10/06/2017 Psicologia Positiva e o Optimismo Aprendido. Fernando Lima Magalhães, Psicólogo Clínico no Porto
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 5º andar , Sala 23
4000‐144 Porto‐ Portugal
 
Tlm: 966 230 087 (das 15‐
19h, de segunda a sexta)
 
Psicologia Positiva
Uma Psicologia que se centra no melhor de cada pessoa
Depois de décadas em que a Psicologia apenas se centrou em
patologias ou no comportamento "anormal", chegou a altura de
pensar nas coisas que fazem com que a vida valha a pena. A
Psicologia positiva centra‐se na descoberta das qualidades das
pessoas e na promoção do seu funcionamento positivo. O autor
pioneiro deste campo é Martin Seligman, chamando a atenção deste
tema quando foi presidente da Associação Americana de Psicologia.
Partilha a crença que as pessoas querem levar uma vida satisfatória e
significativa.
A Psicologia Positiva tem 3 preocupações centrais: emoções positivas,
traços individuais positivos e as instituições positivas. Para
percebermos as emoções positivas, é necessário estudar a satisfação
com o passado, a felicidade no presente e a esperança no futuro. A
compreensão positiva dos traços individuais implica estudar as forças
e virtudes como a capacidade de amar e trabalhar, coragem,
compaixão, flexibilidade, autocontrole, curiosidade, integridade,
auto‐ conhecimento e sabedoria. Compreender as instituições
positivas implica o estudo das forças que promovem melhores
comunidades, como a justiça, educação saúde, ética no trabalho e
tolerância.
A felicidade, ou melhor, os estados de felicidade, já que não é
realista viver continuamente num estado felicidade, mas mais num
estado de "satisfação", podem ser em larga medida, aumentados e
até controlados por nós. Por exemplo, fazer exercício físico ou estar
com amigos recompensadores, aumenta a satisfação. A inactividade
ou estar a pensar durante muito tempo num assunto, aumenta a
insatisfação.
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psicologoporto@gmail.com
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Algumas descobertas acerca da felicidade:
‐ O dinheiro não tem relação com felicidade (desde que as
necessidades básicas estejam satisfeitas), a saúde tem pouca relação
e os prazeres físicos não produzem uma felicidade duradoura. As
pessoas em países democráticos tendem a ser ligeiramente mais
felizes do que em países totalitários, mas mesmo na extrema pobreza
encontra‐se pouca relação com a infelicidade. As pessoas que têm
como objectivo principal o dinheiro tendem a ser muito infelizes.
‐ Sociabilidade: as pessoas mais sociáveis tendem a ser mais felizes.
Pessoas muito felizes tendem a passar mais tempo com as outras.
‐ Juventude: Ser mais jovem não se correlaciona com a felicidade. As
pessoas mais velhas tendem a ser mais satisfeitas com a vida do que
as pessoas mais novas.
‐ Saúde: Mesmo as pessoas em estados terminais de doença têm
praticamente a mesma satisfação com a vida do que as pessoas
saudáveis.
‐ Educação, clima, género: Estes factores têm apenas uma ligeira
correlação com a felicidade.
As pessoas tendem a adaptar‐se às circunstâncias externas, pelo que
boas notícias (ex: ganhar a lotaria) ou más notícias têm pouco efeito
na felicidade a longo‐termo.
‐ Pessimismo: As pessoas que desistem facilmente acreditam que as
causas dos maus acontecimentos são permanentes‐ as coisas más vão
persistir e persistem neste estado negativo, não agindo como que
paralisadas pelo pensamento negativo irracional. As pessoas
optimistas dão explicações temporárias e específicas aos maus
acontecimentos, o que as leva a agir e a mudar de forma construtiva
o presente. Os optimistas como acreditam que há mais opções de
êxito, continuam a tentar, o que aumenta as suas probabilidades de
sucesso. Entretanto, o optimista já agiu e sente‐se melhor porque
pelo menos tentou, em comparação com o pessimista que fica parado
envolto de ideias auto‐ desmoralizantes e infeliz, dando muita
importância ao seu pensamento. Ser racional e rigoroso não serve
para nada se conduzir ao pessimismo.
 
