SlideShare uma empresa Scribd logo
CONSUMO PARTICIPATIVO E ENGAJAMENTO ATRAVÉS DA
 COMUNICAÇÃO NAS PLATAFORMAS DE REDES SOCIAIS


               MIDIA SOCIAL
AUTORA: LUCINA VIANA
Mestranda em Comunicação e Linguagens da UTP -
PR, da Linha de pesquisa de Comunicação e
Tecnologia, com pesquisa em andamento sobre
consumo da música na cibercultura, realizada com o
apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico, CNPq – Brasil

E-mail: lucka@onda.com.br
RESUMO
Partindo de uma definição para mídia social (ARORA, 2008), de suas
características e de seus componentes, apresenta-se a colaboração
em massa como força motora das transformações nos mercados e
principalmente para a transformação das pessoas em mensagens.
Apresentam-se as características da Geração Net (TAPSCOTT & WILLIAMS,
2007) para discutir os motivos pelos quais a colaboração faz parte
do modo como se produzem bens culturais na cibercultura (ANDERSON,
2006; JENKINS, 2006; McCONNELL & HUBA, 2008; TAPSCOTT & WILLIAMS, 2007), e se
apresenta a aquisição de reputação como principal motivo para a
colaboração.
Discutem-se as formas de se adquirir credibilidade online e as
possibilidades de influência acerca da utilização dessa qualidade
para referenciar as recomendações pessoais online, no caminho da
autonomia que se espera num sistema econômico onde cada um de
nós é importante (McCONNELL & HUBA, 2008).
MÍDIA SOCIAL
Ser humano - animal social por essência.
Participa ao se colocar em atividades sociais, se
comunicando, interagindo, dividindo opiniões e dando
conselhos, fazendo recomendações e colaborando.
Mídia social:
  “atividades sociais em torno de e utilizando mídia” (ARORA, 2008, p. 4).
  “mídia social, é o estudo e a prática de novas tecnologias,
  interações sociais, e novos conceitos e tendências que emergem
  da fusão entre sociabilidade e mídia” (ARORA, 2008, p. 5)
atividades de produção de conteúdo online feitas pelos
usuários enquanto navegam e também derivadas na
própria navegação, são por essência e não por resultado,
mídia social.
Todo o conteúdo criado pelos usuários é mídia social
ESTUDO E PRÁTICA DE MÍDIA SOCIAL
conglomerado de atividades sociais, tecnologia,
tendências e conceitos, e tecnologia - ampla aplicação do
conceito - amplo campo de estudos e aplicações.
CARACTERÍSTICAS DA MÍDIA SOCIAL
Transposição dos antigos conceitos de controle, hierarquia,
policiamento, protocolos e trabalho organizado para novas
configurações baseadas em abertura, empoderamento do
usuário, transparência, barulho e conversações.
COMPONENTES
Plataformas de Redes sociais
 Atividades de sociabilidade e interação
Comunidades de Compartilhamento de
Conteúdo,
 Blogs, Wikis, Foruns, Fotologs, videologs, etc
Sistemas de bookmarking
 Atividades de recomendação e classificação
Outros:
 Sistemas de Feed
 Comunicadores instantâneos
COLABORAÇÃO EM MASSA
 “a colaboração em massa está virando a economia de
cabeça para baixo” (TAPSCOTT & WILLIAMS, 2007, p. 21)
“os interesses de produtores e consumidores não são os
mesmos. Em alguns momentos eles se sobrepõem. Em outros
momentos são conflitantes” (JENKINS, 2006, p. 58).
Dos 100% dos visitantes, 10% colabora, e apenas 1%
produz conteúdo (McConnell e Huba, 2008)
Público formado na sua maioria por pessoas jovens, alto
grau de instrução,interessados no novo, sociáveis e curiosos,
acreditam na informação livre e tem intenção de prover
informações precisas.
“um público não precisa ser grande para ser influente”
(McCONNELL & HUBA, 2008, p. 22), os produtores colaboradores são
o núcleo sólido que ajudam a dirigir os outros para a ação.
A GERAÇÃO NET
a web como “habitat natural de uma tropa de
colaboradores chamados de ‘Geração Net’” que é a
primeira a crescer online” (TAPSCOTT & WILLIAMS, 2007, p. 63)
é a primeira geração que foi produzida pela tecnologia,
ao invés de ser o resultado de forças sociais históricas ou
culturais.
funciona através da formação de redes de comunidades
formadas por interesses comuns em detrimento da
proximidade
a participação é movida pela vontade de manutenção de
suas conexões com seus amigos (BOYD, 2007)
provoca impacto nos sistemas educacionais, nas formas de
identidade, de relações e nas formas de organização
política e social. (Buckingham ,2008, p. 14)
A GERAÇÃO NET
Características: “rapidez, liberdade, abertura,
inovação, mobilidade, autenticidade e ludicidade”
(BUCKINGHAM, 2008, p. 15), que tratam da imagem coletiva de
todo o grupo.
autonomia em relação à informação, eles são mais
pesquisadores de informação do que recipientes, o que
associado ao seu espírito de investigação os torna muito
mais aptos a promover mudanças do que as gerações
anteriores (TAPSCOTT, 1997).
As diferenças comportamentais em relação ao
engajamento da geração net em tudo o que faz a
torna pressuposta a colaborar. É essa característica e a
amplitude em que ela ocorre que torna a colaboração
em massa uma realidade.
AS PESSOAS SÃO A MENSAGEM
 As atividades sociais realizadas em torno ou através
 de redes sociais estabelecidas nas plataformas online
 de comunicação estão continuamente ganhando
 importância
 foco de ações de mídia ou mesmo de observação por
 parte de empresas
 Resultado: aumento da importância individual de cada
 participante dentro de sua rede de conexões,
 desencadeando grandes transformações na forma
 como o consumidor é visto e tratado dentro dos
 sistemas de produção atuais.
 As pessoas são as mensagens quando dispõem de
 credibilidade dentro do meio onde transitam.
REPUTAÇÃO E PARTICIPAÇÃO
