Bertold Brecht Em tempos como esse de sangrenta desorientação, de arbítrio planejado, de desordem induzida e humanização desumanizada, que nada seja dito natural para que nada seja dito imutável.
Ética & Consumo É possível falarmos em uma ética do consumo? O ato de consumir é uma espécie de necessidade existencial, isto é, um caminho privilegiado para as negociações de identidade dos indivíduos.
Ética & Publicidade Publicidade no banco dos réus Acusada de servir de sustentação à lógica de consumo de um sistema capitalista excludente.
Reflexões Pensar a PP como fenômeno sócio-histórico que é construído.  Hábitos e percepções são construídos e não fatos naturais.
Persuasão Técnica que busca o convencimento, levando o indivíduo a concluir por si só.  Na publicidade, está explícito.  Ninguém vê um anúncio sem considerar que ali há uma estratégia de convencimento.
Persuasão Persuasão intrínseca à maioria dos discursos.  Persuasão não é sinônimo de coerção ou mentira.  Não se deve ter tanto medo do que é persuasivo nem tanta confiança no que é informativo.
Propaganda e Publicidade Propagare- difusão de ideias, doutrinas e ideologias.  Publicité – tornar público, divulgação comercial de produtos/serviços.  Hoje, dimensões claramente associadas.  Produto + serviço  Ideia + valor
Publicidade como fábula Visão neoliberal – publicidade como positiva, uma das bases do mundo de livre escolha, de livre mercado. Livre concorrência e igualdade de oportunidades. Sinal de sociedade livre.
Publicidade diante da perversidade Crítica ao estímulo do consumo desenfreado.  Reforço de visão de mundo marcada pelo consumo.  Reflexão sobre a forma como nos relacionamos com as coisas e pessoas.
Por uma nova ética  Associado não à satisfação de necessidades, mas à criação de novos vazios. É possível romper com este círculo vicioso? Escapar da padronização dos desejos humanos?
Publicidade como possibilidade Existem caminhos para retrabalhar as regras do fazer publicitário atual. Revolução do consumo pelo consumo. Publicidade pode ser melhor assumindo responsabilidades sociais, culturais e educativas.
Propostas Usar o poder da mídia para propor novos valores, levar a reflexões que gerem mudanças. Recuperar o impacto desgastado da comunicação publicitária.  Incentivar a prática da reflexão é o principal agente de mudança.
Imagens mediam a sociedade do vazio existencial
Imagens mediam a sociedade do vazio existencial
Imagens mediam a sociedade do vazio existencial
Imagens mediam a sociedade do vazio existencial
Publicidade no mundo contemporâneo Condutas narcísicas, nas quais o mundo privado é privilegiado em detrimento do público, sendo este tratado como espaço de realização dos próprios interesses.
O indivíduo como produto Sociedade de consumo atribui aos seus produtos o poder de satisfazer as aspirações identitárias dos consumidores.  E se o imaginário não tem limites, ele pode ser tomado como um mercado muito promissor.
Pressão por adequação Os indivíduos experimentam grande ansiedade porque percebem que suas escolhas de consumo têm um impacto significativo sobre a percepção que os outros têm de sua pessoa.
Relação de dependência Indivíduo vende sua força de trabalho, compra bens, vende uma imagem de adequação à empresa e tem que adquirir produtos coerentes com a imagem que ele quer transmitir.
O “eu” do consumo Instala-se uma forma de sociabilidade marcada pelo narcisismo, onde os indivíduos buscam seu  eu  não mais em seu “interior”, mas no “consumo, na aparência e no desempenho social”.
Narcisismo Noção freudiana de narcisismo é bastante útil para a análise da sociedade do consumo porque ela condensa dois aspectos marcantes da subjetividade contemporânea: a fragilidade do  eu  pós-moderno e a obsessão consigo.
Conflito Percepção equivocada dos limites entre o eu e os outros.  Os indivíduos que agem segundo esta dinâmica psicossocial do “consumo para si mesmo”, tendem a confundir as fronteiras entre o eu e o outro, entre o privado e o público, relacionando-se com o mundo apenas como meio de obter a gratificação de suas necessidades.
Conflito Quanto mais os indivíduos são instados a consumir e afirmar a si mesmo, mais experimentam ansiedade e incerteza sobre si, aumentando também a dificuldade em assumir, eles próprios, o governo de sua existência.
Sociedade As pessoas atuam no mundo guiadas pelos seus impulsos e negligenciam as formas de sociabilidade baseadas no jogo da interação social.
Conflito Problema na perspectiva do ideal de felicidade presente na sociedade de consumo: “como conciliar o bem comum com uma idéia de felicidade privada cuja cláusula de satisfação é a indiferença para com o outro, individual e coletivo?”
Problema “ Não consumimos com a finalidade de construir uma sociedade melhor, para sermos pessoas melhores e viver uma vida autêntica, mas para aumentar os prazeres e confortos privados”.  Deste modo, a cultura do consumo não incentiva o fortalecimento de uma sociedade sedimentada na cooperação e solidariedade”.
Ame os objetos, eles jamais dizem ‘não’! São dóceis e programados para realizar o que julgamos saber sobre a satisfação de nossos desejos.
Nada de diálogo, divergências, surpresas, ou seja, tudo o que tornava o espaço público de outrora mais rico e que promove o fortalecimento dos laços com o mundo.
Dimensão ética Comunicação voltada para a promoção de uma liberdade geradora de cooperação e interesse pela dimensão pública, comum, da existência humana.  Formação de consciência crítica.

Slides aula de ética

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    Bertold Brecht Emtempos como esse de sangrenta desorientação, de arbítrio planejado, de desordem induzida e humanização desumanizada, que nada seja dito natural para que nada seja dito imutável.
