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PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTARÉM
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E DESPORTO – SEMED
ESCOLA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL
“IRMÃ LEODGARD GAUSEPOHL”
INEP 15574636
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO ESCOLAR
2018/2019/2020
Gestor (a): Maria Elizabeth dos Santos Fernandes
Coordenador (a) Pedagógico (a): Doriane Maria Ezaquiel da Silva
Secretário(a): Adson Alexandre dos Santos Tavares
Endereço: Rua Uruará, S/N – CEP: 68015-280 Bairro: Uruará
Telefone: (93) 99135-1382 / 99129-8583 (direção) - Santarém/PA
E-mail: escolaleodgard.stm@gmail.com
Santarém- Pará
2018
1
PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTARÉM
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E DESPORTO – SEMED
ESCOLA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL
“IRMÃ LEODGARD GAUSEPOHL”
INEP 15574636
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO ESCOLAR
2018/2019/2020
EQUIPE ELABORADORA DO PPP
Maria Elizabeth dos Santos Fernandes
Gestora
Doriane Maria Ezaquiel da Silva
Coordenadora Pedagógica
Adson Alexandre dos Santos Tavares
Secretário
Santarém- Pará
2018
2
SUMÁRIO
1 CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA ..........................................................................3
2 APRESENTAÇÃO DA VISÃO, MISSÃO, OBJETIVOS E METAS...........................5
2.1 VISÃO .....................................................................................................................5
2.2 MISSÃO ..................................................................................................................5
2.3 OBJETIVOS ............................................................................................................5
2.4 METAS...................................................................................................................5
3 JUSTIFICATIVA.........................................................................................................6
4 FUNDAMENTOS .......................................................................................................8
4.1 FUNDAMENTOS POLÍTICOS.................................................................................8
4.2 FUNDAMENTOS ÉTICOS .....................................................................................8
4.3. FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICOS..............................................................10
5 PRESSUPOSTO METODOLÓGICO .......................................................................11
6 PRESSUPOSTO DE AVALIAÇÃO..........................................................................12
6.2 FASES DA AVALIAÇÃO .......................................................................................12
6.2.1 Avaliação Diagnóstica ....................................................................................13
6.2.2 Avaliação Qualitativa .......................................................................................14
6.2.3 Avaliação Quantitativa.....................................................................................14
6.2 AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM ......................................................................15
6.3 AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL..............................................................................16
6.4 AVALIAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO.......................................17
7 PROPOSTA CURRICULAR ....................................................................................18
8 PROPOSTA DE FORMAÇÃO CONTINUADA ........................................................21
9 PROPOSTA DE AÇÕES DESENVOLVIDAS COM A COMUNIDADE ..................24
10 PLANO DE AÇÃO .................................................................................................26
REFERÊNCIAS...........................................................................................................30
APRÊNDICES ............................................................................................................31
3
1 CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA
A Escola Municipal de Ensino Fundamental Irmã Leodgard Gausepohl,
localiza-se na Rua Uruará, s/n, na cidade de Santarém, Estado do Pará Brasil,
inaugurada no dia 10 de março de 2003, na Administração do Prefeito Joaquim de
Lira Maia e na gestão da Diretora Simone Patrícia Alves de Sousa. O nome da
escola se deu em homenagem a Irmã Leodgard Gausepohl que se constituiu num
modelo de dedicação ao próximo, que por seu trabalho social, teve impacto perene
em nossa história, haja vista que foi uma grande personalidade pública que, neste
século, ocupou posição de destaque em nossa comunidade.
A estrutura física da escola iniciou em alvenaria, com dois pavilhões, oito
salas de aula, secretaria, sala dos professores, cozinha, depósito de alimentos, dois
banheiros e posteriormente, a escola foi contemplada com uma quadra de esportes.
A matrícula inicial foi de 462 alunos do ensino regular, mais 127 alunos da Educação
Infantil, que funcionava nas escolas anexas Chapeuzinho vermelho, localizada na
Rua Nossa Senhora da Conceição e Cantinho Mágico localizado na Rua Gonçalves
Dias.
Em 2010 a escola teve como diretora a Roseli Evangelista da Silva e passou
novamente por ampliação durante a gestão da Prefeita Maria do Carmo, com a
construção do laboratório de informática, sala do Projeto UCA, sala do Mais
Educação e a Maloca
Em 2015 a escola atendeu 617 discentes, onde os mesmos na sua maioria
eram oriundos do próprio bairro como também de bairros adjacentes como Área
Verde, Santana e Prainha. O alunos eram de família na maioria de classe baixa, que
tiravam o sustento da pesca como também da agricultura.
O bairro possui apenas duas escolas municipais, Irmã Leodgard e Aderbal
Tapajós. O referido bairro surgiu de invasões e por isso, sua situação sócio
econômica é muito difícil, onde os pais deixam os filhos sozinhos com um irmão
mais velho ou com avós e saem para trabalhar e só voltam a noite. Essa é a
realidade vivenciada por nossos alunos.
Com a vinda do PAC, houve mudança tanto na infraestrutura como na
situação econômica, muito embora ainda haja famílias enfrentando problemas
sociais como as drogas, o desemprego, a violência, prostituição, entre outros.
4
A escola é mantida pela Secretaria Municipal de Educação e Desporto
(SEMED), e também com os recursos do Governo Federal (PDDE, PDE e Mais
Educação). A mesma funciona nos turnos matutino e vespertino, ofertando os
seguintes níveis de ensino: Educação Infantil (Pré-Escola), Ensino Fundamental (1º
ao 5º Ano) e a modalidade de Educação Especial.
A escola, neste ano de 2018 tem em seu quadro 39 servidores sendo: 12
docentes especialistas, 11 graduados, 04 graduandos, 05 ensino médio e 06 com
ensino fundamental. As turmas estão assim distribuídas:
Educação Infantil: 05 turmas de Pré-escola:
 02 turmas de Pré I
 03 turmas de PréII
Ensino Fundamental:
 04 turmas de 1º Ano
 05 turmas de 2º Ano
 04 turmas de 3º Ano
 03 turmas de 4º Ano
 02 turmas de 5º Ano
Atualmente a estrutura física da escola possui: uma secretaria que funciona
também como sala de direção, sala dos professores com banheiro, sala do
PROUCA (PROGRAMA UCA), 10 salas de aula, 01 sala e 01 maloca para a
realização das oficinas do Programa Mais Educação, 01 laboratório de informática,
01 cozinha, 01 depósito de alimento, 01 depósito de guardar as louças, 01 depósito
para guardar os instrumentos da fanfarra, 01 área coberta, 6 sanitários para os
alunos e 01 quadra não coberta, 01 passarela, 01 transformador de energia elétrica.
Já passaram por esta instituição de ensino os seguintes gestores:
2003 a 2006 – Simone Patrícia Alves Sousa (Diretora)
2003 – Teodora Maria Siqueira Viana (Vice – Diretora)
2004 – Silvia da Silva Pinho (Vice – Diretora)
2006 a 03/ 2012 – Roseli Evangelista da Silva (Diretora)
2006 – Sônia Maria Passos (Vice – Diretora)
2007 a 03/2012 – Elana Petronila Portela Wanzeler (Vice – Diretora)
2012 – Elana Petronila Portela Wanzeler (Diretora)
04/2012 – Eliana Maria dos Santos Neves (Vice-Diretora)
2013ao período atua l- Maria Elizabeth dos Santos Fernandes (Diretora)
5
Em 2017 os resultados alcançados foram 92,8% de aprovação, 7,2% de
reprovação e 0% de evasão. E o último IDEB alcançado de 2017 foi 5.0.
2. APRESENTAÇÃO DA VISÃO, MISSÃO, OBJETIVOS E METAS
2.1 VISÃO
Ser um espaço de referência municipal e nacional, contribuindo para a
melhoria das condições de aprendizagem aos nossos educandos, assegurando
educação de qualidade em parceria com a comunidade.
2.2 MISSÃO
Primar pela qualidade do ensino, promovendo a formação de um cidadão
crítico, reflexivo, participativo, consciente e transformador da comunidade em que
vive.
2.3 OBJETIVOS
 Criar parcerias que favoreçam a integração entre escola, comunidade e famílias;
 Melhorar o desempenho dos professores;
 Priorizar atendimento aos alunos com distorção idade/série;
 Promover a participação dos pais e da comunidade nas ações desenvolvidas no
âmbito institucional;
 Fortalecer as parcerias com instituições públicas para a garantia da segurança e
da proteção à criança;
 Reduzir o grande índice de infrequência e evitar a incidência de evasão escolar.
2.4 METAS
METAS DA ESCOLA 2018 2019 2020
Garantir os 200 dias letivos e 800 horas de atividades
pedagógicas.
100% 100% 100%
Manter o índice de frequência dos professores da Educação
Infantil (Pré I e Pré II) e do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano).
99,5% 99,5% 99,5%
6
Elevar o índice de frequência dos alunos da Educação Infantil (Pré
I e Pré II) e do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano).
88% 88,5% 89%
Elevar o índice de aprovação dos alunos do 2º ao 5º ano do
Ensino Fundamental.
97,2% 97,3% 97,5%
Manter o índice de alfabetização dos alunos matriculados no 2º
ano do ensino fundamental.
92% 92% 92%
Manter o indicativo de evasão escolar dos alunos da Educação
Infantil (Pré I e Pré II) e do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano).
0% 0% 0%
Reduzir o índice de alunos com distorção idade/série do 1º ao 5º
ano do Ensino Fundamental.
3% 2,5% 2%
Garantir a participação das famílias nas atividades escolares do
ano letivo.
95% 95,3% 95,5%
3 JUSTIFICATIVA
O Projeto Político Pedagógico é um documento norteador de ações propostas
a serem realizadas na escola a partir de um processo coletivo e democrático, que
tem como objetivo demonstrar a importância desse instrumento de trabalho no
âmbito escolar.
A escola tem autonomia e deve assumir o compromisso de construir seu
Projeto Político Pedagógico (PPP), embasado nos princípios da democracia, sendo
que os sujeitos participantes desse processo precisam ter o entendimento e
compreensão do que se pretende alcançar para a escola, pois é através da
participação que as pessoas sentem-se incluídas, responsáveis, valorizadas e
respeitadas como sujeitos pensantes e atuantes.
A partir desse contexto, deve ficar bem claro que o PPP para repercutir na
vida dos alunos, precisa necessariamente repercutir também na vida de todos os
integrantes da escola, buscando a participação de todos os agentes escolares.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9394/96) ressalta em
vários de seus artigos a importância desse instrumento dentro do âmbito escolar. No
Artigo 15, a LDB concede a escola progressivos graus de autonomia pedagógica,
administrativa e de gestão financeira, dando um espaço de liberdade e
responsabilidade para elaborar seu próprio plano de trabalho, definir seus rumos e
planejar suas atividades de modo a responder as demandas da sociedade, respalda
7
à escola a construção de sua identidade e à equipe escolar uma atuação que a torna
sujeito histórico de sua própria prática.
De acordo com a LDB 9394/96 no Título IV: Da organização da Educação
Nacional assegura que o PPP:
Artigo 12, Inciso I: Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas
comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de: elaborar e
executar sua proposta pedagógica;
No inciso VII: rege informar os pais e responsáveis sobre a frequência e
rendimento dos alunos, bem como sobre as execuções de sua proposta
pedagógica.
No Artigo 13, inciso I, diz que: os docentes incumbir-se-ão de participar da
elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino, no
inciso II, define a elaboração e o cumprimento do plano de trabalho,
segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino.
No artigo 14, Inciso I: os sistemas de ensino definirão as normas, a gestão
democrática e a participaçãodos profissionais da educação na elaboração
do PPP da escola. (BRASIL, 1996.)
Considerando o espaço escolar como um ambiente dinâmico e transformador,
entende-se a necessidade de avaliar e atualizar o seu PPP como um documento
oficial que vai direcionar a realização das atividades a serem desenvolvidas na
escola Irmã Leodgard Gausepohl.
Este documento possibilita uma nova visão a todos que compõe a
comunidade escolar dando maior autonomia para escola e proporcionando uma
vivência democrática que possibilita a todos interagirem nas decisões a serem
desenvolvidas no campo educacional.
Não há autonomia da escola sem autonomia dos indivíduos que a
compõem. Ela é, portanto, o resultado da ação concreta dos indivíduos que
a constituem, no uso das suas margens da autonomia da escola em
abstrato fora da ação autonomia organizada dos seus membros.
(BARBOSA, 1996, p. 186).
O PPP é responsabilidade de todos que fazem parte da comunidade escolar
e exige um processo ativo e participativo no qual todos os envolvidos podem
expressar suas ideias, propiciando um espaço aberto para o diálogo. Visto que a sua
construção é gradativa, isto é, aos poucos vai se estruturando e ampliando
ganhando corpo e consistência. Dessa forma, a escola deve repensar e implementar
o que é melhor para assegurar o sucesso do seu projeto, de acordo com suas
possibilidades e limites.
4 FUNDAMENTOS
8
4.1 FUNDAMENTOS POLÍTICOS
A Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Irmã
Leodgard Gausepohl desenvolve suas ações educacionais fundamentadas nas
Legislações em vigor, como Constituição Federal de 1988, Lei de Diretrizes e Bases
da Educação L.D.B nº 9.394/1996, Lei nº 8.069/1999 Estatuto da Criança e do
Adolescente, Lei nº 11.114/2005 e Lei nº 11.274/2006 que estabelece o Ensino
Fundamental de 09 (nove) anos, Lei de Gestão Democrática nº 17.866/2004, Lei nº
10.639/2003 que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-brasileira e
Africana, Lei nº 9.795/1999 que estabelece a Educação Ambiental, Lei nº
13.005/2014 que estabelece o Plano Nacional de Educação, Lei nº 19.829/2015 do
Plano Municipal de Educação.
