SÍNDROME
COMPARTIMENTAL EM
PEDIATRIA
RENATA DHIRAJLAL
RESIDENTE DE CIRURGIA PEDÁTRICA
OUTUBRO/2020
Síndrome Compartimental
• Descrita por Richard Von Wolkman em 1881.
Aumento da pressão no
espaço
intracompartimental
Diminuição da
perfusão –
isquémia
Resulta em morte
celular – necrose
Síndrome Compartimental Aguda Pediátrica
• Mais comum nas crianças com fracturas da diáfise tibial,
supracondileas do úmero e fracturas do rádio distal, devendo ser
monitoradas de perto.
• Emergência ortopédica.
Etiologia
• A) Trauma Local
• Fracturas (76%)
• Lesão dos tecidos moles
• Síndrome de esmagamento
• Compressão do membro por talas/enfaixamento/gesso
• Queimaduras
Etiologia
• B) Distúrbios sistémicos/ causas atraumáticas
• ↑da pressão intracompartimental – por distúrbios sanguíneos ou de coagulação
• Mordeduras de cobras
• Laceração arterial
• Fluidoterapia EV /Infusão de drogas (dopamina..)
• Abcessos
Fractura Supracondílea
do Úmero
Cotovelo
Flutuante
Fracturas do
Antebraço
Fracturas da Tíbia
Fractura do fémur
Síndrome Compartimental Neonatal
• Raro.
CAUSAS EXTRÍNSECAS
• Oligohidrâmnios
• Parto distócico
• Bandas amnióticas
CAUSAS INTRÍNSICAS
• Hipercoagulabilidade
• Distúrbios sistémicos
Quadro clínico
5 P’s ( em adultos )
• Pain (Dor)
• Parestesia (Parestesia)
• Pallor (Palidez)
• Paralisia (Paralisia)
• Pulseless (Ausência de pulso)
3 A’s em crianças
• Agitação
• Ansiedade
• Analgesia requerida em altas doses
• Desafio em crianças
• Medo e ansiedade
• Diagnóstico difícil
Diagnóstico
• Diagnóstico clínico.
• Mensuração da pressão comportimental pode ser útil. (N:0-10
mmHg)
• As pressões compartimentais normais em crianças são > que nos
adultos.
• Radiografia – não útil.
Manómetro + agulha
Catéter de pavio (Mubarak)
Catéter de fenda
Stryker
Espectroscopia por Infravermelhos
Tratamento
• Remoção de qualquer compressão externa
• Fasciotomia!
Princípios da fasciotomia
• Incisões longas
• Libertar todos os compartimentos
• Preservar as estruturas neurovasculares
• Desbridar os tecidos necróticos
• Cobrir nas 1as 48H
Braço
Antebraço
Mão
Coxa
Perna
Pé
Encerramento da fasciotomia
• Oclusão primária retardada
• Cicatrização por 2a intenção
• Sutura de aproximação gradual
(shoelace technique)
• Enxerto de pele
• Terapia por pressão negativa
Fasciotomia tardia – é segura?
• Risco de infecção - 46%
• Risco de amputação – 21% após demora de 12 H
• 4,5% de complicações em fasciotomias dentro do tempo
• 54% de complicações em fasciotomias em fasciotomias tardias
Complicações da Síndrome
Compartimental
• Contracturas
• Perda de sensiblidade
• Infecção
• Não consolidação da fractura
• Perda de crescimento da extremidade
• Amputação
Pontos-Chave
• A síndrome compartimental é uma das poucas emergências ortopédicas.
• > risco : fracturas supracondíleas do úmero,antebraço e tíbia
• 1os sinais: dor, ansiedade e agitação
• Com o diagnóstico e tratamento atempados, espera-se bons resultados.
Bibliografia
• POSNA – Pediatric Orthopaedic Society of North America
• SEABRA J. – Ortopedia Infantil - O Fundamental, pg 386
• ROCKWOOD, Charles A; GREEN, David P; BUCHOLZ, Robert W. Fraturas em adultos. São Paulo:
Manole, 1994. v., I
• lBae, D.S., R.K. Kadiyala, and P.M. Waters, Acute compartment syndrome in children:
contemporary diagnosis, treatment, and outcome. J Pediatr Orthop, 2001. 21(5): p. 680:8.
• Demetriades, D. (2020). Upper Extremity Fasciotomies. In D. Demetriades, K. Inaba, & G.
Velmahos (Eds.), Atlas of Surgical Techniques in Trauma (pp. 354-363). Cambridge: Cambridge
University Press. doi:10.1017/9781108698665.040
•Obrigada!

sindrome compartimental em pediatria

  • 1.
  • 2.
    Síndrome Compartimental • Descritapor Richard Von Wolkman em 1881. Aumento da pressão no espaço intracompartimental Diminuição da perfusão – isquémia Resulta em morte celular – necrose
  • 3.
    Síndrome Compartimental AgudaPediátrica • Mais comum nas crianças com fracturas da diáfise tibial, supracondileas do úmero e fracturas do rádio distal, devendo ser monitoradas de perto. • Emergência ortopédica.
  • 4.
