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Ranking NOVAREJO Brasileiro 2017
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NOVAREJO
IDEIAS QUE TRANSFORMAM NEGÓCIOS .
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Ranking Novarejo é uma publicação da Padrão Editorial.
Av. Pacaembu, 1.613 Pacaembu – CEP 01234-001 – São Paulo – SP Telefax 55 11 3125 2244
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RANKING NOVAREJO
5
O FUNDAMENTO
POR TRÁS DAS
ESTRATÉGIAS EFICAZES
O s últimos três anos foram os piores da his-
tória do varejo brasileiro. Foram anos duros, mas nem todos
sucumbiram. Para muitos, os últimos três anos foram os me-
lhores de suas histórias. Quem se preparou e enxergou opor-
tunidades onde tantos outros encontraram problemas conse-
guiu ter resultados. Preparar-se não representa apenas cortar
custos, garantir margens e manter a expansão de lojas. Esse
tempoacabou.Ganhaojogoquemconseguirserdiferenteen-
tre os iguais,quem conseguir oferecer a melhor experiência ao
consumidor e enxergar o próprio negócio para além do volu-
me de vendas. Ganha o jogo quem conseguir criar estratégias
consistentes, baseadas na realidade e em números sólidos.
É evidente que a atenção à estratégia nem sempre es-
teve no escopo do setor. Por anos, o varejo brasileiro ignorou
os números. As vendas aconteciam sem nenhum esforço e não
exigiam dos empresários uma análise atenta do negócio. Mas
o cenário hoje é outro. A crise escancarou as ineficiências que
o alto volume de vendas dos anos passados escondia. Qualquer
empresa que se proponha a crescer hoje precisa saber ler os gran-
des e pequenos números – eles estão por trás de toda e qualquer
estratégia inteligente de negócios.
Este é o grande objetivo deste Ranking NOVAREJO
Brasileiro: ser a referência por trás das estratégias das empresas
do setor. Produzido pelo Centro de Inteligência Padrão – CIP,
em parceria com a Serasa Experian e a Mastercard, com pu-
blicações impressa e digital, este ranking traz mais do que a
lista das 350 maiores empresas do varejo; traz as análises dos
segmentos a que elas pertencem, permitindo comparações de
performance em todos os níveis. Por trás dessa análise, está a
mais completa e respeitada plataforma de conteúdo do varejo
nacional, a NOVAREJO. Resultado de um trabalho de coleta
de informações meticulosa,o Ranking NOVAREJO Brasileiro
2017 mostra o que nenhum outro do mercado faz: apresenta
o que não está evidente. As grandes oportunidades estão nos
dados que poucos veem.
Em sua terceira edição, este ranking evoluiu. Em seu
primeiro ano, captou do mercado as informações de 200 em-
presas. A edição de 2016 trouxe as 300 maiores companhias do
varejo. Agora, mais do que elevar este número para 350, este
ranking se consolida como referência para o setor e para outros
que buscam entender o mercado de consumo brasileiro. Mais
do que um conjunto de fotografias, este Ranking NOVAREJO
Brasileiro cria um roteiro consistente,em que o varejo é o grande
protagonista que não pode ser isolado das variações dos cenários
econômico e político.
Ao confrontar suas performances com o mercado, con-
siderando o contexto, as empresas do setor têm em mãos uma
ferramenta poderosa para tomada de decisão para o próximo
ano.Somente os dados são capazes de ajudar o varejo nessa tare-
fa,pois estabelecem novas métricas para decisões de longo prazo.
Empresas que buscam análises sólidas como parâmetro para suas
estratégias são as que mais crescem. É por isso que este ranking
também tem como objetivo incentivar as empresas varejistas a
serem mais atentas a dados. Quanto mais informações, maior a
transparência – e essa demanda não é somente do mercado, que
cada vez mais exige que os princípios da governança corporativa
estejam alinhados à gestão,mas é uma exigência dos consumido-
res, que não aceitam mais ser enganados.
Com informações, dados e transparência, o Ranking
NOVAREJO Brasileiro ajuda o varejo a ser mais profissional.
Só evoluímos e crescemos de fato se tivermos referência para
saber onde estamos para depois projetarmos para onde vamos.
Portanto, leia este Ranking NOVAREJO Brasileiro 2017. Em
tempos de incertezas,apenas os números – e os desdobramentos
deles – garantem alguma certeza.“Data is the new oil”,dizem os
especialistas globais. Vamos, então, beber dessa fonte para cons-
truir um varejo mais sólido e consistente. Um varejo cada vez
mais forte. Pode acreditar, todos ganham com isso.
Roberto Meir
CENÁRIO ADVERSO DEVE INSPIRAR
VAREJISTAS A REVISAR PROCESSOS
POR JOSÉ LUIZ ROSSI
C omo o mercado já sinalizava em 2015, 2016 se
confirmou um ano de desempenho ruim para o varejo. Um novo
estudo feito para o Ranking NOVAREJO Brasileiro, com base
no desempenho de cerca de três mil empresas de 12 segmentos
entre dezembro de 2015 e dezembro de 2016, comprovou que o
comércio foi impactado negativamente por fatores que inibiram
os gastos do consumidor, como a recessão econômica, a pressão
inflacionária,o aumento dos juros e o desemprego.
De acordo com o estudo, os principais indicadores da economia
fecharam 2016 no negativo. É o caso do indicador de evolução
nas vendas, que apresentou queda em todos os setores do varejo.
Destaque para os setores de Óticas (-25%), Casa & Decoração
(-18%), Vestuário e Lojas de Departamento (-14,5%), seguidos
de Calçados e Artigos Esportivos (-13,5%) e Materiais de
Construção (-13%).
Da mesma forma, o indicador de endividamento, que demonstra
o percentual das dívidas totais sobre os recursos próprios (capital
dos sócios ou acionistas), registrou alta na maioria dos setores.
Para se ter uma ideia, o setor de Calçados e Artigos Esportivos
teve acréscimo de 182% nas dívidas, em seguida está o setor de
Redes Alimentícias e Fast-food,com alta de 136%.
Já o indicador margem EBITDA, que demonstra a geração
potencial de caixa do comércio, apresentou uma ligeira piora em
2016emrelaçãoaoanoanterior,massemantevepositivoemtodos
os setores, com destaque para Óticas (12,6%), Casa & Decoração
(10,6%), Vestuário e Lojas de Departamento (7,3%) e o setor de
Farmácia,Cosméticos e Perfumaria (7%).
O risco de crédito das empresas também sofreu impacto. Na
categoria “Risco Baixo”, com exceção dos segmentos Atacarejo e
Vestuário e Lojas de Departamentos,que mantiveram os números
anteriores, os demais apresentaram migração para baixo, para
outras classes de risco,em especial para o “Risco Aceitável”.Outro
ponto a destacar foi a expansão da classe de “Risco Default”, com
exceção de Calçados e Artigos Esportivos; e Vestuário e Lojas de
Departamento,que mantiveram os percentuais.
Porém,mesmodiantedodesempenhosombrio,algunsindicadores
do comércio apontam para uma embrionária retomada do
crescimento. É o caso do indicador de rentabilidade sobre o
patrimônio líquido, que registrou alta na maior parte dos setores,
com destaque para Farmácias, Cosmético e Perfumaria (24%),
Livrarias e Papelaria (21%) e Atacarejo (18%).
Cientes da situação desfavorável, comerciantes de alguns
segmentos focaram a redução de custos, com processos mais
eficientes, provando que a situação adversa, gerada pelo menor
volume de vendas,também leva o varejo a rever sua fórmula.
Quando os índices são favoráveis, ineficiência e improdutividade
podem ser camufladas. Por isso, a adversidade no varejo é a
oportunidade para passar em revista todos os processos.Inovação,
criatividade e eficiência operacional deverão estar cada vez mais
presentes na gestão do varejo no País.Este é o momento para que
as empresas repensem estratégias, revejam planos de negócios e
melhorem a competitividade de seus produtos e serviços. Nesse
contexto, o varejo contribui para a geração de novos empregos,
pois o setor é o maior empregador do Brasil, segundo dados da
PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).
O consumidor livre da inadimplência é uma das condições para
o comércio voltar a crescer. Nós, da Serasa Experian, temos o
compromisso de atuar por um sistema de crédito sustentável,
ajudando em especial os 61 milhões de inadimplentes a recuperar
a cidadania financeira, além de fornecer serviços que empoderem
o consumidor, como o Serasa Score, ferramenta gratuita que
informa a pontuação de crédito que pode variar de zero a mil e
é usada por instituições financeiras e lojas para calcular o risco
de emprestar dinheiro. Quanto mais alto o score, maiores as
chances de o cidadão honrar compromissos financeiros e ter
acesso facilitado ao mercado de crédito. Retomar a confiança de
consumidores e empresas também é fundamental. Confiar no
futuro leva a população a poupar e a consumir conscientemente.
José Luiz Rossi é presidente da Serasa Experian
6
RANKING NOVAREJORANKING NOVAREJO
TRANSFORMANDO DADOS
EM INSIGHTS
POR CASSIANO DIAS
O ano de 2017 vem se mostrando bastante
desafiador para o varejo brasileiro.As vendas caíram 0,2% em abril
em comparação com abril de 2016 segundo o relatório mensal
SpendingPulse Mastercard (baseado nas atividades de vendas na
rede de pagamentos Mastercard e nas estimativas para todas as
outras formas de pagamento,incluindo dinheiro e cheque).
Os dados,que excluem vendas de automóveis,materiais de
construção e restaurantes, sinalizam uma pequena recuperação do
varejo em relação às quedas de 1,4% no primeiro trimestre de 2017
e de 4,6% no último trimestre de 2016.
Apesar dessa tendência de melhora, ainda que tímida, o
alto nível de desemprego e a instabilidade política devem contribuir
para que o ambiente de negócios no País continue bastante
desafiador até o final do ano.
Nosperíodosdeinstabilidadeerecessãocomooqueestamos
vivendo,executivos e empresários procuram repensar estratégias,ser
mais criativos e buscar mais eficiência em suas operações. Nesses
momentos, é ainda mais importante avaliar a situação de mercado,
do negócio e, principalmente, o comportamento de compra dos
consumidores utilizando ferramentas analíticas e dados robustos
para a tomada de decisões mais segura.
Em um mercado cada vez mais dinâmico e complexo
como o varejo, no qual o consumidor tem cada vez mais acesso
a informações sobre produtos e preços e utiliza diversos canais
para comprar, criar ofertas ou serviços relevantes e personalizados
é fundamental. Para isso, é necessário ter uma visão completa do
consumidor, que só é atingida através da busca de fontes de dados
internas e externas e da criação de processo analítico rigoroso de
análise de comportamento de consumo. Com base nos insights
gerados por esses dados e essas análises, é possível ser mais criativo
na concepção de ofertas e tomar decisões mais assertivas.
Imagine, por exemplo, que uma cadeia de
supermercados pode segmentar a base de clientes de seu
programa de fidelidade não apenas com base em informações
de consumo em suas lojas, mas, também, identificando padrões
de consumo de seus clientes em outras indústrias, como
restaurantes, postos de gasolina e companhias aéreas.
Com base nesse tipo de análise, essa cadeia pode
ter um entendimento mais profundo de seus clientes e gerar
insights sobre os seus estilos de vida e padrões de consumo,
influenciando decisões de escolha de sortimento de produtos e
negociações de parcerias.
Também é possível entender o real potencial da
base de clientes por meio de uma análise de gastos no setor,
identificando a parcela de gastos em supermercado e o “share of
wallet”capturado em cada cliente. Em um mercado competivo
como o brasileiro, não basta medir a fidelidade dos clientes por
meio do valor de seu ticket médio e gasto total; é fundamental
saber se todo o valor potencial está sendo capturado, ou seja,
entender uma parcela realmente significativa do total de gastos
de tais clientes, neste caso em supermercados.
Um varejista pode ter um bom entendimento de seus
clientesedesuaperformance,masesseentendimentogeralmente
é limitado a informações internas ou fontes de informações que
muitas vezes não acompanham a velocidade do varejo.
O objetivo da Matercard Advisors é ajudar nossos
clientes de varejo a ter mais informação, rigor analítico e
velocidade em suas análises para otimizar a tomada de decisões,
seja utilizando a base de dados da Mastercard, seja dos próprios
clientes. Tal objetivo é atingido por meio de um amplo
portfólio de serviços de consultoria, ferramentas analíticas e
experiência de 15 anos oferecendo suporte a diversos varejistas
mundiais (incluindo as principais cadeias de supermercados
dos Estados Unidos e redes de fast-food globais) em temas
relacionados a programas de fidelidade,segmentação de clientes,
acompanhamento de market share,mensuração de resultados de
experimentos de mercado (pilotos) e meios de pagamento.
Cassiano Dias é diretor da Mastercard Advisors –
Estabelecimentos Comerciais.
7
SUMÁRIO
AS BASES DA CREDIBILIDADE
10
APRESENTAÇÃO, OBJETIVOS, CONCEITOS, CRITÉRIOS E METODOLOGIA
CENÁRIO: O BRASIL E O VAREJO EM 2017
16
UM PANORAMA DE UM DOS PRINCIPAIS SETORES DA ECONOMIA BRASILEIRA
NA BOLSA: FECHADAS PARA A CRISE
126
ENTENDA O COMPORTAMENTO DAS EMPRESAS DE CAPITAL ABERTO DO SETOR
CONCLUSÕES: OS INSIGHTS POR TRÁS DOS DADOS
138
OS IMPACTOS DA ECONOMIA NO VAREJO E OPORTUNIDADES PARA CRESCER
RANKING 350
26
SAIBA QUAIS SÃO AS 350 MAIORES EMPRESAS DO VAREJO BRASILEIRO
INSIGHTS: O VAREJO EM DEZ DIMENSÕES
50
COMPREENDA AS DINÂMICAS E ESTRATÉGIAS DO VAREJO NACIONAL
ANÁLISES SETORIAIS
60
INSIGHTS E DADOS MAIS RELEVANTES DE CADA SEGMENTO
PERSPECTIVAS DO VAREJO PELO MUNDO
132
CONFIRA MERCADOS COM MAIOR POTENCIAL PARA O VAREJO
APRESENTAÇÃO
Entre 2015 e 2016, o varejo apresentou seus piores resultados desde
2001, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística),
com quedas de 4,3% e 6,2% no volume de vendas, respectivamente. Os recuos
representaram uma quebra no desempenho do setor que veio de uma década de
crescimento forte, estimulado pelo aumento da renda da população e disponibi-
lidade excessiva de crédito.
As mudanças no cenário político, porém, sinalizaram um início de recupera-
ção. O impeachment de Dilma Rousseff e os novos direcionamentos da equipe econô-
mica, bem como a expectativa de reformas há muito demandadas pelos empresários,
AS BASES DA
CREDIBILIDADE
MAIS DO QUE NÚMEROS, O RANKING NOVAREJO
BRASILEIRO APRESENTA INSUMOS PARA A
TOMADA DE DECISÃO. EM SUA TERCEIRA EDIÇÃO,
A PUBLICAÇÃO APRESENTA AS ANÁLISES
DE DIVERSOS SEGMENTOS DO VAREJO, AS
MUDANÇAS QUE A CRISE PROVOCOU EM CADA
UM DELES E AS TENDÊNCIAS QUE VÃO MUDAR OS
RUMOS DO SETOR. ENTENDA COMO CHEGAMOS
AOS NÚMEROS DESTA PUBLICAÇÃO
10
das famílias representou 64% do PIB brasileiro.Este é o poten-
cial do mercado doméstico, que pode crescer ainda mais.
O Ranking NOVAREJO Brasileiro 2017 apresenta os
resultados de um estudo realizado pelo Centro de Inteligência
Padrão – CIP, em parceria com a Serasa Experian e a Master-
card, que investigou o comportamento das principais empresas
do varejo brasileiro, mostrando como o setor será o protagonis-
ta da recuperação econômica nacional.
Entre osnúmerosmaisimportantesdorankingque serão
apresentadosnaspróximaspáginas,destacam-se:
1.Ofaturamentodas350maioresvarejistasbrasileiras
cresceu 12,1%em2016.
2.Onúmerode lojasdas350maioresexpandiu8%em2016.
3.Arentabilidade porlojacresceu5,5%.
4.As350maioresempregaram1,32milhãode pessoas,6,5%
menosque em2015.
5.Aprodutividade médiaporfuncionárioaumentou9,3%.
OBJETIVOS
O varejo é um dos principais setores da economia, seja
em termos de geração de riqueza, seja em quantidade de em-
presas. Ainda hoje, porém, é um dos setores mais carentes de
informações e conhecimento para a tomada de decisão, visto
que é um setor pulverizado.
Considerando esta realidade, o Ranking NOVAREJO
Brasileiro tem o objetivo de prover o mercado do mais comple-
to panorama do setor no País, apresentando dados, análises e
insights valiosos, que foram aprimorados em relação à edição
de 2016. Com grande repercussão perante o mercado varejis-
ta em sua segunda edição, o Ranking NOVAREJO Brasileiro
evoluiu enquanto referência para consulta e definição de es-
tratégias relacionadas ao negócio, visando ao crescimento e à
profissionalização das empresas do setor.
Em virtude da carência de dados das empresas e do
setor, alguns dados do Ranking foram estimados pelo merca-
do ou pela equipe do Centro de Inteligência Padrão - CIP, e
não puderam ser auditados. Por essa razão, este material não
deve ser considerado como documento oficial com caráter
contábil. Ainda assim, as análises aqui contidas oferecem uma
referência válida e valiosa a respeito do momento atual e das
tendências do setor varejista.
como a Trabalhista e a Previdenciária, colaboraram para certa
recuperação dos índices de confiança do consumidor e do in-
vestidor, mas não foram suficientes para reverter a tendência de
queda da economia e das vendas no varejo. Em 2016, o PIB caiu
3,6%, em relação a 2015.
Como se não bastassem os números, os impasses
políticos seguiram cada vez mais fortes. O primeiro semes-
tre de 2017 foi marcado por novos escândalos em Brasília,
envolvendo o novo Governo. Neste momento, em que este
Ranking NOVAREJO Brasileiro 2017 está sendo finali-
zado, o País segue polarizado. Há divergências entre os
próprios agentes políticos, que protagonizam a votação das
medidas, como entre a população.
Enquanto as pessoas não se entendem, políticas não
são implantadas e a crise se alastra, postos formais de trabalho
no País são fechados aos milhares todos os meses. Em 2016, o
mercado de trabalho encerrou com saldo negativo de 448 mil
vagas – quase metade dessas vagas vem do comércio: 228 mil,
segundo dados do Ministério do Trabalho. O número de lojas
fechadas entre 2015 e 2016, segundo a Confederação Nacional
do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), passou dos
200 mil estabelecimentos, acompanhado da escalada de pedi-
dos e decretos de falência e recuperações judiciais.
Apesar da crise, porém, e dos duros desafios postos à
mesa, o potencial do varejo é seu maior trunfo. O setor é o
maior empregador privado do País e continua a ganhar espaço
em meio a um cenário de profunda recessão. Se antes produti-
vidade e eficiência eram importantes, hoje são elas que definem
quem sobrevive à turbulência e quem terá sucesso quando a
atividade econômica for retomada.
O varejo pode ser identificado como o núcleo de uma
economia. É o setor responsável por unir dois elos da cadeia
de consumo: os produtores, geralmente da indústria, e os con-
sumidores. Além de permitir a interação entre esses atores, é
também responsável pelo sortimento de produtos disponíveis
para comercialização, o que abre grandes oportunidades e no-
vos mercados dentro daqueles que já se consolidaram. Não é
apenas a indústria e as universidades e institutos de pesquisas
que lideram a inovação, embora sejam os campos tradicionais
do desenvolvimento de novas ideias. O varejo é, hoje, uma nova
fronteira para a disrupção.
E o que não falta ao setor é espaço para se expandir.
Apenas para ilustrar, em 2016, ano de crise aguda, o consumo
RANKING NOVAREJO
11
CONCEITOS
VAREJO
O varejo inclui todas as atividades relativas à venda de bens
e serviços diretamente aos consumidores finais para uso pessoal,se-
gundo Philip Kotler, professor de Marketing da Kellogg Graduate
School of Management. Considerando essa definição, varejista é
qualquer instituição que tenha como atividade a venda de produ-
tos ou serviços ao consumidor final, não importa qual seja o canal
utilizado para isso.Toda transação que ocorre em uma loja, na in-
ternet, por telefone, televisão ou na casa do consumidor, envolven-
do atividades relacionadas à venda direta de produtos e serviços aos
consumidores finais, para uso pessoal, não relacionado a negócios,
caracteriza-se como varejo.
Para Juracy Gomes Parente, professor do Departamento
de Mercadologia da FGV-EAESP, o varejo consiste em todas as
atividades que englobam o processo de venda de produtos e serviços
para atender a uma necessidade pessoal do consumidor final.
PIBDOVAREJOBRASILEIRO
O cálculo do PIB do varejo brasileiro é baseado no con-
sumo final das famílias, um dos componentes do PIB do País. Sua
identidade macroeconômica básica é dada por:
PIB = C + I + G + X – M
Em que:
C – Representa o consumo privado ou consumo final das famílias
I – É a totalidade de investimentos realizada no período
G – Corresponde aos gastos do governo
X – É o volume de exportações
M – É o volume de importações
O consumo final das famílias diz respeito aos gastos para
a aquisição de bens ou serviços, ou seja, refere-se a tudo o que as
famílias gastaram no ano, seja na compra de uma geladeira, seja na
compra de produtos de higiene pessoal,medicamentos,alimentação
fora de casa ou materiais para construção e reforma da casa.E todos
esses são produtos consumidos por meio do varejo.
Dessa forma,o consumo final das famílias é utilizado neste
estudo para o cálculo do PIB do varejo brasileiro, sendo ambos os
valores equivalentes entre si.
FATURAMENTOLÍQUIDO
Faturamento líquido da empresa é o faturamento bru-
to proveniente da venda de produtos e serviços e da revenda de
mercadorias, mais crédito-prêmio de IPI, deduzidos dos impostos
incidentes sobre as vendas, ou seja, aqueles que guardam propor-
cionalidade com o preço de venda (ICMS, PIS/PASEP sobre fa-
turamento, COFINS etc.), IPI, vendas canceladas, abatimentos e
descontos incondicionais.
O faturamento líquido é calculado da seguinte forma:
FATURAMENTO BRUTO
(vendasdeprodutos+vendasdemercadorias+prestaçãodeserviços)
(-) DEDUÇÕES DO FATURAMENTO BRUTO
(devoluções de vendas,abatimentos,impostos e
contribuições incidentes sobre vendas)
= FATURAMENTO LÍQUIDO
CRESCIMENTODOFATURAMENTO
O indicador mensura a evolução do faturamento líqui-
do da empresa em relação ao ano anterior. O cálculo é feito da
seguinte forma:
Crescimento do faturamento = (faturamento líquido 2016/
faturamento líquido 2015)-1
RENTABILIDADEPORLOJA
O conceito de rentabilidade por loja é apresentado neste
material para fins de análise e não representa o valor real da rentabi-
lidade em cada loja da empresa.Ele representa o faturamento médio
produzido por loja,ou seja,o quão rentável é cada loja.O indicador
foi calculado da seguinte forma:
Rentabilidade por loja = faturamento líquido/número de lojas
VARIAÇÃODARENTABILIDADEPORLOJA
A variação da rentabilidade por loja mensura quanto a ren-
tabilidade por loja da empresa cresceu ou diminuiu de 2015 para
2016.O indicador é calculado da seguinte forma:
Variação da rentabilidade por loja = (rentabilidade por loja
2016/rentabilidade por loja 2015) – 1
PRODUTIVIDADEPORFUNCIONÁRIO
O conceito de produtividade por funcionário foi desenvol-
vido apenas para a geração das análises e não representa o valor real
da produtividade dos funcionários da companhia. Ele representa
quanto cada funcionário teria gerado de faturamento para a empre-
sa,em média.O indicador é calculado da seguinte forma:
Produtividade por funcionário = faturamento líquido/número
de funcionários
VARIAÇÃODAPRODUTIVIDADE
PORFUNCIONÁRIO
A variação da produtividade por funcionário mensura
quanto a produtividade do colaborador da empresa cresceu ou dimi-
nuiu de 2015 para 2016.O indicador é calculado da seguinte forma:
Variação da produtividade por funcionário = (produtividade
porfuncionário2016/produtividadeporfuncionário2015)-1
12
EBITDA
EBITDA representa o lucro da companhia antes de ju-
ros,impostos,depreciação e amortização.É um indicador financeiro
bastante utilizado pelas empresas de capital aberto e pelos analistas
de mercado.De forma geral,o EBITDA representa a geração ope-
racional de caixa da companhia,ou seja,o quanto a empresa gera de
recursos apenas em suas atividades operacionais, sem considerar os
efeitos financeiros e de impostos.Esse indicador é usado pelos ana-
listas para estimar a geração de caixa operacional pela companhia.
O conceito de EBITDA utilizado neste material é o de-
finido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A CVM
editou no dia 04/10/2012 a Instrução 527/12, que dispõe sobre
a divulgação voluntária de informações de natureza não contábil,
como o EBITDA.O objetivo da Instrução é uniformizar a divulga-
ção desses dados, a fim de melhorar o nível de compreensão dessas
informações e torná-las comparáveis entre as companhias abertas.
LUCROLÍQUIDO(PREJUÍZOLÍQUIDO)
O lucro líquido representa o lucro restante depois que todo
o custo e as despesas (incluindo impostos) foram deduzidos do fa-
turamento total em um determinado período.Se o resultado é posi-
tivo,chamamos de lucro; se é negativo,de prejuízo.
PARTICIPAÇÃODECAPITAISDETERCEIROS
(GRAUDEENDIVIDAMENTO)
A composição dos recursos da empresa pode abranger
tanto recursos de terceiros, como recursos próprios. Este indicador
apresenta uma medida comparativa entre o volume de recursos de
terceiros e recursos próprios.O ideal é que o valor seja o menor pos-
sível.O cálculo deste indicador se dá pela seguinte fórmula:
Participação de capitais de terceiros = (Capitais de terceiros/
Patrimônio Líquido) x 100
COMPOSIÇÃODOENDIVIDAMENTO
Asobrigaçõesda empresasão classificadasno balanço patri-
monial em dois grupos,os de curto prazo (Passivo Circulante) e os de
longo prazo (Exigíveis a Longo Prazo). A composição do endivida-
mento é de grande importância para a empresa,uma vez que,quanto
maior o valor do índice,maior parte das obrigações a empresa terá de
pagar no curto prazo.O cálculo se dá pela seguinte fórmula:
Composição do Endividamento = (Passivo Circulante/
Capitais deTerceiros) x 100
IMOBILIZAÇÃODOPATRIMÔNIOLÍQUIDO
A aplicação dos recursos da empresa em ativos perma-
nentes (de baixa liquidez) é relevante, uma vez que, destinada
grande parcela de capital próprio para tal finalidade, pouco fica
disponível para financiar o ativo circulante. Se grande parte dos
recursos se imobiliza com ativos permanentes, a empresa começa
a depender de capital de terceiros para financiar sua atividade. A
fórmula do cálculo é:
Imobilização de Patrimônio Líquido = (Ativo Permanente/
Patrimônio Líquido) x 100
IMOBILIZAÇÃODOSRECURSOS
NÃOCORRENTES
Este indicador, assim como o descrito acima, faz a análise
da imobilização dos passivos,incluindo,além dos recursos próprios,
os recursos de terceiros de longo prazo. O financiamento dos ati-
vos permanentes com recursos de terceiros não se faz um problema,
desde que a vida útil do ativo e o prazo do financiamento sejam
compatíveis.O cálculo é realizado pela seguinte fórmula:
Imobilização de Recursos não Correntes = [Ativo Permanente/
(Patrimônio Líquido + Exigível a Longo Prazo)] x 100
LIQUIDEZGERAL
A liquidez geral diz respeito à capacidade que a empresa
tem (em termos de ativos não permanentes) de cumprir suas obri-
gações.O cálculo da liquidez é realizado da seguinte forma:
Liquidez Geral = (Ativo Circulante + Realizável a
Longo Prazo)/(Passivo Circulante + Exigível a Longo Prazo)
LIQUIDEZCORRENTE
Este indicador avalia a capacidade de quitar as dívidas de
curto prazo com os recursos de elevada liquidez. Quanto maior o
valor do indicador,mais confortável a situação da empresa para ma-
nejar prazos.O cálculo é realizado da seguinte forma:
Liquidez Corrente = Ativo Circulante/Passivo Circulante
LIQUIDEZSECA
O Índice de Liquidez Seca leva em conta apenas os ativos
circulantes,excluídos os estoques,devido a diversos riscos associados
a eles, assim como a relativa incerteza de sua liquidez. Ressalta-se
que a análise individual deste indicador não é de grande valia, pois
existe uma faixa neutra que parte de um valor inferior (não determi-
nado) até 1 que não traz grandes conclusões. Acima desta faixa há
melhora da situação financeira da empresa e abaixo há piora.
Liquidez Seca = (Ativo Circulante – Estoques)/
Passivo Circulante
Para a padronização dos cálculos,esta forma é uma simpli-
ficação das apresentadas nas literaturas.
GIRODOATIVO
O Giro do Ativo faz a relação direta da quantidade ven-
dida pela empresa com o montante investido. De forma genérica,
pode se falar que este indicador mede o desempenho comercial da
empresa.Sua análise se torna mais completa quando realizada com
a Margem Líquida, explicada a seguir. Isso se dá, principalmente,
pelo fato de que algumas empresas podem optar por vender menos
RANKING NOVAREJO
13
produtos a um preço superior,o que permite uma margem de lucro
maior,apesar de um baixo giro de capital.O Giro do Ativo é calcu-
lado da seguinte forma:
Giro do Ativo = Vendas Líquidas/Ativo
MARGEMLÍQUIDA
A margem líquida aponta o percentual das vendas que re-
sultaram em lucro líquido. Pode ocorrer casos em que estes indica-
dores apresentem valores negativos,configurando,assim,o prejuízo
da empresa.O cálculo é realizado da seguinte forma:
Margem Líquida = (Lucro Líquido/Vendas Líquidas) x 100
RENTABILIDADEDOATIVO
O retorno mensurado em relação ao montante total in-
vestido (Ativo) é uma medida do potencial de geração de lucros da
empresa.Seu cálculo se dá por:
Rentabilidade do Ativo = (Lucro Líquido/Ativo) x100
RENTABILIDADEDOPATRIMÔNIOLÍQUIDO
A rentabilidade do Patrimônio Líquido traz a rentabilida-
de do capital próprio investido, podendo servir de medida compa-
rativa a outras opções de investimento disponíveis no mercado.Seu
cálculo é dado por:
Rentabilidade do Patrimônio Líquido = {Lucro Líqui-
do /[(Patrimônio Líquido em 31/12/2015 + Patrimônio Líquido em
31/12/2016)/2]} x100
CRITÉRIOS
CLASSIFICAÇÃO
A classificação dos grupos e das empresas varejistas no
Ranking foi baseada no faturamento líquido. Quando da im-
possibilidade de encontrar o faturamento líquido, foi utilizado o
faturamento bruto.
Nos casos de faturamentos iguais, o segundo critério
utilizado na classificação das empresas foi o número de lojas. E,
em terceiro lugar, foi considerado o número de funcionários.
DADOS
Os dados utilizados neste material referem-se ao final do
exercício de 2016, apenas das operações no Brasil. O faturamento
é o contabilizado e registrado pela empresa no referido exercício.
O número de lojas e funcionários corresponde ao que a empresa
possuía em 31/12/2016. Esse critério foi adotado para permitir
que os cálculos de crescimento, rentabilidade por loja e produti-
vidade por funcionário fossem realizados utilizando uma mesma
base e que as análises e os insights gerados a partir deles tivessem
consistência e validade.
Além disso, sempre que possível, foram utilizados apenas
os dados das operações de varejo das empresas, nos casos em que
estas atuam em mais de um ramo de atividade.
ESTRUTURA
O Ranking NOVAREJO Brasileiro 2017 é constituí-
do por duas partes.
A primeira apresenta o ranking geral dos 350 maiores
grupos varejistas do País, trazendo dados, como faturamento
líquido do exercício de 2016, crescimento do faturamento, nú-
mero de lojas, número de funcionários, sede (cidade e Estado),
presidente ou principal executivo e bandeiras com que operam.
O ranking geral utiliza a abordagem de grupos ou,
quando não pertencente a nenhum grupo, de empresas indivi-
duais.Dessa forma,esse ranking é constituído tanto por grupos
como o GPA, como por empresas, como a C&A.
Na segunda parte deste material, são apresentados os
rankings por segmento. Nesses rankings, os grupos que atu-
am em mais de um segmento de varejo foram desmembrados
em suas respectivas unidades de negócio. O GPA foi dividido
em Multivarejo (atuação em super e hipermercados), Via Va-
rejo (eletroeletrônicos e móveis), CNova (e-commerce) e Assaí
(atacarejo).
Por outro lado, os grupos cujas unidades de negócio
possuem atuação no mesmo segmento foram mantidos unifi-
cados nos rankings por segmento.Este é o caso do Grupo Boti-
cário, em que O Boticário, quem disse, berenice?, Eudora e The
Beauty Box atuam no segmento de cosméticos e perfumaria.
Por fim, é importante mencionar que nem todas as
empresas que constam do ranking geral estão presentes nos
rankings setoriais. Para a elaboração de um ranking setorial, é
necessária uma amostra de, no mínimo, cinco empresas repre-
sentativas que atuem no mesmo segmento.
O Ranking NOVAREJO Brasileiro 2017 também
conta com cinco seções de análises sobre o varejo:
1. Cenário: o Brasil e o Varejo em 2017
2. Insights: o Varejo em Dez Dimensões
3. Análises Setoriais
4. Na Bolsa: Fechadas para a Crise
5. Perspectivas do Varejo Pelo Mundo
6. Conclusões: os Insights por Trás dos Dados
METODOLOGIA
ESCOPO
Para a realização de um trabalho consistente e estru-
turado que permitisse a realização de cruzamentos e análises
relevantes para o mercado, foram identificados e utilizados
neste material os principais segmentos do varejo, devido à sua
14
relevância no faturamento do setor. Sem isso, não seria possível
cumprir o principal objetivo deste estudo – prover o mercado
de análises e insights valiosos.
Em vista deste escopo,os rankings presentes neste mate-
rial não priorizaram somente o tamanho das empresas. Para que
a realização das análises fosse possível e tivesse representatividade
para os segmentos abordados, além do tamanho da empresa tam-
bém houve a preocupação de garantir que cada segmento fosse
representado por, no mínimo, seus cinco maiores players, mesmo
que estes não fossem tão representativos em termos de tamanho
para o varejo geral. Dessa forma, nos rankings geral e setorial há
empresas que não estão entre as maiores do País, mas que estão
entre as maiores de seu segmento de atuação.
Os grupos e as empresas presentes neste material fo-
ram levantados por meio de questionários primários, de edi-
ções da revista NOVAREJO, de dados de associações setoriais
e instituições do varejo e de outros rankings do mercado, fontes
secundárias especializadas, além de estimativas de faturamento
baseadas em projeções de crescimento divulgadas pelas pró-
prias empresas também nas fontes mencionadas.
SEGMENTOS
O Ranking NOVAREJO Brasileiro 2017 aborda 12 seg-
mentos. Devido à semelhança de formatos de negócio e de pro-
dutos comercializados, alguns segmentos foram agrupados na sua
apresentação e análises.Os segmentos avaliados são os seguintes:
1. Atacarejo e Cash & Carry
2. Calçados
3. Casa & Decoração
4. E-commerce
5. Eletroeletrônicos e Móveis
6. Farmácias, Cosméticos e Perfumaria
7. Livrarias e Papelarias
8. Materiais de Construção
9. Óticas
10. Redes Alimentícias e Fast-food
11. Super e Hipermercados
12. Vestuário e Lojas de Departamento
É importante ressaltar que o segmento de E-commer-
ce é contemplado apenas por empresas de e-commerce puro,ou
seja, aquelas que iniciaram suas atividades no ambiente virtual,
sem lojas físicas.
LEVANTAMENTO E COLETA DE DADOS
Os dados e as informações contidas neste material
foram levantados e coletados por meio de fontes primárias e
secundárias. Por fontes primárias, entende-se o que foi enviado
por meio de questionários para as próprias empresas varejistas,
tanto de capital aberto quanto de capital fechado. Nos casos
de dados informados pelas companhias de capital fechado, que
não divulgam seus demonstrativos de resultados, não podendo
ser verificados pela equipe do Centro de Inteligência Padrão
– CIP, eles são responsabilidade da própria empresa que os en-
viou. Nesse sentido, todas as empresas que enviaram seus dados
via questionário para este estudo concordaram com o Termo de
Responsabilidade dele constante, que segue:
O respondente deste questionário e a empresa a que repre-
senta se responsabilizam pela veracidade dos dados e das informações
aqui preenchidos. Isto significa que o respondente e a empresa são
responsáveis por garantir que os dados e as informações presentes neste
questionário e entregues à equipe do Centro de Inteligência Padrão –
CIP são os oficiais da empresa e, portanto, verdadeiros.
Os dados informados pelas companhias de capital
aberto, além de contarem com o Termo de Responsabilidade,
também foram comparados com os dados e as informações
contidos nos demonstrativos de resultados e relatórios anuais
publicados pela empresa.
Além disso, como poucas empresas são de capital
aberto, houve a necessidade de recorrer a fontes secundárias
especializadas para obter as informações faltantes. Esses dados
são considerados aproximados, em vista da impossibilidade de
serem verificados. Também há dados estimados, valendo-se da
utilização de valores do dólar comercial e do euro para cálculo
dos faturamentos líquidos.
Foram levantados dados para o ranking em si e para as
análises. Os dados apresentados no ranking são considerados
básicos. Por outro lado, também foram levantados dados consi-
derados mais estratégicos e que são utilizados apenas de forma
consolidada para fins de análises e geração de insights. Alguns
desses dados são EBITDA, lucro líquido, CAPEX, expansão,
investimentos em lojas,gestão de risco,planejamento estratégi-
co, turnover, benefícios oferecidos a colaboradores, investimen-
tos em TI (Tecnologia da Informação), gestão do atendimento,
taxa de conversão do e-commerce, entre outros.
O Ranking NOVAREJO Brasileiro 2017 conta mais
uma vez com dados inéditos gerados pela Serasa Experian a partir
de uma amostra de mais de 3.000 empresas dos 12 segmentos
analisados neste ranking.Para serem contempladas,foram selecio-
nadas empresas com balanços válidos e encerrados em 31/12/2015
e 31/12/2016, com ativo total ou faturamento anual acima de R$
25 milhões, constantes da base da empresa em julho de 2016. A
partir dessa base, foram calculados os principais indicadores eco-
nômico-financeiros, como evolução real de vendas, margem EBI-
TDA, endividamento e, também, indicadores de risco, como a
probabilidade de inadimplência. Este conteúdo inédito vem enri-
quecer e aprimorar as análises propostas neste ranking e contribuir
para a consecução do propósito deste material: prover ao mercado
o mais completo panorama do setor varejista no País.
RANKING NOVAREJO
15
16
O BRASIL
E O VAREJO EM 2017
CENÁRIO:
RANKING NOVAREJO
17
O Brasil apresenta um mercado consumidor com enorme potencial,
tanto para o empresariado nacional quanto para investidores estrangeiros interes-
sados em expandir suas operações para os mercados emergentes. Para termos uma
ideia dessa grandeza,historicamente,o consumo das famílias brasileiras represen-
ta algo em torno de 60% a 65% do Produto Interno Bruto (PIB),conforme mostra
o gráfico 1. Hoje, estamos entre os dez maiores países consumidores do mundo, e
a expectativa é de que até 2030 o País esteja entre os top 5 globais.
Antes da crise político-econômica que assola o País desde o final de 2014, a
economia brasileira investiu em instrumentos de estímulo ao consumo, como o au-
mento da distribuição de renda e da renda per capita, abrindo espaço para a entrada
de milhões de brasileiros no mercado consumidor.
RANKING NOVAREJO
O varejo sentiu o peso da crise nos últimos
dois anos. Mas os números mostram que a
fase mais aguda da recessão ficou para trás.
Entenda o cenário e as expectativas para o setor
17
POR DANIEL HERNANDES
18
Além disso, nesse período, o Brasil passou por um crescimento qualitativo e quantitativo da força de trabalho, que esti-
mulou aumentos de produtividade em diversos setores da economia, incluindo o varejista.
No entanto, desde a eclosão da crise, fatores determinantes para a expansão da atividade comercial foram fragilizados.
Entre eles, a confiança para fazer novos negócios e a capacidade das instituições públicas de promover o correto funcionamento
da economia. O resultado foi uma queda no PIB de 3,8% em 2015, seguida de outra de 3,6% em 2016. Nas páginas a seguir,
veremos mais detalhes da situação atual da economia brasileira, que busca trilhar um caminho de recuperação já no ano de 2017.
ATIVIDADE ECONÔMICA
O gráfico 2 ilustra a variação do PIB e do consumo das famílias brasileiras nos últimos cinco anos. Depois de taxas de
crescimento do PIB de 1,9%, 3% e 0,5% entre 2012 e 2014, a trajetória de expansão econômica foi interrompida. Note que o
consumo, principal componente do PIB, apresentou as mesmas tendências no período, e experimentou quedas de 3,9% e de 4,3%
no final de 2015 e 2016, respectivamente.
A análise do comportamento das curvas traz reflexões mistas, porém otimistas: continuamos em recessão, pois permane-
cemos no território de variação negativa, tanto do PIB quanto do consumo no final do primeiro trimestre de 2017. No entanto,
a inflexão das curvas iniciada no segundo trimestre de 2016 indica que a fase mais crítica da crise ficou para trás, abrindo espaço
para o atual processo de recuperação econômica.
Vale mencionar os efeitos do direito ao saque dos saldos das contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia do Tem-
po de Serviço) no primeiro semestre de 2017: do total de R$ 43 bilhões previstos para saque ao longo do ano, 40% seriam
destinados à quitação de dívidas e outros 13% ao consumo – representando uma injeção de R$ 12 bilhões a R$ 16 bilhões no
comércio varejista.
EVOLUÇÃO DO CONSUMO DAS FAMÍLIAS
(percentual em relação ao PIB)
66%
65%
64%
63%
62%
61%
60%
59%
(%DOPIB-VALORESNOMINAIS)
2010T1
2010T4
2011T3
2012T2
2013T1
2013T4
2014T3
2015T2
2016T1
2016T4
FONTE: IBRE/FGV | ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP
Gráfico 1 - Evolução do Consumo das Famílias
RANKING NOVAREJO
19
Os três principais segmentos
de atividade – a indústria, o comércio e
os serviços – foram afetados com bas-
tante intensidade durante os últimos
dois anos de crise. A variação do Índi-
ce de Volume de Comércio, divulgado
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), por exemplo, apre-
sentou uma variação negativa absoluta
de 14% entre abril de 2013 e julho de
2016, saindo de um crescimento de 7%
para uma retração equivalente de 7% no
período. O Índice de Volume de Servi-
ços e o Índice de Produção Industrial,
analogamente, apresentaram variações
negativas aproximadas de 9% e 11% no
mesmo período.
Felizmente, essa trajetória re-
cessiva pode estar com seus dias con-
tados, com base no comportamento
das curvas a partir do segundo semes-
tre de 2016, como mostra o gráfico 3.
Ao que tudo indica,as empresas que se
organizaram, promoveram melhorias
estruturais e tiveram a competência de
passar por esses anos de turbulência
serão recompensadas com aumento de
faturamento no futuro próximo.
No entanto, muitas empresas
não sobreviveram à tempestade: da-
dos da Serasa Experian apontam que
1.287 empresas entraram com pedido
de recuperação judicial em 2015 – um
aumento de 55,4% em relação ao ano
anterior. Adicionalmente, o número
de empresas que decretaram falência
aumentou 16,4% no mesmo período.
O ano de 2016 seguiu trajetória pare-
cida, com 1.863 pedidos de recupera-
ção judicial – aumento de 44,8% em
relação ao ano anterior – e um aumen-
to de falências na ordem de 12,2% no
mesmo período.
Gráfico 2 - Evolução do PIB e do Consumo das Famílias
FONTE: IBGE | ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP
EVOLUÇÃO DO PIB E
DO CONSUMO DAS FAMÍLIAS
(variação dos últimos 4 trimestres, em relação aos 4 trimestres imediatamente anteriores)
4%
2%
0%
-2%
-4%
-6%
(%)
1ºTrim.2012
3ºTrim.2012
1ºTrim.2013
3ºTrim.2013
1ºTrim.2014
3ºTrim.2014
1ºTrim.2015
3ºTrim.2015
1ºTrim.2016
3ºTrim.2016
1ºTrim.2017
PIB CONSUMO DAS FAMILIAS
FONTE: IBGE | ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP
Gráfico 3 - Evolução dos Índices de Setores Econômicos
EVOLUÇÃO DOS ÍNDICES DE
SETORES ECONÔMICOS
(variação dos últimos 12 meses, em relação aos 12 meses imediatamente anteriores)
7%
4%
1%
-2%
-8%
-11%
(%)
VOLUME DE SERVIÇO
-5%
VOLUME DE COMÉRCIO PRODUÇÃO INDUSTRIAL
nov/12
mai/13
nov/13
mai/14
nov/14
mai/15
nov/15
mai/16
nov/16
mai/17
20
MERCADO DE
TRABALHO E CRÉDITO
O cenário se mostrou igualmen-
te desafiador para as famílias nesse perí-
odo de crise político-econômica. Como
pode ser visto no gráfico 4, a taxa de
desemprego divulgada pelo IBGE – que
flutuou entre 7% e 8% entre 2012 e 2014
– subiu acentuadamente até março de
2017, atingindo uma máxima de 13,7%.
Como o mercado de trabalho funciona
com uma dinâmica defasada em relação
às variações na atividade econômica, os
sinais de recuperação devem aparecer
apenas em 2018.
A ampliação do mercado de tra-
balho formal foi essencial para a expan-
são do mercado consumidor interno nos
anos pré-crise. Trabalhadores com car-
teira de trabalho assinada tendem a ter
rendas maiores destinadas às compras.
Como pode ser visto no gráfico 5, quase
3 milhões de pessoas deixaram o merca-
do formal nos últimos dois anos. Com
isso em mente, é imprescindível que haja
uma recuperação da oferta de postos for-
mais para que o mercado consumidor in-
terno atinja seu potencial.
Além de depender da geração de
mais empregos, a recuperação do merca-
do interno também depende da melhoria
de renda da população. Em cenários de
incerteza no mercado de trabalho, como
vivemos atualmente, é comum que pes-
soas empregadas se comportem como
se estivessem desempregadas, limitando
seus gastos ao máximo.
Dados da CNC (Confedera-
ção Nacional do Comércio de Bens,
Serviços e Turismo) mostram que o
percentual de famílias endividadas (grá-
fico 6) diminuiu ao longo dos últimos
dois anos, saindo de 62,4% em maio de
FONTE: IBGE | ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP
Gráfico 5 - Emprego com Carteira Assinada
EMPREGO COM
CARTEIRA ASSINADA
36.100
EMMILHARESDEPESSOAS
Gráfico 4 - Evolução do Rendimento Real e Taxa de Desemprego
EVOLUÇÃO DO RENDIMENTO REAL
E TAXA DE DESEMPREGO
FONTE: IBGE | ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP
2.200
RENDIMENTOMENSAL(R$)
RENDIMENTO MÉDIO
(COMÉRCIO)
RENDIMENTO MÉDIO TAXA DESEMPREGO
2.100
2.000
1.900
1.800
1.700
1.600
14
13
12
11
10
9
8
7
6
TAXADEDESOCUPAÇÃO(%)
abr/12
ago/12
dez/12
abr/13
ago/13
dez/13
abr/14
ago/14
dez/14
abr/15
ago/15
dez/15
abr/16
ago/16
dez/16
abr/17
35.600
35.100
34.600
34.100
33.600
33.100
fev/15
abr/15
jun/15
ago/15
out/15
dez/15
fev/16
abr/16
jun/16
ago/16
out/16
dez/16
fev/17
abr/17
21
2015 para 57,6% em maio desse ano.
Levando em consideração a fragilida-
de do mercado de trabalho, tudo indica
que essa diminuição esteja relacionada à
queda de consumo das famílias.
Considerando as famílias que
estão endividadas, o número daque-
las com contas atrasadas (gráfico 7)
aumentou consideravelmente nesse
mesmo período, saindo de 33,8% para
42,1%. Na mesma linha, o número de
famílias com contas atrasadas, que fi-
caram sem condições de pagar (gráfi-
co 8), foi bastante semelhante, ou seja,
também aumentou.
Uma das saídas para sobreviver
aos momentos de turbulência é recor-
rer ao crédito. Essa é uma opção viável
e funciona em muitos países do mundo,
mas no Brasil o custo de financiamen-
to é muito alto. Tanto as empresas, que
precisam de capital de giro para manter
sua operação em funcionamento, como
o consumidor, que precisa de crédito
para manter suas contas em dia, pode-
riam manter a máquina girando se os
prêmios de risco, ou seja, os juros, fos-
sem menores, tornando o sistema de
crédito funcional e sustentável.
Os gráficos 9 e 10 mostram a
evolução dos juros médios de alguns ins-
trumentos de crédito – cheque especial,
crédito não consignado, cartão de crédi-
to, capital de giro rotativo – praticados
pelas instituições financeiras brasileiras.
Perceba o comportamento das
curvas: conforme a crise se aprofun-
da entre 2015 e 2016, as taxas médias
aumentam drasticamente. O caso mais
contundente é o do cheque especial,
cujos juros praticamente dobram no
período analisado, saindo de aproxi-
madamente 170% ao ano para 330% a
Gráfico 6 - % Famílias Endividadas
FONTE: CNC | ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP
FAMÍLIASENDIVIDADAS
(% do total de famílias)
67%
63%
59%
55%
mai/12
nov/12
mai/13
nov/13
mai/14
nov/14
mai/15
nov/15
mai/16
nov/16
mai/17
Gráfico 7 - Percentual de famílias com Contas Atrasadas
FONTE: CNC | ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP
COM CONTAS ATRASADAS
(% dos endividados)
44%
29%
mai/12
nov/12
mai/13
nov/13
mai/14
nov/14
mai/15
nov/15
mai/16
nov/16
mai/17
39%
34%
Gráfico 8 - Percentual de Famílias Sem Condições de Pagar
FONTE: CNC | ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP
SEM CONDIÇÕES DE PAGAR
(% do total de famílias)
41%
37%
33%
29%
mai/12
nov/12
mai/13
nov/13
mai/14
nov/14
mai/15
nov/15
mai/16
nov/16
mai/17
22
340% ao ano. Com isso, pessoas físicas e jurídicas em situação
de fragilidade financeira acabam assumindo dívidas cada vez
mais difíceis de quitar, gerando um ciclo vicioso que envolve
aumento da inadimplência e dos juros.
Quando o preço dos empréstimos sufoca demais o
tomador, é natural que as taxas de inadimplência aumentem,
e no caso brasileiro esse processo tende a se retroalimentar.
No gráfico 11, é possível observar essa tendência tanto no
caso da carteira de crédito de pessoas jurídicas, quanto no
de pessoas físicas.
Note que o aumento progressivo da carteira de crédito da
pessoa jurídica (PJ) cessou no início de 2016,saindo de um patamar
de aproximadamente 29% do PIB para um pouco mais de 23% em
abril de 2017. Um dos componentes que ajudam a entender essa
dinâmica é justamente o aumento da inadimplência da carteira ini-
ciado na virada de 2014 para 2015.A carteira de crédito da pessoa
física (PF) apresentou a mesma tendência,mas de modo bem mais
suave. Afinal, o consumidor tem mais facilidade para adaptar seus
gastos em períodos de crise do que as empresas,que possuem obri-
gações e contratos com fornecedores,funcionários etc.
Gráfico 9 – Evolução dos Juros Médios para Pessoa Física
FONTE: BCB | ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP
EVOLUÇÃO DOS JUROS MÉDIOS
PARA PESSOA FÍSICA
330
abr/11
out/11
abr/12
abr/13
out/13
abr/14
out/14
abr/15
out/15
abr/16
out/16
out/12
abr/17
280
230
180
130
(%AAA-CHEQUEESPECIAL)
(%AA-CARTÃO&NÃOCONSIGNADO
150
130
110
90
70
50
NAO CONSIGNADOCHEQUE ESPECIAL CARTÃO DE CRÉDITO TOTAL
Gráfico 10 – Evolução dos Juros Médios para Pessoa Jurídica
FONTE: BCB | ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP
EVOLUÇÃO DOS JUROS MÉDIOS
PARA PESSOA JURÍDICA
340
abr/11
out/11
abr/12
abr/13
out/13
abr/14
out/14
abr/15
out/15
abr/16
out/16
out/12
abr/17
300
260
220
180
(%A.A.-CHEQUEESPECIAL)
(%A.A.-CARTÃO&GIROROTATIVO
120
100
80
60
40
20
CARTÃO DE CRÉDITO TOTALCHEQUE ESPECIAL CAPITAL DE GIRO ROTATIVO
140
RANKING NOVAREJO
23
EXPECTATIVAS
DE RECUPERAÇÃO
As tão aguardadas mudanças
políticas realizadas no meio de 2016 e
o encaminhamento das reformas traba-
lhista e previdenciária ao Congresso, no
primeiro semestre de 2017, trouxeram
uma perspectiva positiva para o empre-
sariado brasileiro. Desde então, todos os
componentes do Índice de Confiança
do Empresário do Comércio (ICEC) –
que mensura também as expectativas, os
investimentos e as condições atuais do
comércio – divulgado pela CNC apre-
sentaram forte tendência de recuperação.
Veja o gráfico 12, que ilustra o otimis-
mo do empresariado nacional, que ficou
em longo compasso de espera por avan-
ços nas esferas política e econômica. No
mesmo gráfico, perceba que o Índice de
Confiança do Consumidor, divulgado
pela FGV, segue uma tendência muito
parecida no período analisado.
Além da agenda política e das
reformas, outro fator que impulsiona as ex-
pectativas positivas é a estabilização de duas
importantes variáveis macroeconômicas:
1. A taxa de juros Selic (Sistema
Especial de Liquidação e de Custódia),
depois de permanecer no patamar de
14,25% ao ano durante mais de um ano,
começou a ser flexibilizada em novembro
de 2016. Com o objetivo de estimular a
atividade econômica e o investimento
produtivo, na reunião do COPOM (Co-
mitê de Política Monetária) dos dias 30
e 31 de maio, as autoridades reduziram a
taxa básica novamente, para 10,25% ao
ano, dando continuidade à política mo-
netária expansionista.
FONTE: BCB/FGV | ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP
Gráfico 11 – Evolução da Carteira de Crédito e Inadimplência
EVOLUÇÃO DO CRÉDITO
E INADIMPLÊNCIA
29
abr/11
out/11
abr/12
abr/13
out/13
abr/14
out/14
abr/15
out/15
abr/16
out/16
out/12
abr/17
(CARTEIRADECRÉDITO-%PIB)
(INADIMPLÊNCIA-%)
6
INADIMPLÊNCIA CARTEIRA DE CRÉDITO PJ
CARTEIRA DE CRÉDITO PJ CARTEIRA DE CRÉDITO PF
INADIMPLÊNCIA CARTEIRA DE CRÉDITO PF
27
5
25
4
23
3
21
219
FONTE: CNC/FGV| ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP
Gráfico 12 – Índices de Confiança do Empresário do Comércio e do Consumidor
EVOLUÇÃO DO ÍNDICE DE CONFIANÇA
DO EMPRESÁRIO DO COMÉRCIO
E DE CONFIANÇA DO CONSUMIDOR
132
mar/11
ICEC&ICC
ÍNDICE DE CONFIANÇA DO CONSUMIDORICEC
120
108
96
84
72
60
ago/11
jan/12
jun/12
nov/12
abr/13
set/13
fev/14
jul/14
dez/14
mai/15
out/15
ago/16
jan/17
mar/16
24
2. O IPCA (Índice Nacional de
Preços ao Consumidor Amplo) – que ex-
trapolou a meta de inflação estabelecida
pelo Banco Central (BCB) para o ano de
2015, quando fechou em 10,67% – está
abaixo do centro da meta de 2017, de
4,5% ao ano, com intervalo de tolerân-
cia de 1,5% a.a. para cima ou para bai-
xo. A divulgação feita pelo IBGE para
o mês de maio, de 3,6% acumulado em
12 meses, foi a menor taxa desde 2007
no Brasil.
O cenário prospectivo é positivo,
segundo os dados extraídos do Sistema
de Expectativas de Mercado do Banco
Central apresentados na tabela 1. Apesar
de a previsão de crescimento do PIB em
2017 ter caído de 1,3% em julho de 2016
para 0,41% em junho de 2017,– fruto do
prolongamento das indefinições políticas
e do risco de as reformas não avançarem
como esperado – as expectativas de cres-
cimento para 2018 e 2019 continuam em
torno de 2,3% e 2,5%, respectivamente.
Além disso, as expectativas apon-
tam para o IPCA dentro das metas de in-
flação durante os próximos três anos, pela
redução dos preços administrados por con-
trato e monitorados,e para uma redução um
pouco mais gradual da taxa de juros Selic.
Com o cenário econômico está-
vel, a tendência é de retomada conjunta
da atividade econômica, dos investimen-
tos e do mercado de trabalho. Como o
mercado consumidor brasileiro tem um
potencial enorme, e esteve um pouco
adormecido nos últimos tempos, os pró-
ximos anos tendem a ser frutíferos para
o comércio varejista brasileiro.
Dados da CNC mostram que os
consumidores estão em processo de re-
versão de comportamento, aumentando
suas intenções de consumo, como pode
ser visto no gráfico 14, que mostra a evo-
lução do Índice de Intenção de Consu-
mo das Famílias (ICF).
FONTE: BCB | ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP
Gráfico 13 – Evolução do IPCA e da Meta Selic
EVOLUÇÃO DO IPCA
E DA META SELIC
15
fev/15
(%)
ÍNDICEDEINVESTIMENTO
180
IPCA META SELIC
15
13
9
7
5
3
160
140
120
100
jun/15
out/15
fev/16
jun/16
out/16
fev/17
jun/17
INVESTIMENTOS
11
RANKING NOVAREJO
25
Todos os componentes deste ín-
dice – perspectiva profissional, emprego
atual, renda atual, acesso ao crédito, nível
de consumo atual, perspectiva para con-
sumo e momento para aquisição de bens
duráveis – apresentaram trajetórias mais
otimistas, um prato cheio para as empre-
sas que entraram em 2017 mais fortes,
adotando mecanismos de gestão mais
eficientes para alavancar seus resultados
operacionais e financeiros, e preparadas
para oferecer serviços cada vez mais so-
fisticados para seus clientes.
Gráfico 14 – Índice de Intenção de Consumo das Famílias
FONTE: CNC/FGV | ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP
ÍNDICE DE INTENÇÃO
DE CONSUMO DAS FAMÍLIAS
137
ICF
nov/11
125
113
101
89
77
65
mai/12
nov/12
mai/13
nov/13
mai/14
nov/14
mai/15
nov/15
mai/15
nov/16
mai/17
2017 2018 2019
PIB 0,41% 2,30% 2,50%
IPCA 3,71% 4,37% 4,25%
PREÇOS ADMINISTRADOS POR CONTRATO E MONITORADOS 5,50% 4,70% 4,50%
META PARA TAXA OVER SELIC - MÉDIA DO ANO 10,28% 8,50% 8,75%
PREVISÕES DO SISTEMA
DE EXPECTATIVAS DO BANCO CENTRAL
Tabela 1 – Previsões do Banco Central
Fonte:BCB|Elaboração:CIP-CentrodeInteligênciaPadrão
26 26
RANKING NOVAREJO
27
350
RANKING
27
OS MAIORES GRUPOS DO VAREJO BRASILEIRO
MAIORES350
28
GRUPO/EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO
CIDADE UF VALOR(EMR$)
CRESCIMENTO
(EM%)
1 GPA3
SÃOPAULO SP 64.669.000.000 -6,4
2 CARREFOUR4,5
SÃOPAULO SP 47.361.367.000 14,3
3 WALMART4,5
BARUERI SP 29.409.150.946 0,3
4 LOJASAMERICANAS-LASA3
RIODEJANEIRO RJ 18.103.512.000 1,0
5 GRUPOBOTICÁRIO4
SÃOJOSÉDOSPINHAIS PR 11.600.000.000 16,0
6 RAIADROGASIL3
SÃOPAULO SP 11.256.565.000 24,8
7 MAGAZINELUIZA3
SÃOPAULO SP 9.031.300.000 5,1
8 CENCOSUDBRASIL4,5
NOSSASENHORADOSOCORRO SE 8.601.070.561 -4,7
9 MAKRO4
SÃOPAULO SP 8.202.849.433 13,2
10 DROGARIASDPSP3
SÃOPAULO SP 7.935.754.000 13,8
11 DIA%4,5
SÃOPAULO SP 7.162.377.000 16,5
12 GRUPOMATEUS4,5
SÃOLUIS MA 6.485.540.199 55,2
13 RENNER3
PORTOALEGRE RS 6.451.578.000 5,0
14 C&A1,4
SÃOPAULO SP 6.326.584.578 7,0
15 MÁQUINADEVENDAS4
SÃOPAULO SP 6.300.000.000 -11,0
16 RIACHUELO3
SÃOPAULO SP 5.921.600.000 7,5
17 FARMÁCIASPAGUEMENOS3
FORTALEZA CE 5.542.343.000 11,3
18 SUPERMUFFATO4,5
CASCAVEL PR 5.078.135.479 24,0
19 SUPERMERCADOSBH4,5
BELOHORIZONTE MG 4.965.052.560 25,0
20 SUPERMERCADOZAFFARI3
PORTOALEGRE RS 4.958.000.000 14,1
21 AGP4,5
CAMPOGRANDE MS 4.840.262.600 24,6
22 GRUPOADEO3
(LeroyMerlin) SÃOPAULO SP 4.718.700.000 5,0
23 MCDONALD’S3
BARUERI SP 4.344.352.000 -18,3
24 LOJASHAVAN4
BRUSQUE SC 4.000.000.000 -1,8
25 SUPERMERCADOCONDOR4,5
CURITIBA PR 4.000.000.000 4,8
26 CASASPERNAMBUCANAS3
SÃOPAULO SP 3.749.885.000 -15,9
27 SONDASUPERMERCADOS3
SÃOPAULO SP 3.330.887.048 15,8
28 LOJASCEM3
SALTO SP 3.295.997.000 0,0
GRUPO/EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO
CIDADE UF VALOR(EMR$)
CRESCIMENTO
(EM%)
RANKING NOVAREJO
O faturamento dos 350 maiores varejistas
que atuam no Brasil somou mais de
R$493 bilhões em 2016
1.Faturamentoestimado. 2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário. 3.Faturamentoextraídodedemonstraçãocontábil. 4.Faturamentoextraídodefontessecundárias.
5.Faturamentobruto.6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa.
29
NÚMERODE
LOJAS
NÚMERODE
FUNCIONÁRIOS
PRESIDENTE/PRINCIPAL
EXECUTIVO BANDEIRAS
2.150 143.000 RONALDOIABRUDI
EXTRASUPERMERCADO,PÃODEAÇÚCAR,EXTRAHIPER,MINIMERCADO
EXTRA,MINUTOPÃODEAÇÚCAR,CASASBAHIA,PONTOFRIO,EXTRA.COM.BR,
CASASBAHIA.COM.BR,PONTOFRIO.COM,BARATEIRO.COM,PARTIUVIAGENS.
COM.BR,EHUB.COM.BR,ASSAÍ,GPAMALLS
374 80.021 CHARLESDESMARTIS CARREFOUR,ATACADÃOESUPECO
480 65.229 FLÁVIOCOTINI
WALMART,BIG,HIPERBOMPREÇO,BOMPREÇO,MERCADORAMA,
NACIONAL,MAXXIATACADO,TODODIA,SAM’SCLUB
1.127 34.069 MIGUELGOMESGUTIERREZ
LOJASAMERICANAS,AMERICANASEXPRESS,AMERICANAS.COM,
SUBMARINO,SHOPTIME,SOUBARATO,INGRESSO.COM,SUBMARINO
FINANCE,DIGITALFINANCEEB2WVIAGENS
3.760 7.000 ARTURGRYNBAUM OBOTICÁRIO,EUDORA,QUEMDISSE,BERENICE?ETHEBEAUTYBOX
1.420 28.878 MARCILIOD’AMICOPOUSADA DROGARAIAEDROGASIL
799 22.000
FREDERICOTRAJANOINACIO
RODRIGUES
MAGAZINELUIZA
211 22.839 CRISTIÁNGUTIERREZMAURER GBARBOSA,PERINI,MERCANTILRODRIGUES,BRETAS,PREZUNIC
74 9.046 MARCOSAMBROSANO MAKRO,MAKROSPECIALE,MAKROCESTAS
1.171 25.000 MARCELOMARTINELI DROGARIASÃOPAULOEDROGARIASPACHECO
1.050 10.497 FREDDYWU DIA%
37 14.338 ILSONMATEUSRODRIGUES
MIXATACAREJO,ELETROMATEUS,MATEUSCARD,ARMAZÉMMATEUS,
BUMBAMEUPÃO
444 18.079 JOSÉGALLÓ LOJASRENNER,CAMICADOEYOUCOM
277 16.000 PAULOCORREA C&A
800 20.000 RICARDONUNES INSINUANTE,RICARDOELETRO,CITYLAR,ELETROSHOPPINGESALFER
291 37.101 FLÁVIOROCHA RIACHUELO
952 21.225 MÁRIOQUEIROS FARMÁCIAPAGUEMENOS,PAGUEMENOSMANIPULAÇÃO
48 11.013 ÉDERSONMUFFATO SUPERMUFFATO
167 16.559 PEDROLOURENÇODEOLIVEIRA SUPERMERCADOSBH
34 11.641 CLAUDIOLUIZZAFFARI SUPERMERCADOZAFFARI,BOURBONSHOPPING
53 8.957 IGNÁCIOPEREIRA COMPER
40 9.300 ALAINRYCKEBOER LEROYMERLIN
902 50.000 PAULOCAMARGO MCDONALD’S,MCCAFÉ
94 10.000 LUCIANOHANG HAVAN
43 11.000 PEDROJOANIRZONTA SUPERMERCADOCONDOR
309 17.000 ANITALOUISEREGINAHARLEY PERNAMBUCANAS
41 9.910 NA SONDASUPERMERCADOSECOBALSUPERMERCADOS
245 9.500 NATALE DALLAVECCHIA LOJASCEM
NÚMERODE
LOJAS
NÚMERODE
FUNCIONÁRIOS
PRESIDENTE/PRINCIPAL
EXECUTIVO
BANDEIRAS
30
29 ATACADISTAROLDÃO1,4
SÃOPAULO SP 3.240.000.000 35,0
30 EPASUPERMERCADO4,5
BELOHORIZONTE MG 3.106.576.000 19,3
31 GRUPOHERVAL1,4
DOISIRMÃOS RS 3.000.000.000 7,1
32 GAZIN2
DOURADINA PR 2.879.412.553 3,9
33 HABIB’S1,4
ITAPEVI SP 2.837.500.000 13,5
34 ALPARGATAS3
SÃOPAULO SP 2.637.100.000 12,1
35 ANGELONI4,5
CRICIÚMA SC 2.523.479.381 5,6
36 SAVEGNAGOSUPERMERCADOS3
SERTÃOZINHO SP 2.247.882.000 15,0
37 LÍDERSUPERMERCADOS4,5
BELÉM PA 2.439.911.116 22,8
38 TENDA3
GUARULHOS SP 2.371.694.000 14,6
39 SPRINGSGLOBAL3
SÃOPAULO SP 2.311.300.000 1,9
40 MARISA3
SÃOPAULO SP 2.224.100.000 -10,4
41 COOP3
SANTOANDRÉ SP 2.166.017.000 9,7
42 DIMED3
ELDORADODOSUL RS 2.128.732.000 7,2
43 KALUNGA1,4
SÃOPAULO SP 2.100.000.000 10,5
44 SUPERNOSSO4,5
BELOHORIZONTE MG 2.054.252.752 6,0
45 SUPERMERCADOBAHAMAS4,5
JUIZDEFORA MG 2.024.512.373 18,3
46 CIDADECANÇÃO4,5
MARINGÁ PR 1.988.905.893 15,8
47 AMPMMINIMARKET1,4
RIODEJANEIRO RJ 1.968.453.180 8,9
48 DROGARIAARAÚJO4
BELOHORIZONTE MG 1.900.000.000 18,8
49 SAINTGOBAIN1,3
(Telhanorte) SÃOPAULO SP 1.367.637.040 -8,6
50 SPANIATACADISTA4,5
TAUBATÉ SP 1.875.226.642 22,7
51 GRUPOSBF3
SÃOPAULO SP 1.842.111.000 -9,5
52 SUPERMERCADOZONASUL5
RIODEJANEIRO RJ 1.798.049.549 9,6
53 CACAUSHOW2
ITAPEVI SP 1.785.924.382 18,6
54 MARTMINASATACADOEVAREJO4,5
CONTAGEM MG 1.778.403.995 36,0
55 GRUPOCARVALHO2
TERESINA PI 1.759.090.764 0,2
56 SARAIVA3
SÃOPAULO SP 1.737.563.000 -2,0
GRUPO/EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO
CIDADE UF VALOR(EMR$)
CRESCIMENTO
(EM%)
MAIORES350
30
RANKING NOVAREJO
31
30 4.000 RICARDOROLDÃO ATACADISTAROLDÃO
115 11.388 JOSÉNOGUEIRASOARESNUNES EPASUPERMERCADO
198 ND AGNELOSERVER LOJASTAQI,IPLACE,MYSTERYTECH
258 7.000
OSMARAPARECIDODIANIMDELLA
VALENTINA
GAZIN,ATACADOGAZIN,GAZINCOLCHÕES
450 24.400 ANTÓNIOALBERTOSARAIVA HABIB’S,RAGAZZO,BOX30,PROMILAT,ICELIPS/PORTOFINO,ARABIANBREAD
535 ND MÁRCIOLUIZSIMÕESUTSCH
HAVAIANAS,DUPÉ,TOPPER,RAINHA,MIZUNO,SETELÉGUAS,TIMBERLAND,
MEGGASHOP,OSKLEN
27 7.349 JOSÉAUGUSTOFRETTA ELETROANGELONI,SUPERMERCADOANGELONI,FARMÁCIAANGELONI
41 7.070 SEBASTIÃOEDSONSAVEGNAGO
SUPERMERCADOSAVEGNAGO,STARCINE,ROTISSERIASAVEGNAGO,
AUTOPOSTOSAVEGNAGO,LABELLAPASTA,CAFÉ&CIA
22 11.505 OSMARCORRÊARODRIGUES
SUPERMERCADOSLÍDER,LIDERZAN,MAGAZAN,FARMALÍDER,LÍDERSAÚDE,
SUPERPONTOS,CAFÉLÍDER,CASTANHEIRASHOPPINGCENTER,FOMENTO
MERCANTIL,CASTANHEIRAEMPREENDIMENTOSEPARTICIPAÇÕES,
FAZENDATRÊSMARIAS
25 4.415 CARLOSSEVERINI TENDAATACADO
239 8.328
JOSUÉCHRISTIANOGOMESDA
SILVA
CASAMOYSÉS,MMARTAN,ARTEX,SANTISTA,SPRINGMAID,FANTASIA,ARCO
IRIS,PALETTE,WABASSO,TEXMADE
398 15.000 MARCELOARAUJO MARISA
42 5.619
MARCIOFRANCISCOBLANCODO
VALLE
COOP,ZAPTCOOP,DROGARIASCOOP,POSTOSCOOP,COOPEMCASA.COM.
BR
369 4.675 JULIOMOTTINNETO PANVELFARMÁCIAS
160 ND ROBERTOGARCIA KALUNGA
37 4.660 EULERNEJM SUPERNOSSO,REDEAPOIOMINEIRO
39 5.898 JOVINOCAMPOS SUPERMERCADOBAHAMAS,EMPÓRIOBAHAMAS,BAHAMASMIX
46 6.120 CARLOSTAVARESCARDOSO
SUPERMERCADOSCIDADECANÇÃO,SUPERMERCADOSSÃOFRANCISCO,
COOPERREDE
2.166 ND JERÔNIMOSANTOS AMPM
160 7.000 MODESTOARAUJONETO DROGARIAARAÚJO,ARAÚJOMANIPULAÇÃO
70 3.350 MANUELCORREA TELHANORTE,BORDIGNON,CENTERLÍDER
15 3.120 CLEBERSANTANA COMERCIALZARAGOZA
259 ND PEDROZEMEL CENTAURO,NIKESTOREEBYTENNIS
37 6.609 FORTUNATOFERNANDOLETA SUPERMERCADOZONASUL,ZONASULATENDE,MEGABOX
2.050 7.218 ALEXANDRETADEUDACOSTA CACAUSHOW,BRIGADERIA
21 3.048 MURILOMARTINSAMARAL MARTMINASATACADO&VAREJO
47 5.313 REGINALDOMOUTADECARVALHO CARVALHOMERCADÃO,CARVALHOSUPERMERCADOECARVALHOJÚNIOR
113 4.860 JORGESARAIVANETO LIVRARIASARAIVA,EDITORASARAIVA,SARAIVADIGITAL
NÚMERODE
LOJAS
NÚMERODE
FUNCIONÁRIOS
PRESIDENTE/PRINCIPAL
EXECUTIVO
BANDEIRAS
31
1.Faturamentoestimado. 2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário. 3.Faturamentoextraídodedemonstraçãocontábil. 4.Faturamentoextraídodefontessecundárias.
5.Faturamentobruto.6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa.
Cerca de 26% dos 350 maiores grupos
varejistas do Brasil faturaram acima de
R$ 1 Bilhão em 2016
32
57 GIASSISUPERMERCADOS4,5
IÇARA SC 1.715.980.582 8,7
58 CLAMEDFARMÁCIAS1,4
JOINVILLE SC 1.700.000.000 22,9
59 POLISHOP1,4
JUNDIAÍ SP 1.680.000.000 12,0
60 EXTRAFARMA3,5
BELÉM PA 1.674.000.000 18,1
61 SUPERMERCADOSPAGUEMENOS4,5
NOVAODESSA SP 1.601.107.215 22,4
62 GRUPOCLAUDINO1,4
TERESINA PI 1.571.062.500 -0,2
63 GRUPODECMINAS5,4
CONTAGEM MG 1.568.888.890 9,7
64 NETSHOES4,5
SÃOPAULO SP 1.555.560.000 5,8
65 BRASILPHARMA3
SÃOPAULO SP 1.502.656.000 -37,9
66 HERING3
BLUMENAU SC 1.475.137.000 -7,2
67 SAPORE3,5
CAMPINAS SP 1.451.905.000 24,2
68 LOJASCOLOMBO53,5
FARROUPILHA RS 1.406.506.000 -9,0
69 BURGERKING3
BARUERI SP 1.400.000.000 47,4
70 FUJIOKAELETROIMAGEM3
GOIÂNIA GO 1.375.814.580 7,4
71 GRUPOTRIGO1,4
RIODEJANEIRO RJ 1.370.000.000 37,0
72 SUPERMERCADONORDESTÃO4,5
PARNAMIRIM RN 1.349.761.038 10,2
73 HORTIGILHORTIFRUTI3
CARIACICA ES 1.328.423.000 21,1
74 GRUPOZEMA1,4
ARAXÁ MG 1.319.500.000 -9,0
75 SUPERMERCADORISSUL4,5
ESTEIO RS 1.308.786.576 15,3
76 BRMANIA3
RIODEJANEIRO RJ 1.300.000.000 12,0
77 DROGARIASNISSEI1,4
CURITIBA PR 1.292.928.000 12,0
78 SELECT1
PETROLINA PE 1.288.205.312 10,4
79 DAFITIGROUP4
JUNDIAÍ SP 1.259.000.000 62,9
80 SUPERMERCADOABC4,5
DIVINÓPOLIS MG 1.245.836.353 17,5
81 AREZZO&CO3
BELOHORIZONTE MG 1.239.110.000 10,6
82 RIHAPPY3
SÃOPAULO SP 1.205.125.000 -15,6
83 BARBOSASUPERMERCADOS4,5
GUARULHOS SP 1.190.824.152 7,0
84 RESTOQUE3
SÃOPAULO SP 1.125.829.000 -5,3
85 SUPERMERCADOSIRMÃOSLOPES4,5
GUARULHOS SP 1.124.080.000 10,6
86 ATAKADÃOATAKAREJO4,5
SALVADOR BA 1.117.454.569 24,1
87 SUPERMERCADOSÃOVICENTE4,5
SÃOPAULO SP 1.030.258.571 ND
88 GRUPOSOMA1,4
RIODEJANEIRO RJ 1.030.000.000 14,5
GRUPO/EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO
CIDADE UF VALOR(EMR$)
CRESCIMENTO
(EM%)
MAIORES350
32
RANKING NOVAREJO
33
14 4.793 ZEFIROGIASSI GIASSISUPERMERCADOS
404 5.300 ALBERTOBORNSCHEIN DROGARIACATARINENSE,FARMAAGORA,FARMÁCIAPREÇOPOPULAR
230 2.500 JOÃOBOSCHILIAAPPOLINÁRIO POLISHOP
315 5.670 THILOMANNHARDT FARMÁCIASEXTRAFARMA
23 4.034 LAERTESANTICHIO SUPERMERCADOSPAGUEMENOS
228 16.000 JOÃOCLAUDINOFERNANDES ARMAZÉMPARAÍBA
13 3.122 EULERFUADNEJM
APOIOMINEIRO,DECMINAS,DAMINAS,UNIMINAS,NUMÉRICAMINAS,
FARMA
NA 2.487 MARCIOKUMRUIAN NETSHOES,ZATTINI
820 16.000 GABRIELMONTEIRO
DROGARIABIGBENN/GUARARAPES,FARMÁCIASANT’ANA,MAIS
ECONÔMICAFARMÁCIASEFARMAIS
642 7.600 FÁBIOHERING HERINGSTORE,PUC,HERINGKIDS,HERINGFORYOU,DZARM
1.100 15.000 DANIELRIVASMENDEZ VITRINESEFASTFOODSAPORE
258 5.548 ADELINOCOLOMBO LOJASCOLOMBO
601 6.000 IURIMIRANDA BURGERKING
58 2.400 TERUOFUJIOKA FUJIOKA
628 ND MARIOCHADY SPOLETO,KONISTOREEDOMINO’SPIZZA
9 2.911 MANOELETELVINODEMEDEIROS NORDESTÃO
41 4.605 ANTEROFILIPPO HORTIFRUTI,NATURALDATERRA
480 3.900 CÉZARCHAVES
ELETROZEMA,ZEMACIA.DEPETRÓLEO,CONSÓRCIOZEMA,
CONCESSIONÁRIASZEMA,ZEMAFASHION
47 4.738 AUGUSTODECESARO
SUPPERRISSUL,MACROMIXATACADO,NUMINSTANTE,CBS,VALORE,
ESTÂNCIARISSUL,AMIGOPET,DECSUL,COMPREBEM
1.303 ND ROGÉRIODEJESUS BRMANIACAFÉ,BRMANIAPADARIA
255 5.000 SERGIOMAEOKA FARMÁCIASNISSEI
998 ND CLAUDIAMALAGUERRA SELECT
NA 2.900 PHILLIPPOVEL DAFIT,TRICAE,KANUI
34 3.726 VALDEMARAMARAL DROGARIASABC,ABCATACADOEVAREJO,AUTOPOSTOSABC
565 4.000 ALESSANDROGIUSEPPECARLUCCI AREZZO,SCHUTZ,ANACAPRIEALEXANDREBIRMAN.
252 3.800 HÉCTORNÚÑEZ RIHAPPY,PBKIDS
31 4.038 NELSONBARBOSA BARBOSASUPERMERCADOS
327 ND MARCELOFARIADELIMA LELISBLANC,JOHNJOHN,BO.BÔ,NOIRLELISEROSACHÁ
27 3.358 MARCIOBARROS LOPESSUPERMERCADOS
7 1.770 TEOBALDOCOSTA ATAKADÃOATAKAREJO
20 3.489 MARCOSCAVICCHOLLI SUPERMERCADOSÃOVICENTE,ARENAATACADO
177 ND ROBERTOJATAHY FARM,ANIMALE,A.BRAND,FYI,FÁBULA,FOXTON,CRISBARROS
NÚMERODE
LOJAS
NÚMERODE
FUNCIONÁRIOS
PRESIDENTE/PRINCIPAL
EXECUTIVO
BANDEIRAS
33
1.Faturamentoestimado. 2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário. 3.Faturamentoextraídodedemonstraçãocontábil. 4.Faturamentoextraídodefontessecundárias.
5.Faturamentobruto.6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa.
1,3 milhão de colaboradores. É esta a
quantidade de pessoas empregadas
nos 350 maiores varejistas em 2016
34
89 LOJASLEBES4
ELDORADODOSUL RS 1.000.000.000 11,1
90 LOJASMARABRAZ1,4
SÃOPAULO SP 1.000.000.000 ND
91 TOK&STOK3
BARUERI SP 966.763.000 -7,4
92 GRUPOIMC3
SÃOPAULO SP 954.400.000 -10,6
93 JADZOGHEIB4,5
BAURU SP 932.342.614 13,2
94 FORMOSASUPERMERCADOS4,5
BELÉM PA 923.759.799 8,5
95 CASA&VÍDEO1,4
RIODEJANEIRO RJ 921.476.556 -12,0
96 SUPERMERCADOJAÚSERVES4,5
JAÚ SP 915.247.275 18,3
97 BIGBOX4,5
BRASÍLIA DF 912.413.861 29,5
98 EXTRABOMSUPERMERCADO4,5
SERRA ES 871.569.905 4,6
99 MERCADOTORREDEJACAREPAGUÁ4,5
RIODEJANEIRO RJ 860.090.486 11,1
100 SUPERMARKET4,5
RIODEJANEIRO RJ 860.090.468 11,1
101 TONINSUPERATACADO4,5
SÃOSEBASTIÃODOPARAÍSO MG 850.434.581 37,0
102 COVABRASUPERMERCADOS4
JUNDIAÍ SP 850.000.000 26,0
103 ÓTICASDINIZ4
SÃOPAULO SP 830.000.000 16,9
104 INBRANDS3
SÃOPAULO SP 825.695.000 -9,6
105 ÓTICASCAROL4
SÃOPAULO SP 813.700.000 16,2
106 DICICO3
SÃOPAULO SP 813.064.416 -17,6
107 GIRAFFAS1,4
SÃOPAULO SP 805.000.000 0,6
108 MÓVEISROMERA4
ARAPONGAS PR 800.000.000 -28,3
109 REDETOPSUPERMERCADOS4
BLUMENAL SC 768.936.415 ND
110 GRUPOCRM4
TAMBORÉ SP 747.000.000 -36,7
111 SUPERMERCADOSINTERCONTINENTAL4,5
SÃOJOÃODEMERITI RJ 725.290.321 6,3
112 SUPERMERCADOSUPERPÃO4,5
GUARAPUAVA PR 710.687.281 30,0
113 FERRAMENTASGERAIS4
PORTOALEGRE RS 700.000.000 0,0
114 FESTVAL4,5
CASCAVEL PR 698.158.549 16,9
115 SUPERCENTERNAZARÉ4,5
BELÉM PA 685.687.827 1,2
116 BRHOMECENTERS3
GOIÂNIA GO 683.743.000 -6,7
117 SUPERMERCADO&PADARIAVERDEMAR4,5
BELOHORIZONTE MG 664.885.367 20,3
118 KOCHSUPERMERCADOS4,5
TIJUCAS SC 662.135.929 19,0
119 SUPERMERCADOVIANENSE4,5
NOVAIGUAÇU RJ 658.472.498 0,1
GRUPO/EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO
CIDADE UF VALOR(EMR$)
CRESCIMENTO
(EM%)
MAIORES350
34
RANKING NOVAREJO
35
150 3.021 OTELMODREBES LOJASLEBES
135 ND NADERFARES LOJASMARABRAZ
54 4.100 GHISLAINEDUBRULE TOKSTOK
193 7.500 NEWTONMAIASALOMÃOALVES FRANGOASSADO,VIENAERACATERING
9 2.921 JADZOGHEIB CONFIANÇASUPERMERCADOS,CONFIANÇAFLEX
4 3.384 JOSÉSANTOSDEOLIVEIRA
SUPERFORMOSA,FORMOSAMIX,FORMOSAMOTOS,FORMOSAFARMA,
FORMOSAPOSTOS,FORMOSAPNEUS
ND ND FABIOCARVALHO CASA&VÍDEO
33 3.384 JOÃOSANZOVONETO JAÚSERVESUPERMERCADOS
16 2.025 MÁRIOHABKA BIGTRANSCOMERCIALDEALIMENTOS
26 3.781 LUIZCOUTINHO EXTRABOMSUPERMERCADOS
15 3.274 ERASMOGONÇALVESDASILVA MERCADOTORREDEJACAREPAGUÁ
15 3.274 WALTERSOUZACASTROFILHO SUPERMARKET
18 2.337 LUIZANTONIOTONIN TONINSUPERMERCADO,TONINSUPERATACADO
14 ND RONALDODOSSANTOS COVABRASUPERMERCADOS
950 ND ARIONEMONTEIRODINIZ ÓTICASDINIZ
368 ND NELSONALVARENGAFILHO
ELLUSEELLUSSECONDFLOOR,RICHARDSESELARIARICHARDS,VREVRKID,
SALINAS,ALEXANDREHERCHCOVITCH,BOBSTORE,MANDI,TOMMY,BRANDS
HOUSE
983 ND RONALDOPEREIRAJUNIOR ÓTICASCAROL
54 3.000 DIMITRIOSMARKAKIS DICICO,SODIMAC
420 9.500 ALEXANDREGUERRA GIRAFFAS,TOSTEX
189 4.000 LUIZAMENEGONROMERA MÓVEISROMERA
22 2.248 NORBERTOMURILOCAMPESTRINI
MOCAMSUPERMERCADOS,SUPERCENTRAL,SUPERMERCADO
CAMPESTRINI,SUPERMERCADOJANGADA,SUPERMERCADONARDELÃO,
SUPERMERCADOSCHMOLLER
786 ND RENATAMORAES KOPENHAGENECHOCOLATESBRASILCACAU
21 2.610 ANTÔNIOCUNHA SUPERMERCADOSINTERCONTINENTAL
24 2.256 LEONARDOVALENTEHYCZY SUPERPÃO,OBAATACADO,SUPERBARATÃO,TRIUNFANTE
9 1.300 EDUARDOSILVALOGEMANN FERRAMENTASGERAIS
12 2.204 ND SUPERBEAL
5 2.005 ARTURCORRÊA NAZARÉCOMERCIALDEALIMENTOSEMAGAZINE
25 ND EDUARDOAGUINADA TENDTUDOECASASHOW
8 3.302 ALEXANDREPONI VERDEMARSUPERMERCADO&PADARIA
15 2.154 EVALDOJOSÉKOCH SUPERMERCADOSKOCH
19 2.308 MARIOVIANA VIANENSESUPERMERCADOS
NÚMERODE
LOJAS
NÚMERODE
FUNCIONÁRIOS
PRESIDENTE/PRINCIPAL
EXECUTIVO
BANDEIRAS
35
1.Faturamentoestimado. 2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário. 3.Faturamentoextraídodedemonstraçãocontábil. 4.Faturamentoextraídodefontessecundárias.
5.Faturamentobruto.6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa.
Cerca de 2700 unidades físicas
foram abertas pelos 350 maiores
grupos em 2016
36
120 ARAÚJOMIX4,5
RIOBRANCO AC 640.952.326 16,7
121 GRUPOMM4
PONTAGROSSA PR 640.000.000 0,0
122 PRINCESASUPERMERCADOS4,5
RIODEJANEIRO RJ 629.137.946 17,4
123 CAEDU1,4
SÃOPAULO SP 610.500.000 11,0
124 SUPERMERCADOSUPERBOM4,5
CAMPOSDOSGOYTACAZES RJ 604.568.559 14,7
125 SUPERMERCADOSJOANIN4,5
SÃOCAETANODOSUL SP 602.921.691 7,5
126 SEMPREVALESUPERMERCADOS4,5
LIMEIRA SP 601.915.000 8,4
127 SUPERMERCADOCAMPEÃO4,5
RIODEJANEIRO RJ 598.085.167 7,6
128 LUPO3
ARARAQUARA SP 593.397.000 5,5
129 SUPERMERCADOSAVENIDA4,5
ASSIS SP 583.455.474 8,5
130 PROENÇASUPERMERCADO4,5
PEREIRABARRETO SP 578.250.818 18,0
131 DECATHLON1,4
EMBUDASARTES SP 575.000.000 15,0
132 LOJASKOERICH4
FLORIANÓPOLIS SC 572.000.000 10,0
133 CHILLIBEANS1,4
BARUERI SP 569.250.000 3,5
134 MERCADINHOSSÃOLUIZ4,5
FORTALEZA CE 563.659.970 12,7
135 SUPERMERCADOSIMPERATRIZ4,5
SANTOAMARODAIMPERATRIZ SC 557.892.700 6,9
136 ASUNSUPERMERCADOS4,5
GRAVATAÍ RS 553.575.914 23,0
137 Y.YAMADA4
BELÉM PA 551.000.000 -68,4
138 HALIPAR1,4
INDAIATUBA SP 550.000.000 10,0
139 SUPERIMEC4,5
LAJEADO RS 542.608.804 13,8
140 BERLANDA4
CURITIBANOS SC 540.000.000 0,0
141 FNAC1,4
SÃOPAULO SP 538.780.000 -7,5
142 MUNDOVERDE1,4
RIODEJANEIRO RJ 530.000.000 10,4
143 SUPERMERCADOFRANGOLÂNDIA4,5
FORTALEZA CE 519.902.759 14,6
144 SUPERMERCADODAFAMÍLIA4,5
JABOATÃODOSGUARARAPES PE 513.939.814 6,5
145 RMIXSUPERMERCADOS4,5
SIMÕESFILHO BA 513.890.432 26,9
146 ENXUTOSUPERMERCADOS4,5
CAMPINAS SP 505.924.017 6,0
147 PRIVALIA4
SÃOPAULO SP 500.000.000 1,6
148 PETZ4
SÃOPAULO SP 500.000.000 25,0
149 SUPERMERCADOSQUEIROZ4,5
MOSSORÓ RN 496.021.217 20,3
150 COMERCIALZAFFARI4,5
PASSOFUNDO RS 490.700.508 28,2
151 LEBISCUIT3
FEIRADESANTANA BA 485.803.000 9,3
152 VERANSUPERMERCADOS4,5
FERRAZDEVASCONCELOS SP 485.490.910 -0,2
GRUPO/EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO
CIDADE UF VALOR(EMR$)
CRESCIMENTO
(EM%)
MAIORES350
36
RANKING NOVAREJO
37
11 2.119 ALDENORARAUJO ARAÚJOMIX
214 3.000 JEROSLAUPAULIKI LOJASMERCADOMÓVEIS
26 2.299 RONALDTEIXEIRA PRINCESASUPERM
47 ND LENINHADEPALMA CAEDU
11 2.051 LICINIOMACIELBARCELOSNETTO BARCELOS&CIA
17 2.004 AMANCIOCRUZDOSSANTOS SUPERMERCADOSJOANIN
19 1.986 EUCLIDESPEZZI COMERCIALDELTAPONTOCERTO
21 2.270 LUIZCARLOSARBESMANSUR  SUPERMERCADOCAMPEÃO
320 ND LILIANAAUFIERO LUPO,LUPOSPORT
21 2.398 JOÃOANTÔNIOBINATO SUPERMERCADOSAVENIDA
13 1.611 FERNANDOLOPESFARINHA  PROENÇASUPERM
21 ND CEDRICBUREL DECATHLON
98 1.400 ANTÔNIOKOERICH LOJASKOERICH
699 4.794 CAITOMAIA CHILLIBEANS
16 1.541 FERNANDORAMALHO MERCADINHOSSÃOLUIZ
17 1.991 JOÃOBAPTISTALOHN SUPERMERCADOSIMPERATRIZ,IMPERATRIZGOURMET
27 2.577
ARMINIOJOSÉABREULIMADA
ROSA
ASUNCOMÉRCIODEGÊNEROSALIMENTÍCIOS
17 4.000 FERNANDOYAMADA Y.YAMADA,SUPERFARMAYAMADA
330 ND RICARDOJOSÉALVES GRILETTO,MONTANAEXPRESS,JINJINSUSHI,JINJINWOK,MYSANDWICH
21 1.891 LEONARDOTAUFER
IMECS.A.,ITALIANINHOALIMENTOS,LÍDERDOSULALIMENTOS,CHEFIMEC
RESTAURANTE,DESCOSUPER&ATACADO,FARMÁCIAIMEC
210 2.000 NILSOBERLANDA BERLANDA,GAVAZZONI
12 800 ARTHURNEGRI FNAC
400 ND CARLOSWIZARDMARTINS MUNDOVERDE,TACOBELL
10 2.118 JOSELIAXIMENESDEFARIAS SUPERMERCADOFRANGOLÂNDIA
19 1.487 EDVALDODOSSANTOS SUPERMERCADODAFAMÍLIA
10 1.437 JOÃOCLAÚDIOANDRADENUNES REDEMIXSUPERMERCADOS,ATACADÃOREDEMIX
6 1.499 PEDROCELSOGONÇALVES ENXUTOSUPERMERCADOS
NA 350 FÁBIOBONFÁ PRIVALIA
47 1.800 SERGIOZIMERMAN PETZ
25 1.705 EDSONQUEIROZ SUPERMERCADOSQUEIROZ,HIPERQUEIROZ
18 1.327 CLELCIZAFFARI COMERCIALZAFFARI,STOKCENTER
83 2.000
ROBERTOFERNANDOTÁVORA
HENTZY
LEBISCUIT,PLANETABEBÊ
12 1.957 ANTONIOLATUFCURY VERANSUPERMERCADOS
NÚMERODE
LOJAS
NÚMERODE
FUNCIONÁRIOS
PRESIDENTE/PRINCIPAL
EXECUTIVO
BANDEIRAS
37
1.Faturamentoestimado. 2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário. 3.Faturamentoextraídodedemonstraçãocontábil. 4.Faturamentoextraídodefontessecundárias.
