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CLEOMAR CIRIACO DA SILVA
PROJETO DE ENSINO
EM LETRAS
Cruzeiro do Sul - AC
2017
SISTEMA DE ENSINO A DISTÂNCIA
CURSO DE LETRAS
Cruzeiro do Sul - AC
2017
PROJETO DE ENSINO
EM LETRAS
Projeto de Ensino apresentado à Unopar, como
requisito parcial à conclusão do Curso de
Letras.
Docente supervisor: Prof. Juliana Fogaça
Sanches Simm e Maria Eliuda Alves de Souza
CLEOMAR CIRIACO DA SILVA
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO .........................................................................................................................3
1 TEMA DO PROJETO......................................................................................................4
2 JUSTIFICATIVA...............................................................................................................4
3 SÉRIE/ANO A QUE O PROJETO SE DESTINA.......................................................8
4 OBJETIVOS .....................................................................................................................9
5 PROBLEMATIZAÇÃO................................................................................................. 10
6 CONTEÚDOS CURRICULARES............................................................................... 11
7 O PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO (METODOLOGIA) ............................ 11
8 TEMPO PARA A REALIZAÇÃO DO PROJETO.................................................... 12
9 RECURSOS HUMANOS E MATERIAIS .................................................................. 12
10 AVALIAÇÃO.................................................................................................................. 13
CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................................ 13
REFERÊNCIAS..................................................................................................................... 15
3
INTRODUÇÃO
A poesia popular impressa e divulgada em folhetos que eram ilustrados com
xilogravura recebeu o nome de literatura de cordel. O nome foi dado, pois em
Portugal estas poesias eram impressas e expostas amarradas em cordões que eram
estendidos em lojas de mercados populares e nas ruas para apreciação do povo. No
Brasil, esta expressão artística também ficou conhecida como folheto.
Com custo relativamente baixo, esse tipo de obra era comercializada pelos
próprios autores em feiras, expostos em lonas ou malas. Em locais como
Pernambuco, Ceará, Alagoas, Bahia e Paraíba, a literatura de cordel faz muito
sucesso devido ao seu baixo preço, aos tons humorísticos usados e aos relatos da
vida cotidiana.
O Brasil é considerado como um país que possui a maior riqueza em
diversidade quando se fala de cultura literária, sendo que entre elas se destaca a
literatura nordestina, conhecida por todos como Literatura de Cordel. No entanto,
estamos em um período em que a tecnologia impera, e assim, este tipo de obra
literária acaba sendo deixada para traz. Sendo esse o nosso maior problema, pois,
acabamos não valorizando aquilo que temos.
Quando falamos de Literatura de Cordel, queremos falar exatamente em uma
cultura de raiz, sendo que estar diretamente relacionada a fatos ocorridos, fatos
políticos, folclóricos, artísticos, sendo histórias narradas em várias linguagens, sem
estética ou formalidades, narradas por pessoas simples, humildes, porém, consegue
alcançar todas as classes sociais.
Ao direcionar este projeto para os alunos do ensino de Língua Portuguesa na
Educação Básica das séries finais do Ensino Fundamental do (9º ano) da Escola de
Ensino Fundamental e Médio Marcelino Chanpagnat, estaremos propiciando uma
oportunidade aos alunos á terem contato com experiências já mais vividas, como
sem dúvida, entrarem em um mundo literário que possui toda uma riqueza
expressiva, além de articulações verbais, orais, musicalidade, uma escrita própria,
fazendo com o que os alunos conheçam, valorizem e principalmente demonstrem
interesse a uma nova modalidade literária rica em detalhes e significados,
envolvendo os alunos com a literatura de cordel dentro da sala de aula.
4
1 TEMA DO PROJETO
A Contribuição da Literatura de Cordel no Ensino de Língua Portuguesa.
2 JUSTIFICATIVA
A Literatura de Cordel teve origem em Portugal, por volta do século XVII e era
escrita em folhas volantes, também denominadas folhas soltas, presas em um cordel
ou barbante. Além disso, podiam ser observadas em cenas de teatro e narrativas
tradicionais.
Este tipo de literatura foi difundido por toda a Europa, na Espanha, essa forma
popular de literatura era chamada de “pliegos sueltos”. Estudos mostram que com a
expansão do gênero por todo o país, o governo francês proibiu os folhetos em 1854,
ao alegar que não havia meios para controlar uma arte subversiva, pois, consistia na
apresentação em versos de histórias tradicionais e de fatos circunstanciais, sendo
que os pliegos sueltos eram mais comuns na Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai,
que pertencem aos países hispano-americano.
A Literatura de Cordel chegou ao Brasil por intermédio dos colonizadores
lusos, mas só no final do século XIX fixou-se no nordeste como uma das
peculiaridades da cultura regional. No nordeste brasileiro, a Literatura de Cordel teve
início sob a influência das histórias e dos contos de bois valentes, versejadas por
cordelistas, no qual estabelece uma via de transição entre uma realidade dura,
muitas vezes dramática e em mundo imaginário, que servirá para ligar o cotidiano ao
sonho, ou para inserir a história na vida de todos os dias.
O estudo da Literatura nos leva a mostrar pontos sobre a importância da
leitura em uma sociedade, que em grande parte das atividades profissionais e
intelectuais necessita da escrita, dominá-la é essencial e fundamental para o
desenvolvimento do ser humano e as escolas ainda enfrentam sérios problemas por
reconhecer que os projetos que desenvolvem não conseguem atender os objetivos
anteriormente propostos, bem como não prendem a atenção dos alunos, pois estes
5
não tiveram base para adquirir o hábito de ler.
Todo aluno que tem acesso à leitura, tem maior clareza de aprender e
enfrentar os desafios propostos no seu dia-a-dia, pois reconhecemos que para
qualquer ser, na profissão ou em qualquer área que dela for necessária; ele
compreenderá melhor o mundo.
As leituras, de maneira geral, propõem um novo olhar sobre as habilidades da
comunicação, de falar, de ouvir e escrever, ampliando os conhecimentos, a
sabedoria e desenvolvendo o raciocínio, a habilidade de interpretação, entre outros.
Nossa conversa se restringe a justificar que as práticas de leitura na escola
devem ser pautadas pelo reconhecimento de que o progresso do mundo e
especificamente do ser humano como cidadão crítico e atuante na sociedade só
será promovido através de diferentes contextualizações.
