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               UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
                  INSTITUTO DE ARTES
            DEPARTAMENTO DE ARTES VISUAIS




            THAYS MARA ALMEIDA DO CARMO




A Gravura no Ensino Fundamental em Sena Madureira-AC
     Modificando a visão em arte e abrindo novos leques




                     Sena Madureira-AC
                           2011
Thays Mara Almeida do Carmo




A gravura no Ensino Fundamental em Sena Madureira-AC
     Modificando a visão em arte e abrindo novos leques




                           Trabalho de conclusão do curso Artes
                           Visuais habilitação em Licenciatura, do
                           Departamento   de   Artes   Visuais   do
                           Instituto de Artes da Universidade de
                           Brasília.
                           Orientadora Profª Msª: Ludmila de Araújo
                           Correia




                    Sena Madureira – AC
                           2011
Dedico este trabalho às pessoais mais importantes de minha vida, minha mãe
Francisca, meu esposo Paulo, à minha irmã Cristina, minha avó Francisca e à razão
                                           do meu viver, minha filha Thalyn Paula.
AGRADECIMENTOS

      Agradeço a Deus, meu Pai e Criador que ilumina meu caminho em todos os
momentos me fazendo superar barreiras e conquistar o impossível através da fé.
      À Profª Msª Ludmila de Araújo Correia que, com toda sua inteligência,
paciência e solidariedade soube orientar fazendo com que o desenvolvimento de
meu trabalho fosse o melhor possível.
      Sou grata aos colegas de curso que compartilharam comigo seus
conhecimentos, suas dúvidas, preocupações e vitórias, em especial à Núcia Sabóia
e à Maria Socorro Pinheiro.
      Agradeço ainda a meus colegas de trabalho que foram incentivadores desde
o início, tanto no meio profissional quanto pessoal.
      À Equipe gestora da Escola Municipal de Ensino Fundamental Raimundo
Hermínio de Melo, que me oportunizou a realização da pesquisa.
      A todos os professores e tutores, à distância e presenciais, do curso de Artes
Visuais, que compartilharam seu conhecimento comigo, tornando possível a
realização dos quatro anos de estudo.
      E à minha família, que acompanha todos os momentos de minha vida, em
especial minha mãe que sempre batalhou para a concretização desse sonho, minha
filha e meu esposo que me deram forças nos momentos mais difíceis e
compreenderam as minhas ausências pela dedicação ao estudo. Agradeço à minha
querida avó que cuidou de mim em vários momentos de minha vida e minha irmã
que me amparou cuidando de minha filha nos momentos necessários. Meus irmãos
em fé que me deram força e oraram por mim. Enfim, é um carinho a todos os que
estiveram me dando forças para seguir e me ajudaram sempre que precisei.
O trabalho começa quando a gente descobre uma razão para ele.
                                                 Rubem Grilo
RESUMO

       Este trabalho apresenta uma proposta de atividade com estampa e gravura
nas séries finais do ensino fundamental da Escola Municipal de Ensino Fundamental
Raimundo Hermínio de Melo, desenvolvida através de observação de aulas de arte
em algumas turmas da escola citada. Através da observação foi detectada a
necessidade de envolver os estudantes em atividades práticas, exposição de ideias
e experiências cotidianas. A partir daí pode ser apresentada uma proposta que visa
à introdução de atividades práticas de gravura e estampa despertando, verificando e
incentivando algumas habilidades artísticas dos estudantes. A metodologia utilizada
considerou a valorização das experiências como fonte para o desenvolvimento das
atividades artísticas, com apresentações teóricas seguidas de práticas, influenciando
no despertar de habilidades artísticas e reflexão de atitudes individuais e coletivas.
Considerou-se as proposições de Ferraz e Fusari (1999) com os encaminhamentos
metodológicos em Arte, Marzari (2006) com reflexões sobre o desenvolvimento atual
das atividades artísticas no ambiente escolar, Costella (2006) com parte da história
da gravura e das impressões gráficas, formas de produção e explicações detalhadas
sobre os procedimentos nas técnicas e Pillar (2008), que faz a diferenciação do
olhar e o ver para a compreensão de produções artísticas, além de outros autores
que apresentam conceitos e procedimentos nas técnicas de estampa e gravura. Os
questionamentos que surgiram do desenvolvimento da proposta evidenciam como a
gravura pode ser uma possibilidade interessante, no ambiente escolar, de se fazer
com que os estudantes representem e se comuniquem através da arte,
evidenciando suas experiências cotidianas.


Palavras-chave: Ensino de artes visuais, Ensino fundamental, Gravura, Expressão
artística.
LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Alunos de 5ª série em sala de aula ............................................................ 18	
  
Figura 2: Prática de monotipia na 5ª série ................................................................ 18	
  
Figura 3: Prática de colagraf na 6ª série ................................................................... 19	
  
Figura 4: Exposição de colagraf na 6ª série .............................................................. 20	
  
Figura 5: Turma da 6ª série ....................................................................................... 22	
  
Figura 6: Minha casa ................................................................................................. 22	
  
Figura 7: Tranquilidade.............................................................................................. 23	
  
SUMÁRIO



1.	
   ENSINO DE ARTE NAS SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL............ 12	
  

  1.1.	
   Experiência e atribuição de significados no ensino de artes visuais .............. 12	
  

  1.2.	
   As Artes Visuais no Ensino Fundamental ....................................................... 10	
  

2.	
   METODOLOGIA DO ENSINO DA ARTE .............................................................. 12	
  

  2.1.	
   Observação e registro escrito nas aulas de arte como estratégias de ensino 13	
  

3.	
   CONTRIBUIÇÕES DA GRAVURA COMO EXPRESSÃO ARTÍSTICA NAS
SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL ........................................................ 15	
  

  3.1.	
   Conhecendo a gravura ................................................................................... 15	
  

  3.2.	
   Trabalhando a gravura nas séries finais do ensino fundamental ................... 17	
  

  3.3.	
   Proposta de plano de aula .............................................................................. 23	
  
INTRODUÇÃO

      As atividades artísticas das escolas públicas necessitam despertar o interesse
dos estudantes, estimulando-lhes a liberdade de pensamento, a reflexão e o
envolvimento pessoal com o que produz. Em determinados contextos socioculturais,
ao despertar o interesse do aluno pelas atividades artísticas podemos contribuir para
o   desenvolvimento       intelectual   dos   mesmos,   expandindo   seu   campo   de
conhecimento e intercalando-o com as experiências de seu cotidiano.
      Por meio de observação parcial realizada na Escola Raimundo Hermínio de
Melo, em Sena Madureira, foi detectado o reflexo dos problemas familiares e sociais
no comportamento dos estudantes em sala de aula e, também, a falta de atividades
nas quais esses alunos possam concentrar suas energias.
      Acredita-se que uma proposta de trabalho que explore as experiências
cotidianas dos alunos, dentro do ambiente escolar, possa servir de base para
discussão e reflexão sobre suas atitudes pessoais antes, durante e depois dos
procedimentos práticos.
      Conforme afirmação de Arslan e Iavelberg (2006) sobre o ensino de artes,
“projetos motivam os alunos, seus interesses e curiosidades têm espaço na sala de
aula” (ARSLAN e IAVELBERG, 2006, p.105). Nesse sentido, o envolvimento com
projetos que trabalhem as linguagens artísticas como, por exemplo, a gravura, pode
auxiliar na redução de conflitos pessoais e interpessoais, viabilizando aos alunos
oportunidades de se expressem e trabalharem o respeito às individualidades, às
limitações e às experiências dos estudantes.
      A apresentação da gravura como expressão artística pode envolver tanto as
experiências quanto a curiosidade dos alunos ou apontar um caminho diferente das
atividades artísticas normalmente desenvolvidas em sala de aula.
      No ensino fundamental os estudantes necessitam ter seus conhecimentos
prévios ativados para a formação de conceitos, atitudes e valores pessoais com
base na própria experiência. E nas séries finais é interessante haver um
encaminhamento dos trabalhos educativos no sentido de valorizarem a arte como
parte de seu cotidiano.
      A opção pela Escola Municipal de Ensino Fundamental Raimundo Hermínio
de Melo se deu devido à localização, visto que esta se encontra entre bairros

                                                                                   10
periféricos e um conjunto residencial com um perfil socioeconômico diversificado.
Grande parte dos estudantes da referida escola vivenciam diariamente problemas
sociais como violência doméstica, drogas, trabalho infantil e outros que,
possivelmente, podem ser percebidos em suas atitudes individuais, coletivas e são
expressos nas produções em sala de aula.
       Foram realizadas práticas com os alunos da referida escola, iniciando-se com
observação do ambiente escolar. Em seguida, verificou-se os conhecimentos
prévios e realizou-se apresentação teórica aos alunos, para formulação dos
conceitos e contatos com trabalhos produzidos pelos alunos de Artes Visuais da
UAB/UnB.
       Para as práticas nas turmas, foi proposta a ordem: monotipia nas 5ª séries,
colagraf nas 6ª séries e ponta seca nas 7ª e 8ª séries do ensino fundamental. Mas,
em todas as turmas serão expostas as produções dos alunos e a será realizada a
socialização do percurso e dos conhecimentos adquiridos, para verificar como serão
inseridas as características pessoais dos estudantes.
       Nos capítulos que compõem o desenvolvimento desse trabalho serão
abordados: 1) a importância do ensino da arte nas séries finais do ensino
fundamental; 2) as relações entre as experiências cotidianas dos estudantes e as
atividades práticas; 3) algumas técnicas de gravura; e 4) uma proposta para inserir
essa linguagem nas atividades desenvolvidas em sala de aula.
Objetivo Geral:
   •   Contribuir com proposta que envolva a gravura nas séries finais do ensino
       fundamental, visando demonstrar sua potencialidade enquanto forma de
       expressão e linguagem artística.


Objetivos Específicos:
   •   Demonstrar como a gravura pode ser inserida no ambiente escolar enquanto
       forma de expressão e linguagem artística;
   •   Verificar as habilidades artísticas necessárias para o trabalho com gravura;
   •   Analisar como a linguagem da gravura é recebida pelos estudantes e o
       envolvimento dos mesmos com suas produções;
   •   Apresentar proposta envolvendo gravura, a ser executada nas séries finais do
       ensino fundamental da Escola Raimundo Hermínio de Melo.

                                                                                      11
1. ENSINO DE ARTE NAS SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

      De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais de Arte (1998), se faz
necessário o trabalho em sala de aula com as diversas linguagens artísticas. A
atribuição de significados instiga a utilização das experiências cotidianas e
representa um recurso a ser explorado pelas artes visuais em atividades práticas na
formação do estudante.
      Depois de muitas discussões, acertos e debate entre educadores no intuito de
comprovar a necessidade da disciplina no currículo escolar, a Arte ocupa uma carga
horária de 40 horas anuais nas séries finais do ensino fundamental das escolas
públicas, conforme apresenta os Cadernos de Orientação Curricular, 2008.
      Acreditamos que o contato com a arte e especialmente com a gravura pode
estimular o desenvolvimento da expressão, favorecendo ao homem criar um diálogo
de seu interior com o exterior. Esta questão é importante nos anos finais do ensino
fundamental por estarem os estudantes em um momento relevante de seu o
desenvolvimento estético, criativo, pessoal e emocional.

1.1. Experiência e atribuição de significados no ensino de artes visuais

      O aluno não é um ser isolado, que chega vazio e deve ser preenchido. Suas
experiências nos contatos anteriores com obras de arte e participação em atividades
com imagens não devem ficar esquecidas em ações educativas envolvam artes
visuais. Ao se observar o campo educacional atual é notório que há poucas relações
entre a experiência prévia dos estudantes e o conhecimento que lhe é trazido em
sala de aula, ocorrendo muitas atividades de reprodução de obras já existentes.
Deixa-se, assim, lacunas no processo de ensino/aprendizagem em arte.
      Pillar (2008) defende que o “domínio da imaginação, da percepção, é uma
das funções da Arte na escola” (p.71). Tal fato ocorre quando se valoriza a
imaginação por meio de situações que instiguem certo desprendimento da teoria e a
utilização da prática nas atividades em sala de aula. A ideia de Marzari (2006)
relacionada com a autora supracitada, no sentido de deixar fluir a imaginação por
meio do conhecimento, da reflexão e da prática.
      No âmbito educacional, trabalhar com a arte possibilita aos estudantes
ilustrarem seu cotidiano, transformando-o em produção ao contextualizar seus
trabalhos e desenvolver o processo criativo e participativo.

                                                                                12
Ferraz e Fusari (1999) acreditam na formação escolar envolta com as
vivências, com a descoberta de habilidades, os saberes básicos e a busca de
significação dos elementos artísticos. Para tanto, se faz necessária uma
reformulação curricular que atenda à visão contemporânea do ensino de artes
visuais.
       Marzari ressalta que a “arte desempenha um papel relevante na educação do
indivíduo. Ela constitui um processo complexo que envolve diversos elementos da
experiência do aluno” (Marzari, 2006, p.168). Essa afirmação faz referência aos
aspectos teórico-práticos do processo artístico, nos quais o estudante deve ser
envolvido em atividades que possam corresponder às suas necessidades interiores.
       Dessa forma “o universo da arte exige muito mais de cada um de nós, exige
mais do que a leitura de seus elementos formais, pois a gramática das artes visuais
representa uma das muitas possibilidades de leitura de imagem.” (AZEVEDO, 2008,
p. 340). Esta ideia contrapõe-se ao que ocorre usualmente, quando se propõe
observar uma obra e tentar adivinhar o pensamento do autor. O professor pode,
entretanto, apresentar situações de desafio à imaginação dos estudantes, abrindo
espaço a seus modos de pensar, além de introduzir suas vivências cotidianas como
recurso de aprendizagem.
       As diferenças entre “olhar” e “ver”, ressaltada por Pillar (2008), demonstram a
necessidade de deixar a limitação do simples olhar e mergulhar no universo do ver,
buscando-se analisar, refletir e interpretar a arte. Com isso, leva-se tanto o artista
quanto o observador a terem diferentes percepções de uma mesma obra, atribuindo-
lhe significados distintos. Por exemplo, ao analisar uma gravura, o olhar e a forma
de ver dependem da história de vida e dos saberes daquele que se depara com a
obra, ou seja, o espectador. Já do ponto de vista do artista, a objetividade da prática,
os procedimentos e a técnica utilizada, assim a subjetividade dos sentimentos
expostos na produção demonstra os traços pessoais presentes nas obras, mesmo
se produzidas com a mesma técnica e procedimentos que outros artistas.
       Assim, a compreensão da arte, o olhar e o ver e a leitura de imagens
remetem a uma diversidade de significados dependentes das vivências de cada um,
bem como das relações criadas entre o figurativo, o concreto e o verbal, ao buscar-
se uma definição ou explicitação para uma determinada imagem.



