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Modelo de Auto-Avaliação das bibliotecas Escolares: metodologias de operacionalização (parte I) Domínio Seleccionado: Domínio B – Leitura e Literacia Indicador de processo – indicador 1 - Trabalho da BE ao serviço da promoção da leitura na escola/ agrupamento; Indicador de Impacto/ Outcome – indicador 3 – Impacto do trabalho da BE nas atitudes e competências dos alunos, no âmbito da leitura e Literacia Procedendo à análise dos dois indicadores, acima referidos, pertencentes ao Domínio B, Leitura e Literacia, considero-os de suma importância, até mesmo primordiais, no trabalho a desenvolver na BE, sem desprimor dos restantes domínios, na medida em que, se revestem de toda a relevância, de acordo com as prioridades educativas da escola e, mais concretamente, de acordo com os objectivos da BE, de favorecer o desenvolvimento das literacias, designadamente, da leitura e da informação, programando e executando, com alunos e professores, actividades e projectos para o desenvolvimento de competências e hábitos de leitura. A área de intervenção em análise aposta no desenvolvimento do gosto pela leitura, bem como na promoção de actividades diversificadas, a partir da prática da leitura. Para isso, como factores críticos de sucesso constantes do Modelo de AA, que serve de base ao nosso trabalho, a BE deve disponibilizar uma colecção variada, que seja constantemente reforçada com novos títulos, e, sobretudo, que seja adequada aos gostos, interesses e necessidades dos seus principais utilizadores, que são os alunos e,  em última instância, professores e outros elementos da comunidade educativa . Aliás, todos os factores críticos de sucesso do Modelo são por demais pertinentes e, se a BE disponibilizar todos aqueles serviços, realizando também todas as actividades estipuladas contribuirá para um Outcome bastante positivo no sucesso educativo dos alunos. E a BE irá sempre trabalhar nesse sentido!  Os exemplos das acções para a melhoria apontadas no Modelo de AA do indicador 1 permitem-nos, a nós, professores bibliotecários, que temos a honrada missão de cumprir com o estipulado no modelo, e estou em crer que todos faremos o melhor para que isso aconteça, considero que aqueles exemplos me parecem bastante esclarecedores e interessantes, não obstante alguns daqueles exemplos, como a programação, com regularidade, de visitas dos elementos da equipa à BM e a livrarias para o conhecimento de novidades editoriais, se me afigurar um pouco inviável, trazendo algumas dificuldades, em virtude do tempo limitado e pouca disponibilidade dos elementos da equipa, com poucos tempos lectivos ao serviço da BE, infelizmente, caso contrário o trabalho da BE seria mais rentável e produtivo. Um outro exemplo de acções para a melhoria constantes do MAA que me parece, igualmente, pouco exequível será o de consolidar o trabalho da BE em articulação com departamentos e docentes, exceptuando-se o Departamento de Línguas e Literatura, em que é se torna mais fácil essa articulação. E isto porque ainda vai havendo alguns Velhos do Restelo, professores mais resistentes e renitentes em querer colaborar com o trabalho da BE, enganando-se ao acreditarem que a BE não constitui uma mais-valia para o enriquecimento das competências dos alunos, nomeadamente nas da Leitura e Literacia entre outras. E também, porque os docentes se vêem cada vez mais implicados e intricados na complexa trama da burocratização do processo ensino-aprendizagem, contribuindo para alguma desmotivação e desencanto gerais, no desempenho da profissão, em que os professores passam mais tempo a preencher séries de documentos e papéis, do que a fazer o planeamento de aulas interessantes, criativas, diversificando ao máximo as estratégias. Para já não abordar a infinidade de reuniões tardias e cansativas, e reportar-me, concretamente, às condições degradantes e deprimentes do edifício da escola sede visconde Juromenha, onde trabalho, escola provisória há quase 40 anos!    