A escola se fundamenta também nas Resoluções do Conselho Municipal
de Educação CME/STM, no Regimento Escolar da Rede Municipal de Ensino,
aprovado pela Resolução nº 005 de 30/03/2010 e Matriz Curricular (Resolução nº
006 de 30/03/2010) e nas normas da SEMED (Secretaria Municipal de Educação e
Desporto) que asseguram o desenvolvimento da Educação Infantil e Fundamental
no Município de Santarém – Pará.
4.2FUNDAMENTOS ÉTICOS
A questão ética é de suma importância em qualquer ambiente profissional
e pessoal. Segundo os estudiosos a ética profissional é um conjunto de normas
éticas que formam a consciência do profissional e representam imperativos de
sua conduta. Segundo Saviani (2000, p. 53):
Os valores éticos ou morais se constituem, em suma, num processo de
caráter educativo. A educação emerge, pois, como uma mediação através
da qual os indivíduos tomam consciência da moralidade de suas ações
elevando-a ao nível ético, isto é, à compreensão teórica de seus
fundamentos, critérios, regras e princípios gerais.
Diante da relações com o mundo e com as pessoas foram criados os
valores como referência para as atitudes, escolhas, preferências e decisões
ocorridas no âmbito da cultura e das relações sociais.
9
Nesse contexto entende-se que os valores não existem por si só, mas em
função das relações que os homens estabelecem com a realidade e consigo
mesmo, de onde decorrem os significados para os objetos, costumes, crenças,
necessidades, interesses, princípios, ações e regras que norteiam formas de
comportamento individuais e coletivas.
Nesse sentido trabalhar os valores éticos e morais dentro da escola pode
ser o diferencial nas relações interpessoais, na tomada de decisões e ações que irão
alavancar o processo educativo. Pensando nisso a escola almeja e instrui seus
colaboradores, clientela de alunos e comunidade ao desenvolvimento dos seguintes
princípios éticos e morais:
 Igualdade
Procura-se agir com equidade sem distinção de raça, cor ou posição social.
 Responsabilidade
Estimula-se cada envolvido no processo educativo a assumir com
responsabilidade e compromisso suas decisões e ações.
 Estética
Valoriza-se a ambiência pedagógica da escola e trabalhamos para a melhoria
dos espaços físicos da mesma.
 Inovação
A escola busca inovar sua prática por meio de ações pedagógicas criativas,
transformadoras na execução dos projetos existentes na escola.
 Compromisso
Educar para a vida, formar cidadãos críticos, conscientes, esse é um
compromisso assumido pela instituição.
 Excelência
Busca-se a cada dia aprimorar a qualidade dos serviços oferecidos pela
escola, no que concerne à educação, valorizando o profissionalismo dos
colaboradores.
 Respeito
Ser capaz de respeito é, hoje em dia, quase tão raro como ser digno de
respeito. E é por isso que prioriza-se o respeito à dignidade das pessoas
envolvidas no processo educativo, dentro desta instituição.
 Participação
10
Dar ênfase à ação coletiva na rotina escolar é também o papel da escola,
buscando parcerias com a comunidade, instâncias de apoio às crianças, por
meio do Conselho Tutelar, CRAS/Santana, Polícia Militar e Programa Bolsa
Família.
4.3 FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICOS
A Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Irmã
Leodgard Gausepohl fundamenta seu processo de trabalho na concepção
Progressista Crítico Social dos Conteúdos idealizada pelo educador José Carlos
Libâneo (2002), o qual em seu livro “Democratização da Escola Pública” defende um
modelo de escola mais concentrada nas classes sociais menos favorecidas, onde os
métodos de ensino devem ser pautados no estímulo ao desenvolvimento da
consciência crítica de cada indivíduo a fim de despertá-lo para que se torne um
agente transformador da sociedade.
A educação na Concepção Progressista Crítico Social dos Conteúdos deve
servir como instrumento de luta para a compreensão e transformação dos conceitos
sociais. Portanto, acredita-se que os sujeitos só serão capazes de compreender e
transformar a realidade quando se apoderarem do conhecimento necessário para tal
ação.
Neste sentido, esta instituição acredita nos seguintes conceitos de:
1. Sociedade – espaço onde se deve primar pelos princípios de democracia,
ética, solidariedade, justiça, igualdade de direitos e liberdade de expressão;
2. Educação – processo de progressão do ser humano nos seus aspectos bio-
psico-sociais que possibilite a formação de sujeitos pensantes e criativos para a
construção de uma sociedade justa e fraterna;
3. Escola – ambiente de interação entre culturas, ciência, arte e saberes que
conduzam os alunos no desenvolvimento de suas competências e habilidades para
viverem com dignidade na sociedade;
4. Homem – cidadão crítico, participativo, responsável e criativo, em constante
processo de desenvolvimento humano, solidário nas relações com a natureza e com
seus semelhantes; aberto aos conhecimentos, conscientes de seus direitos e
deveres, para compreender a realidade e transformá-la.
5 PRESSUPOSTO METODOLÓGICO
11
A linha de trabalho das atividades na Escola Irmã Leodgard é baseada na
Tendência Pedagógica Progressista Crítico-Social dos Conteúdos, a qual se
fundamenta nos estudos de Libâneo, Saviani, Manacorda e outros. Essa tendência
tem como característica fundamental segundo a difusão dos conteúdos. Dessa
forma, “os conteúdos culturais universais que se constituíram em domínios de
conhecimentos relativamente autônomos, incorporados pela humanidade, mas
permanentemente reavaliados face às realidades sociais”.
Para garantir a todos os educandos acesso, permanência e aprendizagem
com sucesso, faz-se necessário refletir sobre a escola que temos, para avançarmos
em direção a escola que queremos, o que significa uma articulação e participação
ativa de todos os sujeitos que formam a comunidade escolar. É necessário ainda
promover uma integração entre ensino-aprendizagem, o conteúdo-realidade, gestão
democrática, trabalho coletivo, vida escolar e vida dos alunos.
A prática de todo professor mesmo de forma inconsciente, sempre pressupõe
uma concepção de ensino e aprendizagem e determina sua compreensão dos
papéis de professor e aluno, da metodologia da função social da escola e dos
conteúdos a serem trabalhados.
Para Libâneo (2010), o primeiro compromisso da atividade profissional de ser
professor (o trabalho docente) é certamente de preparar os alunos para se tornarem
cidadãos ativos e participantes na família, no trabalho e na vida cultural e política. O
trabalho docente visa também a mediação entre a sociedade e os alunos. Ele afirma
que, como toda a profissão, o magistério é um ato político porque se realiza no
contexto das relações sociais.
Nessa perspectiva a Escola Irmã Leodgard Gausepohl, tem como princípios teóricos
norteador de aprendizagem, à tendência Progressista Crítico-Social dos Conteúdos,
que acentua a primazia das temáticas no seu confronto com as realidades sociais.
A atuação da escola consiste na preparação do aluno para o mundo e suas
contradições, fornecendo-lhe instrumento para uma participação organizada e ativa
na democratização da sociedade, pois na visão da referida tendência pedagógica
admite-se o princípio da aprendizagem significativa, partindo do que o aluno já sabe.
Cabe ao professor escolher os conteúdos mais significativos para o aluno, os quais
passam a contribuir na sua formação profissional. A atividade didático-pedagógica
relaciona a experiência vivida pelos alunos com os conteúdos a serem
12
desenvolvidos. É importante que o professor compreenda o que o aluno diz e faz da
mesma maneira que é importante que o aluno compreenda o que o docente está
querendo dizer.
6 PRESSUPOSTO DE AVALIAÇÃO
A avaliação no contexto escolar assume um papel muito importante. Ela é o
meio de ajudar a escola a cumprir uma função social transformadora. Para que a
avaliação passe a fazer parte do processo de aprendizagem do aluno, é preciso
reconstruir o significado da ação avaliativa, no sentido de ser um acompanhamento
permanente do desenvolvimento do aluno.
A avaliação contribui para a organização dos conhecimentos e determinação
da utilidade dos mesmos, estimulando a assimilação sólida e consciente,
favorecendo o interesse e ampliando as possibilidades de transferência para
situações reais da vida. Este conhecimento se dá mediatizado pelo professor,
quando esclarece para o aluno os enfoques a serem seguidos, os princípios
ideológicos que defende e a política educacional que é favorável.
Dentro das novas concepções orientadas pelos processos do sistema
globalizados, a política educacional a partir dos anos 90, atribui várias alterações na
legislação do sistema de ensino, entre elas a LDB 9.349/96, as Diretrizes
Curriculares para Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e
adultos (EJA). A escola através da formação continuada pretende desenvolver uma
cultura que de fato avalie, onde o professor compreenda primeiro que a prática
avaliativa não está dissociada do contexto do trabalho pedagógico.
É necessário que a avaliação passe a ser vista como mediação entre ensino
do professor e a aprendizagem do aluno, pois esta é o fio da comunicação entre as
formas de aprender considerando que os alunos aprendam diferentemente porque
tem história de vida diferente, são sujeitos históricos, e isso condiciona a sua relação
com o mundo e influência sua forma de aprender.
6.1FASES DA AVALIAÇÃO
Entendemos que a sala de aula deve ser um local de interação sujeito /objeto/
realidade com a mediação do professor, em que o aluno seja capaz de produzir seu
13
conhecimento e de pesquisar. Isso se aprende a partir de situações e conteúdos
concretos, que devem abranger os conteúdos históricos - sociais, com o objetivo
maior de uma melhor qualidade de vida no meio em que vive, tornando- se o
educando um sujeito participativo e comprometido com a sua realidade.
A Escola Irmã Leodgard Gausepohl visa o desenvolvimento integral do aluno,
compreendendo-o como um sujeito bio-psico-social-espiritual. A avaliação no
contexto escolar assume um papel muito importante. Ela é o meio de ajudar a escola
a cumprir uma função social transformadora.
Não podemos negar que o aspecto quantitativo é uma exigência legal, no
entanto, podemos olhá-lo de outra forma, pois é fundamental que, a quantidade
enquanto um indicador, esteja a serviço da qualidade de uma proposta educacional,
assim sendo os aspectos qualitativos devem sobrepor-se aos aspectos quantitativos.
Porém, o que deve ser realmente avaliado é a aprendizagem dos discentes, de que
forma estão aprendendo e se estão lendo e interpretando através dos métodos
linguísticos.
A avaliação oportuniza condições para que o educando se torne um sujeito
crítico, participativo, responsável, comprometido e ciente da importância e da
necessidade do seu envolvimento no processo de aprendizagem. Oferece trabalhos
diversificados que abrangem todas as disciplinas, através de desafios individuais ou
coletivos, onde o aluno participa ativamente refletindo, construindo o seu
conhecimento e elaborando suas hipóteses durante a investigação do tema
escolhido para o projeto de estudo.
Nesse sentido, a avaliação organiza-se em três dimensões:
6.1.1 Avaliação Diagnóstica
A avaliação diagnóstica é um precioso instrumento para o alfabetizador, pois
possibilita que o aluno reflita sobre o que já é capaz de ler, escrever, compreender,
opinar. Para o educador, avaliar e fazer a intervenção pedagógica é necessário que
haja periodicidade na aplicação dessas avaliações e que registre todo o processo de
apropriação da escrita que o mesmo observou em cada criança, nesse e em outros
instrumentos que utiliza, analisando o avanço dos alunos em suas aprendizagens ou
se ainda há necessidade de intervenção. Sugere-se que os professores não se
prendam apenas num tipo de instrumento, mas que varie, recorrendo a estratégias
14
menos formais, como a observação diária dos alunos.
A avaliação diagnóstica deve contemplar a produção de escrita e leitura. É
fundamental que o aluno leia o que escreveu para que seja observado se ele
estabelece relação entre o que escreveu e o que leu, e entre a fala e escrita.
6.1.2 Avaliação Qualitativa
A avaliação formativa permite aos educandos conhecer o seu rendimento
durante o processo de aprendizado e ajuda os professores a atenderem as
necessidades individuais de seus alunos por meio de um ensino diferenciado.
Avaliação só tem sentido para a aprendizagem, quando os resultados permitem ao
aluno continuar progredindo, e isto só será possível quando a avaliação dos
resultados que se transmite ao aluno for feita com relação a suas capacidades e ao
esforço realizado. “Este é provavelmente o único conhecimento que é preciso saber
com justiça, já que é o que permite promover a autoestima e a motivação para
continuar.” (ZABALA,1998, p.103).
É de fundamental importância que se desenvolvam na escola as habilidades
necessárias para se adquirir um aprendizado duradouro, pois, ao empregar
estrategicamente as avaliações formativas, os alunos desenvolvem capacidades
para se tornarem aprendizes autossuficientes à (aprender a aprender).
6.1.3 Avaliação Quantitativa
Pensando na prática de avaliação, sabemos que ela tem sido tratada como ato de
atribuir ao aluno uma nota ou um conceito. Nessa perspectiva em que é executada,
conforme Hadji, a avaliação serve para medir o desempenho dos alunos. A nota é
um dos indicadores que demonstram se os alunos estão ou não atingindo os
objetivos.
Os alicerces da avaliação são valores construídos por uma escola. Diante
disso, fez-se os seguintes questionamentos: Que educação pretendemos? Que
sujeito pretendemos formar? O que significa aprender, nesse tempo, nessa escola?
A avaliação determina o grau de domínio do aluno em uma área de
aprendizagem, que permite qualificação que, por sua vez, pode ser utilizada como
um sinal de credibilidade da aprendizagem realizada.
15
A avaliação somativa contêm informações úteis aos professores e alunos, e
requer que reservem um tempo para analisá-las. Os professores podem detectar
falhas que devem ser corrigidas nas unidades futuras. Os alunos podem identificar
áreas problemáticas e estabelecer metas de aprendizado futuro.
6.2 AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
A escola deve estar atenta para os seguintes aspectos no processo de
avaliação da aprendizagem: Que sujeito pretende-se formar? O que estão
aprendendo? Por que não estão aprendendo? Quais os pontos que apresentam
mais dificuldades? O que fazer para que os alunos adquiram as aprendizagens
fundamentais? Será que as metodologias desenvolvidas em sala de aula estão
adequadas ao conteúdo ensinado? Quais as dificuldades dos professores para
ensiná-los? São algumas das perguntas que devem ser formuladas pelos
professores, no processo avaliativo.
