Traumas de Face ULBRA – Campus Cachoeira do Sul Curso de Odontologia Clínica Integral IV João  Batista Zanirato
Limites da CTBMF
 
SINAIS VITAIS Pressão: 120/80 Temperatura: 36,5 º C Pulsos carotídeos, radiais: de 60 a 80 bpm. Respiração: 15 vezes por min. The golden hour
A.T.L.S. (ADVANCED TRAUMA LIFE SUPPORT) A =  Airway : obtenção e manutenção das vias aéreas. B =  Breathing : ventilação proporcionada por métodos auxiliares. C  =  Circulation : circulação sangüínea proporcionada por compressões cardíacas externas.
AIRWAY / VIAS AÉREAS
BREATHING / VENTILAÇÃO 1. Ventilação boca a boca ou boca a máscara 2. AMBU (ambiental breathing unit) 3. Cânulas de Guedell 4. Intubação oro/naso traqueal
BREATHING / VENTILAÇÃO
BREATHING / VENTILAÇÃO
CIRCULATION / CIRCULAÇÃO SANGÜÍNEA MASSAGEM CARDÍACA: 2 PESSOAS: 5 compressões / 1 ventilação 1 PESSOA: 15 compressões / 5 ventilações
CIRCULATION / CIRCULAÇÃO SANGÜÍNEA
Primeiro controlar os sinais vitais e observar o ABC do Trauma e avaliação da consciência. Hemorragia facial ou bucal: interna compressão: Carótida externa, fa- externa cial, temporal superficial, lingual Meio adequado para crescimento bacteriano. Menor defesa contra bactérias – septicemia. Transtornos mecânicos : bloqueio  das  vias  respiratórias,  hemotórax, pneumotórax,  bloqueio  cardíaco,  aumento  da pressão intra-craniana . Uso de aspirador é importante para diagnóstico. Tratamento Das Feridas da Face
FERIDAS EM TECIDOS MOLES CLASSIFICAÇÃO: Contusão: sem descontinuidade dos tecidos. Abrasão: lesão por desgaste superficial dos tecidos. Laceração:  incisa: bordas limpa, margens bem delineadas contusa: rasgada
FERIDAS EM TECIDOS MOLES Feridas penetrantes: perfuração nos tecidos. Feridas por arma de fogo: perfurantes, laceradas Presença de corpos estranhos Queimaduras
CONTUSÕES Necrose: raro Contaminação: raro   TRATAMENTO: Hemorragia: “espectro” Conservador Anti-inflamatórios / Analgésicos Pomada (equimose) Gelo nas primeiras 12 horas
 
ABRASÕES - Hemorragia: rara - Necrose: superficial - Contaminação: superficial TRATAMENTO: Anestesia Limpar completamente - remover escaras - tatuagens traumáticas Curativo inicial com gaze lubrificada
 
 
LACERAÇÕES TRATAMENTO: Sutura primária precoce Feridas com menos de 6 horas de exposição Limpeza completa das feridas Debridamento adequado Hemostasia completa
LACERAÇÕES Sutura da ferida  - pontos de referência - planos profundos (suturas absorvíveis: categute, categute cromado, vicryl, monocryl) ,pele (nylon) e mucosa (seda ou nylon) - redução de fraturas ósseas Terapêutica de sustentação adequada
LACERAÇÕES Sutura primária tardia Feridas edemaciadas, infectadas e endurecidas - debridamento - redução de fraturas - curativos furacinados - verificar diariamente - remover áreas necróticas - restringir alimentação bucal
LACERAÇÕES TRATAMENTO DE SUPORTE: Drenagem: superficiais ou profundas Curativos gaze ou curativo compressivo troca em 48 h, remoção de suturas 6 a 10 dias Prevenção de infecções Profilaxia do tétano
 
 
 
FERIDAS PENETRANTES TRATAMENTO: Profilaxia do tétano e infecções Limpeza completa Sutura? Plástica secundariamente
 
FERIDAS POR ARMA DE FOGO  (FAF) TRATAMENTO: controle da hemorragia suturas após limpeza do ferimento suturar de “dentro  para  fora” (reduzir  fraturas e depois fechar tecidos moles) perda de substância tecidual Retirada dos projéteis: risco x benefício “ quando uma bala para de se mover, para de causar dano”
 
 
 
 
 
 
 
CORPOS ESTRANHOS dentes fragmentos ósseos vidro pedras  roupa  terra  madeira materiais restauradores
CORPOS ESTRANHOS TRATAMENTO: Remover corpo estranho para evitar infecção e atraso na cicatrização Antibioticoterapia até que a cicatrização primária tenha terminado Profilaxia do tétano
 
QUEIMADURAS Graus:  - 1 ° -  2 °  superficial - 2 °  profundo - 3 ° - 4 ° Toda a face    3% da superfície do corpo
QUEIMADURAS Tratamento local limpeza absoluta da superfície cobrir com gaze furacinada ou deixar aberta com PVP-I tópico enxertos de pele
QUEIMADURAS Tratamento de suporte controle da infecção prevenção do choque prevenção do tétano diminuição da dor
 
