Queda do Regime Salazarista
   A  restauração da democracia teve lugar quando, a 25 de Abril de 1974, um movimento militar pôs fim ao autoritarismo que tinha caracterizado a ordem política deposta.  O movimento das forças armadas, formado por jovens oficiais que suportavam o esforço de guerra levado a cabo, desde 1961, contra os movimentos de libertação das colónias de Angola, Moçambique e Guiné, constituiu o núcleo director de uma revolta que pôs termo a 48 anos de regime totalitário nascido em 1926.
Causas A queda do Regime Salazarista deu-se devido a vários factores: Isolamento do país; Fraco desenvolvimento económico; Emigração Permanente contestação ao Regime; Aparecimento de movimentos de luta pela liberdade; Problemas criados pela Guerra Colonial; Fracasso da política Marcelista; Descontentamento dos militares e do povo;
Isolamento do país O Isolamento Cultural foi causa directa da existência de censura e da própria política geral de Salazar. Portugal viu-se afastado da evolução natural do Mundo e do próprio continente europeu, no qual se encontra inserido e do qual é membro por direito próprio. Livros, filmes e peças de teatro, que o mundo ocidental reconhecida já na época, como verdadeiras obras-primas da cultura europeia e mundial, foram considerados como demasiadamente corajosos, defendendo Salazar a ideia de que o povo português não era suficientemente adulto para tomar contacto com elas, nem estava preparado para as entender.
Fraco desenvolvimento económico Salazar fez mergulhar o País numa situação de grande isolamento económico, não aceitando nem interferências nem ajudas de países ricos como os Estados Unidos da América.
O   nosso país manteve-se essencialmente ligado a uma agricultura tradicional, pouco mecanizada e  produtiva. O estado do desenvolvimento da agricultura nacional não se encontrava a par dos nossos parceiros europeus, nomeadamente, dos países industrializados.
Emigração Na década de 60, Portugal não conseguira ainda acompanhar o ritmo de desenvolvimento da Europa. Este atraso afectava as populações rurais, que se viram assim forçadas a emigrar.  Deste modo, entre 1960 e 1970, verificou-se um grande surto migratório. As populações migram para os grandes centros urbanos, sobretudo Lisboa e Porto (migração interna), e emigram para fora do país, sobretudo para a França e Alemanha.
Aparecimento de movimentos de luta pela liberdade O ano de 1961 ficou assinalado pela perda dos territórios indianos e pelo início da guerra de África. 1961 – em Março deste ano, o Norte de Angola seria palco dos primeiros movimentos de carácter anti - colonialista, os quais se iriam manter e endurecer durante a década que então se iniciava. 1963 – a luta pela independência é iniciada na Guiné-Bissau.  1964 – iniciam-se os movimentos de libertação no Norte de Moçambique. Estes movimentos de independência colonial foram apoiados política, económica e militarmente pelas grandes potências internacionais – EUA, URSS e China – que detinham nestes territórios muitos interesses económicos e estratégicos.
Os problemas criados pela guerra colonial (efeitos da guerra) A Guerra Colonial fez com que houvesse várias perdas: Humanas; Pesados custos económicos – a Guerra Colonial fez com que tivesse de se mandar dinheiro para África, que poderia ter sido aplicado no investimento e modernização do país; Assim a economia interna das ex–colónias africanas beneficiou com esta política.
Devido a esta guerra, instalou-se um clima de terror nos jovens portugueses e nas respectivas famílias, sempre que estes eram chamados a cumprir comissões de 2 anos na guerra, após a recruta e a especialidade, pois diariamente viam chegar navios com as urnas dos militares que morriam em África .
Fracasso da política marcelista Devido a várias pressões, nomeadamente das alas mais conservadoras do regime, o espírito de tolerância deu lugar à manutenção do clima repressivo que caracterizou o Estado Novo. Após a doença e substituição no poder de Salazar por Marcelo Caetano, este, foi pressionado duramente no sentido de um regresso aos tempos mais rigorosos do Salazarismo. A repressão política e a censura acirravam as suas fileiras.  Marcelo já não tinha autoridade hierárquica real sobre as forças armadas. Quando o golpe militar saiu à rua, não apareceu ninguém para defender o regime.
