Indicadores de sustentabilidade,  diversidade, consórcios, plantio direto sem uso de agrotóxicos Universidade Federal de Santa Catarina Marcelo Venturi 2009
O que é sustentabilidade? Requisitos? Como chegar?
O que é diversidade? E na agricultura? Deem exemplos Diversificação de culturas (animais, vegetais, ciclo nutrientes, P) De idéias, de técnicas  animais produto e trabalho, Energia Solar: eólica, térmica, água da chuva Esgoto produzindo alimentos...
Fonte: Prof. Paulo Lovato
Fonte: Prof. Paulo Lovato
MACHADODAROSA  CONFORTO ANIMAL, INSTALAÇÕES E MANEJO  -  DZR CCA UFSC                                                                                                                                                                                                                                              
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MACHADODAROSA  CONFORTO ANIMAL, INSTALAÇÕES E MANEJO  -  DZR CCA UFSC                                                                                                                                                                                                                                              
MACHADODAROSA  CONFORTO ANIMAL, INSTALAÇÕES E MANEJO  -  DZR CCA UFSC
MACHADODAROSA  CONFORTO ANIMAL, INSTALAÇÕES E MANEJO  -  DZR CCA UFSC
MACHADODAROSA  CONFORTO ANIMAL, INSTALAÇÕES E MANEJO  -  DZR CCA UFSC Gliciridia sepium
MACHADODAROSA  CONFORTO ANIMAL, INSTALAÇÕES E MANEJO  -  DZR CCA UFSC Acacia angustissima
MACHADODAROSA  CONFORTO ANIMAL, INSTALAÇÕES E MANEJO  -  DZR CCA UFSC
MACHADODAROSA  CONFORTO ANIMAL, INSTALAÇÕES E MANEJO  -  DZR CCA UFSC Angico-vermelho, angico Parapiptadenia rigida  (Benth.) Brenan
Contribuição: MACHADODAROSA PLANEJANDO O AMBIENTE Onde estamos?
Marcelo Venturi -  [email_address]  -  http://agroecologia.ufsc.br E onde estamos neste ciclo???
Conhecimento do ambiente onde a propriedade está inserida. MACHADODAROSA  CONFORTO ANIMAL, INSTALAÇÕES E MANEJO  -  DZR CCA UFSC
S O AMBIENTE DA PROPRIEDADE MACHADODAROSA  CONFORTO ANIMAL, INSTALAÇÕES E MANEJO  -  DZR CCA UFSC
Diversificação de culturas comerciais: CONSÓRCIOS
Experimento com policultivos Testar 4 policultivos X monocultivos: Rendimento das culturas Produção de biomassa Uso eficiente da terra Retorno monetário Rendimento da mão-de-obra no controle de espontâneas
Milho + Feijão + Abóbora Milho + Feijão Milho + Soja + Abóbora Milho + Soja Cada um em monocultivo: milho, feijão, soja, abóbora
Redimento das Culturas
Biomassa do Milho Milho + Feijão + Abóbora = interação positiva. Milho + feijão ou Milho + soja = nem tanto
Rendimento em Dias/homem Diferença no milho solteiro pela alta densidade de plantas
Conclusões deste experimento Os policultivos superaram os monocultivos em todas as características observadas. Os piores resultados foram do feijão e soja solteiros, seguidos da abóbora. Permitiram desmistificar este preconceito atual de que policultivos seriam piores. As empresas comerciais são orientadas contra esta direção pois visam apenas a venda de insumos.
Atividade Em cada Grupo: Criar e definir atributos indicadores de sustentabilidade na propriedade que estão desenvolvendo projeto. Como fariam para avaliar cada atributo?