                                                                                     13
1.2. As Artes Visuais no Ensino Fundamental

       De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais de Arte (PCN - Arte) os
estudantes das séries finais do ensino fundamental possuem autonomia para
realizar suas atividades individuais e coletivas relacionando teoria e prática,
desenvolvendo argumentações pertinentes aos assuntos abordados e tendo uma
visão ampliada do universo no qual se encontram inseridos.
       Os estudantes das séries finais do ensino fundamental podem articular suas
experiências pessoais em outros campos do conhecimento, como, por exemplo, as
questões sociais, políticas e interdisciplinares em arte. Segundo os PCN, nesse
período de estudo os alunos encontram na disciplina de arte:
                      [...] entendimento sobre os conteúdos, materiais e técnicas com os quais se
                      esteja trabalhando, assim como a compreensão destes em diversos
                      momentos da história da arte, inclusive a arte contemporânea. Para tanto, a
                      escola, especialmente nos cursos de Arte, deve colaborar para que os
                      alunos passem por um conjunto amplo de experiências de aprender e criar,
                      articulando percepção, imaginação, sensibilidade, conhecimento e produção
                      artística pessoal e grupal (BRASIL, 1998, pág. 63).

       As Artes Visuais devem, portanto, ser inseridas no meio educacional como
forma de envolver os estudantes com atividades, nas quais trabalhem suas
experiências pessoais e se expressem por meio de linguagens, oportunizando-se o
contato com técnicas que auxiliem em sua formação e desenvolvimento intelectual,
estético e afetivo.
       Para Marzari (2006), a arte nos contextos escolares não é valorizada e não
possui papel de destaque frente às outras disciplinas consideradas com maior grau
de importância. Esse aspecto necessita ser mudado e depende da forma que o
professor e o próprio aluno são envolvidos pela arte e como a percebem. Em
consonância como pensamento da autora, ressalta-se que a arte deve ser
valorizada e melhor aproveitada enquanto disciplina, dentro e fora da escola.
       Expressar seu pensamento por meio de técnicas artísticas, conhecimentos
teóricos e atribuição de significados à obra fazem com que os sujeitos estejam
envolvidos com os objetos e possam identificar-se melhor com a disciplina de artes.
Principalmente devido os estudantes de 5ª a 8ª série do ensino fundamental estarem
em uma faixa etária repleta de peculiaridades, particularidades, dúvidas e
necessitarem participar de atividades que auxiliem em sua relação com o mundo e
na possibilidade da escola oportunizar escolhas através da interação, da reflexão e

                                                                                              10
do autoconhecimento. Fatores indispensáveis para a condução das atividades nessa
fase reveladora de potencialidades dos estudantes, a adolescência.




                                                                              11
2. METODOLOGIA DO ENSINO DA ARTE

      As práticas artísticas vivenciadas tanto no meio social quanto educacional
refletem o conhecimento que se possui sobre a arte, sua história e as influências
culturais que interferem diretamente em sua visão de mundo.
      Ferraz e Fusari (1999) relatam como a metodologia da arte na escola deve
ser qualitativa, pois o professor precisa definir os encaminhamentos das propostas
contidas no planejamento das atividades, de forma que estejam presentes na
condução das atividades e oportunizem os mesmos compreenderem, interpretarem
e se manifestarem através da Arte. Os sujeitos envoltos precisam estar em formação
continuada em arte, no intuito de desenvolver novas habilidades, encontrar métodos
mais eficazes na trajetória de trabalhos em produções artísticas.
      O encaminhamento das atividades de arte necessita levar os estudantes a
desenvolverem atitudes frente a questões estéticas e culturais, além de valorizar as
criações individuais e coletivas, Assim, “[...] esses encaminhamentos metodológicos
constituem-se em um conjunto de ideias e teorias educativas em arte transformadas
em opções e atos que são concretizados em projetos ou no próprio desenvolvimento
das aulas de Arte” (FERRAZ e FUSARI, 1999, p. 98).
      Selecionar a melhor forma de condução do ensino da arte é uma tarefa
atribuída ao professor, que algumas vezes está desprovido de informações,
embasamento teórico ou até mesmo de envolvimento com a disciplina,
especialmente quando não está atuando em sua área de formação.
      O conhecimento dos fazeres artístico e estético dos alunos deve ser
observado pelo professor desde o planejamento de suas atividades e no primeiro
contato do aluno com a arte. O conhecimento teórico e a experimentação passam,
assim, a serem vivenciados pelos estudantes por meio das atividades teóricas e
práticas muito mais significativas.
      A Proposta Triangular de Ana Mae Barbosa (2008), que se firma no fazer
artístico, análise de obras e história da arte apresenta uma sequência metodológica
que pode ser discutida, analisada e colocada em prática. Com isso, o diálogo entre
as experiências do aluno e o universo que o cerca cria relações que o permitem
modificar ou não a realidade na qual está inserido.
      A observação do ambiente selecionado para realização das prática contribui
com a definição de questões como conhecer a turma, envolver o ambiente com a

                                                                                 12
metodologia a ser adotada, o envolvimento da turma com a disciplina e a definição
dos procedimentos nas atividades que serão desenvolvidas.

2.1. Observação e registro escrito nas aulas de arte como estratégias de
ensino

      Antes do desenvolvimento de qualquer atividade artística é preciso que o
professor conheça o público-alvo e o espaço no qual atuará. O período de
observação é uma forma de verificar como esse ambiente oportuniza o contato entre
os envolvidos. Também favorece a percepção de algumas atitudes individuais e
coletivas, algumas características da relação que os estudantes possuem com o
ambiente escolar, quais seus interesses e, se possível, como estimulá-los.
      Para tanto, é necessário seguir um roteiro pré-elaborado para que consiga
articular a teoria, adquirida pelo professor em sua formação, e sua prática em sala
de aula.
      O registro das observações se apresenta, previamente, como um recurso
norteador no qual expressa informação sobre a atuação dos alunos durante a aula, a
condução das práticas e a receptividade ou não por parte dos alunos de cada uma
das atividades artísticas. Além disso, oportuniza ao professor conhecer a
individualidade de seus alunos e perceber traços que originam suas dificuldades,
para transformar as experiências em arte através da prática.
      A busca por conhecer-se o contexto socioeconômico e cultural dos alunos
apresenta-se   especialmente    relevante   quando   se   trata   de   situações   de
vulnerabilidade social, como observado nas periferias de muitas cidades brasileiras.
Este é o caso observado na Escola Municipal Raimundo Hermínio de Melo, em Sena
Madureira – AC, na qual são vivenciados cotidianamente problemas sociais como a
violência doméstica, o tráfico de entorpecentes e o alcoolismo, que refletem nas
atitudes dos alunos em sala de aula. Algumas dessas atitudes percebidas são a falta
de envolvimento com as atividades apresentadas em sala de aula, agressividade
excessiva entre os alunos, impaciência e carência de afeto.
      Segundo as observações e conversa com a direção da escola, a comunidade
participa das reuniões bimestrais, os pais ou responsáveis comparecem quando
solicitados para solucionar problemas de indisciplina dos estudantes, uns poucos
frequentemente visitam a escola sem necessitar de convite. Participam também de

                                                                                   13
atividades festivas como o dia das mães, festa junina e projetos escolares
apresentados pelos alunos e o PSE (Programa Saúde na Escola) em parceria com a
Secretaria de Saúde.
      Marzari (2006) destaca que o processo de desenvolvimento de atividades
coletivas em artes visuais, antes de partir-se para atividades individuais, auxilia no
envolvimento de todos por possibilitar a troca de informações na construção do
conhecimento.
      O ensino de artes visuais deve incitar o estudante a inserir suas experiências
nas relações que constrói com a aprendizagem teórica ou prática, em um
comportamento mais criativo que integre à arte questões subjetivas e objetivas de
sua vivência pessoal ou em sociedade.
       Introduzir atividades práticas em sala de aula é um desafio constante,
especialmente se tratando da disciplina de arte. Quando se observa a realidade das
atividades desenvolvidas em alguns ambientes escolares de Sena Madureira,
observa-se falta de incentivo à imaginação, por parte do professor, que não
apresenta desafio e não desperta atenção de seus alunos.
      Acreditamos, assim que atividades práticas inseridas no ambiente da Escola
Raimundo Hermínio de Melo, podem envolver os participantes em uma rede de troca
de ideias, discussões e conhecimentos que podem ser retratados nas produções.
      Durante a realização das práticas artísticas, as questões sociais enfrentadas
pelos sujeitos diariamente, poderão fazer parte das representações e interpretações
que farão das obras de arte.




                                                                                   14
3. CONTRIBUIÇÕES DA GRAVURA COMO EXPRESSÃO ARTÍSTICA NAS
SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

      Observando-se o ensino de arte em grande parte das escolas públicas de
Sena Madureira-AC, identificou-se uma constante reprodução de desenhos e
atividades que não despertam curiosidade e atenção dos estudantes. As
observações realizadas durante os períodos de estágio e de construção da proposta
aqui apresentada embasam essa afirmação.
      Acreditamos, assim, que a introdução da gravura nas aulas de artes pode
orientar algumas mudanças nas relações estabelecidas nas aulas de artes, por meio
de uma proposta criativa que oportunize a imaginação, a investigação e evidencie a
análise do papel de cada sujeito na sociedade. A exposição de seus sentimentos
permite que o aluno dialogue consigo mesmo e interaja com suas experiências.
Acredita-se, ainda, que assim seja possível de alguma forma modificar a realidade e
melhorar o desenvolvimento educacional e pessoal dos alunos.
      A gravura é um recurso que pode ser trabalhado de forma dinamizada nas
atividades práticas de artes visuais, visto que produção é, conforme apresenta
Costella (2006), única e repleta de caracteres pessoais. O artista (nesse caso, o
estudante) mesmo fazendo uso de técnicas consideradas antigas, introduz um novo
modo de representação da gravura que caracteriza seu universo.
      O conhecimento de algumas técnicas de gravura pode despertar no estudante
o interesse em participar das atividades que serão propostas. O desenvolvimento de
atividades teóricas e práticas nas turmas da Escola Municipal Raimundo Hermínio
de Melo, definidas na proposta e no plano de aula aqui apresentados, compõem o
eixo norteador para a execução da pesquisa.

3.1. Conhecendo a gravura

      Os primeiros trabalhos com gravura foram produzidos em pedra e em
madeira, e com o passar do tempo os artistas descobriram outras formas como
tecido e papel. De acordo com Fajardo, Sussekind e Vale (1999), tem-se
conhecimento da gravura desde a Antiguidade em muitas culturas.
      A gravura pode ser definida como o resultado expresso em cópia impressa, a
partir de uma matriz construída por entalhe, incisão, abertura de cunhos, corrosão
ou marcação. Essas matrizes podem ser criadas por meio de diversas técnicas de

                                                                                15
gravura. As mais comuns são a monotipia, que se caracteriza como técnica de
estampa, visto que não há gravação antes da matriz ser entintada; xilogravura, com
a utilização de goivas e formões para criar sobre pedaços de madeira;
linoleogravura, com matrizes lavradas em linóleo e utilização de goivas ou
ferramentas específicas para trabalhar com linóleo, criando uma gravura em relevo;
litografia, desenho em pedra com tinta gordurosa; serigrafia, uma tela esticada em
um bastidor ou chassi de madeira para ser desenhado com verniz, cola, tinta
tipográfica ou recortes de desenho em material que possa ser aplicado na tela;
ponta seca, onde é utilizado um instrumento denominado ponta seca, ou uma
adaptação capaz de riscar uma chapa de metal para criar a matriz. Há, também, a
colagraf, técnica de estampa na qual a matriz é criada com a colagem de objetos
sobre um pedaço de papelão.
      A reprodutibilidade oportunizada pela gravura torna a linguagem diferente das
demais, devido ao artista trabalhar na produção de uma matriz para, em seguida,
fazer a tiragem de cópias que são o produto final. Em outras linguagens como a
pintura, por exemplo, o mesmo trabalha diretamente no produto final.
      Destacamos, entre as técnicas de gravura, a monotipia, colagraf e ponta
seca, as quais facilitam o desenvolvimento de trabalho coletivo e individual. Além
disso, é possível a utilização de material alternativo, como a substituição da ponta
seca por pregos com a ponta afinada, a tinta óleo em vez de tinta gráfica e o rolo de
madeira no lugar da prensa.
      Ressalta-se que a estampa não se caracteriza efetivamente como gravura por
não ser originada através da gravação na construção das matrizes, mas sim do
processo de desenho, criação de formas e transferência de imagens na criação das
matrizes para seguir com o processo de entintagem e tiragem das cópias. Na
monotipia o artista trabalha diretamente sobre a chapa para criar sua matriz,
enquanto que na colagraf o artista cola objetos que desejar na composição de suas
matrizes. Existem também outras formas de utilização da estampa como silk-screen,
produzida em tela de nylon e o transfer, que é obtido por meio da transferência da
imagem no papel para o tecido por uma prancha aquecida.
      A monotipia é uma técnica de impressão muito simples. Com esta técnica
consegue-se a reprodução de um desenho ou mancha de cor numa prova única, daí
o nome “monotipia”. A prova obtida, monotipia, não é um duplicado fiel do desenho

                                                                                  16
ou da mancha original. Na passagem para o papel (impressão), as tintas misturam-
se fazendo surgir efeitos imprevisíveis.
      A colagraf é uma técnica artística que consiste na criação de uma matriz, na
qual são colados os objetos escolhidos pelo artista, para que seja entintada e
impressa em papel, usando prensa ou de forma alternativa.
      Ponta seca, por sua vez, é a gravação de uma imagem sobre uma chapa de
metal ou cobre. Os meios de obter essa imagem são muitos, visto que cada artista
tem seu procedimento pessoal para desenvolver a prática. A gravação na chapa de
metal é feita através de ponta seca, instrumento de metal semelhante a uma grande
agulha usado para riscar a chapa, na superfície previamente polida que forma micro
concavidades para reter a tinta a ser transferida para o papel por meio de prensa ou
de forma alternativa, pressões com o rolo de madeira.
      Essas três técnicas podem ser trabalhadas de forma criativa em sala de aula,
de forma a proporcionar a criação de imagens que demonstrem seus desejos,
objetivos e experiências que oportunize a reflexão sobre a influência desses
aspectos em sua formação estética e pessoal, além de desenvolver sua criatividade
pelo incentivo à imaginação.