5.Faturamentobruto.6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa.
Crescimento: Mesmo na crise, os 350
maiores varejistas tiveram um crescimento
médio do faturamento líquido de 12,1%
38
153 SUPERMERCADOGUANABARA4,5
PADREMIGUEL RJ 473.000.000 7,0
154 DELMOROSUPERMERCADOS4,5
ALTAFLORESTA MT 467.576.548 -3,1
155 CYBELAR4
TIETÊ SP 460.000.000 -23,3
156 MERCADINHOBELÉM4,5
FORTALEZA CE 457.769.842 6,1
157 MASTERSUPERMERCADOS4,5
ERECHIM RS 452.801.807 17,6
158 SUPERMERCADOSUPERLUNA3
BETIM MG 451.106.943 5,2
159 UNICOMPRASUPERMERCADOS4,5
ARAPIRACA AL 447.745.392 10,5
160 GRUPOMADERO4
CURITIBA PR 446.000.000 48,7
161 SUPERMERCADOPERUZZO4,5
BAGÉ RS 431.390.234 10,0
162 MULTICOISAS4
CAMPOGRANDE MS 425.000.000 -3,3
163 TNG4
BARUERI SP 422.185.022 1,1
164 AFEET1,4
SÃOPAULO SP 420.000.000 5,0
165 SUPERLAGOA4,5
FORTALEZA CE 404.697.919 17,5
166 GRUPOTRENDFOODS2
SÃOPAULO SP 402.500.000 3,3
167 GRUPOGRAZZIOTIN3
PASSOFUNDO RS 390.440.014 4,4
168 WINE.COM1,4
SERRA ES 390.000.000 30,0
169 HIPERIDEAL4,5
SALVADOR BA 388.226.962 6,4
170 HIGAATACADO4
CAMPINAS SP 386.048.257 46,9
171 REDEVIVO4,5
SANTACRUZDOSUL RS 385.049.345 22,4
172 LIVRARIACULTURA2
SÃOPAULO SP 385.000.000 -5,2
173 SUPERMERCADOSARCHER4,5
BRUSQUE SC 384.441.864 8,8
174 SUPERMERCADOSLARANJÃO4,5
SÃOJOSÉDORIOPRETO SP 378.365.207 4,6
175 DROGARIAONOFRE4
SÃOPAULO SP 375.000.000 1,0
176 CAMISARIACOLOMBO4
SÃOPAULO SP 370.000.000 -10,6
177 SUPERMERCADOFLORESTASUPERMARKET4,5
VOLTAREDONDA RJ 369.187.190 1,2
178 SALESSUPERMERCADOS4,5
BELOHORIZONTE MG 365.652.606 5,6
179 PATRONIPIZZA4
SÃOPAULO SP 360.000.000 -10,4
180 MARISOL3
JARAGUÁDOSUL SC 350.070.000 -18,5
181 RESERVA4
RIODEJANEIRO RJ 350.000.000 34,6
182 DISANTINNI1,4
QUEIMADOS RJ 339.480.000 0,0
183 SUPERMERCADOSPASTORINHO4,5
PRESIDENTEPRUDENTE SP 337.770.714 4,2
184 SUPERMERCADOBAKLIZI4,5
URUGUAIANA RS 332.410.859 18,8
185
PINHEIROSUPERMERCADO-OBOM
VIZINHO4,5
FORTALEZA CE 331.529.727 5,9
186 COFESA4,5
ITARARÉ SP 327.646.265 10,2
GRUPO/EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO
CIDADE UF VALOR(EMR$)
CRESCIMENTO
(EM%)
MAIORES350
38
RANKING NOVAREJO
39
10 2.212 ADEVILTONCORREADEMORAIS SUPERMERCADOGUANABARA
11 2.120 CLECINDODELMORO DELMOROSUPERMERCADOS
108 1.900 UBIRAJARAPASQUOTTO CYBELAR
10 1.724 ND MERCADINHOBELÉM
10 1.483 ND MASTER,ATACADÃOECONÔMICO
10 1.500 NAVARROAGOSTINOCÂNDIDO SUPERMERCADOSUPERLUNA
19 2.349 JADIELSONALMEIDA UNICOMPRASUPERMERCADOS,
84 3.100 HOMEROROIEKFILHO RESTAURANTESMADERO,MADEROSTEAKHOUSE
21 1.920 LINDONORPERUZZO PERUZZOSUPERMERCADOS
203 1.000 LINDOLFOMARTIN MULTICOISAS
179 ND TITOBESSAJÚNIOR TNG
189 1.500 LUIZMUNHOZ ARTWALK,MAGICFEET,TENNISEXPRESSEAUTHENTICFEET
14 1.901 MARCOANTÔNIOMOURA SUPERLAGOA
210 4.367 ROBINSONSHIBA CHINAINBOX,GENDAI
311 ND RENATAGRAZZIOTIN GRUPOGRAZZIOTIN,PORMENO$,TOTTALCASA&CONFORTO
NA ND ROGÉRIOMUNIZSALUME WINE.COM
11 860 JOÃOGUALBERTOVASCONCELOS HIPERIDEALSUPERMERCADOS
2 436 TOKUJINHIGA HIGAATACADO
23 1.352 ND REDEVIVO
17 1.400 SÉRGIOHERZ LIVRARIACULTURA
10 ND EDUARDOH.BATTISTIARCHER SUPERMERCADOSARCHER
9 1.247 ROBERTIJOSÉCATRICALA CATRICALA&CIA
37 2.000 MARIORAMOS DROGARIAONOFRE
320 ND WARLEYPIMENTEL CAMISARIACOLOMBO
14 1.594 ND FLORESTASUPERMERCADOS
13 1.100 JOSÉEDUARDODEALMEIDA SALESSUPERMERCADOS
210 ND RUBENSAUGUSTOJUNIOR PATRONIPIZZA
272 ND GIULIANODONINI MARISOL,MINERAL,LILICAREPILICAETIGORT.TIGRE
65 1.280 RONYMEISLER RESERVA
123 4.500 ARTHURTCHILIAN DISANTINNI
7 1.262 JOÃOGREGÓRIO SUPERMERCADOSPASTORINHO
11 1.325 MARIADOHORTO SUPERMERCADOSBAKLIZI
11 1.422 HONÓRIO PINHEIRO PINHEIROSUPERMERCADO,MUNDOPINHEIRINHO,PINO’SRESTAURANTE
8 961
GUMERCINDOFERREIRADOS
SANTOS
COFESA
NÚMERODE
LOJAS
NÚMERODE
FUNCIONÁRIOS
PRESIDENTE/PRINCIPAL
EXECUTIVO
BANDEIRAS
39
1.Faturamentoestimado. 2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário. 3.Faturamentoextraídodedemonstraçãocontábil. 4.Faturamentoextraídodefontessecundárias.
5.Faturamentobruto.6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa.
38% das sedes dos 350 maiores
varejistas estão localizadas no Estado
de São Paulo
40
187 REDEHIROTA4,5
SÃOPAULO SP 320.000.000 10,3
188 ABVSUPERMERCADOS4,5
DOURADOS MS 318.671.388 19,6
189 KARSTEN3
BLUMENAU SC 311.270.000 18,5
190 ATACADÃOMACRE4,5
PARAUPEBAS PA 307.746.066 23,6
191 BFFC2
RIODEJANEIRO RJ 305.240.000 -5,7
192 SUPERMERCADOALVORADA4,5
ITAJUBÁ MG 299.016.036 4,4
193 GFSUPERMERCADOS4,5
TRÊSCORAÇÕES MG 297.464.641 21,2
194 COSTAZULMULTIMERCADO4,5
SÃOGONÇALO RJ 285.000.000 84,8
195 GRUPORABELO4
MARACANAÚ CE 278.080.000 -72,1
196 STARBUCKS1,4
SÃOPAULO SP 277.752.000 ND
197 SUPERMERCADOIQUEGAMI4,5
OLÍMPIA SP 277.559.434 18,3
198 SUPERMERCADOBOMDIAPARAÍSO4,5
SARANDI PR 275.055.596 ND
199 SUPERMERCADOPORECATU4,5
SÃOPAULO SP 273.894.164 8,8
200 COTRIPAL4,5
PANAMBI RS 269.991.648 22,9
201 SUPERMERCADOSRIGHI4,5
SANTANADOLIVRAMENTO RS 269.720.963 13,5
202 SUPERMERCADOBERNARDÃO4,5
PATROCÍNIO MG 268.400.243 17,7
203 LIVRARIASCURITIBA3
CURITIBA PR 263.855.705 -4,8
204 SUPERMERCADOSPLANALTO4,5
ICARAÍMA PR 255.533.463 17,7
205 GRUPOSCALINA3
GUARULHOS SP 253.610.000 -2,4
206 THEBODYSHOP1,4
SÃOPAULO SP 253.212.634 -4,8
207 AGRICERSUPERMERCADOS4,5
CURITIBA PR 253.191.911 37,3
208 L’OCCITANE1,4
JUNDIAÍ SP 251.220.475 19,9
209 REIDOMATE4
SÃOPAULO SP 250.000.000 8,7
210 SUPERNICOLINI4,5
BAGÉ RS 247.407.971 23,9
211 IRANISUPERMERCADO4,5
CASCAVEL PR 247.071.831 9,2
212 CHOCOLÂNDIA4,5
SÃOPAULO SP 245.000.000 10,9
213 BASEATACADO4,5
TAGUATINGA DF 243.666.739 13,5
214 ATACADOTREICHEL4,5
PELOTAS RS 243.405.662 15,5
215 VIVENDADOCAMARÃO1,4
SÃOPAULO SP 240.000.000 20,0
216 DELTASUPERMERCADOS4,5
PIRACICABA SP 237.984.497 11,8
217 SUPERMERCADOSSUPERVI4,5
ANÁPOLIS GO 234.538.132 2,4
218 PARANÁSUPERMERCADOS4,5
CAMPOMOURÃO PR 233.873.039 13,7
219 CORDEIROSUPERMERCADOS4,5
DIAMANTINA MG 233.661.914 12,5
220 SUPERMAXI4,5
UBERLÂNDIA MG 232.183.959 17,9
221 IMAGINARIUM1,4
FLORIANÓPOLIS SC 230.000.000 12,2
GRUPO/EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO
CIDADE UF VALOR(EMR$)
CRESCIMENTO
(EM%)
MAIORES350
40
RANKING NOVAREJO
41
21 1.600 FRANCISCOHIROTA HIROTAFOODEXPRESS,HIROTASUPERMERCADOS
20 1.295 ARICLENESBENTOVICENTIN ABEVÊFÁCILMINIMERCADO,ABEVÊSUPERMERCADOS
8 3.200 ARMANDOHESSDESOUZA KARSTEN,KARSTENDECOR,KARSTENATELIÊ,KARSTENDESIGNETRUSSARDI
4 762 JÚNIORJOSÉBOERI ATACADÃOMACRE
1.192 21.456 RICARDOFIGUEIREDOBOMENY BOB’S,DOGGIS,YOGGI,PIZZAHUTEKFC
12 1.184 CIROMAGLIONI SUPERMERCADOSALVORADA
12 1.085 ND GFSUPERMERCADOS
5 1.160 ND COSTAAZULALIMENTOS
95 ND JOÃORABELO RABELO
103 ND RICARDORINKEVICIUS STARBUCKS
8 878 KIOSHIIQUEGAMI IQUEGAMISUPERMERCADOS
14 780 ND SUPERM.BOMDIAPARAÍSO
5 843 JOSÉFRANCISCODOSSANTOS SUPERMERCADOPORECATU
6 945 JOÃOLUIZDAROSALIMA COTRIPAL
12 887 VICTÓRIORIGHI SUPERMERCADOSRIGHI
5 650 ND SUPERM.BERNARDÃO
27 936 MARCOSPEDRI LIVRARIASCURITIBA
6 ND JOAQUIMFERNANDESMARTINS SUPERMERCADOSPLANALTO
100 2.700 LILIANAAUFIERO TRIFILESCALA
116 ND NATHALIEDEGOUVEIA THEBODYSHOP
11 1.157 JOSÉBRUNO AGRICERSUPERMERCADOS
250 ND NICOLASGEIGER L’OCCITANEPROVENCE,L’OCCITANEAUBRÉSIL
340 3.000 ANTÔNIO NASRAUI REIDOMATE
9 951 PATRIQUENICOLINI SUPERNICOLINI
3 792 OTÁVIOPEGORANO IRANISUPERMERCADOS
6 538 OSVALDONUNES CHOCOLÂNDIA
4 ND SÉRGIOLUZ BASEATACADO
1 458 ND TREICHEL
144 ND FERNANDOPERRI VIVENDADOCAMARÃO
6 1.153 ND DELTASUPERMERCADOS
12 746 VICENTEDESOUZALOBO SUPERVISUPERMERCADOS
6 795 ÁLVAROMACHADODALUZ PARANÁSUPERMERCADOS
6 792 ND CORDEIROSUPERMERCADOS
16 956 MILSONBORGESDOSSANTOS SUPERMAXI
192 750 NEWTONRIBEIRO IMAGINARIUM
NÚMERODE
LOJAS
NÚMERODE
FUNCIONÁRIOS
PRESIDENTE/PRINCIPAL
EXECUTIVO
BANDEIRAS
41
1.Faturamentoestimado. 2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário. 3.Faturamentoextraídodedemonstraçãocontábil. 4.Faturamentoextraídodefontessecundárias.
5.Faturamentobruto.6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa.
Quase 53% dos 350 maiores grupos
varejistas são Super e Hipermercados
42
222 SODIÊDOCES1,4
BOITUVA SP 230.000.000 5,5
223 BIBICALÇADOS1,4
PAROBÉ RS 223.271.627 23,0
224 HIPERMERCADOMOREIRA4,5
GOIÂNIA GO 222.912.099 18,6
225 SUPERDALPOZZO4,5
GUARAPUAVA PR 222.230.098 14,0
226 SUPERMERCADOSMANENTTI4,5
TREZEDEMAIO SC 221.373.198 10,9
227 CHIQUINHOSORVETES4
SÃOPAULO SP 220.000.000 29,4
228 REDECOMPRASSUPERMERCADOS4,5
CAMPINAGRANDE PB 216.057.076 15,1
229 ESSÊNCIAMÓVEIS2
CRUZEIRO SP 215.071.506 -27,7
230 SUPERMERCADOSRENA4,5
ITAÚNA MG 214.994.650 20,1
231 ALÔBEBÊ1,4
SÃOPAULO SP 200.600.000 0,3
232 FOTOTICA4
SÃOPAULO SP 200.000.000 38,9
233 REALSUPERMERCADOS4,5
NITERÓI RJ 199.794.344 2,3
234 SANTALOLLA1,4
SÃOPAULO SP 198.120.000 -6,5
235 BRASÃOSUPERMERCADOS4,5
CHAPECÓ SC 194.048.000 12,5
236 SUPERMERCADOSMIALICH4,5
RIBERÃOPRETO SP 193.968.582 2,4
237 SUPERMERCADODOPOVO4,5
SÃOFIDÉLIS CE 190.912.781 -7,8
238 TOMEELEVESUPERMERCADOS4,5
SÃOJOSÉDORIOPRETO SP 189.501.714 -7,5
239 UNICASA3
BENTOGONÇALVES RS 185.056.000 -16,9
240 SUPERMERCADOSFORTALEZA4,5
MACAPÁ AP 184.546.336 1,4
241 SUPERMERCADOSVISCARDI4,5
LONDRINA PR 183.869.273 0,9
242 ALTHOFFSUPERMERCADOS4,5
CRICIÚMA SC 182.369.000 24,8
243 CASADOCONSTRUTOR4
RIOCLARO SP 180.839.000 -1,2
244 CIATRADICIONALDECOMÉRCIO4
SÃOPAULO SP 180.000.000 ND
245 COCIPA4,5
INÚBIAPAULISTA SP 178.002.096 12,5
246 BIGMAISSUPERMERCADOS4,5
VALEDORIODOCE MG 177.903.000 18,5
247 CONSUL4,5
IPATINGA MG 177.005.281 -2,5
248 MADERAMADERA1,4
CURITIBA PR 176.000.000 100,0
249 SUPERMERCADOSNORI4,5
BATATAIS SP 174.798.261 15,3
250 SUPERMERCADOLSGUARATO4,5
UBERABA MG 174.252.048 2,8
251 SUPERMERCADOPRÓBRASIL4,5
GOIÂNIA GO 171.726.972 11,5
252 HIPERMERCADOSANTAHELENA4,5
SETELAGOAS MG 170.349.836 11,5
253 MEGAMATTE1,4
RIODEJANEIRO RJ 169.000.000 30,0
GRUPO/EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO
CIDADE UF VALOR(EMR$)
CRESCIMENTO
(EM%)
MAIORES350
42
RANKING NOVAREJO
43
260 ND CLEUSADASILVA SODIÊDOCES,SODIÊSALGADOS
87 1.500 MARLINKOHLRAUSCH BIBICALÇADOS
3 564 AGNALDOMOREIRADACOSTA HIPERMOREIRA
1 393 ND SUPERDALPOZZO
8 892 VOLNEIMANENTTI SUPERMERCADOSMANENTTI
402 1.500 ISAÍASBERNARDES CHIQUINHOSORVETES
5 614 VAMBERTOFARIAS REDECOMPRASSUPERMERCADOS
NA 9 EDERDOPRADO ESSÊNCIAMÓVEISEDECORAÇÃO
10 997 ALEXANDREMACHADOMAROMBA SUPERMERCADOSRENA
26 ND MILTONBUENO JOY,LOBOH,MORENAROSA,MARIAVALENTINA,ZINCO
105 900 STEFANNILSSON FOTOTICA
6 626 ND REALSUPERMERCADOS
127 ND FÁBIOMARTINEZ SANTALOLLA
4 658 MARCOSANTÔNIOMOSCHETTA BRASÃOSUPERMERCADOS
10 911 AURÉLIOMIALICHI SUPERMERCADOSMIALICH
7 860 FERNANDOALVARENGA SUPERMERCADODOPOVO
9 701 ANTÔNIODAHER TOMELEVE
410 577 FRANKZIETOLIE DELLANNO,FAVORITA,NEWECASABRASILEIRA
7 1.036 ANTÔNIOROCHAFILHO SUPERMERCADOS&MAGAZINEFORTALEZA
11 785 LUIZCARLOSVISCARDI SUPERMERCADOSVISCARDI
10 887
PAULOALTHOFF,FLÁVIOALTHOFFE
FLÁRISALTHOFF
ALTHOFFSUPERMERCADOS
245 ND ALTINOCRISTOFOLETTI CASADOCONSTRUTOR
30 1.400 RICARDOGARRIDO
ORIGINAL,LANCHONETESDACIDADE,BRÁZPIZZARIA,PIRAJÁ,ICI
BRASSIERE,SUBASTOR,BARASTOR,BRÁZTRATTORIA,CÂMARAFRIA
1 333 SANDRABAUMGARTNER COCIPA
4 747 ND BIGMAISSUPERMERCADOS
4 659 ND CONSULCOOPERATIVA
NA 230 DANIELSCANDIAN MADERAMADERA
6 606 ND SUPERMERCADOSNORI
1 310
SERGIOMARCOSGUARATOEJOSÉ
LUIZGUARATO
LSGUARATO
4 393 ND SUPERMERCADOPRÓBRASIL
7 854 ND HIPERSANTAHELENA,SUPERSANTAHELENA
130 1.500 JULIODIAS MEGAMATTE
NÚMERODE
LOJAS
NÚMERODE
FUNCIONÁRIOS
PRESIDENTE/PRINCIPAL
EXECUTIVO
BANDEIRAS
43
1.Faturamentoestimado. 2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário. 3.Faturamentoextraídodedemonstraçãocontábil. 4.Faturamentoextraídodefontessecundárias.
5.Faturamentobruto.6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa.
Cerca de 94% das 350 maiores
empresas do varejo nacional possuem
capital fechado
44
254 SUPERMERCADOSMYATÃ4,5
LAGES SC 165.707.187 6,3
255 SUPERMERCADOSERRANO4,5
IBIÚNA SP 161.000.000 7,3
256 ICOMMGROUP4
SÃOPAULO SP 160.000.000 ND
257 SUPERMERCADOTISCHLER4,5
CACHOEIRADOSUL RS 155.362.332 7,3
258 BARBOSASUPERMERCADO4,5
AMPARO SP 155.341.525 8,0
259 SUPERCOPAGRIL4,5
MARECHALCÂNDIDORONDON PR 150.849.092 15,2
260 SJSUPERMERCADOS4,5
CONTAGEM MG 149.784.687 0,2
261 ALMEIDAMERCADOS4,5
CAMBÉ PR 142.947.775 8,3
262 SUPERSÃOJOÃO4,5
CATALÃO GO 142.005.681 -32,4
263 MIGSUPERMERCADO4,5
MAFRA SC 135.420.432 29,0
264 COPACOL4,5
CAFELANDIA PR 134.822.662 -4,4
265 SUPERMERCADOSANTOÂNTONIO4,5
GUARAPARI ES 134.700.567 0,5
266 MAHOGANY1,4
SÃOPAULO SP 128.880.000 17,2
267 GRUPOBONAPARTE1,4
RECIFE PE 127.600.000 10,0
268 FRAN’SCAFÉ1,4
BARUERI SP 127.548.000 6,3
269 SUPERMERCADOJB4,5
FRUTAL MG 126.680.507 24,2
270 CONTEM1G1,4
SÃOJOÃODABOAVISTA SP 125.000.000 -22,5
271 SUPERCENTERNORTE4,5
PATOBRANCO PR 120.909.070 27,3
272 UATT?4
SÃOJOSÉ SC 120.000.000 9,1
273 BOOKPARTNERS4
JANDIRA SP 117.300.000 15,0
274 ATACADOVILANOVA4,5
POÇOSDECALDAS MG 113.457.856 190,9
275 JUBASUPERMERCADOS4,5
CÁCERES MT 112.250.000 10,0
276 CROASONHO4
CAXIASDOSUL RS 110.000.000 32,5
277 COOPERA14,5
PALMITOS SC 109.716.216 ND
278 VIAMIA1,4
RIODEJANEIRO RJ 103.950.000 20,0
279 DVILLESUPERMERCADOS4,5
UBERLÂNDIA MG 101.895.470 ND
280 REDELEVEPIZZA4,5
SÃOJOSÉDORIOPRETO SP 100.000.000 ND
281 PITICASMODASCRIATIVA1,4
SÃOPAULO SP 100.000.000 66,7
282 CPQBRASIL3
SÃOPAULO SP 98.409.000 -8,6
283 SUPERMERCADOMARTENDAL4,5
LAGES SC 98.230.548 29,3
284 COOPERMIL4,5
SANTAROSA RS 92.704.264 14,4
285 SUPERMERCADOVERATTI4,5
CAMPOGRANDE MS 90.794.000 14,9
GRUPO/EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO
CIDADE UF VALOR(EMR$)
CRESCIMENTO
(EM%)
MAIORES350
44
RANKING NOVAREJO
45
9 640 ND SUPERMERCADOSMYATÃ
10 511 JOSÉANTÔNIOCORDEIROROXO SERRANOSUPERMERCADOEATACADO
NA ND ND SHOP2GETHER,OQVESTIR
9 634 ND SUPERMERCADOSTISCHLER
4 505 ND SUPERMERCADOGUARANI
5 425 MOACIRFROEHLICH SUPERCOPAGRIL
9 819 ND SJSUPERMERCADOS
7 425 ND ALMEIDAMERCADOS
12 664 ND SUPERM.SÃOJOÃO
7 256 ARLINDOMIGUEL
MIGSUPERMERCADOS,MIGVOLANTE,MIGATACAREJO,MIGHORTIFRUTI,
MIGCD
6 419 VALTERPITOL COPACOL
7 556 JORGEZOUAIN SUPERM.SANTOANTONIO
179 ND JAIMEDRUMMOND MAHOGANY
98 ND LEONARDOLAMARTINE BONAPARTE,DONATÁRIO,ESPAÇOSUSHI,MONALISA,ESPAÇOÁRABE
122 ND JOÃOAUGUSTOPENNA FRAN’SCAFÉ
7 474 JOSÉBERNABÉ SUPERM.JB
148 ND ROGÉRIORUBINI CONTÉM1G
3 250 NESTORLACHMAN SUPERCENTERNORTE
87 ND
RAFAELBIASOTTO,DARINO
MOREIRATENÓRIO
UATT?
14 220 CARLOSHENRIQUEDECARVALHO CIADOSLIVROS
2 305 LEONARDOSEVERINI ATACADOVILANOVA
7 476 MIRKORIBEIRO JUBASUPERMERCADOS
72 ND GUSTAVOSUSIN CROASONHO
20 254 ELIOCASARIN COOPERA1
80 ND
ROGERSABBAG,ANDREISABBAG,
DANIELASABBAG
VIAMIA
4 402 ND DVILLESUPERMERCADOS
130 ND TIAGOAZEM REDELEVEPIZZA
279 ND
VINICIUSROSSETTI,FELIPE
ROSSETTI
PITICASMODACRIATIVA
331 ND ALBERTOCARNEIRONETO CASADOPÃODEQUEIJO,OMELHORBOLODECHOCOLATEDOMUNDO
1 227 RUTEDALBEM SUPERM.MARTENDAL
12 325 JOELANTÔNIOCAPELETTI COOPERMIL
5 329 CARLOSHENRIQUERIBEIROALVES SUPERM.VERATTI
NÚMERODE
LOJAS
NÚMERODE
FUNCIONÁRIOS
PRESIDENTE/PRINCIPAL
EXECUTIVO
BANDEIRAS
45
1.Faturamentoestimado. 2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário. 3.Faturamentoextraídodedemonstraçãocontábil. 4.Faturamentoextraídodefontessecundárias.
5.Faturamentobruto.6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa.
A rentabilidade por loja das 350
maiores varejistas caiu 0,5% em 2016
46
286 SUPERMERCADOCAIRU4,5
GARIBALDI RS 84.244.996 15,4
287 LEOCOSMÉTICOS4
LONDRINA PR 82.000.000 ND
288 SÃOJOÃOSUPERMERCADOS4,5
GUAXUPÉ MG 80.386.119 -2,0
289 RABUSCH4
PORTOALEGRE RS 80.000.000 53,8
290 SUPERMERCADOSUPERÚTIL4,5
PASSOFUNDO RS 76.030.382 7,1
291 LIVRARIADATRAVESSA4
RIODEJANEIRO RJ 75.000.000 ND
292 SUPERMERMERCADONIDOBOX4,5
FORTALEZA CE 74.997.843 11,9
293 SUPERMERCADORUSCITO4,5
IBATÉ SP 74.262.830 6,1
294 SUPERMERCADODOFRADE4,5
ILHABELA SP 72.695.069 29,8
295 OVERBOARD1,4
SANTATERESINHA SP 72.000.000 ND
296 EBAL-EMPRESABAIANADEALIMENTOS4
SALVADOR BA 68.500.000 -86,8
297 SUPERMERCADOSÃOSEBASTIÃO4,5
SANTARITADOPASSAQUATRO SP 67.834.379 7,7
298 SUPERMERCADOSDALPIAZ4,5
OSÓRIO RS 67.746.312 25,5
299 SUPERMERCADOCOTRIEL4,5
ESPUMOSO RS 66.616.011 0,9
300 SUPERMERCADOMÃERAINHA4,5
ITAITINGA CE 63.392.895 0,6
301 HANDBOOK4
SÃOPAULO SP 62.800.000 ND
302 AMORAOSPEDAÇOS1,4
SÃOPAULO SP 62.400.000 -2,5
303 SUPERMERCADOCIDADE4,5
ANANINDÉUA PA 57.798.730 1,4
304 SUPERMERCADOPARATODOS4,5
SANTAHELENADEGOIAS GO 56.468.227 31,3
305 SAITOSUPERMERCADOS4,5
NOVAMUTUM MT 56.096.893 24,7
306 SUPERMERCADOSFORMENTON4,5
CANOAS SC 56.056.633 9,9
307 AMANTINOSUPERMERCADO4,5
VIÇOSA MG 55.253.439 ND
308 VIPISUPERMERCADOS4,5
SÃOMIGUELDOOESTE SC 55.030.550 14,6
309 SUPERAURIVERDE4,5
MARAVILHA SC 54.931.473 ND
310 SUPERMERCADOLUZITANA4,5
CACOAL RO 54.714.536 9,4
311 SUPERMERCADOLENZ4,5
VENÂNCIOAIRES RS 54.309.914 18,1
312 HIPERSÃOPAULO4,5
CRUZDASALMAS BA 53.000.000 15,2
313 SUPERMERCADOSPECIALE4,5
BAUNEÁRIOCAMBORIÚ SC 52.773.493 119,9
314 REDESUPERMERCADOSZARPELLON4,5
VIDEIRA SC 52.716.725 ND
315 TIPTOP3
SÃOPAULO SP 51.528.000 -26,8
316 NUTTYBAVARIAN1,4
SÃOPAULO SP 51.000.000 8,5
317 MERCADÃODOSÓCULOS4
SÃOJOSÉDORIOPRETO SP 50.000.000 50,2
GRUPO/EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO
CIDADE UF VALOR(EMR$)
CRESCIMENTO
(EM%)
MAIORES350
46
RANKING NOVAREJO
47
1 181 ALEXANDRANICOLINIBRUFATTO SUPERM.CAIRU
11 350 FÁBIOKAI LEOCOSMÉTICOS
3 217 JARBASCORRÊAFILHO SÃOJOÃOSUPERMERCADOS
39 199 ALCIDESDEBUS RABUSCH
4 289
NILZAALVESDECASTRO
LEONARDO
SUPERM.SUPERÚTIL
8 ND RUICAMPOS LIVRARIADATRAVESSA
3 335 ND SUPERMERMERCADONIDOBOX4,5
3 290 ND SUPERMERCADORUSCITO
1 295 ND SUPERM.DOFRADE
20 ND JOÃOLUIZPEREZ OVERBOARD
84 800 LUISGUSTAVOVALENTEVEIGA CESTADOPOVO
4 229 MARCIAPADUANDINARDI SUPERM.SÃOSEBASTIÃO
4 233
UGODALPIAZ,PEDROJOÃO
FERRARIEGILBERTODALPIÁS
SUPERMERCADOSDALPIAZ
9 278 LEOCEZARNICOLINI SUPERM.COTRIEL
4 289
MARIAVERONICAFERNANDESDA
SILVA
SUPERMERCADOMÃERAINHA4,5
37 ND SERGIOZEITUNLIAN HANDBOOK
52 ND IVANICALAREZI AMORAOSPEDAÇOS
5 391 ND SUPERM.CIDADE
3 206 OLEGARIODOMINGUESGARCIA SUPERM.PARATODOS
2 228 NAOTOSAITO SUPERSAITOSUPERMERCADOS
3 210 ND SUPERMS.FORMENTON
2 143 ND AMANTINOSUPERMERCADO
3 164 ERMINDOCRESTANI VIPISUPERMERCADOS
3 142 CLAUDIOPOST  SUPERAURIVERDE
1 186 VERALUCIASILVASZCZPANSKI SUPERM.ALUZITANA
2 163 CARLALENZ  SUPERMERCADOLENZ
2 144 ROBERTOALMEIDADOSSANTOS HIPERSÃOPAULO
2 160 ND SUPERM.SPECIALE
5 206 ND  REDESUPERM.ZARPELLON
107 ND DAVIDBOBROW TIPTOP
130 ND ADRIANAAURIEMO NUTTYBAVARIAN
105 420 GUSTAVODEFREITASMARTINO MERCADÃODOSÓCULOS
NÚMERODE
LOJAS
NÚMERODE
FUNCIONÁRIOS
PRESIDENTE/PRINCIPAL
EXECUTIVO
BANDEIRAS
47
A produtividade por funcionário
dos 350 maiores grupos cresceu 8%
em relação a 2015
1.Faturamentoestimado. 2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário. 3.Faturamentoextraídodedemonstraçãocontábil. 4.Faturamentoextraídodefontessecundárias.
5.Faturamentobruto.6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa.
MAIORES350
48
GRUPO/EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO
CIDADE UF VALOR(EMR$)
CRESCIMENTO
(EM%)
318 ICECREAMY4
CATANDUVA SP 50.000.000 150,0
319 SUPERMERCADOLOCATELLI4,5
ROLÂNDIA PR 49.211.579 ND
320 GIULIANAFLORES1,4
SÃOCAETANODOSUL SP 48.372.480 14,0
321 DNANATURAL4
TRINDADE SC 48.000.000 -9,4
322 PAXÁSUPERMERCADO4,5
MANHUAÇU MG 47.844.368 29,3
323 BEBÊSTORE3
BARUERI SP 46.898.000 -16,9
324 SUPERMERCADOSSANTOÂNTONIO4,5
GUARAPARI ES 46.230.133 21,7
325 SUPERMERCADOKICARNEMASTER4,5
AMAMBAÍ MS 46.089.955 9,7
326 SUPERMERCADOSÃOSEBASTIÃO4,5
SANTACRUZDORIOPARDO SP 42.000.000 ND
327 BARATÃOSHOPPING4,5
IPORÁ GO 41.625.000 1,5
328 SUPERMERCADORODAVIVA4,5
MACEIÓ AL 40.980.782 13,8
329 SUPERMAIS4,5
BELOHORIZONTE MG 40.423.666 3,7
330 BRASILEIRINHODELIVERY4
SÃOJOSÉDORIOPRETO SP 40.000.000 263,6
331 FOGODECHÃO1,4
SÃOPAULO SP 39.772.000 7,8
332 SUPERMERCADONOVAOPÇÃO4,5
SERRATALHADA PE 38.680.547 ND
333 SUPERMERCADONOBRE4,5
SANTANADOIPANEMA AL 38.099.672 ND
334 MOLDURAMINUTO4
SÃOPAULO SP 37.000.000 23,3
335 SUPERMERCADOGURIZÃO4,5
COLATINA ES 36.601.796 ND
336 MRS.CHENEYCOOKIES4
SÃOPAULO SP 35.000.000 52,2
337 COAGRISOL4,5
SOLEDADE RS 32.792.907 9,3
338 SUPERMERCADOKERN4,5
IVOTI RS 31.090.247 19,6
339 SUPERMERCADOPROENÇA4,5
OSASCO SP 30.000.000 ND
340 SUPERMERCADOZABOT4,5
SÃOJOAQUIM SC 29.032.870 38,3
341 COOPA4,5
PATROCÍNIO MG 28.586.508 ND
342 SUPERMERCADOFARIA4,5
ITAPECERICA MG 28.539.391 24,1
343 SUPERMERCADOFELIZ4,5
MARINGÁ PR 28.528.712 24,0
344 HIPERMACHADO4,5
ÁGUABOA MT 27.874.652 16,1
345 COOPERTUPY4,5
JOINVILLE SC 27.543.272 6,7
346 CARNAÚBASUPERMERCADO4,5
FORTALEZA CE 26.795.000 ND
347 SUPERMERCADOSULAMERICA4,5
GUANHÃES MG 25.261.241 ND
348 FOM1,4
SÃOPAULO SP 25.200.000 ND
349 MERCADOPREDILETO4,5
PORTOALEGRE RS 25.124.104 32,2
350 DASLU4
SÃOPAULO SP 25.000.000 -75,0
49
NÚMERODE
LOJAS
NÚMERODE
FUNCIONÁRIOS
PRESIDENTE/PRINCIPAL
EXECUTIVO
BANDEIRAS
70 250 EMERSONSERANDIM ICECREAMY
2 155 ND SUPERM.LOCATELLI
NA 120 CLÓVISSOUZA GIULIANAFLORES
49 ND PAULOCONRAD DNANATURAL
3 233 PAULOCESARNOGUEIRAGOMES PAXÁSUPERM
NA ND RAFAELBARBOSASANTOSCOELHO BEBÊSTORE
2 222 JORGEZOUAIN SUPERM.SANTOANTÔNIO
1 80 MARLOSMATHIASSIGNORI SUPERM.KICARNEMASTER
1 85 ND SUPERM.SÃOSEBASTIÃO
1 95 ANGELOMACEDODASILVA BARATÃOSHOPPING
1 125 SERGIORICARDOBRAGAPESSOA SUPERMERCADORODAVIVA
2 250 ND SUPERMAIS
110 ND ADRIANOMASSI BRASILEIRINHOSDELIVERY
10 ND JANDIRDALBERTO FOGODECHÃO
3 100 NELSONJOÃO NOVAOPÇÃO
2 178 ALBERTONOBREOLIVEIRA SUPERMERCADONOBRE
60 ND ANTÔNIOVIEGAS MOLDUTAMINUTO
2 129 ROBERTOGATTIFILHO SUPERM.GURIZÃO
60 ND LINDOLFOPAIVA MRS.CHENEYCOOKIES
7 151 JOSÉLUIZLEITEDOSSANTOS COAGRISOL
2 129 MARCOSANIBALKERN SUPERM.KERN
3 99 ND SUPERM.PROENÇA
2 75 EDUARDOZABOT SUPERMERCADOZABOT
2 96 RENATONUNESDOSSANTOS COOPA
2 93 JEOVANYDASILVEIRAGONCALVES SUPERM.FARIA
19 100 LUCIMARALMINDADASILVALOPES SUPERM.FELIZ
1 103 DELVANDATOMAZNETABORGES HIPERMACHADO
1 68 ND COOPERTUPY
2 165 ND CARNAÚBASUPERM
1 115 LEANDROCHARLESPOERSCH SUPERM.SULAMERICA
42 350 SIDNEYRABINOVITCH FOM
2 94 ND MERCADOPREDILETO
3 100 ALBERTOMAIA DASLUOFICIAL
1.Faturamentoestimado. 2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário. 3.Faturamentoextraídodedemonstraçãocontábil. 4.Faturamentoextraídodefontessecundárias.
5.Faturamentobruto.6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa.
As 350 maiores empresas varejistas tiveram
uma taxa média de expansão de suas
unidades físicas de cerca de 8% em 2016
50
C onhecer a dinâmica do mercado em que se atua é importante para empresários de qualquer segmento. Em
alguns setores,porém,é mais difícil ter uma visão completa e detalhada do mercado.É o caso do varejo.Além de pulverizado,
o setor é composto, em grande parte, por empresas de pequeno e médio portes – o que torna mais difícil a construção de uma
visão panorâmica de todo o setor, uma vez que grande parte das empresas do varejo não divulga seus dados.
Além disso, diferente de muitos segmentos da economia, entender o varejo é olhar para além das dimensões financeiras
e operacionais, já comumente analisadas. Diante das atuais conjunturas econômica e política, quaisquer aspectos adicionais que
sejam considerados e estudados fazem a diferença. Um desses aspectos é a gestão de riscos e dimensões relativa a estratégias.
Considerando o comportamento cada vez mais digital dos consumidores e a tendência de digitalização dos negócios, também é
preciso considerar dimensões relativas a canais e tecnologias.
50
Construir um panorama do varejo requer avaliar mais do
que dados financeiros e operacionais. Estudo do Centro de
Inteligência Padrão – CIP investigou o varejo além do óbvio
INSIGHTS:
O VAREJO EM DEZ DIMENSÕES
POR GUSTAVO GURGEL
RANKING NOVAREJO
51
1. DIMENSÃO FINANCEIRA
Nesta dimensão, são avaliados cinco indicadores, como mostra o gráfico 1:
crescimento do faturamento, crescimento do lucro líquido, crescimento do EBITDA,
crescimento do CAPEX e previsão de faturamento para o próximo ano.
A análise mostra que, entre 2014 e 2016, o faturamento das empresas do
varejo apresentou taxas médias de crescimento positivas, ainda que menores ao longo
do tempo e abaixo das expectativas de cada ano, passando de 16,8% em 2014 para
12,2% em 2016.Em 2015,ano em que a recessão se fez mais presente,também houve
crescimento, mas em um nível bem menor que nos demais anos analisados.
A redução do crescimento do faturamento gerou impactos diretos nos in-
dicadores de lucro líquido e do EBITDA. Em 2015, houve forte recuo de 14,1% e
15,2%, respectivamente. Possivelmente esta retração tenha sido resultante do tempo
que as empresas necessitam para adequar seus planejamentos e custos perante os
resultados. Apesar do recuo, em 2016 houve recuperação, ainda que em patamares
inferiores a 2014.
A expectativa de aumento das receitas apresentou apenas uma leve retração
no ano de 2015, em relação a 2014. Em 2016, ela retoma um patamar próximo ao de
2014, de 19,4%. Os números mostram que houve melhora em 2016, possivelmente
fruto das mudanças ocasionadas pelo impeachment de Dilma Rousseff e pela reto-
mada da confiança do investidor e dos empresários no segundo semestre do ano.
Os números dessa dimensão ainda mostram que os resultados das empresas
para 2015 podem também estar ligados ao crescimento do CAPEX.Mesmo com fatu-
ramento menor, as empresas continuaram investindo em ativos, o que resulta em retor-
nos no médio e longo prazos, mas gera “reduções de performance”na análise pontual.
2. DIMENSÃO OPERACIONAL
A dimensão operacional das empresas varejistas foi analisada por meio de
quatro indicadores: crescimento do número de lojas, crescimento do número de lojas
RANKING NOVAREJO
Quando falamos de varejo, po-
rém, há outros elementos que precisam
ser analisados que têm forte peso no
entendimento do setor. Nesse sentido, é
impossível não abordar também o rela-
cionamento com o cliente. O contínuo
surgimento de novos canais de comu-
nicação entre clientes e empresas traz a
constante necessidade de atualização e
aprimoramento das centrais de atendi-
mento. Mais importante que dispor de
diversos canais, é ter canais que funcio-
nem de maneira eficiente e rápida.
A fim de enriquecer o merca-
do varejista com informações relevantes,
o Centro de Inteligência Padrão – CIP
realizou uma pesquisa com os maiores
varejistas do País. Procuramos fazer o
mais completo mapeamento do setor,
apresentando informações valiosas de
difícil acesso e com grande potencial de
impacto nas performances das empresas.
A ideia do estudo é compre-
ender as dimensões relevantes para o
mercado varejista brasileiro. Com uma
visão clara e direta, o material apresenta
informações que, algumas vezes, passam
despercebidas pelos empresários do se-
tor, que geralmente estão focados em
resultados operacionais e financeiros de
curto prazo.
Nesse estudo, foram investiga-
das dez dimensões relevantes e de im-
pacto para as empresas do setor:
1. Financeira
2. Operacional
3. Gestão de Riscos
4. Estratégia
5. Recursos Humanos
6. Central de Atendimento
7. Ferramentas e Serviços
8. Tecnologia da Informação
9. Loja Virtual
10.Trocas
RANKING NOVAREJO
GRÁFICO 1 – INDICADORES DA DIMENSÃO FINANCEIRA
16,8%
Crescimento do
faturamento
Crescimento
do CAPEX
Previsão de
faturamento
9,2%
12,2%
21,1%
13,7%
-14,1%
Crescimento do
lucro líquido
6,3%
25,0%
-15,2%
Crescimento
do EBITDA
25,0%
19,3%
13,2%
19,7%
16,6%
19,4%
2014 2015 2016
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
52
em shopping, crescimento do faturamento em lojas de shopping e crescimento do
faturamento em lojas franqueadas.
Como 40% do faturamento das empresas analisadas advém das lojas de sho-
ppings, este indicador ganha relevância. Além disso, boa parte das marcas opera com
franquias – essencialmente localizadas nos centros de compra.O faturamento de lojas
franqueadas apresentou, em 2015 e 2016, crescimento um pouco inferior ao primeiro
ano do período considerado, passando de 9% para 8,3%.
Acompanhando a tendência do faturamento do varejo como um todo,o cres-
cimento do faturamento das lojas de shopping também apresentou reduções consecu-
tivas, passando de 10,1% em 2014, para 6,5% em 2015 e 4,2% em 2016.
As empresas estudadas apresentaram aumento na quantidade de lojas.
Em 2014, o crescimento foi de apenas 1,9%, porém, em 2016, o aumento foi de
8,7%, como observado no gráfico 2. Este resultado indica que, apesar dos péssi-
mos resultados da economia, as empresas ainda têm fôlego para realizar expan-
sões em suas operações.
O crescimento do número de lojas em shopping centers, mesmo que
muito discreto em comparação aos dois anos anteriores, também foi positivo, em
1,8%, em 2016, segundo dados da Abrasce (Associação Brasileira de Shopping
Centers), diante dos crescimentos de 3,1% e 11,5% em 2015 e 2014, respectiva-
mente. Os elevados custos e compromissos vinculados à instalação em shoppings
podem ser o motivo para o afastamento das empresas, que expandem suas ativi-
dades em outros locais.
3. DIMENSÃO
GESTÃO DE RISCOS
A Gestão de Riscos é uma área
estratégica da empresa com grande po-
tencial de prevenir gastos desnecessá-
rios, minimizando os riscos do negócio.
Em tempos de instabilidade, conside-
rar essa dimensão para avaliar uma em-
presa se torna essencial. Das empresas
analisadas pelo estudo, no ano de 2016,
a proporção que possui um departa-
mento dedicado à gestão de riscos é de
56,25%, valor 8% maior em relação ao
ano anterior, como é possível observar
no gráfico 3.
Com a intenção de orientar e
transmitir os valores da empresa para
seus colaboradores, 93,8% delas adota-
vam em 2016 um código de ética e con-
duta. Essa medida busca nortear as ações
dos colaboradores diante das possíveis
práticas indesejadas ou que possam gerar
repercussão negativa para os negócios,
assim como gastos para a empresa. Para
detectar e corrigir problemas comporta-
mentais que possam lesar a empresa ou
os colaboradores, em 68,8% dos casos
analisados havia disponível um canal de
denúncia de fraudes e atos ilícitos.
A segurança das informações
também é um tema de vital importância
quando se trata da gestão de riscos, uma
vez que circulam, em diversos formatos,
informações essenciais ao negócio, além
de dados confidenciais sobre a empresa e
os seus clientes. Dentre as empresas ana-
lisadas, 87,5% tinham em 2016 uma cul-
GRÁFICO 3 – INDICADORES DA DIMENSÃO GESTÃO DE RISCOS
48,3%
56,3%
2014 2015 2016Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
GRÁFICO 2 – INDICADORES DA DIMENSÃO OPERACIONAL
1,9%
Crescimento do
número de lojas
Crescimento
do faturamento
em lojas
franquiadas
Crescimento
de shoppings
5,8%
8,7%
Crescimento do
número de lojas
em shopping
Crescimento
do faturamento das
lojas em shopping
2014 2015 2016
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP e Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers)
11,5%
3,1%
1,8%
10,1%
6,5%
4,2%
9,0%
8,3%
8,3%
5,1%
3,5%
3,7%
89,7%
93,8%
69,0%
68,8%
79,3%
87,5%
62,1%
75,0%
69,0%
62,5%
79,3%
81,3%
Empresa possui
uma área dedicada
à gestão de riscos
Empresa possui um
Código de Ética e
de Conduta
Empresa é dotada
de um canal de
denúncias para
comunicação de
fraudes e
atos ilícitos
Existe na empresa
uma cultura acerca
da segurança da
informação que
permeie a organização
como um todo
Existe na empresa uma
política de segurança da
informação formalizada,
divulgada e com
treinamentos periódicos
para os funcionários
Empresadispõe
detecnologiae
softwarescontra
ovazamento
deinformações
sensíveisaonegócio
Empresarealiza
avaliacõesperiódicas
devulnerabilidadedo
ambientetecnológico
edeinformações
RANKING NOVAREJO
53
Outros fatores também foram apontados por boa
parte das empresas como prioridades estratégicas, como obter
eficiência na cadeia de fornecimento, compreender o compor-
tamento dos consumidores, dispor de vantagens por meio de
tecnologia e aprimorar as margens. Porém, chama a atenção a
baixa adesão a alguns pontos, como a alteração da percepção do
varejo como uma carreira para futuros funcionários e a implan-
tação de iniciativas de sustentabilidade.
De todas as prioridades, expansão internacional foi a
que teve o menor percentual de menção, de 12,5% em 2016,
contra 17,2% em 2015. As barreiras culturais, legais, comer-
ciais e também a baixa competitividade das empresas nacionais
são motivos para essa baixa adesão. Os altos investimentos, em
meio à crise, também prejudicaram os planos de sair do País.
5. DIMENSÃO RECURSOS HUMANOS
No varejo, a gestão de pessoas é particularmente im-
portante.Tradicionalmente, o setor sofre com alta rotatividade,
o que implica altos custos, tanto trabalhistas como de treina-
mento. Neste ponto, a análise mostrou uma preocupação cada
vez maior das empresas com a retenção. Entre 2014 e 2016, o
porcentual de rotatividade caiu de 48,6% para 31,2% entre as
companhias avaliadas. No mesmo sentido, o investimento em
treinamento subiu de 0,7% para 3,8% no mesmo período,como
mostra o gráfico 6.
A participação dos investimentos em treinamento
mostra comportamento bastante semelhante ao crescimento de
funcionários, o que pode estar relacionado, uma vez que novos
funcionários precisam ser treinados. Segundo a análise, o nú-
tura ligada à segurança da informação que permeasse a organi-
zação como um todo – uma evolução considerável ao resultado
do ano anterior. Outro dado que reforça a preocupação que as
empresas têm com a segurança da informação é o fato de 75%
delas investirem em formalização e divulgação das políticas de
segurança em treinamentos periódicos para funcionários.
Além de políticas de segurança e treinamentos, é es-
sencial que as empresas façam uso de softwares e tecnologias
para evitar o vazamento de informações sensíveis ao negócio.
Entre as empresas estudadas, 62,5% usaram essas ferramentas
em 2016, valor inferior ao ano anterior (69,0%).
A fim de reforçar essas iniciativas em prol da se-
gurança, 81,3% das empresas estudadas em 2016 realizam
avaliações periódicas da vulnerabilidade do ambiente tecno-
lógico e de informação.
4. DIMENSÃO ESTRATÉGIA
A elaboração de um planejamento estratégico norteia
as ações que a empresa deve adotar, para seguir o “melhor ca-
minho”até o sucesso nos objetivos da organização.As empresas
têm,cada vez mais,notado o valor e a importância em se plane-
jar. Como é possível notar no gráfico 4, 100% delas realizaram
o planejamento estratégico em 2016, perante 82,8% em 2015.
Apesar do resultado, notou-se entre as empresas que
participaram do estudo a redução da realização de auditorias
internas e independentes.Essa prática foi realizada entre 62,1%
e 65,5% das empresas em 2016, respectivamente – percentuais
menores que os verificados em 2015. É importante lembrar
que as auditorias podem identificar desvios que prejudicam o
sucesso do planejamento estratégico.
A dimensão estratégica considera também as priori-
dades para o crescimento da empresa. O desenvolvimento e o
treinamento dos funcionários têm sido vistos como uma das
prioridades para 84,4% das empresas em 2016, como mostra
o gráfico 5.
GRÁFICO 4 – REALIZAÇÃO DE
PLANEJAMENTO E AUDITORIAS
82,8%
100,0%
2015 2016
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
Nota: Dados disponíveis apenas a partir do ano de 2015, quando passaram
a compor a pesquisa.
Empresa realiza
planejamento
estratégico
72,4%
62,1%
Empresa realiza
auditoria interna
69,0%
65,5%
Empresa contrata
auditoria
independente
GRÁFICO 5 – PRIORIDADES ESTRATÉGICAS
2015 2016
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
Nota: Dados disponíveis apenas a partir do ano de 2015, quando passaram
a compor a pesquisa.
Desenvolvimento e treinamento dos funcionários
Eficiência na cadeia de fornecimento
89,7%
84,4%
Compreensão do comportamento do consumidor 82,8%
75,0%
Vantagens por meio de novas tecnologias 75,9%
71,9%
Aprimoramento de margens 72,4%
71,9%
Desenvolvimento de canais nas redes e mídias sociais 62,1%
65,6%
Análise de dados de consumidores 75,9%
65,6%
Atração e retenção de funcionários 69,0%
59,4%
Corte de custos operacionais 58,6%
56,3%
Desenvolvimento do canal mobile 56,3%
Desenvolvimento do canal on-line 53,1%
Ampliação do portfólio das lojas 55,2%
53,1%
Reformulação do portfólio das lojas 41,4%
43,8%
Alterar percepções do varejo como carreira para
futuros funcionários 34,4%
Iniciativas de sustentabilidade 44,8%
31,3%
Expansão internacional 17,2%
12,5%
72,4%
78,1%
51,7%
44,8%
27,6%
54
mero de funcionários em PDV apresentou crescimento de 4,9% em 2016, resultado três pontos
superior ao do ano anterior.
No que tange ao desenvolvimento dos colaboradores, 87,1% das empresas adotam a
política de feedback para os funcionários.Essa prática permite,por meio de uma avaliação crítica,
a melhora profissional, enaltecendo as qualidades e, ao mesmo tempo, apontando os pontos a
serem trabalhados.
Outro ponto avaliado foi a distribuição entre gêneros, apresentada no gráfico 7. Apesar
de ainda não terem elevada participação nos cargos de diretoria, as mulheres ocuparam 25,4%
desses cargos em 2016, um crescimento em relação a 2014, quando o percentual chegou a 20,2%.
Nas equipes alocadas em lojas, as mulheres passaram de 53,2% para 61,5% entre 2015 e 2016.
Essa divisão de gênero e hierarquia vem sendo amplamente debatida ao longo de anos, e os re-
sultados mostram um ganho de espaço da mulher em melhores cargos, ainda que de forma lenta,
com predominância masculina.
6. DIMENSÃO CENTRAL DE ATENDIMENTO
Entender o varejo requer compreender o modo como o setor se relaciona com o cliente.
Nesse sentido, a análise também se estendeu para a dimensão Central de Atendimento – área
cada vez mais estratégica para qualquer empresa. A partir do contato com os clientes, as com-
panhias geram enormes quantidades de dados que, transformados em informações, norteiam as
ações e as estratégias das empresas.
GRÁFICO 6 – CRESCIMENTO DO NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS, ROTATIVIDADE
E INVESTIMENTO EM TREINAMENTO
1,9%
Crescimento do
número de funcionários
2,8%
5,0%
2014 2015 2016
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
Nota: (1) Não há informações disponíveis para este ano.
(1)Crescimento do
número de funcionários
em PDV
1,9%
4,9%
48,6%
Percentual de
rotatividade (turnover)
da empresa
38,5%
31,2%
0,7%
% do faturamento
líquido investido em
treinamento
1,1%
3,8%
GRÁFICO 7 – DISTRIBUIÇÃO DOS COLABORADORES POR HIERARQUIA E SEXO
20,2%
25,4%
2015 2016
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
Nota: Dados disponíveis apenas a partir do ano de 2015, quando passaram a compor a pesquisa.
Mulheres Homens
79,8%
74,6%
Diretoria
37,2%
34,5%
Mulheres Homens
62,8%
65,5%
Gerência
53,2%
61,5%
Mulheres Homens
46,8%
38,5%
Loja
RANKING NOVAREJO
55
As informações geradas pelo SAC podem ser utilizadas para diferentes fins,como melho-
rias e reestruturação de processos internos, entender o perfil do cliente e identificar oportunidades
de negócios, como mostram os dados do gráfico 8.
GRÁFICO 8 – USO DE DADOS GERADOS NO SAC
2014 2015
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
58,1%
Manter cadastro
atualizado
do cliente
69,0%
68,8%
87,1%
Melhorias e
reestruturação
de processos
internos
86,0%
81,3%
64,5%
Entender o perfil
do cliente
83,0%
75,0%
61,3%Identificar
oportunidades
de negócios59,0%
75,0%
38,7%
Segmentação de
grupos de clientes
com base em sua
rentabilidade para
a empresa
34,0%
43,8%
54,8%
Captar as
transformações do
comportamento
do consumidor
para ações
de marketing
62,0%
59,4%
19,4%
Outros
3,0%
12,5%
2016
Para a integração das informações geradas nos diferentes canais de atendimento, diversas
empresas fazem uso do CRM. Esta ferramenta permite o registro e o acesso das informações, pos-
sibilitando análises que geram melhorias em diversos aspectos da área de Relacionamento. Dentre
as empresas consideradas no estudo, telefone e e-mail/fale conosco são os canais com maior uso de
CRM para integração de informações, sendo também esses os canais mais tradicionais de comu-
nicação, como mostra o gráfico 9.
Também foram avaliados os desafios a serem superados pelo SAC das empresas, como
mostra o gráfico 10. De todos eles, a melhora da experiência do cliente, seguido pela melhora do
nível de serviços e aumento da satisfação do cliente foram os mais citados. Pelo fato de poucas
empresas verem a melhoria na comunicação com os clientes pela internet, um desafio chamou a
atenção, uma vez que canais como redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas são larga-
mente utilizados pela nova geração de consumidores.
GRÁFICO 9 – CANAIS QUE EMPREGAM CRM
2014 2015
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
75,0%
E-m
ail/faleconosco
2016
79,2%
84,2%
70,0%
Telefone
79,2%
84,2%
65,0%
E-com
m
erce
70,8%
78,9%
65,0%
Facebook
70,8%
73,7%
60,0%
LojaFísica
37,5%
63,2%
50,0%
Chat
56,5%
47,4%
45,0%
Tw
itter
45,8%
42,1%
40,0%
SM
S
29,2%
31,6%
20,0%
Aplicativo
25,2%
31,6%
20,0%
O
uvidora
37,5%
26,3%
10,0%
W
hatsApp
12,5%
26,3%
20,0%
Blog
16,7%
15,8%
20,0%
Televisão
20,8%
10,5%
5,0%
Portaaporta
4,2%
0,0%
5,0%
0,0%
0,0%
Q
uiosque
56
7. DIMENSÃO FERRAMENTAS E SERVIÇOS
Para reduzir custos, aumentar a produtividade, agilizar e padronizar processos, as empresas implementam ferramentas de
tecnologia e serviços. Essa necessidade ficou ainda mais evidente durante a recessão, quando a palavra eficiência ganhou espaço.
De todas as ferramentas utilizadas pelas companhias analisadas, o software de emissão de nota fiscal é o único utilizado por todas
as empresas. O uso da ferramenta foi amplamente difundido no País por conta da nota fiscal eletrônica.
Outras ferramentas também se destacam, como ferramentas de controle de estoque, ferramentas de ERP, ferramentas de
segurança da informação e ferramentas de folhas de pagamento, como mostra o gráfico 11.
Os dados também mostram um forte crescimento no uso de algumas ferramentas,como as de Big Data.Em 2016,34,6%
das empresas avaliadas mencionaram que utilizam softwares de análise de grandes dados. Em 2015, esse percentual era de apenas
10,3%. Em tempos em que qualquer interação com o consumidor gera dados, analisar esses números pode ser a diferença entre
uma estratégia bem ou mal colocada. Análise feita pela Mastercard mostra que varejistas e outros executivos estão cientes de que
os dados são necessários para responder a perguntas importantes para o negócio,como “O que vai acontecer com o lucro se eu fizer
uma mudança no meu negócio?” ou “O que vai acontecer se eu reduzir os preços, remodelar minhas lojas, contratar mais pessoal
ou promover alguma outra mudança?”.
Apesar dessa maior atenção por parte do setor com ferramentas de Big Data, contudo, a Mastercard concluiu que ainda
há certo receio dos executivos em utilizá-las. De acordo com a empresa, isso ocorre porque o ambiente complexo dos grandes
dados cria um cenário em que é relativamente fácil fazer relações de causa e efeito incorretas. Se de um lado a análise de dados
estatísticos não é novidade, de outro, o volume crescente de informações e dados torna difícil a geração de ideias e insights rele-
vantes e implementáveis. Em geral, as empresas ainda têm dificuldade em utilizar os grandes dados gerados em suas operações
para construir estratégias que gerem resultados.
56
GRÁFICO 10 – DESAFIOS DO CRM
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
58,1%
Melhora da experiência do cliente
2014 2015 2016
52,0%
62,5%
54,8%
Melhora do nível de serviços (eficiência) 38,0%
46,9%
48,4%
Aumento da satisfação do cliente 41,0%
37,5%
9,7%
Otimização do uso das informações 7,0%
25,0%
16,1%
Otimização da gestão de relacionamento como um todo 24,0%
25,0%
19,4%
Superação de expectativa 10,0%
21,9%
16,1%
Automatização dos processos 14,0%
18,8%
12,9%
Aumento dos índices de retenção 14,0%
12,5%
6,5%
Utilização de novas tecnologias e sistemas 3,0%
12,5%
6,5%
Gestão multicanal 10,0%
9,4%
3,2%
Aumento da produtividade 17,0%
6,3%
6,5%
Aperfeiçoamento do diálogo com o consumidor na internet
6,3%
24,0%
9,7%
Interação com o consumidor 2.0 em tempo real
6,3%
17,0%
6,5%
Redução de custos
3,1%
10,0%
0,0%
Motivação da equipe
3,1%
0,0%
RANKING NOVAREJO
57
Uma solução para essa dificuldade, segundo a Master-
card,é o experimento empresarial.Somente com testes é possível
saber o que vai funcionar e o que não vai funcionar.Ao testar no-
vas ideias,é possível avaliar e refinar conceitos sem investir muito
tempo ou dinheiro.Embora simples,o conceito de teste nas em-
presas ainda está em maturação. É que existem companhias que
ainda consideram testes difíceis de fazer, dada a volatilidade das
métricas de vendas, ações de concorrentes, condições econômi-
cas locais,combinação de outros programas,mudanças diárias no
clima e outros fatores externos.Exatamente por conta dessa difi-
culdade, começam a surgir ferramentas de test and learning para
ajudar as empresas neste processo. O software de Test & Learn
da APT,uma empresa da Mastercard,é uma delas.A ferramenta
permite às empresas usuárias analisarem novas ideias de negócio
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
GRÁFICO 11 - INDICADORES DA DIMENSÃO FERRAMENTAS E SERVIÇOS
Ferramenta de software de emissão de nota fiscal
65,5%
100,0%
Ferramenta de controle de estoque
82,8%
92,9%
Ferramenta de ERP
65,5%
89,3%
Ferramenta de segurança da informação
58,6%
87,0%
Ferramenta de folha de pagamento
65,5%
85,7%
Ferramenta de BI (Business Intelligence)
51,7%
85,7%
Ferramenta de meios de pagamentos
65,5%
82,1%
Plataforma de E-commerce
41,4%
73,1%
Auditoria independente
51,7%
73,1%
Ferramenta de conciliação de cartões
48,3%
71,4%
Fornecedores de benefícios
62,1%
70,4%
Ferramenta de CRM
55,2%
67,9%
Ferramenta de POS
48,3%
64,0%
Ferramenta de gestão de cobrança
27,6%
62,5%
Consultorias empresariais
44,8%
61,5%
Ferramenta de analytics
27,6%
61,5%
Plataforma de Cloud
27,6%
61,5%
Solução mobile (rede e app)
44,8%
56,5%
Ferramenta de prevenção de perdas e fraudes
27,6%
53,8%
Ferramenta de meios de pagamento digital
27,9%
46,2%
Segurança patrimonial e transporte de valores
44,8%
44,4%
Gestão de avaliação de crédito
24,1%
42,3%
Ferramenta de BPM
13,8%
37,7%
Ferramenta de Big Data
10,3%
34,6%
Ferramenta de SCM
34,5%
33,3%
Ferramenta de EAM
13,8%
26,9%
Ferramenta de Workforce Management
10,3%
20,0%
2015 2016
para entender quais funcionarão ou não e seus possíveis impac-
tos, bem como identificar oportunidades de melhoria das ideias.
8.DIMENSÃOTECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
A área de Tecnologia da Informação vem crescendo
dentro das empresas. As potencialidades ligadas às melhorias
constantes em TI passam por praticamente todas as áreas, des-
de o processo de vendas e produção até o Departamento de
Pessoal, gerando ganhos de produtividade, agilidade e otimi-
zação de processos. Não é à toa que as empresas estudadas au-
mentaram em 30,3% o percentual de faturamento investido em
TI em 2016. E a previsão é de que ocorra um crescimento no
valor investido nesta área de 1,3% do faturamento, verificado
em 2016, para 7,8% em média do faturamento em 2017.
58
O crescimento da importância estratégica da área de TI nas empresas im-
pulsionou a contratação direta de profissionais dessa área, passando de 63,1% funcio-
nários internos em 2015 para 79,4% em 2016 entre as empresas avaliadas. Por outro
lado, porém, houve redução no percentual investido em treinamentos de funcionários
de TI, de 12,7% em 2016, como mostra o gráfico 12.
9. DIMENSÃO LOJA VIRTUAL
O e-commerce no Brasil ainda representa um pequeno volume no total
das vendas do varejo em geral, mas segue crescendo, mesmo diante da crise eco-
nômica, e tem se consolidado entre os brasileiros, que têm comportamento cada
vez mais digital.
Dentre as empresas avaliadas, 56% possuem uma loja virtual e, das que ainda
não comercializam desta forma, 44,4% afirmam que pretendem implantar um canal
de e-commerce. O faturamento desse canal cresceu 48,6% entre 2015 e 2016, como
é possível observar no gráfico 13. Uma boa notícia é que o prazo de entrega entre as
empresas estudadas caiu de 5 para 3,5 dias, aproximadamente.
A taxa de pessoas que acessam a loja on-line e efetivam as compras
aumentou consideravelmente, passando de 1,3% nos anos de 2014 e 2015 para
5,4% em 2016. Os dados mostram que as pessoas estão comprando mais por
meio dos canais virtuais. A facilidade de pesquisas e a comparação de preços
contribuíram para esse crescimento. Com o aumento das vendas on-line, porém,
observa-se um crescimento, em patamar semelhante, dos prejuízos ligados a
trocas e devoluções.
GRÁFICO 12 – INDICADORES DA DIMENSÃO TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
45,2%
30,3%
2015 2016
Crescimento do percentual do
faturamento investido em TI
36,5%
-12,7%
Crescimento do percentual
do faturamento investido em
treinamentos dos profissionais de TI
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
GRÁFICO 13 - INDICADORES DA DIMENSÃO LOJA VIRTUAL
50,0%
Empresas que
possuem lojas
virtuais
44,8%
56,0%
2014 2015 2016
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
Nota: (1) Não há informações disponíveis para este ano.
30,0%
Variação da
participação da
loja virtual no
faturamento
30,1%
48,6%
1,3%
Taxa média
de conversão
1,3%
5,4%
(1)
1,2%
5,2%
% do prejuíso
no faturamento
com devoluções
(e-commerce)
40,0%
Empresas que
pretendem abrir
uma loja on-line/
operação de
e-commerce
33,3%
44,4%
RANKING NOVAREJO
59
10. DIMENSÃO
TROCAS
Esta edição traz
como novidade dados so-
bre trocas no varejo, a par-
tir de um estudo realizado
pelo CIP em parceria com a
SBVC (Sociedade Brasileira
de Varejo e Consumo). Das
empresas compreendidas na
análise, estão empresas dos
setores de E-commerce/loja
virtual, Eletroeletrônicos e
Móveis, Farmácias, Materiais
de construção, Super e hiper-
mercados, Vestuários e lojas
de departamento e Livrarias.
Entre os setores, Ele-
troeletrônicos e Móveis con-
centra quase metade de todas
as trocas, 48,1%, seguido por
Livrarias (22,3%),como mostra
o gráfico 14.
Uma estimativa reali-
zada pelo CIP avaliou os cus-
tos de trocas no varejo nacional
para 2016 em aproximadamen-
te R$ 8,01 bilhões. O valor
representa um elevado volume
de capital desperdiçado com
atividades não produtivas. Os
custos das trocas realizadas pe-
las empresas do estudo repre-
sentaram, em média, 2,3% do
faturamento líquido em 2016.
O gráfico 15 apresen-
ta as fontes de custo apontadas
pelas empresas no processo de
trocas, como logística e tribu-
tos, mencionadas por 82,2% e
62,1% das empresas analisadas,
respectivamente.
A pesquisa também
analisou os motivos para a
realização de trocas de produ-
tos. A insatisfação com algum
aspecto do produto (cor, ta-
manho ou modelo) representa
34,6% dos motivos. Em pro-
porções semelhantes, defeitos
e vícios nos produtos também
foram apontados como moti-
vos, como mostram os dados
do gráfico 16.
GRÁFICO 14 – DISTRIBUIÇÃO DAS TROCAS POR SEGMENTO
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP e SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo)
E-COMMERCE/LOJA VIRTUAL
ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS
VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTO
FARMÁCIA
MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
SUPER E HIPERMERCADOS
LIVRARIAS
48,1%
8,7%
9,0%
22,3%
11,5%
0,1%
0,4%
82,2%
Logística
GRÁFICO 15 – FONTES DE CUSTOS NAS TROCAS
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP e SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo)
Tributos Assistência Técnica Outros
62,1%
20,7%
31,0%
GRÁFICO 16 – MOTIVOS DE TROCAS
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP e SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo)
DESISTÊNCIA/ARREPENDIMENTO
FRAUDES
INSATISFAÇÃO COM O PRODUTO
(TAMANHO, COR, MODELO)
PRODUTO ENTREGUE EM DESACORDO
COM O PEDIDO
OUTROS
VÍCIO/DEFEITO34,6%
11,2%
32,2%
5,8%
16,0%
0,2%
6060
ANÁLISES
RANKING NOVAREJO BRASILEIRO
DETALHA OS DADOS DE CADA
SEGMENTO DO VAREJO
SETORIAIS
RANKING NOVAREJO
6161
62
ATACAREJO
EM RITMOACELERADO
O atacarejo ganhou força com a crise econômica, mas deve
preservar o crescimento mesmo durante a retomada
O modelo de atacarejo ga-
nhou força na década passada, com o au-
mento do poder de consumo das classes
C, D e E. Contudo, foi a partir de 2015
que o setor deslanchou no Brasil. Com o
aumento do desemprego e dos índices de
inflação durante a crise político-econômi-
ca nos últimos dois anos, as classes A e B
entraram neste mercado também. Com a
queda do poder de compra, os consumi-
dores em geral ficaram mais sensíveis aos
preços e mudaram seus hábitos de consu-
mo, mostrando preferência pelos custos
maisacessíveisoferecidospelosatacarejos.
Consequentemente,opercentualdefamí-
lias que frequentam atacarejos, a taxa de
penetração, subiu de 46,4% em 2015 para
54%em2017.
Enquanto modelos tradicionais
de varejo apresentaram quedas, dados da
ABAD (Associação Brasileira de Atacadis-
tas e Distribuidores) mostram que os ata-
carejos apresentaram taxas de crescimento
de 12% em 2015 e de 11,3% em 2016. Em
contrapartida, neste último ano, os hiper-
mercados e o varejo de vizinhança sofreram
quedas de 7,4% e 5,1%, respectivamente.
Aproximadamente 415 mil famílias aban-
donaram os hipermercados nesse período.
Considerando os 23 grupos de
atacarejo contemplados no Ranking NO-
VAREJO Brasileiro de 2017,o faturamento
aumentou de R$ 63,1 bilhões para R$ 75,9
bilhões entre 2015 e 2016. No período, o
POR DANIEL HERNANDES
destaque ficou com o Assaí, bandeira de atacarejo do GPA, cujo faturamento aumentou
38,6%, atingindo R$ 14,4 bilhões em 2016. O Atacadão também registrou bons números,
com faturamento de R$ 28,4 bilhões,aumento de 9,3% em relação ao ano anterior.O fatu-
ramento conjunto desses dois grupos corresponde a 56,5% do faturamento total da amostra
deste ranking, o que mostra uma concentração considerável do setor de Atacarejo. Se so-
marmos os faturamentos dos grupos Makro e Mateus,a concentração aumenta para 75,9%.
A ABAAS (Associação Brasileira dos Atacadistas de Autosserviços) estima que,
aproximadamente, um terço do crescimento setorial nos dois últimos anos deve ser credi-
tado à expansão do número de lojas e à modificação das lojas de atacado para o formato
atacarejo. Depois de um ritmo acelerado de expansão, hoje são 450 lojas espalhadas por
todos os Estados brasileiros.
Dados da Serasa Experian mostram que a rentabilidade do patrimônio líquido
médio do setor de Atacarejo subiu de 14% em 2015 para 18% em 2016.No mesmo período,
o EBITDA aumentou ligeiramente, de 2,6% para 2,8%. Em relação ao risco de crédito, a
tabela 1 mostra que o setor teve um ligeiro aumento nas categorias de maior risco:elevado e
default,saindo de um total de 25% da carteira de crédito para 27%.
Fonte:SerasaExperian|Elaboração:CentrodeInteligênciaPadrão-CIP
ATACAREJO
RISCO DE CRÉDITO BAIXO ACEITÁVEL ELEVADO DEFAULT
jun/16 70% 5% 11% 14%
mai/17 66% 7% 12% 15%
Entre os 11 grupos de atacarejo deste ranking com faturamento acima de R$ 1
bilhão,o Atacadão apresentou a maior rentabilidade por loja em 2016,de R$ 225 milhões,
um crescimento de 8,4% em relação ao ano anterior.A rentabilidade do Grupo Mateus au-
mentou 38,4%,atingindo R$ 175 milhões por loja.A terceira melhor marca dessa amostra
pertence ao Atakadão Atakarejo,que fechou 2016 com rentabilidade de R$ 159 milhões por
loja,representando um aumento de 24,1% no comparativo com 2015.
Assim como qualquer segmento do varejo, o atacarejo é um grande motor de
geração de emprego. De 2015 para 2016, cenário marcado pela crise econômica e pelo
aumento da taxa de desemprego no País, o atacarejo criou postos de trabalho, saindo da
faixa de 103 mil para 116 mil funcionários, correspondendo a um aumento de 11,8% de
62
RANKING NOVAREJO
63
RANKING NOVAREJORANKING NOVAREJO
mão de obra empregada. Os grupos Assaí
e Atacadão tiveram aumentos de 39,6%
e 24,7% nos seus quadros, atingindo 24,7
mil e 40 mil funcionários,respectivamente.
Entre os 11 grupos de atacarejo
deste ranking com faturamento acima de
R$ 1 bilhão,as maiores produtividades por
funcionário pertencem ao Makro, ao Rol-
dão e ao Atacadão, com R$ 906 mil, R$
810 mil e R$ 710 mil de faturamento por
funcionário contratado. Destaque para os
grupos Atakadão Atakarejo e Grupo Ma-
teus, que tiveram crescimentos de produ-
tividade de 27,6% e 28,6% em 2016 em
relação ao ano anterior,respectivamente.
Como o atacarejo possui suas es-
pecificidades,é importante que a indústria
adapte seu mix de produtos a esse formato
de negócio e entenda a dinâmica do au-
tosserviço. Afinal, a mudança introduzi-
da pelo setor foi grande, saindo de uma
operação de atacado que tradicionalmente
vendia, com exclusividade, para revende-
dores para um modelo de negócio no qual
a venda passa a ser feita diretamente para
o consumidor final.
		 Fonte:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP
LOCALIZAÇÃO DAS LOJAS POR REGIÃO
NORTE 4,8%
NORDESTE 22,1%
SUDESTE 49,0%
SUL 18,2%
CENTRO-OESTE 6,0%
MATRIZ – RENTABILIDADE LOJAS X PRODUTIVIDADE FUNCIONÁRIOS
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
PRODUTIVIDADE(FATURAMENTO/FUNCIONÁRIOSEMR$)
1.000.000
RENTABILIDADE (FATURAMENTO/LOJAS EM R$)
900.000
800.000
700.000
600.000
500.000
400.000
300.000
200.000
100.000
0
0 50.000.000 100.000.000 150.000.000 200.000.000 250.000.000
ATACADISTAROLDÃO
ATACADÃO
MARTMINASATACADOEVAREJO SPANIATACADISTA
TENDA
GRUPODECMINAS
MAKRO
ASSAÍ
GRUPOMATEUS
63
64
ATACAREJO
GRUPO/EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO
CIDADE UF VALOR (EM R$)
CRESCIMENTO
(EM %)
NÚMERO
1 ATACADÃO4,5
SÃO PAULO SP 28.416.820.200 9,3 126
2 ASSAͳ SÃO PAULO SP 14.487.000.000 38,6 107
3 MAKRO4
SÃO PAULO SP 8.202.849.433 13,2 74
4 GRUPO MATEUS4,5
SÃO LUÍS MA 6.485.540.199 55,2 37
5 ATACADISTA ROLDÃO1,4
SÃO PAULO SP 3.240.000.000 35,0 30
6 GRUPO HERVAL1,4
DOIS IRMÃOS RS 3.000.000.000 7,1 198
7 TENDA3
GUARULHOS SP 2.371.694.000 14,6 25
8 SPANI ATACADISTA4,5
TAUBATÉ SP 1.875.226.642 22,7 15
9 MART MINAS ATACADO E VAREJO4,5
CONTAGEM MG 1.778.403.995 36,0 21
10 GRUPO DEC MINAS5,4
CONTAGEM MG 1.568.888.890 9,7 13
11 ATAKADÃO ATAKAREJO4,5
SALVADOR BA 1.117.454.569 24,1 7
12 RMIX SUPERMERCADOS4,5
SIMÕES FILHO BA 513.890.432 26,9 10
13 HIPERIDEAL4,5
SALVADOR BA 388.226.962 6,4 11
14 HIGA ATACADO4
CAMPINAS SP 386.048.257 46,9 2
15
SUPERMERCADO FLORESTA
SUPERMARKET4,5 VOLTA REDONDA RJ 369.187.190 1,2 14
16 SALES SUPERMERCADOS4,5
BELO HORIZONTE MG 365.652.606 5,6 13
17 ATACADÃO MACRE4,5
PARAUAPEBAS PA 307.746.066 23,6 4
18 BASE ATACADO4,5
TAGUATINGA DF 243.666.739 13,5 4
19 ATACADO TREICHEL4,5
PELOTAS RS 243.405.662 15,5 1
20 SUPERMERCADO SERRANO4,5
IBIÚNA SP 161.000.000 7,3 10
21 SJ SUPERMERCADOS4,5
CONTAGEM MG 149.784.687 0,2 9
22 MIG SUPERMERCADO4,5
MAFRA SC 135.420.432 29,0 7
23 ATACADO VILA NOVA4,5 POÇOS DE
CALDAS
MG 113.457.856 190,9 2
Depois do “boom”de anos anteriores,a desaceleração da expansão física dos atacarejos já está em andamento.Por
esse motivo,um dos maiores desafios enfrentados pelo atacado de autosserviço,para manter taxas de crescimento semelhan-
tes às taxas de anos anteriores,será a retenção dos consumidores que migraram para suas lojas em função da crise econômica.
Associados da ABAAS acreditam que a manutenção de preços mais baixos em relação aos canais de venda concorrentes será
capaz de segurar os clientes mesmo com a recuperação econômica esperada a partir do segundo semestre de 2017.
Hoje,a eficiência da cadeia de distribuição do atacarejo é repassada para os produtos.Esse é um dos fatores que
mais contribuem para preços mais baixos.Geralmente,o estoque é feito no mesmo local da venda,não sendo necessários
64
RANKING NOVAREJO
65
LOJAS FUNCIONÁRIOS
CRESCIMENTO
(EM %)
RENTABILIDADE
(FATURAMENTO/
LOJAS EM R$)
VARIAÇÃO DA
RENTABILIDADE
(EM %)
NÚMERO
CRESCIMENTO
(EM %)
PRODUTIVIDADE
(FATURAMENTO/
FUNCIONÁRIOS
EM R$)
VARIAÇÃO DA
PRODUTIVIDADE
(EM %)
0,8 225.530.319 8,4 40.000 24,7 710.421 -12,4
12,6 135.392.523 23,0 24.759 39,6 585.121 -0,7
-3,9 110.849.317 17,8 9.046 -3,8 906.793 17,6
12,1 175.284.870 38,4 14.338 20,7 452.332 28,6
11,1 108.000.000 21,5 4.000 14,3 810.000 18,1
8,2 15.151.515 -1,0 ND ND ND ND
4,2 94.867.760 10,0 4.415 1,3 537.190 13,2
7,1 125.015.109 14,6 3.120 12,3 601.034 9,3
23,5 84.685.905 10,1 3.048 14,0 583.466 19,3
-31,6 120.683.761 60,3 3.122 -9,8 502.527 21,7
0,0 159.636.367 24,1 1.770 -2,7 631.330 27,6
0,0 51.389.043 26,9 1.437 11,4 357.613 13,9
10,0 35.293.360 -3,3 860 -11,6 451.427 20,4
100,0 193.024.129 -26,5 436 83,2 885.432 -19,8
0,0 26.370.514 1,2 1.594 8,1 231.611 -6,4
0,0 28.127.124 5,6 1.100 -9,2 332.411 16,3
33,3 76.936.517 -7,3 762 50,0 403.866 -17,6
0,0 60.916.685 13,5 ND ND ND ND
0,0 243.405.662 15,5 458 4,3 531.453 10,7
0,0 16.100.000 7,3 511 -7,1 315.068 15,5
0,0 16.642.743 0,2 819 4,5 182.887 -4,1
0,0 19.345.776 29,0 256 2,0 528.986 26,5
100,0 56.728.928 45,5 305 67,6 371.993 73,6
1.Faturamentoestimado. 2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário. 3.Faturamentoextraídodedemonstraçãocontábil.
4.Faturamentoextraídodefontessecundárias. 5.Faturamentobruto.6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa.
centros de distribuição.É importante que essa característica seja preservada,mesmo com a tendência de aumento do mix
de produtos esperado nos próximos anos para atender à demanda dos novos clientes do canal.
Além de manter as vantagens competitivas na distribuição, o atacarejo precisa avançar na incorporação de tec-
nologia nas lojas, na melhor utilização dos recursos naturais como luz e água e na redução de desperdício de alimentos.
Do ponto de vista da gestão, é importante que os funcionários recebam treinamentos focados na qualidade do aten-
dimento ao cliente – um grande desafio, uma vez que a expansão do setor trouxe públicos diferentes para conviver no
mesmo espaço físico.
65
A ssim como vários setores da economia,
o de Calçados também sentiu os efeitos da crise. Por
não se tratar de um bem de primeira necessidade nos
orçamentos familiares, quando comparado a outros gastos
como alimentação dentro de casa, transportes e serviços
públicos, calçados perdem espaço nas listas de compras dos
brasileiros.
Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira
de Lojistas de Artefatos e Calçados (ABLAC) revelou que o
consumidor mudou de comportamento neste período recente.
Apesar de 78% dos brasileiros terem comprado calçados em
2016, eles agora procuram por menores preços e fazem com-
pras com menor frequência.
A mesma pesquisa mostra que houve queda de 11%
no gasto médio, associada à redução de 7% no preço médio
dos produtos, o que resultou em baixa de 10% do volume de
pares comercializados. Com isso, as lojas registraram queda de
17% no faturamento em relação ao ano de 2015.
As empresas listadas neste estudo, contudo, parecem
não ter sentido os efeitos da crise, pois apresentaram uma
taxa média de crescimento de 9,2% no faturamento. Apenas
CALÇADOS
COM OS DOIS PÉS
NO POSITIVO
O setor de Calçados também sentiu a crise, mas as
companhias listadas neste Ranking conseguiram um
desempenho acima do mercado
POR GUSTAVO GURGEL
a Santa Lolla registrou queda, o que pode ter sido em decor-
rência de gargalos gerados por problemas logísticos. Como
colocado em entrevista para a revista Exame em janeiro de
2016, a empresa contava com apenas um galpão e o prazo de
entrega podia chegar a 90 dias, o que contribuiu para que a
empresa perdesse vendas.
A passagem do controle acionário da Alpargatas para
o Grupo J&F por R$ 2,7 bilhões aparentemente não teve re-
percussões negativas nos negócios da empresa, que registrou
aumento de 12,1% no faturamento. Neste mesmo patamar
de crescimento estava a Arezzo& Co, que também realizou
operações na bolsa, aumentando seu capital em R$ 1,5 milhão
com o lançamento de ações.
Entre as empresas estudadas do setor de Calçados, a
que apresentou o maior crescimento no faturamento em 2016
foi a Bibi Calçados, de 23%. O resultado foi melhor do que
o registrado no ano anterior, quando a companhia apresentou
alta de 19% no faturamento. Boa parte desse resultado pode
estar associada às constantes melhorias em gestão, tecnologia,
inteligência e comunicação. Além da ferramenta de controle
de estoque em toda a rede de lojas, o que otimiza operações
66
LOCALIZAÇÃO
DAS LOJAS
POR REGIÃO
Os Estados de São Paulo e do Rio de
Janeiro concentram 28% e 18% das
lojas do setor, respectivamente
RANKING NOVAREJO
NORTE 3,0%
NORDESTE 12,5%
SUDESTE 60,0%
SUL 15,9%
CENTRO-OESTE 8,5%
logísticas, a empresa oferece a seus franqueados uma ferra-
menta de gestão padronizada, que permite devolutivas men-
sais para melhoria na gestão.
Um estudo realizado pela Serasa Experian, com exclu-
sividade para o CIP, aponta que, apesar de o resultado geral do
setor não ser positivo para todos, não houve alterações relevan-
tes nos riscos de crédito associados aos varejistas de calçados.
O percentual de empresas com risco elevado aumen-
tou 1 ponto percentual em detrimento do aceitável. A pro-
porção de empresas enquadradas com risco elevado ou default
é de 36%, o que é bastante, considerando que 20% já se en-
contram em default, ou seja, 100% de probabilidade de não
honrar seus compromissos em um horizonte de seis meses.
Fonte:SerasaExperian|Elaboração:CIPCentrodeInteligênciaPadrão
CALÇADOS
RISCO DE CRÉDITO BAIXO ACEITÁVEL ELEVADO DEFAULT
jun/16 55% 10% 15% 20%
mai/17 55% 9% 16% 20%
		 Fonte:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP
67
GRUPO / EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS
CIDADE UF VALOR (EM R$)
CRESCIMENTO
(EM %)
NÚMERO
CRESCIMENTO
(EM %)
1 ALPARGATAS3
SÃO PAULO SP 2.637.100.000 12,1 535 3,5
2 AREZZO&CO3
BELO HORIZONTE MG 1.239.110.000 10,6 565 4,1
3 AFEET1,4
SÃO PAULO SP 420.000.000 5,0 189 -7,4
4 DI SANTINNI1,4
QUEIMADOS RJ 339.480.000 0,0 123 0,8
5 BIBI CALÇADOS1,4
PAROBÉ RS 223.271.627 23,0 87 16,0
6 SANTA LOLLA1,4
SÃO PAULO SP 198.120.000 -6,5 127 -2,3
7 VIA MIA1,4
RIO DE JANEIRO RJ 103.950.000 20,0 80 25,0
CALÇADOS
As lojas estudadas do setor se con-
centram, em sua grande maioria, na Região
Sudeste do País. As redes varejistas, boa parte
originária dessa localidade, preferem direcio-
nar suas lojas e franquias para essa região, de-
vido ao tamanho e ao potencial do mercado
consumidor existente. O Estado de São Paulo
concentra 28% das lojas e o do Rio de Janeiro,
18%. O Nordeste também é um mercado de
grande relevância, que engloba 18,1% das lo-
jas, seguido pela Região Sul com 12,1%.
Da amostra de empresas considera-
das, apenas duas tiveram retração no número
de lojas no ano de 2016, Afeet e Santa Lolla,
que reduziram respectivamente 7,4% e 2,3%.
As demais empresas apresentaram crescimen-
to, que varia de 0,8% a 25% no número de lo-
jas (Di Santinni e Via Mia, respectivamente).
Vale lembrar, aqui, que o aumento percentual
para uma empresa com um pequeno número
de lojas é maior para a mesma quantidade de
lojas para uma empresa grande.
Quatro das empresas estudadas pu-
deram ser localizadas na matriz Rentabilidade
x Produtividade, que permite um panorama
comparativo limitado, dada a amostra. Dentre
elas, a Di Santinni se mostrou a mais rentável,
quando considerado o faturamento líquido
médio por loja. Apesar de ter o menor valor
nominal de faturamento, a empresa também
apresenta o menor número de lojas, o que a
torna mais rentável, uma vez que as lojas, na
média, geram maiores receitas.
Considerando-se todas as empre-
sas analisadas, lembrando que três delas não
puderam compor a matriz por falta de dados
relativos ao número de funcionários, Alpar-
gatas foi a que apresentou maior rentabilida-
de, com valor médio de R$ 4,9 milhões por
loja. O resultado, fruto tanto do crescimento
do faturamento, quanto do número de lojas,
reflete melhora efetiva nos resultados opera-
cionais. O maior crescimento de rentabilidade
é referente à Afeet, na ordem de 13,3%, po-
rém esse bom resultado deve-se não somente
ao crescimento do faturamento, mas por conta
da redução do número de lojas.
A Arezzo&Co foi classificada com a
maior produtividade dentre as listadas, prin-
cipalmente por causa do grande faturamento
da empresa. Em segundo lugar a Afeet, que
também apresentou elevada produtividade em
relação às demais, com valores na ordem de
R$ 280 mil por funcionário. O baixo desem-
penho da Di Santinni nesse indicador está li-
gado ao elevado contingente de funcionários,
que ultrapassa os 4,5 mil, porém, não torna a
empresa menos robusta e confiável.
68
FUNCIONÁRIOS
RENTABILIDADE
(FATURAMENTO/
LOJAS EM R$)
VARIAÇÃO DA
RENTABILIDADE
(EM %)
NÚMERO
CRESCIMENTO
(EM %)
PRODUTIVIDADE
(FATURAMENTO/
FUNCIONÁRIOS
EM R$)
VARIAÇÃO DA
PRODUTIVIDADE (EM %)
4.929.159 8,3 ND ND ND ND
2.193.115 6,3 4.000 ND 309.778 ND
2.222.222 13,3 1.500 ND 280.000 ND
2.760.000 -0,8 4.500 0,0 75.440 0,0
2.566.341 6,0 1.500 ND 148.848 ND
1.560.000 -4,3 ND ND ND ND
1.299.375 -4,0 ND ND ND ND
1.Faturamentoestimado. 2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário. 3.Faturamentoextraídodedemonstraçãocontábil.
4.Faturamentoextraídodefontessecundárias. 5.Faturamentobruto.6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa.