    Etiologia • A) TraumaLocal • Fracturas (76%) • Lesão dos tecidos moles • Síndrome de esmagamento • Compressão do membro por talas/enfaixamento/gesso • Queimaduras
  • 5.
    Etiologia • B) Distúrbiossistémicos/ causas atraumáticas • ↑da pressão intracompartimental – por distúrbios sanguíneos ou de coagulação • Mordeduras de cobras • Laceração arterial • Fluidoterapia EV /Infusão de drogas (dopamina..) • Abcessos
  • 7.
  • 8.
  • 9.
    Síndrome Compartimental Neonatal •Raro. CAUSAS EXTRÍNSECAS • Oligohidrâmnios • Parto distócico • Bandas amnióticas CAUSAS INTRÍNSICAS • Hipercoagulabilidade • Distúrbios sistémicos
  • 13.
    Quadro clínico 5 P’s( em adultos ) • Pain (Dor) • Parestesia (Parestesia) • Pallor (Palidez) • Paralisia (Paralisia) • Pulseless (Ausência de pulso)
  • 14.
    3 A’s emcrianças • Agitação • Ansiedade • Analgesia requerida em altas doses • Desafio em crianças • Medo e ansiedade • Diagnóstico difícil
  • 15.
    Diagnóstico • Diagnóstico clínico. •Mensuração da pressão comportimental pode ser útil. (N:0-10 mmHg) • As pressões compartimentais normais em crianças são > que nos adultos. • Radiografia – não útil.
  • 16.
    Manómetro + agulha Catéterde pavio (Mubarak) Catéter de fenda Stryker Espectroscopia por Infravermelhos
  • 17.
    Tratamento • Remoção dequalquer compressão externa • Fasciotomia!
  • 18.
    Princípios da fasciotomia •Incisões longas • Libertar todos os compartimentos • Preservar as estruturas neurovasculares • Desbridar os tecidos necróticos • Cobrir nas 1as 48H
  • 19.
  • 20.
  • 21.
  • 22.
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  • 25.
  • 27.
    Encerramento da fasciotomia •Oclusão primária retardada • Cicatrização por 2a intenção • Sutura de aproximação gradual (shoelace technique) • Enxerto de pele • Terapia por pressão negativa
  • 28.
    Fasciotomia tardia –é segura? • Risco de infecção - 46% • Risco de amputação – 21% após demora de 12 H • 4,5% de complicações em fasciotomias dentro do tempo • 54% de complicações em fasciotomias em fasciotomias tardias
  • 29.
    Complicações da Síndrome Compartimental •Contracturas • Perda de sensiblidade • Infecção • Não consolidação da fractura • Perda de crescimento da extremidade • Amputação
  • 30.
    Pontos-Chave • A síndromecompartimental é uma das poucas emergências ortopédicas. • > risco : fracturas supracondíleas do úmero,antebraço e tíbia • 1os sinais: dor, ansiedade e agitação • Com o diagnóstico e tratamento atempados, espera-se bons resultados.
  • 31.
    Bibliografia • POSNA –Pediatric Orthopaedic Society of North America • SEABRA J. – Ortopedia Infantil - O Fundamental, pg 386 • ROCKWOOD, Charles A; GREEN, David P; BUCHOLZ, Robert W. Fraturas em adultos. São Paulo: Manole, 1994. v., I • lBae, D.S., R.K. Kadiyala, and P.M. Waters, Acute compartment syndrome in children: contemporary diagnosis, treatment, and outcome. J Pediatr Orthop, 2001. 21(5): p. 680:8. • Demetriades, D. (2020). Upper Extremity Fasciotomies. In D. Demetriades, K. Inaba, & G. Velmahos (Eds.), Atlas of Surgical Techniques in Trauma (pp. 354-363). Cambridge: Cambridge University Press. doi:10.1017/9781108698665.040
  • 32.

Notas do Editor

  • #3 A SC foi descrita pela 1ª vez em 1881 por Richard von wolkman que descreveu contraturas do antebraço e mao apos uma bandagem muito apertada no SC é uma complicação grave e rara causada pelo aumento da pressão dentro de 1 compartimento anatómico delimitado pelas fáscias que compromente a perfusão tecidual (músculos e nervos) - redução crítica da circulação , pondo em causa a sua vialidade, levando a isquemia e possível necrose irreversível caso persista por >6-8 H.
  • #4 Exige um diagnóstico atempado de modo a previnir uma disabilidade funcional na crianca.