3.2. Trabalhando a gravura nas séries finais do ensino fundamental

      A Escola Municipal de Ensino Fundamental Raimundo Hermínio de Melo, em
Sena Madureira foi escolhida para o desenvolvimento da experiência com gravura
por ter sido observada a necessidade de uma atividade diferente das existentes
atualmente em seu cotidiano escolar, já que os estudantes ainda não haviam
realizado trabalhos com gravura.
      A escola possui quatro turmas de 5ª série, três 6ª série, três 7ª série e duas 8ª
série no período vespertino, com total aproximado de 366 alunos, carga horária
semanal de 1h e anual de 40h. Possui uma professora de arte que atende todas as
turmas e tem formação em Letras/Espanhol.




                                                                                    17
Figura 1: Alunos de 5ª série em sala de aula
Fonte: Arquivo pessoal, 2011.


       Na disciplina de artes ministrada na escola, são trabalhados o desenho, a
dança e a música. Nas atividades teóricas, em geral apresenta-se a história de cada
uma dessas linguagens, e nas atividades práticas cada estudante escolhe o que
deseja trabalhar. Não há prévia mediação ou contextualização do que se deseja
alcançar com a atividade.
       Para identificar a viabilidade e o interesse por parte dos alunos na introdução
de atividades com gravura na escola, realizamos atividades teóricas e práticas com
as técnicas monotipia e colagraf – a ponta seca prevista inicialmente não foi viável
pela falta de material. Porém, assim que adquirirmos será realizada a prática.




Figura 2: Prática de monotipia na 5ª série
Fonte: Arquivo pessoal, 2011.



                                                                                   18
Para as turmas de 5ª séries, como mostra a Figura 2, foi realizada atividade
com monotipia. Primeiro houve a apresentação teórica dos conceitos da técnica, os
tipos (aditivo e positivo) e algumas imagens produzidas com a técnica pelos alunos
do curso de licenciatura em Artes Visuais da UAB/UnB. Também foram
apresentados os materiais utilizados para as produções. Depois de um momento de
discussão sobre o que a técnica poderia trazer de conhecimento para os estudantes
e como poderiam inserir características de sua realidade cotidiana e das
experiências adquiridas no meio social ou educacional, teve início a prática na qual
os alunos tiveram a oportunidade de fazer suas criações, utilizando um dos métodos
desejados ou ambos. A exposição do resultado das produções na sala de aula
caracterizou um momento de contemplação, pois um aluno tenta decifrar o
pensamento do outro de acordo com o que este expressou em sua obra.




Figura 3: Prática de colagraf na 6ª série
Fonte: Arquivo pessoal, 2011.
       Nas turmas de 6ª série foi oportunizado o contato com a colagraf, seguindo
alguns dos procedimentos anteriores, como o estudo teórico do conceito de colagraf
e apresentação de matrizes e impressões feitas pelos alunos do curso de Artes
Visuais. Foram apresentados, também, alguns materiais comuns para a criação das
matrizes como o papelão, a tinta óleo e o verniz e citados os materiais utilizados nas
matrizes dos alunos de Artes Visuais.
       No segundo momento, teve início a produção das matrizes, visto que, os
alunos já haviam selecionado os materiais para utilizar em suas matrizes. Alguns
optaram trabalhar em conjunto, em uma produção coletiva e outros preferiram fazer

                                                                                   19
suas produções individualmente e alegaram ser mais fácil criar dessa maneira.
Criaram, colaram e envernizaram suas matrizes e depois entintaram e retiraram as
cópias, expondo na sala de aula em seguida. Com isso, puderam observar e
verificar as características de cada trabalho, com opiniões positivas e negativas,
relacionando com sua própria produção.
       Nas turmas de 7ª e 8ª séries foi selecionada a técnica ponta seca levando em
conta os alunos possuírem uma idade mais elevada para o trabalho com materiais
cortantes. Foi apresentado o conceito da técnica, os procedimentos e os materiais
que podem ser utilizados para as produções. Mas como não foi possível adquirir a
chapa de metal, a chapa de alumínio e o papel canson, a atividade prática ainda não
foi realizada. Mesmo assim, os alunos demonstraram interesse em realizar a prática
pela possibilidade de expor suas ideias e descobrir habilidades que não foram
experimentadas anteriormente. Uma alternativa para a realização da prática com a
ponta seca pode ser a solução para o problema: a matriz utilizando-se capa de CD,
que substitui o alumínio (metal selecionado para a prática) sem muitas alterações no
resultado final. Além disso, não é tão perigoso e pode ser disponibilizado também
para os estudantes de menor faixa etária.




Figura 4: Exposição de colagraf na 6ª série
Fonte: Arquivo pessoal, 2011.
       Em todas as turmas foi realizada a apresentação de gravura e de todas as
técnicas    selecionadas     para    as       atividades   na   escola.   Os   períodos   de



                                                                                          20
desenvolvimento das atividades teóricas e práticas foram de quatro semanas, sendo
executadas nos horários das aulas de artes.
      Durante a exposição das produções dos alunos em sala de aula, foi notório o
reflexo das ideias apresentadas por cada aluno/artista. Ao se colocar como
observador houve questionamento, discussão e atribuição de situações ao trabalho
do outro. Um aspecto interessante, se levar em consideração que o ambiente social
dos mesmos não é aberto ao diálogo e a convivência devido à frequente violência
gerada por divergência de ideias. Esse momento da exposição das obras produzidas
se caracterizou como reflexão, no qual se notou algumas semelhanças no cotidiano
dos alunos e abriu espaço a possíveis mudanças de atitude, além da oportunidade
de surgirem ideias que podem melhorar a convivência e o diálogo entre os alunos.
      No contato com uma linguagem artística diferente das utilizadas nas aulas de
arte, os estudantes demonstraram interesse em conhecer e participar do
desenvolvimento das práticas com gravura. O envolvimento de alguns se deu de
forma integral e articulada com os conhecimentos teóricos disponibilizados
previamente. Porém, outros estiveram com receio de participar de uma atividade
diferente, na qual pudesse explorar suas habilidades. Os primeiros contatos com a
técnica monotipia se deram em grupos, na tentativa de fazê-los se sentirem mais à
vontade para participar.
      Os materiais utilizados na abordagem teórica e nas práticas foram
disponibilizados livremente aos estudantes. Dado o contexto da escola e dos alunos,
e as condições materiais oferecidas pelo comércio local, foi necessário adaptar-se
alguns materiais utilizados nas técnicas. Assim a tinta gráfica foi substituída pela
tinta óleo, a prensa foi substituída pelo rolo de madeira e os rolos de borracha foram
substituídos por rolos de espuma.
      A experiência de realizar atividades práticas de gravura na escola nos
reafirmou a compreensão da necessidade do envolvimento pessoal com a produção
da atribuição de significados reais na obra.
      Com isso, observou-se que o contato com teoria seguido de atividade prática,
na disciplina de arte, se torna um recurso educacional positivo por facilitar a
participação do aluno e envolvê-lo concretamente na produção. As situações
cotidianas representadas em algumas obras abrem espaço à discussão de como o
ambiente externo influencia na formação pessoal do aluno e se reflete no ambiente
escolar como um refúgio dos problemas enfrentados cotidianamente, criando uma
                                                                                   21
caracterização de sua própria vida. É claro que não são todos os estudantes que se
encaixam nessas abordagens, porém, encontrou-se essas características em uma
quantidade expressiva de produções entre os alunos que realizaram as práticas.




Figura 5: Turma da 6ª série
Fonte: Arquivo pessoal, 2011.
       A Figura 6, “Minha casa”, apresenta a partir do título o sentimento envolto a
seu criador, pois o mesmo relatou durante a produção seu desejo de possuir a casa
própria e poder viver com tranquilidade, visto que mora com mais seis pessoas em
casa emprestada por parentes e sua família não ter condições de adquirir uma
moradia.




Figura 6: Minha casa
Fonte: Arquivo pessoal, 2011.

                                                                                 22
Na Figura 7 a autora descreveu a vontade de haver compreensão e menos
brigas entre seus pais, algo que acontece todos os dias em sua casa.




Figura 7: Tranquilidade
Fonte: Arquivo pessoal, 2011.
       Percebe-se, assim, que os alunos demonstram suas necessidades pessoais e
buscam, no ambiente escolar, expor sua realidade e encontrar métodos para
resolver os problemas, mesmo que às vezes essa exposição seja feita de forma
negativa e tenha como consequência problemas em seu cotidiano escolar. As
atividades artísticas práticas podem servir como meio de explorar algumas dessas
experiências citadas pelos alunos.

3.3. Proposta de plano de aula

       A partir do referencial teórico e da experiência com gravura na escola
Raimundo Hermínio de Melo, elaboramos uma proposta que parte do planejamento
prévio das etapas de execução. As proposições aqui apresentadas estão de acordo
com o envolvimento e as questões levantadas pelos estudantes da escola no
contato com as técnicas de gravura. Buscou-se a mediação entre a prática e a teoria
da gravura, para levar os alunos a explorarem suas experiências por meio das
obras, como apresentado no plano de aula em anexo.




                                                                                23
O processo de seleção da técnica a ser trabalhada na prática, em cada turma,
foi realizado de acordo com a idade dos alunos, os materiais a ser utilizados e os
procedimentos para cada prática.
      Assim, propõe-se inicialmente determinar um período para observação das
atividades artísticas das turmas que serão envolvidas no projeto e registrar o que se
considera   importante   para   o   planejamento     das   atividades.   Poderão   ser
questionados: as técnicas que os estudantes conhecem; o que sabem sobre
gravura;, se já ouviram algo sobre monotipia, colagraf e ponta seca.
      Em seguida, sugere-se o registro dos apontamentos dos alunos no quadro e a
apresentação das técnicas monotipia, colagraf e ponta seca através de datashow,
com imagens que representem cada uma, instigando-se a discussão sobre as
primeiras ideias dos estudantes relacionadas às técnicas apresentadas.
      Propõe-se distribuir textos impressos sobre os conceitos relacionados às
técnicas, as formas e procedimento detalhados, com a apresentação dos materiais
que serão utilizados nas práticas. Com as turmas de 5ª série onde será realizada
atividade com a monotipia, a turma poderá ser dividida em grupos para os primeiros
contatos com a prática e, em seguida, sugerir que façam as atividades
individualmente para que possam expressar suas habilidades e relacionar com as
experiências cotidianas. Depois, colocar os trabalhos para secar em um varal,
recolher e guardar; discutir quais os conhecimentos adquiridos com a execução da
prática e solicitar que o estudante relate se houve envolvimento pessoal e quais
foram suas experiências incentivadoras da criação.
      Nas turmas de 6ª série, após a leitura do texto, sugere-se pedir que os
estudantes tragam materiais a serem usados na criação das matrizes. Em seguida,
preparar o ambiente para a realização da prática e pedir aos alunos para formarem
grupos, se desejarem, ou organizem seu material para trabalhar individualmente.
Realizar a preparação da matriz de colagraf e envernizar. Deixar que a matriz seque,
entintar e prosseguir com a tiragem de cópias, depois deixar secar e guardá-las.
Realizar uma socialização oral de como os estudantes se sentiram na realização de
mais uma atividade prática e como se pode fazer uma comparação com alguns
elementos presentes em seu cotidiano.
      Para as turmas de 7ª e 8ª séries que realizarão a prática ponta seca,
organizar de forma individual ou coletiva, de acordo com a disponibilidade de tempo
e de acordo com o perfil da turma. Iniciar o processo de preparação da chapa de
                                                                                   24
alumínio (ou outro metal) lixando as superfícies e depois com a ponta seca, ou
prego, iniciar a gravação na chapa. Entintar as matrizes e imprimir algumas cópias.
Após as impressões, deixar os trabalhos secando para serem guardados junto com
os demais.
       Mediar uma socialização oral, na qual os estudantes poderão expressar como
se sentiram na realização das práticas, destacando aquela com a qual mais se
identificaram, quais as contribuições acrescentadas no seu conhecimento em arte e
como suas experiências cotidianas puderam ser expressas nas produções; Realizar
uma exposição, no ambiente escolar, dos trabalhos realizados e mostrar fotos em
slide das práticas realizadas.
       A proposta evidencia a prática partindo de apresentações teóricas, com o
direcionamento dos procedimentos, sem restringir a imaginação do aluno, como
descrito no plano de aula em anexo. Também proporciona o desafio de participar de
uma atividade diferente das realizadas em outros momentos, nas aulas de arte. A
manipulação de material concreto para uma produção artística que envolva suas
experiências cotidianas cria um diálogo entre o aluno e sua produção e as
características que se observam nos trabalhos mostram como o aprendizado pode
ampliar valores e relações interpessoais.
       O trabalho de produção coletiva é um recurso para romper com o receio de
participar de uma atividade diferente das realizadas durante as aulas de arte, abre
espaço à troca de experiências e à construção colaborativa de conhecimentos, pois
as limitações e as dificuldades são superadas pela interferência dos próprios
colegas participantes do grupo. Já o trabalho individual apresenta duas situações
interessantes, a primeira é a dificuldade de interagir e aceitar a ideia do outro e a
segunda é a capacidade de desenvolver habilidades com mais facilidade. Ambas
são situações que, para o professor, podem servir de base para a distribuição dos
alunos nos grupos e de superação de dificuldades. A apresentação dos conceitos e
dos materiais que serão usados nas práticas são um método de levar aos
estudantes o conhecimento prévio do que irão realizar.
       A reprodutibilidade vivenciada na gravura é um recurso interessante para se
explorar em sala de aula, devido o estudante fazer cópias de sua própria produção.
Não se trata de reconstruir ideias existentes, mas de reproduzir e difundir suas
ideias, seus interesses e as habilidades que possui através de uma produção
artística.
                                                                                  25
Foram poucos os conflitos que surgiram no decorrer das atividades. Um deles
foi a divergência de ideias e as características pessoais dos alunos que optaram por
trabalhar em grupo. Para resolver a situação foi proposta a adaptação das ideias de
modo que cada aluno pudesse evidenciar seu ponto de vista e respeitar o do colega.
Interessante essa situação, pois como os estudantes não são iguais, um necessita
aprender a respeitar as dificuldades, as limitações e o ponto de vista dos demais.