A literatura do cordel dá margem para ser trabalhado em todos os níveis de
educação e na maioria das disciplinas. Justamente por poder promover a
interdisciplinaridade entre elas. Deste modo, ela proporciona a criação e a
valorização da cultura, tanto local quanto regional por buscar um novo olhar para se
trabalhar a leitura e a produção textual, incrementando assim a natureza literária.
Entende-se que o cordel traz consigo traços de realidade, de humor e de fatos que
vem acontecendo, instigando, dentre os alunos, a criatividade de maneira menos
enfadonha e mais prazerosa.
Reconhecemos que o cordel, como suporte na leitura e produção textual vem
para valorizar a cultura e a regionalização popular, trazendo benefícios para todos
os envolvidos no nível de aprendizagem direita com a oralidade e escrita. A literatura
de cordel tem uma proximidade maior com a linguagem popular, com o que está
acontecendo na sociedade e esses contatos aproximam o aluno dentro da realidade
que ele está inserido. Isto porque o cordel aborda a linguagem cotidiana dos alunos,
tornando o entendimento dos textos mais fácil, dando abertura para novos caminhos
e horizontes na construção do conhecimento destes.
Seguindo as orientações dos PCN, o avanço das comunicações foi exigindo
mudanças nos métodos de ensino, porque os que então eram utilizados tornaram-se
ultrapassados, contribuindo com os altos índices de evasão e repetência escolar.
Muitas pesquisas, feitas por estudiosos da área com objetivo de reverter essa
situação, mostraram que era fundamental que se fizessem mudanças na forma de
ensinar, principalmente, no quesito do domínio da leitura e escrita pelos alunos,
6
visando desenvolver no aluno, o domínio da linguagem seja ele no ato de fala e
escrita, desempenhando com eficácia a visão de mundo e a informação que dará a
ele a capacidade de exercer sem intermediários o exercício da cidadania.
Assim, a linguagem usada no desenvolvimento do cordel, nos remete a
identidade de uma determinada região, dando significados aos conhecimentos da
identidade de cada ser, exigindo para a interpretação, não só de textos literários,
sendo assim, desenvolvendo a leitura de mundo que é de fundamental valorização
para a formação e o desenvolvimento de uma sociedade.
A Literatura de Cordel oferece vastos recursos que poderão auxiliar os alunos
na aprendizagem, como por exemplo, em produções textuais, na leitura, na escrita e
a linguagem não verbal, abrangendo assim o vasto campo literário, levando os
alunos a adquirirem criatividade e senso crítico, referente à diversidade cultural e
social no país.
Atualmente, possuímos em nosso Território Nacional a Academia Brasileira
de Literatura de Cordel, que tem como missão valorizar e preservar a memória da
literatura de cordel, propiciando a reflexão e formação de novos leitores. Sendo
criada pela iniciativa de três cordelistas, tornando-se referencia para estudiosos e
curiosos sobre o tema, possuindo em seu corpo acadêmico o total de quarenta
cadeiras de membros efetivos.
A Academia Brasileira de Literatura de Cordel fica localizada no Estado do
Rio de Janeiro, na Rua Leopoldo Fróes, 37, Santa Terezinha, com funcionamento
das 9 às 19 horas, com espaço aberto a todos os públicos a academia está com
parte de seu acervo, originário do antigo Centro de Cultura São Saruê, centro de
cultura nordestina, sendo constituído por cerca de treze mil folhetos e mil e trezentos
títulos de temática da cultura popular, literatura de cordel, cultura nordestina e
sertaneja, sendo um lugar magnífico para professores levarem seus alunos e
mostrar-lhes toda a história e cultura de um povo que conta com esplendor a historia
de sua terra e o surgimento de uma literatura tão rica em detalhes e expressões
artísticas genuinamente brasileiras.
As leituras, de maneira geral, como pregam os PCNs, propõem um novo olhar
sobre as habilidades da comunicação, de falar, de ouvir e escrever, cujo objetivo é
ampliar os conhecimentos, desenvolver o raciocínio para promover a habilidade
interpretação.
Destacamos aqui, alguns cordelistas brasileiros, são eles: Antônio Gonçalves
7
da Silva, o Patativa do Assaré (CE), um dos mais famosos das últimas décadas;
João Martin de Athayde (PB) viveu na época do apogeu do cordel; Leandro Gomes
de Barros, o maior dos poetas populares brasileiros e ainda Silvino Perauá,
Francisco Chegas Baptista, Rodolfo Cavalcante e Antônio Klívisson Vianna, e outros
vários poetas renomados que foram de grande importância para a Literatura
cordelista.
Mas não podemos deixar de registrar que Ariano Suassuna é um dos mais
importantes cordelistas da atualidade, nasceu em João Pessoa, Paraíba, em 16 de
junho de 1927, Em 1942 mudou-se para Recife onde vive até hoje. É conhecido
como defensor da cultura do nordeste e autor do "Auto da Compadecida" e "A Pedra
do Reino". Ariano Suassuna foi, primeiro, leitor de cordel, depois, passou a analisar
suas origens e importâncias, no que se trata da formação da cultura nordestina e do
Brasil. Para Ariano, o cordel é um representante legítimo da arte popular brasileira,
desempenhando a mesma função e importância dos clássicos.
Foi num folheto de gracejo que Ariano Suassuna encontrou o personagem-
símbolo de sua dramaturgia. As Proezas de João Grilo:
João Grilo foi um cristão
que nasceu antes do dia,
criou-se sem formosura
mas tinha sabedoria,
e morreu depois da hora
pelas artes que fazia.
(...)
Na noite que João nasceu,
houve um eclipse na lua,
e detonou um vulcão,
que ainda continua.
Naquela noite correu
um lobisomem na rua.
(...)
História escrita em 1932 por João Ferreira de Lima trazia como protagonista o
célebre amarelinho oriundo dos contos populares portugueses, que ganhou
características idênticas às de outro famoso espertalhão, ou seja, esse mesmo João
Grilo será reaproveitado no Auto da Compadecida, transformado em filme em 2000
por Guel Arraes.