URGÊNCIAS EM FRATURAS FACIAIS Limpeza e manutenção das vias aéreas superiores livres Controle da hemorragia Estabilização das partes Bandagens Amarrias Arco de Erich
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DIAGNÓSTICO DAS FRATURAS DO COMPLEXO ZIGOMÁTICO-ORBITÁRIO CAUSAS DE TRAUMAS: agressão física acidentes de trânsito esportes de contato quedas  Acidentes de trabalho.
(pilar fronto-naso-maxilar) * Glabela, * Processo nasal do osso  frontal  * Ossos nasais; * Processo frontal do osso  maxilar; * Termina ao nível da fossa  canina    (processo alveolar da  maxila). PILAR CENTRAL SUPERFICIAL: SHAPIRO, H.H. Applied Anatomy of Head and Neck, 1947. STURLA, Flávio; ABSI, D. Plast. Reconstr. Surg. 1980.
PILAR CENTRAL PROFUNDO: SHAPIRO, H.H. Applied Anatomy of Head and Neck, 1947. STURLA, Flávio; ABSI, D. Plast. Reconstr. Surg. 1980. *  Vômer; * Lâmina perpendicular do osso etmóide; * Lâmina horizontal do osso palatino.
PILAR LATERAL SUPERFICIAL: SHAPIRO, H.H. Applied Anatomy of Head and Neck, 1947. STURLA, Flávio; ABSI, D. Plast. Reconstr. Surg. 1980. (pilar fronto-zigomático-maxilar) * Processo frontal do osso zigomático * Corpo do osso Zigomático * Processo Zigomático do osso maxilar * Processo temporal do osso zigomático
PILAR LATERAL PROFUNDO: SHAPIRO, H.H. Applied Anatomy of Head and Neck, 1947. STURLA, Flávio; ABSI, D. Plast. Reconstr. Surg. 1980. (pilar fronto-esfeno-maxilar) * Processo pterigóide do osso esfenóde; * Asa maior do osso esfenóide; * Asa menor do osso esfenóide; * Fissura orbitária.
Relação do zigoma com outras estruturas faciais PAREDE LÁTERO- MAXILA  SUPERIOR DO SEIO MAXILAR HEMO-SINUS EPISTAXE
Relação do zigoma com outras estruturas faciais MAIOR PARTE DA  CAV. ORBITÁRIA   PAREDE LATERAL DA ÓRBITA contato íntimo músc. reto inferior   SEPARA CAVIDADE ORBITÁRIA DO SEIO MAXILAR equimose subconjuntival, diplopia
Relação do zigoma com outras estruturas faciais NERVO   ATRAVESSA ASSOALHO INFRAORBITAL   DA ÓRBITA (ramo trigêmio)   EMERGE NO FORAME I.O. Alteração da sensibilidade na região cutânea da asa do nariz, lábio superior, dentes sup. (C e I)
Classificação das fraturas   (Knight e North, 1961) Grupo I :  SEM  DESLOCAMENTO SIGNIFICATIVO Fratura visível na radiografia; Neste grupo o tratamento não é necessário.
Classificação das fraturas   (Knight e North, 1961) Grupo II : FRATURAS DA ARCADA ZIGOMÁTICA Sem envolver as paredes do seio maxilar ou da  órbita; Trismo, mas não diplopia.
Classificação das fraturas   (Knight e North, 1961) Grupo III: FRATURAS DO CORPO SEM ROTAÇÃO Com deslocamento para dentro do antro; Achatamento da bochecha, com degrau palpável na margem infraorbitária.
Classificação das fraturas   (Knight e North, 1961) Grupo IV: FRATURAS DO CORPO COM  ROTAÇÃO MEDIAL Tipo  A : deslocamento para fora da proeminência zigom.; Tipo  B : deslocamento para dentro da sutura frontozigom.
Classificação das fraturas   (Knight e North, 1961) Grupo V: FRATURAS DO CORPO COM  ROTAÇÃO LATERAL Tipo  A : deslocamento para cima da margem infraorbitária; Tipo  B : deslocamento para fora da sutura frontozigom.
Classificação das fraturas   (Knight e North, 1961) Grupo VI: FRATURAS COMPLEXAS Estão incluídos todos os casos que apresentarem linhas adicionais de fratura no segmento principal.
DIAGNÓSTICO DAS FRATURAS DO COMPLEXO ZIGOMÁTICO-ORBITÁRIO Exame físico:       assimetria facial;      equimose subconjuntival;    edema e equimose periorbital;    queixa de dormência na região inervada  pelo n. infraorbitário;   (asa nariz, lábio superior, pálpebra inferior dentes I e C)
DIAGNÓSTICO DAS FRATURAS DO COMPLEXO ZIGOMÁTICO-ORBITÁRIO Exame físico:    diplopia Fratura por explosão (blow-out)
DIAGNÓSTICO DAS FRATURAS DO COMPLEXO ZIGOMÁTICO-ORBITÁRIO Exame físico:     limitação da abertura bucal    lesões de fibras do músculo temporal
DIAGNÓSTICO DAS FRATURAS DO COMPLEXO ZIGOMÁTICO-ORBITÁRIO Exame físico:       palpação bi-manual: borda infraorbitária sutura fronto-zigomática intrabucal
 