                                                                                     26
CONCLUSÃO

       Envolver as experiências cotidianas dos estudantes por meio de atividades
práticas articuladas com conceitos ainda representa um desafio a ser superado no
ambiente escolar.
       Durante a elaboração das propostas de atividades em gravura e a busca por
ideias de autores que aprofundassem a necessidade de novos rumos no ensino da
arte, ficou evidente que, como a disciplina de artes orienta na formação estética e
artística na escola, a expressividade deve se apoiar na inter-relação do aluno com o
mundo e com o ambiente ao qual faz parte. No que foi possível verificar, os
primeiros passos foram dados nesse sentido, mas falta muito para tornar a situação
real na escola escolhida como estudo de caso e, provavelmente, em outras do
município de Sena Madureira.
       Com a observação de algumas turmas das séries finais do ensino
fundamental foi possível notar que alguns professores ainda não buscam
experimentar seu lado criativo e articular teoria e prática. Portanto, levar uma prática
para os discentes sem o contexto teórico e o conhecimento prévio do próprio
docente revela como ainda se utiliza, em arte, o improviso no decorrer das aulas.
       A questão da experiência como fonte de conhecimento gera situações na qual
a interação entre o interior e o exterior depende do encaminhamento da atividade e
da interpretação, por parte dos sujeitos, da situação problematizadora. Por outro
lado, na condução das atividades surgiram dificuldades para a geração de um
ambiente propício à interação, e para superar os obstáculos foi importante a troca de
experiências, fazendo com que quem aprende rápido pudesse auxiliar os que
caminham mais devagar. Contudo, ao estar mais próximo dos estudantes, o
condutor da atividade proporciona-lhes mais segurança em desenvolver seu
potencial artístico nas práticas.
       Na gravura e estampa se reconhecem linguagens artísticas que oportunizam,
para a criação da obra, o contato com os materiais, a adaptação dos mesmos
quando é preciso e a participação individual e coletiva dos estudantes nas
produções. Durante a apresentação teórica, a falta de interesse de alguns
estudantes fez surgir dúvidas sobre um método de apresentar a teoria de forma
dinâmica e que despertasse a atenção dos envolvidos. Acredita-se que seja possível

                                                                                     27
fazer uma integração de teoria e prática com a demonstração dos materiais e início
das práticas, seguindo as instruções do texto.
      Alguns problemas dificultaram a realização da prática com a ponta seca. Pelo
fato de a disciplina de Arte nas escolas públicas de ensino fundamental ser de uma
aula semanal, não foi possível realizar a prática. Mesmo assim, foi oportunizado o
conhecimento sobre a aplicação da técnica e algumas matrizes produzidas por
estudantes do curso de Artes Visuais. Após esse período de estudos algumas
adaptações foram descobertas, como o uso de um material resistente e fácil de ser
adquirido para a produção das matrizes: capas de CD. É importante refletir sobre a
utilização de materiais acessíveis para seguir com todas as etapas planejadas.
      O envolvimento dos estudantes com as práticas oportunizou, além do contato
com práticas artísticas que não conheciam, uma investigação das habilidades
existentes e a busca rápida por solução de alguns impasses, como para os que
optaram trabalhar em grupo o desafio de definir a criação, qual seria o melhor
caminho e como inserir tantas ideias. Verificou-se a espontaneidade que a prática
artística propicia, pois o aluno é o responsável pelo surgimento de sua obra, um
agente direto no processo de construção de aprendizagem, de tal forma que muitos
conseguiram mostrar a capacidade de agir em meio a discordâncias pela
perceptividade e condução dentro do grupo.
      As reflexões socializadas no ambiente escolar após as práticas confirmam a
relevância, no processo de construção da aprendizagem, da introdução de
experiências cotidianas na produção como forma de perceber sua visão do ambiente
ao qual pertence e as diferenças de relações pessoais entre membros envoltos no
mesmo ambiente.
      Por meio da pesquisa se averiguou como a estampa e a gravura,
apresentadas no ambiente escolar, levam os estudantes a dialogarem com sua
produção e criarem um vínculo afetivo que atribui significado ao trabalho
desenvolvido. Um ponto positivo a ser explorado posteriormente, visto que os
estudantes se caracterizam por residirem em um bairro periférico de Sena
Madureira, a maioria ser de classe baixa e vivenciar diariamente problemas sociais
como as drogas, a violência familiar e a família desestruturada, fatores que
interferirem diretamente em suas atitudes.
      Nesse trabalho teórico-prático fica evidente que o estudante necessita estar
envolto a desafios e inovações que incentivem sua imaginação e despertem a
                                                                                 28
criatividade, em possibilidades que busquem em suas experiências cotidianas
recursos para embasarem seus estudos, desenvolverem suas habilidades e
apontarem novos rumos dentro e, possivelmente, fora da escola.
      Conclui-se para que as aulas de arte envolvam os estudantes e contribuam
para seu desenvolvimento pessoal e estético devem ser seguidos os caminhos que
evidenciem o ser como criativo e participativo. Por isso, o presente trabalho ressalta
a importância de mudanças sobre um enfoque positivo, que lhes possibilitem
crescimento pessoal, abram espaço a práticas constantes no ambiente escolar e aos
poucos também envolvam outros ambientes, facilitando o contato com materiais e
linguagens que propiciem a construção da aprendizagem em arte.




                                                                                   29
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suas certezas e reinventar seu cotidiano. In: BARBOSA, Ana Mae; COUTINHO,
Rejane Galvão. Arte/Educação como mediação cultural. São Paulo: UNESP
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nacionais: arte/Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC / SEF,1998.

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FAJARDO, E.; SUSSEKIND, F.; VALE, M. Oficinas: gravura SENAC, DN. Rio de
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Disponível em: <http://www.artenaescola.org.br/dvdteca/pdf/arq_pdf_36.pdf> Acesso
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MARZANI, Leda. O desenvolvimento da criatividade e a relação com as
competências intelectuais da criança no ensino das Artes Visuais: uma proposta de
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PILLAR, Analice Dutra. A Educação do Olhar no Ensino da Arte. In: BARBOSA, Ana
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SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DO ACRE e SECRETARIA
MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE RIO BRANCO. Caderno 1 – Orientações para o
Ensino Fundamental de Arte. Rio Branco, 2008.


      	
  




                                                                                  30
ANEXO A – PLANO DE AULA

(Com adaptações para cada série de acordo com a técnica a ser desenvolvida)


                   Conhecendo técnicas de estampa e gravura
Objetivos:
   •   Incentivar o conhecimento de técnicas artísticas como base para desenvolver
       atividades práticas;
   •   Identificar e diferenciar os tipos de gravura apresentados;
   •   Compreender distinguir os tipos de elementos da linguagem visual;
   •   Perceber como elementos do cotidiano e da experiência podem estar
       presentes em produções artísticas;
   •   Praticar as formas artísticas de estampa monotipia e colagraf;
   •   Refletir e socializar as experiências.


Procedimentos:
   •   Explanação do conteúdo a classe, citando os tipos de elementos da
       linguagem visual;
   •   Verificação dos conhecimentos prévios;
   •   Distribuição de textos com alguns conceitos sobre as técnicas monotipia,
       colagraf e ponta seca e os procedimentos em cada técnica;
   •   Amostragem de imagens de obras produzidas com as técnicas estudadas;
   •   Realização de atividades práticas;
   •   Atribuição do conhecimento a ser adquirido com a realidade cotidiana.


Metodologia com a técnica Monotipia a ser desenvolvido nas turmas de 5ª
séries em aproximadamente duas aulas
   •   Organizar a turma em círculo e fazer a explanação sobre a técnica monotipia;
   •   Verificar os conhecimentos prévios;
   •   Entregar texto com conceito da técnica monotipia e dos métodos aditivo e
       positivo e fazer a leitura em conjunto;
   •   Expor imagens de produções com a técnica;
   •   Apresentar os materiais e os procedimentos a ser seguidos;
                                                                                 31
•   Realizar a prática, ressaltando que insiram a experiência cotidiana em suas
       produções;
   •   Fazer a exposição na sala e depois guardar os trabalhos para ser expostos
       com os demais;
   •   Propor um registro escrito da prática realizada, no qual citarão os
       conhecimentos adquiridos, as atitudes desenvolvidas e as experiências
       introduzidas nas produções.
   •   Socializar a atividade.
Texto:
                                       Monotipia


Breve definição:
       A monotipia é uma técnica de impressão muito simples. Com esta técnica
consegue-se a reprodução de um desenho ou mancha de cor numa prova única, daí
o nome “monotipia”.
       A prova obtida, monotipia, não é um duplicado fiel do desenho ou mancha
original, na passagem para o papel (impressão), as tintas misturam-se fazendo
surgir efeitos imprevisíveis.

Materiais:


          •   Tinta óleo
          •   Papel sulfite
          •   Rolo de espuma
          •   Rolo de macarrão ou colher de madeira
          •   Pedaços de chapa de raio-x
          •   Placa de vidro ou azulejo
          •   Canetas
          •   Trapos
          •   Cotonetes
          •   Cabos de pincéis

Procedimentos:

Método Aditivo

              Primeiro, espalhe um pouco de tinta na placa de vidro ou azulejo e vá
abrindo a tinta com o rolo de espuma. Depois passe a tinta com o rolo na chapa de
raio-x e faça desenhos com um cotonete ou cabo de pincel. Centralize a chapa em
                                                                                32
uma folha de papel sulfite A4, fazendo a marcação das laterais da chapa na folha de
papel para que as outras cópias tenham a mesma dimensão. Coloque uma folha de
papel em cima da chapa com o desenho e passe a mão apenas para retirar falhas,
passe o rolo de macarrão ou colher de madeira algumas vezes até a estampa ficar
na folha. Retire a folha e coloque para secar.

Método Positivo

       Siga as orientações anteriores até a entintagem da chapa, depois centralize a
chapa sobre a folha com as marcações, coloque uma folha de sulfite em branco e
com o cabo de um pincel ou caneta faça desenhos no verso da folha. Sem
pressionar, retire a folha e coloque para secar.



Metodologia com a técnica Colagraf a ser desenvolvida em turmas de 6ª séries
em aproximadamente três aulas:
   •   Fazer a explanação da técnica;
   •   Verificar os conhecimentos prévios;
   •   Entregar texto com conceito sobre a técnica e os procedimentos a ser
       seguidos para a prática;
   •   Apresentar os materiais a ser utilizados na prática;
   •   Fazer agrupamentos e iniciar a confecção das matrizes;
   •   Entintar e imprimir as cópias;
   •   Expor na sala de aula e depois guardá-los para a exposição em outros
       ambientes da escola;
   •   Propor um registro escrito da prática realizada, no qual citarão os
       conhecimentos adquiridos, as atitudes desenvolvidas e as experiências
       introduzidas nas produções.
   •   Socializar a atividade.




Texto:
                                              Colagraf
Breve definição:
       A colagraf é uma técnica artística que consiste na criação de uma matriz para
que seja entintada e impressa em papel usando prensa ou de forma alternativa.



                                                                                 33
Materiais:
•   Pedaços de papelão                        •   Verniz
•   Barbante                                  •   Pincéis
•   Tinta óleo                                •   Cola
•   Tesoura                                   •   Placa de vidro ou azulejo
•   Papel A4                                  •   Folhas, pedaços de galho seco
•   Rolos de espuma                           •   Rolo de madeira ou colher de
                                                  madeira
Procedimentos:
        Recortar o papelão com dimensões menores que a folha de sulfite, depois
escolher os materiais que irão ser colados na matriz formando o desenho desejado.
Em seguida a matriz deve ser envernizada, com o auxílio dos pincéis e colocados
para secar um pouco.
        O processo de impressão é semelhante ao anterior. Espalhe a tinta óleo
sobre a tampa de vidro ou azulejo e passe a tinta na matriz com o rolo de espuma.
Depois centralize a matriz em uma folha de sulfite A4, colocando, com cuidado,
outra folha sobre a matriz e passe o rolo de macarrão em direções opostas por
algumas vezes, retire o papel e coloque para secar.


Metodologia com a técnica Ponta Seca a ser desenvolvida em turmas de 7ª e 8ª
séries em aproximadamente quatro aulas:
    •   Fazer a explanação da técnica;
    •   Verificar os conhecimentos prévios;
    •   Entregar texto com conceito sobre a técnica e os procedimentos a ser
        seguidos para a prática;
    •   Apresentar os materiais a ser utilizados na prática;
    •   Fazer agrupamentos e preparar as matrizes;
    •   Prepara um esboço em papel sulfite;
    •   Fazer as ranhuras formando a imagem planejada;
    •   Entintar preenchendo cuidadosamente as formas criadas;
    •   Preparar o papel e imprimir as cópias com o auxílio de um rolo de madeira;
    •   Expor na sala de aula e depois guardá-los para a exposição em outros
        ambientes da escola;




                                                                                     34
•     Propor um registro escrito da prática realizada, no qual citarão os
        conhecimentos adquiridos, as atitudes desenvolvidas e as experiências
        introduzidas nas produções.
    •   Socializar a atividade.


Texto:
                                         Ponta Seca
Breve definição:
        Consiste na gravação de uma imagem sobre uma chapa de metal. Os meios
de obter a imagem sobre a chapa são muitos, pois cada artista desenvolve seu
procedimento pessoal no trato com o metal. De um modo geral, o artista faz o
desenho por meio de uma ponta seca – instrumento de metal semelhante a uma
grande agulha que serve de caneta ou lápis. A ponta seca risca a chapa, que tem a
superfície polida, e esses traços formam sulcos, micro concavidades, de modo a
reterem a tinta, que será transferida através de uma grande pressão, imprimindo
assim, a imagem no papel.


Materiais:
•   Chapa de alumínio                        •   Bacia retangular
•   Lixa d’água                              •   Papel canson
•   Lima                                     •   Lápis
•   Rolo de madeira ou colher de             •   Retalhos de tecido
    madeira                                  •   Tesoura
•   Toalha                                   •   Tinta óleo
•   Pregos adaptados em rolinhos de
    madeira
•   Pincéis

Procedimentos:
        Inicia-se com o processo de preparação da matriz, corte a chapa de alumínio
com as dimensões desejadas, desde que sejam melhores que o papel canson, e use
a lima para acertar as bordas da matriz, para que não fiquem cortantes. Depois lixe
com a lixa d’água respingando gotas de água quando necessário.
        Caso não tenha o ponta seca é possível improvisar com um prego preso a um
pedaço de madeira em formato de rolinho, cortando a cabeça do mesmo e afinando


                                                                                    35
com a lima. E logo faça o esboço em uma folha de sulfite o que vai ser riscado na
chapa de alumínio.
       Com a ponta seca comece a fazer ranhuras na chapa até formar o desenho
esboçado, a profundidade deve ser capaz de assimilar a tinta. Para entintar a matriz
você pode pintar as ranhuras com um pincel 00 ou outro à sua escolha. Após,
coloque uma folha de papel canson na bacia com água por 3 minutos e enquanto
aguarda, centralizei a matriz sobre uma folha de sulfite. Passado o tempo retire o
papel da água e enxuguei com uma toalha para que não apareçam respingos de
água no papel. Em seguida, passe o rolo de madeira ou colher de pau friccionando
em todos os ângulos para que a imagem fique homogênea e deixe secar.


