Revolução Industrial
A Revolução Industrial
A Inglaterra, no início do século XVIII,
  passou por profundas transformações
  socioeconômicas, a chamada Revolução
  Industrial, caracterizada pelas máquinas
  fabris, que passaram a determinar o ritmo
  e a forma de produção. A partir daí, as
  fábricas eram o lugar da produção, e a
  indústria passou a interferir na dinâmica
  da cidade, ditando o deveria ser
  produzido.
Na fase inicial da Revolução Industrial, as
condições de trabalho eram péssimas,
não havia direitos trabalhistas e os
empregados das fábricas, na sua maioria,
eram mulheres e crianças. Porque nessa
fase, a mão de obra era uma tarefa
mecânica e repetitiva, portanto qualquer
pessoa, de qualquer idade, poderia
executá-la. Além disso, o trabalho infantil
era mais barato.
O avanço industrial exigiu maior infraestrutura
 para atender ao mercado consumidor. Em
 1825, o transporte de mercadorias e de
 pessoas, que era feito por estradas e rios,
 passou a ser feito por locomotivas a vapor, que
 percorriam maiores distâncias em intervalos
 menores de tempo, além de transportar carga
 pesada.
O aumento da capacidade de produção dos
 países europeus industrializados atingiu o
 limite de consumo dos seus mercados
 tradicionais e esses países tiveram, então, que
 conquistar novos consumidores e novas fontes
 de matérias-primas. Assim, países da América
 Latina, África e Ásia, tradicionais fornecedores
 de matéria-prima e alimentos, passaram a
 constituir mercados consumidores
 complementares importantes, no século XVIII.
Nos Estados Unidos (Nova Inglaterra), a
 indústria foi criada e protegida da concorrência
 com a Inglaterra por uma tarifa protecionista,
 mas havia escassez de capital e mão de obra
 qualificada, que precisavam ser importados da
 Inglaterra. Engenheiros americanos
 aproveitavam as técnicas e as habilidades dos
 ingleses para criar máquinas simplificadoras da
 necessidade da mão de obra. Assim,
 inventaram o navio a vapor (1807-1813), a
 máquina de costura (1843) e a máquina de
 escrever, entre outras coisas.
O trabalho e o processo de industrialização
Considerando a história e a cultura, a
  colonização da América permite regionalizar o
  continente em dois conjuntos: América Anglo-
  Saxônica e América Latina. A maior
  concentração industrial está na América Anglo-
  Saxônica (Canadá e EUA). Sua localização é
  explicada pelos seguintes fatores:
• Concentração de jazidas de ferro e carvão
  mineral; rede de infraestrutura de
  transporte ferroviário e fluvial; área de mais
  antiga ocupação; grande concentração
  populacional.
Na América Latina, os principais e mais
 modernos parques industriais estão
 localizados no Brasil, Argentina e
 México. A contrário da América
 Anglo-Saxônica, o processo de
 industrialização latino-americano foi
 tardio e marcado por grande
 dependência de capital e tecnologia
 vindos do exterior.
Taylorismo, fordismo, toyotismo e volvismo
Assim como a industrialização foi se
 mundializando, as formas de produção
 adotadas foram se uniformizando. Antes
 da 1ª Guerra Mundial (1914-1918),
 existiam fábricas com aproximadamente
 20 mil operários nos EUA, na Inglaterra e
 na Alemanha, com grande produtividade.
 As indústrias adotavam o “fordismo-
 taylorismo”, ponto avançado dessa fase
 de evolução do capitalismo.
Taylorismo
Criado pelo engenheiro norte-americano
 Frederick W. Taylor, consistia em um tratado
 que descrevia uma forma de se aumentar a
 produtividade. A proposta de Taylor era a
 organização da fábrica em etapas de
 produção, decompondo cada processo do
 trabalho em vários segmentos e montando
 frentes de trabalho fragmentadas. Esse
 sistema controlava a mão de obra com horário
 rígido, disciplina, hierarquia, punição e
 vigilância, com o objetivo de produzir mais em
 menos tempo. Serviu de modelo para o
Fordismo
O estadunidense Henry Ford criou a linha de
 montagem em associação com as etapas de
 produção do taylorismo. A especialização do
 trabalho mecânico e repetitivo teve início na
 indústria automobilística, em particular na
 empresa Ford Motor Company. Os ganhos
 em produtividade levaram Henry Ford, em
 1914, a introduzir o trabalho de 8 horas por dia
 e 5 dólares como recompensa para os
 trabalhadores da linha de montagem de carros
 em Michigan, nos EUA.
Toyotismo
• O toyotismo (alusão à fábrica
  japonesa Toyota) representou um
  novo modelo de relação dentro
  das empresas. O trabalhador
  passou a ser mais valorizado e a
  ter um pouco mais de autonomia.
Volvismo
Foi criado na década de 1960, por Emti
 Chavanmco, engenheiro da Volvo.
 Características: altíssimo grau de
 informatização e automação; forte
 presença dos sindicatos trabalhistas; mão
 de obra altamente qualificada. As fábricas
 da Volvo são marcadas por um alto grau
 de experimentalismo, sem o qual talvez
 não fosse possível introduzir tantas
 mudanças.