 
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Como a terapia Cognitva‐ Comportamental o pode ajudar:
Um processo de terapia implica algum tempo e tolerância, no sentido
em que ninguém muda crenças antigas numa hora. Pela teoria
Cognitiva, os problemas ou sofrimento emocional são devidos a
pensamentos e atitudes disfuncionais que se devem modificar para
conseguir novas atitudes mais eficazes:
‐ Flexibilidade: Um indivíduo feliz tem ideias flexíveis e pluralistas,
está aberto à mudança e não adopta atitudes rígidas. Por exemplo
poderá pensar em " tenho sempre algo a aprender se errar; posso
sempre ganhar em ver as coisas de outra forma; se há pessoas mais
felizes do que eu, o que poderei aprender com elas? ; a terapia pode‐
me dar novas perspectivas que desconhecia até agora; estamos
sempre a aprender toda a vida; aceito que outras pessoas podem
contribuir com o seu saber e experiência para melhorar a vida de
outras"
Em contraste, o indivíduo rígido fica aprisionado pela sua voz crítica
e autoritária: "é uma fraqueza receber ajuda; se pedir ajuda é porque
falhei e sou um fracasso; já soube lidar com dificuldades na minha
vida por isso não preciso de ajuda; os outros não têm nada para me
ajudar"
‐ Tolerância à frustração: assumir os erros sem sofrer e conceder o
direito a errar. Não sente culpa, mas sente responsabilidade.
‐ Interesse pelos outros: é alguém que não é muito centrado em si
próprio. As pessoas demasiado conscientes das suas atitudes e
comportamentos criticam‐se demasiado e censuram‐se ao mínimo
erro, ao invés das pessoas que se deixam ir nas situações, vivendo os
acontecimentos como parte normal da vida e não como um teste
permanente às suas aptidões. Pensam em si próprias, mas não estão
apenas centradas em si pois sentem empatia e interesse genuíno
pelos outros, o que as leva a desviar o pensamento para as outras
pessoas.
‐ Aprender a auto‐aceitação. Aprender a gostar de si sem condições.
As pessoas mais infelizes estão a comparar‐se com as outras, muitas
vezes de forma irrealista, como se a vida fosse um concurso e
estivessem sempre à prova, perante juízes (vendo as outras pessoas
como juízes implacáveis que a estão sempre a julgar).
‐ Assumir riscos: não ter medo de arriscar coisas novas, porque vêm
o fracasso como uma experiência e não como um teste à auto‐estima.
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‐ Tolerar a incerteza e a imperfeição: As pessoas mais satisfeitas
preocupam‐se em fazer as coisas bem feitas, mas não se sentem
pressionadas em atingir constantemente um patamar de perfeição,
como se este fosse uma autorização para a felicidade. Aceitam que
uma grande parte das coisas não são constroladas por nós e que ser
bem sucedido passa por ser eficaz e não por ter padrões
irrealisticamente elevados.
Estes são alguns dos objectivos globais que frequentemente são
trabalhados em terapia, que podem aumentar o sentimento de
satisfação com a vida. Na terapia, ao longo das consultas pretende‐se
identificar padrões de pensamento irracionais, identificar as
armadilhas de pensamento que aumentam as emoções negativas,
construir novas formas de pensar e atitudes mais eficazes, aprender a
gerir as emoções negativas e aplicar gradualmente as aprendizagens
às situações de vida. Todo o processo  de terapia é gradual !
 
Leituras Recomendadas:
Felicidade Autêntica, de Martin Seligman (2008). Editora: Pergaminho
Positiva‐ Mente, de Helena Marujo e Catarina Rivero (2011). Editora:
Esfera dos livros
 
 
Última Actualização
06‐mai‐2016
 
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Psicologia positiva e o optimismo aprendido