Finalização:
Exposição das produções no ambiente escolar.


Formas de avaliação/ reflexão/validação
(Situações mais adequadas para avaliar)


   •   Acompanhamento do desenvolvimento dos alunos nas produções coletivas e
       individuais;
   •   Verificação dos relatos no registro escrito;
   •   Capacidade de concentração e atenção;
   •   Respeito às individualidades e limitações dos estudantes;
   •   Envolvimento de suas experiências cotidianas com as produções.




                                                                                 36

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A Gravura no Ensino Fundamental em Sena Madureira-AC Modificando a visão em arte e abrindo novos leques

  • 1. UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA INSTITUTO DE ARTES DEPARTAMENTO DE ARTES VISUAIS THAYS MARA ALMEIDA DO CARMO A Gravura no Ensino Fundamental em Sena Madureira-AC Modificando a visão em arte e abrindo novos leques Sena Madureira-AC 2011
  • 2. Thays Mara Almeida do Carmo A gravura no Ensino Fundamental em Sena Madureira-AC Modificando a visão em arte e abrindo novos leques Trabalho de conclusão do curso Artes Visuais habilitação em Licenciatura, do Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da Universidade de Brasília. Orientadora Profª Msª: Ludmila de Araújo Correia Sena Madureira – AC 2011
  • 3. Dedico este trabalho às pessoais mais importantes de minha vida, minha mãe Francisca, meu esposo Paulo, à minha irmã Cristina, minha avó Francisca e à razão do meu viver, minha filha Thalyn Paula.
  • 4. AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus, meu Pai e Criador que ilumina meu caminho em todos os momentos me fazendo superar barreiras e conquistar o impossível através da fé. À Profª Msª Ludmila de Araújo Correia que, com toda sua inteligência, paciência e solidariedade soube orientar fazendo com que o desenvolvimento de meu trabalho fosse o melhor possível. Sou grata aos colegas de curso que compartilharam comigo seus conhecimentos, suas dúvidas, preocupações e vitórias, em especial à Núcia Sabóia e à Maria Socorro Pinheiro. Agradeço ainda a meus colegas de trabalho que foram incentivadores desde o início, tanto no meio profissional quanto pessoal. À Equipe gestora da Escola Municipal de Ensino Fundamental Raimundo Hermínio de Melo, que me oportunizou a realização da pesquisa. A todos os professores e tutores, à distância e presenciais, do curso de Artes Visuais, que compartilharam seu conhecimento comigo, tornando possível a realização dos quatro anos de estudo. E à minha família, que acompanha todos os momentos de minha vida, em especial minha mãe que sempre batalhou para a concretização desse sonho, minha filha e meu esposo que me deram forças nos momentos mais difíceis e compreenderam as minhas ausências pela dedicação ao estudo. Agradeço à minha querida avó que cuidou de mim em vários momentos de minha vida e minha irmã que me amparou cuidando de minha filha nos momentos necessários. Meus irmãos em fé que me deram força e oraram por mim. Enfim, é um carinho a todos os que estiveram me dando forças para seguir e me ajudaram sempre que precisei.
  • 5. O trabalho começa quando a gente descobre uma razão para ele. Rubem Grilo
  • 6. RESUMO Este trabalho apresenta uma proposta de atividade com estampa e gravura nas séries finais do ensino fundamental da Escola Municipal de Ensino Fundamental Raimundo Hermínio de Melo, desenvolvida através de observação de aulas de arte em algumas turmas da escola citada. Através da observação foi detectada a necessidade de envolver os estudantes em atividades práticas, exposição de ideias e experiências cotidianas. A partir daí pode ser apresentada uma proposta que visa à introdução de atividades práticas de gravura e estampa despertando, verificando e incentivando algumas habilidades artísticas dos estudantes. A metodologia utilizada considerou a valorização das experiências como fonte para o desenvolvimento das atividades artísticas, com apresentações teóricas seguidas de práticas, influenciando no despertar de habilidades artísticas e reflexão de atitudes individuais e coletivas. Considerou-se as proposições de Ferraz e Fusari (1999) com os encaminhamentos metodológicos em Arte, Marzari (2006) com reflexões sobre o desenvolvimento atual das atividades artísticas no ambiente escolar, Costella (2006) com parte da história da gravura e das impressões gráficas, formas de produção e explicações detalhadas sobre os procedimentos nas técnicas e Pillar (2008), que faz a diferenciação do olhar e o ver para a compreensão de produções artísticas, além de outros autores que apresentam conceitos e procedimentos nas técnicas de estampa e gravura. Os questionamentos que surgiram do desenvolvimento da proposta evidenciam como a gravura pode ser uma possibilidade interessante, no ambiente escolar, de se fazer com que os estudantes representem e se comuniquem através da arte, evidenciando suas experiências cotidianas. Palavras-chave: Ensino de artes visuais, Ensino fundamental, Gravura, Expressão artística.
  • 7. LISTA DE FIGURAS Figura 1: Alunos de 5ª série em sala de aula ............................................................ 18   Figura 2: Prática de monotipia na 5ª série ................................................................ 18   Figura 3: Prática de colagraf na 6ª série ................................................................... 19   Figura 4: Exposição de colagraf na 6ª série .............................................................. 20   Figura 5: Turma da 6ª série ....................................................................................... 22   Figura 6: Minha casa ................................................................................................. 22   Figura 7: Tranquilidade.............................................................................................. 23  
  • 8. SUMÁRIO 1.   ENSINO DE ARTE NAS SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL............ 12   1.1.   Experiência e atribuição de significados no ensino de artes visuais .............. 12   1.2.   As Artes Visuais no Ensino Fundamental ....................................................... 10   2.   METODOLOGIA DO ENSINO DA ARTE .............................................................. 12   2.1.   Observação e registro escrito nas aulas de arte como estratégias de ensino 13   3.   CONTRIBUIÇÕES DA GRAVURA COMO EXPRESSÃO ARTÍSTICA NAS SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL ........................................................ 15   3.1.   Conhecendo a gravura ................................................................................... 15   3.2.   Trabalhando a gravura nas séries finais do ensino fundamental ................... 17   3.3.   Proposta de plano de aula .............................................................................. 23  
  • 9. INTRODUÇÃO As atividades artísticas das escolas públicas necessitam despertar o interesse dos estudantes, estimulando-lhes a liberdade de pensamento, a reflexão e o envolvimento pessoal com o que produz. Em determinados contextos socioculturais, ao despertar o interesse do aluno pelas atividades artísticas podemos contribuir para o desenvolvimento intelectual dos mesmos, expandindo seu campo de conhecimento e intercalando-o com as experiências de seu cotidiano. Por meio de observação parcial realizada na Escola Raimundo Hermínio de Melo, em Sena Madureira, foi detectado o reflexo dos problemas familiares e sociais no comportamento dos estudantes em sala de aula e, também, a falta de atividades nas quais esses alunos possam concentrar suas energias. Acredita-se que uma proposta de trabalho que explore as experiências cotidianas dos alunos, dentro do ambiente escolar, possa servir de base para discussão e reflexão sobre suas atitudes pessoais antes, durante e depois dos procedimentos práticos. Conforme afirmação de Arslan e Iavelberg (2006) sobre o ensino de artes, “projetos motivam os alunos, seus interesses e curiosidades têm espaço na sala de aula” (ARSLAN e IAVELBERG, 2006, p.105). Nesse sentido, o envolvimento com projetos que trabalhem as linguagens artísticas como, por exemplo, a gravura, pode auxiliar na redução de conflitos pessoais e interpessoais, viabilizando aos alunos oportunidades de se expressem e trabalharem o respeito às individualidades, às limitações e às experiências dos estudantes. A apresentação da gravura como expressão artística pode envolver tanto as experiências quanto a curiosidade dos alunos ou apontar um caminho diferente das atividades artísticas normalmente desenvolvidas em sala de aula. No ensino fundamental os estudantes necessitam ter seus conhecimentos prévios ativados para a formação de conceitos, atitudes e valores pessoais com base na própria experiência. E nas séries finais é interessante haver um encaminhamento dos trabalhos educativos no sentido de valorizarem a arte como parte de seu cotidiano. A opção pela Escola Municipal de Ensino Fundamental Raimundo Hermínio de Melo se deu devido à localização, visto que esta se encontra entre bairros 10
  • 10. periféricos e um conjunto residencial com um perfil socioeconômico diversificado. Grande parte dos estudantes da referida escola vivenciam diariamente problemas sociais como violência doméstica, drogas, trabalho infantil e outros que, possivelmente, podem ser percebidos em suas atitudes individuais, coletivas e são expressos nas produções em sala de aula. Foram realizadas práticas com os alunos da referida escola, iniciando-se com observação do ambiente escolar. Em seguida, verificou-se os conhecimentos prévios e realizou-se apresentação teórica aos alunos, para formulação dos conceitos e contatos com trabalhos produzidos pelos alunos de Artes Visuais da UAB/UnB. Para as práticas nas turmas, foi proposta a ordem: monotipia nas 5ª séries, colagraf nas 6ª séries e ponta seca nas 7ª e 8ª séries do ensino fundamental. Mas, em todas as turmas serão expostas as produções dos alunos e a será realizada a socialização do percurso e dos conhecimentos adquiridos, para verificar como serão inseridas as características pessoais dos estudantes. Nos capítulos que compõem o desenvolvimento desse trabalho serão abordados: 1) a importância do ensino da arte nas séries finais do ensino fundamental; 2) as relações entre as experiências cotidianas dos estudantes e as atividades práticas; 3) algumas técnicas de gravura; e 4) uma proposta para inserir essa linguagem nas atividades desenvolvidas em sala de aula. Objetivo Geral: • Contribuir com proposta que envolva a gravura nas séries finais do ensino fundamental, visando demonstrar sua potencialidade enquanto forma de expressão e linguagem artística. Objetivos Específicos: • Demonstrar como a gravura pode ser inserida no ambiente escolar enquanto forma de expressão e linguagem artística; • Verificar as habilidades artísticas necessárias para o trabalho com gravura; • Analisar como a linguagem da gravura é recebida pelos estudantes e o envolvimento dos mesmos com suas produções; • Apresentar proposta envolvendo gravura, a ser executada nas séries finais do ensino fundamental da Escola Raimundo Hermínio de Melo. 11
  • 11. 1. ENSINO DE ARTE NAS SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais de Arte (1998), se faz necessário o trabalho em sala de aula com as diversas linguagens artísticas. A atribuição de significados instiga a utilização das experiências cotidianas e representa um recurso a ser explorado pelas artes visuais em atividades práticas na formação do estudante. Depois de muitas discussões, acertos e debate entre educadores no intuito de comprovar a necessidade da disciplina no currículo escolar, a Arte ocupa uma carga horária de 40 horas anuais nas séries finais do ensino fundamental das escolas públicas, conforme apresenta os Cadernos de Orientação Curricular, 2008. Acreditamos que o contato com a arte e especialmente com a gravura pode estimular o desenvolvimento da expressão, favorecendo ao homem criar um diálogo de seu interior com o exterior. Esta questão é importante nos anos finais do ensino fundamental por estarem os estudantes em um momento relevante de seu o desenvolvimento estético, criativo, pessoal e emocional. 1.1. Experiência e atribuição de significados no ensino de artes visuais O aluno não é um ser isolado, que chega vazio e deve ser preenchido. Suas experiências nos contatos anteriores com obras de arte e participação em atividades com imagens não devem ficar esquecidas em ações educativas envolvam artes visuais. Ao se observar o campo educacional atual é notório que há poucas relações entre a experiência prévia dos estudantes e o conhecimento que lhe é trazido em sala de aula, ocorrendo muitas atividades de reprodução de obras já existentes. Deixa-se, assim, lacunas no processo de ensino/aprendizagem em arte. Pillar (2008) defende que o “domínio da imaginação, da percepção, é uma das funções da Arte na escola” (p.71). Tal fato ocorre quando se valoriza a imaginação por meio de situações que instiguem certo desprendimento da teoria e a utilização da prática nas atividades em sala de aula. A ideia de Marzari (2006) relacionada com a autora supracitada, no sentido de deixar fluir a imaginação por meio do conhecimento, da reflexão e da prática. No âmbito educacional, trabalhar com a arte possibilita aos estudantes ilustrarem seu cotidiano, transformando-o em produção ao contextualizar seus trabalhos e desenvolver o processo criativo e participativo. 12
  • 12. Ferraz e Fusari (1999) acreditam na formação escolar envolta com as vivências, com a descoberta de habilidades, os saberes básicos e a busca de significação dos elementos artísticos. Para tanto, se faz necessária uma reformulação curricular que atenda à visão contemporânea do ensino de artes visuais. Marzari ressalta que a “arte desempenha um papel relevante na educação do indivíduo. Ela constitui um processo complexo que envolve diversos elementos da experiência do aluno” (Marzari, 2006, p.168). Essa afirmação faz referência aos aspectos teórico-práticos do processo artístico, nos quais o estudante deve ser envolvido em atividades que possam corresponder às suas necessidades interiores. Dessa forma “o universo da arte exige muito mais de cada um de nós, exige mais do que a leitura de seus elementos formais, pois a gramática das artes visuais representa uma das muitas possibilidades de leitura de imagem.” (AZEVEDO, 2008, p. 340). Esta ideia contrapõe-se ao que ocorre usualmente, quando se propõe observar uma obra e tentar adivinhar o pensamento do autor. O professor pode, entretanto, apresentar situações de desafio à imaginação dos estudantes, abrindo espaço a seus modos de pensar, além de introduzir suas vivências cotidianas como recurso de aprendizagem. As diferenças entre “olhar” e “ver”, ressaltada por Pillar (2008), demonstram a necessidade de deixar a limitação do simples olhar e mergulhar no universo do ver, buscando-se analisar, refletir e interpretar a arte. Com isso, leva-se tanto o artista quanto o observador a terem diferentes percepções de uma mesma obra, atribuindo- lhe significados distintos. Por exemplo, ao analisar uma gravura, o olhar e a forma de ver dependem da história de vida e dos saberes daquele que se depara com a obra, ou seja, o espectador. Já do ponto de vista do artista, a objetividade da prática, os procedimentos e a técnica utilizada, assim a subjetividade dos sentimentos expostos na produção demonstra os traços pessoais presentes nas obras, mesmo se produzidas com a mesma técnica e procedimentos que outros artistas. Assim, a compreensão da arte, o olhar e o ver e a leitura de imagens remetem a uma diversidade de significados dependentes das vivências de cada um, bem como das relações criadas entre o figurativo, o concreto e o verbal, ao buscar- se uma definição ou explicitação para uma determinada imagem. 13