MATRIZ – RENTABILIDADE LOJAS X PRODUTIVIDADE FUNCIONÁRIOS
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
RENTABILIDADE (FATURAMENTO/LOJAS EM R$)
PRODUTIVIDADE(FATURAMENTO/FUNCIONÁRIOSEMR$)
350.000
300.000
250.000
200.000
150.000
100.000
50.000
0
0 500.000 1.000.000
AREZZO&CO
AFEET
BIBICALÇADOS
DISANTINNI
2.000.000 2.500.000 3.000.000
69
UM SETOR
EM ADAPTAÇÃO
As redes de Casa e Decoração conseguiram
crescer em 2016, mas tiveram de passar
por reestruturações e se reinventar
D iferentemente de
muitos setores da economia, o segmento de
Casa e Decoração conseguiu registrar resul-
tadospositivos,comaltade21%em2016,se-
gundopesquisasdemercado.Ascompanhias
analisadas neste Ranking seguiram o mesmo
ritmo e apresentaram aumento de 9,1% no
faturamentoem2016,emrelaçãoa2015.
Algumas empresas, como a Mol-
dura Minuto, a Karsten e a Camicado,
apresentaram as melhores performances,
com crescimento de 23,3%, 18,5% e 18,2%,
respectivamente. Algumas das empresas do
grupo observado apresentaram resultados
negativos, como a Tok&Stok e a Multicoi-
sas, que reduziram 7,4% e 3,3% seus fatura-
mentos em 2016.
A Tok&Stok registrou também re-
dução de 75% nos lucros, fechando em R$
10,7 milhões em 2016, conforme o Valor
Econômico. Entre os possíveis fatores para o
resultado está o aumento de 2,5% nos cus-
tos operacionais,o que significa uma cifra de,
aproximadamente, R$ 12 milhões, o aumen-
POR GUSTAVO GURGEL
to de R$ 40 milhões em impostos pagos e a contração do consumo por conta da
crise.A companhia também concluiu o processo de mudança na direção da empre-
sa, com Luiz Fazzio no cargo de CEO, o que já era tido como certo desde que a
firma de investimentos americana Carlyle adquiriu pouco mais de 60% da empresa.
Dados da pesquisa realizada pela Serasa Experian, com exclusividade
para o CIP, apontam elevação de 5 pontos percentuais no total das empresas que
têm “default”como sua classificação de risco de crédito, totalizando 18%. Porém,
o total de empresas em situação de risco baixo ou aceitável passou de 72% para
75% no mesmo período.
A distribuição das empresas listadas no Ranking entre as diversas re-
giões mostra que,aproximadamente,metade delas está no Sudeste do Brasil,sen-
do 28% localizadas no Estado de São Paulo.
A ABAAS (Associação Brasileira dos Atacadistas de Autosserviços) es-
tima que, aproximadamente, um terço do crescimento setorial nos dois últimos
anos deve ser creditado à expansão do número de lojas e à modificação das lojas
de atacado para o formato atacarejo. Depois de um ritmo acelerado de expansão,
hoje são 450 lojas espalhadas por todos os Estados brasileiros.
CASA E DECORAÇÃO
Fonte:SerasaExperian|Elaboração:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP
CASA E DECORAÇÃO
RISCO DE CRÉDITO BAIXO ACEITÁVEL ELEVADO DEFAULT
jun/16 70% 2% 15% 13%
mai/17 69% 6% 7% 18%
70
Fonte:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP
LOCALIZAÇÃO
DAS LOJAS
POR REGIÃO
Embora a Região Sudeste domine em
participação de número de lojas, o
Nordeste e o Sul também se destacam
RANKING NOVAREJO
NORTE 3,1%
NORDESTE 20,3%
SUDESTE 48,7%
SUL 18,8%
CENTRO-OESTE 9,0%
71
Outra avaliação das empresas
listadas é a classificação delas segundo a
rentabilidade média por loja e a produti-
vidade média por funcionário. Nenhuma
empresa foi plotada no quadrante supe-
rior direito, que aponta alto rendimento
e alta produtividade, sendo a Tok&Stok
a que mais se aproximou em termos de
resultados.
No quadrante oposto, encon-
tra-se apenas a FOM, que apresenta
resultados modestos, mas não ruins. O
resultado desta empresa difere das de-
mais principalmente por se tratar de um
produto altamente especializado e com
um leque relativamente restrito. O mo-
delo de pequenas lojas e quiosques difere
de grande parte das demais varejistas que
têm grandes lojas com um amplo portfó-
lio de produtos.
A matriz aponta a Karsten como
a empresa com maior rentabilidade entre
as estudadas, mas é preciso ser cuidadoso
ao se analisar este resultado. O indicador
de rentabilidade mostra apenas o fatura-
mento médio por loja, não considerando
demais fatores que possam impactar a
performance da empresa. O baixo nú-
mero de lojas colaborou para a alta rentabilidade, porém o elevado faturamento não
foi suficiente para que a empresa realizasse lucros no período, somando prejuízos da
ordem de R$ 96,5 milhões em 2016.
Dentre as empresas com maior produtividade, a Springs Global, que detém
diversas marcas, como Artex e MMartan, é a que apresenta a rentabilidade mais ele-
vada. Os saldos positivos da empresa são observados também em sua performance,
que apresentou o sétimo trimestre consecutivo de melhoras. O corte da taxa de juros
este ano representou uma economia de mais de R$ 6 milhões para a empresa, poten-
cializando ainda mais os resultados da reestruturação, uma vez que 81,5% das suas
dívidas estão atreladas ao CDI.
Esta gigante do setor, maior das Américas na produção, já foi a maior do
mundo e vem se recuperando após ter sofrido uma grande perda após processo de
fusão (Coteminas e Spring) quando o dólar desvalorizou. A confiança na empresa foi
demonstrada este ano, quando as ações dobraram de valor em apenas uma semana,
o que foi tido por diversos analistas apenas como uma readequação do valor que se
encontrava subestimado.
Para 2017, as expectativas dos especialistas é que os comportamentos do
setor e dos consumidores sejam bem parecidos com o ano de 2016. Entre as empresas
listadas no estudo, a Multicoisas almeja um aumento de 15% em seu faturamento,
atingindo um patamar de R$ 500 milhões, o que é compatível com o plano de expan-
são.Outra estratégia adotada pelas empresas é a diversificação do modelo do ponto de
venda, como a Moldura Minuto, que lançou em 2017 as lojas “Express”, para serviços
mais rápidos, e a diversificação de produtos, como a Uatt?, que transformou os per-
sonagens de seus produtos em desenho animado, buscando, assim, maior público. A
companhia também tem planos para mercados internacionais. Além disso, a maioria
das empresas já se movimentou impulsionada pela crise, melhorando processos, ges-
tão, revendo custos e se reinventando, o que pode tornar 2017 um ano menos sofrido
para quem já se adaptou.
GRUPO/EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS
CIDADE UF VALOR (EM R$)
CRESCIMENTO
(EM %)
NÚMERO
CRESCIMENTO
(EM %)
1 SPRINGS GLOBAL3
SÃO PAULO SP 2.311.300.000 1,9 239 4,4
2 TOK&STOK3
BARUERI SP 966.763.000 -7,4 54 8,0
3 LE BISCUIT3
FEIRA DE
SANTANA
BA 485.803.000 9,3 83 18,6
4 MULTICOISAS4
CAMPO GRANDE MS 425.000.000 -3,3 203 3,6
5 CAMICADO3
PORTO ALEGRE RS 348.400.000 18,2 85 25,0
6 KARSTEN3
BLUMENAU SC 311.270.000 18,5 8 ND
7 IMAGINARIUM1,4
FLORIANÓPOLIS SC 230.000.000 12,2 192 -2,0
8 UATT?4
SÃO JOSÉ SC 120.000.000 9,1 87 33,8
9 MOLDURA MINUTO4
SÃO PAULO SP 37.000.000 23,3 60 -14,3
10 FOM1,4
SÃO PAULO SP 25.200.000 ND 42 ND
CASA E DECORAÇÃO
72
MATRIZ – RENTABILIDADE LOJAS X PRODUTIVIDADE FUNCIONÁRIOS
PRODUTIVIDADE(FATURAMENTO/FUNCIONÁRIOSEMR$)
RENTABILIDADE (FATURAMENTO/LOJAS EM R$)
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
450.000
400.000
350.000
300.000
250.000
200.000
150.000
100.000
50.000
0
0 5.000.000 10.000.000 15.000.000 20.000.000 25.000.000 30.000.000 35.000.000 40.000.000 45.000.000
MULTICOISAS
IMAGINARIUM
LEBISCUIT
SPRINGSGLOBAL
TOK&STOK
KARSTEN
FOM
FUNCIONÁRIOS
RENTABILIDADE
(FATURAMENTO/
LOJAS EM R$)
VARIAÇÃO DA
RENTABILIDADE
(EM %)
NÚMERO
CRESCIMENTO
(EM %)
PRODUTIVIDADE
(FATURAMENTO/
FUNCIONÁRIOS
EM R$)
VARIAÇÃO DA
PRODUTIVIDADE (EM %)
9.670.711 -2,3 8.328 9,6 277.534 -7,0
17.903.019 -14,3 4.100 -8,9 235.796 1,6
5.853.048 -7,8 2.000 ND 242.902 ND
2.093.596 -6,6 1.000 ND 425.000 ND
4.098.824 -5,5 ND ND ND ND
38.908.750 ND 3.200 ND 97.272 ND
1.197.917 14,5 750 0,0 306.667 12,2
1.379.310 -18,5 ND ND ND ND
616.667 43,9 ND ND ND ND
600.000 ND 350 ND 72.000 ND
1. Faturamento estimado 2. Faturamento informado por meio de questionário 3. Faturamento extraído da demonstração contábil
4. Faturamento extraído de fontes secundárias 5. Faturamento bruto 6. Faturamento extraído de fontes da empresa.
73
GIGANTE
SEM FÔLEGO
O setor de E-commerce conseguiu crescer
em 2016, mas risco de inadimplência
subiu proporcionalmente
A pesar do grande impacto econômico que a crise gerou no vare-
jo brasileiro, o E-commerce conseguiu manter seu crescimento. Segundo a AB-
Comm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), o setor faturou em 2016 R$
53,4 bilhões, 11% a mais em relação a 2015.
Embora o faturamento do setor tenha apresentado aumento, a recessão eco-
nômica com certeza reduziu seu potencial. Uma pesquisa realizada pela Forrester,
em parceria com o E-commerce Brasil, identificou que 60% dos varejistas on-line
perceberam desaceleração no consumo.
E-COMMERCE
GRUPO/EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS
CIDADE UF VALOR (EM R$)
CRESCIMENTO
(EM %)
NÚMERO
CRESCIMENTO
(EM %)
1 B2W³ RIO DE JANEIRO RJ 7.731.200.000 -5,5 NA NA
2 NETSHOES4,5
SÃO PAULO SP 1.555.560.000 5,8 NA NA
3 DAFITI GROUP4
JUNDIAÍ SP 1.259.000.000 62,9 NA NA
4 PRIVALIA4
SÃO PAULO SP 500.000.000 1,6 NA NA
5 WINE.COM1,4
SERRA ES 390.000.000 30,0 NA NA
6 ESSÊNCIA MÓVEIS2
CRUZEIRO SP 215.071.506 -27,7 NA NA
7 MADEIRAMADEIRA1,4
CURITIBA PR 176.000.000 100,0 NA NA
8 ICOMM GROUP4
SÃO PAULO SP 160.000.000 ND NA NA
9 GIULIANA FLORES1,4
SÃO CAETANO
DO SUL
SP 48.372.480 14,0 NA NA
10 BEBÊ STORE³ BARUERI SP 46.898.000 -16,9 NA NA
Para contornar os efeitos da
crise e atingir resultados positivos, os
varejistas tiveram de investir fortemen-
te em inovação e tecnologia, além de
se aproximar mais do consumidor por
meio de preços competitivos e da faci-
lidade para realizar compras, segundo a
Ebit. As empresas do setor acompanha-
ram de perto o preço dos produtos e do
frete, bem como ficaram mais atentas ao
prazo de entrega.
O levantamento também mos-
trou que os varejistas on-line estão au-
mentando os investimentos em mar-
keting, mobile e marketplaces, além de
elevarem sua presença nas redes sociais.
Um dado importante é a mudan-
ça de perspectiva dos varejistas que atuam
com e-commerce em relação ao frete.
Cada vez mais, o frete grátis perde espa-
ço no setor. Em 2016, 61% das compras
on-line foram realizadas com frete pago.
Considerando o último trimestre de 2016,
36% do mercado oferecia produtos com
frete grátis. Entre as dez maiores compa-
nhias do setor,porém,esse percentual caía
para 28% – o que mostra maturidade do
segmento sobre o tema.
O cenário de instabilidade
provocou uma leve mudança nos há-
bitos de pagamento do consumidor
POR LUANA SOARES
74
PARTICIPAÇÃO
DAS VENDAS
POR REGIÃO
As vendas do e-commerce ainda acontecem,
em grande parte, na Região Sudeste
NORTE 3,0%
NORDESTE 12,5%
SUDESTE 60,0%
SUL 15,9%
CENTRO-OESTE 8,5%
FUNCIONÁRIOS
RENTABILIDADE
(FATURAMENTO/
LOJAS EM R$)
VARIAÇÃO DA
RENTABILIDADE
(EM %)
NÚMERO
CRESCIMENTO
(EM %)
PRODUTIVIDADE
(FATURAMENTO/
FUNCIONÁRIOS
EM R$)
VARIAÇÃO DA
PRODUTIVIDADE (EM %)
NA NA 12.903 ND 599.178 ND
NA NA 2.487 13,0 625.476 -6,4
NA NA 2.900 ND 434.138 ND
NA NA 350 ND 1.428.571 ND
NA NA ND ND ND ND
NA NA 9 ND 23.896.834 ND
NA NA 230 ND 765.217 ND
NA NA ND ND ND ND
NA NA 120 ND 403.104 ND
NA NA ND ND ND ND
1. Faturamento estimado 2. Faturamento informado por meio de questionário 3. Faturamento extraído da demonstração contábil
4. Faturamento extraído de fontes secundárias 5. Faturamento bruto 6. Faturamento extraído de fontes da empresa
on-line. Segundo os dados da Ebit, o
número de consumidores que pagam à
vista passou de 39,3%, em 2015, para
42,2%, em 2016, enquanto o percen-
tual de consumidores que parcelavam
em mais de quatro vezes suas compras
passou de 36,5%, em 2015, para 33,4%,
em 2016.
A Ebit apontou que em 2016
não houve aumento no volume de pedi-
dos e sim no ticket médio, de 8%, im-
pulsionado pela alta dos preços. Apesar
disso, o setor espera aumentar seu fatu-
ramento em 2017. De acordo com os da-
dos da ABComm,o crescimento deve ser
de 12% em comparação com 2016.
Já a Ebit estima um crescimento
de 15%, impulsionado pelo aumento dos
preços e do volume de vendas de produ-
tos de eletroeletrônicos. Apesar das ex-
pectativas animadoras para o setor, o es-
tudo desenvolvido pela Serasa Experian
mostrou que o número de empresas com
risco de crédito – ou seja, aquelas com
risco de se tornarem inadimplentes – su-
biu.Entre junho de 2016 e maio de 2017,
o número de empresas com risco de cré-
dito elevado e default passou de 36%, em
2016, para 45%, em 2017. Já o número
daquelas com baixo risco de crédito caiu
de 55% para 37%. Fonte:SerasaExperian|Elaboração:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP
E-COMMERCE
RISCO DE CRÉDITO BAIXO ACEITÁVEL ELEVADO DEFAULT
jun/16 55% 9% 27% 9%
mai/17 37% 18% 27% 18%
75
P or apresentar uma elevada sensibilidade aos
ciclos econômicos, o setor de Eletroeletrônicos e Móveis so-
freu uma retração acima da média do comércio varejista nos
últimos anos. Suas vendas dependem muito das condições do
mercado de trabalho e do mercado de crédito. No primeiro
caso, a inflação, o desemprego e a queda da renda familiar afe-
tam o poder de compra dos consumidores,reduzindo a deman-
da por esses produtos. No segundo, taxas de juros elevadas e o
aumento da inadimplência impactam diretamente as condições
e os prazos de financiamento, que precisam ser atraentes na
hora de o consumidor fechar negócio.
A BUSCA PELA
RECUPERAÇÃO
O setor de Eletroeletrônicos e Móveis sofreu
com a retração do mercado de trabalho e a alta
dos juros, mas sinaliza um início de retomada
Fonte:SerasaExperian|Elaboração:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP
ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS
RISCO DE CRÉDITO BAIXO ACEITÁVEL ELEVADO DEFAULT
jun/16 61% 6% 15% 18%
mai/17 53% 12% 13% 22%
POR DANIEL HERNANDES
ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS
A fragilidade nesses dois mercados impactou o risco
de crédito no setor. Dados da Serasa Experian, apresentados
com exclusividade pelo CIP, mostram que a parcela “boa” da
carteira de crédito (exposta a baixo risco) diminuiu de 61% para
53% ao longo do último ano, e a parcela default aumentou de
18% para 22%.
O cenário de crise, naturalmente, impactou o volume
de vendas do segmento.O gráfico 1 mostra a variação de vendas
dos últimos 12 meses em relação aos 12 meses imediatamente
anteriores. Note que, no início de 2015, a variação passa para
o terreno negativo, até atingir uma queda máxima, de 16,4%,
76
20,0%
15,0%
10,0%
5,0%
0,0%
-5,0%
abr/12
out/12
abr/13
out/13
abr/14
out/14
out/15
abr/16
out/16
abr/17
-10,0%
-15,0%
-20,0%
abr/15
Fonte:IBGE|Elaboração:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP
em abril de 2016. Desde então, a variação tem trilhado um
caminho mais otimista, com alguns fundamentos econômicos
entrando novamente nos trilhos, como a redução da inflação e
da taxa de juros.
Nesse contexto turbulento, a boa notícia é que o ano
de 2016 foi melhor do que o anterior, corroborando para a ex-
pectativa de recuperação gradual do setor. O faturamento das
empresas contempladas no Ranking NOVAREJO 2017 subiu
4,6%, de R$ 54,9 bilhões em 2015 para R$ 57,4 bilhões em
2016. A Via Varejo (Casas Bahia e Ponto Frio), o Magazine
Luiza e a Máquina de Vendas (Ricardo Eletro) faturaram jun-
tas R$ 38,5 bilhões em 2016, o que corresponde a 67,1% do
marketshare de todo o setor.No entanto,enquanto o Magazine
Luiza apresentou aumento de 4,9%, a Via Varejo e a Máquina
de Vendas amargaram quedas de 8,7% e 11%, respectivamente.
Como pode ser observado, aproximadamente dois ter-
ços das lojas do setor estão concentradas nas Regiões Sudeste e
Sul, considerando a amostra de empresas do ranking. De 2015
para 2016 houve uma redução no total de lojas físicas dentro do
setor, saindo de 6.178 para 5.940.
Comparando o desempenho das empresas em relação
à rentabilidade e à produtividade, os destaques do setor ficam
por conta da Fujioca Eletro Imagem e da Via Varejo, que estão
no primeiro quadrante da matriz ilustrada. Elas apresentaram
77
GRÁFICO 1 – VOLUME DE VENDAS DO SETOR
Fonte:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP
LOCALIZAÇÃO DAS LOJAS POR REGIÃO		
Com a crise, o número de lojas do setor
caiu, mas a Região Sudeste segue na
liderança, concentrando o maior número
de PDVs
NORTE 4,6%
RANKING NOVAREJO
NORDESTE 18,5%
SUDESTE 42,3%
SUL 25,4%
CENTRO-OESTE 9,2%
78
ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS
MATRIZ – RENTABILIDADE LOJAS X PRODUTIVIDADE FUNCIONÁRIOS
PRODUTIVIDADE(FATURAMENTO/FUNCIONÁRIOSEMR$)
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
RENTABILIDADE (FATURAMENTO/LOJAS EM R$)
800.000
700.000
600.000
500.000
400.000
300.000
200.000
100.000
0
0 5.000.000 10.000.000 15.000.000 20.000.000 25.000.000 30.000.000
POLISHOP
GRUPOCLAUDINO
LOJASCOLOMBO
GRUPOZEMA
MÁQUINADEVENDAS
MAGAZINELUIZA GAZIN
LOJASCEM
VIAVAREJO
FUJIOKAELETROIMAGEM
rentabilidades de R$ 23,7 milhões e R$ 23,8 milhões por loja,
respectivamente. Vale destacar o crescimento de 25,3% da ren-
tabilidade da Via Varejo em 2016, conquista obtida muito por
conta do fechamento de lojas ineficientes.
As duas empresas também se destacaram em relação
às suas produtividades, ficando atrás apenas da Polishop, que
apresentou a maior produtividade entre as empresas da amos-
tra, de R$ 672 mil por cada funcionário. Mesmo aumentando
seu quadro funcional, a Fujioca Eletro Imagem conseguiu au-
mentar sua produtividade em 2,8%, para R$ 573 mil por fun-
cionário, em 2016. Por outro lado, a Via Varejo contou com
uma redução de 13,3% do seu pessoal para aumentar sua pro-
dutividade em 5,3%, para R$ 483 mil por funcionário.
Apesar das dificuldades enfrentadas, vale relembrar que
o potencial do mercado interno brasileiro é enorme para o setor
de Eletroeletrônicos e Móveis. Por exemplo: apesar de os índi-
ces de penetração de televisores e refrigeradores serem altos, em
torno de 98%,existe uma enorme intenção por parte das famílias
em renovar esses aparelhos. Outros produtos de linha branca,
como fogões, máquinas de lavar e freezers, apresentam taxas de
penetração menores, de 47%, 57% e 17%, respectivamente.
Então, existe uma lacuna grande para preencher, ainda
mais no mercado de dispositivos digitais pessoais, como tablets
e smartphones, e nos aparelhos de som, vídeo e informática,
cada vez mais modernos e atraentes.
O que falta, então, para o mercado se recuperar? O
mercado de trabalho reagir, devolvendo o poder de compra
dos consumidores e aumentando a demanda no setor. Mas há
o que fazer, enquanto isso não acontece. Tornar as operações
mais rentáveis deve estar no foco das empresas continuamente.
Investir na integração mais eficiente entre os centros de distri-
buição e as lojas,para diminuir os custos de transporte e os pra-
zos de entrega, é um caminho. Historicamente, esse é um dos
maiores desafios que o setor enfrenta para manter seus preços
competitivos em relação à concorrência. Como se vê, ainda há
muito o que fazer.
79
80
GRUPO/EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS
CIDADE UF VALOR (EM R$)
CRESCIMENTO
(EM %)
NÚMERO
CRESCIMENTO
(EM %)
1 VIA VAREJO³ SÃO PAULO SP 23.215.000.000 -8,7 975 -3,8
2
MAGAZINE
LUIZA³
SÃO PAULO SP 9.031.300.000 5,1 799 1,7
3
MÁQUINA DE
VENDAS4
SÃO PAULO SP 6.300.000.000 -11,0 800 -15,8
4 LOJAS CEM³ SALTO SP 3.295.997.000 0,0 245 6,1
5 GAZIN2
DOURADINA PR 2.879.412.553 3,9 258 14,7
6 POLISHOP1,4
JUNDIAÍ SP 1.680.000.000 12,0 230 15,0
7
GRUPO
CLAUDINO1,4
TERESINA PI 1.571.062.500 -0,2 228 -0,9
8
LOJAS
COLOMBO53,5
FARROUPILHA RS 1.406.506.000 -9,0 258 -0,8
9
FUJIOKA ELETRO
IMAGEM3
GOIÂNIA GO 1.375.814.580 7,4 58 13,7
10 GRUPO ZEMA1,4
ARAXÁ MG 1.319.500.000 -9,0 480 -8,9
11 LOJAS LEBES4
ELDORADO DO
SUL
RS 1.000.000.000 11,1 150 11,1
12
LOJAS
MARABRAZ1,4
SÃO PAULO SP 1.000.000.000 ND 135 ND
13 CASA & VÍDEO1,4
RIO DE JANEIRO RJ 921.476.556 -12,0 ND ND
14
MÓVEIS
ROMERA4
ARAPONGAS PR 800.000.000 -28,3 189 -7,8
15 GRUPO MM4
PONTA GROSSA PR 640.000.000 0,0 214 33,8
16 LOJAS KOERICH4
FLORIANÓPOLIS SC 572.000.000 10,0 98 10,1
17 BERLANDA4
CURITIBANOS SC 540.000.000 0,0 210 2,9
18 CYBELAR4
TIETÊ SP 460.000.000 -23,3 108 -20,0
19 GRUPO RABELO4
MARACANAÚ CE 278.080.000 -72,1 95 -6,9
20 UNICASA3
BENTO
GONÇALVES
RS 185.056.000 -16,9 410 -30,2
80
ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS
RANKING NOVAREJO
81
FUNCIONÁRIOS
RENTABILIDADE
(FATURAMENTO/
LOJAS EM R$)
VARIAÇÃO DA
RENTABILIDADE
(EM %)
NÚMERO
CRESCIMENTO
(EM %)
PRODUTIVIDADE
(FATURAMENTO/
FUNCIONÁRIOS
EM R$)
VARIAÇÃO DA
PRODUTIVIDADE (EM %)
23.810.256 -5,07 48.000 -13,3 483.646 5,3
11.303.254 3,38 22.000 -17,0 410.514 26,7
7.875.000 5,73 20.000 -4,8 315.000 -6,5
13.453.049 -5,74 9.500 -9,5 346.947 10,5
11.160.514 -9,39 7.000 24,8 411.345 -16,8
7.304.348 -2,61 2.500 -16,7 672.000 34,4
6.890.625 0,63 16.000 ND 98.191 ND
5.451.574 -8,34 5.548 19,9 253.516 -24,2
23.720.941 -5,57 2.400 4,5 573.256 2,8
2.748.958 -0,09 3.900 -35,0 338.333 40,0
6.666.667 0,00 3.021 ND 331.016 ND
7.407.407 ND ND ND ND ND
ND ND ND ND ND ND
4.232.804 -22,18 4.000 0,0 200.000 -28,3
2.990.654 -25,23 3.000 33,3 213.333 -25,0
5.836.735 -0,10 1.400 0,0 408.571 10,0
2.571.429 -2,86 2.000 0,0 270.000 0,0
4.259.259 -4,17 1.900 -24,0 242.105 0,9
2.927.158 -70,02 ND ND ND ND
451.356 19,00 577 -24,7 320.721 10,3
1. Faturamento estimado 2. Faturamento informado por meio de questionário 3. Faturamento extraído da demonstração contábil
4. Faturamento extraído de fontes secundárias 5. Faturamento bruto 6. Faturamento extraído de fontes da empresa .
81
82
FARMÁCIAS, COSMÉTICOS
E PERFUMARIA
RESILIÊNCIA
PARA CRESCER
O setor de Farmácias, Cosméticos e Perfumaria foi um dos que
conseguiram acelerar o processo de adaptação ao novo cenário e
garantir resultados positivos
N a contramão da crise, o setor de Farmácias,
Cosméticos e Perfumaria apresentou crescimento em 2016.
Isso não quer dizer que o setor não foi afetado pelo período
de recessão, apenas se adaptou ao novo cenário brasileiro.
Analisando os setores Farmácias e Cosméticos e Per-
fumaria de forma separada, vemos diferença no desempenho.
O setor de Farmácias conseguiu se blindar durante o perío-
do mais crítico da crise, pois seu principal produto – os medi-
camentos – é considerado essencial na cesta de consumo das
pessoas. De acordo com a Interfarma (Associação da Indústria
Farmacêutica de Pesquisa), a venda de medicamentos teve um
crescimento de 13,1% em 2016, na relação com 2015.
A venda de medicamentos não foi o único item que
estimulou o crescimento do setor. Nos últimos anos, o setor
inseriu itens de higiene e beleza de forma massiva no mix de
produtos das lojas. Segundo a Abrafarma (Associação Brasi-
leira de Redes de Farmácias e Drogarias), estima-se que 30%
das vendas em Farmácias são compostas por itens de higiene
pessoal, dermocosméticos e produtos relacionados.
O Brasil é o terceiro maior mercado consumidor de
produtos de beleza, segundo a Abihpec (Associação Brasilei-
POR LUANA SOARES
ra da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos).
Segundo estudo realizado pelo SPC Brasil (Sistema de Prote-
ção ao Crédito), em um cenário de crise, o consumidor brasi-
leiro prefere cortar gastos com atividades de lazer em vez de
cortar gastos com beleza,o que favorece o crescimento do setor.
Alguns fatores que contribuem para o crescimento deste
setor são: a participação crescente da mulher no mercado de tra-
balho, a vaidade do brasileiro e uma maior distribuição de renda.
Assim, podemos ver que o setor de Farmácias, Cosmé-
ticos e Perfumaria vem demonstrando resistência à crise. Um
levantamento realizado pela Serasa Experian, com exclusividade
para o Ranking NOVAREJO Brasileiro, mostrou que 63% das
empresas do segmento possuem baixo risco de crédito, ou seja,
além da resistência à crise,a maioria apresenta sinais de que con-
seguirá honrar seus compromissos nos próximos seis meses.
Algumas empresas do setor vêm investindo fortemen-
te em expansão,como a L’Occitane,Extrafarma,Clamed e Raia
Drogasil. De acordo com um estudo realizado pelo Centro de
Inteligência Padrão – CIP, a Região Sudeste é a que concentra
a maior quantidade de empresas do setor (33,4%).
O estudo possibilitou observar que o Estado de São
Paulo é o responsável por acolher 26% do total de pontos de
vendas do setor no Brasil, seguido pelo Rio Grande do Sul
(12%) e Paraná (11%).
Apesar de a expansão ser uma preocupação das empresas
do setor,foi possível observar que a DPSP conseguiu um aumento
de 13,8% no seu faturamento mesmo apresentando redução de
4,4% no seu número de lojas. A empresa apresentou também au-Fonte:SerasaExperian|Elaboração:CentrodeInteligênciaPadrão– CIP
FARMÁCIAS, COSMÉTICOS E PERFUMARIA
RISCO DE CRÉDITO BAIXO ACEITÁVEL ELEVADO DEFAULT
jun/16 71% 7% 13% 9%
mai/17 63% 8% 15% 14%
82
RANKING NOVAREJO
83
mento em sua rentabilidade por loja, em-
bora a produtividade por funcionário tenha
caído.
Quando o assunto é produtivi-
dade por funcionário, o Grupo Boticário
apresentou o maior indicador, em com-
paração com as demais empresas avalia-
das no setor, enquanto no aspecto ren-
tabilidade por loja, a Drogaria Araujo se
destaca em comparação com as demais.
Mas nem todas as empresas
conseguiram se blindar da turbulência. A
Brasil Pharma, por exemplo, apresentou
resultados negativos em 2016. O desem-
penho, contudo, não é apenas reflexo da
crise. A companhia tem passado por for-
tes desafios nos últimos anos e teve redu-
ção de 37,9% em seu faturamento no ano
passado. Desde 2015, a empresa age para
diminuir o endividamento e já vendeu as
bandeiras Mais Econômica e Drogaria
Rosário. A Contém1g também apresen-
tou queda no seu faturamento em 2016.
Quando avaliamos os dados do setor,ob-
servamos que muitas redes se adaptaram
e aproveitaram o momento para abrir
novas lojas e atuar em novos Estados.
		 Fonte:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP
LOCALIZAÇÃO
DAS LOJAS
POR REGIÃO
As lojas do setor estão distribuídas
de forma equilibrada entre as regiões
Sudeste e Sul
NORTE 6,5%
NORDESTE 24,0%
SUDESTE 33,4%
SUL 30,2%
CENTRO-OESTE 5,8%
PRODUTIVIDADE(FATURAMENTO/FUNCIONÁRIOSEMR$)
MATRIZ – RENTABILIDADE LOJAS X PRODUTIVIDADE FUNCIONÁRIOS
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
RENTABILIDADE (FATURAMENTO/LOJAS EM R$)
1.800.000
1.600.000
1.400.000
1.200.000
1.000.000
800.000
600.000
400.000
200.000
0
0 2.000.000 4.000.000 6.000.000 8.000.000 10.000.000 12.000.000 14.000.000
GRUPOBOTICÁRIO
BRASILPHARMA
CLAMEDFARMÁCIAS
DROGARIASNISSEI
EXTRAFARMA
DIMED
FARMÁCIASPAGUEMENOS
DROGARIASDPSP
RAIADROGASIL
DROGARIAARAÚJO
83
84
FARMÁCIAS, COSMÉTICOS
E PERFUMARIA
GRUPO/EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS
CIDADE UF VALOR (EM R$)
CRESCIMENTO
(EM %)
NÚMERO
CRESCIMENTO
(EM %)
1
GRUPO
BOTICÁRIO4
SÃO JOSÉ DOS
PINHAIS
PR 11.600.000.000 16,0 3.760 0,4
2 RAIA DROGASIL³ SÃO PAULO SP 11.256.565.000 24,8 1.420 15,0
3
DROGARIAS
DPSP3
SÃO PAULO SP 7.935.754.000 13,8 1.171 -4,4
4
FARMÁCIAS
PAGUE MENOS³
FORTALEZA CE 5.542.343.000 11,3 952 12,0
5 DIMED³
ELDORADO DO
SUL
RS 2.128.732.000 7,2 369 6,3
6
DROGARIA
ARAÚJO4
BELO HORIZONTE MG 1.900.000.000 18,8 160 6,7
7
CLAMED
FARMÁCIAS1,4
JOINVILLE SC 1.700.000.000 22,9 404 15,4
8 EXTRAFARMA3,5
BELÉM PA 1.674.000.000 18,1 315 24,0
9 BRASIL PHARMA3
SÃO PAULO SP 1.502.656.000 -37,9 820 -17,1
10
DROGARIAS
NISSEI1,4
CURITIBA PR 1.292.928.000 12,0 255 8,5
11
DROGARIA
ONOFRE4
SÃO PAULO SP 375.000.000 1,0 37 -21,3
12
THE BODY
SHOP1,4
SÃO PAULO SP 253.212.634 -4,8 116 ND
13 L’OCCITANE1,4
JUNDIAÍ SP 251.220.475 19,9 250 150,0
14 MAHOGANY1,4
SÃO PAULO SP 128.880.000 17,2 179 11,9
15 CONTÉM 1G 1,4
SÃO JOÃO DA BOA
VISTA
SP 125.000.000 -22,5 148 -22,1
16
LEO
COSMÉTICOS4
LONDRINA PR 82.000.000 ND 11 ND
84
RANKING NOVAREJO
85
FUNCIONÁRIOS
RENTABILIDADE
(FATURAMENTO/
LOJAS EM R$)
VARIAÇÃO DA
RENTABILIDADE
(EM %)
NÚMERO
CRESCIMENTO
(EM %)
PRODUTIVIDADE
(FATURAMENTO/
FUNCIONÁRIOS
EM R$)
VARIAÇÃO DA
PRODUTIVIDADE (EM %)
3.085.106 15,5 7.000 86,7 1.657.143 -37,9
7.927.158 8,5 28.878 8,9 389.797 14,6
6.776.904 19,0 25.000 25,0 317.430 -9,0
5.821.789 -0,6 21.225 12,0 261.123 -0,6
5.768.921 0,8 4.675 -19,8 455.344 33,7
11.875.000 11,3 7.000 0,0 271.429 18,8
4.207.921 6,5 5.300 11,9 320.755 9,8
5.314.286 -4,7 5.670 7,6 295.238 9,8
1.832.507 -25,1 16.000 6,7 93.916 -41,8
5.070.306 3,2 5.000 11,1 258.586 0,8
10.135.135 28,3 2.000 0,0 187.500 1,0
2.182.868 ND ND ND ND ND
1.004.882 -52,0 ND ND ND ND
720.000 4,7 ND ND ND ND
844.595 -0,5 ND ND ND `
7.454.545 ND 350 11,1 234.286 ND
1. Faturamento estimado 2. Faturamento informado por meio de questionário 3. Faturamento extraído da demonstração contábil
4. Faturamento extraído de fontes secundárias 5. Faturamento bruto 6. Faturamento extraído de fontes da empresa.
85
86
LIVRARIAS E PAPELARIAS
SETOR
EM MOVIMENTO
O setor de Livrarias e Papelarias conseguiu
reduzir o endividamento, mas também sentiu o
peso da crise. Contudo, mudanças
devem acontecer
I nfluenciado,principalmente,pela ampliação do acesso à universidade e
peloconsequenteaumentopelademandadelivrosemateriaisdepapelaria,osetordeLi-
vrarias e Papelarias viveu um período de expansão,marcado também pela transformação
das tradicionais livrarias em centros culturais e de consumo diversificado, com a adição
de filmes,DVDs e eletrônicos no mix de produtos ofertado.
Contudo,mesmo antes do início da crise,o setor começou a sofrer,influenciado pelo
crescimento das vendas de livros pela internet.Aliado a isso,a redução do crédito educacional
acompanhada da forte recessão que atingiu o País impactou ainda mais a demanda do setor.
Soma-se a tais volatilidades do mercado a dificuldade das varejistas em se adaptar ao modelo
dos e-books e a pirataria que também incide sobre estas. Em 2016, o setor de Livrarias e
Papelarias alcançou resultados ainda mais negativos se comparados ao varejo de modo geral.
Segundo estudo do SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros),com a Nielsen,o se-
tor amargou uma retração real no faturamento,chegando a taxas negativas de 9,2%,superior
à queda sofrida em 2015,de 7,2%.
Mesmo com a retração da demanda, o setor não teve condições de sustentar a sua
característica política de descontos,para conseguir manter o mínimo de margens.O desconto
médio aplicado pelos varejistas ao consumidor final caiu 1,41%.Tal mudança explica as al-
terações do preço médio do livro vendido que,segundo dados da pesquisa,cresceu 8,69%.O
porcentual ficou acima do IPCA médio no mesmo período, ou seja, houve um crescimento
real do preço do livro vendido.
A queda no volume de vendas em 10,8% não permitiu que tal aumento real se rever-
tesse em um aumento no faturamento ou no lucro.Segundo estudo da Serasa Experian,feito
com exclusividade para o Ranking NOVAREJO 2017,a margem EBITDA (lucro antes dos
impostos,juros e amortizações) do setor sofreu uma queda de quase 50%,em relação a 2015.
POR MATHEUS VALLE
86
RANKING NOVAREJO
87
RANKING NOVAREJO
O setor teve uma expansão de suas unidades físicas abaixo de 1%. A exceção
ficou por conta da Kalunga, que tem se aproveitado do seu modelo híbrido – atacado e
varejo – para crescer. Com a demanda reprimida a altas taxas de juros durante a maior
parte do ano, as varejistas do setor se concentraram em estabelecer uma melhor saúde
financeira em detrimento de uma escolha de expansão da presença da marca. Esse fato
fica claro ao analisarmos o grau de endividamento das empresas no mesmo período.Da-
dos exclusivos da Serasa Experian para o Ranking NOVAREJO 2017 mostram que as
empresas reduziram seu nível de endividamento em 48%.
Fonte:SerasaExperian|Elaboração:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP
LIVRARIAS E PAPELARIAS
RISCO DE CRÉDITO BAIXO ACEITÁVEL ELEVADO DEFAULT
jun/16 75% 4% 13% 8%
mai/17 68% 9% 11% 12%
SETOR
MARGEM EBITDA
2015 2016
LIVRARIAS E PAPELARIAS 9.0 4.0
Fonte:SerasaExperian
MARGEM EBITDA NO SETOR DE LIVRARIAS E PAPELARIAS
A tabela de risco nos mostra um aumento moderado das empresas do setor em
situação de default,as quais possuem 100% de probabilidade de não conseguir honrar seus
compromissos,passando de 8% em junho de 2016 para 12% em maio de 2017.Apesar do
aumento, o segmento ainda apresenta um dos menores níveis de risco de crédito quando
comparados ao varejo de maneira geral.
SEGMENTO 2015 2016 VARIAÇÃO
LIVRARIAS E PAPELARIAS 217.5 114.0 -48%
Fonte:SerasaExperian
NÍVEL DE ENDIVIDAMENTO NO SETOR DE LIVRARIAS E PAPELARIAS
Com exceção da Saraiva, que já possui presença considerável fora do eixo Sul-
-Sudeste, as marcas foram tímidas em relação à conquista de mercados fora de suas res-
pectivas origens.Para aumentar o market share e acompanhar as mudanças de comporta-
mento dos consumidores, o setor concentrou seus investimentos no E-commerce. Dessa
forma,a companhia evita adotar decisões arriscadas de altos investimentos em um mode-
lo de grandes unidades físicas com produtos diversificados,localizadas em sua maior parte
em áreas valorizadas. É o caso da Saraiva, que viu as vendas brutas de seu E-Commerce
subirem quase 9% no ano.
88
LIVRARIAS E PAPELARIAS
GRUPO/EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS
CIDADE UF VALOR (EM R$)
CRESCIMENTO
(EM %)
NÚMERO
CRESCIMENTO
(EM %)
1 KALUNGA1,4
SÃO PAULO SP 2.100.000.000 10,5 160 8,8
2 SARAIVA³ SÃO PAULO SP 1.737.563.000 -2,0 113 0,9
3 FNAC1,4
SÃO PAULO SP 538.780.000 -7,5 12 0,0
4 LIVRARIA CULTURA2
SÃO PAULO SP 385.000.000 -5,2 17 0,0
5
LIVRARIAS
CURITIBA³
CURITIBA PR 263.855.705 -4,8 27 ND
6 BOOKPARTNERS4
JANDIRA SP 117.300.000 15,0 14 ND
7
LIVRARIA DA
TRAVESSA4
RIO DE JANEIRO RJ 75.000.000 ND 8 ND
		 Fonte:CIPCentrodeInteligênciaPadrão
LOCALIZAÇÃO
DAS LOJAS
POR REGIÃO
A maior parte das
lojas do setor está
concentrada no
eixo Sul-Sudeste.
Expansão para
outras regiões ocorre
via e-commerce
NORTE 0,9%
NORDESTE 7,9%
SUDESTE 69,8%
SUL 15,8%
CENTRO-OESTE 5,6%
88
RANKING NOVAREJO
89
FUNCIONÁRIOS
RENTABILIDADE
(FATURAMENTO/
LOJAS EM R$)
VARIAÇÃO DA
RENTABILIDADE
(EM %)
NÚMERO
CRESCIMENTO
(EM %)
PRODUTIVIDADE
(FATURAMENTO/
FUNCIONÁRIOS
EM R$)
VARIAÇÃO DA
PRODUTIVIDADE (EM %)
13.125.000 1,5 ND ND ND ND
15.376.664 -2,9 3.860 -14,8 450.146 15,0
44.898.333 -7,5 800 -20,0 673.475 15,7
22.647.059 -5,2 1.400 -17,6 275.000 15,2
9.772.434 ND 936 ND 281.897 ND
8.378.571 ND 220 ND 533.182 ND
9.375.000 ND ND ND ND ND
1. Faturamento estimado 2. Faturamento informado por meio de questionário 3. Faturamento extraído da demonstração contábil
4. Faturamento extraído de fontes secundárias 5. Faturamento bruto 6. Faturamento extraído de fontes da empresa.
RANKING NOVAREJO
A matriz de produtividade e rentabilidade por lojas
mostra a consolidação do mercado e a atuação das empresas em
si e não problemas e deficiências enfrentados por cada player.
Um exemplo é a Fnac, que aparece no topo da relação de pro-
dutividade e rentabilidade, mas que passa por dificuldades de se
estabelecer no País, apesar dos esforços de diversificação do mix.
Para o próximo ano, é esperada uma forte mudança nos
números e na matriz do setor, uma vez que a operação brasileira
da marca francesa foi vendida para a Livraria Cultura. O merca-
do, assim, deve se movimentar.
Por outro lado, podemos comparar as Livrarias Curi-
tiba e a BOOKPartners, ambas com uma presença significa-
tiva de suas atividades no varejo, mas também com atuação
no atacado e papelaria, com um nível de rentabilidade por
loja semelhante, mas um maior nível de produtividade do
concorrente paulista.
MATRIZ – RENTABILIDADE LOJAS X PRODUTIVIDADE FUNCIONÁRIOS
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
RENTABILIDADE (FATURAMENTO/LOJAS EM R$)
PRODUTIVIDADE(FATURAMENTO/FUNCIONÁRIOSEMR$)
800.000
700.000
600.000
500.000
400.000
300.000
200.000
100.000
0
0 5.000.000 10.000.000 15.000.000 20.000.000 25.000.000 30.000.000 35.000.000 40.000.000 45.000.000 50.000.000
BOOKPARTNERS
SARAIVA
LIVRARIASCURITIBA LIVRARIACULTURA
FNAC
89
90
MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
EFEITO DOMINÓ
O varejo de Material de Construção sentiu os
efeitos da queda da Construção Civil. Com a
retomada da construção, o segmento deve voltar a
respirar
O s últimos anos não têm sido fáceis para as grandes construtoras
brasileiras. Afetadas pelos desdobramentos da operação Lavo Jato, elas basicamen-
te pararam no tempo, diminuindo a demanda com subempreiteiras, fornecedores e
prestadores de serviços.
As principais incorporadoras listadas na bolsa (Rossi, PDG, Helbor, Tecnisa,
Gafisa, Even, Eztec, Cyrela), importantes para a sustentação da demanda no setor de
Materiais de Construção, perderam R$ 16 bilhões em valor de mercado neste mesmo
triênio. De acordo com dados divulgados pela Serasa Experian, o risco de crédito no
setor calculado em maio de 2017 apresentou uma piora em relação a julho do ano pas-
sado. A tabela abaixo mostra que o percentual de empresas de Material de Construção
com risco de default aumentou de 14% para 18%.
POR DANIEL HERNANDES
Fonte:SerasaExperian|Elaboração:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP
MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
RISCO DE CRÉDITO BAIXO ACEITÁVEL ELEVADO DEFAULT
jun/16 68% 6% 12% 14%
mai/17 65% 6% 11% 18%
O cenário recessivo, marcado pelo desemprego maciço, pela inflação na casa
de dígitos duplos na virada de 2015 para 2016 e pelas taxas de juros elevadas, diminuiu
em 24% a capacidade de compra de imóveis dos brasileiros nos últimos três anos, se-
gundo o JP Morgan. Nesse contexto, o número de lançamentos imobiliários tem caído,
diminuindo também a demanda por materiais de construção. Segundo levantamento
da Neoway Criactive, para a Folha de S. Paulo, depois de um crescimento de 10% nos
lançamentos de imóveis em 2011, a traje-
tória tem sido de queda na oferta de novos
imóveis. Em 2016, a retração foi quase de
50% em relação ao ano anterior.
A tendência em 2017 é que o rit-
mo de lançamentos permaneça baixo. A
absorção dos empreendimentos será, em
grande parte, resultado de uma redução
dos estoques já existentes. O índice VSO
(Vendas Sobre Oferta), que mede o esto-
que de imóveis, foi estimado em 17 me-
ses pelo JP Morgan e em 24 meses pela
AMBI (Associação Brasileira do Mer-
cado Imobiliário). Ambas as estimativas
estão acima de 12 meses, estoque consi-
derado ideal para especialistas do ramo
imobiliário. Vale destacar que esses 170
mil imóveis “parados” têm um potencial
de movimentar aproximadamente R$ 23
bilhões nos próximos anos.
Toda essa movimentação im-
pacta diretamente o varejo de material de
construção.O gráfico 1 mostra o compor-
tamento do Índice de Vendas de Materiais
de Construção, divulgado mensalmente
90
RANKING NOVAREJO
91
pelo IBGE, no período entre 2012 e 2017. O gráfico mostra uma queda acelerada
a partir de 2015, quando o País entrou em recessão. A boa notícia fica por conta da
evolução do índice desde o final de 2016. Depois de atingir uma mínima de 76 pontos
em outubro, é possível verificar uma tendência de recuperação da demanda. Segundo a
ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), as vendas no mês
de janeiro em 2017 superaram as vendas no mesmo mês do ano passado em 26%.Outro
fator que tem animado o mercado foi a retomada do programa Minha Casa Minha
Vida, que prevê a construção de 610 mil novas moradias em 2017.
105
95
100
90
85
80
75
abr/12
ago/12
dez/12
abr/13
ago/13
dez/13
abr/14
ago/14
dez/14
abr/15
ago/15
dez/15
abr/16
ago/16
dez/16
abr/17
Fonte: IBGE | Elaboração: Centro de Inteligência Padrão – CIP
GRÁFICO 1 – VENDAS REAIS DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
De acordo com os dados do Ranking NOVAREJO 2017, o faturamento das
empresas de varejo de Material de Construção sofreu queda de 1,5% em 2016, em
relação ao ano anterior, saindo de R$ 8,59 bilhões para R$ 8,46 bilhões. O grupo Adeo
(Leroy Merlin) foi o único da amostra a apresentar crescimento no faturamento, em
torno de 5%, expandindo seu market share de 52,3% para 55,8%. Por outro lado, a
Dicico viu seu faturamento despencar 17,6%, e sua participação no mercado cair de
11,5% para 9,6%.
O grupo Saint-Gobain (Telhanorte) apostou na expansão das suas lojas em
2016,saindo de 41 para 70 unidades físicas,um aumento de 70%.No entanto,o fatura-
mento não acompanhou esse investimento e apresentou uma queda de 8,6%,em relação
ao ano anterior, caindo de R$ 1,49 bilhão para R$ 1,36 bilhão no período analisado.
Além disso,a rentabilidade,calculada pela divisão do faturamento pelo número de lojas,
caiu 46,4%, de aproximadamente R$ 36 milhões para R$ 19 milhões por loja.
Em relação à produtividade por funcionário das empresas contempladas no
Ranking, os grupos Adeo (Leroy Merlin) e Ferramentas Gerais se saíram melhor do
que os concorrentes. O primeiro, mesmo aumentando seu quadro de 9.000 para 9.300
funcionários,apresentou um crescimento de 1,6% na produtividade.O segundo experi-
mentou um crescimento maior, de 7,7%, facilitado por uma redução de pessoal, saindo
de 1.400 pessoas para 1.300 pessoas.
92
GRUPO/EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS
CIDADE UF VALOR (EM R$)
CRESCIMENTO
(EM %)
NÚMERO
CRESCIMENTO
(EM %)
1
GRUPO ADEO3
(Leroy Merlin)
SÃO PAULO SP 4.718.700.000 5,0 40 8,1
2
SAINT GOBAIN1,3
(Telhanorte)
SÃO PAULO SP 1.367.637.040 -8,6 70 70,7
3 DICICO3
SÃO PAULO SP 813.064.416 -17,6 54 -3,6
4
FERRAMENTAS
GERAIS4
PORTO ALEGRE RS 700.000.000 0,0 9 0,0
5
BR HOME
CENTERS3
GOIÂNIA GO 683.743.000 -6,7 25 -3,8
6
CASA DO
CONSTRUTOR4
RIO CLARO SP 180.839.000 -1,2 245 4,3
MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
A matriz ao lado
mostra o desempenho das
empresas do setor de Ma-
teriais de Construção em
relação à rentabilidade e à
produtividade. Os desta-
ques ficaram, novamente,
por conta dos grupos Adeo
(Leroy Merlin) e Ferramen-
tas Gerais, que obtiveram os
melhores resultados de fatu-
ramento em relação ao nú-
mero de lojas e funcionários.
O cenário pros-
pectivo é positivo para o
setor, pois o PIB da Cons-
trução Civil parou de cair
em 2017. As empresas te-
rão grandes oportunidades
nos próximos anos, princi-
palmente se levarmos em
conta o déficit público por
infraestrutura. Além disso,
existirá muita demanda por
		 Fonte:CIPCentrodeInteligênciaPadrão
LOCALIZAÇÃO
DAS LOJAS
POR REGIÃO
O mapa mostra a grande
concentração do setor na
Região Sudeste do País
NORTE 1,3%
NORDESTE 6,2%
SUDESTE 65,4%
SUL 15,1%
CENTRO-OESTE 12,0%
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
92
RANKING NOVAREJO
93
FUNCIONÁRIOS
RENTABILIDADE
(FATURAMENTO/
LOJAS EM R$)
VARIAÇÃO DA
RENTABILIDADE
(EM %)
NÚMERO
CRESCIMENTO
(EM %)
PRODUTIVIDADE
(FATURAMENTO/
FUNCIONÁRIOS
EM R$)
VARIAÇÃO DA
PRODUTIVIDADE (EM %)
117.967.500 -2,9 9.300 3,3 507.387 1,6
19.537.672 -46,4 3.350 -6,6 408.250 -2,1
15.056.748 -14,5 3.000 ND 271.021 ND
77.777.778 0,0 1.300 -7,1 538.462 7,7
27.349.720 -2,9 ND ND ND ND
738.118 -5,2 ND ND ND ND
1. Faturamento estimado 2. Faturamento informado por meio de questionário 3. Faturamento extraído da demonstração contábil
4. Faturamento extraído de fontes secundárias 5. Faturamento bruto 6. Faturamento extraído de fontes da empresa
PRODUTIVIDADE(FATURAMENTO/FUNCIONÁRIOSEMR$)
MATRIZ – RENTABILIDADE LOJAS X PRODUTIVIDADE FUNCIONÁRIOS
600.000
500.000
400.000
300.000
200.000
100.000
0
0 20.000.000 40.000.000 60.000.000 80.000.000 100.000.000 120.000.000 140.000.000
RENTABILIDADE (FATURAMENTO/LOJAS EM R$)
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
DICICO
SAINT-GOBAIN
FERRAMENTASGERAIS
GRUPOADEO
novas residências, já que o número de famílias aumentará de 61
milhões para 84 milhões até 2024, configurando um mercado
enorme para o varejo de Materiais de Construção.
Para que o setor cresça, é importante avançar nos mar-
cos regulatórios dos modelos de concessão e de parcerias públi-
co-privadas, modelos que se mostram cada vez mais adequados
para viabilizar investimentos de longo prazo. A recuperação do
mercado de trabalho e a diminuição da taxa de juros são outros
fatores determinantes para a retomada do setor imobiliário.
Uma coisa é certa: a retomada do PIB brasileiro passa
pela recuperação do setor de Construção Civil, dada a influên-
cia que ele exerce na cadeia produtiva e no mercado de trabalho
brasileiro. Caso esse setor se recupere, quem ganha é o varejo de
Materiais de Construção.
93
94
ÓTICAS
FOCO
NA MUDANÇA
O setor de Óticas apresentou recuo no faturamento,
mas a previsão é de crescimento para este ano
O setor de Óticas é bastante pulverizado,composto de poucos grandes
players e grande número de pequenas redes familiares. Justamente pela dinâmica do
setor,este é um momento de cautela.Segundo dados da Abióptica (Associação Brasi-
leiradaIndústriaÓptica),ofaturamentodosetorcaiu6,7%em2016edeverádemorar
ao menos três anos para se recuperar dos efeitos da recessão.
O mercado mais afetado pela recessão foi o de óculos de sol. Segundo a Asso-
ciação, as vendas de óculos de sol caíram 21% no período de dois anos. Isso ocorreu visto
que os consumidores deram preferência à compra de óculos corretivos e à troca de lentes.
Para contornar a crise,as grandes redes do setor apostaram em modelos de fran-
quias, reforçaram o atendimento ao consumidor e modificaram o mix de oferta, aliando
promoções e novidades de mercado. Isso fez com que essas grandes redes conseguissem
aumentar seu faturamento e expandir mesmo em um cenário controverso.
A Óticas Diniz, por exemplo, conseguiu aumentar 16,9% seu faturamento em
2016 e a Óticas Carol cresceu 16,2%. A Chilli Beans, por sua vez, viu a receita crescer
3,5%,apesar de ter aumentado em 20% o número de pontos de venda.Neste ano,o setor
viu algumas movimentações importantes, como a aquisição da Óticas Carol pela Luxot-
tica,por 110 milhões de Euros.
POR LUANA SOARES
94
RANKING NOVAREJO
95
		 Fonte:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP
LOCALIZAÇÃO
DAS LOJAS
POR REGIÃO
O Sudeste é destaque na concentração
de lojas do setor. Somente o Estado de
São Paulo concentra 40% do número
de óticas do País
NORTE 4,9%
NORDESTE 18,4%
SUDESTE 60,1%
SUL 9,8%
CENTRO-OESTE 6,7%
95
96
GRUPO/EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS
CIDADE UF VALOR (EM R$)
CRESCIMENTO
(EM %)
NÚMERO
CRESCIMENTO
(EM %)
1 ÓTICAS DINIZ4
SÃO PAULO SP 830.000.000 16,9 950 8,0
2 ÓTICAS CAROL4
SÃO PAULO SP 813.700.000 16,2 983 9,2
3 CHILLI BEANS1,4
BARUERI SP 569.250.000 3,5 699 20,5
4 FOTOTICA4
SÃO PAULO SP 200.000.000 38,9 105 2,9
5
MERCADÃO DOS
ÓCULOS4
SÃO JOSÉ DO RIO
PRETO
SP 50.000.000 50,2 105 54,4
Quando o assunto é rentabilidade por loja e produtivi-
dade por funcionário, verificamos que a Fototica se destaca por
apresentar alta rentabilidade por loja e alta produtividade por fun-
cionário.Já a Chilli Beans e o Mercadão dos Óculos apresentaram
baixa rentabilidade e produtividade. Apesar da redução do consu-
mo e das dificuldades enfrentadas pelo setor em 2016,a Abióptica
espera um crescimento de 7% em 2017.
Fonte:SerasaExperian|Elaboração:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP
ÓTICAS
RISCO DE CRÉDITO BAIXO ACEITÁVEL ELEVADO DEFAULT
jun/16 71% 10% 11% 8%
mai/17 67% 7% 13% 13%
Estudo exclusivo realizado pela Serasa Experian mostrou
que, apesar do momento econômico em 2016, 71% das empresas
do setor possuíam baixo risco de crédito. Porém, em 2017 o setor
apresentou um aumento no índice de empresas que apresentaram
alto risco de crédito ou estavam em situação de default, com altas
chances de se tornarem inadimplentes. Isso significa que, apesar
dos esforços, muitas empresas podem não conseguir arcar com
suas obrigações financeiras e foram seriamente afetadas pela re-
dução do consumo.
ÓTICAS
96
RANKING NOVAREJO
97
FUNCIONÁRIOS
RENTABILIDADE
(FATURAMENTO/
LOJAS EM R$)
VARIAÇÃO DA
RENTABILIDADE
(EM %)
NÚMERO
CRESCIMENTO
(EM %)
PRODUTIVIDADE
(FATURAMENTO/
FUNCIONÁRIOS
EM R$)
VARIAÇÃO DA
PRODUTIVIDADE (EM %)
873.684 8,3 ND ND ND ND
827.772 6,4 ND ND ND ND
814.378 -14,1 4.794 1,3 118.742 2,1
1.904.762 34,9 900 12,5 222.222 23,5
476.190 -2,8 420 ND 119.048 ND
1. Faturamento estimado 2. Faturamento informado por meio de questionário 3. Faturamento extraído da demonstração contábil
4. Faturamento extraído de fontes secundárias 5. Faturamento bruto 6. Faturamento extraído de fontes da empresa	
PRODUTIVIDADE(FATURAMENTO/FUNCIONÁRIOSEMR$)
RENTABILIDADE (FATURAMENTO/LOJAS EM R$)
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
MATRIZ – RENTABILIDADE LOJAS X PRODUTIVIDADE FUNCIONÁRIOS
250.000
200.000
150.000
100.000
50.000
0
0 200.000 400.000 600.000400.000 800.000 1.000.000 1.200.000 1.400.000 1.600.000 1.800.000 2.000.000
MERCADÃODOSÓCULOS CHILLIBEANS
FOTOTICA
97
98
REDES ALIMENTÍCIAS E FAST-FOOD
COM FOME DE
CRESCIMENTO
Comer fora de casa deixou de ser uma
das prioridades dos brasileiros no pico da
crise e as redes tiveram de se reinventar
para conquistar o cliente
D iante de um cenário econômico instável, com
taxa de desemprego elevada, o brasileiro mudou seu comporta-
mento de consumo,privilegiando itens básicos e cortando custos.
As redes que atuam com alimentação fora de casa sentiram esse
corte. Segundo dados do IFB (Instituto Foodservice Brasil), em
2016 o brasileiro se alimentou menos fora de casa. A frequência
de idas aos restaurantes passou de 1,60 vezes ao dia em 2015
para 1,46 vezes em 2016. Isso provocou uma queda de 4% na
quantidade de transações.
Apesar dessa redução, houve aumento de 3% no fatu-
ramento do setor, passando para R$ 184 bilhões em 2016. Esse
crescimento se deve à alta de 8% no ticket médio do setor.Isso só
foi possível graças aos esforços do setor para atrair o público, em
detrimento de margem.
Para driblar os efeitos da crise, grandes redes também
apostaram na criação de novos produtos. O McDonald’s, uma
das empresas que apresentou redução no faturamento em 2016,
por exemplo, vem oferecendo cupons de descontos em alguns
combos e fazendo promoções diárias com o objetivo de tornar
suas ofertas mais atrativas ao consumidor.
POR LUANA SOARES
O Habib’s, outra grande rede de alimentação, voltada
a oferecer produtos com preços mais acessíveis aos consumi-
dores, também tem feito ofertas diárias e promoções no estilo
“compre uma determinada quantidade e ganhe algumas uni-
dades a mais”.
Essas promoções visam não apenas a atrair os consu-
midores, mas também a aumentar a quantidade de itens vendi-
dos. Isso acontece visto que o consumidor acaba consumindo
outros produtos que não estão na promoção, como sucos, refri-
gerantes, batatas fritas, sorvetes etc. Nesse contexto, o consu-
midor “economiza” enquanto a rede aumenta sua receita.
De acordo com um levantamento realizado pelo
Centro de Inteligência Padrão – CIP, 57,3% dos pontos de
venda do setor estão localizados na Região Sudeste. O Es-
tado de São Paulo é responsável pela concentração de 63%
dos pontos de venda da região e 36% dos pontos de venda do
Brasil. O segundo maior Estado com concentração de redes
alimentícias e de fast-food é o Rio de Janeiro, que concentra
20% dos pontos de venda na Região Sudeste e 12% dos pon-
tos de venda do Brasil.
98
RANKING NOVAREJO
99
		 Fonte:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP
LOCALIZAÇÃO
DAS LOJAS
POR REGIÃO
São Paulo e Rio de Janeiro concentram
boa parte dos pontos de venda do setor
NORTE 4,6%
NORDESTE 13,3%
SUDESTE 57,3%
SUL 16,2%
CENTRO-OESTE 8,7%
99
100
GRUPO/EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS
CIDADE UF VALOR (EM R$)
CRESCIMENTO
(EM %)
NÚMERO
CRESCIMENTO
(EM %)
1 MC DONALD’S3
BARUERI SP 4.344.352.000 -18,3 902 2,2
2 HABIB’S1,4
ITAPEVI SP 2.837.500.000 13,5 450 4,7
3
AM PM MINI
MARKET1,4
RIO DE JANEIRO RJ 1.968.453.180 8,9 2.166 13,4
4 CACAU SHOW2
ITAPEVI SP 1.785.924.382 18,6 2.050 2,5
5 SAPORE3,5
CAMPINAS SP 1.451.905.000 24,2 1.100 0,0
6 BURGER KING3
BARUERI SP 1.400.000.000 47,4 601 13,2
7 GRUPO TRIGO1,4
RIO DE JANEIRO RJ 1.370.000.000 37,0 628 1,6
8 BR MANIA3
RIO DE JANEIRO RJ 1.300.000.000 12,0 1.303 3,4
9 SELECT1
PETROLINA PE 1.288.205.312 10,4 998 4,9
10 GRUPO IMC 3
SÃO PAULO SP 954.400.000 -10,6 193 -11,5
Apesar do leve crescimento no faturamento do setor, algumas empresas podem es-
tar com sua saúde financeira afetada pelos efeitos da crise, de acordo com um levantamento
da Serasa Experian, feito especialmente para o Ranking NOVAREJO Brasileiro. Segundo
o estudo, 16% das empresas do setor possuíam risco de crédito default em junho de 2016.
Em 2017, esse número foi ainda maior, 18%.
Fonte:SerasaExperian|Elaboração:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP
REDES ALIMENTÍCIAS E FAST-FOOD
RISCO DE CRÉDITO BAIXO ACEITÁVEL ELEVADO DEFAULT
jun/16 57% 11% 16% 16%
mai/17 54% 11% 17% 18%
Grande parte das empresas do setor atua com modelo de franquias. Essa prática
favorece sua expansão, visto que o franqueado fica responsável por arcar com seus custos
individualmente.
Quando verificamos a relação entre rentabilidade e produtividade, verificamos
que Cacau Show e Burger King possuem alta produtividade por funcionário, mas baixa
rentabilidade por loja. O Habib’s, o Grupo IMC e o McDonald’s possuem alta rentabi-
lidade por loja, porém baixa produtividade por funcionário. Dentre as dez empresas com
maior faturamento do setor, nenhuma delas se encontra no quadrante ideal, com alta
rentabilidade e alta produtividade.
Apesar dos desafios enfrentados pelo setor, ainda há otimismo por parte dos em-
presários, que projetam crescimento em 2017. Isso porque muitos acreditam que a situação
econômica do País tende a ter uma leve melhora e maior geração de empregos. Com o
maior número de pessoas ocupadas, há uma tendência em aumentar o número de alimen-
tações fora de casa e, nesse contexto, as empresas do setor esperam uma melhora no fluxo
de compras em suas redes.
REDES ALIMENTÍCIAS E FAST-FOOD
100
RANKING NOVAREJO
101
FUNCIONÁRIOS
RENTABILIDADE
(FATURAMENTO/
LOJAS EM R$)
VARIAÇÃO DA
RENTABILIDADE
(EM %)
NÚMERO
CRESCIMENTO
(EM %)
PRODUTIVIDADE
(FATURAMENTO/
FUNCIONÁRIOS
EM R$)
VARIAÇÃO DA
PRODUTIVIDADE (EM %)
4.816.355 -20,0 50.000 0,0 86.887 -18,3
6.305.556 8,5 24.400 10,9 116.291 2,3
908.796 -4,0 ND ND ND ND
871.183 15,7 7.218 3,4 247.426 14,8
1.319.914 24,2 15.000 13,3 96.794 9,7
2.329.451 30,2 6.000 0,0 233.333 47,4
2.181.529 34,8 ND ND ND ND
997.698 8,3 ND ND ND ND
1.290.787 5,2 ND ND ND ND
4.945.078 1,0 7.500 -37,5 127.253 43,1
1. Faturamento estimado 2. Faturamento informado por meio de questionário 3. Faturamento extraído da demonstração contábil
4. Faturamento extraído de fontes secundárias 5. Faturamento bruto 6. Faturamento extraído de fontes da empresa.
MATRIZ – RENTABILIDADE LOJAS X PRODUTIVIDADE FUNCIONÁRIOS
PRODUTIVIDADE(FATURAMENTO/FUNCIONÁRIOSEMR$)
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
RENTABILIDADE (FATURAMENTO/LOJAS EM R$)
300.000
250.000
200.000
150.000
100.000
50.000
0
0 1.000.000 2.000.000 3.000.000 4.000.000 5.000.000 6.000.000 7.000.000
CACAUSHOW
BURGERKING
SAPORE
GRUPOIMC
MCDONALD’S
HABIB’S
101
102
REDES ALIMENTÍCIAS E FAST-FOOD
GRUPO/EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS
CIDADE UF VALOR (EM R$)
CRESCIMENTO
(EM %)
NÚMERO
CRESCIMENTO
(EM %)
11 GIRAFFAS1,4
SÃO PAULO SP 805.000.000 0,6 420 1,2
12 GRUPO CRM4
TAMBORÉ SP 747.000.000 -36,7 786 -11,1
13 HALIPAR1,4
INDAIATUBA SP 550.000.000 10,0 330 -5,7
14 MUNDO VERDE1,4
RIO DE JANEIRO RJ 530.000.000 10,4 400 5,3
15 GRUPO MADERO4
CURITIBA PR 446.000.000 48,7 84 33,3
16
GRUPO TREND
FOODS2
SÃO PAULO SP 402.500.000 3,3 210 -4,5
17 PATRONI PIZZA4
SÃO PAULO SP 360.000.000 -10,4 210 9,4
18 BFFC² RIO DE JANEIRO RJ 305.240.000 -5,7 1.192 -1,7
19 STARBUCKS1,4
SÃO PAULO SP 277.752.000 ND 103 ND
20 REI DO MATE4
SÃO PAULO SP 250.000.000 8,7 340 1,2
21
VIVENDA DO
CAMARÃO1,4
SÃO PAULO SP 240.000.000 20,0 144 -10,0
22 SODIÊ DOCES1,4
BOITUVA SP 230.000.000 5,5 260 ND
23
CHIQUINHO
SORVETES4
SÃO PAULO SP 220.000.000 29,4 402 29,7
24
CIA
TRADICIONAL DE
COMÉRCIO4
SÃO PAULO SP 180.000.000 ND 30 ND
25 MEGAMATTE1,4
RIO DE JANEIRO RJ 169.000.000 30,0 130 ND
26
GRUPO
BONAPARTE1,4
RECIFE PE 127.600.000 10,0 98 ND
27 FRAN’S CAFÉ1,4
BARUERI SP 127.548.000 6,3 122 -18,7
28 CROASONHO4
CAXIAS DO SUL RS 110.000.000 32,5 72 ND
29
REDE LEVE
PIZZA4,5
SÃO JOSÉ DO RIO
PRETO
SP 100.000.000 ND 130 ND
30 CPQ BRASIL3
SÃO PAULO SP 98.409.000 -8,6 331 ND
31
AMOR AOS
PEDAÇOS1,4
SÃO PAULO SP 62.400.000 -2,5 52 -13,3
32
NUTTY
BAVARIAN1,4
SÃO PAULO SP 51.000.000 8,5 130 ND
33 ICE CREAMY4
CATANDUVA SP 50.000.000 150,0 70 75,0
34 DNA NATURAL4
TRINDADE SC 48.000.000 -9,4 49 ND
35
BRASILEIRINHO
DELIVERY4
SÃO JOSÉ DO RIO
PRETO
SP 40.000.000 263,6 110 ND
36 FOGO DE CHÃO1,4
SÃO PAULO SP 39.772.000 7,8 10 ND
37
MRS. CHENEY
COOKIES4
SÃO PAULO SP 35.000.000 52,2 60 ND
102
RANKING NOVAREJO
103
1. Faturamento estimado 2. Faturamento informado por meio de questionário 3. Faturamento extraído da demonstração contábil
4. Faturamento extraído de fontes secundárias 5. Faturamento bruto 6. Faturamento extraído de fontes da empresa.
FUNCIONÁRIOS
RENTABILIDADE
(FATURAMENTO/
LOJAS EM R$)
VARIAÇÃO DA
RENTABILIDADE
(EM %)
NÚMERO
CRESCIMENTO
(EM %)
PRODUTIVIDADE
(FATURAMENTO/
FUNCIONÁRIOS
EM R$)
VARIAÇÃO DA
PRODUTIVIDADE (EM %)
1.916.667 -0,6 9.500 5,6 84.737 -4,7
950.382 -28,8 ND ND ND ND
1.666.667 16,7 ND ND ND ND
1.325.000 4,9 ND ND ND ND
5.309.524 11,5 3.100 24,0 143.871 19,9
1.916.667 8,2 4.367 1,6 92.169 1,7
1.714.286 -18,1 ND ND ND ND
256.074 -4,1 21.456 -1,7 14.226 -4,1
2.696.621 ND ND ND ND ND
735.294 7,4 3.000 0,0 83.333 8,7
1.666.667 33,3 ND ND ND ND
884.615 ND ND ND ND ND
547.264 -0,2 1.500 ND 146.667 ND
6.000.000 ND 1.400 ND 128.571 ND
1.300.000 ND 1.500 ND 112.667 ND
1.302.041 ND ND ND ND ND
1.045.475 30,7 ND ND ND ND
1.527.778 ND ND ND ND ND
769.231 ND ND ND ND ND
297.308 ND ND ND ND ND
1.200.000 12,5 ND ND ND ND
392.308 ND ND ND ND ND
714.286 42,9 250 ND 200.000 ND
979.592 ND ND ND ND ND
363.636 ND ND ND ND ND
3.977.200 ND ND ND ND ND
583.333 ND ND ND ND ND
103
SUPER E HIPERMERCADOS
A PASSOS LENTOS
Durante a crise, o setor de Super e
Hipermercados buscou o caminho da eficiência
e deve colher agora os frutos dessa decisão
E m 2016, até mesmo os setores de
consumo básico sofreram. Foi o caso do Super e
Hipermercados. Ainda que independente de cré-
dito e pouco afetado por variações na confiança
dos consumidores,o setor também sofreu.Segun-
do dados do IBGE,as redes de Super e Hipermer-
cados amargaram quedas contínuas no volume de
vendas durante todos os meses de 2016, quando
comparado ao ano anterior.
Em uma situação de crise, desemprego e
insegurança em relação ao futuro, espera-se que o
consumidor adie gastos que possam comprometer
parte de sua renda e concentre suas despesas em
itens de primeira necessidade. Contudo, nem com
a vantagem de tal movimento o setor conseguiu ga-
rantir resultados em termos reais.Isso ocorre porque
durante o período inflacionário, o número de itens
adquiridos pelos shoppers recua, pois cerca de 50%
das compras são feitas em dinheiro.
Segundo dados da Abras (Associação Bra-
sileira de Supermercados), o setor registrou queda
real no faturamento, de 1,5%. Parte da queda do
volume se explica por um redirecionamento da de-
manda dos supermercados para o setor de Atacare-
jo, um modelo que consegue oferecer preços mais
viáveis, principalmente para a população de baixa
renda. Esse desempenho mostra a dimensão da re-
cessão econômica vivenciada no período: a renda do
POR MATHEUS VALLE
consumidor estava tão reduzida que além de reduzir o consumo, ele tro-
cou de marcas, escolhendo as opções mais baratas.
Apesar da queda real do faturamento e do volume de vendas
no mesmo período, segundo estudo exclusivo realizado pela Serasa Ex-
perian para o Ranking NOVAREJO, ocorreu uma positiva variação da
margem EBITDA (lucro antes dos juros, amortizações e tributos), ou
seja, apesar dos índices negativos, o setor conseguiu impor um aumento
na eficiência operacional. Tal variação é acompanhada de um cresci-
mento médio da produtividade das empresas analisadas superior a 10%,
Fonte: IBGE
GRÁFICO 1 -VARIAÇÃO MENSAL DO VOLUME DE
VENDAS EM 2016 (EM RELAÇÃO A 2015)
janeiro
2016
fevereiro
2016
março
2016
abril
2016
maio
2016
junho
2016
julho
2016
agosto
2016
setembro
2016
outubro
2016
novembro
2016
dezembro
2016
0
-2
-1
-3
-4
-5
-6
-7
104
SETOR
MARGEM EBITDA
2015 2016
SUPER E HIPERMERCADOS 2.6 3.4
Fonte:SerasaExperian
VARIAÇÃO DA MARGEM EBITDA DO SETOR DE SUPER E HIPERMERCADOS
Fonte:SerasaExperian|Elaboração:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP
SUPER E HIPERMERCADOS
RISCO DE CRÉDITO BAIXO ACEITÁVEL ELEVADO DEFAULT
jun/16 77% 5% 10% 8%
mai/17 68% 11% 9% 12%
105
demonstrando uma preocupação com a modernização e eficiência em um setor caracteri-
zado pelo uso intensivo de mão de obra.
Ao compararmos a evolução do risco de crédito no ano passado para a metade
de 2017, podemos observar um aumento do número de empresas em situação de default,
conforme tabela abaixo.O índice,apesar de ter aumentado,ainda é um dos menores quando
comparado com outros setores do varejo, dada a solidez da demanda pelos itens vendidos
pelos supermercados.
Contrariando a tendência geral dos demais setores, em 2016, dentre as empresas
analisadas no ranking, o setor apresentou um considerável crescimento médio do número
de unidades físicas de 8,5% em relação a 2015. Por se tratar de um setor essencial, em
SUPER E HIPERMERCADOS
		 Fonte:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP
LOCALIZAÇÃO
DAS LOJAS
POR REGIÃO
NORTE 2,0%
NORDESTE 14,0%
SUDESTE 63,0%
SUL 17,0%
CENTRO-OESTE 5,0%
A base das
empresas do setor
está concentrada
na Região Sudeste
106
geral com um alto faturamento e uma
demanda que pouco varia mesmo com
a recessão, as empresas e principalmente
os grandes players do mercado apostam
na expansão da presença da marca, ao
mesmo tempo que adentram em mer-
cados dominados por redes regionais,
com menor capacidade de absorção de
custos, conforme mapa ao lado.
Ainda que o setor esteja inseri-
do na cesta básica de consumo dos bra-
sileiros, a distribuição das redes ainda é
muito centralizada na Região Sudeste,
onde estão presentes 63% das lojas.
A matriz de produtividade e rentabilidade destaca
marcas regionais, como o Super Muffato, que tem a maior
parte de sua atuação no interior do Paraná, e a sul mato-
-grossense AGP. Isso mostra que mesmo redes que atuam
em mercados com uma menor demanda e concorrência não
se acomodam quando o objetivo é a produtividade e a renta-
bilidade, obtendo uma posição superior à de empresas muito
maiores e mais capitalizadas.
Grandes players do mercado, com exceção do Car-
refour, apresentaram um desempenho mediano quando
MATRIZ – RENTABILIDADE LOJAS X PRODUTIVIDADE FUNCIONÁRIOS
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
PRODUTIVIDADE(FATURAMENTO/FUNCIONÁRIOSEMR$)
800.000
700.000
600.000
500.000
400.000
300.000
200.000
100.000
0
0 20.000.000 40.000.000 60.000.000 80.000.000 100.000.000 120.000.000 140.000.000 160.000.000
DIA%
AGP
CARREFOUR SUPERMUFFATO
SUPERMERCADOZAFFARI
SUPERMERCADOCONDOR
WALMART
SUPERMERCADOSBH
CENCOSUDBRASIL
MULTIVAREJO
RENTABILIDADE (FATURAMENTO/LOJAS EM R$)
relacionado à rentabilidade por loja, número explicado pe-
las especificidades de cada rede, como o braço de Multiva-
rejo do GPA, que inclui unidades de pequeno porte como o
“Minimercado Extra”. Já o espanhol Dia Supermercados, que
assume um modelo baseado majoritariamente em unidades
franqueadas, compensa sua baixa rentabilidade por lojas com
a maior produtividade dos supermercados analisados. Para
2017, a projeção é de recuperação. Isso porque, de todos os
setores, o de Super e Hipermercados depende, basicamente,
da inflação, que já desacelerou.