DIAGNÓSTICO DAS FRATURAS DO COMPLEXO ZIGOMÁTICO-ORBITÁRIO Exames radiográficos:   •  Incidência de Waters   •   Incidência de Waters reversa   •   Incidência submento - vértice (Hirtz)   •   Panorâmica   •   Tomografia computadorizada
Exames radiográficos:     Waters DIAGNÓSTICO DAS FRATURAS DO COMPLEXO ZIGOMÁTICO-ORBITÁRIO
INCIDÊNCIA DE WATERS
Exames radiográficos:     Hirtz submento - vértice DIAGNÓSTICO DAS FRATURAS DA ARCADA ZIGOMÁTICA
HIRTZ
INCIDÊNCIA DE HIRTZ
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA
CLASSIFICAÇÃO DAS FRATURAS DO OSSO MAXILAR FRATURA TRANSVERSA BAIXA: (Guerin, Duchange, tipo Le Fort I) 1901, René Le Fort descreve os traços de fraturas observados em cadáveres, submetidos a impactos desferidos de várias direções (Rev. Chir de Paris) “ Linha da fratura tangencia a margem inferior da abertura piriforme e dirige-se horizontalmente, através da parede anterior do seio maxilar até a tuberosidade (bilateralmente), comprometendo o processo pterigóide do osso esfenóide e causando a fratura ou disjunção ptérigo-maxilar.”   CRUZ, Ricardo L.; COSTA, Edgar A. Fraturas de maxila,  In : PSILAKIS, J.M.; ZANINI, S.A.; MÉLEGA, J.M.; CRUZ, R.L. Cirurgia Craniomaxilofacial: Osteotomias Estéticas da Face. RIO DE JANEIRO: MEDSI, p.515-534, 1987.
FRATURA TRANSVERSA BAIXA: GRAZIANI, Mário. Anatomia Aplicada,  In :GRAZIANI, M. Traumatologia Maxilofacial. RIO DE JANEIRO:Guanabara Koogan, p. 176-183, 1982 .
FRATURA PIRAMIDAL: Fratura tipo Le Fort II: “ Caracteriza por uma linha de fratura que se inicia na região dos ossos nasais, descendo pelo processo frontal do osso maxilar, e estendendo-se lateralmente através dos ossos lacrimais ao assoalho da órbita, rebordo infraorbitário e sutura zigomático-maxilar. A linha atinge então a parede lateral da maxila e estende-se ate o processo pterigóde do osso esfenoide, no qual causa a fratura ptérigo-maxilar.”  CRUZ, Ricardo L.; COSTA, Edgar A. Fraturas de maxila,  In : PSILAKIS, J.M.; ZANINI, S.A.; MÉLEGA, J.M.; CRUZ, R.L. Cirurgia Craniomaxilofacial: Osteotomias Estéticas da Face. RIO DE JANEIRO: MEDSI, p.515-534, 1987.
FRATURA PIRAMIDAL: Na fratura piramidal, tipo Le Fort II, NÃO HÁ, disjunção frontonasal!   GRAZIANI, Mário. Anatomia Aplicada,  In :GRAZIANI, M. Traumatologia Maxilofacial. RIO DE JANEIRO:Guanabara Koogan, p. 176-183, 1982.
FRATURA tipo Le Fort III: (Disjunção crâniofacial) “ Caracteriza-se por uma linha de fratura que estende-se desde a região da sutura fronto-nasal, passando pelas paredes mediais e do assoalhos das órbitas, alcançando as suturas zigomático-frontal e zigomático-temporal.”   * Completa separação do esqueleto facial e craniano; * Não é uma fratura crâniofacial. CRUZ, Ricardo L.; COSTA, Edgar A. Fraturas de maxila,  In : PSILAKIS, J.M.; ZANINI, S.A.; MÉLEGA, J.M.; CRUZ, R.L. Cirurgia Craniomaxilofacial: Osteotomias Estéticas da Face. RIO DE JANEIRO: MEDSI, p.515-534, 1987.
FRATURA tipo Le Fort III: * Rotura do pilar transverso da face; * Sentido da força geralmente supero-inferior. GRAZIANI, Mário. Anatomia Aplicada,  In :GRAZIANI, M. Traumatologia Maxilofacial. RIO DE JANEIRO:Guanabara Koogan, p. 176-183, 1982.
FRATURA tipo LANNELANGUE: * Descrita inicialmente no ano de 1879; *Geralmente ocorre em associação à fratura transversa baixa. “ Caracteriza-se por uma disjunção ao nível da região mediana da maxila,  entre os processos horizontais do osso palatino.”    Diastema traumático entre incisivos centrais;    Laceração da mucosa recobrimento da rafe palatina. CRUZ, Ricardo L.; COSTA, Edgar A. Fraturas de maxila,  In : PSILAKIS, J.M.; ZANINI, S.A.; MÉLEGA, J.M.; CRUZ, R.L. Cirurgia Craniomaxilofacial: Osteotomias Estéticas da Face. RIO DE JANEIRO: MEDSI, p.515-534, 1987.
FRATURA tipo LANNELANGUE: GRAZIANI, Mário. Anatomia Aplicada,  In :GRAZIANI, M. Traumatologia Maxilofacial. RIO DE JANEIRO:Guanabara Koogan, p. 176-183, 1982. * Fratura mediana da maxila; * Maior prevalência em combinação com outras fraturas.
FRATURA tipo RICHET: *  Descrita inicialmente em 1857; “ Caracteriza-se por uma associação entre uma fratura transversa baixa unilateral e uma fratura mediana da maxila” - Movimento posterior causado pelo impacto ântero-lateral; - Mal oclusão do tipo mordida cruzada unilateral.  CRUZ, Ricardo L.; COSTA, Edgar A. Fraturas de maxila,  In : PSILAKIS, J.M.; ZANINI, S.A.; MÉLEGA, J.M.; CRUZ, R.L. Cirurgia Craniomaxilofacial: Osteotomias Estéticas da Face. RIO DE JANEIRO: MEDSI, p.515-534, 1987.
FRATURA tipo RICHET: GRAZIANI, Mário. Anatomia Aplicada,  In :GRAZIANI, M. Traumatologia Maxilofacial. RIO DE JANEIRO:Guanabara Koogan, p. 176-183, 1982.
FRATURA tipo WALTHER: * Descrita inicialmente em 1891; “ Caracteriza-se por uma associação entre uma fratura horizontal transversa completa e uma fratura mediana da maxila.” - Descrita também como fratura em quatro fragmentos; - Grande dificuldade para estabilização dos fragmentos em posição. CRUZ, Ricardo L.; COSTA, Edgar A. Fraturas de maxila,  In : PSILAKIS, J.M.; ZANINI, S.A.; MÉLEGA, J.M.; CRUZ, R.L. Cirurgia Craniomaxilofacial: Osteotomias Estéticas da Face. RIO DE JANEIRO: MEDSI, p.515-534, 1987.
FRATURAS COMPLEXAS DO TERÇO MÉDIO DA FACE:   GRAZIANI, Mário. Anatomia Aplicada,  In :GRAZIANI, M. Traumatologia Maxilofacial. RIO DE JANEIRO:Guanabara Koogan, p. 176-183, 1982.
Avaliação dos Pacientes A: Remoção corpos estranhos... B,C. Controlar hemorragia Estabilização Cânula de Guedel Anamnese Exame físico... face...mandíbula. Exame radiográfico
Diagnóstico de Fraturas mandibulares Anamnese Exame clínico Sinais sintomas Exame radiográfico
Exame Clínico
 
 
 
 
Exame Radiográfico Waters P.A. de face Perfil e perfil oblíquo Hirtz Towne com boca aberta Panorâmica Oclusal T.C.
P.A. de face
Perfil e perfil oblíquo
Towne com boca aberta
Panorâmica
T.C. TC com ou sem reconstru-ção tridimensi-onal
Fraturas mandibulares – classificação quanto a Localização Condilares De ângulo De corpo Sinfisária e para-sinfisária Alveolar De ramo De processo coronóide
Freqüência
Tipos: Quanto à extensão da injúria Galho verde – Simples – Cominutiva - Composta ou exposta
Quanto ao deslocamento   Favoráveis  Desfavoráveis
Tratamento das Fraturas de   Face Reabilitação máxima Rápida reparação óssea Retorno à função mastigatória e fonação Retorno à estética anterior Minimizar efeitos adversos causados pela dificuldade nutricional do paciente Minimizar o desconforto
Estabilização Óssea/Dentária Odontossíntese Utiliza apenas os dentes como meio de fixação Osteossíntese Fixa diretamente osso contra osso Fios de aço Placas de Champy Placas A.O. Micro-placas e malhas de aço
ODONTOSSÍNTESE Manobra na qual utiliza-se de recursos para se fazer a imobilização de elementos dentários e estruturas adjacentes, após um trauma, que pode ou não ter atingido estes dentes.
Princípios Cirúrgicos Avaliação geral, análise das fraturas e plano de tratamento Cirurgia o mais precoce possível Redução da fratura Fixação, contenção e imobilização dos segmentos ósseos Restauração da oclusão original Prevenção e erradicação da infecção
Avaliação do Terço Médio da Face Mobilidade da maxila, isolada ou combinada a ossos nasais ou zigomáticos. Palpação da região média, superior e nasal. Medição intercantal e Simetria nasal. Visualizar área interna do nariz (espéculo). Intra-bucal  -  lacerações  de  mucosa, equimoses, oclusão e mobilidade dentária. Equimoses peri-orbitárias, subconjuntivais... Cheiro de sangue e saliva
Avaliação do Terço Médio da Face Limitação de abertura bucal Desvio da linha média e maloclusão Manipulação do maxilar anterior e posterior bilateral Observar aspecto facial, maxilares e nariz Procurar diplopia, enoftalmia, desnível ocular e perda da acuidade visual. Hemorragia ótica e nasal Parestesia ou anestesia infra-orbitária
 