pessoas identificadas sentem-se livres empregar o tempo livre em
algo que acreditam. Não são movidos pelo impulso financeiro. O
que importa é a reputação
“microeconomia da mão-de-obra”, onde o objetivo é experimentar
uma nova maneira de ganhar visibilidade (...)uma atividade de
lazer com dimensão social” (TAPSCOTT & WILLIAMS, 2007, p. 51)
impulsionado por “expressão, diversão, experimentação” conta com
“a existência de uma moeda no reino capaz de ser tão motivadora
quanto o dinheiro: reputação” convertendo a reputação “em outras
coisas de valor: trabalho, estabilidade, público e ofertas lucrativas
de todos os tipos” (ANDERSON, 2006, p. 71)
A reputação online e fruto de trabalho e de tempo dedicado ao
grupo, bem como a qualidade e a confiabilidade desse trabalho
(JENKINS, 2006, p. 34)
Podem também remeter à credibilidade: igualdade, intimidade,
paixão, velocidade nas comunicações, e a facilidade de acesso aos
mecanismos de participação (Bowman e Willis, 2003).
CIBER- REPUTAÇÃO E ATENÇÃO
“estamos nos tornando uma economia em nós mesmos” (TAPSCOTT &
WILLIAMS, 2007, p. 26),
“as pessoas são o antídoto à realidade” (McCONNELL & HUBA, 2008, p. 20),
transformando-se na mensagem e multiplicando o seu poder
individual, pois “esses novos formadores de preferência não são
uma super-elite, cujos componentes são melhores do que nós. Eles
são nós.” (ANDERSON, 2006, p. 105).
O excesso empregado pelos meios publicitários confere
credibilidade às vozes individuais. A saturação da propaganda
desencadeia um bloqueio por parte das pessoas
“na economia do futuro, o capital será o homem total” (LÉVY, 2003, pp. 42-45)
o consumo com dimensão pública – não mais uma questão de
escolhas e preferências pessoais, e sim de deliberações coletivas;
(JENKINS, 2006, p. 222)
Quando “a propaganda boca a boca é uma conversa pública (...)
as formigas têm megafones” (ANDERSON, 2006, p. 97).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O baixo custo e efetividade da mídia em tempo real -
declínio da mídia tradicional favorecendo o ciberespaço,
acolhedor das inteligências coletivas.
A alternativa é usar a dinâmica das redes sociais e
interações no ciberespaço para desenvolver ações e
estratégias midiáticas, baseadas no poder da coletividade
e da reputação, levando em consideração um ambiente em
que a mensagem pode ser alterada em seus ínfimos
fragmentos, a mixagem e a reorganização são partes do
processo e os signos são reordenados.
Para isso, as novas mídias terão que trabalhar com a
sensibilidade das redes formadas por ligações emotivas,
autênticas e genuínas, construídas por laços de confiança
calcados na reputação de seus participantes, pois nesta
cultura cada bit de informação colabora para o incremento
do coletivo
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A construção de um senso mútuo de responsabilidade para
com toda a produção online como processo coletivo é um
desafio em curso, do qual nem todos participam, mas sob o
qual estamos todos à mercê.
O resultado do processo serve a todos, mesmo que este seja
desenvolvido por poucos. Dentre estes, a maior parcela é
constituída pela geração net.
A funcionalidade do processo só é conseguida porque faz
parte da característica dessa geração, levar a sério o seu
papel participativo, talvez porque participar seja sempre
uma escolha e não uma obrigação.
Escolhendo participar, o jovem cria reputação e
credibilidade, transferindo sua notoriedade à sua produção,
quando chamar a atenção é, dentre os comportamentos
juvenis, aquele que mais se persegue.
BIBLIOGRAFIA
ANDERSON, C. (2006). A Cauda Longa. Rio de Janeiro: Elsevier.
BOLTER, J. D., & GRUSIN, R. (2000). Remediation: Understanding New Media. Cambridge, Massachusetts: The MIT Press.
BOWMAN, S., & WILLIS, C. (2003). We Media. How audiences are shaping the future of news and information. Reston, Va.: The
Media Center at The American Press Institute.
BOYD, D. (2007). Why Youth (Heart) Social Network Sites: The Role of Networked Publics in Teenage Social Life. In: D.
BUCKINGHAM, MacArthur Foundation Series on Digital Learning – Youth, Identity, and Digital. Cambridge, MA: MIT Press.
DAVENPORT, T., & BECK, J. (2002). The Attention Economy: Understanding the New Currency of Business. Cambridge MA:
Harvard Business School Press .
FEATHERSTONE, M. (1995). Cultura de Consumo e pós modernismo. São Paulo: Studio Nobel.
GOFFMAN, E. (1985). A representaçõa do eu na vida cotidiana. Petrópolis: Editora Vozes.
JENKINS, H. (2006). Convergence Culture, when old and new media collide. New York: New York University Press.
JENKINS, H. (2006a). Fans, Bloggers and Gammers: Exploring Participatory Culture. New York: New York University Press.
LESSIG, L. (2004). Free culture. How big media uses technology and the law to lock down culture and control creativity. Penguim
Press.
LÉVY, p. (2003). A Inteligencia Coletiva. Por uma antropologia do ciberespaço. São Paulo: Loyola.
McCONNELL, B., & HUBA, J. (2008). Citizen Marketers. São Paulo: MBooks.
TAPSCOTT, D. (1997). Growing Up Digital: The Rise of the Net Generation. Nova York: McGraw-Hill.
TAPSCOTT, D., & WILLIAMS, A. (2007). Wikinomics: como a colaboração em massa pode mudar o seu negócio. Rio de Janeiro:
Nova Fronteira.
WILLET, R. (2008). “Consumer Citizens Online: Structure, Agency, and Gender in Online Participation. In: D. BUCKINGHAM,
MacArthur Foundation Series on Digital Learning – Youth, Identity, and Digital (pp. 49-70). Cambridge, MA: The MIT Press.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

