Ir para o conteúdo principal
GEOGRAFIAGEOGRAFIA
AGRÁRIAAGRÁRIA
Prof. João Paulo
TÉCNICA AGRÍCOLATÉCNICA AGRÍCOLA
Propriedade da terra: pequenas, médias e
grandes propriedades.
Nível tecnológico: uso intensivo de maquinas,
produtos orgânicos, braçal....
Relações de trabalho: parceria,
arrendamento, trabalhador rural, meeiro.
Destino da produção: mercado local,
regional, nacional ou internacional.
Sistemas AgrícolasSistemas Agrícolas
 É o modo como os produtores realizam a atividade
agrícola em uma determinada área. Os sistemas
agrícolas são classificados em:
 Agricultura itinerante
 Agricultura camponesa
 Agricultura de jardinagem
 Plantation
 Sistemas coletivistas
 Moderna empresa agrícola
Agricultura ItineranteAgricultura Itinerante
 Agricultura itinerante é um dos métodos utilizados
na agricultura. Consiste em atear fogo na mata, a queimada, para
então seguir com o destocamento e semear a terra. É aplicada em
áreas de agricultura descapitalizada. A produção é feita em
pequenas e médias propriedades, como também em
grandes latifúndios. Os indígenas a utilizam amplamente.
 Baixo nível tecnológico.
 Técnicas tradicionais, como a coivara (queimada).
 Falta de conservação do solo.
 Escassez de capital para investimentos.
 Produção voltada para a subsistência.
 Organização familiar.
Agricultura CamponesaAgricultura Camponesa
O trabalho é familiar, é um modo de vida.
Principal fundamento é o trabalho não-
assalariado.
Relações de trabalho não capitalistas: pequenas
propriedades, parcerias e arrendamento.
Falta de investimentos e apoio do governo.
Baixa produtividade.
A diversidade cria identidades locais e ambientais. Liga território,
práticas sociais, ambiente e cultura. Cimenta identidades
culturais que se transformam em trincheiras de resistência.
Produz sujeitos políticos coletivos que lutam por direitos, por
tradições, por sobrevivência e por perspectivas de futuro sem
destruição de sua própria história e seus meios de vida. Levanta o
desafio do diálogo, do respeito e da construção da unidade
política entre várias culturas e identidades camponesas para a
luta comum pelo direito à existência e pelo direito à construção
do futuro!
Agricultura de JardinagemAgricultura de Jardinagem
 Agricultura de jardinagem é uma expressão que se originou no sul e
sudeste da Ásia, onde há uma enorme produção
de arroz em planícies inundáveis, com utilização intensiva de mão de
obra.
 Pelas características do plantio do arroz ser feito em mudas e ocupando
grandes áreas o seu aspecto lembra de um grande jardim, daí o seu
nome.
 Característica do Sudeste Asiático e Extremo Oriente.
 China, Indonésia, Tailândia, Malásia, Japão, entre outros.
 Utilização intensiva de mão-de-obra.
 Produção voltada ao mercado interno.
 Utilização de pequenos espaços e toda e qualquer área onde é possível
produzir alimentos.
 Necessidade de gerar emprego para a população rural.
PlantationPlantation
 Plantation é um tipo de sistema agrícola (uma plantação) 
baseado em uma monocultura de exportação mediante a 
utilização de latifúndios e mão-de-obra escrava. Foi bastante 
utilizado na colonização da América -sendo mais tarde fora 
levada para a África e Ásia-, principalmente no cultivo de 
gêneros tropicais e é atualmente comum a países 
subdesenvolvidos, com as mesmas características, exceto, 
obviamente, por não mais empregar mão-de-obra escrava.
 Característica do processo de colonização.
 Grandes propriedades rurais.
 Monocultura de exportação.
 Mão-de-obra assalariada de baixo custo.
 Sistema predominante na América Latina, África e Ásia.
PlantationPlantation
Baixo investimento em tecnologia.
Enriquecimento dos grandes proprietários 
rurais e empobrecimentos dos 
trabalhadores rurais.
Emergência de conflitos no campo.
Sistemas ColetivistasSistemas Coletivistas
 Agricultura coletivista: organizada segundo as necessidades 
sociais do país onde é praticada, não se volta para o mercado 
externo, a procura de lucros. (ex.: Kibutzim em Israel, 
fazendas estatais com trabalho comunitário, elevados níveis 
de integração social e finalidade de defesa militar).
 Ocorreu nos antigos países socialistas: URSS, China, entre 
outros.
 Sociedades primitivas.
 Período recente: Israel.
 Kibutz: a propriedade e o trabalho da terra são coletivos. 
 Da mesma forma, o dinheiro da venda da produção é dividido 
com a comunidade.
Moderna Empresa AgrícolaModerna Empresa Agrícola
Alto grau de capitalização e organização 
empresarial.
Estados Unidos, Canadá, União Européia, 
Brasil, Argentina, entre outros.
Produção voltada ao mercado internacional, 
ex: soja, milho, algodão, trigo, frutas.
Venda na Bolsa de Mercadorias de Chicago.
Moderna Empresa AgrícolaModerna Empresa Agrícola
Mecanização intensa.
Biotecnologia/ produtos transgênicos.