TRATAMENTO DA FRATURA DO ZIGOMA CIRÚRGICO ANESTESIA GERAL ABORDAGENS:  EXTRA-BUCAL INTRA-BUCAL SUPRACILIAR PALPEBRAL INFERIOR MÉTODO DE GILLIES TRANSCUTÂNEA
 
 
 
 
 
 
 
 
TRATAMENTO DAS FRATURAS DO COMPLEXO MAXILOZIGOMÁTICO   fraturas da arcada zigomática Abordagem temporal ou Método de Gillies 1. Preparo do local da incisão: raspar o cabelo da região temporal; 2. Incisão  (2cm) da pele e da aponeurose temporal,  3. Desliza-se um instrumento (forte elevador ou espátula de Rowe-Bristow), na fossa temporal, sob a arcada zigomática;
TRATAMENTO DAS FRATURAS DO COMPLEXO MAXILOZIGOMÁTICO   fraturas da arcada zigomática Abordagem temporal ou Método de Gillies 4. Uma forte ação de alavanca é exercida tendo como fulcro um maço de gaze colocada na reg. parietal e reduz a fratura, enquanto a outra mão palpa as estruturas através da pele; 5. Há um engrenamento dos fragmentos ósseos, o que mantém a estabilidade da fratura.
 
 
 
 
ABORDAGEM TRANSCUTÂNEA
Acesso intrabucal
TRATAMENTO DAS FRATURAS DO COMPLEXO MAXILOZIGOMÁTICO   fraturas da arcada e corpo zigomático Abordagem intrabucal 1. Incisão da mucosa na região do molares; 2. Divulsão submucosa; 3. Introdução alavanca sob a arcada zigomática e redução dos fragmentos ósseos. 4. Corpo: alavanca por trás da tuberosidade.
 
Acesso subpalpebral e fixação borda infraorbitária Fratura pilar zigomático
 
 
 
 
 
 
Hemorragia ótica fratura fossa craniana média, condilar ou ferida primária no canal auditivo externo Rinorréia cérebro-espinhal (epistaxe) não tentar mobilizar absorver em lenço de papel e deixar secar, se endurece ao secar: muco prova da glicose com fitas (+) LCE; (incorreto se houver sangue) Antibioticoterapia profilática Sinais neurológicos importantes:  perda de consciência, letargia,  cefaléia  intensa,  vômitos,  pupilas dilatadas e fixas , lesão nervos  oculomotor  e  facial,  equimose mastoidéia, aumento temperatura, otorragia
Tratamento de Fraturas de Mandíbula Fixação maxilo-mandibular (casos desfavoráveis ao deslocamento) Osteosíntese com fios de aço Osteossíntese com placas de Champy Parafusos bi-corticais Fios de kirshner Fixações extra bucais
Oclusão e estabilização
Redução Fechada Indicações Em fraturas favoráveis Onde se possa manter a FIM por seis a sete semanas Fraturas condilares Antes de realizar uma redução aberta Quando não se pode lançar mão de placas e parafusos
Redução fechada - tempo de FIM Fraturas condilares adultos: 2 a 3 semanas crianças:  10 a 14 dias fisioterapia após Fraturas de corpo e ramo 6 a 7 semanas
Cirurgia aberta - Indicações Se após a FIM não houve correta redução da fratura Deslocamento ósseo contínuo Fraturas desfavoráveis
Vantagens da fixação rígida Maior conforto diminuição do período de FIM melhor condição de higiene e nutrição maior segurança para pacientes com crise convulsiva melhores condições para tratamento de pacientes politraumatizados
Placas de Champy
Odontossínteses Hoorizontais Escada Ivy simples e contínua Em oito Arcos de Erich Goteiras Verticais Ivy Gilmer Arcos de Erich Goteriras
Odontossíntese Ivy Contínua
ODONTOSSÍNTESE DE GILMER
ODONTOSSÍNTESE DE GILMER
ODONTOSSÍNTESE DE IVY  (SIMPLES)
ODONTOSSÍNTESE DE IVY  (CONTÍNUA)
ODONTOSSÍNTESE COM ARCO DE ERICH
 
 
 
 
Goteiras
 
 
Odontossíntese vertical direta
Traqueostomia Prevenir asfixia devido a blo-queio na faringe ou laringe Corpos estranhos inalados ir-removíveis, edema  agudo  de laringe, trauma ou  feridas na laringe, fraturas cominutivas compostas, que bloqueiam a passagem do ar. Ansiedade,  cianose  cinza, respiração  curta  e rápida, afundamento  dos  tecidos supra-esternais,  fossa supra-clavicular,  espaços intercostais e epigástrico .
Resposta Pupilar e Movimento  Ocular Isocoria Anisocoria Midríase Miose História de drogas Nistagno (movimento pendular do olho) Avaliação da cabeça
Cricotiroidectomia  voltar
Entubação sub-mento-oro-traqueal (Revista do Colégio Brasileiro de CTBMF -  Wesley Cabral Rocha ) Voltar