A Engrenagem E AforçA Da ColaboraçãO Em Massa
A Engrenagem E AforçA Da ColaboraçãO Em MassaA Engrenagem E AforçA Da ColaboraçãO Em Massa
A Engrenagem E AforçA Da ColaboraçãO Em Massa
guestfbbe779f
 
Bases de dados como dispositivo para o jornalismo colaborativo
Bases de dados como dispositivo  para o jornalismo colaborativo Bases de dados como dispositivo  para o jornalismo colaborativo
Bases de dados como dispositivo para o jornalismo colaborativo
Yuri Almeida
 
Apresentacao geral minasparticipativa conceituacao
Apresentacao geral minasparticipativa conceituacaoApresentacao geral minasparticipativa conceituacao
Apresentacao geral minasparticipativa conceituacao
minasinvest
 
Jornalismo online e redes sociais na internet
Jornalismo online e redes sociais na internetJornalismo online e redes sociais na internet
Jornalismo online e redes sociais na internet
Tiago Nogueira
 
Seminario Mcmm 27nov
Seminario Mcmm 27novSeminario Mcmm 27nov
Artigo abrapcorp
Artigo abrapcorpArtigo abrapcorp
Artigo abrapcorp
Laís Bueno
 
Redes sociais como aspecto mercadológico para as empresas (@midia)
Redes sociais como aspecto mercadológico para as empresas (@midia)Redes sociais como aspecto mercadológico para as empresas (@midia)
Redes sociais como aspecto mercadológico para as empresas (@midia)
Independent researcher on social media
 
Seminario mcmm nov13
Seminario mcmm nov13Seminario mcmm nov13
Teias Na Midia Social
Teias Na Midia SocialTeias Na Midia Social
Teias Na Midia Social
Comunidadeampliar
 
Os Microblogs como ferramenta de comunicação Organizacional
Os Microblogs como ferramenta de comunicação OrganizacionalOs Microblogs como ferramenta de comunicação Organizacional
Os Microblogs como ferramenta de comunicação Organizacional
Carolina Terra
 
Os microblogs como ferramenta de comunicação organizacional.
Os microblogs como ferramenta de comunicação organizacional.Os microblogs como ferramenta de comunicação organizacional.
Os microblogs como ferramenta de comunicação organizacional.
Laís Bueno
 
Inclusão Social 2 0
Inclusão Social 2 0Inclusão Social 2 0
Inclusão Social 2 0
Jose Claudio Terra
 
Apostila 01 / Mídias Digitais: Panorama Histórico e Conceiitual
Apostila 01 / Mídias Digitais: Panorama Histórico e ConceiitualApostila 01 / Mídias Digitais: Panorama Histórico e Conceiitual
Apostila 01 / Mídias Digitais: Panorama Histórico e Conceiitual
Formação Aprendiz em Mídias Digitais
 
Apresentacao teias atualizada
Apresentacao teias atualizadaApresentacao teias atualizada
Apresentacao teias atualizada
minasinvest
 
Transformações no jornalismo em rede: sobre pessoas comuns, jornalistas e org...
Transformações no jornalismo em rede: sobre pessoas comuns, jornalistas e org...Transformações no jornalismo em rede: sobre pessoas comuns, jornalistas e org...
Transformações no jornalismo em rede: sobre pessoas comuns, jornalistas e org...
Alex Primo
 
O branding e o tempo livre
O branding e o tempo livreO branding e o tempo livre
O branding e o tempo livre
Julio Lucena
 
Apresentação artigo pci3101
Apresentação artigo pci3101Apresentação artigo pci3101
Apresentação artigo pci3101
Patricia Neubert
 

Mais procurados (17)

A Engrenagem E AforçA Da ColaboraçãO Em Massa
A Engrenagem E AforçA Da ColaboraçãO Em MassaA Engrenagem E AforçA Da ColaboraçãO Em Massa
A Engrenagem E AforçA Da ColaboraçãO Em Massa
 
Bases de dados como dispositivo para o jornalismo colaborativo
Bases de dados como dispositivo  para o jornalismo colaborativo Bases de dados como dispositivo  para o jornalismo colaborativo
Bases de dados como dispositivo para o jornalismo colaborativo
 
Apresentacao geral minasparticipativa conceituacao
Apresentacao geral minasparticipativa conceituacaoApresentacao geral minasparticipativa conceituacao
Apresentacao geral minasparticipativa conceituacao
 
Jornalismo online e redes sociais na internet
Jornalismo online e redes sociais na internetJornalismo online e redes sociais na internet
Jornalismo online e redes sociais na internet
 
Seminario Mcmm 27nov
Seminario Mcmm 27novSeminario Mcmm 27nov
Seminario Mcmm 27nov
 
Artigo abrapcorp
Artigo abrapcorpArtigo abrapcorp
Artigo abrapcorp
 
Redes sociais como aspecto mercadológico para as empresas (@midia)
Redes sociais como aspecto mercadológico para as empresas (@midia)Redes sociais como aspecto mercadológico para as empresas (@midia)
Redes sociais como aspecto mercadológico para as empresas (@midia)
 
Seminario mcmm nov13
Seminario mcmm nov13Seminario mcmm nov13
Seminario mcmm nov13
 
Teias Na Midia Social
Teias Na Midia SocialTeias Na Midia Social
Teias Na Midia Social
 
Os Microblogs como ferramenta de comunicação Organizacional
Os Microblogs como ferramenta de comunicação OrganizacionalOs Microblogs como ferramenta de comunicação Organizacional
Os Microblogs como ferramenta de comunicação Organizacional
 
Os microblogs como ferramenta de comunicação organizacional.
Os microblogs como ferramenta de comunicação organizacional.Os microblogs como ferramenta de comunicação organizacional.
Os microblogs como ferramenta de comunicação organizacional.
 
