VIDEOS: A Primeira Revolução Industrial | Nerdologia
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=m_KTF3iNrY0&t=28s
A Quarta Revolução Industrial | Canal Entender
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=NHBz-u5PCh8
The mill - Episodio 1 (Sub. Español). Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=cbIC0sVnRbU&list=PLDmbDYpz5INUCZRf_MLgV7d9fe
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Texto 1: A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
A Revolução Industrial teve início na
Inglaterra na segunda metade do
século XVIII, com o surgimento das
máquinas. Isso permitiu o
estabelecimento da indústria e a
consolidação do capitalismo. As formas
de produção e as relações de trabalho
se transformaram radicalmente, sendo
que os trabalhadores começaram a
vivenciar uma intensa exploração de
sua força de trabalho.
Resumo sobre Revolução Industrial
 A Revolução Industrial teve início com o surgimento das máquinas movidas a vapor.
 A Inglaterra foi o país pioneiro nesse processo, pois reuniu condições políticas, econômicas
e sociais para tal.
 O início dessa revolução se deu na segunda metade do século XVIII.
 Esse processo causou profundas transformações na vida dos trabalhadores.
 A insatisfação dos trabalhadores com a precarização de seu trabalho resultou no
surgimento dos sindicatos e dos movimentos trabalhistas.
O que foi a Revolução Industrial?
Revolução Industrial é o nome pelo qual conhecemos o período de grande avanço tecnológico
que se iniciou na Inglaterra no final do século XVIII. As inovações tecnológicas realizadas na
Inglaterra permitiram o surgimento da indústria. Sua difusão pela Europa e pelo restante do
planeta contribuiu para o estabelecimento do capitalismo.
Não há uma data específica que delimite o início da Revolução Industrial, pois há divergência
entre os historiadores a respeito dessa cronologia. Alguns apontam que a década de
1760 foi seu pontapé inicial, embora outros teorizem que foi a década de 1780.
Apesar dessa discordância na datação do acontecimento, algo é unânime: a Revolução
Industrial transformou radicalmente a sociedade. Isso porque as relações de trabalho mudaram
profundamente, assim como a produção de mercadorias, que se tornou mais rápida. O
desenvolvimento tecnológico contribuiu também para o encurtamento das distâncias.
O ponto de partida da indústria na Inglaterra se deu por meio da indústria têxtil, e as
primeiras grandes máquinas do período foram idealizadas para ampliar a produção de roupas.
Isso se concretizou por meio do desenvolvimento das máquinas de tear, como a spinning frame,
que permitia que uma pessoa que a manejasse fosse capaz de tear dezenas de fios ao mesmo
tempo.
A ampliação da produção por meio das máquinas contribuiu para a redução salarial e permitiu que
os lucros obtidos pelos donos de indústrias fossem utilizados no desenvolvimento de
novas tecnologias. Foi o que aconteceu também, por exemplo, com as estradas de ferro, que
passaram a ser construídas a partir da década de 1830 por todo o território inglês.
Esse meio de transporte, então mais eficiente, foi financiado, portanto, com dinheiro do lucro dos
donos de indústrias. As estradas de ferro na Inglaterra permitiram diminuir o tempo do
deslocamento e possibilitaram aumentar a capacidade de mercadoria produzida. Em suma, as
indústrias podiam investir no aumento da produtividade porque havia um meio eficiente para
transportar suas mercadorias.
Pioneirismo inglês na Revolução Industrial
Como mencionado, a Revolução Industrial teve como ponto de partida a Inglaterra, uma
vez que foi onde surgiram as primeiras máquinas que fomentaram o desenvolvimento industrial.
Uma série de fatores explicam o porquê de a Inglaterra ter sido essa nação pioneira.
Pode-se começar pelo fato de que a Inglaterra possuía uma burguesia que investiu no
desenvolvimento do capitalismo na economia inglesa. Essa burguesia se estabeleceu no poder
do país no final do século XVII, logo após a Revolução Gloriosa, que consolidou uma monarquia
constitucional.
Por meio disso, a burguesia inglesa pôde investir em seu desenvolvimento econômico,
sempre visando atender a seus próprios interesses. A longo prazo, isso transformou a economia
inglesa, tornando o país em uma potência comercial. Os historiadores estabelecem um marco
para a economia inglesa: os Atos de Navegação, decretados por Oliver Cromwell, em 1651.
Essa lei fortaleceu o comércio inglês e enfraqueceu o comércio de outras
navegações, pois determinava que as mercadorias compradas ou vendidas pela Inglaterra só
podiam ser transportadas por navios ingleses. Isso garantiu lucros para a burguesia, permitindo
que acumulasse capital, que foi utilizado no desenvolvimento da indústria.
Além de possuir capital para investir no desenvolvimento do maquinário, a Inglaterra
contava com mão de obra em abundância. Isso porque nos últimos séculos o país vinha
passando por um processo de expulsão dos camponeses de suas terras, o que se deu por meio
das Leis de Cercamento (Enclosure Acts).
Essas leis expulsavam os camponeses das terras em que viviam para convertê-las
em pasto para a criação de ovelhas, animais que fornecem importante matéria-prima para a
indústria têxtil. Despossuídos de suas terras, os camponeses não tinham onde sobreviver e, por
isso, rumavam às cidades à procura de emprego.
Nas cidades, o emprego disponível passou a ser o das fábricas têxteis. Os
trabalhadores não tinham opção de rejeitar tal ocupação, uma vez que sem renda não teriam
moradia e, sem moradia, seriam considerados vadios, ou seja, enquadrados na Lei de Vadiagem,
uma lei que punia pessoas pegas vagando nas ruas.
Por fim, deve-se lembrar que a Inglaterra possuía grandes reservas de carvão e ferro,
duas matérias-primas fundamentais para o desenvolvimento e funcionamento das máquinas.
Alguns historiadores levantam também o fato de que a Inglaterra contava com um relevante
número de intelectuais e cientistas que contribuíram para que o país pudesse sediar as
inovações da Revolução Industrial.
A vida do trabalhador na Revolução Industrial
A Revolução Industrial trouxe grandes transformações para o planeta e permitiu o
desenvolvimento da indústria e do capitalismo, como já vimos. Além disso, a vida dos
trabalhadores, grupo que formava a camada mais baixa da sociedade inglesa, também se
transformou radicalmente.
Podemos citar o fato de que o processo de produção de mercadorias foi alterado e passou
da manufatura para a maquinofatura. Isso significa que o trabalho deixou de ser artesanal para
ser industrial, pois antes as roupas eram produzidas manualmente. Já com as máquinas, esse
processo começou a acontecer de maneira industrializada.
Assim, não era mais necessário que o trabalhador possuísse grandes habilidades manuais, pois
o trabalho não era mais artesanal. A máquina era facilmente controlada e qualquer trabalhador
poderia manejá-la. Na prática, o trabalho deixou de ser especializado e isso gerou redução
salarial expressiva.
A redução salarial não foi acompanhada, de maneira alguma, por redução no custo de vida. Sendo
assim, os trabalhadores tinham as mesmas despesas, mas recebiam muito menos do que
recebiam nos anos anteriores ao surgimento das máquinas. Soma-se a isso o fato de que muitos
trabalhadores tinham jornadas de trabalho extremamente longas.
O trabalho poderia se estender por 16 horas, com uma pausa para o almoço, durante todos os
dias da semana. Além disso, os trabalhadores não podiam faltar ao expediente, pois, se isso
acontecesse, o salário deles seria reduzido. Por fim, o ambiente de trabalho não era seguro e
os acidentes com as máquinas eram frequentes.
Essa situação precária no trabalho fez com que os trabalhadores se reunissem
em sindicatos, cujo intuito era que se organizassem para defenderem os direitos da classe
trabalhadora. Os sindicatos passaram a lutar por aumentos salariais, redução na carga diária de
trabalho, direito de férias etc. Dois movimentos de trabalhadores de destaque do período foram
o ludismo e o cartismo.
Fases da Revolução Industrial
Tradicionalmente, os historiadores dividiram a Revolução Industrial em três fases, sendo que esse
contexto do surgimento da indústria têxtil na Inglaterra do século
XVIII corresponde à primeira fase. Nesse momento, o homem passa a utilizar máquinas que
funcionavam por meio de energia a vapor e hidráulica.
A partir do século XIX, teve início a segunda fase, que ficou marcada pela expansão da
Revolução Industrial. Nesse período, a indústria prosperou em outras partes do mundo, como
nos Estados Unidos e no Japão, e novas fontes de energia, como o petróleo, passaram a ser
utilizadas. Isso permitiu avanços na tecnologia. Os destaques dessa fase são o uso de motores à
combustão e a popularização do uso da energia elétrica.
Por fim, a terceira fase teve início na segunda metade do século XX, sendo marcada não
necessariamente pelo avanço industrial, mas sim pelo desenvolvimento tecnológico e científico, o
que permitiu o surgimento de novas tecnologias e de avanços consideráveis em áreas como a
medicina. Na terceira fase da Revolução Industrial, as distâncias foram drasticamente reduzidas
devido ao grande avanço nos meios de transporte.
Revolução Industrial no Brasil
A industrialização no Brasil foi tardia. No final do século XVIII, quando surgiram as primeiras
indústrias na Inglaterra, não era permitido que o Brasil tivesse nenhum tipo de manufatura.
