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Trabalho sobre as
Teorias do
Behaviorismo
Disciplina: Psicologia da Educação
Professora: Andrea Bruno
Turma: 402
Alunas:
Alexsandra Santana
Andreia Serpe
MªGiovana Oliveira
Marisa Oliveira
Mileni Reis
Teorias
Behavioristas
BEHAVIORISMO
O termo Behaviorismo foi utilizado
inicialmente em 1913 em um artigo denominado
“Psicologia: como os behavioristas a vêem” por
John Broadus Watson. "Behavior" significa
"comportamento" e ele definiu como: "Um ramo
experimental e puramente objetivo da ciência
natural. A sua meta é a previsão e controle do
comportamento...". Ele postulava o comportamento
como objeto da Psicologia.
Watson é considerado o pai do behaviorismo,
mas é necessário que se diga que antes dele, dois
pesquisadores deram os primeiros passos dessa
abordagem: primeiro o americano Edward Lee
Thorndike (1874-1949) e depois o russo Ivan
Petrovich Pavlov (1849-1936).
Segundo Graham (2007), o behaviorismo é uma
doutrina que entende a psicologia como ciência do
comportamento e não da mente. Nessa perspectiva, o
comportamento é explicado sem referência a eventos
mentais, pois estes podem ser traduzidos em
conceitos comportamentais.
Thorndike Fez da aprendizagem,
particularmente a aprendizagem por
conseqüências recompensadoras,
um conceito central da psicologia,
estabelecendo assim, os princípios que
dariam base ao condicionamento operante de Skinner.
1) EDWARD LEE THORNDIKE (1874/1949) foi o
pioneiro das tentativas para compreender a
aprendizagem dos animais através da realização de
experimentos. Para ele, aprender consistia em
estabelecer uma conexão entre uma resposta e a
produção de situação agradável e que a repetição de
um ato que causava um resultado agradável,
aumentava a probabilidade de ocorrência deste ato –
era a Lei do Efeito.
 os estímulos neutros passam a ser estímulos
condicionados.
 a espécie animal responde aos estímulos do
ambiente de forma incondicionada;
 é possível condicionar a resposta a partir de
estímulos neutros, modificando o comportamento
incondicionado;
2) Ivan Pavlov formulou sua teoria do
reflexo no início do século XX. Sua
hipótese fundamental tem três aspectos
indissociáveis:
O experimento de Pavlov consistiu em
condicionar um cão que ao ver o alimento e
posteriormente ao ouvir o som de uma campainha,
salivava. A simples idéia da carne já provocava no cão
uma reação orgânica que era visível através da
salivação, fortalecendo assim, a idéia de que era
possível condicionar o comportamento animal e
posteriormente o humano.
J. B. Watson foi o iniciador da escola
behaviorista, considerou a pesquisa animal a única
verdadeira por ser extrospectiva e não mentalista.
Com Watson, a Psicologia mudou seu foco, da
consciência, dos fenômenos psíquicos, para o
comportamento e dados observáveis e verificáveis.
Watson sofreu influência da filosofia empírica de
John Locke e da psicologia fisiológica de Ivan Pavlov,
de quem aceitou o condicionamento clássico para
explicar a aprendizagem, admitindo que nascemos
com certas conexões de estímulo-resposta chamados
reflexos.
Segundo FORISSHA (1978: 30), o Behaviorismo
derivou-se de dois grandes movimentos:
1- A crítica ao racionalismo cartesiano – teoria que
atribui à Razão humana a capacidade exclusiva de
conhecer e de estabelecer a Verdade. Opõe-se ao
empirismo, colocando a Razão independente da
experiência sensível, ou seja, rejeita toda intervenção
de sentimentos, somente a Razão é válida.
2- O surgimento da teoria positivista da ciência -
do filósofo francês Augusto Comte (1789-1857).
A teoria behaviorista também é chamada de
comportamentalismo ou condutismo. A
postulação de Watson decorreu em função dos
estudos experimentais sobre o comportamento
reflexo efetuados por Ivan Pavlov e dava à psicologia
a consistência que os psicólogos da época vinham
buscando, ou seja, a Psicologia tinha um objeto
mensurável e observável para estudar e os
experimentos poderiam ser reproduzidos em
diferentes sujeitos e condições. Tais possibilidades
foram importantes para que a Psicologia alcançasse o
status de ciência.
As principais vertentes do pensamento
behaviorista são a corrente Metodológica (Watson) e
a Radical (Skinner).