Relativamente ao indicador 3, Impacto do trabalho da BE nas atitudes e competências dos alunos, no âmbito do Domínio em análise, nomeadamente, Factores críticos de Sucesso, recolha de evidências e Acções para a melhoria/ Exemplos apresentados, estou em crer que são assaz relevantes, servindo-nos de guia/ orientação/ bússola, para avaliarmos o impacto da BE na realização das aprendizagens dos alunos e desenvolvimento/ aperfeiçoamento das suas competências de leitura e literacia, contribuindo para o seu sucesso educativo, objectivo, senso lato, primordial da Escola/Agrupamento. Não obstante, à semelhança do indicador 1, vejo como principal dificuldade, em vários docentes, a promoção do diálogo, no sentido de garantir um esforço conjunto para que o desenvolvimento de competências de leitura, estudo e investigação seja adequadamente inserido nos diferentes currículos e actividades, pelas razões já apontadas. Contudo, continuaremos a trabalhar nesse sentido e, como tal, apresento de seguida o Plano de Avaliação respeitante àqueles dois indicadores, também, baseado nas leituras feitas dos textos disponibilizadas na plataforma para esta sessão. Plano de Avaliação Esta área de intervenção da BE, o Domínio B e respectivos indicadores 1 e 3, é-me particularmente querida, tanto mais que é incontestável que a prática da leitura é por demais enriquecedora, constituindo uma prática fundamental para o sucesso escolar dos alunos e está de acordo com as prioridades e metas da própria escola e da BE, no sentido de desenvolver as competências de leitura. É verdade que os alunos que detêm hábitos de leitura conseguem mais facilmente obter melhores resultados escolares. Vivendo nós numa era digital, em que se exigem outras competências ao aluno que ultrapassam as competências mais clássicas de leitura, o livro, documento impresso, continua, ainda, a ser o instrumento adequado para a promoção do gosto e competências de leitura, que, aliás, são a base de todas as outras aprendizagens, pelo carácter transversal de que se revestem.  Os indicadores escolhidos ramificam-se em factores críticos de sucesso, alguns dos quais correspondem a actividades ou acções reveladoras de sucesso na escola Visconde Juromenha, se analisarmos o desempenho da BE da referida escola. Tanto mais que aquela BE disponibiliza uma colecção variada e adequada aos gostos, interesses e necessidades dos utilizadores, sendo verdade que é necessária uma dotação financeira para que o PB e a equipa procedam a uma optimização da gestão da colecção, no que respeita à aquisição e diversificação do fundo documental. Tanto mais que, colaborando e seguindo as sugestões do Departamento de Línguas e Literatura, tem feito a aquisição de conjuntos de 12/15 exemplares de títulos vários, para os vários anos de ensino, a fim de desenvolver práticas de leitura orientada em sala de aula ou na própria BE e promover actividades diversificadas, a partir das leituras feitas.  É indubitável que, em relação à colecção da BE, para se estabelecer um plano de acção relacionado com o domínio da promoção e qualidade da leitura, não podemos perder de vista a qualidade e quantidade da colecção, procedendo a avaliações periódicas das mesmas, no sentido de identificar eventuais limitações, procedendo a um inventário das necessidades em termos de livros e outros recursos, realizando desbastes periódicos de livros que deixaram de ser usados pelos alunos e sem pertinência nos programas curriculares, e adquirindo outros de interesse recente.  Por outro lado, a nossa BE tem incentivado grandemente o empréstimo domiciliário, procedendo ao balanço, no final de cada período, através de estatísticas de requisição, dos campeões da leitura, que depois recebem certificados de mérito e um livro de oferta. Por seu turno, os alunos usam, de forma sistemática, o livro e a BE, não só para ler por prazer, como também, para recolher informações e realizar trabalhos escolares. Através de estatísticas de utilização da BE para actividades de leitura, é notório que os alunos dos 1º e 2º ciclos e 7º ano manifestam mais apetência pela leitura, tanto informacional quanto recreativa, manifestando progressos, nas competências de leitura, lendo mais e com maior profundidade, ao invés dos alunos dos 8º e 9º anos que manifestam mais preferência em interagir com os ambientes informacionais digitais.  