8
Ariano Suassuna, afirma que “... A literatura de cordel deveria ter o espaço e
peso de obras clássicas, como Os sertões de Euclides da Cunha [...]”. É uma
narrativa da insurreição de um grupo de fanáticos religiosos e não só descreve a
sociedade, mas também seu apurado estilo jornalístico-épico traçam um retrato dos
elementos que compõem a guerra de Canudos: A Terra, O Homem e A Luta. A
descrição minuciosa das condições geográficas e climáticas do sertão, de sua
formação social: o sertanejo, o jagunço, o líder espiritual, e do conflito entre essa
sociedade e a urbana, mostra-nos um Euclides cientificista, historicista e naturalista
que rompe com o imperialismo literário da época e inicia uma análise científica em
prol dos aspectos mais importantes da sociedade brasileira.
Pois, em conjunto com o explicitado acima, entende-se que esta é a forma
mais legítima de representar o nordeste. Suassuna sempre valorizou a literatura de
Cordel até mesmo no teatro, foram várias peças de sua autoria. Ele evidencia a arte
de tal modo que se possa compreender na sua íntegra, valorizando a linguagem e
as falas do povo nordestino.
A literatura de cordel tem o objetivo não apenas de estimular a criatividade na
sala de aula como também fazer o resgate histórico de partes importantes do
conhecimento dos pais e avós em termos populares. De fato a prática pode servir
para unir a família, a escola e a comunidade no geral, sendo que, as crianças trazem
para dentro de casa o que aprenderam na sala de aula.
3 SÉRIE/ANO A QUE O PROJETO SE DESTINA
Este projeto esta direcionado para os alunos do ensino de Língua Portuguesa
na Educação Básica das séries finais do Ensino Fundamental do (9º ano) da Escola
de Ensino Fundamental e Médio Marcelino Chanpagnat.
9
4 OBJETIVOS
Objetivos Gerais:
 Conhecer uma rica manifestação literária nordestina, caracterizando os
valores pedagógicos através da leitura, escrita e versos;
 Apreciar a literatura de cordel como manifestação popular;
 Estimular um olhar crítico e simultaneamente poético sobre a realidade
sertaneja;
 Proporcionar aos alunos a oportunidade de criação, participação,
planejamento e, sobretudo, propiciar experiência de caráter inovador.
Objetivos Específicos:
 Fazer com que a análise critica sobre textos literários se tornem construtivos;
 Ampliar os repertórios textuais dos alunos no que se refere ao Cordel;
 Desenvolver habilidades de interpretação e elaboração de textos;
 Desenvolver o senso crítico;
 Desenvolver as habilidades com atenção e interesse da obra lida em voz alta
pelos alunos;
 Desenvolver a habilidade de ler e transformar o texto em Cordel de maneira
expressiva;
10
5 PROBLEMATIZAÇÃO
O projeto surgiu da necessidade de se falar abertamente sobre as
diversidades literárias culturais, trazendo reflexões e discussões da triste situação
das escolas, quando se fala em utilização da Língua Portuguesa e da Literatura de
Cordel, buscando conscientização e a participação da comunidade escolar,
demonstrando que a vida cotidiana é mais importante e levando conhecimento sobre
a Literatura de Cordel e a história do povo nordestino a toda a comunidade escolar.
Os conteúdos são desenvolvidos de forma dinâmica em grupos cooperativos,
onde nas aulas são realizadas atividades voltadas ao desenvolvimento das
habilidades individuais para que os jovens possam tomar suas decisões de forma
consciente, segura e responsável.
Entretanto, os educadores são considerados os principais agentes
formadores num processo de educação inovadora, pois, fortalecem a relação -
família, escola e comunidade - no resgate dos valores maiores da cidadania e de
defesa da história de um povo do qual devemos nos orgulhar, pois com o povo
nordestino surgiu uma literatura magnífica de grande valor patrimonial e cultura do
Brasil, literatura que surgiu através dos contos, dos mitos, da fantasia, est...; que são
cada vez mais presentes em nosso meio, influenciando os jovens ao uso e
conhecimento das diversas obras genuinamente brasileiras.
O projeto será desenvolvido num contexto interdisciplinar, envolvendo a
comunidade escolar do turno matutino, através da produção de conhecimento, da
questão da disciplina e da necessidade de alcançar seus objetivos, bem como a
vivência de atividades práticas, além do estimulo a investigação e a pesquisas.
Este trabalho tem como objetivo mostrar o valor e a importância da Literatura
Oral tendo como base a Literatura de Cordel no que diz respeito à cultura popular e
criatividade literária do povo brasileiro, especificamente, o povo nordestino.
Discutiremos os recursos utilizados em alguns folhetos, como, por exemplo, o texto
“Cante lá, que eu canto cá” de Patativa do Assaré em algumas obras realizadas
dentro deste gênero, além de textos confeccionados pelos próprios alunos.
Falaremos a respeito de como o mito é mostrado frente à realidade nordestina,
baseado em questões sociais e históricas deste povo. O principal aspecto a ser
debatido é a influência das características (mito) na literatura atual brasileira,
trazendo a literatura popular como principal fonte inspiradora.
11
6 CONTEÚDOS CURRICULARES
 Língua Portuguesa
 Literatura: Escrita e Oral
7 O PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO (METODOLOGIA)
 Propor aos alunos uma oficina de literatura, utilizando o cordel, como estudo.
 Desenvolver um projeto “A Contribuição da Literatura de Cordel no Ensino de
Língua Portuguesa” para ser apresentado para toda a escola.
 Utilizar filme “O ferreiro das Três Idades” inspirado no cordel de Natanael de
Lima, onde mostra a linguagem de cordel narrativa e estrutura em versos e
rimas, buscando assim a participação de todos os alunos.
 Aproveitar o teor do filme para mostrar as diferenças sociais, as crenças
populares, a religiosidade do sertanejo, o mito, as críticas sociais e políticas
que giram em torno do interesse popular.
Processos das aulas:
1ª aula: texto cordel: “Cante lá, que eu canto cá”, de Patativa do Assaré.
O primeiro texto apresentado à turma será: “Cante lá, que eu canto cá” de
Patativa do Assaré. Através dessa aula será trabalhado com os alunos:
 Identificar a 1ª impressão que tiveram do Texto de literatura de cordel;
 Trabalhar conceito de cordel - O que é cordel; Estrutura do texto;
 Contexto: Sócio-econômico e cultural representado pelo texto. (Variação
lingüística);
 Apresentar a biografia do autor: Patativa do Assaré;
 Associar a realidade representada no texto com a realidade local dos alunos
em questão;
 Orientar uma produção piloto de um cordel com o tema voltado para a cultura
regional ou local.