Outro processo que a escola precisa rever é como avaliar o ensino-
aprendizagem dos alunos. Para Mendes (2002, p.67), “o valor da avaliação não está
no instrumento em si, mas no uso que se faça dele”. Partindo desse contexto, para
que uma avaliação possa desempenhar as funções que a educação moderna exige,
faz-se necessário o uso combinado de várias técnicas e instrumentos de avaliação
que permitam ao professor deduzir o que o aluno aprendeu.
Neste contexto, as crianças da Educação Infantil e do Ensino Fundamental do
1º Ano serão avaliadas conforme Regimento Escolar da Rede Municipal de Ensino:
Artigo 96, Parágrafo único: A avaliação na Educação infantil acontecerá de
forma sistemática e contínua ao longo de todo processo de aprendizagem
do aluno.
Artigo 103, parágrafo 3º: No 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos
realizar-se-á a avaliação qualitativa por meio de parecer, ficha de
acompanhamento, portfólio, matriz de habilidades. (Santarém, 2010. p.48 e
49)
Portanto, as crianças da Educação Infantil e do 1º ano do Ensino
Fundamental o processo avaliativo será feito de forma diferenciada, onde o
professor avaliará os saberes conquistados pelos alunos através de registros no
caderno de aproveitamento, do acompanhamento individual e de outros
instrumentos de acordo com as legislações vigentes.
16
A avaliação do desempenho escolar dos alunos do 2º ao 9º ano do Ensino
Fundamental serão efetivadas bimestralmente, podendo o professor utilizar os
seguintes instrumentos: provas, testes, trabalhos individuais e em grupos,
pesquisas, simulados,atividades extraclasse, etc.
Quanto maior for a amostragem dos recursos disponíveis de avaliação em
sala de aula, mais perfeito será a obtenção dos dados. Sabe-se que a avaliação
deve ser constante e contínua, com essa visão, a escola, em consonância com seus
educadores definiu que para o Ensino Fundamental do 2º ao 9º ano será da seguinte
forma: 60 pontos serão atribuídos para exame bimestral e 40 pontos serão
distribuídos entre outras avaliações quantitativas e qualitativas, respeitando a LDB
9394/96, Regimento Municipal e o Projeto Político Pedagógico da Escola.
A recuperação paralela será feita mediante os resultados colocados em
discussão no Conselho Escolar, podendo ser modificada se houver necessidade,
obedecendo a LDB 9496/96, regimento unificado aprovado para escolas da rede
municipal de ensino, e ao regimento escolar interno, acontecerá nos meses de junho
e dezembro.
6.3 AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL
O sistema de ensino atual é um processo democrático, sendo assim, a escola
tem necessidade de se avaliar e de ser avaliada externamente e internamente
devido ao caráter público de suas ações.
A avaliação institucional é também uma maneira de estimular a melhoria do
desempenho e evitar que a rotina descaracterize os objetivos fundamentais que são
os resultados das ações educativas da escola.
Com objetivo de melhorar a qualidade dos serviços prestados a comunidade
escolar, a escola realiza anualmente a avaliação de desempenho dos funcionários
através de questionários que são aplicados aos docentes, conselho escolar e gestão
escolar. Visando assim, um melhor desempenho das funções. Os resultados são
tabulados e socializados com a comunidade escolar através da Secretaria de
Educação Municipal.
A avaliação do desempenho dos professores tem sido bastante utilizada pelas
instituições de ensino. Na escola Irmã Leodgard a avaliação do ensino-
aprendizagem realiza-se constantemente através de relatórios, visitas das
17
mediadoras da Semed e pedagogas da escola. Os resultados dessa avaliação são
socializados em reuniões com os professores.
A avaliação tem como objetivo examinar o desempenho dos professores a
autorreflexão para que eles possam conscientizar-se de suas práticas educativas e
tenham condições de realizar uma auto-avaliação do seu desempenho em sala de
aula, e neste sentido elevar a qualidade do ensino.
Visando uma nova prática de gestão escolar, democrática e participativa a
equipe gestora da nossa escola é avaliada anualmente através de relatórios e
questionários que são aplicados aos docentes, pais, funcionários e conselho escolar.
Os resultados são tabulados e expostos à comunidade escolar e encaminhado à
secretaria de educação.
A sociedade brasileira tem acompanhado, nos últimos anos, discursos que
defendem a aplicação de testes educacionais unificados nacionalmente, com
objetivo de aferir o desempenho dos alunos nos diferentes graus de ensino, para
controlar a qualidade de ensino ministrado nas escolas brasileiras. Entretanto, a
determinação de critérios de avaliação revela a posição, as crenças e a visão de
mundo de quem a propõe.
Os exames nacionais em vigor enfatizam a medição do desempenho escolar
por meio de testes padronizados, o que os vincula a uma concepção objetivista de
avaliação. Tendo em vista os alicerces da avaliação são os valores construídos por
uma escola, e o ponto mais importante a ser levado em consideração pelo professor,
em um processo de avaliação é o aluno.
6.4 AVALIAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO
O Projeto Político Pedagógico será avaliado no início de cada ano letivo,
considerando a missão, a visão, os objetivos e metas estabelecidos, no intuito de
redirecioná-lo, se for necessário. Será feita por meio da aplicação de questionários:
aos pais, alunos, professores e funcionários, buscando o grau de satisfação quanto
aos segmentos e projetos relacionados à escola. O procedimento de avaliação
deverá ser coordenado pelo Conselho Escolar, sendo o colegiado, responsável pela
convocação da comunidade escolar para exercer sua democracia.
A avaliação servirá também para rever constantemente o processo e a prática
pedagógica, sendo, o erro, um ponto de reflexão, levando a instituição ao desafio de
18
buscar soluções e melhorias. Os resultados da avaliação auxiliarão nas tomadas de
decisões futuras.
7 PROPOSTA CURRICULAR
A Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Irmã
Leodgard Gausepohl atende os seguintes níveis de ensino: Educação Infantil e
Ensino Fundamental e fundamenta-se nas legislações, normas, diretrizes e
documentos nacionais e locais que norteiam as propostas curriculares em vigor
como: LDB 9394/96, Referenciais Curriculares Nacionais, Parâmetros Curriculares
Nacionais – PCNs, Plano de Ensino SEMED, Matrizes Curriculares dos níveis de
ensino, assim como das diretrizes curriculares para educação das relações
etnicorraciais e para o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana,
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil.
A alteração feita na LDB (Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional) por
meio da lei nº 12.796, de 14 de abril de 2013, essa regulamentação oficializada a
mudança feita na Constituição por meio da Emenda Constitucional nº 59 em 2009.
Os pais ficam responsáveis por colocar as crianças na educação infantil a partir dos
4 anos e por sua permanência até os 17 anos. Já os municípios e os estados tem
até o ano de 2016 para garantir a inclusão dessas crianças na escola pública.
Conforme Libâneo (2009), o currículo escolar representa o cruzamento de
culturas, constituindo espaço de síntese, uma vez que a cultura elaborada se articula
com os conhecimentos e as experiências concretas dos alunos em seu meio social e
com a cultura dos meios de comunicação, da cidade e de suas práticas sociais.
Dentre as propostas curriculares neste educandário, garantido pela LDB nº
9.394/96, os direitos da criança foram incorporados a Educação Infantil como sendo
o primeiro nível da Educação Básica. Em determinação da LDB e em consonância
com o Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil (RCNEI, 2008).
A escola Irmã Leodgard Gausepohl prima pelo trabalho voltado para
propostas educacionais através do brincar, cuidar e do educar. Em se tratando de
currículo, a LDB em seu artigo 26, estabelece que:
Os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional
comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e
estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas
19
características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e
da clientela.
No artigo 26, parágrafo 1º da LBD ressalta a importância do currículo no
ensino: “Os currículos a que se refere o caput devem abranger, obrigatoriamente, o
estudo da língua portuguesa e da matemática, o conhecimento do mundo físico e
natural e da realidade social e política, especialmente do Brasil”.
Outra proposta curricular que a escola está inserindo no sistema educacional
é o ensino através das TICs (Tecnologias, Informação e Comunicação), com a
inclusão do PROUCA (Programa Uca). Principalmente porque neste momento da
história do Brasil o Projeto Uca (Um Computador por Aluno) que era uma medida
provisória passa a ser Lei. A Lei nº. 12.249 de 10 de junho de 2010, entretanto se
faz necessário que este programa seja uma lei válida na prática, para que de fato as
TICs sejam utilizadas na prática pedagógica do professor, no cenário educacional
brasileiro.
Sabe-se que o ProUca faz parte do Plano de Desenvolvimento da Educação
(PDE) que contempla entre suas metas, a disseminação do uso pedagógico da
tecnologia digital. As ações previstas são inseridas no contexto político-pedagógico
de qualificação da educação, construção das competências amplas da cidadania e
do desenvolvimento humano. Considerando a importância da tecnologia digital
como ferramenta pedagógica na educação contemporânea, pelas suas múltiplas
possibilidades de aprendizado.
O ProUca (Programa Uca) foi inserido na Escola Municipal de Ensino
Fundamental Irmã Leodgard Gausepohl. Projeto esse que é do Governo Federal em
parceria com a Secretaria Municipal de Educação e Desporto – SEMED, como
Instituição Educacional pioneira no município de Santarém.
Diante da grande responsabilidade social e educacional que a escola está
inserindo em sua prática docente a partir do Projeto Uca, se faz necessário que a
escola propicie aos educandos o acesso a essa nova tecnologia e às suas múltiplas
linguagens de acordo com a adequação e reformulação do seu Plano Político
Pedagógico, assim como apresentar a comunidade escolar, a proposta dessa
inovação na prática docente, buscando o apoio da comunidade escolar, do NIE
(Núcleo de Informática Educativa), da SEMED com a parceria de um técnico de
informática para manutenção dos laptops educacionais na escola e uma professora
20
facilitadora para nos dar suporte nas atividades desenvolvidas. Hoje, conta-se com a
parceria do PIBID de informática da Universidade Federal do Oeste do Pará.
A Escola Municipal de Ensino Fundamental Irmã Leodgard Gausepohl
funciona nos turnos matutino e vespertino, com turmas organizadas de forma mista,
respeitando os aspectos cognitivos e idade do aluno. Tem-se educandos especiais,
que são inclusos nas turmas, os quais recebem atendimento educacional
especializado da Secretaria Municipal de Educação e Desporto–SEMED. De acordo
com a LBD artigo 58 § 1º: Haverá, quando necessário, serviços de apoio
especializado, na escola regular para atender às peculiaridades da clientela de
educação especial.
O Ensino Religioso, obrigatório de acordo com a Lei nº 9.475 de 22 de julho
de 1997, que dá nova redação ao art.33 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de
1906, é realizado de forma ecumênica, com professores da própria escola,
respeitando a liberdade de expressão religiosa dos discentes.
A escola também se preocupa com a formação integral de seus alunos
através de projetos com temas transversais como o “Projeto Família na Escola”, que
contribui para a formação de valores éticos, morais e espirituais da comunidade
escolar, além de ser voltado para o ensino aprendizagem contextualizando a
educação.
Em cumprimento a Lei Municipal nº 18.034/2006, que tornou obrigatória a
Educação Fiscal como tema transversal nas escolas públicas e particulares de
Santarém e com a Criação do Programa Municipal de Educação Fiscal – PMEF,
trabalha-se a Educação Fiscal em forma de projeto interdisciplinar, proporcionando a
comunidade escolar o conhecimento dos recursos e bens públicos aplicados com os
tributos arrecadados pelo Estado. Além disso, busca o despertar do cidadão para
acompanhar a aplicação dos recursos postos da administração pública, tendo em
vista o benefício de toda população.
A escola Municipal Irmã Leodgard Gausepohl, segue os dispositivos da Lei
9.394/96 com distribuição de carga horária anual de 800 horas, em 200 dias letivos e
levou em consideração objetivar a instrução, formação de hábitos e atitudes,
incentivar a criatividade, vivenciar valores e desenvolver e aprimorar a leitura, a
escrita, a compreensão, noções de informática, cálculos e estimativas.
Acrescentamos que a escola desenvolve ações indutoras da Educação integral,
como é o caso do Programa Mais Alfabetização, Gestão de Política de Alfabetização
21
e o Programa Novo Mais Educação, que vem com uma nova proposta de ensino,
visando principalmente o reforço escolar nas disciplinas de Língua Portuguesa e
Matemática, priorizando a aprendizagem do educando.
A Escola fundamenta-se também na nova Base Nacional Comum Curricular
(BNCC), que em dezembro de 2017 foi homologada para a Educação Infantil e
Ensino Fundamental. Por meio da definição de 10 Competências Gerais explicita o
seu compromisso com a educação integral.
8 PROPOSTA DE FORMAÇÃO CONTINUADA
A Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Irmã
Leodgard Gausepohl prioriza momentos em que juntos possam refletir sobre a
formação pedagógica. Durante o ano letivo, professores, equipe técnica e gestores
participam da semana pedagógica, especificamente na segunda quinzena de
janeiro, das formações continuadas, exclusivamente nos cursos intervalares
ofertados pelo PARFOR em parceria com as Universidades (UEPA e UFOPA) e,
cotidianamente, através do atendimento aos professores pela coordenação
pedagógica para relatar as experiências e planejar as ações de sala de aula. Além
disso, os professores, gestores e pedagogos participam das formações oferecidas
pela SEMED.
No que se refere a Formação continuada, segundo o MEC (Ministério da
Educação e Cultura), o plano consolida a Política Nacional de Formação de
Professores, instituída pelo Decreto 6755/2009, que prevê um regime de
colaboração entre União, estados e municípios, para a elaboração de um plano
estratégico de formação inicial para os professores que atuam nas escolas públicas.
A ação faz parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), em vigor desde
abril de 2007.