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    10/06/2017 Psicologia Positiva e o Optimismo Aprendido. Fernando Lima Magalhães, Psicólogo Clínico no Porto http://fernandomagalhaes.pt/psicologiapositiva.html 2/4 E‐mail: psicologoporto@gmail.com Maisinformações       Algumas descobertas acerca da felicidade: ‐ O dinheiro não tem relação com felicidade (desde que as necessidades básicas estejam satisfeitas), a saúde tem pouca relação e os prazeres físicos não produzem uma felicidade duradoura. As pessoas em países democráticos tendem a ser ligeiramente mais felizes do que em países totalitários, mas mesmo na extrema pobreza encontra‐se pouca relação com a infelicidade. As pessoas que têm como objectivo principal o dinheiro tendem a ser muito infelizes. ‐ Sociabilidade: as pessoas mais sociáveis tendem a ser mais felizes. Pessoas muito felizes tendem a passar mais tempo com as outras. ‐ Juventude: Ser mais jovem não se correlaciona com a felicidade. As pessoas mais velhas tendem a ser mais satisfeitas com a vida do que as pessoas mais novas. ‐ Saúde: Mesmo as pessoas em estados terminais de doença têm praticamente a mesma satisfação com a vida do que as pessoas saudáveis. ‐ Educação, clima, género: Estes factores têm apenas uma ligeira correlação com a felicidade. As pessoas tendem a adaptar‐se às circunstâncias externas, pelo que boas notícias (ex: ganhar a lotaria) ou más notícias têm pouco efeito na felicidade a longo‐termo. ‐ Pessimismo: As pessoas que desistem facilmente acreditam que as causas dos maus acontecimentos são permanentes‐ as coisas más vão persistir e persistem neste estado negativo, não agindo como que paralisadas pelo pensamento negativo irracional. As pessoas optimistas dão explicações temporárias e específicas aos maus acontecimentos, o que as leva a agir e a mudar de forma construtiva o presente. Os optimistas como acreditam que há mais opções de êxito, continuam a tentar, o que aumenta as suas probabilidades de sucesso. Entretanto, o optimista já agiu e sente‐se melhor porque pelo menos tentou, em comparação com o pessimista que fica parado envolto de ideias auto‐ desmoralizantes e infeliz, dando muita importância ao seu pensamento. Ser racional e rigoroso não serve para nada se conduzir ao pessimismo.    
  • 3.
    10/06/2017 Psicologia Positiva e o Optimismo Aprendido. Fernando Lima Magalhães, Psicólogo Clínico no Porto http://fernandomagalhaes.pt/psicologiapositiva.html 3/4 Comoa terapia Cognitva‐ Comportamental o pode ajudar: Um processo de terapia implica algum tempo e tolerância, no sentido em que ninguém muda crenças antigas numa hora. Pela teoria Cognitiva, os problemas ou sofrimento emocional são devidos a pensamentos e atitudes disfuncionais que se devem modificar para conseguir novas atitudes mais eficazes: ‐ Flexibilidade: Um indivíduo feliz tem ideias flexíveis e pluralistas, está aberto à mudança e não adopta atitudes rígidas. Por exemplo poderá pensar em " tenho sempre algo a aprender se errar; posso sempre ganhar em ver as coisas de outra forma; se há pessoas mais felizes do que eu, o que poderei aprender com elas? ; a terapia pode‐ me dar novas perspectivas que desconhecia até agora; estamos sempre a aprender toda a vida; aceito que outras pessoas podem contribuir com o seu saber e experiência para melhorar a vida de outras" Em contraste, o indivíduo rígido fica aprisionado pela sua voz crítica e autoritária: "é uma fraqueza receber ajuda; se pedir ajuda é porque falhei e sou um fracasso; já soube lidar com dificuldades na minha vida por isso não preciso de ajuda; os outros não têm nada para me ajudar" ‐ Tolerância à frustração: assumir os erros sem sofrer e conceder o direito a errar. Não sente culpa, mas sente responsabilidade. ‐ Interesse pelos outros: é alguém que não é muito centrado em si próprio. As pessoas demasiado conscientes das suas atitudes e comportamentos criticam‐se demasiado e censuram‐se ao mínimo erro, ao invés das pessoas que se deixam ir nas situações, vivendo os acontecimentos como parte normal da vida e não como um teste permanente às suas aptidões. Pensam em si próprias, mas não estão apenas centradas em si pois sentem empatia e interesse genuíno pelos outros, o que as leva a desviar o pensamento para as outras pessoas. ‐ Aprender a auto‐aceitação. Aprender a gostar de si sem condições. As pessoas mais infelizes estão a comparar‐se com as outras, muitas vezes de forma irrealista, como se a vida fosse um concurso e estivessem sempre à prova, perante juízes (vendo as outras pessoas como juízes implacáveis que a estão sempre a julgar). ‐ Assumir riscos: não ter medo de arriscar coisas novas, porque vêm o fracasso como uma experiência e não como um teste à auto‐estima.
  • 4.
    10/06/2017 Psicologia Positiva e o Optimismo Aprendido. Fernando Lima Magalhães, Psicólogo Clínico no Porto http://fernandomagalhaes.pt/psicologiapositiva.html 4/4 ‐Tolerar a incerteza e a imperfeição: As pessoas mais satisfeitas preocupam‐se em fazer as coisas bem feitas, mas não se sentem pressionadas em atingir constantemente um patamar de perfeição, como se este fosse uma autorização para a felicidade. Aceitam que uma grande parte das coisas não são constroladas por nós e que ser bem sucedido passa por ser eficaz e não por ter padrões irrealisticamente elevados. Estes são alguns dos objectivos globais que frequentemente são trabalhados em terapia, que podem aumentar o sentimento de satisfação com a vida. Na terapia, ao longo das consultas pretende‐se identificar padrões de pensamento irracionais, identificar as armadilhas de pensamento que aumentam as emoções negativas, construir novas formas de pensar e atitudes mais eficazes, aprender a gerir as emoções negativas e aplicar gradualmente as aprendizagens às situações de vida. Todo o processo  de terapia é gradual !   Leituras Recomendadas: Felicidade Autêntica, de Martin Seligman (2008). Editora: Pergaminho Positiva‐ Mente, de Helena Marujo e Catarina Rivero (2011). Editora: Esfera dos livros     Última Actualização 06‐mai‐2016   Marcações de Consultas com Dr. Fernando Magalhães Para mais informações sobre marcações de consultas, por favor clique aqui.     Copyright (c) 2011 FernandoMagalhaes.pt  Politica de Privacidade  Termos de Utilização  Mapa do Site  Ligações Úteis Não está autorizada a reprodução de qualquer parte do texto deste website sem a autorização do seu autor.