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I – INTRODUÇÃO
 Os hidrocarbonetos formam cerca de
80% de sua composição. Complexos
organometálicos e sais de ácidos
orgânicos respondem pela
constituição em elementos orgânicos.
Gás sulfídrico (H2S) e enxofre
elementar respondem pela maior parte
de sua constituição em elementos
inorgânicos. Geralmente, gases e água
também acompanham o petróleo
bruto.
 O petróleo cru tem uma composição centesimal com pouca
variação, à base de hidrocarbonetos de série homólogas. As
diferenças em suas propriedades físicas são explicadas pela
quantidade relativa de cada série e de cada componente
individual.
I – INTRODUÇÃO
 O estado físico de uma mistura de HC depende não só da sua
composição, mas fundamentalmente das condições de P e T a
que a mesma está submetida. Entende-se por composição não só
quais HC estão presentes, mas em que proporções eles se
apresenta na mistura.
 Quando a mistura de HC se apresenta no estado gasoso, recebe o
nome de gás natural ou gás. Predominam os HC mais leves da
série das parafinas, sendo o METANO o mais abundante e é
exatamente por isso que a mistura se apresenta nesse estado
físico.
 Quando no estado líquido, o petróleo é chamado de óleo cru ou
simplesmente óleo.
I – INTRODUÇÃO
 Imagine uma mistura de HC que se encontra no estado líquido em
uma jazida a 2000 m de profundidade.
 Levada para a superfície → Procurar um novo estado de
equilíbrio devido às novas condições de P e T a que estão sendo
submetidas.
 Nessa nova situação, uma parte dos HC, predominantemente os
mais leves, se vaporizará, enquanto os menos leves permanecerão
no estado líquido.
 A parte que antes se encontrava líquida e permaneceu líquida
recebe o nome de óleo. A parte que se vaporizou recebe o nome
de gás.
 Nas condições do reservatório, temos, não exatamente óleo e sim
uma mistura líquida de HC.
I – INTRODUÇÃO
 Uma substância pode se apresentar de diferentes formas, sem
contudo ter sua constituição, ou seja, a matéria de que é feita
alterada. Ex: água → gelo, líquida ou vapor continua a ser H2O.
 Essas formas em que uma substância pode se apresentar dá-se o
nome de Estados Físicos ou Fase, que é definida pelas condições
de P e T.
 As acumulações de petróleo são submetidas a constantes
alterações das condições de P e T em decorrência dos seus
processos produtivos, que acontecem tanto para o produto que
está sendo retirado do interior da jazida para a superfície com
para o produto que permanece no interior da rocha.
I – INTRODUÇÃO
 Como se sabe, a depender da composição e das condições de P e
T , uma acumulação de petróleo pode se apresentar totalmente
líquida, totalmente gasosa ou ainda com uma parte líquida e uma
parte gasosa em equilíbrio.
 Dessa forma pode-se dizer que existe reservatório de líquidos,
chamados de reservatório de óleo, reservatório de gás e
reservatório com as duas fases em equilíbrio.
 Reservatório de óleo e gás. Como se procede a retida dos fluidos?
Elemento Percentagem em Peso (%)
Carbono 83,9 a 86,8
Hidrogênio 11,4 a 14,0
Enxofre 0,06 a 9,00
Nitrogênio 0,11 a 1,70
Oxigênio 0,50
Metais (Fe, Ni, V, etc.) 0,30
 Os compostos que não são classificados como hidrocarbonetos
concentram-se nas frações mais pesadas do petróleo.
 A composição elementar média do petróleo é estabelecida da
seguinte forma:
I – INTRODUÇÃO
 Os hidrocarbonetos podem ocorrer no petróleo desde o metano
(CH4) até compostos com mais de 60 átomos de carbono.
 Os átomos de carbono podem estar conectados através de ligações
simples, duplas ou triplas, e os arranjos moleculares são os mais
diversos, abrangendo estruturas lineares, ramificadas ou cíclicas,
saturadas ou insaturadas, alifáticas ou aromáticas.
 Os alcanos têm fórmula química geral CnH2n+2 e são conhecidos na
indústria de petróleo como parafinas. São os principais
constituintes do petróleo leve, encontrando-se nas frações de
menor densidade. Quanto maior o número de átomos de carbono
na cadeia, maior será a temperatura de ebulição.