107
108
SUPER E HIPERMERCADOS
GRUPO/EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO
CIDADE UF VALOR (EM R$)
CRESCIMENTO
(EM %)
NÚMERO
1 WALMART 4,5
BARUERI SP 29.409.150.946 0,3 480
2 MULTIVAREJO3
SÃO PAULO SP 26.967.000.000 0,8 1.028
3 CARREFOUR4,5
SÃO PAULO SP 18.944.546.800 13,4 226
4 CENCOSUD BRASIL4,5 NOSSA SENHORA DO
SOCORRO
SE 8.601.070.561 -4,7 211
5 DIA%4,5
SÃO PAULO SP 7.162.377.000 16,5 1.050
6 SUPER MUFFATO4,5
CASCAVEL PR 5.078.135.479 24,0 48
7 SUPERMERCADOS BH4,5
BELO HORIZONTE MG 4.965.052.560 25,0 167
8 SUPERMERCADO ZAFFARI3
PORTO ALEGRE RS 4.958.000.000 14,1 34
9 AGP4,5
CAMPO GRANDE MS 4.840.262.600 24,6 53
10 SUPERMERCADO CONDOR4,5
CURITIBA PR 4.000.000.000 4,8 43
11 SONDA SUPERMERCADOS3
SÃO PAULO SP 3.330.887.048 15,8 41
12 EPA SUPERMERCADO4,5
BELO HORIZONTE MG 3.106.576.000 19,3 115
13 EPA SUPERMERCADO4,5
BELO HORIZONTE MG 3.106.576.000 19,3 115
14 ANGELONI4,5
CRICIÚMA SC 2.523.479.381 5,6 27
15 LÍDER SUPERMERCADOS4,5
BELÉM PA 2.439.911.116 22,8 22
16 SAVEGNAGO SUPERMERCADOS3
SERTÃOZINHO SP 2.247.882.000 15,0 41
17 COOP3
SANTO ANDRÉ SP 2.166.017.000 9,7 42
18 SUPERNOSSO4,5
BELO HORIZONTE MG 2.054.252.752 6,0 37
19 SUPERMERCADO BAHAMAS4,5
JUIZ DE FORA MG 2.024.512.373 18,3 39
20 CIDADE CANÇÃO4,5
MARINGÁ PR 1.988.905.893 15,8 46
21 SUPERMERCADO ZONA SUL5
RIO DE JANEIRO RJ 1.798.049.549 9,6 37
22 GRUPO CARVALHO2
TERESINA PI 1.759.090.764 0,2 47
23 GIASSI SUPERMERCADOS4,5
IÇARA SC 1.715.980.582 8,7 14
24 SUPERMERCADOS PAGUE MENOS4,5
NOVA ODESSA SP 1.601.107.215 22,4 23
25 SUPERMERCADO NORDESTÃO4,5
PARNAMIRIM RN 1.349.761.038 10,2 9
26 HORTIGIL HORTIFRUTI3
CARIACICA ES 1.328.423.000 21,1 41
27 SUPERMERCADO RISSUL4,5
ESTEIO RS 1.308.786.576 15,3 47
28 SUPERMERCADO ABC4,5
DIVINÓPOLIS MG 1.245.836.353 17,5 34
29 BARBOSA SUPERMERCADOS4,5
GUARULHOS SP 1.190.824.152 7,0 31
30 SUPERMERCADOS IRMÃOS LOPES4,5
GUARULHOS SP 1.124.080.000 10,6 27
31 SUPERMERCADO SÃO VICENTE4,5
SÃO PAULO SP 1.030.258.571 ND 20
32 JAD ZOGHEIB4,5
BAURU SP 932.342.614 13,2 9
33 FORMOSA SUPERMERCADOS4,5
BELÉM PA 923.759.799 8,5 4
34 SUPERMERCADO JAÚ SERVES4,5
JAÚ SP 915.247.275 18,3 33
35 BIG BOX4,5
BRASÍLIA DF 912.413.861 29,5 16
108
RANKING NOVAREJO
109
LOJAS FUNCIONÁRIOS
CRESCIMENTO
(EM %)
RENTABILIDADE
(FATURAMENTO/
LOJAS EM R$)
VARIAÇÃO DA
RENTABILIDADE
(EM %)
NÚMERO
CRESCIMENTO
(EM %)
PRODUTIVIDADE
(FATURAMENTO/
FUNCIONÁRIOS
EM R$)
VARIAÇÃO DA
PRODUTIVIDADE
(EM %)
-1,0 61.269.064 1,3 65.229 -9,2 450.860 10,5
2,2 26.232.490 -1,3 74.381 0,8 362.552 0,0
69,9 83.825.428 -33,2 40.021 -9,1 473.365 24,7
-5,0 40.763.368 0,3 22.839 -2,1 376.596 -2,6
13,0 6.821.311 3,1 10.497 18,6 682.326 -1,7
9,1 105.794.489 13,7 11.013 6,2 461.104 16,7
12,1 29.730.854 11,5 16.559 10,4 299.840 13,2
9,7 145.823.529 4,0 11.641 17,1 425.908 -2,6
1,9 91.325.709 22,3 8.957 15,0 540.389 8,4
4,9 93.023.256 0,0 11.000 18,5 363.636 -11,5
5,1 81.241.148 10,2 9.910 1,3 336.114 14,4
5,5 27.013.704 13,1 11.388 -13,0 272.794 37,2
5,5 27.013.704 13,1 11.388 -13,0 272.794 37,2
3,8 93.462.199 1,7 7.349 -6,4 343.377 12,8
4,8 110.905.051 17,2 11.505 41,7 212.074 -13,4
10,8 54.826.390 3,8 7.070 10,4 317.947 4,2
0,0 51.571.833 9,7 5.619 0,8 385.481 8,8
-2,6 55.520.345 8,8 4.660 -32,9 440.827 57,9
5,4 51.910.574 12,2 5.898 5,4 343.254 12,2
0,0 43.237.085 15,8 6.120 3,5 324.985 11,8
0,0 48.595.934 9,6 6.609 4,5 272.061 4,9
2,2 37.427.463 -1,9 5.313 15,9 331.092 -13,5
0,0 122.570.042 8,7 4.793 -11,1 358.018 22,3
9,5 69.613.357 11,8 4.034 2,7 396.903 19,2
0,0 149.973.449 10,2 2.911 -2,7 463.676 13,3
2,5 32.400.561 18,1 4.605 -28,6 288.474 69,6
0,0 27.846.523 15,3 4.738 -2,5 276.232 18,2
6,3 36.642.246 10,6 3.726 0,2 334.363 17,2
-8,8 38.413.682 17,4 4.038 1,1 294.904 5,8
0,0 41.632.593 10,6 3.358 -1,9 334.747 12,7
ND 51.512.929 ND 3.489 ND 295.288 ND
0,0 103.593.624 13,2 2.921 7,9 319.186 4,9
0,0 230.939.950 8,5 3.384 -4,5 272.979 13,6
17,9 27.734.766 0,4 3.384 17,7 270.463 0,5
6,7 57.025.866 21,4 2.025 -6,7 450.575 38,8
1.Faturamentoestimado2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário3.Faturamentoextraídodademonstraçãocontábil
4Faturamentoextraídodefontessecundárias5.Faturamentobruto6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa
109
110
SUPER E HIPERMERCADOS
36 EXTRABOM SUPERMERCADO4,5
SERRA ES 871.569.905 4,6 26
37
MERCADO TORRE DE
JACAREPAGUÁ4,5 RIO DE JANEIRO RJ 860.090.486 11,1 15
38 SUPERMARKET4,5
RIO DE JANEIRO RJ 860.090.468 11,1 15
39 TONIN SUPERATACADO4,5
SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO MG 850.434.581 37,0 18
40 COVABRA SUPERMERCADOS4
JUNDIAÍ SP 850.000.000 26,0 14
41 REDE TOP SUPERMERCADOS4
BLUMENAL SC 768.936.415 ND 22
42
SUPERMERCADOS
INTERCONTINENTAL4,5 SÃO JOÃO DE MERITI RJ 725.290.321 6,3 21
43 SUPERMERCADO SUPERPÃO4,5
GUARAPUAVA PR 710.687.281 30,0 24
44 FESTVAL4,5
CASCAVEL PR 698.158.549 16,9 12
45 SUPERCENTER NAZARÉ4,5
BELÉM PA 685.687.827 1,2 5
46
SUPERMERCADO & PADARIA
VERDEMAR4,5 BELO HORIZONTE MG 664.885.367 20,3 8
47 KOCH SUPERMERCADOS4,5
TIJUCAS SC 662.135.929 19,0 15
48 SUPERMERCADO VIANENSE4,5
NOVA IGUAÇU RJ 658.472.498 0,1 19
49 ARAÚJO MIX4,5
RIO BRANCO AC 640.952.326 16,7 11
50 PRINCESA SUPERMERCADOS4,5
RIO DE JANEIRO RJ 629.137.946 17,4 26
51 SUPERMERCADO SUPER BOM4,5
CAMPOS DOS GOYTACAZES RJ 604.568.559 14,7 11
52 SUPERMERCADOS JOANIN4,5
SÃO CAETANO DO SUL SP 602.921.691 7,5 17
53 SEMPREVALE SUPERMERCADOS4,5
LIMEIRA SP 601.915.000 8,4 19
54 SUPERMERCADO CAMPEÃO4,5
RIO DE JANEIRO RJ 598.085.167 7,6 21
55 SUPERMERCADOS AVENIDA4,5
ASSIS SP 583.455.474 8,5 21
56 PROENÇA SUPERMERCADO4,5
PEREIRA BARRETO SP 578.250.818 18,0 13
57 MERCADINHOS SÃO LUIZ4,5
FORTALEZA CE 563.659.970 12,7 16
58 SUPERMERCADOS IMPERATRIZ4,5 SANTO AMARO DA
IMPERATRIZ
SC 557.892.700 6,9 17
59 ASUN SUPERMERCADOS4,5
GRAVATAÍ RS 553.575.914 23,0 27
60 Y.YAMADA4
BELÉM PA 551.000.000 -68,4 17
61 SUPER IMEC4,5
LAJEADO RS 542.608.804 13,8 21
62 SUPERMERCADO FRANGOLÂNDIA4,5
FORTALEZA CE 519.902.759 14,6 10
GRUPO/EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO
CIDADE UF VALOR (EM R$)
CRESCIMENTO
(EM %)
NÚMERO
110
RANKING NOVAREJO
111
8,3 33.521.919 -3,5 3.781 5,9 230.513 -1,2
15,4 57.339.366 -3,7 3.274 12,3 262.703 -1,1
15,4 57.339.365 -3,7 3.274 12,3 262.703 -1,1
12,5 47.246.366 21,8 2.337 15,5 363.900 18,7
7,7 60.714.286 17,0 ND ND ND ND
214,3 34.951.655 ND 2.248 353,2 342.054 ND
0,0 34.537.634 6,3 2.610 -15,5 277.889 25,8
33,3 29.611.970 -2,5 2.256 17,5 315.021 10,7
20,0 58.179.879 -2,6 2.204 27,4 316.769 -8,3
0,0 137.137.565 1,2 2.005 -2,9 341.989 4,2
14,3 83.110.671 5,2 3.302 6,4 201.358 13,0
36,4 44.142.395 -12,7 2.154 28,8 307.398 -7,6
0,0 34.656.447 0,1 2.308 -2,2 285.300 2,3
10,0 58.268.393 6,1 2.119 4,4 302.479 11,8
13,0 24.197.613 3,8 2.299 27,0 273.657 -7,6
0,0 54.960.778 14,7 2.051 -24,2 294.768 51,4
0,0 35.465.982 7,5 2.004 -6,9 300.859 15,5
0,0 31.679.737 8,4 1.986 -26,6 303.079 47,8
0,0 28.480.246 7,6 2.270 -10,9 263.474 20,7
-4,5 27.783.594 13,7 2.398 14,0 243.309 -4,9
8,3 44.480.832 8,9 1.611 13,1 358.939 4,4
6,7 35.228.748 5,7 1.541 1,3 365.775 11,2
6,3 32.817.218 0,6 1.991 -0,2 280.207 7,1
35,0 20.502.812 -8,9 2.577 22,9 214.814 0,1
-29,2 32.411.765 -55,4 4.000 -31,4 137.750 -54,0
0,0 25.838.514 13,8 1.891 -8,6 286.943 24,5
0,0 51.990.276 14,6 2.118 11,6 245.469 2,7
LOJAS FUNCIONÁRIOS
CRESCIMENTO
(EM %)
RENTABILIDADE
(FATURAMENTO/
LOJAS EM R$)
VARIAÇÃO DA
RENTABILIDADE
(EM %)
NÚMERO
CRESCIMENTO
(EM %)
PRODUTIVIDADE
(FATURAMENTO/
FUNCIONÁRIOS
EM R$)
VARIAÇÃO DA
PRODUTIVIDADE
(EM %)
1.Faturamentoestimado2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário3.Faturamentoextraídodademonstraçãocontábil
4Faturamentoextraídodefontessecundárias5.Faturamentobruto6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa
111
112
SUPER E HIPERMERCADOS
63 SUPERMERCADO DA FAMÍLIA4,5 JABOATÃO DOS
GUARARAPES
PE 513.939.814 6,5 19
64 ENXUTO SUPERMERCADOS4,5
CAMPINAS SP 505.924.017 6,0 6
65 SUPERMERCADOS QUEIROZ4,5
MOSSORÓ RN 496.021.217 20,3 25
66 COMERCIAL ZAFFARI4,5
PASSO FUNDO RS 490.700.508 28,2 18
67 VERAN SUPERMERCADOS4,5
FERRAZ DE VASCONCELOS SP 485.490.910 -0,2 12
68 SUPERMERCADO GUANABARA4,5
PADRE MIGUEL RJ 473.000.000 7,0 10
69 DEL MORO SUPERMERCADOS4,5
ALTA FLORESTA MT 467.576.548 -3,1 11
70 MERCADINHO BELÉM4,5
FORTALEZA CE 457.769.842 6,1 10
71 MASTER SUPERMERCADOS4,5
ERECHIM RS 452.801.807 17,6 10
72 SUPERMERCADO SUPER LUNA3
BETIM MG 451.106.943 5,2 10
73 UNICOMPRA SUPERMERCADOS4,5
ARAPIRACA AL 447.745.392 10,5 19
74 SUPERMERCADO PERUZZO4,5
BAGÉ RS 431.390.234 10,0 21
75 SUPER LAGOA4,5
FORTALEZA CE 404.697.919 17,5 14
76 REDE VIVO4,5
SANTA CRUZ DO SUL RS 385.049.345 22,4 23
77 SUPERMERCADOS ARCHER4,5
BRUSQUE SC 384.441.864 8,8 10
78 SUPERMERCADOS LARANJÃO4,5
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO SP 378.365.207 4,6 9
79 SUPERMERCADOS PASTORINHO4,5
PRESIDENTEPRUDENTE SP 337.770.714 4,2 7
80 SUPERMERCADO BAKLIZI 4,5
URUGUAIANA RS 332.410.859 18,8 11
81
PINHEIRO SUPERMERCADO - O BOM
VIZINHO4,5 FORTALEZA CE 331.529.727 5,9 11
82 COFESA4,5
ITARARÉ SP 327.646.265 10,2 8
83 REDE HIROTA4,5
SÃO PAULO SP 320.000.000 10,3 21
84 ABV SUPERMERCADOS4,5
DOURADOS MS 318.671.388 19,6 20
85 SUPERMERCADO ALVORADA4,5
ITAJUBÁ MG 299.016.036 4,4 12
86 GF SUPERMERCADOS4,5
TRÊS CORAÇÕES MG 297.464.641 21,2 12
87 COSTAZUL MULTIMERCADO4,5
SÃO GONÇALO RJ 285.000.000 84,8 5
88 SUPERMERCADO IQUEGAMI4,5
OLÍMPIA SP 277.559.434 18,3 8
89
SUPERMERCADO BOM DIA
PARAÍSO4,5 SARANDI PR 275.055.596 ND 14
90 SUPERMERCADO PORECATU4,5
SÃO PAULO SP 273.894.164 8,8 5
91 COTRIPAL4,5
PANAMBI RS 269.991.648 22,9 6
92 SUPERMERCADOS RIGHI4,5
SANTANA DO LIVRAMENTO RS 269.720.963 13,5 12
93 SUPERMERCADO BERNARDÃO4,5
PATROCÍNIO MG 268.400.243 17,7 5
94 SUPERMERCADOS PLANALTO4,5
ICARAÍMA PR 255.533.463 17,7 6
GRUPO/EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO
CIDADE UF VALOR (EM R$)
CRESCIMENTO
(EM %)
NÚMERO
112
RANKING NOVAREJO
113
0,0 27.049.464 6,5 1.487 -3,1 345.622 9,9
0,0 84.320.670 6,0 1.499 7,7 337.508 -1,6
0,0 19.840.849 20,3 1.705 6,4 290.922 13,0
0,0 27.261.139 28,2 1.327 -16,1 369.782 52,9
0,0 40.457.576 -0,2 1.957 -4,6 248.079 4,6
0,0 47.300.000 7,0 2.212 4,5 213.834 2,4
0,0 42.506.959 -3,1 2.120 2,9 220.555 -5,8
0,0 45.776.984 6,1 1.724 -16,8 265.528 27,4
25,0 45.280.181 -5,9 1.483 27,6 305.328 -7,8
42,9 45.110.694 -26,4 1.500 -18,5 300.738 29,0
0,0 23.565.547 10,5 2.349 1,5 190.611 8,9
0,0 20.542.392 10,0 1.920 19,4 224.682 -7,9
7,7 28.906.994 9,1 1.901 -1,3 212.887 19,1
9,5 16.741.276 11,7 1.352 3,8 284.800 17,9
11,1 38.444.186 -2,1 ND ND ND ND
0,0 42.040.579 4,6 1.247 4,9 303.420 -0,2
0,0 48.252.959 4,2 1.262 -0,4 267.647 4,6
0,0 30.219.169 18,8 1.325 10,4 250.876 7,6
-8,3 30.139.066 15,5 1.422 -2,7 233.143 8,8
0,0 40.955.783 10,2 961 0,5 340.943 9,6
31,3 15.238.095 -15,9 1.600 ND 200.000 ND
25,0 15.933.569 -4,3 1.295 15,6 246.078 3,4
0,0 24.918.003 4,4 1.184 3,0 252.547 1,4
0,0 24.788.720 21,2 1.085 -6,0 274.161 28,9
150,0 57.000.000 -26,1 1.160 286,7 245.690 -52,2
0,0 34.694.929 18,3 878 -3,9 316.127 23,1
ND 19.646.828 ND 780 ND 352.635 ND
25,0 54.778.833 -13,0 843 8,1 324.904 0,7
0,0 44.998.608 22,9 945 -4,0 285.705 27,9
0,0 22.476.747 13,5 887 26,5 304.082 -10,3
0,0 53.680.049 17,7 650 0,0 412.923 17,7
0,0 42.588.911 17,7 ND ND ND ND
LOJAS FUNCIONÁRIOS
CRESCIMENTO
(EM %)
RENTABILIDADE
(FATURAMENTO/
LOJAS EM R$)
VARIAÇÃO DA
RENTABILIDADE
(EM %)
NÚMERO
CRESCIMENTO
(EM %)
PRODUTIVIDADE
(FATURAMENTO/
FUNCIONÁRIOS
EM R$)
VARIAÇÃO DA
PRODUTIVIDADE
(EM %)
1.Faturamentoestimado2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário3.Faturamentoextraídodademonstraçãocontábil
4Faturamentoextraídodefontessecundárias5.Faturamentobruto6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa
113
114
SUPER E HIPERMERCADOS
95 AGRICER SUPERMERCADOS4,5
CURITIBA PR 253.191.911 37,3 11
96 SUPER NICOLINI4,5
BAGÉ RS 247.407.971 23,9 9
97 IRANI SUPERMERCADO4,5
CASCAVEL PR 247.071.831 9,2 3
98 CHOCOLÂNDIA4,5
SÃO PAULO SP 245.000.000 10,9 6
99 DELTA SUPERMERCADOS4,5
PIRACICABA SP 237.984.497 11,8 6
100 SUPERMERCADOS SUPER VI4,5
ANÁPOLIS GO 234.538.132 2,4 12
101 PARANÁ SUPERMERCADOS4,5
CAMPO MOURÃO PR 233.873.039 13,7 6
102 CORDEIRO SUPERMERCADOS4,5
DIAMANTINA MG 233.661.914 12,5 6
103 SUPER MAXI4,5
UBERLÂNDIA MG 232.183.959 17,9 16
104 HIPERMERCADO MOREIRA4,5
GOIÂNIA GO 222.912.099 18,6 3
105 SUPER DAL POZZO4,5
GUARAPUAVA PR 222.230.098 14,0 1
106 SUPERMERCADOS MANENTTI4,5
TREZE DE MAIO SC 221.373.198 10,9 8
107 REDE COMPRAS SUPERMERCADOS4,5
CAMPINA GRANDE PB 216.057.076 15,1 5
108 SUPERMERCADOS RENA4,5
ITAÚNA MG 214.994.650 20,1 10
109 REAL SUPERMERCADOS4,5
NITERÓI RJ 199.794.344 2,3 6
110 BRASÃO SUPERMERCADOS4,5
CHAPECÓ SC 194.048.000 12,5 4
111 SUPERMERCADOS MIALICH4,5
RIBERÃO PRETO SP 193.968.582 2,4 10
112 SUPERMERCADO DO POVO4,5
SÃO FIDÉLIS CE 190.912.781 -7,8 7
113 TOME E LEVE SUPERMERCADOS4,5
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO SP 189.501.714 -7,5 9
114 SUPERMERCADOS FORTALEZA4,5
MACAPÁ AP 184.546.336 1,4 7
115 SUPERMERCADOS VISCARDI4,5
LONDRINA PR 183.869.273 0,9 11
116 ALTHOFF SUPERMERCADOS4,5
CRICIÚMA SC 182.369.000 24,8 10
117 COCIPA4,5
INÚBIA PAULISTA SP 178.002.096 12,5 1
118 BIG MAIS SUPERMERCADOS4,5
VALE DO RIO DOCE MG 177.903.000 18,5 4
119 CONSUL4,5
IPATINGA MG 177.005.281 -2,5 4
120 SUPERMERCADOS NORI4,5
BATATAIS SP 174.798.261 15,3 6
121 SUPERMERCADO LS GUARATO4,5
UBERABA MG 174.252.048 2,8 1
122 SUPERMERCADO PRÓ BRASIL4,5
GOIÂNIA GO 171.726.972 11,5 4
123 HIPERMERCADO SANTA HELENA4,5
SETE LAGOAS MG 170.349.836 11,5 7
124 SUPERMERCADOS MYATÃ4,5
LAGES SC 165.707.187 6,3 9
125 SUPERMERCADO TISCHLER4,5
CACHOEIRA DO SUL RS 155.362.332 7,3 9
GRUPO/EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO
CIDADE UF VALOR (EM R$)
CRESCIMENTO
(EM %)
NÚMERO
114
RANKING NOVAREJO
115
10,0 23.017.446 24,8 1.157 21,8 218.835 12,8
0,0 27.489.775 23,9 951 8,8 260.156 13,9
0,0 82.357.277 9,2 792 -1,6 311.959 11,0
0,0 40.833.333 10,9 538 -8,3 455.390 21,0
0,0 39.664.083 11,8 1.153 34,5 206.405 -16,9
0,0 19.544.844 2,4 746 -9,8 314.394 13,5
0,0 38.978.840 13,7 795 15,4 294.180 -1,5
0,0 38.943.652 12,5 792 -10,1 295.028 25,1
6,7 14.511.497 10,5 956 19,4 242.870 -1,2
200,0 74.304.033 -60,5 564 -0,9 395.234 19,6
0,0 222.230.098 14,0 393 -23,4 565.471 48,8
14,3 27.671.650 -3,0 892 -6,7 248.176 18,8
0,0 43.211.415 15,1 614 11,6 351.884 3,1
11,1 21.499.465 8,1 997 14,6 215.642 4,8
0,0 33.299.057 2,3 626 0,0 319.160 2,3
0,0 48.512.000 12,5 658 13,4 294.906 -0,8
11,1 19.396.858 -7,8 911 11,6 212.918 -8,3
0,0 27.273.254 -7,8 860 -9,6 221.992 1,9
-10,0 21.055.746 2,8 701 -24,4 270.331 22,3
0,0 26.363.762 1,4 1.036 25,4 178.134 -19,2
0,0 16.715.388 0,9 785 -2,6 234.228 3,6
42,9 18.236.900 -12,6 887 36,5 205.602 -8,5
0,0 178.002.096 12,5 333 6,1 534.541 6,0
0,0 44.475.750 18,5 747 34,4 238.157 -11,8
0,0 44.251.320 -2,5 659 -4,1 268.597 1,6
20,0 29.133.044 -3,9 606 2,0 288.446 13,0
0,0 174.252.048 2,8 310 6,9 562.103 -3,8
0,0 42.931.743 11,5 393 -0,5 436.964 12,0
0,0 24.335.691 11,5 854 -5,7 199.473 18,3
0,0 18.411.910 6,3 640 6,8 258.917 -0,5
0,0 17.262.481 7,3 634 -7,0 245.051 15,4
LOJAS FUNCIONÁRIOS
CRESCIMENTO
(EM %)
RENTABILIDADE
(FATURAMENTO/
LOJAS EM R$)
VARIAÇÃO DA
RENTABILIDADE
(EM %)
NÚMERO
CRESCIMENTO
(EM %)
PRODUTIVIDADE
(FATURAMENTO/
FUNCIONÁRIOS
EM R$)
VARIAÇÃO DA
PRODUTIVIDADE
(EM %)
1.Faturamentoestimado2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário3.Faturamentoextraídodademonstraçãocontábil
4Faturamentoextraídodefontessecundárias5.Faturamentobruto6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa
115
116
SUPER E HIPERMERCADOS
GRUPO/EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO
CIDADE UF VALOR (EM R$)
CRESCIMENTO
(EM %)
NÚMERO
126 BARBOSA SUPERMERCADO4,5
AMPARO SP 155.341.525 8,0 4
127 SUPER COPAGRIL4,5 MARECHAL CÂNDIDO
RONDON
PR 150.849.092 15,2 5
128 ALMEIDA MERCADOS4,5
CAMBÉ PR 142.947.775 8,3 7
129 SUPER SÃO JOÃO4,5
CATALÃO GO 142.005.681 -32,4 12
130 COPACOL4,5
CAFELANDIA PR 134.822.662 -4,4 6
131 SUPERMERCADO SANTO ÂNTONIO4,5
GUARAPARI ES 134.700.567 0,5 7
132 SUPERMERCADO JB4,5
FRUTAL MG 126.680.507 24,2 7
133 SUPER CENTER NORTE4,5
PATO BRANCO PR 120.909.070 27,3 3
134 JUBA SUPERMERCADOS4,5
CÁCERES MT 112.250.000 10,0 7
135 COOPER A 14,5
PALMITOS SC 109.716.216 ND 20
136 DVILLE SUPERMERCADOS4,5
UBERLÂNDIA MG 101.895.470 ND 4
137 SUPERMERCADO MARTENDAL4,5
LAGES SC 98.230.548 29,3 1
138 COOPERMIL4,5
SANTA ROSA RS 92.704.264 14,4 12
139 SUPERMERCADO VERATTI4,5
CAMPO GRANDE MS 90.794.000 14,9 5
140 SUPERMERCADO CAIRU4,5
GARIBALDI RS 84.244.996 15,4 1
141 SÃO JOÃO SUPERMERCADOS4,5
GUAXUPÉ MG 80.386.119 -2,0 3
142 SUPERMERCADO SUPER ÚTIL4,5
PASSO FUNDO RS 76.030.382 7,1 4
143 SUPERMERMERCADO NIDOBOX4,5
FORTALEZA CE 74.997.843 11,9 3
144 SUPERMERCADO RUSCITO4,5
IBATÉ SP 74.262.830 6,1 3
145 SUPERMERCADO DO FRADE 4,5
ILHABELA SP 72.695.069 29,8 1
146
EBAL - EMPRESA BAIANA DE
ALIMENTOS4 SALVADOR BA 68.500.000 -86,8 84
147 SUPERMERCADO SÃO SEBASTIÃO4,5 SANTA RITA DO PASSA
QUATRO
SP 67.834.379 7,7 4
148 SUPERMERCADOS DALPIAZ4,5
OSÓRIO RS 67.746.312 25,5 4
149 SUPERMERCADO COTRIEL4,5
ESPUMOSO RS 66.616.011 0,9 9
150 SUPERMERCADO MÃE RAINHA4,5
ITAITINGA CE 63.392.895 0,6 4
151 SUPERMERCADO CIDADE4,5
ANANINDÉUA PA 57.798.730 1,4 5
152 SUPERMERCADO PARA TODOS4,5
SANTA HELENA DE GOIAS GO 56.468.227 31,3 3
153 SAITO SUPERMERCADOS4,5
NOVA MUTUM MT 56.096.893 24,7 2
154 SUPERMERCADOS FORMENTON4,5
CANOAS SC 56.056.633 9,9 3
155 AMANTINO SUPERMERCADO4,5
VIÇOSA MG 55.253.439 ND 2
156 VIPI SUPERMERCADOS4,5
SÃO MIGUEL DO OESTE SC 55.030.550 14,6 3
157 SUPER AURIVERDE4,5
MARAVILHA SC 54.931.473 ND 3
158 SUPERMERCADO LUZITANA4,5
CACOAL RO 54.714.536 9,4 1
159 SUPERMERCADO LENZ4,5
VENÂNCIO AIRES RS 54.309.914 18,1 2
160 HIPER SÃO PAULO4,5
CRUZ DAS ALMAS BA 53.000.000 15,2 2
116
RANKING NOVAREJO
117
LOJAS FUNCIONÁRIOS
CRESCIMENTO
(EM %)
RENTABILIDADE
(FATURAMENTO/
LOJAS EM R$)
VARIAÇÃO DA
RENTABILIDADE
(EM %)
NÚMERO
CRESCIMENTO
(EM %)
PRODUTIVIDADE
(FATURAMENTO/
FUNCIONÁRIOS
EM R$)
VARIAÇÃO DA
PRODUTIVIDADE
(EM %)
0,0 38.835.381 8,0 505 1,4 307.607 6,5
0,0 30.169.818 15,2 425 -0,7 354.939 16,0
0,0 20.421.111 8,3 425 0,0 336.348 8,3
-20,0 11.833.807 -15,5 664 -26,2 213.864 -8,3
0,0 22.470.444 -4,4 419 -4,6 321.772 0,2
0,0 19.242.938 0,5 556 -5,6 242.267 6,5
16,7 18.097.215 6,5 474 -4,8 267.258 30,5
0,0 40.303.023 27,3 250 -18,0 483.636 55,3
0,0 16.035.714 10,0 476 0,0 235.819 10,0
ND 5.485.811 ND 254 ND 431.954 ND
33,3 25.473.868 ND 402 31,4 253.471 ND
0,0 98.230.548 29,3 227 4,6 432.734 23,6
0,0 7.725.355 14,4 325 3,2 285.244 10,9
0,0 18.158.800 14,9 329 -0,6 275.970 15,6
0,0 84.244.996 15,4 181 42,5 465.442 -19,0
0,0 26.795.373 -2,0 217 -1,4 370.443 -0,6
0,0 19.007.596 7,1 289 -9,7 263.081 18,6
0,0 24.999.281 11,9 335 0,3 223.874 11,6
0,0 24.754.277 6,1 290 -9,4 256.079 17,1
0,0 72.695.069 29,8 295 0,0 246.424 29,8
-69,5 815.476 -56,8 800 -72,6 85.625 -51,9
0,0 16.958.595 7,7 229 -13,3 296.220 24,1
0,0 16.936.578 25,5 233 6,9 290.757 17,4
0,0 7.401.779 0,9 278 -1,8 239.626 2,7
0,0 15.848.224 0,6 289 -3,7 219.353 4,5
0,0 11.559.746 1,4 391 -9,1 147.823 11,5
0,0 18.822.742 31,3 206 2,0 274.118 28,8
0,0 28.048.447 24,7 228 2,2 246.039 21,9
-25,0 18.685.544 46,6 210 -6,3 266.936 17,2
ND 27.626.720 ND 143 ND 386.388 ND
0,0 18.343.517 14,6 164 10,8 335.552 3,5
ND 18.310.491 ND 142 ND 386.841 ND
0,0 54.714.536 9,4 186 -1,1 294.164 10,6
0,0 27.154.957 18,1 163 1,9 333.190 15,9
0,0 26.500.000 15,2 144 -5,3 368.056 21,6
1.Faturamentoestimado2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário3.Faturamentoextraídodademonstraçãocontábil
4Faturamentoextraídodefontessecundárias5.Faturamentobruto6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa
117
118
SUPER E HIPERMERCADOS
161 SUPERMERCADO SPECIALE4,5
BAUNEÁRIO CAMBORIÚ SC 52.773.493 119,9 2
162
REDE SUPERMERCADOS
ZARPELLON4,5 VIDEIRA SC 52.716.725 ND 5
163 SUPERMERCADO LOCATELLI4,5
ROLÂNDIA PR 49.211.579 ND 2
164 PAXÁ SUPERMERCADO4,5
MANHUAÇU MG 47.844.368 29,3 3
165
SUPERMERCADOS SANTO
ÂNTONIO4,5 GUARAPARI ES 46.230.133 21,7 2
166
SUPERMERCADO KI CARNE
MASTER4,5 AMAMBAÍ MS 46.089.955 9,7 1
167 SUPERMERCADO SÃO SEBASTIÃO4,5
SANTA CRUZ DO RIO PARDO SP 42.000.000 ND 1
168 BARATÃO SHOPPING4,5
IPORÁ GO 41.625.000 1,5 1
169 SUPERMERCADO RODA VIVA4,5
MACEIÓ AL 40.980.782 13,8 1
170 SUPERMAIS4,5
BELO HORIZONTE MG 40.423.666 3,7 2
171 SUPERMERCADO NOVA OPÇÃO4,5
SERRA TALHADA PE 38.680.547 ND 3
172 SUPERMERCADO NOBRE4,5
SANTANA DO IPANEMA AL 38.099.672 ND 2
173 SUPERMERCADO GURIZÃO4,5
COLATINA ES 36.601.796 ND 2
174 COAGRISOL4,5
SOLEDADE RS 32.792.907 9,3 7
175 SUPERMERCADO KERN4,5
IVOTI RS 31.090.247 19,6 2
176 SUPERMERCADO PROENÇA4,5
OSASCO SP 30.000.000 ND 3
177 SUPERMERCADO ZABOT4,5
SÃO JOAQUIM SC 29.032.870 38,3 2
178 COOPA4,5
PATROCÍNIO MG 28.586.508 ND 2
179 SUPERMERCADO FARIA 4,5
ITAPECERICA MG 28.539.391 24,1 2
180 SUPERMERCADO FELIZ4,5
MARINGÁ PR 28.528.712 24,0 19
181 HIPER MACHADO4,5
ÁGUA BOA MT 27.874.652 16,1 1
182 COOPERTUPY4,5
JOINVILLE SC 27.543.272 6,7 1
183 CARNAÚBA SUPERMERCADO4,5
FORTALEZA CE 26.795.000 ND 2
184 SUPERMERCADO SUL AMERICA4,5
GUANHÃES MG 25.261.241 ND 1
185 MERCADO PREDILETO4,5
PORTO ALEGRE RS 25.124.104 32,2 2
GRUPO/EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO
CIDADE UF VALOR (EM R$)
CRESCIMENTO
(EM %)
NÚMERO
118
RANKING NOVAREJO
119
100,0 26.386.747 9,9 160 42,9 329.834 53,9
ND 10.543.345 ND 206 ND 255.906 ND
ND 24.605.790 ND 155 ND 317.494 ND
50,0 15.948.123 -13,8 233 22,6 205.341 5,4
0,0 23.115.067 21,7 222 6,2 208.244 14,5
0,0 46.089.955 9,7 80 0,0 576.124 9,7
ND 42.000.000 ND 85 ND 494.118 ND
0,0 41.625.000 1,5 95 -5,0 438.158 6,9
-66,7 40.980.782 241,5 125 5,0 327.846 8,4
0,0 20.211.833 3,7 250 -4,6 161.695 8,6
ND 12.893.516 ND 100 ND 386.805 ND
ND 19.049.836 ND 178 ND 214.043 ND
ND 18.300.898 ND 129 ND 283.735 ND
-12,5 4.684.701 24,9 151 6,3 217.172 2,8
0,0 15.545.124 19,6 129 -1,5 241.010 21,4
ND 10.000.000 ND 99 ND 303.030 ND
0,0 14.516.435 38,3 75 7,1 387.105 29,0
100,0 14.293.254 ND 96 146,2 297.776 ND
ND 14.269.696 ND 93 ND 306.875 ND
0,0 1.501.511 24,0 100 0,0 285.287 24,0
0,0 27.874.652 16,1 103 -8,8 270.628 27,4
0,0 27.543.272 6,7 68 -15,0 405.048 25,5
ND 13.397.500 ND 165 ND 162.394 ND
ND 25.261.241 ND 115 ND 219.663 ND
100,0 12.562.052 -33,9 94 30,6 267.278 1,3
LOJAS FUNCIONÁRIOS
CRESCIMENTO
(EM %)
RENTABILIDADE
(FATURAMENTO/
LOJAS EM R$)
VARIAÇÃO DA
RENTABILIDADE
(EM %)
NÚMERO
CRESCIMENTO
(EM %)
PRODUTIVIDADE
(FATURAMENTO/
FUNCIONÁRIOS
EM R$)
VARIAÇÃO DA
PRODUTIVIDADE
(EM %)
1.Faturamentoestimado2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário3.Faturamentoextraídodademonstraçãocontábil
4Faturamentoextraídodefontessecundárias5.Faturamentobruto6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa
119
VESTUÁRIO E LOJAS
DE DEPARTAMENTO
EFICIÊNCIA
NA VITRINE
Apesar da queda nas vendas, o setor de Vestuário e
Lojas de Departamento conseguiu manter o risco de
inadimplência equilibrado
E m tempos de economia fraca, comprar vestuário deixa de ser prio-
ridade. E as empresas do setor viram as vendas caírem e as dívidas aumentarem.
Um estudo realizado pela Serasa Experian, com exclusividade para o Ranking
NOVAREJO Brasileiro, mostra que houve uma redução de 14,5% no volume
real das vendas em 2016 do setor. Em 2015, a queda foi de 7%. Além disso, as
companhias do setor apresentaram alta de 29,6% no grau de endividamento do
setor, passando de 103% em 2015 para 133,5% em 2016.
Este cenário também contribuiu para que o setor apresentasse a maior
concentração de empresas com risco de inadimplência elevada e default, em
comparação com outros setores. De acordo com o estudo realizado pela Serasa
Experian, em 2016, 37% das empresas do setor apresentavam elevado risco de
inadimplência. Destas, 24% já se encontravam em default, conforme tabela abai-
xo. O porcentual de 2017 é o mesmo verificado em junho de 2016 – o que mostra
o esforço das redes para conseguirem manter as contas equilibradas.
POR LUANA SOARES
Fonte:SerasaExperian|Elaboração:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP
VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTO
RISCO DE CRÉDITO BAIXO ACEITÁVEL ELEVADO DEFAULT
jun/16 54% 9% 13% 24%
mai/17 56% 7% 13% 24%
120
RANKING NOVAREJO
		 Fonte:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP
LOCALIZAÇÃO
DAS LOJAS
POR REGIÃO
Muitas empresas do setor conseguiram manter os
planos de expansão, mas a Região Sudeste ainda é o
grande mercado de Vestuário
NORTE 4,8%
NORDESTE 22,1%
SUDESTE 49,0%
SUL 18,2%
CENTRO-OESTE 6,0%
Apesar do cenário controver-
so, algumas empresas conseguiram
manter uma boa saúde financeira, au-
mentar seu faturamento, investir em
expansão de lojas e aumentar o qua-
dro de funcionários, como é o caso das
Lojas Americanas e Renner.
Não é possível avaliar os pla-
nos de expansão de cada empresa, vis-
to que isso depende do tipo de públi-
co que ela busca atender. Porém, um
estudo realizado pelo Centro de In-
teligência Padrão – CIP mostrou que
121
VESTUÁRIO E LOJAS
DE DEPARTAMENTO
54% das empresas do setor estão concentradas na Região Sudeste, especialmente
no Estado de São Paulo, que sozinho acolhe 34% das empresas de vestuário e
lojas de departamento do País.
Algumas empresas, para superar a crise, apostaram no fechamento de
lojas e na redução do quadro de funcionários, como foi o caso da C&A, que
teve uma retração de 4,2% no número de lojas entre 2015 e 2016. Apesar disso,
a empresa apresentou uma das melhores relações entre rentabilidade por loja e
produtividade por funcionário, ou seja, a relação entre faturamento e número de
lojas e faturamento e número de funcionários.
A empresa que apresentou a maior rentabilidade por loja foi a Lojas
Havan, enquanto as Lojas Americanas foi a que teve a maior produtividade por
funcionário.
Apesar dos esforços para amenizar os efeitos da crise, algumas empresas
apresentaram resultados negativos. A Marisa, por exemplo, em 2015 apresentou,
de acordo com o Ranking NOVAREJO Brasileiro, uma redução de 25,8% em
sua receita e uma queda de 1,7% no número de lojas. Em 2016, o comportamen-
to não foi diferente e a empresa teve queda de 10,4% no faturamento e redução
de 2,7 no número de lojas.
Apesar das dificuldades enfrentadas pelas varejistas do setor, a Abit (As-
sociação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) mostra sinais positivos
para 2017. De acordo com os dados da Associação, o varejo de vestuário deverá
crescer 2% em 2017. Ainda é cedo para apostarmos em uma melhora no cenário
do setor, porém, as varejistas estão buscando se manter otimistas e agem para
contornar os efeitos da recessão.
122
RANKING NOVAREJO
MATRIZ – RENTABILIDADE LOJAS X PRODUTIVIDADE FUNCIONÁRIOS
PRODUTIVIDADE(FATURAMENTO/FUNCIONÁRIOSEMR$)
RENTABILIDADE (FATURAMENTO/LOJAS EM R$)
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
600.000
500.000
400.000
300.000
200.000
100.000
0
0 5.000.000 10.000.000 15.000.000 20.000.000 25.000.000 30.000.000 35.000.000 40.000.000 45.000.000
LOJASAMERICANAS
C&A
LOJASHAVAN
RIACHUELO
MARISA
HERING
CASASPERNAMBUCANAS
123
124
GRUPO/EMPRESA
SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS
CIDADE UF VALOR (EM R$)
CRESCIMENTO
(EM %)
NÚMERO
CRESCIMENTO
(EM %)
1
LOJAS
AMERICANAS3
RIO DE JANEIRO RJ 10.372.300.000 6,4 1.127 8,3
2 C&A1,4
SÃO PAULO SP 6.326.584.578 7,0 277 -4,2
3
RENNER E
YOUCOM3
PORTO ALEGRE RS 6.103.178.000 4,3 385 1,3
4 RIACHUELO3
SÃO PAULO SP 5.921.600.000 7,5 291 2,1
5 LOJAS HAVAN4
BRUSQUE SC 4.000.000.000 -1,8 94 1,1
6
CASAS
PERNAMBUCANAS3
SÃO PAULO SP 3.749.885.000 -15,9 309 -1,0
7 MARISA3
SÃO PAULO SP 2.224.100.000 -10,4 398 -2,7
8 GRUPO SBF3
SÃO PAULO SP 1.842.111.000 -9,5 259 0,8
9 HERING3
BLUMENAU SC 1.475.137.000 -7,2 642 -0,9
10 RESTOQUE3
SÃO PAULO SP 1.125.829.000 -5,3 327 -0,3
11 GRUPO SOMA1,4
RIO DE JANEIRO RJ 1.030.000.000 14,5 177 5,4
12 INBRANDS3
SÃO PAULO SP 825.695.000 -9,6 368 -1,9
13 CAEDU1,4
SÃO PAULO SP 610.500.000 11,0 47 ND
14 LUPO3
ARARAQUARA SP 593.397.000 5,5 320 4,6
15 DECATHLON1,4
EMBU DAS ARTES SP 575.000.000 15,0 21 ND
16 TNG4
BARUERI SP 422.185.022 1,1 179 5,9
17
GRUPO
GRAZZIOTIN3
PASSO FUNDO RS 390.440.014 4,4 311 1,0
18
CAMISARIA
COLOMBO4
SÃO PAULO SP 370.000.000 -10,6 320 0,6
19 MARISOL3
JARAGUÁ DO SUL SC 350.070.000 -18,5 272 0,7
20 RESERVA4
RIO DE JANEIRO RJ 350.000.000 34,6 65 20,4
21 GRUPO SCALINA3
GUARULHOS SP 253.610.000 -2,4 100 5,3
22 ALÔ BEBÊ1,4
SÃO PAULO SP 200.600.000 0,3 26 -3,7
23
PITICAS MODAS
CRIATIVA1,4
SÃO PAULO SP 100.000.000 66,7 279 ND
24 RABUSCH4
PORTO ALEGRE RS 80.000.000 53,8 39 -7,1
25 OVERBOARD1,4
SANTA
TERESINHA
SP 72.000.000 ND 20 ND
26 HANDBOOK4
SÃO PAULO SP 62.800.000 ND 37 ND
27 TIP TOP3
SÃO PAULO SP 51.528.000 -26,8 107 7,0
28 DASLU4
SÃO PAULO SP 25.000.000 -75,0 3 -40,0
VESTUÁRIO E LOJAS
DE DEPARTAMENTO
124
RANKING NOVAREJO
125
FUNCIONÁRIOS
RENTABILIDADE
(FATURAMENTO/
LOJAS EM R$)
VARIAÇÃO DA
RENTABILIDADE
(EM %)
NÚMERO
CRESCIMENTO
(EM %)
PRODUTIVIDADE
(FATURAMENTO/
FUNCIONÁRIOS
EM R$)
VARIAÇÃO DA
PRODUTIVIDADE (EM %)
9.203.461 -1,7 21.166 2,2 490.045 4,2
22.839.656 11,6 16.000 -27,3 395.412 47,1
15.852.410 3,0 ND ND ND ND
20.349.141 5,3 37.101 -3,7 159.608 11,6
42.553.191 -2,8 10.000 0,0 400.000 -1,8
12.135.550 -15,1 17.000 0,0 220.581 -15,9
5.588.191 -7,9 15.000 -6,3 148.273 -4,4
7.112.398 -10,2 ND ND ND ND
2.297.721 -6,3 7.600 0,7 194.097 -7,8
3.442.902 -5,0 ND ND ND ND
5.819.209 8,7 ND ND ND ND
2.243.736 -7,9 ND ND ND ND
12.989.362 ND ND ND ND ND
1.854.366 0,9 ND ND ND ND
27.380.952 ND ND ND ND ND
2.358.576 -4,5 ND ND ND ND
1.255.434 3,4 ND ND ND ND
1.156.250 -11,1 ND ND ND ND
1.287.022 -19,1 ND ND ND ND
5.384.615 11,8 1.280 ND 273.438 ND
2.536.100 -7,3 2.700 -40,0 93.930 62,7
7.715.385 4,2 ND ND ND ND
358.423 ND ND ND ND ND
2.051.282 65,7 199 -37,8 402.010 147,4
3.600.000 ND ND ND ND ND
1.697.297 ND ND ND ND ND
481.570 -31,6 ND ND ND ND
8.333.333 -58,3 100 -28,6 250.000 -65,0
1. Faturamento estimado 2. Faturamento informado por meio de questionário 3. Faturamento extraído da demonstração contábil
4. Faturamento extraído de fontes secundárias 5. Faturamento bruto 6. Faturamento extraído de fontes da empresa
RANKING NOVAREJO
125
126
Abrir o capital na Bolsa de Valores é uma grande oportunidade para as empresas
captarem recursos para projetos de expansão, para investir em novos produtos e serviços
e para ganhar mercado. Estar listada, contudo, também traz grandes responsabilidades: é
preciso garantir a transparência com todos os stakeholders, bem como retornos financeiros
para os acionistas. Todo esse esforço para a criação de uma estrutura sólida, com base nos
preceitos da governança corporativa,torna as companhias listadas benchmarks.Analisá-las
é, portanto, criar referências para o ecossistema do varejo que busca profissionalização.
O Ranking NOVAREJO Brasileiro analisou, assim, 21 empresas listadas em Bolsa.
Para a análise, foi adotado um conjunto de indicadores contábeis comumente utilizados. Esses
indicadores se dividem em três grupos: Estrutura de Capital, Liquidez e Rentabilidade (ou
Resultados). A ideia é avaliar como a empresa compõe e destina seu capital, qual é a capacidade
(teórica) de cumprir com suas obrigações em diferentes cenários, como a empresa desempenha
suas atividades e qual é o retorno dos investimentos feitos.
A crise econômica impactou até mesmo as grandes
varejistas com capital aberto em Bolsa de Valores,
mas não foi suficiente para desequilibrar a estrutura
financeira de muitas delas
NA BOLSA
FECHADAS PARA A CRISE
POR GUSTAVO GURGEL
126
RANKING NOVAREJO
127
RANKING NOVAREJO
ESTRUTURA DE CAPITAL
Nesta análise, consideramos alguns indicadores, como Participação de Capi-
tal de Terceiros (Grau de Endividamento), Composição do Endividamento, Imobili-
zação do Patrimônio Líquido e Imobilização dos Recursos não Correntes.
A participação de Capital de Terceiros, também chamada de Grau de En-
dividamento, mensura a relação entre capital de terceiros (Passivo) e capital próprio
(Patrimônio Líquido). Essa informação é uma medida genérica de dependência de
recursos externos.
No conjunto das empresas analisadas, Magazine Luiza se destacou no Grau
de Endividamento com 881,5%, ou seja, para cada R$ 100 de capital próprio há R$
881,50 de capital de terceiros. É importante notar que, embora com elevado grau de
endividamento, o Magazine Luiza é uma das redes que mais crescem no País, com
forte investimento no digital.O que não se pode dizer da Via Varejo.A empresa apre-
senta um grau de endividamento de 524,2%, mas passou 2016 com sérios problemas
para crescer.
Na outra ponta, contudo, Cia. Hering, Arezzo e Unicasa apresentam baixos
graus de endividamento,de 26,4%,35,5% e 34,1% respectivamente,conforme mostra
o gráfico 1.
Além de analisar o grau de endividamento das companhias listadas,é impor-
tante entender o prazo para o pagamento dessas dívidas – é o que mostra a Compo-
sição do Endividamento. Esse componente, também apresentado no gráfico 1, indica
a proporção de obrigações de curto prazo diante de todas as obrigações da empresa.
Assim, quanto menor a proporção de dívidas de curto prazo, mais confortável é a si-
tuação da empresa,pois tem um prazo maior para levantar recursos para pagar grande
parte das dívidas. A análise mostra que, em média, 70% das dívidas das empresas são
de curto prazo. Esta não é a realidade de todas as companhias, porém: Lojas Ame-
ricanas e Lojas Marisa apresentam valor dos compromissos de curto prazo próximo
ou abaixo de 45%.
RANKING NOVAREJO
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP – Obs.: (1) Não foi possível o cálculo do índice para esta empresa.
GRÁFICO 1 – ESTRUTURA DE CAPITAL E COMPOSIÇÃO DO ENDIVIDAMENTO DAS EMPRESAS ESTUDADAS
PARTICIPAÇÃO DE CAPITAL DE TERCEIROS
83,1%
ALPARG
ATAS
57,9%
35,5%
AREZZO
85,0%
(1)
KARSTEN
90,2%
155,9%
SPRIN
G
SG
LO
BAL
51,0%
881,5%
M
AG
AZIN
E
LU
IZA
67,0%
34,1%
U
N
ICASA
77,3%
524,2%
VIA
VAREJO
81,9%
379,2%
BRASILPH
ARM
A
89,4%
115,1%
D
IM
ED
84,3%
91,5%
RAIA
D
RO
G
ASIL
79,9%
171,2%
SARAIVA
79,8%
(1)
79,8%
44,4%
IM
C
53,7%
BR
H
O
M
E
CEN
TERS
259,0%
G
PA
84,6%
541,5%
AM
ERICAN
AS
40,2%
26,4%
CIA.H
ERIN
G
86,2%
40,2%
G
RAZZIO
TIN
72,7%
113,5%
G
UARARAPES
74,2%
161,4%
LO
JAS
M
ARISA
44,4%
89,1%
RESTO
Q
U
E
68,4%
145,6%
REN
N
ER
76,0%
COMPOSIÇÃO DO ENDIVIDAMENTO
128
Para analisar a estrutura de capital das empresas, é preciso também conside-
rar o indicador de Imobilização do Patrimônio Líquido, que explora a parcela do Pa-
trimônio Líquido aplicada no Ativo Permanente da empresa. A lógica por trás desse
indicador é que, quanto maior o percentual de capital próprio destinado a ativos não
circulantes, menos restará para as obrigações de curto prazo, causando a dependência
de capital de terceiros.
No gráfico 2, podemos notar alguns casos como Brasil Pharma, Americanas
e Magazine Luiza, em que a imobilização supera 100%. Em casos como esses, as
empresas financiam, via capital de terceiros, não só o ativo circulante, mas também o
seu ativo permanente (lojas e CDs, por exemplo).
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP – Obs.: (1) Não foi possível o cálculo do índice para esta empresa.
GRÁFICO 2 – IMOBILIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO E IMOBILIZAÇÃO DOS RECURSOS NÃO CORRENTES
IMOBILIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
66,4%
ALPARG
ATAS
49,2%
IMOBILIZAÇÃO DOS RECURSOS NÃO CORRENTES
23,9%
AREZZO
22,7%
(1)
(1)
KARSTEN
84,2%
SPRIN
G
S
G
LO
BAL
47,7%
219,9%
M
AG
AZIN
E
LU
IZA
56,3%
56,5%
U
N
ICASA
52,4%
101,1%
VIA
VAREJO
51,9%
327,4%
BRASILPH
ARM
A
233,4%
56,6%
D
IM
EP
47,9%
74,6%
RAIA
D
RO
G
ASIL
63,0%
47,6%
SARAIVA
35,4%
(1)
BR
H
O
M
E
CEN
TERS
125,8%
107,5%
IM
C
89,1%
90,7%
G
PA
64,8%
270,7%
AM
ERICAN
AS
63,9%
CIA.H
ERIN
G34,0%
35,3%
G
RAZZIO
TIN
50,3%
55,8%
G
UARARAPES
49,2%
63,5%
LO
JAS
M
ARISA
29,2%
55,4%
104,9%
134,5%
RESTO
Q
U
E
60,3%
81,4%
REN
N
ER
O complemento da análise a respeito da imobilização dos recursos foca não
apenas o capital próprio, mas todos os recursos não correntes (Patrimônio Líquido
e Obrigações Exigíveis a Longo Prazo) aplicados em ativos permanentes. Devido à
vida útil dos ativos permanentes (a depender da depreciação dos bens adquiridos), é
aceitável que eles sejam custeados com recursos de longo prazo. Contudo, o ideal é
que o índice de Imobilização dos Recursos não supere 100%,como ocorrido nos casos
de algumas empresas observadas no gráfico 2. Outras delas em compensação, como
Arezzo e Cia. Hering, apresentaram bons índices, 22,7% e 34% respectivamente. Isso
indica que há disponibilidade de recursos de longo prazo para custear ativos de circu-
lantes, o que gera relativo conforto nas contas.
LIQUIDEZ
A avaliação das empresas deve passar também por uma análise de sua solidez
financeira. Neste tópico é analisada a capacidade de as empresas fazerem frente às
suas obrigações. Não são considerados para os estudos o fluxo de caixa, os prazos e se
efetivamente os compromissos são quitados em dia, mas sim se os ativos são suficien-
tes em relação aos passivos.
RANKING NOVAREJO
129
O índice de liquidez geral mensura quanto de capital a empresa teria dis-
ponível hoje para pagar suas dívidas, inclusive aquelas de longo prazo. O gráfico 3
mostra, por exemplo, Cia. Hering e Restoque em situações distintas. No primeiro
caso, o índice atinge 345,3% e, no segundo, chega a 61,3%. Esses valores indicam que
a Cia. Hering, por exemplo, dispõe de R$ 345,3 para cada R$ 100 em obrigações. Já
a Restoque tem disponíveis R$ 61,3 para cada R$ 100 de dívidas – ou seja, a empresa
opera com déficit de R$ 39,7 para cada R$ 100 em obrigações.Este caso não significa
a insolvência da empresa, uma vez que parte das dívidas é de longo prazo.
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
GRÁFICO 3 – LIQUIDEZ GERAL, LIQUIDEZ CORRENTE E LIQUIDEZ SECA.
LIQUIDEZ GERAL
140,5%
ALPARG
ATAS
161,8%
227,4%
314,7%
AREZZO
295,2%
349,9%
34,6%
KARSTEN
23,8%
37,3%
110,1%
SPRIN
G
S
G
LO
BAL
98,0%
166,6%
86,4%
M
AG
AZIN
E
LU
IZA
63,3%
106,7%
227,5%
U
N
ICASA
148,1%
193,8%
99,8%
VIA
VAREJO
63,5%
88,8%
40,0%
BRASILPH
ARM
A
12,7%
21,3%
137,7%
D
IM
EP
63,0%
159,4%
127,7%
RAIA
D
RO
G
ASIL
57,9%
157,4%
130,6%
SARAIVA
103,1%
146,5%
80,6%
BR
H
O
M
E
CEN
TERS
40,7%
79,6%
83,2%
IM
C
126,3%
140,4%
103,6%
G
PA
97,9%
114,8%
68,5%
AM
ERICAN
AS
102,6%
152,1%
345,3%
CIA.H
ERIN
G
254,4%
366,3%
209,9%
G
RAZZIO
TIN
215,8%
261,4%
132,1%
G
UARARAPES
135,1%
156,8%
127,6%
LO
JAS
M
ARISA
172,6%
219,2%
61,3%
RESTO
Q
U
E
47,6%
80,3%
112,8%
REN
N
ER
113,2%
140,0%
LIQUIDEZ CORRENTE LIQUIDEZ SECA
Ao considerar apenas o curto prazo, o índice de Liquidez Corrente faz um
retrato mais relevante da situação da empresa. A relação entre os ativos circulantes
e os passivos circulantes é a base dessa análise. As empresas com índices menores de
100% não teriam,teoricamente,condições de quitar as suas obrigações no curto prazo
e precisam realizar maiores esforços para obter recursos.
Das empresas analisadas, 23,8% delas se encontravam nesta condição, que
pode representar pouca ou nenhuma margem para manobra de prazos relativos às
entradas e saídas de caixa. No extremo oposto, há empresas com mais de 300% de
liquidez,como é o caso da Arezzo e da Cia.Hering novamente – o que mostra grande
“folga” de capital de curto prazo disponível. Parte destes recursos pode ser investida
em ativos de menor liquidez e maior rentabilidade.
Outro índice ainda mais restritivo é denominado Liquidez Seca. Neste caso,
exclui-se da conta de liquidez o ativo circulante de maior risco atribuído: o estoque.
Entre os riscos que podem impactar este componente das contas estão o obsoletismo,
a deterioração, a não venda e o roubo. A extrapolação do rigor no exame da liquidez
deve ser utilizada apenas como coadjuvante nas análises, pois existe uma faixa de va-
lores abaixo de 100% que é neutra para a situação financeira da empresa.
Por outro lado,indicadores acima de 100% são positivos para a situação financeira da
empresa,mostrandoaltaliquidezdeseusativoserelativafacilidadeemsaldarseuscompromis-
sos,e aproximadamente metade das empresas estudadas se encontra nessas condições.
130
RENTABILIDADE (OU RESULTADOS)
A performance econômica da empresa é avaliada com base nos indicadores
de rentabilidade, como Giro do Ativo, Margem Líquida, Rentabilidade do Ativo e
Rentabilidade do Patrimônio Líquido.
O Giro do Ativo pode ser utilizado como um termômetro das vendas da
empresa, pois representa a relação entre vendas líquidas e ativo. As empresas podem
apresentar elevados valores totais de vendas, mas é preciso comparar esses valores
com a dimensão dos investimentos. A análise isolada deste indicador não tem poder
explicativo, devendo ser observado com a Margem Líquida, que relaciona o lucro
líquido com as vendas.
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
GRÁFICO 4 – GIRO DO ATIVO E MARGEM LÍQUIDA
GIRO DO ATIVO
107,2%
ALPARG
ATAS
8,4%
MARGEM LÍQUIDA
136,6%
AREZZO
9,4%
98,9%
KARSTEN
-31,0%
87,9%
SPRIN
G
S
G
LO
BAL
-0,3%
155,9%
M
AG
AZIN
E
LU
IZA
0,9%
79,2%
U
N
ICASA
-13,1%
113,0%
VIA
VAREJO
-0,5%
103,1%
BRASILPH
ARM
A
-42,2%
259,3%
D
IM
EP
2,5%
196,0%
RAIA
D
RO
G
ASIL
4,1%
130,3%
SARAIVA
-2,9%
130,3%
BR
H
O
M
E
CEN
TERS
-7,7%
11,0%
IM
C
-46,1%
91,7%
G
PA
-2,6%
81,2%
AM
ERICAN
AS
2,0%
96,5%
CIA.H
ERIN
G
13,5%
87,2%
G
RAZZIO
TIN
11,4%
76,7%
G
UARARAPES
5,4%
107,9%
LO
JAS
M
ARISA
-3,1%
35,4%
RESTO
Q
U
E
-5,5%
99,6%
REN
N
ER
9,7%
Algumas empresas podem optar por ter um menor volume de vendas, co-
brando um preço mais alto pelos seus produtos, o que resultaria em menor Giro de
Capital, porém maior Margem Líquida, como pode se observar ao comparar os re-
sultados da Cia. Hering com a Dimed, no gráfico 4. Vale lembrar que esta estratégia
da empresa depende não só de aspectos internos, mas também das características do
mercado e do segmento em que atua.
Os índices certamente mais analisados pelos investidores, desde os amadores
até os profissionais, dizem respeito à rentabilidade. Nesse estudo são apresentadas as
Rentabilidades do Ativo e do Patrimônio Líquido.A primeira relaciona o lucro líqui-
do ao ativo, enquanto a segunda se relaciona ao patrimônio líquido médio. O gráfico
5 apresenta os índices calculados para o ano de 2016.
RANKING NOVAREJO
131
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP - Obs.: (1) Não foi possível o cálculo do índice para esta empresa.
GRÁFICO 5 – RENTABILIDADE DO ATIVO E RENTABILIDADE DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
9,5%
ALPARG
ATAS
17,9%
RENTABILIDADE DO ATIVO RENTABILIDADE DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
12,8%
AREZZO
18,0%
-30,7%
KARSTEN
(1)
-0,2%
SPRIN
G
S
G
LO
BAL
-0,6%
1,4%
M
AG
AZIN
E
LU
IZA
14,5%
-10,4%
U
N
ICASA
-13,0%
-0,5%
VIA
VAREJO
-2,7%
-43,5%
-149,5%
BRASILPH
ARM
A
6,5%
14,6%
D
IM
ED
8,0%
16,2%
RAIA
D
RO
G
ASIL
-3,7%
-9,8%
SARAIVA
-17,1%
-297,7%
BR
H
O
M
E
CEN
TERS
-5,1%
-6,8%
IM
C
-2,4%
-8,3%
G
PA
1,7%
11,3%
AM
ERICAN
AS
13,0%
16,7%
CIA.H
ERIN
G
9,9%
14,4%
G
RAZZIO
TIN
4,1%
9,1%
G
UARARAPES
-3,3%
-8,3%
LO
JAS
M
ARISA
-1,9%
-3,6%
RESTO
Q
U
E
9,7%
25,3%
REN
N
ER
As rentabilidades analisadas apresentam necessariamente a mesma tendên-
cia. Se a rentabilidade do ativo é negativa, a rentabilidade do patrimônio líquido
necessariamente será negativa também,pois ambos se relacionam com o lucro líquido
da companhia. A grande diferença entre os índices é que, quando se trata de Renta-
bilidade dos Ativos, considera-se todo o capital da empresa, e, ao se relacionar com o
patrimônio líquido, é avaliado apenas o capital próprio.
Observa-se, ainda, que as empresas com menor grau de endividamento (grá-
fico 1) têm índices de rentabilidade com valores mais próximos. A Cia. Hering, por
exemplo, que apresentava apenas 26,4% de grau de endividamento obteve rendimen-
tos semelhantes do ativo e do patrimônio líquido, 13% e 16,7%, respectivamente. A
situação oposta pode ser observada em casos como a Brasil Pharma. Com grau de
endividamento de 379,2%, a companhia apresenta rentabilidade de ativo e patrimô-
nio líquido bem distinto, de -43,5% e -149,5%, respectivamente.
Esta breve análise dá apenas um panorama geral da situação de algumas
empresas consideradas no estudo, que estão listadas em Bolsa. Para poder realizar pa-
receres sobre estas, se faz necessário um grande aprofundamento e o desdobramento
das contas e dos demonstrativos da companhia, que não é o objetivo desta publicação.
Nota-se que, em 2016, oito das 21 empresas analisadas realizaram prejuízo,
resultando em rentabilidades negativas, como mostra o gráfico 5. Da mesma forma,
oito companhias têm baixa capacidade de pagar suas dívidas, inclusive aquelas de
longo prazo, como é possível verificar no gráfico 3. Há empresas, ainda, que em 2016
não tiveram, teoricamente, condições de quitar suas obrigações no curto prazo. Estes
números mostram que a crise econômica impactou os resultados e a capacidade das
empresas de cumprirem suas obrigações. Ainda assim, os números também revelam
que a recessão não foi suficiente para desequilibrar as contas de grande parte das
companhias listadas.
RANKING NOVAREJO
132
DO VAREJO PELO MUNDO
N o período entre 2010 e
2014, o crescimento do consumo das fa-
mílias brasileiras aumentou 20%,conside-
rando dados dessazonalizados do Índice
de Consumo divulgados pelo Instituto
Brasileiro de Economia da Fundação Ge-
túlio Vargas. Naquele período, muitas das
falhas de gestão das empresas foram igno-
radas devido ao ritmo elevado do cresci-
mento das vendas. Os varejistas viveram
anos de bonança com os consumidores
batendo na porta atrás de seus produtos.
Para lidar com as transformações cada vez mais velozes, o varejo
brasileiro olha para mercados maduros em busca de soluções. Há
tendências que devem mudar o varejo brasileiro de forma definitiva
132
POR DANIEL HERNANDES
FONTE: MONITOR DO PIB - IBRE/FGV | ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP
Gráfico 1 – Evolução do Consumo das Famílias
EVOLUÇÃO DO CONSUMO DAS FAMÍLIAS
187
abr/10
182
177
172
167
162
157
out/10
abr/11
out/11
abr/12
out/12
abr/13
out/13
abr/14
out/14
abr/15
out/15
abr/16
out/16
abr/17
PERSPECTIVAS
RANKING NOVAREJO
133
Como sabemos, o cenário se inverteu com a crise
a partir de 2015 e a disposição para gastar sofreu um revés
enorme: queda de aproximadamente 9% no consumo das
famílias em pouco mais de dois anos. Naquele período, as
empresas brasileiras foram forçadas a reduzir ineficiências
para lidar com o cenário de atividade comercial mais fraca
e disputar o marketshare com a concorrência. Naturalmen-
te, o foco passou para o controle de despesas operacionais
e financeiras, a busca de sinergia entre diferentes áreas da
empresa, a redução das estruturas físicas das lojas e para a
racionalização da estrutura de distribuição, logística e con-
trole de estoques.
Atualmente, além de promover mudanças geren-
ciais, as empresas brasileiras estão procurando absorver as
tendências globais do varejo para não perder mercado. O
aumento crescente da tecnologia digital tem favorecido a
penetração de empresas estrangeiras no Brasil, aumentan-
do a concorrência no setor. As empresas brasileiras, em sua
maioria, possuem produtividade baixa quando comparadas
com as estrangeiras, e precisam correr para encurtar essa
distância.
O foco da leitura, daqui em diante, será apresentar
algumas das principais tendências no segmento varejista
internacional, mostrando o caminho das pedras para os va-
rejistas brasileiros interessados em reconfigurar suas estra-
tégias de negócios.
VAREJO DE EXPERIÊNCIA:
TENDÊNCIAS NO MERCADO
Hoje, existem três movimentos de mercado fun-
damentais para promover a experiência do consumidor:
adoção do modelo omnichannel de interação; o uso da In-
teligência Artificial para a obtenção de insights comporta-
mentais; e a automatização de lojas físicas.
1. ESTRATÉGIA “OMNICHANNEL”
Certamente a grande maioria dos varejistas já ou-
viu falar da estratégia omnichannel. Afinal, o conceito apa-
receu lá atrás, nos anos 2000, nos Estados Unidos. Então,
por que estamos considerando esse modelo de negócios
ainda como uma tendência? Porque nossas empresas ainda
estão absorvendo a estratégia, que demorou bastante tempo
para chegar ao Brasil. Mesmo as grandes redes varejistas,
RANKING NOVAREJO
que já estão promovendo transformações nas relações de
consumo, ainda operam mais no conceito multichannel do
que no omnichannel propriamente dito. Investimentos na
transformação da infraestrutura digital e avanços na gestão
empresarial, essenciais para a aplicação e consolidação da
estratégia omnichannel, são o foco, atualmente, das empre-
sas que estão pensando no futuro.
A estratégia se baseia no entendimento da jornada
de compra do consumidor. Um consumidor imediatista e
exigente, cada vez mais bem informado e usuário de dife-
rentes canais de comunicação que surgem a todo momento.
Ser omnichannel significa que o seu negócio está prepara-
do para integrar esse cliente em todos os pontos de contato
existentes, dos canais digitais a lojas físicas. Quando essa
interação está em sintonia, a experiência de compra acaba
fortalecendo o relacionamento do consumidor com a mar-
ca. O objetivo é exatamente esse: estudar, entender, receber,
agradar, convencer, fidelizar e fazer o cliente voltar.
Em relação aos investimentos em tecnologia da in-
formação, chama a atenção o modelo “perpetual evolution”,
que promove mudanças contínuas na capacitação digital
das empresas, para que updates possam ser feitos rapida-
mente, no estilo “test and launch”. A ideia é garantir a ve-
locidade que os negócios exigem hoje em dia, com a adoção
da estratégia omnichannel.
Além dos investimentos em TI, para facilitar a
comunicação entre diversos canais digitais é necessário
fazer a integração dos departamentos da área de vendas
(marketing, pricing, estoques, atendimento ao cliente etc.)
e investir em treinamento capaz de mobilizar os funcio-
nários para superar as fronteiras funcionais tradicionais e
trabalhar de maneira nova e multidisciplinar. A jornada é
longa, mas as vantagens competitivas adquiridas são belos
incentivos para continuar aprimorando a experiência do
consumidor.
2. INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
O uso da Inteligência Artificial para ajudar os va-
rejistas a entenderem o comportamento dos consumidores
é outra tendência global crescente. A incorporação de tec-
nologia cada vez maior nas empresas está possibilitando a
captura de dados dos consumidores por softwares e máqui-
nas com capacidade de aprendizagem. Com a construção
133
134134
de modelos que transformam dados em insights, os varejis-
tas são capazes de simular e prever hábitos de consumo. Os
serviços ficam mais sofisticados, acrescentando qualidade à
experiência do consumidor.
A análise preditiva desempenha um papel impor-
tante na Inteligência Artificial: através de algoritmos esta-
tísticos e técnicas de machine learning, comportamentos
futuros são estimados com base na análise de dados his-
tóricos. Na prática, essa técnica permite que os varejistas
tenham informações valiosas sobre seus clientes. Conse-
quentemente, as ações de marketing acabam sendo mais
assertivas, tendendo a aumentar não somente as vendas,
mas também a satisfação do consumidor – essencial para a
fidelização das marcas.
Paralelamente, a adoção da Inteligência Artificial
tem o potencial de fornecer informações da operação in-
terna, incluindo as de fornecedores e de parceiros. Com
isso, é possível fazer planejamento estratégico com ganhos
de eficiência em todas as etapas da operação. Alguns dos
benefícios incluem aumento do EBITDA, redução de es-
toques, baseado nas previsões do e-commerce, e diminui-
ção do volume de trocas e custos envolvidos. A intenção
de incorporar IA está aumentando no varejo brasileiro e,
progressivamente, as empresas estão aumentando os skills
necessários para a sua implementação.
3. AUTOMATIZAÇÃO DE LOJAS
A consolidação da estratégia omnichannel trans-
formou o papel da loja física no comércio varejista. É na
loja que o consumidor moderno pode finalizar a sua jor-
nada de compra após interação com a marca nos canais
digitais. O contrário também é verdadeiro: ele pode ter seu
primeiro contato com o produto na loja e finalizar a com-
pra pela internet. Afinal, as mercadorias anunciadas nas
mídias sociais são expostas nas lojas, que funcionam como
verdadeiros showrooms.
Além disso, as trocas de mercadorias adquiridas em
outros canais de venda estão se tornando mais comuns nas lojas
físicas. Acima de tudo, lá são oferecidos os serviços que agre-
Gráfico 2 – Acesso à internet nas diferentes gerações
FONTES: REDS (RESEARCH DESIGNED FOR STRATEGY) & CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO – CIP
ACIMADE58ANOS
BBX GERACÃO X XY GERACÃO Y YZ GERAÇÃO Z
72,6%
19,4%
3,2%
4,0%
29,2%
20,2%
5,4%
44,0%
10,0%
52,8%
14,7%
19,8% 21,3%
47,4%
10,4%
19,1%
8,8%
55,1%
15,8%
20,0%
3,4%
55,1%
47,5%
45,2%
3,8%
55,1%
58,8%
35,3%
5,9%
COM QUANTOS ANOS COMEÇOU ACESSAR A INTERNET
DE57A51ANOS DE50A40ANOS DE39A31ANOS DE30A21ANOS DE20A16ANOS ABAIXODE15ANOS
ATÉ 5 ANOS ENTRE 6 E 10 ANOS ENTRE 11 E 15 ANOS ENTRE 16 E 20 ANOS ENTRE 21 E 30 ANOS ENTRE 31 E 40 ANOS MAIS DE 41 ANOS
BABY BOOMMERS
RANKING NOVAREJO
135
RANKING NOVAREJO
135
gam valor à experiência do consumidor.As lojas estão facilitan-
do as interações que promovem a fidelização das marcas.
Diante desse cenário, muitas redes varejistas estão
investindo na automatização das lojas físicas e essa tendên-
cia envolve alguns movimentos:
1. Equipamentos de realidade virtual, utilizados
para interagir com os clientes, estão ganhando espaço, in-
troduzindo os produtos em um contexto muito mais com-
pleto para os clientes, colaborando com suas experiências;
2. O aprimoramento do conceito visual das lojas e
a preocupação com melhorias na exposição dos produtos
são tendências que continuam a ser automatizadas;
3. Softwares gerenciais continuarão a receber in-
vestimentos, visando ao acompanhamento de resultado on-
-line, confecção de relatórios gerenciais, histórico de com-
pras, consulta de preços, planejamento de estoques etc.;
4. O aumento do uso dos canais digitais e do fluxo
de informações de clientes faz com que cresçam cada vez
mais os investimentos na cibersegurança nos equipamen-
tos das lojas físicas. A manutenção da confiança perante
os consumidores passa necessariamente pela segurança da
informação.
COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR
E NICHOS DE MERCADO
Poucas vezes na história o comportamento do con-
sumidor provocou mudanças tão profundas no varejo glo-
bal. Cada vez mais, ele tem a capacidade de promover a
expansão de novos nichos de mercado.
Seguindo tendências internacionais, três mercados
chamam a atenção dos varejistas brasileiros: os consumi-
dores da “Geração Y”, ou “Millennials”; o mercado da se-
nioridade, ou melhor idade; e o mercado de bem-estar, que
prevê o crescimento de produtos orgânicos e do número de
adeptos ao vegetarianismo e veganismo.
1. OS “MILLENNIALS”
A geração Millennial está demandando atenção
especial do setor varejista, por apresentar comportamen-
to de consumo diferente daquele das gerações anteriores.
Mas, como assim diferente? O que os diferencia?
Para começar a entender, essa faixa etária nascida
entre 1985-1999 foi a primeira no Brasil a usar a inter-
net no dia a dia. Pesquisa realizada pelo Centro de Inteli-
gência Padrão - CIP, em parceria com a REDS (Research
Designed for Strategy), mostra que 55% dos Millennials
acessaram pela primeira vez a internet com idade entre 11
e 15 anos, e 20% o fizeram na faixa entre 16 e 20 anos,
como mostra o gráfico 2. A interação cada vez maior com
a internet, e todos os outros canais digitais que foram in-
troduzidos desde então, tem colaborado para transformar
o comportamento do consumidor. A tendência é que essa
nova geração entre cada vez mais no radar dos varejistas
nos próximos anos.
Na mesma pesquisa, dados mostram que 38% dos
Millennials trabalham em tempo integral, 9% trabalham
meio período, 20% trabalham e estudam e 10% trabalham
como autônomos. Naturalmente, as empresas vêm traba-
lhando na ampliação e integração dos seus canais digitais
para transformar processos internos e agir rapidamente
para oferecer os serviços que os Millennials consideram
essenciais dentro da sua experiência de compra. Afinal, eles
têm um potencial de consumo elevado, pois representam
uma grande fatia da população economicamente ativa.
A adequação do setor varejista para a estratégia
omnichannel é um bom começo, dada a tendência dessa
geração em usar a tecnologia a seu favor na hora de decidir
onde, quanto e quando consumir.
2. A SENIORIDADE
Outro segmento da população que tende a prender a
atenção de varejistas brasileiros nos próximos anos é o da se-
nioridade,que representa aqueles com idade acima dos 60 anos.
Ela é a faixa que mais crescerá nos próximos 20 anos, de acordo
com a pirâmide etária divulgada pelo IBGE. Hoje, ela já repre-
senta 14% da população, e em 2022 representará 22% – saindo
de 26 milhões potenciais consumidores para 32 milhões.
Além do crescimento de participantes, com a evolução
da qualidade e da expectativa de vida, essa faixa está trabalhan-
do mais do que antigamente. Hoje, estimativas mostram que
37% desse segmento da população continuam ativos no merca-
do de trabalho, entre autônomos e profissionais com carteira
de trabalho assinada.
136136
Naturalmente, um dos efeitos dessa transforma-
ção é a contínua participação da senioridade nos diferen-
tes segmentos de consumo, como pode ser visto no gráfico
3. Estudo realizado pela Officina Sophia Retail, em 2016,
mostra que entre 43% e 61% do total de gastos das pessoas
com idade acima de 60 anos são realizados no comércio
varejista. A maior parte se destina à alimentação, segmen-
to no qual 26% dos gastos totais são feitos em mercados.
Gastos com saúde (que incluem medicamentos comprados
em farmácias) representam até 18%, aparelhos eletrônicos
9% e vestuário outros 8%.
Com esses números em mente, a tendência é que
os varejistas se dediquem, cada vez mais, a fidelizar seus
clientes da melhor idade. Análise de estoque adequado dos
produtos mais procurados, maior conforto nas lojas para
atendê-los, funcionários bem treinados para falar e es-
clarecer dúvidas sobre os produtos, etiquetas com preços
maiores para facilitar a comunicação visual, espaços ade-
quados nos estacionamentos e no interior das lojas, ser-
viços para entrega domiciliar, entre outros, são exemplos
importantes de serviços capazes de criar um ambiente esti-
mulante para a senioridade.
3. O MERCADO DO BEM-ESTAR
Produtos que apostam no bem-estar e na preserva-
ção da saúde e do meio ambiente estão ganhando cada vez
mais espaço no mercado alimentício. É o caso dos produ-
tos orgânicos, cujo mercado cresce aceleradamente no País
desde 2014. O Ministério do Desenvolvimento Agrário di-
vulgou um crescimento de 25% em 2015, seguido de outro
de 30% em 2016. Em 2017, estimativas apontam para um
movimento de R$ 3 bilhões no mercado brasileiro.
O mercado de alimentos orgânicos já expandiu
consideravelmente no exterior. Na América do Norte e
na Alemanha, por exemplo, ele representa 10% e 25% da
produção agrícola total, respectivamente. Na Dinamarca,
quase 100% da produção é orgânica.
No Brasil, a oferta não dá conta da demanda in-
terna por produtos orgânicos, e muito menos da demanda
estrangeira, que absorve boa parte da produção nacional.
Os produtos orgânicos representam apenas 1,5% do mer-
cado de produtos agrícolas. O potencial de crescimento é
enorme, e a tendência é que sejam feitos elevados investi-
mentos na mecanização produtiva e no aprimoramento do
processo de obtenção da certificação ao longo das próximas
décadas.
Vale lembrar que os produtos orgânicos estão ga-
nhando mercado não somente em função da preservação da
saúde e do reduzido impacto ambiental que apresentam –
uma vez que não são utilizados fertilizantes, reguladores e
aditivos sintéticos, nem agrotóxicos na sua produção – mas
também porque esse nicho de mercado apresenta benefí-
cios do ponto de vista social, uma vez que a produção é
majoritariamente proveniente da agricultura familiar, cor-
respondendo a 75% das 18 mil propriedades certificadas.
Outro nicho de mercado que tende a crescer no
Brasil nos próximos anos é o vegetarianismo e o veganis-
mo. Para se ter uma ideia, as buscas do termo “vegano” no
Google cresceram 1.000% entre 2012 e 2016. Uma pes-
quisa de 2016 conduzida pelo Datafolha aponta que 63%
dos brasileiros querem reduzir o consumo de carne. Além
disso, de acordo com dados do Ibope, em 2012, aproxima-
damente 16 milhões de pessoas se declararam vegetarianas,
número correspondente a 8% da população brasileira.
O potencial de crescimento é enorme no Brasil.
Mesmo com o País em crise nos últimos anos, o mercado
Gráfico 3 – Estrutura de gastos da senioridade
26%
24%18%
9%
8%
8%
7% SUPERMERCADO
MORADIA
SAÚDE
TECNOLOGIA
VESTUÁRIO
LAZER/BEM-ESTAR
EMPREGADA
FONTE: OFFICINA SOPHIA RETAIL
ESTRUTURA DE GASTOS DA
SENIORIDADE
RANKING NOVAREJO
137
RANKING NOVAREJO
137
de produtos vegetarianos cresceu em torno de 40%, e a pre-
visão da Sociedade Brasileira de Vegetarianismo para 2017
é de um crescimento de 25%. Além dos produtos alimentí-
cios, outros produtos com potencial de exploração são rou-
pas, cosméticos, calçados e acessórios sem origem animal.
No exterior, a tendência já vem se consolidando ao
longo da última década: o número de adeptos ao vegetaria-
nismo no Reino Unido cresceu 160% entre 2005 e 2015;
nos Estados Unidos, essa população dobrou entre 2009 e
2015; e na Europa, quase 14% dos novos produtos lançados
nas grandes redes de mercado e e-commerce são voltados
para vegetarianos.
TENDÊNCIAS NA CADEIA DE VALOR
Além de observar as tendências operacionais de
mercado e o comportamento dos consumidores, há ainda
tendências capazes de refletir diretamente na cadeia de va-
lor e no resultado das empresas. O estabelecimento de um
marketplace – que funciona como uma loja virtual de gran-
des redes varejistas – é uma delas. A outra é o redesenho
das lojas físicas, que vem ganhando relevância na promoção
da experiência do consumidor moderno.
1. MARKETPLACE
Grandes redes varejistas brasileiras, como o B2W
(Submarino, Americanas e Shoptime), Walmart, CNova
(Extra, Casas Bahia e Ponto Frio), Magazine Luiza, Mer-
cado Livre, Netshoes, entre outras, aderiram ao conceito de
marketplace e conseguiram cortar custos via redução de es-
toques. É que neste modelo ocorre uma descentralização dos
produtos entre os varejistas participantes. A tendência é de
redução no aluguel ou na compra de espaços físicos desti-
nados ao estoque de mercadorias, e a dedicação de equipes
focadas nas gestões de entrada e saída de produtos.
Outra vantagem para os grandes varejistas é a am-
pliação dos produtos que eles podem oferecer em seus canais
de venda. A diversidade de mercadorias oferecida pelos va-
rejistas menores potencializa as receitas da operação – recei-
tas advindas da comissão pelas vendas.
Do ponto de vista dos varejistas de menor porte, os
marketplaces funcionam como verdadeiras vitrines para seus
produtos, e, melhor ainda, com custos relativamente baixos.
O aumento da visibilidade é instantâneo, e a divulgação é
feita para uma gama enorme de consumidores. O investi-
mento de entrada é baixo, pois as plataformas de marketpla-
ce já incluem serviços de infraestrutura de TI, segurança da
informação e sistema de pagamento e entrega. Além disso,
a tendência é que os gastos voltados para o marketing dimi-
nuam, já que o elevado tráfego de consumidores nos marke-
tplaces acaba reduzindo a necessidade de fazer publicidade.
O custo maior acaba sendo o pagamento da comissão de
venda para os grandes varejistas.
Na visão dos consumidores, as principais vantagens
estão relacionadas com o acesso a uma infinidade de produ-
tos, que dificilmente seriam encontrados fora do marketpla-
ce – conceito conhecido como “cauda longa”. Além disso, ele
pode encontrar o mesmo produto em diferentes lojas, possi-
bilitando a pesquisa de preços e diferentes prazos de entrega.
2. GERAÇÃO DE RECEITA
NAS LOJAS FÍSICAS
O uso cada vez mais frequente e sofisticado da tec-
nologia da informação para capturar dados dos consumido-
res e a aplicação de modelos de Inteligência Artificial para
interpretar o comportamento desses consumidores pode es-
tar abrindo novas oportunidades de geração de receita para
as lojas físicas.
Por exemplo, os varejistas poderão desempenhar
uma função semelhante à de uma consultoria para a indús-
tria produtiva. Como o contato direto e a captura de dados
dos consumidores são feitos nas lojas físicas, informações
valiosas para a marca – sobre tendências e preferências dos
clientes – podem ser captadas via tracking.
Outro caso de receita potencial é a utilização das
lojas físicas como showrooms para a exposição das marcas
dos fabricantes. Elas seriam remuneradas pela exposição dos
produtos, aproximando de forma eficiente as novidades da
indústria diretamente com os seus consumidores.
Essas potenciais fontes de receita estão alinhadas
com as tendências de experiência que o consumidor busca
e com a fidelização que as marcas querem garantir – e nos
parece que as lojas físicas têm o potencial para fazer essa
intermediação.
138
A pesar da crise política e da recessão econômica
que assolou o Brasil pelo terceiro ano consecutivo, o comércio
varejista mostrou bastante resiliência. Muitas empresas
analisadas no ranking foram capazes de superar esse período de
turbulência e mostrar bons resultados. O objetivo desta seção
é sintetizar o que foi visto ao longo do trabalho. Para tanto, o
Ranking NOVAREJO 2017 analisou o desempenho de 350
empresas do mercado nacional ao longo do ano de 2016, em
relação ao ano anterior.
Além das comparações setoriais, feitas a partir de da-
dos levantados pelo Centro de Inteligência Padrão – CIP e que
contemplam variações do faturamento, do número de lojas, do
número de funcionários, da rentabilidade por loja e da produti-
vidade por funcionário de cada setor em 2016, também foram
feitas comparações setoriais elaboradas com base nos dados
fornecidos pela Serasa Experian.
Pelo segundo ano consecutivo, a Serasa colabora com
o CIP, difundindo sua expertise na análise do comércio vare-
jista brasileiro.Os indicadores abordados são: EBITDA (lucros
antes de juros, impostos, depreciação e amortização), endivida-
mento, rentabilidade do patrimônio líquido e probabilidades
envolvendo o risco de crédito.
O Ranking NOVAREJO Brasileiro 2017 apresentou os
mais diversos dados de um dos setores mais pulsantes
da economia, o varejo. A partir deles, é possível analisar
mercados, criar estratégias e entender o que pode vir por aí
CONCLUSÕES
OS INSIGHTS
POR TRÁS DOS DADOS
POR DANIEL HERNANDES
Também foram analisados o nível de concentração de
mercado e a estrutura do mercado varejista brasileiro. Além
disso, trazemos alguns insights que podem ajudar a nortear as
estratégias do setor.
GRANDES NÚMEROS
Levando em consideração todas as empresas con-
templadas no Ranking NOVAREJO 2017, o faturamento em
termos nominais cresceu 7,7% em 2016, em relação ao ano
anterior. Como a inflação (Índice Nacional de Preços ao Con-
sumidor Amplo – IPCA) acumulada em 12 meses fechou em
6,9% em dezembro de 2016,o crescimento real do faturamento
foi de 0,8%.
Como foi visto na seção de análises setoriais, o Ataca-
rejo foi um dos setores cuja performance ficou acima da média
dos demais setores, expandindo sua operação para novas re-
giões e conquistando novos públicos. Outros setores também
apresentaram desempenho acima da inflação, conforme veri-
ficado no gráfico 1. Outros setores, como Redes Alimentícias,
apresentaram quedas no faturamento real, ou seja, cresceram
RANKING NOVAREJO
139
menos que a inflação acumulada do ano. É o caso de Materiais de Construção, um
dos mais afetados pela recessão econômica, que experimentou uma queda nominal de
1,5% no seu faturamento em 2016, em relação ao ano anterior.
ATACAREJO 16,8%
ÓTICAS
FARM., PERFU.,E COSM.
CALÇADOS
VAREJO GERAL
SUPER HIPER
INFLAÇÃO DEZ 2016
REDES ALIMENTÍCIAS E FAST-FOOD
ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS
CASA E DECORAÇÃO
LIVRARIAS E PAPELARIAS
E-COMMERCE
VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPART.
MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
13,2%
11,8%
9,1%
7,7%
7,3%
6,9%
4,3%
4,3%
2,6%
2,0%
1,9%
0,9%
-1,5%
GRÁFICO 1 – CRESCIMENTO DO FATURAMENTO EM 2016 (EM %)
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
O gráfico 2 mostra que, embora muitos segmentos tenham apresentado re-
cuo no faturamento, eles não necessariamente pararam com a estratégia de expansão.
Em média, as empresas contempladas no ranking apresentaram alta de 2,6% no nú-
mero de lojas. Justamente o setor de Materiais de Construção apresentou as maiores
expansões, com alta de 9,7% no número de lojas. O grande destaque, contudo, foi o
setor de Óticas, com alta de 12,3% no número de operações. Na outra ponta, o setor
de Eletroeletrônicos e Móveis foi o único setor no estudo a experimentar uma redu-
ção do número de pontos de venda.
GRÁFICO 2 – CRESCIMENTO DO NÚMERO DE LOJAS EM 2016 (EM %)
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
Mesmo com um maior núme-
ro de lojas, muitos setores conseguiram
aumentar as rentabilidades por loja. É o
caso dos segmentos de Atacarejo e Far-
mácias, Perfumaria e Cosméticos. Isso só
foi possível graças ao crescimento mais
robusto dos respectivos faturamentos
reais ao longo de 2016. Por outro lado, o
setor de Eletroeletrônicos e Móveis, que
apresentou o segundo maior aumento
de rentabilidade por loja entre os setores
analisados, não apresentou crescimento
do faturamento real e contou com a re-
dução do número de lojas para aumentar
a rentabilidade.
Os setores de Materiais de
Construção e de Casa e Decoração, ape-
sar de terem apostado na expansão do
número de lojas, não conseguiram au-
mentar seus faturamentos e, consequen-
temente,experimentaram quedas na ren-
tabilidade por loja.
ÓTICAS
MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
CASA E DECORAÇÃO
ATACAREJO
LIVRARIAS E PAPELARIAS
FARM., PERFU. E COSM.
CALÇADOS
REDES ALIMENTÍCIAS E FAST-FOOD
SUPER HIPER
VAREJO GERAL
VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPART.
ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS
12,3%
9,7%
5,9%
5,1%
4,2%
3,6%
3,1%
3,0%
2,9%
2,6%
1,8%
-4,5%
140
Mesmo com o crescimento no número de lojas, contudo, em geral, o nú-
mero de funcionários em 2016 permaneceu estável em relação ao ano anterior, com
um crescimento modesto de 0,4%. Além do Atacarejo, que apresentou um aumen-
to expressivo do quadro funcional, o setor de Farmácias, Perfumaria e Cosméticos
também se destacou, como pode ser visto no gráfico 4. A manutenção do quadro na
média geral e as quedas verificadas em seis dos 12 setores analisados mostram que as
redes tiveram preocupação em aumentar a eficiência de suas operações, mesmo com
a expansão no número de lojas.
GRÁFICO 3 – CRESCIMENTO DA RENTABILIDADE POR LOJA EM 2016 (EM %)
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
ATACAREJO
FARM., PERFU. E COSM
CALÇADOS
ÓTICAS
CASA E DECORAÇÃO
E-COMMERCE
VAREJO GERAL
MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
SUPER HIPER
REDES ALIMENTÍCIAS E FAST-FOOD
VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPART.
ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS
LIVRARIAS E PAPELARIAS
17,9%
12,5%
7,2%
2,7%
1,7%
1,5%
0,4%
-0,2%
-0,5%
-0,7%
-6,1%
-8,3%
-10,0%
A estabilidade no número de funcionários no setor no último ano também
influenciou outro dado: o aumento da produtividade. Com menos funcionários, mui-
tos segmentos tiveram de aumentar a eficiência do quadro. O resultado foi um cres-
cimento médio de 7,9% na produtividade por funcionário ao longo de 2016, como
pode ser visto no gráfico 5, com destaque para os segmentos de Eletroeletrônicos e
Móveis, Livrarias e Papelarias e Óticas.
GRÁFICO 4 – CRESCIMENTO DO NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS EM 2016 (EM%)
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
ATACAREJO
FARM., PERFU. E COSM.
CALÇADOS
VAREJO GERAL
SUPER HIPER
ÓTICAS
REDES ALIMENTÍCIAS E FAST-FOOD
VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPART.
LIVRARIAS E PAPELARIAS
CASA E DECORAÇÃO
MATERIAIS DE COSNTRUÇÃO
ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS
14,3%
9,5%
9,4%
6,7%
5,6%
4,9%
2,6%
1,5%
-0,8%
-2,1%
-3,1%
-10,2%
Os dois primeiros apresentaram
queda no faturamento real, mas, como
contaram com as duas reduções mais
elevadas de funcionários entre os setores
analisados, acabaram aumentando suas
produtividades. A dinâmica do setor de
Óticas foi diferente, já que, em média,
essas empresas apresentaram crescimen-
to real robusto em 2016 e,mesmo expan-
dindo o número de funcionários, foram
capazes de aumentar a produtividade.
RANKING NOVAREJO
141
A PERFORMANCE ALÉM DO FATURAMENTO
Além de analisar o faturamento, o crescimento no número de lojas e entender a dinâmica da rentabilidade, para entender
o varejo é preciso avaliar a geração operacional de caixa, ou seja, o quanto uma empresa gera de recursos apenas com a sua opera-
ção. O EBITDA é o indicador que representa esse número.
O gráfico 6, criado com dados fornecidos pela Serasa Experian, faz um comparativo do indicador em 2016 com o do ano
anterior em cada um dos setores contemplados no Ranking NOVAREJO 2017. Dessa forma, é possível analisar se determinado
setor apresentou ganhos de produtividade e eficiência em seus negócios no período.
Em 2016, o setor de Ótica continuou apresentando o melhor desempenho, mesmo apresentando um EBITDA um
pouco menor em relação a 2015. O E-commerce, que se encontrava em situação muito delicada em 2015, continuou com uma
margem negativa no ano seguinte, mas com indícios de que pode estar entrando nos eixos. Alguns setores mostraram uma queda
de eficiência operacional, mais notadamente os de Redes Alimentícias, Materiais de Construção e Livrarias e Papelarias.
GRÁFICO 5 – CRESCIMENTO DA PRODUTIVIDADE POR FUNCIONÁRIO EM 2016 (EM %)
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
MATERIAIS DE COSNTRUÇÃO
E-COMMERCE
ATACAREJO
ÓTICAS
FARM., PERFU.,E COSM.
CALÇADOS
VAREJO GERAL
SUPER HIPER
REDES ALIMENTÍCIAS E FAST-FOOD
ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS
CASA E DECORAÇÃO
LIVRARIAS E PAPELARIAS
VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPART.
14,0%
13,4%
12,2%
8,5%
7,9%
7,5%
5,2%
2,6%
2,0%
1,0%
0,7%
0,4%
-1,3%
MATERIAIS DE COSNTRUÇÃO
E-COMMERCE
ATACAREJO
ÓTICAS
FARM., PERFU.,E COSM.
CALÇADOS
SUPER HIPER
REDES ALIMENTÍCIAS E FAST-FOOD
ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS
CASA E DECORAÇÃO
LIVRARIAS E PAPELARIAS
VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPART.
12,6%
13,2%
10,6%
8,8%
7,3%
3,1%
7,0%
4,0%
6,8%
9,9%
6,3%
7,7%
4,6%
4,9%
4,3%
4,7%
4,0%
9,0%
3,4%
2,6%
2,8%
2,6%
-1,7%
-9,2%
2016 2015
GRÁFICO 6 – MARGEM EBITDA – MEDIANAS (EM %)
Fonte: Serasa Experian | Elaboração: Centro de Inteligência Padrão – CIP
142
Outro indicador financeiro fornecido pela Serasa Expe-
rian para o ranking é o de endividamento,que mede a dependência
da empresa em relação ao capital de terceiros.A maioria dos seto-
res do estudo aumentou seus níveis de endividamento ao longo de
2016.Apenas quatro setores conseguiram diminuir a dependência
em relação ao capital de terceiros,como mostra o gráfico 7.
E-COMMERCE
SUPER HIPER
MATERIAIS DE COSNTRUÇÃO
ATACAREJO
ÓTICAS
FARM., PERFU.,E COSM.
CALÇADOS
REDES ALIMENTÍCIAS E FAST-FOOD
ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS
CASA E DECORAÇÃO
LIVRARIAS E PAPELARIAS
VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPART.
381%
319%
2016 2015
259%
221%
241%
240%
214%
76%
213%
154%
145%
108%
140%
59%
134%
103%
114%
218%
106%
142%
69%
101%
61%
85%
GRÁFICO 7 – ENDIVIDAMENTO – MEDIANAS (EM %)
Fonte: Serasa Experian | Elaboração: Centro de Inteligência Padrão – CIP
A análise também avaliou a evolução do risco de crédi-
to nos diferentes segmentos do varejo. O índice mede a proba-
bilidade de uma empresa se tornar inadimplente no horizonte
dos próximos seis meses. Em quase todos os setores, o risco
considerado “baixo” diminuiu em 2017, se compara-
do com o ano anterior. Por outro lado, as empresas
correndo risco de “default”aumentaram consideravel-
mente, conforme verificado na Tabela 1.
SETOR
BAIXO ACEITÁVEL ELEVADO DEFAULT
jun/16 mai/17 jun/16 mai/17 jun/16 mai/17 jun/16 mai/17
ATACAREJO 70% 66% 5% 7% 11% 12% 14% 15%
CALÇADOS E
ARTIGOS ESPORTIVOS
55% 55% 10% 9% 15% 16% 20% 20%
CASA & DECORAÇÃO 70% 69% 2% 6% 15% 7% 13% 18%
E-COMMERCE 55% 37% 9% 18% 27% 27% 9% 18%
ELETROELETRÔNICOS E
MÓVEIS
61% 53% 6% 12% 15% 13% 18% 22%
FARMÁCIAS, COSMÉTICOS E
PERFUMARIA
71% 63% 7% 8% 13% 15% 9% 14%
LIVRARIAS E PAPELARIAS 75% 68% 4% 9% 13% 11% 8% 12%
MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 68% 65% 6% 6% 12% 11% 14% 18%
ÓTICAS 71% 67% 10% 7% 11% 13% 8% 13%
REDES ALIMENTÍCIAS
E FAST-FOOD
57% 54% 11% 11% 16% 17% 16% 18%
SUPER E HIPERMERCADOS 77% 68% 5% 11% 10% 9% 8% 12%
VESTUÁRIO E
LOJAS DE DEPARTAMENTO
54% 56% 9% 7% 13% 13% 24% 24%
TABELA 1 – EVOLUÇÃO DO RISCO DE CRÉDITO POR SEGMENTO
RANKING NOVAREJO
143
Além do endividamento, a análise da Serasa Experian compara a rentabili-
dade do patrimônio dos setores contemplados no ranking. De acordo com a Serasa,
8 dos 12 setores apresentaram aumento na capacidade de agregar valor a partir dos
recursos investidos por acionistas. Destaque para os setores de Farmácias, Perfumaria
e Cosméticos e de Livrarias e Papelarias, que apresentaram crescimentos considerá-
veis de rentabilidade em 2016.
O setor de E-commerce, que já apresentava uma rentabilidade negativa em
2015, teve um desempenho ruim em 2016. Um dos motivos pela queda pode estar
relacionado com o fato de que o setor se caracteriza por investimentos intensivos em
tecnologia da informação.
UM SETOR CONCENTRADO
A concentração de mercado tem sido uma tendência não só no varejo bra-
sileiro, mas no varejo em nível global. Especialistas apontam que ela é uma resposta
natural ao processo de globalização. Entender o varejo também passa por analisar o
nível de concentração de cada segmento.Para fazer essa conta,o Ranking NOVARE-
JO Brasileiro considerou os setores cujo faturamento das empresas resultou em um
valor acima dos R$ 25 bilhões em 2016. Nesses casos, o cálculo foi feito somando os
market shares das quatro empresas com maior faturamento dentro de cada segmento,
os Top 4.
Os dados mostram que o segmento de Farmácias, Perfumaria e Cosméticos
é o que possui a maior concentração de mercado: o faturamento das quatro maiores
companhias representa 76,1% do setor. Atacarejo vem em seguida, como mostra o
gráfico 9.
GRÁFICO 8 – RENTABILIDADE DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO – MEDIANAS (EM %)
Fonte: Serasa Experian | Elaboração: Centro de Inteligência Padrão – CIP
E-COMMERCE
SUPER HIPER
MATERIAIS DE COSNTRUÇÃO
ATACAREJO
ÓTICAS
FARM., PERFU.,E COSM.
CALÇADOS
REDES ALIMENTÍCIAS E FAST-FOOD
ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS
CASA E DECORAÇÃO
LIVRARIAS E PAPELARIAS
VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPART.
2016 2015
-15,0%
-102,0%
24,0%
8,5%
21,0%
9,0%
19,0%
20,0%
18,0%
14,0%
16,0%
11,5%
14,0%
6,0%
13,0%
15,0%
10,0%
14,0%
9,0%
8,0%
8,0%
7,0%
7,0%
5,5%
144
O gráfico 10 mostra a concentração de mercado dos setores que apresentaram faturamento de até R$ 25 bilhões em 2016.
Nesses casos, o cálculo foi feito somando os market shares das duas empresas com maior faturamento dentro do setor, contem-
pladas neste ranking. Mesmo diminuindo o número de empresas, é possível verificar que a concentração continua alta em todos
os setores avaliados.
GRÁFICO 9 – CONCENTRAÇÃO DE MERCADO TOP 4
(SETORES COM FATURAMENTO MAIOR QUE R$ 25 BILHÕES)
199
84
76
58 58
50
42
29
48
36
25
11
42,1%
75,9%
71,6%
58,0% 76,1%
43,2%
SUPER HIPER ATACAREJO
FATURAMENTO SETORIAL (EM R$ BI) FATURAMENTO TOP 4 (EM R$ BI)
ELETRO & MÓVEIS VEST. & LOJAS
DE DEPART.
FARM. PERFU. E
COSM.
REDES ALIM. &
FAST FOOD
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
GRÁFICO 10 – CONCENTRAÇÃO DE MERCADO TOP 2
(SETORES COM FATURAMENTO INFERIOR A R$ 25 BILHÕES)
E-COMMERCE MATERIAIS DE
CONSTRUÇÃO
FATURAMENTO TOTAL (EM R$ MI) FATURAMENTO TOP 2 (EM R$ MI)
CASA E
DECORAÇÃO
LIVRARIAS E
PAPELARIAS
CALÇADOS ÓTICAS
11.922
9.287
8.464
6.086
5.261
3.278
5.217
3.838
5.161
3.876
2.463
1.644
77,9%
71,9%
62,3% 73,6% 75,1%
66,7%
Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
ESSE PERCENTUAL
REPRESENTA A
PARTICIPAÇÃO
DAS 4 MAIORES
EMPRESAS DE
CADA SETOR EM
RELAÇÃO AO
FATURAMENTO
TOTAL DAS
EMPRESAS
ANALISADAS
NO RANKING
NOVAREJO 350
(EM CADA SETOR).
ESSE PERCENTUAL
REPRESENTA A
PARTICIPAÇÃO
DAS 2 MAIORES
EMPRESAS DE
CADA SETOR EM
RELAÇÃO AO
FATURAMENTO
TOTAL DAS
EMPRESAS
ANALISADAS
NO RANKING
NOVAREJO 350
(EM CADA SETOR).
RANKING NOVAREJO
145
EXPANSÃO DE LOJAS
Na média, considerando todos os segmentos avaliados neste ranking, a Re-
gião abriga 51,8% do total das lojas do País. A Região Sul vem em seguida, com
19,7% do total de lojas. As Regiões Nordeste e Centro-Oeste, por sua vez, concen-
tram 16,4% e 7,6%, respectivamente. A Região Norte concentra, ao todo, 4,6% das
lojas.
Ao considerar o potencial desses mercados consumidores, essa concentração
faz sentido. Os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Ge-
rais – que compõem a Região Sudeste – possuem o 2º, 3º, 5º e 10º maiores PIBs per
capita do País,respectivamente,de acordo com dados do IBGE.Os Estados de Santa
Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul – que compõem a Região Sul – ocupam a 4ª,
6ª e 7ª posições, respectivamente.