John Broadus Watson (1878-1958)
Watson foi o primeiro representante
do ambientalismo, lançou o
behaviorismo e transformou o estudo
da aprendizagem em um processo
pelo qual a conduta de um organismo
muda como resultado da experiência.
Watson afirmou que não há limite para o efeito
do ambiente sobre a natureza humana. Sob a
influência do positivismo, rejeita a consciência e o
subjetivismo e considera que a matéria de interesse
da psicologia é o comportamento humano,
defendendo, a pesquisa experimental.
Watson considera ilógica qualquer tipo de
introspecção e propõe, por analogia com a medicina,
a química e a física, a abolição do vocabulário
científico de termos; tais como “sensação, percepção,
imagem, desejo, propósito, e até pensamento e
emoção conquanto definidos de forma subjetiva”. O
behaviorismo, na concepção de Watson, se limita a
formular leis sobre os fenômenos observáveis – os
comportamentos.
Nós podemos observar o comportamento – o
que o organismo diz ou faz. E vamos deixar claro de
uma vez, que falar é fazer – isto é, comportamento.
Falar abertamente ou para nós mesmos (pensar) é
um tipo de comportamento tão objetivo como jogar
baseball”.
Diz Watson (1930, p.6):
Os comportamentos são explicados em termos
de estímulos e respostas. O estímulo é definido por
Watson, como “qualquer objeto no ambiente geral ou
qualquer mudança no organismo devido a condições
fisiológicas”, como a fome, por exemplo. A resposta é
“qualquer coisa que o indivíduo faz”.
Watson (1930, p.225) define língua, apesar de
reconhecer suas complexidades, como um tipo simples
de comportamento, um hábito manipulável, e
considera a sua aprendizagem como uma questão de
condicionamento: “depois que as respostas verbais
condicionadas estão parcialmente estabelecidas,
hábitos frasais e períodos começam a se formar”. Ele
explica que a formação de hábitos é condicionada por
reflexos de várias ordens:
Por exemplo:
A palavra mãe é acionada (1) pela
visão da mãe
(2) pela sua fotografia,
(3) pelo som de sua voz,
(4) pelo som de seus passos,
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(6) pela visão da palavra escrita,
(7) pela visão da palavra escrita em francês mère e
por vários outros estímulos; tais como os estímulos
visuais de seu chapéu, suas roupas, seu sapato.
(p.232)
Watson explica que alguns hábitos são
formados em determinados períodos da vida e que
adultos aprendendo uma língua estrangeira terão
sotaque porque a laringe sofre uma mudança
estrutural na adolescência.
O principal pressuposto da teoria é que a
aprendizagem em geral é sinônimo de formação de
hábitos e seus princípios são:
 a aprendizagem acontece através da repetição a
estímulos;
 os reforços positivos e negativos têm influência
fundamental para a formação dos hábitos desejados;
 a aprendizagem ocorre melhor se as atividades
forem graduadas.
Depois de Watson, Skinner
é o mais importante dos
behavioristas.
Burrhus Frederic Skinner
(1904-1990)
Nenhum pensador ou cientista do
século XX levou tão longe a crença
na possibilidade de controlar e
moldar o comportamento humano
como o norte-americano Burrhus
Frederic Skinner.
Na década de 40, Skinner sistematiza o Behaviorismo
Radical, como proposta para o entendimento sobre o
comportamento do homem. O autor foi
completamente contra as causas internas mentais
para compreender ou explicar o comportamento
humano.
Skinner opõe-se a Watson, que só não
desdobrava suas pesquisas aos fenômenos mentais
pelas limitações metodológicas e não por serem
irreais. Skinner defendia, que o homem era um ser
homogêneo, não acreditando na constituição humana
como junção do corpo e mente.
A aprendizagem para Skinner é fruto de
condicionamento operante, ou seja, um
comportamento é premiado, reforçado, até que ele
seja condicionado de tal forma que ao se retirar o
reforço o comportamento continue a acontecer.
Como lembra Block (2003, p. 13), “o
condicionamento exclui qualquer consideração sobre
pensamentos, sentimentos, intenções, em geral, nos
processos mentais ligeiros, e se preocupa, exclusivamente,
com causas completamente externas à mente e passíveis de
observação”.
A teoria de Skinner apóia-se na idéia de que o
aprendizado tem a função de mudança no
comportamento manifesto. O condicionamento
operante é baseado na lei do efeito de Thorndike,
segundo a qual o comportamento que produz bons
efeitos tende a se tornar mais freqüente, enquanto
que o comportamento que produz maus efeitos tende
a se tornar menos freqüente.