  • 2.
    Ética & ConsumoÉ possível falarmos em uma ética do consumo? O ato de consumir é uma espécie de necessidade existencial, isto é, um caminho privilegiado para as negociações de identidade dos indivíduos.
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    Ética & PublicidadePublicidade no banco dos réus Acusada de servir de sustentação à lógica de consumo de um sistema capitalista excludente.
  • 4.
    Reflexões Pensar aPP como fenômeno sócio-histórico que é construído. Hábitos e percepções são construídos e não fatos naturais.
  • 5.
    Persuasão Técnica quebusca o convencimento, levando o indivíduo a concluir por si só. Na publicidade, está explícito. Ninguém vê um anúncio sem considerar que ali há uma estratégia de convencimento.
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    Persuasão Persuasão intrínsecaà maioria dos discursos. Persuasão não é sinônimo de coerção ou mentira. Não se deve ter tanto medo do que é persuasivo nem tanta confiança no que é informativo.
  • 7.
    Propaganda e PublicidadePropagare- difusão de ideias, doutrinas e ideologias. Publicité – tornar público, divulgação comercial de produtos/serviços. Hoje, dimensões claramente associadas. Produto + serviço Ideia + valor
  • 8.
    Publicidade como fábulaVisão neoliberal – publicidade como positiva, uma das bases do mundo de livre escolha, de livre mercado. Livre concorrência e igualdade de oportunidades. Sinal de sociedade livre.
  • 9.
    Publicidade diante daperversidade Crítica ao estímulo do consumo desenfreado. Reforço de visão de mundo marcada pelo consumo. Reflexão sobre a forma como nos relacionamos com as coisas e pessoas.
  • 10.
    Por uma novaética Associado não à satisfação de necessidades, mas à criação de novos vazios. É possível romper com este círculo vicioso? Escapar da padronização dos desejos humanos?
  • 11.
    Publicidade como possibilidadeExistem caminhos para retrabalhar as regras do fazer publicitário atual. Revolução do consumo pelo consumo. Publicidade pode ser melhor assumindo responsabilidades sociais, culturais e educativas.
  • 12.
    Propostas Usar opoder da mídia para propor novos valores, levar a reflexões que gerem mudanças. Recuperar o impacto desgastado da comunicação publicitária. Incentivar a prática da reflexão é o principal agente de mudança.
  • 13.
    Imagens mediam asociedade do vazio existencial
  • 14.
    Imagens mediam asociedade do vazio existencial
  • 15.
    Imagens mediam asociedade do vazio existencial
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    Imagens mediam asociedade do vazio existencial
  • 17.
    Publicidade no mundocontemporâneo Condutas narcísicas, nas quais o mundo privado é privilegiado em detrimento do público, sendo este tratado como espaço de realização dos próprios interesses.
  • 18.
    O indivíduo comoproduto Sociedade de consumo atribui aos seus produtos o poder de satisfazer as aspirações identitárias dos consumidores. E se o imaginário não tem limites, ele pode ser tomado como um mercado muito promissor.
  • 19.
    Pressão por adequaçãoOs indivíduos experimentam grande ansiedade porque percebem que suas escolhas de consumo têm um impacto significativo sobre a percepção que os outros têm de sua pessoa.
  • 20.
    Relação de dependênciaIndivíduo vende sua força de trabalho, compra bens, vende uma imagem de adequação à empresa e tem que adquirir produtos coerentes com a imagem que ele quer transmitir.
  • 21.
    O “eu” doconsumo Instala-se uma forma de sociabilidade marcada pelo narcisismo, onde os indivíduos buscam seu eu não mais em seu “interior”, mas no “consumo, na aparência e no desempenho social”.
  • 22.
    Narcisismo Noção freudianade narcisismo é bastante útil para a análise da sociedade do consumo porque ela condensa dois aspectos marcantes da subjetividade contemporânea: a fragilidade do eu pós-moderno e a obsessão consigo.
  • 23.
    Conflito Percepção equivocadados limites entre o eu e os outros. Os indivíduos que agem segundo esta dinâmica psicossocial do “consumo para si mesmo”, tendem a confundir as fronteiras entre o eu e o outro, entre o privado e o público, relacionando-se com o mundo apenas como meio de obter a gratificação de suas necessidades.
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    Conflito Quanto maisos indivíduos são instados a consumir e afirmar a si mesmo, mais experimentam ansiedade e incerteza sobre si, aumentando também a dificuldade em assumir, eles próprios, o governo de sua existência.
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    Sociedade As pessoasatuam no mundo guiadas pelos seus impulsos e negligenciam as formas de sociabilidade baseadas no jogo da interação social.
  • 26.
    Conflito Problema naperspectiva do ideal de felicidade presente na sociedade de consumo: “como conciliar o bem comum com uma idéia de felicidade privada cuja cláusula de satisfação é a indiferença para com o outro, individual e coletivo?”
  • 27.
    Problema “ Nãoconsumimos com a finalidade de construir uma sociedade melhor, para sermos pessoas melhores e viver uma vida autêntica, mas para aumentar os prazeres e confortos privados”. Deste modo, a cultura do consumo não incentiva o fortalecimento de uma sociedade sedimentada na cooperação e solidariedade”.
  • 28.
    Ame os objetos,eles jamais dizem ‘não’! São dóceis e programados para realizar o que julgamos saber sobre a satisfação de nossos desejos.
  • 29.
    Nada de diálogo,divergências, surpresas, ou seja, tudo o que tornava o espaço público de outrora mais rico e que promove o fortalecimento dos laços com o mundo.
  • 30.
    Dimensão ética Comunicaçãovoltada para a promoção de uma liberdade geradora de cooperação e interesse pela dimensão pública, comum, da existência humana. Formação de consciência crítica.