  • 13. 1.2. As Artes Visuais no Ensino Fundamental De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais de Arte (PCN - Arte) os estudantes das séries finais do ensino fundamental possuem autonomia para realizar suas atividades individuais e coletivas relacionando teoria e prática, desenvolvendo argumentações pertinentes aos assuntos abordados e tendo uma visão ampliada do universo no qual se encontram inseridos. Os estudantes das séries finais do ensino fundamental podem articular suas experiências pessoais em outros campos do conhecimento, como, por exemplo, as questões sociais, políticas e interdisciplinares em arte. Segundo os PCN, nesse período de estudo os alunos encontram na disciplina de arte: [...] entendimento sobre os conteúdos, materiais e técnicas com os quais se esteja trabalhando, assim como a compreensão destes em diversos momentos da história da arte, inclusive a arte contemporânea. Para tanto, a escola, especialmente nos cursos de Arte, deve colaborar para que os alunos passem por um conjunto amplo de experiências de aprender e criar, articulando percepção, imaginação, sensibilidade, conhecimento e produção artística pessoal e grupal (BRASIL, 1998, pág. 63). As Artes Visuais devem, portanto, ser inseridas no meio educacional como forma de envolver os estudantes com atividades, nas quais trabalhem suas experiências pessoais e se expressem por meio de linguagens, oportunizando-se o contato com técnicas que auxiliem em sua formação e desenvolvimento intelectual, estético e afetivo. Para Marzari (2006), a arte nos contextos escolares não é valorizada e não possui papel de destaque frente às outras disciplinas consideradas com maior grau de importância. Esse aspecto necessita ser mudado e depende da forma que o professor e o próprio aluno são envolvidos pela arte e como a percebem. Em consonância como pensamento da autora, ressalta-se que a arte deve ser valorizada e melhor aproveitada enquanto disciplina, dentro e fora da escola. Expressar seu pensamento por meio de técnicas artísticas, conhecimentos teóricos e atribuição de significados à obra fazem com que os sujeitos estejam envolvidos com os objetos e possam identificar-se melhor com a disciplina de artes. Principalmente devido os estudantes de 5ª a 8ª série do ensino fundamental estarem em uma faixa etária repleta de peculiaridades, particularidades, dúvidas e necessitarem participar de atividades que auxiliem em sua relação com o mundo e na possibilidade da escola oportunizar escolhas através da interação, da reflexão e 10
  • 14. do autoconhecimento. Fatores indispensáveis para a condução das atividades nessa fase reveladora de potencialidades dos estudantes, a adolescência. 11
  • 15. 2. METODOLOGIA DO ENSINO DA ARTE As práticas artísticas vivenciadas tanto no meio social quanto educacional refletem o conhecimento que se possui sobre a arte, sua história e as influências culturais que interferem diretamente em sua visão de mundo. Ferraz e Fusari (1999) relatam como a metodologia da arte na escola deve ser qualitativa, pois o professor precisa definir os encaminhamentos das propostas contidas no planejamento das atividades, de forma que estejam presentes na condução das atividades e oportunizem os mesmos compreenderem, interpretarem e se manifestarem através da Arte. Os sujeitos envoltos precisam estar em formação continuada em arte, no intuito de desenvolver novas habilidades, encontrar métodos mais eficazes na trajetória de trabalhos em produções artísticas. O encaminhamento das atividades de arte necessita levar os estudantes a desenvolverem atitudes frente a questões estéticas e culturais, além de valorizar as criações individuais e coletivas, Assim, “[...] esses encaminhamentos metodológicos constituem-se em um conjunto de ideias e teorias educativas em arte transformadas em opções e atos que são concretizados em projetos ou no próprio desenvolvimento das aulas de Arte” (FERRAZ e FUSARI, 1999, p. 98). Selecionar a melhor forma de condução do ensino da arte é uma tarefa atribuída ao professor, que algumas vezes está desprovido de informações, embasamento teórico ou até mesmo de envolvimento com a disciplina, especialmente quando não está atuando em sua área de formação. O conhecimento dos fazeres artístico e estético dos alunos deve ser observado pelo professor desde o planejamento de suas atividades e no primeiro contato do aluno com a arte. O conhecimento teórico e a experimentação passam, assim, a serem vivenciados pelos estudantes por meio das atividades teóricas e práticas muito mais significativas. A Proposta Triangular de Ana Mae Barbosa (2008), que se firma no fazer artístico, análise de obras e história da arte apresenta uma sequência metodológica que pode ser discutida, analisada e colocada em prática. Com isso, o diálogo entre as experiências do aluno e o universo que o cerca cria relações que o permitem modificar ou não a realidade na qual está inserido. A observação do ambiente selecionado para realização das prática contribui com a definição de questões como conhecer a turma, envolver o ambiente com a 12
  • 16. metodologia a ser adotada, o envolvimento da turma com a disciplina e a definição dos procedimentos nas atividades que serão desenvolvidas. 2.1. Observação e registro escrito nas aulas de arte como estratégias de ensino Antes do desenvolvimento de qualquer atividade artística é preciso que o professor conheça o público-alvo e o espaço no qual atuará. O período de observação é uma forma de verificar como esse ambiente oportuniza o contato entre os envolvidos. Também favorece a percepção de algumas atitudes individuais e coletivas, algumas características da relação que os estudantes possuem com o ambiente escolar, quais seus interesses e, se possível, como estimulá-los. Para tanto, é necessário seguir um roteiro pré-elaborado para que consiga articular a teoria, adquirida pelo professor em sua formação, e sua prática em sala de aula. O registro das observações se apresenta, previamente, como um recurso norteador no qual expressa informação sobre a atuação dos alunos durante a aula, a condução das práticas e a receptividade ou não por parte dos alunos de cada uma das atividades artísticas. Além disso, oportuniza ao professor conhecer a individualidade de seus alunos e perceber traços que originam suas dificuldades, para transformar as experiências em arte através da prática. A busca por conhecer-se o contexto socioeconômico e cultural dos alunos apresenta-se especialmente relevante quando se trata de situações de vulnerabilidade social, como observado nas periferias de muitas cidades brasileiras. Este é o caso observado na Escola Municipal Raimundo Hermínio de Melo, em Sena Madureira – AC, na qual são vivenciados cotidianamente problemas sociais como a violência doméstica, o tráfico de entorpecentes e o alcoolismo, que refletem nas atitudes dos alunos em sala de aula. Algumas dessas atitudes percebidas são a falta de envolvimento com as atividades apresentadas em sala de aula, agressividade excessiva entre os alunos, impaciência e carência de afeto. Segundo as observações e conversa com a direção da escola, a comunidade participa das reuniões bimestrais, os pais ou responsáveis comparecem quando solicitados para solucionar problemas de indisciplina dos estudantes, uns poucos frequentemente visitam a escola sem necessitar de convite. Participam também de 13
  • 17. atividades festivas como o dia das mães, festa junina e projetos escolares apresentados pelos alunos e o PSE (Programa Saúde na Escola) em parceria com a Secretaria de Saúde. Marzari (2006) destaca que o processo de desenvolvimento de atividades coletivas em artes visuais, antes de partir-se para atividades individuais, auxilia no envolvimento de todos por possibilitar a troca de informações na construção do conhecimento. O ensino de artes visuais deve incitar o estudante a inserir suas experiências nas relações que constrói com a aprendizagem teórica ou prática, em um comportamento mais criativo que integre à arte questões subjetivas e objetivas de sua vivência pessoal ou em sociedade. Introduzir atividades práticas em sala de aula é um desafio constante, especialmente se tratando da disciplina de arte. Quando se observa a realidade das atividades desenvolvidas em alguns ambientes escolares de Sena Madureira, observa-se falta de incentivo à imaginação, por parte do professor, que não apresenta desafio e não desperta atenção de seus alunos. Acreditamos, assim que atividades práticas inseridas no ambiente da Escola Raimundo Hermínio de Melo, podem envolver os participantes em uma rede de troca de ideias, discussões e conhecimentos que podem ser retratados nas produções. Durante a realização das práticas artísticas, as questões sociais enfrentadas pelos sujeitos diariamente, poderão fazer parte das representações e interpretações que farão das obras de arte. 14
  • 18. 3. CONTRIBUIÇÕES DA GRAVURA COMO EXPRESSÃO ARTÍSTICA NAS SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL Observando-se o ensino de arte em grande parte das escolas públicas de Sena Madureira-AC, identificou-se uma constante reprodução de desenhos e atividades que não despertam curiosidade e atenção dos estudantes. As observações realizadas durante os períodos de estágio e de construção da proposta aqui apresentada embasam essa afirmação. Acreditamos, assim, que a introdução da gravura nas aulas de artes pode orientar algumas mudanças nas relações estabelecidas nas aulas de artes, por meio de uma proposta criativa que oportunize a imaginação, a investigação e evidencie a análise do papel de cada sujeito na sociedade. A exposição de seus sentimentos permite que o aluno dialogue consigo mesmo e interaja com suas experiências. Acredita-se, ainda, que assim seja possível de alguma forma modificar a realidade e melhorar o desenvolvimento educacional e pessoal dos alunos. A gravura é um recurso que pode ser trabalhado de forma dinamizada nas atividades práticas de artes visuais, visto que produção é, conforme apresenta Costella (2006), única e repleta de caracteres pessoais. O artista (nesse caso, o estudante) mesmo fazendo uso de técnicas consideradas antigas, introduz um novo modo de representação da gravura que caracteriza seu universo. O conhecimento de algumas técnicas de gravura pode despertar no estudante o interesse em participar das atividades que serão propostas. O desenvolvimento de atividades teóricas e práticas nas turmas da Escola Municipal Raimundo Hermínio de Melo, definidas na proposta e no plano de aula aqui apresentados, compõem o eixo norteador para a execução da pesquisa. 3.1. Conhecendo a gravura Os primeiros trabalhos com gravura foram produzidos em pedra e em madeira, e com o passar do tempo os artistas descobriram outras formas como tecido e papel. De acordo com Fajardo, Sussekind e Vale (1999), tem-se conhecimento da gravura desde a Antiguidade em muitas culturas. A gravura pode ser definida como o resultado expresso em cópia impressa, a partir de uma matriz construída por entalhe, incisão, abertura de cunhos, corrosão ou marcação. Essas matrizes podem ser criadas por meio de diversas técnicas de 15
  • 19. gravura. As mais comuns são a monotipia, que se caracteriza como técnica de estampa, visto que não há gravação antes da matriz ser entintada; xilogravura, com a utilização de goivas e formões para criar sobre pedaços de madeira; linoleogravura, com matrizes lavradas em linóleo e utilização de goivas ou ferramentas específicas para trabalhar com linóleo, criando uma gravura em relevo; litografia, desenho em pedra com tinta gordurosa; serigrafia, uma tela esticada em um bastidor ou chassi de madeira para ser desenhado com verniz, cola, tinta tipográfica ou recortes de desenho em material que possa ser aplicado na tela; ponta seca, onde é utilizado um instrumento denominado ponta seca, ou uma adaptação capaz de riscar uma chapa de metal para criar a matriz. Há, também, a colagraf, técnica de estampa na qual a matriz é criada com a colagem de objetos sobre um pedaço de papelão. A reprodutibilidade oportunizada pela gravura torna a linguagem diferente das demais, devido ao artista trabalhar na produção de uma matriz para, em seguida, fazer a tiragem de cópias que são o produto final. Em outras linguagens como a pintura, por exemplo, o mesmo trabalha diretamente no produto final. Destacamos, entre as técnicas de gravura, a monotipia, colagraf e ponta seca, as quais facilitam o desenvolvimento de trabalho coletivo e individual. Além disso, é possível a utilização de material alternativo, como a substituição da ponta seca por pregos com a ponta afinada, a tinta óleo em vez de tinta gráfica e o rolo de madeira no lugar da prensa. Ressalta-se que a estampa não se caracteriza efetivamente como gravura por não ser originada através da gravação na construção das matrizes, mas sim do processo de desenho, criação de formas e transferência de imagens na criação das matrizes para seguir com o processo de entintagem e tiragem das cópias. Na monotipia o artista trabalha diretamente sobre a chapa para criar sua matriz, enquanto que na colagraf o artista cola objetos que desejar na composição de suas matrizes. Existem também outras formas de utilização da estampa como silk-screen, produzida em tela de nylon e o transfer, que é obtido por meio da transferência da imagem no papel para o tecido por uma prancha aquecida. A monotipia é uma técnica de impressão muito simples. Com esta técnica consegue-se a reprodução de um desenho ou mancha de cor numa prova única, daí o nome “monotipia”. A prova obtida, monotipia, não é um duplicado fiel do desenho 16
  • 20. ou da mancha original. Na passagem para o papel (impressão), as tintas misturam- se fazendo surgir efeitos imprevisíveis. A colagraf é uma técnica artística que consiste na criação de uma matriz, na qual são colados os objetos escolhidos pelo artista, para que seja entintada e impressa em papel, usando prensa ou de forma alternativa. Ponta seca, por sua vez, é a gravação de uma imagem sobre uma chapa de metal ou cobre. Os meios de obter essa imagem são muitos, visto que cada artista tem seu procedimento pessoal para desenvolver a prática. A gravação na chapa de metal é feita através de ponta seca, instrumento de metal semelhante a uma grande agulha usado para riscar a chapa, na superfície previamente polida que forma micro concavidades para reter a tinta a ser transferida para o papel por meio de prensa ou de forma alternativa, pressões com o rolo de madeira. Essas três técnicas podem ser trabalhadas de forma criativa em sala de aula, de forma a proporcionar a criação de imagens que demonstrem seus desejos, objetivos e experiências que oportunize a reflexão sobre a influência desses aspectos em sua formação estética e pessoal, além de desenvolver sua criatividade pelo incentivo à imaginação. 3.2. Trabalhando a gravura nas séries finais do ensino fundamental A Escola Municipal de Ensino Fundamental Raimundo Hermínio de Melo, em Sena Madureira foi escolhida para o desenvolvimento da experiência com gravura por ter sido observada a necessidade de uma atividade diferente das existentes atualmente em seu cotidiano escolar, já que os estudantes ainda não haviam realizado trabalhos com gravura. A escola possui quatro turmas de 5ª série, três 6ª série, três 7ª série e duas 8ª série no período vespertino, com total aproximado de 366 alunos, carga horária semanal de 1h e anual de 40h. Possui uma professora de arte que atende todas as turmas e tem formação em Letras/Espanhol. 17
