APRESENTAÇÕES CLÍNICAS
FORMAS DE ANSIEDADE

LIVRE FLUTUANTE (TÔNICA)
ANSIEDADE GENERALIZADA

SITUACIONAL

ESTÍMULOS EXTERNOS
(FOBIAS)

PAROXÍSTICA (ICTAL)

ESPONTÂNEA
(ATAQUES DE PÂNICO)

ESTÍMULOS INTERNOS
(OBSESSÕES)
Ansiedade e Medo
“Talvez o homem seja mau por esperar morrer durante toda a
vida: e assim morre mil vezes na morte dos outros e das
coisas.
Pois todo animal consciente de estar em perigo de morte
torna-se louco. Louco medroso, louco astuto, louco
malvado, louco que foge, louco servil, louco furioso, louco
odiento, louco embrulhão, louco assassino”
(Tony Duvert, Abecedário Malévolo)
Alerta

Congelamento

Luta ou fuga
Transtornos Ansiosos


São definidos como estados emocionais repetitivos ou
persistentes nos quais a ansiedade desempenha papel
fundamental.



Quadros comuns: Transtorno de Ansiedade
Generalizada, Transtorno do Pânico, Transtornos
Fóbicos-Ansiosos, Transtorno Misto Ansioso e
Depressivo e Transtorno Obsessivo-Compulsivo.
Tríade Cognitiva da
Ansiedade
 Eu: Vulnerável.
 Ambiente: Perigoso.
 Futuro: Incerto.
Poder do Pensamento
Não pense num Elefante!
Eu vi um Elefante azul de
bolinhas amarelas!
Stress pelo Pensamento

Pense num segredo...
TOC – Características
 O TOC é um transtorno crônico e heterogêneo
caracterizado por pensamentos, impulsos, idéias ou
imagens intrusivas, em geral desagradáveis ou
ameaçadoras (obsessões), que irrompem
involuntariamente a consciência do indivíduo
causando-lhe sofrimento e ansiedade. Estas
obsessões freqüentemente são acompanhadas por
atos repetitivos e estereotipados realizados no
sentido de aliviá-las (compulsões).
Melhor Impossível
TOC


Pode começar em qualquer momento, desde a idade
pré-escolar até a adulta (normalmente por volta dos
40 anos).



De um terço à metade dos adultos com TOC relatam
que o início se deu durante a infância.



Passa despercebido com muita freqüência. As pessoas
com TOC consultam 3 a 4 médicos e passam 9 anos
procurando tratamento, antes de receberem o
diagnóstico correto.
Outros dados


A prevalência do TOC ao longo da vida na população
geral varia de 2% a 3% e a prevalência anual é de 1,5%.
Os sintomas têm início na infância ou na adolescência
em um terço a metade dos casos. A distribuição entre
os sexos é semelhante, sendo discretamente maior
entre as mulheres.
Co-ocorrência


Com a depressão simultaneamente ao TOC
pode exigir uma distinção entre ruminação
depressiva sobre circunstâncias ou problemas
desagradáveis da vida e as obsessões
verdadeiras.



Ao contrário dos obsessivos-compulsivos
que, invariavelmente, tentam ignorar ou
suprimir as obsessões, os indivíduos
deprimidos não tentam, tipicamente,
suprimir sua ruminação depressiva.(In.:
Barlow, 1999)
Transtorno Obsessivo
Compulsivo


Pensamentos Obsessivos

 Idéias, imagens ou impulsos que
invadem a consciência de forma
repetida e estereotipada.
 Reconhece com próprios mas
involuntários.