Descontentamento generalizado: Militares Os militares estavam muito descontentes, pois estavam fartos da Guerra, das mortes e estavam muito cansados, não queriam continuar a lutar. Povo O povo estava revoltado com as mortes como consequência da Guerra Colonial, principalmente os familiares dos militares. Com a crise económica, o atraso cultural, a falta de liberdade…
Preparação do movimento das Forças Armadas Em 1973, alguns membros das forças armadas portuguesas iniciaram um movimento clandestino de conspiração contra o regime instituído – Movimento da Forças Armadas (MFA). Os capitães que, na sua grande parte, constituíam este movimento começaram a preparar uma acção concertada entre todos, de forma a derrubar o Governo de Marcelo Caetano e Américo Tomás. Desta forma, na madrugada do 25 de Abril de 1974, deu-se o Golpe de Estado. O MFA, que conseguira a adesão das principais unidades militares do País, iniciou as operações sob o comando do Major Otelo Saraiva de Carvalho. Não encontrando uma resistência significativa por parte da forças do regime, o MFA conseguiu facilmente levar a bom termo os seus objectivos.
No dia 25 de Abril de 1974 caía o Estado Novo e era constituída uma Junta de Salvação Nacional presidida pelo general António de Spínola. Inscrito no programa de acção política do novo poder, este tinha como objectivo dominante e imediato a restauração das instituições políticas  democráticas.         
   Foi graças à revolução de 25 de Abril de 1974 que os portugueses puderam libertar-se das medidas impostas por António de Oliveira Salazar e por Marcelo Caetano e colocar um ponto final na ditadura que já durava há 48 longos anos!
Principais conquistas de Abril: Democracia Liberdade Igualdade Direito de Voto Direito de Associação política Liberdade de Expressão

Queda do Regime Fascista

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    Queda do RegimeSalazarista
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      A restauração da democracia teve lugar quando, a 25 de Abril de 1974, um movimento militar pôs fim ao autoritarismo que tinha caracterizado a ordem política deposta. O movimento das forças armadas, formado por jovens oficiais que suportavam o esforço de guerra levado a cabo, desde 1961, contra os movimentos de libertação das colónias de Angola, Moçambique e Guiné, constituiu o núcleo director de uma revolta que pôs termo a 48 anos de regime totalitário nascido em 1926.
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    Causas A quedado Regime Salazarista deu-se devido a vários factores: Isolamento do país; Fraco desenvolvimento económico; Emigração Permanente contestação ao Regime; Aparecimento de movimentos de luta pela liberdade; Problemas criados pela Guerra Colonial; Fracasso da política Marcelista; Descontentamento dos militares e do povo;
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    Isolamento do paísO Isolamento Cultural foi causa directa da existência de censura e da própria política geral de Salazar. Portugal viu-se afastado da evolução natural do Mundo e do próprio continente europeu, no qual se encontra inserido e do qual é membro por direito próprio. Livros, filmes e peças de teatro, que o mundo ocidental reconhecida já na época, como verdadeiras obras-primas da cultura europeia e mundial, foram considerados como demasiadamente corajosos, defendendo Salazar a ideia de que o povo português não era suficientemente adulto para tomar contacto com elas, nem estava preparado para as entender.
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    Fraco desenvolvimento económicoSalazar fez mergulhar o País numa situação de grande isolamento económico, não aceitando nem interferências nem ajudas de países ricos como os Estados Unidos da América.
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    O nosso país manteve-se essencialmente ligado a uma agricultura tradicional, pouco mecanizada e produtiva. O estado do desenvolvimento da agricultura nacional não se encontrava a par dos nossos parceiros europeus, nomeadamente, dos países industrializados.