C1 – C4
Hidrocarbonetos
Gasosos
C5 – C17
Hidrocarbonetos
Líquidos
≥ C18
Hidrocarbonetos
Sólidos
I – INTRODUÇÃO
 As olefinas são hidrocarbonetos cujas ligações entre carbonos são
realizadas através de ligações duplas em cadeias abertas, podendo
ser normais ou ramificadas (Fórmula química geral CnH2n). Não
são encontradas no petróleo bruto; sua origem vem de processos
físico-químicos realizados durante o refino, como o
craqueamento. Possuem características e propriedades diferentes
dos hidrocarbonetos saturados.
 Os hidrocarbonetos acetilênicos são compostos que possuem
ligação tripla (Fórmula química geral CnH2n-2).
Eteno ou 1-Buteno Etino ou Propino
Etileno Acetileno
CH C H
H
H
CH C H
H H
CC
H
H
H
H
CH C H CH C HC
H
H
I – INTRODUÇÃO
 Os ciclanos, de fórmula geral CnH2n, contêm um ou mais anéis
saturados e são conhecidos na indústria de petróleo como
compostos naftênicos, por se concentrarem na fração de petróleo
denominada nafta. São classificados como cicloparafinas, de cadeia
do tipo fechada e saturada, podendo também conter ramificações.
As estruturas naftênicas que predominam no petróleo são os
derivados do ciclopentano e do ciclohexano.
 Em vários tipos de petróleo, podem-se encontrar compostos
naftênicos com 1, 2 ou 3 ramificações parafínicas como
constituintes principais. Em certos casos, podem-se ainda encontrar
compostos naftênicos formados por dois ou mais anéis conjugados
ou isolados.
CH2
Ciclopentano Diciclohexilmetano [4,4,0]-diciclodecano
I – INTRODUÇÃO
 Os cortes de petróleo referentes à nafta apresentam uma pequena
proporção de compostos aromáticos de baixo peso molecular
(benzeno, tolueno e xileno).
 Os derivados intermediários (querosene e gasóleo) contêm
compostos aromáticos com ramificações na forma de cadeias
parafínicas substituintes.
 Podem ser encontrados ainda compostos mistos, que apresentam
núcleo aromáticos e naftênicos.
CH3 CnH2n+1
Tolueno Aromático genérico com Ciclohexilbenzeno
ramificação parafínica
I – INTRODUÇÃO
 Assim, os tipos de hidrocarbonetos presentes ou originários do
petróleo são agrupados da seguinte forma:
Aromáticos
Alifáticos
(Cadeia aberta)
Cíclicos
(Cadeia fechada)
Saturados
Insaturados
Parafinas
Olefinas
Diolefinas
Acetilênicos
Hidrocarbonetos
Cicloparafinas ou Naftênicos
I – INTRODUÇÃO
 O quadro seguinte resume as principais propriedades físico-
químicas de alguns hidrocarbonetos presentes no petróleo. Observe-
se, em especial, a larga faixa de valores de seus pontos de ebulição.
Hidrocarbonetos Parafínicos
Quadro Demonstrativo das Principais Características
Hidrocarboneto Fórmula Ponto de
Fusão / ºC
Ponto de
Ebulição / ºC
Massa Específica
como Líquido
20ºC/4ºC
Metano CH4 -182,5 -161,7 0,2600 (15ºC/4ºC)
Etano C2H6 -183,3 -88,6 0,3400
Propano C3H8 -187,7 -42,0 0,5000
Butano C4H10 -138,4 -0,5 0,5788
Pentano C5H12 -129,7 36,1 0,6262
Hexano C6H14 -95,3 68,7 0,6594
Heptano C7H16 -90,5 98,4 0,6837
Octano C8H18 -56,8 125,6 0,7025
Nonano C9H20 -53,7 150,7 0,7176
Decano C10H22 -29,7 174,0 0,7300
Undecano C11H24 -25,6 195,8 0,7404
I – INTRODUÇÃO
Petróleo Bruto = Hidrocarbonetos + Contaminantes
I – INTRODUÇÃO
 Todos os tipos de petróleos contêm efetivamente os mesmos
hidrocarbonetos, porém em diferentes quantidades.
