3 anos de existência. Uma das
possibilidades levantadas para essa amnésia é que a forma de
armazenamento de uma criança e de um adulto são diferentes: enquanto um
adulto categoriza e associa memórias, crianças simplesmente codificam e
armazenam. Quando ela passa a armazenar com associação, as anteriores
são perdidas. O hipocampo, que tem função nas memórias de consolidação e
é fundamental par memórias de longo prazo, ainda não se encontra
plenamente desenvolvido e por isso elas não armazenam da mesma forma que
um adulto. Geralmente o hipocampo está maduro cerca de 2 anos após o
nascimento e a linguagem mais desenvolvida por volta dos 3 anos.
Memória Construtiva
Segundo Piaget, sobre nossas memórias, mesmo tudo que temos como
verdade absoluta, pelo menos uma coisa foi construída, ou seja, inventada.
15
Uma falsa memória pode ser criada no momento em que é codificada como
uma memória de curto prazo ou mesmo quando já está armazenada como
memória de longo prazo. Podemos entender que se a percepção do indivíduo
no momento original está distorcida da realidade, sua memória tardia também
estará.
Nossas percepções por si só não formam memórias definitivas, precisam
de outros processos para se fixarem como memórias de longo prazo e algumas
memórias construtivas podem ser definidas como inferências, ou seja, o que
vivemos após ser somado ao que construímos sobre o que de fato vivemos, se
torna complexo de ser separado porque torna-se praticamente uma informação
só. Ou seja, a inferência do que criamos/construímos sobre o que foi vivido,
afeta a memória final e cada vez que acessamos essa memória, ela se torna
diferente do que era a última vez em que foi acessada, o que também é
chamado no livro de Atkinson & Hildgard de Reconstrução de Memórias Pós-
Episódio. Os autores também fazem consideração sobre as Informações
Sugestivas trazidas por terceiros que também são capazes de inferir na
reconstrução de Memórias Pós-Episódio.
Memória e suas implicâncias no Sistema Jurídico
Se pensarmos em tudo que vimos até aqui sobre memória e as
condições possíveis de que o que nos lembramos possa não ser de fato o que
realmente ocorreu ou ter sido distorcido, ou talvez termos construído uma
memória com base em esterótipos e pré-conceitos, podemos imaginar a
gravidade disso em um depoimento ou testemunho num Tribunal.
Uma das questões muito interessantes trazida pelos autores do livro
estudado de Atkinson e Hildgard é a suscetibilidade de crianças alterarem suas
memórias quando induzidas a responderem de acordo com as perguntas
formuladas. Ou seja, se a pergunta contém indícios do que ocorreu, a sugestão
é aceita pela criança e passa a ser a sua memória sobre o ocorrido. Algo
similar ocorre nas confissões forçadas em que durante o interrogatório, a
16
pessoa é induzida a acreditar no que lhe é perguntado a fim de se obter uma
confissão que lhe desqualifique ou não lhe dê chances de defesa caso não
tenha de fato feito o que lhe é questionado. O ambiente a que está exposta, as
condições até fisiológicas aliadas à informação que lhe é acrescentada pode
ser fator gerador de uma memória falsa.
Aperfeiçoamento da Memória
Uma das formas mais utilizadas de aperfeiçoamento de memória é
conectar locais a palavras, encontrar uma forma de realizar um passeio mental
que conecte a informação que busco a algo mais facilmente acessado. Chama-
se de Imagética a conexão de pares não-relacionados e Sistemas
Mnemônicos a tentativa de aperfeiçoar a memória. A Imagética pode ser
comumente usada na aprendizagem de um novo idioma onde ligamos a
imagem do item e buscamos o seu nome aprendido na nova língua.
A memória é construída e reconstruída baseada em expectativa e
conhecimento
A memória é construída e reconstruída baseada em expectativa e
conhecimento., apresenta origem sistemática, na realidade, objetiva
subjacente. Ocorre quando a mesma foi formada ou em períodos variáveis
após sua formação. Esse tipo de reconstrução forma a base para as memórias
que, mesmo que incorretas, passam a impressão de reais e são recontadas
com muita confiança.