As mudanças no comportamento são o
resultado de uma resposta individual a eventos
(estímulos) que ocorrem no meio. Quando um padrão
particular Estímulo-Resposta (S-R) é reforçado
(recompensado), o indivíduo é condicionado a reagir.
O condicionamento operante é um
mecanismo de aprendizagem de novo comportamento
- um processo que Skinner chamou de modelagem. O
instrumento fundamental de modelagem é o reforço.
Um reforço é qualquer coisa que fortaleça a
resposta desejada. Pode ser um elogio, uma boa
nota, ou um sentimento de realização ou satisfação
crescente. A teoria também cobre reforços negativos -
uma ação que evita uma conseqüência indesejada.
No livro Tecnologia do Ensino, de 1968, o cientista
desenvolveu o que chamou de máquinas de aprendizagem,
que nada mais eram do que a organização de material
didático de maneira que o aluno pudesse utilizar sozinho,
recebendo estímulos à medida que avançava no
conhecimento. Grande parte dos estímulos se baseava na
satisfação de dar respostas corretas aos exercícios
propostos. A idéia nunca chegou a ser aplicada de modo
amplo e sistemático, mas influenciou procedimentos da
educação norte-americana e brasileira.
Skinner considerava o sistema escolar
predominante um fracasso por se basear na presença
obrigatória, sob pena de punição. Ele defendia que
se dessem aos alunos "razões positivas" para estudar,
como prêmios aos que se destacassem.
Princípios do Condicionamento Operante:
1. Comportamento que é positivamente reforçado
vai acontecer novamente. Reforço intermitente é
particularmente efetivo.
2. As informações devem ser apresentadas em
pequenas quantidades, para que as respostas sejam
reforçadas ("moldagem").
3. Reforços vão generalizar, lado a lado, estímulos
similares (generalização de estímulo) produzindo
condicionamento secundário.
Skinner era determinista. Em sua teoria não
havia nenhum espaço para o livre-arbítrio, pois
afirmar que os seres humanos são capazes de livre
escolha seria negar sua suposição básica de que o
comportamento é controlado pelo ambiente e os
genes.
Considerações Finais:
Na perspectiva behaviorista, a
aprendizagem é um comportamento observável,
adquirido de forma mecânica e automática através de
estímulos e respostas. Os mecanismos centrais da
formação de hábitos são o condicionamento e o
reforço como “a satisfação que o indivíduo recebe
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Trabalho slides behavorismo 2014

  • 1. Trabalho sobre as Teorias do Behaviorismo Disciplina: Psicologia da Educação Professora: Andrea Bruno Turma: 402 Alunas: Alexsandra Santana Andreia Serpe MªGiovana Oliveira Marisa Oliveira Mileni Reis
  • 3. BEHAVIORISMO O termo Behaviorismo foi utilizado inicialmente em 1913 em um artigo denominado “Psicologia: como os behavioristas a vêem” por John Broadus Watson. "Behavior" significa "comportamento" e ele definiu como: "Um ramo experimental e puramente objetivo da ciência natural. A sua meta é a previsão e controle do comportamento...". Ele postulava o comportamento como objeto da Psicologia.
  • 4. Watson é considerado o pai do behaviorismo, mas é necessário que se diga que antes dele, dois pesquisadores deram os primeiros passos dessa abordagem: primeiro o americano Edward Lee Thorndike (1874-1949) e depois o russo Ivan Petrovich Pavlov (1849-1936). Segundo Graham (2007), o behaviorismo é uma doutrina que entende a psicologia como ciência do comportamento e não da mente. Nessa perspectiva, o comportamento é explicado sem referência a eventos mentais, pois estes podem ser traduzidos em conceitos comportamentais.
  • 5. Thorndike Fez da aprendizagem, particularmente a aprendizagem por conseqüências recompensadoras, um conceito central da psicologia, estabelecendo assim, os princípios que dariam base ao condicionamento operante de Skinner. 1) EDWARD LEE THORNDIKE (1874/1949) foi o pioneiro das tentativas para compreender a aprendizagem dos animais através da realização de experimentos. Para ele, aprender consistia em estabelecer uma conexão entre uma resposta e a produção de situação agradável e que a repetição de um ato que causava um resultado agradável, aumentava a probabilidade de ocorrência deste ato – era a Lei do Efeito.