Inclusão Social 2 0
Inclusão Social 2 0Inclusão Social 2 0
Inclusão Social 2 0
 
Apostila 01 / Mídias Digitais: Panorama Histórico e Conceiitual
Apostila 01 / Mídias Digitais: Panorama Histórico e ConceiitualApostila 01 / Mídias Digitais: Panorama Histórico e Conceiitual
Apostila 01 / Mídias Digitais: Panorama Histórico e Conceiitual
 
Apresentacao teias atualizada
Apresentacao teias atualizadaApresentacao teias atualizada
Apresentacao teias atualizada
 
Transformações no jornalismo em rede: sobre pessoas comuns, jornalistas e org...
Transformações no jornalismo em rede: sobre pessoas comuns, jornalistas e org...Transformações no jornalismo em rede: sobre pessoas comuns, jornalistas e org...
Transformações no jornalismo em rede: sobre pessoas comuns, jornalistas e org...
 
O branding e o tempo livre
O branding e o tempo livreO branding e o tempo livre
O branding e o tempo livre
 
Apresentação artigo pci3101
Apresentação artigo pci3101Apresentação artigo pci3101
Apresentação artigo pci3101
 

Semelhante a Slides Pdf Midia Social Lucina Viana

Estratégias de negocios nas redes sociais
Estratégias de negocios nas redes sociaisEstratégias de negocios nas redes sociais
Estratégias de negocios nas redes sociais
Ivone Rocha
 
Redes sociais como aspecto mercadológico para as empresas @midia
Redes sociais como aspecto mercadológico para as empresas @midiaRedes sociais como aspecto mercadológico para as empresas @midia
Redes sociais como aspecto mercadológico para as empresas @midia
Independent researcher on social media
 
Redes sociais como aspecto mercadológico para as empresas @midia
Redes sociais como aspecto mercadológico para as empresas @midiaRedes sociais como aspecto mercadológico para as empresas @midia
Redes sociais como aspecto mercadológico para as empresas @midia
Independent researcher on social media
 
Curso de Planejamento de Comunicação aplicado às Mídias Sociais - DARP Univer...
Curso de Planejamento de Comunicação aplicado às Mídias Sociais - DARP Univer...Curso de Planejamento de Comunicação aplicado às Mídias Sociais - DARP Univer...
Curso de Planejamento de Comunicação aplicado às Mídias Sociais - DARP Univer...
Carolina Terra
 
fazendo juntos
fazendo juntosfazendo juntos
fazendo juntos
vida simples
 
Artigo_Mídias Digitais: Uma análise das ferramentas utilizadas para gerenciam...
Artigo_Mídias Digitais: Uma análise das ferramentas utilizadas para gerenciam...Artigo_Mídias Digitais: Uma análise das ferramentas utilizadas para gerenciam...
Artigo_Mídias Digitais: Uma análise das ferramentas utilizadas para gerenciam...
Buscando oportunidades como Analista de Suporte ou Técnico de Suporte em Informática.
 
Apresentação trabalho sincult 2015 salvador
Apresentação trabalho sincult 2015 salvadorApresentação trabalho sincult 2015 salvador
Apresentação trabalho sincult 2015 salvador
Vera Lúcia Vieira (Vera Vernareccia)
 
A engrenagem e aforça da colaboração em massa
A engrenagem e aforça da colaboração em massaA engrenagem e aforça da colaboração em massa
A engrenagem e aforça da colaboração em massa
minasinvest
 
O Poder da Tecnologia e Mídias Sociais para Transformação Social
O Poder  da Tecnologia e Mídias Sociais para Transformação SocialO Poder  da Tecnologia e Mídias Sociais para Transformação Social
O Poder da Tecnologia e Mídias Sociais para Transformação Social
Portal Voluntários Online
 
Apresentação II Congresso Mundial de Comunicação Ibero-Americana- Confibercom
Apresentação  II Congresso Mundial de Comunicação Ibero-Americana- ConfibercomApresentação  II Congresso Mundial de Comunicação Ibero-Americana- Confibercom
Apresentação II Congresso Mundial de Comunicação Ibero-Americana- Confibercom
Tatiana Couto
 
Teias na midia social
Teias na midia socialTeias na midia social
Teias na midia social
minasinvest
 
O impacto da coilaboração em massa
O impacto da coilaboração em massaO impacto da coilaboração em massa
O impacto da coilaboração em massa
minasdecide
 
O Impacto Da CoilaboraçãO Em Massa
O Impacto Da CoilaboraçãO Em MassaO Impacto Da CoilaboraçãO Em Massa
O Impacto Da CoilaboraçãO Em Massa
minasdecide
 
Quando o virtual transforma-se em real: as Redes Sociais como Ferramentas da ...
Quando o virtual transforma-se em real: as Redes Sociais como Ferramentas da ...Quando o virtual transforma-se em real: as Redes Sociais como Ferramentas da ...
Quando o virtual transforma-se em real: as Redes Sociais como Ferramentas da ...
Viviane de Carvalho
 
Armando levy
Armando levyArmando levy
Armando levy
petulianogueira
 
Monografia FECAP | Pós-Graduação Marketing Digital
Monografia FECAP | Pós-Graduação Marketing DigitalMonografia FECAP | Pós-Graduação Marketing Digital
Monografia FECAP | Pós-Graduação Marketing Digital
Márjorye Cruz
 