Embora não possamos aumentar a capacidade de memória operacional,
conseguimos utilizar esquemas de recodificação com a finalidade de aumentar
o tamanho de um chunk (pedaço), e com isso aumentar a amplitude da
memória.
A memória de longo prazo pode ser melhorada nos estágios de codificação e
de recuperação. Os meios de melhorar a codificação são: elaborar o significado
dos itens e organizar o material durante a codificação. E a melhor forma de
17
melhorar a restauração da codificação no contexto da recuperação e praticar a
recuperação das informações durante a aprendizagem
18
CONCLUSÃO
Após a leitura do capítulo 4 do livro “Introdução à psicologia,
conseguimos compreender que, por muitos anos, os estudiosos acreditaram
que a aprendizagem acontecia por processos de condicionamentos, porém,
nos dias atuais pesquisadores afirmam que, a aprendizagem pode ocorrer das
mais variadas formas, conforme detalhadamente apresentado nesta breve
pesquisa apresentada.
19
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
Atkinson & Hilgard: Introdução à psicologia. 2. ed. – São Paulo, SP : Cengage,
2018. Recurso eletrônico.

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  • 1. 1 UNIVERSIDADE ANHANGUERA CURSO SUPERIOR DE PSICOLOGIA – 1º SEMESTRE Introdução à Psicologia Síntese - Cápitulo 4 Angélica Alves da Costa Nogueira – RA: 394999611962 Cecília Pinto Moreira – RA: Gabriela Loro Santos – RA: 395068711962 Patrícia Avelino Ferreira da Silva – RA: 395110011962 Sheila Cristine Leandro Lins – RA: 393342211962 São José dos Campos 2021
  • 2. 2 Angélica Alves da Costa Nogueira – RA: 394999611962 Cecília Pinto Moreira – RA: Gabriela Loro Santos – RA: 395068711962 Patrícia Avelino Ferreira da Silva – RA: 395110011962 Sheila Cristine Leandro Lins – RA: 393342211962 “INTRODUÇÃO À PSICOLOGIA” Resumo de Introdução à Psicologia apresentado à Universidade Anhanguera, como requisito parcial para a obtenção de média bimestral na disciplina de: Neuroanatomofisiologia Professora: Carina de Souza Fonseca
  • 3. 3 SUMÁRIO 1 – INTRODUÇÃO ............................................................................................. 2 2 - BEHAVORISMO ........................................................................................... 5 3 - TEORIA SOCIAL COGNITIVA ..................................................................... 6 4 – PSICOLOGIA ANALITICA .......................................................................... 6 5 –TEORIA DE CAMPO .................................................................................... 7 6 – MEMÓRIA SENSORIAL ............................................................................. 8 7 – MEMÓRIA OPERACIONAL (CURTO PRAZO) ......................................... 8 7.1 – CODIFICAÇÃO ............................................................................. 9 7.2 – ARMAZENAMENTO .................................................................... 10 7.3 – ESQUECIMENTO ....................................................................... 10 7.4 – RECUPERAÇÃO ........................................................................ 11 8 – MEMÓRIA LONGO PRAZO ...................................................................... 12 8.1 – CODIFICAÇÃO ............................................................................ 12 8.2 – FALHAS DE RECUPERAÇÃO .................................................... 13 8.3 – ESQUECIMENTO ....................................................................... 13 8.4 – FATORES EMOCIONAIS ........................................................... 13 8.5 – EFEITOS DE CONTEXTO ........................................................... 14 8.6 – REPRESSÃO ............................................................................... 14 9 – MEMÓRIA IMPLÍCITA ............................................................................... 15 10 – MEMÓRIA CONSTRUTIVA ..................................................................... 15 11 – APERFEIÇOAMENTO DE MEMÓRIA .................................................... 16 12 – CONCLUSÃO .......................................................................................... 18 13 – REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ............................................................ 19
