HSM - Inspiring ideas                                                                                                                  http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?idCMSIdioma=3




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                                                                                                                                                              Patrocinado por:



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                                                                                                    se tornar catalisadores de
                                                                                                    mudanças nas empresas?
                                                                                                                                           ExpoManagement 2009
                                                                                                   ExpoManagement 2009 - Podcasting

                        Special Management Program - Michael Porter
                                                                                                   Fanny Schwarz -
                                                                                                   Symnetics
                        Não existem regras, há princípios para a
                        estratégia
                                                               Michael Porter abriu o Special
                                                               Management Program da HSM, em
                                                               São Paulo, afirmando para um
                                                               grupo restrito de empresários que
                                                               a tarefa do líder não é criar a
                                                               melhor empresa no negócio, seja
                                                               ele qual for.                       A inovação de forma integrada a
                                                                                                   gestão da estratégia precisa ser
                        Special Management Program - Michael Porter
                                                                                                   intensificada nas organizações,
                                                                                                   como parte fundamental da
                        Fundamentos da competição e do desempenho                                  busca pelo crescimento.
                        relativo                                                                                                             Clique no icone e veja a galeria completa
                                                                                                   ExpoManagement 2009 - Podcasting
                                                               Durante a sua apresentação,         Roberto Campos de
                                                               Michael Porter enfatizou que a      Lima - 3GEN
                                                               unidade fundamental da análise
                                                               estratégica é o setor.




                        Special Management Program - Michael Porter
                        Como crescer sem prejudicar a singularidade
                        estratégica                                                                Consultoria especializada em
                                                                                                   apoiar a execução de
                                                               "Nenhuma empresa quebra por ser     estratégias, a 3GEN realizou
                                                               lucrativa demais. Mas ela quebra    uma pesquisa que mostra
                                                               por crescer rápido demais". Com     dificuldade das organizações em
                                                               esta afirmação, Michael Porter      realizar reuniões sobre o tema.
                                                               começou a tarde no Special
                                                               Management Program, da HSM,         Ouça todos os podcastings da
                                                               em São Paulo.                       Expo 2009.
                                                                                                                                           HSM ExpoManagement 2009: Vicente Falconi
                        Special Management Program - Michael Porter                                                                        & cia.

                        O papel estratégico da responsabilidade social                                                                     Saindo da Matrix

                        corporativa                                                                                                        O ponto de partida e de chegada
                                                                                                    "Estratégia não é um                   O Verdadeiro poder e a filosofia: Falconi, Platão e
                                                               Porter fechou o Special              sonho. É uma coisa                     Aristóteles
                                                               Management Program contando          muito concreta,                        Matemática e tecnologia: o que aprender com
                                                               que recentemente, reforçaram-se      específica e clara"                    Ayres e Carr
                                                               as atividades entre as                                                      Estratégias de quem tem olho fechado?
                                                                                                                        Michael Porter
                                                               organizações comunitárias, no                                               Jack Welch e a escola de líderes
                                                               sentido de se envolverem                                                    O histriônico e a moral
                                                               diretamente no desenvolvimento                                              Vida sem paixão é vida sem propósito
                                                               das empresas.
                                                                                                                                           A Cultura de Inovação da 3M

                                Paul Krugman – “Protecionismo é risco para emergentes”              Que assunto você                       100 anos de Drucker, 39 livros, mas ainda pouco
                                                                                                    gostaria de ver no                     praticado!
                                Porque a transformação é ininterrupta                               HSM Online?
                                A publicidade e a revolução digital
                                Bill Tancer - Criatividade e direcionamento                        Seminário Internacional - Michael                HSM Inspiring ideas
                                                                                                   Useem
                                A internet como mídia                                                                                               hsmglobal
                                Os novos desafios do RH
                                                                                                   Sem clareza, você não
                                                                                                   chega lá                                 Os quatro princípios que devem direcionar as
                                Michael Porter - Competição destrutiva                                                                      organizações comunitárias, segundo Michael
                                                                                                                                            Porter: http://migre.me/djVc
                                Quem é o gestor brasileiro?
                                                                                                                                            yesterday
                                Vicente Falconi - O valor do conhecimento nas organizações
                                                                                                                                            Michael Porter ensina como crescer sem prejudicar
                                Vicente Falconi - Gestão: método, conhecimento técnico e                                                    a singularidade estratégica http://migre.me/djRp
                                liderança                                                                                                   yesterday


                        Especial - 100 anos de Peter Drucker                                                                                Porter acredita que a unidade fundamental da
                                                                                                                                            análise estratégica é o setor. Leia mais:
                        Desafios gerenciais para o século 21                                       Michael Useem, especialista em           http://migre.me/djUg
                                                                                                                                            yesterday
                                                                                                   liderança, enfoca a necessidade
                                                               Com sua capacidade de captar e
                                                                                                   de uma boa comunicação: "Um
                                                               avaliar tendências, Drucker nos                                                                            Join the conversation
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                                                               deixou um legado para a gestão
                                                                                                   bem seus objetivos."
                                                               no século 21, e o dilema: como
                                                               nos adaptarmos às exigências da
                                                               sociedade do conhecimento, rumo Jaime Troiano                               · Confira todos os nossos podcastings.
                                                               ao novo mundo?
                                                                                                   Marca não é uma
                                                                                                   entidade que paira no




1 de 2                                                                                                                                                                                            06/12/2009 10:15
HSM - Inspiring ideas                                                                                                      http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?idCMSIdioma=3


                                                                                            vazio                                                       Newsletter      RSS
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                                                                                                                              Economia
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                                                                                                                              Marketing                                       Useem 2009
                                                                                                                              Recursos Humanos                                Seminário Internacio
                                                                                                                              Sustentabilidade                                Rackham 2009
                                                                                                                              News Inspiring Ideas                            Fórum Mundial de Ne
                                                                                                                                                                              2009
                                                                                                                              HSM Podcasting
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                                                                                                                                                                              Fórum Mundial de Ma
                                                                                                                                                                              Vendas 2009
                                                                                            Sugestão de leitura                                                               Special Management
                                                                                                                                     Enxergue o mundo com os olhos do         John Percival
                                                                                            Milagre Chinês                           cliente                                  Fórum Mundial Lidera
                                                                                                                                     Por: Sandro Magaldi                      Performance 2009
                                                                                                                                                                              Special Management
                                                                                                                                                                              Lawrence Hrebiniak
                                                                                                                                     Michael Jackson, Mayo, Drucker e você!   Special Management
                                                                                                                                     Por: Carlos Alberto Júlio                Jeffrey Thull
                                                                                                                                                                              Fórum Mundial de Ge
                                                                                                                                                                              Empresas Familiares
                                                                                                                                     Aprenda a Desaprender                    Fórum Mundial de Lu
                                                                                                                                     Por: Cesar Souza                         2009

                                                                                            O livro traça um paralelo entre
                                                                                            crescimento econômico chinês e           Onde você se encontra na pirâmide?       Copyright© 2009 - Todos
                                                                                            brasileiro.                              Por: Robert Wong

                                                                                            Confira nossas indicações                Os planos de previdência mais
                                                                                                                                     procurados no Brasil
                                                                                                                                     Por: Julio Sergio Cardozo
                        ManagementTV                     HSM Management                     Soluções em Marketing Direto
                        Airbus A380 por dentro O Verdadeiro Poder                           MaxiMailing




                        Assista no domingo (06/12), às   Confira as matérias da edição 77   Aborde o público de maneira
                        16h. Canais: 54-SKY,             (novembro/ dezembro 2009) da       estratégica e com custo-
                        367-Telefônica, 70-TVA e 73-TV   revista HSM Management             benefício extremamente
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2 de 2                                                                                                                                                                               06/12/2009 10:15
Ian Ayres - Da internet à saúde pública                                       http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=...



                                                   ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial

                                                   Ian Ayres - Da internet à saúde pública

                                                   O economista afirma que as empresas que não utilizam estatísticas para
                                                   comparar diferentes estratégias de vendas estão perdendo dinheiro.
            Na tomada de decisões, tão importante quanto o procedimento estatístico da regressão são os chamados modelos aleatórios. A
            técnica não vem de hoje. Tradicionalmente é utilizada em testes clínicos da indústria farmacêutica, com a formação de dois grupos
            de pacientes – um deles recebe o medicamento avaliado e outro o placebo, de modo a possibilitar a comparação de resultados. A
            novidade é que, com a consolidação da internet, o sistema agora pode ser usado de forma rápida e barata para comparar a eficácia
            de diferentes estratégias de venda.

            Ayres, que abordou o Pensamento Numérico em sua palestra, conta que, entre os adeptos da prática, está o site de namoro
            eHarmony. Seus administradores queriam saber se conseguiriam aumentar o número de inscrições se disponibilizassem mais
            informações sobre o serviço a internautas não cadastrados na homepage. Ao comparar a audiência de dois modelos, a empresa
            concluíu que as informações extras aumentam as vendas no Canadá – a modificação incrementou em 44% a quantidade de
            cadastros. Mas nos Estados Unidos o resultado foi oposto: a mudança derrubou as incrições em 9%.

            De tão eficazes, práticas do gênero vêm se tornando requisito na busca de bons resultados. “Empresas da web que não utilizam
            estatísticas para comparar diferentes estratégias estão perdendo dinheiro”, afirma Ayres. Segundo ele, as vendas podem
            facilmente subir em 5% com o resultado de análises numéricas.

            Nem só o mundo dos negócios se beneficia da análise de dados. Os números podem ser poderosos aliados na elaboração de políticas
            sociais bem sucedidas. No México, por exemplo, o governo testou a eficácia de um programa social que previa a doação de dinheiro
            e alimentos a mulheres cujos filhos frequentavam a escola e os familiares visitavam regulamente um médico.

            Em 2007, 507 vilarejos foram escolhidos para participar da avaliação. Foram divididos aleatoriamente em dois grupos – um deles
            beneficiado pelo programa e outro, “de controle”, sem acesso aos benefícios. Os números não deixam dúvida sobre as vantagens
            do programa: a frequência escolar cresceu 10% entre os meninos e 20% entre as meninas. Houve também redução de 12,7% nos
            casos de doenças graves. E mais: as crianças beneficiadas ficaram um centímetro mais altas – resultado de melhora na saúde. Os
            indicadores deram respaldo à expansão do programa para todo o país, com 2 milhões de famílias beneficiadas e orçamento de US$
            2,6 bilhões. Atualmente, programas semelhantes existem em 30 países, incluindo o Brasil, com o Bolsa Família, e os Estados
            Unidos, com o Opportunity NYC, de Nova York.

            Em tempo: o crescente papel da análise numérica não significa que a intuição e experiência sejam cartas foram do baralho.
            Combinadas à análise de dados, podem possibilitar escolhas mais acertadas que aquelas tomadas isoladamente por técnicos ou
            intuitivistas. Para Ayres, a intuição é sim importante. Mas deve ser testada com modelos estatísticos.

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Ian Ayres - A vez dos números                                                http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=...



                                                  ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial

                                                  Ian Ayres - A vez dos números

                                                  O economista Ian Ayres mostra como a utilização de bancos de dados e
                                                  modelos estatísticos permite que organizações acertem na tomada de
                                                  decisões.
           Foi-se o tempo em que experiência e intuição eram suficientes para a tomada de decisões. Importantes organizações recorrem
           cada vez mais a análise numérica e fórmulas matemáticas para, com base em previsões mais precisas, direcionar melhor o rumo
           dos negócios. Ao longo de sua palestra no segundo dia da ExpoManagement 2009, Ian Ayres, economista e professor da Yale School
           of Management, mostrou como os chamados supercrunchers (devoradores de números) se munem de bancos de dados e modelos
           estatísticos para aumentar a venda de produtos ou serviços, projetar resultados no mercado financeiro, prever o desempenho de
           atletas ou elaborar políticas públicas. É uma reviravolta e tanto. Afinal, o novo método não muda apenas a forma com que as
           decisões são tomadas. Modifica também as decisões em si.

           No começo da apresentação, Ayres falou da importância da chamada regressão nas projeções estatísticas. O procedimento se
           baseia na análise de dados históricos de forma a descobrir como certos fatores podem influenciar determinada variável. A prática
           já foi utilizada até para prever a qualidade de safras de vinho Bordeaux, como fez o economista de Princeton Orley Ashenfelter.

           Ele criou uma fórmula que determinava o impacto da temperatura e da quantidade de chuva nas características da uva. O método
           encontrou resistências de intuitivistas e especialistas tradicionais. “É uma forma Neanderthal de olhar para o vinho”, dizia o
           enólogo Robert Parker. “É tão absurda que chega ser hilária.” Apesar disso, depois do trabalho de Ashenfelter, o crítico passou a
           dar mais importância ao clima em suas análises.

           Mas por que tanta gente vê os modelos estatísticos com maus olhos? “Muitos acham que o que fazem é específico demais para a
           análise numérica”, diz Ayres. “Mas o fato é que o modelo melhora as decisões.” Segundo ele, entre 200 estudos que comparam o
           resultado de previsões feitas por humanos e computadores, apenas oito concluíram que as pessoas se saíram melhor. “Os humanos
           têm dificuldade em analisar como diferentes fatores pesam na determinação de uma variável.”

           Tanto é assim que a internet é pródiga em exemplos da utilização de banco de dados para tomada de decisões com mais precisão.
           Como exemplo, ele menciona o site Pandora.com. Seus usuários podem digitar uma canção ou o nome de um artista para ter acesso
           a várias outras canções em sintonia com suas preferências musicais. Para aprimorar o filtro, enquanto a música toca o ouvinte
           pode dizer se gostou ou não da escolha feita pelo programa. Graças ao sistema, o usuário pode apreciar canções que dificilmente
           descobriria sozinho. A mesma lógica vale para o site de namoro eHarmony.

           Modelos estatísticos também podem apontar o grau de precisão das previsões feitas pelos computadores. Como exemplo, ele citou
           o Farecast, site americano que ajuda consumidores a deteminar o melhor momento para a compra de passagens aéreas com base
           em previsões de alta ou queda dos preços dos bilhetes. Para cada projeção, o site mostra qual a porcentagem de acerto prevista.
           De tão bem sucedida, a companhia foi comprada pela Microsoft. “Quem usa a regressão estatística de forma correta pode ganhar
           muito dinheiro”, garante o professor.

           Mas ele adverte: “A análise númerica permite, na maioria das vezes, decisões melhores que as tomadas por humanos, mas não é
           perfeita. Quando dá errado pode-se perder muito dinheiro. Pergunte à AIG”, afirma, fazendo referência à seguradora americana
           que perdeu mais de US$ 60 bilhões no ano passado, depois de fazer apostas arriscadas em investimentos hipotecários.

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Kenichi Ohmae - O segredo do sucesso de Taiwan                                http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=...



                                                   ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial

                                                   Kenichi Ohmae - O segredo do sucesso de Taiwan

                                                   Kenichi Ohmae explica como as empresas do país conseguiram chegar ao
                                                   topo do mercado mesmo tendo entrado no jogo com décadas de atraso.
           Para dar exemplos de quem ganhou espaço nesse momento de crise e incertezas do mercado, o professor Kenichi Ohmae comentou
           a respeito de empresas de Taiwan. As companhias do país compreenderam rapidamente as novas regras do mercado e, mesmo
           entrando relativamente atrasadas no jogo, já ocupam posição de destaque diante da concorrência e derrubam marcas que
           demoraram décadas e muitos milhões de dólares para criar uma identidade.

           As maiores empresas do país são, em sua maioria, de fabricação de serviços eletrônicos ou fabricantes de projetos originais. Nesse
           segmento, entre as 20 líderes de vendas no mundo, 12 são taiwanesas. Além disso, são líderes no share global de fabricantes de
           placas-mãe, notebooks, monitores LCD, entre outros itens. Não à toa, o país é o segundo maior é o que mais contribui para as
           exportações chinesas depois da própria China. São 33 empresas responsáveis por um montante de US$ 71,2 bilhões.

           Um grande exemplo de sucesso desse modelo de negócio e de adaptação à nova realidade é a Honhai. Pouco conhecida por seu
           nome, a empresa é a responsável pelo desenvolvimento e a fabricação, entre outros itens, do iPod, o famoso tocador de mp3 criado
           pela Apple. A Honhai centraliza a aquisição da matéria-prima de países como Japão, Estados Unidos e Coréia do Sul para produzir o
           aparelho em uma fábrica terceirizada em Shenzhen, na China. Além da Apple, a empresa tem parceiros como Hewlett-Packard,
           Cusci Systems, Lenovo, Motorola, Nintendo, Nokia e Sony, o que a tornou em uma das maiores empresas de eletrônica do mundo.

           Outro exemplo do país que muito em breve será líder de mercado é a Acer. A empresa se tornou a terceira maior fabricante de
           microcomputadores no mundo ao adquirir a Gateway em 2007 e até 2010 se tornará a primeira. Isso significa superar a HP,
           responsável por 20,2% do mercado.

           O segredo taiwanês, explica Ohmae, é conhecer muito bem o mercado de trabalho nos seus vizinhos e falar três idiomas. “O inglês
           para vender, o japonês para comprar e o mandarim para produzir”, comentou. Os empresários locais aprenderam também que
           componentes eletrônicos viraram commodities e deixaram de ser fontes de diferenciação. Um exemplo disso, diz o palestrante, é a
           Vizio.

           Hoje, a marca lidera o mercado de televisões de LCD na América do Norte, depois de deixar para trás gigantes como Samsung,
           Sony, LG e Sharp. “Simplesmente não há mais a diferença de qualidade que existia décadas atrás, entre aparelhos de marcas como
           a Sony para as concorrentes. E sabendo que não existe diferença, o consumidor vai sempre preferir comprar uma tevê maior por um
           preço mais barato”, pontuou.

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Kenichi Ohmae - Estratégia em tempos de crise                                http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=...



                                                  ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial

                                                  Kenichi Ohmae - Estratégia em tempos de crise

                                                  Na palestra de Kenichi Ohmae, uma reflexão sobre a importância da
                                                  psicologia e do planejamento na hora de superar um momento de
                                                  incertezas no mercado.
           Na primeira palestra de terça-feira, 1º de dezembro, na ExpoManagement 2009, o professor japonês Kenichi Ohmae falou sobre os
           segredos de como competir numa era de descontinuidade e incertezas. “Estamos entrando num momento em que o mundo muda
           muito rápido. Vencer num tempo assim exige pessoas preparadas”, comentou. Para exemplificar, ele usou exemplos da ascensão
           da China no mercado internacional, em contraponto ao declínio do Japão, o grande exemplo das décadas de 1980 e 90, com
           particular destaque para empresas de Taiwan.

           Famoso pelo apelido de Mr. Strategy, Ohmae bateu repetidamente na tecla de que apenas com gente capaz de preparar boas
           estratégias é possível crescer e ganhar vantagem, mesmo num cenário de crise internacional. E por que tudo o que sabemos sobre
           estratégia deve ser redefinido, pergunta ele? “Porque nossos horizontes comerciais estão se expandindo para um mundo sem
           fronteiras”, disse.
           Em um cenário como esse, a psicologia costuma ajudar muito mais do que a macroeconomia. “Adam Smith certa vez disse que
           quem controla a economia é a mão invisível de Deus. Hoje, acho que é o contrário: quem o faz é a mão invisível do consumidor”,
           analisou.

           Num momento de crise, as pessoas tendem a guardar dinheiro em vez de colocá-lo em circulação, como deveriam fazer para sair da
           depressão, explica o professor. Aí entra a importância da psicologia. “A pergunta a se fazer aos responsáveis por desenvolver as
           estratégias de suas empresas é se elas estão atentas e tomando cuidado com esses elementos da economia?”

           No final de 2010, a China deverá ultrapassar o Japão e ocupar o posto de segunda maior economia do mundo. E por que os
           japoneses estagnaram tanto? “Porque eles fizeram exatamente o que os especialistas em macroeconomia lhes disseram para fazer
           – e Barack Obama está fazendo a mesma coisa nos Estados Unidos”, disse.

           Por temer o futuro, os japoneses têm o hábito de fazer poupança e, em geral, morrem com cerca de US$ 350 mil no banco – dos
           quais metade vai para o governo. “O certo seria que essas pessoas movimentassem esse dinheiro, como se faz na Suécia. Lá, o
           governo dá garantias e segurança para o futuro”, anotou. Num exemplo da atual crise econômica mundial, a chanceler alemã
           Angela Merkel lançou uma ação em que dava € 2.500 para quem desse seu carro velho e comprasse um novo. “Isso reativou o
           mercado por meio da psicologia.”

           No ambiente empresarial, de acordo com Ohmae, os CEOs devem ser os catalisadores das mudanças. Para isso, porém, todo o
           mundo dos negócios precisa ser reeducado, pois os professores ensinam coisas ultrapassadas, que funcionavam 20, 30 anos atrás.
           “É por isso que, cada vez mais, há universidades que ensinam a pensar.”

           O papel dos 3 “C”s:
           Para competir nesse novo mundo, as empresas precisam entender o novo papel e participação dos 3Cs: clientes, concorrentes e
           companhias. Hoje, diz ele, seus clientes podem fazer parte de sua equipe (o modelo de crowd sourcing, cada vez mais popular por
           permitir que todo mundo colabore com conteúdo), os concorrentes podem vir de outros setores, e as companhias estão em fase de
           transição e desempenham um papel diferente no mercado internacional.

           Segundo Ohmae, os CEOs têm papel definitivo nesse processo. Eles devem ser os responsáveis por saber como e quando “cair
           fora”, onde realizar contratos, como agir de modo a produzir resultados e saber reduzir o ponto de break-even para que a empresa
           seja mais lucrativa. “Mas o mais importante é dedicar tempo ao recrutamento e desenvolvimento de pessoal, contratar os
           melhores executivos a qualquer custo (são eles que fazem a diferença), e saber como se aposentar e saber para quem passar o
           bastão.” Como exemplo de tropeço nesse último caso, a sucessão na Rússia de Putin por Medvedev.

           Grande agente dessas mudanças, a revolução digital tem papel importante nesse momento de incertezas e, saber dominá-la é uma
           das chaves para o sucesso. O boom das câmeras digitais significou crise para Kodak e Fuji, o iPod significou o declínio do CD. A
           popularização do Kindle, agora, terá um forte impacto sobre as livrarias – mas ainda há tempo para se adaptar. “Há um continente
           invisível e quem quer vencer precisa decidir qual a parte dele quer ocupar. É preciso ser pioneiro para conquistar seu espaço”,
           finalizou.

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ExpoManagement 2009 - Cobertura                                                                     http://br.hsmglobal.com/contenidos/expomanagement_2009_cobertura.html




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                   ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial
                   Paul Krugman – A crise não terminou
                                                         Em sua palestra, o Prêmio Nobel de economia faz um alerta para o
                                                         que pode acontecer com o mundo nos próximos anos.




                   ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial
                   Bill Tancer - Criatividade e direcionamento                                                                     Clique no icone e veja a galeria completa


                                                         Na seção de perguntas que sucedeu sua palestra, o especialista falou
                                                         sobre como ele acha que as empresas devem usar as informações
                                                         que estão disponíveis na rede.




                   ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial
                   Michael Porter - Uma estratégia competitiva para as empresas brasileiras
                                                         Um dos maiores especialistas do mundo em estratégia, Michael
                                                         Porter abriu o terceiro dia da ExpoManagement 2009 chamando a
                                                         atenção para as mudanças trazidas pela crise.                           · Confira todos os nossos podcastings.




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                                                                                                                                 100 anos de Drucker, 39 livros, mas ainda pouco
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                           Nicholas Carr - Como se destacar na era do computador onipresente

                           Rudolph Giuliani - Um grande líder visto mais de perto

                           Rudolph Giuliani - Liderança possível                                                                          HSM Inspiring ideas

                           Pesquisa Empreenda: Faltam-nos líderes                                                                         hsmglobal
                           Ian Ayres - Da internet à saúde pública                                                                Os quatro princípios que devem direcionar as
                           Ian Ayres - A vez dos números
                                                                                                                                  organizações comunitárias, segundo Michael
                                                                                                                                  Porter: http://migre.me/djVc
                           Kenichi Ohmae - O segredo do sucesso de Taiwan                                                         yesterday

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                           Venkat Ramaswamy - O verdadeiro governo do povo
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                           Identidade e ética nas relações                                                                        análise estratégica é o setor. Leia mais:
                           Jack Welch - Financeiro X Recursos Humanos na briga pelo sucesso                                       http://migre.me/djUg
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                   ExpoManagement 2009 - Palestras paralelas
                   A internet como mídia




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ExpoManagement 2009 - Cobertura                                                                 http://br.hsmglobal.com/contenidos/expomanagement_2009_cobertura.html



                   Enor Paiano, diretor de publicidade do UOL, revela que internet já ultrapassou os meios de
                   comunicação tradicionais em volume de vendas e é o mercado com futuro mais promissor
                                                                                                                          Seminário Internacional - Michael            Special Management Program -
                   ExpoManagement 2009 - Palestras paralelas                                                              Useem 2009                                   Michael Porter
                   A publicidade e a revolução digital                                                                    Seminário Internacional - Neil
                                                                                                                          Rackham 2009
                   Marcelo Lobianco, professor da ESPM e diretor de publicidade do IG, analisa o impacto da internet na   Fórum Mundial de Negociação
                                                                                                                          2009
                   divulgação das marcas.                                                                                                                              Digital
                                                                                                                          Special Management Program -
                                                                                                                          Thomas Malone                                Economia
                   ExpoManagement 2009 - Palestras paralelas                                                                                                           Gestão
                                                                                                                          Fórum Mundial de Marketing e
                   As redes sociais no mundo das empresas                                                                 Vendas 2009                                  Marketing
                                                                                                                          Special Management Program -                 Recursos Humanos
                   Mais do que falar com os amigos e ver fotos, as redes sociais reúnem um mundo de possibilidades        John Percival                                Sustentabilidade
                                                                                                                          Fórum Mundial Liderança e Alta               Inspiring Ideas
                   para os gestores de empresas, seja qual for o tamanho delas.
                                                                                                                          Performance 2009
                                                                                                                          Special Management Program -
                   ExpoManagement 2009 - Palestras paralelas
                                                                                                                          Lawrence Hrebiniak
                   Quem é o gestor brasileiro?                                                                            Special Management Program -
                                                                                                                          Jeffrey Thull                                Última edição
                   Para Roger Born, professor da ESPM, o conhecimento por si só não basta. Para ser útil, ele precisa     Fórum Mundial de Gestão de
                   estar nas mãos de pessoas preparadas.                                                                  Empresas Familiares 2009
                                                                                                                          Fórum Mundial de Lucratividade
                   ExpoManagement 2009 - Palestras paralelas                                                              2009
                                                                                                                                                                       Entrevistas Especiais
                   Os novos desafios do RH
                                                                                                                          Copyright© 2009 - Todos os direitos reservados
                   André Fischer e Joel Dutra, da FIA, desvendam as tendências em gestão de pessoas para os próximos
                   anos.