Comportamentos Compulsivos

 Comportamentos estereotipados,
repetidos, que diminuem a ansiedade
associada à obsessão.
Lógica da catástrofe

Pense que este prédio vai cair...
este é o veículo da Ansiedade!
Comportamento supersticioso
 Exemplos comportamentais
Características de
personalidade
 Estilo ruminativo de pensamento
 Perfeccionismo
 Neuroticismo
 Uso de familiares
 Auto-exigência
 Tirania do dever
 Comportamentos supersticiosos
 Isolamento
Temas dos Pensamentos
Obsessivos
 Contaminação
 Agressão
 Sexual
 Somático
 Religioso
 Dúvida
Temas dos Comportamentos
Compulsivos


Sensação de urgência



Não causa prazer, antes alívio (redução da ansiedade)



Alívio este, temporário apenas



Vivenciados como obrigação, forçado, compelido



Tendem a ficar, pela repetição, cansativos
Tipos de Comportamentos
Compulsivos ou Rituais


Limpeza, lavagem, descontaminação



Ordenação e simetria



Verificação ou checagem



Contagem



Colecionismo



Repetição



Mental
TOC e Grooming
O grooming é um comportamento característico de
algumas espécies, que consiste, por exemplo, em
lamber e alisar os pelos e lamber o corpo. Suas
finalidades são a limpeza da superfície corporal, a
regulação da temperatura e a interação social, entre
outras. Os rituais de limpeza dos obsessivos
lembram a seqüência ritualizada do grooming, que,
uma vez iniciada, transcorre na mesma ordem até o
final.
Modelos Cognitivos


Carr(1974, apud Barlow, 1999) propôs que os
obsessivos-compulsivos têm expectativas de
resultado negativo extraordinariamente altas; eles
superestimam as conseqüências negativas para
uma variedade de ações. Ele notou que o
conteúdo obsessivo inclui, tipicamente, exageros
das preocupações dos indivíduos normais: saúde,
morte, bem-estar dos outros, sexo, religião e
outras mais.
Modelos Cognitivos


Beck(1976) sugeriu que o conteúdo das obsessões está
relacionado ao perigo, na forma de dúvida ou aviso.
Modelos Cognitivos


McFall & Wollershein(1979) sugeriram que o
obsessivos-compulsivos mantêm crenças errôneas, tais
que a pessoa tem que ser completamente competente
em todas os esforços, para valer a pena. Outras idéias
erradas incluem a crença de que o fracasso em viver
de acordo com as idéias perfeccionistas deveria ser
punido e que certos rituais mágicos podem impedir
catástrofes.
Modelos Cognitivos


A tendência do obsessivo-compulsivo em desvalorizar
sua capacidade para lidar adequadamente com tais
ameaças exacerba o processo disfuncional.
Salkovskis: e o processamento
automático negativo


Um pensamento intrusivo induzirá perturbações do
humor apenas se ele desencadear estes pensamentos
automáticos negativos através da interação entre a
intrusão inaceitável e o sistema de crenças do
indivíduo.(p.ex. somente pessoas más têm
pensamentos sexuais)
Salkovskis: e o processamento
automático negativo


Responsabilidade e autocensura são temas centrais no
sistema de crença obsessivo-compulsivo. A
neutralização, na forma de compulsões
comportamentais ou cognitivas, pode ser entendida
como uma tentativa para reduzir este senso de
responsabilidade e evitar a censura.
Salkovskis: e o processamento
automático negativo


Além disso, a ocorrência freqüente de pensamentos
relacionados a ações inaceitáveis pode ser percebida,
pelo indivíduo obsessivo-compulsivo, como
representativa das ações em si, assim, p.ex., mesmo se
a pessoa não pecou, pensar em pecar é tão ruim como
pecar em si.
Salkovskis e as cinco
suposições disfuncionais
1.

Ter um pensamento sobre uma ação é como executar a
ação.

2.

O fracasso de impedir(ou em tentar) o prejuízo a si próprio
ou aos outros é o mesmo que ter causado o prejuízo em
primeiro lugar.

3.

A responsabilidade não é atenuada por outros fatores:
baixa probabilidade de ocorrência.

4.