  • 21. Figura 1: Alunos de 5ª série em sala de aula Fonte: Arquivo pessoal, 2011. Na disciplina de artes ministrada na escola, são trabalhados o desenho, a dança e a música. Nas atividades teóricas, em geral apresenta-se a história de cada uma dessas linguagens, e nas atividades práticas cada estudante escolhe o que deseja trabalhar. Não há prévia mediação ou contextualização do que se deseja alcançar com a atividade. Para identificar a viabilidade e o interesse por parte dos alunos na introdução de atividades com gravura na escola, realizamos atividades teóricas e práticas com as técnicas monotipia e colagraf – a ponta seca prevista inicialmente não foi viável pela falta de material. Porém, assim que adquirirmos será realizada a prática. Figura 2: Prática de monotipia na 5ª série Fonte: Arquivo pessoal, 2011. 18
  • 22. Para as turmas de 5ª séries, como mostra a Figura 2, foi realizada atividade com monotipia. Primeiro houve a apresentação teórica dos conceitos da técnica, os tipos (aditivo e positivo) e algumas imagens produzidas com a técnica pelos alunos do curso de licenciatura em Artes Visuais da UAB/UnB. Também foram apresentados os materiais utilizados para as produções. Depois de um momento de discussão sobre o que a técnica poderia trazer de conhecimento para os estudantes e como poderiam inserir características de sua realidade cotidiana e das experiências adquiridas no meio social ou educacional, teve início a prática na qual os alunos tiveram a oportunidade de fazer suas criações, utilizando um dos métodos desejados ou ambos. A exposição do resultado das produções na sala de aula caracterizou um momento de contemplação, pois um aluno tenta decifrar o pensamento do outro de acordo com o que este expressou em sua obra. Figura 3: Prática de colagraf na 6ª série Fonte: Arquivo pessoal, 2011. Nas turmas de 6ª série foi oportunizado o contato com a colagraf, seguindo alguns dos procedimentos anteriores, como o estudo teórico do conceito de colagraf e apresentação de matrizes e impressões feitas pelos alunos do curso de Artes Visuais. Foram apresentados, também, alguns materiais comuns para a criação das matrizes como o papelão, a tinta óleo e o verniz e citados os materiais utilizados nas matrizes dos alunos de Artes Visuais. No segundo momento, teve início a produção das matrizes, visto que, os alunos já haviam selecionado os materiais para utilizar em suas matrizes. Alguns optaram trabalhar em conjunto, em uma produção coletiva e outros preferiram fazer 19
  • 23. suas produções individualmente e alegaram ser mais fácil criar dessa maneira. Criaram, colaram e envernizaram suas matrizes e depois entintaram e retiraram as cópias, expondo na sala de aula em seguida. Com isso, puderam observar e verificar as características de cada trabalho, com opiniões positivas e negativas, relacionando com sua própria produção. Nas turmas de 7ª e 8ª séries foi selecionada a técnica ponta seca levando em conta os alunos possuírem uma idade mais elevada para o trabalho com materiais cortantes. Foi apresentado o conceito da técnica, os procedimentos e os materiais que podem ser utilizados para as produções. Mas como não foi possível adquirir a chapa de metal, a chapa de alumínio e o papel canson, a atividade prática ainda não foi realizada. Mesmo assim, os alunos demonstraram interesse em realizar a prática pela possibilidade de expor suas ideias e descobrir habilidades que não foram experimentadas anteriormente. Uma alternativa para a realização da prática com a ponta seca pode ser a solução para o problema: a matriz utilizando-se capa de CD, que substitui o alumínio (metal selecionado para a prática) sem muitas alterações no resultado final. Além disso, não é tão perigoso e pode ser disponibilizado também para os estudantes de menor faixa etária. Figura 4: Exposição de colagraf na 6ª série Fonte: Arquivo pessoal, 2011. Em todas as turmas foi realizada a apresentação de gravura e de todas as técnicas selecionadas para as atividades na escola. Os períodos de 20
  • 24. desenvolvimento das atividades teóricas e práticas foram de quatro semanas, sendo executadas nos horários das aulas de artes. Durante a exposição das produções dos alunos em sala de aula, foi notório o reflexo das ideias apresentadas por cada aluno/artista. Ao se colocar como observador houve questionamento, discussão e atribuição de situações ao trabalho do outro. Um aspecto interessante, se levar em consideração que o ambiente social dos mesmos não é aberto ao diálogo e a convivência devido à frequente violência gerada por divergência de ideias. Esse momento da exposição das obras produzidas se caracterizou como reflexão, no qual se notou algumas semelhanças no cotidiano dos alunos e abriu espaço a possíveis mudanças de atitude, além da oportunidade de surgirem ideias que podem melhorar a convivência e o diálogo entre os alunos. No contato com uma linguagem artística diferente das utilizadas nas aulas de arte, os estudantes demonstraram interesse em conhecer e participar do desenvolvimento das práticas com gravura. O envolvimento de alguns se deu de forma integral e articulada com os conhecimentos teóricos disponibilizados previamente. Porém, outros estiveram com receio de participar de uma atividade diferente, na qual pudesse explorar suas habilidades. Os primeiros contatos com a técnica monotipia se deram em grupos, na tentativa de fazê-los se sentirem mais à vontade para participar. Os materiais utilizados na abordagem teórica e nas práticas foram disponibilizados livremente aos estudantes. Dado o contexto da escola e dos alunos, e as condições materiais oferecidas pelo comércio local, foi necessário adaptar-se alguns materiais utilizados nas técnicas. Assim a tinta gráfica foi substituída pela tinta óleo, a prensa foi substituída pelo rolo de madeira e os rolos de borracha foram substituídos por rolos de espuma. A experiência de realizar atividades práticas de gravura na escola nos reafirmou a compreensão da necessidade do envolvimento pessoal com a produção da atribuição de significados reais na obra. Com isso, observou-se que o contato com teoria seguido de atividade prática, na disciplina de arte, se torna um recurso educacional positivo por facilitar a participação do aluno e envolvê-lo concretamente na produção. As situações cotidianas representadas em algumas obras abrem espaço à discussão de como o ambiente externo influencia na formação pessoal do aluno e se reflete no ambiente escolar como um refúgio dos problemas enfrentados cotidianamente, criando uma 21
  • 25. caracterização de sua própria vida. É claro que não são todos os estudantes que se encaixam nessas abordagens, porém, encontrou-se essas características em uma quantidade expressiva de produções entre os alunos que realizaram as práticas. Figura 5: Turma da 6ª série Fonte: Arquivo pessoal, 2011. A Figura 6, “Minha casa”, apresenta a partir do título o sentimento envolto a seu criador, pois o mesmo relatou durante a produção seu desejo de possuir a casa própria e poder viver com tranquilidade, visto que mora com mais seis pessoas em casa emprestada por parentes e sua família não ter condições de adquirir uma moradia. Figura 6: Minha casa Fonte: Arquivo pessoal, 2011. 22
  • 26. Na Figura 7 a autora descreveu a vontade de haver compreensão e menos brigas entre seus pais, algo que acontece todos os dias em sua casa. Figura 7: Tranquilidade Fonte: Arquivo pessoal, 2011. Percebe-se, assim, que os alunos demonstram suas necessidades pessoais e buscam, no ambiente escolar, expor sua realidade e encontrar métodos para resolver os problemas, mesmo que às vezes essa exposição seja feita de forma negativa e tenha como consequência problemas em seu cotidiano escolar. As atividades artísticas práticas podem servir como meio de explorar algumas dessas experiências citadas pelos alunos. 3.3. Proposta de plano de aula A partir do referencial teórico e da experiência com gravura na escola Raimundo Hermínio de Melo, elaboramos uma proposta que parte do planejamento prévio das etapas de execução. As proposições aqui apresentadas estão de acordo com o envolvimento e as questões levantadas pelos estudantes da escola no contato com as técnicas de gravura. Buscou-se a mediação entre a prática e a teoria da gravura, para levar os alunos a explorarem suas experiências por meio das obras, como apresentado no plano de aula em anexo. 23
  • 27. O processo de seleção da técnica a ser trabalhada na prática, em cada turma, foi realizado de acordo com a idade dos alunos, os materiais a ser utilizados e os procedimentos para cada prática. Assim, propõe-se inicialmente determinar um período para observação das atividades artísticas das turmas que serão envolvidas no projeto e registrar o que se considera importante para o planejamento das atividades. Poderão ser questionados: as técnicas que os estudantes conhecem; o que sabem sobre gravura;, se já ouviram algo sobre monotipia, colagraf e ponta seca. Em seguida, sugere-se o registro dos apontamentos dos alunos no quadro e a apresentação das técnicas monotipia, colagraf e ponta seca através de datashow, com imagens que representem cada uma, instigando-se a discussão sobre as primeiras ideias dos estudantes relacionadas às técnicas apresentadas. Propõe-se distribuir textos impressos sobre os conceitos relacionados às técnicas, as formas e procedimento detalhados, com a apresentação dos materiais que serão utilizados nas práticas. Com as turmas de 5ª série onde será realizada atividade com a monotipia, a turma poderá ser dividida em grupos para os primeiros contatos com a prática e, em seguida, sugerir que façam as atividades individualmente para que possam expressar suas habilidades e relacionar com as experiências cotidianas. Depois, colocar os trabalhos para secar em um varal, recolher e guardar; discutir quais os conhecimentos adquiridos com a execução da prática e solicitar que o estudante relate se houve envolvimento pessoal e quais foram suas experiências incentivadoras da criação. Nas turmas de 6ª série, após a leitura do texto, sugere-se pedir que os estudantes tragam materiais a serem usados na criação das matrizes. Em seguida, preparar o ambiente para a realização da prática e pedir aos alunos para formarem grupos, se desejarem, ou organizem seu material para trabalhar individualmente. Realizar a preparação da matriz de colagraf e envernizar. Deixar que a matriz seque, entintar e prosseguir com a tiragem de cópias, depois deixar secar e guardá-las. Realizar uma socialização oral de como os estudantes se sentiram na realização de mais uma atividade prática e como se pode fazer uma comparação com alguns elementos presentes em seu cotidiano. Para as turmas de 7ª e 8ª séries que realizarão a prática ponta seca, organizar de forma individual ou coletiva, de acordo com a disponibilidade de tempo e de acordo com o perfil da turma. Iniciar o processo de preparação da chapa de 24
  • 28. alumínio (ou outro metal) lixando as superfícies e depois com a ponta seca, ou prego, iniciar a gravação na chapa. Entintar as matrizes e imprimir algumas cópias. Após as impressões, deixar os trabalhos secando para serem guardados junto com os demais. Mediar uma socialização oral, na qual os estudantes poderão expressar como se sentiram na realização das práticas, destacando aquela com a qual mais se identificaram, quais as contribuições acrescentadas no seu conhecimento em arte e como suas experiências cotidianas puderam ser expressas nas produções; Realizar uma exposição, no ambiente escolar, dos trabalhos realizados e mostrar fotos em slide das práticas realizadas. A proposta evidencia a prática partindo de apresentações teóricas, com o direcionamento dos procedimentos, sem restringir a imaginação do aluno, como descrito no plano de aula em anexo. Também proporciona o desafio de participar de uma atividade diferente das realizadas em outros momentos, nas aulas de arte. A manipulação de material concreto para uma produção artística que envolva suas experiências cotidianas cria um diálogo entre o aluno e sua produção e as características que se observam nos trabalhos mostram como o aprendizado pode ampliar valores e relações interpessoais. O trabalho de produção coletiva é um recurso para romper com o receio de participar de uma atividade diferente das realizadas durante as aulas de arte, abre espaço à troca de experiências e à construção colaborativa de conhecimentos, pois as limitações e as dificuldades são superadas pela interferência dos próprios colegas participantes do grupo. Já o trabalho individual apresenta duas situações interessantes, a primeira é a dificuldade de interagir e aceitar a ideia do outro e a segunda é a capacidade de desenvolver habilidades com mais facilidade. Ambas são situações que, para o professor, podem servir de base para a distribuição dos alunos nos grupos e de superação de dificuldades. A apresentação dos conceitos e dos materiais que serão usados nas práticas são um método de levar aos estudantes o conhecimento prévio do que irão realizar. A reprodutibilidade vivenciada na gravura é um recurso interessante para se explorar em sala de aula, devido o estudante fazer cópias de sua própria produção. Não se trata de reconstruir ideias existentes, mas de reproduzir e difundir suas ideias, seus interesses e as habilidades que possui através de uma produção artística. 25
  • 29. Foram poucos os conflitos que surgiram no decorrer das atividades. Um deles foi a divergência de ideias e as características pessoais dos alunos que optaram por trabalhar em grupo. Para resolver a situação foi proposta a adaptação das ideias de modo que cada aluno pudesse evidenciar seu ponto de vista e respeitar o do colega. Interessante essa situação, pois como os estudantes não são iguais, um necessita aprender a respeitar as dificuldades, as limitações e o ponto de vista dos demais. 26