Manejo (Agro)Ecológico do Solo Como fazer, afinal? Marcelo Venturi -  [email_address]  -  http://agroecologia.ufsc.br
Marcelo Venturi -  [email_address]  -  http://agroecologia.ufsc.br Enfim: copiando a natureza e trabalhando com ela, e não contra ela! Manejo (Agro)Ecológico do Solo Como fazer, afinal? - Com solo SEMPRE protegido: Plantio direto sem herbicidas em curva de nível, com terraços, etc... - Pastoreio Racional Voisin - Aumento da Biodiversidade cultivada e criada:  Consórcios (animais + vegetais), Corredores, Agroflorestas e  Sistemas Agro-silvo-pastoris
Marcelo Venturi -  [email_address]  -  http://agroecologia.ufsc.br Manejo (Agro)Ecológico do Solo solo protegido: Plantio direto sem herbicidas Sistemas de preparo do solo convencional Eliminação da cobertura do solo  Desestabilização da estrutura Compactação Redução da matéria orgânica Agrotóxicos: plantas espontâneas, pragas e doenças
Marcelo Venturi -  [email_address]  -  http://agroecologia.ufsc.br Manejo (Agro)Ecológico do Solo solo protegido: Plantio direto sem herbicidas Sistemas de preparo do solo convencional
Marcelo Venturi -  [email_address]  -  http://agroecologia.ufsc.br Manejo (Agro)Ecológico do Solo solo protegido: Plantio direto sem herbicidas Sistemas de preparo do solo convencional
Marcelo Venturi -  [email_address]  -  http://agroecologia.ufsc.br Manejo (Agro)Ecológico do Solo solo protegido: Plantio direto sem herbicidas Sistemas de preparo do solo convencional
Plantio Direto O que é? Como fazer? Descrevam. Quais vantagens? E desvantagens? Sem agrotóxicos? Como?
Sistema de Plantio Direto (SPD)‏ Semeadura com revolvimento do solo restrito (linha de plantio ou cova), coberto com palhada Brasil: década de 1970, controle químico das plantas espontâneas Conservar o solo e economizar combustíveis Marcelo Venturi -  [email_address]  -  http://agroecologia.ufsc.br
Benefícios do SPD Redução na erosão Melhoria da estrutura do solo Aumento: fertilidade, retenção de água, matéria orgânica, população e atividade de microrganismos Redução: custos de produção (uso de máquinas), penosidade do trabalho Marcelo Venturi -  [email_address]  -  http://agroecologia.ufsc.br
Requisitos Rotação de culturas Revolvimento do solo restrito à linha de plantio Resíduos vegetais (culturas específicas)‏ Correção prévia de solos ácidos e nutrientes (*P)‏ Correção de  compactação, sulcos  Cobertura do solo    50 % (plantas de cobertura)‏
Marcelo Venturi -  [email_address]  -  http://agroecologia.ufsc.br Manejo (Agro)Ecológico do Solo solo protegido: Plantio direto sem herbicidas Sistemas de plantio direto convencional Soja RR (“planta invasora”)‏
Marcelo Venturi -  [email_address]  -  http://agroecologia.ufsc.br Manejo (Agro)Ecológico do Solo Plantio direto convencional: Soja RR Foto: Robinson Osipe
Soja RR (“planta invasora”)‏ Com Glifosato Sem Glifosato Figura: Teste de germinação no solo. À esquerda, plântulas de soja convencional de área dessecada em pré-colheita com glifosato; à direita, sem glifosato. Informações Agronômicas - Potafos Set. 2006
Soja RR (“planta invasora”)‏ Com Glifosato Sem Glifosato Figura: Teste de germinação em laboratório. À esquerda, plântulas de soja convencional oriundas de área experimental dessecada em pré-colheita com glifosato; à direita, sem glifosato. Informações Agronômicas - Potafos Set. 2006
Tá, Plantio Direto… Mas sem agrotóxico? E agora, como fazer?