  • 6.  os estímulos neutros passam a ser estímulos condicionados.  a espécie animal responde aos estímulos do ambiente de forma incondicionada;  é possível condicionar a resposta a partir de estímulos neutros, modificando o comportamento incondicionado; 2) Ivan Pavlov formulou sua teoria do reflexo no início do século XX. Sua hipótese fundamental tem três aspectos indissociáveis:
  • 7. O experimento de Pavlov consistiu em condicionar um cão que ao ver o alimento e posteriormente ao ouvir o som de uma campainha, salivava. A simples idéia da carne já provocava no cão uma reação orgânica que era visível através da salivação, fortalecendo assim, a idéia de que era possível condicionar o comportamento animal e posteriormente o humano. J. B. Watson foi o iniciador da escola behaviorista, considerou a pesquisa animal a única verdadeira por ser extrospectiva e não mentalista. Com Watson, a Psicologia mudou seu foco, da consciência, dos fenômenos psíquicos, para o comportamento e dados observáveis e verificáveis.
  • 8. Watson sofreu influência da filosofia empírica de John Locke e da psicologia fisiológica de Ivan Pavlov, de quem aceitou o condicionamento clássico para explicar a aprendizagem, admitindo que nascemos com certas conexões de estímulo-resposta chamados reflexos. Segundo FORISSHA (1978: 30), o Behaviorismo derivou-se de dois grandes movimentos: 1- A crítica ao racionalismo cartesiano – teoria que atribui à Razão humana a capacidade exclusiva de conhecer e de estabelecer a Verdade. Opõe-se ao empirismo, colocando a Razão independente da experiência sensível, ou seja, rejeita toda intervenção de sentimentos, somente a Razão é válida.
  • 9. 2- O surgimento da teoria positivista da ciência - do filósofo francês Augusto Comte (1789-1857). A teoria behaviorista também é chamada de comportamentalismo ou condutismo. A postulação de Watson decorreu em função dos estudos experimentais sobre o comportamento reflexo efetuados por Ivan Pavlov e dava à psicologia a consistência que os psicólogos da época vinham buscando, ou seja, a Psicologia tinha um objeto mensurável e observável para estudar e os experimentos poderiam ser reproduzidos em diferentes sujeitos e condições. Tais possibilidades foram importantes para que a Psicologia alcançasse o status de ciência.
  • 10. As principais vertentes do pensamento behaviorista são a corrente Metodológica (Watson) e a Radical (Skinner). John Broadus Watson (1878-1958) Watson foi o primeiro representante do ambientalismo, lançou o behaviorismo e transformou o estudo da aprendizagem em um processo pelo qual a conduta de um organismo muda como resultado da experiência.
  • 11. Watson afirmou que não há limite para o efeito do ambiente sobre a natureza humana. Sob a influência do positivismo, rejeita a consciência e o subjetivismo e considera que a matéria de interesse da psicologia é o comportamento humano, defendendo, a pesquisa experimental. Watson considera ilógica qualquer tipo de introspecção e propõe, por analogia com a medicina, a química e a física, a abolição do vocabulário científico de termos; tais como “sensação, percepção, imagem, desejo, propósito, e até pensamento e emoção conquanto definidos de forma subjetiva”. O behaviorismo, na concepção de Watson, se limita a formular leis sobre os fenômenos observáveis – os comportamentos.
  • 12. Nós podemos observar o comportamento – o que o organismo diz ou faz. E vamos deixar claro de uma vez, que falar é fazer – isto é, comportamento. Falar abertamente ou para nós mesmos (pensar) é um tipo de comportamento tão objetivo como jogar baseball”. Diz Watson (1930, p.6): Os comportamentos são explicados em termos de estímulos e respostas. O estímulo é definido por Watson, como “qualquer objeto no ambiente geral ou qualquer mudança no organismo devido a condições fisiológicas”, como a fome, por exemplo. A resposta é “qualquer coisa que o indivíduo faz”.
  • 13. Watson (1930, p.225) define língua, apesar de reconhecer suas complexidades, como um tipo simples de comportamento, um hábito manipulável, e considera a sua aprendizagem como uma questão de condicionamento: “depois que as respostas verbais condicionadas estão parcialmente estabelecidas, hábitos frasais e períodos começam a se formar”. Ele explica que a formação de hábitos é condicionada por reflexos de várias ordens: Por exemplo: A palavra mãe é acionada (1) pela visão da mãe
  • 14. (2) pela sua fotografia, (3) pelo som de sua voz, (4) pelo som de seus passos, (5) pela visão da palavra impressa, (6) pela visão da palavra escrita, (7) pela visão da palavra escrita em francês mère e por vários outros estímulos; tais como os estímulos visuais de seu chapéu, suas roupas, seu sapato. (p.232)
  • 15. Watson explica que alguns hábitos são formados em determinados períodos da vida e que adultos aprendendo uma língua estrangeira terão sotaque porque a laringe sofre uma mudança estrutural na adolescência. O principal pressuposto da teoria é que a aprendizagem em geral é sinônimo de formação de hábitos e seus princípios são:  a aprendizagem acontece através da repetição a estímulos;  os reforços positivos e negativos têm influência fundamental para a formação dos hábitos desejados;  a aprendizagem ocorre melhor se as atividades forem graduadas.