 A quantidade relativa de cada classe do hidrocarboneto presente é
muito variável de petróleo para petróleo. Como conseqüência, as
características dos tipos de petróleo serão diferentes, de acordo
com essas quantidades.
 No entanto, a quantidade relativa dos compostos individuais
dentro de uma mesma classe de hidrocarbonetos apresenta pouca
variação, sendo aproximadamente da mesma ordem de grandeza
para diferentes tipos de petróleos.
Temperatura Fração
< 33°C Butanos e inferiores
33°–105°C Gasolina
105°–158°C Nafta
158°–233°C Querosene
233°–427°C Gasóleo
> 427°C Resíduo
I – INTRODUÇÃO
 Uma forma simples de separar os constituintes básicos do petróleo
é promover uma destilação da amostra. Com isso, obtêm-se curvas
de destilação características, que são gráficos de temperatura
versus volume percentual de material evaporado. Determinam-se,
assim, os tipos de hidrocarbonetos presentes na amostra analisada,
em função das faixas de temperatura dos materiais destilados. A
amostra poderá então ser classificada em termos de cortes ou
frações. Por exemplo, podemos ter:
Butano e inferiores
Gasolina
Nafta
Querosene
Gasóleo Leve
Gasóleo Pesado
Resíduo Atmosférico Flashing
Craqueamento Catalítico
Composição do
Combustível Destilado
Hidrotratamento
Reforma Catalítica
Composição da
Gasolina Automotiva
Processamento de Gás
< 33°C
33°-105°C
> 427°C
105°-158°C
233°-343°C
343°-427°C
158°-233°C
Óleo
Bruto
DESTILAÇÃO
ATMOSFÉRICA
I – INTRODUÇÃO
 A destilação atmosférica é normalmente a etapa inicial de
transformação realizada em uma refinaria de petróleo, após
dessalinização e pré-aquecimento. O diagrama abaixo oferece uma
listagem dos tipos de produtos esperados e seu destino.
 A densidade específica do material é calculada tendo-se como
referência a água. Obviamente, quanto maior o valor de °API,
mais leve é o composto. Por exemplo, podem-se ter:
Asfalto 11°API
Óleo bruto pesado 18°API
Óleo bruto leve 36°API
Nafta 50°API
Gasolina 60°API
I – INTRODUÇÃO
 Uma amostra de petróleo e mesmo suas frações podem ser ainda
caracterizadas pelo grau de densidade API (°API), do American
Petroleum Institute, definida por:
 Petróleos Leves: acima de 30°API ( < 0,72 g / cm3
)
 Petróleos Médios: entre 21 e 30°API
 Petróleos Pesados: abaixo de 21°API ( > 0,92 g / cm3
)
 Petróleos “Doces” (sweet): teor de enxofre < 0,5 % de sua massa
 Petróleos “Ácidos” (sour): teor de enxofre > 0,5 % em massa
I – INTRODUÇÃO
 Dessa forma, uma amostra de petróleo pode ser classificada
segundo o grau de densidade API, como segue:
 Segundo o teor de enxofre da amostra, tem-se a seguinte
classificação para o óleo bruto:
 Óleos Parafínicos: Alta concentração de hidrocarbonetos
parafínicos, comparada às de aromáticos e naftênicos;
 Óleos Naftênicos: Apresentam teores maiores de hidrocarbonetos
naftênicos e aromáticos do que em amostras de óleos parafínicos;
 Óleos Asfálticos: Contêm uma quantidade relativamente grande de
compostos aromáticos polinucleados, alta concentração de
asfaltenos e menor teor relativo de parafinas.
I – INTRODUÇÃO
 E também, segundo a razão dos componentes químicos presentes
no óleo, pode-se estabelecer a seguinte classificação:
 A indústria do petróleo é composta de cinco segmentos
constitutivos básicos:
Distribuição
Refino
Transporte
Exploração Explotação
Indústria do Petróleo
I – INTRODUÇÃO
 A exploração envolve a observação das rochas e a reconstrução
geológica de uma área, com o objetivo de identificar novas
reservas petrolíferas. Os métodos comuns empregados para se
explorar petróleo são o sísmico, o magnético, o gravimétrico e o
aerofotométrico.