Sabe-se que na sociedade atual a educação passa por mudanças, em busca
de uma educação de qualidade, mas para que isso aconteça se faz necessário que
se promova formação e a qualificação dos profissionais que trabalham na educação.
A referida qualificação também é proposta pela Lei nº 19.829 de 14 de julho
de 2015 que estabelece o Plano Municipal de Educação de Santarém. Nesse prisma
o Ministério da Educação e Cultura - MEC, oferece através da Secretaria Municipal
de Educação e Desporto – SEMED, formação continuada para professores e equipe
22
técnica pedagógica nas áreas afins como: Graduação/PARFOR,
Especialização/PARFOR, PNAIC, Gestão Nota 10.
Nos últimos anos, temos visto a preocupação do governo brasileiro em
promover a inclusão digital nas escolas através da informática educativa,
possibilitando um aprendizado através das TICs. Em 2007, em parceria com a
Secretaria Municipal de Educação a Escola Municipal de Ensino Fundamental Irmã
Leodgard Gausepohl, foi inserida no Projeto Uca (Um Computador por Aluno). Os
professores e gestores, participaram da formação continuada até 2011, sobre
“Apropriação Tecnológica”, em parceria com a SEDUC, pelo NTE/Santarém (Núcleo
de Tecnologia Educacional), no ambiente colaborativo de aprendizagem e-proinfo. O
processo de formação ocorreu em três níveis ou ações e envolveu, além das
escolas participantes, as universidades (IES), Secretarias de Educação (SE) e os
Núcleos de Tecnologia Educacional (NTE). Atualmente os professores participam de
oficinas em parceria com o PIBID de Informática da UFOPA, de acordo com a
demanda do grupo.
A partir de 2013 foram ofertadas oficinas, em parceria com o NIE (Núcleo de
Informática Educativa) da SEMED, para os educadores incluírem as múltiplas
tecnologias em suas ações pedagógicas, focando o trabalho cooperativo nos
projetos de aprendizagem interdisciplinares. Conforme pesquisas é através da
formação continuada que o professor torna-se capaz de refletir sobre suas práticas
direcionando-as segundo a realidade em que atua, voltada para os interesses e as
necessidades dos alunos.
A troca de experiência e a partilha de saberes consolidam espaços de
formação mútua, nos quais cada professor é chamado a desempenhar,
simultaneamente, o papel de formador e de formando. (NÓVOA,1997, p.26).
Em abril de 2012, foi iniciada a formação continuada sobre a Implementação
da Lei Nº 10.639/03 e das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação
Étnicorraciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Uma
vez que a escola foi inserida no programa de Educação e Diversidade Étnicorracial,
pois de acordo com essa lei fica instituída a obrigatoriedade do ensino de história e
dos africanos no currículo escolar do ensino fundamental e médio, resgatando
historicamente a contribuição dos negros na construção e formação da sociedade
brasileira. Trata-se de uma política curricular, fundada em dimensões históricas,
23
sociais, antropológicas oriundas da realidade brasileira, e busca combater o racismo
e as discriminações propondo a formação de atitudes, posturas e valores que
eduquem cidadãos orgulhosos do seu pertencimento étnicorracial.
A Formação Continuada torna-se uma ferramenta fundamental, capaz de
contribuir para o aprimoramento do trabalho docente, fortalecendo vínculos entre os
professores e os saberes científico-pedagógicos. Também, favorece a criação de
novos ambientes de aprendizagem, que conduzem docentes e discentes em direção
a práticas pedagógicas capazes de ressignificar a aprendizagem e habilitar os
estudantes a elaborar e desenvolver projetos que redimensionarão sua escolaridade
e o papel destes na sociedade.
Acredita-se que os professores precisam de tempo para estudar, um bom
planejamento dos horários de trabalho é essencial para que tal formação tenha
sucesso. A presença de um formador que tenha a confiança e o respeito da equipe,
todos esses elementos fazem parte do que se chama de formação continuada.
Embora algumas redes ofereçam essas capacitações para docentes, o melhor
espaço para colocá-lo em prática é na própria escola, sob o comando do
coordenador pedagógico.
O aprimoramento profissional dentro do ambiente de trabalho é um dos mais
eficientes instrumentos para a melhoria do ensino. Contudo, as práticas eficazes de
gestão escolar mostrou que, muitas vezes, a formação em serviço não passa de
ficção mesmo nas redes que tem o horário de trabalho pedagógico coletivo, ele
muitas vezes é desvirtuado e acaba servindo para qualquer outra coisa, menos
discutir as questões enfrentadas pelos professores na sala de aula. Para Nóvoa
(1997, p. 26):
A troca de experiências e as partilhas de saberes consolidam espaços de
formação mútua, nos quais cada professor é chamado a desempenhar
simultaneamente, o papel de formador e de formado.
Sendo assim, chegamos à conclusão que há cinco aspectos essenciais para
que a formação continuada aconteça e traga um bom resultado1
:
Tempo: Os horários de trabalho coletivo devem ser predefinidos com duração
suficiente para o desenvolvimento de estratégias formativas.
Organização da rotina: O dia a dia dos coordenadores deve priorizar o
1 Disponível em: <https://gestaoescolar.org.br/conteudo/655/formacao-continuada-na-escola>
24
planejamento das reuniões formativas e as atividades como observações das aulas,
seleção de referenciais teóricos e análise dos registros das práticas dos professores
para que nos encontros reflitam as necessidades dos docentes.
Conhecimento: Para ser bem utilizado o horário do trabalho pedagógico é
preciso que o coordenador cuide da própria formação, estudando as novas didáticas
e as teorias que embasam a prática docente.
Tato Pedagógico: É como se denomina a junção de três capacidades: A
saber ouvir, se comunicar e se relacionar, são fundamentais para estabelecer uma
relação de confiança e respeito com a equipe.
Transformação da prática: A formação será eficiente, quando os
professores se sentirem motivados a repensar e transformar sua maneira de ensinar
para fazer com que todos os alunos aprendam.
No entanto, podemos observar que ainda existe a necessidade de que o
professor seja capaz de refletir sobre suas práticas, e direcioná-las segundo a
realidade em que atua voltada aos interesses e as necessidades dos alunos.
A Escola Irmã Leodgard Gausepohl prima pelo o desenvolvimento pessoal,
profissional e o interesse de cada um em preparar os alunos para a realização de
suas atuais tarefas, estimula seus profissionais a se qualificarem dentre as áreas
específicas, para que busquem cada vez mais o conhecimento e aperfeiçoamento
de um ensino participativo e contínuo em prol da educação.
Atualmente a Secretaria Municipal de Educação, vem oferecendo diversas
formações continuadas, para melhorar a prática do cotidiano escolar, tanto no
administrativo, como no pedagógico. Essas formações têm como parceria, por
exemplo, o Instituto Ayrton Senna, que trabalha diretamente na formação continuada
com os diretores, vice-diretores e coordenadores pedagógicos, na Gestão Nota 10.
9 PROPOSTA DE AÇÕES DESENVOLVIDAS COM A COMUNIDADE
A Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Irmã
Leodgard Gausepohl acredita no modelo participativo e integrado com a comunidade
por perceber que a eficiência do processo educacional perpassa pela parceria
escola/família/comunidade. Dessa forma, desenvolve as seguintes ações como:
Atividades socioculturais; Abertura da quadra poliesportiva para a comunidade;
Palestras com os pais/mães; Programações de homenagem às mães, aos pais e às
25
crianças.
O Projeto “Família na Escola”, tem por objetivo envolver as famílias dos
educandos com as atividades desenvolvidas na escola integrando e agregando
valores humanos para a qualidade de vida das pessoas
Diante dos resultados positivos dessas ações a escola busca intensificar esse
processo de articulação, assegurando nas metas estabelecidas no PPP, efetivando
desta forma os aspectos físicos, efetivo e social no âmbito escolar.
Percebe-se que o ser humano só desenvolve seu potencial crítico, ativo
quando se oportuna a colocar em prática seus conhecimentos através da
participação ativa dentro da comunidade, sendo que a participação da comunidade é
de suma importância para a sociedade seja através de associações de bairros,
projetos escolares, membros de conselhos, considerando o contexto social e cultural
dos comunitários.
Visto que a lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9.394/96, possibilita a
comunidade sua participação na gestão escolar. Citamos ainda o artigo 53 da Lei nº
8.069/90; Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que afirma ser direito dos
pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da
definição das propostas educacionais. Nesse sentido a Escola Irmã Leodgard
desenvolve projetos que fazem com que a comunidade participe ativamente da
educação de nossas crianças e adolescentes.
26
10 PLANO DE AÇÃO
METAS
PROJEÇÕES
AÇÕES PERÍODO RESPONSÁVEIS
2018 2019 2020
Garantir os 200 dias letivos e 800
horas de atividades pedagógicas.
100% 100% 100%
 Adaptar o calendário escolar da SEMED
com a realidade da escola;
 Cumprir o calendário letivo;
 Organizar o calendário mensal de reposição
de aulas, quando houver falta de professor,
para evitar dispensa de alunos.
 Março
 Diariamente
 Sempre que
necessário
 Gestora e
comunidade
escolar.
Manter o índice de frequência dos
professores da Educação Infantil
(Pré I e Pré II) e do Ensino
Fundamental (1º ao 5º ano).
99,5% 99,5% 99,5%
 Acompanhar a frequência dos professores
através do Livro de Ponto e do diário de
classe;
 Possibilitar reposição de aulas aos sábados
ou horário oposto.
 Diariamente
 Sempre que
necessário.
 Gestora,
secretário e
Pedagoga.
Elevar o índice de frequência dos
alunos da Educação Infantil (Pré I e
Pré II) e do Ensino Fundamental (1º
ao 5º ano).
88% 88,5% 89%
 Co-responsabilizar a família na frequência
dos alunos, por meio de reuniões periódicas;
 Realizar visita domiciliar aos alunos com três
faltas consecutivas, sem justificativa;
 Monitorar as faltas com e sem justificativa.
 Diariamente
 Sempre que
necessário
 Diariamente
 Gestora,
secretário,
Pedagoga e
pais.
METAS
PROJEÇÕES
AÇÕES PERÍODO RESPONSÁVEIS
2018 2019 2020
27
Elevar o índice de aprovação dos
alunos do 2º ao 5º ano do Ensino
Fundamental.
97,2% 97,3% 97,5%
 Acompanhar processo ensino-aprendizagem
dos alunos através de planilhas e outros
instrumentos;
 Realizar o assessoramento técnico
pedagógico aos professores e visita às
turmas;
 Fazer o levantamento do nível de leitura e
escrita /ortografia, produção textual e
interpretação;
 Reunir com professores para
acompanhamento da operacionalização dos
planos de curso e de aula.
 Reunir com pais e/ou responsáveis de
alunos com baixo rendimento escolar.
 Diariamente
 Mensalmente
 Mensalmente
 Sempre que
necessário
 Mensalmente
 Gestora
 Pedagoga
 Professores
 Pedagoga
 Pedagoga e
professores
METAS
PROJEÇÕES
AÇÕES PERÍODO RESPONSÁVEIS
2018 2019 2020
Manter a alfabetização dos alunos 92% 92% 92%  Promover encontros periódicos com os  Quinzenalmente  Gestora
28
matriculados no 2º ano do ensino
fundamental.
professores de 2º ano para estudo e
troca de experiências;
 Realizar visitas técnicas as turmas de
2º ano para acompanhamento e
incentivo aos alunos;
 Acompanhar os alunos com
dificuldades de leitura, escrita e
cálculos;
 Subsidiar a prática pedagógica com
sugestões de atividades;
 Possibilitar atividade de reforço aos
alunos com baixo rendimento com o
apoio do assistente do Programa “Mais
Alfabetização”.
 Semanalmente
 Março a novembro
 Sempre que
necessário
 Semanalmente
Pedagoga
 Pedagoga
 Pedagoga
 Gestora, pedagoga
e professores
Manter o indicativo de evasão
escolar dos alunos da Educação
Infantil (Pré I e Pré II) e do Ensino
Fundamental (1º ao 5º ano).
0% 0% 0%
 Acompanhar a frequência dos alunos
por turma;
 Realizar visita domiciliar aos alunos
com três faltas consecutivas;
 Acompanhar a justificativa dos
alunos faltosos.
 Diariamente
 Semanalmente
 Diariamente
 Gestora, pedagoga
e professores.
 Gestora e
pedagoga.
 Pedagoga e
professores
METAS
PROJEÇÕES
AÇÕES PERÍODO RESPONSÁVEIS
2018 2019 2020
Reduzir o índice de alunos com
distorção idade/série do 1º ao 5º ano
do Ensino Fundamental.
3% 2,5% 2%
 Acompanhar o desempenho dos
alunos no Programa Correção de
Fluxo Escolar (Se Liga e Acelera
 Semanalmente  Gestora, pedagoga
e professora.
29
Brasil);
 Monitorar o cronograma das visitas
da mediadora do programa de
Correção de Fluxo;
 Participar das formações de
socialização do desempenho dos
alunos realizada pela Agente Técnica
do Instituto Ayrton Senna.
 Quinzenalmente
 Bimestralmente
 Gestora e
pedagoga.
 Gestora e
pedagoga.
Garantir a participação das famílias
nas atividades escolares do ano
letivo.
95% 95,3% 95,5%
 Acompanhar a frequência dos pais nas
reuniões;
 Envolver os pais e/ou responsáveis
nas atividades escolares;
 Dinamizar as reuniões de pais e
mestres.
 Mensalmente
 Sempre que for
necessário
 Bimestralmente
 Gestora
 Gestora
 Gestora
REFERÊNCIAS
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. Editora Cortez: 1994. Disponível em:
http://pedagogiadidatica.blogspot.com.br/2010/11/didatica-jose-carlos-libaneo.html
________. Democratização da Escola Pública - A Pedagogia Crítico-Social
dos Conteúdos. São Paulo: Edições Loyola, 2002.
BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação a
Distância. Salto Para o Futuro: Construindo uma escola cidadã, Projeto Político-
Pedagógico, Brasília: SEED, 1998.ISBN.