  • 4. 4 Síntese da Leitura do Capítulo 4 - Aprendizagem, condicionamento e memória. Livro: “ Introdução à psicologia – ATKINSON & HILGARD”. O que é behaviorismo? “Behaviorismo é uma palavra que deriva do termo “behavior”, que em inglês quer dizer “comportamento”. Somado ao sufixo “ismo”, que no latim, entre suas inúmeras definições, significa “fenômeno”, podemos deduzir que behaviorismo é uma ciência que estuda a conduta dos seres vivos”. FONTE: <http://Behaviorismo: o que é, tipos e como ele pode te ajudar - Sbcoaching No início do sec. XX, o fisiologista russo, chamado Ivan Pavlov, fez uma importante descoberta através de suas experiências tornando-se conhecida como Reflexo Condicionado. Um cão, era condicionado à salivação quando era lhe apresentado um pedaço de carne (reflexo não-condicionado). No início, a experiência era feita apenas com a apresentação da carne, em seguida a campainha (estímulo neutro), foi inserida ao experimento. Após várias tentativas com o experimento de acionar a campainha ao oferecer o pedaço de carne, o cão passou a associar os dois itens apresentados passando a salivar ao toque da campainha. Essa reação ao reforço neutro foi chamada de reflexo condicionado. Fonte:<http://comportamentalismo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/pavlov- 300×186.png>
  • 5. 5 O estudo do condicionamento, foi importante para o entendimento de coisas comuns em nosso dia- a - dia sendo positiva ou negativa. Outro tipo de condicionamento é conhecido como operante ou instrumental, tem como precursor o psicólogo norte-americano Burrhus Frederic Skinner. Para Skinner, o comportamento é influenciado por seus resultados havendo um estímulo reforçador, podendo ser positivo ou negativo. Positivo quando fortalece o tipo de comportamento (recompensa), e negativo, quando inibe certo comportamento, (punição). Exemplo FONTE: <http:// Teoria | Behaviorismo, Teoria, Reforço positivo (pinterest.com) Skinner realizou a maioria de suas experiências com animais inferiores – principalmente pombo e rato branco. Desenvolveu o que se tornou conhecido como "caixa de Skinner", aparelho adequado para o estudo animal, onde, um rato é colocado dentro de uma caixa fechada que contém apenas uma alavanca e um fornecedor de alimento. Quando o animal aperta a alavanca sob as condições estabelecidas pelo experimentador, uma bolinha de alimento cai sobre a tigela, recompensando-o. Após o animal ter fornecido esta resposta, o experimentador pode colocar o comportamento deste animal sob controle de
  • 6. 6 uma infinita variedade de estímulos. Além disso, tais comportamentos podem ser modelados ou modificados gradativamente até aparecerem respostas que não faziam parte do repertório comportamental. Êxito nestes esforços levaram Skinner a acreditar que as leis da aprendizagem se aplicam a todos os organismos vivos. TEORIA SOCIAL COGNITIVA Para Bandura, foi compreendido que, a Psicologia comportamental tem ligação direta entre o estimulo e resposta, além de ocorrer influencias diretas entre os elementos culturais e sociais, crenças e escolaridade e expectativas. Cada individuo tem participação direta no direcionamento de seu comportamento, ou seja, participa diretamente das suas escolhas e também das suas respostas. Podemos citar aqui, o REFORÇO DE VICARIO, teoria também de Bandura, onde foi concluído que, cada indivíduo possui a capacidade de aprender através da observação do comportamento de outras pessoas através das consequências. PSICOLOGIA ANALITICA (Carl Jung) Arquétipos, trata- se imagens e/ou memorias que estão guardadas em nosso inconsciente e que de certa maneira ao decorrer de nossas vidas acabam se manifestando de alguma forma para cada um de nós. Segundo Schultz, como exemplo de imagens, podemos considerar a self, persona (mascara construída), anima e animus e sombra, dentre outras. Vale aprofundar nesta pesquisa esses exemplos de imagens: Arquétipos Persona, é uma teoria de Carl Jung. Essa teoria é vista como uma espécie de “mascara”, onde o indivíduo apresenta certo tipo de vivência social na qual não corresponde a sua realidade. Anima e Animus: Para Jung, são característica feminina e masculina. Porém, apresentam-se de forma inversa em ambos os sexos. Acaba sendo um ponto de equilíbrio. O Anima, aparece no homem, onde apresenta elemento femininos. E O Animus nas mulheres, onde representa o lado masculino. Todas as pessoas possuem um lado feminino e um lado masculino.
