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Traumas de Face ULBRA – Campus Cachoeira do Sul Curso de Odontologia Clínica Integral IV João  Batista Zanirato
Limites da CTBMF
 
SINAIS VITAIS Pressão: 120/80 Temperatura: 36,5 º C Pulsos carotídeos, radiais: de 60 a 80 bpm. Respiração: 15 vezes por min. The golden hour
A.T.L.S. (ADVANCED TRAUMA LIFE SUPPORT) A =  Airway : obtenção e manutenção das vias aéreas. B =  Breathing : ventilação proporcionada por métodos auxiliares. C  =  Circulation : circulação sangüínea proporcionada por compressões cardíacas externas.
AIRWAY / VIAS AÉREAS
BREATHING / VENTILAÇÃO 1. Ventilação boca a boca ou boca a máscara 2. AMBU (ambiental breathing unit) 3. Cânulas de Guedell 4. Intubação oro/naso traqueal
BREATHING / VENTILAÇÃO
BREATHING / VENTILAÇÃO
CIRCULATION / CIRCULAÇÃO SANGÜÍNEA MASSAGEM CARDÍACA: 2 PESSOAS: 5 compressões / 1 ventilação 1 PESSOA: 15 compressões / 5 ventilações
CIRCULATION / CIRCULAÇÃO SANGÜÍNEA
Primeiro controlar os sinais vitais e observar o ABC do Trauma e avaliação da consciência. Hemorragia facial ou bucal: interna compressão: Carótida externa, fa- externa cial, temporal superficial, lingual Meio adequado para crescimento bacteriano. Menor defesa contra bactérias – septicemia. Transtornos mecânicos : bloqueio  das  vias  respiratórias,  hemotórax, pneumotórax,  bloqueio  cardíaco,  aumento  da pressão intra-craniana . Uso de aspirador é importante para diagnóstico. Tratamento Das Feridas da Face
FERIDAS EM TECIDOS MOLES CLASSIFICAÇÃO: Contusão: sem descontinuidade dos tecidos. Abrasão: lesão por desgaste superficial dos tecidos. Laceração:  incisa: bordas limpa, margens bem delineadas contusa: rasgada
FERIDAS EM TECIDOS MOLES Feridas penetrantes: perfuração nos tecidos. Feridas por arma de fogo: perfurantes, laceradas Presença de corpos estranhos Queimaduras
CONTUSÕES Necrose: raro Contaminação: raro   TRATAMENTO: Hemorragia: “espectro” Conservador Anti-inflamatórios / Analgésicos Pomada (equimose) Gelo nas primeiras 12 horas
 
ABRASÕES - Hemorragia: rara - Necrose: superficial - Contaminação: superficial TRATAMENTO: Anestesia Limpar completamente - remover escaras - tatuagens traumáticas Curativo inicial com gaze lubrificada
 
 
LACERAÇÕES TRATAMENTO: Sutura primária precoce Feridas com menos de 6 horas de exposição Limpeza completa das feridas Debridamento adequado Hemostasia completa
LACERAÇÕES Sutura da ferida  - pontos de referência - planos profundos (suturas absorvíveis: categute, categute cromado, vicryl, monocryl) ,pele (nylon) e mucosa (seda ou nylon) - redução de fraturas ósseas Terapêutica de sustentação adequada
LACERAÇÕES Sutura primária tardia Feridas edemaciadas, infectadas e endurecidas - debridamento - redução de fraturas - curativos furacinados - verificar diariamente - remover áreas necróticas - restringir alimentação bucal
LACERAÇÕES TRATAMENTO DE SUPORTE: Drenagem: superficiais ou profundas Curativos gaze ou curativo compressivo troca em 48 h, remoção de suturas 6 a 10 dias Prevenção de infecções Profilaxia do tétano
 
 
 
FERIDAS PENETRANTES TRATAMENTO: Profilaxia do tétano e infecções Limpeza completa Sutura? Plástica secundariamente
 
FERIDAS POR ARMA DE FOGO  (FAF) TRATAMENTO: controle da hemorragia suturas após limpeza do ferimento suturar de “dentro  para  fora” (reduzir  fraturas e depois fechar tecidos moles) perda de substância tecidual Retirada dos projéteis: risco x benefício “ quando uma bala para de se mover, para de causar dano”
 
 
 
 
 
 
 
CORPOS ESTRANHOS dentes fragmentos ósseos vidro pedras  roupa  terra  madeira materiais restauradores
CORPOS ESTRANHOS TRATAMENTO: Remover corpo estranho para evitar infecção e atraso na cicatrização Antibioticoterapia até que a cicatrização primária tenha terminado Profilaxia do tétano
 
