Entendimento
do sofrimento
Nada ocorre na vida por acaso ou
descuido da Consciência Cósmica
impressa na individual
O conhecimento
vem da experiência
PIETRO UBALDI
Spinoza
1632 - 1677
Se pudéssemos saber a verdade
das coisas seria possível
agir melhor e ser mais feliz
O que nos ocupa mais frequentemente na vida e
que os homens, como pode concluir-se dos seus
atos, consideram ser o bem supremo pode
reduzir-se a três coisas: riqueza, fama,
prazer dos sentidos.
Pelo prazer sensual se detém a alma como se
repousasse num bem verdadeiro, o que a impede
em absoluto de pensar noutra coisa; após o prazer
vem a extrema tristeza, que, se não suspende o
pensamento, perturba e embota.
SPINOZA
PRAZER
PRAZER DOR
O Problema do Ser, do Destino e da Dor
LÉON DENIS
Dando à vida um alvo infinito, o novo
Espiritualismo oferece-nos uma razão de viver e de
sofrer que nos faz reconhecer meritório se viva e
sofra, numa palavra, um objetivo digno da alma e
digno de Deus.
O Problema do Ser, do Destino e da Dor
LÉON DENIS
Na desordem aparente e na confusão das coisas,
mostra-nos a ordem que, lentamente, se vai
esboçando e realizando, o futuro que se vai
elaborando no presente e, acima de tudo, a
manifestação de uma imensa e divina harmonia!
As coisas nos parecem absurdas ou más porque
delas temos um conhecimento parcial, e somos
completamente ignorantes quanto à ordem e à
coerência da natureza como um todo.
SPINOZA
CLARÊNCIO – Nosso Lar
- Aprenda, então, a não falar excessivamente de si
mesmo, nem comente a própria dor. Lamentação
denota enfermidade mental e enfermidade de
curso laborioso e tratamento difícil. É
indispensável criar pensamentos novos e
disciplinar os lábios.
Somente conseguiremos equilíbrio, abrindo o
coração ao Sol da Divindade. Classificar o esforço
necessário de imposição esmagadora, enxergar
padecimentos onde há luta edificante, sói
identificar indesejável cegueira dalma. Quanto
mais utilize o verbo por dilatar considerações
dolorosas, no círculo da personalidade,
mais duros se tornarão os laços que o prendem a
lembranças mesquinhas. O mesmo Pai que vela por
sua pessoa, oferecendo-lhe teto generoso, nesta
casa, atenderá aos seus parentes terrestres.
Devemos ter nosso agrupamento familiar como
sagrada construção, mas sem esquecer que nossas
famílias são seções da Família universal, sob a
Direção Divina.
Estaremos a seu lado para resolver dificuldades
presentes e estruturar projetos de futuro, mas não
dispomos do tempo para voltar a zonas estéreis de
lamentação. Além disso, temos, nesta colônia, o
compromisso de aceitar o trabalho mais áspero
como bênção de realização, considerando que a
Providência desborda amor, enquanto nós vivemos
onerados de dívidas.
Se deseja permanecer nesta casa de assistência,
aprenda a pensar com justeza.
Nesse ínterim, secara-se-me o pranto e, chamado a
brios pelo generoso instrutor, assumi diversa
atitude, embora envergonhado da minha fraqueza.
- Não disputava você, na carne - prosseguiu
Clarêncio, bondoso -, as vantagens naturais,
decorrentes das boas situações? Não estimava a
obtenção de recursos lícitos, ansioso de estender
benefícios aos entes amados? Não se interessava
pelas remunerações justas, pelas expressões de
conforto, com possibilidades de atender à família?
Aqui, o programa não é diferente. Apenas divergem
os detalhes. Nos círculos carnais, a convenção e a
garantia monetária; aqui, o trabalho e as
aquisições definitivas do espírito imortal.
Dor, para nós, significa possibilidade de enriquecer
a alma; a luta constitui caminho para a divina
realização. Compreendeu a diferença?
As almas débeis, ante o serviço, deitam-se para se
queixarem aos que passam; as fortes, porém,
recebem o serviço como patrimônio sagrado, na
movimentação do qual se preparam, a caminho da
perfeição.
Ninguém lhe condena a saudade justa, nem
pretende estancar sua fonte de sentimentos
sublimes. Acresce notar, todavia, que o pranto da
desesperação não edifica o bem. Se ama, em
verdade, a família terrena, é preciso bom ânimo
para lhe ser útil.”
Não chore; não se revolte.
Compreenda.
SPINOZA

Spinoza

  • 1.