  • 7. 7 Já a sombra, representa o nosso lado obscuro, lado mais impulsivo e primitivo da nossa personalidade. TEORIA DE CAMPO Elaborada por Kurt Lewin, a pesquisa de campo, está correlacionada diretamente ao espaço vital, ou seja, passado, presente e futuro. Kurt levantou a teoria onde seria possível o indivíduo encontrar equilíbrio em seu ambiente. Como exemplo, podemos citar que, pessoas tendem a se lembrar mais de coisas que não havia realizado do que das coisas que já havia concluído, efeito este conhecido como Zeigarnik. Memória sensorial O que é memória sensorial? A memória sensorial nos permite reter as informações obtidas através dos sentidos por um curto período; posteriormente, esses sinais serão descartados ou transmitidos para outros estoques de maior duração, memória de trabalho e memória de longo prazo, através dos quais será possível operar com estímulos imediatos. A memória sensorial é um mecanismo automático de percepção e não faz processos cognitivos avançados em nosso cérebro. Ela é conhecida como uma memória de carregamento para nosso cérebro processar informações dentro da memória de trabalho, que depois escolhe se a envia ou não para a memória de longo prazo. Em sua formulação original, Neisser considerou que existem dois tipos de memória sensorial: a icônica, que processa a informação visual, e a ecóica, baseada em estímulos auditivos e verbais. Tipo de memória sensorial
  • 8. 8 Memória icônica O tipo mais pesquisado de memória sensorial é o icônico, que registra informações visuais. As contribuições mais relevantes em torno desse fenômeno foram feitas por George Sperling nos ano 50 e 60. Através de seus estudos pioneiros com tacistoscópio, Sperling concluiu que as pessoas têm a capacidade de reter simultaneamente 4 ou 5 itens depois de fixar os olhos por um momento de um amplo conjunto estimulante. Por exemplo, se eu pedir-lhe para olhar para uma imagem e, em seguida, fechar os olhos e tentar ver a imagem, o que você pode “ver” no olho da sua mente é uma memória icônica da imagem. Normalmente, as lembranças icônicas são armazenadas por períodos ligeiramente mais curtos de tempo do que as memórias ecoicas (memórias auditivas). Ambas as memórias icônicas e ecoicas são sensoriais, não tipos de memória de longo prazo, e, portanto, são muito temporárias e desaparecem rapidamente. Memória Operacional Como já observado, a memória sensorial contém um volume enorme de informações de rápida deterioração. Somente as informações que recebem a atenção devida são transferidas da memória sensorial para o próximo nível de armazenamento de memória. Atkinson e Shiffrin referiram-se a esse estágio como memória de curto prazo. Os experimentos demonstram que existe um sistema de memória de curto prazo separado tanto do armazenamento sensorial como da memória de longo prazo (por exemplo, Brown, 1958; Peterson e Peterson, 1959). Os teóricos dessa visão usam o termo memória operacional (ou memória de trabalho) para se referirem à memória de curto prazo, visando destacar seu papel para o pensamento, em vez de simplesmente como um mero espaço de armazenamento.
  • 9. 9 Codificação Para codificar informações na memória operacional, precisamos dedicar nossa atenção a elas. Uma vez que somos seletivos quanto ao foco da nossa atenção, nossa memória operacional conterá somente aquilo que foi selecionado. Isso significa que grande parte daquilo a que somos expostos nunca entra na memória operacional e, naturalmente, não estará disponível para recuperação posterior. Codificação fonológica Quando as informações são codificadas na memória, são inseridas de acordo com um determinado código ou representação. Codificação visual Podemos também manter itens verbais de maneira visual. Os experimentos indicam que, embora possamos usar um código visual para o material verbal, esse código enfraquece rapidamente. Quando uma pessoa precisa armazenar itens não verbais (como figuras difíceis de descrever e, portanto, difíceis de repetir fonologicamente), o código visual se torna mais importante. Conceitos atuais acerca da memória operacional A existência de códigos fonológicos e visuais levou os pesquisadores a argumentar que a memória operacional consiste em vários espaços de trabalho, ou buffers, distintos. Um dos sistemas (conhecido como loop fonológico) é usado para armazenar e operar informações em código acústico. Nesse sistema, as informações podem ser esquecidas rapidamente, mas podem ser mantidas indefinidamente por meio do processo de repetição. Um segundo sistema, conhecido como armazenamento visual-espacial, mantém e opera mediante informações visuais ou espaciais (Baddeley, 1986).