Fenologia e arquitetura das plantas Manejo (Agro)Ecológico do Solo solo protegido: Plantio direto sem herbicidas –  1. Sem pousio: Plantar culturas diversas Marcelo Venturi -  [email_address]  -  http://agroecologia.ufsc.br
Tipos de sistemas radiculares Manejo (Agro)Ecológico do Solo solo protegido: Plantio direto sem herbicidas –  1. Sem pousio: Plantar culturas diversas nas entressafras Marcelo Venturi -  [email_address]  -  http://agroecologia.ufsc.br
Tipos de sistemas radiculares Que plantas daqui que tem estas características? Quais vocês usam? Manejo (Agro)Ecológico do Solo solo protegido: Plantio direto sem herbicidas –  1. Sem pousio: Plantar culturas diversas nas entressafras
Manejo (Agro)Ecológico do Solo solo protegido: Plantio direto sem herbicidas – 2 . Após crescidas, solo coberto Marcelo Venturi -  [email_address]  -  http://agroecologia.ufsc.br
aveia+nabo+ervilhaca Marcelo Venturi -  [email_address]  -  http://agroecologia.ufsc.br
Manejo (Agro)Ecológico do Solo solo protegido: Plantio direto sem herbicidas –  3. Após crescidas, solo coberto: Rolar Marcelo Venturi -  [email_address]  -  http://agroecologia.ufsc.br
Marcelo Venturi -  [email_address]  -  http://agroecologia.ufsc.br
Marcelo Venturi -  [email_address]  -  http://agroecologia.ufsc.br
Manejo (Agro)Ecológico do Solo solo protegido: Plantio direto sem herbicidas –  3. Após crescidas, solo coberto: Rolar
Manejo (Agro)Ecológico do Solo solo protegido: Plantio direto sem herbicidas –  3. Após crescidas, solo coberto: Rolar
Manejo (Agro)Ecológico do Solo solo protegido: Plantio direto sem herbicidas –  4. Plantar, sem mexer no solo Marcelo Venturi -  [email_address]  -  http://agroecologia.ufsc.br
Marcelo Venturi -  [email_address]  -  http://agroecologia.ufsc.br
Manejo (Agro)Ecológico do Solo solo protegido: Plantio direto sem herbicidas –  4. Plantar, sem mexer no solo Marcelo Venturi -  [email_address]  -  http://agroecologia.ufsc.br
Um agricultor e sua obra Roland Ristow Manejo de mucuna-preta/branca e de capim-doce ( Brachiaria plantaginea ), para produção de milho e de fumo (sem revolvimento = plantio direto e sem herbicidas)‏ ROLAND RISTOW:  UMA CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO DA AGRICULTURA SUSTENTÁVEL. JOSÉ CEZAR PEREIRA. PGA – UFSC.
Propriedade Ristow (Ibirama, SC): declividades de 32 a 42% Fonte: José César Pereira.  -  http://agroecologia.ufsc.br
Solo coberto por mucuna Fonte: José César Pereira.  -  http://agroecologia.ufsc.br
A máquina "maria louca", um rolo-disco automotriz Adaptação de Roland Ristow  Fonte: José César Pereira.  -  http://agroecologia.ufsc.br
Capim doce (vigor e cobertura efetiva do solo)‏ Fonte: José César Pereira.  -  http://agroecologia.ufsc.br
Fumo no primeiro plano (42% declividade), milho ao fundo (30% declividade)‏ Fonte: José César Pereira.  -  http://agroecologia.ufsc.br
Milho em estádio de inicial de desenvolvimento   Fonte: José César Pereira.  -  http://agroecologia.ufsc.br
Poros da macrofauna Fonte: José César Pereira.  -  http://agroecologia.ufsc.br
Fonte: José César Pereira.  -  http://agroecologia.ufsc.br
Avaliando a capacidade de infiltração Fonte: José César Pereira.  -  http://agroecologia.ufsc.br
Análise de solo do sistema de Roland Ristow “ Não uso calcário, só um pouco de adubo  (de síntese química)  no fumo. No milho e noutras culturas não uso nada. Pode plantar que sempre dá” Fonte: José César Pereira.  -  http://agroecologia.ufsc.br 3,2 3,2 5,2 - +150 +50 6,4 2 3,9 3,3 6,7 - 88 +50 6,6 1 % cmol c  L -1 mg kg -1 SMP Gleba M.O. Mg Ca Al K P pH
Mão-de-obra necessária no sistema “RR” (Roland Ristow)   em comparação ao modelo convencional (principais culturas anuais)  Dimensão operacional 1,8 X 1,7 X Fonte: José César Pereira.  -  http://agroecologia.ufsc.br
Dimensão ambiental Densidade aparente do solo no sistema “RR” (Roland Ristow) em comparação ao modelo convencional 1,3 X Fonte: José César Pereira.  -  http://agroecologia.ufsc.br
Biomassa microbiana no sistema “RR” (Roland Ristow)   em comparação ao modelo convencional 1,5 X Fonte: José César Pereira.  -  http://agroecologia.ufsc.br
Uso de agrotóxicos pelo modelo convencional e o sistema “RR” (Roland Ristow)   (kg ou L/ha.SAU)‏ 6 X Fonte: José César Pereira.  -  http://agroecologia.ufsc.br