                   ExpoManagement 2009 - Palestras paralelas
                   O enigma da longevidade
                   O consultor Julio Sergio Cardozo explica que maior expectativa de vida gera necessidade de
                   planejamento para depois da aposentadoria.

                   ExpoManagement 2009 - Palestras paralelas
                   Como ter sucesso em um mundo globalizado
                   James Wright, coordenador dos cursos de MBA internacional da FIA, fala do perfil dos novos
                   executivos internacionais e dá dicas para quem quer ter sucesso num mundo globalizado.

                   ExpoManagement 2009 - Palestras paralelas
                   O que esperar para 2010?
                   Antonio Carlos Pôrto Gonçalves, da Fundação Getulio Vargas, traça o cenário econômico e político
                   para o ano que vem.

                   ExpoManagement 2009 - Palestras paralelas
                   Questões tamanho família
                   Na era da valorização gestão profissional, Eduardo Najjar fala sobre desafios, problemas e vantagens
                   das empresas familiares.

                   ExpoManagement 2009 - Palestras paralelas
                   Futuro do conhecimento
                   Aprender de graça qualquer assunto. Essa é a previsão para os próximos anos feita pelo diretor
                   executivo da FGV On Line, Stavros Xanthopoylos.

                   ExpoManagement 2009 - Palestras paralelas
                   O segredo da inovação
                   No ciclo de palestras paralelas, Gerald McDermott, professor da Moore School of Business, contesta a
                   visão tradicional de que não existe inovação sem recursos econômicos e sociais.

                   ExpoManagement 2009 - Palestras paralelas
                   Aprimorando o terceiro setor
                   Um problema social, uma idéia e parceiros engajados com uma causa. Assim nasce um projeto social
                   em qualquer lugar do mundo.




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Michael Porter - Uma estratégia competitiva para as empresas brasileiras       http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=...



                                                    ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial

                                                    Michael Porter - Uma estratégia competitiva para
                                                    as empresas brasileiras

                                                    Um dos maiores especialistas do mundo em estratégia, Michael Porter
                                                    abriu o terceiro dia da ExpoManagement 2009 chamando a atenção para
          as mudanças trazidas pela crise.




            Michael Porter abriu o terceiro dia de palestras da ExpoManagement 2009 chamando a atenção para duas coisas que estão
            acontecendo no momento estratégico das empresas. A primeira, explicou, é que estamos no meio de uma crise econômica e muitos
            setores sofreram a desaceleração. “A crise estimulou uma atividade tremenda dentro da empresa. Estamos fazendo mudanças
            rápidas e notáveis no jeito de fazer negócios”. Porter afirmou que nesta crise há muitos desafios e oportunidades, o que torna
            mais importante ter uma idéia clara e precisa de estratégia. “Isso afeta a atitude e o pensar de muitos gerentes”.

            A segunda, é que na avaliação dele, o Brasil está avançando. “Não me lembro de uma época tão promissora”, declarou, enfatizando
            que o País está indo muito bem. “Há uma espécie de energia no ar”. Porter afirmou que o crescimento do Brasil vai ser
            relativamente rápido, e o planejamento estratégico se faz importante neste momento. "Nenhuma empresa quebra por ser lucrativa
            demais. Mas ela quebra por crescer rápido demais", declarou. É preciso tomarmos muito cuidado com o desenvolvimento dos
            negócios para não andar rápido demais. As empresas brasileiras estão bem posicionadas para transformar crise em oportunidade.
            Isso só vai acontecer se houver clareza no pensamento estratégico.

            Porter foi categórico ao afirmar que não podemos confundir estratégia com metas e objetivos. Para ele, a estratégia não é um
            sonho, é uma coisa muito concreta, específica e clara. Ele afirmou que a meta fundamental de uma empresa é obter um retorno
            superior do investimento no longo prazo e que o crescimento só é bom se permitir obter e manter um retorno superior do capital
            investido. “A lucratividade tem de ser medida com realismo, determinando-se o lucro efetivo da totalidade do investimento”.
            Porter ainda chamou a atenção para o erro de se fixar metas irrealistas de lucratividade ou crescimento, que podem prejudicar a
            estratégia da empresa.

            Eficácia operacional não é estratégia
            Para o especialista tanto eficácia operacional como estratégia são essenciais para o desempenho superior, que, afinal, é o objetivo
            primordial de todas as empresas. Mas elas atuam de formas diferentes. “O papel do administrador é entender essas melhores
            práticas e trazer as mesmas para a empresa. Isso não vai te trazer vantagem competitiva se for feito isoladamente. A melhoria
            dessas práticas são necessárias,mas não suficientes”. Ele explicou que se você não for bom na execução das suas práticas
            operacionais, a sua estratégia não vai servir para nada. Quanto melhor for a sua estratégia, melhor o seu desempenho.

            A eficácia operacional significa ter um desempenho melhor do que os seus rivais nas mesmas atividades. Abrange a eficiência, mas
            não se limita apenas a esse aspecto; diz respeito a quaisquer práticas pelas quais a empresa utiliza melhor o insumo. Em
            contraste, o posicionamento estratégico significa desempenhar as atividades diferentes das exercidas pelos rivais ou desempenhar
            as mesmas atividades de maneira diferente. “Eficácia seria como fazer a mesma corrida, mais rápido. E estratégia, correr um
            caminho diferente”, exemplifica.

            Porter enfatizou que os concorrentes conseguem imitar com rapidez as técnicas gerenciais, as novas tecnologias, as melhorias nos
            insumos e as formas superiores de atender às necessidades dos clientes. “As soluções mais genéricas são as de mais rápida
            difusão”. A competição com base na eficácia operacional desloca para fora a fronteira da produtividade, elevando os padrões para
            todos os participantes. No entanto, embora acarrete melhorias absolutas na eficácia operacional, essa modalidade de competição
            não gera aprimoramentos relativos para qualquer concorrente. O professor explicou que a competição baseada apenas na eficácia
            operacional é mutuamente destrutiva, levando a guerras de desgaste que terminam apenas com a limitação da competição. O
            resultado é uma competição de soma zero, com preços estáticos ou declinantes e pressões de custo que comprometem a
            capacidade das empresas de investir no longo prazo do negócio.

            HSM Online
            02/12/2009


                                                                  Imprimir   | Fechar




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Não existem regras, há princípios para a estratégia                             http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=...



                                                      Special Management Program - Michael Porter

                                                      Não existem regras, há princípios para a
                                                      estratégia

                                            Michael Porter abriu o Special Management Program da HSM, em São
                                            Paulo, afirmando para um grupo restrito de empresários que a tarefa do
           líder não é criar a melhor empresa no negócio, seja ele qual for.
            “É natural querermos ser os melhores, mas é impossível sermos os melhores”. Porter abriu a manhã explicando que ser o melhor
            depende de quais clientes você procura atender. “Se você quer ser o melhor em atender a todas as necessidades, você nunca vai
            ter sucesso”. O professor afirmou que a tarefa da estratégia é ser único, especial, com valor singular. E isso ocorre pela sua
            maneira de usar o negócio e entrar na competição.

            “Na estratégia todo mundo está buscando a resposta secreta que resolve todos os problemas”.O grande desafio está em encontrar
            a coisa única para a sua empresa especificamente. “Não existem regras, há princípios para a estratégia. Devemos definir quem nós
            somos e o que fazemos bem. Esta é a essência da estratégia”, definiu.

            Porter chamou a atenção para as concepções equivocadas de estratégia. “Algumas pessoas confundem estratégias com metas e
            ações. A estratégia é a posição que você vai alcançar, e o passo é o meio para você chegar lá”, ressaltou. Não se pode confundir
            estratégia com meta, ação ou visão da empresa. “Nossa estratégia é ser a número um, nossa estratégia é crescer, é ser líder
            mundial. Isso são metas e não estratégia”, exemplificou o professor, ressaltando que é preciso pegar o pensamento estratégico e
            colocar dentro da realidade da sua cadeia de valores. “Em estratégia, o pior erro é competir com os concorrentes nas mesmas
            dimensões”.

            Para ele, a meta precisa agregar valor à estratégia e não prejudicá-la. Um caminho é ser muito realista para estabelecer metas
            corretas para o seu setor e para a sua empresa. Porter enfatiza que a forma pela qual você mede o sucesso tem um grande impacto
            sobre a estratégia.

            Mudanças competitivas
            Porter disse que as empresas devem ser flexíveis para reagir com rapidez às mudanças competitivas e de mercado. É importante
            que pratiquem de modo constante o benchmark para atingir as melhores práticas. Também devem terceirizar de forma agressiva
            para conquistar eficiência. E é fundamental que fomentem umas poucas competências essenciais, na corrida para permanecer à
            frente dos rivais.

            O professor afirmou que o posicionamento, que já se situou no cerne da estratégia, tem sido rejeitado como algo excessivamente
            estatístico para os mercados dinâmicos e para as tecnologias em transformação da atualidade. De acordo com o novo dogma, os
            rivais são capazes de copiar com rapidez qualquer posição de mercado, e a vantagem competitiva é, na melhor das hipóteses, uma
            situação temporária.

            Para Porter, a raiz do problema é a incapacidade de distinguir entre eficácia operacional e estratégia. A busca da produtividade, da
            qualidade e da velocidade disseminou uma quantidade extraordinária de ferramentas e técnicas gerenciais: gestão da qualidade
            total, benchmarking, competição baseada no tempo, terceirização, parceria, reengenharia e gestão da mudança. “Embora as
            melhorias operacionais daí resultantes muitas vezes tenham sido drásticas, muitas empresas se frustraram com a incapacidade de
            refletir esses ganhos em rentabilidade sustentada. E aos poucos, de forma quase imperceptível, as ferramentas gerenciais
            tomaram o lugar da estratégia”. À medida que se desdobram para melhorar em todas as frentes, os gerentes se distanciam cada
            vez mais das posições competitivas viáveis.

            Estratégias podem ser imitadas?
            A compatibilidade estratégica entre muitas atividades é fundamental não apenas para a vantagem competitiva, mas também para
            a sua sustentabilidade. Porter explica que, para o concorrente, é mais difícil copiar um grupo de atividades entrelaçadas do que
            apenas evitar uma certa abordagem da força de vendas, igualar uma tecnologia de processo ou copiar um conjunto de
            características de um produto. Segundo ele, as posições erguidas sobre sistemas de atividades são muito mais sustentáveis do que
            as que se erguem sobre atividades individuais. “A probabilidade de que os concorrentes sejam capazes de copiar qualquer
            atividade é, geralmente, menor do que um. É pouco provável copiar o sistema inteiro”, declarou.

            As empresas existentes que tentam o reposicionamento ou que vacilam entre diferentes estratégias serão forçadas a reconfigurar
            muitas atividades. E até os novos entrantes, embora não frequentem as posições excludentes com que se deparam os rivais
            estabelecidos, se defrontam com formidáveis barreiras à imitação. Uma pergunta importe a se fazer é: Será que eu posso
            reformatar a natureza da competição no setor?

            “Quanto mais o posicionamento da empresa se alicerçar em sistemas de atividades, que apresentem compatibilidades de segundo e
            terceiro nível, mais sustentável será a vantagem”. Esses sistemas, são de difícil desenleio por iniciativas externas, tornando
            muito complexa a imitação. E mesmo que conseguissem identificar as interconexões relevantes, os rivais ainda teriam dificuldade
            para copiá-los. Os obstáculos na conquista da compatibilidade decorrem da necessidade de integração de decisões e ações através
            de muitas subunidades independentes.




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Não existem regras, há princípios para a estratégia                           http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=...



            A compatibilidade significa que o desempenho deficiente numa atividade vai acabar com o desempenho das outras, de modo que os
            pontos fracos se tornam expostos e mais propensos a chamar a atenção. No sentido contrário, as melhorias numa atividade
            favorecerão as demais. “As empresas com forte compatibilidade entre as atividades, raras vezes se tornam alvo de imitação. A
            superioridade na estratégia e na execução apenas acentua as vantagens e eleva os obstáculos para os imitadores”.

            Quando as atividades se complementam mutuamente, os rivais usufruirão de poucos benefícios com a imitação, a não ser que
            copiem com êxito a totalidade do sistema. Essas situações tendem a promover confrontos do tipo o vencedor leva tudo. “A
            empresa constrói o melhor sistema de atividades, alcança a vitória, ao passo que os concorrentes com estratégias similares ficam
            para trás”, garante o professor.

            HSM Online
            03/12/2009


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Fundamentos da competição e do desempenho relativo                                 http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=...



                                                       Special Management Program - Michael Porter

                                                       Fundamentos da competição e do desempenho
                                                       relativo

                                                       Durante a sua apresentação, Michael Porter enfatizou que a unidade
                                                       fundamental da análise estratégica é o setor.

           Durante a sua apresentação, Porter enfatizou que a unidade fundamental da análise estratégica é o setor. Definir o setor relevante
           é importante para a estratégia, uma vez que o desempenho econômico de uma empresa resulta em duas causas distintas: estrutura
           do setor (regras gerais de competição) e posição relativa no setor (fontes de vantagem competitiva). O professor afirma que a
           estratégia deve abranger ambas.

           Entre os fatores determinantes da lucratividade do setor estão as forças econômicas básicas. Porter explicou uma a uma: a
           importância da ameaça de produtos ou serviços substitutos, do poder de negociação dos compradores e dos fornecedores, a
           ameaça de novos participantes e a rivalidade entre concorrentes atuais.

           O professor disse que é preciso ter uma proposta de valor, uma maneira de configurar esta proposta e a continuidade dela ao longo
           do tempo. Fatores como a taxa de crescimento do setor, tecnologia e inovação, política governamental e produtos e serviços
           complementares precisam ser levados em consideração quando se busca o posicionamento para atenuar as cinco forças e
           configurar a estrutura de um setor, definindo uma cadeia de valor. Ele afirma que pode haver diferentes maneiras de configurar a
           cadeia de valor no mesmo setor.

           Porter considera valor como aquilo que os compradores estão dispostos a pagar. “Competir num negócio envolve realizar uma série
           de atividades distintas, nas quais reside a vantagem competitiva”. Para ele, diferenciação, vantagem competitiva e custo menor
           são fatores determinantes do desempenho relativo.

           Abordagens para encontrar uma posição competitiva única
           Porter é categórico ao afirmar que a maioria das empresas deve êxito inicial a uma posição estratégica única, envolvendo nítidas
           opções excludentes. Suas atividades já estiveram alinhadas com essa posição. No entanto, o transcurso do tempo e as pressões do
           crescimento induziram a incongruências que, de início, eram quase imperceptíveis.

           Através de uma sucessão de mudanças incrementais que, isoladas, pareciam sensatas na época, muitas empresas estabelecidas
           comprometeram sua trajetória através da homogeneidade com as rivais. A questão aqui não diz respeito a empresas cuja posição
           histórica deixou de ser viável; nesse caso, o desafio é recomeçar do início, como um novo entrante. Trata-se da empresa
           estabelecida que vem obtendo retornos medíocres e que carece de uma estratégia nítida.

           Através da introdução incremental de novos produtos, de esforços incrementais para servir a novos grupos de clientes e da
           imitação das atividades dos concorrentes, as empresas existentes perdem a nitidez da posição competitiva. É típica a empresa que
           igualou muitas das ofertas e práticas dos concorrentes e procura vender à maioria dos grupos de clientes. "O pior erro da
           estratégia é concorrer com a mesma base de outra empresa que já seja muito boa naquilo que já está fazendo".

           Algumas abordagens ajudam a se reconectar com a estratégia. “A primeira é um exame cuidadoso das atuais atividades”, garante
           Porter. Na maioria das empresas bem estabelecidas existe uma singularidade essencial, que se identifica através de respostas a
           perguntas como:

           - Quais   são os   nossos produtos e serviços diferenciados?
           - Quais   são os   nossos produtos e serviços mais rentáveis?
           - Quais   são os   nossos clientes mais satisfeitos?
           - Quais   são os   clientes, canais ou ocasiões de compra mais rentáveis?
           - Quais   são as   atividades da nossa cadeia de valores mais diferenciadas e mais eficazes?

           É preciso levar em consideração também a história da empresa. Qual era a visão do fundador? Quais os produtos e clientes que a
           construíram? Olhando para trás, é possível reexaminar a estratégia original e verificar sua atual validade. Será possível
           reimplementar o posicionamento histórico, sob uma abordagem moderna e consistente com as teorias e práticas da atualidade?

           Esse tipo de pensamento às vezes conduz a um comprometimento com a renovação da estratégia e constitui-se em poderoso
           desafio para a recuperação da singularidade da empresa. Segundo Porter, o desafio pode ser instigante e incutir a confiança para o
           exercício das opções excludentes necessárias.

           HSM Online
           03/12/2009


                                                                     Imprimir   | Fechar




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Como crescer sem prejudicar a singularidade estratégica                        http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=...



                                                    Special Management Program - Michael Porter

                                                    Como crescer sem prejudicar a singularidade
                                                    estratégica

                                         "Nenhuma empresa quebra por ser lucrativa demais. Mas ela quebra por
                                         crescer rápido demais". Com esta afirmação, Michael Porter começou a
          tarde no Special Management Program, da HSM, em São Paulo.
            Uma das recomendações mais veementes de Porter foi não destruir a sua estratégia para crescer rapidamente. “Isso acontece o
            tempo todo”, afirma. Ele acredita que estratégias excelentes muitas vezes incluem uma dimensão social da proposição de valor.
            “Você precisa de tempo para entender toda a estratégia e melhorá-la. Você precisa de um compromisso com relação ao seu
            posicionamento e à sua estratégia”, declara, enfatizando que nenhuma empresa pode ter sucesso sendo simplesmente ágil. Precisa
            ser consistente e ter um propósito.

            Tradeoffs
            Porter chama a atenção para a questão de que todas as boas estratégias não tentam atender às necessidades de todos os clientes.
            Escolher o que não fazer é também parte da estratégia. “Você precisa agir assim para ter sucesso”, recomenda. Ele afirma que um
            bom estrategista precisa deixar alguns clientes infelizes. Você deve saber quais clientes você deve ouvir e quais não deve. Muitas
            empresas destroem as suas estratégias por ouvir demais os clientes.

            O professor explica que os tradeoffs tornam uma estratégia sustentável diante da imitação de concorrentes já estabelecidos e
            parte essencial da estratégia é escolher o que não fazer. Porter enfatizou que se você não tiver uma boa estratégia, deve observar
            as tendências para ver o que está acontecendo e mudar para criar uma forma diferente de configurar a empresa. “As empresas
            perdem o sucesso não por causa do mercado, mas por causa de suas próprias decisões. E muitas vezes isso acontece porque há uma
            mudança na estratégia. As mudanças muito contínuas denunciam que você não tem uma estratégia definida”.

            Medidas incrementais
            Os gerentes se encontram sob a constante tentação de adotar medidas incrementais que ultrapassam as limitações, mas embotam
            a posição estratégica da empresa. As pressões pelo crescimento ou a aparente saturação dos mercados-alvo induzem os gerentes a
            ampliar a posição, através do alargamento das linhas de produtos, da adição de novas características aos produtos ou serviços, da
            imitação dos serviços populares dos concorrentes, da cópia dos processos e até mesmo de aquisições.

            Foi o caso da Neutrogena, exemplo citado por Porter, que correu o risco de cair na armadilha. Em princípios dos anos 90, ampliou
            os canais de distribuição para incluir distribuidores de massa, como Wal-Mart Stores. Sob o nome Neutrogena a empresa se
            expandiu para uma ampla variedade de produtos em que não era única e que diluíram sua imagem, forçando-a a recorrer a
            promoções de preços.

            Foco e motivação
            Porter assegura que as conciliações e inconstâncias na busca do crescimento corroem as vantagens competitivas desfrutadas pela
            empresa com o conjunto original de clientes-alvo. As tentativas de competir de várias maneiras ao mesmo tempo criam confusão e
            fazem cair a motivação e o foco organizacional. “Os lucros caem e recorre-se ao aumento da receita como solução”. Os gerentes
            são incapazes de exercer opções e a empresa embarca numa nova rodada de ampliações e conciliações. Com freqüência, os
            concorrentes continuam a copiar uns aos outros, até que o desespero rompe o ciclo, resultando em algumas fusões ou num
            processo de enxugamento para o posicionamento original.

            Quais as abordagens em relação ao crescimento que preservam e revigoram a estratégia? Porter responde que, em termos amplos,
            a prescrição consiste em aprofundar a posição estratégica em vez de ampliá-la e comprometê-la.

            Desenvolvimento estratégico
            Tem como componente imprescindível de gestão a melhoria da eficácia operacional. Porter ressalta que é importante cuidar para
            não confundir eficácia operacional com estratégia. Ao fazer esta confusão, muitos gerentes inadvertidamente retrocederam para
            um modo de encarar a competição que está induzindo muitas empresas à convergência competitiva, o que não é do interesse de
            ninguém, e tampouco é inevitável.

            Durante as fases de desenvolvimento de um setor, a fronteira de produtividade básica está sendo estabelecida ou restabelecida.
            Em razão do crescimento explosivo, esses períodos talvez sejam lucrativos para muitas empresas, mas os lucros serão
            temporários, pois a imitação e a convergência estratégica acabarão por destruir a rentabilidade do setor.

            Melhoria contínua
            Porter acredita que os gerentes devem distinguir com nitidez eficácia operacional e estratégia. Ambas são essenciais, mas
            apresentam agendas diferentes. A agenda operacional envolve a melhoria contínua onde quer que inexistam opções excludentes.
            Sob esse aspecto, o fracasso redunda em vulnerabilidades, mesmo para as empresas com uma boa estratégia. A agenda
            operacional é o lugar mais adequado para a mudança constante, para a flexibilidade e para o esforço implacável em busca da
            melhor prática. Em contraste, a agenda estratégica é o melhor foro para a definição da posição exclusiva, para o exercício de
            nítidas opções excludentes e para o ajuste da compatibilidade. Envolve a procura incessante de alternativas para reforçar e




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Como crescer sem prejudicar a singularidade estratégica                       http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=...



            expandir a posição da empresa. A agenda estratégica demanda disciplina e continuidade; seus inimigos são a dispersão e a
            conciliação.

            A continuidade estratégica não implica visão estática da competição. A empresa deve melhorar sempre a sua eficácia operacional e
            empenhar-se de forma ativa para deslocar a fronteira da produtividade. Simultaneamente, é preciso que haja um esforço constante
            para ampliar a singularidade, em conjunto com o fortalecimento da compatibilidade entre as atividades.

            Porter afirma que a continuidade estratégica deve tornar mais eficaz a melhoria contínua da empresa. A empresa talvez necessite
            alterar a estratégia se ocorrerem grandes mudanças estruturais no setor. Ele admite que as novas posições estratégicas
            geralmente derivam de mudanças setoriais, exploradas com mais facilidade pelos novos entrantes, desonerados dos fardos da
            história. ”No entanto, a escolha de uma nova posição deve ser conduzida pela habilidade de encontrar novas opções excludentes e
            de alavancar um novo sistema de atividades complementares em vantagem sustentável”.


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O papel estratégico da responsabilidade social corporativa                    http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=...



                                                   Special Management Program - Michael Porter

                                                   O papel estratégico da responsabilidade social
                                                   corporativa

                                           Porter fechou o Special Management Program contando que
                                           recentemente, reforçaram-se as atividades entre as organizações
          comunitárias, no sentido de se envolverem diretamente no desenvolvimento das empresas.
            “As organizações comunitárias podem e devem desempenhar um importante papel de apoio no processo. Mas a escolha da
            estratégia adequada se reveste de importância crítica e muitas organizações comunitárias precisarão alterar de forma substancial
            o modo de operação”. Embora seja difícil apresentar um conjunto de recomendações gerais a um grupo de organizações tão
            diversificado, o professor destaca quatro princípios que devem direcionar as organizações comunitárias no desempenho do seu
            novo papel.

            Identificação e aproveitamento dos pontos fortes – devem identificar suas vantagens competitivas exclusivas e participar do
            desenvolvimento econômico com base numa avaliação realista de suas capacidades, recursos e limitações. Em face das raízes
            dessas organizações no atendimento das necessidades sociais das comunidades, será árduo para elas a colocação do lucro à frente
            da sua missão tradicional.

            Esforço para mudar as atitudes de mão-de-obra e da comunidade – desfrutam de uma vantagem exclusiva, decorrente do
            conhecimento íntimo e da capacidade de influência das comunidades dos centros das cidades, suscetível de utilização para ajudar a
            promover o desenvolvimento empresarial. As organizações comunitárias têm condições de auxiliar na criação de um ambiente
            hospitaleiro às empresas, através do esforço de mudança das atitudes da mão-de-obra e da comunidade e mediante a atuação como
            elemento de ligação com os residentes, para atenuar a oposição infundada a novas empresas.

            Desenvolvimento de sistemas de prontidão para o trabalho e de identificação de pessoal para o preenchimento de vagas – são
            capazes de desempenhar um papel ativo no recrutamento, triagem e indicação de empregados para as empresas locais. Uma
            necessidade premente entre muitos residentes dos centros das cidades é o treinamento de preparação para o trabalho, que inclui
            comunicação, autodesenvolvimento e práticas do local de trabalho. As organizações comunitárias, dotadas de conhecimento íntimo
            das comunidades locais, se encontram bem equipadas para proporcionar esse serviço em estreita colaboração com o setor.

