MATERIAIS DIDÁTICOS PARA
UMA EDUCAÇÃO INCLUSIVA


       SANDRA MARIA FODRA
              SANDRA.FODRA@GMAIL.COM
PESQUISA: EXAME NACIONAL DO
     ENSINO MÉDIO -ENEM
 base : questionário socioeconômico do Exame
  Nacional do Ensino Médio (Enem), entre 2004 e
  2008
 crescimento de 160% no número de pessoas que
  se declararam vítimas de homofobia no Estado
  de São Paulo
 índice é superior à média do País, cujo aumento
  foi de 150%, e coloca o Estado na lista dos cinco
  mais homofóbicos do Brasil – atrás de Santa
  Catarina (211%), Paraná (175%), Rio Grande do
  Norte (162,5%) e Alagoas (164,7%)
PESQUISA: EXAME NACIONAL DO
     ENSINO MÉDIO -ENEM
 Foram analisadas as respostas de 6,4 milhões de
  estudantes concluintes do ensino médio, com
  idades entre 16 e 25 anos.
 Após esse ano, as questões relativas à
  homofobia foram retiradas dos questionários.
 Para especialistas em diversidade sexual, o
  aumento da homofobia está relacionado à maior
  consciência da discriminação por parte das
  vítimas – o que faz aumentar as denúncias.
 Outra hipótese relaciona o crescimento da
  discriminação ao maior número de adolescentes
  que assumem a sua homossexualidade desde
  cedo.              (Jornal O Estado de São Paulo)
LEI DE DIRETRIZES E BASES

 LEI DE DIRETRIZES E BASES (LDB)-
 LEI nº 9.394 – 1996.

 Garante uma educação democrática,
 de qualidade e formação cidadã para
 todos os brasileiros.
PARÂMETROS CURRICULARES
          NACIONAIS
 Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN)
 – 1997

 Contém os temas transversais como
 Saúde, Ética, Sexualidade, dentre outros,
 prevendo que estes temas fossem
 abordados nas escolas, perpassando por
 todas as disciplinas do currículo.
PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO
    EM DIREITOS HUMANOS
 PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM
  DIREITOS HUMANOS – (PNEDH – 2007)
 A Educação deve contribuir para o respeito às
  diversidades e promoção de uma cultura de
  direitos humanos.
 b) exercitar o respeito, a tolerância, a promoção
  e a valorização das diversidades (étnico-racial,
  religiosa, cultural, geracional, territorial, físico-
  individual, de gênero, de orientação sexual, de
  nacionalidade, de opção política, dentre outras) .
PESQUISA NA CAPITAL PAULISTA
 OBJETIVO: O principal objetivo da pesquisa
  foi fazer um levantamento de materiais e
  recursos existentes nas escolas sobre
  diversidade de gênero, seu uso durante as
  aulas, se há resistência na comunidade
  escolar em discutir o assunto e como a gestão
  escolar atua nos casos de homofobia na
  escola.
 PÚBLICO: 54 professores de escolas públicas
  da Rede Estadual do Estado de São Paulo.
RESULTADOS DA PESQUISA

A pesquisa demonstrou que os
docentes conhecem pouco sobre o
tema      sexualidade,     sentem-se
desconfortáveis em falar a respeito e
também desconhecem o significado
de expressões como “diversidade
sexual” e “orientação sexual”.
RESULTADOS DA PESQUISA

 Quase metade dos entrevistados (42,8%)
  respondeu que na escola onde trabalham não
  existem materiais sobre diversidade sexual;
 14,3% não sabem da existência desses materiais
  e 42,9% respondeu que existem revistas, livros,
  jornais, cartilhas, mas não citaram nomes ou
  referências dos mesmos;
 Apenas dois professores apresentaram o Grupo
  CORSA       (Cidadania,   Orgulho,   Respeito,
  Solidariedade, Amor) como referência de
  informativos para serem usados com os alunos;
RESULTADOS DA PESQUISA

 Oito entrevistados (14,8%) usaram a gravidez
  precoce como justificativa para a necessidade
  das discussões;
 Apenas 5 professores (9,2%) falaram sobre o
  respeito à diversidade e sexo seguro;
 Apenas um reconhece que os educadores
  não têm formação adequada para discutir o
  assunto.
CURRÍCULO OFICIAL DA SECRETARIA
     ESTADUAL DE EDUCAÇÃO
 Fazem parte do Currículo Oficial da Rede
  Estadual Paulista para o Ensino Médio,temas
  como:

 Direitos humanos
 Diversidade sexual
 Violência simbólica
AÇÕES DA SECRETARIA ESTADUAL DE
     EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO
 O Programa Prevenção Também se Ensina
  foi criado em 1996, com iniciativa voltada à
  promoção da cidadania saudável e à redução
  da vulnerabilidade da comunidade escolar.
 “Diversidade Sexual na Escola – uma
  metodologia de trabalho com adolescentes e
  jovens” (ECCOS e CORSA – 2008)
 Vídeo “Medo de quê” (ECCOS – MEC).
PROJETO PROFESSOR MEDIADOR
   ESCOLAR E COMUNITÁRIO
 Os Professores Mediadores têm a missão de
  levantar as situações que mais geram
  conflitos nas escolas que atuam e
  desenvolver um projeto de trabalho para
  amenizar esses conflitos, a partir da realidade
  e cultura presentes no ambiente escolar.
 Outra atribuição do Professor Mediador é
  intermediar entre as partes envolvidas num
  conflito, estimulando sua resolução através
  do diálogo amigável e ético.
PROJETO PROFESSOR MEDIADOR
   ESCOLAR E COMUNITÁRIO
 Além de um curso sobre Mediação Escolar, os
  Professores que participam do projeto
  recebem materiais que orientam sobre como
  prevenir e lidar com os diversos tipos de
  conflitos que ocorrem no cotidiano escolar.
 Participam também de reuniões mensais de
  formação, orientação, acompanhamento do
  seu trabalho e desenvolvimento de projetos
  interdisciplinares que abordem os temas
  transversais.
CONCLUSÃO
A escola precisa incentivar a formação de seus
educadores e promover discussões sobre
sexualidade, ética e direitos humanos. A
necessidade de uma atuação mais eficiente é
emergente,      para     desconstruir     tabus,
preconceitos e garantir aos alunos a passagem
da adolescência à vida adulta de forma
responsável e consciente, e a construção de
uma sociedade mais justa, ética e inclusiva.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 JUNQUEIRA, Rogério Diniz (Org). Diversidade Sexual na Educação:
   problematizações sobre a homofobia nas escolas. Brasília, Ministério
   da Educação, UNESCO, 2009.
 RUOTTI, Caren; ALVES, Renato; CUBAS, Viviane de Oliveira.
   Violência na Escola, um guia para pais e professores. São Paulo,
   Imprensa Oficial – 2007.
 EDUCAÇÃO, Secretaria da. Manual de Proteção Escolar – São Paulo,
   Imprensa Oficial - 2010
 EDUCAÇÃO, Secretaria da. Normas Gerais de Conduta Escolar - São
   Paulo, Imprensa Oficial – 2010
 BRASIL, Brasília. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996.
   Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficia
   [da República Federativa do Brasil de 23/12/1996, P. 27833.
BRASIL, Ministério da Educação e Cultura. Parâmetros
Curriculares Nacionais – Brasília, 1997.

BRASIL, São Paulo - Lei Nº 10.948, de 5 de novembro de
2001 – Dispõe sobre as penalidades a serem aplicadas à
prática de discriminação em razão de orientação sexual e dá
outras providências. Diário Oficial v.111, n.209,
06/11/2001

BRASIL, São Paulo - Decreto nº 55.588, de 17 de Março de
2010. Dispõe sobre o tratamento nominal das pessoas
transexuais e travestis nos órgãos públicos do Estado de
São Paulo e dá providências correlatas – Diário Oficial de
18/03/2010.