Uso de fertilizantes de síntese química pelo modelo convencional e o sistema “RR” (Roland Ristow) (kg/ha.SAU)‏ 4 X Fonte: José César Pereira.  -  http://agroecologia.ufsc.br
Dimensão econômica Margem Bruta da atividade fumo no sistema Ristow em comparação ao sistema convencional 5 X Fonte: José César Pereira.  -  http://agroecologia.ufsc.br
Margem Bruta da atividade milho no sistema Ristow em comparação ao sistema convencional 2,8 X Fonte: José César Pereira.  -  http://agroecologia.ufsc.br
Projeto de teste e difusão  de sistemas de melhoramento de solo para agricultores de Santa Catarina Plantio direto sem agrotóxicos 70 famílias envolvidas  + 3 estações experimentais Área: 800 m 2  cada família Policultivos de inverno: Centeio, Nabo e Ervilhaca (2007) + Tremoço e Aveia (2008)‏ Verão: mono e policultivos http://www.agroecologia.ufsc.br/
Croqui das culturas de cobertura de inverno Croqui das culturas de verão para Agricultores Mistura A 20 m Inverno 40 m 10 m 20  m Mistura A Mistura B Mistura C Mistura D
Projeto de teste e difusão  de sistemas de melhoramento de solo  para agricultores de Santa Catarina
Projeto de teste e difusão  de sistemas de melhoramento de solo  para agricultores de Santa Catarina Etapas desenvolvidas: Implantação do projeto com Epagri e famílias Plantio direto sem agrotóxicos Capacitação dos agricultores e levantamento dos seus indicadores
Por quê promover diversidade? Qualquer elemento que vocês coloquem em seus projetos devem ter funções claras
Nabo Ervilhaca  (leguminosas)‏ Centeio  (gramíneas, capins)‏ Raíz pivotante: descompacta, busca nutrientes Folhas largas: sombras Ácido glutâmico (crucíferas), enxofre: resgata nutrientes Flores: atrai insetos/controle inimigos Adubação: Nitrogênio, Matéria orgânica Palhada: cobertura, proteção do solo Quais outras plantas cumprem estas funções?? Que outras funções podem ter? Funções da diversidade no PD
Epagri – Ituporanga : Plantio Direto de tomate
Epagri – Ituporanga : Plantio Direto de tomate
 
Uso de indicadores com Agricultores Agricultores capacitados: Indicadores de qualidade do solo De qualidade das plantas Outros que considerassem de interesse para cada região ou propriedade <<<< !
 
Trocas de conhecimentos Horizontalização do conhecimento
O que são indicadores? São características que indicam a qualidade do solo. Dêem exemplos. Agora podemos dar notas para os indicadores. Os resultados podem ser comparados entre diferentes propriedades e ao longo dos anos. A comparação serve apenas para termos uma noção do que precisa melhorar.
indicadores  precisam ser: de fácil coleta dos dados; dados sejam confiáveis;  de baixo custo e capazes de integrar propriedades físicas, químicas e biológicas do solo.  O próprio agricultor analisa o desenvolvimento de seu sistema, percebe como vai a saúde de seu solo e escolhe qual prática cultural que o melhore.
Escolha dos indicadores Discussão com interessados sobre quais parâmetros são importantes/interessantes para avaliação.
Notas No campo, deve haver discussão sobre o valor do indicador; o que é o bom, ruim, aceitável... Atribuição da nota.
Construção coletiva dos Gráficos para registros Após a prática criamos coletivamente os gráficos com as notas atribuidas por cada agricultor para os indicadores levantados.
 
Retornando do campo: Observar as relações entre diferentes indicadores; Pontos fortes de cada sistema;
Alguns Resultados
Ocorrência de Plantas espontâneas
 
 
Palhada - Notas
Palhada em centímetros
Cobertura por plantas espontâneas
Produtividade  (apenas 5 Agricultores)‏ Monocultivo = Milho / Consórcio a = Milho, b = Feijão
Produtividade
Produtividade
Objetivos alcançados Foi percebida uma diferença entre agricultores das diferentes regiões e com diferentes experiências e usos do solo. Observaram (e registraram nas avaliações) relações ecológicas e edáficas interessantes. Muitos agricultores aprenderam a observar e tirar suas próprias conclusões com menor dependência técnica, resultando em grupos organizados de agricultores em algumas regiões. Solos com maior tempo de plantio direto as culturas sofreram menos com a seca.
Obrigado!

Plantio Direto e Indicadores

  • 1.
    Indicadores de sustentabilidade, diversidade, consórcios, plantio direto sem uso de agrotóxicos Universidade Federal de Santa Catarina Marcelo Venturi 2009
  • 2.
    O que ésustentabilidade? Requisitos? Como chegar?