            Facilitação da melhoria e do desenvolvimento de áreas comerciais – as organizações comunitárias também são capazes de
            alavancar sua expertise em bens imóveis e atuar como catalisadores para facilitar a recuperação ambiental e o desenvolvimento
            de propriedades comerciais e industriais.

            Porter destaca que o modelo econômico proporciona uma abordagem nova e independente da revitalização das comunidades
            urbanas carentes. No entanto, sua aceitação e implementação não estarão isentas de dificuldades. “Essas mudanças serão árduas
            para as pessoas e para as instituições. No entanto, são imprescindíveis”, afirma.

            Segundo Porter, o setor privado, os governos, e as organizações comunitárias se defrontam com novos papéis de importância
            crucial para a revitalização da economia dos centros das cidades. Os empresários, os empreendedores e os investidores devem
            assumir um papel de liderança; e os ativistas comunitários, provedores de serviços sociais e burocratas do governo precisam
            prestar-lhes o indispensável apoio. “Chegou a hora de adotar uma estratégia econômica racional e estancar o custo insustentável
            das abordagens ultrapassadas”, conclui.

            HSM Online
            03/12/2009


                                                                 Imprimir   | Fechar




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Michael Porter - Competição destrutiva                                         http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=...



                                                   ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial

                                                   Michael Porter - Competição destrutiva

                                                   Para Porter, todas as vantagens competitivas mudam rapidamente,
                                                   porque tudo pode ser copiado. É preciso melhora operacional e foco
                                                   estratégico.
           “Se você fizer o que todo mundo faz, vai gerar uma competição destrutiva”. Para Porter, todas as vantagens competitivas mudam
           rapidamente, porque tudo pode ser copiado muito rapidamente. É preciso melhora operacional e foco estratégico. É fazer a mesma
           coisa, só que melhor e com um jeito único de competir. Em conjunto, ao mesmo tempo. “Você não vai copiar nada. Você vai sempre
           adaptar o que existe para a sua estratégia”, declarou.

           Porter explicou que parte essencial da estratégia é escolher o que não fazer. “O que você optou por não fazer? Isso faz parte da sua
           estratégia”. Você precisa agir assim para ter sucesso. E completou dizendo que um bom estrategista precisa deixar alguns clientes
           infelizes. Você deve saber quais clientes você deve ouvir e quais não deve. “Muitas empresas destroem as suas estratégias por
           ouvir demais os clientes”.

           O professor ensinou que as empresas precisam fazer a seguinte pergunta: Onde somos únicos?. E aconselhou: “Seja ainda mais
           diferente. Aprofunde a sua posição. 90% dos seus clientes precisam ter consciência do seu valor”. Para crescer estrategicamente, o
           especialista deixou os seguintes passos:

           1 – Torne a estratégia ainda mais distintiva – introduza novas tecnologias, recursos, produtos ou serviços que se amoldem à
           estratégia e potencializem outras atividades distintas da cadeia de valor.
           2 – Aprofunde a posição estratégica em vez de ampliá-la – aumente a penetração dos clientes/necessidades escolhidos/as.
           3 – Expanda geograficamente para desbravar novas regiões ou países usando o mesmo posicionamento – reposicione
           agressivamente as aquisições estrangeiras em torno da estratégia da empresa.
           4 – Expanda o mercado para aquilo que só a empresa pode oferecer – encontre outros clientes e segmentos que valorizem a
           estratégia.

           Porter encerrou a manhã enfatizando que toda atividade da cadeia de valor atinge as comunidades dos locais onde uma empresa
           opera. Esses impactos podem ser positivos ou negativos. “Você precisa fazer com que o aspecto social faça parte da sua
           estratégia”, afirmou. Como você pode integrar as questões sociais à sua estratégia? É preciso saber como integrar a estratégia e
           responsabilidade social corporativa. “Haverá uma nova maneira de lidar com o social que certamente trará muitas vantagens
           competitivas”.

           O professor afirmou que o compromisso com a estratégia é posto à prova todos os dias. “Os presidentes gastam 25% do seu tempo
           comunicando as decisões e se fazendo entender de uma forma simplificada para todos”, declarou reforçando a importância de todos
           os funcionários saberem qual é a estratégia da empresa. “Se eles não souberem qual é a estratégia, eles só vão fazer as melhores
           práticas”.

           Porter destacou ainda que as empresas que têm boas estratégias, tem líderes dispostos a liderar, a fazer acontecer e a saber dizer
           não. “A estratégia é testada diariamente. Você tem de estar preparado para tudo isso”, concluiu.

           HSM Online
           02/12/2009

           Acompanhe a cobertura completa da ExpoManagement 2009
           http://br.hsmglobal.com/contenidos/expomanagement_2009_cobertura.html


                                                                 Imprimir   | Fechar




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Paul Krugman – “Protecionismo é risco para emergentes”                        http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=...



                                                   ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial

                                                   Paul Krugman – “Protecionismo é risco para
                                                   emergentes”

                                                   Economista alerta que, em função dos crescentes índices de
                                                   desemprego, países exportadores devem ficar atentos à política
          internacional.


           Em sua palestra no encerramento da ExpoManagement 2009, na quarta-feira, 2 de dezembro, o professor e economista Paul
           Krugman comentou a respeito da boa maneira como os países emergentes conseguiram enfrentar a crise econômica mundial desde
           o ano passado.

           No início do processo, dizia-se que apenas os Estados Unidos e a União Europeia sofreriam os efeitos, mas, aos poucos, percebeu-se
           que todos seriam afetados de alguma maneira. “Mesmo assim, todos os emergente se deram bem”, apontou o prêmio Nobel de
           economia.

           “Foi a primeira vez em minha carreira profissional que vi a América Latina, um continente tão tradicionalmente afetado por crises,
           se dar bem. Prova disso é que já estão crescendo novamente”, analisou. De acordo com Krugman, o diferencial desses países foi o
           fato de estarem exportando commodities, e não bens de consumo, como carros, ou então as casas que iniciaram todo o processo.

           Mesmo assim, como a crise ainda não terminou, ainda é possível que esses países sofram seus efeitos num futuro muito próximo.
           “Como?”, perguntou Krugman. “Com a adoção de medidas protecionistas pelos países mais ricos e, consequentemente, mais
           afetados pela crise. E se isso acontecer, vai ser muito ruim”.

           Segundo o palestrante, a administração Barack Obama tem se portado de maneira responsável, trabalhado ao lado dos sindicatos e
           tomado as ações legais cabíveis para manter a economia americana saudável sem que isso afete o equilíbrio mundial. “Mas quem
           garante que isso será igual se os índices de desemprego continuarem crescendo?”, indagou.

           Na Grande Recessão, foi muito grande a pressão pela adoção de medidas protecionistas – e algo assim pode muito bem voltar a
           acontecer, alertou o Nobel de economia. “Se os atuais governos dos Estados Unidos e dos países europeus continuarem no próximo
           mandato, isso não acontecerá. Mas quem pode prever o que acontecerá daqui a quatro anos? E se a Sarah Palin for eleita, alguém
           acha que ela pensará em respeitar as leis internacionais? Podem ter certeza que se algo desse tipo acontecer será ruim para
           muitos países, como por exemplo para o Brasil”, comentou Krugman.

           Um dos primeiros a sofrer algum efeito desse tipo deve ser a China, sugeriu o palestrante. “A maneira como eles têm se
           comportado tem exacerbado os problemas de todo o mundo. Mais um ano se comportando dessa maneira e começarão a sofrer
           retaliações por parte da comunidade internacional”, disse.

           HSM Online
           02/12/2009


                                                                Imprimir   | Fechar




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Bill Tancer - Criatividade e direcionamento                                    http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=...



                                                    ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial

                                                    Bill Tancer - Criatividade e direcionamento

                                                    Na seção de perguntas que sucedeu sua palestra, o especialista falou
                                                    sobre como ele acha que as empresas devem usar as informações que
                                                    estão disponíveis na rede.
            Conduzida por Francisco Valim, presidente da Serasa Experian, a seção de perguntas e respostas solidificou as opiniões e conceitos
            de Bill Tancer sobre a oferta e riqueza de dados que as pessoas deixam como rastros ao navegar na internet. Isso não significa,
            porém, que ele acredite que haverá uma completa revolução na maneira de se fazer marketing e que a criação será deixada de
            lado. Confira os principais trechos do bate-papo:

            Valim – No passado, o marketing tinha muito de criatividade, genialidade. Você acha que ele passará a ser apenas matemático?
            Tancer - Não, eu acho que vai ocorrer uma fusão das duas coisas. Os dados de comportamento irão ajudar as empresas a criarem
            coisas específicas para as necessidades e anseios dos consumidores e isso será bom para todo mundo. A única empresa que eu
            conheço hoje que cria coisas ignorando o consumidor é a Apple. Só que para eles isso dá muito certo, não sei se para outros casos
            funcionaria tão bem.

            Valim – E como será então, um mix do marketing tradicional com o digital?
            Tancer - A capacidade de análise se tornará mais automática e isso possibilitará um pensamento a longo prazo, a construção não
            só de uma marca, mas de uma relação comercial. Com tempo, nos tornamos mais eficientes, pois conhecemos o consumidor. Dessa
            maneira, cairão os custos com publicidade e se o mercado agir de forma correta, isso será repassado para o consumidor na forma
            de preços menores, ou seja, é bom para todo mundo.

            Valim – As gerações mais velhas às vezes têm travas com a internet. Isso vai mudar?
            Tancer – Um ano atrás eu responderia diferente, o uso da tecnologia .com era diferente. Mas em maio deste ano houve um boom no
            Facebook, uma explosão demográfica em que entraram mais homens e mulheres e mais pessoas com faixa etária mais alta. Não é
            mais uma coisa exclusiva de jovens e pessoas de vanguarda. Acho que mais do que acelerar a migração e disponibilização de
            tecnologias, as pessoas precisam estar dispostas a explorar. Há um site sobre séries de TV que todos achavam ser destinado só
            aos mais jovens. Mas então percebemos que ele era visitado por gerações mais velhas, que vinham diretamente de canais
            tradicionais, como sites de jornais tradicionais. Se você estiver nos canais certos, consegue atingir as pessoas.

            Acho também que vai haver uma mudança na valorização da privacidade. Hoje muitos se incomodam em expor dados em redes
            sociais e na rede como um todo, mas as gerações mais novas já demonstrar estar mais dispostas a partilhar informações pessoais
            e conforme elas forem envelhecendo, isso se tornará mais natural.

            Valim – E, falando nisso, você acredita que o governo deva regular a internet? Aqui no Brasil há muita discussão sobre o tema, em
            especial por conta de casos de pedofilia...
            Tancer – Não só aqui, estive no Reino Unido e isso também é uma discussão ativa por lá. Na internet o grande desafio é o
            anonimato, é difícil determinar o que é bom ou não, o que é verdade e o que não é. Acho que é bom se o governo pensar nisso e
            gerar discussão, mas é uma área que deve acabar se auto-regulando.


            HSM Online
            02/12/2009

            Acompanhe a cobertura completa da ExpoManagement 2009


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Paul Krugman – A crise não terminou                                          http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=...



                                                  ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial

                                                  Paul Krugman – A crise não terminou

                                                  Em sua palestra, o Prêmio Nobel de economia faz um alerta para o que
                                                  pode acontecer com o mundo nos próximos anos.
           Na palestra que encerrou o ExpoManagement 2009, na quarta-feira, 3 de dezembro, o professor e economista Paul Krugman deu
           uma aula sobre a crise econômica mundial, suas origens, as soluções adotadas até agora e fez questão de ressaltar: a crise ainda
           não acabou. “Parece que o mundo não vai acabar e a economia está se recuperando, mas temos de olhar para a frente. Tivemos
           uma breve melhora, mas ainda não é o fim”, alertou.

           Sua exposição começou com um paralelo do mundo entre a Crise de 1929 e a de 2008, quando o colapso visto no setor imobiliário e
           bancário chegou a níveis parecidos com os vistos nos anos 1930. “Sempre achamos que tínhamos aprendido com a Grande
           Depressão e que não repetiríamos os erros de nossos avós, mas a crise atual é resultado de algo que fizemos para nós mesmos”,
           comentou o prêmio Nobel de economia, que a partir daí dissecou os motivos que levaram ao colapso do setor financeiro.

           O primeiro passo para compreender a crise, diz Krugman, é a bolha imobiliária tanto no setor residencial quanto no comercial que
           surgiu no Atlântico Norte, principalmente em regiões como Miami e Los Angeles, nos Estados Unidos, na Espanha e no Reino Unido.
           “Essa bolha era prevista. O que ninguém percebeu é que quando ela estourasse levaria junto também os bancos”, analisou. “A
           maneira como os bancos estavam funcionando deixava o sistema exposto”.

           A pergunta, a partir daí, é: se o problema era no Atlântico Norte, por que isso levou junto todo o mundo? Simples, diz Krugman:
           porque há muita troca entre os países. Na crise de 1929, os índices de trocas caíram em 15% nos primeiros 24 meses, contra 18%
           nos primeiros 15 meses desde abril de 2008. Isso afetou os países que dependiam de exportações, sobretudo os que precisavam
           exportar, como a Alemanha, o primeiro a ser afetado. Depois, a onda pegou os que dependiam de importações. No balanço final, só
           não foram tão afetados os países que dependem de exportar commodities – caso do Brasil. “Agora as exportações já voltam a
           crescer, o que significa que, sim, estamos nos recuperando. Infelizmente, não dá para dizer que estamos no fim da crise”,
           comentou.

           Europa, Estados Unidos e Japão estão, em média, 8% abaixo do que deveriam estar, há muito desemprego, principalmente na
           Espanha e nos Estados Unidos. E os americanos nunca precisaram de tanto tempo para se realocar no mercado de trabalho como no
           momento atual. São seis pessoas procurando trabalho para cada novo posto que surge. “É um cenário feio. Tenho até dito para
           meus alunos que eles estão entrando num mercado que não os quer”, disse Krugman, para quem há um grande risco de a recessão
           voltar.

           Segundo ele, o crescimento que tem sido observado até agora é fruto de algo temporário. Nos Estados Unidos, por exemplo, houve
           um aumento na oferta de empregos a partir da oferta de trabalhos na construção de estradas e outras obras estatais. “Isso tudo
           tem ajudado muito, devolveu ao mercado algo próximo de 1,3 milhão de pessoas que não estariam lá. O problema é que o estímulo
           já atingiu seu pico.” No ano que vem, se nada de novo surgir, a previsão é de que as taxas de desemprego atinjam índices abaixo
           da expectativa.

           O que terminou com o desemprego durante a crise de 1929 foi a Segunda Guerra Mundial, quando praticamente 40% do PIB nos
           Estados Unidos eram destinados à produção de artigos militares. “Foi necessário algo assim para curar a Grande Depressão”,
           finalizou

           Mesmo que não tenha ajudado a conter o surgimento da crise, olhar para a história ajuda a compreendê-la e saber quais os
           próximos passos a serem tomados. Historicamente, países afetados por crise demoram, em média, 4,8 anos para recuperar os
           índices de desemprego normais. Os Estados Unidos, geralmente acostumados a taxas na casa dos 7%, hoje tem 10,2 e esse número
           deve crescer até 12%. “Na média, o desemprego cresce por até 5 anos. Isso significa que a situação persistirá até 2013 e que
           estamos diante de um longo período de depressão para o mundo desenvolvido.”

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Bill Tancer - Conheça seu consumidor pelos cliques                            http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=...



                                                   ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial

                                                   Bill Tancer - Conheça seu consumidor pelos
                                                   cliques

                                           Na penúltima palestra da ExpoManagement 2009, Bill Tancer fala sobre
                                           como as análises das buscas feitas na internet trazem dados mais
          verdadeiros e úteis sobre as pessoas e suas preferências.
           Imagine uma criança que vai a um acampamento de ciências e ganha um concurso por recitar os 200 primeiros algarismos do
           número π? Pois este é o modo como o próprio Bill Tancer se apresenta para explicar sua obsessão com dados e números. Naquela
           época, certamente ninguém imaginava que ele se tornaria um dos maiores analistas da web e que com sua suposta maluquice
           compilaria dados tão úteis sobre o comportamento das pessoas enquanto estão online.

           Usando o lema “você é o que você clica”, o palestrante iniciou sua fala gastando todo o seu pouco português dizendo um simpático
           boa tarde e agradecendo pelos aplausos. Logo depois, mostrou um pouco da evolução do uso da internet, que em 1999 era apenas
           para a leitura de e-mail e hoje norteia quase todo tipo de ação de cidadãos e consumidores. Procura-se na rede sobre um endereço,
           sobre os sintomas e tratamentos para doenças, o contato de uma empresa e se resolve quase todo o serviço bancário.

           Bom para todo mundo que usa a internet, melhor ainda para quem trabalha com marketing. Os dados armazenados sobre todo o
           tipo de navegação são mais efetivos que qualquer técnica de pesquisa de mercado e Tancer mostra isso provocando a plateia:
           “quem aqui assume que entra em sites de conteúdo pornográfico ou adulto?”. Quando apenas um ou dois entre as centenas de
           participantes levantam a mão, ele acrescenta: “Se fosse verdade que só essas poucas pessoas fizessem isso, não haveria quase
           nenhuma pornografia na rede”. O que ele quis demonstrar é que os dados relatados não são nem um pouco confiáveis.

           Fato que se nos questionários é possível mentir, os números compilados a partir de ferramentas de análise de fluxo da web não
           mentem jamais. “Pense nas buscas que você faz e no quanto elas dizem a seu respeito. Vocês conhecem o efeito da cauda longa e é
           claro que existem bilhões de pesquisas que só são feitas uma vez, mas é nos termos mais populares que residem as informações
           mais preciosas para cada setor”.

           Um dos exemplos mais palpáveis que Tancer usa é o do fluxo das buscas pela palavra “dieta” ao longo de um ano. Elas são
           impressionantemente altas no início de janeiro, caem e voltam a subir em épocas específicas, como depois do retorno de feriados e
           festas, como o Dia de Ação de Graças, nos Estados Unidos. Basta fazer uma experiência com datas típicas brasileiras como as
           festas juninas para identificar as particularidades locais.

           Em outro exemplo, um recall do medicamento Tylenol nos EUA gerou um boom nas buscas pelo termo que superou todas as
           estatísticas dos quatro anos anteriores. “O fato era negativo, mas hoje em dia já é possível transformar essas situações em
           positivas ou minimizar seus efeitos administrando o resultado das buscas na internet. Uma maneira de fazer isso é comparar as
           palavras para que os termos redirecionem diretamente para o seu próprio site”.

           As análises podem ser feitas de maneira extremamente rápida. Em 2005, após a Lenovo ter comprado a marca ThinkPad da IBM, o
           palestrante assistiu a uma apresentação de um executivo da empresa em que ele dizia que a repercussão estava sendo ótima, mas
           não tinha ainda dados para mostrar. Tancer falaria em seguida para a mesma plateia e aproveitou a facilidade de conexão wi-fi, fez
           as pesquisas necessárias, postou um gráfico em seu blog e mostrou na prática como as ações de marketing estavam impactando o
           público.

           Mais do que provar a sua expertise, ele demonstrou com esse exemplo que qualquer um está apto para tirar proveito dos dados que
           as buscas na internet proporcionam. Há uma série de ferramentas gratuitas e fáceis de usar “A empresa que não analisar o
           comportamento na web hoje vai ser passada para trás por suas concorrentes”.

           Como lição de casa, Bill Tancer pediu que todos testassem essas ferramentas hoje ao chegar em casa ou no escritório. E repetiu
           uma frase que havia dito no início de sua palestra: “com isso, quero fazê-los gostar de dados tanto quanto eu.”

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           02/12/2009

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Porque a transformação é ininterrupta                                         http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=...



          ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial

          Porque a transformação é ininterrupta

          Transformamos o mundo a cada segundo, e ele faz nossa potência mudar a cada segundo. É o fluxo da vida,
          que deve ser respeitado, segundo o professor Clóvis de Barros Filho.
            Encerrando sua participação na ExpoManagement 2009, Clóvis de Barros Filho, livre-docente da USP, exortou sua plateia a abrir-se
            ao ineditismo do mundo e a viver a vida que vale por ela mesma. Ao falar sobre alegria, tristeza, medo e esperança, o professor
            provocou muito riso e recebeu fortes aplausos.

            Ele explicou que nossa vida é um sucedâneo de encontros com o mundo. Afetamos o mundo e somos afetados por ele.
            Transformamos o mundo a cada segundo, e ele também nos transforma ininterruptamente. “Somos muito mais ‘deixar de ser’ do
            que ‘ser’”, diz Barros, e cada encontro é único.

            O que muda é a nossa essência. O filosofo holandês Espinoza (séc. XVII) deu a ela o nome de conatus. Trata-se da potência de vida
            ou da potência de agir. Aquilo a que o palestrante chamou de “tesão pela vida”.

            Alegria e tristeza são passagens do ser, ou do corpo, de um estado a outro. Na alegria, passa-se de um estado de menor potência
            de vida para outro de maior potência. Na tristeza, o oposto se dá. Alegria e tristeza são resultado de nossos encontros com o
            mundo, e o mundo não é bom nele mesmo. O mundo que me alegra hoje pode não me alegrar amanhã, ou daqui a pouco. O conatus
            varia muito, portanto, de um momento a outro.

            O exemplo com que Barros ilustrou a curva em senoide da potência de vida é muito simples: eu desejo muito comer pamonhas e
            consigo comprá-las. Ingiro uma pamonha, e ela me traz imensa alegria, grande potência de vida. Sem me dar conta de que
            pamonhas não são a resposta para a vida boa, não percebo que ela me alegrou em um encontro único, singular. A segunda pamonha
            que como já trará alegria menor. A terceira, menor ainda, e assim por diante. Não é a mesma pamonha, não sou mais o mesmo e o
            afeto resultante tampouco.

            “Quando fazemos de um encontro alegre o gabarito para uma vida, desrespeitamos o fluxo do mundo e o fluxo de nosso ser”, alerta
            Barros, que acrescenta que o que passa pela nossa cabeça também faz oscilar nossa potência de agir. É aí que entram a esperança
            e o medo.

            Encontros no agora

            Esperança é a alegria acompanhada de uma ideia, uma ponderação da qual origina. A esperança aumenta a nossa potência, mas a
            partir de um mundo que é apenas fantasiado. O medo, por sua vez, vem quando o mundo imaginado diminui nossa potência. Além
            disso, a cada vez que sentimos esperança por algo que nos alegra, somos acometidos pelo medo de não alcançá-lo.

            Outro ponto importante: o mundo do devaneio pode nos distrair do mundo que está diante de nós, e impedir que sejamos alegres ou
            tristes pelo mundo que é, em vez de pelo que gostaríamos que fosse.

            Segundo Barros, a razão humana é apenas um recurso justificador das decisões que o nosso corpo toma com base nos afetos,
            resultado dos encontros entre corpos ou ideias. O professor destaca que o medo é o grande afeto viabilizador da vida em
            sociedade, da civilização. Sob o medo, podemos deixar de agir segundo desejos e instintos. “Somente afeto supera afeto.”

            A esperança, por sua vez, é um afeto na ignorância, na impotência. “Como todo desejo, é sem gozo; é na falta, no desencontro. Por
            isso, conclamo-lhes a abandonar a nostalgia dos tempos alegres já vividos e a esperança de tempos alegres futuros e a abrir-se ao
            mundo em seu ineditismo e imprevisibilidade”. Foi esse o convite que fez o empolgado palestrante, ao final de sua apresentação no
            Espaço Sírio Libanês.

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            02/12/2009


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Vicente Falconi - Gestão: método, conhecimento técnico e liderança              http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=...



                                                    ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial

                                                    Vicente Falconi - Gestão: método, conhecimento
                                                    técnico e liderança

                                                    O consultor fala sobre conceitos que considera essenciais nas práticas de
                                                    gestão e dá exemplos práticos baseados em sua experiência.

            A palestra intitulada “O Pensamento Nacional”, ministrada por Vicente Falconi, um dos mais renomados consultores de gestão do
            Brasil, encerrou as atividades do segundo dia da ExpoManagement 2009. O momento foi marcado por uma sessão de perguntas e
            respostas conduzida por Carlos Alberto Júlio, presidente da Tecnisa.

            O bate-papo começou com Falconi fazendo um balanço do trabalho que desenvolveu com sua equipe no estado de Minas Gerais. Em
            um ano e meio, conseguiram os resultados que eram esperados para só depois de quatro anos de trabalho. “Só deu certo porque o
            tempo todo houve a preocupação de se entregar resultado no final”, afirmou.

            E o que dá certo na prática, sobretudo nas organizações brasileiras, é o tema do livro “O Verdadeiro Poder”, lançado por Falconi
            na Expo. A obra traz em primeira mão o que o autor considera os conceitos essenciais de gestão.

            O consultor contou que o primeiro conceito trabalhado no livro é o foco. Afinal, é fundamental se definir onde quer chegar antes de
            iniciar qualquer tarefa. “A maioria de nós pensa que tem foco porque calcula e acompanha alguns indicadores. Mas o foco precisa
            ser da empresa inteira, não apenas do executivo”. Ele explicou, ainda, que o foco no cliente é algo difícil, porque exige uma gestão
            interdepartamental muito grande.

            Ao ser questionado sobre os fatores fundamentais para que se obtenham resultados extraordinários em gestão, Falconi ressaltou:
            método, conhecimento técnico e liderança, lembrando que o desenvolvimento das três frentes é “um trabalho contínuo, para o
            resto da vida”.

            Método – A essência do gerenciamento
            “Se gerenciar é perseguir resultados, não existe gerenciamento sem método”. A afirmação de Vicente Falconi coloca o método
            como a essência do gerenciamento. Se você gerencia para conseguir resultados, o método pode ser entendido como o “caminho
            para o resultado”. “A essência do trabalho numa organização é atingir resultados e, portanto, o domínio do método, por todas as
            pessoas, é fundamental”.

            Isso é válido para todas as pessoas de uma empresa, desde seus diretores até os operadores, que devem ser envolvidos no método
            de solução de problemas para atingir os resultados necessários. Falconi ressaltou que o método consiste em quatro etapas
            principais, que devem se apresentar na seguinte sequência:

            Estabeleça uma meta – Este é o ponto de partida. Falconi explicou que há dois tipos de metas: metas atingidas e metas a manter.
            Geralmente as metas atingidas possuem um “glamour” maior, mas as metas a manter são mais importantes, pois são elas que dão
            consistência às operações.