Exploração sísmica em terra.
Fonte: API
Exploração sísmica em mar.
Fonte: US Geological Survey
I – INTRODUÇÃO
 No método sísmico, avalia-se o tempo de propagação de ondas
artificiais nas formações geológicas estudadas.
 Tais formações influenciam a intensidade e direção do campo
magnético da terra, cujas variações podem ser medidas através de
métodos magnéticos.
 De modo semelhante, o método gravimético consiste no uso de
equipamentos na superfície do solo para observar pequenas
alterações locais na gravidade do planeta.
 Finalmente, podem-se ainda obter imagens do solo, analisadas
segundo métodos aerofotométricos, particularmente com o uso de
satélites.
I – INTRODUÇÃO
 O petróleo é encontrado em equilíbrio com excesso de gás natural
(gás associado ou livre), água e impurezas, e contém certa
quantidade de gás dissolvido (gás em solução) e água
emulsionada. A quantidade relativa dessas fases determina o tipo
de reservatório.
I – INTRODUÇÃO
 A relação entre os volumes de gás associado e óleo em um
reservatório define a razão gás/óleo, denotada por RGO.
I – INTRODUÇÃO
 Durante a explotação, são empregadas técnicas de
desenvolvimento e produção da reserva após comprovação de
sua existência. O poço é então perfurado e preparado para
produção, caracterizando a fase de completação.
 Em reservas terrestres,
dependendo das condições
físicas do poço, a produção é
feita através de bombeamento
mecânico, injeção de gás ou
injeção de água.
I – INTRODUÇÃO
 Em reservas marítimas, por sua vez, a produção poderá ser feita
em plataformas fixas, plataformas auto-eleváveis (em águas
rasas: aproximadamente 90 m) ou plataformas semi-
submersíveis, e auxiliada por navios-sonda. Em determinados
casos, pode haver integração entre esses métodos e adaptações.
I – INTRODUÇÃO
 A produção é então transportada em embarcações, caminhões,
vagões, navios-tanque ou tubulações (oleodutos ou gasodutos)
aos terminais e refinarias de óleo ou gás.
 No transporte marítimo, os
navios-tanque carregam
cargas comumente classi-
ficadas como “escuras” (óleo
cru, combustível ou diesel) ou
“claras” (consistindo em
produtos já bastante refinados,
como gasolina de aviação).
I – INTRODUÇÃO
 Em produção marítima, os oleodutos
têm por função básica o transporte do
óleo bruto dos campos de produção
para os terminais marítimos, e então
destes para as refinarias.
 Em produção terrestre, o transporte é
feito dos campos de produção direto
para as refinarias.
 Os oleodutos são também empregados
para enviar alguns importantes
produtos finais das refinarias para os
centros consumidores.
I – INTRODUÇÃO
 O refino do petróleo compreende
uma série de operações físicas e
químicas interligadas entre si que
garantem o aproveitamento pleno
de seu potencial energético
através da geração dos cortes, ou
produtos fracionados derivados,
de composição e propriedades
físico-químicas determinadas.
Refinar petróleo é, portanto,
separar suas frações e processá-
las, transformando-o em
produtos de grande utilidade.
I – INTRODUÇÃO
 Na instalação de uma refinaria, diversos fatores técnicos são
obedecidos, destacando-se sua localização, as necessidades de
um mercado e o tipo de petróleo a ser processado. A refinaria
pode, por exemplo, estar próxima a uma região onde haja grande
consumo de derivados e/ou próxima a áreas produtoras de
petróleo.
 Os produtos finais das refinarias são finalmente encaminhados às
distribuidoras, que os comercializarão em sua forma original ou
aditivada.
I – INTRODUÇÃO
Campos de Petróleo e
Gás Natural
Gás Natural Seco
Separador
RefinariaUPGN
Consumidor Final
Bases de Distribuição
Consumidor Final
Gás Canalizado
Derivados
Gás Natural
Não-associado
Gás Natural Úmido
Petróleo
Petróleo + Gás Natural Associado
EXPLORAÇÃO
EXPLOTAÇÃO
REFINO
DISTRIBUIÇÃO E
COMERCIALIZAÇÃO
Importação
TRANSPORTE
DOWUPSTREAM
I – INTRODUÇÃO
 Em resumo, os segmentos básicos da indústria do petróleo estão
interligados conforme mostrado no diagrama abaixo.