  • 3.
    O que édiversidade? E na agricultura? Deem exemplos Diversificação de culturas (animais, vegetais, ciclo nutrientes, P) De idéias, de técnicas animais produto e trabalho, Energia Solar: eólica, térmica, água da chuva Esgoto produzindo alimentos...
  • 4.
  • 5.
  • 6.
    MACHADODAROSA CONFORTOANIMAL, INSTALAÇÕES E MANEJO - DZR CCA UFSC                                                                                                                                                                                                                                              
  • 7.
    MACHADODAROSA CONFORTOANIMAL, INSTALAÇÕES E MANEJO - DZR CCA UFSC                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   
  • 8.
    MACHADODAROSA CONFORTOANIMAL, INSTALAÇÕES E MANEJO - DZR CCA UFSC                                                                                                                                                                                                                                              
  • 9.
    MACHADODAROSA CONFORTOANIMAL, INSTALAÇÕES E MANEJO - DZR CCA UFSC
  • 10.
    MACHADODAROSA CONFORTOANIMAL, INSTALAÇÕES E MANEJO - DZR CCA UFSC
  • 11.
    MACHADODAROSA CONFORTOANIMAL, INSTALAÇÕES E MANEJO - DZR CCA UFSC Gliciridia sepium
  • 12.
    MACHADODAROSA CONFORTOANIMAL, INSTALAÇÕES E MANEJO - DZR CCA UFSC Acacia angustissima
  • 13.
    MACHADODAROSA CONFORTOANIMAL, INSTALAÇÕES E MANEJO - DZR CCA UFSC
  • 14.
    MACHADODAROSA CONFORTOANIMAL, INSTALAÇÕES E MANEJO - DZR CCA UFSC Angico-vermelho, angico Parapiptadenia rigida (Benth.) Brenan
  • 15.
  • 16.
    Marcelo Venturi - [email_address] - http://agroecologia.ufsc.br E onde estamos neste ciclo???
  • 17.
    Conhecimento do ambienteonde a propriedade está inserida. MACHADODAROSA CONFORTO ANIMAL, INSTALAÇÕES E MANEJO - DZR CCA UFSC
  • 18.
    S O AMBIENTEDA PROPRIEDADE MACHADODAROSA CONFORTO ANIMAL, INSTALAÇÕES E MANEJO - DZR CCA UFSC
  • 19.
    Diversificação de culturascomerciais: CONSÓRCIOS
  • 20.
    Experimento com policultivosTestar 4 policultivos X monocultivos: Rendimento das culturas Produção de biomassa Uso eficiente da terra Retorno monetário Rendimento da mão-de-obra no controle de espontâneas
  • 21.
    Milho + Feijão+ Abóbora Milho + Feijão Milho + Soja + Abóbora Milho + Soja Cada um em monocultivo: milho, feijão, soja, abóbora
  • 22.
  • 23.
    Biomassa do MilhoMilho + Feijão + Abóbora = interação positiva. Milho + feijão ou Milho + soja = nem tanto
  • 24.
    Rendimento em Dias/homemDiferença no milho solteiro pela alta densidade de plantas
  • 25.
    Conclusões deste experimentoOs policultivos superaram os monocultivos em todas as características observadas. Os piores resultados foram do feijão e soja solteiros, seguidos da abóbora. Permitiram desmistificar este preconceito atual de que policultivos seriam piores. As empresas comerciais são orientadas contra esta direção pois visam apenas a venda de insumos.
  • 26.
    Atividade Em cadaGrupo: Criar e definir atributos indicadores de sustentabilidade na propriedade que estão desenvolvendo projeto. Como fariam para avaliar cada atributo?
  • 27.
    Manejo (Agro)Ecológico doSolo Como fazer, afinal? Marcelo Venturi - [email_address] - http://agroecologia.ufsc.br
  • 28.
    Marcelo Venturi - [email_address] - http://agroecologia.ufsc.br Enfim: copiando a natureza e trabalhando com ela, e não contra ela! Manejo (Agro)Ecológico do Solo Como fazer, afinal? - Com solo SEMPRE protegido: Plantio direto sem herbicidas em curva de nível, com terraços, etc... - Pastoreio Racional Voisin - Aumento da Biodiversidade cultivada e criada: Consórcios (animais + vegetais), Corredores, Agroflorestas e Sistemas Agro-silvo-pastoris
  • 29.