            Então, como fixar as metas? “A primeira prioridade é a estabilização operacional”, responde o especialista, deixando claro que de
            uma maneira geral as empresas não se preocupam com a operação.

            Crie um plano de ação – O palestrante chamou a atenção para o executivo que propõe um plano de ação e acha que isso já garante
            tudo; ele vai descansar, achando que os outros vão executar o plano. “Esse gestor se esquece de que tem de ficar em cima das
            pessoas, acompanhando ação por ação, se foi implantada e como, para que possa haver segurança”.

            Monitore resultados – “Nunca podemos partir do pressuposto de que as coisas serão feitas só porque as tarefas foram
            distribuídas; precisamos verificá-las o tempo todo”. É preciso certificar-se de que as ações foram implementadas, fazer o
            acompanhamento dos itens de verificação para saber se o resultado foi alcançado ou não e, finalmente, tomar as ações
            necessárias, sejam positivas ou corretivas. "A diferença dos que conseguem resultados excepcionais é que eles fazem".

            Padronize - Se a meta foi atingida, crie um padrão. Isso significa treinar à exaustão as pessoas relacionadas com aquilo que está
            sendo feito. Falconi chama a atenção para o fato de as empresas brasileiras apresentarem diferentes estágios. É preciso responder
            às perguntas: Como estou em padronização? Como estou em treinamento? Está só no papel, ou está sendo conduzido conforme
            deveria, no dia-a-dia?

            Se a meta não tiver sido atingida, é preciso rever toda a seqüência do método para descobrir o que deu errado. É hora de
            perguntar: “Por que a meta não foi atingida?” e analisar tudo de novo.

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            01/12/2009

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Vicente Falconi - Gestão: método, conhecimento técnico e liderança         http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=...



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Vicente Falconi - O valor do conhecimento nas organizações                   http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=...



                                                  ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial

                                                  Vicente Falconi - O valor do conhecimento nas
                                                  organizações

                                                  O consultor chamou a atenção do público para a importância de padrões
                                                  bem projetados e da organização no processo de gestão.

           Qual a distinção entre processo e operação? A pergunta do presidente da Tecnisa, Carlos Alberto Júlio, para Vicente Falconi abriu
           portas para uma longa explicação do especialista. Falconi disse que processo é uma seqüência de valores agregados e operação é o
           trabalho conduzido por homens e máquinas para obter esse valor. “No processo não tem homens e nem máquinas, é só a seqüência
           dos valores agregados. Para agregar esses valores é que se estabelecem os padrões. Por isso, padrões técnicos de processo”,
           explicou.

           Para garantir a execução, Falconi afirmou que é preciso ter padrões bem projetados, pessoas conscientes das metas e controle dos
           processos e valores agregados para obter na ponta o produto que se deseja. Para ele, as pessoas podem mexer nos padrões das
           operações, mas não nos processos. “A organização do processo é fundamental para se ter o controle dele”.

           Informação em si não vale nada
           Imagine que você queira ensinar o seu filho a andar de bicicleta. Você pode fazer um Power Point e dar uma aula técnica para ele.
           Chamamos isso de conhecimento explícito. Mas o conhecimento tácito, ele só passará a ter quando começar a realmente andar de
           bicicleta, a cair, levantar, se equilibrar e se exercitar. “Todo o conhecimento técnico vai para os sistemas, mas todo o
           conhecimento tácito vai para as mãos e cabeça das pessoas”, ressalta.

           Falconi explicou que existe certa confusão entre conhecimento técnico e conhecimento de método. Conhecimento técnico
           relaciona-se com o processo no qual o indivíduo trabalha. Se alguém trabalha em marketing, deve ter conhecimentos profundos que
           são específicos dessa área. “Toda organização deve zelar para estar sempre atualizada em conhecimento técnico em nível global”.
           A busca do melhor conhecimento técnico em todo o mundo deve ser uma prática contínua, visando manter a empresa em nível
           mundial o tempo todo. “É nesse nível que se compete nos dias de hoje”, explica o palestrante.

           Vale ressaltar que a absorção do conhecimento técnico é feita de maneira mais eficaz por meio da prática do método gerencial. Um
           dos pontos centrais da prática do método é a agregação contínua de conhecimento técnico por meio da análise. “Hoje você tem um
           absurdo de informações que não servem para absolutamente nada, não estamos preparados para fazer análise. Informação em si,
           não vale nada”, destaca.

           Resultados extraordinários
           Falconi fez questão de frisar para a platéia uma mensagem que considera bastante relevante: uma empresa é constituída de
           pessoas, e pessoas demoram para aprender. “Educação é, de longe, um dos maiores negócios do mundo, mas nós temos limitações
           de aprendizado e a empresa também. Há uma curva de aprendizado”, afirmou.

           Quanto mais conhecimento os funcionários conseguem absorver, melhores são seus resultados individuais e melhores se tornam os
           resultados da empresa. Esse conhecimento só necessita ser gerenciado de alguma forma.

           Ele explicou que é mais interessante reter as pessoas na empresa, já que elas carregam conhecimentos muito difíceis de se repor e
           representam ganhos nos níveis de produtividade. Mas alertou que, nesse ponto, os gestores precisam ter cuidado com duas coisas:
           sistema de padronização exemplar e um baixo turn-over, porque é na cabeça das pessoas e nos padrões que o conhecimento está
           guardado. E é o crescimento da empresa em conhecimento que permite que ela tenha resultados extraordinários. “A caminhada é
           longa, mas o caminho é esse”, concluiu.

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           01/12/2009

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Buscas platônicas e operações aristotélicas                                     http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=...



                                                    ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial

                                                    Buscas platônicas e operações aristotélicas

                                                    Amar os resultados e as metas, mas também a alegria do dia a dia. À luz
                                                    de filosofias complementares, poderemos agir no sentido de termos
                                                    organizações mais saudáveis.
            Uma proposta: perseguir resultados, mas gozando a alegria que vem do que já temos. Assim, as pessoas nas organizações poderão
            sentir-se em festa em plena segunda-feira. Essa foi a mensagem que o professor Clóvis de Barros Filho levou à ExpoManagement
            2009 em sua segunda apresentação no momento de reflexão promovido pelo Hospital Sírio Libanês.

            “Ontem (30/11) falamos de ética, mas é fundamental dizer que o amor nada tem a ver com a moral. É um sentimento”, alerta o
            palestrante. A moral é importante quando não há amor. “Talvez seja uma simulação de amor: já que não ama, faça como se
            amasse.”

            De acordo com o filósofo grego Platão (cerca de 400 a.C.), amar é desejar. É o amor na falta, pois desejo é falta. Barros sintetiza:
            “Desejamos o que não temos, o que não somos, o que não podemos fazer. O desejo, portanto, está no desencontro, razão pela qual
            não há desejo na presença”.

            Aristóteles, ainda que tivesse sido discípulo de Platão, questionou-o. Falou do amor na presença; amor por tudo aquilo de que
            dispomos, que nos alegra e que nos permite viver bem.

            Barros, então, sugere-nos abarcar as duas visões: “Essas perspectivas de amor não se combinam, mas podemos pensar em dar
            razão às duas, porque, às vezes, amamos profundamente aquilo que nos falta, mas também amamos o que não nos falta, que
            pertence ao nosso convívio diariamente”.

            Metas, condutas e resultados

            Ele explica que uma meta não é uma presença. É um desejo, e incita um tipo platônico de amor pelo resultado. Quando atingimos a
            meta, ela não é mais falta. Tem, assim, de ser substituída por outra, e assim vamos de meta em meta.

            Em consonância com o discurso de outros palestrantes do evento, Barros diz que age com eficácia aquele cuja conduta leva ao
            resultado pretendido, e que a meta é a medida da conduta. “Maquiavel [séc. XV] nos ensinou que um bom governante é o que obtém
            aquilo que deseja, isto é, o aumento de seu poder”. Pode-se pensar no poder das empresas no mercado.

            A responsabilidade pela alegria de muitos

            O professor provoca: “Amar o resultado, você já faz; amar o que falta, você já faz. Talvez, por trabalhar o tempo todo no desejo,
            falte a você a alegria do dia a dia”. Ele se refere à alegria com o que está presente: o coleguismo e as conversas de café, por
            exemplo. “A alegria que permitiria deslocar o happy-hour das 18h de sexta para as 8h das segundas.” Se concentrássemos nossa
            atenção nessa alegria, poderíamos ver com mais clareza que a tristeza de um funcionário contamina a vida daqueles com quem se
            relaciona e que dele dependem.

            Na linha de Aristóteles, nenhuma alegre confraternização de final de ano compensa um ano inteiro de falta de energia,
            contentamento ou disposição para o trabalho. Se vivermos mais alegremente com o que está diante de nós, teremos mais chances
            de alcançar os resultados, porque cada um de nós precisa da alegria do outro para ser alegre também, para bem executar seu
            trabalho no sistema que é a empresa.

            Vale destacar que, de acordo com a filosofia do utilitarismo (séc. XVIII), o resultado a ser alcançado é a alegria do maior número de
            pessoas afetadas pela ação, o bem-estar de muitos. Eis a responsabilidade social da organização.

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            01/12/2009

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Nicholas Carr - Apenas mais uma revolução                                    http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=...



                                                  ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial

                                                  Nicholas Carr - Apenas mais uma revolução

                                                  O palestrante mostra as semelhanças do impacto que a internet tem no
                                                  mundo atual e o que a eletricidade teve no início do século passado
           A revolução promovida pela internet na vida das pessoas, no mundo como conhecemos, não é novidade. Em sua palestra na terça-
           feira, 1º de dezembro, na Expo Management 2009, o especialista em tecnologia da informação Nicholas Carr comparou o momento
           atual ao vivido no início do século passado, quando a eletricidade mudou para sempre a vida das pessoas, do planeta e dos
           negócios.

           Em meados do século 19, em plena revolução industrial, produzir energia para o funcionamento das máquinas era obrigação da
           empresa. Quem buscava maiores resultados em seus negócios precisava investir num sistema mais eficiente de fornecimento
           energético. Em 1850, Henry Burden, escocês radicado em Troy, no estado de Nova York, desenvolveu uma roda capaz de ampliar a
           captação da energia da água que passava pelo rio Hudson. Sua criação, registrada como o maior sistema do tipo já criado até então
           e uma verdadeira “maravilha tecnológica”, foi responsável por um salto significativo na produção da fundição onde ele trabalhava,
           a Burden Iron Works.

           No início do século 20, em 1920, a roda estava abandonada. Em poucos anos, portanto, todas aquelas máquinas enormes que
           ajudaram no desenvolvimento do país e do mundo estavam inutilizadas. “Por quê? Pois naquela época, o suprimento de energia
           passou a ser feito pelo poder público”, relatou Carr. Nesse momento, a geração privada de energia tornou-se cada vez mais
           desnecessária diante da oferta de energia melhor e mais barata por parte de empresas especializadas.

           Da mesma maneira que hoje os avanços tecnológicos promovidos pela internet e todo esse conceito de “computador onipresente”,
           promoveu uma enorme mudança nas relações entre empresas, funcionários, empregadores e consumidores, quem vivia aquela
           época sofreu o impacto causado pela entrada em cena da eletricidade. Essa novidade foi uma das grandes responsáveis pelo
           surgimento de diversas ferramentas essenciais para a vida moderna. Caso, por exemplo, da luz elétrica, do cinema, do automóvel
           e de utensílios como a geladeira.

           Processo semelhante foi vivido no início da implementação dos computadores no mundo dos negócios em meados do século passado
           e, posteriormente, dos sistemas de dados empresariais. Se antes as máquinas eram gigantescas, de baixa capacidade de
           transferência de dados, e pouco funcionais, responsáveis por custos altíssimos de manutenção, agora chegaram a um ponto em que
           permitirão uma nova revolução a custos cada vez mais baixos.

           “Em resumo, dá para dizer que estamos num momento em que há todo um universo pronto para ser explorado e capaz de mudar a
           vida como a conhecemos por muito tempo”, disse Carr.

           HSM Online
           01/12/2009

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Nicholas Carr - Como se destacar na era do computador onipresente           http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=...



                                                  ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial

                                                  Nicholas Carr - Como se destacar na era do
                                                  computador onipresente

                                                  Em sua palestra, Nicholas Carr comenta a respeito do impacto da
                                                  internet no mundo como o conhecemos e do futuro da tecnologia da
          informação.
           Especialista na área de tecnologia de informação, o norte-americano Nicholas Carr deu uma palestra no final do segundo dia da
           ExpoManagement 2009 a respeito do futuro nessa área. Algo que ele chama de “A era do computador onipresente”. Segundo ele, o
           mundo está em um processo de mudança. E, queira ou não, todos fazemos parte desse processo, mesmo que não possamos
           perceber o que está acontecendo. “A causa de tudo isso é que os computadores estão mudando. Eles estão mexendo com o mundo
           dos negócios e por isso, por meio da internet e softwares, afetam diretamente nossas vidas e suas essências”, afirmou.

           Não faz 20 anos que a internet foi criada por um programador chamado Tim Berners-Lee. De acordo com o palestrante, apenas
           agora, às vésperas da segunda década do século 21, é que começamos a entendê-la e a ver as completas implicações dessa criação.
           “Antigamente, era apenas um monte de informação estática. Era bastante útil, mas só agora sabemos que ela é muito mais
           poderosa. É algo como um sistema de computadores. Quando acessamos a rede, não usamos apenas o que está no nosso micro,
           mas sim o que está à disposição em um enorme sistema de computadores. É o que chamo de ‘o computador onipresente´”,
           comentou.

           Carr apresentou então o conceito da computação da nuvem, uma espécie de sinônimo para o que a internet é hoje, em que a rede
           funciona como um verdadeiro sistema operacional e compartilha ferramentas pela interligação de sistemas – como em uma nuvem.
           E, segundo ele, esse conceito vai mudar a natureza dos negócios de uma maneira muito significativa e importante. “Muita gente
           ainda pergunta: isso é real? Costumo dizer que quem achar que é irreal vai se enganar.”

           Ele deu um exemplo prático de que essa revolução já está em curso. Antigamente, quem queria atualizar algum detalhe em um
           computador ou adquirir um software precisava se deslocar até uma loja para manter-se em dia com as novidades. Hoje, basta
           entrar em algum navegador da internet para encontrar aquilo que você procura, solicitar e receber a entrega em casa.

           “Os consumidores já mudaram. Agora, as empresas estão vindo atrás. Para fazer a diferença, todas precisam aceitar que são
           também uma empresa de software, e não simplesmente daquilo que faziam antes.” Símbolo dessa situação é a criação cada vez
           maior de aplicativos para redes sociais e outros serviços online que pipocam cada vez mais no mercado. Um sinal de que as
           empresas começam a perceber que a computação da nuvem faz cada vez mais parte do foco e das estratégias. “À medida que mais
           pessoas têm acesso à internet, as companhias precisam investir cada vez mais em softwares para chegar onde estão seus
           clientes”, diz.

           Trata-se do que o palestrante chama de “tecnologia de ruptura”, que promove um rompimento com as formas tradicionais de
           negócios. A princípio, parece algo capaz de ser ignorado e quem está por cima acha que aquilo jamais irá afetá-lo, mas logo
           começa a mexer na maneira como público se comporta. “Quando isso acontece, o mercado vira de cabeça para baixo”, alerta Carr.
           “E nos próximos 5 a 10 anos mais e mais rupturas vão mexer com as empresas, pois a democratização vai levar à inovação e cada
           indivíduo vai ter em casa um centro de dados ao alcance dos dedos. Alguém vai ter de observar isso tudo e saber como fazer isso
           se tornar útil.”

           Um exemplo disso são o que o palestrante chama de “empresas sem funcionários”. Caso do Skype, que conta com 200 funcionários
           na folha salarial; do YouTube, com 60; do site CraigList, que tem 20; e de outros que chegam a funcionar até um. Elas trabalham
           com pouca gente e têm seus serviços desenvolvidos pelos próprios usuários a custo zero. Isso obviamente gera uma preocupação
           do ponto de vista dos empregos. “Quem trabalha numa empresa comum precisa ficar muito atento e preocupado com esse novo
           formato de negócio”, alertou.

           A história deste século, diz Carr, tem a ver com o microcomputador e como ele vai mudar a maneira como empresa, clientes,
           empregadores e serviços se relacionam. “Quando pensamos nessa revolução, temos de perguntar se queremos romper com o
           sistema ou ser rompidos por ele. E tenho certeza que todos querem romper.”

           HSM Online
           02/12/2009

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Rudolph Giuliani - Um grande líder visto mais de perto                        http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=...



                                                   ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial

                                                   Rudolph Giuliani - Um grande líder visto mais de
                                                   perto

                                                   Durante a seção de perguntas e respostas que sucedeu a palestra, um
                                                   Giuliani bastante à vontade falou um pouco sobre sua história e vida
          pessoal.
            Na escola, Rudolph Giuliani não fazia a menor ideia de que rumo iria seguir profissionalmente. “Me lembro de passar grande parte
            da minha vida querendo ser padre. Depois quis ser médico, jornalista, de tudo um pouco”, contou o palestrante durante uma seção
            de perguntas e respostas conduzida pelo diretor vice-presidente do Grupo Positivo, André Gutierrez Caldeira.

            “Foi só quando fiz um teste vocacional, um daqueles que você marca coisas em um gabarito, que um professor de psicologia me
            disse que eu deveria ser advogado por conseguir pensar de uma maneira lógica e ter habilidade de seguir um raciocínio. E ele me
            disse uma verdade da qual me lembro até hoje: ‘você só vai ser feliz se fizer algo que sabe fazer”

            Foi assim, de maneira tão corriqueira, que ele finalmente se decidiu pela faculdade de Direito. Embora diga que é possível se
            transformar em líder, a sua trajetória não foi consciente. “Nunca havia pensado nisso dessa maneira, mas hoje, olhando para trás,
            percebo que eu segui mesmo um caminho de formação de liderança, eu me eduquei para isso”.

            Para ensinar jovens a ser líderes, Giuliani faria o que um professor fez com ele na época de faculdade, pedindo para que os
            estudantes lessem mais de uma dúzia de biografias de líderes políticos norte-americanos de diversas áreas.

            O ex-político não se intimidou em falar um pouco de sua vida pessoal. Para despertar o corpo e a mente, faz quinze minutos de
            exercícios diários pelas manhãs. Prefere assim a se dispor a correr uma hora por dia e achar que está gastando tempo demais com
            a atividade física. Casado, tem dois filhos e uma enteada, todos na faixa dos 20 anos. Em casa, seguem uma outra liderança:
            “minha mulher, é claro. Você acha que sou louco?”, brincou.

            Perguntado como concilia - e como conciliou na época em que foi prefeito - o tempo de trabalho com o dedicado à família, foi
            extremamente sincero. “Sabe que eu tinha mais tempo naquele período do que agora ou mesmo do que antes da prefeitura? É que
            eu fazia meus horários. Se meu filho tinha um jogo na terça de tarde eu saía do escritório e marcava a reunião com quem quer que
            fosse para mais tarde, para sábado ou outro dia. Eu era o prefeito, afinal. Agora não, meus clientes é que mandam”.

            Para encerrar sua participação na ExpoManagement 2009, Giuliani usou mais um pouquinho do seu bom humor. Quando perguntado,
            sobre o que diria à Deus ao chegar ao céu, fez piada. “Sou advogado, é preciso ver se eu conseguiria mesmo entrar no céu e falar
            com Deus. Conhece aquela piada em que chegam no céu ao mesmo tempo um médico, um padre e um advogado? Para o padre, Deus
            dá uma casa ótima no paraíso, pelas almas que ele salvou. O médico também ganha uma muito boa, por cuidar da saúde da tantos
            outros. Na vez do advogado, Deus oferece a melhor mansão, com a melhor vista. O médico e o padre não entendem nada. Deus
            explica: ‘ele é advogado, isso é muito raro. O último que conseguiu chegar aqui foi no século XIV’”.

            Assim, fazendo graça de si mesmo, Giuliani demonstrou que ser um grande líder não exige sisudez nem antipatia. Pelo contrário,
            funciona muito melhor com leveza.

            HSM Online
            01/12/2009

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Rudolph Giuliani - Liderança possível                                          http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=...



                                                   ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial

                                                   Rudolph Giuliani - Liderança possível

                                                   Rudolph Giuliani desmistifica o conceito de líderes serem pessoas de
                                                   talento inato e fala de como é possível tornar-se um líder de alto
                                                   impacto.
           A associação é imediata: só o nome Rudolph Giuliani já faz lembrar do 11 de Setembro. Mas logo nos primeiros minutos de sua
           palestra dá para saber que ele tem bem mais a falar sobre ser um líder do que a experiência vivida durante os atentados fatídicos
           de 2001, quando ocupava o cargo de prefeito de Nova York. É na liderança que reside o grande expertise de Giuliani e ele está
           disposto a dividir o que sabe com as cerca de quatro mil e quinhentas pessoas que lotaram o auditório principal da
           ExpoManagement 2009 para ouvi-lo.

           Isso parte de sua convicção de que ninguém nasce líder, e sim, aprende a sê-lo ao longo da vida, com suas experiências. Algumas
           das coisas que ajudam a construir um bom líder são mais simples do que se imagina e uma delas é estar atento e conectado com a
           sua época.

           “Uma de minhas grandes realizações foi diminuir a criminalidade em Nova York e isso não seria possível dez anos antes. Muito do
           sucesso se deveu ao uso de tecnologias que nos permitiram mapear a violência da cidade e atuar especificamente nas necessidades
           de cada região”, conta. Os dados provam a eficiência: antes de seu governo os assassinatos beiravam dois mil ao ano. Hoje não
           passam de 500. A cidade se transformou da mais violenta dos Estados Unidos em uma das mais seguras e a evolução da informação
           foi grande aliada nesse processo.

           O palestrante alerta que cada pessoa, queira ser um líder ou não, precisa aprender a usufruir da revolução digital para suas tarefas
           e sua vida. Para ilustrar, conta uma história pessoal. Sua profissão e reputação o brigam a fazer cerca de 100 viagens, nacionais e
           internacionais, por ano. Como grande fã de literatura e música clássica que é, não embarcava sem levar pelo menos três livros e
           uma enorme pilha de CDs. “Era um inferno viajar comigo, sempre tinham de ma ajudar a carregar as coisas”, relata. Hoje, sua
           bagagem diminuiu consideravelmente graças a dois aparelhos: o i-Pod e o Kindle. “Me tornei uma boa companhia graças à
           tecnologia”, brinca.

           Bom humor e piadas à parte, Giuliani usa a experiência pessoal para descrever as bases de sua filosofia de liderança, calcada nas
           seguintes atitudes: ler, ouvir, debater, escrever e pensar. Dessa maneira, o líder se torna alguém que tem alicerces para formar
           seus próprios conceitos e conduzir a massa com propriedade em vez de acabar conduzido por ela. Vale ler o que o palestrante disse
           sobre cada uma dessas bases.

           - Leia - “Leia muito, sobre tudo o que você tiver interesse. Não deixe que os outros façam análises por você. Leia, conheça,
           aprenda e faça-as você mesmo. Isso cria a sua base de conhecimento, que será só sua”

           - Ouça – “Preste atenção no que os outros dizem, pergunte a pessoas que são consideradas especialistas. Não há elogio maior do
           que receber uma questão por ser tomado como um expert no assunto. Certamente todos adorarão responder. Bons ouvintes são
           bons aprendizes. Quem fala demais só repete o que ouve por aí”

           - Debata – “É assim que tomo minhas decisões, sempre gerei debate. Ouça os dois lados antes de decidir, crie tensão
           propositadamente. Assim você prevê alguns erros que podem ocorrer e pode minimizá-los”.

           - Escreva – “Anote sempre. Quando você anota, registra melhor e o processo de se concentrar para fazer um esforço físico é muito
           útil. Quando vou discursar, escrevo algumas coisas no papel, caso precise ler, mas sempre acabo não lendo. É que já registrei e
           decorei só de escrever. Antes de uma decisão importante, sempre coloque no papel todos os prós e os contras de cada atitude.
           Ajuda a sintetizar e pensar melhor.”

           - Pense – “Mas pense de fato. Quando eu era criança e não conseguia resolver um problema ou lição do colégio, minha mãe dizia
           para eu rever a matéria uma vez e ir dormir, que no dia seguinte eu resolveria. Parece incrível, mas desde então as soluções que
           preciso aparecem quando estou no banho. Se dê tempo para pensar, nunca faça nada pressionado. Eu resisto sempre quando tentam
           tirar minha capacidade de decisão.”

           HSM Online
           01/12/2009

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Pesquisa Empreenda: Faltam-nos líderes                                        http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=...



                                                   ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial

                                                   Pesquisa Empreenda: Faltam-nos líderes

                                                   Há escassez de líderes para pôr estratégias em andamento e existe a
                                                   tendência de negligenciar o longo prazo. É o que revela a pesquisa
                                                   realizada por HSM e Empreenda.
           A grande maioria dos executivos brasileiros (80% deles) estima que o País crescerá entre 3% e 5% ao ano entre 2010 e 2015. Para
           quase a metade (48%), será bem mais difícil conduzir os negócios nos próximos cinco anos do que nos cinco anos que passaram,
           ainda que, já para 2010, 80% deles esperem que sua empresa expanda seu mercado. Além disso, 46% dos entrevistados estimam
           crescimento de mais do que 10% para as organizações que representam –organizações estas que, contudo, não contam com líderes
           adequados e suficientes para executar a estratégia.

           Essas são algumas das conclusões do estudo realizado pela HSM e pela Empreenda, no mês de novembro, com 1.065 executivos
           –presidentes e diretores de empresas. De acordo com César Souza, presidente da Empreenda, estamos diante de um cenário de
           otimismo, mas com evidências de desequilíbrio entre a gestão do curto e do longo prazos.

           Entre os desafios vislumbrados para os cinco anos que virão, três temas tiveram destaque: “garantir que a estratégia faça parte
           do dia a dia da empresa” (41,2%), “desenvolver líderes para a execução da estratégia” (39,0%) e “tornar processos mais
           eficientes” (36,0%).