Não neutralizar uma intrusão é equivalente ao desejo de
que o prejuízo envolvido ocorresse.

5.

As pessoas deveriam(e poderiam) controlar seus próprios
pensamentos.
Característica do
pensamento


Enquanto a obsessão pode ser egodistônica, o
pensamento automático que ela evoca será
egossintônico.



Segundo Reed(1985), o indivíduo obsessivo tenta
compensar este prejuízo pela supereestruturação de
sua vida, impondo limites categóricos estritos e
marcadores de tempo.
Foa & Kozak(1985)


Sugeriram que as redes do medo dos indivíduos com
transtornos ansiosos fazem estimativas errôneas da
ameaça, valência negativa extraordinariamente alta
para o acontecimento temido e elementos de resposta
excessiva, bem como, são resistentes a modificações.
Foa & Kozak(1985)


Esta persistência pode refletir o fracasso de ter acesso à
rede do medo, seja pela esquiva ativa, ou porque os
conteúdos da rede do medo impede os encontros com
espontâneos com situações que evoquem ansiedade na
vida cotidiana.
Tratamento Farmacológico


Inibidores seletivos da recaptação da serotonina,
muitas vezes a melhora do quadro é acanhada ou
nula. Apenas 20% dos pacientes ficam inteiramente
livres dos sintomas, quando tratados com a
farmacoterapia isoladamente e, entre 40 a 60 %
obtêm benefícios parciais e variados (Goodman et
al.,1992). Essa resposta tímida aos ISRS nos leva a
pensar que outros sistemas neuroquímicos possam
estar envolvidos, além do serotonérgico.
TCC e Psicofármacos


A terapia comportamental associada à
farmacoterapia são consideradas hoje as primeiras
opções de tratamento. Foi a resposta parcial aos
psicofármacos que nos recomenda a associação de
farmacoterapia com terapia comportamental como
tratamento de escolha para os sintomas obsessivocompulsivos. Felizmente, na maioria das vezes essa
associação terapia-farmacologia consegue atenuar
ou eliminar completamente os sintomas.
Tratamento
Medicamentoso
 Antidepressivos com ação de inibir a
recaptação de serotonina


Fluoxetina



Fluvoxamina



Clomipramina



Paroxetina



Sertralina



Citalopran e Escitalopram

 Doses altas
 Latência de até 12 semanas
Indicação para o
Tratamento

Extraído da Dra. Mariângela Gentil Savóia

TERAPIA
COMPORTAMENTAL

FARMACOLÓGICO

TOC
ORIENTAÇÃO
FAMILIAR
Profa. Maria Angélica Sadir

PSICOTERAPIAS
GRUPO, DINÂMICA
Comorbidades
 Depressão
 Transtorno do
Pânico
 Sintomas
Psicóticos
 TEOC
Identificação
 Três são os aspectos a serem
observados:
 Cognitivo
 Fisiológico
 Comportamental
Terapia Cognitivo-Comportamental


Análise da Queixas



Uso de Inventários



Histórico de Vida



Devolutiva e programação do processo



Psicoterapia

 Fotos





Informações sobre o Transtorno
Diário
Tarefas de casa
Treino de assertividade
Suposições da Terapia
Cognitiva


Os pacientes têm acesso aos sentimentos com um
breve treinamento.



Os pacientes têm acesso a pensamentos e imagens
com um breve treinamento.



Os pacientes têm problemas identificáveis a serem
focalizados.



Os pacientes estão motivados a fazer tarefas de casa e
a aprender estratégias de autocontrole.
Suposições da Terapia
Cognitiva


Os pacientes podem se engajar em
comportamento colaborativo com o terapeuta em
poucas sessões.