Consequentemente, o Brasil ficou impedido de possuir indústrias em seu território, cenário que só
mudou com a vinda da família real portuguesa para o Brasil.
O primeiro grande ciclo de industrialização pelo qual o Brasil passou aconteceu na segunda
metade do século XIX, no período que ficou marcado pelos investimentos do Barão de Mauá.
Também conhecido por seu nome, Irineu Evangelista de Sousa, esse industrial ganhou destaque
por investir na construção de estradas de ferro no Brasil e na criação de um estaleiro onde eram
fabricados navios a vapor.
No entanto, um grande ciclo de industrialização do Brasil só se deu entre as décadas de
1930 e 1950 e aconteceu graças a incentivos realizados pelos governos de Getúlio
Vargas e Juscelino Kubitschek.
Fonte: https://www.historiadomundo.com.br/idade-moderna/revolucao-industrial.htm
TEXTO 2: Revolução Industrial: entenda o que foi e suas etapas
O que foi a Revolução Industrial?
A Revolução Industrial iniciou na Inglaterra no século XVIII. Foi um processo histórico estabelecido pelo
desenvolvimento tecnológico da indústria. O avanço na produção da indústria mudou todo o cenário global,
a produção de produtos era mais rápida e mais barata, ocasionando no deslocamento de grande parte da
população que vivia no campo para as cidades.
A revolução da indústria é marcada por grandes criações. Uma delas foi a lançadeira volante, inventada
em 1733, por John Kay. O aparelho acelerou a atividade manual usada na indústria têxtil. A substituição
da madeira pelo carvão se deu em 1755 por Abraham Darby. Logo depois, tivemos o desenvolvimento
do ferro como matéria-prima, substituindo a máquina de madeira pela máquina de metal. No ano de 1769,
temos a máquina a vapor patenteada por James Watt.
O historiador Paul Mantoux, escritor do livro “A Revolução Industrial no Século XVIII, ao retratar sobre as
situações raras daquele período, sobre um dos processos de fabricação em que o trabalho era mais simples
e menos acumulado, traz a seguinte passagem:
“A simplicidade dos instrumentos correspondia a da organização do trabalho. Se a família do tecelão era
bem grande, bastava para tudo e distribuía entre seus membros as operações secundárias: a mulher e as
meninas na roça, os meninos cardando a lã, enquanto os homens trabalhavam na lançadeira: este usa o
quadro clássico deste estado patriarcal na indústria”. (MANTOUX, 1985)
Ele ainda explica as três fases no desenvolvimento do trabalho: a primeira fase começa com o trabalhador
alugando suas ferramentas de trabalho. A segunda fase com a aproximação do possuidor do produto e do
capitalista no qual levou a troca de serviço sob acompanhamento, dando origem a fábrica e iniciando o
processo de industrialização e do capitalismo. E a terceira fase que ocorre através da incorporação das
máquinas, originando a Revolução Industrial.
Como era antes da Revolução Industrial?
Antes da Revolução Industrial, a produção do trabalho era manufaturada, ou seja, a fabricação de
produtos era dividida entre pessoas e máquinas, representada pelo trabalho manual. A maioria da
população vivia nos campos, não se tendo grandes meios de comunicação entre pessoas e países. A
comunicação era feita através de cartas, o que era muito demorado e o transporte se dava por meio de
carroças, no qual levava muito tempo.
Antes da indústria chegar na Inglaterra, a terra era mantida pelos rebanhos de carneiro pelo qual se obtinha
grande quantidade de lã que era vendida para o estrangeiro, sendo um dos fatores que fizeram a Inglaterra
enriquecer. A lã também trouxe grande crescimento e desenvolvimento pelos insumos e serviços e pela
mão de obra.
A produção era executada manualmente, o que ocasionava na demora da realização de mercadorias e na
baixa quantidade. Naquele período, não existia normas para decretar o direito do trabalhador, então, era
muito comum que todos os membros das famílias participassem das atividades de produção. O trabalho
infantil era uma realidade daquela época.
A pioneira Inglaterra
A Inglaterra foi a pioneira nessa transformação, como por exemplo, a ascensão da burguesia na política
no século XVII, o que favoreceu o desenvolvimento da indústria, assim como o grande mercado interno
que resultou em uma grande quantidade de riquezas pelas atividades mercantis.
A Inglaterra, comparada com o resto da Europa, era detida de grande organização política. Para evitar
abusos e injustiças, em 1215 os barões e cavaleiros obrigaram o rei João Sem Terra a estabelecer, de
forma documentada, os direitos do povo inglês. O rei João assina A Magna Carta, limitando a autoridade
das monarquias. O documento foi importante para fixar direito e deveres e frear imposições arbitrárias por
parte dos imperadores. Também foi significativo para a criação da primeira constituição da Inglaterra.
Com toda a organização política alcançada, o cenário começa a mudar através da Guerra dos Cem Anos
e posteriormente da Guerra das Duas Rosas. O feudalismo perde forças e o mercado burguês, aliado com
os privilégios da nobreza, fica cada vez mais forte. As mudanças para a indústria, ocorre por três principais
setores, conhecido como Revoluções, sendo, Comercial, Agrária e Intelectual.
A Revolução Comercial
A Revolução Comercial muda todo o cenário geográfico por meio das cruzadas do século XV e XVI. Os
homens deixam de atravessar apenas o mar mediterrâneo e passam a explorar os oceanos Atlântico, Índico
e Pacífico. Os europeus vão atrás de novas mercadorias conhecendo mais lugares e mais pessoas. O
comércio é fortalecido e aumentado, e novos tipos de produtos ampliam o conhecimento técnico, visando
maior produtividade e lucro.
As atividades mercantis criam grande crescimento do mercado, gerando uma forte expansão do
mercantilismo. O Estado passa a interferir na economia da época realizando várias negociações
econômicas. Foi um período de grande riqueza pelo comércio externo, que começou a caminhar cada vez
mais para a industrialização.
A Revolução Agrária
A Revolução Agrária foi responsável pelo grande crescimento das cidades. As pessoas deixam suas casas
no campo e migram para os grandes centros urbanos, iniciando um grande processo de urbanização. Como
a Inglaterra possuía inúmeras propriedades, foi separada em partes de terras para ser dividida entre
algumas parcelas da população.
No século XVIII, o crescimento das leis e de práticas do Parlamento passa a cercar os campos em geral.
As cidades passam a receber numerosa mão de obra, submetendo os cidadãos a trabalhos com salários
pequenos e com péssimas condições de trabalho.
A Revolução Intelectual
A Revolução Intelectual foi importante na superação das ideias tradicionais. O pensamento de alguns
filósofos como John Locke, Isaac Newton e René Descartes passou a influenciar a sociedade daquele
período. Os conceitos da Idade Média começam a ser substituídos pelo método científico baseado nas
experiências e pelo raciocínio. Essas modificações de princípios criaram novos interesses pelos estudos
mecânicos e pela realização de novos trabalhos, gerando um forte interesse pela indústria.
Os outros fatores foram:
Localização Geográfica
A localização geográfica ajudou muito, pois a Inglaterra era uma ilha e se encontrava em posição de
vantagem no acesso a potências europeias para o mercado mercantil, visto que o transporte por terra era
muito caro e demorado.
Atividades Corsárias e Leis de Cercamentos
As atividades corsárias (roubos a navios de outros países por comandos do próprio estado) também
auxiliaram no enriquecimento, assim como as Leis de Cercamentos, as terras eram cercadas para uso
individual, obrigando os trabalhadores a saírem do campo e migrarem para as cidades com finalidade da
população procurar empregos nas indústrias.
Êxodo Rural
Com a Lei de Cercamentos, houve um grande deslocamento da população rural para as cidades,
ocasionando o êxodo rural. Foi através do êxodo rural que ocorreu a amplificação da propriedade rural,
houve um aumento da matéria prima, proporcionando a mão de obra nas fábricas. A grande procura por
emprego ocasionou na submissão de péssimas condições de trabalho, na maioria das vezes, a jornada
passava de 12 horas e se tinha uma grande exploração de mulheres e crianças. Os trabalhadores
passavam por uma situação precária e quase sem direitos.
Toda essa exploração ocasionou na composição de movimentos onde os operários buscavam as melhores
condições de trabalho. Um desses movimentos ficou conhecido como Ludismo, no qual os trabalhadores
ocuparam as fábricas e quebraram as máquinas, argumentando que elas haviam roubado os seus
empregos.
Outro movimento foi o Cartismo, onde os trabalhadores buscavam a expansão de seus direitos através da
política. Todos esses motivos levaram a Inglaterra a um grande acúmulo de capital, que logo depois foi
transformado na indústria e no processo de produção.
AS TRÊS FASES DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
É dividida em três fases, pois cada uma foi responsável por acontecimentos importantes durante
determinado período. A primeira fase foi caracterizada pela máquina a vapor. Já a segunda pelos avanços
na comunicação, como o advento do avião, telefone e televisão. E a terceira fase é definida pelo
crescimento tecnológico e o avanço da biotecnologia.
Primeira fase
A primeira fase ocorreu no século XVIII, entre os anos 1760 a 1850, sendo caracterizada
pela maquinofatura e pela indústria. No período, um dos grandes avanços foram os novos tipos de
indústrias, principalmente a indústria têxtil, no qual ganhou uma grande produção por conta da
implantação de máquinas que ajudaram a tecer os fios de forma mais rápida e sistêmica.