           “Aumentar a rentabilidade da empresa” é a prioridade para 70,3% dos entrevistados. A segunda prioridade mais citada foi
           “concentrar-se nos mercados existentes” (45,8%), seguida de “ganhar participação de mercado” (36,1%).

           Fazendo a estratégia acontecer

           Expressivos 63% dos entrevistados afirmaram que não possuem líderes em quantidade suficiente para conduzir a execução
           estratégica. Com isso, 57,1% colocaram o desenvolvimento de novos líderes como principal preocupação dentro do tema
           “liderança” –o que está em consonância com a recomendação que Jack Welch deu em sua palestra nesta ExpoManagement.
           Seguem-se as preocupações com “fazer com que todos entendam seu papel” (41,8%) e “ter líderes capazes de influenciar os
           stakeholders [grupos de interesse]” (36,0%).

           Clientes e canais

           Os principais desafios da gestão de clientes e canais para os próximos cinco anos, segundo o estudo, são:

           • Ter uma cultura organizacional em que toda a empresa esteja voltada ao cliente (48,9%);
           • Entender com mais profundidade os desejos e necessidades dos clientes (39,0%);
           • Gerar mais valor para o cliente sem aumentar custos (31,6%).

           Um alerta

           O consultor explicou que também é importante observar o que não é preocupação para esses executivos. “O papel do líder é
           garantir o presente, enquanto constrói o futuro, mas a pesquisa mostrou que ao não querer expansão internacional ou fusões, nem
           se preocupar com inadimplência, os entrevistados estão mais concentrados no curto prazo. Assim, só metade da equação está
           clara”.

           Ele alerta que, se o país está realmente decolando, como se propaga mundialmente, outros penetrarão em nosso mercado. “Ao
           buscar melhores parceiros e cuidar de oportunidades de diversificação, estaremos cumprindo melhor nossas obrigações de líder,
           que incluem diminuir riscos e aproveitar oportunidades para o futuro”.