QUEIMADURAS Graus:  - 1 ° -  2 °  superficial - 2 °  profundo - 3 ° - 4 ° Toda a face    3% da superfície do corpo
QUEIMADURAS Tratamento local limpeza absoluta da superfície cobrir com gaze furacinada ou deixar aberta com PVP-I tópico enxertos de pele
QUEIMADURAS Tratamento de suporte controle da infecção prevenção do choque prevenção do tétano diminuição da dor
 
URGÊNCIAS EM FRATURAS FACIAIS Limpeza e manutenção das vias aéreas superiores livres Controle da hemorragia Estabilização das partes Bandagens Amarrias Arco de Erich
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DIAGNÓSTICO DAS FRATURAS DO COMPLEXO ZIGOMÁTICO-ORBITÁRIO CAUSAS DE TRAUMAS: agressão física acidentes de trânsito esportes de contato quedas  Acidentes de trabalho.
(pilar fronto-naso-maxilar) * Glabela, * Processo nasal do osso  frontal  * Ossos nasais; * Processo frontal do osso  maxilar; * Termina ao nível da fossa  canina    (processo alveolar da  maxila). PILAR CENTRAL SUPERFICIAL: SHAPIRO, H.H. Applied Anatomy of Head and Neck, 1947. STURLA, Flávio; ABSI, D. Plast. Reconstr. Surg. 1980.
PILAR CENTRAL PROFUNDO: SHAPIRO, H.H. Applied Anatomy of Head and Neck, 1947. STURLA, Flávio; ABSI, D. Plast. Reconstr. Surg. 1980. *  Vômer; * Lâmina perpendicular do osso etmóide; * Lâmina horizontal do osso palatino.
PILAR LATERAL SUPERFICIAL: SHAPIRO, H.H. Applied Anatomy of Head and Neck, 1947. STURLA, Flávio; ABSI, D. Plast. Reconstr. Surg. 1980. (pilar fronto-zigomático-maxilar) * Processo frontal do osso zigomático * Corpo do osso Zigomático * Processo Zigomático do osso maxilar * Processo temporal do osso zigomático
PILAR LATERAL PROFUNDO: SHAPIRO, H.H. Applied Anatomy of Head and Neck, 1947. STURLA, Flávio; ABSI, D. Plast. Reconstr. Surg. 1980. (pilar fronto-esfeno-maxilar) * Processo pterigóide do osso esfenóde; * Asa maior do osso esfenóide; * Asa menor do osso esfenóide; * Fissura orbitária.
Relação do zigoma com outras estruturas faciais PAREDE LÁTERO- MAXILA  SUPERIOR DO SEIO MAXILAR HEMO-SINUS EPISTAXE
Relação do zigoma com outras estruturas faciais MAIOR PARTE DA  CAV. ORBITÁRIA   PAREDE LATERAL DA ÓRBITA contato íntimo músc. reto inferior   SEPARA CAVIDADE ORBITÁRIA DO SEIO MAXILAR equimose subconjuntival, diplopia
Relação do zigoma com outras estruturas faciais NERVO   ATRAVESSA ASSOALHO INFRAORBITAL   DA ÓRBITA (ramo trigêmio)   EMERGE NO FORAME I.O. Alteração da sensibilidade na região cutânea da asa do nariz, lábio superior, dentes sup. (C e I)
Classificação das fraturas   (Knight e North, 1961) Grupo I :  SEM  DESLOCAMENTO SIGNIFICATIVO Fratura visível na radiografia; Neste grupo o tratamento não é necessário.
Classificação das fraturas   (Knight e North, 1961) Grupo II : FRATURAS DA ARCADA ZIGOMÁTICA Sem envolver as paredes do seio maxilar ou da  órbita; Trismo, mas não diplopia.
Classificação das fraturas   (Knight e North, 1961) Grupo III: FRATURAS DO CORPO SEM ROTAÇÃO Com deslocamento para dentro do antro; Achatamento da bochecha, com degrau palpável na margem infraorbitária.
Classificação das fraturas   (Knight e North, 1961) Grupo IV: FRATURAS DO CORPO COM  ROTAÇÃO MEDIAL Tipo  A : deslocamento para fora da proeminência zigom.; Tipo  B : deslocamento para dentro da sutura frontozigom.
Classificação das fraturas   (Knight e North, 1961) Grupo V: FRATURAS DO CORPO COM  ROTAÇÃO LATERAL Tipo  A : deslocamento para cima da margem infraorbitária; Tipo  B : deslocamento para fora da sutura frontozigom.
Classificação das fraturas   (Knight e North, 1961) Grupo VI: FRATURAS COMPLEXAS Estão incluídos todos os casos que apresentarem linhas adicionais de fratura no segmento principal.
DIAGNÓSTICO DAS FRATURAS DO COMPLEXO ZIGOMÁTICO-ORBITÁRIO Exame físico:       assimetria facial;      equimose subconjuntival;    edema e equimose periorbital;    queixa de dormência na região inervada  pelo n. infraorbitário;   (asa nariz, lábio superior, pálpebra inferior dentes I e C)
DIAGNÓSTICO DAS FRATURAS DO COMPLEXO ZIGOMÁTICO-ORBITÁRIO Exame físico:    diplopia Fratura por explosão (blow-out)
DIAGNÓSTICO DAS FRATURAS DO COMPLEXO ZIGOMÁTICO-ORBITÁRIO Exame físico:     limitação da abertura bucal    lesões de fibras do músculo temporal
DIAGNÓSTICO DAS FRATURAS DO COMPLEXO ZIGOMÁTICO-ORBITÁRIO Exame físico:       palpação bi-manual: borda infraorbitária sutura fronto-zigomática intrabucal
 