Interesses especulativos de grandes 
empresas.
Dificuldades de pequenos e médios 
agricultores em competir no mercado 
internacional nesse segmento.
Atividades agrícolas na nova DITAtividades agrícolas na nova DIT
 Divisão Internacional do Trabalho.
 Países centrais: produção baseada na 
utilização de modernas tecnologias, elevado 
padrão de vida dos agricultores e 
organização do setor (Protecionismo).
 Países periféricos e semi-periféricos: baixa 
qualidade de vida da população rural, 
dificuldades em suprir as necessidades de 
alimentação da população local, conflitos e 
diferentes sistemas agrícolas.
 (foto 1)
Subsídios agrícolas da UE prejudicam contribuintes
europeus e agricultores africanosGrandes empresas do
setor de alimentos, e não pequenos agricultores, são os
maiores beneficiados com os bilionários subsídios agrícolas
da União Europeia (UE). O prejuízo é dos contribuintes
europeus e dos produtores dos países pobres. Na UE, os 60%
menores produtores recebem 10% do dinheiro dos subsídios, e
2% do andar de cima ficam com 25%.
(foto 2)
 Subsídios agrícolas e energias renováveis são alguns dos focos
de discórdia da Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente
e Desenvolvimento Sustentável (Rio +10), que foi aberta nesta
segunda-feira (16/8) em Johannesburgo.
As atividades rurais no BrasilAs atividades rurais no Brasil
País de população predominantemente
urbana.
Um dos maiores produtores agrícolas
mundiais.
A agricultura ainda é um setor importante na
economia brasileira (commodities).
Geração de pouco emprego no campo.
As atividades rurais no BrasilAs atividades rurais no Brasil
A agricultura responde por 10% do PIB,
porém, a participação do setor tem
aumentado nos últimos anos.
Grande parte da agricultura está atrelada a
agentes econômicos urbanos (bancos,
indústrias alimentícias, entre outras).
Produtos de exportação: soja, fumo, algodão,
cana-de-açúcar, carne, frutas tropicais,
laranja, entre outros produtos.
As atividades rurais no BrasilAs atividades rurais no Brasil
Expansão do agronegócio em áreas de
fronteira agrícola ou de sistemas agrícolas
menos produtivos.
Proálcool (fonte energética).
Forte concentração da propriedade da terra.
Manutenção da precariedade das relações de
trabalho e condições de vida na zona rural.
A estrutura fundiáriaA estrutura fundiária
1970: criação do INCRA (Instituto de
Colonização e Reforma Agrária).
Colonização da Amazônia.
Minifúndio: a propriedade é inferior a um
módulo rural (quantidade de terra necessária
para um trabalhador e sua família se
sustentarem).
O módulo rural varia de uma região para
outra.
As relações de trabalho no campoAs relações de trabalho no campo
As relações de trabalho no campo se diferenciam
de acordo com o tipo de produção.
Pode-se verificar também mudanças nos tipos de
relação de trabalho de acordo com a região.
Região Sudeste: territorialização do capital.
Expulsão dos pequenos proprietários e expansão
da cana-de-açúcar e laranja (moderna
agricultura).
As relações de trabalho noAs relações de trabalho no
campocampo
 Região Sul: predomínio dos pequenos produtores,
porém, atrelados a grandes empresas (fumo, suínos,
aves).
 Regiões Norte e Nordeste: bolsões de pobreza em
meio a latifúndios.
 Região Centro-Oeste: pouca geração de emprego em
um região aonde o agronegócio é a principal atividade
econômica.
 Migrações motivadas por atividades rurais: bóias-
frias.
 A maioria dos trabalhadores não tem estabilidade,
nem garantia de direitos trabalhistas.
Os sistemas
agrícolas se
distinguem a partir
do tamanho da
área cultivada e do
índice de
produtividade
alcançado.
Quando falamos
em sistemas
agrícolas, nos
referimos à
agricultura, que se
apresenta de duas
formas: agricultura
intensiva e
agricultura
extensiva
Na agricultura intensiva, é usado em todas
as etapas da produção um grande número
de insumos. Esse tipo de sistema agrícola
é marcado pela aplicação de técnicas e
tecnologias
Faz parte da agricultura intensiva: a mecanização
(tratores, colheitadeiras, plantadeiras,
implementos, etc.) aliada ao uso de insumos, que
são aplicados na preparação do solo, além de
sementes selecionadas que são imunes de pragas
e adequadas ao tipo de clima, herbicidas,
inseticidas, entre outros
• Para o desenvolvimento de todas as etapas
existe o acompanhamento de um técnico (um
agrônomo ou um técnico agrícola).
Esse sistema de
produção agrícola é
conhecido também
como agricultura
moderna ou
comercial; seus
produtos têm como
destino a
exportação
Na agricultura extensiva são usados os
elementos dispostos na natureza sem a
inserção de tecnologias, por isso possui
uma baixa produtividade
A produção depende unicamente da
fertilidade natural do solo; por não usar
insumos agrícolas é necessário ocupar
grandes áreas de cultivo.
A agricultura extensiva é bastante
difundida em diversos países da América
Latina, África e Ásia.
Esse sistema agrícola é marcado
especialmente pela agricultura itinerante
ou roça tropical.