As dificuldades no relacionamento terapêutico
não são um foco maior de problemas



Todas as cognições e todos os padrões de
comportamento podem ser modificados por
análise empírica, discurso lógico,
experimentação, passos graduais e prática.
TCC


Testar os pensamentos negativos;



Comparação funcional do aprendizado
histórico/ambiental pelo paciente de esquemas
disfuncionais;



Identificar suposições disfuncionais:
 Não refletem a realidade da experiência humana;
 São rígidas, hipergeneralizadas e extremas;
 Impedem a concretização dos objetivos ao invés de
facilitá-los;
 Sua transgressão está associada a emoções extremas
e excessivas;
 São relativamente inacessíveis a experiência comum.
Características do
Tratamento


Proporcionar explicações adequadas das obsessões



Entender o papel da neutralização na manutenção dos
pensamentos obsessivos



Preparar o paciente para a exposição aos pensamentos
e as situações que desencadeiam as obsessões
Características do
Tratamento


Corrigir, quando necessário,a superestimação do poder
e da importância dos pensamentos



Expor o paciente aos pensamentos e pôr em prática a
prevenção da resposta



Corrigir o exagero das conseqüências de medo
específicas associadas aos pensamentos
Características do
Tratamento


Corrigir o perfeccionismo e a responsabilidade
excessiva



Estimular a percepção de situações mais
vulneráveis a recaída



Preparar estratégias quando ocorrer a recaída
Outros aspectos do
Tratamento


Autoregistro



Efeitos da auto-observação



Processo de extinção



Enfrentamento cognitivo da catastrofização



Controle do Stress: Alimentação Anti-Stress,
Relaxamento, Atividade Física e Controle
Emocional(modificação do pensamento)
Exames dos resultados


A exposição afeta principalmente o sofrimento
obsessivo, enquanto a prevenção da resposta tinha um
impacto maior sobre os rituais.(Barlow, 1999)
Observações clínicas


Concluem que os pacientes são mais receptivos a um
programa terapêutico nos qual eles abordem
gradualmente sua situação mais temida.



As exposições longas produzem resultados superior ao
de exposições curtas.
Exposição


Afeta o sofrimento obsessivo



Imaginário



Ao vivo



Hierarquia de apresentação: gradual – do mais fácil ao
complexo
Prevenção da Resposta


Atua sobre os rituais



Para reduzir os impulsos para ritualizar, os
pacientes são instruídos a refrear este
comportamento durante o tratamento



Problema do reasseguramento
Dessensibilização
Sistemática


Sobre um determinado nível de relaxamento o
terapeuta apresenta estímulos ansiogênicos de pequena
intensidade para serem imaginados



Hierarquização de estímulos ansiogênicos



Expectativa de generalização



Posterior exposição ao vivo
Manual para pacientes
Vencendo o Medo
Bibliografia
 Barlow, David (Org.) – “Manual Clínico dos
Transtornos Psicológicos”, Artes Médicas, 1999;
 Caballo, V. – Manual para o Tratamento Cognitivo
Comportamental dos Transtornos Psicológicos –
Transtornos de Ansiedade, Sexuais, Afetivos e
Psicóticos. Ed. Santos, 2003.
 Hawton, K. e col – “Terapia CognitivoComportamental dos Transtornos Psiquiátrico – um
guia prático”, Martins Fontes, 1997;
 Mathews, Andrew – “Siga o seu coração” – Editora
Best Seller, 1999.
Indicações Bibliográficas ao
Paciente


COMO CONQUISTAR SUA PROPRIA FELICIDADE - 
ELLIS, ALBERT
Ed. BEST SELLER



VENCENDO O MEDO – um livro para pessoas com
distúrbios de ansiedade, pânico e fobias. Coleção:
PSICOLOGIA & DEPOIMENTOS PESSOAIS
ROSS, JERILYN
Editora: AGORA EDITORA