Sandra fodra

  • 1.
    MATERIAIS DIDÁTICOS PARA UMAEDUCAÇÃO INCLUSIVA SANDRA MARIA FODRA SANDRA.FODRA@GMAIL.COM
  • 2.
    PESQUISA: EXAME NACIONALDO ENSINO MÉDIO -ENEM  base : questionário socioeconômico do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), entre 2004 e 2008  crescimento de 160% no número de pessoas que se declararam vítimas de homofobia no Estado de São Paulo  índice é superior à média do País, cujo aumento foi de 150%, e coloca o Estado na lista dos cinco mais homofóbicos do Brasil – atrás de Santa Catarina (211%), Paraná (175%), Rio Grande do Norte (162,5%) e Alagoas (164,7%)
  • 3.
    PESQUISA: EXAME NACIONALDO ENSINO MÉDIO -ENEM  Foram analisadas as respostas de 6,4 milhões de estudantes concluintes do ensino médio, com idades entre 16 e 25 anos.  Após esse ano, as questões relativas à homofobia foram retiradas dos questionários.  Para especialistas em diversidade sexual, o aumento da homofobia está relacionado à maior consciência da discriminação por parte das vítimas – o que faz aumentar as denúncias.  Outra hipótese relaciona o crescimento da discriminação ao maior número de adolescentes que assumem a sua homossexualidade desde cedo. (Jornal O Estado de São Paulo)
  • 4.
    LEI DE DIRETRIZESE BASES  LEI DE DIRETRIZES E BASES (LDB)- LEI nº 9.394 – 1996.  Garante uma educação democrática, de qualidade e formação cidadã para todos os brasileiros.
  • 5.
    PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS  Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) – 1997  Contém os temas transversais como Saúde, Ética, Sexualidade, dentre outros, prevendo que estes temas fossem abordados nas escolas, perpassando por todas as disciplinas do currículo.
  • 6.
    PLANO NACIONAL DEEDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS  PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS – (PNEDH – 2007)  A Educação deve contribuir para o respeito às diversidades e promoção de uma cultura de direitos humanos.  b) exercitar o respeito, a tolerância, a promoção e a valorização das diversidades (étnico-racial, religiosa, cultural, geracional, territorial, físico- individual, de gênero, de orientação sexual, de nacionalidade, de opção política, dentre outras) .
  • 7.
    PESQUISA NA CAPITALPAULISTA  OBJETIVO: O principal objetivo da pesquisa foi fazer um levantamento de materiais e recursos existentes nas escolas sobre diversidade de gênero, seu uso durante as aulas, se há resistência na comunidade escolar em discutir o assunto e como a gestão escolar atua nos casos de homofobia na escola.  PÚBLICO: 54 professores de escolas públicas da Rede Estadual do Estado de São Paulo.
  • 8.
    RESULTADOS DA PESQUISA Apesquisa demonstrou que os docentes conhecem pouco sobre o tema sexualidade, sentem-se desconfortáveis em falar a respeito e também desconhecem o significado de expressões como “diversidade sexual” e “orientação sexual”.
  • 9.
    RESULTADOS DA PESQUISA Quase metade dos entrevistados (42,8%) respondeu que na escola onde trabalham não existem materiais sobre diversidade sexual;  14,3% não sabem da existência desses materiais e 42,9% respondeu que existem revistas, livros, jornais, cartilhas, mas não citaram nomes ou referências dos mesmos;  Apenas dois professores apresentaram o Grupo CORSA (Cidadania, Orgulho, Respeito, Solidariedade, Amor) como referência de informativos para serem usados com os alunos;
  • 10.
    RESULTADOS DA PESQUISA Oito entrevistados (14,8%) usaram a gravidez precoce como justificativa para a necessidade das discussões;  Apenas 5 professores (9,2%) falaram sobre o respeito à diversidade e sexo seguro;  Apenas um reconhece que os educadores não têm formação adequada para discutir o assunto.
  • 11.
    CURRÍCULO OFICIAL DASECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO  Fazem parte do Currículo Oficial da Rede Estadual Paulista para o Ensino Médio,temas como:  Direitos humanos  Diversidade sexual  Violência simbólica
  • 12.
    AÇÕES DA SECRETARIAESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO  O Programa Prevenção Também se Ensina foi criado em 1996, com iniciativa voltada à promoção da cidadania saudável e à redução da vulnerabilidade da comunidade escolar.  “Diversidade Sexual na Escola – uma metodologia de trabalho com adolescentes e jovens” (ECCOS e CORSA – 2008)  Vídeo “Medo de quê” (ECCOS – MEC).
  • 13.
    PROJETO PROFESSOR MEDIADOR ESCOLAR E COMUNITÁRIO  Os Professores Mediadores têm a missão de levantar as situações que mais geram conflitos nas escolas que atuam e desenvolver um projeto de trabalho para amenizar esses conflitos, a partir da realidade e cultura presentes no ambiente escolar.  Outra atribuição do Professor Mediador é intermediar entre as partes envolvidas num conflito, estimulando sua resolução através do diálogo amigável e ético.
  • 14.
    PROJETO PROFESSOR MEDIADOR ESCOLAR E COMUNITÁRIO  Além de um curso sobre Mediação Escolar, os Professores que participam do projeto recebem materiais que orientam sobre como prevenir e lidar com os diversos tipos de conflitos que ocorrem no cotidiano escolar.  Participam também de reuniões mensais de formação, orientação, acompanhamento do seu trabalho e desenvolvimento de projetos interdisciplinares que abordem os temas transversais.
  • 15.
    CONCLUSÃO A escola precisaincentivar a formação de seus educadores e promover discussões sobre sexualidade, ética e direitos humanos. A necessidade de uma atuação mais eficiente é emergente, para desconstruir tabus, preconceitos e garantir aos alunos a passagem da adolescência à vida adulta de forma responsável e consciente, e a construção de uma sociedade mais justa, ética e inclusiva.
  • 16.
    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS  JUNQUEIRA,Rogério Diniz (Org). Diversidade Sexual na Educação: problematizações sobre a homofobia nas escolas. Brasília, Ministério da Educação, UNESCO, 2009.  RUOTTI, Caren; ALVES, Renato; CUBAS, Viviane de Oliveira. Violência na Escola, um guia para pais e professores. São Paulo, Imprensa Oficial – 2007.  EDUCAÇÃO, Secretaria da. Manual de Proteção Escolar – São Paulo, Imprensa Oficial - 2010  EDUCAÇÃO, Secretaria da. Normas Gerais de Conduta Escolar - São Paulo, Imprensa Oficial – 2010  BRASIL, Brasília. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficia [da República Federativa do Brasil de 23/12/1996, P. 27833.
  • 17.
    BRASIL, Ministério daEducação e Cultura. Parâmetros Curriculares Nacionais – Brasília, 1997. BRASIL, São Paulo - Lei Nº 10.948, de 5 de novembro de 2001 – Dispõe sobre as penalidades a serem aplicadas à prática de discriminação em razão de orientação sexual e dá outras providências. Diário Oficial v.111, n.209, 06/11/2001 BRASIL, São Paulo - Decreto nº 55.588, de 17 de Março de 2010. Dispõe sobre o tratamento nominal das pessoas transexuais e travestis nos órgãos públicos do Estado de São Paulo e dá providências correlatas – Diário Oficial de 18/03/2010.