    Marcelo Venturi - [email_address] - http://agroecologia.ufsc.br Manejo (Agro)Ecológico do Solo solo protegido: Plantio direto sem herbicidas Sistemas de preparo do solo convencional Eliminação da cobertura do solo Desestabilização da estrutura Compactação Redução da matéria orgânica Agrotóxicos: plantas espontâneas, pragas e doenças
  • 30.
    Marcelo Venturi - [email_address] - http://agroecologia.ufsc.br Manejo (Agro)Ecológico do Solo solo protegido: Plantio direto sem herbicidas Sistemas de preparo do solo convencional
  • 31.
    Marcelo Venturi - [email_address] - http://agroecologia.ufsc.br Manejo (Agro)Ecológico do Solo solo protegido: Plantio direto sem herbicidas Sistemas de preparo do solo convencional
  • 32.
    Marcelo Venturi - [email_address] - http://agroecologia.ufsc.br Manejo (Agro)Ecológico do Solo solo protegido: Plantio direto sem herbicidas Sistemas de preparo do solo convencional
  • 33.
    Plantio Direto Oque é? Como fazer? Descrevam. Quais vantagens? E desvantagens? Sem agrotóxicos? Como?
  • 34.
    Sistema de PlantioDireto (SPD)‏ Semeadura com revolvimento do solo restrito (linha de plantio ou cova), coberto com palhada Brasil: década de 1970, controle químico das plantas espontâneas Conservar o solo e economizar combustíveis Marcelo Venturi - [email_address] - http://agroecologia.ufsc.br
  • 35.
    Benefícios do SPDRedução na erosão Melhoria da estrutura do solo Aumento: fertilidade, retenção de água, matéria orgânica, população e atividade de microrganismos Redução: custos de produção (uso de máquinas), penosidade do trabalho Marcelo Venturi - [email_address] - http://agroecologia.ufsc.br
  • 36.
    Requisitos Rotação deculturas Revolvimento do solo restrito à linha de plantio Resíduos vegetais (culturas específicas)‏ Correção prévia de solos ácidos e nutrientes (*P)‏ Correção de compactação, sulcos Cobertura do solo  50 % (plantas de cobertura)‏
  • 37.
    Marcelo Venturi - [email_address] - http://agroecologia.ufsc.br Manejo (Agro)Ecológico do Solo solo protegido: Plantio direto sem herbicidas Sistemas de plantio direto convencional Soja RR (“planta invasora”)‏
  • 38.
    Marcelo Venturi - [email_address] - http://agroecologia.ufsc.br Manejo (Agro)Ecológico do Solo Plantio direto convencional: Soja RR Foto: Robinson Osipe
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    Soja RR (“plantainvasora”)‏ Com Glifosato Sem Glifosato Figura: Teste de germinação no solo. À esquerda, plântulas de soja convencional de área dessecada em pré-colheita com glifosato; à direita, sem glifosato. Informações Agronômicas - Potafos Set. 2006
  • 40.
    Soja RR (“plantainvasora”)‏ Com Glifosato Sem Glifosato Figura: Teste de germinação em laboratório. À esquerda, plântulas de soja convencional oriundas de área experimental dessecada em pré-colheita com glifosato; à direita, sem glifosato. Informações Agronômicas - Potafos Set. 2006
  • 41.
    Tá, Plantio Direto…Mas sem agrotóxico? E agora, como fazer?
  • 42.
    Fenologia e arquiteturadas plantas Manejo (Agro)Ecológico do Solo solo protegido: Plantio direto sem herbicidas – 1. Sem pousio: Plantar culturas diversas Marcelo Venturi - [email_address] - http://agroecologia.ufsc.br
  • 43.
    Tipos de sistemasradiculares Manejo (Agro)Ecológico do Solo solo protegido: Plantio direto sem herbicidas – 1. Sem pousio: Plantar culturas diversas nas entressafras Marcelo Venturi - [email_address] - http://agroecologia.ufsc.br
  • 44.
    Tipos de sistemasradiculares Que plantas daqui que tem estas características? Quais vocês usam? Manejo (Agro)Ecológico do Solo solo protegido: Plantio direto sem herbicidas – 1. Sem pousio: Plantar culturas diversas nas entressafras
  • 45.
    Manejo (Agro)Ecológico doSolo solo protegido: Plantio direto sem herbicidas – 2 . Após crescidas, solo coberto Marcelo Venturi - [email_address] - http://agroecologia.ufsc.br
  • 46.
    aveia+nabo+ervilhaca Marcelo Venturi- [email_address] - http://agroecologia.ufsc.br
  • 47.