As Mídias Sociais no Processo de Gestão de Relacionamentos Corporativos
As Mídias Sociais no Processo de Gestão de Relacionamentos CorporativosAs Mídias Sociais no Processo de Gestão de Relacionamentos Corporativos
As Mídias Sociais no Processo de Gestão de Relacionamentos Corporativos
Marcielly
 
Conexões Científicas Ciclo III 2006 - 2007: Da idéia de “impacto” a de “viver...
Conexões Científicas Ciclo III 2006 - 2007: Da idéia de “impacto” a de “viver...Conexões Científicas Ciclo III 2006 - 2007: Da idéia de “impacto” a de “viver...
Conexões Científicas Ciclo III 2006 - 2007: Da idéia de “impacto” a de “viver...
AcessaSP
 
Apresentacao redes sociais e movimentos de rua
Apresentacao redes sociais e movimentos de ruaApresentacao redes sociais e movimentos de rua
Apresentacao redes sociais e movimentos de rua
Tatiana Couto
 
Redes Sociais O Impacto Da Colaboracao Em Massa
Redes Sociais O Impacto Da Colaboracao Em MassaRedes Sociais O Impacto Da Colaboracao Em Massa
Redes Sociais O Impacto Da Colaboracao Em Massa
gilbertociro
 

Semelhante a Slides Pdf Midia Social Lucina Viana (20)

Estratégias de negocios nas redes sociais
Estratégias de negocios nas redes sociaisEstratégias de negocios nas redes sociais
Estratégias de negocios nas redes sociais
 
Redes sociais como aspecto mercadológico para as empresas @midia
Redes sociais como aspecto mercadológico para as empresas @midiaRedes sociais como aspecto mercadológico para as empresas @midia
Redes sociais como aspecto mercadológico para as empresas @midia
 
Redes sociais como aspecto mercadológico para as empresas @midia
Redes sociais como aspecto mercadológico para as empresas @midiaRedes sociais como aspecto mercadológico para as empresas @midia
Redes sociais como aspecto mercadológico para as empresas @midia
 
Curso de Planejamento de Comunicação aplicado às Mídias Sociais - DARP Univer...
Curso de Planejamento de Comunicação aplicado às Mídias Sociais - DARP Univer...Curso de Planejamento de Comunicação aplicado às Mídias Sociais - DARP Univer...
Curso de Planejamento de Comunicação aplicado às Mídias Sociais - DARP Univer...
 
fazendo juntos
fazendo juntosfazendo juntos
fazendo juntos
 
Artigo_Mídias Digitais: Uma análise das ferramentas utilizadas para gerenciam...
Artigo_Mídias Digitais: Uma análise das ferramentas utilizadas para gerenciam...Artigo_Mídias Digitais: Uma análise das ferramentas utilizadas para gerenciam...
Artigo_Mídias Digitais: Uma análise das ferramentas utilizadas para gerenciam...
 
Apresentação trabalho sincult 2015 salvador
Apresentação trabalho sincult 2015 salvadorApresentação trabalho sincult 2015 salvador
Apresentação trabalho sincult 2015 salvador
 
A engrenagem e aforça da colaboração em massa
A engrenagem e aforça da colaboração em massaA engrenagem e aforça da colaboração em massa
A engrenagem e aforça da colaboração em massa
 
O Poder da Tecnologia e Mídias Sociais para Transformação Social
O Poder  da Tecnologia e Mídias Sociais para Transformação SocialO Poder  da Tecnologia e Mídias Sociais para Transformação Social
O Poder da Tecnologia e Mídias Sociais para Transformação Social
 
Apresentação II Congresso Mundial de Comunicação Ibero-Americana- Confibercom
Apresentação  II Congresso Mundial de Comunicação Ibero-Americana- ConfibercomApresentação  II Congresso Mundial de Comunicação Ibero-Americana- Confibercom
Apresentação II Congresso Mundial de Comunicação Ibero-Americana- Confibercom
 
Teias na midia social
Teias na midia socialTeias na midia social
Teias na midia social
 
O impacto da coilaboração em massa
O impacto da coilaboração em massaO impacto da coilaboração em massa
O impacto da coilaboração em massa
 
O Impacto Da CoilaboraçãO Em Massa
O Impacto Da CoilaboraçãO Em MassaO Impacto Da CoilaboraçãO Em Massa
O Impacto Da CoilaboraçãO Em Massa
 
Quando o virtual transforma-se em real: as Redes Sociais como Ferramentas da ...
Quando o virtual transforma-se em real: as Redes Sociais como Ferramentas da ...Quando o virtual transforma-se em real: as Redes Sociais como Ferramentas da ...
Quando o virtual transforma-se em real: as Redes Sociais como Ferramentas da ...
 
Armando levy
Armando levyArmando levy
Armando levy
 
Monografia FECAP | Pós-Graduação Marketing Digital
Monografia FECAP | Pós-Graduação Marketing DigitalMonografia FECAP | Pós-Graduação Marketing Digital
Monografia FECAP | Pós-Graduação Marketing Digital
 
As Mídias Sociais no Processo de Gestão de Relacionamentos Corporativos
As Mídias Sociais no Processo de Gestão de Relacionamentos CorporativosAs Mídias Sociais no Processo de Gestão de Relacionamentos Corporativos
As Mídias Sociais no Processo de Gestão de Relacionamentos Corporativos
 
Conexões Científicas Ciclo III 2006 - 2007: Da idéia de “impacto” a de “viver...
Conexões Científicas Ciclo III 2006 - 2007: Da idéia de “impacto” a de “viver...Conexões Científicas Ciclo III 2006 - 2007: Da idéia de “impacto” a de “viver...
Conexões Científicas Ciclo III 2006 - 2007: Da idéia de “impacto” a de “viver...
 