SEM MEDO DE TER MEDO
BARROS NETO, TITO PAES DE
Ed. CASA DO PSICÓLOGO
Marcelo da Rocha Carvalho

marcelodarocha@globo.com

Toc

  • 2.
    APRESENTAÇÕES CLÍNICAS FORMAS DEANSIEDADE LIVRE FLUTUANTE (TÔNICA) ANSIEDADE GENERALIZADA SITUACIONAL ESTÍMULOS EXTERNOS (FOBIAS) PAROXÍSTICA (ICTAL) ESPONTÂNEA (ATAQUES DE PÂNICO) ESTÍMULOS INTERNOS (OBSESSÕES)
  • 3.
    Ansiedade e Medo “Talvezo homem seja mau por esperar morrer durante toda a vida: e assim morre mil vezes na morte dos outros e das coisas. Pois todo animal consciente de estar em perigo de morte torna-se louco. Louco medroso, louco astuto, louco malvado, louco que foge, louco servil, louco furioso, louco odiento, louco embrulhão, louco assassino” (Tony Duvert, Abecedário Malévolo)
  • 4.
  • 5.
    Transtornos Ansiosos  São definidoscomo estados emocionais repetitivos ou persistentes nos quais a ansiedade desempenha papel fundamental.  Quadros comuns: Transtorno de Ansiedade Generalizada, Transtorno do Pânico, Transtornos Fóbicos-Ansiosos, Transtorno Misto Ansioso e Depressivo e Transtorno Obsessivo-Compulsivo.
  • 6.
    Tríade Cognitiva da Ansiedade Eu: Vulnerável.  Ambiente: Perigoso.  Futuro: Incerto.
  • 7.
    Poder do Pensamento Nãopense num Elefante! Eu vi um Elefante azul de bolinhas amarelas!
  • 8.
  • 9.
    TOC – Características O TOC é um transtorno crônico e heterogêneo caracterizado por pensamentos, impulsos, idéias ou imagens intrusivas, em geral desagradáveis ou ameaçadoras (obsessões), que irrompem involuntariamente a consciência do indivíduo causando-lhe sofrimento e ansiedade. Estas obsessões freqüentemente são acompanhadas por atos repetitivos e estereotipados realizados no sentido de aliviá-las (compulsões).
  • 10.
  • 11.
    TOC  Pode começar emqualquer momento, desde a idade pré-escolar até a adulta (normalmente por volta dos 40 anos).  De um terço à metade dos adultos com TOC relatam que o início se deu durante a infância.  Passa despercebido com muita freqüência. As pessoas com TOC consultam 3 a 4 médicos e passam 9 anos procurando tratamento, antes de receberem o diagnóstico correto.
  • 12.
    Outros dados  A prevalênciado TOC ao longo da vida na população geral varia de 2% a 3% e a prevalência anual é de 1,5%. Os sintomas têm início na infância ou na adolescência em um terço a metade dos casos. A distribuição entre os sexos é semelhante, sendo discretamente maior entre as mulheres.
  • 13.
    Co-ocorrência  Com a depressãosimultaneamente ao TOC pode exigir uma distinção entre ruminação depressiva sobre circunstâncias ou problemas desagradáveis da vida e as obsessões verdadeiras.  Ao contrário dos obsessivos-compulsivos que, invariavelmente, tentam ignorar ou suprimir as obsessões, os indivíduos deprimidos não tentam, tipicamente, suprimir sua ruminação depressiva.(In.: Barlow, 1999)
  • 14.
    Transtorno Obsessivo Compulsivo  Pensamentos Obsessivos Idéias, imagens ou impulsos que invadem a consciência de forma repetida e estereotipada.  Reconhece com próprios mas involuntários.  Comportamentos Compulsivos  Comportamentos estereotipados, repetidos, que diminuem a ansiedade associada à obsessão.
  • 15.
    Lógica da catástrofe Penseque este prédio vai cair... este é o veículo da Ansiedade!
  • 16.
  • 17.
    Características de personalidade  Estiloruminativo de pensamento  Perfeccionismo  Neuroticismo  Uso de familiares  Auto-exigência  Tirania do dever  Comportamentos supersticiosos  Isolamento
  • 23.