    Manejo (Agro)Ecológico doSolo solo protegido: Plantio direto sem herbicidas – 3. Após crescidas, solo coberto: Rolar Marcelo Venturi - [email_address] - http://agroecologia.ufsc.br
  • 48.
    Marcelo Venturi - [email_address] - http://agroecologia.ufsc.br
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    Marcelo Venturi - [email_address] - http://agroecologia.ufsc.br
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    Manejo (Agro)Ecológico doSolo solo protegido: Plantio direto sem herbicidas – 3. Após crescidas, solo coberto: Rolar
  • 51.
    Manejo (Agro)Ecológico doSolo solo protegido: Plantio direto sem herbicidas – 3. Após crescidas, solo coberto: Rolar
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    Manejo (Agro)Ecológico doSolo solo protegido: Plantio direto sem herbicidas – 4. Plantar, sem mexer no solo Marcelo Venturi - [email_address] - http://agroecologia.ufsc.br
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    Marcelo Venturi - [email_address] - http://agroecologia.ufsc.br
  • 54.
    Manejo (Agro)Ecológico doSolo solo protegido: Plantio direto sem herbicidas – 4. Plantar, sem mexer no solo Marcelo Venturi - [email_address] - http://agroecologia.ufsc.br
  • 55.
    Um agricultor esua obra Roland Ristow Manejo de mucuna-preta/branca e de capim-doce ( Brachiaria plantaginea ), para produção de milho e de fumo (sem revolvimento = plantio direto e sem herbicidas)‏ ROLAND RISTOW: UMA CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO DA AGRICULTURA SUSTENTÁVEL. JOSÉ CEZAR PEREIRA. PGA – UFSC.
  • 56.
    Propriedade Ristow (Ibirama,SC): declividades de 32 a 42% Fonte: José César Pereira. - http://agroecologia.ufsc.br
  • 57.
    Solo coberto pormucuna Fonte: José César Pereira. - http://agroecologia.ufsc.br
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    A máquina &quot;marialouca&quot;, um rolo-disco automotriz Adaptação de Roland Ristow Fonte: José César Pereira. - http://agroecologia.ufsc.br
  • 59.
    Capim doce (vigore cobertura efetiva do solo)‏ Fonte: José César Pereira. - http://agroecologia.ufsc.br
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    Fumo no primeiroplano (42% declividade), milho ao fundo (30% declividade)‏ Fonte: José César Pereira. - http://agroecologia.ufsc.br
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    Milho em estádiode inicial de desenvolvimento Fonte: José César Pereira. - http://agroecologia.ufsc.br
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    Poros da macrofaunaFonte: José César Pereira. - http://agroecologia.ufsc.br
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    Fonte: José CésarPereira. - http://agroecologia.ufsc.br
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    Avaliando a capacidadede infiltração Fonte: José César Pereira. - http://agroecologia.ufsc.br
  • 65.
    Análise de solodo sistema de Roland Ristow “ Não uso calcário, só um pouco de adubo (de síntese química) no fumo. No milho e noutras culturas não uso nada. Pode plantar que sempre dá” Fonte: José César Pereira. - http://agroecologia.ufsc.br 3,2 3,2 5,2 - +150 +50 6,4 2 3,9 3,3 6,7 - 88 +50 6,6 1 % cmol c L -1 mg kg -1 SMP Gleba M.O. Mg Ca Al K P pH
  • 66.
    Mão-de-obra necessária nosistema “RR” (Roland Ristow) em comparação ao modelo convencional (principais culturas anuais) Dimensão operacional 1,8 X 1,7 X Fonte: José César Pereira. - http://agroecologia.ufsc.br
  • 67.
    Dimensão ambiental Densidadeaparente do solo no sistema “RR” (Roland Ristow) em comparação ao modelo convencional 1,3 X Fonte: José César Pereira. - http://agroecologia.ufsc.br
  • 68.
    Biomassa microbiana nosistema “RR” (Roland Ristow) em comparação ao modelo convencional 1,5 X Fonte: José César Pereira. - http://agroecologia.ufsc.br
  • 69.
    Uso de agrotóxicospelo modelo convencional e o sistema “RR” (Roland Ristow) (kg ou L/ha.SAU)‏ 6 X Fonte: José César Pereira. - http://agroecologia.ufsc.br
  • 70.