           HSM Online
           30/11/2009

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Resenha Expomanagement 2009

  • 1.
    HSM - Inspiringideas http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?idCMSIdioma=3 Home Eventos Revista ManagemenTV Solutions Blog Multimídia HSM no Mundo Patrocinado por: Como os estrategistas podem se tornar catalisadores de mudanças nas empresas? ExpoManagement 2009 ExpoManagement 2009 - Podcasting Special Management Program - Michael Porter Fanny Schwarz - Symnetics Não existem regras, há princípios para a estratégia Michael Porter abriu o Special Management Program da HSM, em São Paulo, afirmando para um grupo restrito de empresários que a tarefa do líder não é criar a melhor empresa no negócio, seja ele qual for. A inovação de forma integrada a gestão da estratégia precisa ser Special Management Program - Michael Porter intensificada nas organizações, como parte fundamental da Fundamentos da competição e do desempenho busca pelo crescimento. relativo Clique no icone e veja a galeria completa ExpoManagement 2009 - Podcasting Durante a sua apresentação, Roberto Campos de Michael Porter enfatizou que a Lima - 3GEN unidade fundamental da análise estratégica é o setor. Special Management Program - Michael Porter Como crescer sem prejudicar a singularidade estratégica Consultoria especializada em apoiar a execução de "Nenhuma empresa quebra por ser estratégias, a 3GEN realizou lucrativa demais. Mas ela quebra uma pesquisa que mostra por crescer rápido demais". Com dificuldade das organizações em esta afirmação, Michael Porter realizar reuniões sobre o tema. começou a tarde no Special Management Program, da HSM, Ouça todos os podcastings da em São Paulo. Expo 2009. HSM ExpoManagement 2009: Vicente Falconi Special Management Program - Michael Porter & cia. O papel estratégico da responsabilidade social Saindo da Matrix corporativa O ponto de partida e de chegada "Estratégia não é um O Verdadeiro poder e a filosofia: Falconi, Platão e Porter fechou o Special sonho. É uma coisa Aristóteles Management Program contando muito concreta, Matemática e tecnologia: o que aprender com que recentemente, reforçaram-se específica e clara" Ayres e Carr as atividades entre as Estratégias de quem tem olho fechado? Michael Porter organizações comunitárias, no Jack Welch e a escola de líderes sentido de se envolverem O histriônico e a moral diretamente no desenvolvimento Vida sem paixão é vida sem propósito das empresas. A Cultura de Inovação da 3M Paul Krugman – “Protecionismo é risco para emergentes” Que assunto você 100 anos de Drucker, 39 livros, mas ainda pouco gostaria de ver no praticado! Porque a transformação é ininterrupta HSM Online? A publicidade e a revolução digital Bill Tancer - Criatividade e direcionamento Seminário Internacional - Michael HSM Inspiring ideas Useem A internet como mídia hsmglobal Os novos desafios do RH Sem clareza, você não chega lá Os quatro princípios que devem direcionar as Michael Porter - Competição destrutiva organizações comunitárias, segundo Michael Porter: http://migre.me/djVc Quem é o gestor brasileiro? yesterday Vicente Falconi - O valor do conhecimento nas organizações Michael Porter ensina como crescer sem prejudicar Vicente Falconi - Gestão: método, conhecimento técnico e a singularidade estratégica http://migre.me/djRp liderança yesterday Especial - 100 anos de Peter Drucker Porter acredita que a unidade fundamental da análise estratégica é o setor. Leia mais: Desafios gerenciais para o século 21 Michael Useem, especialista em http://migre.me/djUg yesterday liderança, enfoca a necessidade Com sua capacidade de captar e de uma boa comunicação: "Um avaliar tendências, Drucker nos Join the conversation bom líder deve saber explicar deixou um legado para a gestão bem seus objetivos." no século 21, e o dilema: como nos adaptarmos às exigências da sociedade do conhecimento, rumo Jaime Troiano · Confira todos os nossos podcastings. ao novo mundo? Marca não é uma entidade que paira no 1 de 2 06/12/2009 10:15
  • 2.
    HSM - Inspiringideas http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?idCMSIdioma=3 vazio Newsletter RSS Digital Economia Gestão Seminário Internacio Marketing Useem 2009 Recursos Humanos Seminário Internacio Sustentabilidade Rackham 2009 News Inspiring Ideas Fórum Mundial de Ne 2009 HSM Podcasting Special Management Thomas Malone Fórum Mundial de Ma Vendas 2009 Sugestão de leitura Special Management Enxergue o mundo com os olhos do John Percival Milagre Chinês cliente Fórum Mundial Lidera Por: Sandro Magaldi Performance 2009 Special Management Lawrence Hrebiniak Michael Jackson, Mayo, Drucker e você! Special Management Por: Carlos Alberto Júlio Jeffrey Thull Fórum Mundial de Ge Empresas Familiares Aprenda a Desaprender Fórum Mundial de Lu Por: Cesar Souza 2009 O livro traça um paralelo entre crescimento econômico chinês e Onde você se encontra na pirâmide? Copyright© 2009 - Todos brasileiro. Por: Robert Wong Confira nossas indicações Os planos de previdência mais procurados no Brasil Por: Julio Sergio Cardozo ManagementTV HSM Management Soluções em Marketing Direto Airbus A380 por dentro O Verdadeiro Poder MaxiMailing Assista no domingo (06/12), às Confira as matérias da edição 77 Aborde o público de maneira 16h. Canais: 54-SKY, (novembro/ dezembro 2009) da estratégica e com custo- 367-Telefônica, 70-TVA e 73-TV revista HSM Management benefício extremamente Alphaville. (exclusivo aos assinantes). vantajoso para sua empresa. 2 de 2 06/12/2009 10:15
  • 3.
    Ian Ayres -Da internet à saúde pública http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=... ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial Ian Ayres - Da internet à saúde pública O economista afirma que as empresas que não utilizam estatísticas para comparar diferentes estratégias de vendas estão perdendo dinheiro. Na tomada de decisões, tão importante quanto o procedimento estatístico da regressão são os chamados modelos aleatórios. A técnica não vem de hoje. Tradicionalmente é utilizada em testes clínicos da indústria farmacêutica, com a formação de dois grupos de pacientes – um deles recebe o medicamento avaliado e outro o placebo, de modo a possibilitar a comparação de resultados. A novidade é que, com a consolidação da internet, o sistema agora pode ser usado de forma rápida e barata para comparar a eficácia de diferentes estratégias de venda. Ayres, que abordou o Pensamento Numérico em sua palestra, conta que, entre os adeptos da prática, está o site de namoro eHarmony. Seus administradores queriam saber se conseguiriam aumentar o número de inscrições se disponibilizassem mais informações sobre o serviço a internautas não cadastrados na homepage. Ao comparar a audiência de dois modelos, a empresa concluíu que as informações extras aumentam as vendas no Canadá – a modificação incrementou em 44% a quantidade de cadastros. Mas nos Estados Unidos o resultado foi oposto: a mudança derrubou as incrições em 9%. De tão eficazes, práticas do gênero vêm se tornando requisito na busca de bons resultados. “Empresas da web que não utilizam estatísticas para comparar diferentes estratégias estão perdendo dinheiro”, afirma Ayres. Segundo ele, as vendas podem facilmente subir em 5% com o resultado de análises numéricas. Nem só o mundo dos negócios se beneficia da análise de dados. Os números podem ser poderosos aliados na elaboração de políticas sociais bem sucedidas. No México, por exemplo, o governo testou a eficácia de um programa social que previa a doação de dinheiro e alimentos a mulheres cujos filhos frequentavam a escola e os familiares visitavam regulamente um médico. Em 2007, 507 vilarejos foram escolhidos para participar da avaliação. Foram divididos aleatoriamente em dois grupos – um deles beneficiado pelo programa e outro, “de controle”, sem acesso aos benefícios. Os números não deixam dúvida sobre as vantagens do programa: a frequência escolar cresceu 10% entre os meninos e 20% entre as meninas. Houve também redução de 12,7% nos casos de doenças graves. E mais: as crianças beneficiadas ficaram um centímetro mais altas – resultado de melhora na saúde. Os indicadores deram respaldo à expansão do programa para todo o país, com 2 milhões de famílias beneficiadas e orçamento de US$ 2,6 bilhões. Atualmente, programas semelhantes existem em 30 países, incluindo o Brasil, com o Bolsa Família, e os Estados Unidos, com o Opportunity NYC, de Nova York. Em tempo: o crescente papel da análise numérica não significa que a intuição e experiência sejam cartas foram do baralho. Combinadas à análise de dados, podem possibilitar escolhas mais acertadas que aquelas tomadas isoladamente por técnicos ou intuitivistas. Para Ayres, a intuição é sim importante. Mas deve ser testada com modelos estatísticos. HSM Online 01/12/2009 Acompanhe a cobertura completa da ExpoManagement 2009 Imprimir | Fechar 1 de 1 06/12/2009 10:30
  • 4.
    Ian Ayres -A vez dos números http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=... ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial Ian Ayres - A vez dos números O economista Ian Ayres mostra como a utilização de bancos de dados e modelos estatísticos permite que organizações acertem na tomada de decisões. Foi-se o tempo em que experiência e intuição eram suficientes para a tomada de decisões. Importantes organizações recorrem cada vez mais a análise numérica e fórmulas matemáticas para, com base em previsões mais precisas, direcionar melhor o rumo dos negócios. Ao longo de sua palestra no segundo dia da ExpoManagement 2009, Ian Ayres, economista e professor da Yale School of Management, mostrou como os chamados supercrunchers (devoradores de números) se munem de bancos de dados e modelos estatísticos para aumentar a venda de produtos ou serviços, projetar resultados no mercado financeiro, prever o desempenho de atletas ou elaborar políticas públicas. É uma reviravolta e tanto. Afinal, o novo método não muda apenas a forma com que as decisões são tomadas. Modifica também as decisões em si. No começo da apresentação, Ayres falou da importância da chamada regressão nas projeções estatísticas. O procedimento se baseia na análise de dados históricos de forma a descobrir como certos fatores podem influenciar determinada variável. A prática já foi utilizada até para prever a qualidade de safras de vinho Bordeaux, como fez o economista de Princeton Orley Ashenfelter. Ele criou uma fórmula que determinava o impacto da temperatura e da quantidade de chuva nas características da uva. O método encontrou resistências de intuitivistas e especialistas tradicionais. “É uma forma Neanderthal de olhar para o vinho”, dizia o enólogo Robert Parker. “É tão absurda que chega ser hilária.” Apesar disso, depois do trabalho de Ashenfelter, o crítico passou a dar mais importância ao clima em suas análises. Mas por que tanta gente vê os modelos estatísticos com maus olhos? “Muitos acham que o que fazem é específico demais para a análise numérica”, diz Ayres. “Mas o fato é que o modelo melhora as decisões.” Segundo ele, entre 200 estudos que comparam o resultado de previsões feitas por humanos e computadores, apenas oito concluíram que as pessoas se saíram melhor. “Os humanos têm dificuldade em analisar como diferentes fatores pesam na determinação de uma variável.” Tanto é assim que a internet é pródiga em exemplos da utilização de banco de dados para tomada de decisões com mais precisão. Como exemplo, ele menciona o site Pandora.com. Seus usuários podem digitar uma canção ou o nome de um artista para ter acesso a várias outras canções em sintonia com suas preferências musicais. Para aprimorar o filtro, enquanto a música toca o ouvinte pode dizer se gostou ou não da escolha feita pelo programa. Graças ao sistema, o usuário pode apreciar canções que dificilmente descobriria sozinho. A mesma lógica vale para o site de namoro eHarmony. Modelos estatísticos também podem apontar o grau de precisão das previsões feitas pelos computadores. Como exemplo, ele citou o Farecast, site americano que ajuda consumidores a deteminar o melhor momento para a compra de passagens aéreas com base em previsões de alta ou queda dos preços dos bilhetes. Para cada projeção, o site mostra qual a porcentagem de acerto prevista. De tão bem sucedida, a companhia foi comprada pela Microsoft. “Quem usa a regressão estatística de forma correta pode ganhar muito dinheiro”, garante o professor. Mas ele adverte: “A análise númerica permite, na maioria das vezes, decisões melhores que as tomadas por humanos, mas não é perfeita. Quando dá errado pode-se perder muito dinheiro. Pergunte à AIG”, afirma, fazendo referência à seguradora americana que perdeu mais de US$ 60 bilhões no ano passado, depois de fazer apostas arriscadas em investimentos hipotecários. HSM Online 01/12/2009 Acompanhe a cobertura completa da ExpoManagement 2009 Imprimir | Fechar 1 de 1 06/12/2009 10:31
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    Kenichi Ohmae -O segredo do sucesso de Taiwan http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=... ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial Kenichi Ohmae - O segredo do sucesso de Taiwan Kenichi Ohmae explica como as empresas do país conseguiram chegar ao topo do mercado mesmo tendo entrado no jogo com décadas de atraso. Para dar exemplos de quem ganhou espaço nesse momento de crise e incertezas do mercado, o professor Kenichi Ohmae comentou a respeito de empresas de Taiwan. As companhias do país compreenderam rapidamente as novas regras do mercado e, mesmo entrando relativamente atrasadas no jogo, já ocupam posição de destaque diante da concorrência e derrubam marcas que demoraram décadas e muitos milhões de dólares para criar uma identidade. As maiores empresas do país são, em sua maioria, de fabricação de serviços eletrônicos ou fabricantes de projetos originais. Nesse segmento, entre as 20 líderes de vendas no mundo, 12 são taiwanesas. Além disso, são líderes no share global de fabricantes de placas-mãe, notebooks, monitores LCD, entre outros itens. Não à toa, o país é o segundo maior é o que mais contribui para as exportações chinesas depois da própria China. São 33 empresas responsáveis por um montante de US$ 71,2 bilhões. Um grande exemplo de sucesso desse modelo de negócio e de adaptação à nova realidade é a Honhai. Pouco conhecida por seu nome, a empresa é a responsável pelo desenvolvimento e a fabricação, entre outros itens, do iPod, o famoso tocador de mp3 criado pela Apple. A Honhai centraliza a aquisição da matéria-prima de países como Japão, Estados Unidos e Coréia do Sul para produzir o aparelho em uma fábrica terceirizada em Shenzhen, na China. Além da Apple, a empresa tem parceiros como Hewlett-Packard, Cusci Systems, Lenovo, Motorola, Nintendo, Nokia e Sony, o que a tornou em uma das maiores empresas de eletrônica do mundo. Outro exemplo do país que muito em breve será líder de mercado é a Acer. A empresa se tornou a terceira maior fabricante de microcomputadores no mundo ao adquirir a Gateway em 2007 e até 2010 se tornará a primeira. Isso significa superar a HP, responsável por 20,2% do mercado. O segredo taiwanês, explica Ohmae, é conhecer muito bem o mercado de trabalho nos seus vizinhos e falar três idiomas. “O inglês para vender, o japonês para comprar e o mandarim para produzir”, comentou. Os empresários locais aprenderam também que componentes eletrônicos viraram commodities e deixaram de ser fontes de diferenciação. Um exemplo disso, diz o palestrante, é a Vizio. Hoje, a marca lidera o mercado de televisões de LCD na América do Norte, depois de deixar para trás gigantes como Samsung, Sony, LG e Sharp. “Simplesmente não há mais a diferença de qualidade que existia décadas atrás, entre aparelhos de marcas como a Sony para as concorrentes. E sabendo que não existe diferença, o consumidor vai sempre preferir comprar uma tevê maior por um preço mais barato”, pontuou. HSM Online 01/12/2009 Acompanhe a cobertura completa da ExpoManagement 2009 Imprimir | Fechar 1 de 1 06/12/2009 10:32
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    Kenichi Ohmae -Estratégia em tempos de crise http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=... ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial Kenichi Ohmae - Estratégia em tempos de crise Na palestra de Kenichi Ohmae, uma reflexão sobre a importância da psicologia e do planejamento na hora de superar um momento de incertezas no mercado. Na primeira palestra de terça-feira, 1º de dezembro, na ExpoManagement 2009, o professor japonês Kenichi Ohmae falou sobre os segredos de como competir numa era de descontinuidade e incertezas. “Estamos entrando num momento em que o mundo muda muito rápido. Vencer num tempo assim exige pessoas preparadas”, comentou. Para exemplificar, ele usou exemplos da ascensão da China no mercado internacional, em contraponto ao declínio do Japão, o grande exemplo das décadas de 1980 e 90, com particular destaque para empresas de Taiwan. Famoso pelo apelido de Mr. Strategy, Ohmae bateu repetidamente na tecla de que apenas com gente capaz de preparar boas estratégias é possível crescer e ganhar vantagem, mesmo num cenário de crise internacional. E por que tudo o que sabemos sobre estratégia deve ser redefinido, pergunta ele? “Porque nossos horizontes comerciais estão se expandindo para um mundo sem fronteiras”, disse. Em um cenário como esse, a psicologia costuma ajudar muito mais do que a macroeconomia. “Adam Smith certa vez disse que quem controla a economia é a mão invisível de Deus. Hoje, acho que é o contrário: quem o faz é a mão invisível do consumidor”, analisou. Num momento de crise, as pessoas tendem a guardar dinheiro em vez de colocá-lo em circulação, como deveriam fazer para sair da depressão, explica o professor. Aí entra a importância da psicologia. “A pergunta a se fazer aos responsáveis por desenvolver as estratégias de suas empresas é se elas estão atentas e tomando cuidado com esses elementos da economia?” No final de 2010, a China deverá ultrapassar o Japão e ocupar o posto de segunda maior economia do mundo. E por que os japoneses estagnaram tanto? “Porque eles fizeram exatamente o que os especialistas em macroeconomia lhes disseram para fazer – e Barack Obama está fazendo a mesma coisa nos Estados Unidos”, disse. Por temer o futuro, os japoneses têm o hábito de fazer poupança e, em geral, morrem com cerca de US$ 350 mil no banco – dos quais metade vai para o governo. “O certo seria que essas pessoas movimentassem esse dinheiro, como se faz na Suécia. Lá, o governo dá garantias e segurança para o futuro”, anotou. Num exemplo da atual crise econômica mundial, a chanceler alemã Angela Merkel lançou uma ação em que dava € 2.500 para quem desse seu carro velho e comprasse um novo. “Isso reativou o mercado por meio da psicologia.” No ambiente empresarial, de acordo com Ohmae, os CEOs devem ser os catalisadores das mudanças. Para isso, porém, todo o mundo dos negócios precisa ser reeducado, pois os professores ensinam coisas ultrapassadas, que funcionavam 20, 30 anos atrás. “É por isso que, cada vez mais, há universidades que ensinam a pensar.” O papel dos 3 “C”s: Para competir nesse novo mundo, as empresas precisam entender o novo papel e participação dos 3Cs: clientes, concorrentes e companhias. Hoje, diz ele, seus clientes podem fazer parte de sua equipe (o modelo de crowd sourcing, cada vez mais popular por permitir que todo mundo colabore com conteúdo), os concorrentes podem vir de outros setores, e as companhias estão em fase de transição e desempenham um papel diferente no mercado internacional. Segundo Ohmae, os CEOs têm papel definitivo nesse processo. Eles devem ser os responsáveis por saber como e quando “cair fora”, onde realizar contratos, como agir de modo a produzir resultados e saber reduzir o ponto de break-even para que a empresa seja mais lucrativa. “Mas o mais importante é dedicar tempo ao recrutamento e desenvolvimento de pessoal, contratar os melhores executivos a qualquer custo (são eles que fazem a diferença), e saber como se aposentar e saber para quem passar o bastão.” Como exemplo de tropeço nesse último caso, a sucessão na Rússia de Putin por Medvedev. Grande agente dessas mudanças, a revolução digital tem papel importante nesse momento de incertezas e, saber dominá-la é uma das chaves para o sucesso. O boom das câmeras digitais significou crise para Kodak e Fuji, o iPod significou o declínio do CD. A popularização do Kindle, agora, terá um forte impacto sobre as livrarias – mas ainda há tempo para se adaptar. “Há um continente invisível e quem quer vencer precisa decidir qual a parte dele quer ocupar. É preciso ser pioneiro para conquistar seu espaço”, finalizou. HSM Online 01/12/2009 Acompanhe a cobertura completa da ExpoManagement 2009 Imprimir | Fechar 1 de 1 06/12/2009 10:32
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    ExpoManagement 2009 -Cobertura http://br.hsmglobal.com/contenidos/expomanagement_2009_cobertura.html Home Eventos Revista ManagemenTV Solutions Blog Multimídia HSM no Mundo ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial Patrocinado por: Paul Krugman – “Protecionismo é risco para emergentes” Economista alerta que, em função dos crescentes índices de desemprego, países exportadores devem ficar atentos à política internacional. ExpoManagement 2009 ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial Paul Krugman – A crise não terminou Em sua palestra, o Prêmio Nobel de economia faz um alerta para o que pode acontecer com o mundo nos próximos anos. ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial Bill Tancer - Criatividade e direcionamento Clique no icone e veja a galeria completa Na seção de perguntas que sucedeu sua palestra, o especialista falou sobre como ele acha que as empresas devem usar as informações que estão disponíveis na rede. ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial Michael Porter - Uma estratégia competitiva para as empresas brasileiras Um dos maiores especialistas do mundo em estratégia, Michael Porter abriu o terceiro dia da ExpoManagement 2009 chamando a atenção para as mudanças trazidas pela crise. · Confira todos os nossos podcastings. HSM ExpoManagement 2009: Vicente Falconi & cia. Saindo da Matrix Leia mais O ponto de partida e de chegada O Verdadeiro poder e a filosofia: Falconi, Platão e Paul Krugman – “Protecionismo é risco para emergentes” Aristóteles Bill Tancer - Conheça seu consumidor pelos cliques Matemática e tecnologia: o que aprender com Ayres e Carr Michael Porter - Competição destrutiva Estratégias de quem tem olho fechado? Porque a transformação é ininterrupta Jack Welch e a escola de líderes Vicente Falconi - Gestão: método, conhecimento técnico e liderança O histriônico e a moral Vicente Falconi - O valor do conhecimento nas organizações Vida sem paixão é vida sem propósito A Cultura de Inovação da 3M Buscas platônicas e operações aristotélicas 100 anos de Drucker, 39 livros, mas ainda pouco Nicholas Carr - Apenas mais uma revolução praticado! Nicholas Carr - Como se destacar na era do computador onipresente Rudolph Giuliani - Um grande líder visto mais de perto Rudolph Giuliani - Liderança possível HSM Inspiring ideas Pesquisa Empreenda: Faltam-nos líderes hsmglobal Ian Ayres - Da internet à saúde pública Os quatro princípios que devem direcionar as Ian Ayres - A vez dos números organizações comunitárias, segundo Michael Porter: http://migre.me/djVc Kenichi Ohmae - O segredo do sucesso de Taiwan yesterday Kenichi Ohmae - Estratégia em tempos de crise Michael Porter ensina como crescer sem prejudicar Venkat Ramaswamy - O futuro é ouvir e co-criar a singularidade estratégica http://migre.me/djRp yesterday Venkat Ramaswamy - O verdadeiro governo do povo Porter acredita que a unidade fundamental da Identidade e ética nas relações análise estratégica é o setor. Leia mais: Jack Welch - Financeiro X Recursos Humanos na briga pelo sucesso http://migre.me/djUg yesterday Jack Welch - Brasil, a bola da vez? Fernández-Aráoz fala sobre pessoas: o verdadeiro X da questão nas empresas Join the conversation Claudio Fernández-Aráoz - Três coisas para se avaliar Do jeito Drucker, no Brasil Christie Hefner - O impacto da tecnologia Christie Hefner - Da marca ao ícone ExpoManagement 2009 - Palestras paralelas A internet como mídia 1 de 2 06/12/2009 10:16
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    ExpoManagement 2009 -Cobertura http://br.hsmglobal.com/contenidos/expomanagement_2009_cobertura.html Enor Paiano, diretor de publicidade do UOL, revela que internet já ultrapassou os meios de comunicação tradicionais em volume de vendas e é o mercado com futuro mais promissor Seminário Internacional - Michael Special Management Program - ExpoManagement 2009 - Palestras paralelas Useem 2009 Michael Porter A publicidade e a revolução digital Seminário Internacional - Neil Rackham 2009 Marcelo Lobianco, professor da ESPM e diretor de publicidade do IG, analisa o impacto da internet na Fórum Mundial de Negociação 2009 divulgação das marcas. Digital Special Management Program - Thomas Malone Economia ExpoManagement 2009 - Palestras paralelas Gestão Fórum Mundial de Marketing e As redes sociais no mundo das empresas Vendas 2009 Marketing Special Management Program - Recursos Humanos Mais do que falar com os amigos e ver fotos, as redes sociais reúnem um mundo de possibilidades John Percival Sustentabilidade Fórum Mundial Liderança e Alta Inspiring Ideas para os gestores de empresas, seja qual for o tamanho delas. Performance 2009 Special Management Program - ExpoManagement 2009 - Palestras paralelas Lawrence Hrebiniak Quem é o gestor brasileiro? Special Management Program - Jeffrey Thull Última edição Para Roger Born, professor da ESPM, o conhecimento por si só não basta. Para ser útil, ele precisa Fórum Mundial de Gestão de estar nas mãos de pessoas preparadas. Empresas Familiares 2009 Fórum Mundial de Lucratividade ExpoManagement 2009 - Palestras paralelas 2009 Entrevistas Especiais Os novos desafios do RH Copyright© 2009 - Todos os direitos reservados André Fischer e Joel Dutra, da FIA, desvendam as tendências em gestão de pessoas para os próximos anos. ExpoManagement 2009 - Palestras paralelas O enigma da longevidade O consultor Julio Sergio Cardozo explica que maior expectativa de vida gera necessidade de planejamento para depois da aposentadoria. ExpoManagement 2009 - Palestras paralelas Como ter sucesso em um mundo globalizado James Wright, coordenador dos cursos de MBA internacional da FIA, fala do perfil dos novos executivos internacionais e dá dicas para quem quer ter sucesso num mundo globalizado. ExpoManagement 2009 - Palestras paralelas O que esperar para 2010? Antonio Carlos Pôrto Gonçalves, da Fundação Getulio Vargas, traça o cenário econômico e político para o ano que vem. ExpoManagement 2009 - Palestras paralelas Questões tamanho família Na era da valorização gestão profissional, Eduardo Najjar fala sobre desafios, problemas e vantagens das empresas familiares. ExpoManagement 2009 - Palestras paralelas Futuro do conhecimento Aprender de graça qualquer assunto. Essa é a previsão para os próximos anos feita pelo diretor executivo da FGV On Line, Stavros Xanthopoylos. ExpoManagement 2009 - Palestras paralelas O segredo da inovação No ciclo de palestras paralelas, Gerald McDermott, professor da Moore School of Business, contesta a visão tradicional de que não existe inovação sem recursos econômicos e sociais. ExpoManagement 2009 - Palestras paralelas Aprimorando o terceiro setor Um problema social, uma idéia e parceiros engajados com uma causa. Assim nasce um projeto social em qualquer lugar do mundo. Clique no icone e veja a galeria completa 2 de 2 06/12/2009 10:16
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    Michael Porter -Uma estratégia competitiva para as empresas brasileiras http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=... ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial Michael Porter - Uma estratégia competitiva para as empresas brasileiras Um dos maiores especialistas do mundo em estratégia, Michael Porter abriu o terceiro dia da ExpoManagement 2009 chamando a atenção para as mudanças trazidas pela crise. Michael Porter abriu o terceiro dia de palestras da ExpoManagement 2009 chamando a atenção para duas coisas que estão acontecendo no momento estratégico das empresas. A primeira, explicou, é que estamos no meio de uma crise econômica e muitos setores sofreram a desaceleração. “A crise estimulou uma atividade tremenda dentro da empresa. Estamos fazendo mudanças rápidas e notáveis no jeito de fazer negócios”. Porter afirmou que nesta crise há muitos desafios e oportunidades, o que torna mais importante ter uma idéia clara e precisa de estratégia. “Isso afeta a atitude e o pensar de muitos gerentes”. A segunda, é que na avaliação dele, o Brasil está avançando. “Não me lembro de uma época tão promissora”, declarou, enfatizando que o País está indo muito bem. “Há uma espécie de energia no ar”. Porter afirmou que o crescimento do Brasil vai ser relativamente rápido, e o planejamento estratégico se faz importante neste momento. "Nenhuma empresa quebra por ser lucrativa demais. Mas ela quebra por crescer rápido demais", declarou. É preciso tomarmos muito cuidado com o desenvolvimento dos negócios para não andar rápido demais. As empresas brasileiras estão bem posicionadas para transformar crise em oportunidade. Isso só vai acontecer se houver clareza no pensamento estratégico. Porter foi categórico ao afirmar que não podemos confundir estratégia com metas e objetivos. Para ele, a estratégia não é um sonho, é uma coisa muito concreta, específica e clara. Ele afirmou que a meta fundamental de uma empresa é obter um retorno superior do investimento no longo prazo e que o crescimento só é bom se permitir obter e manter um retorno superior do capital investido. “A lucratividade tem de ser medida com realismo, determinando-se o lucro efetivo da totalidade do investimento”. Porter ainda chamou a atenção para o erro de se fixar metas irrealistas de lucratividade ou crescimento, que podem prejudicar a estratégia da empresa. Eficácia operacional não é estratégia Para o especialista tanto eficácia operacional como estratégia são essenciais para o desempenho superior, que, afinal, é o objetivo primordial de todas as empresas. Mas elas atuam de formas diferentes. “O papel do administrador é entender essas melhores práticas e trazer as mesmas para a empresa. Isso não vai te trazer vantagem competitiva se for feito isoladamente. A melhoria dessas práticas são necessárias,mas não suficientes”. Ele explicou que se você não for bom na execução das suas práticas operacionais, a sua estratégia não vai servir para nada. Quanto melhor for a sua estratégia, melhor o seu desempenho. A eficácia operacional significa ter um desempenho melhor do que os seus rivais nas mesmas atividades. Abrange a eficiência, mas não se limita apenas a esse aspecto; diz respeito a quaisquer práticas pelas quais a empresa utiliza melhor o insumo. Em contraste, o posicionamento estratégico significa desempenhar as atividades diferentes das exercidas pelos rivais ou desempenhar as mesmas atividades de maneira diferente. “Eficácia seria como fazer a mesma corrida, mais rápido. E estratégia, correr um caminho diferente”, exemplifica. Porter enfatizou que os concorrentes conseguem imitar com rapidez as técnicas gerenciais, as novas tecnologias, as melhorias nos insumos e as formas superiores de atender às necessidades dos clientes. “As soluções mais genéricas são as de mais rápida difusão”. A competição com base na eficácia operacional desloca para fora a fronteira da produtividade, elevando os padrões para todos os participantes. No entanto, embora acarrete melhorias absolutas na eficácia operacional, essa modalidade de competição não gera aprimoramentos relativos para qualquer concorrente. O professor explicou que a competição baseada apenas na eficácia operacional é mutuamente destrutiva, levando a guerras de desgaste que terminam apenas com a limitação da competição. O resultado é uma competição de soma zero, com preços estáticos ou declinantes e pressões de custo que comprometem a capacidade das empresas de investir no longo prazo do negócio. HSM Online 02/12/2009 Imprimir | Fechar 1 de 1 06/12/2009 10:09
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    Não existem regras,há princípios para a estratégia http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=... Special Management Program - Michael Porter Não existem regras, há princípios para a estratégia Michael Porter abriu o Special Management Program da HSM, em São Paulo, afirmando para um grupo restrito de empresários que a tarefa do líder não é criar a melhor empresa no negócio, seja ele qual for. “É natural querermos ser os melhores, mas é impossível sermos os melhores”. Porter abriu a manhã explicando que ser o melhor depende de quais clientes você procura atender. “Se você quer ser o melhor em atender a todas as necessidades, você nunca vai ter sucesso”. O professor afirmou que a tarefa da estratégia é ser único, especial, com valor singular. E isso ocorre pela sua maneira de usar o negócio e entrar na competição. “Na estratégia todo mundo está buscando a resposta secreta que resolve todos os problemas”.O grande desafio está em encontrar a coisa única para a sua empresa especificamente. “Não existem regras, há princípios para a estratégia. Devemos definir quem nós somos e o que fazemos bem. Esta é a essência da estratégia”, definiu. Porter chamou a atenção para as concepções equivocadas de estratégia. “Algumas pessoas confundem estratégias com metas e ações. A estratégia é a posição que você vai alcançar, e o passo é o meio para você chegar lá”, ressaltou. Não se pode confundir estratégia com meta, ação ou visão da empresa. “Nossa estratégia é ser a número um, nossa estratégia é crescer, é ser líder mundial. Isso são metas e não estratégia”, exemplificou o professor, ressaltando que é preciso pegar o pensamento estratégico e colocar dentro da realidade da sua cadeia de valores. “Em estratégia, o pior erro é competir com os concorrentes nas mesmas dimensões”. Para ele, a meta precisa agregar valor à estratégia e não prejudicá-la. Um caminho é ser muito realista para estabelecer metas corretas para o seu setor e para a sua empresa. Porter enfatiza que a forma pela qual você mede o sucesso tem um grande impacto sobre a estratégia. Mudanças competitivas Porter disse que as empresas devem ser flexíveis para reagir com rapidez às mudanças competitivas e de mercado. É importante que pratiquem de modo constante o benchmark para atingir as melhores práticas. Também devem terceirizar de forma agressiva para conquistar eficiência. E é fundamental que fomentem umas poucas competências essenciais, na corrida para permanecer à frente dos rivais. O professor afirmou que o posicionamento, que já se situou no cerne da estratégia, tem sido rejeitado como algo excessivamente estatístico para os mercados dinâmicos e para as tecnologias em transformação da atualidade. De acordo com o novo dogma, os rivais são capazes de copiar com rapidez qualquer posição de mercado, e a vantagem competitiva é, na melhor das hipóteses, uma situação temporária. Para Porter, a raiz do problema é a incapacidade de distinguir entre eficácia operacional e estratégia. A busca da produtividade, da qualidade e da velocidade disseminou uma quantidade extraordinária de ferramentas e técnicas gerenciais: gestão da qualidade total, benchmarking, competição baseada no tempo, terceirização, parceria, reengenharia e gestão da mudança. “Embora as melhorias operacionais daí resultantes muitas vezes tenham sido drásticas, muitas empresas se frustraram com a incapacidade de refletir esses ganhos em rentabilidade sustentada. E aos poucos, de forma quase imperceptível, as ferramentas gerenciais tomaram o lugar da estratégia”. À medida que se desdobram para melhorar em todas as frentes, os gerentes se distanciam cada vez mais das posições competitivas viáveis. Estratégias podem ser imitadas? A compatibilidade estratégica entre muitas atividades é fundamental não apenas para a vantagem competitiva, mas também para a sua sustentabilidade. Porter explica que, para o concorrente, é mais difícil copiar um grupo de atividades entrelaçadas do que apenas evitar uma certa abordagem da força de vendas, igualar uma tecnologia de processo ou copiar um conjunto de características de um produto. Segundo ele, as posições erguidas sobre sistemas de atividades são muito mais sustentáveis do que as que se erguem sobre atividades individuais. “A probabilidade de que os concorrentes sejam capazes de copiar qualquer atividade é, geralmente, menor do que um. É pouco provável copiar o sistema inteiro”, declarou. As empresas existentes que tentam o reposicionamento ou que vacilam entre diferentes estratégias serão forçadas a reconfigurar muitas atividades. E até os novos entrantes, embora não frequentem as posições excludentes com que se deparam os rivais estabelecidos, se defrontam com formidáveis barreiras à imitação. Uma pergunta importe a se fazer é: Será que eu posso reformatar a natureza da competição no setor? “Quanto mais o posicionamento da empresa se alicerçar em sistemas de atividades, que apresentem compatibilidades de segundo e terceiro nível, mais sustentável será a vantagem”. Esses sistemas, são de difícil desenleio por iniciativas externas, tornando muito complexa a imitação. E mesmo que conseguissem identificar as interconexões relevantes, os rivais ainda teriam dificuldade para copiá-los. Os obstáculos na conquista da compatibilidade decorrem da necessidade de integração de decisões e ações através de muitas subunidades independentes. 1 de 2 06/12/2009 10:12