Revolução industrial

Revolução industrial

  • 1.
  • 2.
    A Revolução Industrial AInglaterra, no início do século XVIII, passou por profundas transformações socioeconômicas, a chamada Revolução Industrial, caracterizada pelas máquinas fabris, que passaram a determinar o ritmo e a forma de produção. A partir daí, as fábricas eram o lugar da produção, e a indústria passou a interferir na dinâmica da cidade, ditando o deveria ser produzido.
  • 3.
    Na fase inicialda Revolução Industrial, as condições de trabalho eram péssimas, não havia direitos trabalhistas e os empregados das fábricas, na sua maioria, eram mulheres e crianças. Porque nessa fase, a mão de obra era uma tarefa mecânica e repetitiva, portanto qualquer pessoa, de qualquer idade, poderia executá-la. Além disso, o trabalho infantil era mais barato.
  • 5.
    O avanço industrialexigiu maior infraestrutura para atender ao mercado consumidor. Em 1825, o transporte de mercadorias e de pessoas, que era feito por estradas e rios, passou a ser feito por locomotivas a vapor, que percorriam maiores distâncias em intervalos menores de tempo, além de transportar carga pesada.
  • 7.
    O aumento dacapacidade de produção dos países europeus industrializados atingiu o limite de consumo dos seus mercados tradicionais e esses países tiveram, então, que conquistar novos consumidores e novas fontes de matérias-primas. Assim, países da América Latina, África e Ásia, tradicionais fornecedores de matéria-prima e alimentos, passaram a constituir mercados consumidores complementares importantes, no século XVIII.
  • 8.
    Nos Estados Unidos(Nova Inglaterra), a indústria foi criada e protegida da concorrência com a Inglaterra por uma tarifa protecionista, mas havia escassez de capital e mão de obra qualificada, que precisavam ser importados da Inglaterra. Engenheiros americanos aproveitavam as técnicas e as habilidades dos ingleses para criar máquinas simplificadoras da necessidade da mão de obra. Assim, inventaram o navio a vapor (1807-1813), a máquina de costura (1843) e a máquina de escrever, entre outras coisas.
  • 10.
    O trabalho eo processo de industrialização Considerando a história e a cultura, a colonização da América permite regionalizar o continente em dois conjuntos: América Anglo- Saxônica e América Latina. A maior concentração industrial está na América Anglo- Saxônica (Canadá e EUA). Sua localização é explicada pelos seguintes fatores: • Concentração de jazidas de ferro e carvão mineral; rede de infraestrutura de transporte ferroviário e fluvial; área de mais antiga ocupação; grande concentração populacional.
  • 11.
    Na América Latina,os principais e mais modernos parques industriais estão localizados no Brasil, Argentina e México. A contrário da América Anglo-Saxônica, o processo de industrialização latino-americano foi tardio e marcado por grande dependência de capital e tecnologia vindos do exterior.
  • 13.
    Taylorismo, fordismo, toyotismoe volvismo Assim como a industrialização foi se mundializando, as formas de produção adotadas foram se uniformizando. Antes da 1ª Guerra Mundial (1914-1918), existiam fábricas com aproximadamente 20 mil operários nos EUA, na Inglaterra e na Alemanha, com grande produtividade. As indústrias adotavam o “fordismo- taylorismo”, ponto avançado dessa fase de evolução do capitalismo.
  • 14.
    Taylorismo Criado pelo engenheironorte-americano Frederick W. Taylor, consistia em um tratado que descrevia uma forma de se aumentar a produtividade. A proposta de Taylor era a organização da fábrica em etapas de produção, decompondo cada processo do trabalho em vários segmentos e montando frentes de trabalho fragmentadas. Esse sistema controlava a mão de obra com horário rígido, disciplina, hierarquia, punição e vigilância, com o objetivo de produzir mais em menos tempo. Serviu de modelo para o
  • 16.
    Fordismo O estadunidense HenryFord criou a linha de montagem em associação com as etapas de produção do taylorismo. A especialização do trabalho mecânico e repetitivo teve início na indústria automobilística, em particular na empresa Ford Motor Company. Os ganhos em produtividade levaram Henry Ford, em 1914, a introduzir o trabalho de 8 horas por dia e 5 dólares como recompensa para os trabalhadores da linha de montagem de carros em Michigan, nos EUA.
  • 18.
    Toyotismo • O toyotismo(alusão à fábrica japonesa Toyota) representou um novo modelo de relação dentro das empresas. O trabalhador passou a ser mais valorizado e a ter um pouco mais de autonomia.
  • 20.
    Volvismo Foi criado nadécada de 1960, por Emti Chavanmco, engenheiro da Volvo. Características: altíssimo grau de informatização e automação; forte presença dos sindicatos trabalhistas; mão de obra altamente qualificada. As fábricas da Volvo são marcadas por um alto grau de experimentalismo, sem o qual talvez não fosse possível introduzir tantas mudanças.