DIAGNÓSTICO DAS FRATURAS DO COMPLEXO ZIGOMÁTICO-ORBITÁRIO Exames radiográficos:   •  Incidência de Waters   •   Incidência de Waters reversa   •   Incidência submento - vértice (Hirtz)   •   Panorâmica   •   Tomografia computadorizada
Exames radiográficos:     Waters DIAGNÓSTICO DAS FRATURAS DO COMPLEXO ZIGOMÁTICO-ORBITÁRIO
INCIDÊNCIA DE WATERS
Exames radiográficos:     Hirtz submento - vértice DIAGNÓSTICO DAS FRATURAS DA ARCADA ZIGOMÁTICA
HIRTZ
INCIDÊNCIA DE HIRTZ
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA
CLASSIFICAÇÃO DAS FRATURAS DO OSSO MAXILAR FRATURA TRANSVERSA BAIXA: (Guerin, Duchange, tipo Le Fort I) 1901, René Le Fort descreve os traços de fraturas observados em cadáveres, submetidos a impactos desferidos de várias direções (Rev. Chir de Paris) “ Linha da fratura tangencia a margem inferior da abertura piriforme e dirige-se horizontalmente, através da parede anterior do seio maxilar até a tuberosidade (bilateralmente), comprometendo o processo pterigóide do osso esfenóide e causando a fratura ou disjunção ptérigo-maxilar.”   CRUZ, Ricardo L.; COSTA, Edgar A. Fraturas de maxila,  In : PSILAKIS, J.M.; ZANINI, S.A.; MÉLEGA, J.M.; CRUZ, R.L. Cirurgia Craniomaxilofacial: Osteotomias Estéticas da Face. RIO DE JANEIRO: MEDSI, p.515-534, 1987.
FRATURA TRANSVERSA BAIXA: GRAZIANI, Mário. Anatomia Aplicada,  In :GRAZIANI, M. Traumatologia Maxilofacial. RIO DE JANEIRO:Guanabara Koogan, p. 176-183, 1982 .
FRATURA PIRAMIDAL: Fratura tipo Le Fort II: “ Caracteriza por uma linha de fratura que se inicia na região dos ossos nasais, descendo pelo processo frontal do osso maxilar, e estendendo-se lateralmente através dos ossos lacrimais ao assoalho da órbita, rebordo infraorbitário e sutura zigomático-maxilar. A linha atinge então a parede lateral da maxila e estende-se ate o processo pterigóde do osso esfenoide, no qual causa a fratura ptérigo-maxilar.”  CRUZ, Ricardo L.; COSTA, Edgar A. Fraturas de maxila,  In : PSILAKIS, J.M.; ZANINI, S.A.; MÉLEGA, J.M.; CRUZ, R.L. Cirurgia Craniomaxilofacial: Osteotomias Estéticas da Face. RIO DE JANEIRO: MEDSI, p.515-534, 1987.
FRATURA PIRAMIDAL: Na fratura piramidal, tipo Le Fort II, NÃO HÁ, disjunção frontonasal!   GRAZIANI, Mário. Anatomia Aplicada,  In :GRAZIANI, M. Traumatologia Maxilofacial. RIO DE JANEIRO:Guanabara Koogan, p. 176-183, 1982.
FRATURA tipo Le Fort III: (Disjunção crâniofacial) “ Caracteriza-se por uma linha de fratura que estende-se desde a região da sutura fronto-nasal, passando pelas paredes mediais e do assoalhos das órbitas, alcançando as suturas zigomático-frontal e zigomático-temporal.”   * Completa separação do esqueleto facial e craniano; * Não é uma fratura crâniofacial. CRUZ, Ricardo L.; COSTA, Edgar A. Fraturas de maxila,  In : PSILAKIS, J.M.; ZANINI, S.A.; MÉLEGA, J.M.; CRUZ, R.L. Cirurgia Craniomaxilofacial: Osteotomias Estéticas da Face. RIO DE JANEIRO: MEDSI, p.515-534, 1987.