BRASIL, Constituição Federal de 1988.
_______Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (L.D.B nº 9.394, de 20 de
dezembro de 1996).
_______Lei nº 8.069, de 1999, Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
_______Lei nº 9.475, de 22 de julho de 1997.
_______Lei nº 11.114/2005 e Lei nº 11.274/2006 – Ensino Fundamental de Nove
Anos.
_______Lei nº 17.866/2004 – Gestão Democrática.
_______Lei nº 10.639/2003 – Educação Etnicorracial.
_______Lei nº 9.795/1999 – Educação Ambiental.
_______Lei nº 13.005/2014 – Plano Nacional de Educação.
_______Lei nº 19.829/2015 – Plano Municipal de Educação.
LIBÂNEO, José C. Democratização da escola pública: a pedagogia crítico-social
dos conteúdos. São Paulo: Loyola, 2008.
NÓVOA, António. Formação de professores e profissão docente. In: NÓVOA,
António Os professores e sua formação. Lisboa: Instituto de Inovação
Educacional, 1992.
RESOLUÇÃO Nº 10. Conselho Municipal de Educação, Santarém - Pá: dezembro
de 2010.
SAVIANI, Dermeval. Pedagogia Histórico-Crítica. Campinas: Autores Associados,
2008.
30
APÊNDICES
31

Ppp escola leodgard atual

  • 1.
    26 PREFEITURA MUNICIPAL DESANTARÉM SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E DESPORTO – SEMED ESCOLA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL “IRMÃ LEODGARD GAUSEPOHL” INEP 15574636 PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO ESCOLAR 2018/2019/2020 Gestor (a): Maria Elizabeth dos Santos Fernandes Coordenador (a) Pedagógico (a): Doriane Maria Ezaquiel da Silva Secretário(a): Adson Alexandre dos Santos Tavares Endereço: Rua Uruará, S/N – CEP: 68015-280 Bairro: Uruará Telefone: (93) 99135-1382 / 99129-8583 (direção) - Santarém/PA E-mail: escolaleodgard.stm@gmail.com Santarém- Pará 2018
  • 2.
    1 PREFEITURA MUNICIPAL DESANTARÉM SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E DESPORTO – SEMED ESCOLA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL “IRMÃ LEODGARD GAUSEPOHL” INEP 15574636 PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO ESCOLAR 2018/2019/2020 EQUIPE ELABORADORA DO PPP Maria Elizabeth dos Santos Fernandes Gestora Doriane Maria Ezaquiel da Silva Coordenadora Pedagógica Adson Alexandre dos Santos Tavares Secretário Santarém- Pará 2018
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    2 SUMÁRIO 1 CARACTERIZAÇÃO DAESCOLA ..........................................................................3 2 APRESENTAÇÃO DA VISÃO, MISSÃO, OBJETIVOS E METAS...........................5 2.1 VISÃO .....................................................................................................................5 2.2 MISSÃO ..................................................................................................................5 2.3 OBJETIVOS ............................................................................................................5 2.4 METAS...................................................................................................................5 3 JUSTIFICATIVA.........................................................................................................6 4 FUNDAMENTOS .......................................................................................................8 4.1 FUNDAMENTOS POLÍTICOS.................................................................................8 4.2 FUNDAMENTOS ÉTICOS .....................................................................................8 4.3. FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICOS..............................................................10 5 PRESSUPOSTO METODOLÓGICO .......................................................................11 6 PRESSUPOSTO DE AVALIAÇÃO..........................................................................12 6.2 FASES DA AVALIAÇÃO .......................................................................................12 6.2.1 Avaliação Diagnóstica ....................................................................................13 6.2.2 Avaliação Qualitativa .......................................................................................14 6.2.3 Avaliação Quantitativa.....................................................................................14 6.2 AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM ......................................................................15 6.3 AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL..............................................................................16 6.4 AVALIAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO.......................................17 7 PROPOSTA CURRICULAR ....................................................................................18 8 PROPOSTA DE FORMAÇÃO CONTINUADA ........................................................21 9 PROPOSTA DE AÇÕES DESENVOLVIDAS COM A COMUNIDADE ..................24 10 PLANO DE AÇÃO .................................................................................................26 REFERÊNCIAS...........................................................................................................30 APRÊNDICES ............................................................................................................31
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    3 1 CARACTERIZAÇÃO DAESCOLA A Escola Municipal de Ensino Fundamental Irmã Leodgard Gausepohl, localiza-se na Rua Uruará, s/n, na cidade de Santarém, Estado do Pará Brasil, inaugurada no dia 10 de março de 2003, na Administração do Prefeito Joaquim de Lira Maia e na gestão da Diretora Simone Patrícia Alves de Sousa. O nome da escola se deu em homenagem a Irmã Leodgard Gausepohl que se constituiu num modelo de dedicação ao próximo, que por seu trabalho social, teve impacto perene em nossa história, haja vista que foi uma grande personalidade pública que, neste século, ocupou posição de destaque em nossa comunidade. A estrutura física da escola iniciou em alvenaria, com dois pavilhões, oito salas de aula, secretaria, sala dos professores, cozinha, depósito de alimentos, dois banheiros e posteriormente, a escola foi contemplada com uma quadra de esportes. A matrícula inicial foi de 462 alunos do ensino regular, mais 127 alunos da Educação Infantil, que funcionava nas escolas anexas Chapeuzinho vermelho, localizada na Rua Nossa Senhora da Conceição e Cantinho Mágico localizado na Rua Gonçalves Dias. Em 2010 a escola teve como diretora a Roseli Evangelista da Silva e passou novamente por ampliação durante a gestão da Prefeita Maria do Carmo, com a construção do laboratório de informática, sala do Projeto UCA, sala do Mais Educação e a Maloca Em 2015 a escola atendeu 617 discentes, onde os mesmos na sua maioria eram oriundos do próprio bairro como também de bairros adjacentes como Área Verde, Santana e Prainha. O alunos eram de família na maioria de classe baixa, que tiravam o sustento da pesca como também da agricultura. O bairro possui apenas duas escolas municipais, Irmã Leodgard e Aderbal Tapajós. O referido bairro surgiu de invasões e por isso, sua situação sócio econômica é muito difícil, onde os pais deixam os filhos sozinhos com um irmão mais velho ou com avós e saem para trabalhar e só voltam a noite. Essa é a realidade vivenciada por nossos alunos. Com a vinda do PAC, houve mudança tanto na infraestrutura como na situação econômica, muito embora ainda haja famílias enfrentando problemas sociais como as drogas, o desemprego, a violência, prostituição, entre outros.
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    4 A escola émantida pela Secretaria Municipal de Educação e Desporto (SEMED), e também com os recursos do Governo Federal (PDDE, PDE e Mais Educação). A mesma funciona nos turnos matutino e vespertino, ofertando os seguintes níveis de ensino: Educação Infantil (Pré-Escola), Ensino Fundamental (1º ao 5º Ano) e a modalidade de Educação Especial. A escola, neste ano de 2018 tem em seu quadro 39 servidores sendo: 12 docentes especialistas, 11 graduados, 04 graduandos, 05 ensino médio e 06 com ensino fundamental. As turmas estão assim distribuídas: Educação Infantil: 05 turmas de Pré-escola:  02 turmas de Pré I  03 turmas de PréII Ensino Fundamental:  04 turmas de 1º Ano  05 turmas de 2º Ano  04 turmas de 3º Ano  03 turmas de 4º Ano  02 turmas de 5º Ano Atualmente a estrutura física da escola possui: uma secretaria que funciona também como sala de direção, sala dos professores com banheiro, sala do PROUCA (PROGRAMA UCA), 10 salas de aula, 01 sala e 01 maloca para a realização das oficinas do Programa Mais Educação, 01 laboratório de informática, 01 cozinha, 01 depósito de alimento, 01 depósito de guardar as louças, 01 depósito para guardar os instrumentos da fanfarra, 01 área coberta, 6 sanitários para os alunos e 01 quadra não coberta, 01 passarela, 01 transformador de energia elétrica. Já passaram por esta instituição de ensino os seguintes gestores: 2003 a 2006 – Simone Patrícia Alves Sousa (Diretora) 2003 – Teodora Maria Siqueira Viana (Vice – Diretora) 2004 – Silvia da Silva Pinho (Vice – Diretora) 2006 a 03/ 2012 – Roseli Evangelista da Silva (Diretora) 2006 – Sônia Maria Passos (Vice – Diretora) 2007 a 03/2012 – Elana Petronila Portela Wanzeler (Vice – Diretora) 2012 – Elana Petronila Portela Wanzeler (Diretora) 04/2012 – Eliana Maria dos Santos Neves (Vice-Diretora) 2013ao período atua l- Maria Elizabeth dos Santos Fernandes (Diretora)
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    5 Em 2017 osresultados alcançados foram 92,8% de aprovação, 7,2% de reprovação e 0% de evasão. E o último IDEB alcançado de 2017 foi 5.0. 2. APRESENTAÇÃO DA VISÃO, MISSÃO, OBJETIVOS E METAS 2.1 VISÃO Ser um espaço de referência municipal e nacional, contribuindo para a melhoria das condições de aprendizagem aos nossos educandos, assegurando educação de qualidade em parceria com a comunidade. 2.2 MISSÃO Primar pela qualidade do ensino, promovendo a formação de um cidadão crítico, reflexivo, participativo, consciente e transformador da comunidade em que vive. 2.3 OBJETIVOS  Criar parcerias que favoreçam a integração entre escola, comunidade e famílias;  Melhorar o desempenho dos professores;  Priorizar atendimento aos alunos com distorção idade/série;  Promover a participação dos pais e da comunidade nas ações desenvolvidas no âmbito institucional;  Fortalecer as parcerias com instituições públicas para a garantia da segurança e da proteção à criança;  Reduzir o grande índice de infrequência e evitar a incidência de evasão escolar. 2.4 METAS METAS DA ESCOLA 2018 2019 2020 Garantir os 200 dias letivos e 800 horas de atividades pedagógicas. 100% 100% 100% Manter o índice de frequência dos professores da Educação Infantil (Pré I e Pré II) e do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano). 99,5% 99,5% 99,5%
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    6 Elevar o índicede frequência dos alunos da Educação Infantil (Pré I e Pré II) e do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano). 88% 88,5% 89% Elevar o índice de aprovação dos alunos do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental. 97,2% 97,3% 97,5% Manter o índice de alfabetização dos alunos matriculados no 2º ano do ensino fundamental. 92% 92% 92% Manter o indicativo de evasão escolar dos alunos da Educação Infantil (Pré I e Pré II) e do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano). 0% 0% 0% Reduzir o índice de alunos com distorção idade/série do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. 3% 2,5% 2% Garantir a participação das famílias nas atividades escolares do ano letivo. 95% 95,3% 95,5% 3 JUSTIFICATIVA O Projeto Político Pedagógico é um documento norteador de ações propostas a serem realizadas na escola a partir de um processo coletivo e democrático, que tem como objetivo demonstrar a importância desse instrumento de trabalho no âmbito escolar. A escola tem autonomia e deve assumir o compromisso de construir seu Projeto Político Pedagógico (PPP), embasado nos princípios da democracia, sendo que os sujeitos participantes desse processo precisam ter o entendimento e compreensão do que se pretende alcançar para a escola, pois é através da participação que as pessoas sentem-se incluídas, responsáveis, valorizadas e respeitadas como sujeitos pensantes e atuantes. A partir desse contexto, deve ficar bem claro que o PPP para repercutir na vida dos alunos, precisa necessariamente repercutir também na vida de todos os integrantes da escola, buscando a participação de todos os agentes escolares. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9394/96) ressalta em vários de seus artigos a importância desse instrumento dentro do âmbito escolar. No Artigo 15, a LDB concede a escola progressivos graus de autonomia pedagógica, administrativa e de gestão financeira, dando um espaço de liberdade e responsabilidade para elaborar seu próprio plano de trabalho, definir seus rumos e planejar suas atividades de modo a responder as demandas da sociedade, respalda
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    7 à escola aconstrução de sua identidade e à equipe escolar uma atuação que a torna sujeito histórico de sua própria prática. De acordo com a LDB 9394/96 no Título IV: Da organização da Educação Nacional assegura que o PPP: Artigo 12, Inciso I: Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de: elaborar e executar sua proposta pedagógica; No inciso VII: rege informar os pais e responsáveis sobre a frequência e rendimento dos alunos, bem como sobre as execuções de sua proposta pedagógica. No Artigo 13, inciso I, diz que: os docentes incumbir-se-ão de participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino, no inciso II, define a elaboração e o cumprimento do plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino. No artigo 14, Inciso I: os sistemas de ensino definirão as normas, a gestão democrática e a participaçãodos profissionais da educação na elaboração do PPP da escola. (BRASIL, 1996.) Considerando o espaço escolar como um ambiente dinâmico e transformador, entende-se a necessidade de avaliar e atualizar o seu PPP como um documento oficial que vai direcionar a realização das atividades a serem desenvolvidas na escola Irmã Leodgard Gausepohl. Este documento possibilita uma nova visão a todos que compõe a comunidade escolar dando maior autonomia para escola e proporcionando uma vivência democrática que possibilita a todos interagirem nas decisões a serem desenvolvidas no campo educacional. Não há autonomia da escola sem autonomia dos indivíduos que a compõem. Ela é, portanto, o resultado da ação concreta dos indivíduos que a constituem, no uso das suas margens da autonomia da escola em abstrato fora da ação autonomia organizada dos seus membros. (BARBOSA, 1996, p. 186). O PPP é responsabilidade de todos que fazem parte da comunidade escolar e exige um processo ativo e participativo no qual todos os envolvidos podem expressar suas ideias, propiciando um espaço aberto para o diálogo. Visto que a sua construção é gradativa, isto é, aos poucos vai se estruturando e ampliando ganhando corpo e consistência. Dessa forma, a escola deve repensar e implementar o que é melhor para assegurar o sucesso do seu projeto, de acordo com suas possibilidades e limites. 4 FUNDAMENTOS
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    8 4.1 FUNDAMENTOS POLÍTICOS AEscola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Irmã Leodgard Gausepohl desenvolve suas ações educacionais fundamentadas nas Legislações em vigor, como Constituição Federal de 1988, Lei de Diretrizes e Bases da Educação L.D.B nº 9.394/1996, Lei nº 8.069/1999 Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei nº 11.114/2005 e Lei nº 11.274/2006 que estabelece o Ensino Fundamental de 09 (nove) anos, Lei de Gestão Democrática nº 17.866/2004, Lei nº 10.639/2003 que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana, Lei nº 9.795/1999 que estabelece a Educação Ambiental, Lei nº 13.005/2014 que estabelece o Plano Nacional de Educação, Lei nº 19.829/2015 do Plano Municipal de Educação. A escola se fundamenta também nas Resoluções do Conselho Municipal de Educação CME/STM, no Regimento Escolar da Rede Municipal de Ensino, aprovado pela Resolução nº 005 de 30/03/2010 e Matriz Curricular (Resolução nº 006 de 30/03/2010) e nas normas da SEMED (Secretaria Municipal de Educação e Desporto) que asseguram o desenvolvimento da Educação Infantil e Fundamental no Município de Santarém – Pará. 4.2FUNDAMENTOS ÉTICOS A questão ética é de suma importância em qualquer ambiente profissional e pessoal. Segundo os estudiosos a ética profissional é um conjunto de normas éticas que formam a consciência do profissional e representam imperativos de sua conduta. Segundo Saviani (2000, p. 53): Os valores éticos ou morais se constituem, em suma, num processo de caráter educativo. A educação emerge, pois, como uma mediação através da qual os indivíduos tomam consciência da moralidade de suas ações elevando-a ao nível ético, isto é, à compreensão teórica de seus fundamentos, critérios, regras e princípios gerais. Diante da relações com o mundo e com as pessoas foram criados os valores como referência para as atitudes, escolhas, preferências e decisões ocorridas no âmbito da cultura e das relações sociais.