Trauma de face

  • 1.
    Traumas de FaceULBRA – Campus Cachoeira do Sul Curso de Odontologia Clínica Integral IV João Batista Zanirato
  • 2.
  • 3.
  • 4.
    SINAIS VITAIS Pressão:120/80 Temperatura: 36,5 º C Pulsos carotídeos, radiais: de 60 a 80 bpm. Respiração: 15 vezes por min. The golden hour
  • 5.
    A.T.L.S. (ADVANCED TRAUMALIFE SUPPORT) A = Airway : obtenção e manutenção das vias aéreas. B = Breathing : ventilação proporcionada por métodos auxiliares. C = Circulation : circulação sangüínea proporcionada por compressões cardíacas externas.
  • 6.
  • 7.
    BREATHING / VENTILAÇÃO1. Ventilação boca a boca ou boca a máscara 2. AMBU (ambiental breathing unit) 3. Cânulas de Guedell 4. Intubação oro/naso traqueal
  • 8.
  • 9.
  • 10.
    CIRCULATION / CIRCULAÇÃOSANGÜÍNEA MASSAGEM CARDÍACA: 2 PESSOAS: 5 compressões / 1 ventilação 1 PESSOA: 15 compressões / 5 ventilações
  • 11.
  • 12.
    Primeiro controlar ossinais vitais e observar o ABC do Trauma e avaliação da consciência. Hemorragia facial ou bucal: interna compressão: Carótida externa, fa- externa cial, temporal superficial, lingual Meio adequado para crescimento bacteriano. Menor defesa contra bactérias – septicemia. Transtornos mecânicos : bloqueio das vias respiratórias, hemotórax, pneumotórax, bloqueio cardíaco, aumento da pressão intra-craniana . Uso de aspirador é importante para diagnóstico. Tratamento Das Feridas da Face
  • 13.
    FERIDAS EM TECIDOSMOLES CLASSIFICAÇÃO: Contusão: sem descontinuidade dos tecidos. Abrasão: lesão por desgaste superficial dos tecidos. Laceração: incisa: bordas limpa, margens bem delineadas contusa: rasgada
  • 14.
    FERIDAS EM TECIDOSMOLES Feridas penetrantes: perfuração nos tecidos. Feridas por arma de fogo: perfurantes, laceradas Presença de corpos estranhos Queimaduras
  • 15.
    CONTUSÕES Necrose: raroContaminação: raro TRATAMENTO: Hemorragia: “espectro” Conservador Anti-inflamatórios / Analgésicos Pomada (equimose) Gelo nas primeiras 12 horas
  • 16.
  • 17.
    ABRASÕES - Hemorragia:rara - Necrose: superficial - Contaminação: superficial TRATAMENTO: Anestesia Limpar completamente - remover escaras - tatuagens traumáticas Curativo inicial com gaze lubrificada
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  • 19.
  • 20.
    LACERAÇÕES TRATAMENTO: Suturaprimária precoce Feridas com menos de 6 horas de exposição Limpeza completa das feridas Debridamento adequado Hemostasia completa
  • 21.
    LACERAÇÕES Sutura daferida - pontos de referência - planos profundos (suturas absorvíveis: categute, categute cromado, vicryl, monocryl) ,pele (nylon) e mucosa (seda ou nylon) - redução de fraturas ósseas Terapêutica de sustentação adequada
  • 22.
    LACERAÇÕES Sutura primáriatardia Feridas edemaciadas, infectadas e endurecidas - debridamento - redução de fraturas - curativos furacinados - verificar diariamente - remover áreas necróticas - restringir alimentação bucal
  • 23.
    LACERAÇÕES TRATAMENTO DESUPORTE: Drenagem: superficiais ou profundas Curativos gaze ou curativo compressivo troca em 48 h, remoção de suturas 6 a 10 dias Prevenção de infecções Profilaxia do tétano
  • 24.
  • 25.
  • 26.
  • 27.
    FERIDAS PENETRANTES TRATAMENTO:Profilaxia do tétano e infecções Limpeza completa Sutura? Plástica secundariamente
  • 28.
  • 29.
    FERIDAS POR ARMADE FOGO (FAF) TRATAMENTO: controle da hemorragia suturas após limpeza do ferimento suturar de “dentro para fora” (reduzir fraturas e depois fechar tecidos moles) perda de substância tecidual Retirada dos projéteis: risco x benefício “ quando uma bala para de se mover, para de causar dano”
  • 30.
  • 31.
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    CORPOS ESTRANHOS dentesfragmentos ósseos vidro pedras roupa terra madeira materiais restauradores
  • 38.
    CORPOS ESTRANHOS TRATAMENTO:Remover corpo estranho para evitar infecção e atraso na cicatrização Antibioticoterapia até que a cicatrização primária tenha terminado Profilaxia do tétano
  • 39.
  • 40.
    QUEIMADURAS Graus: - 1 ° - 2 ° superficial - 2 ° profundo - 3 ° - 4 ° Toda a face  3% da superfície do corpo
  • 41.
    QUEIMADURAS Tratamento locallimpeza absoluta da superfície cobrir com gaze furacinada ou deixar aberta com PVP-I tópico enxertos de pele
  • 42.
    QUEIMADURAS Tratamento desuporte controle da infecção prevenção do choque prevenção do tétano diminuição da dor
  • 43.
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    URGÊNCIAS EM FRATURASFACIAIS Limpeza e manutenção das vias aéreas superiores livres Controle da hemorragia Estabilização das partes Bandagens Amarrias Arco de Erich
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    DIAGNÓSTICO DAS FRATURASDO COMPLEXO ZIGOMÁTICO-ORBITÁRIO CAUSAS DE TRAUMAS: agressão física acidentes de trânsito esportes de contato quedas Acidentes de trabalho.
  • 55.
    (pilar fronto-naso-maxilar) *Glabela, * Processo nasal do osso frontal * Ossos nasais; * Processo frontal do osso maxilar; * Termina ao nível da fossa canina (processo alveolar da maxila). PILAR CENTRAL SUPERFICIAL: SHAPIRO, H.H. Applied Anatomy of Head and Neck, 1947. STURLA, Flávio; ABSI, D. Plast. Reconstr. Surg. 1980.