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    Não existem regras,há princípios para a estratégia http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=... A compatibilidade significa que o desempenho deficiente numa atividade vai acabar com o desempenho das outras, de modo que os pontos fracos se tornam expostos e mais propensos a chamar a atenção. No sentido contrário, as melhorias numa atividade favorecerão as demais. “As empresas com forte compatibilidade entre as atividades, raras vezes se tornam alvo de imitação. A superioridade na estratégia e na execução apenas acentua as vantagens e eleva os obstáculos para os imitadores”. Quando as atividades se complementam mutuamente, os rivais usufruirão de poucos benefícios com a imitação, a não ser que copiem com êxito a totalidade do sistema. Essas situações tendem a promover confrontos do tipo o vencedor leva tudo. “A empresa constrói o melhor sistema de atividades, alcança a vitória, ao passo que os concorrentes com estratégias similares ficam para trás”, garante o professor. HSM Online 03/12/2009 Imprimir | Fechar 2 de 2 06/12/2009 10:12
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    Fundamentos da competiçãoe do desempenho relativo http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=... Special Management Program - Michael Porter Fundamentos da competição e do desempenho relativo Durante a sua apresentação, Michael Porter enfatizou que a unidade fundamental da análise estratégica é o setor. Durante a sua apresentação, Porter enfatizou que a unidade fundamental da análise estratégica é o setor. Definir o setor relevante é importante para a estratégia, uma vez que o desempenho econômico de uma empresa resulta em duas causas distintas: estrutura do setor (regras gerais de competição) e posição relativa no setor (fontes de vantagem competitiva). O professor afirma que a estratégia deve abranger ambas. Entre os fatores determinantes da lucratividade do setor estão as forças econômicas básicas. Porter explicou uma a uma: a importância da ameaça de produtos ou serviços substitutos, do poder de negociação dos compradores e dos fornecedores, a ameaça de novos participantes e a rivalidade entre concorrentes atuais. O professor disse que é preciso ter uma proposta de valor, uma maneira de configurar esta proposta e a continuidade dela ao longo do tempo. Fatores como a taxa de crescimento do setor, tecnologia e inovação, política governamental e produtos e serviços complementares precisam ser levados em consideração quando se busca o posicionamento para atenuar as cinco forças e configurar a estrutura de um setor, definindo uma cadeia de valor. Ele afirma que pode haver diferentes maneiras de configurar a cadeia de valor no mesmo setor. Porter considera valor como aquilo que os compradores estão dispostos a pagar. “Competir num negócio envolve realizar uma série de atividades distintas, nas quais reside a vantagem competitiva”. Para ele, diferenciação, vantagem competitiva e custo menor são fatores determinantes do desempenho relativo. Abordagens para encontrar uma posição competitiva única Porter é categórico ao afirmar que a maioria das empresas deve êxito inicial a uma posição estratégica única, envolvendo nítidas opções excludentes. Suas atividades já estiveram alinhadas com essa posição. No entanto, o transcurso do tempo e as pressões do crescimento induziram a incongruências que, de início, eram quase imperceptíveis. Através de uma sucessão de mudanças incrementais que, isoladas, pareciam sensatas na época, muitas empresas estabelecidas comprometeram sua trajetória através da homogeneidade com as rivais. A questão aqui não diz respeito a empresas cuja posição histórica deixou de ser viável; nesse caso, o desafio é recomeçar do início, como um novo entrante. Trata-se da empresa estabelecida que vem obtendo retornos medíocres e que carece de uma estratégia nítida. Através da introdução incremental de novos produtos, de esforços incrementais para servir a novos grupos de clientes e da imitação das atividades dos concorrentes, as empresas existentes perdem a nitidez da posição competitiva. É típica a empresa que igualou muitas das ofertas e práticas dos concorrentes e procura vender à maioria dos grupos de clientes. "O pior erro da estratégia é concorrer com a mesma base de outra empresa que já seja muito boa naquilo que já está fazendo". Algumas abordagens ajudam a se reconectar com a estratégia. “A primeira é um exame cuidadoso das atuais atividades”, garante Porter. Na maioria das empresas bem estabelecidas existe uma singularidade essencial, que se identifica através de respostas a perguntas como: - Quais são os nossos produtos e serviços diferenciados? - Quais são os nossos produtos e serviços mais rentáveis? - Quais são os nossos clientes mais satisfeitos? - Quais são os clientes, canais ou ocasiões de compra mais rentáveis? - Quais são as atividades da nossa cadeia de valores mais diferenciadas e mais eficazes? É preciso levar em consideração também a história da empresa. Qual era a visão do fundador? Quais os produtos e clientes que a construíram? Olhando para trás, é possível reexaminar a estratégia original e verificar sua atual validade. Será possível reimplementar o posicionamento histórico, sob uma abordagem moderna e consistente com as teorias e práticas da atualidade? Esse tipo de pensamento às vezes conduz a um comprometimento com a renovação da estratégia e constitui-se em poderoso desafio para a recuperação da singularidade da empresa. Segundo Porter, o desafio pode ser instigante e incutir a confiança para o exercício das opções excludentes necessárias. HSM Online 03/12/2009 Imprimir | Fechar 1 de 1 06/12/2009 10:12
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    Como crescer semprejudicar a singularidade estratégica http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=... Special Management Program - Michael Porter Como crescer sem prejudicar a singularidade estratégica "Nenhuma empresa quebra por ser lucrativa demais. Mas ela quebra por crescer rápido demais". Com esta afirmação, Michael Porter começou a tarde no Special Management Program, da HSM, em São Paulo. Uma das recomendações mais veementes de Porter foi não destruir a sua estratégia para crescer rapidamente. “Isso acontece o tempo todo”, afirma. Ele acredita que estratégias excelentes muitas vezes incluem uma dimensão social da proposição de valor. “Você precisa de tempo para entender toda a estratégia e melhorá-la. Você precisa de um compromisso com relação ao seu posicionamento e à sua estratégia”, declara, enfatizando que nenhuma empresa pode ter sucesso sendo simplesmente ágil. Precisa ser consistente e ter um propósito. Tradeoffs Porter chama a atenção para a questão de que todas as boas estratégias não tentam atender às necessidades de todos os clientes. Escolher o que não fazer é também parte da estratégia. “Você precisa agir assim para ter sucesso”, recomenda. Ele afirma que um bom estrategista precisa deixar alguns clientes infelizes. Você deve saber quais clientes você deve ouvir e quais não deve. Muitas empresas destroem as suas estratégias por ouvir demais os clientes. O professor explica que os tradeoffs tornam uma estratégia sustentável diante da imitação de concorrentes já estabelecidos e parte essencial da estratégia é escolher o que não fazer. Porter enfatizou que se você não tiver uma boa estratégia, deve observar as tendências para ver o que está acontecendo e mudar para criar uma forma diferente de configurar a empresa. “As empresas perdem o sucesso não por causa do mercado, mas por causa de suas próprias decisões. E muitas vezes isso acontece porque há uma mudança na estratégia. As mudanças muito contínuas denunciam que você não tem uma estratégia definida”. Medidas incrementais Os gerentes se encontram sob a constante tentação de adotar medidas incrementais que ultrapassam as limitações, mas embotam a posição estratégica da empresa. As pressões pelo crescimento ou a aparente saturação dos mercados-alvo induzem os gerentes a ampliar a posição, através do alargamento das linhas de produtos, da adição de novas características aos produtos ou serviços, da imitação dos serviços populares dos concorrentes, da cópia dos processos e até mesmo de aquisições. Foi o caso da Neutrogena, exemplo citado por Porter, que correu o risco de cair na armadilha. Em princípios dos anos 90, ampliou os canais de distribuição para incluir distribuidores de massa, como Wal-Mart Stores. Sob o nome Neutrogena a empresa se expandiu para uma ampla variedade de produtos em que não era única e que diluíram sua imagem, forçando-a a recorrer a promoções de preços. Foco e motivação Porter assegura que as conciliações e inconstâncias na busca do crescimento corroem as vantagens competitivas desfrutadas pela empresa com o conjunto original de clientes-alvo. As tentativas de competir de várias maneiras ao mesmo tempo criam confusão e fazem cair a motivação e o foco organizacional. “Os lucros caem e recorre-se ao aumento da receita como solução”. Os gerentes são incapazes de exercer opções e a empresa embarca numa nova rodada de ampliações e conciliações. Com freqüência, os concorrentes continuam a copiar uns aos outros, até que o desespero rompe o ciclo, resultando em algumas fusões ou num processo de enxugamento para o posicionamento original. Quais as abordagens em relação ao crescimento que preservam e revigoram a estratégia? Porter responde que, em termos amplos, a prescrição consiste em aprofundar a posição estratégica em vez de ampliá-la e comprometê-la. Desenvolvimento estratégico Tem como componente imprescindível de gestão a melhoria da eficácia operacional. Porter ressalta que é importante cuidar para não confundir eficácia operacional com estratégia. Ao fazer esta confusão, muitos gerentes inadvertidamente retrocederam para um modo de encarar a competição que está induzindo muitas empresas à convergência competitiva, o que não é do interesse de ninguém, e tampouco é inevitável. Durante as fases de desenvolvimento de um setor, a fronteira de produtividade básica está sendo estabelecida ou restabelecida. Em razão do crescimento explosivo, esses períodos talvez sejam lucrativos para muitas empresas, mas os lucros serão temporários, pois a imitação e a convergência estratégica acabarão por destruir a rentabilidade do setor. Melhoria contínua Porter acredita que os gerentes devem distinguir com nitidez eficácia operacional e estratégia. Ambas são essenciais, mas apresentam agendas diferentes. A agenda operacional envolve a melhoria contínua onde quer que inexistam opções excludentes. Sob esse aspecto, o fracasso redunda em vulnerabilidades, mesmo para as empresas com uma boa estratégia. A agenda operacional é o lugar mais adequado para a mudança constante, para a flexibilidade e para o esforço implacável em busca da melhor prática. Em contraste, a agenda estratégica é o melhor foro para a definição da posição exclusiva, para o exercício de nítidas opções excludentes e para o ajuste da compatibilidade. Envolve a procura incessante de alternativas para reforçar e 1 de 2 06/12/2009 10:13
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    Como crescer semprejudicar a singularidade estratégica http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=... expandir a posição da empresa. A agenda estratégica demanda disciplina e continuidade; seus inimigos são a dispersão e a conciliação. A continuidade estratégica não implica visão estática da competição. A empresa deve melhorar sempre a sua eficácia operacional e empenhar-se de forma ativa para deslocar a fronteira da produtividade. Simultaneamente, é preciso que haja um esforço constante para ampliar a singularidade, em conjunto com o fortalecimento da compatibilidade entre as atividades. Porter afirma que a continuidade estratégica deve tornar mais eficaz a melhoria contínua da empresa. A empresa talvez necessite alterar a estratégia se ocorrerem grandes mudanças estruturais no setor. Ele admite que as novas posições estratégicas geralmente derivam de mudanças setoriais, exploradas com mais facilidade pelos novos entrantes, desonerados dos fardos da história. ”No entanto, a escolha de uma nova posição deve ser conduzida pela habilidade de encontrar novas opções excludentes e de alavancar um novo sistema de atividades complementares em vantagem sustentável”. Imprimir | Fechar 2 de 2 06/12/2009 10:13
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    O papel estratégicoda responsabilidade social corporativa http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=... Special Management Program - Michael Porter O papel estratégico da responsabilidade social corporativa Porter fechou o Special Management Program contando que recentemente, reforçaram-se as atividades entre as organizações comunitárias, no sentido de se envolverem diretamente no desenvolvimento das empresas. “As organizações comunitárias podem e devem desempenhar um importante papel de apoio no processo. Mas a escolha da estratégia adequada se reveste de importância crítica e muitas organizações comunitárias precisarão alterar de forma substancial o modo de operação”. Embora seja difícil apresentar um conjunto de recomendações gerais a um grupo de organizações tão diversificado, o professor destaca quatro princípios que devem direcionar as organizações comunitárias no desempenho do seu novo papel. Identificação e aproveitamento dos pontos fortes – devem identificar suas vantagens competitivas exclusivas e participar do desenvolvimento econômico com base numa avaliação realista de suas capacidades, recursos e limitações. Em face das raízes dessas organizações no atendimento das necessidades sociais das comunidades, será árduo para elas a colocação do lucro à frente da sua missão tradicional. Esforço para mudar as atitudes de mão-de-obra e da comunidade – desfrutam de uma vantagem exclusiva, decorrente do conhecimento íntimo e da capacidade de influência das comunidades dos centros das cidades, suscetível de utilização para ajudar a promover o desenvolvimento empresarial. As organizações comunitárias têm condições de auxiliar na criação de um ambiente hospitaleiro às empresas, através do esforço de mudança das atitudes da mão-de-obra e da comunidade e mediante a atuação como elemento de ligação com os residentes, para atenuar a oposição infundada a novas empresas. Desenvolvimento de sistemas de prontidão para o trabalho e de identificação de pessoal para o preenchimento de vagas – são capazes de desempenhar um papel ativo no recrutamento, triagem e indicação de empregados para as empresas locais. Uma necessidade premente entre muitos residentes dos centros das cidades é o treinamento de preparação para o trabalho, que inclui comunicação, autodesenvolvimento e práticas do local de trabalho. As organizações comunitárias, dotadas de conhecimento íntimo das comunidades locais, se encontram bem equipadas para proporcionar esse serviço em estreita colaboração com o setor. Facilitação da melhoria e do desenvolvimento de áreas comerciais – as organizações comunitárias também são capazes de alavancar sua expertise em bens imóveis e atuar como catalisadores para facilitar a recuperação ambiental e o desenvolvimento de propriedades comerciais e industriais. Porter destaca que o modelo econômico proporciona uma abordagem nova e independente da revitalização das comunidades urbanas carentes. No entanto, sua aceitação e implementação não estarão isentas de dificuldades. “Essas mudanças serão árduas para as pessoas e para as instituições. No entanto, são imprescindíveis”, afirma. Segundo Porter, o setor privado, os governos, e as organizações comunitárias se defrontam com novos papéis de importância crucial para a revitalização da economia dos centros das cidades. Os empresários, os empreendedores e os investidores devem assumir um papel de liderança; e os ativistas comunitários, provedores de serviços sociais e burocratas do governo precisam prestar-lhes o indispensável apoio. “Chegou a hora de adotar uma estratégia econômica racional e estancar o custo insustentável das abordagens ultrapassadas”, conclui. HSM Online 03/12/2009 Imprimir | Fechar 1 de 1 06/12/2009 10:14
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    Michael Porter -Competição destrutiva http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=... ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial Michael Porter - Competição destrutiva Para Porter, todas as vantagens competitivas mudam rapidamente, porque tudo pode ser copiado. É preciso melhora operacional e foco estratégico. “Se você fizer o que todo mundo faz, vai gerar uma competição destrutiva”. Para Porter, todas as vantagens competitivas mudam rapidamente, porque tudo pode ser copiado muito rapidamente. É preciso melhora operacional e foco estratégico. É fazer a mesma coisa, só que melhor e com um jeito único de competir. Em conjunto, ao mesmo tempo. “Você não vai copiar nada. Você vai sempre adaptar o que existe para a sua estratégia”, declarou. Porter explicou que parte essencial da estratégia é escolher o que não fazer. “O que você optou por não fazer? Isso faz parte da sua estratégia”. Você precisa agir assim para ter sucesso. E completou dizendo que um bom estrategista precisa deixar alguns clientes infelizes. Você deve saber quais clientes você deve ouvir e quais não deve. “Muitas empresas destroem as suas estratégias por ouvir demais os clientes”. O professor ensinou que as empresas precisam fazer a seguinte pergunta: Onde somos únicos?. E aconselhou: “Seja ainda mais diferente. Aprofunde a sua posição. 90% dos seus clientes precisam ter consciência do seu valor”. Para crescer estrategicamente, o especialista deixou os seguintes passos: 1 – Torne a estratégia ainda mais distintiva – introduza novas tecnologias, recursos, produtos ou serviços que se amoldem à estratégia e potencializem outras atividades distintas da cadeia de valor. 2 – Aprofunde a posição estratégica em vez de ampliá-la – aumente a penetração dos clientes/necessidades escolhidos/as. 3 – Expanda geograficamente para desbravar novas regiões ou países usando o mesmo posicionamento – reposicione agressivamente as aquisições estrangeiras em torno da estratégia da empresa. 4 – Expanda o mercado para aquilo que só a empresa pode oferecer – encontre outros clientes e segmentos que valorizem a estratégia. Porter encerrou a manhã enfatizando que toda atividade da cadeia de valor atinge as comunidades dos locais onde uma empresa opera. Esses impactos podem ser positivos ou negativos. “Você precisa fazer com que o aspecto social faça parte da sua estratégia”, afirmou. Como você pode integrar as questões sociais à sua estratégia? É preciso saber como integrar a estratégia e responsabilidade social corporativa. “Haverá uma nova maneira de lidar com o social que certamente trará muitas vantagens competitivas”. O professor afirmou que o compromisso com a estratégia é posto à prova todos os dias. “Os presidentes gastam 25% do seu tempo comunicando as decisões e se fazendo entender de uma forma simplificada para todos”, declarou reforçando a importância de todos os funcionários saberem qual é a estratégia da empresa. “Se eles não souberem qual é a estratégia, eles só vão fazer as melhores práticas”. Porter destacou ainda que as empresas que têm boas estratégias, tem líderes dispostos a liderar, a fazer acontecer e a saber dizer não. “A estratégia é testada diariamente. Você tem de estar preparado para tudo isso”, concluiu. HSM Online 02/12/2009 Acompanhe a cobertura completa da ExpoManagement 2009 http://br.hsmglobal.com/contenidos/expomanagement_2009_cobertura.html Imprimir | Fechar 1 de 1 06/12/2009 10:21
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    Paul Krugman –“Protecionismo é risco para emergentes” http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=... ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial Paul Krugman – “Protecionismo é risco para emergentes” Economista alerta que, em função dos crescentes índices de desemprego, países exportadores devem ficar atentos à política internacional. Em sua palestra no encerramento da ExpoManagement 2009, na quarta-feira, 2 de dezembro, o professor e economista Paul Krugman comentou a respeito da boa maneira como os países emergentes conseguiram enfrentar a crise econômica mundial desde o ano passado. No início do processo, dizia-se que apenas os Estados Unidos e a União Europeia sofreriam os efeitos, mas, aos poucos, percebeu-se que todos seriam afetados de alguma maneira. “Mesmo assim, todos os emergente se deram bem”, apontou o prêmio Nobel de economia. “Foi a primeira vez em minha carreira profissional que vi a América Latina, um continente tão tradicionalmente afetado por crises, se dar bem. Prova disso é que já estão crescendo novamente”, analisou. De acordo com Krugman, o diferencial desses países foi o fato de estarem exportando commodities, e não bens de consumo, como carros, ou então as casas que iniciaram todo o processo. Mesmo assim, como a crise ainda não terminou, ainda é possível que esses países sofram seus efeitos num futuro muito próximo. “Como?”, perguntou Krugman. “Com a adoção de medidas protecionistas pelos países mais ricos e, consequentemente, mais afetados pela crise. E se isso acontecer, vai ser muito ruim”. Segundo o palestrante, a administração Barack Obama tem se portado de maneira responsável, trabalhado ao lado dos sindicatos e tomado as ações legais cabíveis para manter a economia americana saudável sem que isso afete o equilíbrio mundial. “Mas quem garante que isso será igual se os índices de desemprego continuarem crescendo?”, indagou. Na Grande Recessão, foi muito grande a pressão pela adoção de medidas protecionistas – e algo assim pode muito bem voltar a acontecer, alertou o Nobel de economia. “Se os atuais governos dos Estados Unidos e dos países europeus continuarem no próximo mandato, isso não acontecerá. Mas quem pode prever o que acontecerá daqui a quatro anos? E se a Sarah Palin for eleita, alguém acha que ela pensará em respeitar as leis internacionais? Podem ter certeza que se algo desse tipo acontecer será ruim para muitos países, como por exemplo para o Brasil”, comentou Krugman. Um dos primeiros a sofrer algum efeito desse tipo deve ser a China, sugeriu o palestrante. “A maneira como eles têm se comportado tem exacerbado os problemas de todo o mundo. Mais um ano se comportando dessa maneira e começarão a sofrer retaliações por parte da comunidade internacional”, disse. HSM Online 02/12/2009 Imprimir | Fechar 1 de 1 06/12/2009 10:18
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    Bill Tancer -Criatividade e direcionamento http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=... ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial Bill Tancer - Criatividade e direcionamento Na seção de perguntas que sucedeu sua palestra, o especialista falou sobre como ele acha que as empresas devem usar as informações que estão disponíveis na rede. Conduzida por Francisco Valim, presidente da Serasa Experian, a seção de perguntas e respostas solidificou as opiniões e conceitos de Bill Tancer sobre a oferta e riqueza de dados que as pessoas deixam como rastros ao navegar na internet. Isso não significa, porém, que ele acredite que haverá uma completa revolução na maneira de se fazer marketing e que a criação será deixada de lado. Confira os principais trechos do bate-papo: Valim – No passado, o marketing tinha muito de criatividade, genialidade. Você acha que ele passará a ser apenas matemático? Tancer - Não, eu acho que vai ocorrer uma fusão das duas coisas. Os dados de comportamento irão ajudar as empresas a criarem coisas específicas para as necessidades e anseios dos consumidores e isso será bom para todo mundo. A única empresa que eu conheço hoje que cria coisas ignorando o consumidor é a Apple. Só que para eles isso dá muito certo, não sei se para outros casos funcionaria tão bem. Valim – E como será então, um mix do marketing tradicional com o digital? Tancer - A capacidade de análise se tornará mais automática e isso possibilitará um pensamento a longo prazo, a construção não só de uma marca, mas de uma relação comercial. Com tempo, nos tornamos mais eficientes, pois conhecemos o consumidor. Dessa maneira, cairão os custos com publicidade e se o mercado agir de forma correta, isso será repassado para o consumidor na forma de preços menores, ou seja, é bom para todo mundo. Valim – As gerações mais velhas às vezes têm travas com a internet. Isso vai mudar? Tancer – Um ano atrás eu responderia diferente, o uso da tecnologia .com era diferente. Mas em maio deste ano houve um boom no Facebook, uma explosão demográfica em que entraram mais homens e mulheres e mais pessoas com faixa etária mais alta. Não é mais uma coisa exclusiva de jovens e pessoas de vanguarda. Acho que mais do que acelerar a migração e disponibilização de tecnologias, as pessoas precisam estar dispostas a explorar. Há um site sobre séries de TV que todos achavam ser destinado só aos mais jovens. Mas então percebemos que ele era visitado por gerações mais velhas, que vinham diretamente de canais tradicionais, como sites de jornais tradicionais. Se você estiver nos canais certos, consegue atingir as pessoas. Acho também que vai haver uma mudança na valorização da privacidade. Hoje muitos se incomodam em expor dados em redes sociais e na rede como um todo, mas as gerações mais novas já demonstrar estar mais dispostas a partilhar informações pessoais e conforme elas forem envelhecendo, isso se tornará mais natural. Valim – E, falando nisso, você acredita que o governo deva regular a internet? Aqui no Brasil há muita discussão sobre o tema, em especial por conta de casos de pedofilia... Tancer – Não só aqui, estive no Reino Unido e isso também é uma discussão ativa por lá. Na internet o grande desafio é o anonimato, é difícil determinar o que é bom ou não, o que é verdade e o que não é. Acho que é bom se o governo pensar nisso e gerar discussão, mas é uma área que deve acabar se auto-regulando. HSM Online 02/12/2009 Acompanhe a cobertura completa da ExpoManagement 2009 Imprimir | Fechar 1 de 1 06/12/2009 10:19
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    Paul Krugman –A crise não terminou http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=... ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial Paul Krugman – A crise não terminou Em sua palestra, o Prêmio Nobel de economia faz um alerta para o que pode acontecer com o mundo nos próximos anos. Na palestra que encerrou o ExpoManagement 2009, na quarta-feira, 3 de dezembro, o professor e economista Paul Krugman deu uma aula sobre a crise econômica mundial, suas origens, as soluções adotadas até agora e fez questão de ressaltar: a crise ainda não acabou. “Parece que o mundo não vai acabar e a economia está se recuperando, mas temos de olhar para a frente. Tivemos uma breve melhora, mas ainda não é o fim”, alertou. Sua exposição começou com um paralelo do mundo entre a Crise de 1929 e a de 2008, quando o colapso visto no setor imobiliário e bancário chegou a níveis parecidos com os vistos nos anos 1930. “Sempre achamos que tínhamos aprendido com a Grande Depressão e que não repetiríamos os erros de nossos avós, mas a crise atual é resultado de algo que fizemos para nós mesmos”, comentou o prêmio Nobel de economia, que a partir daí dissecou os motivos que levaram ao colapso do setor financeiro. O primeiro passo para compreender a crise, diz Krugman, é a bolha imobiliária tanto no setor residencial quanto no comercial que surgiu no Atlântico Norte, principalmente em regiões como Miami e Los Angeles, nos Estados Unidos, na Espanha e no Reino Unido. “Essa bolha era prevista. O que ninguém percebeu é que quando ela estourasse levaria junto também os bancos”, analisou. “A maneira como os bancos estavam funcionando deixava o sistema exposto”. A pergunta, a partir daí, é: se o problema era no Atlântico Norte, por que isso levou junto todo o mundo? Simples, diz Krugman: porque há muita troca entre os países. Na crise de 1929, os índices de trocas caíram em 15% nos primeiros 24 meses, contra 18% nos primeiros 15 meses desde abril de 2008. Isso afetou os países que dependiam de exportações, sobretudo os que precisavam exportar, como a Alemanha, o primeiro a ser afetado. Depois, a onda pegou os que dependiam de importações. No balanço final, só não foram tão afetados os países que dependem de exportar commodities – caso do Brasil. “Agora as exportações já voltam a crescer, o que significa que, sim, estamos nos recuperando. Infelizmente, não dá para dizer que estamos no fim da crise”, comentou. Europa, Estados Unidos e Japão estão, em média, 8% abaixo do que deveriam estar, há muito desemprego, principalmente na Espanha e nos Estados Unidos. E os americanos nunca precisaram de tanto tempo para se realocar no mercado de trabalho como no momento atual. São seis pessoas procurando trabalho para cada novo posto que surge. “É um cenário feio. Tenho até dito para meus alunos que eles estão entrando num mercado que não os quer”, disse Krugman, para quem há um grande risco de a recessão voltar. Segundo ele, o crescimento que tem sido observado até agora é fruto de algo temporário. Nos Estados Unidos, por exemplo, houve um aumento na oferta de empregos a partir da oferta de trabalhos na construção de estradas e outras obras estatais. “Isso tudo tem ajudado muito, devolveu ao mercado algo próximo de 1,3 milhão de pessoas que não estariam lá. O problema é que o estímulo já atingiu seu pico.” No ano que vem, se nada de novo surgir, a previsão é de que as taxas de desemprego atinjam índices abaixo da expectativa. O que terminou com o desemprego durante a crise de 1929 foi a Segunda Guerra Mundial, quando praticamente 40% do PIB nos Estados Unidos eram destinados à produção de artigos militares. “Foi necessário algo assim para curar a Grande Depressão”, finalizou Mesmo que não tenha ajudado a conter o surgimento da crise, olhar para a história ajuda a compreendê-la e saber quais os próximos passos a serem tomados. Historicamente, países afetados por crise demoram, em média, 4,8 anos para recuperar os índices de desemprego normais. Os Estados Unidos, geralmente acostumados a taxas na casa dos 7%, hoje tem 10,2 e esse número deve crescer até 12%. “Na média, o desemprego cresce por até 5 anos. Isso significa que a situação persistirá até 2013 e que estamos diante de um longo período de depressão para o mundo desenvolvido.” HSM Online 02/12/2009 Acompanhe a cobertura completa da ExpoManagement 2009 Imprimir | Fechar 1 de 1 06/12/2009 10:19
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    Bill Tancer -Conheça seu consumidor pelos cliques http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=... ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial Bill Tancer - Conheça seu consumidor pelos cliques Na penúltima palestra da ExpoManagement 2009, Bill Tancer fala sobre como as análises das buscas feitas na internet trazem dados mais verdadeiros e úteis sobre as pessoas e suas preferências. Imagine uma criança que vai a um acampamento de ciências e ganha um concurso por recitar os 200 primeiros algarismos do número π? Pois este é o modo como o próprio Bill Tancer se apresenta para explicar sua obsessão com dados e números. Naquela época, certamente ninguém imaginava que ele se tornaria um dos maiores analistas da web e que com sua suposta maluquice compilaria dados tão úteis sobre o comportamento das pessoas enquanto estão online. Usando o lema “você é o que você clica”, o palestrante iniciou sua fala gastando todo o seu pouco português dizendo um simpático boa tarde e agradecendo pelos aplausos. Logo depois, mostrou um pouco da evolução do uso da internet, que em 1999 era apenas para a leitura de e-mail e hoje norteia quase todo tipo de ação de cidadãos e consumidores. Procura-se na rede sobre um endereço, sobre os sintomas e tratamentos para doenças, o contato de uma empresa e se resolve quase todo o serviço bancário. Bom para todo mundo que usa a internet, melhor ainda para quem trabalha com marketing. Os dados armazenados sobre todo o tipo de navegação são mais efetivos que qualquer técnica de pesquisa de mercado e Tancer mostra isso provocando a plateia: “quem aqui assume que entra em sites de conteúdo pornográfico ou adulto?”. Quando apenas um ou dois entre as centenas de participantes levantam a mão, ele acrescenta: “Se fosse verdade que só essas poucas pessoas fizessem isso, não haveria quase nenhuma pornografia na rede”. O que ele quis demonstrar é que os dados relatados não são nem um pouco confiáveis. Fato que se nos questionários é possível mentir, os números compilados a partir de ferramentas de análise de fluxo da web não mentem jamais. “Pense nas buscas que você faz e no quanto elas dizem a seu respeito. Vocês conhecem o efeito da cauda longa e é claro que existem bilhões de pesquisas que só são feitas uma vez, mas é nos termos mais populares que residem as informações mais preciosas para cada setor”. Um dos exemplos mais palpáveis que Tancer usa é o do fluxo das buscas pela palavra “dieta” ao longo de um ano. Elas são impressionantemente altas no início de janeiro, caem e voltam a subir em épocas específicas, como depois do retorno de feriados e festas, como o Dia de Ação de Graças, nos Estados Unidos. Basta fazer uma experiência com datas típicas brasileiras como as festas juninas para identificar as particularidades locais. Em outro exemplo, um recall do medicamento Tylenol nos EUA gerou um boom nas buscas pelo termo que superou todas as estatísticas dos quatro anos anteriores. “O fato era negativo, mas hoje em dia já é possível transformar essas situações em positivas ou minimizar seus efeitos administrando o resultado das buscas na internet. Uma maneira de fazer isso é comparar as palavras para que os termos redirecionem diretamente para o seu próprio site”. As análises podem ser feitas de maneira extremamente rápida. Em 2005, após a Lenovo ter comprado a marca ThinkPad da IBM, o palestrante assistiu a uma apresentação de um executivo da empresa em que ele dizia que a repercussão estava sendo ótima, mas não tinha ainda dados para mostrar. Tancer falaria em seguida para a mesma plateia e aproveitou a facilidade de conexão wi-fi, fez as pesquisas necessárias, postou um gráfico em seu blog e mostrou na prática como as ações de marketing estavam impactando o público. Mais do que provar a sua expertise, ele demonstrou com esse exemplo que qualquer um está apto para tirar proveito dos dados que as buscas na internet proporcionam. Há uma série de ferramentas gratuitas e fáceis de usar “A empresa que não analisar o comportamento na web hoje vai ser passada para trás por suas concorrentes”. Como lição de casa, Bill Tancer pediu que todos testassem essas ferramentas hoje ao chegar em casa ou no escritório. E repetiu uma frase que havia dito no início de sua palestra: “com isso, quero fazê-los gostar de dados tanto quanto eu.” HSM Online 02/12/2009 Acompanhe a cobertura completa da ExpoManagement 2009 Imprimir | Fechar 1 de 1 06/12/2009 10:23