12
2ª aula: Antes de iniciar as atividades da 2ª aula, será feito um feedback através de
perguntas como: Qual o tema trabalhado nas aulas? O que é o cordel? Como é o
texto em forma de cordel? Dentre outras perguntas pertinentes ao conteúdo da aula.
Logo após, orientar uma produção coletiva teatral a partir de palavras-chave
sobre um tema à escolha dos alunos.
3ª aula: Apresentação teatral: A apresentação será feita pelos próprios alunos.
O professor apresenta o conceito de “Teatro” aos alunos. Logo em seguida
divide as partes de cada aluno e instrumentos que serão utilizadas como parte da
peça teatral, enfatizando a cultura popular nordestina, e por fim, a apresentação da
peça escolhida pelos alunos.
8 TEMPO PARA A REALIZAÇÃO DO PROJETO
Escola de Ensino Fundamental e Médio Marcelino Chanpagnat
Série/Ano: (9º Ano) Horário Tempo (Aula) Data
Aula 01 1º e 2º Tempo da Aula 02 Hora 24/04/2017
Aula 02 3º e 4º Tempo da Aula 02 Hora 25/04/2017
Apresentação do Projeto 1º, 2º e 3º Tempo Aula 03 Horas 28/04/2017
9 RECURSOS HUMANOS E MATERIAIS
Os recursos utilizados para a elaboração deste projeto será através de: Data
Show, Slides, Exposição de Folhetos de Cordel, encenação por parte dos alunos de
algumas obras cordelistas, leitura e textos dissertativos, cartazes, Pinceis, réguas,
Pátio da Escola para encenação de cordel pelos alunos e um Painel Demonstrativo
com diversos textos cordelistas feitos pelos próprios alunos.
13
10 AVALIAÇÃO
A avaliação será feita da seguinte forma: Os alunos serão divididos em
grupos de no máximo cinco pessoas. No qual será passado para cada grupo textos
diferentes, sendo estipulado o prazo de trinta minutos para a leitura, assim, será
discutido o tema em grupo e posteriormente farão um texto dissertativo de autoria
dos mesmos. Logo após serem explanados os textos para os demais da turma. No
decorrer da aula, serão selecionadas algumas obras de cordel para apresentação
feita por peças teatrais, os alunos serão avaliados ao final do projeto,
individualmente e em grupo.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A carência ou mesmo a falta de metodologias alternativas de leitura de
elementos textuais nas escolas constituem entraves para o processo de ensino e
aprendizagem, principalmente quando esses elementos são de histórias vividas.
Os conhecimentos literários são de suma importância para a aprendizagem,
pois consiste no próprio saber científico, resultante de experiências humanas ao
longo dos anos e que são produzidas e transmitidas sistematicamente para a
sociedade através das gerações, não se prendendo tanto aos livros didáticos, que
muitas vezes não trazem as representações de áreas locais e nem da região onde o
mesmo está inserido, constituindo, assim, em entraves no ato da leitura.
As questões relacionadas com a linguagem em versos e seu uso no dia-a-dia
na escola passam necessariamente pelos procedimentos metodológicos adotados
pelos professores na sala de aula, à medida que o uso dos versos possibilita a
leitura e a compreensão mais rápida de temas amplamente utilizados pelos docentes
e que fazem parte do cotidiano do educando.
Na atualidade, grande parte das atividades profissionais e intelectuais
necessita da escrita, dominá-la é essencial e fundamental para o desenvolvimento
do ser humano e as escolas ainda enfrentam sérios problemas por reconhecer que
os projetos que desenvolvem não conseguem atender os objetivos anteriormente
propostos, bem como não prendem a atenção dos alunos, pois estes não tiveram
14
base para adquirir o hábito de ler.
A Literatura de Cordel, em suas múltiplas manifestações temáticas, desperta
a curiosidade e também o desejo de adentrar em um mundo de versos rimados com
estrofes que instigam a imaginação de quem o escuta. Além disso, ao longo dos
anos, tem sido instrumento de estímulo à prática da leitura. O cordel tem exercido
grande influência no acesso à leitura por parte dos brasileiros. No passado, se
concentrava principalmente no Nordeste, nas classes sociais menos favorecidas.
Atualmente tem se expandido para todas as regiões do país e sido utilizado como
suporte paradidático nas escolas. Um exemplo disso é a proposta de trabalhar o
cordel na biblioteca escolar a partir do projeto ‘A Contribuição da Literatura de Cordel
no Ensino de Língua Portuguesa’, o qual faz exaltação da cultura nordestina e busca
proporcionar a aproximação entre o aluno e a leitura.
São vários os tipos de leitura. Cada uma com um atrativo diferenciado para
conquistar o leitor e fazê-lo se apaixonar pelas histórias contidas nos livros, pois este
suporte oportuniza estes momentos. Importante também é preparar um espaço para
leitura, onde o usuário sentirá que está sendo bem acolhido. Nesse sentido, Pereira
justifica que,
“O ideal é que a escola tenha um local destinado ao
armazenamento de livros e de outros suportes
impressos que permita aos alunos vivenciar a
experiência da leitura em um espaço privilegiado como
a biblioteca ou sala de leitura.” (PEREIRA, 2006, p. 9).
Professores devem ter em mente que, não há como ensinar cordel de
qualidade sem conhecer o conteúdo ao fundo. Professores que querem ensinar a
matéria precisam frequentar sarais com poetas que trazem novidades do gênero.
Existem autores de livros que promovem oficinas no sentido de capacitar os
educadores a ensinar as futuras gerações para abastecer o número de poetas e ao
mesmo tempo evoluir a tipicidade literária do Brasil.
Podemos dizer que essa experiência, faz uso de materiais didáticos do
cotidiano escolar para que se possa reconhecer e valorizar, respeitando a
multiculturalidade do nosso país e seus significados coletivos. Experiências
comunitárias presentes na produção de um Cordel, além disso, é interessante
discutir com os alunos como a literatura de Cordel tornou-se mais rica e diversificada
com o passar dos anos.
15
REFERÊNCIAS
FERREIRA, M. do C. S. B.; SANTANA, I. C. N. Biblioteca escolar: estratégias para
torná-la mais atraente. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA,
DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 25., 2013, Florianópolis. Anais...
Florianópolis, 2013. p. 1-5.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação: Lei nº 9.394/96 – 24 de dez.
1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, 1998.
PCNS. Parâmetros Curriculares Nacionais. Língua portuguesa. Brasília: MEC/SEF,
1997.