  • 10. 10 Como o loop fonológico e o armazenamento visual-espacial interagem entre si? Baddeley e Hitch (1974) propuseram que esses dois sistemas são controlados por outro sistema “mestre” chamado executivo. Este sistema controla os outros dois, decidindo quais informações serão codificadas em cada um deles (ou seja, ele direciona a atenção) e quais operações serão executadas naquelas informações. Uma vez que os dois outros sistemas estão sob o controle do executivo, são chamados, às vezes, “sistemas escravos”. Por fim, Baddeley (2000) reconheceu, recentemente, a necessidade de se propor um componente adicional da memória operacional chamado buffer episódico. Uma função importante desse subsistema é a de unir ou associar aspectos diferentes de uma memória. Armazenamento O fato mais notável acerca da memória operacional talvez seja a limitação de sua capacidade. Para o loop fonológico, o limite é de sete itens mais ou menos dois. Algumas pessoas armazenam apenas cinco itens; outras podem reter até nove. Para a memória operacional, a maioria dos adultos normais tem capacidade de sete mais ou menos dois. Essa constância é conhecida desde os primórdios da psicologia experimental. Esquecimento Podemos ter a capacidade de manter sete itens rapidamente, mas, na maioria das vezes, eles logo serão esquecidos. O esquecimento ocorre ou porque os itens “enfraquecem” com o tempo ou porque são trocados por novos itens. As informações na memória operacional podem simplesmente enfraquecer com o tempo. Podemos pensar na representação de um item como um traço que enfraquece em questão de segundos. A outra principal causa do esquecimento na memória operacional é o deslocamento de itens antigos por itens novos.
  • 11. 11 Recuperação Pesquisas já demonstraram que, quanto mais itens houver na memória operacional, mais lenta será a recuperação. Memória operacional e pensamento A memória operacional desempenha um papel importante no pensamento. Quando tentamos conscientemente resolver um problema, em geral usamos a memória operacional para armazenar partes do problema assim como as informações acessadas da memória de longo prazo que são relevantes ao problema. A memória operacional também é crucial para processos de linguagem, como acompanhar uma conversação ou ler um texto. Memória de longo prazo A memória de longo prazo é envolvida quando as informações tiverem que ser retidas por intervalos de poucos minutos (como um ponto referido em uma conversação anterior) ou durante toda a vida (como as memórias de infância de um adulto). Codificação O significado na codificação Para o material verbal, a representação dominante na memória de longo prazo não é acústica nem visual; pelo contrário, ela se baseia no significado dos itens. Itens de codificação de acordo com seu significado ocorrem mesmo quando representam palavras isoladas, mas são mais notáveis quando constituem sentenças.
  • 12. 12 Com frequência, os itens dos quais precisamos nos lembrar são significativos, mas as conexões entre eles não. Pistas de recuperação Muitos casos de esquecimento de memória de longo prazo resultam mais da perda de acesso às informações que da perda dessas informações em si. Isto é, uma memória fraca sempre reflete mais falha na recuperação que no armazenamento. Tentar recuperar um item da memória de longo prazo é como tentar encontrar um livro em uma grande biblioteca. A falha em não encontrar o livro não significa, necessariamente, que ele não esteja lá; ele pode estar sendo procurado no setor errado ou simplesmente arquivado em outro setor. Evidência para falhas de recuperação Nossa experiência rotineira fornece evidência considerável de falhas de recuperação. Em algum momento, todos nós perdemos a capacidade de evocar um fato ou experiência, só para nos lembrarmos disso mais tarde. Embora não haja evidências sólidas para essas ocorrências, elas sugerem que algumas memórias aparentemente esquecidas não estão perdidas, mas simplesmente mais difíceis de ser acessadas. Esquecimento: perda de informações do armazenamento O fato de que algum esquecimento seja causado por falhas de recuperação não implica que isso aconteça com todos os esquecimentos. Parece muito pouco provável que tudo o que aprendemos ainda esteja na memória esperando pela sugestão correta de recuperação. Algumas informações certamente serão esquecidas, ou seja, perdidas no armazenamento (Loftus e Loftus, 1980). Fatores emocionais no esquecimento Até agora tratamos a memória como se ela fosse uma entidade inteiramente separada da emoção. Mas acontece de, às vezes, nos