  • #5 Pode tambem surgir na sequencia de imobilizacoes gessadas apertadas Fracturas dos membros causadas por grande energia
  • #6 Medical problems causing intra compartmental bleeding (liver failure, renal failure, hemophilia, or leukemia) veneno da cobra - acção proteolítica, coagulante e hemorrágica
  • #8 Tracção de Bryants - -usada para # fémur ou anomalias congénitas d quadril Cotovelo Flutuante fratura do úmero com fratura ipsilateral no antebraco Frat.tíbia: baixa energia, pq compartimentos tendem a sofrer menor roptura, sendo evitado efeito de “ autodescompressão” Fratura supracondílea do úmero : > risco: Imobilização com flexão do cotovelo ↑de 90◦
  • #9 Tracção de Bryants - -usada para # fémur ou anomalias congénitas d quadril Cotovelo Flutuante fratura do úmero com fratura ipsilateral no antebraco Frat.tíbia: baixa energia, pq compartimentos tendem a sofrer menor roptura, sendo evitado efeito de “ autodescompressão” Fratura supracondílea do úmero : > risco: Imobilização com flexão do cotovelo ↑de 90◦
  • #10 late diagnosis may result in contractures and growth arrest of the involved extremity.  Neonatal compartment syndrome is a rare condition, which is typically caused by congenital anomalies, infections, difficult deliveries, and systemic abnormalities Disturbios sistemicos. – hipercoagulabilidade Diagnóstico tardio - contracturas e perda do crescimento da extremidade envolvida.
  • #14  Os pulsos estao quase sempre intactos a nao ser que tenha ocorrido uma lesao arterial importante Costuma haver ausencia do pulso e palidez/cianos mas como é a pequena circulacao intersticial dos musculos a 1a a colapsar, devido ao edema ou hemorragia intracompartimental`, pode em alguns casos haver manutencao da ciruclacao do pulso das art maiores com preenchimento dos capilares periféricos e ajusante.
  • #15 As dores sao latejantes e violentas, nao cedendo a madicacao analgesica sendo tambem desencadeadas a tentativa de mobilizacao passiva dos musculos afectados. Costuma haver ausencia do pulso e palidez/cianos mas como é a pequena circulacao intersticial dos musculos a 1a a colapsar, devido ao edema ou hemorragia intracompartimental`, pode em alguns casos haver manutencao da ciruclacao do pulso das art maiores com preenchimento dos capilares periféricos e ajusante. Assim a persistencia do pulso nao sao u, sinal seguro
  • #16 O diagnostico imediato ´e indicador p resultado bem sucedido Medir a pressão do compartimento em uma criança obtundida ou com deficiência de comunicação pode ajudar a confirmar ou descartar esse diagnóstico. taudt et al measured pressure in four lower leg compartments in 20 healthy children and 20 healthy adults (Staudt, 2008). On average pressures in 4 compartments varied between 13.3 mm Hg and 16.6 mm Hg in children and between 5.2 mm Hg and 9.7 mm Hg in adults.  Dano muscular Hiperkaliémia Acidose Mioglobinúria InsuficiIencia Renal Aguda
  • #17 1)Método de agulha e manómetro -onde utiliza uma agulhe q é introduzida no compartimento conectado a um manometro com agua e ar e uma seringa com ar é conectada à coluna com um manometro de pressao Absolute pressures of 30-45 mmHg have been suggested as indications. Calculating the diastolic blood pressure minus the compartment pressure as greater than 30 mmHg (?P) has also been recommended by several authors (Hargens, 1981; Heppenstall, 1988; McQueen, 1996). Because normal compartment pressures are higher in children, these values cannot be used as reliable standards in children. Direct measurement of intracompartmental pressure using a needle and catheter is invasive and can be difficult in children.
  • #18 + fixação da fractua / reparo vascular Descompressao completa e adequada . deve ser instituído imeditamente após diagnóstico. O objetivo primário do procedimento é a descompressão do compartimento afetado com dermatofasciotomia, abrindo amplamente as fáscias que o delimitam e a pele sobre estas. Para que o tratamento seja adequado é preciso identificar quais os compartimentos comprometidos e qual a anatomia de cada um deles.
  • #20 No antebraço, uma incisão volar é usada para descomprimir os compartimentos superficiais e profundos, bem como o túnel do carpo. A descompressão dorsal pode ser necessária se o wad móvel e os compartimentos dorsais estiverem envolvidos.
  • #22 Hand emergent fasciotomies of all involved compartments approach   two longitudinal incisions over 2nd and 4th metacarpals   decompresses volar/dorsal interossei and adductor compartment longitudinal incision radial side of 1st metacarpal   decompresses thenar compartment longitudinal incision over ulnar side of 5th metacarpal decompresses hypothenar compartment technique first volar interosseous and adductor pollicis muscles are decompressed through blunt dissection along ulnar side of 2nd metacarpal post-operative wounds left open until primary closure is possible if primary closure not possible, split-thickness skin grafting is used
  • #23 perna, todos os quatro compartimentos (anterior, lateral, superficial e posterior profundo) devem ser totalmente descomprimidos. Isso pode ser alcançado com uma técnica de duas incisões (medial e anterolateral) ou uma incisão (lateral). Thigh fasciotomies     approach anterolateral incision over length of thigh technique single incision technique for anterior and posterior compartments incise fascia lata expose and decompress anterior compartment retract vastus lateralis medially to expose lateral intermuscular septum incise lateral intermuscular septum to decompress posterior compartment may add medial incision for decompression of adductor compartment
  • #28 found that delayed management of pediatric compartment syndrome can still be safely performed with a low risk of infection.4
  • #30 Contratura de volkman – estagio final de um sdr comp niglingeciado, com necrose muscular irreversivel.