Apresentacao redes sociais e movimentos de rua
Apresentacao redes sociais e movimentos de ruaApresentacao redes sociais e movimentos de rua
Apresentacao redes sociais e movimentos de rua
 
Redes Sociais O Impacto Da Colaboracao Em Massa
Redes Sociais O Impacto Da Colaboracao Em MassaRedes Sociais O Impacto Da Colaboracao Em Massa
Redes Sociais O Impacto Da Colaboracao Em Massa
 

Mais de Lucina Viana

Apresentação Sociedade E Tecnologia 09 Lucina Viana
Apresentação Sociedade E Tecnologia 09 Lucina VianaApresentação Sociedade E Tecnologia 09 Lucina Viana
Apresentação Sociedade E Tecnologia 09 Lucina Viana
Lucina Viana
 
Indústria Cultural, Indústria Fonográfica, Tecnologia e Cibercultura
Indústria Cultural, Indústria Fonográfica, Tecnologia e CiberculturaIndústria Cultural, Indústria Fonográfica, Tecnologia e Cibercultura
Indústria Cultural, Indústria Fonográfica, Tecnologia e Cibercultura
Lucina Viana
 
Apresentação Juventude E Consumo 09
Apresentação Juventude E Consumo 09Apresentação Juventude E Consumo 09
Apresentação Juventude E Consumo 09
Lucina Viana
 
ComunicaçãO Consumo e Entretenimento Digital Adriana Amaral
ComunicaçãO Consumo e Entretenimento Digital   Adriana AmaralComunicaçãO Consumo e Entretenimento Digital   Adriana Amaral
ComunicaçãO Consumo e Entretenimento Digital Adriana Amaral
Lucina Viana
 
Slides Pdf A Musica O Pensamento Humano E O Aparato Tecnologico
Slides Pdf   A Musica O Pensamento Humano E O Aparato TecnologicoSlides Pdf   A Musica O Pensamento Humano E O Aparato Tecnologico
Slides Pdf A Musica O Pensamento Humano E O Aparato Tecnologico
Lucina Viana
 
Slides Pdf Musica E Consumo Participativo Na Cibercultura
Slides Pdf   Musica E Consumo Participativo Na CiberculturaSlides Pdf   Musica E Consumo Participativo Na Cibercultura
Slides Pdf Musica E Consumo Participativo Na Cibercultura
Lucina Viana
 
Slides Pdf A Musica No Cerne Dos Processos Comunicacionais
Slides Pdf   A Musica No Cerne Dos Processos ComunicacionaisSlides Pdf   A Musica No Cerne Dos Processos Comunicacionais
Slides Pdf A Musica No Cerne Dos Processos Comunicacionais
Lucina Viana
 
Slides Pdf A Cultura Do Hobby
Slides Pdf   A Cultura Do HobbySlides Pdf   A Cultura Do Hobby
Slides Pdf A Cultura Do Hobby
Lucina Viana
 
A Musica Na Cibercultura Curso De Entretenimento Digital
A Musica Na Cibercultura   Curso De Entretenimento DigitalA Musica Na Cibercultura   Curso De Entretenimento Digital
A Musica Na Cibercultura Curso De Entretenimento Digital
Lucina Viana
 

Mais de Lucina Viana (9)

Apresentação Sociedade E Tecnologia 09 Lucina Viana
Apresentação Sociedade E Tecnologia 09 Lucina VianaApresentação Sociedade E Tecnologia 09 Lucina Viana
Apresentação Sociedade E Tecnologia 09 Lucina Viana
 
Indústria Cultural, Indústria Fonográfica, Tecnologia e Cibercultura
Indústria Cultural, Indústria Fonográfica, Tecnologia e CiberculturaIndústria Cultural, Indústria Fonográfica, Tecnologia e Cibercultura
Indústria Cultural, Indústria Fonográfica, Tecnologia e Cibercultura
 
Apresentação Juventude E Consumo 09
Apresentação Juventude E Consumo 09Apresentação Juventude E Consumo 09
Apresentação Juventude E Consumo 09
 
ComunicaçãO Consumo e Entretenimento Digital Adriana Amaral
ComunicaçãO Consumo e Entretenimento Digital   Adriana AmaralComunicaçãO Consumo e Entretenimento Digital   Adriana Amaral
ComunicaçãO Consumo e Entretenimento Digital Adriana Amaral
 
Slides Pdf A Musica O Pensamento Humano E O Aparato Tecnologico
Slides Pdf   A Musica O Pensamento Humano E O Aparato TecnologicoSlides Pdf   A Musica O Pensamento Humano E O Aparato Tecnologico
Slides Pdf A Musica O Pensamento Humano E O Aparato Tecnologico
 
Slides Pdf Musica E Consumo Participativo Na Cibercultura
Slides Pdf   Musica E Consumo Participativo Na CiberculturaSlides Pdf   Musica E Consumo Participativo Na Cibercultura
Slides Pdf Musica E Consumo Participativo Na Cibercultura
 
Slides Pdf A Musica No Cerne Dos Processos Comunicacionais
Slides Pdf   A Musica No Cerne Dos Processos ComunicacionaisSlides Pdf   A Musica No Cerne Dos Processos Comunicacionais
Slides Pdf A Musica No Cerne Dos Processos Comunicacionais
 
Slides Pdf A Cultura Do Hobby
Slides Pdf   A Cultura Do HobbySlides Pdf   A Cultura Do Hobby
Slides Pdf A Cultura Do Hobby
 
A Musica Na Cibercultura Curso De Entretenimento Digital
A Musica Na Cibercultura   Curso De Entretenimento DigitalA Musica Na Cibercultura   Curso De Entretenimento Digital
A Musica Na Cibercultura Curso De Entretenimento Digital
 