  • 56.
    PILAR CENTRAL PROFUNDO:SHAPIRO, H.H. Applied Anatomy of Head and Neck, 1947. STURLA, Flávio; ABSI, D. Plast. Reconstr. Surg. 1980. * Vômer; * Lâmina perpendicular do osso etmóide; * Lâmina horizontal do osso palatino.
  • 57.
    PILAR LATERAL SUPERFICIAL:SHAPIRO, H.H. Applied Anatomy of Head and Neck, 1947. STURLA, Flávio; ABSI, D. Plast. Reconstr. Surg. 1980. (pilar fronto-zigomático-maxilar) * Processo frontal do osso zigomático * Corpo do osso Zigomático * Processo Zigomático do osso maxilar * Processo temporal do osso zigomático
  • 58.
    PILAR LATERAL PROFUNDO:SHAPIRO, H.H. Applied Anatomy of Head and Neck, 1947. STURLA, Flávio; ABSI, D. Plast. Reconstr. Surg. 1980. (pilar fronto-esfeno-maxilar) * Processo pterigóide do osso esfenóde; * Asa maior do osso esfenóide; * Asa menor do osso esfenóide; * Fissura orbitária.
  • 59.
    Relação do zigomacom outras estruturas faciais PAREDE LÁTERO- MAXILA SUPERIOR DO SEIO MAXILAR HEMO-SINUS EPISTAXE
  • 60.
    Relação do zigomacom outras estruturas faciais MAIOR PARTE DA CAV. ORBITÁRIA PAREDE LATERAL DA ÓRBITA contato íntimo músc. reto inferior SEPARA CAVIDADE ORBITÁRIA DO SEIO MAXILAR equimose subconjuntival, diplopia
  • 61.
    Relação do zigomacom outras estruturas faciais NERVO ATRAVESSA ASSOALHO INFRAORBITAL DA ÓRBITA (ramo trigêmio) EMERGE NO FORAME I.O. Alteração da sensibilidade na região cutânea da asa do nariz, lábio superior, dentes sup. (C e I)
  • 62.
    Classificação das fraturas (Knight e North, 1961) Grupo I : SEM DESLOCAMENTO SIGNIFICATIVO Fratura visível na radiografia; Neste grupo o tratamento não é necessário.
  • 63.
    Classificação das fraturas (Knight e North, 1961) Grupo II : FRATURAS DA ARCADA ZIGOMÁTICA Sem envolver as paredes do seio maxilar ou da órbita; Trismo, mas não diplopia.
  • 64.
    Classificação das fraturas (Knight e North, 1961) Grupo III: FRATURAS DO CORPO SEM ROTAÇÃO Com deslocamento para dentro do antro; Achatamento da bochecha, com degrau palpável na margem infraorbitária.
  • 65.
    Classificação das fraturas (Knight e North, 1961) Grupo IV: FRATURAS DO CORPO COM ROTAÇÃO MEDIAL Tipo A : deslocamento para fora da proeminência zigom.; Tipo B : deslocamento para dentro da sutura frontozigom.
  • 66.
    Classificação das fraturas (Knight e North, 1961) Grupo V: FRATURAS DO CORPO COM ROTAÇÃO LATERAL Tipo A : deslocamento para cima da margem infraorbitária; Tipo B : deslocamento para fora da sutura frontozigom.
  • 67.
    Classificação das fraturas (Knight e North, 1961) Grupo VI: FRATURAS COMPLEXAS Estão incluídos todos os casos que apresentarem linhas adicionais de fratura no segmento principal.
  • 68.
    DIAGNÓSTICO DAS FRATURASDO COMPLEXO ZIGOMÁTICO-ORBITÁRIO Exame físico:  assimetria facial;  equimose subconjuntival;  edema e equimose periorbital;  queixa de dormência na região inervada pelo n. infraorbitário; (asa nariz, lábio superior, pálpebra inferior dentes I e C)
  • 69.
    DIAGNÓSTICO DAS FRATURASDO COMPLEXO ZIGOMÁTICO-ORBITÁRIO Exame físico:  diplopia Fratura por explosão (blow-out)
  • 70.
    DIAGNÓSTICO DAS FRATURASDO COMPLEXO ZIGOMÁTICO-ORBITÁRIO Exame físico:  limitação da abertura bucal  lesões de fibras do músculo temporal
  • 71.
    DIAGNÓSTICO DAS FRATURASDO COMPLEXO ZIGOMÁTICO-ORBITÁRIO Exame físico:  palpação bi-manual: borda infraorbitária sutura fronto-zigomática intrabucal
  • 72.
  • 73.
    DIAGNÓSTICO DAS FRATURASDO COMPLEXO ZIGOMÁTICO-ORBITÁRIO Exames radiográficos: • Incidência de Waters • Incidência de Waters reversa • Incidência submento - vértice (Hirtz) • Panorâmica • Tomografia computadorizada
  • 74.
    Exames radiográficos:  Waters DIAGNÓSTICO DAS FRATURAS DO COMPLEXO ZIGOMÁTICO-ORBITÁRIO
  • 75.
  • 76.
    Exames radiográficos:  Hirtz submento - vértice DIAGNÓSTICO DAS FRATURAS DA ARCADA ZIGOMÁTICA
  • 77.
  • 78.
  • 79.
  • 80.
    CLASSIFICAÇÃO DAS FRATURASDO OSSO MAXILAR FRATURA TRANSVERSA BAIXA: (Guerin, Duchange, tipo Le Fort I) 1901, René Le Fort descreve os traços de fraturas observados em cadáveres, submetidos a impactos desferidos de várias direções (Rev. Chir de Paris) “ Linha da fratura tangencia a margem inferior da abertura piriforme e dirige-se horizontalmente, através da parede anterior do seio maxilar até a tuberosidade (bilateralmente), comprometendo o processo pterigóide do osso esfenóide e causando a fratura ou disjunção ptérigo-maxilar.” CRUZ, Ricardo L.; COSTA, Edgar A. Fraturas de maxila, In : PSILAKIS, J.M.; ZANINI, S.A.; MÉLEGA, J.M.; CRUZ, R.L. Cirurgia Craniomaxilofacial: Osteotomias Estéticas da Face. RIO DE JANEIRO: MEDSI, p.515-534, 1987.
  • 81.
    FRATURA TRANSVERSA BAIXA:GRAZIANI, Mário. Anatomia Aplicada, In :GRAZIANI, M. Traumatologia Maxilofacial. RIO DE JANEIRO:Guanabara Koogan, p. 176-183, 1982 .
  • 82.