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  • 1. I – INTRODUÇÃO  Os hidrocarbonetos formam cerca de 80% de sua composição. Complexos organometálicos e sais de ácidos orgânicos respondem pela constituição em elementos orgânicos. Gás sulfídrico (H2S) e enxofre elementar respondem pela maior parte de sua constituição em elementos inorgânicos. Geralmente, gases e água também acompanham o petróleo bruto.  O petróleo cru tem uma composição centesimal com pouca variação, à base de hidrocarbonetos de série homólogas. As diferenças em suas propriedades físicas são explicadas pela quantidade relativa de cada série e de cada componente individual.
  • 2.
  • 3. I – INTRODUÇÃO  O estado físico de uma mistura de HC depende não só da sua composição, mas fundamentalmente das condições de P e T a que a mesma está submetida. Entende-se por composição não só quais HC estão presentes, mas em que proporções eles se apresenta na mistura.  Quando a mistura de HC se apresenta no estado gasoso, recebe o nome de gás natural ou gás. Predominam os HC mais leves da série das parafinas, sendo o METANO o mais abundante e é exatamente por isso que a mistura se apresenta nesse estado físico.  Quando no estado líquido, o petróleo é chamado de óleo cru ou simplesmente óleo.
  • 4. I – INTRODUÇÃO  Imagine uma mistura de HC que se encontra no estado líquido em uma jazida a 2000 m de profundidade.  Levada para a superfície → Procurar um novo estado de equilíbrio devido às novas condições de P e T a que estão sendo submetidas.  Nessa nova situação, uma parte dos HC, predominantemente os mais leves, se vaporizará, enquanto os menos leves permanecerão no estado líquido.  A parte que antes se encontrava líquida e permaneceu líquida recebe o nome de óleo. A parte que se vaporizou recebe o nome de gás.  Nas condições do reservatório, temos, não exatamente óleo e sim uma mistura líquida de HC.
  • 5. I – INTRODUÇÃO  Uma substância pode se apresentar de diferentes formas, sem contudo ter sua constituição, ou seja, a matéria de que é feita alterada. Ex: água → gelo, líquida ou vapor continua a ser H2O.  Essas formas em que uma substância pode se apresentar dá-se o nome de Estados Físicos ou Fase, que é definida pelas condições de P e T.  As acumulações de petróleo são submetidas a constantes alterações das condições de P e T em decorrência dos seus processos produtivos, que acontecem tanto para o produto que está sendo retirado do interior da jazida para a superfície com para o produto que permanece no interior da rocha.
  • 6. I – INTRODUÇÃO  Como se sabe, a depender da composição e das condições de P e T , uma acumulação de petróleo pode se apresentar totalmente líquida, totalmente gasosa ou ainda com uma parte líquida e uma parte gasosa em equilíbrio.  Dessa forma pode-se dizer que existe reservatório de líquidos, chamados de reservatório de óleo, reservatório de gás e reservatório com as duas fases em equilíbrio.  Reservatório de óleo e gás. Como se procede a retida dos fluidos?
