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RUA JOSUÉ
GUIMARÃES, Nº 81:
BIBLIOTECA
Evelise Rosa Faraco de Oliveira –
Mestranda e Acervista ALJOG/UPF
Orientador: Miguel Rettenmaier–
Coordenador ALGOG/UPF
Introdução
Trabalhar com bibliotecas de
escritores é uma forma de entrarmos no
espaço de criação do artista. Ao descobrir
este lugar que foi de leitura do autor,
ingressamos em um território acessível a
poucos. Ali há um espaço de mistérios e
intenções, de descobertas por parte do
autor.
Capítulo 1
A CASA DO AUTOR: ESPAÇO DE
LEITURA E CRIAÇÃO
1.1 O Dono dos livros: vida e obra
1.2 A Bilbioteca particular: descrição
exploratória
Capítulo 2
O LUGAR DAS PALAVRAS: TEXTOS,
LIVROS E MEMÓRIA
2.1 Leitura e Dialogismo
2.2 Linguagem e Interação
2.3 O plurilinguismo no romance
2.1 Leitura e Dialogismo
A leitura de um texto depende da compreensão do
enunciado. O enunciado, realizado pelo autor, carregado
de sentidos, fará com que a compreensão do leitor,
dependa também da sua posição perante o enunciado. As
respostas surgirão conforme a bagagem de sentidos que
traz dentro da sua mala, aqui no papel ativo de leitor.
2.2 Linguagem e Interação
Na obra, Marxismo e Filosofia da Linguagem, Bakhtin
concebe a comunicação como um processo interativo,
muito mais amplo do que a mera transmissão de
informações. Para ele a linguagem e a interação social. Ó
sujeito, ao falar ou escrever, deixa em seu texto marcas
profundas de sua sociedade, seu núcleo familiar, suas
experiências, além de pressuposições sobre o que o
interlocutor gostaria ou não de ouvir ou ler, tendo em vista
também seu contexto social.
2.3 O Plurilinguismo no Romance
O Romance, composto pela voz “do outro” se diferencia
da poesia. Apresenta confrontos dialógicos, coloca-se
frente a frente com os personagens para discutir, criticar,
desenvolver novas ideias e conceitos. Em sua existência
histórica vai se remodelando conforme seus diversos
grupos sócio-ideológicos, entre correntes, escolas,
círculos, etc. Estas diferentes formas de apresentar-se,
transforma o discurso em plurilinguismo.
Capítulo 3
O LIVRO ESCRITO: DEPOIS DO
ÚLTIMO TREM E O DIÁLOGO COM O
FANTÁSTICO
3.1 Antes do Depois…
3.2 O fantástico em Depois…
A obra inspiradora
Relações dialógicas
Capítulo 4
OS LIVROS LIDOS: A HORA DOS
RUMINANTES E PEDRO PÁRAMO
4.1 A obra presente: A hora dos
ruminantes
4.2 A obra ausente: Pedro Páramo
4.3 Relendo os livros de Josué
A obra ausente, não encontrada na
biblioteca de Josué Guimarães, mas
provável referência na constituição de
Depois do último trem. Pedro Páramo, do
autor Juan Rulfo. Aqui, há a ideia de que a
biblioteca de um autor não se restringe aos
exemplares materialmente catalogáveis,
dispostos em suas estantes.
Considerações Finais
Foco no ambiente de criação do autor;
Trabalho com os livros no Aljog/UPF;
Reconhecimento da Literatura Fantástica
dos autores: Josué Guimarães, José J.
Veiga e Juan Rulfo.
Referências
ACERVO LITERÁRIO JOSUÉ GUIMARÃES. Disponível em: www.upf.br/aljog/.
Acesso em 20 nov. 2012
AUTORES GAÚCHOS. Josué Guimarães: escrever é um ato de amor. Porto
Alegre: Instituto Estadual do Livro, 2006.
BACHELARD, Gaston. A poética do espaço. Tradução Antônio de Pádua Danesi. São
Paulo: Martins Fontes, 2ª ed. 2008.
BORDINI, Maria da Glória. Os acervos de escritores sulinos e a memória literária
brasileira. UNESP – FCLAs – CEDAP, v.4, n.2, p. 35-54, jun. 2009. Revista
Patrimônio e Memória. Disponível em
<http://pem.assis.unesp.br/index.php/pem/article/view/54/501> Acesso em 14 de jun.
de 2013.
BECKER, Paulo; RÖSING, Tania. Memória: Jornadas Literárias de Passo Fundo,
20 anos de História. Passo Fundo: Editora UPF/Edelbra, 2001.
BRITO, José Domingos de. Disponível em:
<http://www.tirodeletra.com.br/biografia/JoseJ.Veiga.htm> Acesso em: 12 de jan.
2015.
BAKHTIN, M. Questões de literatura e de estética: a teoria do romance. SãoPaulo:
Hucitec, 2010.
___. Estetica da criacao verbaĺ ̧ ̃ . Sao Paulo: Martins Fontes, 2011.̃
___. Marxismo e filosofia da linguagem: problemas fundamentais do metodó
sociologico na ciencia da linguagem.́ ̂ 8. ed. São Paulo: Hucitec, 1997.