  • 30. CONCLUSÃO Envolver as experiências cotidianas dos estudantes por meio de atividades práticas articuladas com conceitos ainda representa um desafio a ser superado no ambiente escolar. Durante a elaboração das propostas de atividades em gravura e a busca por ideias de autores que aprofundassem a necessidade de novos rumos no ensino da arte, ficou evidente que, como a disciplina de artes orienta na formação estética e artística na escola, a expressividade deve se apoiar na inter-relação do aluno com o mundo e com o ambiente ao qual faz parte. No que foi possível verificar, os primeiros passos foram dados nesse sentido, mas falta muito para tornar a situação real na escola escolhida como estudo de caso e, provavelmente, em outras do município de Sena Madureira. Com a observação de algumas turmas das séries finais do ensino fundamental foi possível notar que alguns professores ainda não buscam experimentar seu lado criativo e articular teoria e prática. Portanto, levar uma prática para os discentes sem o contexto teórico e o conhecimento prévio do próprio docente revela como ainda se utiliza, em arte, o improviso no decorrer das aulas. A questão da experiência como fonte de conhecimento gera situações na qual a interação entre o interior e o exterior depende do encaminhamento da atividade e da interpretação, por parte dos sujeitos, da situação problematizadora. Por outro lado, na condução das atividades surgiram dificuldades para a geração de um ambiente propício à interação, e para superar os obstáculos foi importante a troca de experiências, fazendo com que quem aprende rápido pudesse auxiliar os que caminham mais devagar. Contudo, ao estar mais próximo dos estudantes, o condutor da atividade proporciona-lhes mais segurança em desenvolver seu potencial artístico nas práticas. Na gravura e estampa se reconhecem linguagens artísticas que oportunizam, para a criação da obra, o contato com os materiais, a adaptação dos mesmos quando é preciso e a participação individual e coletiva dos estudantes nas produções. Durante a apresentação teórica, a falta de interesse de alguns estudantes fez surgir dúvidas sobre um método de apresentar a teoria de forma dinâmica e que despertasse a atenção dos envolvidos. Acredita-se que seja possível 27
  • 31. fazer uma integração de teoria e prática com a demonstração dos materiais e início das práticas, seguindo as instruções do texto. Alguns problemas dificultaram a realização da prática com a ponta seca. Pelo fato de a disciplina de Arte nas escolas públicas de ensino fundamental ser de uma aula semanal, não foi possível realizar a prática. Mesmo assim, foi oportunizado o conhecimento sobre a aplicação da técnica e algumas matrizes produzidas por estudantes do curso de Artes Visuais. Após esse período de estudos algumas adaptações foram descobertas, como o uso de um material resistente e fácil de ser adquirido para a produção das matrizes: capas de CD. É importante refletir sobre a utilização de materiais acessíveis para seguir com todas as etapas planejadas. O envolvimento dos estudantes com as práticas oportunizou, além do contato com práticas artísticas que não conheciam, uma investigação das habilidades existentes e a busca rápida por solução de alguns impasses, como para os que optaram trabalhar em grupo o desafio de definir a criação, qual seria o melhor caminho e como inserir tantas ideias. Verificou-se a espontaneidade que a prática artística propicia, pois o aluno é o responsável pelo surgimento de sua obra, um agente direto no processo de construção de aprendizagem, de tal forma que muitos conseguiram mostrar a capacidade de agir em meio a discordâncias pela perceptividade e condução dentro do grupo. As reflexões socializadas no ambiente escolar após as práticas confirmam a relevância, no processo de construção da aprendizagem, da introdução de experiências cotidianas na produção como forma de perceber sua visão do ambiente ao qual pertence e as diferenças de relações pessoais entre membros envoltos no mesmo ambiente. Por meio da pesquisa se averiguou como a estampa e a gravura, apresentadas no ambiente escolar, levam os estudantes a dialogarem com sua produção e criarem um vínculo afetivo que atribui significado ao trabalho desenvolvido. Um ponto positivo a ser explorado posteriormente, visto que os estudantes se caracterizam por residirem em um bairro periférico de Sena Madureira, a maioria ser de classe baixa e vivenciar diariamente problemas sociais como as drogas, a violência familiar e a família desestruturada, fatores que interferirem diretamente em suas atitudes. Nesse trabalho teórico-prático fica evidente que o estudante necessita estar envolto a desafios e inovações que incentivem sua imaginação e despertem a 28
  • 32. criatividade, em possibilidades que busquem em suas experiências cotidianas recursos para embasarem seus estudos, desenvolverem suas habilidades e apontarem novos rumos dentro e, possivelmente, fora da escola. Conclui-se para que as aulas de arte envolvam os estudantes e contribuam para seu desenvolvimento pessoal e estético devem ser seguidos os caminhos que evidenciem o ser como criativo e participativo. Por isso, o presente trabalho ressalta a importância de mudanças sobre um enfoque positivo, que lhes possibilitem crescimento pessoal, abram espaço a práticas constantes no ambiente escolar e aos poucos também envolvam outros ambientes, facilitando o contato com materiais e linguagens que propiciem a construção da aprendizagem em arte. 29
  • 33. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARSLAN, Luciana Mourão; IAVELBERG, Rosa. Ensino de arte. São Paulo: Thompson Learning, 2006 (Coleção Ideias em Ação). AZEVEDO, Fernando Antônio Gonçalves. A arte possibilita ao ser humano repensar suas certezas e reinventar seu cotidiano. In: BARBOSA, Ana Mae; COUTINHO, Rejane Galvão. Arte/Educação como mediação cultural. São Paulo: UNESP 2008. Cap. 21. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: arte/Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC / SEF,1998. COSTELLA, Antonio F. Introdução à gravura e à sua história. Campos do Jordão, SP: Editora Mantiqueira, 2006. FAJARDO, E.; SUSSEKIND, F.; VALE, M. Oficinas: gravura SENAC, DN. Rio de Janeiro: Ed. SENAC Nacional, 1999. FERRAZ, Maria Heloísa C. de Toledo; FUSARI, Maria F. de Rezende e. Metodologia do Ensino de Arte. São Paulo: Cortez, 1999. Instituto Arte na Escola. Arte na Escola. Evandro Jardim: Cadernos de Gravura. Disponível em: <http://www.artenaescola.org.br/dvdteca/pdf/arq_pdf_36.pdf> Acesso em: 18 de setembro de 2011. MARZANI, Leda. O desenvolvimento da criatividade e a relação com as competências intelectuais da criança no ensino das Artes Visuais: uma proposta de ação pedagógica. In: CORREA, Ayrton Dutra; NUNES, Ana Luiza Ruschel. O Ensino das Artes Visuais: uma Abordagem Simbólico-Cultural. Santa Maria: Editora da UFSM, 2006. Cap.6. O PAPEL DA ARTE. Uma breve história da gravura até o século 19. 2010. Julio Reis. Disponível em: <http://www.opapeldaarte.com.br/historia-da-gravura-ate-o- seculo-19/> Acesso em 29 de novembro de 2011. PILLAR, Analice Dutra. A Educação do Olhar no Ensino da Arte. In: BARBOSA, Ana Mae. Inquietações e Mudanças no Ensino da Arte. São Paulo: Cortez, 2008. Cap. 6. SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DO ACRE e SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE RIO BRANCO. Caderno 1 – Orientações para o Ensino Fundamental de Arte. Rio Branco, 2008.   30
  • 34. ANEXO A – PLANO DE AULA (Com adaptações para cada série de acordo com a técnica a ser desenvolvida) Conhecendo técnicas de estampa e gravura Objetivos: • Incentivar o conhecimento de técnicas artísticas como base para desenvolver atividades práticas; • Identificar e diferenciar os tipos de gravura apresentados; • Compreender distinguir os tipos de elementos da linguagem visual; • Perceber como elementos do cotidiano e da experiência podem estar presentes em produções artísticas; • Praticar as formas artísticas de estampa monotipia e colagraf; • Refletir e socializar as experiências. Procedimentos: • Explanação do conteúdo a classe, citando os tipos de elementos da linguagem visual; • Verificação dos conhecimentos prévios; • Distribuição de textos com alguns conceitos sobre as técnicas monotipia, colagraf e ponta seca e os procedimentos em cada técnica; • Amostragem de imagens de obras produzidas com as técnicas estudadas; • Realização de atividades práticas; • Atribuição do conhecimento a ser adquirido com a realidade cotidiana. Metodologia com a técnica Monotipia a ser desenvolvido nas turmas de 5ª séries em aproximadamente duas aulas • Organizar a turma em círculo e fazer a explanação sobre a técnica monotipia; • Verificar os conhecimentos prévios; • Entregar texto com conceito da técnica monotipia e dos métodos aditivo e positivo e fazer a leitura em conjunto; • Expor imagens de produções com a técnica; • Apresentar os materiais e os procedimentos a ser seguidos; 31
  • 35. Realizar a prática, ressaltando que insiram a experiência cotidiana em suas produções; • Fazer a exposição na sala e depois guardar os trabalhos para ser expostos com os demais; • Propor um registro escrito da prática realizada, no qual citarão os conhecimentos adquiridos, as atitudes desenvolvidas e as experiências introduzidas nas produções. • Socializar a atividade. Texto: Monotipia Breve definição: A monotipia é uma técnica de impressão muito simples. Com esta técnica consegue-se a reprodução de um desenho ou mancha de cor numa prova única, daí o nome “monotipia”. A prova obtida, monotipia, não é um duplicado fiel do desenho ou mancha original, na passagem para o papel (impressão), as tintas misturam-se fazendo surgir efeitos imprevisíveis. Materiais: • Tinta óleo • Papel sulfite • Rolo de espuma • Rolo de macarrão ou colher de madeira • Pedaços de chapa de raio-x • Placa de vidro ou azulejo • Canetas • Trapos • Cotonetes • Cabos de pincéis Procedimentos: Método Aditivo Primeiro, espalhe um pouco de tinta na placa de vidro ou azulejo e vá abrindo a tinta com o rolo de espuma. Depois passe a tinta com o rolo na chapa de raio-x e faça desenhos com um cotonete ou cabo de pincel. Centralize a chapa em 32
  • 36. uma folha de papel sulfite A4, fazendo a marcação das laterais da chapa na folha de papel para que as outras cópias tenham a mesma dimensão. Coloque uma folha de papel em cima da chapa com o desenho e passe a mão apenas para retirar falhas, passe o rolo de macarrão ou colher de madeira algumas vezes até a estampa ficar na folha. Retire a folha e coloque para secar. Método Positivo Siga as orientações anteriores até a entintagem da chapa, depois centralize a chapa sobre a folha com as marcações, coloque uma folha de sulfite em branco e com o cabo de um pincel ou caneta faça desenhos no verso da folha. Sem pressionar, retire a folha e coloque para secar. Metodologia com a técnica Colagraf a ser desenvolvida em turmas de 6ª séries em aproximadamente três aulas: • Fazer a explanação da técnica; • Verificar os conhecimentos prévios; • Entregar texto com conceito sobre a técnica e os procedimentos a ser seguidos para a prática; • Apresentar os materiais a ser utilizados na prática; • Fazer agrupamentos e iniciar a confecção das matrizes; • Entintar e imprimir as cópias; • Expor na sala de aula e depois guardá-los para a exposição em outros ambientes da escola; • Propor um registro escrito da prática realizada, no qual citarão os conhecimentos adquiridos, as atitudes desenvolvidas e as experiências introduzidas nas produções. • Socializar a atividade. Texto: Colagraf Breve definição: A colagraf é uma técnica artística que consiste na criação de uma matriz para que seja entintada e impressa em papel usando prensa ou de forma alternativa. 33
  • 37. Materiais: • Pedaços de papelão • Verniz • Barbante • Pincéis • Tinta óleo • Cola • Tesoura • Placa de vidro ou azulejo • Papel A4 • Folhas, pedaços de galho seco • Rolos de espuma • Rolo de madeira ou colher de madeira Procedimentos: Recortar o papelão com dimensões menores que a folha de sulfite, depois escolher os materiais que irão ser colados na matriz formando o desenho desejado. Em seguida a matriz deve ser envernizada, com o auxílio dos pincéis e colocados para secar um pouco. O processo de impressão é semelhante ao anterior. Espalhe a tinta óleo sobre a tampa de vidro ou azulejo e passe a tinta na matriz com o rolo de espuma. Depois centralize a matriz em uma folha de sulfite A4, colocando, com cuidado, outra folha sobre a matriz e passe o rolo de macarrão em direções opostas por algumas vezes, retire o papel e coloque para secar. Metodologia com a técnica Ponta Seca a ser desenvolvida em turmas de 7ª e 8ª séries em aproximadamente quatro aulas: • Fazer a explanação da técnica; • Verificar os conhecimentos prévios; • Entregar texto com conceito sobre a técnica e os procedimentos a ser seguidos para a prática; • Apresentar os materiais a ser utilizados na prática; • Fazer agrupamentos e preparar as matrizes; • Prepara um esboço em papel sulfite; • Fazer as ranhuras formando a imagem planejada; • Entintar preenchendo cuidadosamente as formas criadas; • Preparar o papel e imprimir as cópias com o auxílio de um rolo de madeira; • Expor na sala de aula e depois guardá-los para a exposição em outros ambientes da escola; 34
  • 38. Propor um registro escrito da prática realizada, no qual citarão os conhecimentos adquiridos, as atitudes desenvolvidas e as experiências introduzidas nas produções. • Socializar a atividade. Texto: Ponta Seca Breve definição: Consiste na gravação de uma imagem sobre uma chapa de metal. Os meios de obter a imagem sobre a chapa são muitos, pois cada artista desenvolve seu procedimento pessoal no trato com o metal. De um modo geral, o artista faz o desenho por meio de uma ponta seca – instrumento de metal semelhante a uma grande agulha que serve de caneta ou lápis. A ponta seca risca a chapa, que tem a superfície polida, e esses traços formam sulcos, micro concavidades, de modo a reterem a tinta, que será transferida através de uma grande pressão, imprimindo assim, a imagem no papel. Materiais: • Chapa de alumínio • Bacia retangular • Lixa d’água • Papel canson • Lima • Lápis • Rolo de madeira ou colher de • Retalhos de tecido madeira • Tesoura • Toalha • Tinta óleo • Pregos adaptados em rolinhos de madeira • Pincéis Procedimentos: Inicia-se com o processo de preparação da matriz, corte a chapa de alumínio com as dimensões desejadas, desde que sejam melhores que o papel canson, e use a lima para acertar as bordas da matriz, para que não fiquem cortantes. Depois lixe com a lixa d’água respingando gotas de água quando necessário. Caso não tenha o ponta seca é possível improvisar com um prego preso a um pedaço de madeira em formato de rolinho, cortando a cabeça do mesmo e afinando 35
  • 39. com a lima. E logo faça o esboço em uma folha de sulfite o que vai ser riscado na chapa de alumínio. Com a ponta seca comece a fazer ranhuras na chapa até formar o desenho esboçado, a profundidade deve ser capaz de assimilar a tinta. Para entintar a matriz você pode pintar as ranhuras com um pincel 00 ou outro à sua escolha. Após, coloque uma folha de papel canson na bacia com água por 3 minutos e enquanto aguarda, centralizei a matriz sobre uma folha de sulfite. Passado o tempo retire o papel da água e enxuguei com uma toalha para que não apareçam respingos de água no papel. Em seguida, passe o rolo de madeira ou colher de pau friccionando em todos os ângulos para que a imagem fique homogênea e deixe secar. Finalização: Exposição das produções no ambiente escolar. Formas de avaliação/ reflexão/validação (Situações mais adequadas para avaliar) • Acompanhamento do desenvolvimento dos alunos nas produções coletivas e individuais; • Verificação dos relatos no registro escrito; • Capacidade de concentração e atenção; • Respeito às individualidades e limitações dos estudantes; • Envolvimento de suas experiências cotidianas com as produções. 36