Slides Pdf Midia Social Lucina Viana

  • 1. CONSUMO PARTICIPATIVO E ENGAJAMENTO ATRAVÉS DA COMUNICAÇÃO NAS PLATAFORMAS DE REDES SOCIAIS MIDIA SOCIAL
  • 2. AUTORA: LUCINA VIANA Mestranda em Comunicação e Linguagens da UTP - PR, da Linha de pesquisa de Comunicação e Tecnologia, com pesquisa em andamento sobre consumo da música na cibercultura, realizada com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, CNPq – Brasil E-mail: lucka@onda.com.br
  • 3. RESUMO Partindo de uma definição para mídia social (ARORA, 2008), de suas características e de seus componentes, apresenta-se a colaboração em massa como força motora das transformações nos mercados e principalmente para a transformação das pessoas em mensagens. Apresentam-se as características da Geração Net (TAPSCOTT & WILLIAMS, 2007) para discutir os motivos pelos quais a colaboração faz parte do modo como se produzem bens culturais na cibercultura (ANDERSON, 2006; JENKINS, 2006; McCONNELL & HUBA, 2008; TAPSCOTT & WILLIAMS, 2007), e se apresenta a aquisição de reputação como principal motivo para a colaboração. Discutem-se as formas de se adquirir credibilidade online e as possibilidades de influência acerca da utilização dessa qualidade para referenciar as recomendações pessoais online, no caminho da autonomia que se espera num sistema econômico onde cada um de nós é importante (McCONNELL & HUBA, 2008).
  • 4. MÍDIA SOCIAL Ser humano - animal social por essência. Participa ao se colocar em atividades sociais, se comunicando, interagindo, dividindo opiniões e dando conselhos, fazendo recomendações e colaborando. Mídia social: “atividades sociais em torno de e utilizando mídia” (ARORA, 2008, p. 4). “mídia social, é o estudo e a prática de novas tecnologias, interações sociais, e novos conceitos e tendências que emergem da fusão entre sociabilidade e mídia” (ARORA, 2008, p. 5) atividades de produção de conteúdo online feitas pelos usuários enquanto navegam e também derivadas na própria navegação, são por essência e não por resultado, mídia social. Todo o conteúdo criado pelos usuários é mídia social
  • 5. ESTUDO E PRÁTICA DE MÍDIA SOCIAL conglomerado de atividades sociais, tecnologia, tendências e conceitos, e tecnologia - ampla aplicação do conceito - amplo campo de estudos e aplicações.
  • 6. CARACTERÍSTICAS DA MÍDIA SOCIAL Transposição dos antigos conceitos de controle, hierarquia, policiamento, protocolos e trabalho organizado para novas configurações baseadas em abertura, empoderamento do usuário, transparência, barulho e conversações.
  • 7. COMPONENTES Plataformas de Redes sociais Atividades de sociabilidade e interação Comunidades de Compartilhamento de Conteúdo, Blogs, Wikis, Foruns, Fotologs, videologs, etc Sistemas de bookmarking Atividades de recomendação e classificação Outros: Sistemas de Feed Comunicadores instantâneos
  • 8. COLABORAÇÃO EM MASSA “a colaboração em massa está virando a economia de cabeça para baixo” (TAPSCOTT & WILLIAMS, 2007, p. 21) “os interesses de produtores e consumidores não são os mesmos. Em alguns momentos eles se sobrepõem. Em outros momentos são conflitantes” (JENKINS, 2006, p. 58). Dos 100% dos visitantes, 10% colabora, e apenas 1% produz conteúdo (McConnell e Huba, 2008) Público formado na sua maioria por pessoas jovens, alto grau de instrução,interessados no novo, sociáveis e curiosos, acreditam na informação livre e tem intenção de prover informações precisas. “um público não precisa ser grande para ser influente” (McCONNELL & HUBA, 2008, p. 22), os produtores colaboradores são o núcleo sólido que ajudam a dirigir os outros para a ação.
  • 9. A GERAÇÃO NET a web como “habitat natural de uma tropa de colaboradores chamados de ‘Geração Net’” que é a primeira a crescer online” (TAPSCOTT & WILLIAMS, 2007, p. 63) é a primeira geração que foi produzida pela tecnologia, ao invés de ser o resultado de forças sociais históricas ou culturais. funciona através da formação de redes de comunidades formadas por interesses comuns em detrimento da proximidade a participação é movida pela vontade de manutenção de suas conexões com seus amigos (BOYD, 2007) provoca impacto nos sistemas educacionais, nas formas de identidade, de relações e nas formas de organização política e social. (Buckingham ,2008, p. 14)
  • 10. A GERAÇÃO NET Características: “rapidez, liberdade, abertura, inovação, mobilidade, autenticidade e ludicidade” (BUCKINGHAM, 2008, p. 15), que tratam da imagem coletiva de todo o grupo. autonomia em relação à informação, eles são mais pesquisadores de informação do que recipientes, o que associado ao seu espírito de investigação os torna muito mais aptos a promover mudanças do que as gerações anteriores (TAPSCOTT, 1997). As diferenças comportamentais em relação ao engajamento da geração net em tudo o que faz a torna pressuposta a colaborar. É essa característica e a amplitude em que ela ocorre que torna a colaboração em massa uma realidade.
  • 11. AS PESSOAS SÃO A MENSAGEM As atividades sociais realizadas em torno ou através de redes sociais estabelecidas nas plataformas online de comunicação estão continuamente ganhando importância foco de ações de mídia ou mesmo de observação por parte de empresas Resultado: aumento da importância individual de cada participante dentro de sua rede de conexões, desencadeando grandes transformações na forma como o consumidor é visto e tratado dentro dos sistemas de produção atuais. As pessoas são as mensagens quando dispõem de credibilidade dentro do meio onde transitam.