No entanto, os alunos de 9ºano, na Oficina de Escrita na BE, colaboram activamente em actividades associadas à leitura e escrita, no jornal escolar Visconde Juvenil.   Por outro lado, são desenvolvidas actividades variadas, no âmbito da promoção da leitura, através das duas feiras do livro organizadas na BE, a primeira rente ao Natal, a segunda, em Abril, na semana da comemoração do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, pretendendo a equipa da BE dar a conhecer aos alunos, pais e Encarregados de Educação convidados também a participar e à comunidade escolar, as obras que marcam a actualidade, como também pretende a BE desenvolver sobretudo nos alunos o gosto e a prática da leitura, sempre na mira de a BE pretender dinamizar o espaço, não apenas como um espaço fornecedor de recursos, mas, sobretudo, como um centro cada vez mais activo e interveniente ao nível da aprendizagem e da formação dos alunos, estabelecendo-se cada vez mais um diálogo aberto entre a BE e a comunidade, afastando-se aquela de uma concepção mais fechada.   Favorecendo a sensibilização dos alunos para a leitura e escrita, onde se incluem, também, os alunos de 1º ciclo, são organizados momentos, destinados a essas práticas, no âmbito da celebração de efemérides, como o Dia das BEs e tantos outros, e dias festivos, através de sessões de dinamização e animação da leitura, práticas essas que por enquanto ainda se desenvolvem, de forma pontual, devido à falta de professores colaboradores da equipa com formação nesse domínio e com muito poucos tempos lectivos ao serviço da BE ou tempos díspares, inviabilizando a concretização de um projecto já elaborado pela BE de Dinamização e Animação da Leitura, aprovado há dois anos em CP, o qual contava com a participação e disponibilidade de um grupo de 4 professoras, no qual também eu fazia parte, projecto que tinha pernas para andar, designado por Em terras de Fadas, Dragões, Jograis e Outros que Tais, mas que, infelizmente, não andou nem para a frente nem para trás, estagnou, apenas, porque, ao contrário do que o CE da escola tinha dito, às referidas professoras interessadas e inscritas nesse projecto, nem sequer atribuíram horas de BE, porque se considerou que, como eram professoras de línguas, o seu trabalho fazia falta noutras estruturas da escola, como nos apoios, tutorias, aulas de acompanhamento, que, na perspectiva do CE, eram áreas prioritárias.  Portanto, eis uma área, a das actividades no âmbito da promoção da leitura, que carece de uma acção para a melhoria, para isso urge definir um plano integrado de actividades que melhorem os índices de leitura que envolvam a colaboração dos docentes, se bem que a nossa BE já promova concursos literários, fazendo criar nos alunos hábitos de leitura e escrita e promovendo a criatividade e a imaginação, e participando na semana da celebração da leitura em parceria com o PNL. No que concerne ao indicador B3, embora as evidências revelem trabalho já feito e algum impacto nas aprendizagens dos alunos, através de estatísticas de utilização da BE, para actividades de leitura, estatísticas de requisição domiciliária, trabalhos realizados pelos alunos, no âmbito de concursos promovidos pela BE com a parceria de alguns departamentos e parcerias externas, como a Junta Freguesia Algueirão Mem-Martins e outras entidades, será oportuno considerar todas as acções para a melhoria do MAA, nomeadamente, fazer um trabalho, promover o diálogo, que faça envolver todos os docentes, sabendo, de antemão, que, ainda, continuará a haver velhos do Restelo, para que, num esforço conjunto e participado, cabendo ao PB e à respectiva equipa, proceder a essa mobilização, no sentido de fazermos desenvolver nos alunos as competências de leitura, estudo e investigação inseridas nos diferentes currículos e actividades, para que se tornem leitores críticos e independentes. Em suma, o MAA propositadamente ambicioso incentiva ao desenvolvimento de boas práticas, com planos de melhoria, e tendo, nesta medida, uma forte componente formativa, devendo adaptar-se às reais necessidades de cada escola, obviamente, também, com o apoio da Direcção. Portanto, os resultados da auto-avaliação da BE farão parte da auto-avaliação interna da escola e servirão de base para a avaliação externa. Helena Caroça