  • 2.
    Nada ocorre navida por acaso ou descuido da Consciência Cósmica impressa na individual
  • 3.
    O conhecimento vem daexperiência PIETRO UBALDI
  • 4.
  • 5.
    Se pudéssemos sabera verdade das coisas seria possível agir melhor e ser mais feliz
  • 6.
    O que nosocupa mais frequentemente na vida e que os homens, como pode concluir-se dos seus atos, consideram ser o bem supremo pode reduzir-se a três coisas: riqueza, fama, prazer dos sentidos.
  • 7.
    Pelo prazer sensualse detém a alma como se repousasse num bem verdadeiro, o que a impede em absoluto de pensar noutra coisa; após o prazer vem a extrema tristeza, que, se não suspende o pensamento, perturba e embota. SPINOZA
  • 8.
  • 9.
  • 10.
    O Problema doSer, do Destino e da Dor LÉON DENIS Dando à vida um alvo infinito, o novo Espiritualismo oferece-nos uma razão de viver e de sofrer que nos faz reconhecer meritório se viva e sofra, numa palavra, um objetivo digno da alma e digno de Deus.
  • 11.
    O Problema doSer, do Destino e da Dor LÉON DENIS Na desordem aparente e na confusão das coisas, mostra-nos a ordem que, lentamente, se vai esboçando e realizando, o futuro que se vai elaborando no presente e, acima de tudo, a manifestação de uma imensa e divina harmonia!
  • 12.
    As coisas nosparecem absurdas ou más porque delas temos um conhecimento parcial, e somos completamente ignorantes quanto à ordem e à coerência da natureza como um todo. SPINOZA
  • 13.
    CLARÊNCIO – NossoLar - Aprenda, então, a não falar excessivamente de si mesmo, nem comente a própria dor. Lamentação denota enfermidade mental e enfermidade de curso laborioso e tratamento difícil. É indispensável criar pensamentos novos e disciplinar os lábios.
  • 14.
    Somente conseguiremos equilíbrio,abrindo o coração ao Sol da Divindade. Classificar o esforço necessário de imposição esmagadora, enxergar padecimentos onde há luta edificante, sói identificar indesejável cegueira dalma. Quanto mais utilize o verbo por dilatar considerações dolorosas, no círculo da personalidade,
  • 15.
    mais duros setornarão os laços que o prendem a lembranças mesquinhas. O mesmo Pai que vela por sua pessoa, oferecendo-lhe teto generoso, nesta casa, atenderá aos seus parentes terrestres. Devemos ter nosso agrupamento familiar como sagrada construção, mas sem esquecer que nossas famílias são seções da Família universal, sob a Direção Divina.
  • 16.
    Estaremos a seulado para resolver dificuldades presentes e estruturar projetos de futuro, mas não dispomos do tempo para voltar a zonas estéreis de lamentação. Além disso, temos, nesta colônia, o compromisso de aceitar o trabalho mais áspero como bênção de realização, considerando que a Providência desborda amor, enquanto nós vivemos onerados de dívidas.
  • 17.
    Se deseja permanecernesta casa de assistência, aprenda a pensar com justeza. Nesse ínterim, secara-se-me o pranto e, chamado a brios pelo generoso instrutor, assumi diversa atitude, embora envergonhado da minha fraqueza.
  • 18.
    - Não disputavavocê, na carne - prosseguiu Clarêncio, bondoso -, as vantagens naturais, decorrentes das boas situações? Não estimava a obtenção de recursos lícitos, ansioso de estender benefícios aos entes amados? Não se interessava pelas remunerações justas, pelas expressões de conforto, com possibilidades de atender à família?
  • 19.
    Aqui, o programanão é diferente. Apenas divergem os detalhes. Nos círculos carnais, a convenção e a garantia monetária; aqui, o trabalho e as aquisições definitivas do espírito imortal.
  • 20.
    Dor, para nós,significa possibilidade de enriquecer a alma; a luta constitui caminho para a divina realização. Compreendeu a diferença? As almas débeis, ante o serviço, deitam-se para se queixarem aos que passam; as fortes, porém, recebem o serviço como patrimônio sagrado, na movimentação do qual se preparam, a caminho da perfeição.
  • 21.
    Ninguém lhe condenaa saudade justa, nem pretende estancar sua fonte de sentimentos sublimes. Acresce notar, todavia, que o pranto da desesperação não edifica o bem. Se ama, em verdade, a família terrena, é preciso bom ânimo para lhe ser útil.”
  • 22.
    Não chore; nãose revolte. Compreenda. SPINOZA