    Temas dos Pensamentos Obsessivos Contaminação  Agressão  Sexual  Somático  Religioso  Dúvida
  • 24.
    Temas dos Comportamentos Compulsivos  Sensaçãode urgência  Não causa prazer, antes alívio (redução da ansiedade)  Alívio este, temporário apenas  Vivenciados como obrigação, forçado, compelido  Tendem a ficar, pela repetição, cansativos
  • 25.
    Tipos de Comportamentos Compulsivosou Rituais  Limpeza, lavagem, descontaminação  Ordenação e simetria  Verificação ou checagem  Contagem  Colecionismo  Repetição  Mental
  • 26.
    TOC e Grooming Ogrooming é um comportamento característico de algumas espécies, que consiste, por exemplo, em lamber e alisar os pelos e lamber o corpo. Suas finalidades são a limpeza da superfície corporal, a regulação da temperatura e a interação social, entre outras. Os rituais de limpeza dos obsessivos lembram a seqüência ritualizada do grooming, que, uma vez iniciada, transcorre na mesma ordem até o final.
  • 27.
    Modelos Cognitivos  Carr(1974, apudBarlow, 1999) propôs que os obsessivos-compulsivos têm expectativas de resultado negativo extraordinariamente altas; eles superestimam as conseqüências negativas para uma variedade de ações. Ele notou que o conteúdo obsessivo inclui, tipicamente, exageros das preocupações dos indivíduos normais: saúde, morte, bem-estar dos outros, sexo, religião e outras mais.
  • 28.
    Modelos Cognitivos  Beck(1976) sugeriuque o conteúdo das obsessões está relacionado ao perigo, na forma de dúvida ou aviso.
  • 29.
    Modelos Cognitivos  McFall &Wollershein(1979) sugeriram que o obsessivos-compulsivos mantêm crenças errôneas, tais que a pessoa tem que ser completamente competente em todas os esforços, para valer a pena. Outras idéias erradas incluem a crença de que o fracasso em viver de acordo com as idéias perfeccionistas deveria ser punido e que certos rituais mágicos podem impedir catástrofes.
  • 30.
    Modelos Cognitivos  A tendênciado obsessivo-compulsivo em desvalorizar sua capacidade para lidar adequadamente com tais ameaças exacerba o processo disfuncional.
  • 31.
    Salkovskis: e oprocessamento automático negativo  Um pensamento intrusivo induzirá perturbações do humor apenas se ele desencadear estes pensamentos automáticos negativos através da interação entre a intrusão inaceitável e o sistema de crenças do indivíduo.(p.ex. somente pessoas más têm pensamentos sexuais)
  • 32.
    Salkovskis: e oprocessamento automático negativo  Responsabilidade e autocensura são temas centrais no sistema de crença obsessivo-compulsivo. A neutralização, na forma de compulsões comportamentais ou cognitivas, pode ser entendida como uma tentativa para reduzir este senso de responsabilidade e evitar a censura.
  • 33.
    Salkovskis: e oprocessamento automático negativo  Além disso, a ocorrência freqüente de pensamentos relacionados a ações inaceitáveis pode ser percebida, pelo indivíduo obsessivo-compulsivo, como representativa das ações em si, assim, p.ex., mesmo se a pessoa não pecou, pensar em pecar é tão ruim como pecar em si.
  • 34.
    Salkovskis e ascinco suposições disfuncionais 1. Ter um pensamento sobre uma ação é como executar a ação. 2. O fracasso de impedir(ou em tentar) o prejuízo a si próprio ou aos outros é o mesmo que ter causado o prejuízo em primeiro lugar. 3. A responsabilidade não é atenuada por outros fatores: baixa probabilidade de ocorrência. 4. Não neutralizar uma intrusão é equivalente ao desejo de que o prejuízo envolvido ocorresse. 5. As pessoas deveriam(e poderiam) controlar seus próprios pensamentos.