  • 16. Depois de Watson, Skinner é o mais importante dos behavioristas.
  • 17. Burrhus Frederic Skinner (1904-1990) Nenhum pensador ou cientista do século XX levou tão longe a crença na possibilidade de controlar e moldar o comportamento humano como o norte-americano Burrhus Frederic Skinner. Na década de 40, Skinner sistematiza o Behaviorismo Radical, como proposta para o entendimento sobre o comportamento do homem. O autor foi completamente contra as causas internas mentais para compreender ou explicar o comportamento humano.
  • 18. Skinner opõe-se a Watson, que só não desdobrava suas pesquisas aos fenômenos mentais pelas limitações metodológicas e não por serem irreais. Skinner defendia, que o homem era um ser homogêneo, não acreditando na constituição humana como junção do corpo e mente. A aprendizagem para Skinner é fruto de condicionamento operante, ou seja, um comportamento é premiado, reforçado, até que ele seja condicionado de tal forma que ao se retirar o reforço o comportamento continue a acontecer.
  • 19. Como lembra Block (2003, p. 13), “o condicionamento exclui qualquer consideração sobre pensamentos, sentimentos, intenções, em geral, nos processos mentais ligeiros, e se preocupa, exclusivamente, com causas completamente externas à mente e passíveis de observação”. A teoria de Skinner apóia-se na idéia de que o aprendizado tem a função de mudança no comportamento manifesto. O condicionamento operante é baseado na lei do efeito de Thorndike, segundo a qual o comportamento que produz bons efeitos tende a se tornar mais freqüente, enquanto que o comportamento que produz maus efeitos tende a se tornar menos freqüente.
  • 20. As mudanças no comportamento são o resultado de uma resposta individual a eventos (estímulos) que ocorrem no meio. Quando um padrão particular Estímulo-Resposta (S-R) é reforçado (recompensado), o indivíduo é condicionado a reagir. O condicionamento operante é um mecanismo de aprendizagem de novo comportamento - um processo que Skinner chamou de modelagem. O instrumento fundamental de modelagem é o reforço. Um reforço é qualquer coisa que fortaleça a resposta desejada. Pode ser um elogio, uma boa nota, ou um sentimento de realização ou satisfação crescente. A teoria também cobre reforços negativos - uma ação que evita uma conseqüência indesejada.
  • 21. No livro Tecnologia do Ensino, de 1968, o cientista desenvolveu o que chamou de máquinas de aprendizagem, que nada mais eram do que a organização de material didático de maneira que o aluno pudesse utilizar sozinho, recebendo estímulos à medida que avançava no conhecimento. Grande parte dos estímulos se baseava na satisfação de dar respostas corretas aos exercícios propostos. A idéia nunca chegou a ser aplicada de modo amplo e sistemático, mas influenciou procedimentos da educação norte-americana e brasileira.
  • 22. Skinner considerava o sistema escolar predominante um fracasso por se basear na presença obrigatória, sob pena de punição. Ele defendia que se dessem aos alunos "razões positivas" para estudar, como prêmios aos que se destacassem. Princípios do Condicionamento Operante: 1. Comportamento que é positivamente reforçado vai acontecer novamente. Reforço intermitente é particularmente efetivo. 2. As informações devem ser apresentadas em pequenas quantidades, para que as respostas sejam reforçadas ("moldagem").
  • 23. 3. Reforços vão generalizar, lado a lado, estímulos similares (generalização de estímulo) produzindo condicionamento secundário. Skinner era determinista. Em sua teoria não havia nenhum espaço para o livre-arbítrio, pois afirmar que os seres humanos são capazes de livre escolha seria negar sua suposição básica de que o comportamento é controlado pelo ambiente e os genes.
  • 24. Considerações Finais: Na perspectiva behaviorista, a aprendizagem é um comportamento observável, adquirido de forma mecânica e automática através de estímulos e respostas. Os mecanismos centrais da formação de hábitos são o condicionamento e o reforço como “a satisfação que o indivíduo recebe como resultado de seu desempenho”.
  • 25. “A morte do homem começa no momento em que ele desiste de aprender” AUTOR DESCONHECIDO