A Região Nordeste aumentou expressivamente a sua participação no mer-
cado consumidor brasileiro durante a última década, absorvendo 16,4% das lojas
contempladas no estudo. Os motivos? A região, além de populosa (em 2014 reunia
aproximadamente 54 milhões de pessoas), experimentou aumento do poder de con-
sumo nesse período. Naturalmente, muitas empresas expandiram suas operações para
a região.
Ao analisar a Região Centro-Oeste, nota-se que ela atraiu apenas 7,6% das
lojas, mesmo com o Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás
possuindo o 1º,8º,9º e 11º maiores PIBs per capita do País.Não seria de se estranhar
se nos próximos anos as redes varejistas expandissem suas operações para essa região.
Atualmente, a região se destaca pelas atividades agropecuárias, mas a tendência é
que essa riqueza se distribua nos próximos anos, aumentando o mercado consumidor
local e atraindo a atenção de grandes redes varejistas brasileiras.
Fica a expectativa em relação à expansão das redes de varejo para a Região
Norte, que atraiu apenas 4,6% das lojas em 2016. O amadurecimento desse mercado
passa pela necessidade de aumentar a massa salarial da população local, contribuindo
para reverter o baixo poder de consumo que caracteriza boa parte dos residentes na
atualidade. O potencial existe, afinal, são 17 milhões de pessoas esperando transfor-
mações socioeconômicas.
TABELA 2 – LOCALIZAÇÃO DAS LOJAS POR REGIÃO (EM %)
SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE
ATACAREJO 18,2% 49,0% 6,0% 22,1% 4,8%
CALÇADOS 12,1% 56,4% 7,8% 18,1% 5,7%
CASA E DECORAÇÃO 18,8% 48,7% 9,0% 20,3% 3,1%
ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS 25,4% 42,3% 9,2% 18,5% 4,6%
FARMÁCIAS, COSMÉTICOS E PERFUMARIA 30,2% 33,4% 5,8% 24,0% 6,5%
LIVRARIAS E PAPELARIAS 15,2% 69,8% 5,6% 7,9% 0,9%
MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 15,1% 65,4% 12,0% 6,2% 1,3%
ÓTICAS 9,8% 60,1% 6,7% 18,4% 4,9%
REDES ALIMENTÍCIAS E FAST-FOOD 16,2% 57,3% 8,7% 13,3% 4,6%
SUPER E HIPERMERCADOS 17,4% 62,6% 4,6% 13,5% 2,1%
VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTO 18,6% 54,0% 8,0% 14,4% 4,9%
FONTE: CIP – CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO
A concentração de faturamento também é vista quando a análise é o número
de lojas. Como mostra a tabela 2, é possível verificar que a Região Sudeste ainda con-
centra grande parte das lojas do setor.
146
INSIGHTS FINAIS
Depois da fase de estabilização iniciada no primeiro trimestre de 2017,a ten-
dência é de retomada gradual da atividade econômica e, em um segundo momento,
do mercado de trabalho. A partir daí espera-se um ciclo de expansão mais robusto do
comércio varejista brasileiro.
Como mencionamos ao longo do trabalho, o mercado consumidor nacio-
nal tem um potencial enorme. O empresariado pode adotar diferentes estratégias
de negócios dependendo das regiões e dos setores escolhidos para levar adiante seus
planos de expansão. Nesse sentido, vimos a heterogeneidade do território brasileiro
na seção anterior, e nas análises setoriais vimos as especificidades dos diferentes
ramos varejistas.
Em relação ao planejamento estratégico, por exemplo, nas regiões de maior
poder aquisitivo, nas quais os mercados consumidores são maduros e mais sofistica-
dos, é importante que os varejistas invistam em algumas das tendências abordadas na
seção “Perspectivas do Varejo Global”para concorrer com grandes players varejistas e
aumentar o market share. Recapitulando de forma simplista, essas tendências envol-
vem avanços nas formas de comunicação e de relacionamento com os consumidores.
Nesse caso, os varejistas têm como desafio e objetivo fornecer a experiência de com-
pra capaz de fidelizar o cliente e fortalecer sua marca.
Nas regiões em que os mercados consumidores apresentam potencial, mas
ainda não se desenvolveram em toda a sua plenitude, uma maior penetração por parte
das redes varejistas é uma estratégia que funciona. Por exemplo, a quantidade de lojas
físicas aumentou muito na Região Nordeste ao longo dos últimos anos, aumentando
o faturamento de muitos varejistas que optaram por investir em um novo mercado.
Seja através de investimentos para modernizar a relação com o cliente em
mercados já consolidados, seja através da expansão das operações para novos merca-
dos, o importante é que os varejistas acompanhem as transformações que estão acon-
tecendo no Brasil e no mundo. Não é necessariamente o tamanho das empresas que
vai determinar o vencedor, mas sim a velocidade com que elas atuam para expandir
seus negócios.
Realização:
Mídia Oficial:
Parceria:
NOVAREJO
IDEIAS QUE TRANSFORMAM NEGÓCIOS .

Ranking Varejo Brasileiro 2017

  • 2.
    Confira no portalnovarejo.com.br umaversão completa do Ranking NOVAREJO Brasileiro 2017
  • 3.
  • 4.
    4 Ranking Novarejo éuma publicação da Padrão Editorial. Av. Pacaembu, 1.613 Pacaembu – CEP 01234-001 – São Paulo – SP Telefax 55 11 3125 2244 A Editora não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos ou nas matérias assinadas. A reprodução do conteúdo editorial desta revista só será permitida com autorização da Editora ou com citação da fonte. Todos os direitos reservados e protegidos pelas leis do copyright, sendo vedada a reprodução no todo ou em parte dos textos publicados nesta revista, salvo expresso consentimento dos seus editores. Padrão Editorial Eireli. Publisher Roberto Meir Diretora-executiva-comercial e de Relacionamento Estratégico Fabiana Zuanon | fzuanon@gpadrao.com.br Diretor-executivo de Conhecimento Jacques Meir | jacques@gpadrao.com.br Controller Pedro Ganut | pedroganut@gpadrao.com.br Gerente Executiva de Inteligência Estratégica Aline Tobal | aline@gpadrao.com.br Gestora-Executiva do Design Tatiane Martins | tatiane@gpadrao.com.br REDAÇÃO Editora Camila Mendonça | camila@gpadrao.com.br CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO – CIP Especialista em Inteligência de Mercado Daniel Hernandes | dhernandes@gpadrao.com.br Especialista em Inteligência de Mercado Gustavo Gurgel | ggurgel@gpadrao.com.br Especialista em Inteligência de Mercado Luana Soares | luana@gpadrao.com.br Assistente de Inteligência Competitiva Emilly Fernanda | emilly@gpadrao.com.br Assistente de Inteligência Competitiva Matheus Valle | matheus@gpadrao.com.br Assistente de Relacionamento Nathalia Perazzolo | nathalia@gpadrao.com.br NÚCLEO DE CRIAÇÃO Designers Érika Bernal, Flávio Pavan e Luan Almeida MARKETING DIGITAL Gerente Thiago Cid | thiago@gpadrao.com.br REVISÃO Elani Cardoso IMPRESSÃO AR FERNANDEZ GRÁFICA LTDA. www.portalnovarejo.com.br : novarejo : novarejo : novarejo : novarejo : cmnovarejo : novarejo : novarejo www.gpadrao.com.br
  • 5.
    RANKING NOVAREJO 5 O FUNDAMENTO PORTRÁS DAS ESTRATÉGIAS EFICAZES O s últimos três anos foram os piores da his- tória do varejo brasileiro. Foram anos duros, mas nem todos sucumbiram. Para muitos, os últimos três anos foram os me- lhores de suas histórias. Quem se preparou e enxergou opor- tunidades onde tantos outros encontraram problemas conse- guiu ter resultados. Preparar-se não representa apenas cortar custos, garantir margens e manter a expansão de lojas. Esse tempoacabou.Ganhaojogoquemconseguirserdiferenteen- tre os iguais,quem conseguir oferecer a melhor experiência ao consumidor e enxergar o próprio negócio para além do volu- me de vendas. Ganha o jogo quem conseguir criar estratégias consistentes, baseadas na realidade e em números sólidos. É evidente que a atenção à estratégia nem sempre es- teve no escopo do setor. Por anos, o varejo brasileiro ignorou os números. As vendas aconteciam sem nenhum esforço e não exigiam dos empresários uma análise atenta do negócio. Mas o cenário hoje é outro. A crise escancarou as ineficiências que o alto volume de vendas dos anos passados escondia. Qualquer empresa que se proponha a crescer hoje precisa saber ler os gran- des e pequenos números – eles estão por trás de toda e qualquer estratégia inteligente de negócios. Este é o grande objetivo deste Ranking NOVAREJO Brasileiro: ser a referência por trás das estratégias das empresas do setor. Produzido pelo Centro de Inteligência Padrão – CIP, em parceria com a Serasa Experian e a Mastercard, com pu- blicações impressa e digital, este ranking traz mais do que a lista das 350 maiores empresas do varejo; traz as análises dos segmentos a que elas pertencem, permitindo comparações de performance em todos os níveis. Por trás dessa análise, está a mais completa e respeitada plataforma de conteúdo do varejo nacional, a NOVAREJO. Resultado de um trabalho de coleta de informações meticulosa,o Ranking NOVAREJO Brasileiro 2017 mostra o que nenhum outro do mercado faz: apresenta o que não está evidente. As grandes oportunidades estão nos dados que poucos veem. Em sua terceira edição, este ranking evoluiu. Em seu primeiro ano, captou do mercado as informações de 200 em- presas. A edição de 2016 trouxe as 300 maiores companhias do varejo. Agora, mais do que elevar este número para 350, este ranking se consolida como referência para o setor e para outros que buscam entender o mercado de consumo brasileiro. Mais do que um conjunto de fotografias, este Ranking NOVAREJO Brasileiro cria um roteiro consistente,em que o varejo é o grande protagonista que não pode ser isolado das variações dos cenários econômico e político. Ao confrontar suas performances com o mercado, con- siderando o contexto, as empresas do setor têm em mãos uma ferramenta poderosa para tomada de decisão para o próximo ano.Somente os dados são capazes de ajudar o varejo nessa tare- fa,pois estabelecem novas métricas para decisões de longo prazo. Empresas que buscam análises sólidas como parâmetro para suas estratégias são as que mais crescem. É por isso que este ranking também tem como objetivo incentivar as empresas varejistas a serem mais atentas a dados. Quanto mais informações, maior a transparência – e essa demanda não é somente do mercado, que cada vez mais exige que os princípios da governança corporativa estejam alinhados à gestão,mas é uma exigência dos consumido- res, que não aceitam mais ser enganados. Com informações, dados e transparência, o Ranking NOVAREJO Brasileiro ajuda o varejo a ser mais profissional. Só evoluímos e crescemos de fato se tivermos referência para saber onde estamos para depois projetarmos para onde vamos. Portanto, leia este Ranking NOVAREJO Brasileiro 2017. Em tempos de incertezas,apenas os números – e os desdobramentos deles – garantem alguma certeza.“Data is the new oil”,dizem os especialistas globais. Vamos, então, beber dessa fonte para cons- truir um varejo mais sólido e consistente. Um varejo cada vez mais forte. Pode acreditar, todos ganham com isso. Roberto Meir
  • 6.
    CENÁRIO ADVERSO DEVEINSPIRAR VAREJISTAS A REVISAR PROCESSOS POR JOSÉ LUIZ ROSSI C omo o mercado já sinalizava em 2015, 2016 se confirmou um ano de desempenho ruim para o varejo. Um novo estudo feito para o Ranking NOVAREJO Brasileiro, com base no desempenho de cerca de três mil empresas de 12 segmentos entre dezembro de 2015 e dezembro de 2016, comprovou que o comércio foi impactado negativamente por fatores que inibiram os gastos do consumidor, como a recessão econômica, a pressão inflacionária,o aumento dos juros e o desemprego. De acordo com o estudo, os principais indicadores da economia fecharam 2016 no negativo. É o caso do indicador de evolução nas vendas, que apresentou queda em todos os setores do varejo. Destaque para os setores de Óticas (-25%), Casa & Decoração (-18%), Vestuário e Lojas de Departamento (-14,5%), seguidos de Calçados e Artigos Esportivos (-13,5%) e Materiais de Construção (-13%). Da mesma forma, o indicador de endividamento, que demonstra o percentual das dívidas totais sobre os recursos próprios (capital dos sócios ou acionistas), registrou alta na maioria dos setores. Para se ter uma ideia, o setor de Calçados e Artigos Esportivos teve acréscimo de 182% nas dívidas, em seguida está o setor de Redes Alimentícias e Fast-food,com alta de 136%. Já o indicador margem EBITDA, que demonstra a geração potencial de caixa do comércio, apresentou uma ligeira piora em 2016emrelaçãoaoanoanterior,massemantevepositivoemtodos os setores, com destaque para Óticas (12,6%), Casa & Decoração (10,6%), Vestuário e Lojas de Departamento (7,3%) e o setor de Farmácia,Cosméticos e Perfumaria (7%). O risco de crédito das empresas também sofreu impacto. Na categoria “Risco Baixo”, com exceção dos segmentos Atacarejo e Vestuário e Lojas de Departamentos,que mantiveram os números anteriores, os demais apresentaram migração para baixo, para outras classes de risco,em especial para o “Risco Aceitável”.Outro ponto a destacar foi a expansão da classe de “Risco Default”, com exceção de Calçados e Artigos Esportivos; e Vestuário e Lojas de Departamento,que mantiveram os percentuais. Porém,mesmodiantedodesempenhosombrio,algunsindicadores do comércio apontam para uma embrionária retomada do crescimento. É o caso do indicador de rentabilidade sobre o patrimônio líquido, que registrou alta na maior parte dos setores, com destaque para Farmácias, Cosmético e Perfumaria (24%), Livrarias e Papelaria (21%) e Atacarejo (18%). Cientes da situação desfavorável, comerciantes de alguns segmentos focaram a redução de custos, com processos mais eficientes, provando que a situação adversa, gerada pelo menor volume de vendas,também leva o varejo a rever sua fórmula. Quando os índices são favoráveis, ineficiência e improdutividade podem ser camufladas. Por isso, a adversidade no varejo é a oportunidade para passar em revista todos os processos.Inovação, criatividade e eficiência operacional deverão estar cada vez mais presentes na gestão do varejo no País.Este é o momento para que as empresas repensem estratégias, revejam planos de negócios e melhorem a competitividade de seus produtos e serviços. Nesse contexto, o varejo contribui para a geração de novos empregos, pois o setor é o maior empregador do Brasil, segundo dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). O consumidor livre da inadimplência é uma das condições para o comércio voltar a crescer. Nós, da Serasa Experian, temos o compromisso de atuar por um sistema de crédito sustentável, ajudando em especial os 61 milhões de inadimplentes a recuperar a cidadania financeira, além de fornecer serviços que empoderem o consumidor, como o Serasa Score, ferramenta gratuita que informa a pontuação de crédito que pode variar de zero a mil e é usada por instituições financeiras e lojas para calcular o risco de emprestar dinheiro. Quanto mais alto o score, maiores as chances de o cidadão honrar compromissos financeiros e ter acesso facilitado ao mercado de crédito. Retomar a confiança de consumidores e empresas também é fundamental. Confiar no futuro leva a população a poupar e a consumir conscientemente. José Luiz Rossi é presidente da Serasa Experian 6
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    RANKING NOVAREJORANKING NOVAREJO TRANSFORMANDODADOS EM INSIGHTS POR CASSIANO DIAS O ano de 2017 vem se mostrando bastante desafiador para o varejo brasileiro.As vendas caíram 0,2% em abril em comparação com abril de 2016 segundo o relatório mensal SpendingPulse Mastercard (baseado nas atividades de vendas na rede de pagamentos Mastercard e nas estimativas para todas as outras formas de pagamento,incluindo dinheiro e cheque). Os dados,que excluem vendas de automóveis,materiais de construção e restaurantes, sinalizam uma pequena recuperação do varejo em relação às quedas de 1,4% no primeiro trimestre de 2017 e de 4,6% no último trimestre de 2016. Apesar dessa tendência de melhora, ainda que tímida, o alto nível de desemprego e a instabilidade política devem contribuir para que o ambiente de negócios no País continue bastante desafiador até o final do ano. Nosperíodosdeinstabilidadeerecessãocomooqueestamos vivendo,executivos e empresários procuram repensar estratégias,ser mais criativos e buscar mais eficiência em suas operações. Nesses momentos, é ainda mais importante avaliar a situação de mercado, do negócio e, principalmente, o comportamento de compra dos consumidores utilizando ferramentas analíticas e dados robustos para a tomada de decisões mais segura. Em um mercado cada vez mais dinâmico e complexo como o varejo, no qual o consumidor tem cada vez mais acesso a informações sobre produtos e preços e utiliza diversos canais para comprar, criar ofertas ou serviços relevantes e personalizados é fundamental. Para isso, é necessário ter uma visão completa do consumidor, que só é atingida através da busca de fontes de dados internas e externas e da criação de processo analítico rigoroso de análise de comportamento de consumo. Com base nos insights gerados por esses dados e essas análises, é possível ser mais criativo na concepção de ofertas e tomar decisões mais assertivas. Imagine, por exemplo, que uma cadeia de supermercados pode segmentar a base de clientes de seu programa de fidelidade não apenas com base em informações de consumo em suas lojas, mas, também, identificando padrões de consumo de seus clientes em outras indústrias, como restaurantes, postos de gasolina e companhias aéreas. Com base nesse tipo de análise, essa cadeia pode ter um entendimento mais profundo de seus clientes e gerar insights sobre os seus estilos de vida e padrões de consumo, influenciando decisões de escolha de sortimento de produtos e negociações de parcerias. Também é possível entender o real potencial da base de clientes por meio de uma análise de gastos no setor, identificando a parcela de gastos em supermercado e o “share of wallet”capturado em cada cliente. Em um mercado competivo como o brasileiro, não basta medir a fidelidade dos clientes por meio do valor de seu ticket médio e gasto total; é fundamental saber se todo o valor potencial está sendo capturado, ou seja, entender uma parcela realmente significativa do total de gastos de tais clientes, neste caso em supermercados. Um varejista pode ter um bom entendimento de seus clientesedesuaperformance,masesseentendimentogeralmente é limitado a informações internas ou fontes de informações que muitas vezes não acompanham a velocidade do varejo. O objetivo da Matercard Advisors é ajudar nossos clientes de varejo a ter mais informação, rigor analítico e velocidade em suas análises para otimizar a tomada de decisões, seja utilizando a base de dados da Mastercard, seja dos próprios clientes. Tal objetivo é atingido por meio de um amplo portfólio de serviços de consultoria, ferramentas analíticas e experiência de 15 anos oferecendo suporte a diversos varejistas mundiais (incluindo as principais cadeias de supermercados dos Estados Unidos e redes de fast-food globais) em temas relacionados a programas de fidelidade,segmentação de clientes, acompanhamento de market share,mensuração de resultados de experimentos de mercado (pilotos) e meios de pagamento. Cassiano Dias é diretor da Mastercard Advisors – Estabelecimentos Comerciais. 7
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    SUMÁRIO AS BASES DACREDIBILIDADE 10 APRESENTAÇÃO, OBJETIVOS, CONCEITOS, CRITÉRIOS E METODOLOGIA CENÁRIO: O BRASIL E O VAREJO EM 2017 16 UM PANORAMA DE UM DOS PRINCIPAIS SETORES DA ECONOMIA BRASILEIRA NA BOLSA: FECHADAS PARA A CRISE 126 ENTENDA O COMPORTAMENTO DAS EMPRESAS DE CAPITAL ABERTO DO SETOR CONCLUSÕES: OS INSIGHTS POR TRÁS DOS DADOS 138 OS IMPACTOS DA ECONOMIA NO VAREJO E OPORTUNIDADES PARA CRESCER RANKING 350 26 SAIBA QUAIS SÃO AS 350 MAIORES EMPRESAS DO VAREJO BRASILEIRO INSIGHTS: O VAREJO EM DEZ DIMENSÕES 50 COMPREENDA AS DINÂMICAS E ESTRATÉGIAS DO VAREJO NACIONAL ANÁLISES SETORIAIS 60 INSIGHTS E DADOS MAIS RELEVANTES DE CADA SEGMENTO PERSPECTIVAS DO VAREJO PELO MUNDO 132 CONFIRA MERCADOS COM MAIOR POTENCIAL PARA O VAREJO
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    APRESENTAÇÃO Entre 2015 e2016, o varejo apresentou seus piores resultados desde 2001, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com quedas de 4,3% e 6,2% no volume de vendas, respectivamente. Os recuos representaram uma quebra no desempenho do setor que veio de uma década de crescimento forte, estimulado pelo aumento da renda da população e disponibi- lidade excessiva de crédito. As mudanças no cenário político, porém, sinalizaram um início de recupera- ção. O impeachment de Dilma Rousseff e os novos direcionamentos da equipe econô- mica, bem como a expectativa de reformas há muito demandadas pelos empresários, AS BASES DA CREDIBILIDADE MAIS DO QUE NÚMEROS, O RANKING NOVAREJO BRASILEIRO APRESENTA INSUMOS PARA A TOMADA DE DECISÃO. EM SUA TERCEIRA EDIÇÃO, A PUBLICAÇÃO APRESENTA AS ANÁLISES DE DIVERSOS SEGMENTOS DO VAREJO, AS MUDANÇAS QUE A CRISE PROVOCOU EM CADA UM DELES E AS TENDÊNCIAS QUE VÃO MUDAR OS RUMOS DO SETOR. ENTENDA COMO CHEGAMOS AOS NÚMEROS DESTA PUBLICAÇÃO 10
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    das famílias representou64% do PIB brasileiro.Este é o poten- cial do mercado doméstico, que pode crescer ainda mais. O Ranking NOVAREJO Brasileiro 2017 apresenta os resultados de um estudo realizado pelo Centro de Inteligência Padrão – CIP, em parceria com a Serasa Experian e a Master- card, que investigou o comportamento das principais empresas do varejo brasileiro, mostrando como o setor será o protagonis- ta da recuperação econômica nacional. Entre osnúmerosmaisimportantesdorankingque serão apresentadosnaspróximaspáginas,destacam-se: 1.Ofaturamentodas350maioresvarejistasbrasileiras cresceu 12,1%em2016. 2.Onúmerode lojasdas350maioresexpandiu8%em2016. 3.Arentabilidade porlojacresceu5,5%. 4.As350maioresempregaram1,32milhãode pessoas,6,5% menosque em2015. 5.Aprodutividade médiaporfuncionárioaumentou9,3%. OBJETIVOS O varejo é um dos principais setores da economia, seja em termos de geração de riqueza, seja em quantidade de em- presas. Ainda hoje, porém, é um dos setores mais carentes de informações e conhecimento para a tomada de decisão, visto que é um setor pulverizado. Considerando esta realidade, o Ranking NOVAREJO Brasileiro tem o objetivo de prover o mercado do mais comple- to panorama do setor no País, apresentando dados, análises e insights valiosos, que foram aprimorados em relação à edição de 2016. Com grande repercussão perante o mercado varejis- ta em sua segunda edição, o Ranking NOVAREJO Brasileiro evoluiu enquanto referência para consulta e definição de es- tratégias relacionadas ao negócio, visando ao crescimento e à profissionalização das empresas do setor. Em virtude da carência de dados das empresas e do setor, alguns dados do Ranking foram estimados pelo merca- do ou pela equipe do Centro de Inteligência Padrão - CIP, e não puderam ser auditados. Por essa razão, este material não deve ser considerado como documento oficial com caráter contábil. Ainda assim, as análises aqui contidas oferecem uma referência válida e valiosa a respeito do momento atual e das tendências do setor varejista. como a Trabalhista e a Previdenciária, colaboraram para certa recuperação dos índices de confiança do consumidor e do in- vestidor, mas não foram suficientes para reverter a tendência de queda da economia e das vendas no varejo. Em 2016, o PIB caiu 3,6%, em relação a 2015. Como se não bastassem os números, os impasses políticos seguiram cada vez mais fortes. O primeiro semes- tre de 2017 foi marcado por novos escândalos em Brasília, envolvendo o novo Governo. Neste momento, em que este Ranking NOVAREJO Brasileiro 2017 está sendo finali- zado, o País segue polarizado. Há divergências entre os próprios agentes políticos, que protagonizam a votação das medidas, como entre a população. Enquanto as pessoas não se entendem, políticas não são implantadas e a crise se alastra, postos formais de trabalho no País são fechados aos milhares todos os meses. Em 2016, o mercado de trabalho encerrou com saldo negativo de 448 mil vagas – quase metade dessas vagas vem do comércio: 228 mil, segundo dados do Ministério do Trabalho. O número de lojas fechadas entre 2015 e 2016, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), passou dos 200 mil estabelecimentos, acompanhado da escalada de pedi- dos e decretos de falência e recuperações judiciais. Apesar da crise, porém, e dos duros desafios postos à mesa, o potencial do varejo é seu maior trunfo. O setor é o maior empregador privado do País e continua a ganhar espaço em meio a um cenário de profunda recessão. Se antes produti- vidade e eficiência eram importantes, hoje são elas que definem quem sobrevive à turbulência e quem terá sucesso quando a atividade econômica for retomada. O varejo pode ser identificado como o núcleo de uma economia. É o setor responsável por unir dois elos da cadeia de consumo: os produtores, geralmente da indústria, e os con- sumidores. Além de permitir a interação entre esses atores, é também responsável pelo sortimento de produtos disponíveis para comercialização, o que abre grandes oportunidades e no- vos mercados dentro daqueles que já se consolidaram. Não é apenas a indústria e as universidades e institutos de pesquisas que lideram a inovação, embora sejam os campos tradicionais do desenvolvimento de novas ideias. O varejo é, hoje, uma nova fronteira para a disrupção. E o que não falta ao setor é espaço para se expandir. Apenas para ilustrar, em 2016, ano de crise aguda, o consumo RANKING NOVAREJO 11
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    CONCEITOS VAREJO O varejo incluitodas as atividades relativas à venda de bens e serviços diretamente aos consumidores finais para uso pessoal,se- gundo Philip Kotler, professor de Marketing da Kellogg Graduate School of Management. Considerando essa definição, varejista é qualquer instituição que tenha como atividade a venda de produ- tos ou serviços ao consumidor final, não importa qual seja o canal utilizado para isso.Toda transação que ocorre em uma loja, na in- ternet, por telefone, televisão ou na casa do consumidor, envolven- do atividades relacionadas à venda direta de produtos e serviços aos consumidores finais, para uso pessoal, não relacionado a negócios, caracteriza-se como varejo. Para Juracy Gomes Parente, professor do Departamento de Mercadologia da FGV-EAESP, o varejo consiste em todas as atividades que englobam o processo de venda de produtos e serviços para atender a uma necessidade pessoal do consumidor final. PIBDOVAREJOBRASILEIRO O cálculo do PIB do varejo brasileiro é baseado no con- sumo final das famílias, um dos componentes do PIB do País. Sua identidade macroeconômica básica é dada por: PIB = C + I + G + X – M Em que: C – Representa o consumo privado ou consumo final das famílias I – É a totalidade de investimentos realizada no período G – Corresponde aos gastos do governo X – É o volume de exportações M – É o volume de importações O consumo final das famílias diz respeito aos gastos para a aquisição de bens ou serviços, ou seja, refere-se a tudo o que as famílias gastaram no ano, seja na compra de uma geladeira, seja na compra de produtos de higiene pessoal,medicamentos,alimentação fora de casa ou materiais para construção e reforma da casa.E todos esses são produtos consumidos por meio do varejo. Dessa forma,o consumo final das famílias é utilizado neste estudo para o cálculo do PIB do varejo brasileiro, sendo ambos os valores equivalentes entre si. FATURAMENTOLÍQUIDO Faturamento líquido da empresa é o faturamento bru- to proveniente da venda de produtos e serviços e da revenda de mercadorias, mais crédito-prêmio de IPI, deduzidos dos impostos incidentes sobre as vendas, ou seja, aqueles que guardam propor- cionalidade com o preço de venda (ICMS, PIS/PASEP sobre fa- turamento, COFINS etc.), IPI, vendas canceladas, abatimentos e descontos incondicionais. O faturamento líquido é calculado da seguinte forma: FATURAMENTO BRUTO (vendasdeprodutos+vendasdemercadorias+prestaçãodeserviços) (-) DEDUÇÕES DO FATURAMENTO BRUTO (devoluções de vendas,abatimentos,impostos e contribuições incidentes sobre vendas) = FATURAMENTO LÍQUIDO CRESCIMENTODOFATURAMENTO O indicador mensura a evolução do faturamento líqui- do da empresa em relação ao ano anterior. O cálculo é feito da seguinte forma: Crescimento do faturamento = (faturamento líquido 2016/ faturamento líquido 2015)-1 RENTABILIDADEPORLOJA O conceito de rentabilidade por loja é apresentado neste material para fins de análise e não representa o valor real da rentabi- lidade em cada loja da empresa.Ele representa o faturamento médio produzido por loja,ou seja,o quão rentável é cada loja.O indicador foi calculado da seguinte forma: Rentabilidade por loja = faturamento líquido/número de lojas VARIAÇÃODARENTABILIDADEPORLOJA A variação da rentabilidade por loja mensura quanto a ren- tabilidade por loja da empresa cresceu ou diminuiu de 2015 para 2016.O indicador é calculado da seguinte forma: Variação da rentabilidade por loja = (rentabilidade por loja 2016/rentabilidade por loja 2015) – 1 PRODUTIVIDADEPORFUNCIONÁRIO O conceito de produtividade por funcionário foi desenvol- vido apenas para a geração das análises e não representa o valor real da produtividade dos funcionários da companhia. Ele representa quanto cada funcionário teria gerado de faturamento para a empre- sa,em média.O indicador é calculado da seguinte forma: Produtividade por funcionário = faturamento líquido/número de funcionários VARIAÇÃODAPRODUTIVIDADE PORFUNCIONÁRIO A variação da produtividade por funcionário mensura quanto a produtividade do colaborador da empresa cresceu ou dimi- nuiu de 2015 para 2016.O indicador é calculado da seguinte forma: Variação da produtividade por funcionário = (produtividade porfuncionário2016/produtividadeporfuncionário2015)-1 12
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    EBITDA EBITDA representa olucro da companhia antes de ju- ros,impostos,depreciação e amortização.É um indicador financeiro bastante utilizado pelas empresas de capital aberto e pelos analistas de mercado.De forma geral,o EBITDA representa a geração ope- racional de caixa da companhia,ou seja,o quanto a empresa gera de recursos apenas em suas atividades operacionais, sem considerar os efeitos financeiros e de impostos.Esse indicador é usado pelos ana- listas para estimar a geração de caixa operacional pela companhia. O conceito de EBITDA utilizado neste material é o de- finido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A CVM editou no dia 04/10/2012 a Instrução 527/12, que dispõe sobre a divulgação voluntária de informações de natureza não contábil, como o EBITDA.O objetivo da Instrução é uniformizar a divulga- ção desses dados, a fim de melhorar o nível de compreensão dessas informações e torná-las comparáveis entre as companhias abertas. LUCROLÍQUIDO(PREJUÍZOLÍQUIDO) O lucro líquido representa o lucro restante depois que todo o custo e as despesas (incluindo impostos) foram deduzidos do fa- turamento total em um determinado período.Se o resultado é posi- tivo,chamamos de lucro; se é negativo,de prejuízo. PARTICIPAÇÃODECAPITAISDETERCEIROS (GRAUDEENDIVIDAMENTO) A composição dos recursos da empresa pode abranger tanto recursos de terceiros, como recursos próprios. Este indicador apresenta uma medida comparativa entre o volume de recursos de terceiros e recursos próprios.O ideal é que o valor seja o menor pos- sível.O cálculo deste indicador se dá pela seguinte fórmula: Participação de capitais de terceiros = (Capitais de terceiros/ Patrimônio Líquido) x 100 COMPOSIÇÃODOENDIVIDAMENTO Asobrigaçõesda empresasão classificadasno balanço patri- monial em dois grupos,os de curto prazo (Passivo Circulante) e os de longo prazo (Exigíveis a Longo Prazo). A composição do endivida- mento é de grande importância para a empresa,uma vez que,quanto maior o valor do índice,maior parte das obrigações a empresa terá de pagar no curto prazo.O cálculo se dá pela seguinte fórmula: Composição do Endividamento = (Passivo Circulante/ Capitais deTerceiros) x 100 IMOBILIZAÇÃODOPATRIMÔNIOLÍQUIDO A aplicação dos recursos da empresa em ativos perma- nentes (de baixa liquidez) é relevante, uma vez que, destinada grande parcela de capital próprio para tal finalidade, pouco fica disponível para financiar o ativo circulante. Se grande parte dos recursos se imobiliza com ativos permanentes, a empresa começa a depender de capital de terceiros para financiar sua atividade. A fórmula do cálculo é: Imobilização de Patrimônio Líquido = (Ativo Permanente/ Patrimônio Líquido) x 100 IMOBILIZAÇÃODOSRECURSOS NÃOCORRENTES Este indicador, assim como o descrito acima, faz a análise da imobilização dos passivos,incluindo,além dos recursos próprios, os recursos de terceiros de longo prazo. O financiamento dos ati- vos permanentes com recursos de terceiros não se faz um problema, desde que a vida útil do ativo e o prazo do financiamento sejam compatíveis.O cálculo é realizado pela seguinte fórmula: Imobilização de Recursos não Correntes = [Ativo Permanente/ (Patrimônio Líquido + Exigível a Longo Prazo)] x 100 LIQUIDEZGERAL A liquidez geral diz respeito à capacidade que a empresa tem (em termos de ativos não permanentes) de cumprir suas obri- gações.O cálculo da liquidez é realizado da seguinte forma: Liquidez Geral = (Ativo Circulante + Realizável a Longo Prazo)/(Passivo Circulante + Exigível a Longo Prazo) LIQUIDEZCORRENTE Este indicador avalia a capacidade de quitar as dívidas de curto prazo com os recursos de elevada liquidez. Quanto maior o valor do indicador,mais confortável a situação da empresa para ma- nejar prazos.O cálculo é realizado da seguinte forma: Liquidez Corrente = Ativo Circulante/Passivo Circulante LIQUIDEZSECA O Índice de Liquidez Seca leva em conta apenas os ativos circulantes,excluídos os estoques,devido a diversos riscos associados a eles, assim como a relativa incerteza de sua liquidez. Ressalta-se que a análise individual deste indicador não é de grande valia, pois existe uma faixa neutra que parte de um valor inferior (não determi- nado) até 1 que não traz grandes conclusões. Acima desta faixa há melhora da situação financeira da empresa e abaixo há piora. Liquidez Seca = (Ativo Circulante – Estoques)/ Passivo Circulante Para a padronização dos cálculos,esta forma é uma simpli- ficação das apresentadas nas literaturas. GIRODOATIVO O Giro do Ativo faz a relação direta da quantidade ven- dida pela empresa com o montante investido. De forma genérica, pode se falar que este indicador mede o desempenho comercial da empresa.Sua análise se torna mais completa quando realizada com a Margem Líquida, explicada a seguir. Isso se dá, principalmente, pelo fato de que algumas empresas podem optar por vender menos RANKING NOVAREJO 13
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    produtos a umpreço superior,o que permite uma margem de lucro maior,apesar de um baixo giro de capital.O Giro do Ativo é calcu- lado da seguinte forma: Giro do Ativo = Vendas Líquidas/Ativo MARGEMLÍQUIDA A margem líquida aponta o percentual das vendas que re- sultaram em lucro líquido. Pode ocorrer casos em que estes indica- dores apresentem valores negativos,configurando,assim,o prejuízo da empresa.O cálculo é realizado da seguinte forma: Margem Líquida = (Lucro Líquido/Vendas Líquidas) x 100 RENTABILIDADEDOATIVO O retorno mensurado em relação ao montante total in- vestido (Ativo) é uma medida do potencial de geração de lucros da empresa.Seu cálculo se dá por: Rentabilidade do Ativo = (Lucro Líquido/Ativo) x100 RENTABILIDADEDOPATRIMÔNIOLÍQUIDO A rentabilidade do Patrimônio Líquido traz a rentabilida- de do capital próprio investido, podendo servir de medida compa- rativa a outras opções de investimento disponíveis no mercado.Seu cálculo é dado por: Rentabilidade do Patrimônio Líquido = {Lucro Líqui- do /[(Patrimônio Líquido em 31/12/2015 + Patrimônio Líquido em 31/12/2016)/2]} x100 CRITÉRIOS CLASSIFICAÇÃO A classificação dos grupos e das empresas varejistas no Ranking foi baseada no faturamento líquido. Quando da im- possibilidade de encontrar o faturamento líquido, foi utilizado o faturamento bruto. Nos casos de faturamentos iguais, o segundo critério utilizado na classificação das empresas foi o número de lojas. E, em terceiro lugar, foi considerado o número de funcionários. DADOS Os dados utilizados neste material referem-se ao final do exercício de 2016, apenas das operações no Brasil. O faturamento é o contabilizado e registrado pela empresa no referido exercício. O número de lojas e funcionários corresponde ao que a empresa possuía em 31/12/2016. Esse critério foi adotado para permitir que os cálculos de crescimento, rentabilidade por loja e produti- vidade por funcionário fossem realizados utilizando uma mesma base e que as análises e os insights gerados a partir deles tivessem consistência e validade. Além disso, sempre que possível, foram utilizados apenas os dados das operações de varejo das empresas, nos casos em que estas atuam em mais de um ramo de atividade. ESTRUTURA O Ranking NOVAREJO Brasileiro 2017 é constituí- do por duas partes. A primeira apresenta o ranking geral dos 350 maiores grupos varejistas do País, trazendo dados, como faturamento líquido do exercício de 2016, crescimento do faturamento, nú- mero de lojas, número de funcionários, sede (cidade e Estado), presidente ou principal executivo e bandeiras com que operam. O ranking geral utiliza a abordagem de grupos ou, quando não pertencente a nenhum grupo, de empresas indivi- duais.Dessa forma,esse ranking é constituído tanto por grupos como o GPA, como por empresas, como a C&A. Na segunda parte deste material, são apresentados os rankings por segmento. Nesses rankings, os grupos que atu- am em mais de um segmento de varejo foram desmembrados em suas respectivas unidades de negócio. O GPA foi dividido em Multivarejo (atuação em super e hipermercados), Via Va- rejo (eletroeletrônicos e móveis), CNova (e-commerce) e Assaí (atacarejo). Por outro lado, os grupos cujas unidades de negócio possuem atuação no mesmo segmento foram mantidos unifi- cados nos rankings por segmento.Este é o caso do Grupo Boti- cário, em que O Boticário, quem disse, berenice?, Eudora e The Beauty Box atuam no segmento de cosméticos e perfumaria. Por fim, é importante mencionar que nem todas as empresas que constam do ranking geral estão presentes nos rankings setoriais. Para a elaboração de um ranking setorial, é necessária uma amostra de, no mínimo, cinco empresas repre- sentativas que atuem no mesmo segmento. O Ranking NOVAREJO Brasileiro 2017 também conta com cinco seções de análises sobre o varejo: 1. Cenário: o Brasil e o Varejo em 2017 2. Insights: o Varejo em Dez Dimensões 3. Análises Setoriais 4. Na Bolsa: Fechadas para a Crise 5. Perspectivas do Varejo Pelo Mundo 6. Conclusões: os Insights por Trás dos Dados METODOLOGIA ESCOPO Para a realização de um trabalho consistente e estru- turado que permitisse a realização de cruzamentos e análises relevantes para o mercado, foram identificados e utilizados neste material os principais segmentos do varejo, devido à sua 14
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    relevância no faturamentodo setor. Sem isso, não seria possível cumprir o principal objetivo deste estudo – prover o mercado de análises e insights valiosos. Em vista deste escopo,os rankings presentes neste mate- rial não priorizaram somente o tamanho das empresas. Para que a realização das análises fosse possível e tivesse representatividade para os segmentos abordados, além do tamanho da empresa tam- bém houve a preocupação de garantir que cada segmento fosse representado por, no mínimo, seus cinco maiores players, mesmo que estes não fossem tão representativos em termos de tamanho para o varejo geral. Dessa forma, nos rankings geral e setorial há empresas que não estão entre as maiores do País, mas que estão entre as maiores de seu segmento de atuação. Os grupos e as empresas presentes neste material fo- ram levantados por meio de questionários primários, de edi- ções da revista NOVAREJO, de dados de associações setoriais e instituições do varejo e de outros rankings do mercado, fontes secundárias especializadas, além de estimativas de faturamento baseadas em projeções de crescimento divulgadas pelas pró- prias empresas também nas fontes mencionadas. SEGMENTOS O Ranking NOVAREJO Brasileiro 2017 aborda 12 seg- mentos. Devido à semelhança de formatos de negócio e de pro- dutos comercializados, alguns segmentos foram agrupados na sua apresentação e análises.Os segmentos avaliados são os seguintes: 1. Atacarejo e Cash & Carry 2. Calçados 3. Casa & Decoração 4. E-commerce 5. Eletroeletrônicos e Móveis 6. Farmácias, Cosméticos e Perfumaria 7. Livrarias e Papelarias 8. Materiais de Construção 9. Óticas 10. Redes Alimentícias e Fast-food 11. Super e Hipermercados 12. Vestuário e Lojas de Departamento É importante ressaltar que o segmento de E-commer- ce é contemplado apenas por empresas de e-commerce puro,ou seja, aquelas que iniciaram suas atividades no ambiente virtual, sem lojas físicas. LEVANTAMENTO E COLETA DE DADOS Os dados e as informações contidas neste material foram levantados e coletados por meio de fontes primárias e secundárias. Por fontes primárias, entende-se o que foi enviado por meio de questionários para as próprias empresas varejistas, tanto de capital aberto quanto de capital fechado. Nos casos de dados informados pelas companhias de capital fechado, que não divulgam seus demonstrativos de resultados, não podendo ser verificados pela equipe do Centro de Inteligência Padrão – CIP, eles são responsabilidade da própria empresa que os en- viou. Nesse sentido, todas as empresas que enviaram seus dados via questionário para este estudo concordaram com o Termo de Responsabilidade dele constante, que segue: O respondente deste questionário e a empresa a que repre- senta se responsabilizam pela veracidade dos dados e das informações aqui preenchidos. Isto significa que o respondente e a empresa são responsáveis por garantir que os dados e as informações presentes neste questionário e entregues à equipe do Centro de Inteligência Padrão – CIP são os oficiais da empresa e, portanto, verdadeiros. Os dados informados pelas companhias de capital aberto, além de contarem com o Termo de Responsabilidade, também foram comparados com os dados e as informações contidos nos demonstrativos de resultados e relatórios anuais publicados pela empresa. Além disso, como poucas empresas são de capital aberto, houve a necessidade de recorrer a fontes secundárias especializadas para obter as informações faltantes. Esses dados são considerados aproximados, em vista da impossibilidade de serem verificados. Também há dados estimados, valendo-se da utilização de valores do dólar comercial e do euro para cálculo dos faturamentos líquidos. Foram levantados dados para o ranking em si e para as análises. Os dados apresentados no ranking são considerados básicos. Por outro lado, também foram levantados dados consi- derados mais estratégicos e que são utilizados apenas de forma consolidada para fins de análises e geração de insights. Alguns desses dados são EBITDA, lucro líquido, CAPEX, expansão, investimentos em lojas,gestão de risco,planejamento estratégi- co, turnover, benefícios oferecidos a colaboradores, investimen- tos em TI (Tecnologia da Informação), gestão do atendimento, taxa de conversão do e-commerce, entre outros. O Ranking NOVAREJO Brasileiro 2017 conta mais uma vez com dados inéditos gerados pela Serasa Experian a partir de uma amostra de mais de 3.000 empresas dos 12 segmentos analisados neste ranking.Para serem contempladas,foram selecio- nadas empresas com balanços válidos e encerrados em 31/12/2015 e 31/12/2016, com ativo total ou faturamento anual acima de R$ 25 milhões, constantes da base da empresa em julho de 2016. A partir dessa base, foram calculados os principais indicadores eco- nômico-financeiros, como evolução real de vendas, margem EBI- TDA, endividamento e, também, indicadores de risco, como a probabilidade de inadimplência. Este conteúdo inédito vem enri- quecer e aprimorar as análises propostas neste ranking e contribuir para a consecução do propósito deste material: prover ao mercado o mais completo panorama do setor varejista no País. RANKING NOVAREJO 15
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    16 O BRASIL E OVAREJO EM 2017 CENÁRIO:
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    RANKING NOVAREJO 17 O Brasilapresenta um mercado consumidor com enorme potencial, tanto para o empresariado nacional quanto para investidores estrangeiros interes- sados em expandir suas operações para os mercados emergentes. Para termos uma ideia dessa grandeza,historicamente,o consumo das famílias brasileiras represen- ta algo em torno de 60% a 65% do Produto Interno Bruto (PIB),conforme mostra o gráfico 1. Hoje, estamos entre os dez maiores países consumidores do mundo, e a expectativa é de que até 2030 o País esteja entre os top 5 globais. Antes da crise político-econômica que assola o País desde o final de 2014, a economia brasileira investiu em instrumentos de estímulo ao consumo, como o au- mento da distribuição de renda e da renda per capita, abrindo espaço para a entrada de milhões de brasileiros no mercado consumidor. RANKING NOVAREJO O varejo sentiu o peso da crise nos últimos dois anos. Mas os números mostram que a fase mais aguda da recessão ficou para trás. Entenda o cenário e as expectativas para o setor 17 POR DANIEL HERNANDES
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    18 Além disso, nesseperíodo, o Brasil passou por um crescimento qualitativo e quantitativo da força de trabalho, que esti- mulou aumentos de produtividade em diversos setores da economia, incluindo o varejista. No entanto, desde a eclosão da crise, fatores determinantes para a expansão da atividade comercial foram fragilizados. Entre eles, a confiança para fazer novos negócios e a capacidade das instituições públicas de promover o correto funcionamento da economia. O resultado foi uma queda no PIB de 3,8% em 2015, seguida de outra de 3,6% em 2016. Nas páginas a seguir, veremos mais detalhes da situação atual da economia brasileira, que busca trilhar um caminho de recuperação já no ano de 2017. ATIVIDADE ECONÔMICA O gráfico 2 ilustra a variação do PIB e do consumo das famílias brasileiras nos últimos cinco anos. Depois de taxas de crescimento do PIB de 1,9%, 3% e 0,5% entre 2012 e 2014, a trajetória de expansão econômica foi interrompida. Note que o consumo, principal componente do PIB, apresentou as mesmas tendências no período, e experimentou quedas de 3,9% e de 4,3% no final de 2015 e 2016, respectivamente. A análise do comportamento das curvas traz reflexões mistas, porém otimistas: continuamos em recessão, pois permane- cemos no território de variação negativa, tanto do PIB quanto do consumo no final do primeiro trimestre de 2017. No entanto, a inflexão das curvas iniciada no segundo trimestre de 2016 indica que a fase mais crítica da crise ficou para trás, abrindo espaço para o atual processo de recuperação econômica. Vale mencionar os efeitos do direito ao saque dos saldos das contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia do Tem- po de Serviço) no primeiro semestre de 2017: do total de R$ 43 bilhões previstos para saque ao longo do ano, 40% seriam destinados à quitação de dívidas e outros 13% ao consumo – representando uma injeção de R$ 12 bilhões a R$ 16 bilhões no comércio varejista. EVOLUÇÃO DO CONSUMO DAS FAMÍLIAS (percentual em relação ao PIB) 66% 65% 64% 63% 62% 61% 60% 59% (%DOPIB-VALORESNOMINAIS) 2010T1 2010T4 2011T3 2012T2 2013T1 2013T4 2014T3 2015T2 2016T1 2016T4 FONTE: IBRE/FGV | ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP Gráfico 1 - Evolução do Consumo das Famílias
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    RANKING NOVAREJO 19 Os trêsprincipais segmentos de atividade – a indústria, o comércio e os serviços – foram afetados com bas- tante intensidade durante os últimos dois anos de crise. A variação do Índi- ce de Volume de Comércio, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por exemplo, apre- sentou uma variação negativa absoluta de 14% entre abril de 2013 e julho de 2016, saindo de um crescimento de 7% para uma retração equivalente de 7% no período. O Índice de Volume de Servi- ços e o Índice de Produção Industrial, analogamente, apresentaram variações negativas aproximadas de 9% e 11% no mesmo período. Felizmente, essa trajetória re- cessiva pode estar com seus dias con- tados, com base no comportamento das curvas a partir do segundo semes- tre de 2016, como mostra o gráfico 3. Ao que tudo indica,as empresas que se organizaram, promoveram melhorias estruturais e tiveram a competência de passar por esses anos de turbulência serão recompensadas com aumento de faturamento no futuro próximo. No entanto, muitas empresas não sobreviveram à tempestade: da- dos da Serasa Experian apontam que 1.287 empresas entraram com pedido de recuperação judicial em 2015 – um aumento de 55,4% em relação ao ano anterior. Adicionalmente, o número de empresas que decretaram falência aumentou 16,4% no mesmo período. O ano de 2016 seguiu trajetória pare- cida, com 1.863 pedidos de recupera- ção judicial – aumento de 44,8% em relação ao ano anterior – e um aumen- to de falências na ordem de 12,2% no mesmo período. Gráfico 2 - Evolução do PIB e do Consumo das Famílias FONTE: IBGE | ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP EVOLUÇÃO DO PIB E DO CONSUMO DAS FAMÍLIAS (variação dos últimos 4 trimestres, em relação aos 4 trimestres imediatamente anteriores) 4% 2% 0% -2% -4% -6% (%) 1ºTrim.2012 3ºTrim.2012 1ºTrim.2013 3ºTrim.2013 1ºTrim.2014 3ºTrim.2014 1ºTrim.2015 3ºTrim.2015 1ºTrim.2016 3ºTrim.2016 1ºTrim.2017 PIB CONSUMO DAS FAMILIAS FONTE: IBGE | ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP Gráfico 3 - Evolução dos Índices de Setores Econômicos EVOLUÇÃO DOS ÍNDICES DE SETORES ECONÔMICOS (variação dos últimos 12 meses, em relação aos 12 meses imediatamente anteriores) 7% 4% 1% -2% -8% -11% (%) VOLUME DE SERVIÇO -5% VOLUME DE COMÉRCIO PRODUÇÃO INDUSTRIAL nov/12 mai/13 nov/13 mai/14 nov/14 mai/15 nov/15 mai/16 nov/16 mai/17
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    20 MERCADO DE TRABALHO ECRÉDITO O cenário se mostrou igualmen- te desafiador para as famílias nesse perí- odo de crise político-econômica. Como pode ser visto no gráfico 4, a taxa de desemprego divulgada pelo IBGE – que flutuou entre 7% e 8% entre 2012 e 2014 – subiu acentuadamente até março de 2017, atingindo uma máxima de 13,7%. Como o mercado de trabalho funciona com uma dinâmica defasada em relação às variações na atividade econômica, os sinais de recuperação devem aparecer apenas em 2018. A ampliação do mercado de tra- balho formal foi essencial para a expan- são do mercado consumidor interno nos anos pré-crise. Trabalhadores com car- teira de trabalho assinada tendem a ter rendas maiores destinadas às compras. Como pode ser visto no gráfico 5, quase 3 milhões de pessoas deixaram o merca- do formal nos últimos dois anos. Com isso em mente, é imprescindível que haja uma recuperação da oferta de postos for- mais para que o mercado consumidor in- terno atinja seu potencial. Além de depender da geração de mais empregos, a recuperação do merca- do interno também depende da melhoria de renda da população. Em cenários de incerteza no mercado de trabalho, como vivemos atualmente, é comum que pes- soas empregadas se comportem como se estivessem desempregadas, limitando seus gastos ao máximo. Dados da CNC (Confedera- ção Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) mostram que o percentual de famílias endividadas (grá- fico 6) diminuiu ao longo dos últimos dois anos, saindo de 62,4% em maio de FONTE: IBGE | ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP Gráfico 5 - Emprego com Carteira Assinada EMPREGO COM CARTEIRA ASSINADA 36.100 EMMILHARESDEPESSOAS Gráfico 4 - Evolução do Rendimento Real e Taxa de Desemprego EVOLUÇÃO DO RENDIMENTO REAL E TAXA DE DESEMPREGO FONTE: IBGE | ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP 2.200 RENDIMENTOMENSAL(R$) RENDIMENTO MÉDIO (COMÉRCIO) RENDIMENTO MÉDIO TAXA DESEMPREGO 2.100 2.000 1.900 1.800 1.700 1.600 14 13 12 11 10 9 8 7 6 TAXADEDESOCUPAÇÃO(%) abr/12 ago/12 dez/12 abr/13 ago/13 dez/13 abr/14 ago/14 dez/14 abr/15 ago/15 dez/15 abr/16 ago/16 dez/16 abr/17 35.600 35.100 34.600 34.100 33.600 33.100 fev/15 abr/15 jun/15 ago/15 out/15 dez/15 fev/16 abr/16 jun/16 ago/16 out/16 dez/16 fev/17 abr/17
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    21 2015 para 57,6%em maio desse ano. Levando em consideração a fragilida- de do mercado de trabalho, tudo indica que essa diminuição esteja relacionada à queda de consumo das famílias. Considerando as famílias que estão endividadas, o número daque- las com contas atrasadas (gráfico 7) aumentou consideravelmente nesse mesmo período, saindo de 33,8% para 42,1%. Na mesma linha, o número de famílias com contas atrasadas, que fi- caram sem condições de pagar (gráfi- co 8), foi bastante semelhante, ou seja, também aumentou. Uma das saídas para sobreviver aos momentos de turbulência é recor- rer ao crédito. Essa é uma opção viável e funciona em muitos países do mundo, mas no Brasil o custo de financiamen- to é muito alto. Tanto as empresas, que precisam de capital de giro para manter sua operação em funcionamento, como o consumidor, que precisa de crédito para manter suas contas em dia, pode- riam manter a máquina girando se os prêmios de risco, ou seja, os juros, fos- sem menores, tornando o sistema de crédito funcional e sustentável. Os gráficos 9 e 10 mostram a evolução dos juros médios de alguns ins- trumentos de crédito – cheque especial, crédito não consignado, cartão de crédi- to, capital de giro rotativo – praticados pelas instituições financeiras brasileiras. Perceba o comportamento das curvas: conforme a crise se aprofun- da entre 2015 e 2016, as taxas médias aumentam drasticamente. O caso mais contundente é o do cheque especial, cujos juros praticamente dobram no período analisado, saindo de aproxi- madamente 170% ao ano para 330% a Gráfico 6 - % Famílias Endividadas FONTE: CNC | ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP FAMÍLIASENDIVIDADAS (% do total de famílias) 67% 63% 59% 55% mai/12 nov/12 mai/13 nov/13 mai/14 nov/14 mai/15 nov/15 mai/16 nov/16 mai/17 Gráfico 7 - Percentual de famílias com Contas Atrasadas FONTE: CNC | ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP COM CONTAS ATRASADAS (% dos endividados) 44% 29% mai/12 nov/12 mai/13 nov/13 mai/14 nov/14 mai/15 nov/15 mai/16 nov/16 mai/17 39% 34% Gráfico 8 - Percentual de Famílias Sem Condições de Pagar FONTE: CNC | ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP SEM CONDIÇÕES DE PAGAR (% do total de famílias) 41% 37% 33% 29% mai/12 nov/12 mai/13 nov/13 mai/14 nov/14 mai/15 nov/15 mai/16 nov/16 mai/17
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    22 340% ao ano.Com isso, pessoas físicas e jurídicas em situação de fragilidade financeira acabam assumindo dívidas cada vez mais difíceis de quitar, gerando um ciclo vicioso que envolve aumento da inadimplência e dos juros. Quando o preço dos empréstimos sufoca demais o tomador, é natural que as taxas de inadimplência aumentem, e no caso brasileiro esse processo tende a se retroalimentar. No gráfico 11, é possível observar essa tendência tanto no caso da carteira de crédito de pessoas jurídicas, quanto no de pessoas físicas. Note que o aumento progressivo da carteira de crédito da pessoa jurídica (PJ) cessou no início de 2016,saindo de um patamar de aproximadamente 29% do PIB para um pouco mais de 23% em abril de 2017. Um dos componentes que ajudam a entender essa dinâmica é justamente o aumento da inadimplência da carteira ini- ciado na virada de 2014 para 2015.A carteira de crédito da pessoa física (PF) apresentou a mesma tendência,mas de modo bem mais suave. Afinal, o consumidor tem mais facilidade para adaptar seus gastos em períodos de crise do que as empresas,que possuem obri- gações e contratos com fornecedores,funcionários etc. Gráfico 9 – Evolução dos Juros Médios para Pessoa Física FONTE: BCB | ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP EVOLUÇÃO DOS JUROS MÉDIOS PARA PESSOA FÍSICA 330 abr/11 out/11 abr/12 abr/13 out/13 abr/14 out/14 abr/15 out/15 abr/16 out/16 out/12 abr/17 280 230 180 130 (%AAA-CHEQUEESPECIAL) (%AA-CARTÃO&NÃOCONSIGNADO 150 130 110 90 70 50 NAO CONSIGNADOCHEQUE ESPECIAL CARTÃO DE CRÉDITO TOTAL Gráfico 10 – Evolução dos Juros Médios para Pessoa Jurídica FONTE: BCB | ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP EVOLUÇÃO DOS JUROS MÉDIOS PARA PESSOA JURÍDICA 340 abr/11 out/11 abr/12 abr/13 out/13 abr/14 out/14 abr/15 out/15 abr/16 out/16 out/12 abr/17 300 260 220 180 (%A.A.-CHEQUEESPECIAL) (%A.A.-CARTÃO&GIROROTATIVO 120 100 80 60 40 20 CARTÃO DE CRÉDITO TOTALCHEQUE ESPECIAL CAPITAL DE GIRO ROTATIVO 140
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    RANKING NOVAREJO 23 EXPECTATIVAS DE RECUPERAÇÃO Astão aguardadas mudanças políticas realizadas no meio de 2016 e o encaminhamento das reformas traba- lhista e previdenciária ao Congresso, no primeiro semestre de 2017, trouxeram uma perspectiva positiva para o empre- sariado brasileiro. Desde então, todos os componentes do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) – que mensura também as expectativas, os investimentos e as condições atuais do comércio – divulgado pela CNC apre- sentaram forte tendência de recuperação. Veja o gráfico 12, que ilustra o otimis- mo do empresariado nacional, que ficou em longo compasso de espera por avan- ços nas esferas política e econômica. No mesmo gráfico, perceba que o Índice de Confiança do Consumidor, divulgado pela FGV, segue uma tendência muito parecida no período analisado. Além da agenda política e das reformas, outro fator que impulsiona as ex- pectativas positivas é a estabilização de duas importantes variáveis macroeconômicas: 1. A taxa de juros Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia), depois de permanecer no patamar de 14,25% ao ano durante mais de um ano, começou a ser flexibilizada em novembro de 2016. Com o objetivo de estimular a atividade econômica e o investimento produtivo, na reunião do COPOM (Co- mitê de Política Monetária) dos dias 30 e 31 de maio, as autoridades reduziram a taxa básica novamente, para 10,25% ao ano, dando continuidade à política mo- netária expansionista. FONTE: BCB/FGV | ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP Gráfico 11 – Evolução da Carteira de Crédito e Inadimplência EVOLUÇÃO DO CRÉDITO E INADIMPLÊNCIA 29 abr/11 out/11 abr/12 abr/13 out/13 abr/14 out/14 abr/15 out/15 abr/16 out/16 out/12 abr/17 (CARTEIRADECRÉDITO-%PIB) (INADIMPLÊNCIA-%) 6 INADIMPLÊNCIA CARTEIRA DE CRÉDITO PJ CARTEIRA DE CRÉDITO PJ CARTEIRA DE CRÉDITO PF INADIMPLÊNCIA CARTEIRA DE CRÉDITO PF 27 5 25 4 23 3 21 219 FONTE: CNC/FGV| ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP Gráfico 12 – Índices de Confiança do Empresário do Comércio e do Consumidor EVOLUÇÃO DO ÍNDICE DE CONFIANÇA DO EMPRESÁRIO DO COMÉRCIO E DE CONFIANÇA DO CONSUMIDOR 132 mar/11 ICEC&ICC ÍNDICE DE CONFIANÇA DO CONSUMIDORICEC 120 108 96 84 72 60 ago/11 jan/12 jun/12 nov/12 abr/13 set/13 fev/14 jul/14 dez/14 mai/15 out/15 ago/16 jan/17 mar/16
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    24 2. O IPCA(Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) – que ex- trapolou a meta de inflação estabelecida pelo Banco Central (BCB) para o ano de 2015, quando fechou em 10,67% – está abaixo do centro da meta de 2017, de 4,5% ao ano, com intervalo de tolerân- cia de 1,5% a.a. para cima ou para bai- xo. A divulgação feita pelo IBGE para o mês de maio, de 3,6% acumulado em 12 meses, foi a menor taxa desde 2007 no Brasil. O cenário prospectivo é positivo, segundo os dados extraídos do Sistema de Expectativas de Mercado do Banco Central apresentados na tabela 1. Apesar de a previsão de crescimento do PIB em 2017 ter caído de 1,3% em julho de 2016 para 0,41% em junho de 2017,– fruto do prolongamento das indefinições políticas e do risco de as reformas não avançarem como esperado – as expectativas de cres- cimento para 2018 e 2019 continuam em torno de 2,3% e 2,5%, respectivamente. Além disso, as expectativas apon- tam para o IPCA dentro das metas de in- flação durante os próximos três anos, pela redução dos preços administrados por con- trato e monitorados,e para uma redução um pouco mais gradual da taxa de juros Selic. Com o cenário econômico está- vel, a tendência é de retomada conjunta da atividade econômica, dos investimen- tos e do mercado de trabalho. Como o mercado consumidor brasileiro tem um potencial enorme, e esteve um pouco adormecido nos últimos tempos, os pró- ximos anos tendem a ser frutíferos para o comércio varejista brasileiro. Dados da CNC mostram que os consumidores estão em processo de re- versão de comportamento, aumentando suas intenções de consumo, como pode ser visto no gráfico 14, que mostra a evo- lução do Índice de Intenção de Consu- mo das Famílias (ICF). FONTE: BCB | ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP Gráfico 13 – Evolução do IPCA e da Meta Selic EVOLUÇÃO DO IPCA E DA META SELIC 15 fev/15 (%) ÍNDICEDEINVESTIMENTO 180 IPCA META SELIC 15 13 9 7 5 3 160 140 120 100 jun/15 out/15 fev/16 jun/16 out/16 fev/17 jun/17 INVESTIMENTOS 11
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    RANKING NOVAREJO 25 Todos oscomponentes deste ín- dice – perspectiva profissional, emprego atual, renda atual, acesso ao crédito, nível de consumo atual, perspectiva para con- sumo e momento para aquisição de bens duráveis – apresentaram trajetórias mais otimistas, um prato cheio para as empre- sas que entraram em 2017 mais fortes, adotando mecanismos de gestão mais eficientes para alavancar seus resultados operacionais e financeiros, e preparadas para oferecer serviços cada vez mais so- fisticados para seus clientes. Gráfico 14 – Índice de Intenção de Consumo das Famílias FONTE: CNC/FGV | ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP ÍNDICE DE INTENÇÃO DE CONSUMO DAS FAMÍLIAS 137 ICF nov/11 125 113 101 89 77 65 mai/12 nov/12 mai/13 nov/13 mai/14 nov/14 mai/15 nov/15 mai/15 nov/16 mai/17 2017 2018 2019 PIB 0,41% 2,30% 2,50% IPCA 3,71% 4,37% 4,25% PREÇOS ADMINISTRADOS POR CONTRATO E MONITORADOS 5,50% 4,70% 4,50% META PARA TAXA OVER SELIC - MÉDIA DO ANO 10,28% 8,50% 8,75% PREVISÕES DO SISTEMA DE EXPECTATIVAS DO BANCO CENTRAL Tabela 1 – Previsões do Banco Central Fonte:BCB|Elaboração:CIP-CentrodeInteligênciaPadrão
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    MAIORES350 28 GRUPO/EMPRESA SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO CIDADEUF VALOR(EMR$) CRESCIMENTO (EM%) 1 GPA3 SÃOPAULO SP 64.669.000.000 -6,4 2 CARREFOUR4,5 SÃOPAULO SP 47.361.367.000 14,3 3 WALMART4,5 BARUERI SP 29.409.150.946 0,3 4 LOJASAMERICANAS-LASA3 RIODEJANEIRO RJ 18.103.512.000 1,0 5 GRUPOBOTICÁRIO4 SÃOJOSÉDOSPINHAIS PR 11.600.000.000 16,0 6 RAIADROGASIL3 SÃOPAULO SP 11.256.565.000 24,8 7 MAGAZINELUIZA3 SÃOPAULO SP 9.031.300.000 5,1 8 CENCOSUDBRASIL4,5 NOSSASENHORADOSOCORRO SE 8.601.070.561 -4,7 9 MAKRO4 SÃOPAULO SP 8.202.849.433 13,2 10 DROGARIASDPSP3 SÃOPAULO SP 7.935.754.000 13,8 11 DIA%4,5 SÃOPAULO SP 7.162.377.000 16,5 12 GRUPOMATEUS4,5 SÃOLUIS MA 6.485.540.199 55,2 13 RENNER3 PORTOALEGRE RS 6.451.578.000 5,0 14 C&A1,4 SÃOPAULO SP 6.326.584.578 7,0 15 MÁQUINADEVENDAS4 SÃOPAULO SP 6.300.000.000 -11,0 16 RIACHUELO3 SÃOPAULO SP 5.921.600.000 7,5 17 FARMÁCIASPAGUEMENOS3 FORTALEZA CE 5.542.343.000 11,3 18 SUPERMUFFATO4,5 CASCAVEL PR 5.078.135.479 24,0 19 SUPERMERCADOSBH4,5 BELOHORIZONTE MG 4.965.052.560 25,0 20 SUPERMERCADOZAFFARI3 PORTOALEGRE RS 4.958.000.000 14,1 21 AGP4,5 CAMPOGRANDE MS 4.840.262.600 24,6 22 GRUPOADEO3 (LeroyMerlin) SÃOPAULO SP 4.718.700.000 5,0 23 MCDONALD’S3 BARUERI SP 4.344.352.000 -18,3 24 LOJASHAVAN4 BRUSQUE SC 4.000.000.000 -1,8 25 SUPERMERCADOCONDOR4,5 CURITIBA PR 4.000.000.000 4,8 26 CASASPERNAMBUCANAS3 SÃOPAULO SP 3.749.885.000 -15,9 27 SONDASUPERMERCADOS3 SÃOPAULO SP 3.330.887.048 15,8 28 LOJASCEM3 SALTO SP 3.295.997.000 0,0 GRUPO/EMPRESA SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO CIDADE UF VALOR(EMR$) CRESCIMENTO (EM%)