  • 12. REPUTAÇÃO E PARTICIPAÇÃO pessoas identificadas sentem-se livres empregar o tempo livre em algo que acreditam. Não são movidos pelo impulso financeiro. O que importa é a reputação “microeconomia da mão-de-obra”, onde o objetivo é experimentar uma nova maneira de ganhar visibilidade (...)uma atividade de lazer com dimensão social” (TAPSCOTT & WILLIAMS, 2007, p. 51) impulsionado por “expressão, diversão, experimentação” conta com “a existência de uma moeda no reino capaz de ser tão motivadora quanto o dinheiro: reputação” convertendo a reputação “em outras coisas de valor: trabalho, estabilidade, público e ofertas lucrativas de todos os tipos” (ANDERSON, 2006, p. 71) A reputação online e fruto de trabalho e de tempo dedicado ao grupo, bem como a qualidade e a confiabilidade desse trabalho (JENKINS, 2006, p. 34) Podem também remeter à credibilidade: igualdade, intimidade, paixão, velocidade nas comunicações, e a facilidade de acesso aos mecanismos de participação (Bowman e Willis, 2003).
  • 13. CIBER- REPUTAÇÃO E ATENÇÃO “estamos nos tornando uma economia em nós mesmos” (TAPSCOTT & WILLIAMS, 2007, p. 26), “as pessoas são o antídoto à realidade” (McCONNELL & HUBA, 2008, p. 20), transformando-se na mensagem e multiplicando o seu poder individual, pois “esses novos formadores de preferência não são uma super-elite, cujos componentes são melhores do que nós. Eles são nós.” (ANDERSON, 2006, p. 105). O excesso empregado pelos meios publicitários confere credibilidade às vozes individuais. A saturação da propaganda desencadeia um bloqueio por parte das pessoas “na economia do futuro, o capital será o homem total” (LÉVY, 2003, pp. 42-45) o consumo com dimensão pública – não mais uma questão de escolhas e preferências pessoais, e sim de deliberações coletivas; (JENKINS, 2006, p. 222) Quando “a propaganda boca a boca é uma conversa pública (...) as formigas têm megafones” (ANDERSON, 2006, p. 97).
  • 14. CONSIDERAÇÕES FINAIS O baixo custo e efetividade da mídia em tempo real - declínio da mídia tradicional favorecendo o ciberespaço, acolhedor das inteligências coletivas. A alternativa é usar a dinâmica das redes sociais e interações no ciberespaço para desenvolver ações e estratégias midiáticas, baseadas no poder da coletividade e da reputação, levando em consideração um ambiente em que a mensagem pode ser alterada em seus ínfimos fragmentos, a mixagem e a reorganização são partes do processo e os signos são reordenados. Para isso, as novas mídias terão que trabalhar com a sensibilidade das redes formadas por ligações emotivas, autênticas e genuínas, construídas por laços de confiança calcados na reputação de seus participantes, pois nesta cultura cada bit de informação colabora para o incremento do coletivo
  • 15. CONSIDERAÇÕES FINAIS A construção de um senso mútuo de responsabilidade para com toda a produção online como processo coletivo é um desafio em curso, do qual nem todos participam, mas sob o qual estamos todos à mercê. O resultado do processo serve a todos, mesmo que este seja desenvolvido por poucos. Dentre estes, a maior parcela é constituída pela geração net. A funcionalidade do processo só é conseguida porque faz parte da característica dessa geração, levar a sério o seu papel participativo, talvez porque participar seja sempre uma escolha e não uma obrigação. Escolhendo participar, o jovem cria reputação e credibilidade, transferindo sua notoriedade à sua produção, quando chamar a atenção é, dentre os comportamentos juvenis, aquele que mais se persegue.
  • 16. BIBLIOGRAFIA ANDERSON, C. (2006). A Cauda Longa. Rio de Janeiro: Elsevier. BOLTER, J. D., & GRUSIN, R. (2000). Remediation: Understanding New Media. Cambridge, Massachusetts: The MIT Press. BOWMAN, S., & WILLIS, C. (2003). We Media. How audiences are shaping the future of news and information. Reston, Va.: The Media Center at The American Press Institute. BOYD, D. (2007). Why Youth (Heart) Social Network Sites: The Role of Networked Publics in Teenage Social Life. In: D. BUCKINGHAM, MacArthur Foundation Series on Digital Learning – Youth, Identity, and Digital. Cambridge, MA: MIT Press. DAVENPORT, T., & BECK, J. (2002). The Attention Economy: Understanding the New Currency of Business. Cambridge MA: Harvard Business School Press . FEATHERSTONE, M. (1995). Cultura de Consumo e pós modernismo. São Paulo: Studio Nobel. GOFFMAN, E. (1985). A representaçõa do eu na vida cotidiana. Petrópolis: Editora Vozes. JENKINS, H. (2006). Convergence Culture, when old and new media collide. New York: New York University Press. JENKINS, H. (2006a). Fans, Bloggers and Gammers: Exploring Participatory Culture. New York: New York University Press. LESSIG, L. (2004). Free culture. How big media uses technology and the law to lock down culture and control creativity. Penguim Press. LÉVY, p. (2003). A Inteligencia Coletiva. Por uma antropologia do ciberespaço. São Paulo: Loyola. McCONNELL, B., & HUBA, J. (2008). Citizen Marketers. São Paulo: MBooks. TAPSCOTT, D. (1997). Growing Up Digital: The Rise of the Net Generation. Nova York: McGraw-Hill. TAPSCOTT, D., & WILLIAMS, A. (2007). Wikinomics: como a colaboração em massa pode mudar o seu negócio. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. WILLET, R. (2008). “Consumer Citizens Online: Structure, Agency, and Gender in Online Participation. In: D. BUCKINGHAM, MacArthur Foundation Series on Digital Learning – Youth, Identity, and Digital (pp. 49-70). Cambridge, MA: The MIT Press.