  • 7. Elemento Percentagem em Peso (%) Carbono 83,9 a 86,8 Hidrogênio 11,4 a 14,0 Enxofre 0,06 a 9,00 Nitrogênio 0,11 a 1,70 Oxigênio 0,50 Metais (Fe, Ni, V, etc.) 0,30  Os compostos que não são classificados como hidrocarbonetos concentram-se nas frações mais pesadas do petróleo.  A composição elementar média do petróleo é estabelecida da seguinte forma: I – INTRODUÇÃO
  • 8.  Os hidrocarbonetos podem ocorrer no petróleo desde o metano (CH4) até compostos com mais de 60 átomos de carbono.  Os átomos de carbono podem estar conectados através de ligações simples, duplas ou triplas, e os arranjos moleculares são os mais diversos, abrangendo estruturas lineares, ramificadas ou cíclicas, saturadas ou insaturadas, alifáticas ou aromáticas.  Os alcanos têm fórmula química geral CnH2n+2 e são conhecidos na indústria de petróleo como parafinas. São os principais constituintes do petróleo leve, encontrando-se nas frações de menor densidade. Quanto maior o número de átomos de carbono na cadeia, maior será a temperatura de ebulição. C1 – C4 Hidrocarbonetos Gasosos C5 – C17 Hidrocarbonetos Líquidos ≥ C18 Hidrocarbonetos Sólidos I – INTRODUÇÃO
  • 9.  As olefinas são hidrocarbonetos cujas ligações entre carbonos são realizadas através de ligações duplas em cadeias abertas, podendo ser normais ou ramificadas (Fórmula química geral CnH2n). Não são encontradas no petróleo bruto; sua origem vem de processos físico-químicos realizados durante o refino, como o craqueamento. Possuem características e propriedades diferentes dos hidrocarbonetos saturados.  Os hidrocarbonetos acetilênicos são compostos que possuem ligação tripla (Fórmula química geral CnH2n-2). Eteno ou 1-Buteno Etino ou Propino Etileno Acetileno CH C H H H CH C H H H CC H H H H CH C H CH C HC H H I – INTRODUÇÃO
  • 10.  Os ciclanos, de fórmula geral CnH2n, contêm um ou mais anéis saturados e são conhecidos na indústria de petróleo como compostos naftênicos, por se concentrarem na fração de petróleo denominada nafta. São classificados como cicloparafinas, de cadeia do tipo fechada e saturada, podendo também conter ramificações. As estruturas naftênicas que predominam no petróleo são os derivados do ciclopentano e do ciclohexano.  Em vários tipos de petróleo, podem-se encontrar compostos naftênicos com 1, 2 ou 3 ramificações parafínicas como constituintes principais. Em certos casos, podem-se ainda encontrar compostos naftênicos formados por dois ou mais anéis conjugados ou isolados. CH2 Ciclopentano Diciclohexilmetano [4,4,0]-diciclodecano I – INTRODUÇÃO
  • 11.  Os cortes de petróleo referentes à nafta apresentam uma pequena proporção de compostos aromáticos de baixo peso molecular (benzeno, tolueno e xileno).  Os derivados intermediários (querosene e gasóleo) contêm compostos aromáticos com ramificações na forma de cadeias parafínicas substituintes.  Podem ser encontrados ainda compostos mistos, que apresentam núcleo aromáticos e naftênicos. CH3 CnH2n+1 Tolueno Aromático genérico com Ciclohexilbenzeno ramificação parafínica I – INTRODUÇÃO
  • 12.  Assim, os tipos de hidrocarbonetos presentes ou originários do petróleo são agrupados da seguinte forma: Aromáticos Alifáticos (Cadeia aberta) Cíclicos (Cadeia fechada) Saturados Insaturados Parafinas Olefinas Diolefinas Acetilênicos Hidrocarbonetos Cicloparafinas ou Naftênicos I – INTRODUÇÃO
  • 13.  O quadro seguinte resume as principais propriedades físico- químicas de alguns hidrocarbonetos presentes no petróleo. Observe- se, em especial, a larga faixa de valores de seus pontos de ebulição. Hidrocarbonetos Parafínicos Quadro Demonstrativo das Principais Características Hidrocarboneto Fórmula Ponto de Fusão / ºC Ponto de Ebulição / ºC Massa Específica como Líquido 20ºC/4ºC Metano CH4 -182,5 -161,7 0,2600 (15ºC/4ºC) Etano C2H6 -183,3 -88,6 0,3400 Propano C3H8 -187,7 -42,0 0,5000 Butano C4H10 -138,4 -0,5 0,5788 Pentano C5H12 -129,7 36,1 0,6262 Hexano C6H14 -95,3 68,7 0,6594 Heptano C7H16 -90,5 98,4 0,6837 Octano C8H18 -56,8 125,6 0,7025 Nonano C9H20 -53,7 150,7 0,7176 Decano C10H22 -29,7 174,0 0,7300 Undecano C11H24 -25,6 195,8 0,7404 I – INTRODUÇÃO
  • 14. Petróleo Bruto = Hidrocarbonetos + Contaminantes I – INTRODUÇÃO  Todos os tipos de petróleos contêm efetivamente os mesmos hidrocarbonetos, porém em diferentes quantidades.  A quantidade relativa de cada classe do hidrocarboneto presente é muito variável de petróleo para petróleo. Como conseqüência, as características dos tipos de petróleo serão diferentes, de acordo com essas quantidades.  No entanto, a quantidade relativa dos compostos individuais dentro de uma mesma classe de hidrocarbonetos apresenta pouca variação, sendo aproximadamente da mesma ordem de grandeza para diferentes tipos de petróleos.