  • 13. 13 lembrarmos ou esquecermos de algum material por causa do seu conteúdo emocional. Em alguns casos, pensamentos de ansiedade interferem na recuperação da memória alvo; em outros, a memória alvo pode ficar ativamente bloqueada (reprimida). E ainda, em outros, a emoção pode intensificar a memória, como memórias cintilantes. Interferência na Recuperação via Ansiedade Ansiedade é uma emoção que surge repentinamente e gera o desejo de fugir de algo ao mesmo tempo em que geralmente começam a surgir pensamentos negativos no estilo de autosabotagem e assim inicia-se uma avalanche difícil de controlar. Nossa consciência se perde no meio da bagunça que começa a se criar e então as tentativas de recuperar informações ficam bem mais complicadas. Um profissional que estava pronto para apresentar um trabalho super bem analisado e planejado, de repente, se vê sem saber como iniciar a sua apresentação. Efeitos de Contexto Ocorre quando recuperamos uma informação experienciando uma emoção similar à vivida no momento em que a memória que se busca recuperar foi gravada. É como se sentir novamente o que foi sentido trouxesse mais facilmente a memória do que vivenciando em um momento de emoção completamente distinto. Por exemplo: ao brigar com o marido, algo foi dito que marcou profundamente. Se essa fala surgir num contexto de briga novamente, essa memória será recuperada mais facilmente porque a pessoa estará experimentando a mesma emoção. Repressão Repressão é um fenômeno em que a memória é bloqueada como uma forma de “sobrevivência” como se acessar essa memória fosse algo altamente destrutivo então o sistema encontra uma forma de proteger ignorando a existência ou dificultando o acesso a essas memórias reprimindo-as. Freud
  • 14. 14 explica em sua Teoria que acessar memórias traumáticas de infância que foram reprimidas levaria a um alto grau de ansiedade no indivíduo. Memória Implícita Memória Implícita é aquela que demonstramos sem esforço, como amarrar os sapatos, entrar no elevador e escolher um andar, escovar os dentes ou escolher a colher para tomar uma sopa. Sabemos o que fazer e fazemos sem buscar a informação com esforço. Olhamos e agimos, a memória é implícita, foi aprendido no passado e fazemos como que automaticamente. Pessoas com amnésia são muito estudadas quanto à memória implícita já que os tipos de perda de memória na amnésia podem ser bem distintos nos indivíduos. Habilidades motoras geralmente são preservadas na amnésia então embora a pessoa não consiga recordar fatos de sua vida, ainda pode andar e ler normalmente como fazia devido à memória implícita. Eles apenas sabem que sabem e não como sabem. Em 1905 Freud trouxe à luz a questão da Amnésia Infantil, que é o resultado de não lembrarmos de nossos primeiros anos de vida, apesar de terem sido os anos em que mais aprendemos e experimentamos a vida, dificilmente alguém se recorda dos primeiros 3 anos de existência. Uma das possibilidades levantadas para essa amnésia é que a forma de armazenamento de uma criança e de um adulto são diferentes: enquanto um adulto categoriza e associa memórias, crianças simplesmente codificam e armazenam. Quando ela passa a armazenar com associação, as anteriores são perdidas. O hipocampo, que tem função nas memórias de consolidação e é fundamental par memórias de longo prazo, ainda não se encontra plenamente desenvolvido e por isso elas não armazenam da mesma forma que um adulto. Geralmente o hipocampo está maduro cerca de 2 anos após o nascimento e a linguagem mais desenvolvida por volta dos 3 anos. Memória Construtiva Segundo Piaget, sobre nossas memórias, mesmo tudo que temos como verdade absoluta, pelo menos uma coisa foi construída, ou seja, inventada.