ARTIGO - A literatura de cordel no âmbito da educação transversa. Artigo
apresentado à Universidade Estadual Vale do Acaraú como requisito avaliativo da
disciplina Estágio Supervisionado II do Curso de Licenciatura em Português.

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  • 1. CLEOMAR CIRIACO DA SILVA PROJETO DE ENSINO EM LETRAS Cruzeiro do Sul - AC 2017 SISTEMA DE ENSINO A DISTÂNCIA CURSO DE LETRAS
  • 2. Cruzeiro do Sul - AC 2017 PROJETO DE ENSINO EM LETRAS Projeto de Ensino apresentado à Unopar, como requisito parcial à conclusão do Curso de Letras. Docente supervisor: Prof. Juliana Fogaça Sanches Simm e Maria Eliuda Alves de Souza CLEOMAR CIRIACO DA SILVA
  • 3. SUMÁRIO INTRODUÇÃO .........................................................................................................................3 1 TEMA DO PROJETO......................................................................................................4 2 JUSTIFICATIVA...............................................................................................................4 3 SÉRIE/ANO A QUE O PROJETO SE DESTINA.......................................................8 4 OBJETIVOS .....................................................................................................................9 5 PROBLEMATIZAÇÃO................................................................................................. 10 6 CONTEÚDOS CURRICULARES............................................................................... 11 7 O PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO (METODOLOGIA) ............................ 11 8 TEMPO PARA A REALIZAÇÃO DO PROJETO.................................................... 12 9 RECURSOS HUMANOS E MATERIAIS .................................................................. 12 10 AVALIAÇÃO.................................................................................................................. 13 CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................................ 13 REFERÊNCIAS..................................................................................................................... 15
  • 4. 3 INTRODUÇÃO A poesia popular impressa e divulgada em folhetos que eram ilustrados com xilogravura recebeu o nome de literatura de cordel. O nome foi dado, pois em Portugal estas poesias eram impressas e expostas amarradas em cordões que eram estendidos em lojas de mercados populares e nas ruas para apreciação do povo. No Brasil, esta expressão artística também ficou conhecida como folheto. Com custo relativamente baixo, esse tipo de obra era comercializada pelos próprios autores em feiras, expostos em lonas ou malas. Em locais como Pernambuco, Ceará, Alagoas, Bahia e Paraíba, a literatura de cordel faz muito sucesso devido ao seu baixo preço, aos tons humorísticos usados e aos relatos da vida cotidiana. O Brasil é considerado como um país que possui a maior riqueza em diversidade quando se fala de cultura literária, sendo que entre elas se destaca a literatura nordestina, conhecida por todos como Literatura de Cordel. No entanto, estamos em um período em que a tecnologia impera, e assim, este tipo de obra literária acaba sendo deixada para traz. Sendo esse o nosso maior problema, pois, acabamos não valorizando aquilo que temos. Quando falamos de Literatura de Cordel, queremos falar exatamente em uma cultura de raiz, sendo que estar diretamente relacionada a fatos ocorridos, fatos políticos, folclóricos, artísticos, sendo histórias narradas em várias linguagens, sem estética ou formalidades, narradas por pessoas simples, humildes, porém, consegue alcançar todas as classes sociais. Ao direcionar este projeto para os alunos do ensino de Língua Portuguesa na Educação Básica das séries finais do Ensino Fundamental do (9º ano) da Escola de Ensino Fundamental e Médio Marcelino Chanpagnat, estaremos propiciando uma oportunidade aos alunos á terem contato com experiências já mais vividas, como sem dúvida, entrarem em um mundo literário que possui toda uma riqueza expressiva, além de articulações verbais, orais, musicalidade, uma escrita própria, fazendo com o que os alunos conheçam, valorizem e principalmente demonstrem interesse a uma nova modalidade literária rica em detalhes e significados, envolvendo os alunos com a literatura de cordel dentro da sala de aula.
  • 5. 4 1 TEMA DO PROJETO A Contribuição da Literatura de Cordel no Ensino de Língua Portuguesa. 2 JUSTIFICATIVA A Literatura de Cordel teve origem em Portugal, por volta do século XVII e era escrita em folhas volantes, também denominadas folhas soltas, presas em um cordel ou barbante. Além disso, podiam ser observadas em cenas de teatro e narrativas tradicionais. Este tipo de literatura foi difundido por toda a Europa, na Espanha, essa forma popular de literatura era chamada de “pliegos sueltos”. Estudos mostram que com a expansão do gênero por todo o país, o governo francês proibiu os folhetos em 1854, ao alegar que não havia meios para controlar uma arte subversiva, pois, consistia na apresentação em versos de histórias tradicionais e de fatos circunstanciais, sendo que os pliegos sueltos eram mais comuns na Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, que pertencem aos países hispano-americano. A Literatura de Cordel chegou ao Brasil por intermédio dos colonizadores lusos, mas só no final do século XIX fixou-se no nordeste como uma das peculiaridades da cultura regional. No nordeste brasileiro, a Literatura de Cordel teve início sob a influência das histórias e dos contos de bois valentes, versejadas por cordelistas, no qual estabelece uma via de transição entre uma realidade dura, muitas vezes dramática e em mundo imaginário, que servirá para ligar o cotidiano ao sonho, ou para inserir a história na vida de todos os dias. O estudo da Literatura nos leva a mostrar pontos sobre a importância da leitura em uma sociedade, que em grande parte das atividades profissionais e intelectuais necessita da escrita, dominá-la é essencial e fundamental para o desenvolvimento do ser humano e as escolas ainda enfrentam sérios problemas por reconhecer que os projetos que desenvolvem não conseguem atender os objetivos anteriormente propostos, bem como não prendem a atenção dos alunos, pois estes