  • 15. Temperatura Fração < 33°C Butanos e inferiores 33°–105°C Gasolina 105°–158°C Nafta 158°–233°C Querosene 233°–427°C Gasóleo > 427°C Resíduo I – INTRODUÇÃO  Uma forma simples de separar os constituintes básicos do petróleo é promover uma destilação da amostra. Com isso, obtêm-se curvas de destilação características, que são gráficos de temperatura versus volume percentual de material evaporado. Determinam-se, assim, os tipos de hidrocarbonetos presentes na amostra analisada, em função das faixas de temperatura dos materiais destilados. A amostra poderá então ser classificada em termos de cortes ou frações. Por exemplo, podemos ter:
  • 16. Butano e inferiores Gasolina Nafta Querosene Gasóleo Leve Gasóleo Pesado Resíduo Atmosférico Flashing Craqueamento Catalítico Composição do Combustível Destilado Hidrotratamento Reforma Catalítica Composição da Gasolina Automotiva Processamento de Gás < 33°C 33°-105°C > 427°C 105°-158°C 233°-343°C 343°-427°C 158°-233°C Óleo Bruto DESTILAÇÃO ATMOSFÉRICA I – INTRODUÇÃO  A destilação atmosférica é normalmente a etapa inicial de transformação realizada em uma refinaria de petróleo, após dessalinização e pré-aquecimento. O diagrama abaixo oferece uma listagem dos tipos de produtos esperados e seu destino.
  • 17.  A densidade específica do material é calculada tendo-se como referência a água. Obviamente, quanto maior o valor de °API, mais leve é o composto. Por exemplo, podem-se ter: Asfalto 11°API Óleo bruto pesado 18°API Óleo bruto leve 36°API Nafta 50°API Gasolina 60°API I – INTRODUÇÃO  Uma amostra de petróleo e mesmo suas frações podem ser ainda caracterizadas pelo grau de densidade API (°API), do American Petroleum Institute, definida por:
  • 18.  Petróleos Leves: acima de 30°API ( < 0,72 g / cm3 )  Petróleos Médios: entre 21 e 30°API  Petróleos Pesados: abaixo de 21°API ( > 0,92 g / cm3 )  Petróleos “Doces” (sweet): teor de enxofre < 0,5 % de sua massa  Petróleos “Ácidos” (sour): teor de enxofre > 0,5 % em massa I – INTRODUÇÃO  Dessa forma, uma amostra de petróleo pode ser classificada segundo o grau de densidade API, como segue:  Segundo o teor de enxofre da amostra, tem-se a seguinte classificação para o óleo bruto:
  • 19.  Óleos Parafínicos: Alta concentração de hidrocarbonetos parafínicos, comparada às de aromáticos e naftênicos;  Óleos Naftênicos: Apresentam teores maiores de hidrocarbonetos naftênicos e aromáticos do que em amostras de óleos parafínicos;  Óleos Asfálticos: Contêm uma quantidade relativamente grande de compostos aromáticos polinucleados, alta concentração de asfaltenos e menor teor relativo de parafinas. I – INTRODUÇÃO  E também, segundo a razão dos componentes químicos presentes no óleo, pode-se estabelecer a seguinte classificação:
  • 20.  A indústria do petróleo é composta de cinco segmentos constitutivos básicos: Distribuição Refino Transporte Exploração Explotação Indústria do Petróleo I – INTRODUÇÃO
  • 21.  A exploração envolve a observação das rochas e a reconstrução geológica de uma área, com o objetivo de identificar novas reservas petrolíferas. Os métodos comuns empregados para se explorar petróleo são o sísmico, o magnético, o gravimétrico e o aerofotométrico. Exploração sísmica em terra. Fonte: API Exploração sísmica em mar. Fonte: US Geological Survey I – INTRODUÇÃO
  • 22.  No método sísmico, avalia-se o tempo de propagação de ondas artificiais nas formações geológicas estudadas.  Tais formações influenciam a intensidade e direção do campo magnético da terra, cujas variações podem ser medidas através de métodos magnéticos.  De modo semelhante, o método gravimético consiste no uso de equipamentos na superfície do solo para observar pequenas alterações locais na gravidade do planeta.  Finalmente, podem-se ainda obter imagens do solo, analisadas segundo métodos aerofotométricos, particularmente com o uso de satélites. I – INTRODUÇÃO