  • 15. 15 Uma falsa memória pode ser criada no momento em que é codificada como uma memória de curto prazo ou mesmo quando já está armazenada como memória de longo prazo. Podemos entender que se a percepção do indivíduo no momento original está distorcida da realidade, sua memória tardia também estará. Nossas percepções por si só não formam memórias definitivas, precisam de outros processos para se fixarem como memórias de longo prazo e algumas memórias construtivas podem ser definidas como inferências, ou seja, o que vivemos após ser somado ao que construímos sobre o que de fato vivemos, se torna complexo de ser separado porque torna-se praticamente uma informação só. Ou seja, a inferência do que criamos/construímos sobre o que foi vivido, afeta a memória final e cada vez que acessamos essa memória, ela se torna diferente do que era a última vez em que foi acessada, o que também é chamado no livro de Atkinson & Hildgard de Reconstrução de Memórias Pós- Episódio. Os autores também fazem consideração sobre as Informações Sugestivas trazidas por terceiros que também são capazes de inferir na reconstrução de Memórias Pós-Episódio. Memória e suas implicâncias no Sistema Jurídico Se pensarmos em tudo que vimos até aqui sobre memória e as condições possíveis de que o que nos lembramos possa não ser de fato o que realmente ocorreu ou ter sido distorcido, ou talvez termos construído uma memória com base em esterótipos e pré-conceitos, podemos imaginar a gravidade disso em um depoimento ou testemunho num Tribunal. Uma das questões muito interessantes trazida pelos autores do livro estudado de Atkinson e Hildgard é a suscetibilidade de crianças alterarem suas memórias quando induzidas a responderem de acordo com as perguntas formuladas. Ou seja, se a pergunta contém indícios do que ocorreu, a sugestão é aceita pela criança e passa a ser a sua memória sobre o ocorrido. Algo similar ocorre nas confissões forçadas em que durante o interrogatório, a
  • 16. 16 pessoa é induzida a acreditar no que lhe é perguntado a fim de se obter uma confissão que lhe desqualifique ou não lhe dê chances de defesa caso não tenha de fato feito o que lhe é questionado. O ambiente a que está exposta, as condições até fisiológicas aliadas à informação que lhe é acrescentada pode ser fator gerador de uma memória falsa. Aperfeiçoamento da Memória Uma das formas mais utilizadas de aperfeiçoamento de memória é conectar locais a palavras, encontrar uma forma de realizar um passeio mental que conecte a informação que busco a algo mais facilmente acessado. Chama- se de Imagética a conexão de pares não-relacionados e Sistemas Mnemônicos a tentativa de aperfeiçoar a memória. A Imagética pode ser comumente usada na aprendizagem de um novo idioma onde ligamos a imagem do item e buscamos o seu nome aprendido na nova língua. A memória é construída e reconstruída baseada em expectativa e conhecimento A memória é construída e reconstruída baseada em expectativa e conhecimento., apresenta origem sistemática, na realidade, objetiva subjacente. Ocorre quando a mesma foi formada ou em períodos variáveis após sua formação. Esse tipo de reconstrução forma a base para as memórias que, mesmo que incorretas, passam a impressão de reais e são recontadas com muita confiança. Embora não possamos aumentar a capacidade de memória operacional, conseguimos utilizar esquemas de recodificação com a finalidade de aumentar o tamanho de um chunk (pedaço), e com isso aumentar a amplitude da memória. A memória de longo prazo pode ser melhorada nos estágios de codificação e de recuperação. Os meios de melhorar a codificação são: elaborar o significado dos itens e organizar o material durante a codificação. E a melhor forma de
  • 17. 17 melhorar a restauração da codificação no contexto da recuperação e praticar a recuperação das informações durante a aprendizagem
  • 18. 18 CONCLUSÃO Após a leitura do capítulo 4 do livro “Introdução à psicologia, conseguimos compreender que, por muitos anos, os estudiosos acreditaram que a aprendizagem acontecia por processos de condicionamentos, porém, nos dias atuais pesquisadores afirmam que, a aprendizagem pode ocorrer das mais variadas formas, conforme detalhadamente apresentado nesta breve pesquisa apresentada.
  • 19. 19 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA Atkinson & Hilgard: Introdução à psicologia. 2. ed. – São Paulo, SP : Cengage, 2018. Recurso eletrônico.