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    RANKING NOVAREJO O faturamentodos 350 maiores varejistas que atuam no Brasil somou mais de R$493 bilhões em 2016 1.Faturamentoestimado. 2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário. 3.Faturamentoextraídodedemonstraçãocontábil. 4.Faturamentoextraídodefontessecundárias. 5.Faturamentobruto.6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa. 29 NÚMERODE LOJAS NÚMERODE FUNCIONÁRIOS PRESIDENTE/PRINCIPAL EXECUTIVO BANDEIRAS 2.150 143.000 RONALDOIABRUDI EXTRASUPERMERCADO,PÃODEAÇÚCAR,EXTRAHIPER,MINIMERCADO EXTRA,MINUTOPÃODEAÇÚCAR,CASASBAHIA,PONTOFRIO,EXTRA.COM.BR, CASASBAHIA.COM.BR,PONTOFRIO.COM,BARATEIRO.COM,PARTIUVIAGENS. COM.BR,EHUB.COM.BR,ASSAÍ,GPAMALLS 374 80.021 CHARLESDESMARTIS CARREFOUR,ATACADÃOESUPECO 480 65.229 FLÁVIOCOTINI WALMART,BIG,HIPERBOMPREÇO,BOMPREÇO,MERCADORAMA, NACIONAL,MAXXIATACADO,TODODIA,SAM’SCLUB 1.127 34.069 MIGUELGOMESGUTIERREZ LOJASAMERICANAS,AMERICANASEXPRESS,AMERICANAS.COM, SUBMARINO,SHOPTIME,SOUBARATO,INGRESSO.COM,SUBMARINO FINANCE,DIGITALFINANCEEB2WVIAGENS 3.760 7.000 ARTURGRYNBAUM OBOTICÁRIO,EUDORA,QUEMDISSE,BERENICE?ETHEBEAUTYBOX 1.420 28.878 MARCILIOD’AMICOPOUSADA DROGARAIAEDROGASIL 799 22.000 FREDERICOTRAJANOINACIO RODRIGUES MAGAZINELUIZA 211 22.839 CRISTIÁNGUTIERREZMAURER GBARBOSA,PERINI,MERCANTILRODRIGUES,BRETAS,PREZUNIC 74 9.046 MARCOSAMBROSANO MAKRO,MAKROSPECIALE,MAKROCESTAS 1.171 25.000 MARCELOMARTINELI DROGARIASÃOPAULOEDROGARIASPACHECO 1.050 10.497 FREDDYWU DIA% 37 14.338 ILSONMATEUSRODRIGUES MIXATACAREJO,ELETROMATEUS,MATEUSCARD,ARMAZÉMMATEUS, BUMBAMEUPÃO 444 18.079 JOSÉGALLÓ LOJASRENNER,CAMICADOEYOUCOM 277 16.000 PAULOCORREA C&A 800 20.000 RICARDONUNES INSINUANTE,RICARDOELETRO,CITYLAR,ELETROSHOPPINGESALFER 291 37.101 FLÁVIOROCHA RIACHUELO 952 21.225 MÁRIOQUEIROS FARMÁCIAPAGUEMENOS,PAGUEMENOSMANIPULAÇÃO 48 11.013 ÉDERSONMUFFATO SUPERMUFFATO 167 16.559 PEDROLOURENÇODEOLIVEIRA SUPERMERCADOSBH 34 11.641 CLAUDIOLUIZZAFFARI SUPERMERCADOZAFFARI,BOURBONSHOPPING 53 8.957 IGNÁCIOPEREIRA COMPER 40 9.300 ALAINRYCKEBOER LEROYMERLIN 902 50.000 PAULOCAMARGO MCDONALD’S,MCCAFÉ 94 10.000 LUCIANOHANG HAVAN 43 11.000 PEDROJOANIRZONTA SUPERMERCADOCONDOR 309 17.000 ANITALOUISEREGINAHARLEY PERNAMBUCANAS 41 9.910 NA SONDASUPERMERCADOSECOBALSUPERMERCADOS 245 9.500 NATALE DALLAVECCHIA LOJASCEM NÚMERODE LOJAS NÚMERODE FUNCIONÁRIOS PRESIDENTE/PRINCIPAL EXECUTIVO BANDEIRAS
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    30 29 ATACADISTAROLDÃO1,4 SÃOPAULO SP3.240.000.000 35,0 30 EPASUPERMERCADO4,5 BELOHORIZONTE MG 3.106.576.000 19,3 31 GRUPOHERVAL1,4 DOISIRMÃOS RS 3.000.000.000 7,1 32 GAZIN2 DOURADINA PR 2.879.412.553 3,9 33 HABIB’S1,4 ITAPEVI SP 2.837.500.000 13,5 34 ALPARGATAS3 SÃOPAULO SP 2.637.100.000 12,1 35 ANGELONI4,5 CRICIÚMA SC 2.523.479.381 5,6 36 SAVEGNAGOSUPERMERCADOS3 SERTÃOZINHO SP 2.247.882.000 15,0 37 LÍDERSUPERMERCADOS4,5 BELÉM PA 2.439.911.116 22,8 38 TENDA3 GUARULHOS SP 2.371.694.000 14,6 39 SPRINGSGLOBAL3 SÃOPAULO SP 2.311.300.000 1,9 40 MARISA3 SÃOPAULO SP 2.224.100.000 -10,4 41 COOP3 SANTOANDRÉ SP 2.166.017.000 9,7 42 DIMED3 ELDORADODOSUL RS 2.128.732.000 7,2 43 KALUNGA1,4 SÃOPAULO SP 2.100.000.000 10,5 44 SUPERNOSSO4,5 BELOHORIZONTE MG 2.054.252.752 6,0 45 SUPERMERCADOBAHAMAS4,5 JUIZDEFORA MG 2.024.512.373 18,3 46 CIDADECANÇÃO4,5 MARINGÁ PR 1.988.905.893 15,8 47 AMPMMINIMARKET1,4 RIODEJANEIRO RJ 1.968.453.180 8,9 48 DROGARIAARAÚJO4 BELOHORIZONTE MG 1.900.000.000 18,8 49 SAINTGOBAIN1,3 (Telhanorte) SÃOPAULO SP 1.367.637.040 -8,6 50 SPANIATACADISTA4,5 TAUBATÉ SP 1.875.226.642 22,7 51 GRUPOSBF3 SÃOPAULO SP 1.842.111.000 -9,5 52 SUPERMERCADOZONASUL5 RIODEJANEIRO RJ 1.798.049.549 9,6 53 CACAUSHOW2 ITAPEVI SP 1.785.924.382 18,6 54 MARTMINASATACADOEVAREJO4,5 CONTAGEM MG 1.778.403.995 36,0 55 GRUPOCARVALHO2 TERESINA PI 1.759.090.764 0,2 56 SARAIVA3 SÃOPAULO SP 1.737.563.000 -2,0 GRUPO/EMPRESA SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO CIDADE UF VALOR(EMR$) CRESCIMENTO (EM%) MAIORES350 30
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    RANKING NOVAREJO 31 30 4.000RICARDOROLDÃO ATACADISTAROLDÃO 115 11.388 JOSÉNOGUEIRASOARESNUNES EPASUPERMERCADO 198 ND AGNELOSERVER LOJASTAQI,IPLACE,MYSTERYTECH 258 7.000 OSMARAPARECIDODIANIMDELLA VALENTINA GAZIN,ATACADOGAZIN,GAZINCOLCHÕES 450 24.400 ANTÓNIOALBERTOSARAIVA HABIB’S,RAGAZZO,BOX30,PROMILAT,ICELIPS/PORTOFINO,ARABIANBREAD 535 ND MÁRCIOLUIZSIMÕESUTSCH HAVAIANAS,DUPÉ,TOPPER,RAINHA,MIZUNO,SETELÉGUAS,TIMBERLAND, MEGGASHOP,OSKLEN 27 7.349 JOSÉAUGUSTOFRETTA ELETROANGELONI,SUPERMERCADOANGELONI,FARMÁCIAANGELONI 41 7.070 SEBASTIÃOEDSONSAVEGNAGO SUPERMERCADOSAVEGNAGO,STARCINE,ROTISSERIASAVEGNAGO, AUTOPOSTOSAVEGNAGO,LABELLAPASTA,CAFÉ&CIA 22 11.505 OSMARCORRÊARODRIGUES SUPERMERCADOSLÍDER,LIDERZAN,MAGAZAN,FARMALÍDER,LÍDERSAÚDE, SUPERPONTOS,CAFÉLÍDER,CASTANHEIRASHOPPINGCENTER,FOMENTO MERCANTIL,CASTANHEIRAEMPREENDIMENTOSEPARTICIPAÇÕES, FAZENDATRÊSMARIAS 25 4.415 CARLOSSEVERINI TENDAATACADO 239 8.328 JOSUÉCHRISTIANOGOMESDA SILVA CASAMOYSÉS,MMARTAN,ARTEX,SANTISTA,SPRINGMAID,FANTASIA,ARCO IRIS,PALETTE,WABASSO,TEXMADE 398 15.000 MARCELOARAUJO MARISA 42 5.619 MARCIOFRANCISCOBLANCODO VALLE COOP,ZAPTCOOP,DROGARIASCOOP,POSTOSCOOP,COOPEMCASA.COM. BR 369 4.675 JULIOMOTTINNETO PANVELFARMÁCIAS 160 ND ROBERTOGARCIA KALUNGA 37 4.660 EULERNEJM SUPERNOSSO,REDEAPOIOMINEIRO 39 5.898 JOVINOCAMPOS SUPERMERCADOBAHAMAS,EMPÓRIOBAHAMAS,BAHAMASMIX 46 6.120 CARLOSTAVARESCARDOSO SUPERMERCADOSCIDADECANÇÃO,SUPERMERCADOSSÃOFRANCISCO, COOPERREDE 2.166 ND JERÔNIMOSANTOS AMPM 160 7.000 MODESTOARAUJONETO DROGARIAARAÚJO,ARAÚJOMANIPULAÇÃO 70 3.350 MANUELCORREA TELHANORTE,BORDIGNON,CENTERLÍDER 15 3.120 CLEBERSANTANA COMERCIALZARAGOZA 259 ND PEDROZEMEL CENTAURO,NIKESTOREEBYTENNIS 37 6.609 FORTUNATOFERNANDOLETA SUPERMERCADOZONASUL,ZONASULATENDE,MEGABOX 2.050 7.218 ALEXANDRETADEUDACOSTA CACAUSHOW,BRIGADERIA 21 3.048 MURILOMARTINSAMARAL MARTMINASATACADO&VAREJO 47 5.313 REGINALDOMOUTADECARVALHO CARVALHOMERCADÃO,CARVALHOSUPERMERCADOECARVALHOJÚNIOR 113 4.860 JORGESARAIVANETO LIVRARIASARAIVA,EDITORASARAIVA,SARAIVADIGITAL NÚMERODE LOJAS NÚMERODE FUNCIONÁRIOS PRESIDENTE/PRINCIPAL EXECUTIVO BANDEIRAS 31 1.Faturamentoestimado. 2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário. 3.Faturamentoextraídodedemonstraçãocontábil. 4.Faturamentoextraídodefontessecundárias. 5.Faturamentobruto.6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa. Cerca de 26% dos 350 maiores grupos varejistas do Brasil faturaram acima de R$ 1 Bilhão em 2016
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    32 57 GIASSISUPERMERCADOS4,5 IÇARA SC1.715.980.582 8,7 58 CLAMEDFARMÁCIAS1,4 JOINVILLE SC 1.700.000.000 22,9 59 POLISHOP1,4 JUNDIAÍ SP 1.680.000.000 12,0 60 EXTRAFARMA3,5 BELÉM PA 1.674.000.000 18,1 61 SUPERMERCADOSPAGUEMENOS4,5 NOVAODESSA SP 1.601.107.215 22,4 62 GRUPOCLAUDINO1,4 TERESINA PI 1.571.062.500 -0,2 63 GRUPODECMINAS5,4 CONTAGEM MG 1.568.888.890 9,7 64 NETSHOES4,5 SÃOPAULO SP 1.555.560.000 5,8 65 BRASILPHARMA3 SÃOPAULO SP 1.502.656.000 -37,9 66 HERING3 BLUMENAU SC 1.475.137.000 -7,2 67 SAPORE3,5 CAMPINAS SP 1.451.905.000 24,2 68 LOJASCOLOMBO53,5 FARROUPILHA RS 1.406.506.000 -9,0 69 BURGERKING3 BARUERI SP 1.400.000.000 47,4 70 FUJIOKAELETROIMAGEM3 GOIÂNIA GO 1.375.814.580 7,4 71 GRUPOTRIGO1,4 RIODEJANEIRO RJ 1.370.000.000 37,0 72 SUPERMERCADONORDESTÃO4,5 PARNAMIRIM RN 1.349.761.038 10,2 73 HORTIGILHORTIFRUTI3 CARIACICA ES 1.328.423.000 21,1 74 GRUPOZEMA1,4 ARAXÁ MG 1.319.500.000 -9,0 75 SUPERMERCADORISSUL4,5 ESTEIO RS 1.308.786.576 15,3 76 BRMANIA3 RIODEJANEIRO RJ 1.300.000.000 12,0 77 DROGARIASNISSEI1,4 CURITIBA PR 1.292.928.000 12,0 78 SELECT1 PETROLINA PE 1.288.205.312 10,4 79 DAFITIGROUP4 JUNDIAÍ SP 1.259.000.000 62,9 80 SUPERMERCADOABC4,5 DIVINÓPOLIS MG 1.245.836.353 17,5 81 AREZZO&CO3 BELOHORIZONTE MG 1.239.110.000 10,6 82 RIHAPPY3 SÃOPAULO SP 1.205.125.000 -15,6 83 BARBOSASUPERMERCADOS4,5 GUARULHOS SP 1.190.824.152 7,0 84 RESTOQUE3 SÃOPAULO SP 1.125.829.000 -5,3 85 SUPERMERCADOSIRMÃOSLOPES4,5 GUARULHOS SP 1.124.080.000 10,6 86 ATAKADÃOATAKAREJO4,5 SALVADOR BA 1.117.454.569 24,1 87 SUPERMERCADOSÃOVICENTE4,5 SÃOPAULO SP 1.030.258.571 ND 88 GRUPOSOMA1,4 RIODEJANEIRO RJ 1.030.000.000 14,5 GRUPO/EMPRESA SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO CIDADE UF VALOR(EMR$) CRESCIMENTO (EM%) MAIORES350 32
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    RANKING NOVAREJO 33 14 4.793ZEFIROGIASSI GIASSISUPERMERCADOS 404 5.300 ALBERTOBORNSCHEIN DROGARIACATARINENSE,FARMAAGORA,FARMÁCIAPREÇOPOPULAR 230 2.500 JOÃOBOSCHILIAAPPOLINÁRIO POLISHOP 315 5.670 THILOMANNHARDT FARMÁCIASEXTRAFARMA 23 4.034 LAERTESANTICHIO SUPERMERCADOSPAGUEMENOS 228 16.000 JOÃOCLAUDINOFERNANDES ARMAZÉMPARAÍBA 13 3.122 EULERFUADNEJM APOIOMINEIRO,DECMINAS,DAMINAS,UNIMINAS,NUMÉRICAMINAS, FARMA NA 2.487 MARCIOKUMRUIAN NETSHOES,ZATTINI 820 16.000 GABRIELMONTEIRO DROGARIABIGBENN/GUARARAPES,FARMÁCIASANT’ANA,MAIS ECONÔMICAFARMÁCIASEFARMAIS 642 7.600 FÁBIOHERING HERINGSTORE,PUC,HERINGKIDS,HERINGFORYOU,DZARM 1.100 15.000 DANIELRIVASMENDEZ VITRINESEFASTFOODSAPORE 258 5.548 ADELINOCOLOMBO LOJASCOLOMBO 601 6.000 IURIMIRANDA BURGERKING 58 2.400 TERUOFUJIOKA FUJIOKA 628 ND MARIOCHADY SPOLETO,KONISTOREEDOMINO’SPIZZA 9 2.911 MANOELETELVINODEMEDEIROS NORDESTÃO 41 4.605 ANTEROFILIPPO HORTIFRUTI,NATURALDATERRA 480 3.900 CÉZARCHAVES ELETROZEMA,ZEMACIA.DEPETRÓLEO,CONSÓRCIOZEMA, CONCESSIONÁRIASZEMA,ZEMAFASHION 47 4.738 AUGUSTODECESARO SUPPERRISSUL,MACROMIXATACADO,NUMINSTANTE,CBS,VALORE, ESTÂNCIARISSUL,AMIGOPET,DECSUL,COMPREBEM 1.303 ND ROGÉRIODEJESUS BRMANIACAFÉ,BRMANIAPADARIA 255 5.000 SERGIOMAEOKA FARMÁCIASNISSEI 998 ND CLAUDIAMALAGUERRA SELECT NA 2.900 PHILLIPPOVEL DAFIT,TRICAE,KANUI 34 3.726 VALDEMARAMARAL DROGARIASABC,ABCATACADOEVAREJO,AUTOPOSTOSABC 565 4.000 ALESSANDROGIUSEPPECARLUCCI AREZZO,SCHUTZ,ANACAPRIEALEXANDREBIRMAN. 252 3.800 HÉCTORNÚÑEZ RIHAPPY,PBKIDS 31 4.038 NELSONBARBOSA BARBOSASUPERMERCADOS 327 ND MARCELOFARIADELIMA LELISBLANC,JOHNJOHN,BO.BÔ,NOIRLELISEROSACHÁ 27 3.358 MARCIOBARROS LOPESSUPERMERCADOS 7 1.770 TEOBALDOCOSTA ATAKADÃOATAKAREJO 20 3.489 MARCOSCAVICCHOLLI SUPERMERCADOSÃOVICENTE,ARENAATACADO 177 ND ROBERTOJATAHY FARM,ANIMALE,A.BRAND,FYI,FÁBULA,FOXTON,CRISBARROS NÚMERODE LOJAS NÚMERODE FUNCIONÁRIOS PRESIDENTE/PRINCIPAL EXECUTIVO BANDEIRAS 33 1.Faturamentoestimado. 2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário. 3.Faturamentoextraídodedemonstraçãocontábil. 4.Faturamentoextraídodefontessecundárias. 5.Faturamentobruto.6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa. 1,3 milhão de colaboradores. É esta a quantidade de pessoas empregadas nos 350 maiores varejistas em 2016
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    34 89 LOJASLEBES4 ELDORADODOSUL RS1.000.000.000 11,1 90 LOJASMARABRAZ1,4 SÃOPAULO SP 1.000.000.000 ND 91 TOK&STOK3 BARUERI SP 966.763.000 -7,4 92 GRUPOIMC3 SÃOPAULO SP 954.400.000 -10,6 93 JADZOGHEIB4,5 BAURU SP 932.342.614 13,2 94 FORMOSASUPERMERCADOS4,5 BELÉM PA 923.759.799 8,5 95 CASA&VÍDEO1,4 RIODEJANEIRO RJ 921.476.556 -12,0 96 SUPERMERCADOJAÚSERVES4,5 JAÚ SP 915.247.275 18,3 97 BIGBOX4,5 BRASÍLIA DF 912.413.861 29,5 98 EXTRABOMSUPERMERCADO4,5 SERRA ES 871.569.905 4,6 99 MERCADOTORREDEJACAREPAGUÁ4,5 RIODEJANEIRO RJ 860.090.486 11,1 100 SUPERMARKET4,5 RIODEJANEIRO RJ 860.090.468 11,1 101 TONINSUPERATACADO4,5 SÃOSEBASTIÃODOPARAÍSO MG 850.434.581 37,0 102 COVABRASUPERMERCADOS4 JUNDIAÍ SP 850.000.000 26,0 103 ÓTICASDINIZ4 SÃOPAULO SP 830.000.000 16,9 104 INBRANDS3 SÃOPAULO SP 825.695.000 -9,6 105 ÓTICASCAROL4 SÃOPAULO SP 813.700.000 16,2 106 DICICO3 SÃOPAULO SP 813.064.416 -17,6 107 GIRAFFAS1,4 SÃOPAULO SP 805.000.000 0,6 108 MÓVEISROMERA4 ARAPONGAS PR 800.000.000 -28,3 109 REDETOPSUPERMERCADOS4 BLUMENAL SC 768.936.415 ND 110 GRUPOCRM4 TAMBORÉ SP 747.000.000 -36,7 111 SUPERMERCADOSINTERCONTINENTAL4,5 SÃOJOÃODEMERITI RJ 725.290.321 6,3 112 SUPERMERCADOSUPERPÃO4,5 GUARAPUAVA PR 710.687.281 30,0 113 FERRAMENTASGERAIS4 PORTOALEGRE RS 700.000.000 0,0 114 FESTVAL4,5 CASCAVEL PR 698.158.549 16,9 115 SUPERCENTERNAZARÉ4,5 BELÉM PA 685.687.827 1,2 116 BRHOMECENTERS3 GOIÂNIA GO 683.743.000 -6,7 117 SUPERMERCADO&PADARIAVERDEMAR4,5 BELOHORIZONTE MG 664.885.367 20,3 118 KOCHSUPERMERCADOS4,5 TIJUCAS SC 662.135.929 19,0 119 SUPERMERCADOVIANENSE4,5 NOVAIGUAÇU RJ 658.472.498 0,1 GRUPO/EMPRESA SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO CIDADE UF VALOR(EMR$) CRESCIMENTO (EM%) MAIORES350 34
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    RANKING NOVAREJO 35 150 3.021OTELMODREBES LOJASLEBES 135 ND NADERFARES LOJASMARABRAZ 54 4.100 GHISLAINEDUBRULE TOKSTOK 193 7.500 NEWTONMAIASALOMÃOALVES FRANGOASSADO,VIENAERACATERING 9 2.921 JADZOGHEIB CONFIANÇASUPERMERCADOS,CONFIANÇAFLEX 4 3.384 JOSÉSANTOSDEOLIVEIRA SUPERFORMOSA,FORMOSAMIX,FORMOSAMOTOS,FORMOSAFARMA, FORMOSAPOSTOS,FORMOSAPNEUS ND ND FABIOCARVALHO CASA&VÍDEO 33 3.384 JOÃOSANZOVONETO JAÚSERVESUPERMERCADOS 16 2.025 MÁRIOHABKA BIGTRANSCOMERCIALDEALIMENTOS 26 3.781 LUIZCOUTINHO EXTRABOMSUPERMERCADOS 15 3.274 ERASMOGONÇALVESDASILVA MERCADOTORREDEJACAREPAGUÁ 15 3.274 WALTERSOUZACASTROFILHO SUPERMARKET 18 2.337 LUIZANTONIOTONIN TONINSUPERMERCADO,TONINSUPERATACADO 14 ND RONALDODOSSANTOS COVABRASUPERMERCADOS 950 ND ARIONEMONTEIRODINIZ ÓTICASDINIZ 368 ND NELSONALVARENGAFILHO ELLUSEELLUSSECONDFLOOR,RICHARDSESELARIARICHARDS,VREVRKID, SALINAS,ALEXANDREHERCHCOVITCH,BOBSTORE,MANDI,TOMMY,BRANDS HOUSE 983 ND RONALDOPEREIRAJUNIOR ÓTICASCAROL 54 3.000 DIMITRIOSMARKAKIS DICICO,SODIMAC 420 9.500 ALEXANDREGUERRA GIRAFFAS,TOSTEX 189 4.000 LUIZAMENEGONROMERA MÓVEISROMERA 22 2.248 NORBERTOMURILOCAMPESTRINI MOCAMSUPERMERCADOS,SUPERCENTRAL,SUPERMERCADO CAMPESTRINI,SUPERMERCADOJANGADA,SUPERMERCADONARDELÃO, SUPERMERCADOSCHMOLLER 786 ND RENATAMORAES KOPENHAGENECHOCOLATESBRASILCACAU 21 2.610 ANTÔNIOCUNHA SUPERMERCADOSINTERCONTINENTAL 24 2.256 LEONARDOVALENTEHYCZY SUPERPÃO,OBAATACADO,SUPERBARATÃO,TRIUNFANTE 9 1.300 EDUARDOSILVALOGEMANN FERRAMENTASGERAIS 12 2.204 ND SUPERBEAL 5 2.005 ARTURCORRÊA NAZARÉCOMERCIALDEALIMENTOSEMAGAZINE 25 ND EDUARDOAGUINADA TENDTUDOECASASHOW 8 3.302 ALEXANDREPONI VERDEMARSUPERMERCADO&PADARIA 15 2.154 EVALDOJOSÉKOCH SUPERMERCADOSKOCH 19 2.308 MARIOVIANA VIANENSESUPERMERCADOS NÚMERODE LOJAS NÚMERODE FUNCIONÁRIOS PRESIDENTE/PRINCIPAL EXECUTIVO BANDEIRAS 35 1.Faturamentoestimado. 2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário. 3.Faturamentoextraídodedemonstraçãocontábil. 4.Faturamentoextraídodefontessecundárias. 5.Faturamentobruto.6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa. Cerca de 2700 unidades físicas foram abertas pelos 350 maiores grupos em 2016
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    36 120 ARAÚJOMIX4,5 RIOBRANCO AC640.952.326 16,7 121 GRUPOMM4 PONTAGROSSA PR 640.000.000 0,0 122 PRINCESASUPERMERCADOS4,5 RIODEJANEIRO RJ 629.137.946 17,4 123 CAEDU1,4 SÃOPAULO SP 610.500.000 11,0 124 SUPERMERCADOSUPERBOM4,5 CAMPOSDOSGOYTACAZES RJ 604.568.559 14,7 125 SUPERMERCADOSJOANIN4,5 SÃOCAETANODOSUL SP 602.921.691 7,5 126 SEMPREVALESUPERMERCADOS4,5 LIMEIRA SP 601.915.000 8,4 127 SUPERMERCADOCAMPEÃO4,5 RIODEJANEIRO RJ 598.085.167 7,6 128 LUPO3 ARARAQUARA SP 593.397.000 5,5 129 SUPERMERCADOSAVENIDA4,5 ASSIS SP 583.455.474 8,5 130 PROENÇASUPERMERCADO4,5 PEREIRABARRETO SP 578.250.818 18,0 131 DECATHLON1,4 EMBUDASARTES SP 575.000.000 15,0 132 LOJASKOERICH4 FLORIANÓPOLIS SC 572.000.000 10,0 133 CHILLIBEANS1,4 BARUERI SP 569.250.000 3,5 134 MERCADINHOSSÃOLUIZ4,5 FORTALEZA CE 563.659.970 12,7 135 SUPERMERCADOSIMPERATRIZ4,5 SANTOAMARODAIMPERATRIZ SC 557.892.700 6,9 136 ASUNSUPERMERCADOS4,5 GRAVATAÍ RS 553.575.914 23,0 137 Y.YAMADA4 BELÉM PA 551.000.000 -68,4 138 HALIPAR1,4 INDAIATUBA SP 550.000.000 10,0 139 SUPERIMEC4,5 LAJEADO RS 542.608.804 13,8 140 BERLANDA4 CURITIBANOS SC 540.000.000 0,0 141 FNAC1,4 SÃOPAULO SP 538.780.000 -7,5 142 MUNDOVERDE1,4 RIODEJANEIRO RJ 530.000.000 10,4 143 SUPERMERCADOFRANGOLÂNDIA4,5 FORTALEZA CE 519.902.759 14,6 144 SUPERMERCADODAFAMÍLIA4,5 JABOATÃODOSGUARARAPES PE 513.939.814 6,5 145 RMIXSUPERMERCADOS4,5 SIMÕESFILHO BA 513.890.432 26,9 146 ENXUTOSUPERMERCADOS4,5 CAMPINAS SP 505.924.017 6,0 147 PRIVALIA4 SÃOPAULO SP 500.000.000 1,6 148 PETZ4 SÃOPAULO SP 500.000.000 25,0 149 SUPERMERCADOSQUEIROZ4,5 MOSSORÓ RN 496.021.217 20,3 150 COMERCIALZAFFARI4,5 PASSOFUNDO RS 490.700.508 28,2 151 LEBISCUIT3 FEIRADESANTANA BA 485.803.000 9,3 152 VERANSUPERMERCADOS4,5 FERRAZDEVASCONCELOS SP 485.490.910 -0,2 GRUPO/EMPRESA SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO CIDADE UF VALOR(EMR$) CRESCIMENTO (EM%) MAIORES350 36
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    RANKING NOVAREJO 37 11 2.119ALDENORARAUJO ARAÚJOMIX 214 3.000 JEROSLAUPAULIKI LOJASMERCADOMÓVEIS 26 2.299 RONALDTEIXEIRA PRINCESASUPERM 47 ND LENINHADEPALMA CAEDU 11 2.051 LICINIOMACIELBARCELOSNETTO BARCELOS&CIA 17 2.004 AMANCIOCRUZDOSSANTOS SUPERMERCADOSJOANIN 19 1.986 EUCLIDESPEZZI COMERCIALDELTAPONTOCERTO 21 2.270 LUIZCARLOSARBESMANSUR  SUPERMERCADOCAMPEÃO 320 ND LILIANAAUFIERO LUPO,LUPOSPORT 21 2.398 JOÃOANTÔNIOBINATO SUPERMERCADOSAVENIDA 13 1.611 FERNANDOLOPESFARINHA  PROENÇASUPERM 21 ND CEDRICBUREL DECATHLON 98 1.400 ANTÔNIOKOERICH LOJASKOERICH 699 4.794 CAITOMAIA CHILLIBEANS 16 1.541 FERNANDORAMALHO MERCADINHOSSÃOLUIZ 17 1.991 JOÃOBAPTISTALOHN SUPERMERCADOSIMPERATRIZ,IMPERATRIZGOURMET 27 2.577 ARMINIOJOSÉABREULIMADA ROSA ASUNCOMÉRCIODEGÊNEROSALIMENTÍCIOS 17 4.000 FERNANDOYAMADA Y.YAMADA,SUPERFARMAYAMADA 330 ND RICARDOJOSÉALVES GRILETTO,MONTANAEXPRESS,JINJINSUSHI,JINJINWOK,MYSANDWICH 21 1.891 LEONARDOTAUFER IMECS.A.,ITALIANINHOALIMENTOS,LÍDERDOSULALIMENTOS,CHEFIMEC RESTAURANTE,DESCOSUPER&ATACADO,FARMÁCIAIMEC 210 2.000 NILSOBERLANDA BERLANDA,GAVAZZONI 12 800 ARTHURNEGRI FNAC 400 ND CARLOSWIZARDMARTINS MUNDOVERDE,TACOBELL 10 2.118 JOSELIAXIMENESDEFARIAS SUPERMERCADOFRANGOLÂNDIA 19 1.487 EDVALDODOSSANTOS SUPERMERCADODAFAMÍLIA 10 1.437 JOÃOCLAÚDIOANDRADENUNES REDEMIXSUPERMERCADOS,ATACADÃOREDEMIX 6 1.499 PEDROCELSOGONÇALVES ENXUTOSUPERMERCADOS NA 350 FÁBIOBONFÁ PRIVALIA 47 1.800 SERGIOZIMERMAN PETZ 25 1.705 EDSONQUEIROZ SUPERMERCADOSQUEIROZ,HIPERQUEIROZ 18 1.327 CLELCIZAFFARI COMERCIALZAFFARI,STOKCENTER 83 2.000 ROBERTOFERNANDOTÁVORA HENTZY LEBISCUIT,PLANETABEBÊ 12 1.957 ANTONIOLATUFCURY VERANSUPERMERCADOS NÚMERODE LOJAS NÚMERODE FUNCIONÁRIOS PRESIDENTE/PRINCIPAL EXECUTIVO BANDEIRAS 37 1.Faturamentoestimado. 2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário. 3.Faturamentoextraídodedemonstraçãocontábil. 4.Faturamentoextraídodefontessecundárias. 5.Faturamentobruto.6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa. Crescimento: Mesmo na crise, os 350 maiores varejistas tiveram um crescimento médio do faturamento líquido de 12,1%
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    38 153 SUPERMERCADOGUANABARA4,5 PADREMIGUEL RJ473.000.000 7,0 154 DELMOROSUPERMERCADOS4,5 ALTAFLORESTA MT 467.576.548 -3,1 155 CYBELAR4 TIETÊ SP 460.000.000 -23,3 156 MERCADINHOBELÉM4,5 FORTALEZA CE 457.769.842 6,1 157 MASTERSUPERMERCADOS4,5 ERECHIM RS 452.801.807 17,6 158 SUPERMERCADOSUPERLUNA3 BETIM MG 451.106.943 5,2 159 UNICOMPRASUPERMERCADOS4,5 ARAPIRACA AL 447.745.392 10,5 160 GRUPOMADERO4 CURITIBA PR 446.000.000 48,7 161 SUPERMERCADOPERUZZO4,5 BAGÉ RS 431.390.234 10,0 162 MULTICOISAS4 CAMPOGRANDE MS 425.000.000 -3,3 163 TNG4 BARUERI SP 422.185.022 1,1 164 AFEET1,4 SÃOPAULO SP 420.000.000 5,0 165 SUPERLAGOA4,5 FORTALEZA CE 404.697.919 17,5 166 GRUPOTRENDFOODS2 SÃOPAULO SP 402.500.000 3,3 167 GRUPOGRAZZIOTIN3 PASSOFUNDO RS 390.440.014 4,4 168 WINE.COM1,4 SERRA ES 390.000.000 30,0 169 HIPERIDEAL4,5 SALVADOR BA 388.226.962 6,4 170 HIGAATACADO4 CAMPINAS SP 386.048.257 46,9 171 REDEVIVO4,5 SANTACRUZDOSUL RS 385.049.345 22,4 172 LIVRARIACULTURA2 SÃOPAULO SP 385.000.000 -5,2 173 SUPERMERCADOSARCHER4,5 BRUSQUE SC 384.441.864 8,8 174 SUPERMERCADOSLARANJÃO4,5 SÃOJOSÉDORIOPRETO SP 378.365.207 4,6 175 DROGARIAONOFRE4 SÃOPAULO SP 375.000.000 1,0 176 CAMISARIACOLOMBO4 SÃOPAULO SP 370.000.000 -10,6 177 SUPERMERCADOFLORESTASUPERMARKET4,5 VOLTAREDONDA RJ 369.187.190 1,2 178 SALESSUPERMERCADOS4,5 BELOHORIZONTE MG 365.652.606 5,6 179 PATRONIPIZZA4 SÃOPAULO SP 360.000.000 -10,4 180 MARISOL3 JARAGUÁDOSUL SC 350.070.000 -18,5 181 RESERVA4 RIODEJANEIRO RJ 350.000.000 34,6 182 DISANTINNI1,4 QUEIMADOS RJ 339.480.000 0,0 183 SUPERMERCADOSPASTORINHO4,5 PRESIDENTEPRUDENTE SP 337.770.714 4,2 184 SUPERMERCADOBAKLIZI4,5 URUGUAIANA RS 332.410.859 18,8 185 PINHEIROSUPERMERCADO-OBOM VIZINHO4,5 FORTALEZA CE 331.529.727 5,9 186 COFESA4,5 ITARARÉ SP 327.646.265 10,2 GRUPO/EMPRESA SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO CIDADE UF VALOR(EMR$) CRESCIMENTO (EM%) MAIORES350 38
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    RANKING NOVAREJO 39 10 2.212ADEVILTONCORREADEMORAIS SUPERMERCADOGUANABARA 11 2.120 CLECINDODELMORO DELMOROSUPERMERCADOS 108 1.900 UBIRAJARAPASQUOTTO CYBELAR 10 1.724 ND MERCADINHOBELÉM 10 1.483 ND MASTER,ATACADÃOECONÔMICO 10 1.500 NAVARROAGOSTINOCÂNDIDO SUPERMERCADOSUPERLUNA 19 2.349 JADIELSONALMEIDA UNICOMPRASUPERMERCADOS, 84 3.100 HOMEROROIEKFILHO RESTAURANTESMADERO,MADEROSTEAKHOUSE 21 1.920 LINDONORPERUZZO PERUZZOSUPERMERCADOS 203 1.000 LINDOLFOMARTIN MULTICOISAS 179 ND TITOBESSAJÚNIOR TNG 189 1.500 LUIZMUNHOZ ARTWALK,MAGICFEET,TENNISEXPRESSEAUTHENTICFEET 14 1.901 MARCOANTÔNIOMOURA SUPERLAGOA 210 4.367 ROBINSONSHIBA CHINAINBOX,GENDAI 311 ND RENATAGRAZZIOTIN GRUPOGRAZZIOTIN,PORMENO$,TOTTALCASA&CONFORTO NA ND ROGÉRIOMUNIZSALUME WINE.COM 11 860 JOÃOGUALBERTOVASCONCELOS HIPERIDEALSUPERMERCADOS 2 436 TOKUJINHIGA HIGAATACADO 23 1.352 ND REDEVIVO 17 1.400 SÉRGIOHERZ LIVRARIACULTURA 10 ND EDUARDOH.BATTISTIARCHER SUPERMERCADOSARCHER 9 1.247 ROBERTIJOSÉCATRICALA CATRICALA&CIA 37 2.000 MARIORAMOS DROGARIAONOFRE 320 ND WARLEYPIMENTEL CAMISARIACOLOMBO 14 1.594 ND FLORESTASUPERMERCADOS 13 1.100 JOSÉEDUARDODEALMEIDA SALESSUPERMERCADOS 210 ND RUBENSAUGUSTOJUNIOR PATRONIPIZZA 272 ND GIULIANODONINI MARISOL,MINERAL,LILICAREPILICAETIGORT.TIGRE 65 1.280 RONYMEISLER RESERVA 123 4.500 ARTHURTCHILIAN DISANTINNI 7 1.262 JOÃOGREGÓRIO SUPERMERCADOSPASTORINHO 11 1.325 MARIADOHORTO SUPERMERCADOSBAKLIZI 11 1.422 HONÓRIO PINHEIRO PINHEIROSUPERMERCADO,MUNDOPINHEIRINHO,PINO’SRESTAURANTE 8 961 GUMERCINDOFERREIRADOS SANTOS COFESA NÚMERODE LOJAS NÚMERODE FUNCIONÁRIOS PRESIDENTE/PRINCIPAL EXECUTIVO BANDEIRAS 39 1.Faturamentoestimado. 2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário. 3.Faturamentoextraídodedemonstraçãocontábil. 4.Faturamentoextraídodefontessecundárias. 5.Faturamentobruto.6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa. 38% das sedes dos 350 maiores varejistas estão localizadas no Estado de São Paulo
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    40 187 REDEHIROTA4,5 SÃOPAULO SP320.000.000 10,3 188 ABVSUPERMERCADOS4,5 DOURADOS MS 318.671.388 19,6 189 KARSTEN3 BLUMENAU SC 311.270.000 18,5 190 ATACADÃOMACRE4,5 PARAUPEBAS PA 307.746.066 23,6 191 BFFC2 RIODEJANEIRO RJ 305.240.000 -5,7 192 SUPERMERCADOALVORADA4,5 ITAJUBÁ MG 299.016.036 4,4 193 GFSUPERMERCADOS4,5 TRÊSCORAÇÕES MG 297.464.641 21,2 194 COSTAZULMULTIMERCADO4,5 SÃOGONÇALO RJ 285.000.000 84,8 195 GRUPORABELO4 MARACANAÚ CE 278.080.000 -72,1 196 STARBUCKS1,4 SÃOPAULO SP 277.752.000 ND 197 SUPERMERCADOIQUEGAMI4,5 OLÍMPIA SP 277.559.434 18,3 198 SUPERMERCADOBOMDIAPARAÍSO4,5 SARANDI PR 275.055.596 ND 199 SUPERMERCADOPORECATU4,5 SÃOPAULO SP 273.894.164 8,8 200 COTRIPAL4,5 PANAMBI RS 269.991.648 22,9 201 SUPERMERCADOSRIGHI4,5 SANTANADOLIVRAMENTO RS 269.720.963 13,5 202 SUPERMERCADOBERNARDÃO4,5 PATROCÍNIO MG 268.400.243 17,7 203 LIVRARIASCURITIBA3 CURITIBA PR 263.855.705 -4,8 204 SUPERMERCADOSPLANALTO4,5 ICARAÍMA PR 255.533.463 17,7 205 GRUPOSCALINA3 GUARULHOS SP 253.610.000 -2,4 206 THEBODYSHOP1,4 SÃOPAULO SP 253.212.634 -4,8 207 AGRICERSUPERMERCADOS4,5 CURITIBA PR 253.191.911 37,3 208 L’OCCITANE1,4 JUNDIAÍ SP 251.220.475 19,9 209 REIDOMATE4 SÃOPAULO SP 250.000.000 8,7 210 SUPERNICOLINI4,5 BAGÉ RS 247.407.971 23,9 211 IRANISUPERMERCADO4,5 CASCAVEL PR 247.071.831 9,2 212 CHOCOLÂNDIA4,5 SÃOPAULO SP 245.000.000 10,9 213 BASEATACADO4,5 TAGUATINGA DF 243.666.739 13,5 214 ATACADOTREICHEL4,5 PELOTAS RS 243.405.662 15,5 215 VIVENDADOCAMARÃO1,4 SÃOPAULO SP 240.000.000 20,0 216 DELTASUPERMERCADOS4,5 PIRACICABA SP 237.984.497 11,8 217 SUPERMERCADOSSUPERVI4,5 ANÁPOLIS GO 234.538.132 2,4 218 PARANÁSUPERMERCADOS4,5 CAMPOMOURÃO PR 233.873.039 13,7 219 CORDEIROSUPERMERCADOS4,5 DIAMANTINA MG 233.661.914 12,5 220 SUPERMAXI4,5 UBERLÂNDIA MG 232.183.959 17,9 221 IMAGINARIUM1,4 FLORIANÓPOLIS SC 230.000.000 12,2 GRUPO/EMPRESA SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO CIDADE UF VALOR(EMR$) CRESCIMENTO (EM%) MAIORES350 40
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    RANKING NOVAREJO 41 21 1.600FRANCISCOHIROTA HIROTAFOODEXPRESS,HIROTASUPERMERCADOS 20 1.295 ARICLENESBENTOVICENTIN ABEVÊFÁCILMINIMERCADO,ABEVÊSUPERMERCADOS 8 3.200 ARMANDOHESSDESOUZA KARSTEN,KARSTENDECOR,KARSTENATELIÊ,KARSTENDESIGNETRUSSARDI 4 762 JÚNIORJOSÉBOERI ATACADÃOMACRE 1.192 21.456 RICARDOFIGUEIREDOBOMENY BOB’S,DOGGIS,YOGGI,PIZZAHUTEKFC 12 1.184 CIROMAGLIONI SUPERMERCADOSALVORADA 12 1.085 ND GFSUPERMERCADOS 5 1.160 ND COSTAAZULALIMENTOS 95 ND JOÃORABELO RABELO 103 ND RICARDORINKEVICIUS STARBUCKS 8 878 KIOSHIIQUEGAMI IQUEGAMISUPERMERCADOS 14 780 ND SUPERM.BOMDIAPARAÍSO 5 843 JOSÉFRANCISCODOSSANTOS SUPERMERCADOPORECATU 6 945 JOÃOLUIZDAROSALIMA COTRIPAL 12 887 VICTÓRIORIGHI SUPERMERCADOSRIGHI 5 650 ND SUPERM.BERNARDÃO 27 936 MARCOSPEDRI LIVRARIASCURITIBA 6 ND JOAQUIMFERNANDESMARTINS SUPERMERCADOSPLANALTO 100 2.700 LILIANAAUFIERO TRIFILESCALA 116 ND NATHALIEDEGOUVEIA THEBODYSHOP 11 1.157 JOSÉBRUNO AGRICERSUPERMERCADOS 250 ND NICOLASGEIGER L’OCCITANEPROVENCE,L’OCCITANEAUBRÉSIL 340 3.000 ANTÔNIO NASRAUI REIDOMATE 9 951 PATRIQUENICOLINI SUPERNICOLINI 3 792 OTÁVIOPEGORANO IRANISUPERMERCADOS 6 538 OSVALDONUNES CHOCOLÂNDIA 4 ND SÉRGIOLUZ BASEATACADO 1 458 ND TREICHEL 144 ND FERNANDOPERRI VIVENDADOCAMARÃO 6 1.153 ND DELTASUPERMERCADOS 12 746 VICENTEDESOUZALOBO SUPERVISUPERMERCADOS 6 795 ÁLVAROMACHADODALUZ PARANÁSUPERMERCADOS 6 792 ND CORDEIROSUPERMERCADOS 16 956 MILSONBORGESDOSSANTOS SUPERMAXI 192 750 NEWTONRIBEIRO IMAGINARIUM NÚMERODE LOJAS NÚMERODE FUNCIONÁRIOS PRESIDENTE/PRINCIPAL EXECUTIVO BANDEIRAS 41 1.Faturamentoestimado. 2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário. 3.Faturamentoextraídodedemonstraçãocontábil. 4.Faturamentoextraídodefontessecundárias. 5.Faturamentobruto.6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa. Quase 53% dos 350 maiores grupos varejistas são Super e Hipermercados
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    42 222 SODIÊDOCES1,4 BOITUVA SP230.000.000 5,5 223 BIBICALÇADOS1,4 PAROBÉ RS 223.271.627 23,0 224 HIPERMERCADOMOREIRA4,5 GOIÂNIA GO 222.912.099 18,6 225 SUPERDALPOZZO4,5 GUARAPUAVA PR 222.230.098 14,0 226 SUPERMERCADOSMANENTTI4,5 TREZEDEMAIO SC 221.373.198 10,9 227 CHIQUINHOSORVETES4 SÃOPAULO SP 220.000.000 29,4 228 REDECOMPRASSUPERMERCADOS4,5 CAMPINAGRANDE PB 216.057.076 15,1 229 ESSÊNCIAMÓVEIS2 CRUZEIRO SP 215.071.506 -27,7 230 SUPERMERCADOSRENA4,5 ITAÚNA MG 214.994.650 20,1 231 ALÔBEBÊ1,4 SÃOPAULO SP 200.600.000 0,3 232 FOTOTICA4 SÃOPAULO SP 200.000.000 38,9 233 REALSUPERMERCADOS4,5 NITERÓI RJ 199.794.344 2,3 234 SANTALOLLA1,4 SÃOPAULO SP 198.120.000 -6,5 235 BRASÃOSUPERMERCADOS4,5 CHAPECÓ SC 194.048.000 12,5 236 SUPERMERCADOSMIALICH4,5 RIBERÃOPRETO SP 193.968.582 2,4 237 SUPERMERCADODOPOVO4,5 SÃOFIDÉLIS CE 190.912.781 -7,8 238 TOMEELEVESUPERMERCADOS4,5 SÃOJOSÉDORIOPRETO SP 189.501.714 -7,5 239 UNICASA3 BENTOGONÇALVES RS 185.056.000 -16,9 240 SUPERMERCADOSFORTALEZA4,5 MACAPÁ AP 184.546.336 1,4 241 SUPERMERCADOSVISCARDI4,5 LONDRINA PR 183.869.273 0,9 242 ALTHOFFSUPERMERCADOS4,5 CRICIÚMA SC 182.369.000 24,8 243 CASADOCONSTRUTOR4 RIOCLARO SP 180.839.000 -1,2 244 CIATRADICIONALDECOMÉRCIO4 SÃOPAULO SP 180.000.000 ND 245 COCIPA4,5 INÚBIAPAULISTA SP 178.002.096 12,5 246 BIGMAISSUPERMERCADOS4,5 VALEDORIODOCE MG 177.903.000 18,5 247 CONSUL4,5 IPATINGA MG 177.005.281 -2,5 248 MADERAMADERA1,4 CURITIBA PR 176.000.000 100,0 249 SUPERMERCADOSNORI4,5 BATATAIS SP 174.798.261 15,3 250 SUPERMERCADOLSGUARATO4,5 UBERABA MG 174.252.048 2,8 251 SUPERMERCADOPRÓBRASIL4,5 GOIÂNIA GO 171.726.972 11,5 252 HIPERMERCADOSANTAHELENA4,5 SETELAGOAS MG 170.349.836 11,5 253 MEGAMATTE1,4 RIODEJANEIRO RJ 169.000.000 30,0 GRUPO/EMPRESA SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO CIDADE UF VALOR(EMR$) CRESCIMENTO (EM%) MAIORES350 42
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    RANKING NOVAREJO 43 260 NDCLEUSADASILVA SODIÊDOCES,SODIÊSALGADOS 87 1.500 MARLINKOHLRAUSCH BIBICALÇADOS 3 564 AGNALDOMOREIRADACOSTA HIPERMOREIRA 1 393 ND SUPERDALPOZZO 8 892 VOLNEIMANENTTI SUPERMERCADOSMANENTTI 402 1.500 ISAÍASBERNARDES CHIQUINHOSORVETES 5 614 VAMBERTOFARIAS REDECOMPRASSUPERMERCADOS NA 9 EDERDOPRADO ESSÊNCIAMÓVEISEDECORAÇÃO 10 997 ALEXANDREMACHADOMAROMBA SUPERMERCADOSRENA 26 ND MILTONBUENO JOY,LOBOH,MORENAROSA,MARIAVALENTINA,ZINCO 105 900 STEFANNILSSON FOTOTICA 6 626 ND REALSUPERMERCADOS 127 ND FÁBIOMARTINEZ SANTALOLLA 4 658 MARCOSANTÔNIOMOSCHETTA BRASÃOSUPERMERCADOS 10 911 AURÉLIOMIALICHI SUPERMERCADOSMIALICH 7 860 FERNANDOALVARENGA SUPERMERCADODOPOVO 9 701 ANTÔNIODAHER TOMELEVE 410 577 FRANKZIETOLIE DELLANNO,FAVORITA,NEWECASABRASILEIRA 7 1.036 ANTÔNIOROCHAFILHO SUPERMERCADOS&MAGAZINEFORTALEZA 11 785 LUIZCARLOSVISCARDI SUPERMERCADOSVISCARDI 10 887 PAULOALTHOFF,FLÁVIOALTHOFFE FLÁRISALTHOFF ALTHOFFSUPERMERCADOS 245 ND ALTINOCRISTOFOLETTI CASADOCONSTRUTOR 30 1.400 RICARDOGARRIDO ORIGINAL,LANCHONETESDACIDADE,BRÁZPIZZARIA,PIRAJÁ,ICI BRASSIERE,SUBASTOR,BARASTOR,BRÁZTRATTORIA,CÂMARAFRIA 1 333 SANDRABAUMGARTNER COCIPA 4 747 ND BIGMAISSUPERMERCADOS 4 659 ND CONSULCOOPERATIVA NA 230 DANIELSCANDIAN MADERAMADERA 6 606 ND SUPERMERCADOSNORI 1 310 SERGIOMARCOSGUARATOEJOSÉ LUIZGUARATO LSGUARATO 4 393 ND SUPERMERCADOPRÓBRASIL 7 854 ND HIPERSANTAHELENA,SUPERSANTAHELENA 130 1.500 JULIODIAS MEGAMATTE NÚMERODE LOJAS NÚMERODE FUNCIONÁRIOS PRESIDENTE/PRINCIPAL EXECUTIVO BANDEIRAS 43 1.Faturamentoestimado. 2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário. 3.Faturamentoextraídodedemonstraçãocontábil. 4.Faturamentoextraídodefontessecundárias. 5.Faturamentobruto.6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa. Cerca de 94% das 350 maiores empresas do varejo nacional possuem capital fechado
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    44 254 SUPERMERCADOSMYATÃ4,5 LAGES SC165.707.187 6,3 255 SUPERMERCADOSERRANO4,5 IBIÚNA SP 161.000.000 7,3 256 ICOMMGROUP4 SÃOPAULO SP 160.000.000 ND 257 SUPERMERCADOTISCHLER4,5 CACHOEIRADOSUL RS 155.362.332 7,3 258 BARBOSASUPERMERCADO4,5 AMPARO SP 155.341.525 8,0 259 SUPERCOPAGRIL4,5 MARECHALCÂNDIDORONDON PR 150.849.092 15,2 260 SJSUPERMERCADOS4,5 CONTAGEM MG 149.784.687 0,2 261 ALMEIDAMERCADOS4,5 CAMBÉ PR 142.947.775 8,3 262 SUPERSÃOJOÃO4,5 CATALÃO GO 142.005.681 -32,4 263 MIGSUPERMERCADO4,5 MAFRA SC 135.420.432 29,0 264 COPACOL4,5 CAFELANDIA PR 134.822.662 -4,4 265 SUPERMERCADOSANTOÂNTONIO4,5 GUARAPARI ES 134.700.567 0,5 266 MAHOGANY1,4 SÃOPAULO SP 128.880.000 17,2 267 GRUPOBONAPARTE1,4 RECIFE PE 127.600.000 10,0 268 FRAN’SCAFÉ1,4 BARUERI SP 127.548.000 6,3 269 SUPERMERCADOJB4,5 FRUTAL MG 126.680.507 24,2 270 CONTEM1G1,4 SÃOJOÃODABOAVISTA SP 125.000.000 -22,5 271 SUPERCENTERNORTE4,5 PATOBRANCO PR 120.909.070 27,3 272 UATT?4 SÃOJOSÉ SC 120.000.000 9,1 273 BOOKPARTNERS4 JANDIRA SP 117.300.000 15,0 274 ATACADOVILANOVA4,5 POÇOSDECALDAS MG 113.457.856 190,9 275 JUBASUPERMERCADOS4,5 CÁCERES MT 112.250.000 10,0 276 CROASONHO4 CAXIASDOSUL RS 110.000.000 32,5 277 COOPERA14,5 PALMITOS SC 109.716.216 ND 278 VIAMIA1,4 RIODEJANEIRO RJ 103.950.000 20,0 279 DVILLESUPERMERCADOS4,5 UBERLÂNDIA MG 101.895.470 ND 280 REDELEVEPIZZA4,5 SÃOJOSÉDORIOPRETO SP 100.000.000 ND 281 PITICASMODASCRIATIVA1,4 SÃOPAULO SP 100.000.000 66,7 282 CPQBRASIL3 SÃOPAULO SP 98.409.000 -8,6 283 SUPERMERCADOMARTENDAL4,5 LAGES SC 98.230.548 29,3 284 COOPERMIL4,5 SANTAROSA RS 92.704.264 14,4 285 SUPERMERCADOVERATTI4,5 CAMPOGRANDE MS 90.794.000 14,9 GRUPO/EMPRESA SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO CIDADE UF VALOR(EMR$) CRESCIMENTO (EM%) MAIORES350 44
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    RANKING NOVAREJO 45 9 640ND SUPERMERCADOSMYATÃ 10 511 JOSÉANTÔNIOCORDEIROROXO SERRANOSUPERMERCADOEATACADO NA ND ND SHOP2GETHER,OQVESTIR 9 634 ND SUPERMERCADOSTISCHLER 4 505 ND SUPERMERCADOGUARANI 5 425 MOACIRFROEHLICH SUPERCOPAGRIL 9 819 ND SJSUPERMERCADOS 7 425 ND ALMEIDAMERCADOS 12 664 ND SUPERM.SÃOJOÃO 7 256 ARLINDOMIGUEL MIGSUPERMERCADOS,MIGVOLANTE,MIGATACAREJO,MIGHORTIFRUTI, MIGCD 6 419 VALTERPITOL COPACOL 7 556 JORGEZOUAIN SUPERM.SANTOANTONIO 179 ND JAIMEDRUMMOND MAHOGANY 98 ND LEONARDOLAMARTINE BONAPARTE,DONATÁRIO,ESPAÇOSUSHI,MONALISA,ESPAÇOÁRABE 122 ND JOÃOAUGUSTOPENNA FRAN’SCAFÉ 7 474 JOSÉBERNABÉ SUPERM.JB 148 ND ROGÉRIORUBINI CONTÉM1G 3 250 NESTORLACHMAN SUPERCENTERNORTE 87 ND RAFAELBIASOTTO,DARINO MOREIRATENÓRIO UATT? 14 220 CARLOSHENRIQUEDECARVALHO CIADOSLIVROS 2 305 LEONARDOSEVERINI ATACADOVILANOVA 7 476 MIRKORIBEIRO JUBASUPERMERCADOS 72 ND GUSTAVOSUSIN CROASONHO 20 254 ELIOCASARIN COOPERA1 80 ND ROGERSABBAG,ANDREISABBAG, DANIELASABBAG VIAMIA 4 402 ND DVILLESUPERMERCADOS 130 ND TIAGOAZEM REDELEVEPIZZA 279 ND VINICIUSROSSETTI,FELIPE ROSSETTI PITICASMODACRIATIVA 331 ND ALBERTOCARNEIRONETO CASADOPÃODEQUEIJO,OMELHORBOLODECHOCOLATEDOMUNDO 1 227 RUTEDALBEM SUPERM.MARTENDAL 12 325 JOELANTÔNIOCAPELETTI COOPERMIL 5 329 CARLOSHENRIQUERIBEIROALVES SUPERM.VERATTI NÚMERODE LOJAS NÚMERODE FUNCIONÁRIOS PRESIDENTE/PRINCIPAL EXECUTIVO BANDEIRAS 45 1.Faturamentoestimado. 2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário. 3.Faturamentoextraídodedemonstraçãocontábil. 4.Faturamentoextraídodefontessecundárias. 5.Faturamentobruto.6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa. A rentabilidade por loja das 350 maiores varejistas caiu 0,5% em 2016
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    46 286 SUPERMERCADOCAIRU4,5 GARIBALDI RS84.244.996 15,4 287 LEOCOSMÉTICOS4 LONDRINA PR 82.000.000 ND 288 SÃOJOÃOSUPERMERCADOS4,5 GUAXUPÉ MG 80.386.119 -2,0 289 RABUSCH4 PORTOALEGRE RS 80.000.000 53,8 290 SUPERMERCADOSUPERÚTIL4,5 PASSOFUNDO RS 76.030.382 7,1 291 LIVRARIADATRAVESSA4 RIODEJANEIRO RJ 75.000.000 ND 292 SUPERMERMERCADONIDOBOX4,5 FORTALEZA CE 74.997.843 11,9 293 SUPERMERCADORUSCITO4,5 IBATÉ SP 74.262.830 6,1 294 SUPERMERCADODOFRADE4,5 ILHABELA SP 72.695.069 29,8 295 OVERBOARD1,4 SANTATERESINHA SP 72.000.000 ND 296 EBAL-EMPRESABAIANADEALIMENTOS4 SALVADOR BA 68.500.000 -86,8 297 SUPERMERCADOSÃOSEBASTIÃO4,5 SANTARITADOPASSAQUATRO SP 67.834.379 7,7 298 SUPERMERCADOSDALPIAZ4,5 OSÓRIO RS 67.746.312 25,5 299 SUPERMERCADOCOTRIEL4,5 ESPUMOSO RS 66.616.011 0,9 300 SUPERMERCADOMÃERAINHA4,5 ITAITINGA CE 63.392.895 0,6 301 HANDBOOK4 SÃOPAULO SP 62.800.000 ND 302 AMORAOSPEDAÇOS1,4 SÃOPAULO SP 62.400.000 -2,5 303 SUPERMERCADOCIDADE4,5 ANANINDÉUA PA 57.798.730 1,4 304 SUPERMERCADOPARATODOS4,5 SANTAHELENADEGOIAS GO 56.468.227 31,3 305 SAITOSUPERMERCADOS4,5 NOVAMUTUM MT 56.096.893 24,7 306 SUPERMERCADOSFORMENTON4,5 CANOAS SC 56.056.633 9,9 307 AMANTINOSUPERMERCADO4,5 VIÇOSA MG 55.253.439 ND 308 VIPISUPERMERCADOS4,5 SÃOMIGUELDOOESTE SC 55.030.550 14,6 309 SUPERAURIVERDE4,5 MARAVILHA SC 54.931.473 ND 310 SUPERMERCADOLUZITANA4,5 CACOAL RO 54.714.536 9,4 311 SUPERMERCADOLENZ4,5 VENÂNCIOAIRES RS 54.309.914 18,1 312 HIPERSÃOPAULO4,5 CRUZDASALMAS BA 53.000.000 15,2 313 SUPERMERCADOSPECIALE4,5 BAUNEÁRIOCAMBORIÚ SC 52.773.493 119,9 314 REDESUPERMERCADOSZARPELLON4,5 VIDEIRA SC 52.716.725 ND 315 TIPTOP3 SÃOPAULO SP 51.528.000 -26,8 316 NUTTYBAVARIAN1,4 SÃOPAULO SP 51.000.000 8,5 317 MERCADÃODOSÓCULOS4 SÃOJOSÉDORIOPRETO SP 50.000.000 50,2 GRUPO/EMPRESA SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO CIDADE UF VALOR(EMR$) CRESCIMENTO (EM%) MAIORES350 46
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    RANKING NOVAREJO 47 1 181ALEXANDRANICOLINIBRUFATTO SUPERM.CAIRU 11 350 FÁBIOKAI LEOCOSMÉTICOS 3 217 JARBASCORRÊAFILHO SÃOJOÃOSUPERMERCADOS 39 199 ALCIDESDEBUS RABUSCH 4 289 NILZAALVESDECASTRO LEONARDO SUPERM.SUPERÚTIL 8 ND RUICAMPOS LIVRARIADATRAVESSA 3 335 ND SUPERMERMERCADONIDOBOX4,5 3 290 ND SUPERMERCADORUSCITO 1 295 ND SUPERM.DOFRADE 20 ND JOÃOLUIZPEREZ OVERBOARD 84 800 LUISGUSTAVOVALENTEVEIGA CESTADOPOVO 4 229 MARCIAPADUANDINARDI SUPERM.SÃOSEBASTIÃO 4 233 UGODALPIAZ,PEDROJOÃO FERRARIEGILBERTODALPIÁS SUPERMERCADOSDALPIAZ 9 278 LEOCEZARNICOLINI SUPERM.COTRIEL 4 289 MARIAVERONICAFERNANDESDA SILVA SUPERMERCADOMÃERAINHA4,5 37 ND SERGIOZEITUNLIAN HANDBOOK 52 ND IVANICALAREZI AMORAOSPEDAÇOS 5 391 ND SUPERM.CIDADE 3 206 OLEGARIODOMINGUESGARCIA SUPERM.PARATODOS 2 228 NAOTOSAITO SUPERSAITOSUPERMERCADOS 3 210 ND SUPERMS.FORMENTON 2 143 ND AMANTINOSUPERMERCADO 3 164 ERMINDOCRESTANI VIPISUPERMERCADOS 3 142 CLAUDIOPOST  SUPERAURIVERDE 1 186 VERALUCIASILVASZCZPANSKI SUPERM.ALUZITANA 2 163 CARLALENZ  SUPERMERCADOLENZ 2 144 ROBERTOALMEIDADOSSANTOS HIPERSÃOPAULO 2 160 ND SUPERM.SPECIALE 5 206 ND  REDESUPERM.ZARPELLON 107 ND DAVIDBOBROW TIPTOP 130 ND ADRIANAAURIEMO NUTTYBAVARIAN 105 420 GUSTAVODEFREITASMARTINO MERCADÃODOSÓCULOS NÚMERODE LOJAS NÚMERODE FUNCIONÁRIOS PRESIDENTE/PRINCIPAL EXECUTIVO BANDEIRAS 47 A produtividade por funcionário dos 350 maiores grupos cresceu 8% em relação a 2015 1.Faturamentoestimado. 2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário. 3.Faturamentoextraídodedemonstraçãocontábil. 4.Faturamentoextraídodefontessecundárias. 5.Faturamentobruto.6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa.
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    MAIORES350 48 GRUPO/EMPRESA SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO CIDADEUF VALOR(EMR$) CRESCIMENTO (EM%) 318 ICECREAMY4 CATANDUVA SP 50.000.000 150,0 319 SUPERMERCADOLOCATELLI4,5 ROLÂNDIA PR 49.211.579 ND 320 GIULIANAFLORES1,4 SÃOCAETANODOSUL SP 48.372.480 14,0 321 DNANATURAL4 TRINDADE SC 48.000.000 -9,4 322 PAXÁSUPERMERCADO4,5 MANHUAÇU MG 47.844.368 29,3 323 BEBÊSTORE3 BARUERI SP 46.898.000 -16,9 324 SUPERMERCADOSSANTOÂNTONIO4,5 GUARAPARI ES 46.230.133 21,7 325 SUPERMERCADOKICARNEMASTER4,5 AMAMBAÍ MS 46.089.955 9,7 326 SUPERMERCADOSÃOSEBASTIÃO4,5 SANTACRUZDORIOPARDO SP 42.000.000 ND 327 BARATÃOSHOPPING4,5 IPORÁ GO 41.625.000 1,5 328 SUPERMERCADORODAVIVA4,5 MACEIÓ AL 40.980.782 13,8 329 SUPERMAIS4,5 BELOHORIZONTE MG 40.423.666 3,7 330 BRASILEIRINHODELIVERY4 SÃOJOSÉDORIOPRETO SP 40.000.000 263,6 331 FOGODECHÃO1,4 SÃOPAULO SP 39.772.000 7,8 332 SUPERMERCADONOVAOPÇÃO4,5 SERRATALHADA PE 38.680.547 ND 333 SUPERMERCADONOBRE4,5 SANTANADOIPANEMA AL 38.099.672 ND 334 MOLDURAMINUTO4 SÃOPAULO SP 37.000.000 23,3 335 SUPERMERCADOGURIZÃO4,5 COLATINA ES 36.601.796 ND 336 MRS.CHENEYCOOKIES4 SÃOPAULO SP 35.000.000 52,2 337 COAGRISOL4,5 SOLEDADE RS 32.792.907 9,3 338 SUPERMERCADOKERN4,5 IVOTI RS 31.090.247 19,6 339 SUPERMERCADOPROENÇA4,5 OSASCO SP 30.000.000 ND 340 SUPERMERCADOZABOT4,5 SÃOJOAQUIM SC 29.032.870 38,3 341 COOPA4,5 PATROCÍNIO MG 28.586.508 ND 342 SUPERMERCADOFARIA4,5 ITAPECERICA MG 28.539.391 24,1 343 SUPERMERCADOFELIZ4,5 MARINGÁ PR 28.528.712 24,0 344 HIPERMACHADO4,5 ÁGUABOA MT 27.874.652 16,1 345 COOPERTUPY4,5 JOINVILLE SC 27.543.272 6,7 346 CARNAÚBASUPERMERCADO4,5 FORTALEZA CE 26.795.000 ND 347 SUPERMERCADOSULAMERICA4,5 GUANHÃES MG 25.261.241 ND 348 FOM1,4 SÃOPAULO SP 25.200.000 ND 349 MERCADOPREDILETO4,5 PORTOALEGRE RS 25.124.104 32,2 350 DASLU4 SÃOPAULO SP 25.000.000 -75,0
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    49 NÚMERODE LOJAS NÚMERODE FUNCIONÁRIOS PRESIDENTE/PRINCIPAL EXECUTIVO BANDEIRAS 70 250 EMERSONSERANDIMICECREAMY 2 155 ND SUPERM.LOCATELLI NA 120 CLÓVISSOUZA GIULIANAFLORES 49 ND PAULOCONRAD DNANATURAL 3 233 PAULOCESARNOGUEIRAGOMES PAXÁSUPERM NA ND RAFAELBARBOSASANTOSCOELHO BEBÊSTORE 2 222 JORGEZOUAIN SUPERM.SANTOANTÔNIO 1 80 MARLOSMATHIASSIGNORI SUPERM.KICARNEMASTER 1 85 ND SUPERM.SÃOSEBASTIÃO 1 95 ANGELOMACEDODASILVA BARATÃOSHOPPING 1 125 SERGIORICARDOBRAGAPESSOA SUPERMERCADORODAVIVA 2 250 ND SUPERMAIS 110 ND ADRIANOMASSI BRASILEIRINHOSDELIVERY 10 ND JANDIRDALBERTO FOGODECHÃO 3 100 NELSONJOÃO NOVAOPÇÃO 2 178 ALBERTONOBREOLIVEIRA SUPERMERCADONOBRE 60 ND ANTÔNIOVIEGAS MOLDUTAMINUTO 2 129 ROBERTOGATTIFILHO SUPERM.GURIZÃO 60 ND LINDOLFOPAIVA MRS.CHENEYCOOKIES 7 151 JOSÉLUIZLEITEDOSSANTOS COAGRISOL 2 129 MARCOSANIBALKERN SUPERM.KERN 3 99 ND SUPERM.PROENÇA 2 75 EDUARDOZABOT SUPERMERCADOZABOT 2 96 RENATONUNESDOSSANTOS COOPA 2 93 JEOVANYDASILVEIRAGONCALVES SUPERM.FARIA 19 100 LUCIMARALMINDADASILVALOPES SUPERM.FELIZ 1 103 DELVANDATOMAZNETABORGES HIPERMACHADO 1 68 ND COOPERTUPY 2 165 ND CARNAÚBASUPERM 1 115 LEANDROCHARLESPOERSCH SUPERM.SULAMERICA 42 350 SIDNEYRABINOVITCH FOM 2 94 ND MERCADOPREDILETO 3 100 ALBERTOMAIA DASLUOFICIAL 1.Faturamentoestimado. 2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário. 3.Faturamentoextraídodedemonstraçãocontábil. 4.Faturamentoextraídodefontessecundárias. 5.Faturamentobruto.6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa. As 350 maiores empresas varejistas tiveram uma taxa média de expansão de suas unidades físicas de cerca de 8% em 2016
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    50 C onhecer adinâmica do mercado em que se atua é importante para empresários de qualquer segmento. Em alguns setores,porém,é mais difícil ter uma visão completa e detalhada do mercado.É o caso do varejo.Além de pulverizado, o setor é composto, em grande parte, por empresas de pequeno e médio portes – o que torna mais difícil a construção de uma visão panorâmica de todo o setor, uma vez que grande parte das empresas do varejo não divulga seus dados. Além disso, diferente de muitos segmentos da economia, entender o varejo é olhar para além das dimensões financeiras e operacionais, já comumente analisadas. Diante das atuais conjunturas econômica e política, quaisquer aspectos adicionais que sejam considerados e estudados fazem a diferença. Um desses aspectos é a gestão de riscos e dimensões relativa a estratégias. Considerando o comportamento cada vez mais digital dos consumidores e a tendência de digitalização dos negócios, também é preciso considerar dimensões relativas a canais e tecnologias. 50 Construir um panorama do varejo requer avaliar mais do que dados financeiros e operacionais. Estudo do Centro de Inteligência Padrão – CIP investigou o varejo além do óbvio INSIGHTS: O VAREJO EM DEZ DIMENSÕES POR GUSTAVO GURGEL
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    RANKING NOVAREJO 51 1. DIMENSÃOFINANCEIRA Nesta dimensão, são avaliados cinco indicadores, como mostra o gráfico 1: crescimento do faturamento, crescimento do lucro líquido, crescimento do EBITDA, crescimento do CAPEX e previsão de faturamento para o próximo ano. A análise mostra que, entre 2014 e 2016, o faturamento das empresas do varejo apresentou taxas médias de crescimento positivas, ainda que menores ao longo do tempo e abaixo das expectativas de cada ano, passando de 16,8% em 2014 para 12,2% em 2016.Em 2015,ano em que a recessão se fez mais presente,também houve crescimento, mas em um nível bem menor que nos demais anos analisados. A redução do crescimento do faturamento gerou impactos diretos nos in- dicadores de lucro líquido e do EBITDA. Em 2015, houve forte recuo de 14,1% e 15,2%, respectivamente. Possivelmente esta retração tenha sido resultante do tempo que as empresas necessitam para adequar seus planejamentos e custos perante os resultados. Apesar do recuo, em 2016 houve recuperação, ainda que em patamares inferiores a 2014. A expectativa de aumento das receitas apresentou apenas uma leve retração no ano de 2015, em relação a 2014. Em 2016, ela retoma um patamar próximo ao de 2014, de 19,4%. Os números mostram que houve melhora em 2016, possivelmente fruto das mudanças ocasionadas pelo impeachment de Dilma Rousseff e pela reto- mada da confiança do investidor e dos empresários no segundo semestre do ano. Os números dessa dimensão ainda mostram que os resultados das empresas para 2015 podem também estar ligados ao crescimento do CAPEX.Mesmo com fatu- ramento menor, as empresas continuaram investindo em ativos, o que resulta em retor- nos no médio e longo prazos, mas gera “reduções de performance”na análise pontual. 2. DIMENSÃO OPERACIONAL A dimensão operacional das empresas varejistas foi analisada por meio de quatro indicadores: crescimento do número de lojas, crescimento do número de lojas RANKING NOVAREJO Quando falamos de varejo, po- rém, há outros elementos que precisam ser analisados que têm forte peso no entendimento do setor. Nesse sentido, é impossível não abordar também o rela- cionamento com o cliente. O contínuo surgimento de novos canais de comu- nicação entre clientes e empresas traz a constante necessidade de atualização e aprimoramento das centrais de atendi- mento. Mais importante que dispor de diversos canais, é ter canais que funcio- nem de maneira eficiente e rápida. A fim de enriquecer o merca- do varejista com informações relevantes, o Centro de Inteligência Padrão – CIP realizou uma pesquisa com os maiores varejistas do País. Procuramos fazer o mais completo mapeamento do setor, apresentando informações valiosas de difícil acesso e com grande potencial de impacto nas performances das empresas. A ideia do estudo é compre- ender as dimensões relevantes para o mercado varejista brasileiro. Com uma visão clara e direta, o material apresenta informações que, algumas vezes, passam despercebidas pelos empresários do se- tor, que geralmente estão focados em resultados operacionais e financeiros de curto prazo. Nesse estudo, foram investiga- das dez dimensões relevantes e de im- pacto para as empresas do setor: 1. Financeira 2. Operacional 3. Gestão de Riscos 4. Estratégia 5. Recursos Humanos 6. Central de Atendimento 7. Ferramentas e Serviços 8. Tecnologia da Informação 9. Loja Virtual 10.Trocas RANKING NOVAREJO GRÁFICO 1 – INDICADORES DA DIMENSÃO FINANCEIRA 16,8% Crescimento do faturamento Crescimento do CAPEX Previsão de faturamento 9,2% 12,2% 21,1% 13,7% -14,1% Crescimento do lucro líquido 6,3% 25,0% -15,2% Crescimento do EBITDA 25,0% 19,3% 13,2% 19,7% 16,6% 19,4% 2014 2015 2016 Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP
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    52 em shopping, crescimentodo faturamento em lojas de shopping e crescimento do faturamento em lojas franqueadas. Como 40% do faturamento das empresas analisadas advém das lojas de sho- ppings, este indicador ganha relevância. Além disso, boa parte das marcas opera com franquias – essencialmente localizadas nos centros de compra.O faturamento de lojas franqueadas apresentou, em 2015 e 2016, crescimento um pouco inferior ao primeiro ano do período considerado, passando de 9% para 8,3%. Acompanhando a tendência do faturamento do varejo como um todo,o cres- cimento do faturamento das lojas de shopping também apresentou reduções consecu- tivas, passando de 10,1% em 2014, para 6,5% em 2015 e 4,2% em 2016. As empresas estudadas apresentaram aumento na quantidade de lojas. Em 2014, o crescimento foi de apenas 1,9%, porém, em 2016, o aumento foi de 8,7%, como observado no gráfico 2. Este resultado indica que, apesar dos péssi- mos resultados da economia, as empresas ainda têm fôlego para realizar expan- sões em suas operações. O crescimento do número de lojas em shopping centers, mesmo que muito discreto em comparação aos dois anos anteriores, também foi positivo, em 1,8%, em 2016, segundo dados da Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers), diante dos crescimentos de 3,1% e 11,5% em 2015 e 2014, respectiva- mente. Os elevados custos e compromissos vinculados à instalação em shoppings podem ser o motivo para o afastamento das empresas, que expandem suas ativi- dades em outros locais. 3. DIMENSÃO GESTÃO DE RISCOS A Gestão de Riscos é uma área estratégica da empresa com grande po- tencial de prevenir gastos desnecessá- rios, minimizando os riscos do negócio. Em tempos de instabilidade, conside- rar essa dimensão para avaliar uma em- presa se torna essencial. Das empresas analisadas pelo estudo, no ano de 2016, a proporção que possui um departa- mento dedicado à gestão de riscos é de 56,25%, valor 8% maior em relação ao ano anterior, como é possível observar no gráfico 3. Com a intenção de orientar e transmitir os valores da empresa para seus colaboradores, 93,8% delas adota- vam em 2016 um código de ética e con- duta. Essa medida busca nortear as ações dos colaboradores diante das possíveis práticas indesejadas ou que possam gerar repercussão negativa para os negócios, assim como gastos para a empresa. Para detectar e corrigir problemas comporta- mentais que possam lesar a empresa ou os colaboradores, em 68,8% dos casos analisados havia disponível um canal de denúncia de fraudes e atos ilícitos. A segurança das informações também é um tema de vital importância quando se trata da gestão de riscos, uma vez que circulam, em diversos formatos, informações essenciais ao negócio, além de dados confidenciais sobre a empresa e os seus clientes. Dentre as empresas ana- lisadas, 87,5% tinham em 2016 uma cul- GRÁFICO 3 – INDICADORES DA DIMENSÃO GESTÃO DE RISCOS 48,3% 56,3% 2014 2015 2016Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP GRÁFICO 2 – INDICADORES DA DIMENSÃO OPERACIONAL 1,9% Crescimento do número de lojas Crescimento do faturamento em lojas franquiadas Crescimento de shoppings 5,8% 8,7% Crescimento do número de lojas em shopping Crescimento do faturamento das lojas em shopping 2014 2015 2016 Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP e Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) 11,5% 3,1% 1,8% 10,1% 6,5% 4,2% 9,0% 8,3% 8,3% 5,1% 3,5% 3,7% 89,7% 93,8% 69,0% 68,8% 79,3% 87,5% 62,1% 75,0% 69,0% 62,5% 79,3% 81,3% Empresa possui uma área dedicada à gestão de riscos Empresa possui um Código de Ética e de Conduta Empresa é dotada de um canal de denúncias para comunicação de fraudes e atos ilícitos Existe na empresa uma cultura acerca da segurança da informação que permeie a organização como um todo Existe na empresa uma política de segurança da informação formalizada, divulgada e com treinamentos periódicos para os funcionários Empresadispõe detecnologiae softwarescontra ovazamento deinformações sensíveisaonegócio Empresarealiza avaliacõesperiódicas devulnerabilidadedo ambientetecnológico edeinformações
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    RANKING NOVAREJO 53 Outros fatorestambém foram apontados por boa parte das empresas como prioridades estratégicas, como obter eficiência na cadeia de fornecimento, compreender o compor- tamento dos consumidores, dispor de vantagens por meio de tecnologia e aprimorar as margens. Porém, chama a atenção a baixa adesão a alguns pontos, como a alteração da percepção do varejo como uma carreira para futuros funcionários e a implan- tação de iniciativas de sustentabilidade. De todas as prioridades, expansão internacional foi a que teve o menor percentual de menção, de 12,5% em 2016, contra 17,2% em 2015. As barreiras culturais, legais, comer- ciais e também a baixa competitividade das empresas nacionais são motivos para essa baixa adesão. Os altos investimentos, em meio à crise, também prejudicaram os planos de sair do País. 5. DIMENSÃO RECURSOS HUMANOS No varejo, a gestão de pessoas é particularmente im- portante.Tradicionalmente, o setor sofre com alta rotatividade, o que implica altos custos, tanto trabalhistas como de treina- mento. Neste ponto, a análise mostrou uma preocupação cada vez maior das empresas com a retenção. Entre 2014 e 2016, o porcentual de rotatividade caiu de 48,6% para 31,2% entre as companhias avaliadas. No mesmo sentido, o investimento em treinamento subiu de 0,7% para 3,8% no mesmo período,como mostra o gráfico 6. A participação dos investimentos em treinamento mostra comportamento bastante semelhante ao crescimento de funcionários, o que pode estar relacionado, uma vez que novos funcionários precisam ser treinados. Segundo a análise, o nú- tura ligada à segurança da informação que permeasse a organi- zação como um todo – uma evolução considerável ao resultado do ano anterior. Outro dado que reforça a preocupação que as empresas têm com a segurança da informação é o fato de 75% delas investirem em formalização e divulgação das políticas de segurança em treinamentos periódicos para funcionários. Além de políticas de segurança e treinamentos, é es- sencial que as empresas façam uso de softwares e tecnologias para evitar o vazamento de informações sensíveis ao negócio. Entre as empresas estudadas, 62,5% usaram essas ferramentas em 2016, valor inferior ao ano anterior (69,0%). A fim de reforçar essas iniciativas em prol da se- gurança, 81,3% das empresas estudadas em 2016 realizam avaliações periódicas da vulnerabilidade do ambiente tecno- lógico e de informação. 4. DIMENSÃO ESTRATÉGIA A elaboração de um planejamento estratégico norteia as ações que a empresa deve adotar, para seguir o “melhor ca- minho”até o sucesso nos objetivos da organização.As empresas têm,cada vez mais,notado o valor e a importância em se plane- jar. Como é possível notar no gráfico 4, 100% delas realizaram o planejamento estratégico em 2016, perante 82,8% em 2015. Apesar do resultado, notou-se entre as empresas que participaram do estudo a redução da realização de auditorias internas e independentes.Essa prática foi realizada entre 62,1% e 65,5% das empresas em 2016, respectivamente – percentuais menores que os verificados em 2015. É importante lembrar que as auditorias podem identificar desvios que prejudicam o sucesso do planejamento estratégico. A dimensão estratégica considera também as priori- dades para o crescimento da empresa. O desenvolvimento e o treinamento dos funcionários têm sido vistos como uma das prioridades para 84,4% das empresas em 2016, como mostra o gráfico 5. GRÁFICO 4 – REALIZAÇÃO DE PLANEJAMENTO E AUDITORIAS 82,8% 100,0% 2015 2016 Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP Nota: Dados disponíveis apenas a partir do ano de 2015, quando passaram a compor a pesquisa. Empresa realiza planejamento estratégico 72,4% 62,1% Empresa realiza auditoria interna 69,0% 65,5% Empresa contrata auditoria independente GRÁFICO 5 – PRIORIDADES ESTRATÉGICAS 2015 2016 Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP Nota: Dados disponíveis apenas a partir do ano de 2015, quando passaram a compor a pesquisa. Desenvolvimento e treinamento dos funcionários Eficiência na cadeia de fornecimento 89,7% 84,4% Compreensão do comportamento do consumidor 82,8% 75,0% Vantagens por meio de novas tecnologias 75,9% 71,9% Aprimoramento de margens 72,4% 71,9% Desenvolvimento de canais nas redes e mídias sociais 62,1% 65,6% Análise de dados de consumidores 75,9% 65,6% Atração e retenção de funcionários 69,0% 59,4% Corte de custos operacionais 58,6% 56,3% Desenvolvimento do canal mobile 56,3% Desenvolvimento do canal on-line 53,1% Ampliação do portfólio das lojas 55,2% 53,1% Reformulação do portfólio das lojas 41,4% 43,8% Alterar percepções do varejo como carreira para futuros funcionários 34,4% Iniciativas de sustentabilidade 44,8% 31,3% Expansão internacional 17,2% 12,5% 72,4% 78,1% 51,7% 44,8% 27,6%
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    54 mero de funcionáriosem PDV apresentou crescimento de 4,9% em 2016, resultado três pontos superior ao do ano anterior. No que tange ao desenvolvimento dos colaboradores, 87,1% das empresas adotam a política de feedback para os funcionários.Essa prática permite,por meio de uma avaliação crítica, a melhora profissional, enaltecendo as qualidades e, ao mesmo tempo, apontando os pontos a serem trabalhados. Outro ponto avaliado foi a distribuição entre gêneros, apresentada no gráfico 7. Apesar de ainda não terem elevada participação nos cargos de diretoria, as mulheres ocuparam 25,4% desses cargos em 2016, um crescimento em relação a 2014, quando o percentual chegou a 20,2%. Nas equipes alocadas em lojas, as mulheres passaram de 53,2% para 61,5% entre 2015 e 2016. Essa divisão de gênero e hierarquia vem sendo amplamente debatida ao longo de anos, e os re- sultados mostram um ganho de espaço da mulher em melhores cargos, ainda que de forma lenta, com predominância masculina. 6. DIMENSÃO CENTRAL DE ATENDIMENTO Entender o varejo requer compreender o modo como o setor se relaciona com o cliente. Nesse sentido, a análise também se estendeu para a dimensão Central de Atendimento – área cada vez mais estratégica para qualquer empresa. A partir do contato com os clientes, as com- panhias geram enormes quantidades de dados que, transformados em informações, norteiam as ações e as estratégias das empresas. GRÁFICO 6 – CRESCIMENTO DO NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS, ROTATIVIDADE E INVESTIMENTO EM TREINAMENTO 1,9% Crescimento do número de funcionários 2,8% 5,0% 2014 2015 2016 Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP Nota: (1) Não há informações disponíveis para este ano. (1)Crescimento do número de funcionários em PDV 1,9% 4,9% 48,6% Percentual de rotatividade (turnover) da empresa 38,5% 31,2% 0,7% % do faturamento líquido investido em treinamento 1,1% 3,8% GRÁFICO 7 – DISTRIBUIÇÃO DOS COLABORADORES POR HIERARQUIA E SEXO 20,2% 25,4% 2015 2016 Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP Nota: Dados disponíveis apenas a partir do ano de 2015, quando passaram a compor a pesquisa. Mulheres Homens 79,8% 74,6% Diretoria 37,2% 34,5% Mulheres Homens 62,8% 65,5% Gerência 53,2% 61,5% Mulheres Homens 46,8% 38,5% Loja
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    RANKING NOVAREJO 55 As informaçõesgeradas pelo SAC podem ser utilizadas para diferentes fins,como melho- rias e reestruturação de processos internos, entender o perfil do cliente e identificar oportunidades de negócios, como mostram os dados do gráfico 8. GRÁFICO 8 – USO DE DADOS GERADOS NO SAC 2014 2015 Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP 58,1% Manter cadastro atualizado do cliente 69,0% 68,8% 87,1% Melhorias e reestruturação de processos internos 86,0% 81,3% 64,5% Entender o perfil do cliente 83,0% 75,0% 61,3%Identificar oportunidades de negócios59,0% 75,0% 38,7% Segmentação de grupos de clientes com base em sua rentabilidade para a empresa 34,0% 43,8% 54,8% Captar as transformações do comportamento do consumidor para ações de marketing 62,0% 59,4% 19,4% Outros 3,0% 12,5% 2016 Para a integração das informações geradas nos diferentes canais de atendimento, diversas empresas fazem uso do CRM. Esta ferramenta permite o registro e o acesso das informações, pos- sibilitando análises que geram melhorias em diversos aspectos da área de Relacionamento. Dentre as empresas consideradas no estudo, telefone e e-mail/fale conosco são os canais com maior uso de CRM para integração de informações, sendo também esses os canais mais tradicionais de comu- nicação, como mostra o gráfico 9. Também foram avaliados os desafios a serem superados pelo SAC das empresas, como mostra o gráfico 10. De todos eles, a melhora da experiência do cliente, seguido pela melhora do nível de serviços e aumento da satisfação do cliente foram os mais citados. Pelo fato de poucas empresas verem a melhoria na comunicação com os clientes pela internet, um desafio chamou a atenção, uma vez que canais como redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas são larga- mente utilizados pela nova geração de consumidores. GRÁFICO 9 – CANAIS QUE EMPREGAM CRM 2014 2015 Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP 75,0% E-m ail/faleconosco 2016 79,2% 84,2% 70,0% Telefone 79,2% 84,2% 65,0% E-com m erce 70,8% 78,9% 65,0% Facebook 70,8% 73,7% 60,0% LojaFísica 37,5% 63,2% 50,0% Chat 56,5% 47,4% 45,0% Tw itter 45,8% 42,1% 40,0% SM S 29,2% 31,6% 20,0% Aplicativo 25,2% 31,6% 20,0% O uvidora 37,5% 26,3% 10,0% W hatsApp 12,5% 26,3% 20,0% Blog 16,7% 15,8% 20,0% Televisão 20,8% 10,5% 5,0% Portaaporta 4,2% 0,0% 5,0% 0,0% 0,0% Q uiosque
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    56 7. DIMENSÃO FERRAMENTASE SERVIÇOS Para reduzir custos, aumentar a produtividade, agilizar e padronizar processos, as empresas implementam ferramentas de tecnologia e serviços. Essa necessidade ficou ainda mais evidente durante a recessão, quando a palavra eficiência ganhou espaço. De todas as ferramentas utilizadas pelas companhias analisadas, o software de emissão de nota fiscal é o único utilizado por todas as empresas. O uso da ferramenta foi amplamente difundido no País por conta da nota fiscal eletrônica. Outras ferramentas também se destacam, como ferramentas de controle de estoque, ferramentas de ERP, ferramentas de segurança da informação e ferramentas de folhas de pagamento, como mostra o gráfico 11. Os dados também mostram um forte crescimento no uso de algumas ferramentas,como as de Big Data.Em 2016,34,6% das empresas avaliadas mencionaram que utilizam softwares de análise de grandes dados. Em 2015, esse percentual era de apenas 10,3%. Em tempos em que qualquer interação com o consumidor gera dados, analisar esses números pode ser a diferença entre uma estratégia bem ou mal colocada. Análise feita pela Mastercard mostra que varejistas e outros executivos estão cientes de que os dados são necessários para responder a perguntas importantes para o negócio,como “O que vai acontecer com o lucro se eu fizer uma mudança no meu negócio?” ou “O que vai acontecer se eu reduzir os preços, remodelar minhas lojas, contratar mais pessoal ou promover alguma outra mudança?”. Apesar dessa maior atenção por parte do setor com ferramentas de Big Data, contudo, a Mastercard concluiu que ainda há certo receio dos executivos em utilizá-las. De acordo com a empresa, isso ocorre porque o ambiente complexo dos grandes dados cria um cenário em que é relativamente fácil fazer relações de causa e efeito incorretas. Se de um lado a análise de dados estatísticos não é novidade, de outro, o volume crescente de informações e dados torna difícil a geração de ideias e insights rele- vantes e implementáveis. Em geral, as empresas ainda têm dificuldade em utilizar os grandes dados gerados em suas operações para construir estratégias que gerem resultados. 56 GRÁFICO 10 – DESAFIOS DO CRM Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP 58,1% Melhora da experiência do cliente 2014 2015 2016 52,0% 62,5% 54,8% Melhora do nível de serviços (eficiência) 38,0% 46,9% 48,4% Aumento da satisfação do cliente 41,0% 37,5% 9,7% Otimização do uso das informações 7,0% 25,0% 16,1% Otimização da gestão de relacionamento como um todo 24,0% 25,0% 19,4% Superação de expectativa 10,0% 21,9% 16,1% Automatização dos processos 14,0% 18,8% 12,9% Aumento dos índices de retenção 14,0% 12,5% 6,5% Utilização de novas tecnologias e sistemas 3,0% 12,5% 6,5% Gestão multicanal 10,0% 9,4% 3,2% Aumento da produtividade 17,0% 6,3% 6,5% Aperfeiçoamento do diálogo com o consumidor na internet 6,3% 24,0% 9,7% Interação com o consumidor 2.0 em tempo real 6,3% 17,0% 6,5% Redução de custos 3,1% 10,0% 0,0% Motivação da equipe 3,1% 0,0%
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    RANKING NOVAREJO 57 Uma soluçãopara essa dificuldade, segundo a Master- card,é o experimento empresarial.Somente com testes é possível saber o que vai funcionar e o que não vai funcionar.Ao testar no- vas ideias,é possível avaliar e refinar conceitos sem investir muito tempo ou dinheiro.Embora simples,o conceito de teste nas em- presas ainda está em maturação. É que existem companhias que ainda consideram testes difíceis de fazer, dada a volatilidade das métricas de vendas, ações de concorrentes, condições econômi- cas locais,combinação de outros programas,mudanças diárias no clima e outros fatores externos.Exatamente por conta dessa difi- culdade, começam a surgir ferramentas de test and learning para ajudar as empresas neste processo. O software de Test & Learn da APT,uma empresa da Mastercard,é uma delas.A ferramenta permite às empresas usuárias analisarem novas ideias de negócio Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP GRÁFICO 11 - INDICADORES DA DIMENSÃO FERRAMENTAS E SERVIÇOS Ferramenta de software de emissão de nota fiscal 65,5% 100,0% Ferramenta de controle de estoque 82,8% 92,9% Ferramenta de ERP 65,5% 89,3% Ferramenta de segurança da informação 58,6% 87,0% Ferramenta de folha de pagamento 65,5% 85,7% Ferramenta de BI (Business Intelligence) 51,7% 85,7% Ferramenta de meios de pagamentos 65,5% 82,1% Plataforma de E-commerce 41,4% 73,1% Auditoria independente 51,7% 73,1% Ferramenta de conciliação de cartões 48,3% 71,4% Fornecedores de benefícios 62,1% 70,4% Ferramenta de CRM 55,2% 67,9% Ferramenta de POS 48,3% 64,0% Ferramenta de gestão de cobrança 27,6% 62,5% Consultorias empresariais 44,8% 61,5% Ferramenta de analytics 27,6% 61,5% Plataforma de Cloud 27,6% 61,5% Solução mobile (rede e app) 44,8% 56,5% Ferramenta de prevenção de perdas e fraudes 27,6% 53,8% Ferramenta de meios de pagamento digital 27,9% 46,2% Segurança patrimonial e transporte de valores 44,8% 44,4% Gestão de avaliação de crédito 24,1% 42,3% Ferramenta de BPM 13,8% 37,7% Ferramenta de Big Data 10,3% 34,6% Ferramenta de SCM 34,5% 33,3% Ferramenta de EAM 13,8% 26,9% Ferramenta de Workforce Management 10,3% 20,0% 2015 2016 para entender quais funcionarão ou não e seus possíveis impac- tos, bem como identificar oportunidades de melhoria das ideias. 8.DIMENSÃOTECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO A área de Tecnologia da Informação vem crescendo dentro das empresas. As potencialidades ligadas às melhorias constantes em TI passam por praticamente todas as áreas, des- de o processo de vendas e produção até o Departamento de Pessoal, gerando ganhos de produtividade, agilidade e otimi- zação de processos. Não é à toa que as empresas estudadas au- mentaram em 30,3% o percentual de faturamento investido em TI em 2016. E a previsão é de que ocorra um crescimento no valor investido nesta área de 1,3% do faturamento, verificado em 2016, para 7,8% em média do faturamento em 2017.