  • 23.  O petróleo é encontrado em equilíbrio com excesso de gás natural (gás associado ou livre), água e impurezas, e contém certa quantidade de gás dissolvido (gás em solução) e água emulsionada. A quantidade relativa dessas fases determina o tipo de reservatório. I – INTRODUÇÃO
  • 24.  A relação entre os volumes de gás associado e óleo em um reservatório define a razão gás/óleo, denotada por RGO. I – INTRODUÇÃO
  • 25.  Durante a explotação, são empregadas técnicas de desenvolvimento e produção da reserva após comprovação de sua existência. O poço é então perfurado e preparado para produção, caracterizando a fase de completação.  Em reservas terrestres, dependendo das condições físicas do poço, a produção é feita através de bombeamento mecânico, injeção de gás ou injeção de água. I – INTRODUÇÃO
  • 26.  Em reservas marítimas, por sua vez, a produção poderá ser feita em plataformas fixas, plataformas auto-eleváveis (em águas rasas: aproximadamente 90 m) ou plataformas semi- submersíveis, e auxiliada por navios-sonda. Em determinados casos, pode haver integração entre esses métodos e adaptações. I – INTRODUÇÃO
  • 27.  A produção é então transportada em embarcações, caminhões, vagões, navios-tanque ou tubulações (oleodutos ou gasodutos) aos terminais e refinarias de óleo ou gás.  No transporte marítimo, os navios-tanque carregam cargas comumente classi- ficadas como “escuras” (óleo cru, combustível ou diesel) ou “claras” (consistindo em produtos já bastante refinados, como gasolina de aviação). I – INTRODUÇÃO
  • 28.  Em produção marítima, os oleodutos têm por função básica o transporte do óleo bruto dos campos de produção para os terminais marítimos, e então destes para as refinarias.  Em produção terrestre, o transporte é feito dos campos de produção direto para as refinarias.  Os oleodutos são também empregados para enviar alguns importantes produtos finais das refinarias para os centros consumidores. I – INTRODUÇÃO
  • 29.  O refino do petróleo compreende uma série de operações físicas e químicas interligadas entre si que garantem o aproveitamento pleno de seu potencial energético através da geração dos cortes, ou produtos fracionados derivados, de composição e propriedades físico-químicas determinadas. Refinar petróleo é, portanto, separar suas frações e processá- las, transformando-o em produtos de grande utilidade. I – INTRODUÇÃO
  • 30.  Na instalação de uma refinaria, diversos fatores técnicos são obedecidos, destacando-se sua localização, as necessidades de um mercado e o tipo de petróleo a ser processado. A refinaria pode, por exemplo, estar próxima a uma região onde haja grande consumo de derivados e/ou próxima a áreas produtoras de petróleo.  Os produtos finais das refinarias são finalmente encaminhados às distribuidoras, que os comercializarão em sua forma original ou aditivada. I – INTRODUÇÃO
  • 31. Campos de Petróleo e Gás Natural Gás Natural Seco Separador RefinariaUPGN Consumidor Final Bases de Distribuição Consumidor Final Gás Canalizado Derivados Gás Natural Não-associado Gás Natural Úmido Petróleo Petróleo + Gás Natural Associado EXPLORAÇÃO EXPLOTAÇÃO REFINO DISTRIBUIÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO Importação TRANSPORTE DOWUPSTREAM I – INTRODUÇÃO  Em resumo, os segmentos básicos da indústria do petróleo estão interligados conforme mostrado no diagrama abaixo.