___. Problemas da Poetica de Dostoievskí ́ . Trad. Paulo Bezerra. 1a. ed. Rio de
Janeiro: Forense Universitaria, 1981.́
CHABAT, Jorge. Disponível em:
<http://www.eluniversal.com.mx/editoriales/35629.html>. Acesso em: 14 de jan. 2015.
DURANTE, Erica. La biblioteca de escritor frente al mundo global. Manuscrítica
24, 2013. <http://www.revistas.fflch.usp.br/manuscritica/article/view/1467/1300>
Acesso em 13 de ago. de 2014
FERREIRA, Jorge; GOMES, Angela de Castro. 1964: o golpe que derrubou um
presidente, pôs fim ao regime democrático e instituiu a ditadura no Brasil. 1ª ed. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 2014.
FUENTES, Waldemar Verdugo. Versión final publicada en Arts&History-México,
febrero de 2002 y en la revista Norte/Sur, México, Argentina, Chile: septiembre 2003.
FURTADO, Filipe. A construção do fantástico na narrativa. Lisboa: Livros
Horizonte, 1980.
GUIMARÃES, Josué. Depois do último trem. 10. ed. Porto Alegre: L&PM, 2007.
JORNADAS LITERÁRIAS. Disponível em
http://www.jornadasliterarias.upf.br/verConteudo.php?cod=346 Acesso em 7 de set. de
2013
 
LOPEZ, Telê Ancona. A CRIAÇÃO LITERÁRIA NA BIBLIOTECA DO
ESCRITOR<http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-
67252007000100016&script=sci_arttext>Acesso em 13 ago. de 2014
____. "A biblioteca de Mário de Andrade: seara e celeiro da criação". In: Zular,
Roberto, org. Criação em processo: Ensaios de crítica genética. São Paulo, Iluminuras/
Fapesp, 2002, p. 45-72.
PINO, Claudia Amigo. A Beleza da Rasura. In: Zular, Roberto, org. Criação em
processo: Ensaios de crítica genética. São Paulo, Iluminuras/ Fapesp, 2002, p. 298-301.
 PRODANOV, Cleber Cristiano; FREITAS, Ernani Cesar de. Metodologia do trabalho
científico: Métodos e técnicas da Pesquisa do Trabalho Acadêmico. Novo Hamburgo: 
Feevale, 2009. 
RETTENMAIER, Miguel. A cegueira das utopias e desencantos da memória. Passo
Fundo: Editora da Universidade de Passo Fundo, 2011.
RÖSING, Tania; Rettenmaier, Miguel. 30 anos de Jornadas Literárias/ESTUDOS,
Ed. Comemorativa. Passo Fundo: Editora da Universidade de Passo Fundo, 2011.
RULFO, Juan. Pedro Páramo. Madrid: Cátedra, 1995.
SAMOYAULT, Tiphaine. Intertextualidade. São Paulo: HUCITEC. 2008.
SOUZA, Agostinho Potenciado de, Um olhar crítico sobre o nosso tempo (Uma 
leitura da obra de José J. Veiga). Departamento de Teoria Literária do Instituto de 
Estudos de Linguagem da Universidade Estadual de Campinas. Campinas, 1987.  
VEIGA, José Jacinto. A Hora dos Ruminantes. 37. ed. Rio de Janeiro: Bertrand
Brasil, 2010
ZILBERMAN, Regina; RÖSING, Tania M. K. Leitura e escola: velha crise, novas
alternativas. 1. ed. São Paulo: Global, 2009.
ZILBERMAN, Regina. Brasil: cultura e literatura dos anos 80. Porto Alegre: Ornagon,
1991.

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  • 1. RUA JOSUÉ GUIMARÃES, Nº 81: BIBLIOTECA Evelise Rosa Faraco de Oliveira – Mestranda e Acervista ALJOG/UPF Orientador: Miguel Rettenmaier– Coordenador ALGOG/UPF
  • 2. Introdução Trabalhar com bibliotecas de escritores é uma forma de entrarmos no espaço de criação do artista. Ao descobrir este lugar que foi de leitura do autor, ingressamos em um território acessível a poucos. Ali há um espaço de mistérios e intenções, de descobertas por parte do autor.
  • 3. Capítulo 1 A CASA DO AUTOR: ESPAÇO DE LEITURA E CRIAÇÃO 1.1 O Dono dos livros: vida e obra 1.2 A Bilbioteca particular: descrição exploratória
  • 4.
  • 5.
  • 6. Capítulo 2 O LUGAR DAS PALAVRAS: TEXTOS, LIVROS E MEMÓRIA 2.1 Leitura e Dialogismo 2.2 Linguagem e Interação 2.3 O plurilinguismo no romance
  • 7. 2.1 Leitura e Dialogismo A leitura de um texto depende da compreensão do enunciado. O enunciado, realizado pelo autor, carregado de sentidos, fará com que a compreensão do leitor, dependa também da sua posição perante o enunciado. As respostas surgirão conforme a bagagem de sentidos que traz dentro da sua mala, aqui no papel ativo de leitor.