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    58 O crescimento daimportância estratégica da área de TI nas empresas im- pulsionou a contratação direta de profissionais dessa área, passando de 63,1% funcio- nários internos em 2015 para 79,4% em 2016 entre as empresas avaliadas. Por outro lado, porém, houve redução no percentual investido em treinamentos de funcionários de TI, de 12,7% em 2016, como mostra o gráfico 12. 9. DIMENSÃO LOJA VIRTUAL O e-commerce no Brasil ainda representa um pequeno volume no total das vendas do varejo em geral, mas segue crescendo, mesmo diante da crise eco- nômica, e tem se consolidado entre os brasileiros, que têm comportamento cada vez mais digital. Dentre as empresas avaliadas, 56% possuem uma loja virtual e, das que ainda não comercializam desta forma, 44,4% afirmam que pretendem implantar um canal de e-commerce. O faturamento desse canal cresceu 48,6% entre 2015 e 2016, como é possível observar no gráfico 13. Uma boa notícia é que o prazo de entrega entre as empresas estudadas caiu de 5 para 3,5 dias, aproximadamente. A taxa de pessoas que acessam a loja on-line e efetivam as compras aumentou consideravelmente, passando de 1,3% nos anos de 2014 e 2015 para 5,4% em 2016. Os dados mostram que as pessoas estão comprando mais por meio dos canais virtuais. A facilidade de pesquisas e a comparação de preços contribuíram para esse crescimento. Com o aumento das vendas on-line, porém, observa-se um crescimento, em patamar semelhante, dos prejuízos ligados a trocas e devoluções. GRÁFICO 12 – INDICADORES DA DIMENSÃO TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO 45,2% 30,3% 2015 2016 Crescimento do percentual do faturamento investido em TI 36,5% -12,7% Crescimento do percentual do faturamento investido em treinamentos dos profissionais de TI Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP GRÁFICO 13 - INDICADORES DA DIMENSÃO LOJA VIRTUAL 50,0% Empresas que possuem lojas virtuais 44,8% 56,0% 2014 2015 2016 Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP Nota: (1) Não há informações disponíveis para este ano. 30,0% Variação da participação da loja virtual no faturamento 30,1% 48,6% 1,3% Taxa média de conversão 1,3% 5,4% (1) 1,2% 5,2% % do prejuíso no faturamento com devoluções (e-commerce) 40,0% Empresas que pretendem abrir uma loja on-line/ operação de e-commerce 33,3% 44,4%
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    RANKING NOVAREJO 59 10. DIMENSÃO TROCAS Estaedição traz como novidade dados so- bre trocas no varejo, a par- tir de um estudo realizado pelo CIP em parceria com a SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo). Das empresas compreendidas na análise, estão empresas dos setores de E-commerce/loja virtual, Eletroeletrônicos e Móveis, Farmácias, Materiais de construção, Super e hiper- mercados, Vestuários e lojas de departamento e Livrarias. Entre os setores, Ele- troeletrônicos e Móveis con- centra quase metade de todas as trocas, 48,1%, seguido por Livrarias (22,3%),como mostra o gráfico 14. Uma estimativa reali- zada pelo CIP avaliou os cus- tos de trocas no varejo nacional para 2016 em aproximadamen- te R$ 8,01 bilhões. O valor representa um elevado volume de capital desperdiçado com atividades não produtivas. Os custos das trocas realizadas pe- las empresas do estudo repre- sentaram, em média, 2,3% do faturamento líquido em 2016. O gráfico 15 apresen- ta as fontes de custo apontadas pelas empresas no processo de trocas, como logística e tribu- tos, mencionadas por 82,2% e 62,1% das empresas analisadas, respectivamente. A pesquisa também analisou os motivos para a realização de trocas de produ- tos. A insatisfação com algum aspecto do produto (cor, ta- manho ou modelo) representa 34,6% dos motivos. Em pro- porções semelhantes, defeitos e vícios nos produtos também foram apontados como moti- vos, como mostram os dados do gráfico 16. GRÁFICO 14 – DISTRIBUIÇÃO DAS TROCAS POR SEGMENTO Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP e SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo) E-COMMERCE/LOJA VIRTUAL ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTO FARMÁCIA MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO SUPER E HIPERMERCADOS LIVRARIAS 48,1% 8,7% 9,0% 22,3% 11,5% 0,1% 0,4% 82,2% Logística GRÁFICO 15 – FONTES DE CUSTOS NAS TROCAS Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP e SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo) Tributos Assistência Técnica Outros 62,1% 20,7% 31,0% GRÁFICO 16 – MOTIVOS DE TROCAS Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP e SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo) DESISTÊNCIA/ARREPENDIMENTO FRAUDES INSATISFAÇÃO COM O PRODUTO (TAMANHO, COR, MODELO) PRODUTO ENTREGUE EM DESACORDO COM O PEDIDO OUTROS VÍCIO/DEFEITO34,6% 11,2% 32,2% 5,8% 16,0% 0,2%
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    ANÁLISES RANKING NOVAREJO BRASILEIRO DETALHAOS DADOS DE CADA SEGMENTO DO VAREJO SETORIAIS RANKING NOVAREJO 6161
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    62 ATACAREJO EM RITMOACELERADO O atacarejoganhou força com a crise econômica, mas deve preservar o crescimento mesmo durante a retomada O modelo de atacarejo ga- nhou força na década passada, com o au- mento do poder de consumo das classes C, D e E. Contudo, foi a partir de 2015 que o setor deslanchou no Brasil. Com o aumento do desemprego e dos índices de inflação durante a crise político-econômi- ca nos últimos dois anos, as classes A e B entraram neste mercado também. Com a queda do poder de compra, os consumi- dores em geral ficaram mais sensíveis aos preços e mudaram seus hábitos de consu- mo, mostrando preferência pelos custos maisacessíveisoferecidospelosatacarejos. Consequentemente,opercentualdefamí- lias que frequentam atacarejos, a taxa de penetração, subiu de 46,4% em 2015 para 54%em2017. Enquanto modelos tradicionais de varejo apresentaram quedas, dados da ABAD (Associação Brasileira de Atacadis- tas e Distribuidores) mostram que os ata- carejos apresentaram taxas de crescimento de 12% em 2015 e de 11,3% em 2016. Em contrapartida, neste último ano, os hiper- mercados e o varejo de vizinhança sofreram quedas de 7,4% e 5,1%, respectivamente. Aproximadamente 415 mil famílias aban- donaram os hipermercados nesse período. Considerando os 23 grupos de atacarejo contemplados no Ranking NO- VAREJO Brasileiro de 2017,o faturamento aumentou de R$ 63,1 bilhões para R$ 75,9 bilhões entre 2015 e 2016. No período, o POR DANIEL HERNANDES destaque ficou com o Assaí, bandeira de atacarejo do GPA, cujo faturamento aumentou 38,6%, atingindo R$ 14,4 bilhões em 2016. O Atacadão também registrou bons números, com faturamento de R$ 28,4 bilhões,aumento de 9,3% em relação ao ano anterior.O fatu- ramento conjunto desses dois grupos corresponde a 56,5% do faturamento total da amostra deste ranking, o que mostra uma concentração considerável do setor de Atacarejo. Se so- marmos os faturamentos dos grupos Makro e Mateus,a concentração aumenta para 75,9%. A ABAAS (Associação Brasileira dos Atacadistas de Autosserviços) estima que, aproximadamente, um terço do crescimento setorial nos dois últimos anos deve ser credi- tado à expansão do número de lojas e à modificação das lojas de atacado para o formato atacarejo. Depois de um ritmo acelerado de expansão, hoje são 450 lojas espalhadas por todos os Estados brasileiros. Dados da Serasa Experian mostram que a rentabilidade do patrimônio líquido médio do setor de Atacarejo subiu de 14% em 2015 para 18% em 2016.No mesmo período, o EBITDA aumentou ligeiramente, de 2,6% para 2,8%. Em relação ao risco de crédito, a tabela 1 mostra que o setor teve um ligeiro aumento nas categorias de maior risco:elevado e default,saindo de um total de 25% da carteira de crédito para 27%. Fonte:SerasaExperian|Elaboração:CentrodeInteligênciaPadrão-CIP ATACAREJO RISCO DE CRÉDITO BAIXO ACEITÁVEL ELEVADO DEFAULT jun/16 70% 5% 11% 14% mai/17 66% 7% 12% 15% Entre os 11 grupos de atacarejo deste ranking com faturamento acima de R$ 1 bilhão,o Atacadão apresentou a maior rentabilidade por loja em 2016,de R$ 225 milhões, um crescimento de 8,4% em relação ao ano anterior.A rentabilidade do Grupo Mateus au- mentou 38,4%,atingindo R$ 175 milhões por loja.A terceira melhor marca dessa amostra pertence ao Atakadão Atakarejo,que fechou 2016 com rentabilidade de R$ 159 milhões por loja,representando um aumento de 24,1% no comparativo com 2015. Assim como qualquer segmento do varejo, o atacarejo é um grande motor de geração de emprego. De 2015 para 2016, cenário marcado pela crise econômica e pelo aumento da taxa de desemprego no País, o atacarejo criou postos de trabalho, saindo da faixa de 103 mil para 116 mil funcionários, correspondendo a um aumento de 11,8% de 62
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    RANKING NOVAREJO 63 RANKING NOVAREJORANKINGNOVAREJO mão de obra empregada. Os grupos Assaí e Atacadão tiveram aumentos de 39,6% e 24,7% nos seus quadros, atingindo 24,7 mil e 40 mil funcionários,respectivamente. Entre os 11 grupos de atacarejo deste ranking com faturamento acima de R$ 1 bilhão,as maiores produtividades por funcionário pertencem ao Makro, ao Rol- dão e ao Atacadão, com R$ 906 mil, R$ 810 mil e R$ 710 mil de faturamento por funcionário contratado. Destaque para os grupos Atakadão Atakarejo e Grupo Ma- teus, que tiveram crescimentos de produ- tividade de 27,6% e 28,6% em 2016 em relação ao ano anterior,respectivamente. Como o atacarejo possui suas es- pecificidades,é importante que a indústria adapte seu mix de produtos a esse formato de negócio e entenda a dinâmica do au- tosserviço. Afinal, a mudança introduzi- da pelo setor foi grande, saindo de uma operação de atacado que tradicionalmente vendia, com exclusividade, para revende- dores para um modelo de negócio no qual a venda passa a ser feita diretamente para o consumidor final. Fonte:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP LOCALIZAÇÃO DAS LOJAS POR REGIÃO NORTE 4,8% NORDESTE 22,1% SUDESTE 49,0% SUL 18,2% CENTRO-OESTE 6,0% MATRIZ – RENTABILIDADE LOJAS X PRODUTIVIDADE FUNCIONÁRIOS Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP PRODUTIVIDADE(FATURAMENTO/FUNCIONÁRIOSEMR$) 1.000.000 RENTABILIDADE (FATURAMENTO/LOJAS EM R$) 900.000 800.000 700.000 600.000 500.000 400.000 300.000 200.000 100.000 0 0 50.000.000 100.000.000 150.000.000 200.000.000 250.000.000 ATACADISTAROLDÃO ATACADÃO MARTMINASATACADOEVAREJO SPANIATACADISTA TENDA GRUPODECMINAS MAKRO ASSAÍ GRUPOMATEUS 63
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    64 ATACAREJO GRUPO/EMPRESA SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO CIDADEUF VALOR (EM R$) CRESCIMENTO (EM %) NÚMERO 1 ATACADÃO4,5 SÃO PAULO SP 28.416.820.200 9,3 126 2 ASSAͳ SÃO PAULO SP 14.487.000.000 38,6 107 3 MAKRO4 SÃO PAULO SP 8.202.849.433 13,2 74 4 GRUPO MATEUS4,5 SÃO LUÍS MA 6.485.540.199 55,2 37 5 ATACADISTA ROLDÃO1,4 SÃO PAULO SP 3.240.000.000 35,0 30 6 GRUPO HERVAL1,4 DOIS IRMÃOS RS 3.000.000.000 7,1 198 7 TENDA3 GUARULHOS SP 2.371.694.000 14,6 25 8 SPANI ATACADISTA4,5 TAUBATÉ SP 1.875.226.642 22,7 15 9 MART MINAS ATACADO E VAREJO4,5 CONTAGEM MG 1.778.403.995 36,0 21 10 GRUPO DEC MINAS5,4 CONTAGEM MG 1.568.888.890 9,7 13 11 ATAKADÃO ATAKAREJO4,5 SALVADOR BA 1.117.454.569 24,1 7 12 RMIX SUPERMERCADOS4,5 SIMÕES FILHO BA 513.890.432 26,9 10 13 HIPERIDEAL4,5 SALVADOR BA 388.226.962 6,4 11 14 HIGA ATACADO4 CAMPINAS SP 386.048.257 46,9 2 15 SUPERMERCADO FLORESTA SUPERMARKET4,5 VOLTA REDONDA RJ 369.187.190 1,2 14 16 SALES SUPERMERCADOS4,5 BELO HORIZONTE MG 365.652.606 5,6 13 17 ATACADÃO MACRE4,5 PARAUAPEBAS PA 307.746.066 23,6 4 18 BASE ATACADO4,5 TAGUATINGA DF 243.666.739 13,5 4 19 ATACADO TREICHEL4,5 PELOTAS RS 243.405.662 15,5 1 20 SUPERMERCADO SERRANO4,5 IBIÚNA SP 161.000.000 7,3 10 21 SJ SUPERMERCADOS4,5 CONTAGEM MG 149.784.687 0,2 9 22 MIG SUPERMERCADO4,5 MAFRA SC 135.420.432 29,0 7 23 ATACADO VILA NOVA4,5 POÇOS DE CALDAS MG 113.457.856 190,9 2 Depois do “boom”de anos anteriores,a desaceleração da expansão física dos atacarejos já está em andamento.Por esse motivo,um dos maiores desafios enfrentados pelo atacado de autosserviço,para manter taxas de crescimento semelhan- tes às taxas de anos anteriores,será a retenção dos consumidores que migraram para suas lojas em função da crise econômica. Associados da ABAAS acreditam que a manutenção de preços mais baixos em relação aos canais de venda concorrentes será capaz de segurar os clientes mesmo com a recuperação econômica esperada a partir do segundo semestre de 2017. Hoje,a eficiência da cadeia de distribuição do atacarejo é repassada para os produtos.Esse é um dos fatores que mais contribuem para preços mais baixos.Geralmente,o estoque é feito no mesmo local da venda,não sendo necessários 64
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    RANKING NOVAREJO 65 LOJAS FUNCIONÁRIOS CRESCIMENTO (EM%) RENTABILIDADE (FATURAMENTO/ LOJAS EM R$) VARIAÇÃO DA RENTABILIDADE (EM %) NÚMERO CRESCIMENTO (EM %) PRODUTIVIDADE (FATURAMENTO/ FUNCIONÁRIOS EM R$) VARIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE (EM %) 0,8 225.530.319 8,4 40.000 24,7 710.421 -12,4 12,6 135.392.523 23,0 24.759 39,6 585.121 -0,7 -3,9 110.849.317 17,8 9.046 -3,8 906.793 17,6 12,1 175.284.870 38,4 14.338 20,7 452.332 28,6 11,1 108.000.000 21,5 4.000 14,3 810.000 18,1 8,2 15.151.515 -1,0 ND ND ND ND 4,2 94.867.760 10,0 4.415 1,3 537.190 13,2 7,1 125.015.109 14,6 3.120 12,3 601.034 9,3 23,5 84.685.905 10,1 3.048 14,0 583.466 19,3 -31,6 120.683.761 60,3 3.122 -9,8 502.527 21,7 0,0 159.636.367 24,1 1.770 -2,7 631.330 27,6 0,0 51.389.043 26,9 1.437 11,4 357.613 13,9 10,0 35.293.360 -3,3 860 -11,6 451.427 20,4 100,0 193.024.129 -26,5 436 83,2 885.432 -19,8 0,0 26.370.514 1,2 1.594 8,1 231.611 -6,4 0,0 28.127.124 5,6 1.100 -9,2 332.411 16,3 33,3 76.936.517 -7,3 762 50,0 403.866 -17,6 0,0 60.916.685 13,5 ND ND ND ND 0,0 243.405.662 15,5 458 4,3 531.453 10,7 0,0 16.100.000 7,3 511 -7,1 315.068 15,5 0,0 16.642.743 0,2 819 4,5 182.887 -4,1 0,0 19.345.776 29,0 256 2,0 528.986 26,5 100,0 56.728.928 45,5 305 67,6 371.993 73,6 1.Faturamentoestimado. 2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário. 3.Faturamentoextraídodedemonstraçãocontábil. 4.Faturamentoextraídodefontessecundárias. 5.Faturamentobruto.6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa. centros de distribuição.É importante que essa característica seja preservada,mesmo com a tendência de aumento do mix de produtos esperado nos próximos anos para atender à demanda dos novos clientes do canal. Além de manter as vantagens competitivas na distribuição, o atacarejo precisa avançar na incorporação de tec- nologia nas lojas, na melhor utilização dos recursos naturais como luz e água e na redução de desperdício de alimentos. Do ponto de vista da gestão, é importante que os funcionários recebam treinamentos focados na qualidade do aten- dimento ao cliente – um grande desafio, uma vez que a expansão do setor trouxe públicos diferentes para conviver no mesmo espaço físico. 65
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    A ssim comovários setores da economia, o de Calçados também sentiu os efeitos da crise. Por não se tratar de um bem de primeira necessidade nos orçamentos familiares, quando comparado a outros gastos como alimentação dentro de casa, transportes e serviços públicos, calçados perdem espaço nas listas de compras dos brasileiros. Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados (ABLAC) revelou que o consumidor mudou de comportamento neste período recente. Apesar de 78% dos brasileiros terem comprado calçados em 2016, eles agora procuram por menores preços e fazem com- pras com menor frequência. A mesma pesquisa mostra que houve queda de 11% no gasto médio, associada à redução de 7% no preço médio dos produtos, o que resultou em baixa de 10% do volume de pares comercializados. Com isso, as lojas registraram queda de 17% no faturamento em relação ao ano de 2015. As empresas listadas neste estudo, contudo, parecem não ter sentido os efeitos da crise, pois apresentaram uma taxa média de crescimento de 9,2% no faturamento. Apenas CALÇADOS COM OS DOIS PÉS NO POSITIVO O setor de Calçados também sentiu a crise, mas as companhias listadas neste Ranking conseguiram um desempenho acima do mercado POR GUSTAVO GURGEL a Santa Lolla registrou queda, o que pode ter sido em decor- rência de gargalos gerados por problemas logísticos. Como colocado em entrevista para a revista Exame em janeiro de 2016, a empresa contava com apenas um galpão e o prazo de entrega podia chegar a 90 dias, o que contribuiu para que a empresa perdesse vendas. A passagem do controle acionário da Alpargatas para o Grupo J&F por R$ 2,7 bilhões aparentemente não teve re- percussões negativas nos negócios da empresa, que registrou aumento de 12,1% no faturamento. Neste mesmo patamar de crescimento estava a Arezzo& Co, que também realizou operações na bolsa, aumentando seu capital em R$ 1,5 milhão com o lançamento de ações. Entre as empresas estudadas do setor de Calçados, a que apresentou o maior crescimento no faturamento em 2016 foi a Bibi Calçados, de 23%. O resultado foi melhor do que o registrado no ano anterior, quando a companhia apresentou alta de 19% no faturamento. Boa parte desse resultado pode estar associada às constantes melhorias em gestão, tecnologia, inteligência e comunicação. Além da ferramenta de controle de estoque em toda a rede de lojas, o que otimiza operações 66
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    LOCALIZAÇÃO DAS LOJAS POR REGIÃO OsEstados de São Paulo e do Rio de Janeiro concentram 28% e 18% das lojas do setor, respectivamente RANKING NOVAREJO NORTE 3,0% NORDESTE 12,5% SUDESTE 60,0% SUL 15,9% CENTRO-OESTE 8,5% logísticas, a empresa oferece a seus franqueados uma ferra- menta de gestão padronizada, que permite devolutivas men- sais para melhoria na gestão. Um estudo realizado pela Serasa Experian, com exclu- sividade para o CIP, aponta que, apesar de o resultado geral do setor não ser positivo para todos, não houve alterações relevan- tes nos riscos de crédito associados aos varejistas de calçados. O percentual de empresas com risco elevado aumen- tou 1 ponto percentual em detrimento do aceitável. A pro- porção de empresas enquadradas com risco elevado ou default é de 36%, o que é bastante, considerando que 20% já se en- contram em default, ou seja, 100% de probabilidade de não honrar seus compromissos em um horizonte de seis meses. Fonte:SerasaExperian|Elaboração:CIPCentrodeInteligênciaPadrão CALÇADOS RISCO DE CRÉDITO BAIXO ACEITÁVEL ELEVADO DEFAULT jun/16 55% 10% 15% 20% mai/17 55% 9% 16% 20% Fonte:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP 67
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    GRUPO / EMPRESA SEDEFATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS CIDADE UF VALOR (EM R$) CRESCIMENTO (EM %) NÚMERO CRESCIMENTO (EM %) 1 ALPARGATAS3 SÃO PAULO SP 2.637.100.000 12,1 535 3,5 2 AREZZO&CO3 BELO HORIZONTE MG 1.239.110.000 10,6 565 4,1 3 AFEET1,4 SÃO PAULO SP 420.000.000 5,0 189 -7,4 4 DI SANTINNI1,4 QUEIMADOS RJ 339.480.000 0,0 123 0,8 5 BIBI CALÇADOS1,4 PAROBÉ RS 223.271.627 23,0 87 16,0 6 SANTA LOLLA1,4 SÃO PAULO SP 198.120.000 -6,5 127 -2,3 7 VIA MIA1,4 RIO DE JANEIRO RJ 103.950.000 20,0 80 25,0 CALÇADOS As lojas estudadas do setor se con- centram, em sua grande maioria, na Região Sudeste do País. As redes varejistas, boa parte originária dessa localidade, preferem direcio- nar suas lojas e franquias para essa região, de- vido ao tamanho e ao potencial do mercado consumidor existente. O Estado de São Paulo concentra 28% das lojas e o do Rio de Janeiro, 18%. O Nordeste também é um mercado de grande relevância, que engloba 18,1% das lo- jas, seguido pela Região Sul com 12,1%. Da amostra de empresas considera- das, apenas duas tiveram retração no número de lojas no ano de 2016, Afeet e Santa Lolla, que reduziram respectivamente 7,4% e 2,3%. As demais empresas apresentaram crescimen- to, que varia de 0,8% a 25% no número de lo- jas (Di Santinni e Via Mia, respectivamente). Vale lembrar, aqui, que o aumento percentual para uma empresa com um pequeno número de lojas é maior para a mesma quantidade de lojas para uma empresa grande. Quatro das empresas estudadas pu- deram ser localizadas na matriz Rentabilidade x Produtividade, que permite um panorama comparativo limitado, dada a amostra. Dentre elas, a Di Santinni se mostrou a mais rentável, quando considerado o faturamento líquido médio por loja. Apesar de ter o menor valor nominal de faturamento, a empresa também apresenta o menor número de lojas, o que a torna mais rentável, uma vez que as lojas, na média, geram maiores receitas. Considerando-se todas as empre- sas analisadas, lembrando que três delas não puderam compor a matriz por falta de dados relativos ao número de funcionários, Alpar- gatas foi a que apresentou maior rentabilida- de, com valor médio de R$ 4,9 milhões por loja. O resultado, fruto tanto do crescimento do faturamento, quanto do número de lojas, reflete melhora efetiva nos resultados opera- cionais. O maior crescimento de rentabilidade é referente à Afeet, na ordem de 13,3%, po- rém esse bom resultado deve-se não somente ao crescimento do faturamento, mas por conta da redução do número de lojas. A Arezzo&Co foi classificada com a maior produtividade dentre as listadas, prin- cipalmente por causa do grande faturamento da empresa. Em segundo lugar a Afeet, que também apresentou elevada produtividade em relação às demais, com valores na ordem de R$ 280 mil por funcionário. O baixo desem- penho da Di Santinni nesse indicador está li- gado ao elevado contingente de funcionários, que ultrapassa os 4,5 mil, porém, não torna a empresa menos robusta e confiável. 68
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    FUNCIONÁRIOS RENTABILIDADE (FATURAMENTO/ LOJAS EM R$) VARIAÇÃODA RENTABILIDADE (EM %) NÚMERO CRESCIMENTO (EM %) PRODUTIVIDADE (FATURAMENTO/ FUNCIONÁRIOS EM R$) VARIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE (EM %) 4.929.159 8,3 ND ND ND ND 2.193.115 6,3 4.000 ND 309.778 ND 2.222.222 13,3 1.500 ND 280.000 ND 2.760.000 -0,8 4.500 0,0 75.440 0,0 2.566.341 6,0 1.500 ND 148.848 ND 1.560.000 -4,3 ND ND ND ND 1.299.375 -4,0 ND ND ND ND 1.Faturamentoestimado. 2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário. 3.Faturamentoextraídodedemonstraçãocontábil. 4.Faturamentoextraídodefontessecundárias. 5.Faturamentobruto.6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa. MATRIZ – RENTABILIDADE LOJAS X PRODUTIVIDADE FUNCIONÁRIOS Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP RENTABILIDADE (FATURAMENTO/LOJAS EM R$) PRODUTIVIDADE(FATURAMENTO/FUNCIONÁRIOSEMR$) 350.000 300.000 250.000 200.000 150.000 100.000 50.000 0 0 500.000 1.000.000 AREZZO&CO AFEET BIBICALÇADOS DISANTINNI 2.000.000 2.500.000 3.000.000 69
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    UM SETOR EM ADAPTAÇÃO Asredes de Casa e Decoração conseguiram crescer em 2016, mas tiveram de passar por reestruturações e se reinventar D iferentemente de muitos setores da economia, o segmento de Casa e Decoração conseguiu registrar resul- tadospositivos,comaltade21%em2016,se- gundopesquisasdemercado.Ascompanhias analisadas neste Ranking seguiram o mesmo ritmo e apresentaram aumento de 9,1% no faturamentoem2016,emrelaçãoa2015. Algumas empresas, como a Mol- dura Minuto, a Karsten e a Camicado, apresentaram as melhores performances, com crescimento de 23,3%, 18,5% e 18,2%, respectivamente. Algumas das empresas do grupo observado apresentaram resultados negativos, como a Tok&Stok e a Multicoi- sas, que reduziram 7,4% e 3,3% seus fatura- mentos em 2016. A Tok&Stok registrou também re- dução de 75% nos lucros, fechando em R$ 10,7 milhões em 2016, conforme o Valor Econômico. Entre os possíveis fatores para o resultado está o aumento de 2,5% nos cus- tos operacionais,o que significa uma cifra de, aproximadamente, R$ 12 milhões, o aumen- POR GUSTAVO GURGEL to de R$ 40 milhões em impostos pagos e a contração do consumo por conta da crise.A companhia também concluiu o processo de mudança na direção da empre- sa, com Luiz Fazzio no cargo de CEO, o que já era tido como certo desde que a firma de investimentos americana Carlyle adquiriu pouco mais de 60% da empresa. Dados da pesquisa realizada pela Serasa Experian, com exclusividade para o CIP, apontam elevação de 5 pontos percentuais no total das empresas que têm “default”como sua classificação de risco de crédito, totalizando 18%. Porém, o total de empresas em situação de risco baixo ou aceitável passou de 72% para 75% no mesmo período. A distribuição das empresas listadas no Ranking entre as diversas re- giões mostra que,aproximadamente,metade delas está no Sudeste do Brasil,sen- do 28% localizadas no Estado de São Paulo. A ABAAS (Associação Brasileira dos Atacadistas de Autosserviços) es- tima que, aproximadamente, um terço do crescimento setorial nos dois últimos anos deve ser creditado à expansão do número de lojas e à modificação das lojas de atacado para o formato atacarejo. Depois de um ritmo acelerado de expansão, hoje são 450 lojas espalhadas por todos os Estados brasileiros. CASA E DECORAÇÃO Fonte:SerasaExperian|Elaboração:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP CASA E DECORAÇÃO RISCO DE CRÉDITO BAIXO ACEITÁVEL ELEVADO DEFAULT jun/16 70% 2% 15% 13% mai/17 69% 6% 7% 18% 70
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    Fonte:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP LOCALIZAÇÃO DAS LOJAS POR REGIÃO Emboraa Região Sudeste domine em participação de número de lojas, o Nordeste e o Sul também se destacam RANKING NOVAREJO NORTE 3,1% NORDESTE 20,3% SUDESTE 48,7% SUL 18,8% CENTRO-OESTE 9,0% 71
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    Outra avaliação dasempresas listadas é a classificação delas segundo a rentabilidade média por loja e a produti- vidade média por funcionário. Nenhuma empresa foi plotada no quadrante supe- rior direito, que aponta alto rendimento e alta produtividade, sendo a Tok&Stok a que mais se aproximou em termos de resultados. No quadrante oposto, encon- tra-se apenas a FOM, que apresenta resultados modestos, mas não ruins. O resultado desta empresa difere das de- mais principalmente por se tratar de um produto altamente especializado e com um leque relativamente restrito. O mo- delo de pequenas lojas e quiosques difere de grande parte das demais varejistas que têm grandes lojas com um amplo portfó- lio de produtos. A matriz aponta a Karsten como a empresa com maior rentabilidade entre as estudadas, mas é preciso ser cuidadoso ao se analisar este resultado. O indicador de rentabilidade mostra apenas o fatura- mento médio por loja, não considerando demais fatores que possam impactar a performance da empresa. O baixo nú- mero de lojas colaborou para a alta rentabilidade, porém o elevado faturamento não foi suficiente para que a empresa realizasse lucros no período, somando prejuízos da ordem de R$ 96,5 milhões em 2016. Dentre as empresas com maior produtividade, a Springs Global, que detém diversas marcas, como Artex e MMartan, é a que apresenta a rentabilidade mais ele- vada. Os saldos positivos da empresa são observados também em sua performance, que apresentou o sétimo trimestre consecutivo de melhoras. O corte da taxa de juros este ano representou uma economia de mais de R$ 6 milhões para a empresa, poten- cializando ainda mais os resultados da reestruturação, uma vez que 81,5% das suas dívidas estão atreladas ao CDI. Esta gigante do setor, maior das Américas na produção, já foi a maior do mundo e vem se recuperando após ter sofrido uma grande perda após processo de fusão (Coteminas e Spring) quando o dólar desvalorizou. A confiança na empresa foi demonstrada este ano, quando as ações dobraram de valor em apenas uma semana, o que foi tido por diversos analistas apenas como uma readequação do valor que se encontrava subestimado. Para 2017, as expectativas dos especialistas é que os comportamentos do setor e dos consumidores sejam bem parecidos com o ano de 2016. Entre as empresas listadas no estudo, a Multicoisas almeja um aumento de 15% em seu faturamento, atingindo um patamar de R$ 500 milhões, o que é compatível com o plano de expan- são.Outra estratégia adotada pelas empresas é a diversificação do modelo do ponto de venda, como a Moldura Minuto, que lançou em 2017 as lojas “Express”, para serviços mais rápidos, e a diversificação de produtos, como a Uatt?, que transformou os per- sonagens de seus produtos em desenho animado, buscando, assim, maior público. A companhia também tem planos para mercados internacionais. Além disso, a maioria das empresas já se movimentou impulsionada pela crise, melhorando processos, ges- tão, revendo custos e se reinventando, o que pode tornar 2017 um ano menos sofrido para quem já se adaptou. GRUPO/EMPRESA SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS CIDADE UF VALOR (EM R$) CRESCIMENTO (EM %) NÚMERO CRESCIMENTO (EM %) 1 SPRINGS GLOBAL3 SÃO PAULO SP 2.311.300.000 1,9 239 4,4 2 TOK&STOK3 BARUERI SP 966.763.000 -7,4 54 8,0 3 LE BISCUIT3 FEIRA DE SANTANA BA 485.803.000 9,3 83 18,6 4 MULTICOISAS4 CAMPO GRANDE MS 425.000.000 -3,3 203 3,6 5 CAMICADO3 PORTO ALEGRE RS 348.400.000 18,2 85 25,0 6 KARSTEN3 BLUMENAU SC 311.270.000 18,5 8 ND 7 IMAGINARIUM1,4 FLORIANÓPOLIS SC 230.000.000 12,2 192 -2,0 8 UATT?4 SÃO JOSÉ SC 120.000.000 9,1 87 33,8 9 MOLDURA MINUTO4 SÃO PAULO SP 37.000.000 23,3 60 -14,3 10 FOM1,4 SÃO PAULO SP 25.200.000 ND 42 ND CASA E DECORAÇÃO 72
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    MATRIZ – RENTABILIDADELOJAS X PRODUTIVIDADE FUNCIONÁRIOS PRODUTIVIDADE(FATURAMENTO/FUNCIONÁRIOSEMR$) RENTABILIDADE (FATURAMENTO/LOJAS EM R$) Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP 450.000 400.000 350.000 300.000 250.000 200.000 150.000 100.000 50.000 0 0 5.000.000 10.000.000 15.000.000 20.000.000 25.000.000 30.000.000 35.000.000 40.000.000 45.000.000 MULTICOISAS IMAGINARIUM LEBISCUIT SPRINGSGLOBAL TOK&STOK KARSTEN FOM FUNCIONÁRIOS RENTABILIDADE (FATURAMENTO/ LOJAS EM R$) VARIAÇÃO DA RENTABILIDADE (EM %) NÚMERO CRESCIMENTO (EM %) PRODUTIVIDADE (FATURAMENTO/ FUNCIONÁRIOS EM R$) VARIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE (EM %) 9.670.711 -2,3 8.328 9,6 277.534 -7,0 17.903.019 -14,3 4.100 -8,9 235.796 1,6 5.853.048 -7,8 2.000 ND 242.902 ND 2.093.596 -6,6 1.000 ND 425.000 ND 4.098.824 -5,5 ND ND ND ND 38.908.750 ND 3.200 ND 97.272 ND 1.197.917 14,5 750 0,0 306.667 12,2 1.379.310 -18,5 ND ND ND ND 616.667 43,9 ND ND ND ND 600.000 ND 350 ND 72.000 ND 1. Faturamento estimado 2. Faturamento informado por meio de questionário 3. Faturamento extraído da demonstração contábil 4. Faturamento extraído de fontes secundárias 5. Faturamento bruto 6. Faturamento extraído de fontes da empresa. 73
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    GIGANTE SEM FÔLEGO O setorde E-commerce conseguiu crescer em 2016, mas risco de inadimplência subiu proporcionalmente A pesar do grande impacto econômico que a crise gerou no vare- jo brasileiro, o E-commerce conseguiu manter seu crescimento. Segundo a AB- Comm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), o setor faturou em 2016 R$ 53,4 bilhões, 11% a mais em relação a 2015. Embora o faturamento do setor tenha apresentado aumento, a recessão eco- nômica com certeza reduziu seu potencial. Uma pesquisa realizada pela Forrester, em parceria com o E-commerce Brasil, identificou que 60% dos varejistas on-line perceberam desaceleração no consumo. E-COMMERCE GRUPO/EMPRESA SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS CIDADE UF VALOR (EM R$) CRESCIMENTO (EM %) NÚMERO CRESCIMENTO (EM %) 1 B2W³ RIO DE JANEIRO RJ 7.731.200.000 -5,5 NA NA 2 NETSHOES4,5 SÃO PAULO SP 1.555.560.000 5,8 NA NA 3 DAFITI GROUP4 JUNDIAÍ SP 1.259.000.000 62,9 NA NA 4 PRIVALIA4 SÃO PAULO SP 500.000.000 1,6 NA NA 5 WINE.COM1,4 SERRA ES 390.000.000 30,0 NA NA 6 ESSÊNCIA MÓVEIS2 CRUZEIRO SP 215.071.506 -27,7 NA NA 7 MADEIRAMADEIRA1,4 CURITIBA PR 176.000.000 100,0 NA NA 8 ICOMM GROUP4 SÃO PAULO SP 160.000.000 ND NA NA 9 GIULIANA FLORES1,4 SÃO CAETANO DO SUL SP 48.372.480 14,0 NA NA 10 BEBÊ STORE³ BARUERI SP 46.898.000 -16,9 NA NA Para contornar os efeitos da crise e atingir resultados positivos, os varejistas tiveram de investir fortemen- te em inovação e tecnologia, além de se aproximar mais do consumidor por meio de preços competitivos e da faci- lidade para realizar compras, segundo a Ebit. As empresas do setor acompanha- ram de perto o preço dos produtos e do frete, bem como ficaram mais atentas ao prazo de entrega. O levantamento também mos- trou que os varejistas on-line estão au- mentando os investimentos em mar- keting, mobile e marketplaces, além de elevarem sua presença nas redes sociais. Um dado importante é a mudan- ça de perspectiva dos varejistas que atuam com e-commerce em relação ao frete. Cada vez mais, o frete grátis perde espa- ço no setor. Em 2016, 61% das compras on-line foram realizadas com frete pago. Considerando o último trimestre de 2016, 36% do mercado oferecia produtos com frete grátis. Entre as dez maiores compa- nhias do setor,porém,esse percentual caía para 28% – o que mostra maturidade do segmento sobre o tema. O cenário de instabilidade provocou uma leve mudança nos há- bitos de pagamento do consumidor POR LUANA SOARES 74
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    PARTICIPAÇÃO DAS VENDAS POR REGIÃO Asvendas do e-commerce ainda acontecem, em grande parte, na Região Sudeste NORTE 3,0% NORDESTE 12,5% SUDESTE 60,0% SUL 15,9% CENTRO-OESTE 8,5% FUNCIONÁRIOS RENTABILIDADE (FATURAMENTO/ LOJAS EM R$) VARIAÇÃO DA RENTABILIDADE (EM %) NÚMERO CRESCIMENTO (EM %) PRODUTIVIDADE (FATURAMENTO/ FUNCIONÁRIOS EM R$) VARIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE (EM %) NA NA 12.903 ND 599.178 ND NA NA 2.487 13,0 625.476 -6,4 NA NA 2.900 ND 434.138 ND NA NA 350 ND 1.428.571 ND NA NA ND ND ND ND NA NA 9 ND 23.896.834 ND NA NA 230 ND 765.217 ND NA NA ND ND ND ND NA NA 120 ND 403.104 ND NA NA ND ND ND ND 1. Faturamento estimado 2. Faturamento informado por meio de questionário 3. Faturamento extraído da demonstração contábil 4. Faturamento extraído de fontes secundárias 5. Faturamento bruto 6. Faturamento extraído de fontes da empresa on-line. Segundo os dados da Ebit, o número de consumidores que pagam à vista passou de 39,3%, em 2015, para 42,2%, em 2016, enquanto o percen- tual de consumidores que parcelavam em mais de quatro vezes suas compras passou de 36,5%, em 2015, para 33,4%, em 2016. A Ebit apontou que em 2016 não houve aumento no volume de pedi- dos e sim no ticket médio, de 8%, im- pulsionado pela alta dos preços. Apesar disso, o setor espera aumentar seu fatu- ramento em 2017. De acordo com os da- dos da ABComm,o crescimento deve ser de 12% em comparação com 2016. Já a Ebit estima um crescimento de 15%, impulsionado pelo aumento dos preços e do volume de vendas de produ- tos de eletroeletrônicos. Apesar das ex- pectativas animadoras para o setor, o es- tudo desenvolvido pela Serasa Experian mostrou que o número de empresas com risco de crédito – ou seja, aquelas com risco de se tornarem inadimplentes – su- biu.Entre junho de 2016 e maio de 2017, o número de empresas com risco de cré- dito elevado e default passou de 36%, em 2016, para 45%, em 2017. Já o número daquelas com baixo risco de crédito caiu de 55% para 37%. Fonte:SerasaExperian|Elaboração:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP E-COMMERCE RISCO DE CRÉDITO BAIXO ACEITÁVEL ELEVADO DEFAULT jun/16 55% 9% 27% 9% mai/17 37% 18% 27% 18% 75
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    P or apresentaruma elevada sensibilidade aos ciclos econômicos, o setor de Eletroeletrônicos e Móveis so- freu uma retração acima da média do comércio varejista nos últimos anos. Suas vendas dependem muito das condições do mercado de trabalho e do mercado de crédito. No primeiro caso, a inflação, o desemprego e a queda da renda familiar afe- tam o poder de compra dos consumidores,reduzindo a deman- da por esses produtos. No segundo, taxas de juros elevadas e o aumento da inadimplência impactam diretamente as condições e os prazos de financiamento, que precisam ser atraentes na hora de o consumidor fechar negócio. A BUSCA PELA RECUPERAÇÃO O setor de Eletroeletrônicos e Móveis sofreu com a retração do mercado de trabalho e a alta dos juros, mas sinaliza um início de retomada Fonte:SerasaExperian|Elaboração:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS RISCO DE CRÉDITO BAIXO ACEITÁVEL ELEVADO DEFAULT jun/16 61% 6% 15% 18% mai/17 53% 12% 13% 22% POR DANIEL HERNANDES ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS A fragilidade nesses dois mercados impactou o risco de crédito no setor. Dados da Serasa Experian, apresentados com exclusividade pelo CIP, mostram que a parcela “boa” da carteira de crédito (exposta a baixo risco) diminuiu de 61% para 53% ao longo do último ano, e a parcela default aumentou de 18% para 22%. O cenário de crise, naturalmente, impactou o volume de vendas do segmento.O gráfico 1 mostra a variação de vendas dos últimos 12 meses em relação aos 12 meses imediatamente anteriores. Note que, no início de 2015, a variação passa para o terreno negativo, até atingir uma queda máxima, de 16,4%, 76
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    20,0% 15,0% 10,0% 5,0% 0,0% -5,0% abr/12 out/12 abr/13 out/13 abr/14 out/14 out/15 abr/16 out/16 abr/17 -10,0% -15,0% -20,0% abr/15 Fonte:IBGE|Elaboração:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP em abril de2016. Desde então, a variação tem trilhado um caminho mais otimista, com alguns fundamentos econômicos entrando novamente nos trilhos, como a redução da inflação e da taxa de juros. Nesse contexto turbulento, a boa notícia é que o ano de 2016 foi melhor do que o anterior, corroborando para a ex- pectativa de recuperação gradual do setor. O faturamento das empresas contempladas no Ranking NOVAREJO 2017 subiu 4,6%, de R$ 54,9 bilhões em 2015 para R$ 57,4 bilhões em 2016. A Via Varejo (Casas Bahia e Ponto Frio), o Magazine Luiza e a Máquina de Vendas (Ricardo Eletro) faturaram jun- tas R$ 38,5 bilhões em 2016, o que corresponde a 67,1% do marketshare de todo o setor.No entanto,enquanto o Magazine Luiza apresentou aumento de 4,9%, a Via Varejo e a Máquina de Vendas amargaram quedas de 8,7% e 11%, respectivamente. Como pode ser observado, aproximadamente dois ter- ços das lojas do setor estão concentradas nas Regiões Sudeste e Sul, considerando a amostra de empresas do ranking. De 2015 para 2016 houve uma redução no total de lojas físicas dentro do setor, saindo de 6.178 para 5.940. Comparando o desempenho das empresas em relação à rentabilidade e à produtividade, os destaques do setor ficam por conta da Fujioca Eletro Imagem e da Via Varejo, que estão no primeiro quadrante da matriz ilustrada. Elas apresentaram 77 GRÁFICO 1 – VOLUME DE VENDAS DO SETOR
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    Fonte:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP LOCALIZAÇÃO DAS LOJASPOR REGIÃO Com a crise, o número de lojas do setor caiu, mas a Região Sudeste segue na liderança, concentrando o maior número de PDVs NORTE 4,6% RANKING NOVAREJO NORDESTE 18,5% SUDESTE 42,3% SUL 25,4% CENTRO-OESTE 9,2% 78 ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS
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    MATRIZ – RENTABILIDADELOJAS X PRODUTIVIDADE FUNCIONÁRIOS PRODUTIVIDADE(FATURAMENTO/FUNCIONÁRIOSEMR$) Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP RENTABILIDADE (FATURAMENTO/LOJAS EM R$) 800.000 700.000 600.000 500.000 400.000 300.000 200.000 100.000 0 0 5.000.000 10.000.000 15.000.000 20.000.000 25.000.000 30.000.000 POLISHOP GRUPOCLAUDINO LOJASCOLOMBO GRUPOZEMA MÁQUINADEVENDAS MAGAZINELUIZA GAZIN LOJASCEM VIAVAREJO FUJIOKAELETROIMAGEM rentabilidades de R$ 23,7 milhões e R$ 23,8 milhões por loja, respectivamente. Vale destacar o crescimento de 25,3% da ren- tabilidade da Via Varejo em 2016, conquista obtida muito por conta do fechamento de lojas ineficientes. As duas empresas também se destacaram em relação às suas produtividades, ficando atrás apenas da Polishop, que apresentou a maior produtividade entre as empresas da amos- tra, de R$ 672 mil por cada funcionário. Mesmo aumentando seu quadro funcional, a Fujioca Eletro Imagem conseguiu au- mentar sua produtividade em 2,8%, para R$ 573 mil por fun- cionário, em 2016. Por outro lado, a Via Varejo contou com uma redução de 13,3% do seu pessoal para aumentar sua pro- dutividade em 5,3%, para R$ 483 mil por funcionário. Apesar das dificuldades enfrentadas, vale relembrar que o potencial do mercado interno brasileiro é enorme para o setor de Eletroeletrônicos e Móveis. Por exemplo: apesar de os índi- ces de penetração de televisores e refrigeradores serem altos, em torno de 98%,existe uma enorme intenção por parte das famílias em renovar esses aparelhos. Outros produtos de linha branca, como fogões, máquinas de lavar e freezers, apresentam taxas de penetração menores, de 47%, 57% e 17%, respectivamente. Então, existe uma lacuna grande para preencher, ainda mais no mercado de dispositivos digitais pessoais, como tablets e smartphones, e nos aparelhos de som, vídeo e informática, cada vez mais modernos e atraentes. O que falta, então, para o mercado se recuperar? O mercado de trabalho reagir, devolvendo o poder de compra dos consumidores e aumentando a demanda no setor. Mas há o que fazer, enquanto isso não acontece. Tornar as operações mais rentáveis deve estar no foco das empresas continuamente. Investir na integração mais eficiente entre os centros de distri- buição e as lojas,para diminuir os custos de transporte e os pra- zos de entrega, é um caminho. Historicamente, esse é um dos maiores desafios que o setor enfrenta para manter seus preços competitivos em relação à concorrência. Como se vê, ainda há muito o que fazer. 79
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    80 GRUPO/EMPRESA SEDE FATURAMENTO LÍQUIDOLOJAS CIDADE UF VALOR (EM R$) CRESCIMENTO (EM %) NÚMERO CRESCIMENTO (EM %) 1 VIA VAREJO³ SÃO PAULO SP 23.215.000.000 -8,7 975 -3,8 2 MAGAZINE LUIZA³ SÃO PAULO SP 9.031.300.000 5,1 799 1,7 3 MÁQUINA DE VENDAS4 SÃO PAULO SP 6.300.000.000 -11,0 800 -15,8 4 LOJAS CEM³ SALTO SP 3.295.997.000 0,0 245 6,1 5 GAZIN2 DOURADINA PR 2.879.412.553 3,9 258 14,7 6 POLISHOP1,4 JUNDIAÍ SP 1.680.000.000 12,0 230 15,0 7 GRUPO CLAUDINO1,4 TERESINA PI 1.571.062.500 -0,2 228 -0,9 8 LOJAS COLOMBO53,5 FARROUPILHA RS 1.406.506.000 -9,0 258 -0,8 9 FUJIOKA ELETRO IMAGEM3 GOIÂNIA GO 1.375.814.580 7,4 58 13,7 10 GRUPO ZEMA1,4 ARAXÁ MG 1.319.500.000 -9,0 480 -8,9 11 LOJAS LEBES4 ELDORADO DO SUL RS 1.000.000.000 11,1 150 11,1 12 LOJAS MARABRAZ1,4 SÃO PAULO SP 1.000.000.000 ND 135 ND 13 CASA & VÍDEO1,4 RIO DE JANEIRO RJ 921.476.556 -12,0 ND ND 14 MÓVEIS ROMERA4 ARAPONGAS PR 800.000.000 -28,3 189 -7,8 15 GRUPO MM4 PONTA GROSSA PR 640.000.000 0,0 214 33,8 16 LOJAS KOERICH4 FLORIANÓPOLIS SC 572.000.000 10,0 98 10,1 17 BERLANDA4 CURITIBANOS SC 540.000.000 0,0 210 2,9 18 CYBELAR4 TIETÊ SP 460.000.000 -23,3 108 -20,0 19 GRUPO RABELO4 MARACANAÚ CE 278.080.000 -72,1 95 -6,9 20 UNICASA3 BENTO GONÇALVES RS 185.056.000 -16,9 410 -30,2 80 ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS
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    RANKING NOVAREJO 81 FUNCIONÁRIOS RENTABILIDADE (FATURAMENTO/ LOJAS EMR$) VARIAÇÃO DA RENTABILIDADE (EM %) NÚMERO CRESCIMENTO (EM %) PRODUTIVIDADE (FATURAMENTO/ FUNCIONÁRIOS EM R$) VARIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE (EM %) 23.810.256 -5,07 48.000 -13,3 483.646 5,3 11.303.254 3,38 22.000 -17,0 410.514 26,7 7.875.000 5,73 20.000 -4,8 315.000 -6,5 13.453.049 -5,74 9.500 -9,5 346.947 10,5 11.160.514 -9,39 7.000 24,8 411.345 -16,8 7.304.348 -2,61 2.500 -16,7 672.000 34,4 6.890.625 0,63 16.000 ND 98.191 ND 5.451.574 -8,34 5.548 19,9 253.516 -24,2 23.720.941 -5,57 2.400 4,5 573.256 2,8 2.748.958 -0,09 3.900 -35,0 338.333 40,0 6.666.667 0,00 3.021 ND 331.016 ND 7.407.407 ND ND ND ND ND ND ND ND ND ND ND 4.232.804 -22,18 4.000 0,0 200.000 -28,3 2.990.654 -25,23 3.000 33,3 213.333 -25,0 5.836.735 -0,10 1.400 0,0 408.571 10,0 2.571.429 -2,86 2.000 0,0 270.000 0,0 4.259.259 -4,17 1.900 -24,0 242.105 0,9 2.927.158 -70,02 ND ND ND ND 451.356 19,00 577 -24,7 320.721 10,3 1. Faturamento estimado 2. Faturamento informado por meio de questionário 3. Faturamento extraído da demonstração contábil 4. Faturamento extraído de fontes secundárias 5. Faturamento bruto 6. Faturamento extraído de fontes da empresa . 81
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    82 FARMÁCIAS, COSMÉTICOS E PERFUMARIA RESILIÊNCIA PARACRESCER O setor de Farmácias, Cosméticos e Perfumaria foi um dos que conseguiram acelerar o processo de adaptação ao novo cenário e garantir resultados positivos N a contramão da crise, o setor de Farmácias, Cosméticos e Perfumaria apresentou crescimento em 2016. Isso não quer dizer que o setor não foi afetado pelo período de recessão, apenas se adaptou ao novo cenário brasileiro. Analisando os setores Farmácias e Cosméticos e Per- fumaria de forma separada, vemos diferença no desempenho. O setor de Farmácias conseguiu se blindar durante o perío- do mais crítico da crise, pois seu principal produto – os medi- camentos – é considerado essencial na cesta de consumo das pessoas. De acordo com a Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa), a venda de medicamentos teve um crescimento de 13,1% em 2016, na relação com 2015. A venda de medicamentos não foi o único item que estimulou o crescimento do setor. Nos últimos anos, o setor inseriu itens de higiene e beleza de forma massiva no mix de produtos das lojas. Segundo a Abrafarma (Associação Brasi- leira de Redes de Farmácias e Drogarias), estima-se que 30% das vendas em Farmácias são compostas por itens de higiene pessoal, dermocosméticos e produtos relacionados. O Brasil é o terceiro maior mercado consumidor de produtos de beleza, segundo a Abihpec (Associação Brasilei- POR LUANA SOARES ra da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos). Segundo estudo realizado pelo SPC Brasil (Sistema de Prote- ção ao Crédito), em um cenário de crise, o consumidor brasi- leiro prefere cortar gastos com atividades de lazer em vez de cortar gastos com beleza,o que favorece o crescimento do setor. Alguns fatores que contribuem para o crescimento deste setor são: a participação crescente da mulher no mercado de tra- balho, a vaidade do brasileiro e uma maior distribuição de renda. Assim, podemos ver que o setor de Farmácias, Cosmé- ticos e Perfumaria vem demonstrando resistência à crise. Um levantamento realizado pela Serasa Experian, com exclusividade para o Ranking NOVAREJO Brasileiro, mostrou que 63% das empresas do segmento possuem baixo risco de crédito, ou seja, além da resistência à crise,a maioria apresenta sinais de que con- seguirá honrar seus compromissos nos próximos seis meses. Algumas empresas do setor vêm investindo fortemen- te em expansão,como a L’Occitane,Extrafarma,Clamed e Raia Drogasil. De acordo com um estudo realizado pelo Centro de Inteligência Padrão – CIP, a Região Sudeste é a que concentra a maior quantidade de empresas do setor (33,4%). O estudo possibilitou observar que o Estado de São Paulo é o responsável por acolher 26% do total de pontos de vendas do setor no Brasil, seguido pelo Rio Grande do Sul (12%) e Paraná (11%). Apesar de a expansão ser uma preocupação das empresas do setor,foi possível observar que a DPSP conseguiu um aumento de 13,8% no seu faturamento mesmo apresentando redução de 4,4% no seu número de lojas. A empresa apresentou também au-Fonte:SerasaExperian|Elaboração:CentrodeInteligênciaPadrão– CIP FARMÁCIAS, COSMÉTICOS E PERFUMARIA RISCO DE CRÉDITO BAIXO ACEITÁVEL ELEVADO DEFAULT jun/16 71% 7% 13% 9% mai/17 63% 8% 15% 14% 82
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    RANKING NOVAREJO 83 mento emsua rentabilidade por loja, em- bora a produtividade por funcionário tenha caído. Quando o assunto é produtivi- dade por funcionário, o Grupo Boticário apresentou o maior indicador, em com- paração com as demais empresas avalia- das no setor, enquanto no aspecto ren- tabilidade por loja, a Drogaria Araujo se destaca em comparação com as demais. Mas nem todas as empresas conseguiram se blindar da turbulência. A Brasil Pharma, por exemplo, apresentou resultados negativos em 2016. O desem- penho, contudo, não é apenas reflexo da crise. A companhia tem passado por for- tes desafios nos últimos anos e teve redu- ção de 37,9% em seu faturamento no ano passado. Desde 2015, a empresa age para diminuir o endividamento e já vendeu as bandeiras Mais Econômica e Drogaria Rosário. A Contém1g também apresen- tou queda no seu faturamento em 2016. Quando avaliamos os dados do setor,ob- servamos que muitas redes se adaptaram e aproveitaram o momento para abrir novas lojas e atuar em novos Estados. Fonte:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP LOCALIZAÇÃO DAS LOJAS POR REGIÃO As lojas do setor estão distribuídas de forma equilibrada entre as regiões Sudeste e Sul NORTE 6,5% NORDESTE 24,0% SUDESTE 33,4% SUL 30,2% CENTRO-OESTE 5,8% PRODUTIVIDADE(FATURAMENTO/FUNCIONÁRIOSEMR$) MATRIZ – RENTABILIDADE LOJAS X PRODUTIVIDADE FUNCIONÁRIOS Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP RENTABILIDADE (FATURAMENTO/LOJAS EM R$) 1.800.000 1.600.000 1.400.000 1.200.000 1.000.000 800.000 600.000 400.000 200.000 0 0 2.000.000 4.000.000 6.000.000 8.000.000 10.000.000 12.000.000 14.000.000 GRUPOBOTICÁRIO BRASILPHARMA CLAMEDFARMÁCIAS DROGARIASNISSEI EXTRAFARMA DIMED FARMÁCIASPAGUEMENOS DROGARIASDPSP RAIADROGASIL DROGARIAARAÚJO 83
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    84 FARMÁCIAS, COSMÉTICOS E PERFUMARIA GRUPO/EMPRESA SEDEFATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS CIDADE UF VALOR (EM R$) CRESCIMENTO (EM %) NÚMERO CRESCIMENTO (EM %) 1 GRUPO BOTICÁRIO4 SÃO JOSÉ DOS PINHAIS PR 11.600.000.000 16,0 3.760 0,4 2 RAIA DROGASIL³ SÃO PAULO SP 11.256.565.000 24,8 1.420 15,0 3 DROGARIAS DPSP3 SÃO PAULO SP 7.935.754.000 13,8 1.171 -4,4 4 FARMÁCIAS PAGUE MENOS³ FORTALEZA CE 5.542.343.000 11,3 952 12,0 5 DIMED³ ELDORADO DO SUL RS 2.128.732.000 7,2 369 6,3 6 DROGARIA ARAÚJO4 BELO HORIZONTE MG 1.900.000.000 18,8 160 6,7 7 CLAMED FARMÁCIAS1,4 JOINVILLE SC 1.700.000.000 22,9 404 15,4 8 EXTRAFARMA3,5 BELÉM PA 1.674.000.000 18,1 315 24,0 9 BRASIL PHARMA3 SÃO PAULO SP 1.502.656.000 -37,9 820 -17,1 10 DROGARIAS NISSEI1,4 CURITIBA PR 1.292.928.000 12,0 255 8,5 11 DROGARIA ONOFRE4 SÃO PAULO SP 375.000.000 1,0 37 -21,3 12 THE BODY SHOP1,4 SÃO PAULO SP 253.212.634 -4,8 116 ND 13 L’OCCITANE1,4 JUNDIAÍ SP 251.220.475 19,9 250 150,0 14 MAHOGANY1,4 SÃO PAULO SP 128.880.000 17,2 179 11,9 15 CONTÉM 1G 1,4 SÃO JOÃO DA BOA VISTA SP 125.000.000 -22,5 148 -22,1 16 LEO COSMÉTICOS4 LONDRINA PR 82.000.000 ND 11 ND 84
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    RANKING NOVAREJO 85 FUNCIONÁRIOS RENTABILIDADE (FATURAMENTO/ LOJAS EMR$) VARIAÇÃO DA RENTABILIDADE (EM %) NÚMERO CRESCIMENTO (EM %) PRODUTIVIDADE (FATURAMENTO/ FUNCIONÁRIOS EM R$) VARIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE (EM %) 3.085.106 15,5 7.000 86,7 1.657.143 -37,9 7.927.158 8,5 28.878 8,9 389.797 14,6 6.776.904 19,0 25.000 25,0 317.430 -9,0 5.821.789 -0,6 21.225 12,0 261.123 -0,6 5.768.921 0,8 4.675 -19,8 455.344 33,7 11.875.000 11,3 7.000 0,0 271.429 18,8 4.207.921 6,5 5.300 11,9 320.755 9,8 5.314.286 -4,7 5.670 7,6 295.238 9,8 1.832.507 -25,1 16.000 6,7 93.916 -41,8 5.070.306 3,2 5.000 11,1 258.586 0,8 10.135.135 28,3 2.000 0,0 187.500 1,0 2.182.868 ND ND ND ND ND 1.004.882 -52,0 ND ND ND ND 720.000 4,7 ND ND ND ND 844.595 -0,5 ND ND ND ` 7.454.545 ND 350 11,1 234.286 ND 1. Faturamento estimado 2. Faturamento informado por meio de questionário 3. Faturamento extraído da demonstração contábil 4. Faturamento extraído de fontes secundárias 5. Faturamento bruto 6. Faturamento extraído de fontes da empresa. 85
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    86 LIVRARIAS E PAPELARIAS SETOR EMMOVIMENTO O setor de Livrarias e Papelarias conseguiu reduzir o endividamento, mas também sentiu o peso da crise. Contudo, mudanças devem acontecer I nfluenciado,principalmente,pela ampliação do acesso à universidade e peloconsequenteaumentopelademandadelivrosemateriaisdepapelaria,osetordeLi- vrarias e Papelarias viveu um período de expansão,marcado também pela transformação das tradicionais livrarias em centros culturais e de consumo diversificado, com a adição de filmes,DVDs e eletrônicos no mix de produtos ofertado. Contudo,mesmo antes do início da crise,o setor começou a sofrer,influenciado pelo crescimento das vendas de livros pela internet.Aliado a isso,a redução do crédito educacional acompanhada da forte recessão que atingiu o País impactou ainda mais a demanda do setor. Soma-se a tais volatilidades do mercado a dificuldade das varejistas em se adaptar ao modelo dos e-books e a pirataria que também incide sobre estas. Em 2016, o setor de Livrarias e Papelarias alcançou resultados ainda mais negativos se comparados ao varejo de modo geral. Segundo estudo do SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros),com a Nielsen,o se- tor amargou uma retração real no faturamento,chegando a taxas negativas de 9,2%,superior à queda sofrida em 2015,de 7,2%. Mesmo com a retração da demanda, o setor não teve condições de sustentar a sua característica política de descontos,para conseguir manter o mínimo de margens.O desconto médio aplicado pelos varejistas ao consumidor final caiu 1,41%.Tal mudança explica as al- terações do preço médio do livro vendido que,segundo dados da pesquisa,cresceu 8,69%.O porcentual ficou acima do IPCA médio no mesmo período, ou seja, houve um crescimento real do preço do livro vendido. A queda no volume de vendas em 10,8% não permitiu que tal aumento real se rever- tesse em um aumento no faturamento ou no lucro.Segundo estudo da Serasa Experian,feito com exclusividade para o Ranking NOVAREJO 2017,a margem EBITDA (lucro antes dos impostos,juros e amortizações) do setor sofreu uma queda de quase 50%,em relação a 2015. POR MATHEUS VALLE 86
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    RANKING NOVAREJO 87 RANKING NOVAREJO Osetor teve uma expansão de suas unidades físicas abaixo de 1%. A exceção ficou por conta da Kalunga, que tem se aproveitado do seu modelo híbrido – atacado e varejo – para crescer. Com a demanda reprimida a altas taxas de juros durante a maior parte do ano, as varejistas do setor se concentraram em estabelecer uma melhor saúde financeira em detrimento de uma escolha de expansão da presença da marca. Esse fato fica claro ao analisarmos o grau de endividamento das empresas no mesmo período.Da- dos exclusivos da Serasa Experian para o Ranking NOVAREJO 2017 mostram que as empresas reduziram seu nível de endividamento em 48%. Fonte:SerasaExperian|Elaboração:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP LIVRARIAS E PAPELARIAS RISCO DE CRÉDITO BAIXO ACEITÁVEL ELEVADO DEFAULT jun/16 75% 4% 13% 8% mai/17 68% 9% 11% 12% SETOR MARGEM EBITDA 2015 2016 LIVRARIAS E PAPELARIAS 9.0 4.0 Fonte:SerasaExperian MARGEM EBITDA NO SETOR DE LIVRARIAS E PAPELARIAS A tabela de risco nos mostra um aumento moderado das empresas do setor em situação de default,as quais possuem 100% de probabilidade de não conseguir honrar seus compromissos,passando de 8% em junho de 2016 para 12% em maio de 2017.Apesar do aumento, o segmento ainda apresenta um dos menores níveis de risco de crédito quando comparados ao varejo de maneira geral. SEGMENTO 2015 2016 VARIAÇÃO LIVRARIAS E PAPELARIAS 217.5 114.0 -48% Fonte:SerasaExperian NÍVEL DE ENDIVIDAMENTO NO SETOR DE LIVRARIAS E PAPELARIAS Com exceção da Saraiva, que já possui presença considerável fora do eixo Sul- -Sudeste, as marcas foram tímidas em relação à conquista de mercados fora de suas res- pectivas origens.Para aumentar o market share e acompanhar as mudanças de comporta- mento dos consumidores, o setor concentrou seus investimentos no E-commerce. Dessa forma,a companhia evita adotar decisões arriscadas de altos investimentos em um mode- lo de grandes unidades físicas com produtos diversificados,localizadas em sua maior parte em áreas valorizadas. É o caso da Saraiva, que viu as vendas brutas de seu E-Commerce subirem quase 9% no ano.
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    88 LIVRARIAS E PAPELARIAS GRUPO/EMPRESA SEDEFATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS CIDADE UF VALOR (EM R$) CRESCIMENTO (EM %) NÚMERO CRESCIMENTO (EM %) 1 KALUNGA1,4 SÃO PAULO SP 2.100.000.000 10,5 160 8,8 2 SARAIVA³ SÃO PAULO SP 1.737.563.000 -2,0 113 0,9 3 FNAC1,4 SÃO PAULO SP 538.780.000 -7,5 12 0,0 4 LIVRARIA CULTURA2 SÃO PAULO SP 385.000.000 -5,2 17 0,0 5 LIVRARIAS CURITIBA³ CURITIBA PR 263.855.705 -4,8 27 ND 6 BOOKPARTNERS4 JANDIRA SP 117.300.000 15,0 14 ND 7 LIVRARIA DA TRAVESSA4 RIO DE JANEIRO RJ 75.000.000 ND 8 ND Fonte:CIPCentrodeInteligênciaPadrão LOCALIZAÇÃO DAS LOJAS POR REGIÃO A maior parte das lojas do setor está concentrada no eixo Sul-Sudeste. Expansão para outras regiões ocorre via e-commerce NORTE 0,9% NORDESTE 7,9% SUDESTE 69,8% SUL 15,8% CENTRO-OESTE 5,6% 88
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    RANKING NOVAREJO 89 FUNCIONÁRIOS RENTABILIDADE (FATURAMENTO/ LOJAS EMR$) VARIAÇÃO DA RENTABILIDADE (EM %) NÚMERO CRESCIMENTO (EM %) PRODUTIVIDADE (FATURAMENTO/ FUNCIONÁRIOS EM R$) VARIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE (EM %) 13.125.000 1,5 ND ND ND ND 15.376.664 -2,9 3.860 -14,8 450.146 15,0 44.898.333 -7,5 800 -20,0 673.475 15,7 22.647.059 -5,2 1.400 -17,6 275.000 15,2 9.772.434 ND 936 ND 281.897 ND 8.378.571 ND 220 ND 533.182 ND 9.375.000 ND ND ND ND ND 1. Faturamento estimado 2. Faturamento informado por meio de questionário 3. Faturamento extraído da demonstração contábil 4. Faturamento extraído de fontes secundárias 5. Faturamento bruto 6. Faturamento extraído de fontes da empresa. RANKING NOVAREJO A matriz de produtividade e rentabilidade por lojas mostra a consolidação do mercado e a atuação das empresas em si e não problemas e deficiências enfrentados por cada player. Um exemplo é a Fnac, que aparece no topo da relação de pro- dutividade e rentabilidade, mas que passa por dificuldades de se estabelecer no País, apesar dos esforços de diversificação do mix. Para o próximo ano, é esperada uma forte mudança nos números e na matriz do setor, uma vez que a operação brasileira da marca francesa foi vendida para a Livraria Cultura. O merca- do, assim, deve se movimentar. Por outro lado, podemos comparar as Livrarias Curi- tiba e a BOOKPartners, ambas com uma presença significa- tiva de suas atividades no varejo, mas também com atuação no atacado e papelaria, com um nível de rentabilidade por loja semelhante, mas um maior nível de produtividade do concorrente paulista. MATRIZ – RENTABILIDADE LOJAS X PRODUTIVIDADE FUNCIONÁRIOS Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP RENTABILIDADE (FATURAMENTO/LOJAS EM R$) PRODUTIVIDADE(FATURAMENTO/FUNCIONÁRIOSEMR$) 800.000 700.000 600.000 500.000 400.000 300.000 200.000 100.000 0 0 5.000.000 10.000.000 15.000.000 20.000.000 25.000.000 30.000.000 35.000.000 40.000.000 45.000.000 50.000.000 BOOKPARTNERS SARAIVA LIVRARIASCURITIBA LIVRARIACULTURA FNAC 89
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    90 MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO EFEITODOMINÓ O varejo de Material de Construção sentiu os efeitos da queda da Construção Civil. Com a retomada da construção, o segmento deve voltar a respirar O s últimos anos não têm sido fáceis para as grandes construtoras brasileiras. Afetadas pelos desdobramentos da operação Lavo Jato, elas basicamen- te pararam no tempo, diminuindo a demanda com subempreiteiras, fornecedores e prestadores de serviços. As principais incorporadoras listadas na bolsa (Rossi, PDG, Helbor, Tecnisa, Gafisa, Even, Eztec, Cyrela), importantes para a sustentação da demanda no setor de Materiais de Construção, perderam R$ 16 bilhões em valor de mercado neste mesmo triênio. De acordo com dados divulgados pela Serasa Experian, o risco de crédito no setor calculado em maio de 2017 apresentou uma piora em relação a julho do ano pas- sado. A tabela abaixo mostra que o percentual de empresas de Material de Construção com risco de default aumentou de 14% para 18%. POR DANIEL HERNANDES Fonte:SerasaExperian|Elaboração:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO RISCO DE CRÉDITO BAIXO ACEITÁVEL ELEVADO DEFAULT jun/16 68% 6% 12% 14% mai/17 65% 6% 11% 18% O cenário recessivo, marcado pelo desemprego maciço, pela inflação na casa de dígitos duplos na virada de 2015 para 2016 e pelas taxas de juros elevadas, diminuiu em 24% a capacidade de compra de imóveis dos brasileiros nos últimos três anos, se- gundo o JP Morgan. Nesse contexto, o número de lançamentos imobiliários tem caído, diminuindo também a demanda por materiais de construção. Segundo levantamento da Neoway Criactive, para a Folha de S. Paulo, depois de um crescimento de 10% nos lançamentos de imóveis em 2011, a traje- tória tem sido de queda na oferta de novos imóveis. Em 2016, a retração foi quase de 50% em relação ao ano anterior. A tendência em 2017 é que o rit- mo de lançamentos permaneça baixo. A absorção dos empreendimentos será, em grande parte, resultado de uma redução dos estoques já existentes. O índice VSO (Vendas Sobre Oferta), que mede o esto- que de imóveis, foi estimado em 17 me- ses pelo JP Morgan e em 24 meses pela AMBI (Associação Brasileira do Mer- cado Imobiliário). Ambas as estimativas estão acima de 12 meses, estoque consi- derado ideal para especialistas do ramo imobiliário. Vale destacar que esses 170 mil imóveis “parados” têm um potencial de movimentar aproximadamente R$ 23 bilhões nos próximos anos. Toda essa movimentação im- pacta diretamente o varejo de material de construção.O gráfico 1 mostra o compor- tamento do Índice de Vendas de Materiais de Construção, divulgado mensalmente 90
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    RANKING NOVAREJO 91 pelo IBGE,no período entre 2012 e 2017. O gráfico mostra uma queda acelerada a partir de 2015, quando o País entrou em recessão. A boa notícia fica por conta da evolução do índice desde o final de 2016. Depois de atingir uma mínima de 76 pontos em outubro, é possível verificar uma tendência de recuperação da demanda. Segundo a ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), as vendas no mês de janeiro em 2017 superaram as vendas no mesmo mês do ano passado em 26%.Outro fator que tem animado o mercado foi a retomada do programa Minha Casa Minha Vida, que prevê a construção de 610 mil novas moradias em 2017. 105 95 100 90 85 80 75 abr/12 ago/12 dez/12 abr/13 ago/13 dez/13 abr/14 ago/14 dez/14 abr/15 ago/15 dez/15 abr/16 ago/16 dez/16 abr/17 Fonte: IBGE | Elaboração: Centro de Inteligência Padrão – CIP GRÁFICO 1 – VENDAS REAIS DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO De acordo com os dados do Ranking NOVAREJO 2017, o faturamento das empresas de varejo de Material de Construção sofreu queda de 1,5% em 2016, em relação ao ano anterior, saindo de R$ 8,59 bilhões para R$ 8,46 bilhões. O grupo Adeo (Leroy Merlin) foi o único da amostra a apresentar crescimento no faturamento, em torno de 5%, expandindo seu market share de 52,3% para 55,8%. Por outro lado, a Dicico viu seu faturamento despencar 17,6%, e sua participação no mercado cair de 11,5% para 9,6%. O grupo Saint-Gobain (Telhanorte) apostou na expansão das suas lojas em 2016,saindo de 41 para 70 unidades físicas,um aumento de 70%.No entanto,o fatura- mento não acompanhou esse investimento e apresentou uma queda de 8,6%,em relação ao ano anterior, caindo de R$ 1,49 bilhão para R$ 1,36 bilhão no período analisado. Além disso,a rentabilidade,calculada pela divisão do faturamento pelo número de lojas, caiu 46,4%, de aproximadamente R$ 36 milhões para R$ 19 milhões por loja. Em relação à produtividade por funcionário das empresas contempladas no Ranking, os grupos Adeo (Leroy Merlin) e Ferramentas Gerais se saíram melhor do que os concorrentes. O primeiro, mesmo aumentando seu quadro de 9.000 para 9.300 funcionários,apresentou um crescimento de 1,6% na produtividade.O segundo experi- mentou um crescimento maior, de 7,7%, facilitado por uma redução de pessoal, saindo de 1.400 pessoas para 1.300 pessoas.
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    92 GRUPO/EMPRESA SEDE FATURAMENTO LÍQUIDOLOJAS CIDADE UF VALOR (EM R$) CRESCIMENTO (EM %) NÚMERO CRESCIMENTO (EM %) 1 GRUPO ADEO3 (Leroy Merlin) SÃO PAULO SP 4.718.700.000 5,0 40 8,1 2 SAINT GOBAIN1,3 (Telhanorte) SÃO PAULO SP 1.367.637.040 -8,6 70 70,7 3 DICICO3 SÃO PAULO SP 813.064.416 -17,6 54 -3,6 4 FERRAMENTAS GERAIS4 PORTO ALEGRE RS 700.000.000 0,0 9 0,0 5 BR HOME CENTERS3 GOIÂNIA GO 683.743.000 -6,7 25 -3,8 6 CASA DO CONSTRUTOR4 RIO CLARO SP 180.839.000 -1,2 245 4,3 MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO A matriz ao lado mostra o desempenho das empresas do setor de Ma- teriais de Construção em relação à rentabilidade e à produtividade. Os desta- ques ficaram, novamente, por conta dos grupos Adeo (Leroy Merlin) e Ferramen- tas Gerais, que obtiveram os melhores resultados de fatu- ramento em relação ao nú- mero de lojas e funcionários. O cenário pros- pectivo é positivo para o setor, pois o PIB da Cons- trução Civil parou de cair em 2017. As empresas te- rão grandes oportunidades nos próximos anos, princi- palmente se levarmos em conta o déficit público por infraestrutura. Além disso, existirá muita demanda por Fonte:CIPCentrodeInteligênciaPadrão LOCALIZAÇÃO DAS LOJAS POR REGIÃO O mapa mostra a grande concentração do setor na Região Sudeste do País NORTE 1,3% NORDESTE 6,2% SUDESTE 65,4% SUL 15,1% CENTRO-OESTE 12,0% Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP 92
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    RANKING NOVAREJO 93 FUNCIONÁRIOS RENTABILIDADE (FATURAMENTO/ LOJAS EMR$) VARIAÇÃO DA RENTABILIDADE (EM %) NÚMERO CRESCIMENTO (EM %) PRODUTIVIDADE (FATURAMENTO/ FUNCIONÁRIOS EM R$) VARIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE (EM %) 117.967.500 -2,9 9.300 3,3 507.387 1,6 19.537.672 -46,4 3.350 -6,6 408.250 -2,1 15.056.748 -14,5 3.000 ND 271.021 ND 77.777.778 0,0 1.300 -7,1 538.462 7,7 27.349.720 -2,9 ND ND ND ND 738.118 -5,2 ND ND ND ND 1. Faturamento estimado 2. Faturamento informado por meio de questionário 3. Faturamento extraído da demonstração contábil 4. Faturamento extraído de fontes secundárias 5. Faturamento bruto 6. Faturamento extraído de fontes da empresa PRODUTIVIDADE(FATURAMENTO/FUNCIONÁRIOSEMR$) MATRIZ – RENTABILIDADE LOJAS X PRODUTIVIDADE FUNCIONÁRIOS 600.000 500.000 400.000 300.000 200.000 100.000 0 0 20.000.000 40.000.000 60.000.000 80.000.000 100.000.000 120.000.000 140.000.000 RENTABILIDADE (FATURAMENTO/LOJAS EM R$) Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP DICICO SAINT-GOBAIN FERRAMENTASGERAIS GRUPOADEO novas residências, já que o número de famílias aumentará de 61 milhões para 84 milhões até 2024, configurando um mercado enorme para o varejo de Materiais de Construção. Para que o setor cresça, é importante avançar nos mar- cos regulatórios dos modelos de concessão e de parcerias públi- co-privadas, modelos que se mostram cada vez mais adequados para viabilizar investimentos de longo prazo. A recuperação do mercado de trabalho e a diminuição da taxa de juros são outros fatores determinantes para a retomada do setor imobiliário. Uma coisa é certa: a retomada do PIB brasileiro passa pela recuperação do setor de Construção Civil, dada a influên- cia que ele exerce na cadeia produtiva e no mercado de trabalho brasileiro. Caso esse setor se recupere, quem ganha é o varejo de Materiais de Construção. 93
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    94 ÓTICAS FOCO NA MUDANÇA O setorde Óticas apresentou recuo no faturamento, mas a previsão é de crescimento para este ano O setor de Óticas é bastante pulverizado,composto de poucos grandes players e grande número de pequenas redes familiares. Justamente pela dinâmica do setor,este é um momento de cautela.Segundo dados da Abióptica (Associação Brasi- leiradaIndústriaÓptica),ofaturamentodosetorcaiu6,7%em2016edeverádemorar ao menos três anos para se recuperar dos efeitos da recessão. O mercado mais afetado pela recessão foi o de óculos de sol. Segundo a Asso- ciação, as vendas de óculos de sol caíram 21% no período de dois anos. Isso ocorreu visto que os consumidores deram preferência à compra de óculos corretivos e à troca de lentes. Para contornar a crise,as grandes redes do setor apostaram em modelos de fran- quias, reforçaram o atendimento ao consumidor e modificaram o mix de oferta, aliando promoções e novidades de mercado. Isso fez com que essas grandes redes conseguissem aumentar seu faturamento e expandir mesmo em um cenário controverso. A Óticas Diniz, por exemplo, conseguiu aumentar 16,9% seu faturamento em 2016 e a Óticas Carol cresceu 16,2%. A Chilli Beans, por sua vez, viu a receita crescer 3,5%,apesar de ter aumentado em 20% o número de pontos de venda.Neste ano,o setor viu algumas movimentações importantes, como a aquisição da Óticas Carol pela Luxot- tica,por 110 milhões de Euros. POR LUANA SOARES 94
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    RANKING NOVAREJO 95 Fonte:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP LOCALIZAÇÃO DASLOJAS POR REGIÃO O Sudeste é destaque na concentração de lojas do setor. Somente o Estado de São Paulo concentra 40% do número de óticas do País NORTE 4,9% NORDESTE 18,4% SUDESTE 60,1% SUL 9,8% CENTRO-OESTE 6,7% 95
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    96 GRUPO/EMPRESA SEDE FATURAMENTO LÍQUIDOLOJAS CIDADE UF VALOR (EM R$) CRESCIMENTO (EM %) NÚMERO CRESCIMENTO (EM %) 1 ÓTICAS DINIZ4 SÃO PAULO SP 830.000.000 16,9 950 8,0 2 ÓTICAS CAROL4 SÃO PAULO SP 813.700.000 16,2 983 9,2 3 CHILLI BEANS1,4 BARUERI SP 569.250.000 3,5 699 20,5 4 FOTOTICA4 SÃO PAULO SP 200.000.000 38,9 105 2,9 5 MERCADÃO DOS ÓCULOS4 SÃO JOSÉ DO RIO PRETO SP 50.000.000 50,2 105 54,4 Quando o assunto é rentabilidade por loja e produtivi- dade por funcionário, verificamos que a Fototica se destaca por apresentar alta rentabilidade por loja e alta produtividade por fun- cionário.Já a Chilli Beans e o Mercadão dos Óculos apresentaram baixa rentabilidade e produtividade. Apesar da redução do consu- mo e das dificuldades enfrentadas pelo setor em 2016,a Abióptica espera um crescimento de 7% em 2017. Fonte:SerasaExperian|Elaboração:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP ÓTICAS RISCO DE CRÉDITO BAIXO ACEITÁVEL ELEVADO DEFAULT jun/16 71% 10% 11% 8% mai/17 67% 7% 13% 13% Estudo exclusivo realizado pela Serasa Experian mostrou que, apesar do momento econômico em 2016, 71% das empresas do setor possuíam baixo risco de crédito. Porém, em 2017 o setor apresentou um aumento no índice de empresas que apresentaram alto risco de crédito ou estavam em situação de default, com altas chances de se tornarem inadimplentes. Isso significa que, apesar dos esforços, muitas empresas podem não conseguir arcar com suas obrigações financeiras e foram seriamente afetadas pela re- dução do consumo. ÓTICAS 96
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    RANKING NOVAREJO 97 FUNCIONÁRIOS RENTABILIDADE (FATURAMENTO/ LOJAS EMR$) VARIAÇÃO DA RENTABILIDADE (EM %) NÚMERO CRESCIMENTO (EM %) PRODUTIVIDADE (FATURAMENTO/ FUNCIONÁRIOS EM R$) VARIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE (EM %) 873.684 8,3 ND ND ND ND 827.772 6,4 ND ND ND ND 814.378 -14,1 4.794 1,3 118.742 2,1 1.904.762 34,9 900 12,5 222.222 23,5 476.190 -2,8 420 ND 119.048 ND 1. Faturamento estimado 2. Faturamento informado por meio de questionário 3. Faturamento extraído da demonstração contábil 4. Faturamento extraído de fontes secundárias 5. Faturamento bruto 6. Faturamento extraído de fontes da empresa PRODUTIVIDADE(FATURAMENTO/FUNCIONÁRIOSEMR$) RENTABILIDADE (FATURAMENTO/LOJAS EM R$) Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP MATRIZ – RENTABILIDADE LOJAS X PRODUTIVIDADE FUNCIONÁRIOS 250.000 200.000 150.000 100.000 50.000 0 0 200.000 400.000 600.000400.000 800.000 1.000.000 1.200.000 1.400.000 1.600.000 1.800.000 2.000.000 MERCADÃODOSÓCULOS CHILLIBEANS FOTOTICA 97
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    98 REDES ALIMENTÍCIAS EFAST-FOOD COM FOME DE CRESCIMENTO Comer fora de casa deixou de ser uma das prioridades dos brasileiros no pico da crise e as redes tiveram de se reinventar para conquistar o cliente D iante de um cenário econômico instável, com taxa de desemprego elevada, o brasileiro mudou seu comporta- mento de consumo,privilegiando itens básicos e cortando custos. As redes que atuam com alimentação fora de casa sentiram esse corte. Segundo dados do IFB (Instituto Foodservice Brasil), em 2016 o brasileiro se alimentou menos fora de casa. A frequência de idas aos restaurantes passou de 1,60 vezes ao dia em 2015 para 1,46 vezes em 2016. Isso provocou uma queda de 4% na quantidade de transações. Apesar dessa redução, houve aumento de 3% no fatu- ramento do setor, passando para R$ 184 bilhões em 2016. Esse crescimento se deve à alta de 8% no ticket médio do setor.Isso só foi possível graças aos esforços do setor para atrair o público, em detrimento de margem. Para driblar os efeitos da crise, grandes redes também apostaram na criação de novos produtos. O McDonald’s, uma das empresas que apresentou redução no faturamento em 2016, por exemplo, vem oferecendo cupons de descontos em alguns combos e fazendo promoções diárias com o objetivo de tornar suas ofertas mais atrativas ao consumidor. POR LUANA SOARES O Habib’s, outra grande rede de alimentação, voltada a oferecer produtos com preços mais acessíveis aos consumi- dores, também tem feito ofertas diárias e promoções no estilo “compre uma determinada quantidade e ganhe algumas uni- dades a mais”. Essas promoções visam não apenas a atrair os consu- midores, mas também a aumentar a quantidade de itens vendi- dos. Isso acontece visto que o consumidor acaba consumindo outros produtos que não estão na promoção, como sucos, refri- gerantes, batatas fritas, sorvetes etc. Nesse contexto, o consu- midor “economiza” enquanto a rede aumenta sua receita. De acordo com um levantamento realizado pelo Centro de Inteligência Padrão – CIP, 57,3% dos pontos de venda do setor estão localizados na Região Sudeste. O Es- tado de São Paulo é responsável pela concentração de 63% dos pontos de venda da região e 36% dos pontos de venda do Brasil. O segundo maior Estado com concentração de redes alimentícias e de fast-food é o Rio de Janeiro, que concentra 20% dos pontos de venda na Região Sudeste e 12% dos pon- tos de venda do Brasil. 98
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    RANKING NOVAREJO 99 Fonte:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP LOCALIZAÇÃO DASLOJAS POR REGIÃO São Paulo e Rio de Janeiro concentram boa parte dos pontos de venda do setor NORTE 4,6% NORDESTE 13,3% SUDESTE 57,3% SUL 16,2% CENTRO-OESTE 8,7% 99
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    100 GRUPO/EMPRESA SEDE FATURAMENTO LÍQUIDOLOJAS CIDADE UF VALOR (EM R$) CRESCIMENTO (EM %) NÚMERO CRESCIMENTO (EM %) 1 MC DONALD’S3 BARUERI SP 4.344.352.000 -18,3 902 2,2 2 HABIB’S1,4 ITAPEVI SP 2.837.500.000 13,5 450 4,7 3 AM PM MINI MARKET1,4 RIO DE JANEIRO RJ 1.968.453.180 8,9 2.166 13,4 4 CACAU SHOW2 ITAPEVI SP 1.785.924.382 18,6 2.050 2,5 5 SAPORE3,5 CAMPINAS SP 1.451.905.000 24,2 1.100 0,0 6 BURGER KING3 BARUERI SP 1.400.000.000 47,4 601 13,2 7 GRUPO TRIGO1,4 RIO DE JANEIRO RJ 1.370.000.000 37,0 628 1,6 8 BR MANIA3 RIO DE JANEIRO RJ 1.300.000.000 12,0 1.303 3,4 9 SELECT1 PETROLINA PE 1.288.205.312 10,4 998 4,9 10 GRUPO IMC 3 SÃO PAULO SP 954.400.000 -10,6 193 -11,5 Apesar do leve crescimento no faturamento do setor, algumas empresas podem es- tar com sua saúde financeira afetada pelos efeitos da crise, de acordo com um levantamento da Serasa Experian, feito especialmente para o Ranking NOVAREJO Brasileiro. Segundo o estudo, 16% das empresas do setor possuíam risco de crédito default em junho de 2016. Em 2017, esse número foi ainda maior, 18%. Fonte:SerasaExperian|Elaboração:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP REDES ALIMENTÍCIAS E FAST-FOOD RISCO DE CRÉDITO BAIXO ACEITÁVEL ELEVADO DEFAULT jun/16 57% 11% 16% 16% mai/17 54% 11% 17% 18% Grande parte das empresas do setor atua com modelo de franquias. Essa prática favorece sua expansão, visto que o franqueado fica responsável por arcar com seus custos individualmente. Quando verificamos a relação entre rentabilidade e produtividade, verificamos que Cacau Show e Burger King possuem alta produtividade por funcionário, mas baixa rentabilidade por loja. O Habib’s, o Grupo IMC e o McDonald’s possuem alta rentabi- lidade por loja, porém baixa produtividade por funcionário. Dentre as dez empresas com maior faturamento do setor, nenhuma delas se encontra no quadrante ideal, com alta rentabilidade e alta produtividade. Apesar dos desafios enfrentados pelo setor, ainda há otimismo por parte dos em- presários, que projetam crescimento em 2017. Isso porque muitos acreditam que a situação econômica do País tende a ter uma leve melhora e maior geração de empregos. Com o maior número de pessoas ocupadas, há uma tendência em aumentar o número de alimen- tações fora de casa e, nesse contexto, as empresas do setor esperam uma melhora no fluxo de compras em suas redes. REDES ALIMENTÍCIAS E FAST-FOOD 100
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    RANKING NOVAREJO 101 FUNCIONÁRIOS RENTABILIDADE (FATURAMENTO/ LOJAS EMR$) VARIAÇÃO DA RENTABILIDADE (EM %) NÚMERO CRESCIMENTO (EM %) PRODUTIVIDADE (FATURAMENTO/ FUNCIONÁRIOS EM R$) VARIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE (EM %) 4.816.355 -20,0 50.000 0,0 86.887 -18,3 6.305.556 8,5 24.400 10,9 116.291 2,3 908.796 -4,0 ND ND ND ND 871.183 15,7 7.218 3,4 247.426 14,8 1.319.914 24,2 15.000 13,3 96.794 9,7 2.329.451 30,2 6.000 0,0 233.333 47,4 2.181.529 34,8 ND ND ND ND 997.698 8,3 ND ND ND ND 1.290.787 5,2 ND ND ND ND 4.945.078 1,0 7.500 -37,5 127.253 43,1 1. Faturamento estimado 2. Faturamento informado por meio de questionário 3. Faturamento extraído da demonstração contábil 4. Faturamento extraído de fontes secundárias 5. Faturamento bruto 6. Faturamento extraído de fontes da empresa. MATRIZ – RENTABILIDADE LOJAS X PRODUTIVIDADE FUNCIONÁRIOS PRODUTIVIDADE(FATURAMENTO/FUNCIONÁRIOSEMR$) Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP RENTABILIDADE (FATURAMENTO/LOJAS EM R$) 300.000 250.000 200.000 150.000 100.000 50.000 0 0 1.000.000 2.000.000 3.000.000 4.000.000 5.000.000 6.000.000 7.000.000 CACAUSHOW BURGERKING SAPORE GRUPOIMC MCDONALD’S HABIB’S 101
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    102 REDES ALIMENTÍCIAS EFAST-FOOD GRUPO/EMPRESA SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO LOJAS CIDADE UF VALOR (EM R$) CRESCIMENTO (EM %) NÚMERO CRESCIMENTO (EM %) 11 GIRAFFAS1,4 SÃO PAULO SP 805.000.000 0,6 420 1,2 12 GRUPO CRM4 TAMBORÉ SP 747.000.000 -36,7 786 -11,1 13 HALIPAR1,4 INDAIATUBA SP 550.000.000 10,0 330 -5,7 14 MUNDO VERDE1,4 RIO DE JANEIRO RJ 530.000.000 10,4 400 5,3 15 GRUPO MADERO4 CURITIBA PR 446.000.000 48,7 84 33,3 16 GRUPO TREND FOODS2 SÃO PAULO SP 402.500.000 3,3 210 -4,5 17 PATRONI PIZZA4 SÃO PAULO SP 360.000.000 -10,4 210 9,4 18 BFFC² RIO DE JANEIRO RJ 305.240.000 -5,7 1.192 -1,7 19 STARBUCKS1,4 SÃO PAULO SP 277.752.000 ND 103 ND 20 REI DO MATE4 SÃO PAULO SP 250.000.000 8,7 340 1,2 21 VIVENDA DO CAMARÃO1,4 SÃO PAULO SP 240.000.000 20,0 144 -10,0 22 SODIÊ DOCES1,4 BOITUVA SP 230.000.000 5,5 260 ND 23 CHIQUINHO SORVETES4 SÃO PAULO SP 220.000.000 29,4 402 29,7 24 CIA TRADICIONAL DE COMÉRCIO4 SÃO PAULO SP 180.000.000 ND 30 ND 25 MEGAMATTE1,4 RIO DE JANEIRO RJ 169.000.000 30,0 130 ND 26 GRUPO BONAPARTE1,4 RECIFE PE 127.600.000 10,0 98 ND 27 FRAN’S CAFÉ1,4 BARUERI SP 127.548.000 6,3 122 -18,7 28 CROASONHO4 CAXIAS DO SUL RS 110.000.000 32,5 72 ND 29 REDE LEVE PIZZA4,5 SÃO JOSÉ DO RIO PRETO SP 100.000.000 ND 130 ND 30 CPQ BRASIL3 SÃO PAULO SP 98.409.000 -8,6 331 ND 31 AMOR AOS PEDAÇOS1,4 SÃO PAULO SP 62.400.000 -2,5 52 -13,3 32 NUTTY BAVARIAN1,4 SÃO PAULO SP 51.000.000 8,5 130 ND 33 ICE CREAMY4 CATANDUVA SP 50.000.000 150,0 70 75,0 34 DNA NATURAL4 TRINDADE SC 48.000.000 -9,4 49 ND 35 BRASILEIRINHO DELIVERY4 SÃO JOSÉ DO RIO PRETO SP 40.000.000 263,6 110 ND 36 FOGO DE CHÃO1,4 SÃO PAULO SP 39.772.000 7,8 10 ND 37 MRS. CHENEY COOKIES4 SÃO PAULO SP 35.000.000 52,2 60 ND 102
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    RANKING NOVAREJO 103 1. Faturamentoestimado 2. Faturamento informado por meio de questionário 3. Faturamento extraído da demonstração contábil 4. Faturamento extraído de fontes secundárias 5. Faturamento bruto 6. Faturamento extraído de fontes da empresa. FUNCIONÁRIOS RENTABILIDADE (FATURAMENTO/ LOJAS EM R$) VARIAÇÃO DA RENTABILIDADE (EM %) NÚMERO CRESCIMENTO (EM %) PRODUTIVIDADE (FATURAMENTO/ FUNCIONÁRIOS EM R$) VARIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE (EM %) 1.916.667 -0,6 9.500 5,6 84.737 -4,7 950.382 -28,8 ND ND ND ND 1.666.667 16,7 ND ND ND ND 1.325.000 4,9 ND ND ND ND 5.309.524 11,5 3.100 24,0 143.871 19,9 1.916.667 8,2 4.367 1,6 92.169 1,7 1.714.286 -18,1 ND ND ND ND 256.074 -4,1 21.456 -1,7 14.226 -4,1 2.696.621 ND ND ND ND ND 735.294 7,4 3.000 0,0 83.333 8,7 1.666.667 33,3 ND ND ND ND 884.615 ND ND ND ND ND 547.264 -0,2 1.500 ND 146.667 ND 6.000.000 ND 1.400 ND 128.571 ND 1.300.000 ND 1.500 ND 112.667 ND 1.302.041 ND ND ND ND ND 1.045.475 30,7 ND ND ND ND 1.527.778 ND ND ND ND ND 769.231 ND ND ND ND ND 297.308 ND ND ND ND ND 1.200.000 12,5 ND ND ND ND 392.308 ND ND ND ND ND 714.286 42,9 250 ND 200.000 ND 979.592 ND ND ND ND ND 363.636 ND ND ND ND ND 3.977.200 ND ND ND ND ND 583.333 ND ND ND ND ND 103
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    SUPER E HIPERMERCADOS APASSOS LENTOS Durante a crise, o setor de Super e Hipermercados buscou o caminho da eficiência e deve colher agora os frutos dessa decisão E m 2016, até mesmo os setores de consumo básico sofreram. Foi o caso do Super e Hipermercados. Ainda que independente de cré- dito e pouco afetado por variações na confiança dos consumidores,o setor também sofreu.Segun- do dados do IBGE,as redes de Super e Hipermer- cados amargaram quedas contínuas no volume de vendas durante todos os meses de 2016, quando comparado ao ano anterior. Em uma situação de crise, desemprego e insegurança em relação ao futuro, espera-se que o consumidor adie gastos que possam comprometer parte de sua renda e concentre suas despesas em itens de primeira necessidade. Contudo, nem com a vantagem de tal movimento o setor conseguiu ga- rantir resultados em termos reais.Isso ocorre porque durante o período inflacionário, o número de itens adquiridos pelos shoppers recua, pois cerca de 50% das compras são feitas em dinheiro. Segundo dados da Abras (Associação Bra- sileira de Supermercados), o setor registrou queda real no faturamento, de 1,5%. Parte da queda do volume se explica por um redirecionamento da de- manda dos supermercados para o setor de Atacare- jo, um modelo que consegue oferecer preços mais viáveis, principalmente para a população de baixa renda. Esse desempenho mostra a dimensão da re- cessão econômica vivenciada no período: a renda do POR MATHEUS VALLE consumidor estava tão reduzida que além de reduzir o consumo, ele tro- cou de marcas, escolhendo as opções mais baratas. Apesar da queda real do faturamento e do volume de vendas no mesmo período, segundo estudo exclusivo realizado pela Serasa Ex- perian para o Ranking NOVAREJO, ocorreu uma positiva variação da margem EBITDA (lucro antes dos juros, amortizações e tributos), ou seja, apesar dos índices negativos, o setor conseguiu impor um aumento na eficiência operacional. Tal variação é acompanhada de um cresci- mento médio da produtividade das empresas analisadas superior a 10%, Fonte: IBGE GRÁFICO 1 -VARIAÇÃO MENSAL DO VOLUME DE VENDAS EM 2016 (EM RELAÇÃO A 2015) janeiro 2016 fevereiro 2016 março 2016 abril 2016 maio 2016 junho 2016 julho 2016 agosto 2016 setembro 2016 outubro 2016 novembro 2016 dezembro 2016 0 -2 -1 -3 -4 -5 -6 -7 104
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    SETOR MARGEM EBITDA 2015 2016 SUPERE HIPERMERCADOS 2.6 3.4 Fonte:SerasaExperian VARIAÇÃO DA MARGEM EBITDA DO SETOR DE SUPER E HIPERMERCADOS Fonte:SerasaExperian|Elaboração:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP SUPER E HIPERMERCADOS RISCO DE CRÉDITO BAIXO ACEITÁVEL ELEVADO DEFAULT jun/16 77% 5% 10% 8% mai/17 68% 11% 9% 12% 105 demonstrando uma preocupação com a modernização e eficiência em um setor caracteri- zado pelo uso intensivo de mão de obra. Ao compararmos a evolução do risco de crédito no ano passado para a metade de 2017, podemos observar um aumento do número de empresas em situação de default, conforme tabela abaixo.O índice,apesar de ter aumentado,ainda é um dos menores quando comparado com outros setores do varejo, dada a solidez da demanda pelos itens vendidos pelos supermercados. Contrariando a tendência geral dos demais setores, em 2016, dentre as empresas analisadas no ranking, o setor apresentou um considerável crescimento médio do número de unidades físicas de 8,5% em relação a 2015. Por se tratar de um setor essencial, em
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    SUPER E HIPERMERCADOS Fonte:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP LOCALIZAÇÃO DAS LOJAS POR REGIÃO NORTE 2,0% NORDESTE 14,0% SUDESTE 63,0% SUL 17,0% CENTRO-OESTE 5,0% A base das empresas do setor está concentrada na Região Sudeste 106 geral com um alto faturamento e uma demanda que pouco varia mesmo com a recessão, as empresas e principalmente os grandes players do mercado apostam na expansão da presença da marca, ao mesmo tempo que adentram em mer- cados dominados por redes regionais, com menor capacidade de absorção de custos, conforme mapa ao lado. Ainda que o setor esteja inseri- do na cesta básica de consumo dos bra- sileiros, a distribuição das redes ainda é muito centralizada na Região Sudeste, onde estão presentes 63% das lojas.
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    A matriz deprodutividade e rentabilidade destaca marcas regionais, como o Super Muffato, que tem a maior parte de sua atuação no interior do Paraná, e a sul mato- -grossense AGP. Isso mostra que mesmo redes que atuam em mercados com uma menor demanda e concorrência não se acomodam quando o objetivo é a produtividade e a renta- bilidade, obtendo uma posição superior à de empresas muito maiores e mais capitalizadas. Grandes players do mercado, com exceção do Car- refour, apresentaram um desempenho mediano quando MATRIZ – RENTABILIDADE LOJAS X PRODUTIVIDADE FUNCIONÁRIOS Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP PRODUTIVIDADE(FATURAMENTO/FUNCIONÁRIOSEMR$) 800.000 700.000 600.000 500.000 400.000 300.000 200.000 100.000 0 0 20.000.000 40.000.000 60.000.000 80.000.000 100.000.000 120.000.000 140.000.000 160.000.000 DIA% AGP CARREFOUR SUPERMUFFATO SUPERMERCADOZAFFARI SUPERMERCADOCONDOR WALMART SUPERMERCADOSBH CENCOSUDBRASIL MULTIVAREJO RENTABILIDADE (FATURAMENTO/LOJAS EM R$) relacionado à rentabilidade por loja, número explicado pe- las especificidades de cada rede, como o braço de Multiva- rejo do GPA, que inclui unidades de pequeno porte como o “Minimercado Extra”. Já o espanhol Dia Supermercados, que assume um modelo baseado majoritariamente em unidades franqueadas, compensa sua baixa rentabilidade por lojas com a maior produtividade dos supermercados analisados. Para 2017, a projeção é de recuperação. Isso porque, de todos os setores, o de Super e Hipermercados depende, basicamente, da inflação, que já desacelerou. 107
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    108 SUPER E HIPERMERCADOS GRUPO/EMPRESA SEDEFATURAMENTO LÍQUIDO CIDADE UF VALOR (EM R$) CRESCIMENTO (EM %) NÚMERO 1 WALMART 4,5 BARUERI SP 29.409.150.946 0,3 480 2 MULTIVAREJO3 SÃO PAULO SP 26.967.000.000 0,8 1.028 3 CARREFOUR4,5 SÃO PAULO SP 18.944.546.800 13,4 226 4 CENCOSUD BRASIL4,5 NOSSA SENHORA DO SOCORRO SE 8.601.070.561 -4,7 211 5 DIA%4,5 SÃO PAULO SP 7.162.377.000 16,5 1.050 6 SUPER MUFFATO4,5 CASCAVEL PR 5.078.135.479 24,0 48 7 SUPERMERCADOS BH4,5 BELO HORIZONTE MG 4.965.052.560 25,0 167 8 SUPERMERCADO ZAFFARI3 PORTO ALEGRE RS 4.958.000.000 14,1 34 9 AGP4,5 CAMPO GRANDE MS 4.840.262.600 24,6 53 10 SUPERMERCADO CONDOR4,5 CURITIBA PR 4.000.000.000 4,8 43 11 SONDA SUPERMERCADOS3 SÃO PAULO SP 3.330.887.048 15,8 41 12 EPA SUPERMERCADO4,5 BELO HORIZONTE MG 3.106.576.000 19,3 115 13 EPA SUPERMERCADO4,5 BELO HORIZONTE MG 3.106.576.000 19,3 115 14 ANGELONI4,5 CRICIÚMA SC 2.523.479.381 5,6 27 15 LÍDER SUPERMERCADOS4,5 BELÉM PA 2.439.911.116 22,8 22 16 SAVEGNAGO SUPERMERCADOS3 SERTÃOZINHO SP 2.247.882.000 15,0 41 17 COOP3 SANTO ANDRÉ SP 2.166.017.000 9,7 42 18 SUPERNOSSO4,5 BELO HORIZONTE MG 2.054.252.752 6,0 37 19 SUPERMERCADO BAHAMAS4,5 JUIZ DE FORA MG 2.024.512.373 18,3 39 20 CIDADE CANÇÃO4,5 MARINGÁ PR 1.988.905.893 15,8 46 21 SUPERMERCADO ZONA SUL5 RIO DE JANEIRO RJ 1.798.049.549 9,6 37 22 GRUPO CARVALHO2 TERESINA PI 1.759.090.764 0,2 47 23 GIASSI SUPERMERCADOS4,5 IÇARA SC 1.715.980.582 8,7 14 24 SUPERMERCADOS PAGUE MENOS4,5 NOVA ODESSA SP 1.601.107.215 22,4 23 25 SUPERMERCADO NORDESTÃO4,5 PARNAMIRIM RN 1.349.761.038 10,2 9 26 HORTIGIL HORTIFRUTI3 CARIACICA ES 1.328.423.000 21,1 41 27 SUPERMERCADO RISSUL4,5 ESTEIO RS 1.308.786.576 15,3 47 28 SUPERMERCADO ABC4,5 DIVINÓPOLIS MG 1.245.836.353 17,5 34 29 BARBOSA SUPERMERCADOS4,5 GUARULHOS SP 1.190.824.152 7,0 31 30 SUPERMERCADOS IRMÃOS LOPES4,5 GUARULHOS SP 1.124.080.000 10,6 27 31 SUPERMERCADO SÃO VICENTE4,5 SÃO PAULO SP 1.030.258.571 ND 20 32 JAD ZOGHEIB4,5 BAURU SP 932.342.614 13,2 9 33 FORMOSA SUPERMERCADOS4,5 BELÉM PA 923.759.799 8,5 4 34 SUPERMERCADO JAÚ SERVES4,5 JAÚ SP 915.247.275 18,3 33 35 BIG BOX4,5 BRASÍLIA DF 912.413.861 29,5 16 108
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    RANKING NOVAREJO 109 LOJAS FUNCIONÁRIOS CRESCIMENTO (EM%) RENTABILIDADE (FATURAMENTO/ LOJAS EM R$) VARIAÇÃO DA RENTABILIDADE (EM %) NÚMERO CRESCIMENTO (EM %) PRODUTIVIDADE (FATURAMENTO/ FUNCIONÁRIOS EM R$) VARIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE (EM %) -1,0 61.269.064 1,3 65.229 -9,2 450.860 10,5 2,2 26.232.490 -1,3 74.381 0,8 362.552 0,0 69,9 83.825.428 -33,2 40.021 -9,1 473.365 24,7 -5,0 40.763.368 0,3 22.839 -2,1 376.596 -2,6 13,0 6.821.311 3,1 10.497 18,6 682.326 -1,7 9,1 105.794.489 13,7 11.013 6,2 461.104 16,7 12,1 29.730.854 11,5 16.559 10,4 299.840 13,2 9,7 145.823.529 4,0 11.641 17,1 425.908 -2,6 1,9 91.325.709 22,3 8.957 15,0 540.389 8,4 4,9 93.023.256 0,0 11.000 18,5 363.636 -11,5 5,1 81.241.148 10,2 9.910 1,3 336.114 14,4 5,5 27.013.704 13,1 11.388 -13,0 272.794 37,2 5,5 27.013.704 13,1 11.388 -13,0 272.794 37,2 3,8 93.462.199 1,7 7.349 -6,4 343.377 12,8 4,8 110.905.051 17,2 11.505 41,7 212.074 -13,4 10,8 54.826.390 3,8 7.070 10,4 317.947 4,2 0,0 51.571.833 9,7 5.619 0,8 385.481 8,8 -2,6 55.520.345 8,8 4.660 -32,9 440.827 57,9 5,4 51.910.574 12,2 5.898 5,4 343.254 12,2 0,0 43.237.085 15,8 6.120 3,5 324.985 11,8 0,0 48.595.934 9,6 6.609 4,5 272.061 4,9 2,2 37.427.463 -1,9 5.313 15,9 331.092 -13,5 0,0 122.570.042 8,7 4.793 -11,1 358.018 22,3 9,5 69.613.357 11,8 4.034 2,7 396.903 19,2 0,0 149.973.449 10,2 2.911 -2,7 463.676 13,3 2,5 32.400.561 18,1 4.605 -28,6 288.474 69,6 0,0 27.846.523 15,3 4.738 -2,5 276.232 18,2 6,3 36.642.246 10,6 3.726 0,2 334.363 17,2 -8,8 38.413.682 17,4 4.038 1,1 294.904 5,8 0,0 41.632.593 10,6 3.358 -1,9 334.747 12,7 ND 51.512.929 ND 3.489 ND 295.288 ND 0,0 103.593.624 13,2 2.921 7,9 319.186 4,9 0,0 230.939.950 8,5 3.384 -4,5 272.979 13,6 17,9 27.734.766 0,4 3.384 17,7 270.463 0,5 6,7 57.025.866 21,4 2.025 -6,7 450.575 38,8 1.Faturamentoestimado2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário3.Faturamentoextraídodademonstraçãocontábil 4Faturamentoextraídodefontessecundárias5.Faturamentobruto6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa 109
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    110 SUPER E HIPERMERCADOS 36EXTRABOM SUPERMERCADO4,5 SERRA ES 871.569.905 4,6 26 37 MERCADO TORRE DE JACAREPAGUÁ4,5 RIO DE JANEIRO RJ 860.090.486 11,1 15 38 SUPERMARKET4,5 RIO DE JANEIRO RJ 860.090.468 11,1 15 39 TONIN SUPERATACADO4,5 SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO MG 850.434.581 37,0 18 40 COVABRA SUPERMERCADOS4 JUNDIAÍ SP 850.000.000 26,0 14 41 REDE TOP SUPERMERCADOS4 BLUMENAL SC 768.936.415 ND 22 42 SUPERMERCADOS INTERCONTINENTAL4,5 SÃO JOÃO DE MERITI RJ 725.290.321 6,3 21 43 SUPERMERCADO SUPERPÃO4,5 GUARAPUAVA PR 710.687.281 30,0 24 44 FESTVAL4,5 CASCAVEL PR 698.158.549 16,9 12 45 SUPERCENTER NAZARÉ4,5 BELÉM PA 685.687.827 1,2 5 46 SUPERMERCADO & PADARIA VERDEMAR4,5 BELO HORIZONTE MG 664.885.367 20,3 8 47 KOCH SUPERMERCADOS4,5 TIJUCAS SC 662.135.929 19,0 15 48 SUPERMERCADO VIANENSE4,5 NOVA IGUAÇU RJ 658.472.498 0,1 19 49 ARAÚJO MIX4,5 RIO BRANCO AC 640.952.326 16,7 11 50 PRINCESA SUPERMERCADOS4,5 RIO DE JANEIRO RJ 629.137.946 17,4 26 51 SUPERMERCADO SUPER BOM4,5 CAMPOS DOS GOYTACAZES RJ 604.568.559 14,7 11 52 SUPERMERCADOS JOANIN4,5 SÃO CAETANO DO SUL SP 602.921.691 7,5 17 53 SEMPREVALE SUPERMERCADOS4,5 LIMEIRA SP 601.915.000 8,4 19 54 SUPERMERCADO CAMPEÃO4,5 RIO DE JANEIRO RJ 598.085.167 7,6 21 55 SUPERMERCADOS AVENIDA4,5 ASSIS SP 583.455.474 8,5 21 56 PROENÇA SUPERMERCADO4,5 PEREIRA BARRETO SP 578.250.818 18,0 13 57 MERCADINHOS SÃO LUIZ4,5 FORTALEZA CE 563.659.970 12,7 16 58 SUPERMERCADOS IMPERATRIZ4,5 SANTO AMARO DA IMPERATRIZ SC 557.892.700 6,9 17 59 ASUN SUPERMERCADOS4,5 GRAVATAÍ RS 553.575.914 23,0 27 60 Y.YAMADA4 BELÉM PA 551.000.000 -68,4 17 61 SUPER IMEC4,5 LAJEADO RS 542.608.804 13,8 21 62 SUPERMERCADO FRANGOLÂNDIA4,5 FORTALEZA CE 519.902.759 14,6 10 GRUPO/EMPRESA SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO CIDADE UF VALOR (EM R$) CRESCIMENTO (EM %) NÚMERO 110
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    RANKING NOVAREJO 111 8,3 33.521.919-3,5 3.781 5,9 230.513 -1,2 15,4 57.339.366 -3,7 3.274 12,3 262.703 -1,1 15,4 57.339.365 -3,7 3.274 12,3 262.703 -1,1 12,5 47.246.366 21,8 2.337 15,5 363.900 18,7 7,7 60.714.286 17,0 ND ND ND ND 214,3 34.951.655 ND 2.248 353,2 342.054 ND 0,0 34.537.634 6,3 2.610 -15,5 277.889 25,8 33,3 29.611.970 -2,5 2.256 17,5 315.021 10,7 20,0 58.179.879 -2,6 2.204 27,4 316.769 -8,3 0,0 137.137.565 1,2 2.005 -2,9 341.989 4,2 14,3 83.110.671 5,2 3.302 6,4 201.358 13,0 36,4 44.142.395 -12,7 2.154 28,8 307.398 -7,6 0,0 34.656.447 0,1 2.308 -2,2 285.300 2,3 10,0 58.268.393 6,1 2.119 4,4 302.479 11,8 13,0 24.197.613 3,8 2.299 27,0 273.657 -7,6 0,0 54.960.778 14,7 2.051 -24,2 294.768 51,4 0,0 35.465.982 7,5 2.004 -6,9 300.859 15,5 0,0 31.679.737 8,4 1.986 -26,6 303.079 47,8 0,0 28.480.246 7,6 2.270 -10,9 263.474 20,7 -4,5 27.783.594 13,7 2.398 14,0 243.309 -4,9 8,3 44.480.832 8,9 1.611 13,1 358.939 4,4 6,7 35.228.748 5,7 1.541 1,3 365.775 11,2 6,3 32.817.218 0,6 1.991 -0,2 280.207 7,1 35,0 20.502.812 -8,9 2.577 22,9 214.814 0,1 -29,2 32.411.765 -55,4 4.000 -31,4 137.750 -54,0 0,0 25.838.514 13,8 1.891 -8,6 286.943 24,5 0,0 51.990.276 14,6 2.118 11,6 245.469 2,7 LOJAS FUNCIONÁRIOS CRESCIMENTO (EM %) RENTABILIDADE (FATURAMENTO/ LOJAS EM R$) VARIAÇÃO DA RENTABILIDADE (EM %) NÚMERO CRESCIMENTO (EM %) PRODUTIVIDADE (FATURAMENTO/ FUNCIONÁRIOS EM R$) VARIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE (EM %) 1.Faturamentoestimado2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário3.Faturamentoextraídodademonstraçãocontábil 4Faturamentoextraídodefontessecundárias5.Faturamentobruto6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa 111
  • 112.
    112 SUPER E HIPERMERCADOS 63SUPERMERCADO DA FAMÍLIA4,5 JABOATÃO DOS GUARARAPES PE 513.939.814 6,5 19 64 ENXUTO SUPERMERCADOS4,5 CAMPINAS SP 505.924.017 6,0 6 65 SUPERMERCADOS QUEIROZ4,5 MOSSORÓ RN 496.021.217 20,3 25 66 COMERCIAL ZAFFARI4,5 PASSO FUNDO RS 490.700.508 28,2 18 67 VERAN SUPERMERCADOS4,5 FERRAZ DE VASCONCELOS SP 485.490.910 -0,2 12 68 SUPERMERCADO GUANABARA4,5 PADRE MIGUEL RJ 473.000.000 7,0 10 69 DEL MORO SUPERMERCADOS4,5 ALTA FLORESTA MT 467.576.548 -3,1 11 70 MERCADINHO BELÉM4,5 FORTALEZA CE 457.769.842 6,1 10 71 MASTER SUPERMERCADOS4,5 ERECHIM RS 452.801.807 17,6 10 72 SUPERMERCADO SUPER LUNA3 BETIM MG 451.106.943 5,2 10 73 UNICOMPRA SUPERMERCADOS4,5 ARAPIRACA AL 447.745.392 10,5 19 74 SUPERMERCADO PERUZZO4,5 BAGÉ RS 431.390.234 10,0 21 75 SUPER LAGOA4,5 FORTALEZA CE 404.697.919 17,5 14 76 REDE VIVO4,5 SANTA CRUZ DO SUL RS 385.049.345 22,4 23 77 SUPERMERCADOS ARCHER4,5 BRUSQUE SC 384.441.864 8,8 10 78 SUPERMERCADOS LARANJÃO4,5 SÃO JOSÉ DO RIO PRETO SP 378.365.207 4,6 9 79 SUPERMERCADOS PASTORINHO4,5 PRESIDENTEPRUDENTE SP 337.770.714 4,2 7 80 SUPERMERCADO BAKLIZI 4,5 URUGUAIANA RS 332.410.859 18,8 11 81 PINHEIRO SUPERMERCADO - O BOM VIZINHO4,5 FORTALEZA CE 331.529.727 5,9 11 82 COFESA4,5 ITARARÉ SP 327.646.265 10,2 8 83 REDE HIROTA4,5 SÃO PAULO SP 320.000.000 10,3 21 84 ABV SUPERMERCADOS4,5 DOURADOS MS 318.671.388 19,6 20 85 SUPERMERCADO ALVORADA4,5 ITAJUBÁ MG 299.016.036 4,4 12 86 GF SUPERMERCADOS4,5 TRÊS CORAÇÕES MG 297.464.641 21,2 12 87 COSTAZUL MULTIMERCADO4,5 SÃO GONÇALO RJ 285.000.000 84,8 5 88 SUPERMERCADO IQUEGAMI4,5 OLÍMPIA SP 277.559.434 18,3 8 89 SUPERMERCADO BOM DIA PARAÍSO4,5 SARANDI PR 275.055.596 ND 14 90 SUPERMERCADO PORECATU4,5 SÃO PAULO SP 273.894.164 8,8 5 91 COTRIPAL4,5 PANAMBI RS 269.991.648 22,9 6 92 SUPERMERCADOS RIGHI4,5 SANTANA DO LIVRAMENTO RS 269.720.963 13,5 12 93 SUPERMERCADO BERNARDÃO4,5 PATROCÍNIO MG 268.400.243 17,7 5 94 SUPERMERCADOS PLANALTO4,5 ICARAÍMA PR 255.533.463 17,7 6 GRUPO/EMPRESA SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO CIDADE UF VALOR (EM R$) CRESCIMENTO (EM %) NÚMERO 112
  • 113.