Outro fator importante da primeira fase foi o surgimento do trabalho assalariado. Esse elemento marca o
início das discussões sobre dificuldades da jornada de trabalho e as atividades bastantes cansativas e
degradantes, com salários extremamente baixos.
A chegada da indústria consolidou um novo modelo de produção, o que foi muito benéfico para o
impulsionamento da economia local, de modo geral. A superação da velha manufatura pela produtividade
da nova maquinofatura e o carvão como principal fonte de combustível foi também foi um fator determinante
para a consolidação das bases do capitalismo e do liberalismo econômico, que se desenvolveram e
passaram a estruturar a sociedade.
A instalação das plantas produtivas mudou o cenário econômico, social e ambiental dos países que se
industrializaram, pois houve um aumento vertiginoso da população nas cidades, que foi atraída pela
crescente oferta de empregos – ainda que precários e despidos de qualquer proteção legal e direitos, hoje,
básicos.
Com o desenvolvimento da economia e a crescente obtenção de lucro das indústrias e dos empresários
que visavam a predominância da propriedade privada, o capitalismo e liberalismo econômico ganham
forças. Os princípios de liberdade, igualdade e fraternidade adquiridos dos ideais iluministas passam a
fazer parte do cenário da época, tendo em vista a livre concorrência, intervenção mínima do estado e a
defesa dos direitos individuais.
Segunda fase
A evolução na indústria e o desenvolvimento na linha de produção combinado com eletricidade, aço e
principalmente petróleo, estabeleceram a segunda fase da Revolução Industrial, aproximadamente entre
a segunda metade do século XIX.
Foi através de todo esse avanço e com o aumento da produtividade que o avião surgiu, e o transporte
ferroviário e marítimo se tornaram mais rápidos. Além disso, também foi possível que um número maior de
pessoas pudesse se locomover em menos tempo, ao passo que se começava a movimentar um fluxo
bem maior de produtos.
Na época, também ocorreu um grande avanço tecnológico na esfera das comunicações. Foi nessa
conjuntura que surgiu o telégrafo, o telefone e o rádio, favorecendo a aproximação de pessoas e regiões.
O neocolonialismo foi um processo em que as grandes potências europeias iniciaram a ocupação e a
colonização da África e da Ásia, a partir da segunda metade do século XIX. O grande interesse das
indústrias em apoiar essas colonizações era de ganhar novos mercados consumidores e adquirir insumos
para o trabalho.
Os europeus percebem a possibilidade de ascensão do mercado através dos continentes, que sofreram
grande exploração. O fundamento de toda essa exploração era uma “missão civilizatória”, que acarretaria
em um avanço e crescimento dos países que ainda não eram “tão desenvolvidos” como os países
europeus.
É nesse momento que o sistema de produção muda para tentar alcançar um número maior de corporações,
devido ao grande crescimento de grupos empresariais. Com o aumento da população e o grande número
de trabalhadores, novos direitos trabalhistas são consolidados, assim como o surgimento de sindicatos. As
cidades crescem rapidamente e surgem novas questões consideradas como o lixo e problemas ambientais.
Com o aumento da população e das divergências de interesses entre ricos e pobres, temos uma grande
transformação no modelo do sistema político inglês. O historiador Francisco Iglésias fala em seu livro “A
Revolução Industrial” sobre a luta dos partidos conservadores e liberais através do século XIX, expondo a
predominância e ascensão do liberalismo político e econômico, bem como a ascensão de uma ideologia
liberal decorrente dos interesses burgueses que ganharam força desde os séculos anteriores devido ao
crescimento do mercado marítimo.
Ele relata também a forte diferença de classes entre os ricos e pobres, e a aceitação do proletário a
trabalhos pesados em ambientes prejudiciais à saúde, com alta carga horária decorrente da farta mão de
obra da época, no qual ocasionava a uma vida mais curta.
Terceira Fase
A terceira fase da Revolução Industrial ocorre em meados do século XX. Chamada de Revolução Técnico-
científica, foi apresentada logo após a Segunda Guerra Mundial. Trouxe novos tipos de indústrias que
envolvem o campo científico como a indústria
eletrônica, cibernética, biotecnologia, petroquímica, aeroespacial e química.
Com esses novos tipos de indústrias no mercado, houve um grande avanço tecnológico, lançando novos
produtos e serviços. A capacidade de produção em uma quantidade menor de tempo aumentou, mudando
toda a forma de comunicação que já existia.
A circulação de produtos e informação foi tão acelerada que passamos para o mundo globalizado,
adaptada pela amplificação de informações e pelo desenvolvimento da incorporação econômica e da
política internacional. Nessa fase, temos uma enorme força do sistema capitalista decorrente do poder de
grandes empresas que atuam na economia, no consumo da população e no comando dos países.
Todo esse avanço tecnológico e científico trouxe algumas preocupações para a sociedade atual, assim
como os problemas ambientais, a diminuição dos recursos naturais, a exploração do trabalho, a
desvalorização do serviço e consequentemente o desemprego. Assim, o crescimento das atividades
comerciais gerou grandes mudanças na economia e nas vidas das pessoas.
FONTE: https://www.politize.com.br/revolucao-industrial/
TEXTO 3: O que é a Indústria 4.0¿
Até o século XVIII os meios de produção tinham como característica principal a fabricação artesanal e
manual, resultando em uma montagem pequena e inviável diante de uma população em crescimento. Com
o surgimento das indústrias, a produção tornou-se volumosa e rápida. E com o passar do tempo, os
processos produtivos tiveram que evoluir para atender as necessidades do mercado que cresciam perante
o desenvolvimento da sociedade de cada época.
Tais transformações no ramo industrial, que causaram impactos econômicos, sociais e políticos
significativos ao corpo social, foram convencionalmente chamadas de revoluções industriais. Nos dias
de hoje, com o progresso do consumismo, as indústrias precisaram não apenas se reinventar, mas
também passar por um processo de atualização. Assim, elas passam por uma fase de transformação
tecnológica, conhecida como 4º Revolução Industrial ou Indústria 4.0
m sintonia com a evolução, tem-se atualmente no século XXI a 4º Revolução Industrial ou Indústria 4.0.
Esta nova proposta de indústria surgiu por meio da necessidade de se desenvolver um sistema de produção
inteligente, automatizado e autônomo e que resulte em mais praticidade para o usuário.
Este tipo de indústria usa tecnologias como:
 Inteligência Artificial, relacionada à capacidade dos dispositivos eletrônicos de aprender,
perceber, raciocinar e reproduzir. Um exemplo prático seria os sistemas de recomendações do YouTube e
Netflix. Há também aplicativos como Google Maps e Waze onde são capazes de cruzar dados de inúmeros
lugares para encontrarem as melhores rotas e, assim, otimizar o tempo do motorista e evitar problemas
de trânsito.
 Impressão 3D, série de técnicas que reproduzem objetos, desenhos ou planos em três dimensões.
Este processo encurtou o caminho entre a criação e teste do produto. É o que chama-se protótipo.
 Nanotecnologia, habilidade de manipular átomos e moléculas individualmente. É utilizado na
criação de tratamentos estéticos, tecnologia para produtos mais seguros e duráveis como objetos
impermeáveis, autolimpantes, com antirreflexo e outros.
 Robótica, ligada a criação de robôs. Hoje em dia tem-se os robôs aspiradores residenciais, TVs e
geladeiras por comando de voz e até mesmo robôs que auxiliam no tratamento de câncer.
 Biotecnologia, ramo que desenvolve tecnologias a partir de organismos vivos. Como por exemplo,
reprodução humana assistida, cultivo de plantas transgênicas, alimentação animal como a ração líquida
para suínos.
 Ciência de materiais, relativo ao estudo e produção das propriedades dos materiais em relação a
estrutura. Neste caso, tem-se a criação de plásticos com origem diferente do petróleo, como é o caso do
plástico feito do amido de milho.
 Internet das coisas, relacionada a conexão de objetos inteligentes ao celular ou computadores.
Um caso análogo seriam os relógios inteligentes e casas inteligentes onde os eletrodomésticos são
comandados por intermédio de comandos do celular.
Impactos da Indústria 4.0
A quarta revolução industrial trouxe fortemente a característica do imediatismo. Afinal, devido ao fator
rapidez da automação, os produtos podem ser produzidos em larga escala e distribuídos da mesma forma,
gerando um aumento de consumo e até mesmo na produção de lixo.
Como a Indústria 4.0 é fortemente marcada pela digitalização e robotização, houve um crescimento nos
Equipamentos Elétricos e Eletrônicos (EEE). Em tese, é o que Vanessa Forti, Vice-Reitora do Instituto das
Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa comenta em seu estudo:
Na prática, as estimativas da Universidade das Nações Unidas (UNU) mostram que o consumo de EEE
aumentou rapidamente nos últimos anos. E, esta crescente é explicada pelo fato de que a sociedade da
informação está crescendo em grande velocidade no mundo.
Além disso, sempre há uma atualização no sistema de produção. Um exemplo é a quantidade de modelos
de celulares, tablets, aparelhos televisivos que são produzidos em um lapso temporal pequeno, e
que podem acarretar em produtos com obsolescência planejada, ou seja, objetos com o término de
condições de funcionamento programados para que o usuário consuma um novo produto lançado.