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    9 Nesse contexto entende-seque os valores não existem por si só, mas em função das relações que os homens estabelecem com a realidade e consigo mesmo, de onde decorrem os significados para os objetos, costumes, crenças, necessidades, interesses, princípios, ações e regras que norteiam formas de comportamento individuais e coletivas. Nesse sentido trabalhar os valores éticos e morais dentro da escola pode ser o diferencial nas relações interpessoais, na tomada de decisões e ações que irão alavancar o processo educativo. Pensando nisso a escola almeja e instrui seus colaboradores, clientela de alunos e comunidade ao desenvolvimento dos seguintes princípios éticos e morais:  Igualdade Procura-se agir com equidade sem distinção de raça, cor ou posição social.  Responsabilidade Estimula-se cada envolvido no processo educativo a assumir com responsabilidade e compromisso suas decisões e ações.  Estética Valoriza-se a ambiência pedagógica da escola e trabalhamos para a melhoria dos espaços físicos da mesma.  Inovação A escola busca inovar sua prática por meio de ações pedagógicas criativas, transformadoras na execução dos projetos existentes na escola.  Compromisso Educar para a vida, formar cidadãos críticos, conscientes, esse é um compromisso assumido pela instituição.  Excelência Busca-se a cada dia aprimorar a qualidade dos serviços oferecidos pela escola, no que concerne à educação, valorizando o profissionalismo dos colaboradores.  Respeito Ser capaz de respeito é, hoje em dia, quase tão raro como ser digno de respeito. E é por isso que prioriza-se o respeito à dignidade das pessoas envolvidas no processo educativo, dentro desta instituição.  Participação
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    10 Dar ênfase àação coletiva na rotina escolar é também o papel da escola, buscando parcerias com a comunidade, instâncias de apoio às crianças, por meio do Conselho Tutelar, CRAS/Santana, Polícia Militar e Programa Bolsa Família. 4.3 FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICOS A Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Irmã Leodgard Gausepohl fundamenta seu processo de trabalho na concepção Progressista Crítico Social dos Conteúdos idealizada pelo educador José Carlos Libâneo (2002), o qual em seu livro “Democratização da Escola Pública” defende um modelo de escola mais concentrada nas classes sociais menos favorecidas, onde os métodos de ensino devem ser pautados no estímulo ao desenvolvimento da consciência crítica de cada indivíduo a fim de despertá-lo para que se torne um agente transformador da sociedade. A educação na Concepção Progressista Crítico Social dos Conteúdos deve servir como instrumento de luta para a compreensão e transformação dos conceitos sociais. Portanto, acredita-se que os sujeitos só serão capazes de compreender e transformar a realidade quando se apoderarem do conhecimento necessário para tal ação. Neste sentido, esta instituição acredita nos seguintes conceitos de: 1. Sociedade – espaço onde se deve primar pelos princípios de democracia, ética, solidariedade, justiça, igualdade de direitos e liberdade de expressão; 2. Educação – processo de progressão do ser humano nos seus aspectos bio- psico-sociais que possibilite a formação de sujeitos pensantes e criativos para a construção de uma sociedade justa e fraterna; 3. Escola – ambiente de interação entre culturas, ciência, arte e saberes que conduzam os alunos no desenvolvimento de suas competências e habilidades para viverem com dignidade na sociedade; 4. Homem – cidadão crítico, participativo, responsável e criativo, em constante processo de desenvolvimento humano, solidário nas relações com a natureza e com seus semelhantes; aberto aos conhecimentos, conscientes de seus direitos e deveres, para compreender a realidade e transformá-la. 5 PRESSUPOSTO METODOLÓGICO
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    11 A linha detrabalho das atividades na Escola Irmã Leodgard é baseada na Tendência Pedagógica Progressista Crítico-Social dos Conteúdos, a qual se fundamenta nos estudos de Libâneo, Saviani, Manacorda e outros. Essa tendência tem como característica fundamental segundo a difusão dos conteúdos. Dessa forma, “os conteúdos culturais universais que se constituíram em domínios de conhecimentos relativamente autônomos, incorporados pela humanidade, mas permanentemente reavaliados face às realidades sociais”. Para garantir a todos os educandos acesso, permanência e aprendizagem com sucesso, faz-se necessário refletir sobre a escola que temos, para avançarmos em direção a escola que queremos, o que significa uma articulação e participação ativa de todos os sujeitos que formam a comunidade escolar. É necessário ainda promover uma integração entre ensino-aprendizagem, o conteúdo-realidade, gestão democrática, trabalho coletivo, vida escolar e vida dos alunos. A prática de todo professor mesmo de forma inconsciente, sempre pressupõe uma concepção de ensino e aprendizagem e determina sua compreensão dos papéis de professor e aluno, da metodologia da função social da escola e dos conteúdos a serem trabalhados. Para Libâneo (2010), o primeiro compromisso da atividade profissional de ser professor (o trabalho docente) é certamente de preparar os alunos para se tornarem cidadãos ativos e participantes na família, no trabalho e na vida cultural e política. O trabalho docente visa também a mediação entre a sociedade e os alunos. Ele afirma que, como toda a profissão, o magistério é um ato político porque se realiza no contexto das relações sociais. Nessa perspectiva a Escola Irmã Leodgard Gausepohl, tem como princípios teóricos norteador de aprendizagem, à tendência Progressista Crítico-Social dos Conteúdos, que acentua a primazia das temáticas no seu confronto com as realidades sociais. A atuação da escola consiste na preparação do aluno para o mundo e suas contradições, fornecendo-lhe instrumento para uma participação organizada e ativa na democratização da sociedade, pois na visão da referida tendência pedagógica admite-se o princípio da aprendizagem significativa, partindo do que o aluno já sabe. Cabe ao professor escolher os conteúdos mais significativos para o aluno, os quais passam a contribuir na sua formação profissional. A atividade didático-pedagógica relaciona a experiência vivida pelos alunos com os conteúdos a serem
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    12 desenvolvidos. É importanteque o professor compreenda o que o aluno diz e faz da mesma maneira que é importante que o aluno compreenda o que o docente está querendo dizer. 6 PRESSUPOSTO DE AVALIAÇÃO A avaliação no contexto escolar assume um papel muito importante. Ela é o meio de ajudar a escola a cumprir uma função social transformadora. Para que a avaliação passe a fazer parte do processo de aprendizagem do aluno, é preciso reconstruir o significado da ação avaliativa, no sentido de ser um acompanhamento permanente do desenvolvimento do aluno. A avaliação contribui para a organização dos conhecimentos e determinação da utilidade dos mesmos, estimulando a assimilação sólida e consciente, favorecendo o interesse e ampliando as possibilidades de transferência para situações reais da vida. Este conhecimento se dá mediatizado pelo professor, quando esclarece para o aluno os enfoques a serem seguidos, os princípios ideológicos que defende e a política educacional que é favorável. Dentro das novas concepções orientadas pelos processos do sistema globalizados, a política educacional a partir dos anos 90, atribui várias alterações na legislação do sistema de ensino, entre elas a LDB 9.349/96, as Diretrizes Curriculares para Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e adultos (EJA). A escola através da formação continuada pretende desenvolver uma cultura que de fato avalie, onde o professor compreenda primeiro que a prática avaliativa não está dissociada do contexto do trabalho pedagógico. É necessário que a avaliação passe a ser vista como mediação entre ensino do professor e a aprendizagem do aluno, pois esta é o fio da comunicação entre as formas de aprender considerando que os alunos aprendam diferentemente porque tem história de vida diferente, são sujeitos históricos, e isso condiciona a sua relação com o mundo e influência sua forma de aprender. 6.1FASES DA AVALIAÇÃO Entendemos que a sala de aula deve ser um local de interação sujeito /objeto/ realidade com a mediação do professor, em que o aluno seja capaz de produzir seu
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    13 conhecimento e depesquisar. Isso se aprende a partir de situações e conteúdos concretos, que devem abranger os conteúdos históricos - sociais, com o objetivo maior de uma melhor qualidade de vida no meio em que vive, tornando- se o educando um sujeito participativo e comprometido com a sua realidade. A Escola Irmã Leodgard Gausepohl visa o desenvolvimento integral do aluno, compreendendo-o como um sujeito bio-psico-social-espiritual. A avaliação no contexto escolar assume um papel muito importante. Ela é o meio de ajudar a escola a cumprir uma função social transformadora. Não podemos negar que o aspecto quantitativo é uma exigência legal, no entanto, podemos olhá-lo de outra forma, pois é fundamental que, a quantidade enquanto um indicador, esteja a serviço da qualidade de uma proposta educacional, assim sendo os aspectos qualitativos devem sobrepor-se aos aspectos quantitativos. Porém, o que deve ser realmente avaliado é a aprendizagem dos discentes, de que forma estão aprendendo e se estão lendo e interpretando através dos métodos linguísticos. A avaliação oportuniza condições para que o educando se torne um sujeito crítico, participativo, responsável, comprometido e ciente da importância e da necessidade do seu envolvimento no processo de aprendizagem. Oferece trabalhos diversificados que abrangem todas as disciplinas, através de desafios individuais ou coletivos, onde o aluno participa ativamente refletindo, construindo o seu conhecimento e elaborando suas hipóteses durante a investigação do tema escolhido para o projeto de estudo. Nesse sentido, a avaliação organiza-se em três dimensões: 6.1.1 Avaliação Diagnóstica A avaliação diagnóstica é um precioso instrumento para o alfabetizador, pois possibilita que o aluno reflita sobre o que já é capaz de ler, escrever, compreender, opinar. Para o educador, avaliar e fazer a intervenção pedagógica é necessário que haja periodicidade na aplicação dessas avaliações e que registre todo o processo de apropriação da escrita que o mesmo observou em cada criança, nesse e em outros instrumentos que utiliza, analisando o avanço dos alunos em suas aprendizagens ou se ainda há necessidade de intervenção. Sugere-se que os professores não se prendam apenas num tipo de instrumento, mas que varie, recorrendo a estratégias
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    14 menos formais, comoa observação diária dos alunos. A avaliação diagnóstica deve contemplar a produção de escrita e leitura. É fundamental que o aluno leia o que escreveu para que seja observado se ele estabelece relação entre o que escreveu e o que leu, e entre a fala e escrita. 6.1.2 Avaliação Qualitativa A avaliação formativa permite aos educandos conhecer o seu rendimento durante o processo de aprendizado e ajuda os professores a atenderem as necessidades individuais de seus alunos por meio de um ensino diferenciado. Avaliação só tem sentido para a aprendizagem, quando os resultados permitem ao aluno continuar progredindo, e isto só será possível quando a avaliação dos resultados que se transmite ao aluno for feita com relação a suas capacidades e ao esforço realizado. “Este é provavelmente o único conhecimento que é preciso saber com justiça, já que é o que permite promover a autoestima e a motivação para continuar.” (ZABALA,1998, p.103). É de fundamental importância que se desenvolvam na escola as habilidades necessárias para se adquirir um aprendizado duradouro, pois, ao empregar estrategicamente as avaliações formativas, os alunos desenvolvem capacidades para se tornarem aprendizes autossuficientes à (aprender a aprender). 6.1.3 Avaliação Quantitativa Pensando na prática de avaliação, sabemos que ela tem sido tratada como ato de atribuir ao aluno uma nota ou um conceito. Nessa perspectiva em que é executada, conforme Hadji, a avaliação serve para medir o desempenho dos alunos. A nota é um dos indicadores que demonstram se os alunos estão ou não atingindo os objetivos. Os alicerces da avaliação são valores construídos por uma escola. Diante disso, fez-se os seguintes questionamentos: Que educação pretendemos? Que sujeito pretendemos formar? O que significa aprender, nesse tempo, nessa escola? A avaliação determina o grau de domínio do aluno em uma área de aprendizagem, que permite qualificação que, por sua vez, pode ser utilizada como um sinal de credibilidade da aprendizagem realizada.