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  • 1. Modelo de Auto-Avaliação das bibliotecas Escolares: metodologias de operacionalização (parte I) Domínio Seleccionado: Domínio B – Leitura e Literacia Indicador de processo – indicador 1 - Trabalho da BE ao serviço da promoção da leitura na escola/ agrupamento; Indicador de Impacto/ Outcome – indicador 3 – Impacto do trabalho da BE nas atitudes e competências dos alunos, no âmbito da leitura e Literacia Procedendo à análise dos dois indicadores, acima referidos, pertencentes ao Domínio B, Leitura e Literacia, considero-os de suma importância, até mesmo primordiais, no trabalho a desenvolver na BE, sem desprimor dos restantes domínios, na medida em que, se revestem de toda a relevância, de acordo com as prioridades educativas da escola e, mais concretamente, de acordo com os objectivos da BE, de favorecer o desenvolvimento das literacias, designadamente, da leitura e da informação, programando e executando, com alunos e professores, actividades e projectos para o desenvolvimento de competências e hábitos de leitura. A área de intervenção em análise aposta no desenvolvimento do gosto pela leitura, bem como na promoção de actividades diversificadas, a partir da prática da leitura. Para isso, como factores críticos de sucesso constantes do Modelo de AA, que serve de base ao nosso trabalho, a BE deve disponibilizar uma colecção variada, que seja constantemente reforçada com novos títulos, e, sobretudo, que seja adequada aos gostos, interesses e necessidades dos seus principais utilizadores, que são os alunos e, em última instância, professores e outros elementos da comunidade educativa . Aliás, todos os factores críticos de sucesso do Modelo são por demais pertinentes e, se a BE disponibilizar todos aqueles serviços, realizando também todas as actividades estipuladas contribuirá para um Outcome bastante positivo no sucesso educativo dos alunos. E a BE irá sempre trabalhar nesse sentido! Os exemplos das acções para a melhoria apontadas no Modelo de AA do indicador 1 permitem-nos, a nós, professores bibliotecários, que temos a honrada missão de cumprir com o estipulado no modelo, e estou em crer que todos faremos o melhor para que isso aconteça, considero que aqueles exemplos me parecem bastante esclarecedores e interessantes, não obstante alguns daqueles exemplos, como a programação, com regularidade, de visitas dos elementos da equipa à BM e a livrarias para o conhecimento de novidades editoriais, se me afigurar um pouco inviável, trazendo algumas dificuldades, em virtude do tempo limitado e pouca disponibilidade dos elementos da equipa, com poucos tempos lectivos ao serviço da BE, infelizmente, caso contrário o trabalho da BE seria mais rentável e produtivo. Um outro exemplo de acções para a melhoria constantes do MAA que me parece, igualmente, pouco exequível será o de consolidar o trabalho da BE em articulação com departamentos e docentes, exceptuando-se o Departamento de Línguas e Literatura, em que é se torna mais fácil essa articulação. E isto porque ainda vai havendo alguns Velhos do Restelo, professores mais resistentes e renitentes em querer colaborar com o trabalho da BE, enganando-se ao acreditarem que a BE não constitui uma mais-valia para o enriquecimento das competências dos alunos, nomeadamente nas da Leitura e Literacia entre outras. E também, porque os docentes se vêem cada vez mais implicados e intricados na complexa trama da burocratização do processo ensino-aprendizagem, contribuindo para alguma desmotivação e desencanto gerais, no desempenho da profissão, em que os professores passam mais tempo a preencher séries de documentos e papéis, do que a fazer o planeamento de aulas interessantes, criativas, diversificando ao máximo as estratégias. Para já não abordar a infinidade de reuniões tardias e cansativas, e reportar-me, concretamente, às condições degradantes e deprimentes do edifício da escola sede visconde Juromenha, onde trabalho, escola provisória há quase 40 anos! Relativamente ao indicador 3, Impacto do trabalho da BE nas atitudes e competências dos alunos, no âmbito do Domínio em análise, nomeadamente, Factores críticos de Sucesso, recolha de evidências e Acções