  • 35.
    Característica do pensamento  Enquanto aobsessão pode ser egodistônica, o pensamento automático que ela evoca será egossintônico.  Segundo Reed(1985), o indivíduo obsessivo tenta compensar este prejuízo pela supereestruturação de sua vida, impondo limites categóricos estritos e marcadores de tempo.
  • 36.
    Foa & Kozak(1985)  Sugeriramque as redes do medo dos indivíduos com transtornos ansiosos fazem estimativas errôneas da ameaça, valência negativa extraordinariamente alta para o acontecimento temido e elementos de resposta excessiva, bem como, são resistentes a modificações.
  • 37.
    Foa & Kozak(1985)  Estapersistência pode refletir o fracasso de ter acesso à rede do medo, seja pela esquiva ativa, ou porque os conteúdos da rede do medo impede os encontros com espontâneos com situações que evoquem ansiedade na vida cotidiana.
  • 38.
    Tratamento Farmacológico  Inibidores seletivosda recaptação da serotonina, muitas vezes a melhora do quadro é acanhada ou nula. Apenas 20% dos pacientes ficam inteiramente livres dos sintomas, quando tratados com a farmacoterapia isoladamente e, entre 40 a 60 % obtêm benefícios parciais e variados (Goodman et al.,1992). Essa resposta tímida aos ISRS nos leva a pensar que outros sistemas neuroquímicos possam estar envolvidos, além do serotonérgico.
  • 39.
    TCC e Psicofármacos  Aterapia comportamental associada à farmacoterapia são consideradas hoje as primeiras opções de tratamento. Foi a resposta parcial aos psicofármacos que nos recomenda a associação de farmacoterapia com terapia comportamental como tratamento de escolha para os sintomas obsessivocompulsivos. Felizmente, na maioria das vezes essa associação terapia-farmacologia consegue atenuar ou eliminar completamente os sintomas.
  • 40.
    Tratamento Medicamentoso  Antidepressivos comação de inibir a recaptação de serotonina  Fluoxetina  Fluvoxamina  Clomipramina  Paroxetina  Sertralina  Citalopran e Escitalopram  Doses altas  Latência de até 12 semanas
  • 41.
    Indicação para o Tratamento Extraídoda Dra. Mariângela Gentil Savóia TERAPIA COMPORTAMENTAL FARMACOLÓGICO TOC ORIENTAÇÃO FAMILIAR Profa. Maria Angélica Sadir PSICOTERAPIAS GRUPO, DINÂMICA
  • 42.
    Comorbidades  Depressão  Transtornodo Pânico  Sintomas Psicóticos  TEOC
  • 43.
    Identificação  Três sãoos aspectos a serem observados:  Cognitivo  Fisiológico  Comportamental
  • 44.
    Terapia Cognitivo-Comportamental  Análise daQueixas  Uso de Inventários  Histórico de Vida  Devolutiva e programação do processo  Psicoterapia  Fotos     Informações sobre o Transtorno Diário Tarefas de casa Treino de assertividade
  • 45.
    Suposições da Terapia Cognitiva  Ospacientes têm acesso aos sentimentos com um breve treinamento.  Os pacientes têm acesso a pensamentos e imagens com um breve treinamento.  Os pacientes têm problemas identificáveis a serem focalizados.  Os pacientes estão motivados a fazer tarefas de casa e a aprender estratégias de autocontrole.
  • 46.
    Suposições da Terapia Cognitiva  Ospacientes podem se engajar em comportamento colaborativo com o terapeuta em poucas sessões.  As dificuldades no relacionamento terapêutico não são um foco maior de problemas  Todas as cognições e todos os padrões de comportamento podem ser modificados por análise empírica, discurso lógico, experimentação, passos graduais e prática.