  • 6. 5 não tiveram base para adquirir o hábito de ler. Todo aluno que tem acesso à leitura, tem maior clareza de aprender e enfrentar os desafios propostos no seu dia-a-dia, pois reconhecemos que para qualquer ser, na profissão ou em qualquer área que dela for necessária; ele compreenderá melhor o mundo. As leituras, de maneira geral, propõem um novo olhar sobre as habilidades da comunicação, de falar, de ouvir e escrever, ampliando os conhecimentos, a sabedoria e desenvolvendo o raciocínio, a habilidade de interpretação, entre outros. Nossa conversa se restringe a justificar que as práticas de leitura na escola devem ser pautadas pelo reconhecimento de que o progresso do mundo e especificamente do ser humano como cidadão crítico e atuante na sociedade só será promovido através de diferentes contextualizações. A literatura do cordel dá margem para ser trabalhado em todos os níveis de educação e na maioria das disciplinas. Justamente por poder promover a interdisciplinaridade entre elas. Deste modo, ela proporciona a criação e a valorização da cultura, tanto local quanto regional por buscar um novo olhar para se trabalhar a leitura e a produção textual, incrementando assim a natureza literária. Entende-se que o cordel traz consigo traços de realidade, de humor e de fatos que vem acontecendo, instigando, dentre os alunos, a criatividade de maneira menos enfadonha e mais prazerosa. Reconhecemos que o cordel, como suporte na leitura e produção textual vem para valorizar a cultura e a regionalização popular, trazendo benefícios para todos os envolvidos no nível de aprendizagem direita com a oralidade e escrita. A literatura de cordel tem uma proximidade maior com a linguagem popular, com o que está acontecendo na sociedade e esses contatos aproximam o aluno dentro da realidade que ele está inserido. Isto porque o cordel aborda a linguagem cotidiana dos alunos, tornando o entendimento dos textos mais fácil, dando abertura para novos caminhos e horizontes na construção do conhecimento destes. Seguindo as orientações dos PCN, o avanço das comunicações foi exigindo mudanças nos métodos de ensino, porque os que então eram utilizados tornaram-se ultrapassados, contribuindo com os altos índices de evasão e repetência escolar. Muitas pesquisas, feitas por estudiosos da área com objetivo de reverter essa situação, mostraram que era fundamental que se fizessem mudanças na forma de ensinar, principalmente, no quesito do domínio da leitura e escrita pelos alunos,
  • 7. 6 visando desenvolver no aluno, o domínio da linguagem seja ele no ato de fala e escrita, desempenhando com eficácia a visão de mundo e a informação que dará a ele a capacidade de exercer sem intermediários o exercício da cidadania. Assim, a linguagem usada no desenvolvimento do cordel, nos remete a identidade de uma determinada região, dando significados aos conhecimentos da identidade de cada ser, exigindo para a interpretação, não só de textos literários, sendo assim, desenvolvendo a leitura de mundo que é de fundamental valorização para a formação e o desenvolvimento de uma sociedade. A Literatura de Cordel oferece vastos recursos que poderão auxiliar os alunos na aprendizagem, como por exemplo, em produções textuais, na leitura, na escrita e a linguagem não verbal, abrangendo assim o vasto campo literário, levando os alunos a adquirirem criatividade e senso crítico, referente à diversidade cultural e social no país. Atualmente, possuímos em nosso Território Nacional a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, que tem como missão valorizar e preservar a memória da literatura de cordel, propiciando a reflexão e formação de novos leitores. Sendo criada pela iniciativa de três cordelistas, tornando-se referencia para estudiosos e curiosos sobre o tema, possuindo em seu corpo acadêmico o total de quarenta cadeiras de membros efetivos. A Academia Brasileira de Literatura de Cordel fica localizada no Estado do Rio de Janeiro, na Rua Leopoldo Fróes, 37, Santa Terezinha, com funcionamento das 9 às 19 horas, com espaço aberto a todos os públicos a academia está com parte de seu acervo, originário do antigo Centro de Cultura São Saruê, centro de cultura nordestina, sendo constituído por cerca de treze mil folhetos e mil e trezentos títulos de temática da cultura popular, literatura de cordel, cultura nordestina e sertaneja, sendo um lugar magnífico para professores levarem seus alunos e mostrar-lhes toda a história e cultura de um povo que conta com esplendor a historia de sua terra e o surgimento de uma literatura tão rica em detalhes e expressões artísticas genuinamente brasileiras. As leituras, de maneira geral, como pregam os PCNs, propõem um novo olhar sobre as habilidades da comunicação, de falar, de ouvir e escrever, cujo objetivo é ampliar os conhecimentos, desenvolver o raciocínio para promover a habilidade interpretação. Destacamos aqui, alguns cordelistas brasileiros, são eles: Antônio Gonçalves
  • 8. 7 da Silva, o Patativa do Assaré (CE), um dos mais famosos das últimas décadas; João Martin de Athayde (PB) viveu na época do apogeu do cordel; Leandro Gomes de Barros, o maior dos poetas populares brasileiros e ainda Silvino Perauá, Francisco Chegas Baptista, Rodolfo Cavalcante e Antônio Klívisson Vianna, e outros vários poetas renomados que foram de grande importância para a Literatura cordelista. Mas não podemos deixar de registrar que Ariano Suassuna é um dos mais importantes cordelistas da atualidade, nasceu em João Pessoa, Paraíba, em 16 de junho de 1927, Em 1942 mudou-se para Recife onde vive até hoje. É conhecido como defensor da cultura do nordeste e autor do "Auto da Compadecida" e "A Pedra do Reino". Ariano Suassuna foi, primeiro, leitor de cordel, depois, passou a analisar suas origens e importâncias, no que se trata da formação da cultura nordestina e do Brasil. Para Ariano, o cordel é um representante legítimo da arte popular brasileira, desempenhando a mesma função e importância dos clássicos. Foi num folheto de gracejo que Ariano Suassuna encontrou o personagem- símbolo de sua dramaturgia. As Proezas de João Grilo: João Grilo foi um cristão que nasceu antes do dia, criou-se sem formosura mas tinha sabedoria, e morreu depois da hora pelas artes que fazia. (...) Na noite que João nasceu, houve um eclipse na lua, e detonou um vulcão, que ainda continua. Naquela noite correu um lobisomem na rua. (...) História escrita em 1932 por João Ferreira de Lima trazia como protagonista o célebre amarelinho oriundo dos contos populares portugueses, que ganhou características idênticas às de outro famoso espertalhão, ou seja, esse mesmo João Grilo será reaproveitado no Auto da Compadecida, transformado em filme em 2000 por Guel Arraes.