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    Porque a transformaçãoé ininterrupta http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=... ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial Porque a transformação é ininterrupta Transformamos o mundo a cada segundo, e ele faz nossa potência mudar a cada segundo. É o fluxo da vida, que deve ser respeitado, segundo o professor Clóvis de Barros Filho. Encerrando sua participação na ExpoManagement 2009, Clóvis de Barros Filho, livre-docente da USP, exortou sua plateia a abrir-se ao ineditismo do mundo e a viver a vida que vale por ela mesma. Ao falar sobre alegria, tristeza, medo e esperança, o professor provocou muito riso e recebeu fortes aplausos. Ele explicou que nossa vida é um sucedâneo de encontros com o mundo. Afetamos o mundo e somos afetados por ele. Transformamos o mundo a cada segundo, e ele também nos transforma ininterruptamente. “Somos muito mais ‘deixar de ser’ do que ‘ser’”, diz Barros, e cada encontro é único. O que muda é a nossa essência. O filosofo holandês Espinoza (séc. XVII) deu a ela o nome de conatus. Trata-se da potência de vida ou da potência de agir. Aquilo a que o palestrante chamou de “tesão pela vida”. Alegria e tristeza são passagens do ser, ou do corpo, de um estado a outro. Na alegria, passa-se de um estado de menor potência de vida para outro de maior potência. Na tristeza, o oposto se dá. Alegria e tristeza são resultado de nossos encontros com o mundo, e o mundo não é bom nele mesmo. O mundo que me alegra hoje pode não me alegrar amanhã, ou daqui a pouco. O conatus varia muito, portanto, de um momento a outro. O exemplo com que Barros ilustrou a curva em senoide da potência de vida é muito simples: eu desejo muito comer pamonhas e consigo comprá-las. Ingiro uma pamonha, e ela me traz imensa alegria, grande potência de vida. Sem me dar conta de que pamonhas não são a resposta para a vida boa, não percebo que ela me alegrou em um encontro único, singular. A segunda pamonha que como já trará alegria menor. A terceira, menor ainda, e assim por diante. Não é a mesma pamonha, não sou mais o mesmo e o afeto resultante tampouco. “Quando fazemos de um encontro alegre o gabarito para uma vida, desrespeitamos o fluxo do mundo e o fluxo de nosso ser”, alerta Barros, que acrescenta que o que passa pela nossa cabeça também faz oscilar nossa potência de agir. É aí que entram a esperança e o medo. Encontros no agora Esperança é a alegria acompanhada de uma ideia, uma ponderação da qual origina. A esperança aumenta a nossa potência, mas a partir de um mundo que é apenas fantasiado. O medo, por sua vez, vem quando o mundo imaginado diminui nossa potência. Além disso, a cada vez que sentimos esperança por algo que nos alegra, somos acometidos pelo medo de não alcançá-lo. Outro ponto importante: o mundo do devaneio pode nos distrair do mundo que está diante de nós, e impedir que sejamos alegres ou tristes pelo mundo que é, em vez de pelo que gostaríamos que fosse. Segundo Barros, a razão humana é apenas um recurso justificador das decisões que o nosso corpo toma com base nos afetos, resultado dos encontros entre corpos ou ideias. O professor destaca que o medo é o grande afeto viabilizador da vida em sociedade, da civilização. Sob o medo, podemos deixar de agir segundo desejos e instintos. “Somente afeto supera afeto.” A esperança, por sua vez, é um afeto na ignorância, na impotência. “Como todo desejo, é sem gozo; é na falta, no desencontro. Por isso, conclamo-lhes a abandonar a nostalgia dos tempos alegres já vividos e a esperança de tempos alegres futuros e a abrir-se ao mundo em seu ineditismo e imprevisibilidade”. Foi esse o convite que fez o empolgado palestrante, ao final de sua apresentação no Espaço Sírio Libanês. HSM Online 02/12/2009 Imprimir | Fechar 1 de 1 06/12/2009 10:23
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    Vicente Falconi -Gestão: método, conhecimento técnico e liderança http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=... ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial Vicente Falconi - Gestão: método, conhecimento técnico e liderança O consultor fala sobre conceitos que considera essenciais nas práticas de gestão e dá exemplos práticos baseados em sua experiência. A palestra intitulada “O Pensamento Nacional”, ministrada por Vicente Falconi, um dos mais renomados consultores de gestão do Brasil, encerrou as atividades do segundo dia da ExpoManagement 2009. O momento foi marcado por uma sessão de perguntas e respostas conduzida por Carlos Alberto Júlio, presidente da Tecnisa. O bate-papo começou com Falconi fazendo um balanço do trabalho que desenvolveu com sua equipe no estado de Minas Gerais. Em um ano e meio, conseguiram os resultados que eram esperados para só depois de quatro anos de trabalho. “Só deu certo porque o tempo todo houve a preocupação de se entregar resultado no final”, afirmou. E o que dá certo na prática, sobretudo nas organizações brasileiras, é o tema do livro “O Verdadeiro Poder”, lançado por Falconi na Expo. A obra traz em primeira mão o que o autor considera os conceitos essenciais de gestão. O consultor contou que o primeiro conceito trabalhado no livro é o foco. Afinal, é fundamental se definir onde quer chegar antes de iniciar qualquer tarefa. “A maioria de nós pensa que tem foco porque calcula e acompanha alguns indicadores. Mas o foco precisa ser da empresa inteira, não apenas do executivo”. Ele explicou, ainda, que o foco no cliente é algo difícil, porque exige uma gestão interdepartamental muito grande. Ao ser questionado sobre os fatores fundamentais para que se obtenham resultados extraordinários em gestão, Falconi ressaltou: método, conhecimento técnico e liderança, lembrando que o desenvolvimento das três frentes é “um trabalho contínuo, para o resto da vida”. Método – A essência do gerenciamento “Se gerenciar é perseguir resultados, não existe gerenciamento sem método”. A afirmação de Vicente Falconi coloca o método como a essência do gerenciamento. Se você gerencia para conseguir resultados, o método pode ser entendido como o “caminho para o resultado”. “A essência do trabalho numa organização é atingir resultados e, portanto, o domínio do método, por todas as pessoas, é fundamental”. Isso é válido para todas as pessoas de uma empresa, desde seus diretores até os operadores, que devem ser envolvidos no método de solução de problemas para atingir os resultados necessários. Falconi ressaltou que o método consiste em quatro etapas principais, que devem se apresentar na seguinte sequência: Estabeleça uma meta – Este é o ponto de partida. Falconi explicou que há dois tipos de metas: metas atingidas e metas a manter. Geralmente as metas atingidas possuem um “glamour” maior, mas as metas a manter são mais importantes, pois são elas que dão consistência às operações. Então, como fixar as metas? “A primeira prioridade é a estabilização operacional”, responde o especialista, deixando claro que de uma maneira geral as empresas não se preocupam com a operação. Crie um plano de ação – O palestrante chamou a atenção para o executivo que propõe um plano de ação e acha que isso já garante tudo; ele vai descansar, achando que os outros vão executar o plano. “Esse gestor se esquece de que tem de ficar em cima das pessoas, acompanhando ação por ação, se foi implantada e como, para que possa haver segurança”. Monitore resultados – “Nunca podemos partir do pressuposto de que as coisas serão feitas só porque as tarefas foram distribuídas; precisamos verificá-las o tempo todo”. É preciso certificar-se de que as ações foram implementadas, fazer o acompanhamento dos itens de verificação para saber se o resultado foi alcançado ou não e, finalmente, tomar as ações necessárias, sejam positivas ou corretivas. "A diferença dos que conseguem resultados excepcionais é que eles fazem". Padronize - Se a meta foi atingida, crie um padrão. Isso significa treinar à exaustão as pessoas relacionadas com aquilo que está sendo feito. Falconi chama a atenção para o fato de as empresas brasileiras apresentarem diferentes estágios. É preciso responder às perguntas: Como estou em padronização? Como estou em treinamento? Está só no papel, ou está sendo conduzido conforme deveria, no dia-a-dia? Se a meta não tiver sido atingida, é preciso rever toda a seqüência do método para descobrir o que deu errado. É hora de perguntar: “Por que a meta não foi atingida?” e analisar tudo de novo. HSM Online 01/12/2009 Acompanhe a cobertura completa da ExpoManagement 2009 1 de 2 06/12/2009 10:24
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    Vicente Falconi -Gestão: método, conhecimento técnico e liderança http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=... Imprimir | Fechar 2 de 2 06/12/2009 10:24
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    Vicente Falconi -O valor do conhecimento nas organizações http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=... ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial Vicente Falconi - O valor do conhecimento nas organizações O consultor chamou a atenção do público para a importância de padrões bem projetados e da organização no processo de gestão. Qual a distinção entre processo e operação? A pergunta do presidente da Tecnisa, Carlos Alberto Júlio, para Vicente Falconi abriu portas para uma longa explicação do especialista. Falconi disse que processo é uma seqüência de valores agregados e operação é o trabalho conduzido por homens e máquinas para obter esse valor. “No processo não tem homens e nem máquinas, é só a seqüência dos valores agregados. Para agregar esses valores é que se estabelecem os padrões. Por isso, padrões técnicos de processo”, explicou. Para garantir a execução, Falconi afirmou que é preciso ter padrões bem projetados, pessoas conscientes das metas e controle dos processos e valores agregados para obter na ponta o produto que se deseja. Para ele, as pessoas podem mexer nos padrões das operações, mas não nos processos. “A organização do processo é fundamental para se ter o controle dele”. Informação em si não vale nada Imagine que você queira ensinar o seu filho a andar de bicicleta. Você pode fazer um Power Point e dar uma aula técnica para ele. Chamamos isso de conhecimento explícito. Mas o conhecimento tácito, ele só passará a ter quando começar a realmente andar de bicicleta, a cair, levantar, se equilibrar e se exercitar. “Todo o conhecimento técnico vai para os sistemas, mas todo o conhecimento tácito vai para as mãos e cabeça das pessoas”, ressalta. Falconi explicou que existe certa confusão entre conhecimento técnico e conhecimento de método. Conhecimento técnico relaciona-se com o processo no qual o indivíduo trabalha. Se alguém trabalha em marketing, deve ter conhecimentos profundos que são específicos dessa área. “Toda organização deve zelar para estar sempre atualizada em conhecimento técnico em nível global”. A busca do melhor conhecimento técnico em todo o mundo deve ser uma prática contínua, visando manter a empresa em nível mundial o tempo todo. “É nesse nível que se compete nos dias de hoje”, explica o palestrante. Vale ressaltar que a absorção do conhecimento técnico é feita de maneira mais eficaz por meio da prática do método gerencial. Um dos pontos centrais da prática do método é a agregação contínua de conhecimento técnico por meio da análise. “Hoje você tem um absurdo de informações que não servem para absolutamente nada, não estamos preparados para fazer análise. Informação em si, não vale nada”, destaca. Resultados extraordinários Falconi fez questão de frisar para a platéia uma mensagem que considera bastante relevante: uma empresa é constituída de pessoas, e pessoas demoram para aprender. “Educação é, de longe, um dos maiores negócios do mundo, mas nós temos limitações de aprendizado e a empresa também. Há uma curva de aprendizado”, afirmou. Quanto mais conhecimento os funcionários conseguem absorver, melhores são seus resultados individuais e melhores se tornam os resultados da empresa. Esse conhecimento só necessita ser gerenciado de alguma forma. Ele explicou que é mais interessante reter as pessoas na empresa, já que elas carregam conhecimentos muito difíceis de se repor e representam ganhos nos níveis de produtividade. Mas alertou que, nesse ponto, os gestores precisam ter cuidado com duas coisas: sistema de padronização exemplar e um baixo turn-over, porque é na cabeça das pessoas e nos padrões que o conhecimento está guardado. E é o crescimento da empresa em conhecimento que permite que ela tenha resultados extraordinários. “A caminhada é longa, mas o caminho é esse”, concluiu. HSM Online 01/12/2009 Acompanhe a cobertura completa da ExpoManagement 2009 Imprimir | Fechar 1 de 1 06/12/2009 10:25
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    Buscas platônicas eoperações aristotélicas http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=... ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial Buscas platônicas e operações aristotélicas Amar os resultados e as metas, mas também a alegria do dia a dia. À luz de filosofias complementares, poderemos agir no sentido de termos organizações mais saudáveis. Uma proposta: perseguir resultados, mas gozando a alegria que vem do que já temos. Assim, as pessoas nas organizações poderão sentir-se em festa em plena segunda-feira. Essa foi a mensagem que o professor Clóvis de Barros Filho levou à ExpoManagement 2009 em sua segunda apresentação no momento de reflexão promovido pelo Hospital Sírio Libanês. “Ontem (30/11) falamos de ética, mas é fundamental dizer que o amor nada tem a ver com a moral. É um sentimento”, alerta o palestrante. A moral é importante quando não há amor. “Talvez seja uma simulação de amor: já que não ama, faça como se amasse.” De acordo com o filósofo grego Platão (cerca de 400 a.C.), amar é desejar. É o amor na falta, pois desejo é falta. Barros sintetiza: “Desejamos o que não temos, o que não somos, o que não podemos fazer. O desejo, portanto, está no desencontro, razão pela qual não há desejo na presença”. Aristóteles, ainda que tivesse sido discípulo de Platão, questionou-o. Falou do amor na presença; amor por tudo aquilo de que dispomos, que nos alegra e que nos permite viver bem. Barros, então, sugere-nos abarcar as duas visões: “Essas perspectivas de amor não se combinam, mas podemos pensar em dar razão às duas, porque, às vezes, amamos profundamente aquilo que nos falta, mas também amamos o que não nos falta, que pertence ao nosso convívio diariamente”. Metas, condutas e resultados Ele explica que uma meta não é uma presença. É um desejo, e incita um tipo platônico de amor pelo resultado. Quando atingimos a meta, ela não é mais falta. Tem, assim, de ser substituída por outra, e assim vamos de meta em meta. Em consonância com o discurso de outros palestrantes do evento, Barros diz que age com eficácia aquele cuja conduta leva ao resultado pretendido, e que a meta é a medida da conduta. “Maquiavel [séc. XV] nos ensinou que um bom governante é o que obtém aquilo que deseja, isto é, o aumento de seu poder”. Pode-se pensar no poder das empresas no mercado. A responsabilidade pela alegria de muitos O professor provoca: “Amar o resultado, você já faz; amar o que falta, você já faz. Talvez, por trabalhar o tempo todo no desejo, falte a você a alegria do dia a dia”. Ele se refere à alegria com o que está presente: o coleguismo e as conversas de café, por exemplo. “A alegria que permitiria deslocar o happy-hour das 18h de sexta para as 8h das segundas.” Se concentrássemos nossa atenção nessa alegria, poderíamos ver com mais clareza que a tristeza de um funcionário contamina a vida daqueles com quem se relaciona e que dele dependem. Na linha de Aristóteles, nenhuma alegre confraternização de final de ano compensa um ano inteiro de falta de energia, contentamento ou disposição para o trabalho. Se vivermos mais alegremente com o que está diante de nós, teremos mais chances de alcançar os resultados, porque cada um de nós precisa da alegria do outro para ser alegre também, para bem executar seu trabalho no sistema que é a empresa. Vale destacar que, de acordo com a filosofia do utilitarismo (séc. XVIII), o resultado a ser alcançado é a alegria do maior número de pessoas afetadas pela ação, o bem-estar de muitos. Eis a responsabilidade social da organização. HSM Online 01/12/2009 Acompanhe a cobertura completa da ExpoManagement 2009 Imprimir | Fechar 1 de 1 06/12/2009 10:26
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    Nicholas Carr -Apenas mais uma revolução http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=... ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial Nicholas Carr - Apenas mais uma revolução O palestrante mostra as semelhanças do impacto que a internet tem no mundo atual e o que a eletricidade teve no início do século passado A revolução promovida pela internet na vida das pessoas, no mundo como conhecemos, não é novidade. Em sua palestra na terça- feira, 1º de dezembro, na Expo Management 2009, o especialista em tecnologia da informação Nicholas Carr comparou o momento atual ao vivido no início do século passado, quando a eletricidade mudou para sempre a vida das pessoas, do planeta e dos negócios. Em meados do século 19, em plena revolução industrial, produzir energia para o funcionamento das máquinas era obrigação da empresa. Quem buscava maiores resultados em seus negócios precisava investir num sistema mais eficiente de fornecimento energético. Em 1850, Henry Burden, escocês radicado em Troy, no estado de Nova York, desenvolveu uma roda capaz de ampliar a captação da energia da água que passava pelo rio Hudson. Sua criação, registrada como o maior sistema do tipo já criado até então e uma verdadeira “maravilha tecnológica”, foi responsável por um salto significativo na produção da fundição onde ele trabalhava, a Burden Iron Works. No início do século 20, em 1920, a roda estava abandonada. Em poucos anos, portanto, todas aquelas máquinas enormes que ajudaram no desenvolvimento do país e do mundo estavam inutilizadas. “Por quê? Pois naquela época, o suprimento de energia passou a ser feito pelo poder público”, relatou Carr. Nesse momento, a geração privada de energia tornou-se cada vez mais desnecessária diante da oferta de energia melhor e mais barata por parte de empresas especializadas. Da mesma maneira que hoje os avanços tecnológicos promovidos pela internet e todo esse conceito de “computador onipresente”, promoveu uma enorme mudança nas relações entre empresas, funcionários, empregadores e consumidores, quem vivia aquela época sofreu o impacto causado pela entrada em cena da eletricidade. Essa novidade foi uma das grandes responsáveis pelo surgimento de diversas ferramentas essenciais para a vida moderna. Caso, por exemplo, da luz elétrica, do cinema, do automóvel e de utensílios como a geladeira. Processo semelhante foi vivido no início da implementação dos computadores no mundo dos negócios em meados do século passado e, posteriormente, dos sistemas de dados empresariais. Se antes as máquinas eram gigantescas, de baixa capacidade de transferência de dados, e pouco funcionais, responsáveis por custos altíssimos de manutenção, agora chegaram a um ponto em que permitirão uma nova revolução a custos cada vez mais baixos. “Em resumo, dá para dizer que estamos num momento em que há todo um universo pronto para ser explorado e capaz de mudar a vida como a conhecemos por muito tempo”, disse Carr. HSM Online 01/12/2009 Acompanhe a cobertura completa da ExpoManagement 2009 Imprimir | Fechar 1 de 1 06/12/2009 10:27
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    Nicholas Carr -Como se destacar na era do computador onipresente http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=... ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial Nicholas Carr - Como se destacar na era do computador onipresente Em sua palestra, Nicholas Carr comenta a respeito do impacto da internet no mundo como o conhecemos e do futuro da tecnologia da informação. Especialista na área de tecnologia de informação, o norte-americano Nicholas Carr deu uma palestra no final do segundo dia da ExpoManagement 2009 a respeito do futuro nessa área. Algo que ele chama de “A era do computador onipresente”. Segundo ele, o mundo está em um processo de mudança. E, queira ou não, todos fazemos parte desse processo, mesmo que não possamos perceber o que está acontecendo. “A causa de tudo isso é que os computadores estão mudando. Eles estão mexendo com o mundo dos negócios e por isso, por meio da internet e softwares, afetam diretamente nossas vidas e suas essências”, afirmou. Não faz 20 anos que a internet foi criada por um programador chamado Tim Berners-Lee. De acordo com o palestrante, apenas agora, às vésperas da segunda década do século 21, é que começamos a entendê-la e a ver as completas implicações dessa criação. “Antigamente, era apenas um monte de informação estática. Era bastante útil, mas só agora sabemos que ela é muito mais poderosa. É algo como um sistema de computadores. Quando acessamos a rede, não usamos apenas o que está no nosso micro, mas sim o que está à disposição em um enorme sistema de computadores. É o que chamo de ‘o computador onipresente´”, comentou. Carr apresentou então o conceito da computação da nuvem, uma espécie de sinônimo para o que a internet é hoje, em que a rede funciona como um verdadeiro sistema operacional e compartilha ferramentas pela interligação de sistemas – como em uma nuvem. E, segundo ele, esse conceito vai mudar a natureza dos negócios de uma maneira muito significativa e importante. “Muita gente ainda pergunta: isso é real? Costumo dizer que quem achar que é irreal vai se enganar.” Ele deu um exemplo prático de que essa revolução já está em curso. Antigamente, quem queria atualizar algum detalhe em um computador ou adquirir um software precisava se deslocar até uma loja para manter-se em dia com as novidades. Hoje, basta entrar em algum navegador da internet para encontrar aquilo que você procura, solicitar e receber a entrega em casa. “Os consumidores já mudaram. Agora, as empresas estão vindo atrás. Para fazer a diferença, todas precisam aceitar que são também uma empresa de software, e não simplesmente daquilo que faziam antes.” Símbolo dessa situação é a criação cada vez maior de aplicativos para redes sociais e outros serviços online que pipocam cada vez mais no mercado. Um sinal de que as empresas começam a perceber que a computação da nuvem faz cada vez mais parte do foco e das estratégias. “À medida que mais pessoas têm acesso à internet, as companhias precisam investir cada vez mais em softwares para chegar onde estão seus clientes”, diz. Trata-se do que o palestrante chama de “tecnologia de ruptura”, que promove um rompimento com as formas tradicionais de negócios. A princípio, parece algo capaz de ser ignorado e quem está por cima acha que aquilo jamais irá afetá-lo, mas logo começa a mexer na maneira como público se comporta. “Quando isso acontece, o mercado vira de cabeça para baixo”, alerta Carr. “E nos próximos 5 a 10 anos mais e mais rupturas vão mexer com as empresas, pois a democratização vai levar à inovação e cada indivíduo vai ter em casa um centro de dados ao alcance dos dedos. Alguém vai ter de observar isso tudo e saber como fazer isso se tornar útil.” Um exemplo disso são o que o palestrante chama de “empresas sem funcionários”. Caso do Skype, que conta com 200 funcionários na folha salarial; do YouTube, com 60; do site CraigList, que tem 20; e de outros que chegam a funcionar até um. Elas trabalham com pouca gente e têm seus serviços desenvolvidos pelos próprios usuários a custo zero. Isso obviamente gera uma preocupação do ponto de vista dos empregos. “Quem trabalha numa empresa comum precisa ficar muito atento e preocupado com esse novo formato de negócio”, alertou. A história deste século, diz Carr, tem a ver com o microcomputador e como ele vai mudar a maneira como empresa, clientes, empregadores e serviços se relacionam. “Quando pensamos nessa revolução, temos de perguntar se queremos romper com o sistema ou ser rompidos por ele. E tenho certeza que todos querem romper.” HSM Online 02/12/2009 Acompanhe a cobertura completa da ExpoManagement 2009 Imprimir | Fechar 1 de 1 06/12/2009 10:27
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    Rudolph Giuliani -Um grande líder visto mais de perto http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=... ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial Rudolph Giuliani - Um grande líder visto mais de perto Durante a seção de perguntas e respostas que sucedeu a palestra, um Giuliani bastante à vontade falou um pouco sobre sua história e vida pessoal. Na escola, Rudolph Giuliani não fazia a menor ideia de que rumo iria seguir profissionalmente. “Me lembro de passar grande parte da minha vida querendo ser padre. Depois quis ser médico, jornalista, de tudo um pouco”, contou o palestrante durante uma seção de perguntas e respostas conduzida pelo diretor vice-presidente do Grupo Positivo, André Gutierrez Caldeira. “Foi só quando fiz um teste vocacional, um daqueles que você marca coisas em um gabarito, que um professor de psicologia me disse que eu deveria ser advogado por conseguir pensar de uma maneira lógica e ter habilidade de seguir um raciocínio. E ele me disse uma verdade da qual me lembro até hoje: ‘você só vai ser feliz se fizer algo que sabe fazer” Foi assim, de maneira tão corriqueira, que ele finalmente se decidiu pela faculdade de Direito. Embora diga que é possível se transformar em líder, a sua trajetória não foi consciente. “Nunca havia pensado nisso dessa maneira, mas hoje, olhando para trás, percebo que eu segui mesmo um caminho de formação de liderança, eu me eduquei para isso”. Para ensinar jovens a ser líderes, Giuliani faria o que um professor fez com ele na época de faculdade, pedindo para que os estudantes lessem mais de uma dúzia de biografias de líderes políticos norte-americanos de diversas áreas. O ex-político não se intimidou em falar um pouco de sua vida pessoal. Para despertar o corpo e a mente, faz quinze minutos de exercícios diários pelas manhãs. Prefere assim a se dispor a correr uma hora por dia e achar que está gastando tempo demais com a atividade física. Casado, tem dois filhos e uma enteada, todos na faixa dos 20 anos. Em casa, seguem uma outra liderança: “minha mulher, é claro. Você acha que sou louco?”, brincou. Perguntado como concilia - e como conciliou na época em que foi prefeito - o tempo de trabalho com o dedicado à família, foi extremamente sincero. “Sabe que eu tinha mais tempo naquele período do que agora ou mesmo do que antes da prefeitura? É que eu fazia meus horários. Se meu filho tinha um jogo na terça de tarde eu saía do escritório e marcava a reunião com quem quer que fosse para mais tarde, para sábado ou outro dia. Eu era o prefeito, afinal. Agora não, meus clientes é que mandam”. Para encerrar sua participação na ExpoManagement 2009, Giuliani usou mais um pouquinho do seu bom humor. Quando perguntado, sobre o que diria à Deus ao chegar ao céu, fez piada. “Sou advogado, é preciso ver se eu conseguiria mesmo entrar no céu e falar com Deus. Conhece aquela piada em que chegam no céu ao mesmo tempo um médico, um padre e um advogado? Para o padre, Deus dá uma casa ótima no paraíso, pelas almas que ele salvou. O médico também ganha uma muito boa, por cuidar da saúde da tantos outros. Na vez do advogado, Deus oferece a melhor mansão, com a melhor vista. O médico e o padre não entendem nada. Deus explica: ‘ele é advogado, isso é muito raro. O último que conseguiu chegar aqui foi no século XIV’”. Assim, fazendo graça de si mesmo, Giuliani demonstrou que ser um grande líder não exige sisudez nem antipatia. Pelo contrário, funciona muito melhor com leveza. HSM Online 01/12/2009 Acompanhe a cobertura completa da ExpoManagement 2009 Imprimir | Fechar 1 de 1 06/12/2009 10:28
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    Rudolph Giuliani -Liderança possível http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=... ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial Rudolph Giuliani - Liderança possível Rudolph Giuliani desmistifica o conceito de líderes serem pessoas de talento inato e fala de como é possível tornar-se um líder de alto impacto. A associação é imediata: só o nome Rudolph Giuliani já faz lembrar do 11 de Setembro. Mas logo nos primeiros minutos de sua palestra dá para saber que ele tem bem mais a falar sobre ser um líder do que a experiência vivida durante os atentados fatídicos de 2001, quando ocupava o cargo de prefeito de Nova York. É na liderança que reside o grande expertise de Giuliani e ele está disposto a dividir o que sabe com as cerca de quatro mil e quinhentas pessoas que lotaram o auditório principal da ExpoManagement 2009 para ouvi-lo. Isso parte de sua convicção de que ninguém nasce líder, e sim, aprende a sê-lo ao longo da vida, com suas experiências. Algumas das coisas que ajudam a construir um bom líder são mais simples do que se imagina e uma delas é estar atento e conectado com a sua época. “Uma de minhas grandes realizações foi diminuir a criminalidade em Nova York e isso não seria possível dez anos antes. Muito do sucesso se deveu ao uso de tecnologias que nos permitiram mapear a violência da cidade e atuar especificamente nas necessidades de cada região”, conta. Os dados provam a eficiência: antes de seu governo os assassinatos beiravam dois mil ao ano. Hoje não passam de 500. A cidade se transformou da mais violenta dos Estados Unidos em uma das mais seguras e a evolução da informação foi grande aliada nesse processo. O palestrante alerta que cada pessoa, queira ser um líder ou não, precisa aprender a usufruir da revolução digital para suas tarefas e sua vida. Para ilustrar, conta uma história pessoal. Sua profissão e reputação o brigam a fazer cerca de 100 viagens, nacionais e internacionais, por ano. Como grande fã de literatura e música clássica que é, não embarcava sem levar pelo menos três livros e uma enorme pilha de CDs. “Era um inferno viajar comigo, sempre tinham de ma ajudar a carregar as coisas”, relata. Hoje, sua bagagem diminuiu consideravelmente graças a dois aparelhos: o i-Pod e o Kindle. “Me tornei uma boa companhia graças à tecnologia”, brinca. Bom humor e piadas à parte, Giuliani usa a experiência pessoal para descrever as bases de sua filosofia de liderança, calcada nas seguintes atitudes: ler, ouvir, debater, escrever e pensar. Dessa maneira, o líder se torna alguém que tem alicerces para formar seus próprios conceitos e conduzir a massa com propriedade em vez de acabar conduzido por ela. Vale ler o que o palestrante disse sobre cada uma dessas bases. - Leia - “Leia muito, sobre tudo o que você tiver interesse. Não deixe que os outros façam análises por você. Leia, conheça, aprenda e faça-as você mesmo. Isso cria a sua base de conhecimento, que será só sua” - Ouça – “Preste atenção no que os outros dizem, pergunte a pessoas que são consideradas especialistas. Não há elogio maior do que receber uma questão por ser tomado como um expert no assunto. Certamente todos adorarão responder. Bons ouvintes são bons aprendizes. Quem fala demais só repete o que ouve por aí” - Debata – “É assim que tomo minhas decisões, sempre gerei debate. Ouça os dois lados antes de decidir, crie tensão propositadamente. Assim você prevê alguns erros que podem ocorrer e pode minimizá-los”. - Escreva – “Anote sempre. Quando você anota, registra melhor e o processo de se concentrar para fazer um esforço físico é muito útil. Quando vou discursar, escrevo algumas coisas no papel, caso precise ler, mas sempre acabo não lendo. É que já registrei e decorei só de escrever. Antes de uma decisão importante, sempre coloque no papel todos os prós e os contras de cada atitude. Ajuda a sintetizar e pensar melhor.” - Pense – “Mas pense de fato. Quando eu era criança e não conseguia resolver um problema ou lição do colégio, minha mãe dizia para eu rever a matéria uma vez e ir dormir, que no dia seguinte eu resolveria. Parece incrível, mas desde então as soluções que preciso aparecem quando estou no banho. Se dê tempo para pensar, nunca faça nada pressionado. Eu resisto sempre quando tentam tirar minha capacidade de decisão.” HSM Online 01/12/2009 Acompanhe a cobertura completa da ExpoManagement 2009 Imprimir | Fechar 1 de 1 06/12/2009 10:29
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    Pesquisa Empreenda: Faltam-noslíderes http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?p=imprimir_nota&idNota=... ExpoManagement 2009 - Cobertura Especial Pesquisa Empreenda: Faltam-nos líderes Há escassez de líderes para pôr estratégias em andamento e existe a tendência de negligenciar o longo prazo. É o que revela a pesquisa realizada por HSM e Empreenda. A grande maioria dos executivos brasileiros (80% deles) estima que o País crescerá entre 3% e 5% ao ano entre 2010 e 2015. Para quase a metade (48%), será bem mais difícil conduzir os negócios nos próximos cinco anos do que nos cinco anos que passaram, ainda que, já para 2010, 80% deles esperem que sua empresa expanda seu mercado. Além disso, 46% dos entrevistados estimam crescimento de mais do que 10% para as organizações que representam –organizações estas que, contudo, não contam com líderes adequados e suficientes para executar a estratégia. Essas são algumas das conclusões do estudo realizado pela HSM e pela Empreenda, no mês de novembro, com 1.065 executivos –presidentes e diretores de empresas. De acordo com César Souza, presidente da Empreenda, estamos diante de um cenário de otimismo, mas com evidências de desequilíbrio entre a gestão do curto e do longo prazos. Entre os desafios vislumbrados para os cinco anos que virão, três temas tiveram destaque: “garantir que a estratégia faça parte do dia a dia da empresa” (41,2%), “desenvolver líderes para a execução da estratégia” (39,0%) e “tornar processos mais eficientes” (36,0%). “Aumentar a rentabilidade da empresa” é a prioridade para 70,3% dos entrevistados. A segunda prioridade mais citada foi “concentrar-se nos mercados existentes” (45,8%), seguida de “ganhar participação de mercado” (36,1%). Fazendo a estratégia acontecer Expressivos 63% dos entrevistados afirmaram que não possuem líderes em quantidade suficiente para conduzir a execução estratégica. Com isso, 57,1% colocaram o desenvolvimento de novos líderes como principal preocupação dentro do tema “liderança” –o que está em consonância com a recomendação que Jack Welch deu em sua palestra nesta ExpoManagement. Seguem-se as preocupações com “fazer com que todos entendam seu papel” (41,8%) e “ter líderes capazes de influenciar os stakeholders [grupos de interesse]” (36,0%). Clientes e canais Os principais desafios da gestão de clientes e canais para os próximos cinco anos, segundo o estudo, são: • Ter uma cultura organizacional em que toda a empresa esteja voltada ao cliente (48,9%); • Entender com mais profundidade os desejos e necessidades dos clientes (39,0%); • Gerar mais valor para o cliente sem aumentar custos (31,6%). Um alerta O consultor explicou que também é importante observar o que não é preocupação para esses executivos. “O papel do líder é garantir o presente, enquanto constrói o futuro, mas a pesquisa mostrou que ao não querer expansão internacional ou fusões, nem se preocupar com inadimplência, os entrevistados estão mais concentrados no curto prazo. Assim, só metade da equação está clara”. Ele alerta que, se o país está realmente decolando, como se propaga mundialmente, outros penetrarão em nosso mercado. “Ao buscar melhores parceiros e cuidar de oportunidades de diversificação, estaremos cumprindo melhor nossas obrigações de líder, que incluem diminuir riscos e aproveitar oportunidades para o futuro”. HSM Online 30/11/2009 Acompanhe a cobertura completa da ExpoManagement 2009 Imprimir | Fechar 1 de 1 06/12/2009 10:30