para a melhoria/ Exemplos apresentados, estou em crer que são assaz relevantes, servindo-nos de guia/ orientação/ bússola, para avaliarmos o impacto da BE na realização das aprendizagens dos alunos e desenvolvimento/ aperfeiçoamento das suas competências de leitura e literacia, contribuindo para o seu sucesso educativo, objectivo, senso lato, primordial da Escola/Agrupamento. Não obstante, à semelhança do indicador 1, vejo como principal dificuldade, em vários docentes, a promoção do diálogo, no sentido de garantir um esforço conjunto para que o desenvolvimento de competências de leitura, estudo e investigação seja adequadamente inserido nos diferentes currículos e actividades, pelas razões já apontadas. Contudo, continuaremos a trabalhar nesse sentido e, como tal, apresento de seguida o Plano de Avaliação respeitante àqueles dois indicadores, também, baseado nas leituras feitas dos textos disponibilizadas na plataforma para esta sessão. Plano de Avaliação Esta área de intervenção da BE, o Domínio B e respectivos indicadores 1 e 3, é-me particularmente querida, tanto mais que é incontestável que a prática da leitura é por demais enriquecedora, constituindo uma prática fundamental para o sucesso escolar dos alunos e está de acordo com as prioridades e metas da própria escola e da BE, no sentido de desenvolver as competências de leitura. É verdade que os alunos que detêm hábitos de leitura conseguem mais facilmente obter melhores resultados escolares. Vivendo nós numa era digital, em que se exigem outras competências ao aluno que ultrapassam as competências mais clássicas de leitura, o livro, documento impresso, continua, ainda, a ser o instrumento adequado para a promoção do gosto e competências de leitura, que, aliás, são a base de todas as outras aprendizagens, pelo carácter transversal de que se revestem. Os indicadores escolhidos ramificam-se em factores críticos de sucesso, alguns dos quais correspondem a actividades ou acções reveladoras de sucesso na escola Visconde Juromenha, se analisarmos o desempenho da BE da referida escola. Tanto mais que aquela BE disponibiliza uma colecção variada e adequada aos gostos, interesses e necessidades dos utilizadores, sendo verdade que é necessária uma dotação financeira para que o PB e a equipa procedam a uma optimização da gestão da colecção, no que respeita à aquisição e diversificação do fundo documental. Tanto mais que, colaborando e seguindo as sugestões do Departamento de Línguas e Literatura, tem feito a aquisição de conjuntos de 12/15 exemplares de títulos vários, para os vários anos de ensino, a fim de desenvolver práticas de leitura orientada em sala de aula ou na própria BE e promover actividades diversificadas, a partir das leituras feitas. É indubitável que, em relação à colecção da BE, para se estabelecer um plano de acção relacionado com o domínio da promoção e qualidade da leitura, não podemos perder de vista a qualidade e quantidade da colecção, procedendo a avaliações periódicas das mesmas, no sentido de identificar eventuais limitações, procedendo a um inventário das necessidades em termos de livros e outros recursos, realizando desbastes periódicos de livros que deixaram de ser usados pelos alunos e sem pertinência nos programas curriculares, e adquirindo outros de interesse recente. Por outro lado, a nossa BE tem incentivado grandemente o empréstimo domiciliário, procedendo ao balanço, no final de cada período, através de estatísticas de requisição, dos campeões da leitura, que depois recebem certificados de mérito e um livro de oferta. Por seu turno, os alunos usam, de forma sistemática, o livro e a BE, não só para ler por prazer, como também, para recolher informações e realizar trabalhos escolares. Através de estatísticas de utilização da BE para actividades de leitura, é notório que os alunos dos 1º e 2º ciclos e 7º ano manifestam mais apetência pela leitura, tanto informacional quanto recreativa, manifestando progressos, nas competências de leitura, lendo mais e com maior profundidade, ao invés dos alunos dos 8º e 9º anos que manifestam mais preferência em interagir com os ambientes informacionais digitais. No entanto, os alunos de 9ºano, na Oficina de Escrita na BE, colaboram