FRATURA tipo Le Fort III: * Rotura do pilar transverso da face; * Sentido da força geralmente supero-inferior. GRAZIANI, Mário. Anatomia Aplicada,  In :GRAZIANI, M. Traumatologia Maxilofacial. RIO DE JANEIRO:Guanabara Koogan, p. 176-183, 1982.
FRATURA tipo LANNELANGUE: * Descrita inicialmente no ano de 1879; *Geralmente ocorre em associação à fratura transversa baixa. “ Caracteriza-se por uma disjunção ao nível da região mediana da maxila,  entre os processos horizontais do osso palatino.”    Diastema traumático entre incisivos centrais;    Laceração da mucosa recobrimento da rafe palatina. CRUZ, Ricardo L.; COSTA, Edgar A. Fraturas de maxila,  In : PSILAKIS, J.M.; ZANINI, S.A.; MÉLEGA, J.M.; CRUZ, R.L. Cirurgia Craniomaxilofacial: Osteotomias Estéticas da Face. RIO DE JANEIRO: MEDSI, p.515-534, 1987.
FRATURA tipo LANNELANGUE: GRAZIANI, Mário. Anatomia Aplicada,  In :GRAZIANI, M. Traumatologia Maxilofacial. RIO DE JANEIRO:Guanabara Koogan, p. 176-183, 1982. * Fratura mediana da maxila; * Maior prevalência em combinação com outras fraturas.
FRATURA tipo RICHET: *  Descrita inicialmente em 1857; “ Caracteriza-se por uma associação entre uma fratura transversa baixa unilateral e uma fratura mediana da maxila” - Movimento posterior causado pelo impacto ântero-lateral; - Mal oclusão do tipo mordida cruzada unilateral.  CRUZ, Ricardo L.; COSTA, Edgar A. Fraturas de maxila,  In : PSILAKIS, J.M.; ZANINI, S.A.; MÉLEGA, J.M.; CRUZ, R.L. Cirurgia Craniomaxilofacial: Osteotomias Estéticas da Face. RIO DE JANEIRO: MEDSI, p.515-534, 1987.
FRATURA tipo RICHET: GRAZIANI, Mário. Anatomia Aplicada,  In :GRAZIANI, M. Traumatologia Maxilofacial. RIO DE JANEIRO:Guanabara Koogan, p. 176-183, 1982.
FRATURA tipo WALTHER: * Descrita inicialmente em 1891; “ Caracteriza-se por uma associação entre uma fratura horizontal transversa completa e uma fratura mediana da maxila.” - Descrita também como fratura em quatro fragmentos; - Grande dificuldade para estabilização dos fragmentos em posição. CRUZ, Ricardo L.; COSTA, Edgar A. Fraturas de maxila,  In : PSILAKIS, J.M.; ZANINI, S.A.; MÉLEGA, J.M.; CRUZ, R.L. Cirurgia Craniomaxilofacial: Osteotomias Estéticas da Face. RIO DE JANEIRO: MEDSI, p.515-534, 1987.
FRATURAS COMPLEXAS DO TERÇO MÉDIO DA FACE:   GRAZIANI, Mário. Anatomia Aplicada,  In :GRAZIANI, M. Traumatologia Maxilofacial. RIO DE JANEIRO:Guanabara Koogan, p. 176-183, 1982.
Avaliação dos Pacientes A: Remoção corpos estranhos... B,C. Controlar hemorragia Estabilização Cânula de Guedel Anamnese Exame físico... face...mandíbula. Exame radiográfico
Diagnóstico de Fraturas mandibulares Anamnese Exame clínico Sinais sintomas Exame radiográfico
Exame Clínico
 
 
 
 
Exame Radiográfico Waters P.A. de face Perfil e perfil oblíquo Hirtz Towne com boca aberta Panorâmica Oclusal T.C.
P.A. de face