    FRATURA PIRAMIDAL: Fraturatipo Le Fort II: “ Caracteriza por uma linha de fratura que se inicia na região dos ossos nasais, descendo pelo processo frontal do osso maxilar, e estendendo-se lateralmente através dos ossos lacrimais ao assoalho da órbita, rebordo infraorbitário e sutura zigomático-maxilar. A linha atinge então a parede lateral da maxila e estende-se ate o processo pterigóde do osso esfenoide, no qual causa a fratura ptérigo-maxilar.” CRUZ, Ricardo L.; COSTA, Edgar A. Fraturas de maxila, In : PSILAKIS, J.M.; ZANINI, S.A.; MÉLEGA, J.M.; CRUZ, R.L. Cirurgia Craniomaxilofacial: Osteotomias Estéticas da Face. RIO DE JANEIRO: MEDSI, p.515-534, 1987.
  • 83.
    FRATURA PIRAMIDAL: Nafratura piramidal, tipo Le Fort II, NÃO HÁ, disjunção frontonasal! GRAZIANI, Mário. Anatomia Aplicada, In :GRAZIANI, M. Traumatologia Maxilofacial. RIO DE JANEIRO:Guanabara Koogan, p. 176-183, 1982.
  • 84.
    FRATURA tipo LeFort III: (Disjunção crâniofacial) “ Caracteriza-se por uma linha de fratura que estende-se desde a região da sutura fronto-nasal, passando pelas paredes mediais e do assoalhos das órbitas, alcançando as suturas zigomático-frontal e zigomático-temporal.” * Completa separação do esqueleto facial e craniano; * Não é uma fratura crâniofacial. CRUZ, Ricardo L.; COSTA, Edgar A. Fraturas de maxila, In : PSILAKIS, J.M.; ZANINI, S.A.; MÉLEGA, J.M.; CRUZ, R.L. Cirurgia Craniomaxilofacial: Osteotomias Estéticas da Face. RIO DE JANEIRO: MEDSI, p.515-534, 1987.
  • 85.
    FRATURA tipo LeFort III: * Rotura do pilar transverso da face; * Sentido da força geralmente supero-inferior. GRAZIANI, Mário. Anatomia Aplicada, In :GRAZIANI, M. Traumatologia Maxilofacial. RIO DE JANEIRO:Guanabara Koogan, p. 176-183, 1982.
  • 86.
    FRATURA tipo LANNELANGUE:* Descrita inicialmente no ano de 1879; *Geralmente ocorre em associação à fratura transversa baixa. “ Caracteriza-se por uma disjunção ao nível da região mediana da maxila, entre os processos horizontais do osso palatino.”  Diastema traumático entre incisivos centrais;  Laceração da mucosa recobrimento da rafe palatina. CRUZ, Ricardo L.; COSTA, Edgar A. Fraturas de maxila, In : PSILAKIS, J.M.; ZANINI, S.A.; MÉLEGA, J.M.; CRUZ, R.L. Cirurgia Craniomaxilofacial: Osteotomias Estéticas da Face. RIO DE JANEIRO: MEDSI, p.515-534, 1987.
  • 87.
    FRATURA tipo LANNELANGUE:GRAZIANI, Mário. Anatomia Aplicada, In :GRAZIANI, M. Traumatologia Maxilofacial. RIO DE JANEIRO:Guanabara Koogan, p. 176-183, 1982. * Fratura mediana da maxila; * Maior prevalência em combinação com outras fraturas.
  • 88.
    FRATURA tipo RICHET:* Descrita inicialmente em 1857; “ Caracteriza-se por uma associação entre uma fratura transversa baixa unilateral e uma fratura mediana da maxila” - Movimento posterior causado pelo impacto ântero-lateral; - Mal oclusão do tipo mordida cruzada unilateral. CRUZ, Ricardo L.; COSTA, Edgar A. Fraturas de maxila, In : PSILAKIS, J.M.; ZANINI, S.A.; MÉLEGA, J.M.; CRUZ, R.L. Cirurgia Craniomaxilofacial: Osteotomias Estéticas da Face. RIO DE JANEIRO: MEDSI, p.515-534, 1987.
  • 89.
    FRATURA tipo RICHET:GRAZIANI, Mário. Anatomia Aplicada, In :GRAZIANI, M. Traumatologia Maxilofacial. RIO DE JANEIRO:Guanabara Koogan, p. 176-183, 1982.
  • 90.
    FRATURA tipo WALTHER:* Descrita inicialmente em 1891; “ Caracteriza-se por uma associação entre uma fratura horizontal transversa completa e uma fratura mediana da maxila.” - Descrita também como fratura em quatro fragmentos; - Grande dificuldade para estabilização dos fragmentos em posição. CRUZ, Ricardo L.; COSTA, Edgar A. Fraturas de maxila, In : PSILAKIS, J.M.; ZANINI, S.A.; MÉLEGA, J.M.; CRUZ, R.L. Cirurgia Craniomaxilofacial: Osteotomias Estéticas da Face. RIO DE JANEIRO: MEDSI, p.515-534, 1987.
  • 91.
    FRATURAS COMPLEXAS DOTERÇO MÉDIO DA FACE: GRAZIANI, Mário. Anatomia Aplicada, In :GRAZIANI, M. Traumatologia Maxilofacial. RIO DE JANEIRO:Guanabara Koogan, p. 176-183, 1982.
  • 92.
    Avaliação dos PacientesA: Remoção corpos estranhos... B,C. Controlar hemorragia Estabilização Cânula de Guedel Anamnese Exame físico... face...mandíbula. Exame radiográfico
  • 93.
    Diagnóstico de Fraturasmandibulares Anamnese Exame clínico Sinais sintomas Exame radiográfico
  • 94.
  • 95.
  • 96.
  • 97.
  • 98.
  • 99.
    Exame Radiográfico WatersP.A. de face Perfil e perfil oblíquo Hirtz Towne com boca aberta Panorâmica Oclusal T.C.
  • 100.
  • 101.
  • 102.
  • 103.
  • 104.
    T.C. TC comou sem reconstru-ção tridimensi-onal
  • 105.
    Fraturas mandibulares –classificação quanto a Localização Condilares De ângulo De corpo Sinfisária e para-sinfisária Alveolar De ramo De processo coronóide
  • 106.
  • 107.
    Tipos: Quanto àextensão da injúria Galho verde – Simples – Cominutiva - Composta ou exposta
  • 108.
    Quanto ao deslocamento Favoráveis Desfavoráveis
  • 109.
    Tratamento das Fraturasde Face Reabilitação máxima Rápida reparação óssea Retorno à função mastigatória e fonação Retorno à estética anterior Minimizar efeitos adversos causados pela dificuldade nutricional do paciente Minimizar o desconforto
  • 110.
    Estabilização Óssea/Dentária OdontossínteseUtiliza apenas os dentes como meio de fixação Osteossíntese Fixa diretamente osso contra osso Fios de aço Placas de Champy Placas A.O. Micro-placas e malhas de aço
  • 111.