  • 8. 2.2 Linguagem e Interação Na obra, Marxismo e Filosofia da Linguagem, Bakhtin concebe a comunicação como um processo interativo, muito mais amplo do que a mera transmissão de informações. Para ele a linguagem e a interação social. Ó sujeito, ao falar ou escrever, deixa em seu texto marcas profundas de sua sociedade, seu núcleo familiar, suas experiências, além de pressuposições sobre o que o interlocutor gostaria ou não de ouvir ou ler, tendo em vista também seu contexto social.
  • 9. 2.3 O Plurilinguismo no Romance O Romance, composto pela voz “do outro” se diferencia da poesia. Apresenta confrontos dialógicos, coloca-se frente a frente com os personagens para discutir, criticar, desenvolver novas ideias e conceitos. Em sua existência histórica vai se remodelando conforme seus diversos grupos sócio-ideológicos, entre correntes, escolas, círculos, etc. Estas diferentes formas de apresentar-se, transforma o discurso em plurilinguismo.
  • 10. Capítulo 3 O LIVRO ESCRITO: DEPOIS DO ÚLTIMO TREM E O DIÁLOGO COM O FANTÁSTICO 3.1 Antes do Depois… 3.2 O fantástico em Depois…
  • 13. Capítulo 4 OS LIVROS LIDOS: A HORA DOS RUMINANTES E PEDRO PÁRAMO 4.1 A obra presente: A hora dos ruminantes 4.2 A obra ausente: Pedro Páramo 4.3 Relendo os livros de Josué
  • 14.
  • 15. A obra ausente, não encontrada na biblioteca de Josué Guimarães, mas provável referência na constituição de Depois do último trem. Pedro Páramo, do autor Juan Rulfo. Aqui, há a ideia de que a biblioteca de um autor não se restringe aos exemplares materialmente catalogáveis, dispostos em suas estantes.
  • 16. Considerações Finais Foco no ambiente de criação do autor; Trabalho com os livros no Aljog/UPF; Reconhecimento da Literatura Fantástica dos autores: Josué Guimarães, José J. Veiga e Juan Rulfo.
  • 17. Referências ACERVO LITERÁRIO JOSUÉ GUIMARÃES. Disponível em: www.upf.br/aljog/. Acesso em 20 nov. 2012 AUTORES GAÚCHOS. Josué Guimarães: escrever é um ato de amor. Porto Alegre: Instituto Estadual do Livro, 2006. BACHELARD, Gaston. A poética do espaço. Tradução Antônio de Pádua Danesi. São Paulo: Martins Fontes, 2ª ed. 2008. BORDINI, Maria da Glória. Os acervos de escritores sulinos e a memória literária brasileira. UNESP – FCLAs – CEDAP, v.4, n.2, p. 35-54, jun. 2009. Revista Patrimônio e Memória. Disponível em <http://pem.assis.unesp.br/index.php/pem/article/view/54/501> Acesso em 14 de jun. de 2013. BECKER, Paulo; RÖSING, Tania. Memória: Jornadas Literárias de Passo Fundo, 20 anos de História. Passo Fundo: Editora UPF/Edelbra, 2001. BRITO, José Domingos de. Disponível em: <http://www.tirodeletra.com.br/biografia/JoseJ.Veiga.htm> Acesso em: 12 de jan. 2015.
  • 18. BAKHTIN, M. Questões de literatura e de estética: a teoria do romance. SãoPaulo: Hucitec, 2010. ___. Estetica da criacao verbaĺ ̧ ̃ . Sao Paulo: Martins Fontes, 2011.̃ ___. Marxismo e filosofia da linguagem: problemas fundamentais do metodó sociologico na ciencia da linguagem.́ ̂ 8. ed. São Paulo: Hucitec, 1997. ___. Problemas da Poetica de Dostoievskí ́ . Trad. Paulo Bezerra. 1a. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitaria, 1981.́ CHABAT, Jorge. Disponível em: <http://www.eluniversal.com.mx/editoriales/35629.html>. Acesso em: 14 de jan. 2015. DURANTE, Erica. La biblioteca de escritor frente al mundo global. Manuscrítica 24, 2013. <http://www.revistas.fflch.usp.br/manuscritica/article/view/1467/1300> Acesso em 13 de ago. de 2014
  • 19. FERREIRA, Jorge; GOMES, Angela de Castro. 1964: o golpe que derrubou um presidente, pôs fim ao regime democrático e instituiu a ditadura no Brasil. 1ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014. FUENTES, Waldemar Verdugo. Versión final publicada en Arts&History-México, febrero de 2002 y en la revista Norte/Sur, México, Argentina, Chile: septiembre 2003. FURTADO, Filipe. A construção do fantástico na narrativa. Lisboa: Livros Horizonte, 1980. GUIMARÃES, Josué. Depois do último trem. 10. ed. Porto Alegre: L&PM, 2007. JORNADAS LITERÁRIAS. Disponível em http://www.jornadasliterarias.upf.br/verConteudo.php?cod=346 Acesso em 7 de set. de 2013  
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