FONTE: https://www.politize.com.br/o-que-e-industria-4-0/
ATIVIDADES
1. Trecho de uma redação escolar de um menino de 12 anos.
Ele descreve seu cotidiano de operário, enfiando linhas nas
agulhas dos teares, nos anos 1880. "Assim que me levanto
pela manhã, tenho que descer as escadas até o porão, para
começar minha jornada. São mais ou menos cinco e meia da
manhã. Aí eu tenho que enfiar as linhas nas agulhas dos
teares até as sete horas e só então tomo o café-damanhã.
Depois volto ao trabalho até a hora de ir para a escola.
Quando a escola termina, às onze horas, vou para casa e
volto para as agulhas até às doze horas. Almoço e volto a
trabalhar até pouco antes de uma da tarde. Retorno à
escola, onde aprendo muitas coisas úteis. Quando chego em
casa, trabalho até escurecer. Aí janto. Depois da janta,
trabalho novamente até as dez da noite. Às vezes, quando o
trabalho é urgente, fico até às onze da noite no porão. Depois
digo aos meus pais boa noite e vou dormir. É assim todos os dias”. Disponível em:
https://www.swissinfo.ch/por/sociedade/trabalho-infantil-na-su%C3%AD%C3%A7a_a-inf%C3%A2ncia-roubada-dosoper%C3%A1rios--
fabriklerkinder-/43508762 Acesso em 03 de abr. de 2020.
Declaração feita por um oficial fiandeiro de algodão ao público de Manchester, às vésperas de uma greve, citado
por THOMPSON, 1987, p. 25.
“Os trabalhadores, em geral, formam um grupo de homens inofensivos, modestos e bem informados, embora eu
desconheça a maneira como se informam. São dóceis e afáveis, se não os molestarem muito, mas isso não
surpreende, quando consideramos que eles são treinados para trabalhar desde os seis anos de idade, das seis da
manhã até as oito ou nove da noite. Ponha um dos que advogam a obediência ao mestre numa avenida de acesso
a uma fábrica, um pouco antes das cinco da manhã, para que se observe a aparência esquálida das crianças e de
seus pais, arrancados tão cedo de suas camas, não importa o tempo que faça. Deixe-o examinar a miserável porção
de comida, normalmente uma sopa aguada de aveia e bolo, também de aveia, um pouco de sal e, às vezes,
completada com um pouco de leite, além de algumas batatas, um pouco de bacon ou gordura, para o jantar. Um
mecânico londrino comeria isso? Permanecem fechados em salas onde o calor é maior do que nos dias mais quentes
do último verão, até a noite (se atrasarem alguns minutos, um quarto da jornada é descontado), sem intervalos,
exceto os quarenta e cinco minutos para o jantar: se comem alguma outra coisa durante o dia, têm de fazê-lo sem
parar de trabalhar. O escravo negro das Índias Ocidentais, mesmo trabalhando sob um sol tórrido, tem
provavelmente uma brisa suave que às vezes o refresca, um pedaço de terra e tempo para cultiválo. O escravo
fiandeiro inglês não desfruta de céu aberto e das brisas. Enclausurado em fábricas de oito andares, ele não tem
descanso até as máquinas pararem, e então retorna à sua casa, a fim de se recuperar para o dia seguinte. Não
há espaço para gozar da companhia da família: todos eles também estão fatigados e exaustos. Esse não é um
quadro exagerado: ele é literalmente verdadeiro. Pergunto mais uma vez se um mecânico se submeteria a isso, no
sul da Inglaterra.”
Disponível em: https://chacombolachas.wordpress.com/2008/09/11/condicoes-e-modos-de-vida-do-operariado-
ingles-da-primeirarevolucao-industrial-1780-1840/ Acesso em 03 de abr. de 2020.
RESPONDA: No início da revolução os empresários impõem duras condições de trabalho aos operários sem aumentar
os salários para assim aumentar a produção e garantir uma margem de lucro crescente. A disciplina é rigorosa, mas
as condições de trabalho nem sempre oferecem segurança. Em algumas fábricas a jornada ultrapassa 15 horas, os
descansos e férias não são cumpridos e mulheres e crianças não têm tratamento diferenciado. De acordo com os
depoimentos acima descreva às condições de vida, à mão de obra infantil, adulta e feminina no período da
Revolução industrial.
2. Leia os textos a seguir:
Revolução Industrial e a Questão Ambiental
O advento da Revolução Industrial deixou para trás o modo de produção agrícola e manual,
utilizando máquinas no auxílio das ações humanas e ampliando, dessa forma, a produção e os
mercados. Porém a atividade humana, principalmente a industrial, tem provocado grandes efeitos
ambientais provenientes do consumo de recursos naturais e na geração de resíduos e rejeitos
industriais.
A industrialização originou uma série de intensos desdobramentos na economia, com modos de
produção mais eficientes; no social, com as relações entre proletários e burgueses; e no ambiental,
com impactos ao meio ambiente (ex.: poluição atmosférica).
A transformação que o ser humano imprimiu à natureza, com o uso das máquinas e com a
necessidade cada vez maior de matérias-primas, fez surgir uma nova relação homem-natureza, na
qual o ser humano domina e explora os ambientes naturais, principalmente em decorrência do
consumismo, em especial nos países ricos.
A degradação ambiental foi crescente e desenfreada durante os séculos XIX e XX, com
consequências evidentes no século XX I – poluição atmosférica, contaminação da água e do solo,
retirada de florestas etc., o que tornou sombrias as previsões futuras para a vida no planeta.
Poluição atmosférica gerada pela indústria
A poluição atmosférica está concentrada principalmente em regiões industriais como o leste da
China, Europa Ocidental, nordeste e sul dos Grandes Lagos, Estados Unidos. Caso importantes
mudanças não sejam tomadas a fim de se adotar o desenvolvimento sustentável (sustentabilidade),
estabelecendo uma nova relação homem-natureza.
As indústrias contribuem severamente para o aumento das emissões de gases “estufa” na
atmosfera, contribuindo para o aquecimento global antropogênico. A Revolução Industrial levou à
urbanização, que, por sua vez, também provocou problemas relacionados à geração de resíduos
sólidos (lixo), à ocupação desordenada do solo com desmatamento e impermeabilização, à
contaminação dos cursos fluviais com esgotos e resíduos sólidos, ao aparecimento de ilhas de calor
etc.
Nas últimas décadas, vem ocorrendo uma importante transformação na administração industrial de
consequências positivas na área da sustentabilidade, com adoção de medidas amenizadoras de
impactos ambientais – a reciclagem, o reuso da água etc., modificando pensamentos e atitudes do
passado em que a deterioração ambiental era uma consequência inevitável do processo industrial.
Disponível em: https://www.coladaweb.com/biologia/ecologia/a-revolucao-industrial-e-a-poluicao.
Aceso em 03 de Abr. de 2021.
Responda:
Escreva os desdobramentos da industrialização no campo:
a) Econômico b) Social c) Ambiental:
3. Aponte o principal recurso mineral utilizado como motor da Primeira Revolução Industrial:
A) Petróleo B) Carvão mineral C) Gás natural
D) Ouro E) Terras rasas
4. A Revolução Industrial promoveu importantes mudanças no sistema de produção. No caso da
Primeira Revolução Industrial, o modo de produção artesanal foi substituído pelo
A) desenvolvimento de esteiras automatizadas para produção.
B) reduzido número de trabalhadores na linha de produção.
C) crescimento dos custos dos empresários com matéria-prima.
D) emprego de máquinas reunidas em plantas industriais.
E) incremento de profissionais altamente qualificados nas fábricas.
5. Com base nos tipos de indústria, assinale a alternativa que apresenta a principal indústria da
Primeira Revolução Industrial:
A) química B) farmacêutica C) petrolífera D) mecânica E) têxtil
6. Quais os dois tipos de transportes que foram fundamentais para a Revolução Industrial?
A - Transporte marítimo (através dos navios a vapor) e transporte ferroviário (locomotivas a vapor).
B - Transporte aéreo (aviões e helicópteros) e transporte ferroviário (locomotivas a vapor).
C - Transporte marítimo (através dos navios a vapor) e transporte veicular (automóveis e
caminhões).
D - Transporte aéreo (aviões e helicópteros) e transporte animal (bois, cavalos, etc.).
7. Sobre a condição de vida dos operários (trabalhadores das fábricas) na época da
Revolução Industrial é correto afirmar que:
A - Tinham apenas férias remuneradas como direito trabalhista, podiam se organizar livremente
em sindicatos, recebiam salários justos que lhes permitiam viver de forma digna.
B - Eles não tinham direitos trabalhistas, trabalhavam muito e ganhavam pouco, o ambiente de
trabalho apresentava péssimas condições.
C - Trabalhavam apenas 5 dias por semana, recebiam vários benefícios trabalhistas, tinham um
ambiente de trabalho em boas condições.
D - Recebiam salários baixos, enfrentavam duras jornadas de trabalho, não apresentavam
problemas de saúde relacionados ao trabalho.
8. Qual sistema econômico apresentou grande desenvolvimento e foi beneficiado com a
Revolução Industrial iniciada em meados do século XVIII?
A – Socialismo B – Feudalismo C – Capitalismo D - Colonialismo
9. Qual das alternativa abaixo apresenta uma consequência da Revolução Industrial?
A - Eliminação das desigualdades sociais e econômicas.