activamente em actividades associadas à leitura e escrita, no jornal escolar Visconde Juvenil. Por outro lado, são desenvolvidas actividades variadas, no âmbito da promoção da leitura, através das duas feiras do livro organizadas na BE, a primeira rente ao Natal, a segunda, em Abril, na semana da comemoração do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, pretendendo a equipa da BE dar a conhecer aos alunos, pais e Encarregados de Educação convidados também a participar e à comunidade escolar, as obras que marcam a actualidade, como também pretende a BE desenvolver sobretudo nos alunos o gosto e a prática da leitura, sempre na mira de a BE pretender dinamizar o espaço, não apenas como um espaço fornecedor de recursos, mas, sobretudo, como um centro cada vez mais activo e interveniente ao nível da aprendizagem e da formação dos alunos, estabelecendo-se cada vez mais um diálogo aberto entre a BE e a comunidade, afastando-se aquela de uma concepção mais fechada. Favorecendo a sensibilização dos alunos para a leitura e escrita, onde se incluem, também, os alunos de 1º ciclo, são organizados momentos, destinados a essas práticas, no âmbito da celebração de efemérides, como o Dia das BEs e tantos outros, e dias festivos, através de sessões de dinamização e animação da leitura, práticas essas que por enquanto ainda se desenvolvem, de forma pontual, devido à falta de professores colaboradores da equipa com formação nesse domínio e com muito poucos tempos lectivos ao serviço da BE ou tempos díspares, inviabilizando a concretização de um projecto já elaborado pela BE de Dinamização e Animação da Leitura, aprovado há dois anos em CP, o qual contava com a participação e disponibilidade de um grupo de 4 professoras, no qual também eu fazia parte, projecto que tinha pernas para andar, designado por Em terras de Fadas, Dragões, Jograis e Outros que Tais, mas que, infelizmente, não andou nem para a frente nem para trás, estagnou, apenas, porque, ao contrário do que o CE da escola tinha dito, às referidas professoras interessadas e inscritas nesse projecto, nem sequer atribuíram horas de BE, porque se considerou que, como eram professoras de línguas, o seu trabalho fazia falta noutras estruturas da escola, como nos apoios, tutorias, aulas de acompanhamento, que, na perspectiva do CE, eram áreas prioritárias. Portanto, eis uma área, a das actividades no âmbito da promoção da leitura, que carece de uma acção para a melhoria, para isso urge definir um plano integrado de actividades que melhorem os índices de leitura que envolvam a colaboração dos docentes, se bem que a nossa BE já promova concursos literários, fazendo criar nos alunos hábitos de leitura e escrita e promovendo a criatividade e a imaginação, e participando na semana da celebração da leitura em parceria com o PNL. No que concerne ao indicador B3, embora as evidências revelem trabalho já feito e algum impacto nas aprendizagens dos alunos, através de estatísticas de utilização da BE, para actividades de leitura, estatísticas de requisição domiciliária, trabalhos realizados pelos alunos, no âmbito de concursos promovidos pela BE com a parceria de alguns departamentos e parcerias externas, como a Junta Freguesia Algueirão Mem-Martins e outras entidades, será oportuno considerar todas as acções para a melhoria do MAA, nomeadamente, fazer um trabalho, promover o diálogo, que faça envolver todos os docentes, sabendo, de antemão, que, ainda, continuará a haver velhos do Restelo, para que, num esforço conjunto e participado, cabendo ao PB e à respectiva equipa, proceder a essa mobilização, no sentido de fazermos desenvolver nos alunos as competências de leitura, estudo e investigação inseridas nos diferentes currículos e actividades, para que se tornem leitores críticos e independentes. Em suma, o MAA propositadamente ambicioso incentiva ao desenvolvimento de boas práticas, com planos de melhoria, e tendo, nesta medida, uma forte componente formativa, devendo adaptar-se às reais necessidades de cada escola, obviamente, também, com o apoio da Direcção. Portanto, os resultados da auto-avaliação da BE farão parte da auto-avaliação interna da escola e servirão de base para a avaliação externa. Helena Caroça