    Uso de fertilizantesde síntese química pelo modelo convencional e o sistema “RR” (Roland Ristow) (kg/ha.SAU)‏ 4 X Fonte: José César Pereira. - http://agroecologia.ufsc.br
  • 71.
    Dimensão econômica MargemBruta da atividade fumo no sistema Ristow em comparação ao sistema convencional 5 X Fonte: José César Pereira. - http://agroecologia.ufsc.br
  • 72.
    Margem Bruta daatividade milho no sistema Ristow em comparação ao sistema convencional 2,8 X Fonte: José César Pereira. - http://agroecologia.ufsc.br
  • 73.
    Projeto de testee difusão de sistemas de melhoramento de solo para agricultores de Santa Catarina Plantio direto sem agrotóxicos 70 famílias envolvidas + 3 estações experimentais Área: 800 m 2 cada família Policultivos de inverno: Centeio, Nabo e Ervilhaca (2007) + Tremoço e Aveia (2008)‏ Verão: mono e policultivos http://www.agroecologia.ufsc.br/
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    Croqui das culturasde cobertura de inverno Croqui das culturas de verão para Agricultores Mistura A 20 m Inverno 40 m 10 m 20 m Mistura A Mistura B Mistura C Mistura D
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    Projeto de testee difusão de sistemas de melhoramento de solo para agricultores de Santa Catarina
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    Projeto de testee difusão de sistemas de melhoramento de solo para agricultores de Santa Catarina Etapas desenvolvidas: Implantação do projeto com Epagri e famílias Plantio direto sem agrotóxicos Capacitação dos agricultores e levantamento dos seus indicadores
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    Por quê promoverdiversidade? Qualquer elemento que vocês coloquem em seus projetos devem ter funções claras
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    Nabo Ervilhaca (leguminosas)‏ Centeio (gramíneas, capins)‏ Raíz pivotante: descompacta, busca nutrientes Folhas largas: sombras Ácido glutâmico (crucíferas), enxofre: resgata nutrientes Flores: atrai insetos/controle inimigos Adubação: Nitrogênio, Matéria orgânica Palhada: cobertura, proteção do solo Quais outras plantas cumprem estas funções?? Que outras funções podem ter? Funções da diversidade no PD
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    Epagri – Ituporanga: Plantio Direto de tomate
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    Epagri – Ituporanga: Plantio Direto de tomate
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    Uso de indicadorescom Agricultores Agricultores capacitados: Indicadores de qualidade do solo De qualidade das plantas Outros que considerassem de interesse para cada região ou propriedade <<<< !
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    Trocas de conhecimentosHorizontalização do conhecimento
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    O que sãoindicadores? São características que indicam a qualidade do solo. Dêem exemplos. Agora podemos dar notas para os indicadores. Os resultados podem ser comparados entre diferentes propriedades e ao longo dos anos. A comparação serve apenas para termos uma noção do que precisa melhorar.
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    indicadores precisamser: de fácil coleta dos dados; dados sejam confiáveis; de baixo custo e capazes de integrar propriedades físicas, químicas e biológicas do solo. O próprio agricultor analisa o desenvolvimento de seu sistema, percebe como vai a saúde de seu solo e escolhe qual prática cultural que o melhore.
  • 87.
    Escolha dos indicadoresDiscussão com interessados sobre quais parâmetros são importantes/interessantes para avaliação.
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    Notas No campo,deve haver discussão sobre o valor do indicador; o que é o bom, ruim, aceitável... Atribuição da nota.
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    Construção coletiva dosGráficos para registros Após a prática criamos coletivamente os gráficos com as notas atribuidas por cada agricultor para os indicadores levantados.
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    Retornando do campo:Observar as relações entre diferentes indicadores; Pontos fortes de cada sistema;
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    Produtividade (apenas5 Agricultores)‏ Monocultivo = Milho / Consórcio a = Milho, b = Feijão
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    Objetivos alcançados Foipercebida uma diferença entre agricultores das diferentes regiões e com diferentes experiências e usos do solo. Observaram (e registraram nas avaliações) relações ecológicas e edáficas interessantes. Muitos agricultores aprenderam a observar e tirar suas próprias conclusões com menor dependência técnica, resultando em grupos organizados de agricultores em algumas regiões. Solos com maior tempo de plantio direto as culturas sofreram menos com a seca.
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