  • 47.
    TCC  Testar os pensamentosnegativos;  Comparação funcional do aprendizado histórico/ambiental pelo paciente de esquemas disfuncionais;  Identificar suposições disfuncionais:  Não refletem a realidade da experiência humana;  São rígidas, hipergeneralizadas e extremas;  Impedem a concretização dos objetivos ao invés de facilitá-los;  Sua transgressão está associada a emoções extremas e excessivas;  São relativamente inacessíveis a experiência comum.
  • 48.
    Características do Tratamento  Proporcionar explicaçõesadequadas das obsessões  Entender o papel da neutralização na manutenção dos pensamentos obsessivos  Preparar o paciente para a exposição aos pensamentos e as situações que desencadeiam as obsessões
  • 49.
    Características do Tratamento  Corrigir, quandonecessário,a superestimação do poder e da importância dos pensamentos  Expor o paciente aos pensamentos e pôr em prática a prevenção da resposta  Corrigir o exagero das conseqüências de medo específicas associadas aos pensamentos
  • 50.
    Características do Tratamento  Corrigir operfeccionismo e a responsabilidade excessiva  Estimular a percepção de situações mais vulneráveis a recaída  Preparar estratégias quando ocorrer a recaída
  • 51.
    Outros aspectos do Tratamento  Autoregistro  Efeitosda auto-observação  Processo de extinção  Enfrentamento cognitivo da catastrofização  Controle do Stress: Alimentação Anti-Stress, Relaxamento, Atividade Física e Controle Emocional(modificação do pensamento)
  • 52.
    Exames dos resultados  Aexposição afeta principalmente o sofrimento obsessivo, enquanto a prevenção da resposta tinha um impacto maior sobre os rituais.(Barlow, 1999)
  • 53.
    Observações clínicas  Concluem queos pacientes são mais receptivos a um programa terapêutico nos qual eles abordem gradualmente sua situação mais temida.  As exposições longas produzem resultados superior ao de exposições curtas.
  • 54.
    Exposição  Afeta o sofrimentoobsessivo  Imaginário  Ao vivo  Hierarquia de apresentação: gradual – do mais fácil ao complexo
  • 55.
    Prevenção da Resposta  Atuasobre os rituais  Para reduzir os impulsos para ritualizar, os pacientes são instruídos a refrear este comportamento durante o tratamento  Problema do reasseguramento
  • 56.
    Dessensibilização Sistemática  Sobre um determinadonível de relaxamento o terapeuta apresenta estímulos ansiogênicos de pequena intensidade para serem imaginados  Hierarquização de estímulos ansiogênicos  Expectativa de generalização  Posterior exposição ao vivo
  • 57.
  • 58.
  • 59.
    Bibliografia  Barlow, David(Org.) – “Manual Clínico dos Transtornos Psicológicos”, Artes Médicas, 1999;  Caballo, V. – Manual para o Tratamento Cognitivo Comportamental dos Transtornos Psicológicos – Transtornos de Ansiedade, Sexuais, Afetivos e Psicóticos. Ed. Santos, 2003.  Hawton, K. e col – “Terapia CognitivoComportamental dos Transtornos Psiquiátrico – um guia prático”, Martins Fontes, 1997;  Mathews, Andrew – “Siga o seu coração” – Editora Best Seller, 1999.
  • 60.
    Indicações Bibliográficas ao Paciente  COMOCONQUISTAR SUA PROPRIA FELICIDADE -  ELLIS, ALBERT Ed. BEST SELLER  VENCENDO O MEDO – um livro para pessoas com distúrbios de ansiedade, pânico e fobias. Coleção: PSICOLOGIA & DEPOIMENTOS PESSOAIS ROSS, JERILYN Editora: AGORA EDITORA  SEM MEDO DE TER MEDO BARROS NETO, TITO PAES DE Ed. CASA DO PSICÓLOGO
  • 61.
    Marcelo da RochaCarvalho marcelodarocha@globo.com