B - Aumento do êxodo rural.
C - Empobrecimento da burguesia industrial.
D - Fim das moradias precárias nas cidades industriais da Europa.
10. Qual das alternativas abaixo apresenta as duas principais fontes de energia utilizadas
durante a Revolução Industrial?
A - Energia nuclear e solar
B - Energia eólica e animal
C - Energia a vapor e hidráulica
D - Energia solar e energia a vapor
11. explique como funciona a Revolução 4.0. Cite alguns exemplos. (mínimo 7 linhas).

rev. industrial Atividades e textos e mapas.docx

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    VIDEOS: A PrimeiraRevolução Industrial | Nerdologia Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=m_KTF3iNrY0&t=28s A Quarta Revolução Industrial | Canal Entender Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=NHBz-u5PCh8 The mill - Episodio 1 (Sub. Español). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=cbIC0sVnRbU&list=PLDmbDYpz5INUCZRf_MLgV7d9fe zyvtJzn Texto 1: A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL A Revolução Industrial teve início na Inglaterra na segunda metade do século XVIII, com o surgimento das máquinas. Isso permitiu o estabelecimento da indústria e a consolidação do capitalismo. As formas de produção e as relações de trabalho se transformaram radicalmente, sendo que os trabalhadores começaram a vivenciar uma intensa exploração de sua força de trabalho. Resumo sobre Revolução Industrial  A Revolução Industrial teve início com o surgimento das máquinas movidas a vapor.  A Inglaterra foi o país pioneiro nesse processo, pois reuniu condições políticas, econômicas e sociais para tal.  O início dessa revolução se deu na segunda metade do século XVIII.  Esse processo causou profundas transformações na vida dos trabalhadores.  A insatisfação dos trabalhadores com a precarização de seu trabalho resultou no surgimento dos sindicatos e dos movimentos trabalhistas. O que foi a Revolução Industrial? Revolução Industrial é o nome pelo qual conhecemos o período de grande avanço tecnológico que se iniciou na Inglaterra no final do século XVIII. As inovações tecnológicas realizadas na Inglaterra permitiram o surgimento da indústria. Sua difusão pela Europa e pelo restante do planeta contribuiu para o estabelecimento do capitalismo.
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    Não há umadata específica que delimite o início da Revolução Industrial, pois há divergência entre os historiadores a respeito dessa cronologia. Alguns apontam que a década de 1760 foi seu pontapé inicial, embora outros teorizem que foi a década de 1780. Apesar dessa discordância na datação do acontecimento, algo é unânime: a Revolução Industrial transformou radicalmente a sociedade. Isso porque as relações de trabalho mudaram profundamente, assim como a produção de mercadorias, que se tornou mais rápida. O desenvolvimento tecnológico contribuiu também para o encurtamento das distâncias. O ponto de partida da indústria na Inglaterra se deu por meio da indústria têxtil, e as primeiras grandes máquinas do período foram idealizadas para ampliar a produção de roupas. Isso se concretizou por meio do desenvolvimento das máquinas de tear, como a spinning frame, que permitia que uma pessoa que a manejasse fosse capaz de tear dezenas de fios ao mesmo tempo. A ampliação da produção por meio das máquinas contribuiu para a redução salarial e permitiu que os lucros obtidos pelos donos de indústrias fossem utilizados no desenvolvimento de novas tecnologias. Foi o que aconteceu também, por exemplo, com as estradas de ferro, que passaram a ser construídas a partir da década de 1830 por todo o território inglês. Esse meio de transporte, então mais eficiente, foi financiado, portanto, com dinheiro do lucro dos donos de indústrias. As estradas de ferro na Inglaterra permitiram diminuir o tempo do deslocamento e possibilitaram aumentar a capacidade de mercadoria produzida. Em suma, as indústrias podiam investir no aumento da produtividade porque havia um meio eficiente para transportar suas mercadorias. Pioneirismo inglês na Revolução Industrial Como mencionado, a Revolução Industrial teve como ponto de partida a Inglaterra, uma vez que foi onde surgiram as primeiras máquinas que fomentaram o desenvolvimento industrial. Uma série de fatores explicam o porquê de a Inglaterra ter sido essa nação pioneira. Pode-se começar pelo fato de que a Inglaterra possuía uma burguesia que investiu no desenvolvimento do capitalismo na economia inglesa. Essa burguesia se estabeleceu no poder do país no final do século XVII, logo após a Revolução Gloriosa, que consolidou uma monarquia constitucional. Por meio disso, a burguesia inglesa pôde investir em seu desenvolvimento econômico, sempre visando atender a seus próprios interesses. A longo prazo, isso transformou a economia inglesa, tornando o país em uma potência comercial. Os historiadores estabelecem um marco para a economia inglesa: os Atos de Navegação, decretados por Oliver Cromwell, em 1651. Essa lei fortaleceu o comércio inglês e enfraqueceu o comércio de outras navegações, pois determinava que as mercadorias compradas ou vendidas pela Inglaterra só podiam ser transportadas por navios ingleses. Isso garantiu lucros para a burguesia, permitindo que acumulasse capital, que foi utilizado no desenvolvimento da indústria.
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    Além de possuircapital para investir no desenvolvimento do maquinário, a Inglaterra contava com mão de obra em abundância. Isso porque nos últimos séculos o país vinha passando por um processo de expulsão dos camponeses de suas terras, o que se deu por meio das Leis de Cercamento (Enclosure Acts). Essas leis expulsavam os camponeses das terras em que viviam para convertê-las em pasto para a criação de ovelhas, animais que fornecem importante matéria-prima para a indústria têxtil. Despossuídos de suas terras, os camponeses não tinham onde sobreviver e, por isso, rumavam às cidades à procura de emprego. Nas cidades, o emprego disponível passou a ser o das fábricas têxteis. Os trabalhadores não tinham opção de rejeitar tal ocupação, uma vez que sem renda não teriam moradia e, sem moradia, seriam considerados vadios, ou seja, enquadrados na Lei de Vadiagem, uma lei que punia pessoas pegas vagando nas ruas. Por fim, deve-se lembrar que a Inglaterra possuía grandes reservas de carvão e ferro, duas matérias-primas fundamentais para o desenvolvimento e funcionamento das máquinas. Alguns historiadores levantam também o fato de que a Inglaterra contava com um relevante número de intelectuais e cientistas que contribuíram para que o país pudesse sediar as inovações da Revolução Industrial. A vida do trabalhador na Revolução Industrial A Revolução Industrial trouxe grandes transformações para o planeta e permitiu o desenvolvimento da indústria e do capitalismo, como já vimos. Além disso, a vida dos trabalhadores, grupo que formava a camada mais baixa da sociedade inglesa, também se transformou radicalmente. Podemos citar o fato de que o processo de produção de mercadorias foi alterado e passou da manufatura para a maquinofatura. Isso significa que o trabalho deixou de ser artesanal para ser industrial, pois antes as roupas eram produzidas manualmente. Já com as máquinas, esse processo começou a acontecer de maneira industrializada. Assim, não era mais necessário que o trabalhador possuísse grandes habilidades manuais, pois o trabalho não era mais artesanal. A máquina era facilmente controlada e qualquer trabalhador poderia manejá-la. Na prática, o trabalho deixou de ser especializado e isso gerou redução salarial expressiva. A redução salarial não foi acompanhada, de maneira alguma, por redução no custo de vida. Sendo assim, os trabalhadores tinham as mesmas despesas, mas recebiam muito menos do que recebiam nos anos anteriores ao surgimento das máquinas. Soma-se a isso o fato de que muitos trabalhadores tinham jornadas de trabalho extremamente longas. O trabalho poderia se estender por 16 horas, com uma pausa para o almoço, durante todos os dias da semana. Além disso, os trabalhadores não podiam faltar ao expediente, pois, se isso acontecesse, o salário deles seria reduzido. Por fim, o ambiente de trabalho não era seguro e os acidentes com as máquinas eram frequentes.