    RANKING NOVAREJO 113 0,0 27.049.4646,5 1.487 -3,1 345.622 9,9 0,0 84.320.670 6,0 1.499 7,7 337.508 -1,6 0,0 19.840.849 20,3 1.705 6,4 290.922 13,0 0,0 27.261.139 28,2 1.327 -16,1 369.782 52,9 0,0 40.457.576 -0,2 1.957 -4,6 248.079 4,6 0,0 47.300.000 7,0 2.212 4,5 213.834 2,4 0,0 42.506.959 -3,1 2.120 2,9 220.555 -5,8 0,0 45.776.984 6,1 1.724 -16,8 265.528 27,4 25,0 45.280.181 -5,9 1.483 27,6 305.328 -7,8 42,9 45.110.694 -26,4 1.500 -18,5 300.738 29,0 0,0 23.565.547 10,5 2.349 1,5 190.611 8,9 0,0 20.542.392 10,0 1.920 19,4 224.682 -7,9 7,7 28.906.994 9,1 1.901 -1,3 212.887 19,1 9,5 16.741.276 11,7 1.352 3,8 284.800 17,9 11,1 38.444.186 -2,1 ND ND ND ND 0,0 42.040.579 4,6 1.247 4,9 303.420 -0,2 0,0 48.252.959 4,2 1.262 -0,4 267.647 4,6 0,0 30.219.169 18,8 1.325 10,4 250.876 7,6 -8,3 30.139.066 15,5 1.422 -2,7 233.143 8,8 0,0 40.955.783 10,2 961 0,5 340.943 9,6 31,3 15.238.095 -15,9 1.600 ND 200.000 ND 25,0 15.933.569 -4,3 1.295 15,6 246.078 3,4 0,0 24.918.003 4,4 1.184 3,0 252.547 1,4 0,0 24.788.720 21,2 1.085 -6,0 274.161 28,9 150,0 57.000.000 -26,1 1.160 286,7 245.690 -52,2 0,0 34.694.929 18,3 878 -3,9 316.127 23,1 ND 19.646.828 ND 780 ND 352.635 ND 25,0 54.778.833 -13,0 843 8,1 324.904 0,7 0,0 44.998.608 22,9 945 -4,0 285.705 27,9 0,0 22.476.747 13,5 887 26,5 304.082 -10,3 0,0 53.680.049 17,7 650 0,0 412.923 17,7 0,0 42.588.911 17,7 ND ND ND ND LOJAS FUNCIONÁRIOS CRESCIMENTO (EM %) RENTABILIDADE (FATURAMENTO/ LOJAS EM R$) VARIAÇÃO DA RENTABILIDADE (EM %) NÚMERO CRESCIMENTO (EM %) PRODUTIVIDADE (FATURAMENTO/ FUNCIONÁRIOS EM R$) VARIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE (EM %) 1.Faturamentoestimado2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário3.Faturamentoextraídodademonstraçãocontábil 4Faturamentoextraídodefontessecundárias5.Faturamentobruto6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa 113
  • 114.
    114 SUPER E HIPERMERCADOS 95AGRICER SUPERMERCADOS4,5 CURITIBA PR 253.191.911 37,3 11 96 SUPER NICOLINI4,5 BAGÉ RS 247.407.971 23,9 9 97 IRANI SUPERMERCADO4,5 CASCAVEL PR 247.071.831 9,2 3 98 CHOCOLÂNDIA4,5 SÃO PAULO SP 245.000.000 10,9 6 99 DELTA SUPERMERCADOS4,5 PIRACICABA SP 237.984.497 11,8 6 100 SUPERMERCADOS SUPER VI4,5 ANÁPOLIS GO 234.538.132 2,4 12 101 PARANÁ SUPERMERCADOS4,5 CAMPO MOURÃO PR 233.873.039 13,7 6 102 CORDEIRO SUPERMERCADOS4,5 DIAMANTINA MG 233.661.914 12,5 6 103 SUPER MAXI4,5 UBERLÂNDIA MG 232.183.959 17,9 16 104 HIPERMERCADO MOREIRA4,5 GOIÂNIA GO 222.912.099 18,6 3 105 SUPER DAL POZZO4,5 GUARAPUAVA PR 222.230.098 14,0 1 106 SUPERMERCADOS MANENTTI4,5 TREZE DE MAIO SC 221.373.198 10,9 8 107 REDE COMPRAS SUPERMERCADOS4,5 CAMPINA GRANDE PB 216.057.076 15,1 5 108 SUPERMERCADOS RENA4,5 ITAÚNA MG 214.994.650 20,1 10 109 REAL SUPERMERCADOS4,5 NITERÓI RJ 199.794.344 2,3 6 110 BRASÃO SUPERMERCADOS4,5 CHAPECÓ SC 194.048.000 12,5 4 111 SUPERMERCADOS MIALICH4,5 RIBERÃO PRETO SP 193.968.582 2,4 10 112 SUPERMERCADO DO POVO4,5 SÃO FIDÉLIS CE 190.912.781 -7,8 7 113 TOME E LEVE SUPERMERCADOS4,5 SÃO JOSÉ DO RIO PRETO SP 189.501.714 -7,5 9 114 SUPERMERCADOS FORTALEZA4,5 MACAPÁ AP 184.546.336 1,4 7 115 SUPERMERCADOS VISCARDI4,5 LONDRINA PR 183.869.273 0,9 11 116 ALTHOFF SUPERMERCADOS4,5 CRICIÚMA SC 182.369.000 24,8 10 117 COCIPA4,5 INÚBIA PAULISTA SP 178.002.096 12,5 1 118 BIG MAIS SUPERMERCADOS4,5 VALE DO RIO DOCE MG 177.903.000 18,5 4 119 CONSUL4,5 IPATINGA MG 177.005.281 -2,5 4 120 SUPERMERCADOS NORI4,5 BATATAIS SP 174.798.261 15,3 6 121 SUPERMERCADO LS GUARATO4,5 UBERABA MG 174.252.048 2,8 1 122 SUPERMERCADO PRÓ BRASIL4,5 GOIÂNIA GO 171.726.972 11,5 4 123 HIPERMERCADO SANTA HELENA4,5 SETE LAGOAS MG 170.349.836 11,5 7 124 SUPERMERCADOS MYATÃ4,5 LAGES SC 165.707.187 6,3 9 125 SUPERMERCADO TISCHLER4,5 CACHOEIRA DO SUL RS 155.362.332 7,3 9 GRUPO/EMPRESA SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO CIDADE UF VALOR (EM R$) CRESCIMENTO (EM %) NÚMERO 114
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    RANKING NOVAREJO 115 10,0 23.017.44624,8 1.157 21,8 218.835 12,8 0,0 27.489.775 23,9 951 8,8 260.156 13,9 0,0 82.357.277 9,2 792 -1,6 311.959 11,0 0,0 40.833.333 10,9 538 -8,3 455.390 21,0 0,0 39.664.083 11,8 1.153 34,5 206.405 -16,9 0,0 19.544.844 2,4 746 -9,8 314.394 13,5 0,0 38.978.840 13,7 795 15,4 294.180 -1,5 0,0 38.943.652 12,5 792 -10,1 295.028 25,1 6,7 14.511.497 10,5 956 19,4 242.870 -1,2 200,0 74.304.033 -60,5 564 -0,9 395.234 19,6 0,0 222.230.098 14,0 393 -23,4 565.471 48,8 14,3 27.671.650 -3,0 892 -6,7 248.176 18,8 0,0 43.211.415 15,1 614 11,6 351.884 3,1 11,1 21.499.465 8,1 997 14,6 215.642 4,8 0,0 33.299.057 2,3 626 0,0 319.160 2,3 0,0 48.512.000 12,5 658 13,4 294.906 -0,8 11,1 19.396.858 -7,8 911 11,6 212.918 -8,3 0,0 27.273.254 -7,8 860 -9,6 221.992 1,9 -10,0 21.055.746 2,8 701 -24,4 270.331 22,3 0,0 26.363.762 1,4 1.036 25,4 178.134 -19,2 0,0 16.715.388 0,9 785 -2,6 234.228 3,6 42,9 18.236.900 -12,6 887 36,5 205.602 -8,5 0,0 178.002.096 12,5 333 6,1 534.541 6,0 0,0 44.475.750 18,5 747 34,4 238.157 -11,8 0,0 44.251.320 -2,5 659 -4,1 268.597 1,6 20,0 29.133.044 -3,9 606 2,0 288.446 13,0 0,0 174.252.048 2,8 310 6,9 562.103 -3,8 0,0 42.931.743 11,5 393 -0,5 436.964 12,0 0,0 24.335.691 11,5 854 -5,7 199.473 18,3 0,0 18.411.910 6,3 640 6,8 258.917 -0,5 0,0 17.262.481 7,3 634 -7,0 245.051 15,4 LOJAS FUNCIONÁRIOS CRESCIMENTO (EM %) RENTABILIDADE (FATURAMENTO/ LOJAS EM R$) VARIAÇÃO DA RENTABILIDADE (EM %) NÚMERO CRESCIMENTO (EM %) PRODUTIVIDADE (FATURAMENTO/ FUNCIONÁRIOS EM R$) VARIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE (EM %) 1.Faturamentoestimado2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário3.Faturamentoextraídodademonstraçãocontábil 4Faturamentoextraídodefontessecundárias5.Faturamentobruto6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa 115
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    116 SUPER E HIPERMERCADOS GRUPO/EMPRESA SEDEFATURAMENTO LÍQUIDO CIDADE UF VALOR (EM R$) CRESCIMENTO (EM %) NÚMERO 126 BARBOSA SUPERMERCADO4,5 AMPARO SP 155.341.525 8,0 4 127 SUPER COPAGRIL4,5 MARECHAL CÂNDIDO RONDON PR 150.849.092 15,2 5 128 ALMEIDA MERCADOS4,5 CAMBÉ PR 142.947.775 8,3 7 129 SUPER SÃO JOÃO4,5 CATALÃO GO 142.005.681 -32,4 12 130 COPACOL4,5 CAFELANDIA PR 134.822.662 -4,4 6 131 SUPERMERCADO SANTO ÂNTONIO4,5 GUARAPARI ES 134.700.567 0,5 7 132 SUPERMERCADO JB4,5 FRUTAL MG 126.680.507 24,2 7 133 SUPER CENTER NORTE4,5 PATO BRANCO PR 120.909.070 27,3 3 134 JUBA SUPERMERCADOS4,5 CÁCERES MT 112.250.000 10,0 7 135 COOPER A 14,5 PALMITOS SC 109.716.216 ND 20 136 DVILLE SUPERMERCADOS4,5 UBERLÂNDIA MG 101.895.470 ND 4 137 SUPERMERCADO MARTENDAL4,5 LAGES SC 98.230.548 29,3 1 138 COOPERMIL4,5 SANTA ROSA RS 92.704.264 14,4 12 139 SUPERMERCADO VERATTI4,5 CAMPO GRANDE MS 90.794.000 14,9 5 140 SUPERMERCADO CAIRU4,5 GARIBALDI RS 84.244.996 15,4 1 141 SÃO JOÃO SUPERMERCADOS4,5 GUAXUPÉ MG 80.386.119 -2,0 3 142 SUPERMERCADO SUPER ÚTIL4,5 PASSO FUNDO RS 76.030.382 7,1 4 143 SUPERMERMERCADO NIDOBOX4,5 FORTALEZA CE 74.997.843 11,9 3 144 SUPERMERCADO RUSCITO4,5 IBATÉ SP 74.262.830 6,1 3 145 SUPERMERCADO DO FRADE 4,5 ILHABELA SP 72.695.069 29,8 1 146 EBAL - EMPRESA BAIANA DE ALIMENTOS4 SALVADOR BA 68.500.000 -86,8 84 147 SUPERMERCADO SÃO SEBASTIÃO4,5 SANTA RITA DO PASSA QUATRO SP 67.834.379 7,7 4 148 SUPERMERCADOS DALPIAZ4,5 OSÓRIO RS 67.746.312 25,5 4 149 SUPERMERCADO COTRIEL4,5 ESPUMOSO RS 66.616.011 0,9 9 150 SUPERMERCADO MÃE RAINHA4,5 ITAITINGA CE 63.392.895 0,6 4 151 SUPERMERCADO CIDADE4,5 ANANINDÉUA PA 57.798.730 1,4 5 152 SUPERMERCADO PARA TODOS4,5 SANTA HELENA DE GOIAS GO 56.468.227 31,3 3 153 SAITO SUPERMERCADOS4,5 NOVA MUTUM MT 56.096.893 24,7 2 154 SUPERMERCADOS FORMENTON4,5 CANOAS SC 56.056.633 9,9 3 155 AMANTINO SUPERMERCADO4,5 VIÇOSA MG 55.253.439 ND 2 156 VIPI SUPERMERCADOS4,5 SÃO MIGUEL DO OESTE SC 55.030.550 14,6 3 157 SUPER AURIVERDE4,5 MARAVILHA SC 54.931.473 ND 3 158 SUPERMERCADO LUZITANA4,5 CACOAL RO 54.714.536 9,4 1 159 SUPERMERCADO LENZ4,5 VENÂNCIO AIRES RS 54.309.914 18,1 2 160 HIPER SÃO PAULO4,5 CRUZ DAS ALMAS BA 53.000.000 15,2 2 116
  • 117.
    RANKING NOVAREJO 117 LOJAS FUNCIONÁRIOS CRESCIMENTO (EM%) RENTABILIDADE (FATURAMENTO/ LOJAS EM R$) VARIAÇÃO DA RENTABILIDADE (EM %) NÚMERO CRESCIMENTO (EM %) PRODUTIVIDADE (FATURAMENTO/ FUNCIONÁRIOS EM R$) VARIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE (EM %) 0,0 38.835.381 8,0 505 1,4 307.607 6,5 0,0 30.169.818 15,2 425 -0,7 354.939 16,0 0,0 20.421.111 8,3 425 0,0 336.348 8,3 -20,0 11.833.807 -15,5 664 -26,2 213.864 -8,3 0,0 22.470.444 -4,4 419 -4,6 321.772 0,2 0,0 19.242.938 0,5 556 -5,6 242.267 6,5 16,7 18.097.215 6,5 474 -4,8 267.258 30,5 0,0 40.303.023 27,3 250 -18,0 483.636 55,3 0,0 16.035.714 10,0 476 0,0 235.819 10,0 ND 5.485.811 ND 254 ND 431.954 ND 33,3 25.473.868 ND 402 31,4 253.471 ND 0,0 98.230.548 29,3 227 4,6 432.734 23,6 0,0 7.725.355 14,4 325 3,2 285.244 10,9 0,0 18.158.800 14,9 329 -0,6 275.970 15,6 0,0 84.244.996 15,4 181 42,5 465.442 -19,0 0,0 26.795.373 -2,0 217 -1,4 370.443 -0,6 0,0 19.007.596 7,1 289 -9,7 263.081 18,6 0,0 24.999.281 11,9 335 0,3 223.874 11,6 0,0 24.754.277 6,1 290 -9,4 256.079 17,1 0,0 72.695.069 29,8 295 0,0 246.424 29,8 -69,5 815.476 -56,8 800 -72,6 85.625 -51,9 0,0 16.958.595 7,7 229 -13,3 296.220 24,1 0,0 16.936.578 25,5 233 6,9 290.757 17,4 0,0 7.401.779 0,9 278 -1,8 239.626 2,7 0,0 15.848.224 0,6 289 -3,7 219.353 4,5 0,0 11.559.746 1,4 391 -9,1 147.823 11,5 0,0 18.822.742 31,3 206 2,0 274.118 28,8 0,0 28.048.447 24,7 228 2,2 246.039 21,9 -25,0 18.685.544 46,6 210 -6,3 266.936 17,2 ND 27.626.720 ND 143 ND 386.388 ND 0,0 18.343.517 14,6 164 10,8 335.552 3,5 ND 18.310.491 ND 142 ND 386.841 ND 0,0 54.714.536 9,4 186 -1,1 294.164 10,6 0,0 27.154.957 18,1 163 1,9 333.190 15,9 0,0 26.500.000 15,2 144 -5,3 368.056 21,6 1.Faturamentoestimado2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário3.Faturamentoextraídodademonstraçãocontábil 4Faturamentoextraídodefontessecundárias5.Faturamentobruto6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa 117
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    118 SUPER E HIPERMERCADOS 161SUPERMERCADO SPECIALE4,5 BAUNEÁRIO CAMBORIÚ SC 52.773.493 119,9 2 162 REDE SUPERMERCADOS ZARPELLON4,5 VIDEIRA SC 52.716.725 ND 5 163 SUPERMERCADO LOCATELLI4,5 ROLÂNDIA PR 49.211.579 ND 2 164 PAXÁ SUPERMERCADO4,5 MANHUAÇU MG 47.844.368 29,3 3 165 SUPERMERCADOS SANTO ÂNTONIO4,5 GUARAPARI ES 46.230.133 21,7 2 166 SUPERMERCADO KI CARNE MASTER4,5 AMAMBAÍ MS 46.089.955 9,7 1 167 SUPERMERCADO SÃO SEBASTIÃO4,5 SANTA CRUZ DO RIO PARDO SP 42.000.000 ND 1 168 BARATÃO SHOPPING4,5 IPORÁ GO 41.625.000 1,5 1 169 SUPERMERCADO RODA VIVA4,5 MACEIÓ AL 40.980.782 13,8 1 170 SUPERMAIS4,5 BELO HORIZONTE MG 40.423.666 3,7 2 171 SUPERMERCADO NOVA OPÇÃO4,5 SERRA TALHADA PE 38.680.547 ND 3 172 SUPERMERCADO NOBRE4,5 SANTANA DO IPANEMA AL 38.099.672 ND 2 173 SUPERMERCADO GURIZÃO4,5 COLATINA ES 36.601.796 ND 2 174 COAGRISOL4,5 SOLEDADE RS 32.792.907 9,3 7 175 SUPERMERCADO KERN4,5 IVOTI RS 31.090.247 19,6 2 176 SUPERMERCADO PROENÇA4,5 OSASCO SP 30.000.000 ND 3 177 SUPERMERCADO ZABOT4,5 SÃO JOAQUIM SC 29.032.870 38,3 2 178 COOPA4,5 PATROCÍNIO MG 28.586.508 ND 2 179 SUPERMERCADO FARIA 4,5 ITAPECERICA MG 28.539.391 24,1 2 180 SUPERMERCADO FELIZ4,5 MARINGÁ PR 28.528.712 24,0 19 181 HIPER MACHADO4,5 ÁGUA BOA MT 27.874.652 16,1 1 182 COOPERTUPY4,5 JOINVILLE SC 27.543.272 6,7 1 183 CARNAÚBA SUPERMERCADO4,5 FORTALEZA CE 26.795.000 ND 2 184 SUPERMERCADO SUL AMERICA4,5 GUANHÃES MG 25.261.241 ND 1 185 MERCADO PREDILETO4,5 PORTO ALEGRE RS 25.124.104 32,2 2 GRUPO/EMPRESA SEDE FATURAMENTO LÍQUIDO CIDADE UF VALOR (EM R$) CRESCIMENTO (EM %) NÚMERO 118
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    RANKING NOVAREJO 119 100,0 26.386.7479,9 160 42,9 329.834 53,9 ND 10.543.345 ND 206 ND 255.906 ND ND 24.605.790 ND 155 ND 317.494 ND 50,0 15.948.123 -13,8 233 22,6 205.341 5,4 0,0 23.115.067 21,7 222 6,2 208.244 14,5 0,0 46.089.955 9,7 80 0,0 576.124 9,7 ND 42.000.000 ND 85 ND 494.118 ND 0,0 41.625.000 1,5 95 -5,0 438.158 6,9 -66,7 40.980.782 241,5 125 5,0 327.846 8,4 0,0 20.211.833 3,7 250 -4,6 161.695 8,6 ND 12.893.516 ND 100 ND 386.805 ND ND 19.049.836 ND 178 ND 214.043 ND ND 18.300.898 ND 129 ND 283.735 ND -12,5 4.684.701 24,9 151 6,3 217.172 2,8 0,0 15.545.124 19,6 129 -1,5 241.010 21,4 ND 10.000.000 ND 99 ND 303.030 ND 0,0 14.516.435 38,3 75 7,1 387.105 29,0 100,0 14.293.254 ND 96 146,2 297.776 ND ND 14.269.696 ND 93 ND 306.875 ND 0,0 1.501.511 24,0 100 0,0 285.287 24,0 0,0 27.874.652 16,1 103 -8,8 270.628 27,4 0,0 27.543.272 6,7 68 -15,0 405.048 25,5 ND 13.397.500 ND 165 ND 162.394 ND ND 25.261.241 ND 115 ND 219.663 ND 100,0 12.562.052 -33,9 94 30,6 267.278 1,3 LOJAS FUNCIONÁRIOS CRESCIMENTO (EM %) RENTABILIDADE (FATURAMENTO/ LOJAS EM R$) VARIAÇÃO DA RENTABILIDADE (EM %) NÚMERO CRESCIMENTO (EM %) PRODUTIVIDADE (FATURAMENTO/ FUNCIONÁRIOS EM R$) VARIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE (EM %) 1.Faturamentoestimado2.Faturamentoinformadopormeiodequestionário3.Faturamentoextraídodademonstraçãocontábil 4Faturamentoextraídodefontessecundárias5.Faturamentobruto6.Faturamentoextraídodefontesdaempresa 119
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    VESTUÁRIO E LOJAS DEDEPARTAMENTO EFICIÊNCIA NA VITRINE Apesar da queda nas vendas, o setor de Vestuário e Lojas de Departamento conseguiu manter o risco de inadimplência equilibrado E m tempos de economia fraca, comprar vestuário deixa de ser prio- ridade. E as empresas do setor viram as vendas caírem e as dívidas aumentarem. Um estudo realizado pela Serasa Experian, com exclusividade para o Ranking NOVAREJO Brasileiro, mostra que houve uma redução de 14,5% no volume real das vendas em 2016 do setor. Em 2015, a queda foi de 7%. Além disso, as companhias do setor apresentaram alta de 29,6% no grau de endividamento do setor, passando de 103% em 2015 para 133,5% em 2016. Este cenário também contribuiu para que o setor apresentasse a maior concentração de empresas com risco de inadimplência elevada e default, em comparação com outros setores. De acordo com o estudo realizado pela Serasa Experian, em 2016, 37% das empresas do setor apresentavam elevado risco de inadimplência. Destas, 24% já se encontravam em default, conforme tabela abai- xo. O porcentual de 2017 é o mesmo verificado em junho de 2016 – o que mostra o esforço das redes para conseguirem manter as contas equilibradas. POR LUANA SOARES Fonte:SerasaExperian|Elaboração:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTO RISCO DE CRÉDITO BAIXO ACEITÁVEL ELEVADO DEFAULT jun/16 54% 9% 13% 24% mai/17 56% 7% 13% 24% 120
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    RANKING NOVAREJO Fonte:CentrodeInteligênciaPadrão–CIP LOCALIZAÇÃO DASLOJAS POR REGIÃO Muitas empresas do setor conseguiram manter os planos de expansão, mas a Região Sudeste ainda é o grande mercado de Vestuário NORTE 4,8% NORDESTE 22,1% SUDESTE 49,0% SUL 18,2% CENTRO-OESTE 6,0% Apesar do cenário controver- so, algumas empresas conseguiram manter uma boa saúde financeira, au- mentar seu faturamento, investir em expansão de lojas e aumentar o qua- dro de funcionários, como é o caso das Lojas Americanas e Renner. Não é possível avaliar os pla- nos de expansão de cada empresa, vis- to que isso depende do tipo de públi- co que ela busca atender. Porém, um estudo realizado pelo Centro de In- teligência Padrão – CIP mostrou que 121
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    VESTUÁRIO E LOJAS DEDEPARTAMENTO 54% das empresas do setor estão concentradas na Região Sudeste, especialmente no Estado de São Paulo, que sozinho acolhe 34% das empresas de vestuário e lojas de departamento do País. Algumas empresas, para superar a crise, apostaram no fechamento de lojas e na redução do quadro de funcionários, como foi o caso da C&A, que teve uma retração de 4,2% no número de lojas entre 2015 e 2016. Apesar disso, a empresa apresentou uma das melhores relações entre rentabilidade por loja e produtividade por funcionário, ou seja, a relação entre faturamento e número de lojas e faturamento e número de funcionários. A empresa que apresentou a maior rentabilidade por loja foi a Lojas Havan, enquanto as Lojas Americanas foi a que teve a maior produtividade por funcionário. Apesar dos esforços para amenizar os efeitos da crise, algumas empresas apresentaram resultados negativos. A Marisa, por exemplo, em 2015 apresentou, de acordo com o Ranking NOVAREJO Brasileiro, uma redução de 25,8% em sua receita e uma queda de 1,7% no número de lojas. Em 2016, o comportamen- to não foi diferente e a empresa teve queda de 10,4% no faturamento e redução de 2,7 no número de lojas. Apesar das dificuldades enfrentadas pelas varejistas do setor, a Abit (As- sociação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) mostra sinais positivos para 2017. De acordo com os dados da Associação, o varejo de vestuário deverá crescer 2% em 2017. Ainda é cedo para apostarmos em uma melhora no cenário do setor, porém, as varejistas estão buscando se manter otimistas e agem para contornar os efeitos da recessão. 122
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    RANKING NOVAREJO MATRIZ –RENTABILIDADE LOJAS X PRODUTIVIDADE FUNCIONÁRIOS PRODUTIVIDADE(FATURAMENTO/FUNCIONÁRIOSEMR$) RENTABILIDADE (FATURAMENTO/LOJAS EM R$) Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP 600.000 500.000 400.000 300.000 200.000 100.000 0 0 5.000.000 10.000.000 15.000.000 20.000.000 25.000.000 30.000.000 35.000.000 40.000.000 45.000.000 LOJASAMERICANAS C&A LOJASHAVAN RIACHUELO MARISA HERING CASASPERNAMBUCANAS 123
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    124 GRUPO/EMPRESA SEDE FATURAMENTO LÍQUIDOLOJAS CIDADE UF VALOR (EM R$) CRESCIMENTO (EM %) NÚMERO CRESCIMENTO (EM %) 1 LOJAS AMERICANAS3 RIO DE JANEIRO RJ 10.372.300.000 6,4 1.127 8,3 2 C&A1,4 SÃO PAULO SP 6.326.584.578 7,0 277 -4,2 3 RENNER E YOUCOM3 PORTO ALEGRE RS 6.103.178.000 4,3 385 1,3 4 RIACHUELO3 SÃO PAULO SP 5.921.600.000 7,5 291 2,1 5 LOJAS HAVAN4 BRUSQUE SC 4.000.000.000 -1,8 94 1,1 6 CASAS PERNAMBUCANAS3 SÃO PAULO SP 3.749.885.000 -15,9 309 -1,0 7 MARISA3 SÃO PAULO SP 2.224.100.000 -10,4 398 -2,7 8 GRUPO SBF3 SÃO PAULO SP 1.842.111.000 -9,5 259 0,8 9 HERING3 BLUMENAU SC 1.475.137.000 -7,2 642 -0,9 10 RESTOQUE3 SÃO PAULO SP 1.125.829.000 -5,3 327 -0,3 11 GRUPO SOMA1,4 RIO DE JANEIRO RJ 1.030.000.000 14,5 177 5,4 12 INBRANDS3 SÃO PAULO SP 825.695.000 -9,6 368 -1,9 13 CAEDU1,4 SÃO PAULO SP 610.500.000 11,0 47 ND 14 LUPO3 ARARAQUARA SP 593.397.000 5,5 320 4,6 15 DECATHLON1,4 EMBU DAS ARTES SP 575.000.000 15,0 21 ND 16 TNG4 BARUERI SP 422.185.022 1,1 179 5,9 17 GRUPO GRAZZIOTIN3 PASSO FUNDO RS 390.440.014 4,4 311 1,0 18 CAMISARIA COLOMBO4 SÃO PAULO SP 370.000.000 -10,6 320 0,6 19 MARISOL3 JARAGUÁ DO SUL SC 350.070.000 -18,5 272 0,7 20 RESERVA4 RIO DE JANEIRO RJ 350.000.000 34,6 65 20,4 21 GRUPO SCALINA3 GUARULHOS SP 253.610.000 -2,4 100 5,3 22 ALÔ BEBÊ1,4 SÃO PAULO SP 200.600.000 0,3 26 -3,7 23 PITICAS MODAS CRIATIVA1,4 SÃO PAULO SP 100.000.000 66,7 279 ND 24 RABUSCH4 PORTO ALEGRE RS 80.000.000 53,8 39 -7,1 25 OVERBOARD1,4 SANTA TERESINHA SP 72.000.000 ND 20 ND 26 HANDBOOK4 SÃO PAULO SP 62.800.000 ND 37 ND 27 TIP TOP3 SÃO PAULO SP 51.528.000 -26,8 107 7,0 28 DASLU4 SÃO PAULO SP 25.000.000 -75,0 3 -40,0 VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTO 124
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    RANKING NOVAREJO 125 FUNCIONÁRIOS RENTABILIDADE (FATURAMENTO/ LOJAS EMR$) VARIAÇÃO DA RENTABILIDADE (EM %) NÚMERO CRESCIMENTO (EM %) PRODUTIVIDADE (FATURAMENTO/ FUNCIONÁRIOS EM R$) VARIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE (EM %) 9.203.461 -1,7 21.166 2,2 490.045 4,2 22.839.656 11,6 16.000 -27,3 395.412 47,1 15.852.410 3,0 ND ND ND ND 20.349.141 5,3 37.101 -3,7 159.608 11,6 42.553.191 -2,8 10.000 0,0 400.000 -1,8 12.135.550 -15,1 17.000 0,0 220.581 -15,9 5.588.191 -7,9 15.000 -6,3 148.273 -4,4 7.112.398 -10,2 ND ND ND ND 2.297.721 -6,3 7.600 0,7 194.097 -7,8 3.442.902 -5,0 ND ND ND ND 5.819.209 8,7 ND ND ND ND 2.243.736 -7,9 ND ND ND ND 12.989.362 ND ND ND ND ND 1.854.366 0,9 ND ND ND ND 27.380.952 ND ND ND ND ND 2.358.576 -4,5 ND ND ND ND 1.255.434 3,4 ND ND ND ND 1.156.250 -11,1 ND ND ND ND 1.287.022 -19,1 ND ND ND ND 5.384.615 11,8 1.280 ND 273.438 ND 2.536.100 -7,3 2.700 -40,0 93.930 62,7 7.715.385 4,2 ND ND ND ND 358.423 ND ND ND ND ND 2.051.282 65,7 199 -37,8 402.010 147,4 3.600.000 ND ND ND ND ND 1.697.297 ND ND ND ND ND 481.570 -31,6 ND ND ND ND 8.333.333 -58,3 100 -28,6 250.000 -65,0 1. Faturamento estimado 2. Faturamento informado por meio de questionário 3. Faturamento extraído da demonstração contábil 4. Faturamento extraído de fontes secundárias 5. Faturamento bruto 6. Faturamento extraído de fontes da empresa RANKING NOVAREJO 125
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    126 Abrir o capitalna Bolsa de Valores é uma grande oportunidade para as empresas captarem recursos para projetos de expansão, para investir em novos produtos e serviços e para ganhar mercado. Estar listada, contudo, também traz grandes responsabilidades: é preciso garantir a transparência com todos os stakeholders, bem como retornos financeiros para os acionistas. Todo esse esforço para a criação de uma estrutura sólida, com base nos preceitos da governança corporativa,torna as companhias listadas benchmarks.Analisá-las é, portanto, criar referências para o ecossistema do varejo que busca profissionalização. O Ranking NOVAREJO Brasileiro analisou, assim, 21 empresas listadas em Bolsa. Para a análise, foi adotado um conjunto de indicadores contábeis comumente utilizados. Esses indicadores se dividem em três grupos: Estrutura de Capital, Liquidez e Rentabilidade (ou Resultados). A ideia é avaliar como a empresa compõe e destina seu capital, qual é a capacidade (teórica) de cumprir com suas obrigações em diferentes cenários, como a empresa desempenha suas atividades e qual é o retorno dos investimentos feitos. A crise econômica impactou até mesmo as grandes varejistas com capital aberto em Bolsa de Valores, mas não foi suficiente para desequilibrar a estrutura financeira de muitas delas NA BOLSA FECHADAS PARA A CRISE POR GUSTAVO GURGEL 126
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    RANKING NOVAREJO 127 RANKING NOVAREJO ESTRUTURADE CAPITAL Nesta análise, consideramos alguns indicadores, como Participação de Capi- tal de Terceiros (Grau de Endividamento), Composição do Endividamento, Imobili- zação do Patrimônio Líquido e Imobilização dos Recursos não Correntes. A participação de Capital de Terceiros, também chamada de Grau de En- dividamento, mensura a relação entre capital de terceiros (Passivo) e capital próprio (Patrimônio Líquido). Essa informação é uma medida genérica de dependência de recursos externos. No conjunto das empresas analisadas, Magazine Luiza se destacou no Grau de Endividamento com 881,5%, ou seja, para cada R$ 100 de capital próprio há R$ 881,50 de capital de terceiros. É importante notar que, embora com elevado grau de endividamento, o Magazine Luiza é uma das redes que mais crescem no País, com forte investimento no digital.O que não se pode dizer da Via Varejo.A empresa apre- senta um grau de endividamento de 524,2%, mas passou 2016 com sérios problemas para crescer. Na outra ponta, contudo, Cia. Hering, Arezzo e Unicasa apresentam baixos graus de endividamento,de 26,4%,35,5% e 34,1% respectivamente,conforme mostra o gráfico 1. Além de analisar o grau de endividamento das companhias listadas,é impor- tante entender o prazo para o pagamento dessas dívidas – é o que mostra a Compo- sição do Endividamento. Esse componente, também apresentado no gráfico 1, indica a proporção de obrigações de curto prazo diante de todas as obrigações da empresa. Assim, quanto menor a proporção de dívidas de curto prazo, mais confortável é a si- tuação da empresa,pois tem um prazo maior para levantar recursos para pagar grande parte das dívidas. A análise mostra que, em média, 70% das dívidas das empresas são de curto prazo. Esta não é a realidade de todas as companhias, porém: Lojas Ame- ricanas e Lojas Marisa apresentam valor dos compromissos de curto prazo próximo ou abaixo de 45%. RANKING NOVAREJO Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP – Obs.: (1) Não foi possível o cálculo do índice para esta empresa. GRÁFICO 1 – ESTRUTURA DE CAPITAL E COMPOSIÇÃO DO ENDIVIDAMENTO DAS EMPRESAS ESTUDADAS PARTICIPAÇÃO DE CAPITAL DE TERCEIROS 83,1% ALPARG ATAS 57,9% 35,5% AREZZO 85,0% (1) KARSTEN 90,2% 155,9% SPRIN G SG LO BAL 51,0% 881,5% M AG AZIN E LU IZA 67,0% 34,1% U N ICASA 77,3% 524,2% VIA VAREJO 81,9% 379,2% BRASILPH ARM A 89,4% 115,1% D IM ED 84,3% 91,5% RAIA D RO G ASIL 79,9% 171,2% SARAIVA 79,8% (1) 79,8% 44,4% IM C 53,7% BR H O M E CEN TERS 259,0% G PA 84,6% 541,5% AM ERICAN AS 40,2% 26,4% CIA.H ERIN G 86,2% 40,2% G RAZZIO TIN 72,7% 113,5% G UARARAPES 74,2% 161,4% LO JAS M ARISA 44,4% 89,1% RESTO Q U E 68,4% 145,6% REN N ER 76,0% COMPOSIÇÃO DO ENDIVIDAMENTO
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    128 Para analisar aestrutura de capital das empresas, é preciso também conside- rar o indicador de Imobilização do Patrimônio Líquido, que explora a parcela do Pa- trimônio Líquido aplicada no Ativo Permanente da empresa. A lógica por trás desse indicador é que, quanto maior o percentual de capital próprio destinado a ativos não circulantes, menos restará para as obrigações de curto prazo, causando a dependência de capital de terceiros. No gráfico 2, podemos notar alguns casos como Brasil Pharma, Americanas e Magazine Luiza, em que a imobilização supera 100%. Em casos como esses, as empresas financiam, via capital de terceiros, não só o ativo circulante, mas também o seu ativo permanente (lojas e CDs, por exemplo). Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP – Obs.: (1) Não foi possível o cálculo do índice para esta empresa. GRÁFICO 2 – IMOBILIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO E IMOBILIZAÇÃO DOS RECURSOS NÃO CORRENTES IMOBILIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 66,4% ALPARG ATAS 49,2% IMOBILIZAÇÃO DOS RECURSOS NÃO CORRENTES 23,9% AREZZO 22,7% (1) (1) KARSTEN 84,2% SPRIN G S G LO BAL 47,7% 219,9% M AG AZIN E LU IZA 56,3% 56,5% U N ICASA 52,4% 101,1% VIA VAREJO 51,9% 327,4% BRASILPH ARM A 233,4% 56,6% D IM EP 47,9% 74,6% RAIA D RO G ASIL 63,0% 47,6% SARAIVA 35,4% (1) BR H O M E CEN TERS 125,8% 107,5% IM C 89,1% 90,7% G PA 64,8% 270,7% AM ERICAN AS 63,9% CIA.H ERIN G34,0% 35,3% G RAZZIO TIN 50,3% 55,8% G UARARAPES 49,2% 63,5% LO JAS M ARISA 29,2% 55,4% 104,9% 134,5% RESTO Q U E 60,3% 81,4% REN N ER O complemento da análise a respeito da imobilização dos recursos foca não apenas o capital próprio, mas todos os recursos não correntes (Patrimônio Líquido e Obrigações Exigíveis a Longo Prazo) aplicados em ativos permanentes. Devido à vida útil dos ativos permanentes (a depender da depreciação dos bens adquiridos), é aceitável que eles sejam custeados com recursos de longo prazo. Contudo, o ideal é que o índice de Imobilização dos Recursos não supere 100%,como ocorrido nos casos de algumas empresas observadas no gráfico 2. Outras delas em compensação, como Arezzo e Cia. Hering, apresentaram bons índices, 22,7% e 34% respectivamente. Isso indica que há disponibilidade de recursos de longo prazo para custear ativos de circu- lantes, o que gera relativo conforto nas contas. LIQUIDEZ A avaliação das empresas deve passar também por uma análise de sua solidez financeira. Neste tópico é analisada a capacidade de as empresas fazerem frente às suas obrigações. Não são considerados para os estudos o fluxo de caixa, os prazos e se efetivamente os compromissos são quitados em dia, mas sim se os ativos são suficien- tes em relação aos passivos.
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    RANKING NOVAREJO 129 O índicede liquidez geral mensura quanto de capital a empresa teria dis- ponível hoje para pagar suas dívidas, inclusive aquelas de longo prazo. O gráfico 3 mostra, por exemplo, Cia. Hering e Restoque em situações distintas. No primeiro caso, o índice atinge 345,3% e, no segundo, chega a 61,3%. Esses valores indicam que a Cia. Hering, por exemplo, dispõe de R$ 345,3 para cada R$ 100 em obrigações. Já a Restoque tem disponíveis R$ 61,3 para cada R$ 100 de dívidas – ou seja, a empresa opera com déficit de R$ 39,7 para cada R$ 100 em obrigações.Este caso não significa a insolvência da empresa, uma vez que parte das dívidas é de longo prazo. Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP GRÁFICO 3 – LIQUIDEZ GERAL, LIQUIDEZ CORRENTE E LIQUIDEZ SECA. LIQUIDEZ GERAL 140,5% ALPARG ATAS 161,8% 227,4% 314,7% AREZZO 295,2% 349,9% 34,6% KARSTEN 23,8% 37,3% 110,1% SPRIN G S G LO BAL 98,0% 166,6% 86,4% M AG AZIN E LU IZA 63,3% 106,7% 227,5% U N ICASA 148,1% 193,8% 99,8% VIA VAREJO 63,5% 88,8% 40,0% BRASILPH ARM A 12,7% 21,3% 137,7% D IM EP 63,0% 159,4% 127,7% RAIA D RO G ASIL 57,9% 157,4% 130,6% SARAIVA 103,1% 146,5% 80,6% BR H O M E CEN TERS 40,7% 79,6% 83,2% IM C 126,3% 140,4% 103,6% G PA 97,9% 114,8% 68,5% AM ERICAN AS 102,6% 152,1% 345,3% CIA.H ERIN G 254,4% 366,3% 209,9% G RAZZIO TIN 215,8% 261,4% 132,1% G UARARAPES 135,1% 156,8% 127,6% LO JAS M ARISA 172,6% 219,2% 61,3% RESTO Q U E 47,6% 80,3% 112,8% REN N ER 113,2% 140,0% LIQUIDEZ CORRENTE LIQUIDEZ SECA Ao considerar apenas o curto prazo, o índice de Liquidez Corrente faz um retrato mais relevante da situação da empresa. A relação entre os ativos circulantes e os passivos circulantes é a base dessa análise. As empresas com índices menores de 100% não teriam,teoricamente,condições de quitar as suas obrigações no curto prazo e precisam realizar maiores esforços para obter recursos. Das empresas analisadas, 23,8% delas se encontravam nesta condição, que pode representar pouca ou nenhuma margem para manobra de prazos relativos às entradas e saídas de caixa. No extremo oposto, há empresas com mais de 300% de liquidez,como é o caso da Arezzo e da Cia.Hering novamente – o que mostra grande “folga” de capital de curto prazo disponível. Parte destes recursos pode ser investida em ativos de menor liquidez e maior rentabilidade. Outro índice ainda mais restritivo é denominado Liquidez Seca. Neste caso, exclui-se da conta de liquidez o ativo circulante de maior risco atribuído: o estoque. Entre os riscos que podem impactar este componente das contas estão o obsoletismo, a deterioração, a não venda e o roubo. A extrapolação do rigor no exame da liquidez deve ser utilizada apenas como coadjuvante nas análises, pois existe uma faixa de va- lores abaixo de 100% que é neutra para a situação financeira da empresa. Por outro lado,indicadores acima de 100% são positivos para a situação financeira da empresa,mostrandoaltaliquidezdeseusativoserelativafacilidadeemsaldarseuscompromis- sos,e aproximadamente metade das empresas estudadas se encontra nessas condições.
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    130 RENTABILIDADE (OU RESULTADOS) Aperformance econômica da empresa é avaliada com base nos indicadores de rentabilidade, como Giro do Ativo, Margem Líquida, Rentabilidade do Ativo e Rentabilidade do Patrimônio Líquido. O Giro do Ativo pode ser utilizado como um termômetro das vendas da empresa, pois representa a relação entre vendas líquidas e ativo. As empresas podem apresentar elevados valores totais de vendas, mas é preciso comparar esses valores com a dimensão dos investimentos. A análise isolada deste indicador não tem poder explicativo, devendo ser observado com a Margem Líquida, que relaciona o lucro líquido com as vendas. Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP GRÁFICO 4 – GIRO DO ATIVO E MARGEM LÍQUIDA GIRO DO ATIVO 107,2% ALPARG ATAS 8,4% MARGEM LÍQUIDA 136,6% AREZZO 9,4% 98,9% KARSTEN -31,0% 87,9% SPRIN G S G LO BAL -0,3% 155,9% M AG AZIN E LU IZA 0,9% 79,2% U N ICASA -13,1% 113,0% VIA VAREJO -0,5% 103,1% BRASILPH ARM A -42,2% 259,3% D IM EP 2,5% 196,0% RAIA D RO G ASIL 4,1% 130,3% SARAIVA -2,9% 130,3% BR H O M E CEN TERS -7,7% 11,0% IM C -46,1% 91,7% G PA -2,6% 81,2% AM ERICAN AS 2,0% 96,5% CIA.H ERIN G 13,5% 87,2% G RAZZIO TIN 11,4% 76,7% G UARARAPES 5,4% 107,9% LO JAS M ARISA -3,1% 35,4% RESTO Q U E -5,5% 99,6% REN N ER 9,7% Algumas empresas podem optar por ter um menor volume de vendas, co- brando um preço mais alto pelos seus produtos, o que resultaria em menor Giro de Capital, porém maior Margem Líquida, como pode se observar ao comparar os re- sultados da Cia. Hering com a Dimed, no gráfico 4. Vale lembrar que esta estratégia da empresa depende não só de aspectos internos, mas também das características do mercado e do segmento em que atua. Os índices certamente mais analisados pelos investidores, desde os amadores até os profissionais, dizem respeito à rentabilidade. Nesse estudo são apresentadas as Rentabilidades do Ativo e do Patrimônio Líquido.A primeira relaciona o lucro líqui- do ao ativo, enquanto a segunda se relaciona ao patrimônio líquido médio. O gráfico 5 apresenta os índices calculados para o ano de 2016.
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    RANKING NOVAREJO 131 Fonte: Centrode Inteligência Padrão – CIP - Obs.: (1) Não foi possível o cálculo do índice para esta empresa. GRÁFICO 5 – RENTABILIDADE DO ATIVO E RENTABILIDADE DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 9,5% ALPARG ATAS 17,9% RENTABILIDADE DO ATIVO RENTABILIDADE DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 12,8% AREZZO 18,0% -30,7% KARSTEN (1) -0,2% SPRIN G S G LO BAL -0,6% 1,4% M AG AZIN E LU IZA 14,5% -10,4% U N ICASA -13,0% -0,5% VIA VAREJO -2,7% -43,5% -149,5% BRASILPH ARM A 6,5% 14,6% D IM ED 8,0% 16,2% RAIA D RO G ASIL -3,7% -9,8% SARAIVA -17,1% -297,7% BR H O M E CEN TERS -5,1% -6,8% IM C -2,4% -8,3% G PA 1,7% 11,3% AM ERICAN AS 13,0% 16,7% CIA.H ERIN G 9,9% 14,4% G RAZZIO TIN 4,1% 9,1% G UARARAPES -3,3% -8,3% LO JAS M ARISA -1,9% -3,6% RESTO Q U E 9,7% 25,3% REN N ER As rentabilidades analisadas apresentam necessariamente a mesma tendên- cia. Se a rentabilidade do ativo é negativa, a rentabilidade do patrimônio líquido necessariamente será negativa também,pois ambos se relacionam com o lucro líquido da companhia. A grande diferença entre os índices é que, quando se trata de Renta- bilidade dos Ativos, considera-se todo o capital da empresa, e, ao se relacionar com o patrimônio líquido, é avaliado apenas o capital próprio. Observa-se, ainda, que as empresas com menor grau de endividamento (grá- fico 1) têm índices de rentabilidade com valores mais próximos. A Cia. Hering, por exemplo, que apresentava apenas 26,4% de grau de endividamento obteve rendimen- tos semelhantes do ativo e do patrimônio líquido, 13% e 16,7%, respectivamente. A situação oposta pode ser observada em casos como a Brasil Pharma. Com grau de endividamento de 379,2%, a companhia apresenta rentabilidade de ativo e patrimô- nio líquido bem distinto, de -43,5% e -149,5%, respectivamente. Esta breve análise dá apenas um panorama geral da situação de algumas empresas consideradas no estudo, que estão listadas em Bolsa. Para poder realizar pa- receres sobre estas, se faz necessário um grande aprofundamento e o desdobramento das contas e dos demonstrativos da companhia, que não é o objetivo desta publicação. Nota-se que, em 2016, oito das 21 empresas analisadas realizaram prejuízo, resultando em rentabilidades negativas, como mostra o gráfico 5. Da mesma forma, oito companhias têm baixa capacidade de pagar suas dívidas, inclusive aquelas de longo prazo, como é possível verificar no gráfico 3. Há empresas, ainda, que em 2016 não tiveram, teoricamente, condições de quitar suas obrigações no curto prazo. Estes números mostram que a crise econômica impactou os resultados e a capacidade das empresas de cumprirem suas obrigações. Ainda assim, os números também revelam que a recessão não foi suficiente para desequilibrar as contas de grande parte das companhias listadas. RANKING NOVAREJO
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    132 DO VAREJO PELOMUNDO N o período entre 2010 e 2014, o crescimento do consumo das fa- mílias brasileiras aumentou 20%,conside- rando dados dessazonalizados do Índice de Consumo divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Ge- túlio Vargas. Naquele período, muitas das falhas de gestão das empresas foram igno- radas devido ao ritmo elevado do cresci- mento das vendas. Os varejistas viveram anos de bonança com os consumidores batendo na porta atrás de seus produtos. Para lidar com as transformações cada vez mais velozes, o varejo brasileiro olha para mercados maduros em busca de soluções. Há tendências que devem mudar o varejo brasileiro de forma definitiva 132 POR DANIEL HERNANDES FONTE: MONITOR DO PIB - IBRE/FGV | ELABORAÇÃO: CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO - CIP Gráfico 1 – Evolução do Consumo das Famílias EVOLUÇÃO DO CONSUMO DAS FAMÍLIAS 187 abr/10 182 177 172 167 162 157 out/10 abr/11 out/11 abr/12 out/12 abr/13 out/13 abr/14 out/14 abr/15 out/15 abr/16 out/16 abr/17 PERSPECTIVAS
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    RANKING NOVAREJO 133 Como sabemos,o cenário se inverteu com a crise a partir de 2015 e a disposição para gastar sofreu um revés enorme: queda de aproximadamente 9% no consumo das famílias em pouco mais de dois anos. Naquele período, as empresas brasileiras foram forçadas a reduzir ineficiências para lidar com o cenário de atividade comercial mais fraca e disputar o marketshare com a concorrência. Naturalmen- te, o foco passou para o controle de despesas operacionais e financeiras, a busca de sinergia entre diferentes áreas da empresa, a redução das estruturas físicas das lojas e para a racionalização da estrutura de distribuição, logística e con- trole de estoques. Atualmente, além de promover mudanças geren- ciais, as empresas brasileiras estão procurando absorver as tendências globais do varejo para não perder mercado. O aumento crescente da tecnologia digital tem favorecido a penetração de empresas estrangeiras no Brasil, aumentan- do a concorrência no setor. As empresas brasileiras, em sua maioria, possuem produtividade baixa quando comparadas com as estrangeiras, e precisam correr para encurtar essa distância. O foco da leitura, daqui em diante, será apresentar algumas das principais tendências no segmento varejista internacional, mostrando o caminho das pedras para os va- rejistas brasileiros interessados em reconfigurar suas estra- tégias de negócios. VAREJO DE EXPERIÊNCIA: TENDÊNCIAS NO MERCADO Hoje, existem três movimentos de mercado fun- damentais para promover a experiência do consumidor: adoção do modelo omnichannel de interação; o uso da In- teligência Artificial para a obtenção de insights comporta- mentais; e a automatização de lojas físicas. 1. ESTRATÉGIA “OMNICHANNEL” Certamente a grande maioria dos varejistas já ou- viu falar da estratégia omnichannel. Afinal, o conceito apa- receu lá atrás, nos anos 2000, nos Estados Unidos. Então, por que estamos considerando esse modelo de negócios ainda como uma tendência? Porque nossas empresas ainda estão absorvendo a estratégia, que demorou bastante tempo para chegar ao Brasil. Mesmo as grandes redes varejistas, RANKING NOVAREJO que já estão promovendo transformações nas relações de consumo, ainda operam mais no conceito multichannel do que no omnichannel propriamente dito. Investimentos na transformação da infraestrutura digital e avanços na gestão empresarial, essenciais para a aplicação e consolidação da estratégia omnichannel, são o foco, atualmente, das empre- sas que estão pensando no futuro. A estratégia se baseia no entendimento da jornada de compra do consumidor. Um consumidor imediatista e exigente, cada vez mais bem informado e usuário de dife- rentes canais de comunicação que surgem a todo momento. Ser omnichannel significa que o seu negócio está prepara- do para integrar esse cliente em todos os pontos de contato existentes, dos canais digitais a lojas físicas. Quando essa interação está em sintonia, a experiência de compra acaba fortalecendo o relacionamento do consumidor com a mar- ca. O objetivo é exatamente esse: estudar, entender, receber, agradar, convencer, fidelizar e fazer o cliente voltar. Em relação aos investimentos em tecnologia da in- formação, chama a atenção o modelo “perpetual evolution”, que promove mudanças contínuas na capacitação digital das empresas, para que updates possam ser feitos rapida- mente, no estilo “test and launch”. A ideia é garantir a ve- locidade que os negócios exigem hoje em dia, com a adoção da estratégia omnichannel. Além dos investimentos em TI, para facilitar a comunicação entre diversos canais digitais é necessário fazer a integração dos departamentos da área de vendas (marketing, pricing, estoques, atendimento ao cliente etc.) e investir em treinamento capaz de mobilizar os funcio- nários para superar as fronteiras funcionais tradicionais e trabalhar de maneira nova e multidisciplinar. A jornada é longa, mas as vantagens competitivas adquiridas são belos incentivos para continuar aprimorando a experiência do consumidor. 2. INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL O uso da Inteligência Artificial para ajudar os va- rejistas a entenderem o comportamento dos consumidores é outra tendência global crescente. A incorporação de tec- nologia cada vez maior nas empresas está possibilitando a captura de dados dos consumidores por softwares e máqui- nas com capacidade de aprendizagem. Com a construção 133
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    134134 de modelos quetransformam dados em insights, os varejis- tas são capazes de simular e prever hábitos de consumo. Os serviços ficam mais sofisticados, acrescentando qualidade à experiência do consumidor. A análise preditiva desempenha um papel impor- tante na Inteligência Artificial: através de algoritmos esta- tísticos e técnicas de machine learning, comportamentos futuros são estimados com base na análise de dados his- tóricos. Na prática, essa técnica permite que os varejistas tenham informações valiosas sobre seus clientes. Conse- quentemente, as ações de marketing acabam sendo mais assertivas, tendendo a aumentar não somente as vendas, mas também a satisfação do consumidor – essencial para a fidelização das marcas. Paralelamente, a adoção da Inteligência Artificial tem o potencial de fornecer informações da operação in- terna, incluindo as de fornecedores e de parceiros. Com isso, é possível fazer planejamento estratégico com ganhos de eficiência em todas as etapas da operação. Alguns dos benefícios incluem aumento do EBITDA, redução de es- toques, baseado nas previsões do e-commerce, e diminui- ção do volume de trocas e custos envolvidos. A intenção de incorporar IA está aumentando no varejo brasileiro e, progressivamente, as empresas estão aumentando os skills necessários para a sua implementação. 3. AUTOMATIZAÇÃO DE LOJAS A consolidação da estratégia omnichannel trans- formou o papel da loja física no comércio varejista. É na loja que o consumidor moderno pode finalizar a sua jor- nada de compra após interação com a marca nos canais digitais. O contrário também é verdadeiro: ele pode ter seu primeiro contato com o produto na loja e finalizar a com- pra pela internet. Afinal, as mercadorias anunciadas nas mídias sociais são expostas nas lojas, que funcionam como verdadeiros showrooms. Além disso, as trocas de mercadorias adquiridas em outros canais de venda estão se tornando mais comuns nas lojas físicas. Acima de tudo, lá são oferecidos os serviços que agre- Gráfico 2 – Acesso à internet nas diferentes gerações FONTES: REDS (RESEARCH DESIGNED FOR STRATEGY) & CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO – CIP ACIMADE58ANOS BBX GERACÃO X XY GERACÃO Y YZ GERAÇÃO Z 72,6% 19,4% 3,2% 4,0% 29,2% 20,2% 5,4% 44,0% 10,0% 52,8% 14,7% 19,8% 21,3% 47,4% 10,4% 19,1% 8,8% 55,1% 15,8% 20,0% 3,4% 55,1% 47,5% 45,2% 3,8% 55,1% 58,8% 35,3% 5,9% COM QUANTOS ANOS COMEÇOU ACESSAR A INTERNET DE57A51ANOS DE50A40ANOS DE39A31ANOS DE30A21ANOS DE20A16ANOS ABAIXODE15ANOS ATÉ 5 ANOS ENTRE 6 E 10 ANOS ENTRE 11 E 15 ANOS ENTRE 16 E 20 ANOS ENTRE 21 E 30 ANOS ENTRE 31 E 40 ANOS MAIS DE 41 ANOS BABY BOOMMERS
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    RANKING NOVAREJO 135 RANKING NOVAREJO 135 gamvalor à experiência do consumidor.As lojas estão facilitan- do as interações que promovem a fidelização das marcas. Diante desse cenário, muitas redes varejistas estão investindo na automatização das lojas físicas e essa tendên- cia envolve alguns movimentos: 1. Equipamentos de realidade virtual, utilizados para interagir com os clientes, estão ganhando espaço, in- troduzindo os produtos em um contexto muito mais com- pleto para os clientes, colaborando com suas experiências; 2. O aprimoramento do conceito visual das lojas e a preocupação com melhorias na exposição dos produtos são tendências que continuam a ser automatizadas; 3. Softwares gerenciais continuarão a receber in- vestimentos, visando ao acompanhamento de resultado on- -line, confecção de relatórios gerenciais, histórico de com- pras, consulta de preços, planejamento de estoques etc.; 4. O aumento do uso dos canais digitais e do fluxo de informações de clientes faz com que cresçam cada vez mais os investimentos na cibersegurança nos equipamen- tos das lojas físicas. A manutenção da confiança perante os consumidores passa necessariamente pela segurança da informação. COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR E NICHOS DE MERCADO Poucas vezes na história o comportamento do con- sumidor provocou mudanças tão profundas no varejo glo- bal. Cada vez mais, ele tem a capacidade de promover a expansão de novos nichos de mercado. Seguindo tendências internacionais, três mercados chamam a atenção dos varejistas brasileiros: os consumi- dores da “Geração Y”, ou “Millennials”; o mercado da se- nioridade, ou melhor idade; e o mercado de bem-estar, que prevê o crescimento de produtos orgânicos e do número de adeptos ao vegetarianismo e veganismo. 1. OS “MILLENNIALS” A geração Millennial está demandando atenção especial do setor varejista, por apresentar comportamen- to de consumo diferente daquele das gerações anteriores. Mas, como assim diferente? O que os diferencia? Para começar a entender, essa faixa etária nascida entre 1985-1999 foi a primeira no Brasil a usar a inter- net no dia a dia. Pesquisa realizada pelo Centro de Inteli- gência Padrão - CIP, em parceria com a REDS (Research Designed for Strategy), mostra que 55% dos Millennials acessaram pela primeira vez a internet com idade entre 11 e 15 anos, e 20% o fizeram na faixa entre 16 e 20 anos, como mostra o gráfico 2. A interação cada vez maior com a internet, e todos os outros canais digitais que foram in- troduzidos desde então, tem colaborado para transformar o comportamento do consumidor. A tendência é que essa nova geração entre cada vez mais no radar dos varejistas nos próximos anos. Na mesma pesquisa, dados mostram que 38% dos Millennials trabalham em tempo integral, 9% trabalham meio período, 20% trabalham e estudam e 10% trabalham como autônomos. Naturalmente, as empresas vêm traba- lhando na ampliação e integração dos seus canais digitais para transformar processos internos e agir rapidamente para oferecer os serviços que os Millennials consideram essenciais dentro da sua experiência de compra. Afinal, eles têm um potencial de consumo elevado, pois representam uma grande fatia da população economicamente ativa. A adequação do setor varejista para a estratégia omnichannel é um bom começo, dada a tendência dessa geração em usar a tecnologia a seu favor na hora de decidir onde, quanto e quando consumir. 2. A SENIORIDADE Outro segmento da população que tende a prender a atenção de varejistas brasileiros nos próximos anos é o da se- nioridade,que representa aqueles com idade acima dos 60 anos. Ela é a faixa que mais crescerá nos próximos 20 anos, de acordo com a pirâmide etária divulgada pelo IBGE. Hoje, ela já repre- senta 14% da população, e em 2022 representará 22% – saindo de 26 milhões potenciais consumidores para 32 milhões. Além do crescimento de participantes, com a evolução da qualidade e da expectativa de vida, essa faixa está trabalhan- do mais do que antigamente. Hoje, estimativas mostram que 37% desse segmento da população continuam ativos no merca- do de trabalho, entre autônomos e profissionais com carteira de trabalho assinada.
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    136136 Naturalmente, um dosefeitos dessa transforma- ção é a contínua participação da senioridade nos diferen- tes segmentos de consumo, como pode ser visto no gráfico 3. Estudo realizado pela Officina Sophia Retail, em 2016, mostra que entre 43% e 61% do total de gastos das pessoas com idade acima de 60 anos são realizados no comércio varejista. A maior parte se destina à alimentação, segmen- to no qual 26% dos gastos totais são feitos em mercados. Gastos com saúde (que incluem medicamentos comprados em farmácias) representam até 18%, aparelhos eletrônicos 9% e vestuário outros 8%. Com esses números em mente, a tendência é que os varejistas se dediquem, cada vez mais, a fidelizar seus clientes da melhor idade. Análise de estoque adequado dos produtos mais procurados, maior conforto nas lojas para atendê-los, funcionários bem treinados para falar e es- clarecer dúvidas sobre os produtos, etiquetas com preços maiores para facilitar a comunicação visual, espaços ade- quados nos estacionamentos e no interior das lojas, ser- viços para entrega domiciliar, entre outros, são exemplos importantes de serviços capazes de criar um ambiente esti- mulante para a senioridade. 3. O MERCADO DO BEM-ESTAR Produtos que apostam no bem-estar e na preserva- ção da saúde e do meio ambiente estão ganhando cada vez mais espaço no mercado alimentício. É o caso dos produ- tos orgânicos, cujo mercado cresce aceleradamente no País desde 2014. O Ministério do Desenvolvimento Agrário di- vulgou um crescimento de 25% em 2015, seguido de outro de 30% em 2016. Em 2017, estimativas apontam para um movimento de R$ 3 bilhões no mercado brasileiro. O mercado de alimentos orgânicos já expandiu consideravelmente no exterior. Na América do Norte e na Alemanha, por exemplo, ele representa 10% e 25% da produção agrícola total, respectivamente. Na Dinamarca, quase 100% da produção é orgânica. No Brasil, a oferta não dá conta da demanda in- terna por produtos orgânicos, e muito menos da demanda estrangeira, que absorve boa parte da produção nacional. Os produtos orgânicos representam apenas 1,5% do mer- cado de produtos agrícolas. O potencial de crescimento é enorme, e a tendência é que sejam feitos elevados investi- mentos na mecanização produtiva e no aprimoramento do processo de obtenção da certificação ao longo das próximas décadas. Vale lembrar que os produtos orgânicos estão ga- nhando mercado não somente em função da preservação da saúde e do reduzido impacto ambiental que apresentam – uma vez que não são utilizados fertilizantes, reguladores e aditivos sintéticos, nem agrotóxicos na sua produção – mas também porque esse nicho de mercado apresenta benefí- cios do ponto de vista social, uma vez que a produção é majoritariamente proveniente da agricultura familiar, cor- respondendo a 75% das 18 mil propriedades certificadas. Outro nicho de mercado que tende a crescer no Brasil nos próximos anos é o vegetarianismo e o veganis- mo. Para se ter uma ideia, as buscas do termo “vegano” no Google cresceram 1.000% entre 2012 e 2016. Uma pes- quisa de 2016 conduzida pelo Datafolha aponta que 63% dos brasileiros querem reduzir o consumo de carne. Além disso, de acordo com dados do Ibope, em 2012, aproxima- damente 16 milhões de pessoas se declararam vegetarianas, número correspondente a 8% da população brasileira. O potencial de crescimento é enorme no Brasil. Mesmo com o País em crise nos últimos anos, o mercado Gráfico 3 – Estrutura de gastos da senioridade 26% 24%18% 9% 8% 8% 7% SUPERMERCADO MORADIA SAÚDE TECNOLOGIA VESTUÁRIO LAZER/BEM-ESTAR EMPREGADA FONTE: OFFICINA SOPHIA RETAIL ESTRUTURA DE GASTOS DA SENIORIDADE
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    RANKING NOVAREJO 137 RANKING NOVAREJO 137 deprodutos vegetarianos cresceu em torno de 40%, e a pre- visão da Sociedade Brasileira de Vegetarianismo para 2017 é de um crescimento de 25%. Além dos produtos alimentí- cios, outros produtos com potencial de exploração são rou- pas, cosméticos, calçados e acessórios sem origem animal. No exterior, a tendência já vem se consolidando ao longo da última década: o número de adeptos ao vegetaria- nismo no Reino Unido cresceu 160% entre 2005 e 2015; nos Estados Unidos, essa população dobrou entre 2009 e 2015; e na Europa, quase 14% dos novos produtos lançados nas grandes redes de mercado e e-commerce são voltados para vegetarianos. TENDÊNCIAS NA CADEIA DE VALOR Além de observar as tendências operacionais de mercado e o comportamento dos consumidores, há ainda tendências capazes de refletir diretamente na cadeia de va- lor e no resultado das empresas. O estabelecimento de um marketplace – que funciona como uma loja virtual de gran- des redes varejistas – é uma delas. A outra é o redesenho das lojas físicas, que vem ganhando relevância na promoção da experiência do consumidor moderno. 1. MARKETPLACE Grandes redes varejistas brasileiras, como o B2W (Submarino, Americanas e Shoptime), Walmart, CNova (Extra, Casas Bahia e Ponto Frio), Magazine Luiza, Mer- cado Livre, Netshoes, entre outras, aderiram ao conceito de marketplace e conseguiram cortar custos via redução de es- toques. É que neste modelo ocorre uma descentralização dos produtos entre os varejistas participantes. A tendência é de redução no aluguel ou na compra de espaços físicos desti- nados ao estoque de mercadorias, e a dedicação de equipes focadas nas gestões de entrada e saída de produtos. Outra vantagem para os grandes varejistas é a am- pliação dos produtos que eles podem oferecer em seus canais de venda. A diversidade de mercadorias oferecida pelos va- rejistas menores potencializa as receitas da operação – recei- tas advindas da comissão pelas vendas. Do ponto de vista dos varejistas de menor porte, os marketplaces funcionam como verdadeiras vitrines para seus produtos, e, melhor ainda, com custos relativamente baixos. O aumento da visibilidade é instantâneo, e a divulgação é feita para uma gama enorme de consumidores. O investi- mento de entrada é baixo, pois as plataformas de marketpla- ce já incluem serviços de infraestrutura de TI, segurança da informação e sistema de pagamento e entrega. Além disso, a tendência é que os gastos voltados para o marketing dimi- nuam, já que o elevado tráfego de consumidores nos marke- tplaces acaba reduzindo a necessidade de fazer publicidade. O custo maior acaba sendo o pagamento da comissão de venda para os grandes varejistas. Na visão dos consumidores, as principais vantagens estão relacionadas com o acesso a uma infinidade de produ- tos, que dificilmente seriam encontrados fora do marketpla- ce – conceito conhecido como “cauda longa”. Além disso, ele pode encontrar o mesmo produto em diferentes lojas, possi- bilitando a pesquisa de preços e diferentes prazos de entrega. 2. GERAÇÃO DE RECEITA NAS LOJAS FÍSICAS O uso cada vez mais frequente e sofisticado da tec- nologia da informação para capturar dados dos consumido- res e a aplicação de modelos de Inteligência Artificial para interpretar o comportamento desses consumidores pode es- tar abrindo novas oportunidades de geração de receita para as lojas físicas. Por exemplo, os varejistas poderão desempenhar uma função semelhante à de uma consultoria para a indús- tria produtiva. Como o contato direto e a captura de dados dos consumidores são feitos nas lojas físicas, informações valiosas para a marca – sobre tendências e preferências dos clientes – podem ser captadas via tracking. Outro caso de receita potencial é a utilização das lojas físicas como showrooms para a exposição das marcas dos fabricantes. Elas seriam remuneradas pela exposição dos produtos, aproximando de forma eficiente as novidades da indústria diretamente com os seus consumidores. Essas potenciais fontes de receita estão alinhadas com as tendências de experiência que o consumidor busca e com a fidelização que as marcas querem garantir – e nos parece que as lojas físicas têm o potencial para fazer essa intermediação.
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    138 A pesar dacrise política e da recessão econômica que assolou o Brasil pelo terceiro ano consecutivo, o comércio varejista mostrou bastante resiliência. Muitas empresas analisadas no ranking foram capazes de superar esse período de turbulência e mostrar bons resultados. O objetivo desta seção é sintetizar o que foi visto ao longo do trabalho. Para tanto, o Ranking NOVAREJO 2017 analisou o desempenho de 350 empresas do mercado nacional ao longo do ano de 2016, em relação ao ano anterior. Além das comparações setoriais, feitas a partir de da- dos levantados pelo Centro de Inteligência Padrão – CIP e que contemplam variações do faturamento, do número de lojas, do número de funcionários, da rentabilidade por loja e da produti- vidade por funcionário de cada setor em 2016, também foram feitas comparações setoriais elaboradas com base nos dados fornecidos pela Serasa Experian. Pelo segundo ano consecutivo, a Serasa colabora com o CIP, difundindo sua expertise na análise do comércio vare- jista brasileiro.Os indicadores abordados são: EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização), endivida- mento, rentabilidade do patrimônio líquido e probabilidades envolvendo o risco de crédito. O Ranking NOVAREJO Brasileiro 2017 apresentou os mais diversos dados de um dos setores mais pulsantes da economia, o varejo. A partir deles, é possível analisar mercados, criar estratégias e entender o que pode vir por aí CONCLUSÕES OS INSIGHTS POR TRÁS DOS DADOS POR DANIEL HERNANDES Também foram analisados o nível de concentração de mercado e a estrutura do mercado varejista brasileiro. Além disso, trazemos alguns insights que podem ajudar a nortear as estratégias do setor. GRANDES NÚMEROS Levando em consideração todas as empresas con- templadas no Ranking NOVAREJO 2017, o faturamento em termos nominais cresceu 7,7% em 2016, em relação ao ano anterior. Como a inflação (Índice Nacional de Preços ao Con- sumidor Amplo – IPCA) acumulada em 12 meses fechou em 6,9% em dezembro de 2016,o crescimento real do faturamento foi de 0,8%. Como foi visto na seção de análises setoriais, o Ataca- rejo foi um dos setores cuja performance ficou acima da média dos demais setores, expandindo sua operação para novas re- giões e conquistando novos públicos. Outros setores também apresentaram desempenho acima da inflação, conforme veri- ficado no gráfico 1. Outros setores, como Redes Alimentícias, apresentaram quedas no faturamento real, ou seja, cresceram
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    RANKING NOVAREJO 139 menos quea inflação acumulada do ano. É o caso de Materiais de Construção, um dos mais afetados pela recessão econômica, que experimentou uma queda nominal de 1,5% no seu faturamento em 2016, em relação ao ano anterior. ATACAREJO 16,8% ÓTICAS FARM., PERFU.,E COSM. CALÇADOS VAREJO GERAL SUPER HIPER INFLAÇÃO DEZ 2016 REDES ALIMENTÍCIAS E FAST-FOOD ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS CASA E DECORAÇÃO LIVRARIAS E PAPELARIAS E-COMMERCE VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPART. MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 13,2% 11,8% 9,1% 7,7% 7,3% 6,9% 4,3% 4,3% 2,6% 2,0% 1,9% 0,9% -1,5% GRÁFICO 1 – CRESCIMENTO DO FATURAMENTO EM 2016 (EM %) Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP O gráfico 2 mostra que, embora muitos segmentos tenham apresentado re- cuo no faturamento, eles não necessariamente pararam com a estratégia de expansão. Em média, as empresas contempladas no ranking apresentaram alta de 2,6% no nú- mero de lojas. Justamente o setor de Materiais de Construção apresentou as maiores expansões, com alta de 9,7% no número de lojas. O grande destaque, contudo, foi o setor de Óticas, com alta de 12,3% no número de operações. Na outra ponta, o setor de Eletroeletrônicos e Móveis foi o único setor no estudo a experimentar uma redu- ção do número de pontos de venda. GRÁFICO 2 – CRESCIMENTO DO NÚMERO DE LOJAS EM 2016 (EM %) Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP Mesmo com um maior núme- ro de lojas, muitos setores conseguiram aumentar as rentabilidades por loja. É o caso dos segmentos de Atacarejo e Far- mácias, Perfumaria e Cosméticos. Isso só foi possível graças ao crescimento mais robusto dos respectivos faturamentos reais ao longo de 2016. Por outro lado, o setor de Eletroeletrônicos e Móveis, que apresentou o segundo maior aumento de rentabilidade por loja entre os setores analisados, não apresentou crescimento do faturamento real e contou com a re- dução do número de lojas para aumentar a rentabilidade. Os setores de Materiais de Construção e de Casa e Decoração, ape- sar de terem apostado na expansão do número de lojas, não conseguiram au- mentar seus faturamentos e, consequen- temente,experimentaram quedas na ren- tabilidade por loja. ÓTICAS MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CASA E DECORAÇÃO ATACAREJO LIVRARIAS E PAPELARIAS FARM., PERFU. E COSM. CALÇADOS REDES ALIMENTÍCIAS E FAST-FOOD SUPER HIPER VAREJO GERAL VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPART. ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS 12,3% 9,7% 5,9% 5,1% 4,2% 3,6% 3,1% 3,0% 2,9% 2,6% 1,8% -4,5%
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    140 Mesmo com ocrescimento no número de lojas, contudo, em geral, o nú- mero de funcionários em 2016 permaneceu estável em relação ao ano anterior, com um crescimento modesto de 0,4%. Além do Atacarejo, que apresentou um aumen- to expressivo do quadro funcional, o setor de Farmácias, Perfumaria e Cosméticos também se destacou, como pode ser visto no gráfico 4. A manutenção do quadro na média geral e as quedas verificadas em seis dos 12 setores analisados mostram que as redes tiveram preocupação em aumentar a eficiência de suas operações, mesmo com a expansão no número de lojas. GRÁFICO 3 – CRESCIMENTO DA RENTABILIDADE POR LOJA EM 2016 (EM %) Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP ATACAREJO FARM., PERFU. E COSM CALÇADOS ÓTICAS CASA E DECORAÇÃO E-COMMERCE VAREJO GERAL MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO SUPER HIPER REDES ALIMENTÍCIAS E FAST-FOOD VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPART. ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS LIVRARIAS E PAPELARIAS 17,9% 12,5% 7,2% 2,7% 1,7% 1,5% 0,4% -0,2% -0,5% -0,7% -6,1% -8,3% -10,0% A estabilidade no número de funcionários no setor no último ano também influenciou outro dado: o aumento da produtividade. Com menos funcionários, mui- tos segmentos tiveram de aumentar a eficiência do quadro. O resultado foi um cres- cimento médio de 7,9% na produtividade por funcionário ao longo de 2016, como pode ser visto no gráfico 5, com destaque para os segmentos de Eletroeletrônicos e Móveis, Livrarias e Papelarias e Óticas. GRÁFICO 4 – CRESCIMENTO DO NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS EM 2016 (EM%) Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP ATACAREJO FARM., PERFU. E COSM. CALÇADOS VAREJO GERAL SUPER HIPER ÓTICAS REDES ALIMENTÍCIAS E FAST-FOOD VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPART. LIVRARIAS E PAPELARIAS CASA E DECORAÇÃO MATERIAIS DE COSNTRUÇÃO ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS 14,3% 9,5% 9,4% 6,7% 5,6% 4,9% 2,6% 1,5% -0,8% -2,1% -3,1% -10,2% Os dois primeiros apresentaram queda no faturamento real, mas, como contaram com as duas reduções mais elevadas de funcionários entre os setores analisados, acabaram aumentando suas produtividades. A dinâmica do setor de Óticas foi diferente, já que, em média, essas empresas apresentaram crescimen- to real robusto em 2016 e,mesmo expan- dindo o número de funcionários, foram capazes de aumentar a produtividade.
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    RANKING NOVAREJO 141 A PERFORMANCEALÉM DO FATURAMENTO Além de analisar o faturamento, o crescimento no número de lojas e entender a dinâmica da rentabilidade, para entender o varejo é preciso avaliar a geração operacional de caixa, ou seja, o quanto uma empresa gera de recursos apenas com a sua opera- ção. O EBITDA é o indicador que representa esse número. O gráfico 6, criado com dados fornecidos pela Serasa Experian, faz um comparativo do indicador em 2016 com o do ano anterior em cada um dos setores contemplados no Ranking NOVAREJO 2017. Dessa forma, é possível analisar se determinado setor apresentou ganhos de produtividade e eficiência em seus negócios no período. Em 2016, o setor de Ótica continuou apresentando o melhor desempenho, mesmo apresentando um EBITDA um pouco menor em relação a 2015. O E-commerce, que se encontrava em situação muito delicada em 2015, continuou com uma margem negativa no ano seguinte, mas com indícios de que pode estar entrando nos eixos. Alguns setores mostraram uma queda de eficiência operacional, mais notadamente os de Redes Alimentícias, Materiais de Construção e Livrarias e Papelarias. GRÁFICO 5 – CRESCIMENTO DA PRODUTIVIDADE POR FUNCIONÁRIO EM 2016 (EM %) Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP MATERIAIS DE COSNTRUÇÃO E-COMMERCE ATACAREJO ÓTICAS FARM., PERFU.,E COSM. CALÇADOS VAREJO GERAL SUPER HIPER REDES ALIMENTÍCIAS E FAST-FOOD ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS CASA E DECORAÇÃO LIVRARIAS E PAPELARIAS VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPART. 14,0% 13,4% 12,2% 8,5% 7,9% 7,5% 5,2% 2,6% 2,0% 1,0% 0,7% 0,4% -1,3% MATERIAIS DE COSNTRUÇÃO E-COMMERCE ATACAREJO ÓTICAS FARM., PERFU.,E COSM. CALÇADOS SUPER HIPER REDES ALIMENTÍCIAS E FAST-FOOD ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS CASA E DECORAÇÃO LIVRARIAS E PAPELARIAS VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPART. 12,6% 13,2% 10,6% 8,8% 7,3% 3,1% 7,0% 4,0% 6,8% 9,9% 6,3% 7,7% 4,6% 4,9% 4,3% 4,7% 4,0% 9,0% 3,4% 2,6% 2,8% 2,6% -1,7% -9,2% 2016 2015 GRÁFICO 6 – MARGEM EBITDA – MEDIANAS (EM %) Fonte: Serasa Experian | Elaboração: Centro de Inteligência Padrão – CIP
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    142 Outro indicador financeirofornecido pela Serasa Expe- rian para o ranking é o de endividamento,que mede a dependência da empresa em relação ao capital de terceiros.A maioria dos seto- res do estudo aumentou seus níveis de endividamento ao longo de 2016.Apenas quatro setores conseguiram diminuir a dependência em relação ao capital de terceiros,como mostra o gráfico 7. E-COMMERCE SUPER HIPER MATERIAIS DE COSNTRUÇÃO ATACAREJO ÓTICAS FARM., PERFU.,E COSM. CALÇADOS REDES ALIMENTÍCIAS E FAST-FOOD ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS CASA E DECORAÇÃO LIVRARIAS E PAPELARIAS VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPART. 381% 319% 2016 2015 259% 221% 241% 240% 214% 76% 213% 154% 145% 108% 140% 59% 134% 103% 114% 218% 106% 142% 69% 101% 61% 85% GRÁFICO 7 – ENDIVIDAMENTO – MEDIANAS (EM %) Fonte: Serasa Experian | Elaboração: Centro de Inteligência Padrão – CIP A análise também avaliou a evolução do risco de crédi- to nos diferentes segmentos do varejo. O índice mede a proba- bilidade de uma empresa se tornar inadimplente no horizonte dos próximos seis meses. Em quase todos os setores, o risco considerado “baixo” diminuiu em 2017, se compara- do com o ano anterior. Por outro lado, as empresas correndo risco de “default”aumentaram consideravel- mente, conforme verificado na Tabela 1. SETOR BAIXO ACEITÁVEL ELEVADO DEFAULT jun/16 mai/17 jun/16 mai/17 jun/16 mai/17 jun/16 mai/17 ATACAREJO 70% 66% 5% 7% 11% 12% 14% 15% CALÇADOS E ARTIGOS ESPORTIVOS 55% 55% 10% 9% 15% 16% 20% 20% CASA & DECORAÇÃO 70% 69% 2% 6% 15% 7% 13% 18% E-COMMERCE 55% 37% 9% 18% 27% 27% 9% 18% ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS 61% 53% 6% 12% 15% 13% 18% 22% FARMÁCIAS, COSMÉTICOS E PERFUMARIA 71% 63% 7% 8% 13% 15% 9% 14% LIVRARIAS E PAPELARIAS 75% 68% 4% 9% 13% 11% 8% 12% MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 68% 65% 6% 6% 12% 11% 14% 18% ÓTICAS 71% 67% 10% 7% 11% 13% 8% 13% REDES ALIMENTÍCIAS E FAST-FOOD 57% 54% 11% 11% 16% 17% 16% 18% SUPER E HIPERMERCADOS 77% 68% 5% 11% 10% 9% 8% 12% VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTO 54% 56% 9% 7% 13% 13% 24% 24% TABELA 1 – EVOLUÇÃO DO RISCO DE CRÉDITO POR SEGMENTO
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    RANKING NOVAREJO 143 Além doendividamento, a análise da Serasa Experian compara a rentabili- dade do patrimônio dos setores contemplados no ranking. De acordo com a Serasa, 8 dos 12 setores apresentaram aumento na capacidade de agregar valor a partir dos recursos investidos por acionistas. Destaque para os setores de Farmácias, Perfumaria e Cosméticos e de Livrarias e Papelarias, que apresentaram crescimentos considerá- veis de rentabilidade em 2016. O setor de E-commerce, que já apresentava uma rentabilidade negativa em 2015, teve um desempenho ruim em 2016. Um dos motivos pela queda pode estar relacionado com o fato de que o setor se caracteriza por investimentos intensivos em tecnologia da informação. UM SETOR CONCENTRADO A concentração de mercado tem sido uma tendência não só no varejo bra- sileiro, mas no varejo em nível global. Especialistas apontam que ela é uma resposta natural ao processo de globalização. Entender o varejo também passa por analisar o nível de concentração de cada segmento.Para fazer essa conta,o Ranking NOVARE- JO Brasileiro considerou os setores cujo faturamento das empresas resultou em um valor acima dos R$ 25 bilhões em 2016. Nesses casos, o cálculo foi feito somando os market shares das quatro empresas com maior faturamento dentro de cada segmento, os Top 4. Os dados mostram que o segmento de Farmácias, Perfumaria e Cosméticos é o que possui a maior concentração de mercado: o faturamento das quatro maiores companhias representa 76,1% do setor. Atacarejo vem em seguida, como mostra o gráfico 9. GRÁFICO 8 – RENTABILIDADE DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO – MEDIANAS (EM %) Fonte: Serasa Experian | Elaboração: Centro de Inteligência Padrão – CIP E-COMMERCE SUPER HIPER MATERIAIS DE COSNTRUÇÃO ATACAREJO ÓTICAS FARM., PERFU.,E COSM. CALÇADOS REDES ALIMENTÍCIAS E FAST-FOOD ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS CASA E DECORAÇÃO LIVRARIAS E PAPELARIAS VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPART. 2016 2015 -15,0% -102,0% 24,0% 8,5% 21,0% 9,0% 19,0% 20,0% 18,0% 14,0% 16,0% 11,5% 14,0% 6,0% 13,0% 15,0% 10,0% 14,0% 9,0% 8,0% 8,0% 7,0% 7,0% 5,5%
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    144 O gráfico 10mostra a concentração de mercado dos setores que apresentaram faturamento de até R$ 25 bilhões em 2016. Nesses casos, o cálculo foi feito somando os market shares das duas empresas com maior faturamento dentro do setor, contem- pladas neste ranking. Mesmo diminuindo o número de empresas, é possível verificar que a concentração continua alta em todos os setores avaliados. GRÁFICO 9 – CONCENTRAÇÃO DE MERCADO TOP 4 (SETORES COM FATURAMENTO MAIOR QUE R$ 25 BILHÕES) 199 84 76 58 58 50 42 29 48 36 25 11 42,1% 75,9% 71,6% 58,0% 76,1% 43,2% SUPER HIPER ATACAREJO FATURAMENTO SETORIAL (EM R$ BI) FATURAMENTO TOP 4 (EM R$ BI) ELETRO & MÓVEIS VEST. & LOJAS DE DEPART. FARM. PERFU. E COSM. REDES ALIM. & FAST FOOD Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP GRÁFICO 10 – CONCENTRAÇÃO DE MERCADO TOP 2 (SETORES COM FATURAMENTO INFERIOR A R$ 25 BILHÕES) E-COMMERCE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO FATURAMENTO TOTAL (EM R$ MI) FATURAMENTO TOP 2 (EM R$ MI) CASA E DECORAÇÃO LIVRARIAS E PAPELARIAS CALÇADOS ÓTICAS 11.922 9.287 8.464 6.086 5.261 3.278 5.217 3.838 5.161 3.876 2.463 1.644 77,9% 71,9% 62,3% 73,6% 75,1% 66,7% Fonte: Centro de Inteligência Padrão – CIP ESSE PERCENTUAL REPRESENTA A PARTICIPAÇÃO DAS 4 MAIORES EMPRESAS DE CADA SETOR EM RELAÇÃO AO FATURAMENTO TOTAL DAS EMPRESAS ANALISADAS NO RANKING NOVAREJO 350 (EM CADA SETOR). ESSE PERCENTUAL REPRESENTA A PARTICIPAÇÃO DAS 2 MAIORES EMPRESAS DE CADA SETOR EM RELAÇÃO AO FATURAMENTO TOTAL DAS EMPRESAS ANALISADAS NO RANKING NOVAREJO 350 (EM CADA SETOR).
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    RANKING NOVAREJO 145 EXPANSÃO DELOJAS Na média, considerando todos os segmentos avaliados neste ranking, a Re- gião abriga 51,8% do total das lojas do País. A Região Sul vem em seguida, com 19,7% do total de lojas. As Regiões Nordeste e Centro-Oeste, por sua vez, concen- tram 16,4% e 7,6%, respectivamente. A Região Norte concentra, ao todo, 4,6% das lojas. Ao considerar o potencial desses mercados consumidores, essa concentração faz sentido. Os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Ge- rais – que compõem a Região Sudeste – possuem o 2º, 3º, 5º e 10º maiores PIBs per capita do País,respectivamente,de acordo com dados do IBGE.Os Estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul – que compõem a Região Sul – ocupam a 4ª, 6ª e 7ª posições, respectivamente. A Região Nordeste aumentou expressivamente a sua participação no mer- cado consumidor brasileiro durante a última década, absorvendo 16,4% das lojas contempladas no estudo. Os motivos? A região, além de populosa (em 2014 reunia aproximadamente 54 milhões de pessoas), experimentou aumento do poder de con- sumo nesse período. Naturalmente, muitas empresas expandiram suas operações para a região. Ao analisar a Região Centro-Oeste, nota-se que ela atraiu apenas 7,6% das lojas, mesmo com o Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás possuindo o 1º,8º,9º e 11º maiores PIBs per capita do País.Não seria de se estranhar se nos próximos anos as redes varejistas expandissem suas operações para essa região. Atualmente, a região se destaca pelas atividades agropecuárias, mas a tendência é que essa riqueza se distribua nos próximos anos, aumentando o mercado consumidor local e atraindo a atenção de grandes redes varejistas brasileiras. Fica a expectativa em relação à expansão das redes de varejo para a Região Norte, que atraiu apenas 4,6% das lojas em 2016. O amadurecimento desse mercado passa pela necessidade de aumentar a massa salarial da população local, contribuindo para reverter o baixo poder de consumo que caracteriza boa parte dos residentes na atualidade. O potencial existe, afinal, são 17 milhões de pessoas esperando transfor- mações socioeconômicas. TABELA 2 – LOCALIZAÇÃO DAS LOJAS POR REGIÃO (EM %) SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE ATACAREJO 18,2% 49,0% 6,0% 22,1% 4,8% CALÇADOS 12,1% 56,4% 7,8% 18,1% 5,7% CASA E DECORAÇÃO 18,8% 48,7% 9,0% 20,3% 3,1% ELETROELETRÔNICOS E MÓVEIS 25,4% 42,3% 9,2% 18,5% 4,6% FARMÁCIAS, COSMÉTICOS E PERFUMARIA 30,2% 33,4% 5,8% 24,0% 6,5% LIVRARIAS E PAPELARIAS 15,2% 69,8% 5,6% 7,9% 0,9% MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 15,1% 65,4% 12,0% 6,2% 1,3% ÓTICAS 9,8% 60,1% 6,7% 18,4% 4,9% REDES ALIMENTÍCIAS E FAST-FOOD 16,2% 57,3% 8,7% 13,3% 4,6% SUPER E HIPERMERCADOS 17,4% 62,6% 4,6% 13,5% 2,1% VESTUÁRIO E LOJAS DE DEPARTAMENTO 18,6% 54,0% 8,0% 14,4% 4,9% FONTE: CIP – CENTRO DE INTELIGÊNCIA PADRÃO A concentração de faturamento também é vista quando a análise é o número de lojas. Como mostra a tabela 2, é possível verificar que a Região Sudeste ainda con- centra grande parte das lojas do setor.
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    146 INSIGHTS FINAIS Depois dafase de estabilização iniciada no primeiro trimestre de 2017,a ten- dência é de retomada gradual da atividade econômica e, em um segundo momento, do mercado de trabalho. A partir daí espera-se um ciclo de expansão mais robusto do comércio varejista brasileiro. Como mencionamos ao longo do trabalho, o mercado consumidor nacio- nal tem um potencial enorme. O empresariado pode adotar diferentes estratégias de negócios dependendo das regiões e dos setores escolhidos para levar adiante seus planos de expansão. Nesse sentido, vimos a heterogeneidade do território brasileiro na seção anterior, e nas análises setoriais vimos as especificidades dos diferentes ramos varejistas. Em relação ao planejamento estratégico, por exemplo, nas regiões de maior poder aquisitivo, nas quais os mercados consumidores são maduros e mais sofistica- dos, é importante que os varejistas invistam em algumas das tendências abordadas na seção “Perspectivas do Varejo Global”para concorrer com grandes players varejistas e aumentar o market share. Recapitulando de forma simplista, essas tendências envol- vem avanços nas formas de comunicação e de relacionamento com os consumidores. Nesse caso, os varejistas têm como desafio e objetivo fornecer a experiência de com- pra capaz de fidelizar o cliente e fortalecer sua marca. Nas regiões em que os mercados consumidores apresentam potencial, mas ainda não se desenvolveram em toda a sua plenitude, uma maior penetração por parte das redes varejistas é uma estratégia que funciona. Por exemplo, a quantidade de lojas físicas aumentou muito na Região Nordeste ao longo dos últimos anos, aumentando o faturamento de muitos varejistas que optaram por investir em um novo mercado. Seja através de investimentos para modernizar a relação com o cliente em mercados já consolidados, seja através da expansão das operações para novos merca- dos, o importante é que os varejistas acompanhem as transformações que estão acon- tecendo no Brasil e no mundo. Não é necessariamente o tamanho das empresas que vai determinar o vencedor, mas sim a velocidade com que elas atuam para expandir seus negócios.
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