  • 9. 8 Ariano Suassuna, afirma que “... A literatura de cordel deveria ter o espaço e peso de obras clássicas, como Os sertões de Euclides da Cunha [...]”. É uma narrativa da insurreição de um grupo de fanáticos religiosos e não só descreve a sociedade, mas também seu apurado estilo jornalístico-épico traçam um retrato dos elementos que compõem a guerra de Canudos: A Terra, O Homem e A Luta. A descrição minuciosa das condições geográficas e climáticas do sertão, de sua formação social: o sertanejo, o jagunço, o líder espiritual, e do conflito entre essa sociedade e a urbana, mostra-nos um Euclides cientificista, historicista e naturalista que rompe com o imperialismo literário da época e inicia uma análise científica em prol dos aspectos mais importantes da sociedade brasileira. Pois, em conjunto com o explicitado acima, entende-se que esta é a forma mais legítima de representar o nordeste. Suassuna sempre valorizou a literatura de Cordel até mesmo no teatro, foram várias peças de sua autoria. Ele evidencia a arte de tal modo que se possa compreender na sua íntegra, valorizando a linguagem e as falas do povo nordestino. A literatura de cordel tem o objetivo não apenas de estimular a criatividade na sala de aula como também fazer o resgate histórico de partes importantes do conhecimento dos pais e avós em termos populares. De fato a prática pode servir para unir a família, a escola e a comunidade no geral, sendo que, as crianças trazem para dentro de casa o que aprenderam na sala de aula. 3 SÉRIE/ANO A QUE O PROJETO SE DESTINA Este projeto esta direcionado para os alunos do ensino de Língua Portuguesa na Educação Básica das séries finais do Ensino Fundamental do (9º ano) da Escola de Ensino Fundamental e Médio Marcelino Chanpagnat.
  • 10. 9 4 OBJETIVOS Objetivos Gerais:  Conhecer uma rica manifestação literária nordestina, caracterizando os valores pedagógicos através da leitura, escrita e versos;  Apreciar a literatura de cordel como manifestação popular;  Estimular um olhar crítico e simultaneamente poético sobre a realidade sertaneja;  Proporcionar aos alunos a oportunidade de criação, participação, planejamento e, sobretudo, propiciar experiência de caráter inovador. Objetivos Específicos:  Fazer com que a análise critica sobre textos literários se tornem construtivos;  Ampliar os repertórios textuais dos alunos no que se refere ao Cordel;  Desenvolver habilidades de interpretação e elaboração de textos;  Desenvolver o senso crítico;  Desenvolver as habilidades com atenção e interesse da obra lida em voz alta pelos alunos;  Desenvolver a habilidade de ler e transformar o texto em Cordel de maneira expressiva;
  • 11. 10 5 PROBLEMATIZAÇÃO O projeto surgiu da necessidade de se falar abertamente sobre as diversidades literárias culturais, trazendo reflexões e discussões da triste situação das escolas, quando se fala em utilização da Língua Portuguesa e da Literatura de Cordel, buscando conscientização e a participação da comunidade escolar, demonstrando que a vida cotidiana é mais importante e levando conhecimento sobre a Literatura de Cordel e a história do povo nordestino a toda a comunidade escolar. Os conteúdos são desenvolvidos de forma dinâmica em grupos cooperativos, onde nas aulas são realizadas atividades voltadas ao desenvolvimento das habilidades individuais para que os jovens possam tomar suas decisões de forma consciente, segura e responsável. Entretanto, os educadores são considerados os principais agentes formadores num processo de educação inovadora, pois, fortalecem a relação - família, escola e comunidade - no resgate dos valores maiores da cidadania e de defesa da história de um povo do qual devemos nos orgulhar, pois com o povo nordestino surgiu uma literatura magnífica de grande valor patrimonial e cultura do Brasil, literatura que surgiu através dos contos, dos mitos, da fantasia, est...; que são cada vez mais presentes em nosso meio, influenciando os jovens ao uso e conhecimento das diversas obras genuinamente brasileiras. O projeto será desenvolvido num contexto interdisciplinar, envolvendo a comunidade escolar do turno matutino, através da produção de conhecimento, da questão da disciplina e da necessidade de alcançar seus objetivos, bem como a vivência de atividades práticas, além do estimulo a investigação e a pesquisas. Este trabalho tem como objetivo mostrar o valor e a importância da Literatura Oral tendo como base a Literatura de Cordel no que diz respeito à cultura popular e criatividade literária do povo brasileiro, especificamente, o povo nordestino. Discutiremos os recursos utilizados em alguns folhetos, como, por exemplo, o texto “Cante lá, que eu canto cá” de Patativa do Assaré em algumas obras realizadas dentro deste gênero, além de textos confeccionados pelos próprios alunos. Falaremos a respeito de como o mito é mostrado frente à realidade nordestina, baseado em questões sociais e históricas deste povo. O principal aspecto a ser debatido é a influência das características (mito) na literatura atual brasileira, trazendo a literatura popular como principal fonte inspiradora.
  • 12. 11 6 CONTEÚDOS CURRICULARES  Língua Portuguesa  Literatura: Escrita e Oral 7 O PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO (METODOLOGIA)  Propor aos alunos uma oficina de literatura, utilizando o cordel, como estudo.  Desenvolver um projeto “A Contribuição da Literatura de Cordel no Ensino de Língua Portuguesa” para ser apresentado para toda a escola.  Utilizar filme “O ferreiro das Três Idades” inspirado no cordel de Natanael de Lima, onde mostra a linguagem de cordel narrativa e estrutura em versos e rimas, buscando assim a participação de todos os alunos.  Aproveitar o teor do filme para mostrar as diferenças sociais, as crenças populares, a religiosidade do sertanejo, o mito, as críticas sociais e políticas que giram em torno do interesse popular. Processos das aulas: 1ª aula: texto cordel: “Cante lá, que eu canto cá”, de Patativa do Assaré. O primeiro texto apresentado à turma será: “Cante lá, que eu canto cá” de Patativa do Assaré. Através dessa aula será trabalhado com os alunos:  Identificar a 1ª impressão que tiveram do Texto de literatura de cordel;  Trabalhar conceito de cordel - O que é cordel; Estrutura do texto;  Contexto: Sócio-econômico e cultural representado pelo texto. (Variação lingüística);  Apresentar a biografia do autor: Patativa do Assaré;  Associar a realidade representada no texto com a realidade local dos alunos em questão;  Orientar uma produção piloto de um cordel com o tema voltado para a cultura regional ou local.