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    Essa situação precáriano trabalho fez com que os trabalhadores se reunissem em sindicatos, cujo intuito era que se organizassem para defenderem os direitos da classe trabalhadora. Os sindicatos passaram a lutar por aumentos salariais, redução na carga diária de trabalho, direito de férias etc. Dois movimentos de trabalhadores de destaque do período foram o ludismo e o cartismo. Fases da Revolução Industrial Tradicionalmente, os historiadores dividiram a Revolução Industrial em três fases, sendo que esse contexto do surgimento da indústria têxtil na Inglaterra do século XVIII corresponde à primeira fase. Nesse momento, o homem passa a utilizar máquinas que funcionavam por meio de energia a vapor e hidráulica. A partir do século XIX, teve início a segunda fase, que ficou marcada pela expansão da Revolução Industrial. Nesse período, a indústria prosperou em outras partes do mundo, como nos Estados Unidos e no Japão, e novas fontes de energia, como o petróleo, passaram a ser utilizadas. Isso permitiu avanços na tecnologia. Os destaques dessa fase são o uso de motores à combustão e a popularização do uso da energia elétrica. Por fim, a terceira fase teve início na segunda metade do século XX, sendo marcada não necessariamente pelo avanço industrial, mas sim pelo desenvolvimento tecnológico e científico, o que permitiu o surgimento de novas tecnologias e de avanços consideráveis em áreas como a medicina. Na terceira fase da Revolução Industrial, as distâncias foram drasticamente reduzidas devido ao grande avanço nos meios de transporte. Revolução Industrial no Brasil A industrialização no Brasil foi tardia. No final do século XVIII, quando surgiram as primeiras indústrias na Inglaterra, não era permitido que o Brasil tivesse nenhum tipo de manufatura. Consequentemente, o Brasil ficou impedido de possuir indústrias em seu território, cenário que só mudou com a vinda da família real portuguesa para o Brasil. O primeiro grande ciclo de industrialização pelo qual o Brasil passou aconteceu na segunda metade do século XIX, no período que ficou marcado pelos investimentos do Barão de Mauá. Também conhecido por seu nome, Irineu Evangelista de Sousa, esse industrial ganhou destaque por investir na construção de estradas de ferro no Brasil e na criação de um estaleiro onde eram fabricados navios a vapor. No entanto, um grande ciclo de industrialização do Brasil só se deu entre as décadas de 1930 e 1950 e aconteceu graças a incentivos realizados pelos governos de Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. Fonte: https://www.historiadomundo.com.br/idade-moderna/revolucao-industrial.htm
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    TEXTO 2: RevoluçãoIndustrial: entenda o que foi e suas etapas O que foi a Revolução Industrial? A Revolução Industrial iniciou na Inglaterra no século XVIII. Foi um processo histórico estabelecido pelo desenvolvimento tecnológico da indústria. O avanço na produção da indústria mudou todo o cenário global, a produção de produtos era mais rápida e mais barata, ocasionando no deslocamento de grande parte da população que vivia no campo para as cidades. A revolução da indústria é marcada por grandes criações. Uma delas foi a lançadeira volante, inventada em 1733, por John Kay. O aparelho acelerou a atividade manual usada na indústria têxtil. A substituição da madeira pelo carvão se deu em 1755 por Abraham Darby. Logo depois, tivemos o desenvolvimento do ferro como matéria-prima, substituindo a máquina de madeira pela máquina de metal. No ano de 1769, temos a máquina a vapor patenteada por James Watt. O historiador Paul Mantoux, escritor do livro “A Revolução Industrial no Século XVIII, ao retratar sobre as situações raras daquele período, sobre um dos processos de fabricação em que o trabalho era mais simples e menos acumulado, traz a seguinte passagem: “A simplicidade dos instrumentos correspondia a da organização do trabalho. Se a família do tecelão era bem grande, bastava para tudo e distribuía entre seus membros as operações secundárias: a mulher e as meninas na roça, os meninos cardando a lã, enquanto os homens trabalhavam na lançadeira: este usa o quadro clássico deste estado patriarcal na indústria”. (MANTOUX, 1985) Ele ainda explica as três fases no desenvolvimento do trabalho: a primeira fase começa com o trabalhador alugando suas ferramentas de trabalho. A segunda fase com a aproximação do possuidor do produto e do capitalista no qual levou a troca de serviço sob acompanhamento, dando origem a fábrica e iniciando o processo de industrialização e do capitalismo. E a terceira fase que ocorre através da incorporação das máquinas, originando a Revolução Industrial. Como era antes da Revolução Industrial? Antes da Revolução Industrial, a produção do trabalho era manufaturada, ou seja, a fabricação de produtos era dividida entre pessoas e máquinas, representada pelo trabalho manual. A maioria da população vivia nos campos, não se tendo grandes meios de comunicação entre pessoas e países. A comunicação era feita através de cartas, o que era muito demorado e o transporte se dava por meio de carroças, no qual levava muito tempo. Antes da indústria chegar na Inglaterra, a terra era mantida pelos rebanhos de carneiro pelo qual se obtinha grande quantidade de lã que era vendida para o estrangeiro, sendo um dos fatores que fizeram a Inglaterra enriquecer. A lã também trouxe grande crescimento e desenvolvimento pelos insumos e serviços e pela mão de obra. A produção era executada manualmente, o que ocasionava na demora da realização de mercadorias e na baixa quantidade. Naquele período, não existia normas para decretar o direito do trabalhador, então, era muito comum que todos os membros das famílias participassem das atividades de produção. O trabalho infantil era uma realidade daquela época.
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    A pioneira Inglaterra AInglaterra foi a pioneira nessa transformação, como por exemplo, a ascensão da burguesia na política no século XVII, o que favoreceu o desenvolvimento da indústria, assim como o grande mercado interno que resultou em uma grande quantidade de riquezas pelas atividades mercantis. A Inglaterra, comparada com o resto da Europa, era detida de grande organização política. Para evitar abusos e injustiças, em 1215 os barões e cavaleiros obrigaram o rei João Sem Terra a estabelecer, de forma documentada, os direitos do povo inglês. O rei João assina A Magna Carta, limitando a autoridade das monarquias. O documento foi importante para fixar direito e deveres e frear imposições arbitrárias por parte dos imperadores. Também foi significativo para a criação da primeira constituição da Inglaterra. Com toda a organização política alcançada, o cenário começa a mudar através da Guerra dos Cem Anos e posteriormente da Guerra das Duas Rosas. O feudalismo perde forças e o mercado burguês, aliado com os privilégios da nobreza, fica cada vez mais forte. As mudanças para a indústria, ocorre por três principais setores, conhecido como Revoluções, sendo, Comercial, Agrária e Intelectual. A Revolução Comercial A Revolução Comercial muda todo o cenário geográfico por meio das cruzadas do século XV e XVI. Os homens deixam de atravessar apenas o mar mediterrâneo e passam a explorar os oceanos Atlântico, Índico e Pacífico. Os europeus vão atrás de novas mercadorias conhecendo mais lugares e mais pessoas. O comércio é fortalecido e aumentado, e novos tipos de produtos ampliam o conhecimento técnico, visando maior produtividade e lucro. As atividades mercantis criam grande crescimento do mercado, gerando uma forte expansão do mercantilismo. O Estado passa a interferir na economia da época realizando várias negociações econômicas. Foi um período de grande riqueza pelo comércio externo, que começou a caminhar cada vez mais para a industrialização. A Revolução Agrária A Revolução Agrária foi responsável pelo grande crescimento das cidades. As pessoas deixam suas casas no campo e migram para os grandes centros urbanos, iniciando um grande processo de urbanização. Como a Inglaterra possuía inúmeras propriedades, foi separada em partes de terras para ser dividida entre algumas parcelas da população. No século XVIII, o crescimento das leis e de práticas do Parlamento passa a cercar os campos em geral. As cidades passam a receber numerosa mão de obra, submetendo os cidadãos a trabalhos com salários pequenos e com péssimas condições de trabalho. A Revolução Intelectual A Revolução Intelectual foi importante na superação das ideias tradicionais. O pensamento de alguns filósofos como John Locke, Isaac Newton e René Descartes passou a influenciar a sociedade daquele período. Os conceitos da Idade Média começam a ser substituídos pelo método científico baseado nas
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    experiências e peloraciocínio. Essas modificações de princípios criaram novos interesses pelos estudos mecânicos e pela realização de novos trabalhos, gerando um forte interesse pela indústria. Os outros fatores foram: Localização Geográfica A localização geográfica ajudou muito, pois a Inglaterra era uma ilha e se encontrava em posição de vantagem no acesso a potências europeias para o mercado mercantil, visto que o transporte por terra era muito caro e demorado. Atividades Corsárias e Leis de Cercamentos As atividades corsárias (roubos a navios de outros países por comandos do próprio estado) também auxiliaram no enriquecimento, assim como as Leis de Cercamentos, as terras eram cercadas para uso individual, obrigando os trabalhadores a saírem do campo e migrarem para as cidades com finalidade da população procurar empregos nas indústrias. Êxodo Rural Com a Lei de Cercamentos, houve um grande deslocamento da população rural para as cidades, ocasionando o êxodo rural. Foi através do êxodo rural que ocorreu a amplificação da propriedade rural, houve um aumento da matéria prima, proporcionando a mão de obra nas fábricas. A grande procura por emprego ocasionou na submissão de péssimas condições de trabalho, na maioria das vezes, a jornada passava de 12 horas e se tinha uma grande exploração de mulheres e crianças. Os trabalhadores passavam por uma situação precária e quase sem direitos. Toda essa exploração ocasionou na composição de movimentos onde os operários buscavam as melhores condições de trabalho. Um desses movimentos ficou conhecido como Ludismo, no qual os trabalhadores ocuparam as fábricas e quebraram as máquinas, argumentando que elas haviam roubado os seus empregos. Outro movimento foi o Cartismo, onde os trabalhadores buscavam a expansão de seus direitos através da política. Todos esses motivos levaram a Inglaterra a um grande acúmulo de capital, que logo depois foi transformado na indústria e no processo de produção. AS TRÊS FASES DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL É dividida em três fases, pois cada uma foi responsável por acontecimentos importantes durante determinado período. A primeira fase foi caracterizada pela máquina a vapor. Já a segunda pelos avanços na comunicação, como o advento do avião, telefone e televisão. E a terceira fase é definida pelo crescimento tecnológico e o avanço da biotecnologia. Primeira fase A primeira fase ocorreu no século XVIII, entre os anos 1760 a 1850, sendo caracterizada pela maquinofatura e pela indústria. No período, um dos grandes avanços foram os novos tipos de indústrias, principalmente a indústria têxtil, no qual ganhou uma grande produção por conta da implantação de máquinas que ajudaram a tecer os fios de forma mais rápida e sistêmica.