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    15 A avaliação somativacontêm informações úteis aos professores e alunos, e requer que reservem um tempo para analisá-las. Os professores podem detectar falhas que devem ser corrigidas nas unidades futuras. Os alunos podem identificar áreas problemáticas e estabelecer metas de aprendizado futuro. 6.2 AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM A escola deve estar atenta para os seguintes aspectos no processo de avaliação da aprendizagem: Que sujeito pretende-se formar? O que estão aprendendo? Por que não estão aprendendo? Quais os pontos que apresentam mais dificuldades? O que fazer para que os alunos adquiram as aprendizagens fundamentais? Será que as metodologias desenvolvidas em sala de aula estão adequadas ao conteúdo ensinado? Quais as dificuldades dos professores para ensiná-los? São algumas das perguntas que devem ser formuladas pelos professores, no processo avaliativo. Outro processo que a escola precisa rever é como avaliar o ensino- aprendizagem dos alunos. Para Mendes (2002, p.67), “o valor da avaliação não está no instrumento em si, mas no uso que se faça dele”. Partindo desse contexto, para que uma avaliação possa desempenhar as funções que a educação moderna exige, faz-se necessário o uso combinado de várias técnicas e instrumentos de avaliação que permitam ao professor deduzir o que o aluno aprendeu. Neste contexto, as crianças da Educação Infantil e do Ensino Fundamental do 1º Ano serão avaliadas conforme Regimento Escolar da Rede Municipal de Ensino: Artigo 96, Parágrafo único: A avaliação na Educação infantil acontecerá de forma sistemática e contínua ao longo de todo processo de aprendizagem do aluno. Artigo 103, parágrafo 3º: No 1º Ano do Ensino Fundamental de 9 anos realizar-se-á a avaliação qualitativa por meio de parecer, ficha de acompanhamento, portfólio, matriz de habilidades. (Santarém, 2010. p.48 e 49) Portanto, as crianças da Educação Infantil e do 1º ano do Ensino Fundamental o processo avaliativo será feito de forma diferenciada, onde o professor avaliará os saberes conquistados pelos alunos através de registros no caderno de aproveitamento, do acompanhamento individual e de outros instrumentos de acordo com as legislações vigentes.
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    16 A avaliação dodesempenho escolar dos alunos do 2º ao 9º ano do Ensino Fundamental serão efetivadas bimestralmente, podendo o professor utilizar os seguintes instrumentos: provas, testes, trabalhos individuais e em grupos, pesquisas, simulados,atividades extraclasse, etc. Quanto maior for a amostragem dos recursos disponíveis de avaliação em sala de aula, mais perfeito será a obtenção dos dados. Sabe-se que a avaliação deve ser constante e contínua, com essa visão, a escola, em consonância com seus educadores definiu que para o Ensino Fundamental do 2º ao 9º ano será da seguinte forma: 60 pontos serão atribuídos para exame bimestral e 40 pontos serão distribuídos entre outras avaliações quantitativas e qualitativas, respeitando a LDB 9394/96, Regimento Municipal e o Projeto Político Pedagógico da Escola. A recuperação paralela será feita mediante os resultados colocados em discussão no Conselho Escolar, podendo ser modificada se houver necessidade, obedecendo a LDB 9496/96, regimento unificado aprovado para escolas da rede municipal de ensino, e ao regimento escolar interno, acontecerá nos meses de junho e dezembro. 6.3 AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL O sistema de ensino atual é um processo democrático, sendo assim, a escola tem necessidade de se avaliar e de ser avaliada externamente e internamente devido ao caráter público de suas ações. A avaliação institucional é também uma maneira de estimular a melhoria do desempenho e evitar que a rotina descaracterize os objetivos fundamentais que são os resultados das ações educativas da escola. Com objetivo de melhorar a qualidade dos serviços prestados a comunidade escolar, a escola realiza anualmente a avaliação de desempenho dos funcionários através de questionários que são aplicados aos docentes, conselho escolar e gestão escolar. Visando assim, um melhor desempenho das funções. Os resultados são tabulados e socializados com a comunidade escolar através da Secretaria de Educação Municipal. A avaliação do desempenho dos professores tem sido bastante utilizada pelas instituições de ensino. Na escola Irmã Leodgard a avaliação do ensino- aprendizagem realiza-se constantemente através de relatórios, visitas das
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    17 mediadoras da Semede pedagogas da escola. Os resultados dessa avaliação são socializados em reuniões com os professores. A avaliação tem como objetivo examinar o desempenho dos professores a autorreflexão para que eles possam conscientizar-se de suas práticas educativas e tenham condições de realizar uma auto-avaliação do seu desempenho em sala de aula, e neste sentido elevar a qualidade do ensino. Visando uma nova prática de gestão escolar, democrática e participativa a equipe gestora da nossa escola é avaliada anualmente através de relatórios e questionários que são aplicados aos docentes, pais, funcionários e conselho escolar. Os resultados são tabulados e expostos à comunidade escolar e encaminhado à secretaria de educação. A sociedade brasileira tem acompanhado, nos últimos anos, discursos que defendem a aplicação de testes educacionais unificados nacionalmente, com objetivo de aferir o desempenho dos alunos nos diferentes graus de ensino, para controlar a qualidade de ensino ministrado nas escolas brasileiras. Entretanto, a determinação de critérios de avaliação revela a posição, as crenças e a visão de mundo de quem a propõe. Os exames nacionais em vigor enfatizam a medição do desempenho escolar por meio de testes padronizados, o que os vincula a uma concepção objetivista de avaliação. Tendo em vista os alicerces da avaliação são os valores construídos por uma escola, e o ponto mais importante a ser levado em consideração pelo professor, em um processo de avaliação é o aluno. 6.4 AVALIAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO O Projeto Político Pedagógico será avaliado no início de cada ano letivo, considerando a missão, a visão, os objetivos e metas estabelecidos, no intuito de redirecioná-lo, se for necessário. Será feita por meio da aplicação de questionários: aos pais, alunos, professores e funcionários, buscando o grau de satisfação quanto aos segmentos e projetos relacionados à escola. O procedimento de avaliação deverá ser coordenado pelo Conselho Escolar, sendo o colegiado, responsável pela convocação da comunidade escolar para exercer sua democracia. A avaliação servirá também para rever constantemente o processo e a prática pedagógica, sendo, o erro, um ponto de reflexão, levando a instituição ao desafio de
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    18 buscar soluções emelhorias. Os resultados da avaliação auxiliarão nas tomadas de decisões futuras. 7 PROPOSTA CURRICULAR A Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Irmã Leodgard Gausepohl atende os seguintes níveis de ensino: Educação Infantil e Ensino Fundamental e fundamenta-se nas legislações, normas, diretrizes e documentos nacionais e locais que norteiam as propostas curriculares em vigor como: LDB 9394/96, Referenciais Curriculares Nacionais, Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs, Plano de Ensino SEMED, Matrizes Curriculares dos níveis de ensino, assim como das diretrizes curriculares para educação das relações etnicorraciais e para o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana, Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. A alteração feita na LDB (Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional) por meio da lei nº 12.796, de 14 de abril de 2013, essa regulamentação oficializada a mudança feita na Constituição por meio da Emenda Constitucional nº 59 em 2009. Os pais ficam responsáveis por colocar as crianças na educação infantil a partir dos 4 anos e por sua permanência até os 17 anos. Já os municípios e os estados tem até o ano de 2016 para garantir a inclusão dessas crianças na escola pública. Conforme Libâneo (2009), o currículo escolar representa o cruzamento de culturas, constituindo espaço de síntese, uma vez que a cultura elaborada se articula com os conhecimentos e as experiências concretas dos alunos em seu meio social e com a cultura dos meios de comunicação, da cidade e de suas práticas sociais. Dentre as propostas curriculares neste educandário, garantido pela LDB nº 9.394/96, os direitos da criança foram incorporados a Educação Infantil como sendo o primeiro nível da Educação Básica. Em determinação da LDB e em consonância com o Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil (RCNEI, 2008). A escola Irmã Leodgard Gausepohl prima pelo trabalho voltado para propostas educacionais através do brincar, cuidar e do educar. Em se tratando de currículo, a LDB em seu artigo 26, estabelece que: Os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas
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    19 características regionais elocais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela. No artigo 26, parágrafo 1º da LBD ressalta a importância do currículo no ensino: “Os currículos a que se refere o caput devem abranger, obrigatoriamente, o estudo da língua portuguesa e da matemática, o conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política, especialmente do Brasil”. Outra proposta curricular que a escola está inserindo no sistema educacional é o ensino através das TICs (Tecnologias, Informação e Comunicação), com a inclusão do PROUCA (Programa Uca). Principalmente porque neste momento da história do Brasil o Projeto Uca (Um Computador por Aluno) que era uma medida provisória passa a ser Lei. A Lei nº. 12.249 de 10 de junho de 2010, entretanto se faz necessário que este programa seja uma lei válida na prática, para que de fato as TICs sejam utilizadas na prática pedagógica do professor, no cenário educacional brasileiro. Sabe-se que o ProUca faz parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) que contempla entre suas metas, a disseminação do uso pedagógico da tecnologia digital. As ações previstas são inseridas no contexto político-pedagógico de qualificação da educação, construção das competências amplas da cidadania e do desenvolvimento humano. Considerando a importância da tecnologia digital como ferramenta pedagógica na educação contemporânea, pelas suas múltiplas possibilidades de aprendizado. O ProUca (Programa Uca) foi inserido na Escola Municipal de Ensino Fundamental Irmã Leodgard Gausepohl. Projeto esse que é do Governo Federal em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e Desporto – SEMED, como Instituição Educacional pioneira no município de Santarém. Diante da grande responsabilidade social e educacional que a escola está inserindo em sua prática docente a partir do Projeto Uca, se faz necessário que a escola propicie aos educandos o acesso a essa nova tecnologia e às suas múltiplas linguagens de acordo com a adequação e reformulação do seu Plano Político Pedagógico, assim como apresentar a comunidade escolar, a proposta dessa inovação na prática docente, buscando o apoio da comunidade escolar, do NIE (Núcleo de Informática Educativa), da SEMED com a parceria de um técnico de informática para manutenção dos laptops educacionais na escola e uma professora
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    20 facilitadora para nosdar suporte nas atividades desenvolvidas. Hoje, conta-se com a parceria do PIBID de informática da Universidade Federal do Oeste do Pará. A Escola Municipal de Ensino Fundamental Irmã Leodgard Gausepohl funciona nos turnos matutino e vespertino, com turmas organizadas de forma mista, respeitando os aspectos cognitivos e idade do aluno. Tem-se educandos especiais, que são inclusos nas turmas, os quais recebem atendimento educacional especializado da Secretaria Municipal de Educação e Desporto–SEMED. De acordo com a LBD artigo 58 § 1º: Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular para atender às peculiaridades da clientela de educação especial. O Ensino Religioso, obrigatório de acordo com a Lei nº 9.475 de 22 de julho de 1997, que dá nova redação ao art.33 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1906, é realizado de forma ecumênica, com professores da própria escola, respeitando a liberdade de expressão religiosa dos discentes. A escola também se preocupa com a formação integral de seus alunos através de projetos com temas transversais como o “Projeto Família na Escola”, que contribui para a formação de valores éticos, morais e espirituais da comunidade escolar, além de ser voltado para o ensino aprendizagem contextualizando a educação. Em cumprimento a Lei Municipal nº 18.034/2006, que tornou obrigatória a Educação Fiscal como tema transversal nas escolas públicas e particulares de Santarém e com a Criação do Programa Municipal de Educação Fiscal – PMEF, trabalha-se a Educação Fiscal em forma de projeto interdisciplinar, proporcionando a comunidade escolar o conhecimento dos recursos e bens públicos aplicados com os tributos arrecadados pelo Estado. Além disso, busca o despertar do cidadão para acompanhar a aplicação dos recursos postos da administração pública, tendo em vista o benefício de toda população. A escola Municipal Irmã Leodgard Gausepohl, segue os dispositivos da Lei 9.394/96 com distribuição de carga horária anual de 800 horas, em 200 dias letivos e levou em consideração objetivar a instrução, formação de hábitos e atitudes, incentivar a criatividade, vivenciar valores e desenvolver e aprimorar a leitura, a escrita, a compreensão, noções de informática, cálculos e estimativas. Acrescentamos que a escola desenvolve ações indutoras da Educação integral, como é o caso do Programa Mais Alfabetização, Gestão de Política de Alfabetização
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    21 e o ProgramaNovo Mais Educação, que vem com uma nova proposta de ensino, visando principalmente o reforço escolar nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, priorizando a aprendizagem do educando. A Escola fundamenta-se também na nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que em dezembro de 2017 foi homologada para a Educação Infantil e Ensino Fundamental. Por meio da definição de 10 Competências Gerais explicita o seu compromisso com a educação integral. 8 PROPOSTA DE FORMAÇÃO CONTINUADA A Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Irmã Leodgard Gausepohl prioriza momentos em que juntos possam refletir sobre a formação pedagógica. Durante o ano letivo, professores, equipe técnica e gestores participam da semana pedagógica, especificamente na segunda quinzena de janeiro, das formações continuadas, exclusivamente nos cursos intervalares ofertados pelo PARFOR em parceria com as Universidades (UEPA e UFOPA) e, cotidianamente, através do atendimento aos professores pela coordenação pedagógica para relatar as experiências e planejar as ações de sala de aula. Além disso, os professores, gestores e pedagogos participam das formações oferecidas pela SEMED. No que se refere a Formação continuada, segundo o MEC (Ministério da Educação e Cultura), o plano consolida a Política Nacional de Formação de Professores, instituída pelo Decreto 6755/2009, que prevê um regime de colaboração entre União, estados e municípios, para a elaboração de um plano estratégico de formação inicial para os professores que atuam nas escolas públicas. A ação faz parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), em vigor desde abril de 2007. Sabe-se que na sociedade atual a educação passa por mudanças, em busca de uma educação de qualidade, mas para que isso aconteça se faz necessário que se promova formação e a qualificação dos profissionais que trabalham na educação. A referida qualificação também é proposta pela Lei nº 19.829 de 14 de julho de 2015 que estabelece o Plano Municipal de Educação de Santarém. Nesse prisma o Ministério da Educação e Cultura - MEC, oferece através da Secretaria Municipal de Educação e Desporto – SEMED, formação continuada para professores e equipe