    ODONTOSSÍNTESE Manobra naqual utiliza-se de recursos para se fazer a imobilização de elementos dentários e estruturas adjacentes, após um trauma, que pode ou não ter atingido estes dentes.
  • 112.
    Princípios Cirúrgicos Avaliaçãogeral, análise das fraturas e plano de tratamento Cirurgia o mais precoce possível Redução da fratura Fixação, contenção e imobilização dos segmentos ósseos Restauração da oclusão original Prevenção e erradicação da infecção
  • 113.
    Avaliação do TerçoMédio da Face Mobilidade da maxila, isolada ou combinada a ossos nasais ou zigomáticos. Palpação da região média, superior e nasal. Medição intercantal e Simetria nasal. Visualizar área interna do nariz (espéculo). Intra-bucal - lacerações de mucosa, equimoses, oclusão e mobilidade dentária. Equimoses peri-orbitárias, subconjuntivais... Cheiro de sangue e saliva
  • 114.
    Avaliação do TerçoMédio da Face Limitação de abertura bucal Desvio da linha média e maloclusão Manipulação do maxilar anterior e posterior bilateral Observar aspecto facial, maxilares e nariz Procurar diplopia, enoftalmia, desnível ocular e perda da acuidade visual. Hemorragia ótica e nasal Parestesia ou anestesia infra-orbitária
  • 115.
  • 116.
    TRATAMENTO DA FRATURADO ZIGOMA CIRÚRGICO ANESTESIA GERAL ABORDAGENS: EXTRA-BUCAL INTRA-BUCAL SUPRACILIAR PALPEBRAL INFERIOR MÉTODO DE GILLIES TRANSCUTÂNEA
  • 117.
  • 118.
  • 119.
  • 120.
  • 121.
  • 122.
  • 123.
  • 124.
  • 125.
    TRATAMENTO DAS FRATURASDO COMPLEXO MAXILOZIGOMÁTICO fraturas da arcada zigomática Abordagem temporal ou Método de Gillies 1. Preparo do local da incisão: raspar o cabelo da região temporal; 2. Incisão (2cm) da pele e da aponeurose temporal, 3. Desliza-se um instrumento (forte elevador ou espátula de Rowe-Bristow), na fossa temporal, sob a arcada zigomática;
  • 126.
    TRATAMENTO DAS FRATURASDO COMPLEXO MAXILOZIGOMÁTICO fraturas da arcada zigomática Abordagem temporal ou Método de Gillies 4. Uma forte ação de alavanca é exercida tendo como fulcro um maço de gaze colocada na reg. parietal e reduz a fratura, enquanto a outra mão palpa as estruturas através da pele; 5. Há um engrenamento dos fragmentos ósseos, o que mantém a estabilidade da fratura.
  • 127.
  • 128.
  • 129.
  • 130.
  • 131.
  • 132.
  • 133.
    TRATAMENTO DAS FRATURASDO COMPLEXO MAXILOZIGOMÁTICO fraturas da arcada e corpo zigomático Abordagem intrabucal 1. Incisão da mucosa na região do molares; 2. Divulsão submucosa; 3. Introdução alavanca sob a arcada zigomática e redução dos fragmentos ósseos. 4. Corpo: alavanca por trás da tuberosidade.
  • 134.
  • 135.
    Acesso subpalpebral efixação borda infraorbitária Fratura pilar zigomático
  • 136.
  • 137.
  • 138.
  • 139.
  • 140.
  • 141.
  • 142.
    Hemorragia ótica fraturafossa craniana média, condilar ou ferida primária no canal auditivo externo Rinorréia cérebro-espinhal (epistaxe) não tentar mobilizar absorver em lenço de papel e deixar secar, se endurece ao secar: muco prova da glicose com fitas (+) LCE; (incorreto se houver sangue) Antibioticoterapia profilática Sinais neurológicos importantes: perda de consciência, letargia, cefaléia intensa, vômitos, pupilas dilatadas e fixas , lesão nervos oculomotor e facial, equimose mastoidéia, aumento temperatura, otorragia
  • 143.
    Tratamento de Fraturasde Mandíbula Fixação maxilo-mandibular (casos desfavoráveis ao deslocamento) Osteosíntese com fios de aço Osteossíntese com placas de Champy Parafusos bi-corticais Fios de kirshner Fixações extra bucais
  • 144.
  • 145.
    Redução Fechada IndicaçõesEm fraturas favoráveis Onde se possa manter a FIM por seis a sete semanas Fraturas condilares Antes de realizar uma redução aberta Quando não se pode lançar mão de placas e parafusos
  • 146.
    Redução fechada -tempo de FIM Fraturas condilares adultos: 2 a 3 semanas crianças: 10 a 14 dias fisioterapia após Fraturas de corpo e ramo 6 a 7 semanas
  • 147.
    Cirurgia aberta -Indicações Se após a FIM não houve correta redução da fratura Deslocamento ósseo contínuo Fraturas desfavoráveis
  • 148.
    Vantagens da fixaçãorígida Maior conforto diminuição do período de FIM melhor condição de higiene e nutrição maior segurança para pacientes com crise convulsiva melhores condições para tratamento de pacientes politraumatizados
  • 149.
  • 150.
    Odontossínteses Hoorizontais EscadaIvy simples e contínua Em oito Arcos de Erich Goteiras Verticais Ivy Gilmer Arcos de Erich Goteriras
  • 151.
  • 152.
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  • 165.
    Traqueostomia Prevenir asfixiadevido a blo-queio na faringe ou laringe Corpos estranhos inalados ir-removíveis, edema agudo de laringe, trauma ou feridas na laringe, fraturas cominutivas compostas, que bloqueiam a passagem do ar. Ansiedade, cianose cinza, respiração curta e rápida, afundamento dos tecidos supra-esternais, fossa supra-clavicular, espaços intercostais e epigástrico .
  • 166.
    Resposta Pupilar eMovimento Ocular Isocoria Anisocoria Midríase Miose História de drogas Nistagno (movimento pendular do olho) Avaliação da cabeça
  • 167.
  • 168.
    Entubação sub-mento-oro-traqueal (Revistado Colégio Brasileiro de CTBMF - Wesley Cabral Rocha ) Voltar