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    Outro fator importanteda primeira fase foi o surgimento do trabalho assalariado. Esse elemento marca o início das discussões sobre dificuldades da jornada de trabalho e as atividades bastantes cansativas e degradantes, com salários extremamente baixos. A chegada da indústria consolidou um novo modelo de produção, o que foi muito benéfico para o impulsionamento da economia local, de modo geral. A superação da velha manufatura pela produtividade da nova maquinofatura e o carvão como principal fonte de combustível foi também foi um fator determinante para a consolidação das bases do capitalismo e do liberalismo econômico, que se desenvolveram e passaram a estruturar a sociedade. A instalação das plantas produtivas mudou o cenário econômico, social e ambiental dos países que se industrializaram, pois houve um aumento vertiginoso da população nas cidades, que foi atraída pela crescente oferta de empregos – ainda que precários e despidos de qualquer proteção legal e direitos, hoje, básicos. Com o desenvolvimento da economia e a crescente obtenção de lucro das indústrias e dos empresários que visavam a predominância da propriedade privada, o capitalismo e liberalismo econômico ganham forças. Os princípios de liberdade, igualdade e fraternidade adquiridos dos ideais iluministas passam a fazer parte do cenário da época, tendo em vista a livre concorrência, intervenção mínima do estado e a defesa dos direitos individuais. Segunda fase A evolução na indústria e o desenvolvimento na linha de produção combinado com eletricidade, aço e principalmente petróleo, estabeleceram a segunda fase da Revolução Industrial, aproximadamente entre a segunda metade do século XIX. Foi através de todo esse avanço e com o aumento da produtividade que o avião surgiu, e o transporte ferroviário e marítimo se tornaram mais rápidos. Além disso, também foi possível que um número maior de pessoas pudesse se locomover em menos tempo, ao passo que se começava a movimentar um fluxo bem maior de produtos. Na época, também ocorreu um grande avanço tecnológico na esfera das comunicações. Foi nessa conjuntura que surgiu o telégrafo, o telefone e o rádio, favorecendo a aproximação de pessoas e regiões. O neocolonialismo foi um processo em que as grandes potências europeias iniciaram a ocupação e a colonização da África e da Ásia, a partir da segunda metade do século XIX. O grande interesse das indústrias em apoiar essas colonizações era de ganhar novos mercados consumidores e adquirir insumos para o trabalho. Os europeus percebem a possibilidade de ascensão do mercado através dos continentes, que sofreram grande exploração. O fundamento de toda essa exploração era uma “missão civilizatória”, que acarretaria em um avanço e crescimento dos países que ainda não eram “tão desenvolvidos” como os países europeus. É nesse momento que o sistema de produção muda para tentar alcançar um número maior de corporações, devido ao grande crescimento de grupos empresariais. Com o aumento da população e o grande número de trabalhadores, novos direitos trabalhistas são consolidados, assim como o surgimento de sindicatos. As cidades crescem rapidamente e surgem novas questões consideradas como o lixo e problemas ambientais.
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    Com o aumentoda população e das divergências de interesses entre ricos e pobres, temos uma grande transformação no modelo do sistema político inglês. O historiador Francisco Iglésias fala em seu livro “A Revolução Industrial” sobre a luta dos partidos conservadores e liberais através do século XIX, expondo a predominância e ascensão do liberalismo político e econômico, bem como a ascensão de uma ideologia liberal decorrente dos interesses burgueses que ganharam força desde os séculos anteriores devido ao crescimento do mercado marítimo. Ele relata também a forte diferença de classes entre os ricos e pobres, e a aceitação do proletário a trabalhos pesados em ambientes prejudiciais à saúde, com alta carga horária decorrente da farta mão de obra da época, no qual ocasionava a uma vida mais curta. Terceira Fase A terceira fase da Revolução Industrial ocorre em meados do século XX. Chamada de Revolução Técnico- científica, foi apresentada logo após a Segunda Guerra Mundial. Trouxe novos tipos de indústrias que envolvem o campo científico como a indústria eletrônica, cibernética, biotecnologia, petroquímica, aeroespacial e química. Com esses novos tipos de indústrias no mercado, houve um grande avanço tecnológico, lançando novos produtos e serviços. A capacidade de produção em uma quantidade menor de tempo aumentou, mudando toda a forma de comunicação que já existia. A circulação de produtos e informação foi tão acelerada que passamos para o mundo globalizado, adaptada pela amplificação de informações e pelo desenvolvimento da incorporação econômica e da política internacional. Nessa fase, temos uma enorme força do sistema capitalista decorrente do poder de grandes empresas que atuam na economia, no consumo da população e no comando dos países. Todo esse avanço tecnológico e científico trouxe algumas preocupações para a sociedade atual, assim como os problemas ambientais, a diminuição dos recursos naturais, a exploração do trabalho, a desvalorização do serviço e consequentemente o desemprego. Assim, o crescimento das atividades comerciais gerou grandes mudanças na economia e nas vidas das pessoas. FONTE: https://www.politize.com.br/revolucao-industrial/ TEXTO 3: O que é a Indústria 4.0¿ Até o século XVIII os meios de produção tinham como característica principal a fabricação artesanal e manual, resultando em uma montagem pequena e inviável diante de uma população em crescimento. Com o surgimento das indústrias, a produção tornou-se volumosa e rápida. E com o passar do tempo, os processos produtivos tiveram que evoluir para atender as necessidades do mercado que cresciam perante o desenvolvimento da sociedade de cada época. Tais transformações no ramo industrial, que causaram impactos econômicos, sociais e políticos significativos ao corpo social, foram convencionalmente chamadas de revoluções industriais. Nos dias de hoje, com o progresso do consumismo, as indústrias precisaram não apenas se reinventar, mas também passar por um processo de atualização. Assim, elas passam por uma fase de transformação tecnológica, conhecida como 4º Revolução Industrial ou Indústria 4.0
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    m sintonia coma evolução, tem-se atualmente no século XXI a 4º Revolução Industrial ou Indústria 4.0. Esta nova proposta de indústria surgiu por meio da necessidade de se desenvolver um sistema de produção inteligente, automatizado e autônomo e que resulte em mais praticidade para o usuário. Este tipo de indústria usa tecnologias como:  Inteligência Artificial, relacionada à capacidade dos dispositivos eletrônicos de aprender, perceber, raciocinar e reproduzir. Um exemplo prático seria os sistemas de recomendações do YouTube e Netflix. Há também aplicativos como Google Maps e Waze onde são capazes de cruzar dados de inúmeros lugares para encontrarem as melhores rotas e, assim, otimizar o tempo do motorista e evitar problemas de trânsito.  Impressão 3D, série de técnicas que reproduzem objetos, desenhos ou planos em três dimensões. Este processo encurtou o caminho entre a criação e teste do produto. É o que chama-se protótipo.  Nanotecnologia, habilidade de manipular átomos e moléculas individualmente. É utilizado na criação de tratamentos estéticos, tecnologia para produtos mais seguros e duráveis como objetos impermeáveis, autolimpantes, com antirreflexo e outros.  Robótica, ligada a criação de robôs. Hoje em dia tem-se os robôs aspiradores residenciais, TVs e geladeiras por comando de voz e até mesmo robôs que auxiliam no tratamento de câncer.  Biotecnologia, ramo que desenvolve tecnologias a partir de organismos vivos. Como por exemplo, reprodução humana assistida, cultivo de plantas transgênicas, alimentação animal como a ração líquida para suínos.  Ciência de materiais, relativo ao estudo e produção das propriedades dos materiais em relação a estrutura. Neste caso, tem-se a criação de plásticos com origem diferente do petróleo, como é o caso do plástico feito do amido de milho.  Internet das coisas, relacionada a conexão de objetos inteligentes ao celular ou computadores. Um caso análogo seriam os relógios inteligentes e casas inteligentes onde os eletrodomésticos são comandados por intermédio de comandos do celular. Impactos da Indústria 4.0 A quarta revolução industrial trouxe fortemente a característica do imediatismo. Afinal, devido ao fator rapidez da automação, os produtos podem ser produzidos em larga escala e distribuídos da mesma forma, gerando um aumento de consumo e até mesmo na produção de lixo. Como a Indústria 4.0 é fortemente marcada pela digitalização e robotização, houve um crescimento nos Equipamentos Elétricos e Eletrônicos (EEE). Em tese, é o que Vanessa Forti, Vice-Reitora do Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa comenta em seu estudo: Na prática, as estimativas da Universidade das Nações Unidas (UNU) mostram que o consumo de EEE aumentou rapidamente nos últimos anos. E, esta crescente é explicada pelo fato de que a sociedade da informação está crescendo em grande velocidade no mundo. Além disso, sempre há uma atualização no sistema de produção. Um exemplo é a quantidade de modelos de celulares, tablets, aparelhos televisivos que são produzidos em um lapso temporal pequeno, e que podem acarretar em produtos com obsolescência planejada, ou seja, objetos com o término de condições de funcionamento programados para que o usuário consuma um novo produto lançado. FONTE: https://www.politize.com.br/o-que-e-industria-4-0/