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    Emigração Na décadade 60, Portugal não conseguira ainda acompanhar o ritmo de desenvolvimento da Europa. Este atraso afectava as populações rurais, que se viram assim forçadas a emigrar. Deste modo, entre 1960 e 1970, verificou-se um grande surto migratório. As populações migram para os grandes centros urbanos, sobretudo Lisboa e Porto (migração interna), e emigram para fora do país, sobretudo para a França e Alemanha.
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    Aparecimento de movimentosde luta pela liberdade O ano de 1961 ficou assinalado pela perda dos territórios indianos e pelo início da guerra de África. 1961 – em Março deste ano, o Norte de Angola seria palco dos primeiros movimentos de carácter anti - colonialista, os quais se iriam manter e endurecer durante a década que então se iniciava. 1963 – a luta pela independência é iniciada na Guiné-Bissau. 1964 – iniciam-se os movimentos de libertação no Norte de Moçambique. Estes movimentos de independência colonial foram apoiados política, económica e militarmente pelas grandes potências internacionais – EUA, URSS e China – que detinham nestes territórios muitos interesses económicos e estratégicos.
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    Os problemas criadospela guerra colonial (efeitos da guerra) A Guerra Colonial fez com que houvesse várias perdas: Humanas; Pesados custos económicos – a Guerra Colonial fez com que tivesse de se mandar dinheiro para África, que poderia ter sido aplicado no investimento e modernização do país; Assim a economia interna das ex–colónias africanas beneficiou com esta política.
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    Devido a estaguerra, instalou-se um clima de terror nos jovens portugueses e nas respectivas famílias, sempre que estes eram chamados a cumprir comissões de 2 anos na guerra, após a recruta e a especialidade, pois diariamente viam chegar navios com as urnas dos militares que morriam em África .
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    Fracasso da políticamarcelista Devido a várias pressões, nomeadamente das alas mais conservadoras do regime, o espírito de tolerância deu lugar à manutenção do clima repressivo que caracterizou o Estado Novo. Após a doença e substituição no poder de Salazar por Marcelo Caetano, este, foi pressionado duramente no sentido de um regresso aos tempos mais rigorosos do Salazarismo. A repressão política e a censura acirravam as suas fileiras. Marcelo já não tinha autoridade hierárquica real sobre as forças armadas. Quando o golpe militar saiu à rua, não apareceu ninguém para defender o regime.
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    Descontentamento generalizado: MilitaresOs militares estavam muito descontentes, pois estavam fartos da Guerra, das mortes e estavam muito cansados, não queriam continuar a lutar. Povo O povo estava revoltado com as mortes como consequência da Guerra Colonial, principalmente os familiares dos militares. Com a crise económica, o atraso cultural, a falta de liberdade…
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    Preparação do movimentodas Forças Armadas Em 1973, alguns membros das forças armadas portuguesas iniciaram um movimento clandestino de conspiração contra o regime instituído – Movimento da Forças Armadas (MFA). Os capitães que, na sua grande parte, constituíam este movimento começaram a preparar uma acção concertada entre todos, de forma a derrubar o Governo de Marcelo Caetano e Américo Tomás. Desta forma, na madrugada do 25 de Abril de 1974, deu-se o Golpe de Estado. O MFA, que conseguira a adesão das principais unidades militares do País, iniciou as operações sob o comando do Major Otelo Saraiva de Carvalho. Não encontrando uma resistência significativa por parte da forças do regime, o MFA conseguiu facilmente levar a bom termo os seus objectivos.
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    No dia 25de Abril de 1974 caía o Estado Novo e era constituída uma Junta de Salvação Nacional presidida pelo general António de Spínola. Inscrito no programa de acção política do novo poder, este tinha como objectivo dominante e imediato a restauração das instituições políticas democráticas.         
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       Foi graçasà revolução de 25 de Abril de 1974 que os portugueses puderam libertar-se das medidas impostas por António de Oliveira Salazar e por Marcelo Caetano e colocar um ponto final na ditadura que já durava há 48 longos anos!
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    Principais conquistas deAbril: Democracia Liberdade Igualdade Direito de Voto Direito de Associação política Liberdade de Expressão