  • 13. 12 2ª aula: Antes de iniciar as atividades da 2ª aula, será feito um feedback através de perguntas como: Qual o tema trabalhado nas aulas? O que é o cordel? Como é o texto em forma de cordel? Dentre outras perguntas pertinentes ao conteúdo da aula. Logo após, orientar uma produção coletiva teatral a partir de palavras-chave sobre um tema à escolha dos alunos. 3ª aula: Apresentação teatral: A apresentação será feita pelos próprios alunos. O professor apresenta o conceito de “Teatro” aos alunos. Logo em seguida divide as partes de cada aluno e instrumentos que serão utilizadas como parte da peça teatral, enfatizando a cultura popular nordestina, e por fim, a apresentação da peça escolhida pelos alunos. 8 TEMPO PARA A REALIZAÇÃO DO PROJETO Escola de Ensino Fundamental e Médio Marcelino Chanpagnat Série/Ano: (9º Ano) Horário Tempo (Aula) Data Aula 01 1º e 2º Tempo da Aula 02 Hora 24/04/2017 Aula 02 3º e 4º Tempo da Aula 02 Hora 25/04/2017 Apresentação do Projeto 1º, 2º e 3º Tempo Aula 03 Horas 28/04/2017 9 RECURSOS HUMANOS E MATERIAIS Os recursos utilizados para a elaboração deste projeto será através de: Data Show, Slides, Exposição de Folhetos de Cordel, encenação por parte dos alunos de algumas obras cordelistas, leitura e textos dissertativos, cartazes, Pinceis, réguas, Pátio da Escola para encenação de cordel pelos alunos e um Painel Demonstrativo com diversos textos cordelistas feitos pelos próprios alunos.
  • 14. 13 10 AVALIAÇÃO A avaliação será feita da seguinte forma: Os alunos serão divididos em grupos de no máximo cinco pessoas. No qual será passado para cada grupo textos diferentes, sendo estipulado o prazo de trinta minutos para a leitura, assim, será discutido o tema em grupo e posteriormente farão um texto dissertativo de autoria dos mesmos. Logo após serem explanados os textos para os demais da turma. No decorrer da aula, serão selecionadas algumas obras de cordel para apresentação feita por peças teatrais, os alunos serão avaliados ao final do projeto, individualmente e em grupo. CONSIDERAÇÕES FINAIS A carência ou mesmo a falta de metodologias alternativas de leitura de elementos textuais nas escolas constituem entraves para o processo de ensino e aprendizagem, principalmente quando esses elementos são de histórias vividas. Os conhecimentos literários são de suma importância para a aprendizagem, pois consiste no próprio saber científico, resultante de experiências humanas ao longo dos anos e que são produzidas e transmitidas sistematicamente para a sociedade através das gerações, não se prendendo tanto aos livros didáticos, que muitas vezes não trazem as representações de áreas locais e nem da região onde o mesmo está inserido, constituindo, assim, em entraves no ato da leitura. As questões relacionadas com a linguagem em versos e seu uso no dia-a-dia na escola passam necessariamente pelos procedimentos metodológicos adotados pelos professores na sala de aula, à medida que o uso dos versos possibilita a leitura e a compreensão mais rápida de temas amplamente utilizados pelos docentes e que fazem parte do cotidiano do educando. Na atualidade, grande parte das atividades profissionais e intelectuais necessita da escrita, dominá-la é essencial e fundamental para o desenvolvimento do ser humano e as escolas ainda enfrentam sérios problemas por reconhecer que os projetos que desenvolvem não conseguem atender os objetivos anteriormente propostos, bem como não prendem a atenção dos alunos, pois estes não tiveram
  • 15. 14 base para adquirir o hábito de ler. A Literatura de Cordel, em suas múltiplas manifestações temáticas, desperta a curiosidade e também o desejo de adentrar em um mundo de versos rimados com estrofes que instigam a imaginação de quem o escuta. Além disso, ao longo dos anos, tem sido instrumento de estímulo à prática da leitura. O cordel tem exercido grande influência no acesso à leitura por parte dos brasileiros. No passado, se concentrava principalmente no Nordeste, nas classes sociais menos favorecidas. Atualmente tem se expandido para todas as regiões do país e sido utilizado como suporte paradidático nas escolas. Um exemplo disso é a proposta de trabalhar o cordel na biblioteca escolar a partir do projeto ‘A Contribuição da Literatura de Cordel no Ensino de Língua Portuguesa’, o qual faz exaltação da cultura nordestina e busca proporcionar a aproximação entre o aluno e a leitura. São vários os tipos de leitura. Cada uma com um atrativo diferenciado para conquistar o leitor e fazê-lo se apaixonar pelas histórias contidas nos livros, pois este suporte oportuniza estes momentos. Importante também é preparar um espaço para leitura, onde o usuário sentirá que está sendo bem acolhido. Nesse sentido, Pereira justifica que, “O ideal é que a escola tenha um local destinado ao armazenamento de livros e de outros suportes impressos que permita aos alunos vivenciar a experiência da leitura em um espaço privilegiado como a biblioteca ou sala de leitura.” (PEREIRA, 2006, p. 9). Professores devem ter em mente que, não há como ensinar cordel de qualidade sem conhecer o conteúdo ao fundo. Professores que querem ensinar a matéria precisam frequentar sarais com poetas que trazem novidades do gênero. Existem autores de livros que promovem oficinas no sentido de capacitar os educadores a ensinar as futuras gerações para abastecer o número de poetas e ao mesmo tempo evoluir a tipicidade literária do Brasil. Podemos dizer que essa experiência, faz uso de materiais didáticos do cotidiano escolar para que se possa reconhecer e valorizar, respeitando a multiculturalidade do nosso país e seus significados coletivos. Experiências comunitárias presentes na produção de um Cordel, além disso, é interessante discutir com os alunos como a literatura de Cordel tornou-se mais rica e diversificada com o passar dos anos.
  • 16. 15 REFERÊNCIAS FERREIRA, M. do C. S. B.; SANTANA, I. C. N. Biblioteca escolar: estratégias para torná-la mais atraente. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 25., 2013, Florianópolis. Anais... Florianópolis, 2013. p. 1-5. BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação: Lei nº 9.394/96 – 24 de dez. 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, 1998. PCNS. Parâmetros Curriculares Nacionais. Língua portuguesa. Brasília: MEC/SEF, 1997. ARTIGO - A literatura de cordel no âmbito da educação transversa. Artigo apresentado à Universidade Estadual Vale do Acaraú como requisito avaliativo da disciplina Estágio Supervisionado II do Curso de Licenciatura em Português.