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    ATIVIDADES 1. Trecho deuma redação escolar de um menino de 12 anos. Ele descreve seu cotidiano de operário, enfiando linhas nas agulhas dos teares, nos anos 1880. "Assim que me levanto pela manhã, tenho que descer as escadas até o porão, para começar minha jornada. São mais ou menos cinco e meia da manhã. Aí eu tenho que enfiar as linhas nas agulhas dos teares até as sete horas e só então tomo o café-damanhã. Depois volto ao trabalho até a hora de ir para a escola. Quando a escola termina, às onze horas, vou para casa e volto para as agulhas até às doze horas. Almoço e volto a trabalhar até pouco antes de uma da tarde. Retorno à escola, onde aprendo muitas coisas úteis. Quando chego em casa, trabalho até escurecer. Aí janto. Depois da janta, trabalho novamente até as dez da noite. Às vezes, quando o trabalho é urgente, fico até às onze da noite no porão. Depois digo aos meus pais boa noite e vou dormir. É assim todos os dias”. Disponível em: https://www.swissinfo.ch/por/sociedade/trabalho-infantil-na-su%C3%AD%C3%A7a_a-inf%C3%A2ncia-roubada-dosoper%C3%A1rios-- fabriklerkinder-/43508762 Acesso em 03 de abr. de 2020. Declaração feita por um oficial fiandeiro de algodão ao público de Manchester, às vésperas de uma greve, citado por THOMPSON, 1987, p. 25. “Os trabalhadores, em geral, formam um grupo de homens inofensivos, modestos e bem informados, embora eu desconheça a maneira como se informam. São dóceis e afáveis, se não os molestarem muito, mas isso não surpreende, quando consideramos que eles são treinados para trabalhar desde os seis anos de idade, das seis da manhã até as oito ou nove da noite. Ponha um dos que advogam a obediência ao mestre numa avenida de acesso a uma fábrica, um pouco antes das cinco da manhã, para que se observe a aparência esquálida das crianças e de seus pais, arrancados tão cedo de suas camas, não importa o tempo que faça. Deixe-o examinar a miserável porção de comida, normalmente uma sopa aguada de aveia e bolo, também de aveia, um pouco de sal e, às vezes, completada com um pouco de leite, além de algumas batatas, um pouco de bacon ou gordura, para o jantar. Um mecânico londrino comeria isso? Permanecem fechados em salas onde o calor é maior do que nos dias mais quentes do último verão, até a noite (se atrasarem alguns minutos, um quarto da jornada é descontado), sem intervalos, exceto os quarenta e cinco minutos para o jantar: se comem alguma outra coisa durante o dia, têm de fazê-lo sem parar de trabalhar. O escravo negro das Índias Ocidentais, mesmo trabalhando sob um sol tórrido, tem provavelmente uma brisa suave que às vezes o refresca, um pedaço de terra e tempo para cultiválo. O escravo fiandeiro inglês não desfruta de céu aberto e das brisas. Enclausurado em fábricas de oito andares, ele não tem descanso até as máquinas pararem, e então retorna à sua casa, a fim de se recuperar para o dia seguinte. Não há espaço para gozar da companhia da família: todos eles também estão fatigados e exaustos. Esse não é um quadro exagerado: ele é literalmente verdadeiro. Pergunto mais uma vez se um mecânico se submeteria a isso, no sul da Inglaterra.” Disponível em: https://chacombolachas.wordpress.com/2008/09/11/condicoes-e-modos-de-vida-do-operariado- ingles-da-primeirarevolucao-industrial-1780-1840/ Acesso em 03 de abr. de 2020. RESPONDA: No início da revolução os empresários impõem duras condições de trabalho aos operários sem aumentar os salários para assim aumentar a produção e garantir uma margem de lucro crescente. A disciplina é rigorosa, mas as condições de trabalho nem sempre oferecem segurança. Em algumas fábricas a jornada ultrapassa 15 horas, os descansos e férias não são cumpridos e mulheres e crianças não têm tratamento diferenciado. De acordo com os depoimentos acima descreva às condições de vida, à mão de obra infantil, adulta e feminina no período da Revolução industrial.
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    2. Leia ostextos a seguir: Revolução Industrial e a Questão Ambiental O advento da Revolução Industrial deixou para trás o modo de produção agrícola e manual, utilizando máquinas no auxílio das ações humanas e ampliando, dessa forma, a produção e os mercados. Porém a atividade humana, principalmente a industrial, tem provocado grandes efeitos ambientais provenientes do consumo de recursos naturais e na geração de resíduos e rejeitos industriais. A industrialização originou uma série de intensos desdobramentos na economia, com modos de produção mais eficientes; no social, com as relações entre proletários e burgueses; e no ambiental, com impactos ao meio ambiente (ex.: poluição atmosférica). A transformação que o ser humano imprimiu à natureza, com o uso das máquinas e com a necessidade cada vez maior de matérias-primas, fez surgir uma nova relação homem-natureza, na qual o ser humano domina e explora os ambientes naturais, principalmente em decorrência do consumismo, em especial nos países ricos. A degradação ambiental foi crescente e desenfreada durante os séculos XIX e XX, com consequências evidentes no século XX I – poluição atmosférica, contaminação da água e do solo, retirada de florestas etc., o que tornou sombrias as previsões futuras para a vida no planeta. Poluição atmosférica gerada pela indústria A poluição atmosférica está concentrada principalmente em regiões industriais como o leste da China, Europa Ocidental, nordeste e sul dos Grandes Lagos, Estados Unidos. Caso importantes mudanças não sejam tomadas a fim de se adotar o desenvolvimento sustentável (sustentabilidade), estabelecendo uma nova relação homem-natureza. As indústrias contribuem severamente para o aumento das emissões de gases “estufa” na atmosfera, contribuindo para o aquecimento global antropogênico. A Revolução Industrial levou à urbanização, que, por sua vez, também provocou problemas relacionados à geração de resíduos sólidos (lixo), à ocupação desordenada do solo com desmatamento e impermeabilização, à contaminação dos cursos fluviais com esgotos e resíduos sólidos, ao aparecimento de ilhas de calor etc. Nas últimas décadas, vem ocorrendo uma importante transformação na administração industrial de consequências positivas na área da sustentabilidade, com adoção de medidas amenizadoras de impactos ambientais – a reciclagem, o reuso da água etc., modificando pensamentos e atitudes do passado em que a deterioração ambiental era uma consequência inevitável do processo industrial. Disponível em: https://www.coladaweb.com/biologia/ecologia/a-revolucao-industrial-e-a-poluicao. Aceso em 03 de Abr. de 2021. Responda: Escreva os desdobramentos da industrialização no campo: a) Econômico b) Social c) Ambiental: 3. Aponte o principal recurso mineral utilizado como motor da Primeira Revolução Industrial: A) Petróleo B) Carvão mineral C) Gás natural D) Ouro E) Terras rasas
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    4. A RevoluçãoIndustrial promoveu importantes mudanças no sistema de produção. No caso da Primeira Revolução Industrial, o modo de produção artesanal foi substituído pelo A) desenvolvimento de esteiras automatizadas para produção. B) reduzido número de trabalhadores na linha de produção. C) crescimento dos custos dos empresários com matéria-prima. D) emprego de máquinas reunidas em plantas industriais. E) incremento de profissionais altamente qualificados nas fábricas. 5. Com base nos tipos de indústria, assinale a alternativa que apresenta a principal indústria da Primeira Revolução Industrial: A) química B) farmacêutica C) petrolífera D) mecânica E) têxtil 6. Quais os dois tipos de transportes que foram fundamentais para a Revolução Industrial? A - Transporte marítimo (através dos navios a vapor) e transporte ferroviário (locomotivas a vapor). B - Transporte aéreo (aviões e helicópteros) e transporte ferroviário (locomotivas a vapor). C - Transporte marítimo (através dos navios a vapor) e transporte veicular (automóveis e caminhões). D - Transporte aéreo (aviões e helicópteros) e transporte animal (bois, cavalos, etc.). 7. Sobre a condição de vida dos operários (trabalhadores das fábricas) na época da Revolução Industrial é correto afirmar que: A - Tinham apenas férias remuneradas como direito trabalhista, podiam se organizar livremente em sindicatos, recebiam salários justos que lhes permitiam viver de forma digna. B - Eles não tinham direitos trabalhistas, trabalhavam muito e ganhavam pouco, o ambiente de trabalho apresentava péssimas condições. C - Trabalhavam apenas 5 dias por semana, recebiam vários benefícios trabalhistas, tinham um ambiente de trabalho em boas condições. D - Recebiam salários baixos, enfrentavam duras jornadas de trabalho, não apresentavam problemas de saúde relacionados ao trabalho. 8. Qual sistema econômico apresentou grande desenvolvimento e foi beneficiado com a Revolução Industrial iniciada em meados do século XVIII? A – Socialismo B – Feudalismo C – Capitalismo D - Colonialismo 9. Qual das alternativa abaixo apresenta uma consequência da Revolução Industrial? A - Eliminação das desigualdades sociais e econômicas. B - Aumento do êxodo rural. C - Empobrecimento da burguesia industrial. D - Fim das moradias precárias nas cidades industriais da Europa.
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    10. Qual dasalternativas abaixo apresenta as duas principais fontes de energia utilizadas durante a Revolução Industrial? A - Energia nuclear e solar B - Energia eólica e animal C - Energia a vapor e hidráulica D - Energia solar e energia a vapor 11. explique como funciona a Revolução 4.0. Cite alguns exemplos. (mínimo 7 linhas).