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    22 técnica pedagógica nasáreas afins como: Graduação/PARFOR, Especialização/PARFOR, PNAIC, Gestão Nota 10. Nos últimos anos, temos visto a preocupação do governo brasileiro em promover a inclusão digital nas escolas através da informática educativa, possibilitando um aprendizado através das TICs. Em 2007, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação a Escola Municipal de Ensino Fundamental Irmã Leodgard Gausepohl, foi inserida no Projeto Uca (Um Computador por Aluno). Os professores e gestores, participaram da formação continuada até 2011, sobre “Apropriação Tecnológica”, em parceria com a SEDUC, pelo NTE/Santarém (Núcleo de Tecnologia Educacional), no ambiente colaborativo de aprendizagem e-proinfo. O processo de formação ocorreu em três níveis ou ações e envolveu, além das escolas participantes, as universidades (IES), Secretarias de Educação (SE) e os Núcleos de Tecnologia Educacional (NTE). Atualmente os professores participam de oficinas em parceria com o PIBID de Informática da UFOPA, de acordo com a demanda do grupo. A partir de 2013 foram ofertadas oficinas, em parceria com o NIE (Núcleo de Informática Educativa) da SEMED, para os educadores incluírem as múltiplas tecnologias em suas ações pedagógicas, focando o trabalho cooperativo nos projetos de aprendizagem interdisciplinares. Conforme pesquisas é através da formação continuada que o professor torna-se capaz de refletir sobre suas práticas direcionando-as segundo a realidade em que atua, voltada para os interesses e as necessidades dos alunos. A troca de experiência e a partilha de saberes consolidam espaços de formação mútua, nos quais cada professor é chamado a desempenhar, simultaneamente, o papel de formador e de formando. (NÓVOA,1997, p.26). Em abril de 2012, foi iniciada a formação continuada sobre a Implementação da Lei Nº 10.639/03 e das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Étnicorraciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Uma vez que a escola foi inserida no programa de Educação e Diversidade Étnicorracial, pois de acordo com essa lei fica instituída a obrigatoriedade do ensino de história e dos africanos no currículo escolar do ensino fundamental e médio, resgatando historicamente a contribuição dos negros na construção e formação da sociedade brasileira. Trata-se de uma política curricular, fundada em dimensões históricas,
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    23 sociais, antropológicas oriundasda realidade brasileira, e busca combater o racismo e as discriminações propondo a formação de atitudes, posturas e valores que eduquem cidadãos orgulhosos do seu pertencimento étnicorracial. A Formação Continuada torna-se uma ferramenta fundamental, capaz de contribuir para o aprimoramento do trabalho docente, fortalecendo vínculos entre os professores e os saberes científico-pedagógicos. Também, favorece a criação de novos ambientes de aprendizagem, que conduzem docentes e discentes em direção a práticas pedagógicas capazes de ressignificar a aprendizagem e habilitar os estudantes a elaborar e desenvolver projetos que redimensionarão sua escolaridade e o papel destes na sociedade. Acredita-se que os professores precisam de tempo para estudar, um bom planejamento dos horários de trabalho é essencial para que tal formação tenha sucesso. A presença de um formador que tenha a confiança e o respeito da equipe, todos esses elementos fazem parte do que se chama de formação continuada. Embora algumas redes ofereçam essas capacitações para docentes, o melhor espaço para colocá-lo em prática é na própria escola, sob o comando do coordenador pedagógico. O aprimoramento profissional dentro do ambiente de trabalho é um dos mais eficientes instrumentos para a melhoria do ensino. Contudo, as práticas eficazes de gestão escolar mostrou que, muitas vezes, a formação em serviço não passa de ficção mesmo nas redes que tem o horário de trabalho pedagógico coletivo, ele muitas vezes é desvirtuado e acaba servindo para qualquer outra coisa, menos discutir as questões enfrentadas pelos professores na sala de aula. Para Nóvoa (1997, p. 26): A troca de experiências e as partilhas de saberes consolidam espaços de formação mútua, nos quais cada professor é chamado a desempenhar simultaneamente, o papel de formador e de formado. Sendo assim, chegamos à conclusão que há cinco aspectos essenciais para que a formação continuada aconteça e traga um bom resultado1 : Tempo: Os horários de trabalho coletivo devem ser predefinidos com duração suficiente para o desenvolvimento de estratégias formativas. Organização da rotina: O dia a dia dos coordenadores deve priorizar o 1 Disponível em: <https://gestaoescolar.org.br/conteudo/655/formacao-continuada-na-escola>
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    24 planejamento das reuniõesformativas e as atividades como observações das aulas, seleção de referenciais teóricos e análise dos registros das práticas dos professores para que nos encontros reflitam as necessidades dos docentes. Conhecimento: Para ser bem utilizado o horário do trabalho pedagógico é preciso que o coordenador cuide da própria formação, estudando as novas didáticas e as teorias que embasam a prática docente. Tato Pedagógico: É como se denomina a junção de três capacidades: A saber ouvir, se comunicar e se relacionar, são fundamentais para estabelecer uma relação de confiança e respeito com a equipe. Transformação da prática: A formação será eficiente, quando os professores se sentirem motivados a repensar e transformar sua maneira de ensinar para fazer com que todos os alunos aprendam. No entanto, podemos observar que ainda existe a necessidade de que o professor seja capaz de refletir sobre suas práticas, e direcioná-las segundo a realidade em que atua voltada aos interesses e as necessidades dos alunos. A Escola Irmã Leodgard Gausepohl prima pelo o desenvolvimento pessoal, profissional e o interesse de cada um em preparar os alunos para a realização de suas atuais tarefas, estimula seus profissionais a se qualificarem dentre as áreas específicas, para que busquem cada vez mais o conhecimento e aperfeiçoamento de um ensino participativo e contínuo em prol da educação. Atualmente a Secretaria Municipal de Educação, vem oferecendo diversas formações continuadas, para melhorar a prática do cotidiano escolar, tanto no administrativo, como no pedagógico. Essas formações têm como parceria, por exemplo, o Instituto Ayrton Senna, que trabalha diretamente na formação continuada com os diretores, vice-diretores e coordenadores pedagógicos, na Gestão Nota 10. 9 PROPOSTA DE AÇÕES DESENVOLVIDAS COM A COMUNIDADE A Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Irmã Leodgard Gausepohl acredita no modelo participativo e integrado com a comunidade por perceber que a eficiência do processo educacional perpassa pela parceria escola/família/comunidade. Dessa forma, desenvolve as seguintes ações como: Atividades socioculturais; Abertura da quadra poliesportiva para a comunidade; Palestras com os pais/mães; Programações de homenagem às mães, aos pais e às
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    25 crianças. O Projeto “Famíliana Escola”, tem por objetivo envolver as famílias dos educandos com as atividades desenvolvidas na escola integrando e agregando valores humanos para a qualidade de vida das pessoas Diante dos resultados positivos dessas ações a escola busca intensificar esse processo de articulação, assegurando nas metas estabelecidas no PPP, efetivando desta forma os aspectos físicos, efetivo e social no âmbito escolar. Percebe-se que o ser humano só desenvolve seu potencial crítico, ativo quando se oportuna a colocar em prática seus conhecimentos através da participação ativa dentro da comunidade, sendo que a participação da comunidade é de suma importância para a sociedade seja através de associações de bairros, projetos escolares, membros de conselhos, considerando o contexto social e cultural dos comunitários. Visto que a lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9.394/96, possibilita a comunidade sua participação na gestão escolar. Citamos ainda o artigo 53 da Lei nº 8.069/90; Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que afirma ser direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais. Nesse sentido a Escola Irmã Leodgard desenvolve projetos que fazem com que a comunidade participe ativamente da educação de nossas crianças e adolescentes.
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    26 10 PLANO DEAÇÃO METAS PROJEÇÕES AÇÕES PERÍODO RESPONSÁVEIS 2018 2019 2020 Garantir os 200 dias letivos e 800 horas de atividades pedagógicas. 100% 100% 100%  Adaptar o calendário escolar da SEMED com a realidade da escola;  Cumprir o calendário letivo;  Organizar o calendário mensal de reposição de aulas, quando houver falta de professor, para evitar dispensa de alunos.  Março  Diariamente  Sempre que necessário  Gestora e comunidade escolar. Manter o índice de frequência dos professores da Educação Infantil (Pré I e Pré II) e do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano). 99,5% 99,5% 99,5%  Acompanhar a frequência dos professores através do Livro de Ponto e do diário de classe;  Possibilitar reposição de aulas aos sábados ou horário oposto.  Diariamente  Sempre que necessário.  Gestora, secretário e Pedagoga. Elevar o índice de frequência dos alunos da Educação Infantil (Pré I e Pré II) e do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano). 88% 88,5% 89%  Co-responsabilizar a família na frequência dos alunos, por meio de reuniões periódicas;  Realizar visita domiciliar aos alunos com três faltas consecutivas, sem justificativa;  Monitorar as faltas com e sem justificativa.  Diariamente  Sempre que necessário  Diariamente  Gestora, secretário, Pedagoga e pais. METAS PROJEÇÕES AÇÕES PERÍODO RESPONSÁVEIS 2018 2019 2020
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    27 Elevar o índicede aprovação dos alunos do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental. 97,2% 97,3% 97,5%  Acompanhar processo ensino-aprendizagem dos alunos através de planilhas e outros instrumentos;  Realizar o assessoramento técnico pedagógico aos professores e visita às turmas;  Fazer o levantamento do nível de leitura e escrita /ortografia, produção textual e interpretação;  Reunir com professores para acompanhamento da operacionalização dos planos de curso e de aula.  Reunir com pais e/ou responsáveis de alunos com baixo rendimento escolar.  Diariamente  Mensalmente  Mensalmente  Sempre que necessário  Mensalmente  Gestora  Pedagoga  Professores  Pedagoga  Pedagoga e professores METAS PROJEÇÕES AÇÕES PERÍODO RESPONSÁVEIS 2018 2019 2020 Manter a alfabetização dos alunos 92% 92% 92%  Promover encontros periódicos com os  Quinzenalmente  Gestora
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    28 matriculados no 2ºano do ensino fundamental. professores de 2º ano para estudo e troca de experiências;  Realizar visitas técnicas as turmas de 2º ano para acompanhamento e incentivo aos alunos;  Acompanhar os alunos com dificuldades de leitura, escrita e cálculos;  Subsidiar a prática pedagógica com sugestões de atividades;  Possibilitar atividade de reforço aos alunos com baixo rendimento com o apoio do assistente do Programa “Mais Alfabetização”.  Semanalmente  Março a novembro  Sempre que necessário  Semanalmente Pedagoga  Pedagoga  Pedagoga  Gestora, pedagoga e professores Manter o indicativo de evasão escolar dos alunos da Educação Infantil (Pré I e Pré II) e do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano). 0% 0% 0%  Acompanhar a frequência dos alunos por turma;  Realizar visita domiciliar aos alunos com três faltas consecutivas;  Acompanhar a justificativa dos alunos faltosos.  Diariamente  Semanalmente  Diariamente  Gestora, pedagoga e professores.  Gestora e pedagoga.  Pedagoga e professores METAS PROJEÇÕES AÇÕES PERÍODO RESPONSÁVEIS 2018 2019 2020 Reduzir o índice de alunos com distorção idade/série do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. 3% 2,5% 2%  Acompanhar o desempenho dos alunos no Programa Correção de Fluxo Escolar (Se Liga e Acelera  Semanalmente  Gestora, pedagoga e professora.
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    29 Brasil);  Monitorar ocronograma das visitas da mediadora do programa de Correção de Fluxo;  Participar das formações de socialização do desempenho dos alunos realizada pela Agente Técnica do Instituto Ayrton Senna.  Quinzenalmente  Bimestralmente  Gestora e pedagoga.  Gestora e pedagoga. Garantir a participação das famílias nas atividades escolares do ano letivo. 95% 95,3% 95,5%  Acompanhar a frequência dos pais nas reuniões;  Envolver os pais e/ou responsáveis nas atividades escolares;  Dinamizar as reuniões de pais e mestres.  Mensalmente  Sempre que for necessário  Bimestralmente  Gestora  Gestora  Gestora
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    REFERÊNCIAS LIBÂNEO, José Carlos.Didática. Editora Cortez: 1994. Disponível em: http://pedagogiadidatica.blogspot.com.br/2010/11/didatica-jose-carlos-libaneo.html ________. Democratização da Escola Pública - A Pedagogia Crítico-Social dos Conteúdos. São Paulo: Edições Loyola, 2002. BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação a Distância. Salto Para o Futuro: Construindo uma escola cidadã, Projeto Político- Pedagógico, Brasília: SEED, 1998.ISBN. BRASIL, Constituição Federal de 1988. _______Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (L.D.B nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996). _______Lei nº 8.069, de 1999, Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). _______Lei nº 9.475, de 22 de julho de 1997. _______Lei nº 11.114/2005 e Lei nº 11.274/2006 – Ensino Fundamental de Nove Anos. _______Lei nº 17.866/2004 – Gestão Democrática. _______Lei nº 10.639/2003 – Educação Etnicorracial. _______Lei nº 9.795/1999 – Educação Ambiental. _______Lei nº 13.005/2014 – Plano Nacional de Educação. _______Lei nº 19.829/2015 – Plano Municipal de Educação. LIBÂNEO, José C. Democratização da escola pública: a pedagogia crítico-social dos conteúdos. São Paulo: Loyola, 2008. NÓVOA, António. Formação de professores e profissão docente. In: NÓVOA, António Os professores e sua formação. Lisboa: Instituto de Inovação Educacional, 1992. RESOLUÇÃO Nº 10. Conselho Municipal de Educação, Santarém - Pá: dezembro de 2010. SAVIANI, Dermeval. Pedagogia Histórico-Crítica. Campinas: Autores Associados, 2008. 30
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